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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

RIO CARIPETUBA E OUTROS: RIOS DE ABAETETUBA




































VIAGEM AO CARIPETUBA E ARREDORES
Colaboração: Ataíde Barbosa André e família; Orêncio Barbosa André e família e outros ribeirinhos
ARRAIA GIGANTE: COMEDIA DEBAIXO DA PONTE
A maior parte das casas ribeirinhas da localidade Caripetuba e arredores têm pontes com escadas para a atracação das pequenas embarcações e as pontes, por sua vez, têm escadas para facilitar o embarque/desembarque de pessoas e mercadorias. Como fomos convidados para participar da cerimônia de colação de gráu dos alunos do SOME, ficamos hospedados na casa do Sr. Ataíde Barbosa André e família. Existe um sistema de encanação que leva a água do rio para algumas atividades caseiras, porém os banhos são feitos no próprio Rio Caripetuba. O autor do Blog e sua esposa, como preparativos na participação da colação de gráu, tomaram banho na ponte da referida casa. O último o tomar banho no rio foi o autor do Blog e às 17;30 horas do dia.
Anteriormente, algumas pessoas da casa do Sr. Ataíde já tinham ouvido pequenos barulhos e rebojos, vindos da água de baixo da ponte da referida casa. Um genro do Sr. Ataíde, após o banho do autor do Blog, às 18:00 horas do dia, ouvindo novamente aquele barulho, tipo grunhido, se armou de uma vara pontiaguda de madeira, tipo arpão, e arremessou no lugar de onde aconteciam os rebojos na água e de onde vinham os grunhidos. O arremesso do arpão foi certeiro e a partir daí o arpão se mexia fortemente, indicando que algum animal do fundo tenha sido atingido em cheio pelo arpão e o animal devia estar sentido muitas dores e tentando escapar da arpoada. Somente algum tempo depois, quando o bicho já estava cansado, é que se pôde tirá-lo da água, através de um anzol improvisado numa outra vareta. Tratava-se de uma enorme arraia, de mais ou menos um metro de diâmetro e que já estava acostumada a fazer suas comedias embaixo da ponte e há um bom tempo. Como medida de segurança o rapaz que puxou o grande peixe, cortou o grande ferrão da arraia e o deixou embaixo da ponte, fator que pode ainda oferecer perigo, em caso de alguma pessoa desavisada pisar no ferrão cortado da arraia. Como medida de segurança é necessário se tirar aquele ferrão do rio. Sabemos que ferroadas de arraias abrem grandes feridas nas partes feridas do corpo e contém veneno e que se essas feridas não forem logo tratadas, infeccionam, incham e causam febres e grandes dores nas pessoas ferroadas. Foi da ferroada dessa grande arraia que Prof. Ademir Rocha escapou, e a mesma foi arpoada logo após o seu banho de rio.
Pelo que o Sr. Ataíde nos falou, essa arraia vai servir de alimento por vários dias, para os moradores da casa. Segundo o mesmo, prepara-se uma arraia tirando-se as tripas, a cabeça e cortam-se as abas em pedaços, para preparar de vários modos. Tira-se também a lixa (pele) da arraia, colocando-se os pedaços na água quente. A partir daí, fazem-se os vários tipos de pratos de arraia: escabeche, cozida, frita ou guisada, conforme o gosto dos apreciadores da carne desse peixe.
     LENDAS, CRENDICES, SUPERSTIÇÕES NO CARIPETUBA E ARREDORES:
     A VISAGEM DA SAMAUMEIRA
Na frente da casa do Sr. Ataíde, no local Poção, que fica na embocadura de dois braços de rios, o Furo Ciriaco e Rio Caripetuba, existia uma grande árvore samaumeira. No início dos trabalhos dos padres xaverianos nessa localidade, essa árvore apresentava um grande mistério, inexplicável até os dias atuais e que causava medo e pavor em todos os que ouviam o fenômeno, que acontecia periodicamente, e sempre à tardinha. Era o barulho de algum peso desproporcional, caindo e fazendo muito barulho de galhos quebrados e com forte impacto no chão, a terra tremia e com um estrondo ainda mais assustador. Esse fenômeno foi ouvido por muitas pessoas e durante muito tempo e que espantava todos os moradores do lugar. Quando, pela manhã, ia-se verificar o acontecido, não se encontrava vestígios de nada de anormal, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e a árvore ali estava inteira e sem buracos perto do seu tronco. Os moradores da localidade foram se aconselhar com o padre católico que dava assistência à comunidade e o mesmo recomendou que se fizesse, por 3 vezes a seguinte oração no momento do fenômeno: “Deus te salve”. E disse ainda que são fenômenos causados por almas perdidas que vivem no espaço. Tatá, Dalgisa e Bejoca, chegaram a assistir ao fenômeno e eles fizeram conforme a orientação do padre e ainda se podou a árvore até o tronco e o fenômeno parou de acontecer. Porém, o tronco da árvore emitiu vários brotos de samaumeira, que já estão bem crescidos e o autor do Blog viu esses brotos no quintal da casa do Sr. Ataíde e o mesmo vai deixar os brotos crescerem. Será que o fenômeno voltará a acontecer, com a árvore novamente crescida? É ver para crer ou para assustar novamente!
               O POÇÃO:
O Poção é um grande e profundo lago que se forma na embocadura de dois braços de rios, o Furo do Ciriaco e Rio Caripetuba. Esse lago fica na frente da casa do Sr. Ataíde Barbosa André e família. O Furo do Ciriaco e Rio Caripetuba são dois pequenos e estreitos rios, cujas profundidades são mensuradas e afetadas pelas secas da maré vazante. Porém o Poção é muito profundo e lendário, que nunca seca e que, dizem, abriga arraias gigantes, jacarés gigantes, sucuris, pirararas e outros grandes peixes e outras criaturas das águas. Não se jogam redes de pesca nesse local , devido arrebentarem com o peso dos grandes animais do Poção. Além do mais, esse poço, quando a maré baixa, fica borbulhando e até os dias atuais é temido pela população ribeirinha das suas proximidades.
                                      A CORRENTE DO MALATO
Malato é uma localidade da Ilha do Marajó, município de Ponta de Pedras e situada em frente à região das Ilhas de Abaetetuba, onde residem algumas pessoas conhecidas da população do Rio Caripetuba, Ilha do Capim e arredores. No Malato existe uma grande árvore de samaumeira (para o ribeirinho é uma árvore mística, perto da qual acontecem os fenômenos sobrenaturais, como aparecimento do curupira, fantasmas, pretinhos) onde estava presa e pendurada uma antiga e grande corrente que as pessoas pensavam que tinham sido os revoltosos da Cabanagem que a deixaram pendurada na grande árvore. Muito tempo depois é que os ribeirinhos descobriam que tinha sido uma tropa militar do governo imperial que armara a grande corrente na árvore, para prender, pendurar e matar de fome e sede ou à tiros, os rebeldes cabanos e fazia o mesmo com os ribeirinhos simpatizantes dos cabanos, que ajudavam ou davam abrigo ou protegiam os revoltosos cabanos do Pará. Esse castigo, imposto pelos governantes imperiais, deveria servir de exemplo para todos os que tentassem ajudar os revoltosos, como aconteceu na morte do mártir Tiradentes em Minas Gerais. Os revoltosos cabanos e seus amigos ribeirinhos simpatizantes, muitas das vezes, eram obrigados a vestir pesadas roupas de couro cru e assim eram pendurados na grande corrente, ficando expostos ao forte calor do sol e quando a roupa de couro ia secando,começava a apertar o corpo dos torturados, que morriam de fome, sede e asfixiados pelo aperto da roupa de couro seco. Uma coisa é muito verdadeira nessa história: a revolução cabana teve um de seus maiores focos de resistência nas regiões do Marajó e na região do Baixo Tocantins e centenas de pessoas morreram, de ambos os lados, nas lutas que se desenrolaram nas matas e águas do Marajó, Cametá, Abaeté, Igarapé-Miri, Moju, Capim e Guamá.
                                          LENDAS DO BOTO
O boto é um mamífero, de vida aquática, que existia aos milhares nas águas do Marajó e na bacia hidrográfica do Baixo Tocantins e Rio Pará. Esse animal, com a escassez de peixes, que são seus alimentos e por ação predatória de muitas pessoas, hoje tem uma população diminuta nas suas 3 espécies: pretinho, malhado e rosa. Desse animal, porém, restaram as muitas lendas ribeirinhas do boto. Alguns moradores do Caripetuba dizem que na Baía Maratauíra, ainda existem botos pretinhos, malhados e alguns botos rosas, que vêm da Ilha do Marajó. Porém, avistamos somente um solitário boto pretinho na viagem ao Caripetuba. Algumas dessas lendas colhidas do Marajó e Ilhas de Abaetetuba:
Antigamente eram comuns as relações sexuais entre pais e filhas e demais relações desse tipo. A curiosidade entre os demais membros das comunidades e visitantes era grande sobre esses fatos e, por isso, as moças com filhos nessas condições e as crianças, eram orientadas a responder às perguntas sobre suas paternidades, dizendo: “Foi boto!”, “Meu pai é o boto”. O mesmo acontecia com moças filhas famílias que apareciam grávidas e com as mulheres casadas, que enganavam o marido, quando até os demais familiares aceitavam o fato de que a culpa era do boto. O boto, desde a antiguidade, vem levando a culpa pelos desvios de conduta das pessoas e disso resultam as muitas lendas que até os dias atuais correm sobre esses animais. E algumas histórias sobre botos são contadas com tanta convicção e até os dias atuais, que fica até difícil, para pessoas como o autor do Blog, analisar os fatos à luz da razão, por que algumas das pessoas entrevistadas são absolutamente idôneas e até com formação superior e versadas sobre ciências. Para nós, as lendas sobre botos e as demais lendas e histórias fantásticas das ilhas e colônias de Abaetetuba e região, fazem parte da cultura da região e nesse sentido, as publicamos no Blog e sem entrar no mérito se são ou não fruto da imaginação das pessoas. Como dizia o filósofo: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia!”. E sabemos que mistérios existem, apesar de nossa racionalidade.
                                                   Filho de Boto
A bota (linguajar ribeirinho), tem filhos em terra, nas cabeceiras dos igarapés.
Boto e Mulher:
Boto quando avista mulher lavando roupa no banheiro da casa (os banheiros e privadas ribeirinhas geralmente ficam do lado de fora da casa), salta da água para o banheiro para encantar a mulher.
Mulher Encantada Por Boto:
Geralmente mulher encantada por boto fica com a mente avariada, doida e faz coisas descomunais movida por esse encanto.
Boto Que se Transforma em Homem:
Boto se transforma em homem e fica de pé nas cabeceiras das casas ribeirinhas e, quando da aproximação de pessoas, se joga na água, fazendo barulho de gente pulando na água.
Perseguição de Boto:
Boto, quando simpatiza com determinada mulher, a persegue, até conseguir possuí-la sexualmente.
                              ARMADILHA PARA MATAR O BOTO
Um determinado senhor, por motivo de trabalho, sempre saía à noite e sua esposa ficava dormindo em casa. O boto chegava e deitava na rede com ela. A mulher não entendia direito o fato de uma pessoa ir dormir com ela, quando seu marido não estava em casa e lhe fala desse fato. O marido, desconfiado do que seria, diz a mulher: “É boto, mulher!”. E a partir daí preparou uma armadilha. Ele, na noite seguinte, fez que saía para trabalhar à noite e, passado algum tempo, voltou, e devidamente armado de espingarda, viu o boto deitado com sua esposa e assim ele matou o boto que encantava e dormia com sua esposa.
                                     BOTO EM GRUPO NA PRAIA
Boto, além de nadar, gosta de se expor nas praias da região e andando de pés, afirmam as pessoas e, quando voltam para ás águas, ainda de pés, todos juntos pulam de volta para as águas, despertando temor e curiosidade das pessoas que assistem ao espetáculo dos botos se jogando, de pés, nas águas dos rios.
                               BOTO NA CABECEIRA DAS PONTES
Uma forma humana sempre aparece, nas noites de luar, na cabeceira das pontes ribeirinhas, mas não é uma pessoa e sim um boto, conforme afirmam muitos moradores da Ilhas de Abaetetuba. Boto, além de gostar de se expor na luz do luar nas praias, também se expõe, em pé, na cabeceira das pontes das casas ribeirinhas, de modo isolado ou em grupo, afirmam as pessoas com convicção. Quem vê o boto exposto nessas pontes, pensa que é uma pessoa, mas logo se lembra das histórias que correm, de botos que gostam de se expor na cabeceira das pontes em noites de luar. Quando o boto sente a presença humana às proximidades das pontes, ele se joga do alto da ponte na águas dos rios, fazendo aquele barulho característico de queda na água e fugindo da intromissão humana nesse seu estranho hábito de vida.
               MULHER DE RESGUARDE DE PARTO ATRAI BOTO
Essa é lenda recorrente nas Ilhas de Abaetetuba, de que mulher de resguarde de parto, atrai botos e pode até ficar com a mente avariada devido a perseguição do boto. Por isso é que, mulher, nessa condição, nunca deve sair de casa ou se afastar das pessoas da casa, durante o período de resguarde, sob pena de ser seduzida pelo boto, que lhe aparece em forma de um belo rapaz e vestido de branco e de chapéu tipo panamá também branco.
                                               LENDA DO CURUPIRA
Essa lenda é recorrente nas localidades por nós visitadas, mudando, às vezes, somente o personagem, que pode ser outro tipo de defensor sobrenatural das matas. No Marajó, Caripetuba e seus arredores, a lenda é assim: uma pessoa que adentrasse as matas para caçar, derrubar árvores ou extrair produtos da floresta, podia ser encantada pelo Curupira, figura mitológica, de cor verde, forma humana, de grandes orelhas e pés para trás. A pessoa encantada, ao tentar voltar para casa, iniciava o caminho de volta e acabava chegando ao início da caminhada e, cada vez que iniciava nova caminhada de volta para casa, novamente chegava ao ponto inicial da caminhada e cada vez mais desnorteada e cansada. Algumas pessoas, percebendo que se trata do encanto do Curupira, sabem como se livrar do encantamento: fazem uma peçonha, dessas de subir em árvores, feita de folhas de açaizeiro, e, com a peconha pronta e sem olhar para trás, no início de uma nova caminhada, deve jogar a peçonha também para trás, onde se encontra o Curupira, o defensor das matas, encantador de pessoas. Este ente sobrenatural, enquanto tenta desatar as fohas de açaizeiro da peconha, facilita a quebra do encanto e por pouco tempo. Nesse momento em que a pessoa está momentaneamente livre do encantamento, deve aproveitar para fugir do Curupira e empreender a caminhada de volta para casa, são e salvo. São dezenas de relatos nesse sentido.
               LENDAS DA JIBÓIA: COBRA QUE MUNDIA SUAS PRESAS:
Jibóia, Cobra que Mundia:
Dizem os ribeirinhos que a cobra jibóia, quando quer se alimentar, mundia (hipnotiza) suas presas, que podem ser outros animais da floresta. De fato, ratos, que são animais muito espertos, quando diante de uma jibóia, ficam desnorteados e sem saber o que fazer, como que paralisados de pavor, e assim, se tornam presas mais fáceis para os botes dessas cobras. E os ribeirinhos ainda dizem que jibóia grande, mundia até mesmo gente em atividade de caça ou extrativismo nas florestas, deixando-a também paralisada e, mesmo que seja salva da atração da cobra, fica com a mente avariada durante vários dias.
Jibóia Venenosa?
Existem dois tipos de jibóias nas florestas amazônicas, a jibóia branca e a vermelha, e ambas podem ser encontradas em esconderijos no solo ou no alto das árvores. A branca, pode até ser domesticada e servir como animal de estimação ou ser criada no forro das casas, para devorar ratos e outros roedores e animais, que invadem as casas, em busca de comida. Em casas onde existe jibóia, costumeiramente, se ouvem os barulhos dos botes sobre os animais que invadem essas casas.
A jibóia vermelha é temida pelos ribeirinhos e colonos, por sua grande força e por se tornar venenosa no mês de agosto. São necessárias umas 5 pessoas para dominar uma jibóia vermelha grande.
               Presas e Digestão de Jibóias
Uma cobra jibóia, ao dar o bote, enrola-se no corpo de suas presas e as mata por asfixia e depois as engole por inteiro. Uma jibóia, ao engolir uma grande presa, tipo capivara, passa dias e até meses sem se alimentar, devido a digestão lenta de seus alimentos. As presas pequenas são logo engolidas por inteiro e são necessárias várias presas pequenas para saciar a fome de uma jibóia de bom tamanho. Jibóias pequenas também se alimentam de sapos, rãs, pintos e, quando crescidas, se alimentam de animais maiores, como mucuras, preguiças, gatos, cachorros, galinhas, patos, perus e outros serimbabos dos quintais ribeirinhos ou das propriedades rurais.
