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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO NO PARÁ: MELHORIAS





MELHORIAS NA EDUCAÇÃO


Reproduzido da Agência Pará de Notícias:

17/8/2011


PROFESSORES DO BAIXO TOCANTINS DISCUTEM ÍNDICES DA EDUCAÇÃO BÁSICA


Os índices de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das escolas que integram a 3ª Unidade Regional de Ensino (URE), localizada em Abaetetuba, estão bem abaixo da média regional, estadual e nacional. Este panorama foi apresentado aos docentes e gestores de escolas dos municípios de Acará, Barcarena, Moju, Tailândia, Igarapé-Miri e Abaetetuba durante a abertura do Encontro de Educadores da Rede Estadual, que está acontecendo no auditório da Escola de Ensino Fundamental e Médio Professor “Bernadino Pereira de Barros”, naquele município.


Pelo Portal IDEB, em Abaetetuba, a rede estadual, na 8ª série, apresentou o IDEB de 3.2, enquanto a nota no estado foi de 3.6; na região 3.8 e a meta nacional de 4.2. Os municípios de Moju e Acará receberam as notas 3.7 e 3.6, respectivamente. Os números fizeram parte da palestra proferida pela professora Elaine Teixeira, do Centro de Estudos, Pesquisas em Educação, Cultura e Assistência Comunitária (Cenpec), que apresentou o tema do encontro “IDEB: Contribuições pedagógicas para a qualidade do ensino e da aprendizagem da escola pública paraense”.


A formadora do Projeto Brasil Hoje afirmou que desde a criação, pelo Ministério da Educação (MEC), do IDEB no ano de 2005, não foi trabalhada a composição dos indicadores até a nota das escolas, como o fluxo escolar, frequência x universalização do ensino; comportamento da matrícula no Ensino Fundamental; escolarização bruta e líquida; adequação ideal e anos de escolaridade; avaliação de desempenho e o índice de desenvolvimento da educação fundamental. Estes são os elementos, segundo ela, que devem ser observados até a nota do IDEB. “É preciso entender o que está acontecendo na escola, pensar algo e tomar providências”, ressaltou.


Sobre as taxas de rendimento das escolas da Região Norte, Teixeira afirmou que a região apresenta os mesmos indicativos negativos de outros estados brasileiros. Ela apontou a distorção idade x série, além das condições de trabalho e o isolamento das comunidades, como um dos problemas mais sérios que colaboram para índices baixos no IDEB.


O secretário de Educação do Pará, professor Cláudio Ribeiro, foi representado pelo coordenador de Ensino fundamental da Seduc, Luiz Miguel Queiroz, que no ato confirmou o desafio do órgão estadual em discutir o Índice com os municípios, pontuando que o Pará não merece o lugar em que está. Segundo o representante da Seduc, o papel atual dos docentes vai ter reflexos profundos na educação daqui a dez anos, influenciando diretamente nessa mudança de indicadores do IDEB.


A tarde foi dedicada aos grupos de discussão entre os docentes, que participaram de uma espécie de simulado para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Prestigiaram a abertura do encontro, o vice prefeito de Abaetetuba, Ronald Margalho; a secretária municipal de Educação de Moju e presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Sandra Lima, a diretora da Escola Bernadino Pereira de Barros, Maria de Jesus André Rocha, e o gestor da 3ª URE, professor Horácio Ferreira Cardoso.
Izabel Cunha - Ascom/Seduc

Reproduzido da Agência Pará de Notícias:


10/8/2011


SEDUC DEBATE COM PROFESSORES MELHORIAS PARA O ENSINO MODULAR


A melhoria das condições de trabalho dos professores que atuam no Sistema Modular de Ensino (Some) foi o tema da reunião, realizada na manhã desta quarta-feira (10), entre o secretário de Estado de Educação em exercício, Waldecir Oliveira, professores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). O encontro aconteceu na sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e teve a participação do diretor de Ensino Médio e Educação Profissional, José Roberto Silva; da coordenadora de Recursos Humanos, Maria José Brígido; do assessor jurídico, André Cavalcante, e do assessor político, Altmá Alves.


