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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Garibaldi Nicola Parente - Poetas e Poesias



Garibaldi Nicola Parente - Poetas e Poesias

Muito obrigada .Enviarei sim. Quanto ao turismo fico-lhe muito agradecida e coloco à Setur a sua disposição. em Famílias Calliari e Parente - Famílias e Vultos e Outros Imigrantes em Abaetetuba











Garibaldi Parente pertence à tradicional família Parente de Abaetetuba/PA, é
engenheiro agrônomo e em Literatura Portuguesa, tendo grande visão 
cultural e é professor de Literatura Portuguesa na UFPA-Campus
Universitário de Abaetetuba. Também é um grande poeta e, como tal, 
faz parte da Academia Literária Paraense Interiorana, da qual se tornou
recentemente em 12/2019 o seu novo presidente. É casado com a professora
Cenita Loureiro e tem filhos. Vide sua genealogia neste apanhado de
suas centenas de poesias.
Poucos já atentaram, mas o Garibaldi Parente é um dos maiores poetas
paraenses, precisamente de Abaetetuba, mas que poetiza não só as
motivações amazônicas e de Abaetetuba, como os assuntos
gerais e universais. Acho até que o poeta Garibaldi Parente domina
todos os conhecimentos locais e universais, haja vista sua vasta cultura, domínio
da Língua portuguesa e de outras línguas, como fatores que lhes servem
 de inspiração para todos os dias estar a publicar suas belas poesias,
e em profusão, inspiração e dentro dos parâmetros de rígida métrica
e inspirações diversas, como já dito. Um
momento ele está publicando poesias dos fatos cotidianos
 e em seguida as de de cunho regional e, no mesmo momento, 
está a publicar poesias de temáticas gerais e universais, que abrangem
tudo, e ultimamente vem publicando poesias da temática mitológica grega e romana.
Nada escapa da visão poética de Garibaldi Parente. Se não lhe bastasse
o domínio da gramática portuguesa, como está nos dicionários, lá está ele
publicar palavras e frases em suas poesias, de tal modo que temos que recorrer aos dicionários para entender os seus significados, mas nada que seja preciosismos, mas palavras que dão mais sentidos poéticos a seus versos. Ele realmente domina
todos os conhecimentos e parece que está vivenciando aquilo que escreve, inclusive
usando o sentimento de outras línguas, que não a portuguesa, da qual é mestre-professor
no Campus Universitário de Abaetetuba. Acho que ele domina bem as línguas inglesa, francesa e até
a japonesa, pois nos recordamos quando estudava essa língua, e ele tem amizades na internet de muitos brasileiros de várias partes e de pessoas de outros países. Por sinal que em Portugal já foi distinguido com louvor poético. No Pará, pertence a Academia Literária Paraense Interiorana, da qual tornou-se o seu novo presidente a partir deste mês de dezembro de 2019. Parece que o Garibaldi se transporta para o cenário de suas poesias, de sentidos imaginários e reais, e nos diz coisas que nem em sonhos cogitamos em desnudar. E não só isso, porque ele nos faz rememorar o passado
 abaetetubense, paraense e universal, pois possui também um grande acervo fotográfico
de Abaetetuba, Pará, Brasil e Universal. Cada poesia sua vem acompanhada de uma
foto pertinente ao assunto de sua inspiração poética.

Leia algumas poesias do Garibaldi Parente e sinta
o ambiente poético em que ele está imerso e que também
nos leva a mergulhar em suas inspirações poéticas.

AFUÁ
Parte da vida é vivágua
de fascinante feição.
Vaza-mar no igarapé
enche a foz do coração.

Encanto dos encantados
sopro de boto no aicá.
Namorão juramentado
suspira afuá afuá...

Nas casas da beira-mar
lá floresce o arco-íris.
Cobra-Grande feminina
entra no cio em delírios.

Não não serve o cipó-d'alho
esse amor arde no peito.
Amar quer mais agasalho
nágua do rio tem o leito.

E o boto brinca em roldão
fiu fiu fiu vem tu fiar.
Atiçado o coração:
Afuá afuá afuá...

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Sobre moedas, suas ligas e funções e
momentos.
IN HOC SIGNO VINCES
Não tenho nenhum Tostão
nem a Cabeça do Rei.
Passa na minha cabeça
o pingo de chuva que herdei.

Sem nadica de moeda
nem os vinte Réis do Real.
A Pataca é só do rico
o Vintém do Carnaval.
Não tenho nada pra escambo
mas já sou Independente.
"Com este sinal vencerás"
o Níquel nos dói na gente.
E vence o Vintém de Ouro
brilha cunhado no Cobre.
Semeia a pasta do rico
não chega à bolsa do pobre.
Estou no fogo Cruzado
nos rouba a suja inflação.
Some o Cruzeiro-Real
nos separa a comunhão.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Sobre o até....

ATÉ
Até o último vinho
não paro de sonhar.
Não sei de donde veio esse até!
Até parece sem muita graça
até nem sorri.
Mas esse até se liga
até prepôe novos destinos:
Até o céu

até no céu.

Na arte do até

um até breve faz bem.

Ele também esse até

ata e atém um até logo 

muito charmoso entre nós.

Até isto

desde dantes até atazana
o tão que tenho
por conta do quanto.
Até ata e não desata
ante o ater do até do após.
Atear um até breve
ano que vem até mais.
Até de tal começa na despedida
e se fecha no tempo da volta:
Cheguei!
Esse até ateia fogo no foco
no entreposto do jogo:
No sermão da rua
na face do olhar
no rosto do ver
até se esquecer no até
do seu próprio bazar.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

A cura nas culturas

JOGOS DA CURA
A teologia da cura
claro-escura
nada cura nem o nada.
O mito existe
na existência de nunca ter existido.
Móbile como o mover-se em Cobra Grande
nos meandros do rio.
São tantos e tantos em levantes
de avante aventura.
Por tantos e tantos só valem
no vale da cultura.
O mito dos olhos azuis
e do cabelo louro
sem raça nem cor
vale nem vintém de ouro.

Baco toma vinho doce
sem dinheiro de pagar
sem moeda de vender.
Com vinho intenta a cura
e com ele mesmo se cura
e o prazer. 
Curte a vida pura com as bacantes
do amor.

Buda iluminado impassível contempla
o silêncio e o vento do parque
e no assento das horas infindas
doa-se pelas mãos radiantes e fugazes.

A linha é dura
no feitio do tempo
o pensamento no anel viário
celeste alento do que tudo é vário
a cura da cura por si só se cura.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Entendeu?

PALACIANA
É tão grão o teu amor
vai na pequenina estrofe.
Silente ao males da dor
sereno em todo furor
contente com a boa sorte.


Cada verso no horizonte
se alonga no imaginar.
Empena asas de arconte
sobe ao píncaro do monte
o amor no plano do amar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Marejando nas diversas ondas

ONDEANTE
Por estes mares sem fim
as ondas hão de vencer.
Eu sou bem pouco de mim.
Adonde irei marejar
numa vaga em alto mar?
Pois tanto ando em desconforto.
Não sei que posto! Não tem porto!

Vem onda da terra 
vem onda do mar.
Agente se ferra
por nunca se amar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Estou na França?

LE MOULIN
Moinho de água
moinho de vento
hálito alento
na bucólica alba.
Le Moulin enchantée
encantado em te dizer
com fina acolhida
que a natureza é bela
de natural beauté
fleur da flor florida.

Le Moulin est vert
vestido de verde
promenade da alma
na avenida da vida.
Le paysage do Rio Garonne
em vista sóbrio e lento
nos revela a nós o valor
da simplicité bem simples
une verité da verdade
para a vida inteira.

Sol e chão amáveis
naturellement luz.
Diria o trovador:
Je t'aime Je t'aime.
Une place au soleil
um lugar ao sol
na Provença de Martres-Tolosane.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Quando o Garibaldi está em folga
poética, ele nos brinda com uns
repentes poéticos:

A borboleta Ruidosa /
encanto da flor amorosa. /
O fato em foco na foto /
maravilhosa.

A pinga de Abaeté e suas consequências

COROCOROCA
Aguardente de cana
a-do-ó
quem embirita olha pro céu
à Senhora do Ó.
No ato
o estupefacto
ÓH! HÓ!
Perde todo o bom sentido
embebido na química pura
afogado até o gogó.

Se meteu no cafundó
onde Judas perdeu o bobó.
Quó-quó-quó...
Mexeu com uma rapariga
coió-coió-coió...
e virou o quiprocó.
Perdeu o boró que tinha
no couro do bocó.
Veio um soldado verde-oliva
e disse:
-Teje preso!!
-Ó seu guarda eu nada fiz.
- Isso é desacato!!
-É... eu vou preso mas vou legal.
No xilindró o sol nasce quadradó.
Lá se foi o corocoroca.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Passei por isso também!