               Couros de Jibóias
Couros de jibóias, até os dias atuais, são vendidos para determinadas fábricas que trabalham com peles de animais ou para confecção de instrumentos musicais de percussão.
Porém, o que sabemos de verdade sobre as jibóias, é que elas são cobras não venenosas, inofensivas para os homens (enquanto pequenas) e úteis no combate à praga da infestação por ratos e outros animais.
               Jibóia Como Animal Útil
Uma jibóia pequena escolheu espontaneamente morar no forro da casa do autor do Blog e, sempre, à noite, se ouviam os barulhos dos botes dessa jibóia sobre os ratos e os gritos destes. Depois que a mesma cresceu e precisou de presas maiores que ratos, ela foi embora para a mata de igapó existente às proximidades da casa e assim os ratos voltaram a perturbar a tranqüilidade da casa. Agora estamos precisando de uma jibóia de tamanho pequeno para morar no forro de nossa casa e só se ela escolher de assim fazer, devido leis de proteção de animais silvestres. Nós, jamais prendemos em cativeiro animais da fauna silvestre.
               LENDAS DA COBRA GRANDE:
               Sucurijus e Sucuris:
Dizem os ribeirinhos e colonos de Abaetetuba, que cobras sucurijus, são os filhotes das cobras sucuris. Uma cobra sucuriju, fica anos habitando pequenos igarapés, córregos e lagos, onde exista pequenos animais que possa lhes servir de alimentos no período de crescimento. Os sucurijus, quando já estão crescidos, se tornam as temidas cobras sucuris e estas, têm que sair do lugar que lhes serviu de abrigo durante o crescimento, para procurar outras presas maiores nos igarapés e rios, para lhes servir de alimento. Na procura dessas presas maiores as sucuris até saem da água, na caça de animais que se aproximam dos córregos, igarapés ou lagos para, inadvertidamente, beber água ou tomar banho. Grandes sucuris são animais de grande força e, como as jibóias, matam suas vítimas por asfixia, por pressão de seu corpo enrolado nas presas. Até mesmo seres humanos podem servir de alimentos para sucuris gigantes ou cobras grandes, como também são chamadas.
Conforme afirmam os ribeirinhos e colonos de Abaetetuba, sucuris nas matas de igapós e mangues são certeiras nos botes. Elas prendem o rabo em um tronco de árvore aquática e dão o bote em suas vítimas, cravando-lhes os dentes e, soltando rapidamente o rabo do tronco, enrolando o corpo nas vítimas, matando-as por asfixia ou afogamento.
               Os Buracos de Sucuris:
Sucurís moram em buracos escavados nas margens dos igarapés, rios e baias. Daí vêm a lenda de uma colossal sucuri que mora embaixo da Ilha da Pacoca, e da sucuri que morava embaixo da ponte grande de Abaeté.
               LENDA DA SUCURI DA PONTE GRANDE DE ABAETÉ:
Dizem os antigos habitantes de Abaeté, que embaixo da antiga Ponte Grande de Abaeté, morava uma grande cobra sucuri ou cobra grande, que se encarregava de engolir pessoas que ali, inadvertidamente caíam embriagadas, ou das pessoas em trabalhos ou viagens nas centenas de embarcações, que ali chegavam ou partiam. Diz a lenda que as pessoas que caíam da Ponte Grande de Abaeté, sumiam misteriosamente e seus corpos, jamais eram encontrados. Uma das poucas pessoas que conseguiu escapar com vida de queda da Ponte Grande de Abaeté, foi o ex-governador Magalhães Barata, que quando caiu da ponte, nos anos de 1950, imediatamente seus guardas-costas pularam atrás, conseguindo salvar o ex-governador de ser engolido pela cobra grande que habitava em um grande buraco, debaixo do trapiche de Abaeté.
As Sucuris e as Viagens de Canoas:
Poucos ribeirinhos se arriscavam a sair à noite em canoas ou montarias à remo, ou mesmo em canoas à vela, com medo do ataque da cobra grande. Dizem que, certa feita, numa dessas viagens à noite, de canoa à vela, os tripulantes da dita canoa, avistaram a cabeça de uma cobra grande, cujo corpo possuía a grossura de um desses grandes miritizeiros das margens dos rios de Abaetetuba. Muitas terçadadas, machadadas e tiros de espingarda foram desferidos nessa cobra e ela continuava ali, em luta contra a tripulação da canoa e que essa canoa escapou milagrosamente de ser afundada pela cobra grande. No outro dia, pela manhã, ribeirinhos curiosos foram até o local da luta e nada encontraram. A partir desse fato e de outros referentes às cobras grandes em ataque à noite, os ribeirinhos passaram a não mais viajar à noite pelos igarapés, rios e baías de Abaetetuba, com medo de se encontrar diante de uma dessas grandes cobras, que até os dias atuais apavora e fantasia a imaginação de todos.
               Sucurijús e Sucuris no Jacaréquara:
Em Abaetetuba existe o Rio Jacaréquara, que é um rio urbano, perto do qual se localiza o Matadouro Municipal da cidade. Nesse rio, são jogados carcaças, urina, fezes, sebo, sangue e restos dos animais abatidos para consumo na cidade, que torna esse rio grandemente poluído. Um fato curioso está acontecendo nesse rio. Ali está se concentrando populações de alguns tipos de animais, como urubus, gaviões (pássaros) e alguns animais aquáticos como carataís-açus, pirararas, bacus(peixes) e cobras como jibóias, sucurijus e sucuris, animais que são atraídos pelo material jogado no rio. Ali, um dia, vai aparecer uma grande cobra grande, dessas que povoam a imaginação dos colonos e ribeirinhos de Abaetetuba e causar muito pânico em quem a encontrar e fazer aumentar ainda mais as lendas sobre cobras grandes.
               OS TRÊS PRETINHOS:
Os Pretinhos são 3 moleques, que são encontrados pelos caminhos, ramais e estradas de Abaetetuba e que aparecem e somem repentinamente, atrás de árvores e ficam fazendo caretas, peraltices, dando cambalhotas e desorientando os caminhantes das estradas e ramais. Muitos dizem que os pretinhos são curupiras, que são defensores das matas e que já apareceram para muitos caminhantes de Abaetetuba, assustando-os, fazendo-lhes pequenas maldades e encantando-os. Certa feita, uma mulher foi atraída, na estrada, pelos ditos pretinhos e foi levada para muito longe, no Arumanduba e a mesma ficou vagando 3 dias perdida na mata e sofrendo mal-tratos dos pretinhos. Enquanto 2 pretinhos a seguravam, o outro batia-lhe com varetas e galhos de árvores. Quando finalmente foi encontrada, estava completamente avariada da cabeça. Quando os pretinhos surram alguma pessoa, esta fica toda batida e ferida. Flauri Silva afirma que os 3 Pretinhos realmente existem. Outros dizem que as peçonhas (vide Lenda da Curupira) espantam também os pretinhos.
               OS FANTASMAS VIOLENTOS:
Geralmente os fantasmas gostam apenas de assustar as pessoas. Porém, em uma determinada localidade da Região das Ilhas de Abaetetuba, existe uma área por onde ninguém tem coragem de passar, devido fatos sobrenaturais e violentos que acontecem nesse local. Certa feita, um grupo de ribeirinhos e alguns visitantes da cidade, ao passar por esse local, foram violentamente atacados por entidades que ninguém via. Essas pessoas levaram socos, pontapés, foram surradas com paus, levaram pedradas na cabeça e eram arremessadas longe, em ataques que resultaram em muitas pessoas feridas e ferimentos até graves. Dos atacantes, só se ouviam as vozes, gritos histéricos, assobios horripilantes e muita gargalhada. Chegou-se à conclusão que naquele local morreram em batalha muitos revoltosos cabanos e soldados do império em lutas sangrentas na revolta da Cabanagem nos anos de 1840 e que muitos corpos ficaram despedaçados pelo caminho e que nunca foram enterrados, enquanto outros foram levados pelas correntezas das marés. Porém essas almas penadas, ainda ali se encontram, praticando toda sorte de atos de violência contra quem se atreve a passar por esse caminho, mesmo em grupos de muitas pessoas. Orações pelas almas penadas se fazem necessárias naquele lugar das Ilhas de Abaetetuba.
               OS ENCANTOS DA IARA:
A Iara é um ser sobrenatural das águas, muito bonita, que, em determinadas ocasiões, encanta quem passa por perto das beiradas dos igarapés, rios e baías onde faz morada provisória. Em um rio, às proximidades do Caripetuba, uma mulher sofreu os encantos da Iara e, em conseqüência, ficou com a mente avariada e dotada de uma força física descomunal para sua condição humana e de mulher franzina. Não havia ninguém, sozinho, ou mesmo grupo de pessoas, que pudesse segurar essa mulher em seus atos de insanidade mental e força desproporcional, quando saía derrubando grandes objetos, arrancando troncos de arbustos e fazendo longas e perigosas travessias em canoas à remo, vencendo as perigosas correntezas e corredeiras dos rios locais e com a maior rapidez e facilidade que se possa imaginar para os padrões normais, coisa que nem um grupo de remadores experientes consegue. Essa mulher jamais se recobrou dos encantos da Iara e faleceu ainda demente.
               COMUNIDADE DO ARIGÓ:
Em uma determinada localidade do Malato, na Ilha do Marajó, existe uma estranha comunidade formada por descendentes co-sanguíneos de membros de uma família, todos de cor morena, sem ser de cor preta. É uma comunidade fechada, quase todos analfabetos, com todos residindo em uma cabana, onde os homens são servidos em suas redes, armadas ao longo da grande cabana, pelas mulheres, e estas, atuando como espécies de escravas, e todos vivendo em um estilo de vida primitivo e pobreza extrema, como se ainda estivessem no início do século 19. E é muita gente morando em uma casa só, perto de 40 pessoas. As mulheres grávidas fazem os partos ali mesmo, com água de poços ou rios e utensílios primitivos e muitas das crianças nascem malformadas, parecendo figuras de peixes, sapos, jacarés, botos ou outro animal e muitos falecem devido falta de serviços médicos adequados e não são vacinados e nem batizados e não têm nomes. As crianças que sobrevivem aos nascimentos, e que também são muitas, crescem e ficam parecidos com os demais membros da comunidade. Quem olha para um, está olhando para os demais e todos parecem gêmeos entre si e tendo os olhos negros e puxados, como os povos orientais. Todas as crianças do Arigó têm marcas de ferroadas de arraia, peixe abundante nas praias daquela localidade. Os visitantes são mal-vistos pelos mais antigos da comunidade, e com curiosidade, pelos jovens e crianças da localidade e, nenhum membro dessa comunidade, tem permissão para casar com estranhos e nem dali sair ou fugir. Mesmo os doentes não podem dali sair. Só aconteceu uma única vez, de uma mocinha dessa comunidade, ter dali saído, para casar com um ribeirinho das proximidades, e isso, por que o rapaz enfrentou, com firmeza, a resistência dos adultos daquela comunidade e acabou levando a mocinha consigo. Quando as crianças saem para estudar nas escolas de outras comunidades, sai junto um adulto da família, para vigiá-las na escola. Quando os membros dessa família vão a alguma festa dançante, eles só dançam entre si e jamais com estranhos. Muitos membros jovens dessa comunidade, por nunca terem dali saídos e conhecidos outras pessoas, diante de uma pessoa estranha, à princípio, ficam arredias, porém, levados pela curiosidade juvenil de estar diante de uma pessoa diferente, vão se aproximando sorrateiramente e ficam olhando a pessoa estranha, como se estivesse vendo uma pessoa de outro mundo, tocando-a e admirando suas roupas, objetos, sapatos e jóias e, talvez, inconscientemente, pedindo ajuda pela situação em que vivem, de prisioneiros dentro de sua própria comunidade e sem direitos de conhecer outros horizontes, outras novidades, outros lugares e outras pessoas. É realmente estranha a Comunidade do Arigó, conforme dizem os habitantes do Caripetuba e arredores.
               LENDAS DO PORAQUÊ:
As Descargas Elétricas dos Poraquês:
O poraquê é uma espécie de peixe comprido e cilíndrico e de cabeça grande e achatada, parecido com o peixe enguia. Esse peixe é um dos muitos peixes que povoam os igarapés e rios da Amazônia e em Abaetetuba e região, existem diversas variedades desses peixes elétricos. A principal característica desses peixes é que eles são capazes de emitir fortíssimas descargas elétricas que são conduzidas facilmente através da água, e que são capazes de matar suas presas, inimigos e até o próprio homem. Alguns poraquês crescem muito e chegam a alcançar mais de 2 metros de comprimento. Algumas lendas à respeito de poraquês:
Em uma determinada localidade, às proximidades de Abaetetuba, num desses balneários localizados à beira das estradas e ramais da região e aproveitando os cursos d’água dos rios e igarapés, muitas mortes de pessoas começaram a acontecer misteriosamente nesse balneário e até mortes de pessoas adultas. Corre a lenda de que essas mortes estão relacionadas a um grande poraquê que habita os fundos do rio desse balneário.
               Poraquês e os Frutos de Açaí e Miriti:
Conta a lenda sobre poraquê, que quando ele quer se alimentar dos frutos de açaizeiros e miritizeiros, palmeiras tipicamente das várzeas amazônicas, o peixe simplesmente emite suas descargas elétricas no tronco dessas palmeiras e, com isso, os frutos dessas árvores caem na água e, assim, o poraquê se alimenta dos saborosos frutos de açaí ou miriti.
Porém, com todo o perigo que o poraquê oferece, através de suas mortíferas descargas elétricas, há quem ainda pesque o temido peixe, para servir de repasto nas refeições ribeirinhas. A pesca de poraquês é feita através das primitivas tapagens à beira dos igarapés. E, nessas pescarias, os ribeirinhos sabem a maneira correta de capturar o poraquê, sem o perigo das descargas elétricas.
               RELIGIÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO NO CARIPETUBA E ARREDORES:
               EDUCAÇÃO:
A localidade Caripetuba e arredores, preza bastante a educação de seus filhos e essas comunidades já estão dotadas de uma boa rede de escolas, que vai do Ensino Fundamental ao Ensino Médio e onde já não mais se necessita enviar os alunos para estudar nas escolas da cidade, fato comum nos tempos mais recuados da história do Caripetuba e arredores. As rabetas se encarregam de trazer e levar os alunos e professores rapidamente às escolas das localidades.
Educação no Caripetuba:
Colação de Gráu dos Alunos do Ensino Médio dos Alunos do Sistema Modular de Ensino-SOME, Ano 2010:
No Caripetuba, a Escola Sorriso de Maria, também abriga os alunos do Sistema Modular de Ensino-SOME, que forma alunos no ensino médio da localidade e arredores. Essa foi a 2ª turma do Sistema Modular de Ensino-SOME a colar gráu no Caripetuba, em uma bonita festa com Missa e colação de gráu solene em 26/5/2010.
               Composição da Mesa Para a Colação de Gráu:
.  Professora Maria Telma Rodrigues Lobato, diretora da Escola Sorriso de Maria
.  Professora Maria de Jesus André Rocha, diretora da Escola Bernardino Pereira de Barros-Escola-Séde do Sistema Modular de Ensino-SOME e que fez sua oratória e fez a outorga de gráu solene aos colandos dos alunos.
. Iracy Júnior, vereador da Câmara Municipal de Abaetetuba e paraninfo da turma de colandos.
. Francisco de Paula Cordeiro, representante da Comunidade Católica do Rio Caripetuba
. Professor João Neves Sérgio da Silva, Patrono da Turma. É filho da Corina, esta filha de Raimundo Neves.
.  Palavra dos componentes da mesa
.  Entrega solene dos certificados e anel de formatura.
Alunos e Paraninfos na Colação de Gráu/2010 dos Alunos do Ensino Médio-SOME.
Alunos do Caripetuba e das localidades vizinhas: Xingu, Rio Doce, Rio da Prata e Paramajó:
.  Alex Ferreira Cordeiro, orador oficial da turma de colandos, que, entre outras coisas disse: “Quem desiste nunca vence e quem vence nunca desiste. O destino não é uma questão de sorte, mas de escoha”.
.  Osmana Dias Gonçalves e paraninfa Anazilda Dias Gonçalves.
