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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Livro de Luiz Reis: Cultura e Genealogia

 
 Capa do livro de Luiz Reis
LIVRO “ABAETETUBA” DE LUIZ REIS

Caro Marcos Neemias,

Como a antiga Abaeté possuía apenas o transporte por
via fluvial, até a década de 1960, acima está a foto de um
dos antigos navios que por aqui aportavam nesses antigos
tempos
Conforme seu pedido e em homenagem ao seu pai Luiz Reis, fazemos a seguinte postagem:
O livro “Abaetetuba” do agora advogado Luiz Reis foi publicado pela então antiga e famosa Gráfica Falângola de Belém/Pa em 1969. Portanto, já se passaram 42 anos da publicação desse livro e pensávamos até que o seu autor tivesse renegado essa sua preciosa obra de pesquisas em favor de sua condição de advogado militante em Abaetetuba. Porém, agora, vem a grande surpresa, que nos foi anunciada pelo seu filho Marcos Neemias, a de que esse 1º livro de história e memória de Abaetetuba será relançado brevemente e pensamos até que o relançamento dessa obra virá acrescida de novas informações sobre a história e memória de Abaetetuba em todos os seus aspectos.
A antiga Praça da Bandeira, cuja foto deve retratar
o "Jardim Getúlio Vargas", obra do então prefeito
Aristides dos Reis e Sillva.

A antiga Praça da Bandeira devidamente enfeitada
para uma das festividades de santos que ali aconteciam
nas décadas de 1900.
 O antigo Grupo Escolar "Prof. Basílio de Carvalho", surgido
na gestão do então prefeito Pedro Pinheiro Paes, com foto abaixo

O antigo promotor de Abaetetuba abaixo, Dr. Almir de Lima Pereira,
que deve ter sido um dos informantes do então jovens Luiz Reis
 A rica história do farmacêutico Joaquim Mendes Contente que enriqueceu
muito o aspecto da saúde e da antiga política de Abaetetuba.
 O transporte rodoviário deve muito ao antigo órgão chamado
DER-Departamento de Estradas de Rodagens, que além das estradas
e ramais de Abaetetuba, também aterraram inúmeros dos igarapés
em que a cidade de Abaetetuba foi assentada; Abaixo temos a foto
de um desses 'mutirões' de aterramentos, incluindo a frente da cidade,
cuja rua comercial era por cima de pontes
 O civismo, as artes cênicas, a literatura, a vida social, o desportos da antiga
Abaeté eram aspectos apoiados por inúmeros 'clubes' que trabalhavam
nesse sentido, desde as quatro últimas décadas do 1800 e até os anos de
1980, onde pontilharam os antigos clubes, incluindo os esportivos. Abaixo
temos o Vênus Atlético Club, criado na década de 1940. 

Luiz Roberto dos Reis e família
 Acima temos a foto de um grupo de antigos abaetetubenses,
incluindo o pai de Luiz Reis, Sr. Miguel Reis e outros que muito
trabalharam pelo progresso de Abaetetuba.
Luiz Reis é descendente de duas tradicionais famílias de Abaetetuba, os Reis e os Felgueiras e é atrelado genealogicamente a outra família, os Kemil dos Santos e em nossas pesquisas genealógicas encontramos muitos membros dessas famílias que estamos tentando fazer as devidas ligações de parentesco ainda sem o sucesso que esperávamos para a perpetuação no tempos dessas tradicionais famílias. Pedimos ao Marcos Neemias que tente nos ajudar a fazer essa ligação junto ao seu pai Luiz Reis e outros membros dessas famílias e também que nos remetam essas genealogias para publicação em nosso blog.

Família Reis:
Os Reis:
• Domingos Reis, membro do Sindicato dos Vigilantes, citado em 2010.
• Maria Stella Reis, c/c Chrispim Ferreira e tiveram filhos.
• Raymundo Reis, origem na localidade Rio Camotim, dono de padaria em Abaeté em 1922, citado em 1944.
• Stelino Reis, origem na localidade Rio Camotim, citado em 1944.