EXPRESSO GUAMÁ
Belém do Pará
Nasce o sol na Universidade
à vista avista
da foz do Rio Guamá.
O saber navega na enchente
e se espalha na vazante.
Flui
Reflui
sob o sol levante
ao pino do meio-do-dia
ou mesmo no sol poente.
Solares
de raios radiculares.
A recriação do novo
nas veias do povo.
A vida a ser vencida
em cada arrebol.
Olha o farol!
Na rua na avenida.
Olha o sol!
As nuvens em estol
a irrigar o sentido
preciso
com o lençol da sabedoria.
Azeite e vinho
da maior energia.
Expresso Guamá
o número um.
Passa por Nazaré
tres um quatro um.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Pão antigo...

PÃO DA VOVÓ
Agora tem o pão da vovó
no assobio do Crispim
em um samba de Noel.
Este pão é ritimado
com o tempero do padeiro
num poema de cordel.

O trigo vem da veiga
e fermentado vai ao forno
sem a cobertura de Ló.
Pão que não cai das nuvens
traz no vento o tempo
e vive no sonho da vovó.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Me lembro desses tempos culturais

BRASILEIRINHO
Sabão grosso
em barra.
O Sabão do Povo
o lavar roupa e o banho.
Depois apareceu o sabonete Lifebuoy
o salva-vidas só pros ricos entre aspas
contra o mau cheiro do corpo o tal de cecê.
Tomava-se banho com água na cuia
vinda do poço caseiro
na tina.
A escovinha de dentes
comprada na Banca Rasteira do Didico Caxiado
a pasta Kolynos 
e só.

O cheiro de Água de Colônia
do Brasil Colônia

do Brasil só do Brasil

por anos a fio

colônia de si mesmo.

A calça curta
a camisa simples
talhadas e costuradas pela Dona Dejar
em cortes comprados na Loja Boa Esperança
de Felipe Ribeiro.
O sapatinho de couro em fôrma usual com palmilhas
sem muitos retoques. 
Fabricado na Fábrica de Calçados e Sapataria Abaeteense
de Carlito Loureiro e Pedro Loureiro.
Pela manhã o Externado
a Professora Carlaide à porta
recebia seus pequenos alunos
com ovação e carinho.
A cartilha do ABC o caderno
a tabuada o lápis a borracha
e só.
À tarde um passeio pela Praça da Bandeira.
Cabelo bem assentado bem aparado pelo
barbeiro Bento Sousa a moda militar.
-Ordem e Progresso-
Ou também visitar os primos as primas
e só.
Cai a tarde tristonha mas serena.
O sol desce lento por trás do Maratauíra.
A luz elétrica da Usina de Força e Luz
a lâmpada incandescente sem jeito e sem o gosto
luminar.
A sopa de estrelinhas do céu
vez outra um mingau de carimã ou de curera
e só.
Dia findo a noite quase dentro.
-Já é hora de criança dormir!
-Mãe, conta uma história pra mim!?
O sono hospitaleiro
Como era tão fácil ser feliz!!
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Cavalos dos tempos e lendas!

WONDER HORSES
Cavalo de sela
não usa cangalha.
é cavalo de tiro
bom de batalha.


Alazão cor de canela
cavalo de cavaleiro.
Marcha na procela
anda o mundo inteiro.

Puro sangue das arábias
cavalo bem vestido.
Patas com ferradura
no trote a libido.

Posudo e elegante
galopa o garanhão.
Cruza nas cruzadas
o festejado campeão.

Alexandre o Magno
rei da Macedônia.
Bucéfalo o cavalo
de ação sem cerimônia.

Calígula o romano
do cavalo impetuoso.
Incitatus bom de trato
de manto magestoso.

De Los Angeles Dom Diego
o Zorro mascarado.
Cuidava bem do povo
com seu cavalo Tornado.

Geny Autry o gênio
do cavalo campeão.
Champion no desfiladeiro
salta-o com exaltação.

Roy Rogers o famoso
do gatilho ativado.
Trigger na linha dos truques
esperto e bem versado.

Epona a Deusa
ao cavalo devotada.
Pégaso o Rei
da libido do céu.
O cavalo vence a parada
na asa voadora do corcel.

Wonder horses
os cavalos maravilha.
Tony o acrobata
com Tom Mix a partilha.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Repentes históricos

POEMANTO II

HAIKAI
Bashô pede ao Buda
em sereno contemplar
que salve a poesia.

***
COMO VAI O BRASIL?
Pero ainda Caminha
no Vaz da valsa.
-Ainda não me vi
no espelho que me deste.
De norte a sul
leste oeste
a política é falsa.

***
PRESIDENCIÁVEIS
Vargas, um tiro só.
Goulart, a revolução dos tanques.

Collor, o ganso afogado.

Rousseff, a dama da propina.

Temer, não há de quê.

***

Outros repentes!


LAMAÇAL

A lama cresce na glória

olha o gênio da ilusão!

Bem cedo canta vitória
eu já tenho certidão.

***
Em leito adverso
na rede de embalo.
O canto disperso
em que me embaralho.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Plantas de interiores e interior

ANTÚRIO
Em nós ornamenta
a flor do amor.
Na sombra e água viva
do sol quer o calor.


Decora nossa vida
o bracteo coração.
A masculina espiga
espada animação.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Tudo muda. só tu coração não mudas?

VARIAÇÕES
O sol nunca é o mesmo, as nuvens também.
O que escrevo agora
O mesmo não escreverei amanhã.
Amanhã serei outro.
O que importa é o momento.
O sol doura a palavra em pinceladas de cores e sombras.
Sou livre por ser a natureza da natureza
Assim faço acentos variantes em ritmos e melodias
Meu compasso é a sombra luminosa
Da palavra carinhosa
Que se deixa levar pelos movimentos.
Nasce o sol noutro evento
O que foi amarelo vibrante,
Agora é violeta
Nesse contraste sou significados
Do mais puro significante.
A cor
Colorida de entusiasmo e amor
Em um só momento
Verás a dança dessa eterna flor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Tempo dos índios luar e outros!

FEITIO
O curumim é bonito
passado no tipiti.
Cunhantã no primo cio
grita: -Vem-cá-siriri!

Amar na beira do rio
traz o verde no olhar.
Sombra do sol luzidio
onda amarela do amar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Tempos de luar e outros momentos noturnos!

LUAR TAPERA
A lua surgiu
subiu lentamente
pintada com traços de urucu
e tinta de genipapo.
Silente ficou a mata
e a branca rasga-mortalha
calou o "pano rasgado"
e escondeu-se na torre da igreja.
O murucututu parou de solfejar
mu-ru-cu-tu-tu...
Ensimesmou-se no próprio eu
e nada tentou adivinhar.
Céus! O seu olhar taciturno!
O jacurutu clamador
baixou o orelhão.
Imóvel
no corpo e na cabeça giratória
tirou o mel dos seus olhos.
Soturna
soltou-se a bruxaria
cooptada pela filosofia demoníaca
e pela anárquica saliente e noctívoca
ideologia.
O mocho diabólico
como um bólido
sem saber o que fazer
foge voando a se esconder
até entrar numa caverna medieval.
O pequeno caburé
pede pela boa sorte
e diz: -"Só queremos saber
dos segredos da noite limpa.
Esta noite colérica
pode ser longa mas a aurora
há de nascer e outro luar sem manchas
lapidado pelo bem querer
vai restaurar nossos direitos abusados."
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Depois das festas e noitadas!

O CAFÉ DO POMBOCA
A Estrela Dalva da manhã
bem cedinho
antes de o sol nascer
fotografa o Rio Maratauíra.
Ilumina a banca ambulante
do cafeteiro.
Bule ao fogo
o coador
passa o café novo.
Recende o cheiro estimulante
e exala
na beira-rio da cidade
o sabor convidativo
da Coffea abaeté.
Seu Pomboca pompeia
com sabedoria a molenga pomboca a querozene.
Pouco a dispôs como candeeiro.
Vênus nunca faltou
com a alba do seu corpo-luz
e o delírio de tanta beleza.
Todos querem a Estrela da Manhã
e o carnal desejo de tomar um cafezinho bem quente
para animar o coração
enaltecer o dia que nasce para o encanto
de um novo sol de muitos afazeres.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Folguedos do circo?

BUFONARIA
Zique-zique
zum-zum-zum
zumbo na zumba do bumbo
até chegar no rã-rã-rã.
Zigue-zigue
repinica no retumbo
o furdúncio dos guizos
do tirolico-tico o rataplã.
Zique-zique
o zigomático zunzunar
arromba a pândega do festim
toque-emboque do folguedo.
Zigue-zigue
no afoguetar do circo
algazarra e glu-glu-glu no ruge-ruge
rumoreja o rom-rom-rom do arremedo.
Zique-zique
repinica o ziriguidum
zinzinula no cri-cri do retintim
a zunideira da matraca no bulício.
Zigue-zigue
retumba o ribombo do rega-bofe a pangalhada
folgança animada do sarau
com fandango de sarambeque ao requebro do ofício.
Zique-zique
zigue-zigue.
Mazurca a galope
para entreter o Rei
e trazer boa sorte.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

O sabiá é teimoso, da hora certa e inoportuna do sono!

