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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Poesias do Jose Jaime Brasil - Poetas e Poesias


Poesias e Crônicas do Jose Jaime Brasil - Poetas e Poesias

15/12/2018
Ontem realizamos a festinha de Natal das crianças do Abaetezinho. “Deu bom”, como se diz por lá. Ceia de churrasco com açaí, arroz de galinha, e guaraná Amazônia, e presentinho pra todo mundo. Em nome da comunidade agradeço, mais uma vez, a todos que tem ajudado aquela gurizada sorrir. Em natais passados e nesse. Especialmente ao Elson Abreu, Socorro Silva, Joelma Paes, Angela Caripuna, Elza Maria Figueiredo Cardoso, Sebastião Cardoso, Edilma Pinheiro, Ana Lúcia Lima, Francenilson Florenzano, Andréa Sabores Da Amazônia, e Vera Lucia Antunes Milhomens. Deus lhes pague.

Algumas informações sobre o músico, poeta e escritor José Jaime Brasil Xavier:
Analista na empresa TRT 8ª Região
Trabalha na empresa Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região
Trabalhou na empresa O Jornal de Abaetetuba
Trabalhou como Oficial de justiça na empresa TRT 8ª Região
Estudou Direito na instituição de ensino Universidade Federal do Pará - UFPA - Oficial
Mora em Abaetetuba
De Santarém (Pará)

Algumas publicações de José Jaime Brasil Xavier:
JOSÉ JAIME BRASIL XAVIER
José Jaime Brasil é santareno de coração abaetetubense que veio para trabalhar como Oficial de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho, Junta de Conciliação de Abaetetuba e que aqui criou raízes com esposa, filhos e terras, pois mora em um aprazível sítio na localidade Ipixuna em Abaetetuba. José Jaime é formado advogado e economista pela UFPA, é amante da música como cantor, líder da banda “Joelho de Camarão” e também é compositor musical. José Jaime possui também uma boa produção literária no campo da poesia e da crônica.
Vejamos algumas de suas produções literárias:
A crônica abaixo se reporta à vila e praia de Beja dos anos de 1980, quando esse balneário ainda se constituía um lugar sossegado e bucólico em comparação com a agitação da multidão atual que para ali se desloca, proporcionando um ambiente pesado de embriaguez, brigas e até morte de pessoas pelo descontrole e algazarra da maioria dos frequentadores atuais que não sabem o que significa respeito e valor pelos dons da natureza, muito diferente dos anos românticos e sossegados da década de 1980:

BEJA DO SÉCULO PASSADO
Autoriia: José Jaime
A década era 80 em um mês de julho qualquer do século passado na Vila de Beja, no município de Abaetetuba. Nós, discípulos de Raul Seixas, ouvíamos o bom som da Legião, Blitz, Engenheiros, Titãs, Capital Inicial, dentre outros que fizeram o Rock nacional desse período.
Quem não tinha casa em Beja levava uma rede para atar na generosa varanda da casa do Vivi ou um colchonete para se “esparramar” lá pela “praiazinha “ da Maria Coroa. Olhávamos a lua da madrugada aparecer por detrás da mangueira grande , em frente à Igreja de São Miguel, a mesma que foi derrubada por um padre alienígena italiano junto com o coreto onde o Tio Ramos dormia. Há quem visse também, nessas ocasiões, discos voadores por cima da barraca do “Guri”, “brechando” a miss dos barraqueiros tomar banho ou se vestir antes de ir para a festa do “Frangão”. Corria a tese de que só podia ser o “Chupa-chupa” vindo de Colares observar a qualidade da mulher “abaeteense”, para comparar com a de Colares. Particularmente, a única forma perniciosa de disco que eu via em Beja eram as arraias que vez em quanto vitimavam um pé incauto.
A explosão demográfica do município ainda não havia ocorrido e os metros quadrados da pequena praia de Beja davam para abrigar desde o narigão do “Bispo”, vendendo seu camarão no espeto, passando pelo Gonzaga do Kaos & Scombros, tocando na guitarra seu Rock de protesto, e poetas do quilate de Adenaldo, Nonato Loureiro e Ritacínio, numa mesa da barraca do “Tio Mimi”, arrancando poesia das canoas que passavam em frente à Ilha do Capim em direção ao arrozal, enquanto o sol se punha “pras banda” do Marajó. Tínhamos também o “Castor”, contando suas piadas/mentiras no balcão do bar do “Bigode”, sob odor agradável de filhote frito, da maré, na frigideira da dona “Beja”, enquanto Jeba e Ney Viola dedilhavam seus primeiros acordes ao violão.
Briga? Uma “porradinha” ou outra provocada pelo “Lixa”, “Pentelho”, “Badu”,” Roque” ou “Badalo”, jovens rebeldes da época. Coisas leves comparadas com as brigas atuais, nada de ossos quebrados.
Já noutro século, meses de Julho vem e vão, e pouco vou por lá. Dá-me uma “gastura”, como se diz no linguajar popular Abaeteense. A poluição visual e explosão demográfica descaracterizaram completamente o balneário. Em julho, verdadeiros bandos de gangues digladiam-se, movidos por álcool em altas doses, sob o som de Tecnobrega e música de gosto duvidoso em alto volume, “parida” das tampas dos carros dos jovens de hoje ou do palanque Cultural Oficial.
Assaltos, furtos, mortes e desrespeito com o meio ambiente, resultado da degradação social notória que ocorre no país inteiro, fazem com que a nossa velha Beja seja coisa do passado. Seja uma saudosa cena do século passado.
(Texto extraído do livro “TÉDIO EM COPACABANA”, Escrito por
José Jaime Brasil Xavier, editado no ano de 2010).
No poema abaixo, de Jaime Brasil, está realçada a experiência de quem mora em favela do Rio de Janeiro, com os já comuns confrontos das quadrilhas entre si ou com as forças de segurança e o desenho que Jaime Brasil faz de uma favela.
Do livro:  2ª Antologia dos Poetas Internautas”, Blocos, 1997, RJ

José Jaime Brasil Xavier
Andando pela mata, encontro uma orquídea. Uma orquídea selvagem. Longe de olhares humanos. Dos seus barulhos, dos seus entulhos, das suas dores, dos seus projetos, dos seus dejetos, de suas mentiras e dos seus jardins artificiais. Enfeita o canto honesto das aves, o salto leve do macaquinho, o vôo errante de boboletas coloridas, o nomadismo das formigas, os raios de sol por entre a copa das árvores.

José Jaime Brasil Xavier
Dá pra sentir no poema abaixo de Jaime Brasil sua paixão e conhecimentos pelos conceitos cibernéticos do computador e dos sistemas digitais, que cada vez mais atraem aficionados para esse meio de comunicação, apesar de alguns atropelos que possam existir, conforme cita o poeta em sua passagem pelo Rio de Janeiro.
José Jaime Brasil Xavier, poema - Livraria Virtual Editora Blocos

PAIXÃO CIBERNÉTICA
Edito no Word.
Falo de uma "paixão" ocorrida num "chat".
O corretor ortográfico corrige minha paixão sem acento.
Impossível.
É que minha paixão no Windows foi sem janela mesmo.
Sem acento na porta de entrada,
sem ajuda, layout, estilo ou opções.
Sem a fonte de um sorriso,
sem um afago, de cabelos, ou um programa de fim de tarde.
Não tive acento nem assento nesta história,
não consegui ser favorito.
Perdi via modem para um navegador mais esperto:
passou pela sala e a levou com seu discurso e máquina veloz.
Na lentidão de meus impulsos quase telefônicos,
custei visualizar a impressão de que fui arquivado,
num doc2 ou 3 qualquer, ou na lixeira de uma suposta mulher.
Não pude salvar... fiquei na solidão do reservado,
com o romantismo do meu velho 386.
José Jaime Brasil Xavier
Do livro: "2ª Antologia dos Poetas Internautas", Blocos, 1997, RJ
José Jaime Brasil Xavier em ABAETETUBAR

O Vigia
(Jaime Brasil)
Na madrugada que faço tua,
cuido da tua rua,
tão crua, tão nua...
tão sem gente...
Vejo o mendigo demente,
a estrela cadente,
a lua minguante,
escuto versos mal amados,
poetas delirantes,
vômitos embriagados...
Cuido também das janelas,
Das begônias amarelas,
No teu jardim com cheiro de jasmim,
das tuas avencas, sem folhas,
tão sem mim...
Também vago entre os becos do teu cais:
Olho teus barcos, tuas velas, solto tuas amarras,
acendo teus castiçais.
Levanto tuas âncoras,
cuido pra que não te falte destinos,
e, então, durmo,
no amanhecer das igrejas,
das velhas catedrais,
no badalar de velhos sinos...