.  Maria Dalila Figueiredo Gonçalves
.  Carla Cardoso
.  Maria de Nazaré Ferreira Cordeiro
.  Carlos Eduardo Gonçalves
.  Geraldo Gonçalves Ferreira
.  Maria José Rodrigues Gonçalves
.  Maria Santana Fonseca Ferreira
.  Maria das Graças Rodrigues Figueiredo
.  Paulo Júnior Gonçalves Gonçalves e paraninfa Estefânia Gonçalves Lima
.  Priscila Gonçalves Gonçalves e paraninfo Evangelino da Silva Teles
Professores na Colação: Raimundo Zacarias Rodrigues de Moraes, Mário Sérgio, Estefânia, Júnia e outros.
               CULTURA:
A cultura também é um ponto forte da vida do Caripetuba e arredores onde, até os dias atuais, são lembrados as famosas e tradicionais festas das Folias de Reis, Folias de Santos, Cordões de Pássaros e Bois, festa do Fofói, Festas de Santos e outras manifestações culturais que eram comuns nessas comunidades.
Cura de cobrelo:
O velho Manoel Gomes curava cobrelo com chá de folha de pião branco e um pouco de maná (açúcar moreno). O cobrelo é uma terrível infecção causada por urina de bichos das árvores, como mucuras, uma certa espécie de lagarto ou contato com lagartas tipo tapuru. Era difícil curar cobrelo, mas o Velho Manoel Gomes conseguia a cura completa para essa infecção.
Banho-de-Cheiro:
O banho-de-cheiro foi uma tradição mantida durante anos nas Ilhas de Abaetetuba e até na cidade. As principais ervas cheirosas do tradicional banho-de-cheiro de Abaeté: capetiu (folha), oriza, cipó-uíra, corembó, casca de cedro, pau-de-angola, trevo beliscão, folha de manjericão, arumã-de-cheiro, folhas de vindicá (verdadeiro e de cacho), patchuli, folha de canela, capim-marinho, japana, priprioca.
               RELIGIÃO:
A religião também é um dos aspectos fortes das comunidades do Caripetuba e seus arredores e de onde surgiram as mais antigas festas de santos do município de Abaetetuba e, posteriormente, de onde nasceram as comunidades de base, fundadas pelos padres xaverianos, a partir dos anos de 1960.
Até os dias atuais as festas de santos ainda são realizadas nas comunidades do Caripetuba, Costa Maratauíra, Urubuéua, Paramajó, Xingu, Ilha do Capim, Rio da Prata e outras comunidades limítrofes.
Com a decadência das comunidades de base, foram surgindo outras religiões evangélicas, que atualmente atuam na evangelização dessas comunidades.
               COMUNIDADES, FESTAS DE SANTOS E OUTRAS IGREJAS DO CARIPETUBA E ARREDORES:
.               No Rio Caripetuba:
A comunidade católica de Nossa S. de Nazaré do Rio Caripetuba teve início com Cordolina Sarges, mãe de Brasilino, Euclides, Iduína e Pedro Sarges, que organizavam essa festa em sua casa na localidade Caripetuba, quando saíam em esmolações e folias de santos pelas casas dessa localidade e arredores, cantando e rezando orações em latim vulgar, e que depois, promoviam as 3 noites de orações na casa dos Sarges, e posteriormente festas dançantes, e com a noite ramada, noite do mastro e a noite do dia da festa, com muita comida e bebida e esse festejo familiar deu origem ao tradicional festejo de Nossa S. de Nazaré, na localidade Rio Caripetuba, agora promovida pela comunidade de base católica do local.
No tempo da festa dos Sarges o padre ia uma vez por ano ao local , para fazer a desobriga e celebrar missa e ministrar os sacramentos. A partir do início desses festejos, pode-se dizer que essa festa e a respectiva imagem de Nossa S. de Nazaré, já têm mais de 200 anos e em 1957, quem visitava a localidade de Caripetuba em desobriga e missa no mês de setembro era o Padre Chagas e a partir dele e com o incentivo dos primeiros padres xaverianos em 1961, se iniciou a comunidade católica dessa comunidade ribeirinha de Abaeté e contando com a decisiva adesão dos comunitários católicos, como: Orêncio Barbosa André, Sinhuquinha Ferreira, Galileu Gonçalves de Moraes, Dilo Rodrigues, Ernani Ferreira Rodrigues, Sandoval Sarges Rodrigues e outros.
Esse grupo de pioneiros comunitários católicos foi quem colocou a pedra fundamental e construiu o complexo que hoje reúne a Igreja, o barracão de Nossa S. de Nazaré e o posto médico do Caripetuba.
A Folia de Nossa S. de Nazaré, em Caripetuba, teve como um de seus fundadores o Sr. Francisco de Assis Gomes Lobato, com 69 anos em 2008, que também era tocador da Folia de S. Miguel de Beja. Outros grupos vinham de outros lugares para tocar as antigas folias de santos no Caripetuba: Assacu, Panacuéra e Prainha.
Essas antigas festas de folias, com a chegada dos padres xaverianos, foram perdendo terreno, dando lugar a atual comunidade de Nossa S. de Nazaré, que desenvolve trabalhos de evangelização e atividades de conscientização dos direitos humanos e políticos. Porém essas atividades já estão sendo também comprometidas pela excessiva ingerência política-partidária e pela falta de líderes mais comprometidos na evangelização dos povos.
               NA COSTA MARATAUÍRA:
A Costa Maratauíra: abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e a Escola Nova União.
.  Comunidade Costa Maratauíra-Cafar, com a festa de Nossa S. do Carmo.
.  Comunidade Santo Antonio.
.  Comunidade de Nossa S. de Nazaré, da localidade Nazaré-Costa Maratauíra.

NO RIO TABATINGA: Comunidade de Nossa S. do Perpétuo Socorro.
NO RIO JARUMÃ: Comunidade de Nossa S. do Livramento.
NO RIO PARAMAJÓ: Comunidade de São Pedro.
NO RIO URUBUÉUA:

Rio Urubuéua-Fátima, abriga a Comunidade Nossa S. de Fátima, uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Rio Urubuéua-Cabeceiras, abriga a Comunidade Nossa S. dos Anjos, na localidade Urubuéua-Cabeceiras, abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Nossa S. da Luz.
Comunidade Nossa S. dos Anjos, da localidade Urubuéua-Cabeceiras.
A Igreja Assembléia de Deus se faz presente no Rio Urubuéua, que realizam trabalhos de cultos e evangelização nessa localidade.

NO RIO XINGU: Comunidade Santo Afonso.
NO FURO DO BOTO: Comunidade de Santa Terezinha do menino Jesus.
NO RIO DA PRATA: Comunidade de São Francisco de Assis, que promove a festividade desse Santo.
NO RIO GUAJARÁ DE BEJAo: Comunidade de São Francisco Xavier, que promove a festividade desse Santo.
NO IGARAPÉ VILAR: Comunidade de São José, que promove a festividade desse Santo.
               FAUNA E FLORA DO CARIPETUBA E ARREDORES:
               Fauna:
Nessa região ainda existem muitos tipos de cobras, lagartos, peixes e outros tipos de animais, remanescentes das antigas caçadas e pescarias dos tempos coloniais, provinciais e republicanos do Pará e que, são animais de reprodução rápida e de fácil adaptação ás mudanças ocorridas na região.
               Botos:
Os botos, inclusive o boto rosa, ainda existem na localidade Malato e arredores e são muitos os casos e lendas que correm sobre esses animais que não desfrutam de bom conceito entre ribeirinhos e pescadores. Entre os ribeirinhos, devido os casos de sedução de mulheres, por botos transformados em irresistíveis conquistadores de mulheres e donzelas e entre os pescadores, por que botos são concorrentes dos mesmos na captura de peixes, que agora são ralos na região. Eram 3 as espécies de botos na região e que existiam aos milhares nas águas do Marajó, Ilha do Capim e na bacia hidrográfica da foz do Baixo Tocantins: malhado, pretinho e rosa. Botos, nos tempos atuais, não são mais facilmente encontrados nadando nas águas das baías e rios da região. Em nossa viagem ao Caripetuba, só avistamos um solitário boto, tipo pretinho.
               Veados:
Veados, com várias espécies: botão, campeiro, vermelho, branco e o veado sororoca.
.  O veado botão era grande. O veado branco era pequeno.
.  E o veado sororoca, quando perseguido por cachorros, salta e prende chifres no alto das bananeiras sororocas.
Os veados foram praticamente extintos na região de Abaeté, devido caça predatória para servirem de alimentos e venda de seus couros.
               Porcos:
Porco-do-mato ou cateto, espécie de porco, parecido com o porco queixada, porém menos feroz, e andavam de bandos até 6 indíviduos e queixadas andavam de bandos de até 200 porcos que caminhavam pelas pelas trilhas da beira dos rios, quando as pequenas árvores tremiam pelo impacto dos bando. Os catetos e queixadas eram abatidos não só para fornecer carne para alimentação, como pelos seus couros.
               Cobras e Lagartos:
               Cobras:
As cobras, venenosas ou não venenosas, do Caripetuba e arredores, são as mesmas que ainda são encontradas na região das Ilhas de Abaetetuba, na forma de jararacas, surucucus, corais, jibóias, sucuris e outras espécies, conforme abaixo, que são animais da já rala na fauna da região.
.  Cobra coral, de cor co listas brancas, pretas e vermelhas. Existe a venenosa e a falsa coral, igualzinha a venenosa.
. Cobra cipó, é parecida com cipó e difícil de ser avistada, devido essa camuflagem.
. Cobra tucanambóia, de cor verde e tamanho maior que muitas cobras arborícolas.
.  Cutimbóia, com duas variedades: a vermelha ou jupatirana, que é venenosa e a pintada de amarelo. A cutimbóia engole outras cobras.
.  Jararacas, com várias espécies venenosas. A jararaca grande, a jararaca de rabo amarelo, menor que a grande, porém mais venenosa e a jararaca do fundo ou tarirambóia, que vive na água, é venenosa, não é grande e é difícil de ser encontrada, por estar sempre no fundo d’água.
               Lagartos:
Os lagartos, ainda são encontrados, e o Sr. Ataíde diz que, em seu sítio, ainda existem muitos lagartos jacurarus, que avançam sobre o galinheiro da casa, em busca de ovos e pintos para sua alimentação.
Essa é uma excelente informação, pelo fato de que jacurarus, jacuruxis, jacareúnas, tamaquarés, lagartos verdes, camaleões, osgas pequenas ou gigantes, trapupéuas e outros lagartos, já são animais que não são vistos com facilidades e alguns já estão até extintos ou em fase avançada de extinção.
O jacuraru é um lagarto valente, briga com jararacas. Nessas brigas, quando cansado, vai até a raiz do buiuçu, onde se esfrega e volta com mais ferocidade para as brigas com as jararacas, quando sempre vence a luta.
Jacuruxis, são lagartos difícil de ser encontrados e vivem embaixo das folhagens e barro dos igarapés. Parecem com jacarés e de carne comestível e pele valiosa.
Lagartos como camaleões foram animais largamente caçados, devido seus ovos e carne que eram e ainda hoje são muito apreciados como iguarias na alimentação local e no fornecimento de peles. Têm as seguintes características: podem mudar de cor rapidamente (camuflagem), têm olhos móveis e independentes (avistam 180% ao seu redor) e línguas retráteis na captura de suas presas. Camaleões são lagartos de cor esverdeada e que habitam os altos das árvores amazônicas e de lá quase nunca descem. O problema é que quando a fêmea de camaleão fica ovada, ela tem de descer da árvore e pôr seus ovos na areia das praias, onde ficam enterrados em buracos escavados na areia. Esse é o único momento vulnerável desses animais, pois em terra, se tornam presas fáceis dos homens, seus maiores predadores. E os lagartos jacuruxis, foram praticamente exterminados da região, devido à sua vistosa pele, que deve ter servido para confecção de muitas bolsas e outros adereços de moda na Europa e Estados Unidos para onde eram exportados nos tempos provinciais e início dos tempos republicanos do Pará.
               Jacarés, Tartarugas e Jabotis:
Igualmente, os jacarés e tartarugas, foram muito caçados, devido, dizem, as suas saborosas carnes, até hoje muito apreciadas como iguarias na alimentação local e em alguns restaurantes de Belém e Manaus, na forma de casquinhas de muçuãs e carne guisada de tartaruga e jaboti, apreciadas por muitos turistas. E as peles de jacarés, outrora exportadas até para o exterior, até os dias atuais são usadas na confecção de sapatos, bolsas, carteiras e outros objetos feitos do resistente e bonito couro. Jacarés e quelônios já foram praticamente extintos na região do Baixo Tocantins.
.  O jaboti matamatá, existia nas cabeceiras dos igarapés, escondidos na lama.
.  Centopéias, existindo as pequenas e as grandes e estas mariscam em busca de suas presas.
               As Arraias:
Algumas espécies de arraias de água doce da região podem crescer muito e como possuem ferrão venenoso, podem se tornar animais perigosos para os pescadores e apreciadores de banhos de rios e igarapés. Os ferrões venenosos das arraias são usados na caça de suas presas e na sua defesa em presença de inimigos ou intrusos em seu habitat. Esses rústicos e perigosos peixes, ainda existem em boa quantidade no Caripetuba, Praia de Beja. Malato e arredores. Vide acima a aventura do autor do Blog e uma das arraias gigantes (para os padrões locais) do Caripetuba.
               Saúvas, Formigas, Cabas e Abelhas e Outros Insetos:
Conforme alguns antigos moradores do Caripetuba, existe na localidade três espécies de saúva, todas cortadeiras de folhas. A saúva comum, de cor avermelhada, de onde provêm as fêmeas tanajuras, que inclusive são usadas como alimento, que podem ser fritadas na manteiga. Suas casas ficam dentro da terra e de hábito diurno.
Outra espécie, que dá fêmea parecida com a tanajura, de cor tendendo para o amarelo, que não serve para ser como alimento, devido sua massa possuir aspecto de carne e seu torrão (casa) é parecido com cidade, devido possuir um torrão principal e outros menores e todos acima do nível da terra e é uma saúva de hábito noturno.
E a terceira espécie de saúva, chamada de saúva pretinha, parecida com a formiga tracuá.
.  Formiga caçadora, que caça e carrega tudo o que encontra, como flores, folhas e outros pequenos animais que mata com seu veneno.
.  Formiga tapei, de cor preta e malhada de branco e com asas no início da vida.
. Formiga tucandeira, vive em reino (reino de formiga) e com picada doída devido o seu veneno, que injeta em suas vítimas, inclusive o homem.
.  Caba piranga, com ferroada que dói muito e logo incha o local da picada.
.  Beijucaca, com ninho parecido com um beiju.
. Tatucaba, de cor preta e com ninho construído de barro, preso nos galhos das árvores e em forma de tatu e de ferroada doída e venenosa.
. Cabaleia, com ninhos na ponta das folhas de açaizeiros.
. Tapiocaba ou Tamborcaba, de cor vermelha, que faz ninhos enormes, em forma de tambor, pendurados em galhos de árvores.
.  Abelha urucu, com casa parecida com a de cupim e com biqueira para cima, é agressiva e produz muito mel
.  Abelha jupará, é grande.
.  Abelha mosquito, é pequenina.
.  Abelha piranga, que faz o ninho no cacho de açaí.
. Abelha mamangava, que gosta de do fruto biriba e flor de urucu e mora em buraco de árvores. É agressiva, de ferroada doída e venenosa.
.  Abelha carregatudo, até cocô de animais.
.  Abelha tataíra, que também faz ninho no cacho de açaí.
. Abelha azul, que sempre está perto de águas poluídas, comendo restos de verduras e frutos podres das feiras.
.  Barata do fundo, é grande, de cor negra, perigosa e parecida com caranguejo. É muito difícil de ser avistada por ficar sempre no fundo d’água.
               Antigos Animais de Couros:
O comércio de peles, inclusive para exportação, se fazia forte na Região das Ilhas, devido a abundância de muitos tipos de animais de couros como capivaras, felinos, veados, cobras, lagartos, jacarés. O comércio de couros de animais se constituiu uma boa atividade comercial em Abaeté e região, onde milhares de variadas espécies de animais eram abatidas para a extração e venda de couros.
               Alguns animais dos quais se extraía couros:
.  Bois, que apesar de criados em fazendas, quando abatidos, seus couros eram remetidos para a praça de Belém para exportação até para o exterior, na forma de couros secos e salgados.
.  Jacarés
.  Onças, jaguatiricas, gatos-do-mato, gatos maracajás.
.  Veados. Vide acima.
.  Lontras e ariranhas, sendo esta de couro superior e valioso no mercado de couros. Devido parecer veludo.
.  Porcos. Vide acima.
.  Lagartos: jacuruxis, camaleões, jacurarus.