SILÊNCIO
A noite desce
nos ramos das árvores.
O bem-te-vi já cansado
de bem-me-ver
nos alvoroços e escrituras do dia
pede ao incansável sabiá
que chame logo a noite.
O sabiá serenamente afinado
começa uma canção dolente 
e suspirante de amor.
Assim vamos nós tres dormir
sob o silente lençol da noite.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Enfeitiçado de amor e despeito carnal!

SORTILÉGIO
Eu mais eu
leio a minha sorte.
A palavra é como a luz
tem mil dotes naturais.
Em cada combinação
vem o encanto e seduz.
O artifício não é tão secreto
apenas esconde-se um pouco além do feitiço.
Olhar em cada olhar
e noutra face o reinventar
de um novo olhar.
Sou enfeitiçado
pelo teu corpo dançarino.
Leia-me com feitiço
Somente assim libertarás em ti mesmo
a tua carne
para comungar-te com o teu desejo.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Em São Paulo?

ANHANGABAÚ
Sob o Viaduto do Chá
jaz um rio insepulto.
Caciques pajés guerreiros
e cara-pálidas.
O Barão de Tatuí
A Baronesa de Tatuí
O Marechal Arouche
O serrador Sidow
Antonios Josés Joaquins de Portugal.
Sobre o Viaduto do Chá
Pernas entre tantas pernas
Cabeças anônimas
Olhares caídos no chão
Olhares perdidos no além.
Fantasmas assombrações
Visagens d'água salobra.
Verdugos energúmenos alcoviteiros.
O satanás anda solto
no príncipe das trevas
no grão-tinhoso
no coisa à toa
no capeta da capa preta
no tição do demonarca.
Sem dó das almas desvairadas
anhangá é um avejão
rubente e rubicundo.
Não tem pingo de compaixão.
Sonhar é coisa de outro mundo.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Olhando pro céu e prá terra em poesias galáticas!

ESTRELA DA MANHÃ
O planeta estrela vênus
plana com o cajado do pastor.
Vem a mim Manuel Bandeira
com sua poética de eira e beira
e pergunta-me:
- "Onde está a estrela da manhã?"
- Ah, eu não sei Manuel!
- "Eu quero a estrela da manhã."
Acho que na imaginação do meu amigo
a deusa Vênus estivesse em algum cabaré.
- "Meus amigos meus inimigos
procurem a estrela da manhã.
Ela desapareceu ia nua."
- Ah, já sei! Ela está em Abaeté!
- "Pecai por todos pecai com todos
com o padre e com o sacristão(...)
Depois comigo."
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ANDRÔMEDA
O celestial norte
sumo
junto ao brilho comunitário
estelar.
Viagem e mensagem
do reinado aos súditos homens.
O mando sob os lampejos
e os latejos
espalhados pelo céu sidério
crédulos nos destinos
do asterísco.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CASSIOPEIA
Supernova da constelação
ao norte celestial hemisfério.
A sorte da rainha vaidosa
única filha do mar.
De sua beleza orgulhosa
vestal do céu noturno
no seu trono sentada
num celeste eternizar.
Dela é o verbo
sublime e colossal.
Quem fala bem se destaca
nos enleva na palavra.
Arma de luta arsenal.


CANOPUS
Suspensa estrela vistosa
sem manto nem solidéu.
Maior luzeiro que o sol
a mais brilhante do céu.

Terra dourada
estrela guia.
Farol do viajante
a caminho do sul.
Sou da constelação de Carina
piloto de Menelau.
Comando um navio de escol
de quilha e vela...Argo-espacial.
Expedito a reaver Helena
tocha de luz e calor.
Não sou da lide aventura
lido e luto por um grande amor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ALMAGESTO
Ptolomeu, o Cláudio
o maior Al- Majisti
ligado na astronomia estelar
criou em sínteses matemáticas
formas agudas para calcular
as alturas dos astros.
Perguntei:
-Qual a distância entre o meu eu e a minha estrela?
-É astronômica! A terra é o centro gravitacional
de todo o universo com sol ou sem sol.
Habite-se
e habilite-se a ama-la com pujança
com o mesmo fervor biótico que a Natureza
dispensa à gente humana desde Alexandria
até qualquer parte em que os laços de amor
são infinitos.
Ao mundo insano não restará outra vida
nem na terra nem no céu.
Hás de alcançar a tua estrela
brilhante e radiante.
Calcula detalhadamente tudo
com o teu astrolábio poético.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Mitos e lendas gregas

PÉGASO
Espírito do bem
o Cavalo Alado
branco azulado
com um coice forte
fez brotar a fonte das musas.
Manifesta conquista 
da imaginação criadora.
Talvez os homens não saibam
que a Rédea de Ouro
está sempre a serviço dos deuses
e das deusas.
O Cavalo Alado voa
ao encontro de Apolo
o supremo Zeus
que dá a vida e a morte.
E na Constelação Universal
com suas asas de penas
o andarilho dos céus
liberou a Inspiração Poética
ao norte sul leste oeste
desfez a morte e fez do poeta
o vate imortal.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Assim era Belém nos tempos áureos da borracha.

PARÁ CAPITAL BELÉM III
Belém do português
da mercearia da esquina
de quem nasce em Lisboa
lisbonense ou alfacinha.
A postura mostra o ambiente
revela a atitude o feitio
de bem servir a boa gente
com gentileza e muito brio.
Alfacinha ou lisboeta
elegância em linho fino
ou de fina baeta
como manda o figurino.
Recebe a freguesia
com cartões de gente feliz.
Restaura a fotografia
do bem querer que se quis.
Livraria Alfacinha
vende livros revistas jornais.
Quem sabe
sabe quem faz Belém.
Desenhos gravuras impressões
acervos da cidade
e o bonde passa belelém belelém...

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Rua Conselheiro João Alfredo 1892

PARÁ CAPITAL BELÉM VII
A Travessa da Estrella.
Eu estrelo
Tu estrelas
Ele estrella
Nós estrelamos...

A Travessa
marco da marca filosófica
do Nunes
o Benedito no Tempo Poético
das suas cinzas.
Nem se imagina o confronto armado
de um porto alhures.
Valeu a rebeldia contra o vilipêndio da memória.
A logradouro está salvo
A guerra extinta.
A cultura social vive no firmamento
e na bandeira branca
do celeste Bené Estrella.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PARÁ CAPITAL BELÉM
A hora não tem hora
o tempo pouco passa
a vida valsa avante.
Compra-se ouro
compra-se prata
também compra-se diamante.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Casa Commercial Au Brillant Brèsilien.
Rua 15 de Novembro, 35
1870-1900?

PARÁ CAPITAL BELÉM ll
Fábrica Palmeira
em cada folha da palma
um desfeito criminoso.
Trauma após trauma
a morte do lenhoso.
Bolacha de Soda
Bolacha Maria.
Biscoitos da moda
o pãozinho do dia.
Bolacha de Soda
Bolacha Maria.
Docinhos de alta roda
o cafezinho do dia.
De tudo agônica memória
o chocolate a confeitaria.
Bolacha de Soda
Bolacha Maria.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Fabrica Palmeira 1892-1960
Rua Dr. Paes de Carvalho.
Hoje Senador Manoel Barata
no local o vergonhoso Camelódromo.

PARÁ CAPITAL BELÉM IV
Andar na moda
juntar caminhos
com sapatos finos
na roda do baile.
Os pés delicados
no ir e vir da valsa.
Calça com estilo
o rigor da elegância.
Sapatear sobre a calçada
o calçado avança
e fox-trota no percurso do mundo.
Tudo importa no vestuário.
Sapato novo
Happy walk na Loja WALK-OVER.
O que vem importado
é moda de classe.
Vale a reputação de quem calça bem
homens senhoras senhorinhas
por cima
de passear com alta estima.
Paris Londres
Rio de Janeiro Belém...

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Sapataria WALK-OVER
Rua Santo Antonio em frente ao Largo da Mercês
1922

PARÁ CAPITAL BELÉM V
Na loja MINA MUSICAL
a variedade é mineral.
Belle Epòque
Arte Noveau
Piano de Cauda.
Nas residências de fino gosto.
Requintes florais
das madames da Society.

Gramophones
Discos de músicas clássicas
e cantores líricos.
Órgãos trombones saxofones
trompetes cornetas clarinetes
trompas pífaros violinos
tubas alaúdes
oboés violoncelos
harpas cravos flautas
contrabaixos...

Partituras de renomados autores da Europa:
Sinfonias e Sonata ao Luar de Beethoven
Se Vuol Ballare e A Flauta Mágica de Mozart 
A Primavera de Vivaldi
Prelúdio do Cravo Temperado de Bach
Baladas e Valsas de Chopin
Danúbio Azul de Strauss...
Nesse tempo de fausto
o alegre Theatro da Paz
vivia em paz.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PARÁ CAPITAL BELÉM VI
Foto de Altemar Paes
Bondes de Belém
O bonde a vapor
na Estrada de Nazaré
vinha da Sé
sem meu amor.

O bonde a burrinho
de pouca tração
andava mansinho
no meu coração.

O bonde a cavalo
no trote mudou
mudou o embalo
tentei meu amor.