O Cipó e a cerca
(Jaime)
Acerca da cerca,
Cerca-se os limites dos homens.
Seus medos, suas posses, seus direitos,
seus valores.
E vem um audacioso e frágil cipó,
Que não resiste ao meu terçado,
entrelaçar nosso farpado,
dizer que a natureza não reconhece nossos valores:
Abraça o aço pontiagudo,
e me dá flores.

Mais uma vez fui premiado com um poema na Semana de Arte. Em terceiro lugar ao lado de Alfred e Adenaldo. Eis o meu poema:

ABAETETUBA 118 ANOS – 2013

No barco da paixão levei meus versos
Entre paneiros, camarões e alguidares.
Aos poucos, no horizonte, o Sol declina
E a noite traz em si doces penares.

Vêm à memória os velhos regatões
Que, em seu bojo, riquezas transportavam.
No ar, a ilusão da vida flutuava,
No ardente perfume da cana que exalava.

Nas olarias o mundo se moldava
Nas marombas de tijolo e telharias.
Preparando, no barro pré-moldado,
O desenhar de novas moradias.

Gapuiando em busca do sustento
Minha gente se molha de alegria
Carregando em seus ombros, aricás
Repletos do trabalho de um dia.

Canoeiros navegam em minha mente
Nas preamares de turvas águas frias.
São pescadores, os bravos que desbravam,
A terra, que a nós tem dado alegrias.

Minha canoa corre rio acima
Em busca do ombro amigo ribeirinho
Que nas várzeas cultiva, em seu trabalho,
As formas de amar e receber carinho.

Abaetetuba, aqui eu deposito, satisfeito,
Os votos de alegria nesta feliz cidade
Onde meu coração vive ancorado
Nos braços rijos da real felicidade.

JOSÉ JAIME BRASIL XAVIER
No poema abaixo, de Jaime Brasil, está realçada a experiência de quem mora em favela do Rio de Janeiro, com os já comuns confrontos das quadrilhas entre si ou com as forças de segurança e o desenho que Jaime Brasil faz de uma favela.
Do livro:  2ª Antologia dos Poetas Internautas”, Blocos, 1997, RJ

BALA PERDIDA
Ecoa na madrugada silenciosa do morro,
a voz da força.
Atravessando espaço com seu chumbo jaquetado e acéfalo,
ignora o corcovado da bossa nova,
as estrelas sobre o Vidigal,
as mansões da barra,
e se o Rio é de janeiro.
Traçando em diagonal a menor distancia entre dois pontos,
o passeio veloz e mortal do incandescente projétil,
encontra gotas de orvalho e a neblina fria de setembro,
que não conseguem detê-lo, embora esfriem-no.
Atravessa, por fim, um barraco.
Estilhaça uma imagem de Iemanjá sobre o armário sem verniz
e colhe o corpo  magro de um homem que dormia.
Nem sentiu o bruto impacto.
Perdeu o pouco sangue que colheu na vida difícil,
perdeu os poucos sonhos de quem desce o morro,
perdeu, finalmente, a fome cansada de não ser matada.
Quem quase nada ganhou,
ganhou uma bala perdida.
José Jaime Brasil Xavier

José Jaime Brasil Xavier
Paixão de Orkut - Hai Kai sem rimas de Jaime Brasil-

Lembro bem daquele tempo:
teu nick name era " Jasmim",
o meu era "Mirinda",
Num chat de "teens", ainda,
tu quase sem conexão,
E eu louco de paixão.

Scraps e depoimentos,
modem lento, paixão velox,
Na lentidão da Telemar,
eu alterando meu relacionamento,
te colocando na minha tela de proteção,
e tu sem conexão...

Tudo inútil, Jasmim,
Foi culpa do provedor,
A queda do nosso amor,
A nossa desconexão..