Os dos Reis:
• José Elisiário dos Reis, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895.
• José Francisco dos Reis, comerciante no Furo Tucumanduba em 1922.
• Pacífico Mariano dos Reis, citado em 1908.

Os Bandeira dos Reis:
• João Bandeira dos Reis.
• João Bandeira dos Reis Filho, cotado em 1908.
• Raymundo Bandeira dos Reis, citado em 1908.

Os Mendes dos Reis:
• Audifax Mendes dos Reis, poeta, declamador, orador nos eventos dos anos de 1920 e seminarista nessa mesma época.
• José Mendes dos Reis, comerciante, vogal na Intendência do Coronel Hygino Maués em 1906-1908, morador à Rua Siqueira Mendes, falecido por volta de 1922, deixando herdeiros.
• Miguel Mendes dos Reis, antigo morador da Rua Siqueira Campos em Abaeté/antiga Rua Siqueira Mendes em 1922, professor escolar, oficial da Guarda Nacional que compareceu uniformizado na inauguração do Grupo Escolar de Abaeté em 1902, capitão-assistente do estado-maior da Guarda Nacional em 12/4/1906, comerciante, 2º Secretário do Grupo de Escoteiros de Abaeté em 1920, citado em 1931.
• Primo Mendes, este pai de José Guilherme Mendes dos Reis, c/c Pedrita Margalho e moravam no Rio de Janeiro.
• Rui Guilherme Mendes dos Reis, nasceu em 11/11/1925 na residência de Miguel Mendes dos Reis sito à Rua Siqueira Mendes e já é falecido, foi para Belém prestar serviços militares na Aeronáutica e como músico tocava na banda de música dessa corporação e veio para Abaeté em 1976 e foi convidado por Prudente de Araujo para reerguer a decadente Banda Carlos Gomes. Rui Guilherme era maestro, mestre e músico idealista que tocava pistão, militar reformado da Aeronáutica, em Belém, e em Abaeté assume o comando do conjunto musical Os Muiraquitãs e em 1979, iniciou os trabalhos de soerguimento da Banda Carlos Gomes, mandando limpar, fazer reparos e pintar o prédio da Trav. Pedro Pinheiro Paes, onde fica a sede do clube. Essa sede começou a ser construída em 25 de maio de 1948, como prédio próprio, construção que ficou parada longos anos e contando com o apoio do prefeito Ronald Reis Ferreira a sede foi reformada e também foi reaberta a escola de música com aulas grátis para formar novos músicos. No dia 25/4/1982 foi eleita e empossada uma nova diretoria do Clube Carlos Gomes que tinha Rui Guilherme como mestre e Vicente Maciel como presidente do clube. Porém em 26/7/1984 Rui Guilherme se afasta da Banda Carlos Gomes por motivo de doença, ajudando apenas como supervisor, arranjador, o que já era muito para o seu delicado estado de saúde.