O bonde elétrico
no trilho mudou
papa terra come-longe
e tudo acabou.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
BELÉM 1869 E 1894
Gramática!

PO-É-TI-CO
De sílaba em sílaba
a medida o som fermento.
De tônica em tônica
anda o compassado acento.


O tempo segue sereno
em suave contracenar.
Com o sol e com a sorte
a terra enfeita o rimar.

A sombra é a mestra
que acena ao luzeiro.
Acende a orquestra
no poema cancioneiro.

E de figura em figura
o sentido sempre avança.
Na sintática estrutura
vive a verossimilhança.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Introspeções!


EU
O meu eu não é eu de mim.
Não tem pena de mim.
Tem a asa de tamanha envergadura
e autonomia.
Quer voar ao céu
mas voa até às nuvens brancas.
Receia continuar porque o mundo
é o paraíso do maravilhoso.
Somente o cinismo e a hipocrisia
são tão perversos.
A utopia é bem aventurada
sonho cantante do celeste recomeço de tudo.
Não pestanejo em acreditar neste eu pacífico
de andar com os pés colados ao chão.
Nas amáveis trilhas da natureza nua
a vida ganha vidas.
Nem ligo
a essas vozes impostadas de salvação
não são vozes
são motivos
parceiros da mais canhestra traição
encomendados pelo silêncio
e pelo bradar
de tantos murmúrios insolúveis.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Sobre o amor!

AMAR
Rio de mim.
Asas pra que te quero voar?
Muitos não sabem amar
porque desconhecem o que seja amor.
Amar não é tão simples assim.
O horizonte sempre está muito distante
não pára de navegar.
Senhor do navegante
do insinuante amar.

Amar não é querer
amar não é acreditar
amar não é satisfazer
amar não é adorar.
Amar nada tem com religião
o mundo muda a todo instante.
Amar nada tem com o coração
amar é coisa atlante.
Coisa?
Rio de mim.
Ainda sou ginasiano.
Ainda faço exercícios práticos da virtude
para chegar nesse oceano.
Pois bem!
Digo sem dose de alquimia
que a palavra certa é fantasia.
De Pessoa para pessoa
ser livre não tem escudo.
Amar que é amar
é o nada que é tudo.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência aeroespacial!

AEROPLANO
No plano do aerovoo
vou acima das nuvens.
Dou asas a altitude
no liame gavitante
Turbulências ligeiras
segundos no vácuo
fazem parte da viagem.
A matéria do voo
fica abaixo das nuvens.
Acima, além do vácuo
há o vago vazio
e o vago impreciso.
O vago impreciso
no vácuo do nada.
A matéria vive na escritura.
E o céu solene do voar
revive na transcendência
da coisa inconstante.
No tanque do avião
sempre há combustível
para aterrissar são e salvo
de corpo e alma
em qualquer campo
do mundo em terra.
GARIBALDI NICOLA PARENTE.

Tem poesia métrica e também livre!

VERSO LIVRE
Teu corpo veraneado
emite impulsos de Apolo
nos meus olhos
de poema sem o dilema
do cetro metrificado.
E nesta liberdade segue
no ritimado
no versejado alguma rima
que se consolida com enzima
na matéria prima
acima e em cima
de tamanha abolição
verga a esgrima
no clima do coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Remédio natural prá tudo, até chegar aos remédios homeopáticos e
... e os manipulados.

O BOTICÁRIO
P/ Garibaldi Eduardo L. Parente
O boticário na botica
manipula a poção.
O remédio e o veneno
num só, a vende no balcão.

Tudo começou com a mão
do magia, da natureza o natural.
Ervas pro corpo são
bens ativos contra o mal.
O bem e o mal
os medicinais e as drogas.
Apotecário mais além
no armazém guarda o manipulado.
Pharmakon
e pharmakeus.
Rèveillon
não diga adeus.
Está tudo reanimado
pela mão do farmacêutico.
Zeus do hermenêutico amor
do aplicativo propedêutico
intérprete do mundo curador.
Sem nenhuma jaça
a cobra bebe na taça
o ervário com leite e verdura.
Por isso tem o poder que tudo cura.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

TROPICALISMO
Sol a sol
vivo a te procurar.
E tu te escondes
nas sombras do luar.

Verde maltrapilho
com remendo sertanejo.
E tudo foi só um sonho
nas grotas do teu beijo.
Sol todo impulsivo
até no sol de se pôr.
E o luar tão sombrio
nas caatingas do amor.
Quem sabe o que será
à flor do nosso abrigo.
Mandacaru amor antigo
em cinzas o acaso há de ficar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

POEMANTO
NOIVA
Escrevo na prata do luar
o virginal amor da lua.
Na matinal
o sol nascente
consente
a manhã com muitas estrelinhas.
***
RESPIRO
Estrala
estala
a estrela.
Pulsa palpita lateja
o desejo de aspirar
o ar do mar
e respirar nas ondas
do céu estelar.
***
SEM DATA
Anteontem
antevéspera.
Dia a dia
a mola é mestra
em cada horizonte.
Lança a monta
e faz de conta
e raconta a fantasia
do trasanteontem.
***
A COISA
Casa nua
sem luz
nem clux
no céu flutua
sem flux
nem lux
nossa lua.
***
Girândolas
nos artifícios
fogos no fanfarrar.
Na batalha
joguei os confetes
no mar.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

AO TEMPO
Escuto o Lago dos Cisnes
vejo mentalmente o bailado
amoroso do Swan Lake.
Todas as Quatro Estações
são bem vindas.
Delas a Primavera é única
pois abriga a Valsa das Flores.
A natureza no Silêncio
da Fantasia dança Bolero
e o Ballet da Felicidade.
HAPPY NEW YEAR FOR YOU!
Sigamos o caminho
de todos os caminhos.
Il Mondo é vasto
e Sentimental.
Imagine
Que Mundo Maravilhoso!

GARIBALDI NICOLA PARENTE

X -TUDO
P/ O PRIMO FERNANDO JACARÉ PARENTE

Sanduiche
de tudo toda guloseima.
Começa pelo index
na face duplex:
Queijo látex
carne cox
picanha durex
ovo remix
batata box
leitão max
bacon apendix
presunto flox
frango fenix
alface e tomate.
No ápex
acompanha a poção mágica astérix
da coca um cálix
a cola no clímax.
Depois vem o trote-fox
dipiterex
e tudo vai explodir
no flux a bombax.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

AXIOMÁTICO
O óbvio pode existir
a palavra exata não.
E salta à vista o patente
que dizer vem da ilusão.

A lua sempre foi cheia
na sua matéria lunar.
Redonda em manto de luz
fase cheia de luar.
Ao dizer que não sei nada
não é por divina causa.
O tudo em si não é pleno
como o vago numa pausa.
Leda faceira e ululante
pinga de luz a verdade.
Brinco de ser e não ser
na rasa da realidade.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ACROBÁTICO
Abro o dicionário
e retiro a palavra do picadeiro.
Levo-a para o alto
e a ponho no trapézio
e começo o balanceio.

Mas não é tão simples
assim.
É preciso muita concentração
foco iluminado saber.
Mente assente na medida do tempo
controle.
Força muscular
para domar o equilíbrio.
Somos três.
"Eu" sou a base de tudo
nesse maravilhoso conjunto
de graça e beleza.
O intermédio contribui
e evolui significantemente
para a interatividade.
O volante significativamente
executa o salto triplo mortal.
Assim
a palavra vocábulo evoca-se
em re-vira-voltas
voltas-e-meia-dá.
Lança-se ludicamente itinerante
no ar evanescente
do círculo-circo do cotidiano
e tudo muda em nossas vidas.
Amor não é somente amor
Amor é a flor do amar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

APROPINQUAR
Quero expôr minha roupa ao sol
e clarear a linguagem.
Quarar sob a luz
ubiquar o dizer
corar-me o íntimo retraído.
Vestirei calças brancas
cintos brancos
camisas brancas.
Calçarei sapatos brancos
meias brancas
cadarços brancos.
Vestir com distinção é achegar com garbo
à galhardia dos gestos.
A cor branca contempla todos os mistérios
e não sangra na tentativa de desvenda-los.
Vou mansinho
abeirando o luar
acercando-me de mim.
Assim
apropinquar-me-ei bem juntinho de ti.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

VAGAROSO
Devagar se vai ao longe.
Onde fica o longe?
Lá no meandro do rio.
Ah... Ah...
De vagar em vagar
chegamos lá.
Apruma a canoa
bem de proa.
Pega forte no remo
e rema de modo que o remo
seja também leme.
Na enchente segue a correnteza
na vazante vai no remanso.
Este rio é calmo e solitário.
Fica atento ao tempo.
Mede as tuas remadas
escuta as sonoridades delas
e avança com calma e presteza.
Distribui as remadas pelo lado direito
e pelo lado esquerdo.
Elas são anatômicas e simetricamente acentuadas
de compasso em compasso.
Navega com o teu corpo.
Relaxa! Não fiques hirto.
Deixa os músculos bem flácidos.
Alimenta-os com o ritmo mavioso da tua respiração.
Todo meandro é cerebral e cardeal
ele sabe o rumo que o rio deve seguir.
Toma atenção!
Vai estudando as margens do rio
de detalhes em detalhes.
Escuta os pulsares engajados a tua viagem
e perceberás que são poemas a serem escritos.
Em cada meandro sentirás pequenos burburinhos
redemoinhos borbulhantes de poesia.
Segue em frente!
De vagar em vagar
Esse rio não tem fim.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

XAMBICA
Lancei minha rede encantada
nas águas do rio.
Queria peixes de lanço.
Puxei a rede para a canoa.
Apenas um!
Há muito tempo não o ouvia
dava-o por extinto.