.  Cobras: jibóias e sucuris.
.  Peixes-bois
               Antigos Animais Para Caça:
Veados, pacas, tatus, cotias, macacos, preguiças, mucuras e outros mamíferos. Marrecos, pombos-do-mato, patos-do-mato, muçuns, gaivotas e outras aves.
Comércio de Aves:
O comércio de aves se fazia na forma de aves canoras, ornamentais e fornecedoras de plumas e penas para escrita e como alimentos. Marrecas e patos-do-mato eram abatidos e suas carnes eram salgadas para comercialização nas localidades.
               Flora:
Árvores de Madeira-de-Lei e Outras:
A vegetação do Caripetuba e arredores já é uma vegetação secundária ou terciária, porém, ainda apresenta uma rica variedade de plantas típicas de várzeas. E ainda existem alguns poucos remanescentes de árvores de madeira-de-lei, árvores para lenha, árvores para carvão e outros tipos de plantas fornecedoras de fibras, talas, folhas e outros tipos de materiais para uso no artesanato local e que também foram objeto da extração desenfreada nos tempos acima provinciais e início dos tempos republicanos do Pará.
Dizem que em uma área de terra chamada Bexiga, ainda existe pés de madeira tipo pracuubeiras, marupazeiros e outras poucas espécies de madeiras-de-lei. Os principais tipos de árvores de madeira-de-lei já foram extintos na Região das Ilhas e quando se precisa de madeira para construção de casas, pontes e madeira para a construção naval, essa madeira precisa vir de outras localidades ou regiões do Pará.
A concentração de muitas palmeiras tipo açaizeiros, forma extensos açaizais e o mesmo se pode dizer da concentração da palmeira miritizeiro, que forma os miritizais. Os aningais também são constantes por todas as margens dos rios e baías, entremeados de outros tipos de vegetais protetores das margens.
.  Mangueiras, de várias variedades, especialmente manga-rosa, bacuri e comum, que foram árvores plantadas às centenas nos manguezais do Caripetuba e região e proporcionam safras de mais de 20 milheiros de mangas e somente uns 6 milheiros são coletados, isto só em uma propriedade. As mangueiras agora fazem parte da vegetação natural da localidade. Como a coleta de mangas não é uma atividade financeiramente atrativa, a grande quantidade de mangas caídas ao solo apodrece e o odor de mangas apodrecidas bate longe, levado pelos ventos.
.  Cupuaçuzeiros, com centenas de pés plantados nas matas do Caripetuba.
.  Bacurizeiros, são árvores do fruto nativo bacuri e com algumas variedades. Os bacuris do Caripetuba possuem sabor um pouquinho ácido e atraem animais de caça pequenos, como pacas e cotias e os da localidade Malato são muito doces.
.  Caripé:
Segundo os antigos moradores do Caripetuba, existia em abundância nessa localidade, uma árvore denominada caripé, de onde se originou o nome Caripetuba, fato comprovado por um dos professores do Sistema SOME, que fez essas pesquisas enquanto desenvolveu suas atividades de professor na localidade. A árvore caripé fornece uma espécie de tinta que serve para pintar as cuias do artesanato local.
No Caripetuba e região, no tempo das canoas grandes à vela, existiam os fabricantes de velas (veleiros), que usavam tintas vegetais, extraídas da casca de determinadas árvores, para fazer a tintura de referidas velas. Principais árvores fornecedoras de tintas para velas: mangueiro, murucizeiro e outras.
   Outros vegetais existentes nas florestas do Caripetuba e arredores: tucumãzeiros, inajázeiros, cupuaçuzeiros, bacurizeiros, piquiázeiros, mamoranas e outras árvores, algumas espécies já ralas na região. Não avistamos árvores de madeira-de-lei.
               O RIO CARIPETUBA E OUTROS RIOS, COSTAS, ILHAS E BAÍAS DOS SEUS ARREDORES:
Ao Norte, Abaetetuba tem como divisa a Baía do Marajó, o Rio Pará e o município de Barcarena. Vide mapa.
.     RIO CARIPETUBA, que atualmente abriga uma secretaria da histórica Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Ao se viajar da cidade de Abaetetuba rumo ao Rio Caripetuba, Ilha do Capim ou quaisquer das localidades situadas no limite Norte do município de Abaetetuba, vários furos, igarapés, rios, baías, ilhas, praias e costas são encontradas nessas viagens:
.     BAÍA MARATAUÍRA, é o começo da Baía do Capim e que fica bem em frente à cidade de Abaetetuba e formada pela confluência do Rio Maratauíra com outros rios e igarapés da frente da cidade de Abaetetuba.
.     RIO MARATAUÍRA, rio histórico, por ter sido o ponto do desembarque do fundador da cidade de Abaetetuba e que é o rio que passa pela frente da cidade de Abaetetuba e que cujas margens foi erguida a antiga cidade de Abaeté e que é o rio que é a continuidade do Rio Meruu, que vem do município vizinho de Igarapé-Miri.
.     COSTA MARATAUÍRA, é a grande costa formada pelas margens das ilhas do limite Norte de Abaetetuba e que fazem divisa com as águas das baías Maratauíra e Capim. É um local histórico pelo grande comércio que por ali antigamente se desenvolvia, no tempo dos engenhos de Abaeté, e pela grande quantidade de embarcações que por ali circulava e pelas tradicionais famílias que vieram a povoar o município de Abaetetuba e pelas festas de santos que por ali se celebravam nas famosas folias de santos de Abaeté.
.     BAÍA DO CAPIM, é um trecho da grande Baía do Marajó. Vide na postagem sobre a Ilha do Capim neste Blog.
.    BAÍA DO MARAJÓ, que é grande baía que banha o município de Abaetetuba e as demais cidades do Baixo Tocantins e muitas localidades da Ilha do Marajó.
.     RIO TOCANTINS, cuja foz banha as localidades do Baixo Tocantins e que se liga ao Rio Pará, formando a Grande Baía do Marajó.
.     IGARAPÉ PIROCABA, igarapé situado bem pertinho de Abaetetuba e que faz confluência com o Igarapé Pindobal.
.     IGARAPÉ PINDOBAL, vide acima Igarapé Pirocaba.
.     RIO JARUMÃ, esse rio, na verdade, é o histórico rio que tem sua nascente pelos lados de Igrapé-Miri, Piquiarana e Furo Grande e que desce, recebendo diversas denominações, banhando diversas localidades como o Abaetetuba, Pirocaba, boca do Tabatinga, Caripetuba, Capim, Arienga, Tauerá, Arapiranga, Arrozal, Beja, Conde e todos esses rios recebem as mesmas águas nas enchentes e nas vazantes. Banha a frente da cidade de Abaetetuba, onde se encontram vários bairros da cidade e possui um afluente denominado Igarapé Jarumãzinho, que avança para outros bairros como Francilândia, Aviação, Angélica e outros.
.     FURO DO BOTO, é o furo que leva ao centro da Ilha Tabatinga.
.     ILHA TABATINGA, ilha situada bem em frente à cidade de Abaetetuba, já na divisa Norte do município.
.     RIO TABATINGA, que adentra a Ilha Tabatinga.
.   RIO TAUERÁ, situado às proximidades da histórica Vila de Beja e cuja embocadura está situada na Baía do Capim, junto à embocadura do Furo Guajará de Beja.
.     IGARAPÉ-AÇU do Caripetuba, que inicia na Baía Maratauíra e se localiza às proximidades do Rio Caripetuba. É constituído de uma população arredia, porém muito simples, formada por pescadores, agricultores e arredias até mesmo com os habitantes dos outros rios às proximidades.
.     FURO PARAMAJÓ, que é uma das vias fluviais que leva ao Rio Caripetuba e a ele se liga em determinado ponto. O Paramajó abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. As terras do Paramajó já abrigaram importantes comerciantes e engenhos de Abaeté.
.   FURO CIRIACO, outra via que leva ao rio Caripetuba e com ele faz confluência, criando o lendário Poção, logo na entrada do Caripetuba. A embocadura do Furo Ciriaco, a partir da Baía Maratauíra, fica às proximidades da embocadura do Rio Caripetuba e que leva à localidade Paramajó e a outras localidades da Região das Ilhas de Abaetetuba. O Furo Ciriaco liga a Baia do Paramajó com o Rio Caripetuba.
.    ILHA URUBUÉUA, grande ilha banhada pelas águas da Baía do Capim e pelo outro lado, banhada pelas águas do Rio Pará, que forma a Costa Pacoval.
.    RIO URUBUÉUA, caudaloso rio cuja boca se localiza no Rio Pará e que adentra a Ilha Urubuéua, fazendo divisa com outra grande ilha, a Ilha Sapocajuba. O Rio Urubuéua também faz ligação com o Furo Paramajó e Baía Paramajó e possui os seguintes afluentes: Rio Xingu, Rio Boa Vista, Rio da Prata.
.     RIO DA PRATA, rio situado acima do Rio Urubuéua e já nos limites com o Rio Pará, na Baía do Marajó.
.     RIO XINGU, rio cuja embocadura se encontra no rio Urubuéua e que avança até encontrar as águas da Baía do Capim.
.     ILHA E RIO SAPOCAJUBA. Vide postagem neste Blog.
.     RIO BOA VISTA, com embocadura no Rio Sapocajuba e às proximidades da embocadura do Rio Xingu e também às proximidades do Rio Açacu.
.    IGARAPÉ PACOVAL, com embocadura no Rio Pará e que avança até às proximidades do lendário Lago Piri.
.   IGARAPÉ VILAR, também com embocadura no Rio Pará e já nas proximidades do Furo do Capim.
.    FURO DO CAPIM, separa a Ilha do Capim da região das Ilhas de Abaetetuba, bem nos extremos do limite Norte do município de Abaetetuba.
.     ILHA DO CAPIM, peculiar ilha de Abaetetuba, situada em plena Baía do Capim. Vide postagem sobre a Ilha e baía do Capim.
.     BAÍA DO CAPIM, que é trecho da Baía do Marajó e que fica situada bem em frente das Vilas de Beja e Conde e de onde já se avista o grande porto da Vila de Conde e a Praia de Beja.
.     RIO CARATATEUA, situado em plena Ilha do Capim e no extremo Norte dessa ilha. Vide postagem sobre a Ilha do Capim neste Blog.
.      PRAIA DE BEJA, grande praia da Vila de Beja, formada em uma enseada na Baía do Capim, lugar de veraneio dos habitantes de Abaetetuba e outros municípios vizinhos e nas águas de vazante com muita arraia na praia que geralmente ferroam os veranistas desavisados.
.     VILA DE BEJA, antiga e histórica vila, que já foi freguesia autônoma da Província do Pará e que atualmente pertence ao município de Abaetetuba e que deu origem às primeiras famílias do município de Abaetetuba e onde se situa a aprazível Praia de Beja.
Atualmente a vila e praia de Beja estão precisando de organização, higienização e de uma grande revitalização, para voltar a desfrutar novamente da fama de um dos melhores balneários de Abaetetuba e para rivalizar com a organizada Praia de Caripi situada às suas proximidades.
.     MALATO, localidade que, apesar de estar localizada no município de Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, tem fortes ligações com o município de Abaetetuba e que pode ser avistada da Ilha do Capim.
A ligação histórica de Abaetetuba com o Malato e outras cidades do Marajó vem desde os tempos da cabanagem e dos tempos da borracha, quando levas de abaeteenses se deslocavam com suas famílias, para também extrair o látex dos extensos seringais do Marajó e das viagens das antigas canoas à vela de Abaeté, para fazer negócios com o pescado e gado, que eram abundantes no Marajó. Sem contar com o fato histórico de que muitos indígenas das tribos aruãs e nheengaíbas, do Marajó, que fugiam em suas canoas das tropas militares, dos tempos coloniais do Pará, e que para cá vieram se estabelecer nos antigos povoados de Beja e Conde, dos tempos dos padres capuchos e jesuítas.
               ATIVIDADES ECONÔMICAS DO CARIPETUBA E ARREDORES:
                Antigas Atividades Econômicas:
Como antigas atividades econômicas do Caripetuba e seus arredores, destacamos o comércio de produtos variados (casas comerciais e mercearias), o extrativismo e comércio de borracha, o comércio de peles e aves, as atividades e comércio de peixes e camarões, o comércio de grude de peixes, a indústria canavieira (produção pelos engenhos de açúcar, cachaça e mel de cana), as olarias, a carpintaria naval, o comércio de regatão, as atividades de roçados, a caça e pesca e as atividades extrativistas de sementes oleaginosas, criação e comércio de gados, porcos, patos e galinhas, o extrativismo e comércio de madeiras para construção civil e naval, comércio de madeiras para carvão e lenha, coleta e comércio de frutas, plantas medicinais e outras ervas variadas.
               Antigas Casas Comerciais:
Quanto as antigas casas comerciais da Região das Ilhas de Abaeté, estas, no início do século 20, rivalizavam com as da cidade em sortimento e vendas, inclusive de produtos importados até do exterior.
               Os Antigos Roçados:
Os roçados se baseavam na plantação de mandioca para o fabrico de vários tipos de farinhas (seca, d’água, tapioca e araruta) e os roçados da agricultura tradicional de arroz, feijão, milho e roçados de batata-doce e outras raízes usadas na alimentação ribeirinha.
               Comércio da Borracha:
A extração e comércio de borracha, se fez presente na antiga Abaeté, com muitas pessoas se dedicando à extração do látex na própria região das Ilhas e na extração e comércio de borracha na Ilha do Marajó, Baixo e Alto Tocantins, quando muitos abaeteenses se deslocavam para esses lugares nos períodos da safra desse valioso produto. O modo de extração do látex de seringueira em Abaeté, usando o método do “arrocho”, que consistia em se estrangular o tronco das seringueiras, para extrair todo o leite, levou à devastação de muitos seringais. E quando veio o auge da indústria canavieira de Abaeté, nos anos de 1940, 1950, os restantes dos seringais foram derrubados para a plantação da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, cachaça e mel de cana.
               Pesca Antiga:
As atividades de pesca também eram importantes, devido a abundância de peixes e camarão na Região. Alguns peixes, como pescadas e gurijubas e outros peixes, ainda ofereciam a grude de peixes para exportação até para o exterior.
               Indústria canavieira, vide abaixo.
               Carpintaria naval, vide abaixo.
.  Madeira:
O comércio de madeira e árvores para fabricação de carvaão vegetal e lenha também era uma grande atividade econômica na Região das Ilhas de Abaeté.
.  Coleta de Sementes:
A coleta de sementes oleaginosas foi importante, devido a variedade e a abundância de sementes para produção de óleos e azeites, com fábricas em Abaeté, Belém e para exportação para o exterior.
A ucuubeira, fornecia a semente ucuúba, cujas fábricas em Abaeté e outras localidades, eram produzidos sabão de ucuúba e as ucuubeiras locais foram devastadas devido serem usadas como madeira-de-lei. A andirobeira, fornecia as sementes de andiroba, com as quais se fabricavam o azeite de andiroba, que inclusive era exportado até para o exterior.
Das copaibeiras, se extraía o óleo de copaíba, que também era exportado até para o exterior. O processo de extração de óleo de copaíba, perfurando o tronco das copaibeiras e extraindo todo o óleo das árvores, foi um dos fatores que levou a quase extinção dessas árvores na região.
Quem não trabalhava nos roçados, pesca e extrativismo trabalhava nos barcos que viajavam nas atividades de comércio pela região.
.  Antigas Olarias:
Ainda existem algumas olarias remanescentes do período áureo das olarias, com produção artesanal e com falta da matéria-prima, o barro. A única olaria da localidade Caripetuba foi montada por Orêncio Barbosa André, nos anos de 1960 e que deu trabalho para muitas pessoas da região.
.  Construção Naval no Caripetuba e Arredores:
A carpintaria naval de Abaeté se tornou respeitável pela segurança e estilos dos barcos que tornaram o município uma referência na construção naval.
Foi a construção naval uma importante atividade econômica do Rio Caripetuba e arredores e que forneceu à história da Carpintaria Naval de Abaeté uma boa quantidade de grandes nomes dessa antiga e importante atividade econômica. Vide Carpinteiros Navais de Abaeté.
Muito do que sabemos e já publicamos sobre a antiga atividade econômica da construção naval de Abaeté, veio de entrevistas e conversas com construtores navais de Abaetetuba e das localidades Caripetuba e Arumanduba, que em tempos antigos, se destacaram na carpintaria naval.