José Jaime Brasil Xavier

JASMIM - hai kai sem rima de Jaime Brasil-

até vi versos incertos,
no jasmim que floreava em agosto,
e que desgosto.....
Muitos ditongos nasais,
Minhas rimas de cais,
Promessas de nunca mais,
oxítonos que não se usam mais.
Rasguei-os.....
pintei, então, manhãs e ruas...
noites sem lua,
Tua tristeza nua
Tua salada crua,
Teu sofá
Madrugadas e cantos,
O violão num canto.
E nada....
E ainda que possa haver saudade:
distante melhoro tuas cores,
atenuo tuas dores,
vou aonde fores...
Com meus pincéis,
Com minhas canções....

CIDADE VELHA
(Jaime)
É madrugada boêmia de violão no ombro,
na minha velha cidade velha,
Quase morta, quase escombro.
Tu,
com teus velhos botecos de porões,
tuas igrejas cansadas de orações....
tuas putas cansadas de trocados....
teus barcos atracando cansados.
tuas mangueiras cansadas de viver.
Nós,
trôpegos paralelepípedos,
sob os pés de paralelos sonhos
sumindo nos becos da Siqueira Mendes,
em direção às sopas do Porto do Sal.
Afino, então, um acorde em dó,
e o raio de sol anuncia o caminhão com peixe,
frutas, putas, dor, carregador, mendigos, meninos magros,
enquanto o barco joga a corda,
o Ver-o-Peso acorda,
e eu afino a corda,
sol.
Finalmente um “Cremação”,
pra sonolentos notívagos da doutor Assis,
nossa cuba libre já por um triz,
e dedilho a saideira.

Desçamos, então, a pé.
pela Tamandaré,
atrás de um “Sacramenta/Nazaré”,
atrás do que "der e vier"...

Interações com amigos:
Davi Figueiredo Jaime, o Bebé do Preto, fez uma rifa pela loteria federal de uma porca, mil bilhetes foi só um tapa dentro do DER, no dia do sorteio o filinho foi o felizardo, antes de ir buscar o premio, comprou uma saca de carvão e meteu fiado na mercearia do lado tres garrafas de conhaque presidente, um garrafão de vinho D. Bosco e duas garrafas de cortezano, convidou a metade da rua e contratou o Soi com seu carro de mão, e já com água na boca foi buscar a porca, ao chegar na porta da casa do Bebé este já estava esperando com uma enorme de uma porca da roda trazeira de trator. Aproveitou o carro do Soi e foi bater no hospital com a pressão 25x14.

José Jaime Brasil Xavier ....Davi Figueiredo...outro dia fui tomar café lá no Estelo, e ele chegou. O Estelo perguntou pra ele se ele não queria mandar alguma coisa pra filha dele que mora no Rio (casada com um marinheiro)., que eu estava indo assistir o Rolling Stone e eu podia levar alguma coisa. O Bebê vira pra mim e perguntou se eu podia levar 2 quilos de capivara, 2 de camarão e pão (daqueles que vende lá na beira). Que a filha de ele morre de saudade daquelas coisas. Falei pra ele que não ia dar porque eu ia primeiro em São Paulo e a capivara podia ficar "rancenta" com a demora.