Descendentes e Demais Parentes de JOÃO ROBERTO DOS REIS:
• Francisca de Miranda Reis, com 98 anos em 1948 (nascida em 1850 e seria mãe de Maria Anacleta dos Reis, esta casada com o imigrante turco Kemil dos Santos?). E o Velho João Roberto dos Reis nasceu em 7/9/1875.
• Jackson Reis, filho de Miguel Miranda dos Reis e Orlanda Felgueiras, citado em 1969, contador, funcionário da SEFA, professor universitário.
• João Luiz dos Reis, filho do Major da Guarda Nacional João Roberto dos Reis, falecido em 27/5/2010 com 92 anos de idade, tabelião, militante político do getulismo e do baratismo nos anos de 1930/1940,1950 junto com seu irmão Miguel Reis, foi vereador no governo do prefeito Pedro Pinheiro Paes (1948-1951 e 1955-1959), prefeito eleito de Abaeté em 1959-1963 e deputado em 1963 e que muda o nome da cidade de Abaeté do Tocantins para Abaetetuba em 1963, c/c Izaura Lopes e tiveram filhos: Telma, Paulo, João Luiz dos Reis Júnior, Eugênio e George.
• João Luiz dos Reis Júnior, filho de João Luiz dos Reis e Izaura Lopes, cartorário, vereador na gestão do prefeito Elzemar da Silva Paes (1997-2000), secretário muncipal, casado e com filhos.
• João Roberto dos Reis/Velho João Roberto dos Reis, nasceu em 7/9/1875 e faleceu em 1/4/1932 e foi sepultado no Cemitério Público de N. S. da Conceição, pai de Miguel e João Luiz dos Reis, era oficial da Guarda Nacional que uniformizado participou da inauguração do Grupo Escolar de Abaeté em 1902, morador da antiga Praça da República, major e, posteriormente, capitão-ajudante do estado maior do Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional citado em 12/4/1906, comerciante em 1922, ajudou a fundar e manter a Banda Paulino Chaves, c/c Francisca Reis e tiveram filhos.
• LUIZ ROBERTO DOS REIS, filho de Miguel Miranda dos Reis e Orlanda Felgueiras, é um dos fundadores da antiga UEA-União Estudantil Abaetetubense em 28/2/1958, advogado militante em Abaetetuba, escritor/autor do livro “Abaetetuba” de 1969, o 1º que se reporta à história e memória de Abaetetuba e serve de referência aos demais autores de livros de história do município, vereador na gestão do prefeito João de Deus Ferreira (1989-1992) e como tal foi destacado vereador na elaboração da Lei Orgânica do Município de Abaetetuba, casou inicialmente com Carmem e tiveram um filhos e casou uma 2ª vez com a professora Ana Catarina Cardoso e com filhos: Marcos Neemias e outros.
• MARIA ANACLETA DOS REIS, filha do Velho João Roberto dos Reis, c/c o imigrante turco Kemil dos Santos (ele e seus irmãos vieram para Abaeté fugidos da guerra) e tiveram filhos: Alberto, Antonio Honorato/Totó do Kemil, Agostinho, Agenor, Nice, Luiz (Reis) Kemil dos Santos. Vide esta família abaixo em família Kemil dos Santos.
• Miguel Miranda dos Reis, nascido a 23/3/1915, filho do Major João Roberto dos Reis, comerciante citado em 1940/1950, 1º agente e baluarte desde 1967 do antigo INPS-Instituto Nacional de Previdência Nacional órgão pelo qual lutou e deu grande parte de sua vida, militante político como getulista e baratista nos anos de 1930/1940/1950 junto com João Luiz dos Reis, Alberto Kemil e outros esportista com boxeador e de luta livre e desportista, chegando a presidir o Abaeté Futebol Clube, c/c Orlanda Felgueiras e tiveram filhos: Flodoaldo, Andrelina, Jackson, Conceição, Lúcio, Dadinha, Maria Celeste, José Geraldo, Miguel Orlando e Rui Francisco Reis. Todos já eram nascidos à época do lançamento do livro de Luiz Reis em 1969 e agora todos devem estar formados e desenvolvendo suas atividades profissionais em Abaetetuba, Belém e, provavelmente, outros lugares do Brasil.

Os Outros Reis:
• Joana de Araujo Reis, confrade da Irmandade do Divino Espírito Santo em 1912, citada em 1962.
• Antonio de Almeida Reis, contemporâneo de Emygdio Nery da Costa em 1896.