A construção naval surgiu em Abaeté a partir dos indígenas locais, que precisavam se deslocar para exercer suas atividades de pesca e caça nos inúmeros rios, igarapés e baias e matas da região. Os primeiros barcos a surgir foram os pequenos cascos e montarias, que os indígenas fabricavam, usando a então abundante madeira da região. Das mais de 200 espécies de madeira existentes no período do Pará Provincial e início do Pará Republicano, muitos desses tipos de madeira provinham da região do Marajó e do Alto e Baixo Tocantins e muitos tipos dessa madeira se prestavam para a carpintaria naval, fator que ajudou a consolidar a construção naval em Abaeté e outras localidades.
Conta a lenda que o povoamento das localidades de Conde e Beja, se deu, também, através dos índios aruans e nheengaíbas, que vieram em suas canoas, tipo igararités, do arquipélago do Marajó, que fugiam das perseguições das tropas militares do período colonial. As igarités eram grandes e rústicas canoas à remo construídas pelos índios e com mais de 15 remeiros, hábeis na arte de remar.
A partir desses primeiros e rústicos barcos, os antigos ribeirinhos de Abaeté iniciaram o aprendizado na construção de outros tipos de pequenas embarcações, até chegarem à construção dos grandes barcos-motores e iates, que eram construídos nas dezenas de estaleiros espalhados por todo o município de Abaeté nos anos de 1970 e 1980, e que constituíram a chamada fase econômica da “Carpintaria Naval de Abaeté” cuja fama chegou a ultrapassar as fronteiras do Estado do Pará.
Atualmente, o Caripetuba, não possui estaleiros para construção naval e nem pessoas que se dediquem à construção comercial de embarcações de madeira, mesmo das pequenas embarcações. Porém o Caripetuba deixou o seu nome escrito na história pelos seus antigos e hábeis carpinteiros navais. Vide abaixo.
               Mestres Carpinteiros e Marceneiros da Família Rodrigues:
A localidade Caripetuba foi uma das maiores escolas da carpintaria naval e marcenaria de Abaeté. Um dos primeiros mestres carpinteiros e marceneiros do Caripetuba foi o mestre João Batista Rodrigues, patriarca da antiga família Rodrigues, oriunda do Caripetuba. Durante alguns anos o Mestre João Batista foi trabalhar para um rico senhor de Curralinho/Pa, cidade da Ilha do Marajó, chamado de Capitão Eduardo, para quem construiu várias embarcações e desenvolveu outras atividades de carpintaria e marcenaria naquele lugar. Depois, voltou para o Caripetuba e continuou sua atividade de marceneiro e carpinteiro naval e ali criou, naturalmente, uma das escolas da carpintaria naval em Abaeté e de onde saíram grandes nomes dessa atividades e que são lembrados até os dias atuais.
.  O Mestre João Batista Rodrigues repassou a sua profissão de carpinteiro naval e marceneiro aos seus filhos, netos, sobrinhos e muitas outras pessoas.
.  Alguns mestres marceneiros, carpinteiros e carpinteiros navais da família Rodrigues, do Mestre João Batista Rodrigues, da família Margalho e de outras famílias do Caripetuba: Lelé, Sandoval, Sinhuquinha, Sinhôzinho, Zé Maria, Carlos, Guilhito, Newton/Esperguete, Zilico, Geraldo, Alexandre, Lelézinho e outros.
Muitos membros dessa família se mudaram do Caripetuba para Abaeté e Belém, onde seus trabalhos são ainda requisitados e admirados na arte da marcenaria, carpintaria e carpintaria naval. Vide outros mestres carpinteiros navais do Caripetuba e arredores em famílias e moradores
do Caripetuba.
.  Tipos de Embarcações Atuais do Caripetuba e Arredores:
No Caripetuba e arredores fervilham nos igarapés, rios e baías as pequenas embarcações tipo rabetas, canoas, montarias e algumas bajaras.
.  As rabetas são as antigas canoas à remo, adaptadas à receber motores, que podem ser cobertas ou descobertas, algumas recebendo outras denominações, como rabudas e rabudinhas . As rabudas são pequenas rabetas, com motor situado na parte de trás das canoas, e esses motores emitem uma haste comprida, que é o eixo da hélice do motor, para fora da embarcação e para melhor apoio da embarcação na popa da canoa rabeta. Esse eixo comprido parece um rabo, daí o nome que as embarcações recebem, de rabudas. Essa haste faz parte da praticidade e aerodinâmica do motor e da embarcação. As rabudinhas são rabetas bem estreitas e compridas, dotadas de motor como as rabudas e no Caripetuba são mais de 40. Como existe muito roubo de motores em Abaetetuba e toda a região, essa haste facilita a montagem e desmontagem dos motores das rabetas, o que ajuda um pouco na prevenção de roubos.
Avistamos também algumas antigas embarcações tipo bajaras, que são embarcações pequenas, porém maiores que as rabetas e são cobertas ou semi-cobertas e movidas também por motores. As bajaras ainda são muito usadas nos transportes de cargas e passageiros para as localidades das Ilhas de Abaetetuba e do Marajó. Porém, devido a pouca velocidade, podem se tornar presas fáceis das quadrilhas de piratas que infestam a rede hidrográfica da região.
               ANTIGOS ENGENHOS NO CARIPETUBA:
Engenho movido à água, que se localizava na boca do Rio Caripetuba.
               ANTIGOS COMERCIANTES DO CARIPETUBA:
.  Orêncio Barbosa André, comerciante, dono de olaria, de embarcações no Caropetuba, casado e com filhos. Vide Abaixo.
.  Galileu Gonçalves de Moraes, comerciante e dono de embarcações.
.  Dilo Rodrigues, comerciante e dono de embarcações.
.  João Lobato/Tapuru, irmão de criação de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé, era comerciante e dono de embarcações.
               EXTRAÇÃO E COMÉRCIO DE AÇAÍ:
Antigamente o fruto do açaí era apenas usado como parte da base alimentar ribeirinha, onde o vinho de açaí era consumido, misturado à farinha de mandioca e comido junto com carnes de gado, porco, capivara, charques, caças e peixes. Modernamente foram descobertas abundantes utilidades para o fruto de açaí, e com o incentivo de órgãos competentes, muitos ribeirinhos passaram a plantar e manejar enormes açaizais, que agora sustentam centenas de famílias das Ilhas de Abaetetuba. Encontramos na Caripetuba e arredores, açaizais com mais de 30.000 pés, consorciados com outros tipos de cultura. O açaí de Abaetetuba, além de alimentar a população local, é agora exportado para Belém e o Sul/Sudeste do país, para fabricação de energéticos, comésticos e outros produtos advindos desse agora precioso fruto.
A safra de açaí vai de maio a dezembro e em janeiro acaba definitivamente a safra.
.  Fretamentos:
Antigamente o comércio de fretamentos se fazia através das antigas canoas à vela, que viajavam para a Ilha do Marajó, Baixo Amazonas, Abaeté e demais cidades da Região e Belém, em viagens de fretamento de variados tipos de mercadorias e transporte de pessoas.
Atualmente, com o uso de modernos meios de transporte, o fretamento está muito restringido na região. Porém, os ribeirinhos da região descobriram um meio de fretamento que está sustentando muitas famílias das Ilhas de Abaeté, que é o fretamento das pequenas embarcações chamadas rabetas e até das antigas bajaras. Mas as rabetas são o meio preferido de fretamento para os diversos pontos da região, que são práticas e rápidas nesses deslocamentos. O uso das rápidas rabetas, veio contribuir para a falência das muitas casas comerciais situadas nas Ilhas de Abaeté, por que na cidade, os ribeirinhos podem comprar quaisquer tipo de mercadorias, alimentos e produtos no forte comércio de Abaetetuba e com preços menores.
.  Caça e Pesca:
Muitos ribeirinhos ainda vivem da caça e pesca, porém essas atividades entraram em decadência por vários motivos em Abaetetuba. O principal motivo é a escassez de muitos tipos de peixes e outros animais, outrora abundantes nas águas e matas da região. Vários são os motivos dessa escassez, como caça e pesca indiscriminada, poluição e contaminação das águas, afetação da piracema dos peixes de migração e outros motivos. Peixes, mariscos e camarões, antes abundantes em Abaeté, já são ralos nas feiras e supermercados locais e os peixes aqui consumidos, estão vindo de outros centros produtores.
               Atividades Econômicas na Costa Maratauíra:
               Antigos Engenhos na Costa Maratauíra:
A Costa Maratauhyra era um pólo comercial/industrial de Abaeté e possuía inúmeros engenhos na fase áurea da Indústria Canavieira de Abaeté/Pa. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Na Costa Maratauíra existiram vários e importantes engenhos de cana-de-açúcar, que se dedicavam a produzir açúcar, cachaça e mel de cana, com exportação para os mercados locais e os de Belém, Baixo Amazonas e até outros Estados. Esses engenhos contribuíram na transformação da Costa Maratauíra em um importante pólo industrial/comercial da antiga Abaeté do início do século 20. Muitas famílias enriqueceram a partir da indústria canavieira e no comércio de outros produtos locais.
Abaixo estão os nomes de muitos donos de engenhos na Costa Marataíra, porém não significa que existiram todos esses engenhos nessa localidade, mas indica que os engenhos possuíam uma rotatividade muito grande de proprietários, isto é, um mesmo engenho, teve vários proprietários, conforme abaixo:
Fazenda e Engenho Boa Vista, à margem esquerda do Rio Maratauhyra, de Francisco Augusto da Gama Costa, Comendador da Ordem das Rosas, seu abastado proprietário, um dos primeiros de Abaeté, na fase do ciclo do açúcar do Pará.
.  Engenho de José Luiz Pinheiro da Silva, em 1922.
.  Engenho de Araujo Azevedo & Cia, em 1922.
.  Engenho de Doracy Nobre & Cia, em 1922.
.  Indústria e Comércio Leonardo Ltda., de Eurico Campião, em 1931.
.  José Saul, com engenho que fechou em 31/12/1932.
.  Arthur Nunes Ferreira, com o Engenho Santo Antonio, em 1931.
.  Engenho Santa Rosa, de Artur Nunes Ferreira, depois repassado para Raimundo Neves.
.  Engenho Vista Alegre, de José Joaquim Nunes.
. Engenho São José, de José Joaquim Nunes, que produzia a cachaça Vista Alegre e estava em completo abandono em 1994.
.  Engenho S. Pedro, de Álvaro Matos e José Matos, que haviam se apartado de seu irmão Miguel, para montar seu próprio engenho, que ficava perto do Rio do Inferno, Vila Maiuatá e produzia a cachaça São Pedro.
.  Engenho Santo Antonio, de Elpídio Bacaba.
.  Engenho de Manoel Eugênio Gomes, para cachaça e mel, em 1922.
.  Engenho de João Floresta dos Santos, para cachaça e mel, em 1922.
.  Engenho de Antônio Augusto Pinheiro, para mel em 1922.
.  Engenho de Gonçalves & Garcia, para cachaça e mel, em 1922.
.  Engenho Casa Branca, de João Pupunha.
               Antigos Comerciantes na Costa Maratauíra:
Os antigos donos de engenhos de Abaeté, também eram comerciantes e donos de embarcações, que desenvolviam atividades comerciais na forma de indústria-comércio-navegação, muito comum entre os antigos capitalistas locais. Alguns Comerciantes da Costa Maratauíra:
.  Antônio de Figueiredo Dias, comerciante citado em 1922 e com fábrica de beneficiamento de sebo de ucuúba em 1930
.  Pedro Eduardo Gonçalves, em 1922.
.  Delmiro de Almeida Nobre, comerciante, freteiro de canoa grande, à vela, em 1922.
.  Raymundo Oliveira, em 1922.
.  José Joaquim Nunes, com comércio em 1931.
.  Antônio Augusto Pinheiro, em 1922.
.  José Cândido dos Santos, em 1922.
.  Manoel Eugênio Gomes, em 1922.
               Antigos Comerciantes do Urubuéua:
.  Felippe Baptista da Costa, que também era Fiscal da Prefeitura de Abaeté, no Rio Urubuéua, no Governo do Coronel Aristides, em 1922.
.  Firmo Nonato Cavalheiro, Tabellião no Urubuéua, em 1922.
               Antigos Engenhos no Rio Urubuéua:
.  Engenho Borboleta, de Deca Viana/Deoclécio Tocantins Viana, que produzia a cachaça Borboleta, em 1931.
.  Engenho de Claudionor Viana, em 1931.
                Antigos Comerciantes no Rio da Prata:
.  Vicente Rodrigues, em 1922.
               Atividades Econômicas no Paramajó:
               Comerciantes no Paramajó:
.  Cardoso & Ferreira, em 1922.
.  Garibaldi Parente possuía comércios nos Rios Paramajó e Piquiarana, em 1922.
.  Manoel José Gonçalves Chaves, comerciante e Fiscal no Rio Paramajó, no Governo do Coronel Aristides, em 1922.
               Antigos Engenhos e Donos de Engenhos no Paramajó:
.  Engenho Feliz, de Aprígio Veloso, que teve como gerente o Sr. Lopes. Depois esse engenho foi alugado para o Sr. Getúlio e, posteriormente, para o Sr. Felix. José Maria, filho de Aprígio, vendeu o engenho. O primeiro dono desse engenho foi João Ferreira, em 1931.
.  Engenho de Bernardino Costa, em 1931.
.  Engenho de Aprígio Ernesto Dias, em 1931.
               ANTIGAS E ATUAIS FAMÍLIAS E MORADORES DO CARIPETUBA E ARREDORES:
               Antigas Famílias e Moradores do Caripetuba:

          Família Rodrigues:
.  Mestre João Baptista Rodrigues, origem na localidade Caripetuba, foi agricultor, pescador, extrator e antigo marceneiro e carpinteiro naval da localidade Caripetuba e que repassou essa profissão a seus irmãos, filhos, netos e bisnetos. Casou com Maria Quitéria e tiveram filhos. Possuía irmãos: Joanna Baptista Rodrigues e outros.
.  Mestre Lelé/Manoel de Nazaré Rodrigues, origem na localidade Rio Caripetuba, nasceu em 13/4/1903 e faleceu em 6/9/1990, filho de João Baptista Rodrigues e Maria Quitéria, teve como mãe adotiva Raimunda Resende Rodrigues, que também adotou os demais Rodrigues e o Mestre Lelé aprendeu carpintaria com seu pai e com ele viajava pelas várias localidades no exercício dessa profissão e assim Lelé tornou-se exímio marceneiro, carpinteiro e carpinteiro naval, tendo trabalhado nessa profissão até o fim de sua vida e foi esotérico do Grupo da Comunhão do Pensamento “Tattwa Jesus Crsito”, casou com Maria de Nazaré Sarges/Naza e tiveram filhos: Sandoval, Raimunda/Mundica, Deuzarina/Deca, José Maria/Zémaria, Zelina e Maria Augusta Rodrigues Maués. Essa família, do Caripetuba se espalhou através de seus descendentes por Abaetetuba, Belém, Barcarena e outras localidades do Pará e do Brasil.
.    Maria de Nazaré de Sarges Rodrigues/Naza, esposa do Mestre Lélé, era mulher lutadora em favor do sustento e instrução de seus filhos. No sítio do Caripetuba fazia de tudo, trabalhando na agricultura, ajudava na pesca, gapuiagem e extrativismo e criava os serimbabos, como galinhas, porcos, patos, muito úteis no sustento da família e fabricava azeites e óleos, com as abundantes sementes oleaginosas da localidade, amassava açaí e fabricava farinha, tucupi, doces, beijus e muitas outras guloseimas, típicas do interior do município. Era muito católica e instruiu seus filhos nessa religião e ajudou na consolidação da comunidade de Nossa S. de Nazaré, padroeira da localidade Caripetuba.
Raimunda Rodrigues de Moraes/Mundica, origem na localidade Rio Caripetuba, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues, casou com Galileu Gonçalves de Moraes e tiveram filhos, todos nascidos no Caripetuba: Raimundo Zacarias, Maria do Socorro, Manoel de Jesus, Manoel de Nazaré, Maria da Conceição, Maria do Parto, Maria das Dores e Maria do Livramento/Lilá. Mudaram para a cidade de Abaetetuba onde alguns de seus filhos puderam concluir seus estudos, inclusive em cursos superiores.
.  Raimundo Zacarias Rodrigues de Moraes, origem na localidade Rio Caripetuba, filho de Raimunda Rodrigues de Moraes e Galileu Gonçalves de Moraes, radialista e publicitário e proprietário da empresa R. Z. Publicidade, professor de ensino fundamental e médio, foi diretor na Escola Stella Maria, atualmente aposentado, casou com Regina Caldas e com filhos, todos formados em cursos superiores.
.  Maria do Socorro Rodrigues de Moraes/Socorro, origem na localidade Rio Caripetuba, filha de Raimunda Rodrigues de Moraes e Galileu Gonçalves de Moraes, economista, residindo e trabalhando em Belém.