BEJA DO SÉCULO PASSADO
Autoriia: José Jaime
A década era 80 em um mês de julho qualquer do século passado na Vila de Beja, no município de Abaetetuba. Nós, discípulos de Raul Seixas, ouvíamos o bom som da Legião, Blitz, Engenheiros, Titãs, Capital Inicial, dentre outros que fizeram o Rock nacional desse período.
Quem não tinha casa em Beja levava uma rede para atar na generosa varanda da casa do Vivi ou um colchonete para se “esparramar” lá pela “praiazinha “ da Maria Coroa. Olhávamos a lua da madrugada aparecer por detrás da mangueira grande , em frente à Igreja de São Miguel, a mesma que foi derrubada por um padre alienígena italiano junto com o coreto onde o Tio Ramos dormia. Há quem visse também, nessas ocasiões, discos voadores por cima da barraca do “Guri”, “brechando” a miss dos barraqueiros tomar banho ou se vestir antes de ir para a festa do “Frangão”. Corria a tese de que só podia ser o “Chupa-chupa” vindo de Colares observar a qualidade da mulher “abaeteense”, para comparar com a de Colares. Particularmente, a única forma perniciosa de disco que eu via em Beja eram as arraias que vez em quanto vitimavam um pé incauto.
A explosão demográfica do município ainda não havia ocorrido e os metros quadrados da pequena praia de Beja davam para abrigar desde o narigão do “Bispo”, vendendo seu camarão no espeto, passando pelo Gonzaga do Kaos & Scombros, tocando na guitarra seu Rock de protesto, e poetas do quilate de Adenaldo, Nonato Loureiro e Ritacínio, numa mesa da barraca do “Tio Mimi”, arrancando poesia das canoas que passavam em frente à Ilha do Capim em direção ao arrozal, enquanto o sol se punha “pras banda” do Marajó. Tínhamos também o “Castor”, contando suas piadas/mentiras no balcão do bar do “Bigode”, sob odor agradável de filhote frito, da maré, na frigideira da dona “Beja”, enquanto Jeba e Ney Viola dedilhavam seus primeiros acordes ao violão.
Briga? Uma “porradinha” ou outra provocada pelo “Lixa”, “Pentelho”, “Badu”,” Roque” ou “Badalo”, jovens rebeldes da época. Coisas leves comparadas com as brigas atuais, nada de ossos quebrados.
Já noutro século, meses de Julho vem e vão, e pouco vou por lá. Dá-me uma “gastura”, como se diz no linguajar popular Abaeteense. A poluição visual e explosão demográfica descaracterizaram completamente o balneário. Em julho, verdadeiros bandos de gangues digladiam-se, movidos por álcool em altas doses, sob o som de Tecnobrega e música de gosto duvidoso em alto volume, “parida” das tampas dos carros dos jovens de hoje ou do palanque Cultural Oficial.
Assaltos, furtos, mortes e desrespeito com o meio ambiente, resultado da degradação social notória que ocorre no país inteiro, fazem com que a nossa velha Beja seja coisa do passado. Seja uma saudosa cena do século passado.

(Texto extraído do livro “TÉDIO EM COPACABANA”, Escrito por
José Jaime Brasil Xavier, editado no ano de 2010).
A crônica abaixo foi feita para homenagear e recordar o conhecido e popular Chacanhanga ou Chaca para os mais íntimos e que falecera há poucos dias em Belém/PA:
Luiz Fernando, esse era o pseudônimo do Chacanhanga. Não é mais uma piada do Chaca, ele gostava mesmo do seu apelido talvez mais do que seu nome, e toda a sua obra aqui na terra, tanto as de humor, como as de trabalho, assim como as obras que edificou na sua família junto com a sua esposa e seus filhos, levaram a assinatura de Chacanhanga, Luiz Fernando é um nome muito sério para o talento do Chaca, então vamos deixar assim, como está. Tenho prá mim que ao chegar no Céu, o criador abrindo o portão celestial disse sorrindo:- Estamos te esperando Chacanhanga, o show está para começar!
Sempre conheci o Chaca, sorridente e sempre com uma piada na ponta da língua, isto para qualquer ocasião que houvesse, tinha o humor no sangue, e uma vez disse ao Lial, que a Globo só tinha contratado o Renato Aragão porque não conhecia o Chacanhanga, pessoas como o Chaca serão simplesmente eternas em nossos corações.
Uma vez no quintal de sua casa, bebendo com vários amigos um galo de sua criação, roubou um pedaço de churrasco de um prato, o Chaca gritou para a sua esposa: - Bena um galo acabou de roubar um pedaço de churrasco!, E a Bena, qual deles Chaca? E o Chaca: - foi aquele de bermuda ali!
Outra inesquecível aconteceu quando o Chaca era proprietário de uma loja de venda e abate de frangos, a vizinha da loja do lado, aperreada para dar troco, mandou uma funcionaria trocar na loja do Chaca dez cruzeiros em miúdo, o Chaca incontinente, manda pela funcionaria uma sacola com fígado, coração e moela de frango, um minuto depois a vizinha chegou reclamando e perguntando para o Chaca o que era aquilo, e o Chaca: - a senhora mandou trocar dez cruzeiros em miúdos, mas miúdo do que isso é impossível!
Uma certeza teremos, uma pessoa, que viveu a vida toda sem fazer inimigos, e que ao contrario sabia com o ele só, granjear amizades, com a sua alegria, seu humor, sua inteligência, sua vontade de viver, sua simplicidade, sua autenticidade, seu amor pela família, seu modo de receber os amigos em sua casa, e principalmente pela alma pura que tinha, não poderá ter outro caminho a não ser aquele que o levará ao paraíso celeste, e lá terá a felicidade suprema que fez jus, pelo exemplo e pela alegria que proporcionou aqui na terra.
Tomo para mim os versos do poeta Vinicius de Moraes, que exemplifica o que foi o Chaca para nós: “A coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais”, o Chaca viveu, e nos fez viver também.