Entre as reivindicações apresentadas pelos professores está a regularização do pagamento do aluguel de casas cedidas para professores do Some, no município de Abaetetuba, região do Baixo Tocantins. Há pendências referentes ao período de 2008 a 2010. Segundo eles, parte do pagamento já efetuado apresenta irregularidades. O problema somente poderá ser solucionado após análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE), já que foram constatados erros nesses processos.


Para regularizar o serviço prestado a partir deste ano, está marcada uma reunião para esta quinta-feira (11), entre representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e da 3ª Unidade Regional de Educação (URE) de Abaetetuba.


Sobre a nomeação de aprovados nos concursos públicos da Seduc, o secretário em exercício Waldecir Oliveira informou que a chamada dos servidores é feita de acordo com a demanda apresentada por cada URE. Segundo ele, a Unidade Regional atende a demanda do Some em cada localidade. Para a URE de Abaetetuba, todos os aprovados já foram nomeados e as chamadas já estão no cadastro de reserva. “A Seduc não nomeia temporário para onde há concursados, até mesmo no cadastro de reserva”, explicou o secretário.


PCCR - Waldecir Oliveira reafirmou o compromisso da Seduc de implementar o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) a partir do mês de outubro. Ele destacou, ainda, que alguns pontos do PCCR são inconstitucionais e, conforme já havia sido acordado com representantes do Sintepp, serão corrigidos antes de sua implantação.


Entre as irregularidades encontradas está a forma em que se constituiu a Gratificação Some, hoje chamada de ajuda de custo. No PCCR, a Gratificação Some passa a integrar a remuneração do profissional. O dispositivo utilizado, no entanto, é incontitucional, já que o cálculo seria baseado em uma gratificação sobre outra.


“Estamos analisando qual é a alternativa que temos para solucionar a questão”, disse o secretário, acrescentando que as correções serão feitas até outubro, com o acompanhamento do Sintepp. Ele informou ainda que a gratificação, com a implementação do PCCR, também contemplará o mês de julho e o 13ª salário do professor, o que não ocorre atualmente.


Waldecir Oliveira também apontou, entre as falhas identificadas, a ausência de professores de outras modalidades de ensino e de categoria profissional, como a educação indígena e os técnicos em educação.
Sérgio Chene – Seduc

Protesto pede atenção ao ensino modular

11/8/2011


Professores do Sistema de Organização Modular de Ensino (Some) realizaram um manifesto ontem em frente à Secretaria de Estado de Educação para protestar contra a falta de pagamento da gratificação que os professores utilizam para locomoção e alimentação. O Some conta com cerca de mil professores, que atuam em áreas de difícil acesso que não possuem condições de ter uma escola regular, como comunidades ribeirinhas e ilhas.

Mateus Ferreira, membro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Estado do Pará (Sintepp-Pa), explica que alguns espaços nessas comunidades são adaptados para que sejam realizadas aulas do ensino médio. “Para os professores irem aos locais precisam de condições mínimas, como casa e despesa de deslocamento. Alguns locais não tem nem água potável”, afirma.

O professor Aloísio Pinheiro é do Some de Abaetetuba e percorre ao longo do ano 21 localidades para lecionar. Ele conta que a gratificação do mês de julho não foi paga, o que compromete o andamento das aulas.

“Toda vez que não pagam o mês de julho as aulas param em agosto”, diz. Segundo ele, outro problema também é a falta de pagamento do aluguel de vinte casas em Abaetetuba, onde os professores ficam hospedados. No final da manhã, os professores foram recebidos na Seduc para uma reunião com Waldeci Costa, secretário de Educação em exercício, o assessor político Altmá Alves e o diretor de ensino médio em educação profissional, José Roberto Silva. Procurada, a Seduc informou que se manifestaria por meio de nota oficial. O documento não havia chegado até o fechamento desta edição.(Diário do Pará)

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

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