Fiz um aquário
para devolver o peixe ao rio.
Cuidado e alimentado
com a ração mais nutritiva.
O rio nos faz livres
mas dito e feito aparecem pirararas
para abocanhar nossos bens mais preciosos.
Chamo a Cobra-Grande
mando buscar a coleira de ferros d'El-Rei
na masmorra.
Xadrez neles!
Xambica xambica xanbica!!!
Xambica neles!
Continuo a escrever
com a maré nos meus olhos lustrosos.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

AO POETA
Garibaldi Nicola Parente
Livres!
Voam as palavras
Adentram rios 
Adentram mares
Adentram terras
Mundos, cantares... 
Em meu cantinho
Se faz presente
Garibaldi Nicola
Digo que é Parente
(Adenaldo)

Garibaldi Parente
28 de janeiro às 10:01
SONETINHO
Soneto vem da sonora
cantiga com lumière.
Luz do som que se enamora
sem laço de fecho-eclair.

Soneto na redondilha
bem mais redondinho fica.
Sonoramente engatilha
ponto em ponto pontifica.

Soneto se revigora
quando faz-se em remelexo
o sonoro mais fervilha.

Soneto é a flor que flora
se volta para o desfecho
feito fecha-se a braguilha.

XÍCARA DA SILVA
No Restaurante Xícara da Silva
a criatividade é de trato
um fato consumado.
A culinária deleitosa faustosa
amorosa frondosa...deliciosa.
Entradas insígnes em memórias
do avô Garibaldi .
Histórias do primo Wagner

da prima Tetê...

Na Carta do Cardápio palmilham

primorosos frutos da imaginação.

Delícias e fantasias noite após noite.

Tudo enfeitiçado a caráter.

O filé do tio Giordano

avô da Ruth, do Marco Antonio, da Patrícia, do Breno...

A pizza Nogueira do Rubens, da Tetê, do Nogueirinha, da Belemita...
A pizza Italiana de Treviso, Venezia, Marsico Nuovo, Napoli...
A pizza Papai Rubens do Baixo Amazonas
Santarém, Nhamundá, Terra Santa...
Ainda tem uma apetitosa e petiscosa Cachacinha de Abaeté.
Delícias da Silva na Xícara mágica do mais primoroso sabor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

A MINHOCA
Não tem olhos para ver
para morder não tem dente.
Não tem pés para correr
não tem rabo saliente.

Em cada anel
um coração.
O amor orgânico
se faz no chão.
Ama o ano todo
baita armação.
Salvo conduto
mão e demão.
Em terra arejada
ar que o solo estoca.
Húmus natural
túneis de minhoca.
Não escuta a minhoca
mas gosta de namorar.
Mais furos vai furando
ela sabe minhocar.
Isto vale para o mundo
quem tem vasto coração.
O sentido vem fecundo
da minhoca e minhocão.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ELES VÃO COMER ABIU
Abiu do abieiro
vem do mato
da silva silvestre
exoticamente aquariquara
quintaleira dos quintais.

Fruta com ponta de bico
na baga globo globosa.
Sempre verde a árvore
tem assento e acena às estrelas.
De látex encantado
vermífugo e colante
também reduz qualquer inflamação.
Luta contra os vermes estilosamente.
Agitados vermes
ascaris do poder.
Gusanos larvais submersos
na matéria fraudulenta da política
lombrigueira.
Ferrenho cicatrizante da boca parola
na Babel de quem fala muito sem nada dizer.
Mentiras helicônicas
mentiras nas propinas intestinais
sugadoras da energia do bem viver.
Nas Catilinárias a voz magistral de Cícero
insígne senador e orador romano
fez Catilina comer abiu.
Catilina e seu asseclas subversivos
conspiravam para derrubar o Governo Repubicano de Roma.
Em defesa das Instituições Democráticas se opôs com firmeza
e elegância:
-Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
-Por quanto tempo tua loucura há de zombar de nós?...
Foram muitas perguntas e assertivas
sem respostas.
Então Catilina sem nada o que fazer
Comeu abiu!!
GARIBALDI NICOLA PARENTE

O INTENDENTE
GP meu avô
Intendente
de carta-patente
na coluna de Coronel.
Iluminou-se muito bem
iluminando a cidade
com seus raios de luz.
As ruas de Abaeté
anoiteciam escuramente desertas.
Tornou público
o salvo-conduto
contra o medo cruel das visagens:
Matinta-pereira
Lobisomem
Jurupari
Coruja suindara
Porco-do-mato
Padre-sem-cabeça
Boi-tatá...
Dignou-se implantar nas ruas
os primeiros lampiões de pavio
com carga de azeite.
Tardinha entrante
lá vinha o acendedor
de lampião em lampião
com seu facho de fogo olímpico.
Não custava de muito acender 
um por um
um por todos vis-à-vis
e iluminava com amor em foco
o fogo de sentir-se mais feliz.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

YAIÁ YOIÔ
Já brinquei de Yoiô
já brinquei com Yaiá.
No fio da brincadeira
de enrola e desenrola
vai em cima vai embaixo
e nas ondas desse mar
nós brincamos de marola.
Yaiá tem acento agudo
o meu é circunflexo
Yaiá sabe de tudo
do côncavo convexo.
Ai que lembrança!
Saudade de Yaiá.

Eu bato o bongô

Yaiá vem no ganzá.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

CASARÃO
Se essa torneira falasse
das águas que carreguei.
Dessa torneira encantada
dos amores que augurei.


Vejo a casa povoada
de gente que foi ao céu.
Noutra paragem tão boa
digna do melhor troféu.

Nela vejo-me as crianças
e tantas lembranças tão.
Ai que saudade me invade
bem dentro do coração.

Em nosso olhar sonhador
minha casa velha amiga.
Espelho de luzi-luz
solar mágico da vida.

Se essa torneira falasse
pediria um pouco d'água.
E na taça de cristal
água em vinho em si sufraga.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Antiga casa do Sr. Batista na esquina ao lado do Hotel Jarumã
na Av. Dom Pedro ll. Pintura de Aldelízia Feio.

Adelson Ferreira de Andrade
Adelson Ferreira de Andrade Me lembro dessa casa fica na Dom Pedro ll esquina com a primeira de Maio.


FLOR DO MANGUE
Santo espírito realejo
nas asas da comunhão
tudo serve como ensejo
de afogar-se na razão.

Encantada flor do mangue
culto de muita freguesia
onde tem carne há sangue
das adventícias a magia.
Cotejo o horizonte
fóbico é o ceú
azul de intermezzo
é pecado fornicar.
Oi que mente perdida
nesse canto agônico.
No fundo soa a cantiga
no âmago do vagar atômico.
Não dou teco
deixo o eco zombar.
Na cor dos meus ouvidos
não luze o anjo solar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

BATER O PACAU
Quem bate-bate
não se sacode.
Quem bate-bate
que se acomode.

Quem bafuntou
não faz visagem.
Quem morreu-se...
Boa Viagem!
Bater as botas
em sete léguas de chão.
Légua em légua
de cota em cota
vai se acabar afinado
nos sete palmos do caixão.
Bater a caçoleta
se da palavra caçarola
ou de medalha no cordão.
Pode ser trauma na cabeça
ou a solidão do desterro.
Está mais pra matraca
Usada na procissão dos sete palmos
de um feliz enterro.
Bater a canastra
na jogatina da vida
quem perde veste o casaco
e vai embrulhado na cesta
para sempre empacado
nos sete palmos do buraco.
Bater a pacuera
nas entranhas azaranzadas
fressura do que já foi
vísceras bofe coração...
Tudo em naco naco naco
metidos num saco.
Isto é bater a pacuera
em sete palmos de cratera.
Bater o prego
com martelo ou não.
Enrola o dia todo
até mesmo o coração.
Sem estopa é engodo
a vida fora do jogo
vem logo a maldição.
O defunto já morreu
nas cucuias do covão.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CARRAPETA
Roda roda roda
gira gira gira.
Que rodar é moda
o girar inspira.