O OBAMA SABE - Textículos de Jaime Brasil-
O Obama sabe,
dos meus sites pornôs,
de quem é o meu amor,
onde eu faço cocô,
e quem é meu avô....

O Obama sabe,
do fora que levei,
das mensagens escondidas,
onde foi que eu errei,
quando foi que eu peidei,
das minhas fotos proibidas,
das minhas contas não pagas,
Insônia, madrugada,
onde deixei pentelho,
aquele vídeo no espelho,
tu calçando minha bota,
eu de Alexandre Frota....

O Obama sabe,
do meu saldo bancário,
quando eu fui esperto,
quando eu fui otário,
onde armazeno as fotos,
da Carol e da Angelina,
de quando eras menina...

O Obama sabe,
dos meus sites pornôs,
de quem é o meu amor.....
De: José Jaime Brasil Xavier

Face lembrando meus versos magoados com o Bil Gates e o Obama. Republico, com algumas adaptações:

FOI O OBAMA E O BIL GATES
(Jaime)
Acho que foi o Obama, e a Cia,
quem me "brechou" ,
pois meu windows falso apagou,
pro Bil Gates fuxicou,
que Deletou.
Fiquei sem word,
me cassaram a palavra.
Fiquei sem ambiente,
meus contos salientes,
sem janela,
as mensagens delá,
dizendo que me amava,
que, de bonitas, eu salvava,
ou estavam na lixeira,
e que quando eu sentia saudade,
recuperava.
Sumiu minhas poesias,
Minhas fotos sensuais secretas,
uma receita pra azia,
Uns videos pornôs,
uma receita com charque e vagem,
um projeto de viagem,
Pra ilha de Creta, com sua bela paisagem..
Isso não se faz,
Obama e Bil Gates.
Desejo a vocês a virose chicungunha,
e fungo na unha..

Cinza
( Jaime)
Beja anda meio Beje,
tendendo prum cinza..
tão longe do Tejo,
enxergo teu tédio,
penso em portugueses,
bossais coloniais,
Que te deram nome...
Saudades dos tempos,
de botos afoitos seguindo teus barcos,
pro Carnapijó...
enquanto o arco da madrugada,
surgia no horizonte da Vila do Conde...
Foi quando, entretanto,
fugistes de mim,
pescador solitário,
na boca do Capim...
Mas onde?
Tu fostes pra onde?
Nem aqui,
nem no Conde,
tu fostes pra adonde?
nessas madrugadas,
da boca do Capim...?

O CHEIRO DO JASMIM
(Jaime)
Foram embora,               
os homens com seus barulhos,
com seus bagulhos,
com seus entulhos,
com seus mijos, suas farofas que fazem mal,
com seus dejetos,
com seus projetos,
com suas carroças de metal.
Voltam,
Pedregulhos, enseadas, pescadores,
o canto leve do sabiá,
o odor distante do mapará,
o fogareiro da proa de uma canoa,
que navega em direção a Vila do Conde,
entre botos que perseguem cardumes...
Onde?
Em São Miguel de Beja,
No Rio Capim...
Enfim:
volta o cheiro do jasmim...