OUTRAS FAMÍLIAS LIGADAS À FAMÍLIA REIS:

Família Felgueiras:
Família:
• Cabá Lima Felgueiras, filho de Omar Gonçalves Felgueiras e Santinha Lima, jogador de futebol do clube Palmeiras nos anos de 1960/1970, funcionário da Prefeitura Municipal.
• Elvira Felgueiras (professora), citado em 1920.
• Luiz Lima Felgueiras/Luluca, filho de Omar Gonçalves Felgueiras e Santinha Lima, antigo jogador de futebol do clube Palmeiras nos anos de 1960/1970.
• Luiz Pedro Felgueiras, citado em 1920.
• Mário Gonçalves Felgueiras, esotérico nos anos de 1940/1950, funcionário e agente do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, citado em 1969, com nome de rua em Abaetetuba, c/c Valdomira e com filhos: Manduca, George, Iracema, Luiz Pedro, Mariozinho, Miguel e todos desenvolvendo atividades profissionais em Abaetetuba, Belém e outros lugares do Brasil.
• Newton Gonçalves Felgueiras, irmão de Mário Gonçalves Felgueiras, citado em 1943.
• Omar Gonçalves Felgueiras, irmão de Mário G. Felgueiras, antigo jogador de futebol do Vênus nos anos de 1940/1950, antigo sapateiro, comerciante, funcionário do INPS, citado em 1969, c/c Santinha Lima e com filhos: Regina, Elvira, Cabá, Luluca, Dorinha e outros.
• Ofir Gonçalves Felgueiras.
• ORLANDA GONÇALVES FELGUEIRAS, c/c MIRANDA DOS REISi e tiveram filhos. Vide acima família Reis.

Família Kemil dos Santos

Acima temos a foto do Sr. Kemil dos Santos e parte de sua família
e na foto mais abaixo temos a foto dessa família já ampliada.
Família:
• Agostinho (Reis) Kemil dos Santos, filho de Kemil dos Santos e Maria Anacleta dos Reis, casado e com filhos.
• Alberto (Reis) Kemil dos Santos, filho de Kemil dos Santos e Maria Anacleta dos Reis, citado em 1946/1950, era católico fervoroso, que muito trabalhou em favor da Igreja Católica em Abaeté e militante político e como tal foi perseguido politicamente, junto com sua família incluindo os irmãos João Luiz dos Reis e Miguel Miranda dos Reis, pelo antigo grupo dos baratista de Abaeté, mas reagiu com altivez, c/c Ângela Angelita Santos Araújo, esta nascida em 10/12/1933 e tiveram 3 filhos: Alberto Júnior, João Alberto e Maria das Dores Araújo Santos/Neca.
• Antonio dos Santos/Antoniozinho, irmão do Kemil dos Santos, imigrante libanês, que morava com sua família em casa onde hoje existe o prédio do Grupo Escolar Prof. Basilío de Carvalho, c/c Dalvina e tiveram filhos: Hugo, Guarany, Ivone, Síria e Alverina. Síria e Alverina: irmãs?
• Antonio Honorato (Reis) Kemil dos Santos/Totó do Kemil, filho de Kemil dos Santos e Maria Anacleta dos Reis, foi chefe de obras do antigo DER-Departamento de Estradas de Rodagem/Agência de Abaetetuba e que, nessa função, tomou a iniciativa de aterrar a frente da cidade e o aterramento de grande parte da área que seria o futuro bairro de Santa Rosa e como católico fervoroso, amigo dos padres capuchinhos, tomou a iniciativa de comprar do Sr. Churamba o imóvel que serviria de sede para a antiga Congregação Mariana que reunia os jovens católicos da cidade (onde hoje se assenta o prédio do Seminário de N. S. de Guadalupe) e foi Totó do Kemil um dos pioneiros na participação do Cursilho de Cristandade em Abaetetuba e que com sua poderosa voz fazia, através do serviço sonoro da Igreja Matriz de N. S. da Conceição, diariamente nos anos de 1960, às 18:00hs a Prece do Ângelus, sempre precedida de canções clássicas, populares ou religiosas, c/c Soledade Lobato Paes/Solita e tiveram filhos: Iracema (mora no Rio de Janeiro), Iracy, Iracélia, Carlos, Antonio Eustáquio, Nelson Paes Santos (é médico em Belém) e Kemil Paes Santos.
• Hugo dos Santos, filho de Antonio dos Santos/Antoniozinho, este este libanês e irmão de Kemil dos Santos, que se estabelece como comerciante, comprador de gado, em 1931.
• Kemil dos Santos e irmãos, eram imigrantes libaneses fugidos da guerra e Kemil era comerciante à Rua Justo Chermont e Av. João Pessoa citado em 1931-1944, dono de engenho de cachaça Santa Maria no Rio Campompema citado em 1922, que morava, junto com seus irmãos, em uma casa situada em grande terreno onde existiam plantios diversos, sito à Praça da Bandeira, limitando com a antiga Av. Magalhães Barata e que fazia fundos com terreno dos Figueiredo (Raimundo Negrão Figueiredo e irmãos), casa cedida pelo Velho João Roberto dos Reis, este sogro de Kemil dos Santos e em 1949, no 1º mandato do prefeito Pedro Pinheiro Paes (1948-1951), e por questões políticas, esse terreno foi desapropriado à força para a construção do prédio do Grupo Escolar Prof. Basílio de Carvalho. Kemil dos Santos c/c MARIA ANACLETA DOS REIS, esta filha do Major da Guarda Nacional e comerciante JOÃO ROBERTO DOS REIS (portanto, Maria Anacleta é irmã ou meia-irmã de JOÃO LUIZ DOS REIS e MIGUEL MIRANDA DOS REIS) e tiveram filhos: Alberto, Antonio/Totó, Agostinho, Agenor, Nice (Reis) Kemil dos Santos, Luiz Kemil dos Santos e outros filhos. Aí está, portanto, a ligação dos Kemil dos Santos com a família Reis e aí está também a explicação da afinidade de Alberto Kemil dos Santos e os irmãos Reis (João Luiz dos Reis e Miguel Miranda dos Reis em questões políticas dos tempos do getulismo e do baratismo.
• Nice (Reis) Kemil dos Santos, filha de Kemil dos Santos e Maria Anacleta dos Reis, c/c o Velho Pinheiro e tiveram filhos.