Vem menina pequenina
ver rodar a carrapeta.
Vem bailar esta modinha
a mais linda cançoneta.
Quando eu menino
brinquei a pirueta.
Quem não tem pião
roda a carrapeta.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Genealogia:
3ª G/N, GARIBALDI PARENTE casou em 6/2/1904, em Abaeté com a imigrante italiana Marcella Calliari, sendo esta filha de Giuseppina Calliari, que no caso era madrasta de Garibaldi Parente, tendo Marcela nascida em Veneza e tiveram 10 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Clodóveo/Clóvis Parente, Oberdan, Humberto, Giordano, Timóteo, Nicola Parente, Garibaldi Filho (este falecido com 2 anos de idade), Garimar, Olga e Ione Parente. Garibaldi e Marcella Calliari Parente completaram 50 anos de casamento em 6/2/1954, sendo o fato comemorado com uma grande festa familiar, conforme atesta o convite feito para o evento.
Depois de casado Garibaldi Parente veio da Bahia para Abaeté e Marcela Calliari, sua esposa, só veio depois do seu marido Garibaldi.

Família de Garibaldi Parente reunida para
festejar as bodas de ouro de seu camento
com Marcela Calliari

Verso do convite dos 50 anos de casamento
de Garibaldi Parente e Marcela Calliari

Anverso do convite dos 50 anos de casamento
de Garibaldi Parente e Marcela Calliari 

No Convite dos 50 anos de Garibaldi e Marcella: 6/2/1904 e 6/2/1954 existem os seguintes nomes impresos:
Timóteo, Leopoldina e filhos
Humberto Parente 
Giordano, Margarida e filhos
Oberdan e Maria Amélia

Garimar
Nicola, Itália e filhos 
Olga e Evandro 
Clóvis, Rosa e filhos
+Garibaldi 
+Cláudia
+Garibaldi
Ione
+Nídia
No convite dos 50 anos de casamento de Garibaldi e Marcela constam 13 nomes e logo se deduz que eram 13 os filhos do casal. Porém a família sempre se reporta a 9 filhos, descartando os falecidos, que são: Garibaldi, Cláudia, Garibaldi (um 2º filho com esse nome) e Nídia. Compreende-se também que essa relaçao vem em ordem de nascimentos desses filhos de Garibaldi e Marcela, sendo Timóteo Parente o mais velho dos filhos e Nídia a mais nova. 
· Nicolau tinha 57 anos em 1904 (data do casamento de seu filho Garibaldi Parente) e faleceu em 1911 com 64 anos de idade, ano em que os filhos sucedem o pai nos negócios da família.

4ª G/Bn, FILHOS DE GARIBALDI PARENTE E MARCELA CALLIARI:
1. 4ª ª G/Bn, OLGA PARENTE, que casou com o esportista Evandro de Almeida. 
Evandro Almeida, um dos maiores nomes da
história do Clube do Remo, de Belém/PA, casou
com Olga Parente, uma das filhas de Garibaldi Parente. O
estádio de futebol desse clube leva o nome de Evandro Almeida

EVANDRO ALMEIDA, foi um dos maiores nomes do ínico da história do Clube do Remo, de Belém do Pará, quando a prática do esporte naútico da regata e do futebol começavam a se firmar no Pará, sendo Evandro Almeida um dos maiores atletas do time de Periçá (Clube do Remo) nas modalidades do esporte náutico e do futebol, quando Evandro Almeida, além de se constituir grande futebolista do Clube do Remo, nos anos de 1920 e 1930, também formava nas Seleções de Futebol do Pará nas disputas contra as seleções de outros estados brasileiros, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções. Pelo Clube do Remo Evandro Almeida se constituiu um dos maiores ídolos do clube como atleta e, posteriormente, como dirigente, ajudando o clube nas muitas consquistas dos anos de 1940, 1950. 

2. 4ª G/Bn, GARIMAR PARENTE 
3. 4ª G/Bn, IONE PARENTE, que entre os filhos de Garibaldi parente é a caçula.
4. 4ª G/Bn, GARAIBALDI FILHO, este falecido com 2 anos de idade.
4ª G/Bn, FILHOS DE GARIBALDI PARENTE E MARCELA CALLIARI:
5. 4ª G/Bn, OBERDAN PARENTE, casou com Maria Amélia e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

Citações e Informações Sobre Oberdan Parente:
· Oberdan Garibaldi Parente, como um dos herdeiros de Garibaldi Parente no antigo campo de Aviação de Abaeté, anos de 1940.

4ª G/Bn, FILHOS DE GARIBALDI PARENTE E MARCELA CALLIARI: 
6. 4ª G/Bn, NICOLA PARENTE, nasceu em 1912 e já é falecido, foi futebolista, comerciante, dono do Bar e Sorveteria Princesa no início da atual Av. D. Pedro II, dos anos de 1940, 1950, 1960, bar com mesas de bilhar e sinuca e uma das primeiras aparelhagens de som da cidade de Abaetetuba, que inclusive promovia quermesses e onde se aglomeravam as crianças para comprar picolés e era era frequentado pela juventude e adultos dos anos acima especificado para fazer o lanche (esposa de Nicola, D. Itália era cozinheira e doceira afamada de Abaeté), para jogar sinuca nas apostas do “bolo” e tomar algumas cervejas, ouvindo as músicas do aparelho de som desse famoso bar e em uma e suas portas, trabalhava o Sr. Bereco (irmão da esposa de D. Alverina) na função de sapateiro, e Nicola Parente casou sua prima Itália da Conceição Calliari e tiveram 8 filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Marcela Josephina, Garibaldi Nicola Parente, Margareth, Glauco/Barata, Giordano de Nicola, Humberto/Cavalo, Ione e Timóteo Parente.

D. Itália Conceição Calliari Parente, que
depois do falecimento do seu marido, levou
em frente os negócios da família 

ITÁLIA DA CONCEIÇÃO PARENTE CALLIARI, após o falecimento de Nicola Garibaldi Parente assume com muita garra e determinação os negócios deixados pelo marido e tudo o que vendia na cantina era fruto de seu trabalho.

Citações e Informações de Nicola Parente:
Segundo informações de sua filha Marcela Parente, foi no Bar e Sorveteria Princesa que “O poeta Bruno de Menezes fez a letra do hino Mater Puríssima”, belo hino que hoje é o hino oficial da Festa de Nossa S. da Conceição em Abaetetuba. “Percebendo a beleza da letra os amigos saíram de bicicleta à procura de um músico e encontraram Oscar Santos e este se encarregou de colocar música na bela letra e o resultado foi este lindo hino que emociona a quantos a ouvem”. 

5ª G/Tn, FILHOS DE NICOLA PARENTE E ITÁLIA CONCEIÇÃO:
5ª G/Tn, FILHOS DE NICOLA PARENTE E ITÁLIA DA CONCEIÇÃO PARENTE CALLIARI:
5ª G/Tn, MARCELA JOSEPHINA PARENTE:
Professora Marcela Parente com uma vida toda
dedicada à educação em Abaetetuba

Trecho de biografia escrita por Marcela Parente: 
“Nasceu, foi criada e estudou em Abaetetuba, cidade de onde saiu pensando em não mais voltar e conheceu estados, cidades e pessoas. Trabalhou, continuou estudando e voltou para Abaetetuba por opção e tem orgulho desta terra. É filha, esposa e mãe presente e é mulher insistente, coerente e, acima de tudo, justa e também correta e comprometida com aquilo que acredita. Como professora, gestora de escolas tem compromissos e atua intesnsamente na Educação, educação Especial, Educação Inclusiva e na APAE de Abaetetuba e representa essa entidade nos Conselhos setoriais”.
Marcela Josphina Parente nasceu em 21/4/1947, presenciou e vivenciou grande parte da história de sua família de imigrantes italianos em Abaetetuba e do apogeu e início do fim das atividades comerciais/industriais da inesquecível Casa Italiana. Fez o ensino básico em Abaetetuba no Instituto Nossa S. dos Anjos onde se formou em 1969, foi professora no Grupo Escolar Basílio de Carvalho em 1970 e se formou professora Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará/Campus Universitário de Cametá (turma de 1969) e com conclusão em 1981 e como dedicada professora em Abaetetuba exerce seu magistério em favor não só da educação em geral, como também da Educação Especial, Educação Inclusiva e à APAE de Abaetetuba, em favor das crianças, adolescentes e jovens ditas especiais. Inclusive foi uma das responsáveis pela implantação da Educação Especial em Abaetetuba (período de 1981 a 1996) e outros municípios do baixo Tocantins. Foi vice-diretora e diretora de escolas em Abaetetuba, foi diretora da APAE, é aposentada pela SEDUC/PA desde 2012, e Marcela foi colega de Maria Jose, Terezinha Loureiro, Isabel Lobato, Nazaré, Maria do Carmo, esta filha do Didico Cacheado, Leo Costa e Profa. Silvaney Dias. Marcela Parente casou, enviuvou e teve o filho, 6ª G/Tetranetos/Ttn: Nicola Parente, este casado e com filha, 7ª G/Pentanetos/Pn: Aliandra Parente.