.  Mestre Lelézinho/Manoel de Nazaré Rodrigues de Moraes, origem na localidade Rio Caripetuba, filho de Raimunda Rodrigues de Moraes e Galileu Gonçalves de Moraes, carpinteiro, casado e com filhos.
.  Maria do Livramento Rodrigues de Moraes/Lilá, funcionária da SESPA, com 2 filhos.
.  Maria do Parto Rodrigues de Moraes, formada em Letras pela UFPa e atualmente morando na Itália.
.  Maria das Dores Rodrigues de Moraes, formada em Letras pela UFPa e atualmente morando e trabalhando em Belém/Pa.
.  Mestre Sandoval/Sandoval de Sarges Rodrigues, citado em 1944, origem na localidade Rio Caripetuba, filho de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza, mestre carpinteiro, casou com Raimunda Ferreira Margalho/Noca e com filhos e que repassou sua profissão de carpinteiros a alguns filhos e netos e mudou com a família para Belém e tiveram filhos: Graça, Alexandre/Chanda, Dorotéa, Manoel de Nazaré, Cornélio, Geraldo, Maria Auxiliadora, Sandoval Filho, e Dionéia Ferreira Rodrigues/Déia, sendo a maioria casados e com filhos.
          Origem da Família de Raimunda Ferreira Margalho/Noca, que casou com Sandoval de Sarges Rodrigues:
.  Rosa Margalho, origem na localidade Rio Paramajó, casou com Corina Ferreira e com filhos: Raimunda/Noca, Itamar/Sinhuquinha, Alarico/Sonhôzinho e Aladino Ferreira Margalho, são casados, com filhos e que mudaram com as famílias para Belém/Pa. Rosa Margalho era irmão do músico Chiquinho Margalh e tinha 3 filhos no Paramajó, município de Abaetetuba.
.  Raimunda/Noca, devido casamento com Sandoval, se mudou do Paramajó para o Caripetuba, localidade onde nasceram seus filhos e, posteriormente, todos mudaram para Belém onde são casados e com filhos.
. Mestre Geraldo/Geraldo Ferreira Rodrigues, filho de Sandoval Sarges Rodrigues e Raimunda Margalho Rodri gues, mestre carpinteiro, funcionário público municipal em Abaetetuba.
.  Mestre Alexandre/Alexandre Ferreira Rodrigues, filho de Sandoval Sarges Rodrigues e Raimunda Margalho Rodrigues, é mestre carpinteiro, casado e com filhos em Belém/Pa.
.  Risolena Sarges Rodrigues/Risó, origem na localidade Rio Caripetuba, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza. Risó casou na localidade Caripetuba com Orêncio Barbosa André perante o Padre Chagas em 19/10/1957 onde tiveram filhos: Maria de Nazaré/Teca), Maria de Jesus/Gê, Deuza Maria, José Orêncio/Orencinho, Deuza Maria/Deuza, José Trindade/André, José da Penha/Penha, Maria Francinete/Nete e Maria de Fátima Rodrigues André, quase todos formados em cursos superiores em Abaetetuba em outras partes do Brasil.
                   ORÊNCIO BARBOSA ANDRÉ: Origem e História:
.  Horácio Baptista André e Maria Barbosa, são oriundos da localidade Rio Arumanduba, tiveram os seguintes filhos: Pretinho, Raimundo/Diquinho Barbosa, Orêncio/Barbosa, Elza Barbosa André Matos, Aládio, Joana André Dias, Manoel/Japonês, Júlia, Thadeu, Vartúlio/Vavá, Ataídes/Tatá e Ademir Barbosa André.
.  Orêncio, foi fogueteiro, agricultor, pescador, caçador, extrator de seringa e sementes oleaginosas, dono de olaria, embarcações e comerciante na localidade Rio Caripetuba (comprou as terras e comércio de Emercindo Maués) e ele é um dos maiores informantes do autor do Blog e ele hoje (7/2011) está com 75 anos de idade, porém é um dos grandes depositários da memória de grande parte da história e cultura das Ilhas de Abaetetuba. Nas suas atividades de comércio-navegação, trabalhou com produtos variados, como: estivas, secos e molhados, pescados, borracha, telhas, tijolos, produtos da agricultura, produtos de caça e pesca e foi um dos primeiros donos de barcos tipos bajaras, canoas à vela (Canoa Providência), barcos-motores, olaria e comercio do Caripetuba, tendo dado emprego e ajudado muitas famílias dessa localidade.
Orêncio e seus companheiros Sinhuquinha Ferreira, Galileu Gonçalves de Moraes, Dilo Rodrigues, Ernani Ferreira Rodrigues, Antonio Cássio e outros, a partir do Padre Chagas, nos anos finais de 1950, iniciaram o trabalho de consolidação da comunidade católica do Caripetuba. Nos anos iniciais de 1960, já no tempo dos padres xaverianos, esse grupo lançou a pedra fundamental e construiu o complexo composto de Capela, Centro Comunitário e seu barracão e posto médico do Caripetuba. E Orêncio, à pedido dos padres xaverianos, ajudou também a consolidar as comunidades católicas das localidades próximas do Xingu, Paramajó, Arumanduba, Urubuéua, Capim, ajudando no processo de organização e conscientização dessas comunidades.
Pela necessidade de proporcionar educação de melhor qualidade para seus filhos, Orèncio e família foram obrigados a deixar a comunidade do Caripetuba, para residir na cidade, onde trabalhou como feirante, funcionário da prefeitura, da Igreja de Nossa S. da Conceição, de algumas firmas e se tornou líder comunitário católico na cidade.
.  Maria de Nazaré Rodrigues André/Teca, funcionária de Fundação SESP, casou com Paulo de Santos Castro e com Filhos: Paulo Luciano/Paulinho, Paulo Alano e Paulo Antonio/Toninho André de Castro, todos já formados em cursos superiores em Minas Gerais. Paulinho já é casado e com filhos em Minas Gerais.
.  Maria de Jesus Rodrigues André, professora licendiada e bacharel em História e atualmente diretora de escola estadual, casou com Ademir Heleno Rocha e com filhos: Graziela, Ademir Filho, Araceli, Aldo e Valéria André Rocha, todos formados em crusos superiores e morando em Abaetetuba e Belém.
.  Deuza Maria Rodrigues Andé, casou com Jackson Souza e com filhos, atualmente morando em Minas Gerais.
.  José Trindade Rodrigues André, professor do Estado, licenciado em Letras, funcionário do Estado, casado e com filhos.
.  Maria Francinete Rodrigues André, professora do Estado, licenciada em Pedagogia, casada com Carlos Renato Santos e com filhos.
.  Maria de Fátima Rodrigues André, professora do Estado, licenciada em Letras, casada e com filhos.
.  Deuzarina Sarges Rodrigues/Deca, origem na localidade Rio Caripetuba, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza, professora aposentada, residente em Abaetetuba-Pa.
.  Mestre Zé Maria/José Maria Sarges Rodrigues, origem na localidade Rio Caripetuba, filho de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza, com 70 anos em 7/2011, carpinteiro, casou com Alzira Gonçalves/Biá e com filhos: Socorro de Nazaré/Naná, Nazadil do Socorro, Jesus Nazareno, Nazete, José Eraldo, Risolena, José de Arimatéia, João Batista e José Eduardo, quase todos casados que estão morando e trabalhando em Abaetetuba e no complexo industrial de Barcarena. Zemaria e Biá com muitos netos e bisnetos.
.  Socorro de Nazaré/Naná, filha de José Maria Sarges Rodrigues/Zemaria e Biá, casou com José Maria Batista/Zemaria e com filhos.
.  Zelina Rodrigues Gonçalves/Santinha, origem na localidade Rio Caripetuba, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza, casou com Antonio Ferreira Gonçalves/Tota e com filhos, atualmente residindo na cidade de Abaetetuba-Pa. Zelina e Tota já tem filhos, netos.
.  Maria Augusta Rodrigues Maués, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues e Maria de Nazaré Sarges Rodrigues/Naza, casou com Benedito Maués e com filhos, residente em Abaetetuba-Pa. Já têm netos.
.  Joanna Baptista Rodrigues, irmã de João Baptista Rodrigues, este mestre carpinteiro naval no Caripetuba.
.  Mestre Zelico/João Batista Rodrigues, filho de Joanna Baptista Rodrigues, famoso carpinteiro naval de Abaetetuba e ainda em atividades, é irmão do Mestre Esperguete/Newton Rodrigues. Mestre Zelico é dono do Estaleiro São José, e hoje/5/2011, está com 87 anos de idade e já construiu mais de 8.000 embarcações entre pequenas, médias e grandes (canoas à remo, canoas à vela, bajaras, reboques, batelões, iates, barcos geleiros, boiadeiros, barcos-motores, gaiolas e outros tipos), bajaras, trabalhando só intuitivamente na construção naval. As encomendas de batelões atendiam às demandas da muitas olarias e engenhos do município e a dos barcos-motores e gaiolas atendiam às necessidades do comércio de regatão. Segundo o Mestre Zelico, com o declínio das do comércio de regatão, das olarias e dos engenhos de Abaeté, veio o declínio dos estaleiros, restando somente alguns em atividade. É casado e com filhos: Regina e outros e com netos.
.  Terezinha de Jesus Rodrigues, citada em 1944, irmã dos mestres carpinteiros navais, Zelico e Esperguete, que são sobrinhos de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé.
.  Mestre Esperguete/Newton Rodrigues, nascido a 17/7/1937, origem na localidade Caripetuba, filho de Joana Baptista Rodrigues, sobrinho do Mestre Lelé e irmão do Mestre Zelico, é carpinteiro naval e se fixou como carpinteiro naval em Abaetetuba/Pa com estaleiro na Trav. Padre Pimentel e trabalha nessa profissão até os dias atuais, casou com Selma Rodrigues Lobato/Selma Lobato Rodrigues (nome de casada) e com filhos: José Márcio Lobato Rodrigues.
.  Selma Rodrigues Lobato, filha de Carlos Lobato e Carmosina Rodrigues lobato, casou com Newton Rodrigues.
               Outros Rodrigues Componentes da Família Acima:
.  Manuel Rodrigues/Manuelzinho, citado em 1944, era irmão de criação do Mestre Lelé, é pai do Ernani, do Caripetuba.
.  Ernani Ferreira Rodrigues, primo dos componentes da família Sarges Rodrigues e em 6/2011 estava com quase 90 anos e foi viajante marítimo por mais de 32 anos, mora no Garimpo/Caripetuba, casado e com filhos: Elias e outros.
.  Raimunda Resende Rodrigues, citada em 1944, mãe adotiva de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e de todos os demais Rodrigues da mesma família.
               Família:
.  Corina Ferreira, casou com Rosa Margalho e com filhos: Raimunda/Noca, Sinhuquinha, Sinhôzinho, Nilo e Aladino Ferreira André. Essa família tem origem no Paramajó e, posteriormente, mudou para a localidade Caripetuba.
.  Nilo/Velho Nilo Gonçalves, casou com Otília Rodrigues. Vide abaixo.
Otília Rodrigues é filha de Raimundo Gonçalves e Luzia Ferreira e Raimundo, este falecido com 35 anos de idade e Otília, com 94 anos em 5/2011, casou com Nilo Gonçalves e com filhos: Dalgisa Rodrigues, Maria José, Ana, Miguel, Pedro, Armando, Brasil e Paulo.
.  Adalgisa Rodrigues, casou com Ataídes Barbosa André/Tatá e com filhos. Vide abaixo em Ataíde Barbosa André.
.  Ataides Barbosa André/Tatá, com origem na localidade Arumanduba, é irmão de Orêncio Barbosa André (vide acima), mudou para o Caripetuba, onde é comerciante, freteiro, agricultor, casou com Adalgisa Rodrigues e com filhos e com netos: Adalgisa, Ana, Sílvia Maria, Adilson, Júnior e outros. Netos: Ana, Dandara, Isabela.
.  Maria José Rodrigues
.  Ana Rodrigues
.  Miguel Rodrigues Gonçalves, filho de Otília Rodrigues e Nilo Gonçalves, estava com cerca de 74 anos em 4/2011.
.  Pedro Rodrigues
.  Armando Rodrigues
.  Brasil Rodrigues
.  Mariquinha
.  Sara
.  Luiza
.  Carmosa
.  Carlos
.  João
;  Paulo Rodrigues, primo de Adalgisa, dono da aparelhagem de Som Itamarati, que toca nas festas e eventos do Caripetuba e arredores.
               Outros Rodrigues:
.  Dilo Rodrigues, comerciante, dono de embarcações.
.  Raimundo Ferreira Rodrigues/Diquinho
.  Raimundo Rodrigues, citado em 1944.
.  Artur Rodrigues, citado em 1944.
.  Raimundo Ferreira Rodrigues, citado em 1944.
.  Manuel da Conceição Rodrigues, citado em 1944.
.  Carmosina Gonçalves Rodrigues, citada em 1944, casou com Carlos Lobato e com filhos: Selma Rodrigues Lobato e outros.
Maria Telma Rodrigues Lobato, diretora, desde 2003, da Escola Sorriso de Maria, que abriga o Sistema SOME.
.  Raimunda Resende Rodrigues, mãe adotiva de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e de todos os demais Rodrigues da mesma família.
.  João Gonçalves Rodrigues
                          Família Sarges:
.  Cordolina de Sarges, casada e com filhos: Brasilino, Euclides, Iduína e Pedro Sarges e foi antiga essa família que iniciou os festejos de Nossa S. de Nazaré, do Caripetuba.
.  Brasilino de Sarges
.  Euclides de Sarges
.  Iduína de Sarges
.  Pedro de Sarges, citado em 1944.
                          Outros Sarges:
.  Miguel M. de Sarges, citado em 1944.
.  Armando de Sarges, citado em 1944.
.  José Luís Ferreira de Sarges, atual coordenador da comunidade católica do Caripetuba (7/2011).
.  Náutilo Gonçalves Sarges, citado em 1944.
                          Os Gonçalves:
.  Nilo Gonçalves, casado com Otília
.  Ana Gonçalves, casada com Miguel Dias.
.  Nazilda Dias Gonçalves
.  Manuel Ferreira Gonçalves, citado em 1944.
.  Maria Ferreira Gonçalves, citado em 1944.
.  Argemiro Ferreira Gonçalves
.  João Ferreira Gonçalves, irmão de Argemiro.
.  Luiza Ferreira Gonçalves, irmã de Argemiro.
.  Brasil Pereira Gonçalves, citado em 1944.
.  Raimunda Martins Gonçalves, citado em 1944.
.  Conceição Gonçalves/Conce
.  Maria José Rodrigues Gonçalves
.  Carlos Eduardo Gonçalves
.  Osmana Dias Gonçalves e paraninfa Anazilda Dias Gonçalves.
.  Maria Dalila Figueiredo Gonçalves
.  Antonio Ferreira Gonçalves/Tota, casou com Zelina Sarges Rodrigues e com filhos e netos.
.  Priscila Gonçalves Gonçalves e paraninfo Evangelino da Silva Teles
.  Paulo Júnior Gonçalves Gonçalves e paraninfa Estefânia Gonçalves Lima.
.  Valdemar Gonçalves
.  Raimundo Gonçalves, casou com Luzia Ferreira e com filhos: Otília Rodrigues e outros.
.  Alzira Gonçalves/Biá, casou com José Maria Sarges Rodrigues e com filhos e netos. Vide família Rodrigues.
                              Os Cordeiro:
.  Dilo Cordeiro
.  João Cordeiro, casado e com filhos: João Mambira e outros.
.  João Mambira, era dono de fazenda na Ilha Cururu, esta localizada em frente à Ilha do Capim, que pertenceu também à Emercindo Maués.
.  Maria de Nazaré Ferreira Cordeiro
.  Francisco de Sales Costa Cordeiro
.  Francisco de Paula Cordeiro, comunitário católico na localidade.
.  Iolanda Gonçalves Cordeiro/Nadica
.  Alex Ferreira Cordeiro.
.  Pedro Cordeiro
                              Os Pereira:
                              Família:
.  Ana Tapuia/Velha Tapuia, nascida em 15/8/1910, portanto com 100 anos e 6 meses de idade em 2/2011.
.  Landica Pereira, filha da Velha Tapuia
.  Raimundo Borges Pereira/Niquito, este com origem no Capim e parente dos Pereira do Capim,casado Terezinha de Araujo Pereira e com filhos: Rosineide de Araujo Pereira e outros.
. Rosineide de Araujo Pereira/Pereira Pantoja, casou com Basílio Teixeira Pantoja, este foi para o Malato com 17 anos e tinha 68 anos em 5/2011 e com filhos: Marcos Paulo Pereira Pantoja e outros.