 Família já ampliada do Sr. Kemil dos Santos
ASPECTOS A CONSIDERAR DO ANTIGO LIVRO DE LUIZ REIS DE 1969:

O Jovem Luiz Reis:
• Quando Luiz Reis lançou o livro “Abaetetuba” em 1969 ele ainda era um jovem e inteligente estudante.
A capa do livro na figura acima apresenta alguns simbolismos, como:
• Elementos da natureza como o céu límpido, as matas verdes e as águas dos rios e igarapés de Abaetetuba.
• Uma pequena canoa à vela, que representa o principal meio de transporte da antiga Abaeté, que eram as canoas, montarias, batelões, canoas à vela, lanchas e barcos-motores que navegavam pelas centenas de furos, rios, igarapés e baías da região de Abaeté.
• Uma igreja encimada por torre inigmática, que apresenta uma dilatação parecida com as cúpulas das mesquitas árabes, acima da qual existe a cruz da fé cristã, para dizer que as religiões deveriam coexistir pacificamente e em harmonia nas terras de Abaetetuba? Convém salientar que muitos imigrantes portugueses, sírios-libaneses, turcos, italianos e judeus chegaram até as terras de Abaeté a partir do fim do século 19 e início até a 1ª metade do século 20.
• Um roçado de cana-de-açúcar às margens de um rio e alguns canavieiros devidamente protegidos dos raios e calor do sol, trabalhando no preparo dos feixes de cana a serem transportados pelas embarcações para as dezenas de engenhos do município de Abaeté e localizados à beira dos rios e igarapés, como mostra a figura do engenho lançando a fumaça das caldeiras pela chaminé.
• Essa capa, por si só e simbolicamente, conta a história da cana-de-açucar na antiga Abaeté.