Citações e Informações Sobre Marcela Parente:
· Existem registros da Sociedade São Vicente de Paula em Abaeté: em 1982 a sociedade cobrava mensalidades dos confrades, sendo Maria de Nazaré Carvalho Lobato a confrade responsável pelas cobranças. Outros nomes de confrades Maria José Santos Costa, Marcela Josephina Parente, Raimunda Maués de Moraes.
5ª G/Tn, Garibaldi Nicola Parente, formado engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural da Amazônia, professor da Universidade Federal do Pará/Campus do Baixo Tocantins, é poeta, cronista e um dos maiores conhecedores da cultura de Abaetetuba, casou com Senita Loureiro e com filhos: Giuseppe Garibaldi, Garibaldi Eduardo Loureiro Parente e outros. 
5ª G/Tn, Giordano de Nicola Parente, nascido em 17/7/1957.
5ª G/Tn, Margareth Parente, faleceu ainda jovem.
4ª G/Bn, FILHOS DE GARIBALDI PARENTE E MARCELA CALLIARI: 
7. 4ª G/Bn, HUMBERTO PARENTE, foi acadêmico de direito e militar que chegou à patente de Tenente e nos anos de 1920 era jogador e consórcio do Vera Cruz Sport Club, e foi presidente do Abaeté Futebol Club por longos anos a partir dos anos de 1960 e foi ele quem mandou construir o 1º campo de Futebol desse clube no terreno que hoje serve de sede à Diocese de Abaetetuba e na quadra comercial onde hoje existem várias casas comerciais e residenciais desse quarteirão e o chamado Tenente Humberto também era um dos organizadores das antigas festas de Nossa S. da Conceição, como membro da diretoria dessas festas, e teve 2 filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Jânio e Jones Parente, que ainda residem em Abaetetuba/Pa.

Citações e Informações Sobre Humberto Parente:
6ª G/Ttn, FILHAS DE IOLANDA PARENTE:
6ª G/Ttn, Rosana, esta casada com Pedro e com filhos, 7ª G/Pentanetos/Pn: Mariana, Ronan 
6ª G/Ttn, Odete Parente Alves
7ª G/Pn, NETOS DE IOLANDA PARENTE:
7ª G/Pn, Lulu, neta mais nova de Iolanda, com 1 ano em 2012.
7ª G/Pn, Ronnie,
7ª G/Pn, Louise, neta de Iolanda
5ª G/Ttn, Olga Parente Souza, reside em Belém, à Rua dos Caripunas, nº 1552, bairro de Batista campos, funcionária pública, desde 1978, iniciando na SEMEC(PMB) e, posteriormente, ingressou na SESMA, por concurso público, tendo completado em 2008, 30 anos de serviços e com 55 anos de idade, tendo solicitado aposentadoria em 15.05.2008, estando à espera do deferimento do requerimento.
5ª G/Bn, Carolina Parente/Carol
5ª G/Bn, Cid Parente, reside em Belém/PA
5ª G/Bn, Galvani Parente, era alegre, serviu na Marinha Brasileira, era alegre, sorridente e extrovertido, faleceu em plena fase da juventude em agosto de 1986, consternando toda a comunidade abaetetubense pelo triste fato acontecido no seio da tradicional Família Parente de Abaetetuba. Galvani era amigo pessoal de Adônis e Ademir Rocha, este o Autor do Blog do Ademir Rocha.
5ª G/Tn, Rita Parente Sena, casada e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn: Márcia Parente Sena e outros.

GENEALOGIA PARALELA DE ROSA PARENTE:
1ª G, pais de Frederico, antigo morador da localidade Jarumã onde possuía um sítio, era casado e com filhos, 2ª G/Filhos/F: Frederico.
2ª G/Filhos/F, Frederico, antigo morador da localidade Jaruma, era casado e com filhos 3ª G/Netos/N: Hildebrandina/Tatá, Rosa Parente, Bruno, Terêncio.

D. Rosa Parente, a 1ª sentada à direia com alguns
de seus filhos e netos na foto acima

3ª G/N, ROSA PARENTE, casou com Clóvis Parente e com filhos, 4ª G/Bisnetos: Elizabeth/Beth, Jones, Iolanda, Carolina/Carol, Cid, Rita, Galvani Parente. Vide acima Genealogia de Clóvis Parente.
3ª G/Hildebrandina/Babá, casada e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Maximiano de Lima Cardoso, Maria Paes, Catarino, Benedita de Lima Cardoso/Tatá, Diquinha.
4ª G/Bn, Maximiano de Lima Cardoso/Maxico/Vermelho, que na juventude trabalhou na antiga Casa Italiana, no tempo de Clóvis Parente, foi dono de lanchonete, maçon e era casado com Piquixita Figueiredo e com filhos, 5ª G/Trinetos/T: Clóvis de Figueiredo Cardoso e seus irmãos: José Nicéio/Conde, Hidelbrandina/Dedéia, Vera Lúcia Figueiredo Borges, Ana Brígida, João Bosco, Antonio Roberto/Trica, Sérvolo, Clóvis de Figueiredo Cardoso.
4ª G/Bn, Maria Paes, casou com Antonio Paes, este residente na localidade Ipixuna em terreno com igarapé de águas cristalinas e casa elevada de madeira, município de Abaetetuba e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Durval, Délio, Emanuel (este gêmeo com Délio), Neide (esta casada e com filho, 6ª G/Tetranetos/Ttn: Márcio, formado engenheiro), Tonico, Ronaldo, Zé, Carlinhos, Eldemira e Manoel (este adotado). Antonio Paes tinha irmãos, entre os quais Durval Paes, dono de firma proprietária do antigo Supermercado Carisma, em Belém, do navio de passageiros na rota Abaeté-Belém-Abaeté, de nome Carisma e outros bens e atividades comerciais da mesma firma, onde seu irmão trabalhou.
4ª G/Bn, Benedita de Lima Cardoso/Tatá, mora em Belém/Pa, casada e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Benedito e Paulo Miranda
4ª G/Bn, Catarino de Lima Cardoso, tradicional vendedor de pipoca na Praça de Nossa S. da Conceição.

Continuação da Genealogia de Nicola Maria Parente, Irmãos e Demais Familiares:
3ª G/N, FILHOS DE NICOLA MARIA PARENTE:
· 3ª G/N, GALILEU PARENTE, era poeta e fotógrafo e casou com Francisca e tendo filhos, 4ª G/Bisnetos/BN: Alan, Garibaldi Sobrinho, Gladstone e Violeta, que se estabeleceram no Rio de Janeiro.
Citações e Informações Sobre Galileu Parente:
· “Em 1909 O Clube Henrique Gurjão com os seus dobrados e Galileu Parente, do clube, saudou o aniversariante Bernardino Pereira de Barros”.
· Conforme informações de Itália da Conceição, Galileu faleceu no Rio de Janeiro e ele era o pai de Violeta e Sombra, citados em 1927.
· Segundo Joaquim Negrão Rodrigues: Galileu, tio de Clóvis Parente, era irmão de minha tia Mundica, casada com Antonio Guimarães, irmão de meu pai Noé Guimarães rodrigues.

O texto acima se refere ao Galileu Parente, sendo que existiram vários Galileus na família Parente. O Galileu citado acima possivelmente é filho de Margarida Parente com genealogia abaixo. Na relação dos filhos de Margarida Parente aparece o nome Raimunda Parente de Carvalho, a possível Mundica, referida por Joaquim Negrão Rodrigues, mas não aparece o nome Galileu Parente, que para ser tio de Clóvis Parente, deveria ser filho de Garibaldi Parente, este o pai de Clóvis Parente ou pode ser tio-avô, logo dever ser filho de um dos irmãos/irmãs de Garibaldi Parente ou tios do mesmo (no caso: Galileu, Margarida e Carmelita Parente ou João e Carmine Parente). Existe também o caso dos inúmeros filhos extra-conjugais dos membros da Família Parente.

3ª G/N, FILHOS DE NICOLA MARIA PARENTE:
· 3ª G/N, MARGARIDA PARENTE, que segundo informações familiares, veio junto com o pai para o Brasil em sua viagem de imigração em 1865, junto com os filhos Galileu e Garibaldi (este nascido durante a viagem) e outros parentes de Nicola Maria Parente. Margarida Parente também veio para Abaeté em 1904 junto com o seu pai Nicola Maria, quando este veio trabalhar em Abaeté. Margarida Parente casou o brasileiro Raimundo Nominando de Carvalho e tiveram filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn. Vide abaixo:

GENEALOGIA DE RAIMUNDO NOMINADO DE CARVALHO, esposo de Margarida Parente:
1ª G, pais de Bento Benevenuto de Carvalho.
2ª G/Filhos, BENTO BENEVENUTO DE CARVALHO, que é o Patriarca de uma das famílias Carvalho de Abaeté, é citado em documento de 1894, como encarregado de registros de terras em Abaeté e esteve presente na cerimônia de Instalação da cidade em 15/8/1895 e foi um dos assinantes da Ata de Cerimônia de Instalação, era português, senhor de escravos, coletor de rendas federais, sub-prefeito de Polícia em 1895, prefeito de polícia, político da ala dos republicanos. Como político chegou ao posto de Presidente da Comissão Municipal do Partido Republicano Federal de Abaeté, segundo documento de 5/6/1918 e é citado em documento de 1906.
O Partido Republicano Federal de Abaeté, possuía a seguinte Comissão Municipal:
Bento Benevenuto de Carvalho, vice-presidente; Agostinho Martins de Carvalho, Raymundo Lício Baía, Theodomiro Amanajás de Carvalho, Manoel Antonio Ribeiro, Latino Lídio da Silva. Suplentes: Joaquim Lopes, Egydio Martins, Samuel A. Mac-Dowell, João Floresta dos Santos e Fernando Ribeiro Filho.
Faltam definições sobre Domingos de Carvalho, Basílio de Carvalho, Diogo de Carvalho e outros dessa família, se são irmãos de Bento de Carvalho.
Bento Benevenuto de Carvalho casou e teve filhos, 3ª G/Netos/N: Raimundo Nominando de Carvalho, Áurea de Carvalho. Bento de Carvalho, como senhor de escravos, teve outros filhos, com suas escravas e outras mulheres das famílias agregadas aos seus engenhos e terras.