.  Marcos Paulo Pereira Pantoja, filho de Basílio Teixeira Pantoja e Rosineide Pereira Pantoja, casado com Nazinha e com filhos.
               Os Moraes:
.  Raimundo Rodrigues Moraes, irmão de criação de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé.
.  Raimunda B. de Moraes, citada em 1944, irmã do Galileu Gonçalves de Moraes.
.  Galileu Gonçalves de Moraes, origem no Paramajó, filho de Gralhada, mudou para o Caripetuba, citado em 1944, comerciante, dono de embarcações, casado com Raimunda de Sarges Rodrigues e com filhos.
.  Antonio Vieira de Moraes, citado em 1944.
.  Velho Galhada Moraes, com casa no areião da entrada do Caripetuba
                           Outros Moraes:
.  Domingos Moraes, casou com Maria Arcângela.
                           Maués e Carvalho:
.  Emercindo Maués, comerciante, dono de terras e embarcações no Caripetuba, casou com Eunice Carvalho e com filhos: Roberto, Renato, Pedro Paulo, Luiz, Maria da Conceição, Maria Celeste, Maria Antonieta, Margarida Maria e Maria das Graças. Emercindo Maués era tio do Almerindo Maués, este casado com Mariana Paes.
.  Margarida Maria C. Maués, citada em 1944.
.  Maria Celeste Maués, citado em 1944.
.  Maria da Conceição Maués, citada em 1944.
.  Eunice Carvalho, casada com Emercindo Maués e irmãos:
.  Ângela Maria Carvalho Lima, irmã de Eunice Carvalho.
.  Murilo Carvalho
.  Nápoles Carvalho
.  Antonieta Carvalho
                         Os Outros Maués:
.  Benedito Maués, casou com Maria Augusta Sarges Rodrigues/Maroquita e com filhos: Maria de Nazaré, Manoel de Jesus, Inês, Maria de Belém e outros.
.  Tirteu Carvalho
.  Raimundo Azevedo, citado em 1944, era caixeiro no comércio de Emercindo Maués e que casou com uma filha adotiva de seu patrão.
                         Os Ferreira:
.  Argemiro Ferreira, citado em 1944.
.  João Gonçalves Ferreira, citado em 1944, irmão de Argemiro Ferreira.
.  Francisca Ferreira, citada em 1944.
.  Geraldo Gonçalves Ferreira
.  Maria Santana Fonseca Ferreira
.  Luzia Ferreira, casou com Raimundo Gonçalves e com filhos: Otília Rodrigues e outros e Raimundo faleceu com 35 anos de idade.
                         Os Costa:
.  Bernardino Vieira da Costa, citado em 1944.
.  Odinarte Rodrigues da Costa, citado em 1944.
                         Os Araujo:
.  João Araujo, citado em 1944.
.  João Araujo Filho, citado em 1944.
.  Edwirges Araujo, citado em 1944.
                         Os Cardoso:
.  Vítor Cardoso/Velho Vítor Cardoso
.  Velho Milho Cardoso
.  Onofre Cardoso/Velho Trouxa
.  Teodomiro Cardoso/Velho Funileiro, citado em 1944, era comerciante no Bexiga e tinha irmãos.
.  Raimundo Cardoso, citado em 1944.
.  João Esmerino Cardoso, citado em 1944.
.  Luiza Gonçalves Cardoso, citada em 1944.
.  Carla Cardoso
                         Os Lobato:
.  Alfredo Lobato, citado em 1944.
.  Alfredo Lobato Filho/Alfredão, citado em 1944.
.  Zizino Lobato/Carará, irmão do Mestre Bola, citado em 1944, foi um dos melhores funileiros de Abaeté.
.  Mestre Bola, foi um dos melhores funileiros de Abaeté.
.  João Lobato/Tapuru,citado em 1944, irmão de criação de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé, era comerciante, casado e com filhos ainda em Abaetetuba.
.  Maria Telma Rodrigues Lobato, diretora do Ensino Fundamental da Escola Sorriso de Maria desde o ano de 2003.
Francisco de Assis Gomes Lobato, com 69 anos em 2008, era tocador de folias de santos no Caripetuba.
.  Carlos Lobato, casou com Carmosina Rodrigues e com filhos: Selma e outros.
. Selma Rodrigues Lobato, filha de Carlos Lobato e Carmosina Rodrigues Lobato, casou com Newton Rodrigues.
                         Os Brabo:
.  Francisco Brabo
.  Manoel Brabo, casado e com filhos: Juraci, José, João e outros.
.  João Brabo, filho de Manoel Brabo, casado e com filhos: Didica.
.  José Brabo, filho de Manoel Brabo.
.  Juraci Sarges Brabo, citado em 1944, filho de Manoel Brabo.
.  Nadir Gonçalves Brabo, citado em 1944.
.  Didica Brabo. Casada e com filhos.
                         Os Lima:
.  Ângela Maria C. Lima, citada em 1944.
.  Estefânia Gonçalves Lima
                         Os Dias:
.  Miguel Dias, casado com Ana Gonçalves Dias.
.  Pedro S. Dias, citado em 1944.
.  Miguel Dias
                         Os Silva:
.  Raimunda Ferreira da Silva, citada em 1944.
.  João Sérgio Silva
                         Os Assunção:
.  José Assunção, citado em 1944.
.  Henrique Assunção, citado em 1944.
                         Os Góes:
.  Velho Góes, pai de Teodovino Pinheiro Góes.
.  Teodovino P inheiro Góes/Goészinho, filho do Velho Góes, citado em 1944.
                         Os Teles:
.  Raimunda Teles, citado em 1944.
.  Evangelino da Silva Teles
                         Outros Moradores Antigos e Atuais do Caripetuba:
.  Guilhito, com casa perto da residência de Miguel Dias.
.  Bernardino/Beré
.  Maria Lúcia Gonçalves Saul, citada em 1944.
.  Raimundo Azevedo/Sinhuca, citado em 1944, era caixeiro de Emercindo Maués, no Caripetuba e casou com filha adotiva do mesmo Emercindo.
.  Francisco, casado com Raimunda Gonçalves/Mundica.
.  O Velho Manoel Gomes curava cobrelo com chá de filha de pião branco e um pouco de maná (açúcar moreno). O cobrelo é uma terrível infecção causada por urina de bichos das árvores, urina de uma certa espécie de lagarto ou contato com lagartas tipo tapuru.
.  Maria Arcângela, casada com Domingos Moraes.
.  Mônica, irmã de Maria Arcângela
.  Piedade, afilhada de Orêncio Barbosa André.
.  Felipe dos Santos Barbosa, citado em 1944.
.  Maria das Graças Rodrigues Figueiredo
.  Joanita, casado com Ademir.
.  Epaminondas Amorim Soares, casado e com filhos: Socorro, Miguel e outros.
.  Miguel Soares/Miguel Bola, filho de Palmito/Epaminondas Amorim Soares.
.  Antonio/Cabeça de Arpão, pai de Antonioquinho/Pião.
.  Marta
.  Diana
.  Epaminondas
.  Basílio
.  Maneca
                     Famílias e Moradores do Igarapé-Açu do Caripetuba:
.  Velho Armando Cardoso, era lavrador, caçador, pescador e extrator dessa região e tem muitas histórias sobrenaturais para contar aos visitantes.
.  Paixão Gonçalves
.  Maxico Gonçalves, casado com Maria do Maxico, pais da Paixão, residente na .  Praia do Elói, que fica na entrada do Igarapé-Açu.
.  Maria do Maxico
.  Armando
.  Batoque
.  Elói
.  Sérgio
.  Anita
.  Paca, morador da Praia do Elói.
                         Famílias e Moradores do Paramajó:
                         Família Margalho:
.  Rosa Margalho, origem na localidade Rio Paramajó, casou com Corina Ferreira e com filhos: Raimunda/Noca, Itamar/Sinhuquinha, Alarico/Sinhôzinho, Nilo e Aladino Ferreira Margalho, são casados, com filhos e que mudaram com as famílias a localidade Caripetuba e, posteriormente, para Belém/Pa. Rosa Margalho era irmão do músico Chiquinho Margalho.
.  Raimunda Ferreira Margalho/Noca, casou com Sandoval Sarges Rodrigues e com filhos. Vide Família Rodrigues, do Caripetuba.
.  Nilo Gonçalves/Velho Nilo, casou com Otília Rodrigues e com Filhos: Dalgisa Rodrigues e outros.
.  Sinhuquinha Ferreira Margalho
.  Sinhôzinho Ferreira Margalho.
                         Outros Margalhos:
.  Simeão Margalho
.  Trajano Margalho
.  Bento Margalho
.  Chiquinho Margalho.
.  Joaquim Margalho.
.  Chiquinho Margalho, músico, maestro, mestre de banda, compositor musical, funcionário da Prefeitura de Abaetetuba, casado e com filhos.
                         Outros Moradores do Paramajó:
                         Família:
.  Gralhada Moraes, pai de Galileu Gonçalves de Moraes, foi comissário de polícia no Caripetuba.
.  Jovino, irmão do Gralhada, origem no Paramajó.
.  Raimundo Rodrigues Moraes, irmão de criação de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé.
.  Raimunda B. de Moraes, citada em 1944, irmã do Galileu Gonçalves de Moraes.
.  Galileu Gonçalves de Moraes, origem no Paramajó, filho de Gralhada, mudou para o Caripetuba, citado em 1944, comerciante, dono de embarcações, casado com Raimunda de Sarges Rodrigues e com filhos.
                         Outros Moradores do Paramajó:
.  Cardoso & Ferreira
.  Garibaldi Parente possuía comércios nos Rios Paramajó e Piquiarana.
.  Manoel José Gonçalves Chaves, comerciante e Fiscal no Rio Paramajó, no Governo do Coronel Aristides.
.  Aprígio Veloso, comerciante e dono do Engenho Feliz, que teve como gerente o Sr. Francisco Lopes. Depois esse engenho foi alugado para o Sr. Getúlio e, posteriormente, para o Sr. Felix. José Maria, filho de Aprígio Veloso, vendeu o engenho. O primeiro dono desse engenho foi João Ferreira.
.  Bernardino Costa, comerciante e dono de engenho.
.  Pedro Dias
.   Aprígio Ernesto Dias, comerciante e dono de engenho.
                         Famílias e Moradores do Rio Xingu:
.  Hilda Batista Ferreira, professora em 1944.
.  João Ferreira Cordeiro, em 1944.
.  Quintiliano Benício do Amaral, em 1944.
.  Nélio Ferreira, em 1944.
.  Aufrosina da Costa Amaral, em 1944.
.  João Germano da Paixão, em 1944.
.  Claudomiro Ferreira, em 1944.
.  Violeta P. da Rocha, em 1944.
.  Carlos da Silva Lobato, em 1944.
.  Deolinda Cardoso Ferreira, em 1944.
.  João Gonçalves Ferreira, em 1944.
.  Raimundo Gonçalves de Sarges, em 1944.
                         Famílias e Moradores da Costa Maratauíra:
                         Família Santos:
.  Maria Isidora dos Santos/Maria Pereca, era descendente de escravos e deu origem à Comunidade dos Pereca de Abaetetuba. Maria Pereca e família miscigenaram com famílias portuguesas e uma característica marcante dos componentes dessa família é que são de cor morena e com olhos azuis ou verdes, existindo também membros de cor branca e olhos azuis ou verdes. Muitos membros dessa família mudaram para Abaetetuba e Belém. Em Abaetetuba essa família se concentra por trás do campo de futebol do Vênus Atlético Club, na Travessa Emídio Nery com Rua Manoel Raposo e até possuem time de futebol com o nome de Vira-Copos e, por isso, essa comunidade também é chamada Vira-Copos.
Em sua residência na Costa Maratauíra era e ainda é realizada a festa de Santa Maria, fruto de uma promessa e essa festa tem Círio Fluvial com muitos promesseiros, Mastro, festa da Ramada, com folhas de açaí, ladainhas e essa festa já tem mais de 120 anos e o sino que chama à fetividade é da época dos escravos e são 30 dias de festa no mês de maio e a festa encerra no dia 31/5 com a derrubada do mastro. É uma das festas realizadas pelo antigo modo de se festejar os santos em Abaeté.
.  Maria Feliciana.
.  Maria Farinha
.  Raimundo Pedro dos Santos, é um dos descendentes dessa família e um dos organizadores atuais da festa de Santa Maria.
.  Luiza Santos
.  Daniele Santos
                         Família Senna:
.  Benedita de Senna, avó de Nilamon Xavier de Sena, era devota de Nossa. S. do Carmo, da qual possuía uma antiga imagem e ela e toda a sua família faziam os festejos dessa Santa na localidade Maratauíra e até os 80 anos de sua vida, com o apoio dos músicos da Orquestra 15 de Novembro, fundada PPR seu filhos Tomás de Senna, que tocava as ladainhas e as festas dançantes, no tempo dos lampiões à carbureto.
.  Tomás de Senna, pai de Nilamon Xavier de Senna.
.  Nilamon Xavier de Sena, foi agricultor, plantando cana-de-açúcar, mandioca, feijão, era católico, músico, viajante marítimo para o Marajó, Baixo Amazonas, vendendo mercadorias variadas, especialmente cachaça, em barcos à vela. Com 10 anos de idade veio com sua família para morar na cidade e casou com Lucila Barros Senna, ficou viúvo em 2003, era posentado. Confome Nilamon as casas da Região das Ilhas e cidade eram cheias de imagens dos santos, oratórios, quadros de santos. Nilamon tocava nas festas de santos, folias, ladainhas que compunham a religiosidade popular dos povos das ilhas e cidade. Tocava nas festas dançantes, nas peças teatrais, cordões juninos, cordões de pássaros (tucano, andorinha), bois-bumbás. Era o Nilamon que liderava a parte musical dos cordões juninos. Tocava choros, valsas, hinos, maxixe, xote, mazurca, quadrilha.
                         Outros Moradores da Costa Maratauíra:
.  José Cândido dos Santos, comerciante em 1922.
.  Raymundo Oliveira, comerciante em 1922.
.  Delmiro de Almeida Nobre, comerciante, freteiro de canoa grande, à vela, em 1922.
.  Pedro Eduardo Gonçalves, comerciante em 1922.
.  Antônio de Figueiredo Dias, comerciante citado em 1922 e com fábrica de beneficiamento de sebo de ucuúba em 1930
.  João Pupunha, dono do Engenho Casa Branca.
Gonçalves & Garcia, firma dona de engenho para cachaça e mel, em 1922.
.  Antônio Augusto Pinheiro, comerciante e dono do Engenho Santo Antonio, para mel em 1922.
.  João Floresta dos Santos, dono de engenho para cachaça e mel, em 1922.
.  Manoel Eugênio Gomes, comerciante e dono de engenho para cachaça e mel, em 1922.
.  Elpídio Bacaba, dono do Engenho Santo Antonio.
.  Álvaro Matos, José Matos e Miguel Matos, donos do Engenho São Pedro, que produzia a cachaça São Pedro.
.  José Joaquim Nunes, comerciante em 1931 e dono do Engenho São José e Vista Alegre, que produzia a cachaça Vista Alegre.
.  Artur Nunes Ferreira, comerciante e dono do Engenho Santa Rosa, depois repassado para Raimundo Neves e do Engenho Santo Antonio em 1931.
.  José Saul, comerciante e dono de engenho que fechou em 31/12/1932.
Eurico Campião, dono da Indústria e Comércio Leonardo em 1931, que produzia cachaça.
.  Doracy Nobre & Cia, dono de engenho em 1922.
.  Araujo Azevedo & Cia, dona de engenho em 1922.
.  José Luiz Pinheiro da Silva, dono do Engenho São José em 1922.
.  Francisco Augusto da Gama Costa, Comendador da Ordem das Rosas, proprietário da Fazenda/Engenho Boa Vista, que foi um dos primeiros de Abaeté.
                         Costa Maratauíra/Casa Branca, em 1944:
.  José de Deus Pinheiro, 1944.
.  Manuel de Sarges, em 1944.
.  Marcelino Sousa, em 1944.
.  Miguel Negrão, em 1944.
.  Josefina Cunha Costa, em 1944.
.  Helena Maués, em 1944.
.  Marciano dos Santos, em 1944
.  Falcício Dias, em 1944.
.  Altino Costa, em 1944.
.  Pedro Silva, em 1944.
.  Agenor Dias, em 1944.
.  Mito Ribeiro, em 1944.
.  Duquinha Lobato, em 1944.
.  Antonio Pinheiro, em 1944.
.  Firmo Maués, em 1944.