Os Assuntos do Livro de1969:
• Histórico da povoação de Beja que chegou à condição de freguesia e de vila, com sua vida religiosa e política e vultos e que deu origem aos primeiros abaeteenses.
• Histórico de Abaeté como povoação, freguesia, 'villa' e cidade de Abaeté em seus aspectos religioso e político, donde avultam figuras notáveis de sua história religiosa e política, onde despontam as figuras históricas de Abaeté desde o tempo de povoação até o tempo de Abaeté como cidade e município autônomo. E,também, em sua condição política, despontam os nomes das figuras notáveis das diferentes fases do governo de Abaeté, a partir do governo através das antigas Câmaras Municipais da fase inicial de vila, passando pela fase do governo através das intendências e até a fase de Abaeté como cidade e, posteriormente, Abaetetuba, com os governos municipais (prefeitos) e suas respectivas Câmaras de Vereadores. Nesse processo Luiz Reis aborda as questões políticas e revoluções ocorridas a nível regional e nacional em diferentes momentos da história de Abaeté, através de um bem elaborado resumo cronológico dessas fases.




 
 A antiga frente da cidade de Abaetetuba era constituída de muitas
pontes e trapiches e as antigas canoas à vela, os barquinhos popopôs e
os já existentes barcos-motores formavam parte do cenário da frente
da cidade.
• Histórico da localização geográfica de Abaeté e seus limites topográficos e geográficos e de um pequeno resumo geográfico do município envolvendo relevo e geologia e da rede fluvial e um pequeno apanhado do clima, vegetação do município.
• Histórico dos nomes de Abaetetuba à partir da condição de povoado até a condição de cidade.
• Histórico das anexações de Abaeté ao município de Belém, Capital do Estado do Pará e à vizinha cidade de Igarapé-Miri em relação ao sentido territorial e sentido político-judicial até a autonomia total do município de Abaeté.
• Histórico de alguns aspectos da Revolta da Cabanagem.
• Históricos das memórias: documental (Arquivo Público), da imprensa escrita, do poder judiciário, do Tiro de Guerra, do horto municipal, do escotismo, da 1ª usina elétrica, da abolição da escravatura, da estrada Dr. João Miranda.
• O resumo histórico do governo dos prefeitos municipais de Abaeté, posteriormente Abaetetuba, após a ditadura do presidente Getúlio Vargas, despontando figuras históricas de Abaeté onde muitos dão nomes a muitas artérias (travessas, ruas, avenidas, praças) da atual Abaetetuba.
• As inúmeras fotos de prédios, ruas, praças, engenhos que ilustram o livro de Luiz Reis e que constituíam parte do patrimônio público do município em diferentes gestões e que sofreram mudanças ou demolições em favor do progresso do município. Hoje não existem mais resquícios do antigo patrimônio público arquitetônico do município de Abaeté.
• Histórico resumido de: alguns filhos ilustres de Abaeté, visitantes ilustres à cidade e de entidades culturais, esportivas e sociais do passado.
• Resumo dos aspectos econômicos do município, enfatizando as antigas culturas agrícolas e atividades como pesca e a indústria oleira, do comércio e da indústria canavieira, advinda da cultura da cana-de-açúcar que popularizou Abaeté como a Cidade da Cachaça.
• Resumo da vida cultural-educacional, da saúde, da população e das festas cívicas de Abaetetuba.

Colaboradores e fontes de pesquisas de Luiz Reis:


 O dinâmico prefeito Hildo Tavares Carvalho e os senhores da
foto acima, Alfredo Kemil, Mário Felgueiras, Lourival Lobato, Ademar
Rocha e João Reis, este último chegando à função de prefeito, que
municiavam o então Luiz Reis com muitas informações históricas, pois
trabalhavam em órgãos de coleta de dados como o IBGE, DER, PMA

• Prefeito Hildo Tavares Carvalho, na sua 1ª gestão de 1967-1970.
• IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, através de seus agentes Ademar Lobato Rocha e Mário Gonçalves Felgueiras que cederam a farta documentação desse instituto e colaboraram com informações valiosas ao pesquisador Luiz Reis.
• E Luiz Reis deve ter feito pesquisas nos documentos das eras colonial e provincial do Pará, onde ele esquadrinhou os fatos, vultos e datas que abundam em seu livro.