José Jaime Brasil Xavier
Do livro: "2ª Antologia dos Poetas Internautas", Blocos, 1997, RJ
José Jaime Brasil Xavier em ABAETETUBAR

A CANOA, EU, BROGUE E O VICENTE (FERREIRA)
..comprei uma canoa,
eu Brogue e Vicente,
Da ponte da Alvorada até a boca do Jarumã,
Eu Brogue e Vicente,
cachaça e tucumã,
A canoa só tinha tinha um remo,
eu Brogue e Vicente,
Esperando a maré de enchente,
Caju do mato e aguardente,
Eu Brogue e Vicente,
Consertando o calafate,
Descascando cana com o dente,
Na reponta da maré de enchente...

José Jaime Brasil em 2/7/2016 em homenagem a
Regi e sua filha falecida neste dia.

Solidariedade a um amigo:
Salto
Segue teu vôo meu amigo..,
Deixa o mundo, lá embaixo, com suas dores, seus favores, seus muros, suas esquinas, suas sinas,
Após a constelação de andrômeda,
terás a constelação de Carina....
pousa lá com tua menina...

O Mamoeiro " Patinho feio"
Há um ano fiz novas mudas de mamão. Escolhi sementes. Ensaquei-as e escolhi uma área sombreada para grelarem. Vieram lindas mudas que plantei em outra área, e que já estão produzindo.
Menos uma. Uma veio raquítica, com folhas pequenas. Abandonei-a à própria sorte no local. Achei que demoraria a crescer e me dar bons frutos.
Passei hoje, por lá, e vi que não morreu. Suas raízes venceram o saquinho plástico e o mamoeiro cresceu, às duras penas, numa área inapropriada. Sem sol, espichou seu caule em direção à claridade necessária pra polenizar, e meu deu um fruto. Um pequeno mamão. Tudo o que pôde produzir, diferentemente dos seus " irmãos" mamoeiros, que estão repletos de frutos, adubados, e bem cuidados, que foram.
Fiquei com algum remorso, por te-lo preterido de melhor sorte.
Como lição, penso que as plantas são como os filhos.
Devemos amá-los por igual.
Do gênio que foi fazer pós na Europa, à ovelha negra que n conseguiu sair do 2o grau. Do lindo bebê Johnson, ao patinho feio da família.
Lhe dará muito orgulho, certamente, um filho letrado dando palestras pra grandes platéias, ou fazendo um transplante de órgãos. Mas, na velhice, pode ser do " patinho feio" o cafuné nas noites solitárias de uma eventual doença incurável. É ele, despojado de vaidades, que vai abrir a janela pra que entre o sol das suas últimas manhãs. Partirá um mamão e o porá cuidadosamente, com a colher, na sua boca.
Muito obrigado meu mamoeiro " patinho feio". Vou saborear teu único mamão, de forma especial. Com paladar acurado. Vou, também, usar tuas sementes para produzir novas mudas.
( Jaime)

Fernandão
Fernandão e seu zarcão...
O Ribeiro na ribeira,
Amanhece quase em Beja,
Com canto de japiins,
E "a tua mãe para mim"
caralho na madrugada,
A beata fecha a janela,
Cupijó fecha a porta,
Mulher Gorila fecha o circo
São Miguel fecha a Igreja,
Criança corre pra dentro,
Maria fecha a porta que tua mãe já morreu,
Como então?
Se é tempo do Fernandão
Um dia vão se alembrar
Do Thepa seguindo atrás,
Do sujo do Fernandão,
Maizena e Zarcão,
O Ribeiro na ribeira
Que sujava o carnaval
Que sujava a tarde triste,
Com canto dos velhos tempos,
tempos do Kanto do BASA....

(jaime brasil)
Dedicado ao meu amigo, botafoguense, Fernando Ribeiro-
04.09.2012

COLÔNIA VELHA
Havia uma Colônia Velha,
e nós, novos, em velhas bicicletas,
rádio gravador.... Raul, Pink, Legião,
velho garrafão....cachaça, limão, camarão,
e um velho violão.....
Na tarde lenta o frevo do Palhuk,
e eu te levando na garupa....
Zico, Tijuca, Maria da Paz...a paz..
Havia uma Colônia Velha,
Nós, tão novos, chegávamos em velhas bicicletas,
e cantava a Briela...e dava camarão pra ela,
(Jaime Brasil)

Blog do Ademir Rocha, em 04/09.2012 em diante.

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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