.  João Caripuna, em 1944
.  Heitor Maués, em 1944.
.  Duca Costa, em 1944.
.  Consolita Costa, em 1944.
.  Sebastião Ribeiro, em 1944.
.  Natalino Quaresma, em 1944.
.  Adair Maués Nobre, em 1944.
.  Alzira Quaresma, em 1944.
.  Manuel José Rodrigues, em 1944.
.  Angelino da Costa, em 1944.
.  Manuel Tadeu Pinheiro, em 1944.
.  Raimundo de Vilhena, em 1944.
.  Elesbino Lobato, em 1944.
.  Cezico Teixeira, em 1944.
.  Enéas Feio, em 1944.
.  José T. de Vilhena, em 1944.
.  Miguel Sousa Ribeiro, em 1944.
.  Eurico Lima, em 1944.
.  Clemente Ribeiro, em 1944.
.  Jerônimo Cardoso, em 1944.
.  Henrique Rodrigues, em 1944.
                         Famílias e Moradores do Rio da Prata:
.  Vicente Rodrigues
                         Famílias e Moradores do Urubuéua:
.  Felippe Baptista da Costa, que também era Fiscal da Prefeitura de Abaeté, no Rio Urubuéua, no Governo do Coronel Aristides, em 1922.
.  Firmo Nonato Cavalheiro, tabellião no Urubuéua.
.  Deca Viana/Deoclécio Tocantins Viana, comerciante e dono do Engenho Borboleta, que produzia a cachaça Borboleta.
.  Claudionor Viana, comerciante e dono de engenho.
.  Henrique Monteiro dos Santos, em 1944.
.  Josefa da Trindade, em 1944.
.  Domingas Trindade, em 1944.
.  José Maria dos Santos, em 1944.
.  Francisco Rocha Santos, em 1944.
.  Manuel Néri da Rocha, em 1944.
.  Raimiro Teles, em 1944.
.  Raimunda Teles, em 1944.
.  Manuel Raimundo Lobato, em 1944.
.  Miguel Dias, em 1944.
.  Florício Lobo, em 1944.
.  Domingas Sousa Lobo, em 1944.
.  Maria José da Costa, em 1944.
.  Maria de Nazaré Janaú, em 1944.
.  Leovegilda Portilho, em 1944.
.  Raimunda Batista Costa, em 1944.
.  Eurico Batista da Silva, em 1944.
.  Maria Néri Batista, em 1944.
.  Benedito Marques, em 1944.
.  João Pinheiro, em 1944.
.  Joana Soares dos Santos, em 1944.
.  Julieta Rocha Sena, em 1944.
.  Osvaldina Ferreira, em 1944.
.  Argemiro Ribeiro, em 1944.
.  Ana Vasconcelos Miranda, em 1944.
.  Lourdes da Trindade, em 1944.
.  Maria da Trindade, em 1944.
.  Inês da Trindade, em 1944.
.  Francisco Oliveira, em 1944.
.  Raimunda B. Quaresma, em 1944.
.  Benedito Aristides Costa, em 1944.
               Lista de 1961 com nomes de moradores da localidade Rio Urubuéua que contribuiram na festividade de N. S. da Conceição nesse ano, por ordem de sobrenomes:
. João Pinheiro de Almeida
. Benedita do C. P. Barros
. Cleonildes Pantoja Barros
. Raimundo Ferreira Bittencourt
. Ambrosino Nogueira Cardoso
. Antonio Ferreira Caripuna
. Benedito Marques Caripuna
. Francisco Cavalheiro
. Maria Osvaldina Correa
. Raimundo Pedro Correa
. Ademil Soares Dias
. André Cardoso Dias
. Francisco Cardoso Dias
. Manoel Cardoso Dias
. Maria da Glória Cardoso Dias
. Benjamim Gonçalves Dias
. Lázaro Gonçalves Dias
. Raimunda Gonçalves Dias
. Fermiliano Trindade Dias
. Januário Trindade Dias
. Maria Madalena Trindade Dias
. Francisco Dias
. João Barbosa Dias
. Jovita Cavalheiro Dias
. Manoel de Jesus Calandrino Dias
. Maria Martiniana Dias
. Miguel Rosemiro Dias
. Helena Cavalheiro Ferreira
. José Ferreira
. Maria do Rosário Cardoso Ferreira
. Raimundo Alves Ferreira
. Vicente Ferreira
. Antonio Machado Figueiró
. Felipe Leal Figueiró
. Elita Lobo Gomes
. Alverina Lobato Gonçalves
. Anastácio Pereira Gonçalves
. Elias Pereira Gonçalves
. Maria Rosa Pereira Gonçalves
. Rosiana Pereira Gonçalves
. Caetano de Castilho Gonçalves
. Hilda de Castilho Gonçalves
. Manoel do Nascimento Gonçalves
. Martinho Pureza Gonçalves
. Miguel Mendes Gonçalves
. Raimunda Mendes Gonçalves
. Pedro Mendes Gonçalves
. Esmerino Castilho Leal
. João Batista Leal
. Aldina Cardoso Lobo
. Margarida Sousa Lobo
. Alçice Lobato Machado
. Vicente Assunção Marques
. Alírio Gonçalves Martins
. Hilário Gonçalves Martins
. Benedita Cardoso Martins
. Erzina Vasconcelos Martins
. Jandir dos Santos Martins
. José Correia Martins
. Aquitecrino Barros dos Passos
. Carlos Correa dos Passos
. Francisca Sousa dos Passos
. Geraldina Sousa dos Passos
. Sebastião Sousa dos Passos
. Florisvaldo Gonçalves Pereira
. Hilda Gonçalves Pereira
. Maria do Carmo Praxedes
. Raimundo Praxedes
. Maria das Dores Queiroz
. Arnaldo Brabo Reis
. Hermes de Oliveira Reis
. Maria Erci Reis
. Maria Zeneide Reis
. Deolindo Maués Ribeiro
. Miguel dos Santos Ribeiro
. Doroteia dos Santos
. Laurinda Dalcinda dos Santos
. Laudelino Cardoso dos Santos
. Maria de Lourdes Cardoso dos Santos
. Maria Ermita dos Santos
. Raimundo Assunção dos Santos
. Avelino Martins e Silva
. Eurico Martins e Silva
. Emelita Batista da Silva
. Eurico Batista da Silva
. Evandro Batista da Silva
. Nicolau da Trindade Silva
. Onesino de Lima Silva
. Osmarina de Oliveira da Silva
. Raimundo Rodrigues da Silva
. Raimundo Pedro Soares
. Antonio Cavalheiro de Sousa
. Francisco Paulo de Sousa
. Irene de Sousa
. Miguel Moraes de Sousa
. Nivaldo Dias de Sousa
. Leopoldo Gonçalves Trindade
. Valdemar Gonçalves Trindade
. Marciano Ferreira Trindade
. Maria de Lourdes Trindade
. Maria do Socorro Dias Trindade
                    Antigas Famílias e Moradores Oriundos da Ilha Tabatinga:
.  Luiz Joaquim de Araujo, patriarca da família Araujo de Abaeté, músico da 1ª formação da Banda Carlos Gomes em 1880, comerciante, capitão, nasceu na Ilha de Tabatinga, município de Abaeté e faleceu em 28/4/1883, c/c Feliciana Joaquina de Araujo. Luiz Joaquim e Feliciana tiveram 10 filhos: Clarindo do Espírito Santo, Anna, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago de Araujo, Carolina, Balbina, Joana, Clara de Nazaré, Tomaz de Aquino de Araujo, que desenvolveram importantes atividades como músicos, professores, comerciantes em Abaeté.
.  Felipe Santiago de Araújo, músico, professor, comerciante, filho de Luiz Joaquim de Araujo e Feliciana, era tio de Prudente Ribeiro de Araújo e seus irmãos. Possivelmente nasceu no ano de 1867 ou 1868. Felippe Santiago de Araujo, junto com seus familiares, em 1908, participava da Irmandade de São Sebastião, que se tornou o braço religioso do Club Musical Henrique Gurjão, fundada pelo musicista baiano Horácio de Deus e Silva em 1904.É citado como funcionário público municipal, em 1904, 1905 e c/c Maria Pessoa de Araujo e tiveram filhos, e com residência na antiga Rua Siqueira Mendes, em Abaeté/Pa.
Clarindo do Espírito Santo de Araujo, também era filho de Luiz Joaquim e Feliciana Joaquina, nasceu em 20/3/1862, na Ilha de Tabatinga e c/c Ângela Ferreira Ribeiro, no dia 26/5/1888 e tiveram 11 filhos: Idalina//Idália, Valdomira/Mira, Zizina/Zizi, Prudente, Raimundo/Raimundinho, Antônio/Antonico/Titá, Anna/Anica/Nicota/Mimi, Lauro, Angelina, Pedro e Licynio Ribeiro de Araujo, tendo alguns se tornado músicos da antiga Banda Carlos Gomes, nas suas primeiras formações, membros das confrarias e irmandades católicas, comerciantes, funcionários públicos e outras atividades.
Anna Ribeiro de Araújo/Anica/Nicota/Mimi, nasceu em 4/4/1900, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté/Pa e c/c seu primo, professor Bernardino Pereira de Barros/Beré e tiveram 7 filhos: Pérola Medeiros de Barros/Perolina, Nelita Solange, Altair de Araujo Barros/Guamarino da Paz (Amor), Irene (falecida em criança), Orlando Triamegildo, Miguel Aureolindo/Lindo, Irene Lacy de Araújo Barros.
.  Lycínio Ribeiro de Araújo, famoso músico e professor de música e famoso ator, junto com alguns de seus irmãos e irmãs do antigo Grupo Scênico de Abaeté, nasceu em 25/7/1909, na casa de seus pais, na Ilha Tabatinga, município de Abaeté/Pa e c/c Edmeê Gonçalves Lobo/Edene e tiveram 2 filhos: Licínio e Ângela Lobo de Araújo.
.  Pedro Ribeiro de Araujo/Pedro Araujo, era esotérico, professor, músico e professor de músuca e tocava trombone na Banda Carlos Gomes na época do Mestre Chiquinho Margalho, banda da qual se tornou mestre na velhice, nos anos de 1980.
.  Idalina Ribeiro de Araújo/Idália, foi membro da antiga Irmandade do Divino Espírito Santo, em em cuja casa era guardada a Coroa do Divino, nasceu em 9/12/1889, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté/Pa e c/c Príncipe da Silva Villaça/Pichota e tiveram 5 filhos: João Natalino/Joca, Antonio, José (falecido criança), Sebastião/Sabarico e Clarindo de Araujo Vilaça/Caíto. Idália faleceu em 8/7/1962, na residência dos herdeiros de seus pais, à Rua Siqueira Mendes, 1531/Abaeté/Pa, com 72 anos.
.  Antônio de Araújo Vilaça, c/c Aldenise Carvalho Bararatim.
.  Sebastião de Araujo Vilaça/Sabarico, nasceu em 19/12/1921 e c/c Pedrina e tiveram 1 casal de filhos: Maria da Conceição e José Roberto.
.  Clarindo de Araújo Vilaça/Caíto, nasceu em 26/5/1924 e c/c Iracema e tiveram vários filhos: José Adílson, Paulo Sérgio, Maria de Lourdes, Idália e outros.
               Antigas Famílias e Moradores da Localidade Malato/Ilha do Marajó:
.  Luiz Joaquim de Araujo, patriarca da família Araujo de Abaeté, músico da 1ª formação da Banda Carlos Gomes em 1880, comerciante, capitão, nasceu na Ilha de Tabatinga, município de Abaeté e faleceu em 28/4/1883, c/c Feliciana Joaquina de Araujo. Luiz Joaquim e Feliciana tiveram 10 filhos: Clarindo do Espírito Santo, Anna, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago de Araujo, Carolina, Balbina, Joana, Clara de Nazaré, Tomaz de Aquino de Araujo, que desenvolveram importantes atividades como músicos, professores, comerciantes em Abaeté.
.  Clarindo do Espírito Santo de Araujo, filho de Luiz Joaquim de Araujpo e Feliciana Joaquina, nasceu em 20/3/1862, na Ilha de Tabatinga e c/c Ângela Ferreira Ribeiro, no dia 26/5/1888 e tiveram 11 filhos: Idalina//Idália, Valdomira/Mira, Zizina/Zizi, Prudente, Raimundo/Raimundinho, Antônio/Antonico/Titá, Anna/Anica/Nicota/Mimi, Lauro, Angelina, Pedro e Licynio Ribeiro de Araujo, tendo alguns se tornado músicos da antiga Banda Carlos Gomes, nas suas primeiras formações, membros das confrarias e irmandades católicas, comerciantes, funcionários públicos e outras atividades. Clarindo do Espirito Santo de Araujo, devido suas atividades econômicas, morou na localidade Malato, na Ilha do Marajó, onde nasceram alguns de seus filhos e outros parentes.
.  Antonico, nasceu em 1/8/1898, na Povoação Malato, Distrito de Muaná, em Ponta de Pedras/Pa, no Marajó e c/c Joana de Oliveira/Joaninha, em 29/12/1942. Joaninha nunca concebeu, porém Antonico teve uma filha, com outra esposa: Carmem Hélia. Teve uma outra filha, c/ Rita Silva: Maria da Consolação de Castro/Consolo, esta casou com Miguel Coelho e tiveram filhos em Abaetetuba.
Lauro Ribeiro de Araújo, nasceu em 15/8/1902, na Vila de Ponta de Pedras, sito à Praça Municipal e casa denominada “Sociedade”e c/c Raimunda Dulcelina dos Santos/Flor e tiveram 1 casal de filhos: Everaldo e Ângela Angelita Santos Araujo. Lauro faleceu com 56 anos em 6/1/1981, em Abaetetuba/Pa, onde residia, à Rua Siqueira Mendes, nº 1531, de propriedade dos herdeiros de seus pais. Flor faleceu em 17/9/1958.
.  Angelina Ribeiro de Araújo, nasceu em 16/7/1904, na cidade de Abaeté/Pa, à Rua Siqueira Mendes, na casa do Major Cornélio Pereira de Barros e c/c seu primo Ofir Malato. Angelina faleceu em 17/7/1983, com 79 anos, em Belém/Pa e foi sepultada em Ponta de Pedras, onde residia. Ofir Malato faleceu em 2/7/1974. Angelina e Ofir tiveram 8 filhos: Edward, Norma, Francisco/Chiquito, Cybele/Cé, Ceres, Alzira/Alzirinha), Luiz Antônio e Ofir Ivan Malato. Os filhos de Angelina e Ofir malato casaram e tiveram filhos, netos e bisnetos no Marajó e outras localidades.
.  Norma de Araújo Malato, c/c seu primo José Maria Pontes de Araújo, em 11/2/1956, em Ponta de Pedras, vieram residir em Abaetetuba e, postriormente mudaram para Belém/Pa.
.  José Maria Pontes de Araujo/Zé Maria, nasceu em 8/11/1926, Abaeté/Pa, c/c sua prima Norma de Araujo Malato em 11/2/1956, em Ponta de Pedras/Pa, terra natal de sua esposa e tiveram 4 filhas e dois filhos: Ângela/Giloca, Normélia de Fátima, Regina Lúcia, Rita de Cássia, José (falecido criança) e Raimundo Malato de Araujo (falecido criança).
               Vide demais membros da família Malato nas famílias: Pontes, Araujo e Ribeiro de Araujo.
.  Pedro Ribeiro de Araujo, filho de Clarindo do E. Santo e Ângela Ferreira Ribeiro, foi professor, músico e professor de música, tendo participado das primeiras formações da Banda Carlos Gomes e da qual foi diretor e mestre, nasceu em 28/6/1906, na Povoação Malato, município de Ponta de Pedras. Não casou e faleceu no dia 27/12/1984, com 78 anos, em sua residência, à Rua Siqueira Mendes, nº 1531, em Abaetetuba/Pa.
               Outros Moradores do Malato:
.  Pai do Marcos, zelador da fazenda do Malato e contador de histórias fantásticas do local.
               LINHÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NAS ILHAS DE ABAETETUBA E MARAJÓ:
O governo Federal, através do projeto “LUZ PARA TODOS”, está trazendo a energia elétrica até as localidades das ilhas de Abaetetuba. Esse é um antigo sonho da comunidade ribeirinha de Abaetetuba e municípios vizinhos, que está se tornando realidade, que com certeza vai trazer progresso e melhor qualidade de vida ao lutador povo que habita as Ilhas do Marajó e do Baixo Tocantins. Já vemos o material do “Linhão” estar sendo estocado às margens do Rio Arumanduba e Furo Ciriaco.

Prof. Ademir Rocha, em 4/8/2011.

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