Comentários Finais:
O então jovem José Heiná Maués, que atualmente também é advogado militante em Abaetetuba, em suas considerações diz que a obra de pesquisa de Luiz Reis pode não ser a mais bem feita, porém que era a única no gênero (história e memória) e que essa obra demandou uma grande força de vontade e dedicação do autor e as qualidades de pesquisador de Luiz Reis e que ecos de justiça se espalhariam pelos mais longínquos rincões da terra de N. S. da Conceição (com a circulação desse memorável livro).

O também jovem estudante Nonato Loureiro, em sua apresentação da obra de Luiz Reis, entre suas várias considerações, diz que a obra de pesquisa de Luiz Reis traz em seu céu interior a estrela do pioneirismo, sendo o ponto de partida de uma obra que apenas começou e que viriam outras obras de pesquisas do autor do livro “Abaetetuba”.

Se Luiz Reis nesses 42 anos do lançamento da 1ª edição de sua monumental obra não lançou outras obras do mesmo quilate e se não relançou esse livro em uma 2ª edição revisada e ampliada, é porque algum motivo de foro íntimo o impediu de assim fazer e respeitamos essa sua longa ausência das obras históricas e memorialistas de Abaetetuba. Qualidades não lhes faltam, conforme dizem José Heiná Maués e Nonato Loureiro, qualidades comprovadas também pelo autor do blog que considera Luiz Reis uma das mentes mais brilhantes de Abaetetuba, fato comprovado pela sua atuação na elaboração da Lei Orgânica de Abaetetuba quando ele desempenhou brilhantemente seu papel de vereador na gestão do prefeito João de Deus Ferreira (1989-1992) em seu único mandato de vereador pelo município de Abaetetuba.

Outros historiadores e memorialistas surgiram na longa ausência de Luiz Reis, pesquisadores do quilate de um Jorge Machado, da professora Monte Serrat e de sua irmã também professora e folclorista Maria de Nazaré Lobato com inúmeras obras publicadas e outros pesquisadores que vieram dar seguimento ao pioneirismo de Luiz Reis.

Porém, agora, vem a boa notícia, o livro “Abaetetuba” de Luiz Reis, conforme informação de seu filho Marcos Neemias, será relançado provavelmente em 2011. E aqui estamos a fazer esta postagem em homenagem à Luiz Reis e sua obra.

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 24/2/2011.

4 comentários:

  1. Olá Professor
    Muito me emocionei com suas palavras, muito embora sei que partem de uma visão crítica e imparcial. Aguardo você em nosso escritório para conversarmos mais. Av. São Paulo, 1972
    (91) 8825 7547

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  2. Outra informação pertinente:
    A questão do lapso temporal em que a obra ficou inerte se dá justamente pela ausência de tempo para produzir uma atualização fiel. É bem sabido que transmitir fatos recentes, na história, seja ela em qual viés for (politica, economica, militar, etc), é de responsabilidade tamanha. A Editora Maguen, de minha propriedade, é que se encarregou em reunir informações e cautelosamente filtrar aquilo que poderia ser considerado de caráter histórico didático, para que a obra não ficasse preenchida por informações piegas. Desde Hildo Carvalho até Luiz Lopes, uma intensa pesquisa vem sendo realizada, no sentido de prover a obra, em sua 2a Edição, de dados atuais, imparciais e analíticos, sem entretanto, abandonar a linguagem poética da 1a edição. Assim como outros historiógrafos surgiram no lastro deixado por "ABAETETUBA", o autor permitiu que a mesma fosse atualizada para que outras gerações de entusiástas por nossa história se alimentassem das primeiras fontes. Deste modo, entendemos, na Editora, que a decisão foi amplamente humanista, visto que não permite que tal tesouro se perca nas sombras da história.

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  3. Caro Marcos Neemias,
    Quero parabenizá-lo pelo seu livro sobre a Cabanagem no Pará e gostaria de ter um exemplar na minha estante. Desejo a vc e seus familiares e amigos uma Novo Ano de muito sucesso e paz. Abraços de Ademir Rocha

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  4. O senhor kemil dos santos era Libanês e não turco.

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