3ª G/N, filhos de Bento Benevenuto de Carvalho:
3ª G/N, Áurea de Carvalho, casou com o português Bernardino Mendes da Costa, este tinha uma casa comercial no lugar onde funcionou a casa de comércio chamada “Boa esperança”, que era de propriedade de Felipe Ribeiro, na Rua Justo Chermont. Bernardino Costa e Áurea de Carvalho tiveram as seguintes filhas, 4ª G/Bisnetos/BN: Maria Deolinda, Rosalina, Tereza e Marília.

Citações e Informações Sobre Bento de Carvalho e Seus Filhos:
· O Frei Hermes Spirano, foi o responsável pela construção do Monumento ao Cristo Crucificado na Praça de Nossa Senhora da Conceição em 1952, como marco do Congresso Eucarístico Nacional, com o apoio da senhora Maria Deolinda Carvalho Costa. Foi ele que também mandou instalar, também, os 4 relógios da torre da Matriz e os coretos na mesma praça.
3ª G/N, filhos de Bento Benevenuto de Carvalho:
3ª G/N, RAYMUNDO NOMINANDO DE CARVALHO,foi comerciante, dono de engenho na frente da cidade de Abaeté, na antiga localidade chamada “Moinha”, para fabricar açúcar morena e rapadura, político.
Raimundo Nominando, após O Golpe de Estado de Getúlio Vargas em 10/11/1937 e após gestão do prefeito Aristides dos Reis e Silva, assume o cargo de prefeito nomeado de Abaetetuba de 1/3/1943 a 16/3/1943, nomeado que foi pelo Interventor Estadual Joaquim de Magalhães Barata, tendo governado o município apenas 15 dias. Foi substituído pelo novo prefeito nomeado Antonio Meireles Muniz, sendo este o Secretário Municipal da Prefeitura de Abaeté.

Citações e Informações Sobre Raimundo Nominando de Carvalho:
· Como homenagem a Raimundo Nominando de Carvalho, existe uma rua no Bairro do Algodoal, em Abaetetuba/Pa, com o nome de Travessa Raimundo Nominando de Carvalho e uma escola municipal com o seu nome na Estrada de Beja.
Raimundo Nominando de Carvalho casou com Margarida Parente, esta filha de Nicola Maria Parente/Velho Nicolau e tiveram 9 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Tyrteu, Murilo, Raimunda/Nini, Nápoles, Antonieta/Totó, Dionéia, Lourdes, Eunice e Rita Parente de Carvalho. Após o falecimento de Margarida Parente, Raimundo Nominando casou uma 2ª vez com Sirena Cardoso Carvalho e tiveram outros filhos: Odinea, Ódeno, Ocinéa, Guino, João Bento, Oneide, Lino, Nivardo Cardoso Carvalho. 

Segue aqui a Genealogia de Margarida Parente e Raimundo Nominando de Carvalho:

4ª G/Bn, FILHOS DE MARGARIDA PARENTE E RAIMUNDO NOMINANDO DE CARVALHO:
4ªG/Bn, Raimunda Parente de Carvalho/Nini/Mundica?
4ª G/Bn, Nápoles Parente de Carvalho, é casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Cleide e Clélia Carvalho. 
Cleyton Carneiro, neto de Nápoles da 6ª G/Tetranetos/Ttn
4ª G/Bn, Antonieta Parente de Carvalho/Totó
4ª G/Bn, Dionéia Parente de Carvalho
4ª G/Bn, Eunice Parente de Carvalho
4ª G/ Bn, Maria de Lourdes Parente de Carvalho
4ª G/Bn, FILHOS DE MARGARIDA PARENTE E RAIMUNDO NOMINANDO DE CARVALHO:
4ª G/Bn, TYTTEU PARENTE DE CARVALHO, nasceu no dia 14/5/1907 e em 25/4/1994, ainda vivo, estava com 87 anos de idade.

Citações e Informações Sobre Tyrteu Parente de Carvalho:
· Tyrteu presenciou a epidemia de gripe de 1914, quando tinha 7 anos de idade. Essa gripe, segundo Tyrteu, só não dizimou mais gente, devido a ação do médico baiano, Dr. Lindolpho Abreu, que ia de casa em casa, acudindo as pessoas afetadas pela doença, atendendo gratuitamente.
· Tyrteu serviu ao Exército Brasileiro, tendo entrado em 1924 e servido durante 6 anos, dando baixa em 1930 e e ele passou a viajar à negócios.
· O pai de Tyrteu, Raymundo Nominando de Carvalho, possuía um engenho onde era produzido açúcar moreno e rapadura, ali onde era a serraria
· Imigrantes dos tempos de Tyrteu Parente de Carvalho: José Saul, Felippe João, Jorge Antonio, Miguel Jorge, José Bechir, José Elias, Antonio Elias, o velho Kemil que tinha um irmão e filhos.
Tyrteu casou com Haydée da Silva Carvalho (esta filha de Leandro e Catarina, e Catarina de origem espanhola) e tiveram filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Margarida, Giovani, Lielza, Sebastião Carlos, Maria Haydée e Dirceu.

João Roberto dos Reis, Sogro de Tyrteu:
5ª G/Tn, FILHOS DE TYRTEU PARENTE DE CARVALHO:
5ª G/Tn, Margarida Carvalho de Lima, ficou viúva em 1994.
5ª G/Tn, Giovani da Silva Carvalho, residente no Rio de Janeiro
5ª G/Tn, Lielza da Silva Carvalho
5ª G/Tn, Sebastião Carlos da Silva Carvalho
5ª G/Tn, Dirceu da Silva Carvalho, engenheiro que faleceu com 28 anos.
Colaboração de Maria Haydée 

4ª G/Bn, FILHOS DE MARGARIDA PARENTE COM RAIMUNDO NOMINANDO DE CARVALHO:
4ª G/Bn, MURILO PARENTE DE CARVALHO, foi comerciante e industrial em Abaeté, foi dono do Engenho Santa Rosa, que produzia a cachaça Santa Cruz.

Citações e Informações Sobre Murilo de Carvalho:
· No Rio Campopema ficava o “Engenho Santa Margarida”, de Murilo Carvalho. Esse engenho ficava na frente da cidade, do outro lado do Rio Maratahyra, pertencia ao Capitão Ayres, que foi comprado por Murilo Carvalho. Murilo Carvalho também era dono do Engenho Santa Rosa, que produzia a cachaça Santa Cruz.
· Anos 1920: Outros consórcios do Vera Cruz: Guilherme Abreu, Raymmundo Valentim Barbosa, José Ferreira, Raymundo Paraense Quaresma, Celestino Maués da Trindade, Raymundo Pereira Muniz, Murilo de Carvalho, Humberto Parente, Jorge Felix dos Santos, Tenente Eugênio Tavares. Todos os consorciados do Vera Cruz pagavam mensalidades.
Lancha Santa Margarida, de Murilo Parente de Carvalho.

4ª G/Bn, Murilo Parente de Carvalho casou com Rosa Maués e tiveram os seguintes filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Ernani, Odivaldo, Francisco/Chico Narrina e Pedro Paulo Maués Carvalho.
5ª G/Tn, FILHOS DE MURILO PARENTE DE CARVALHO E ROSA MAUÉS:
5ª G/Tn, Francisco Maués Carvalho/Chico Narrina, casou com Maria Eunice Rodrigues e tiveram os seguintes filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn: Raimunda Rosa/Rosa, Francineti Maria, Francisco Maués Carvalho/Chiquinho).
6ª G/Ttn, FILHOS DE FRANCISCO MAUÉS CARVALHO/CHICO NARRINA E MARIA EUNICE RODRIGUES:
6ª G/Ttn, Rosa de Carvalho, advogada e casada.
6ª G/Ttn, Francinete Maria Rodrigues Carvalho/Francinete, nascida a 29/7/1969, formada em Psicologia. No governo de seu pai como prefeito de Abaetetuba, ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria Municipal de Saúde e Francinete de Carvalho foi eleita prefeita de Abaetetuba nas eleições de outubro/2008, tendo tomado posse em 1/1/2009, para um governo de 4 anos e nas eleições de 10/2011 foi reeleita prefeita. Casou e teve uma filha, 7ª G/Pentanetos/Pn.

5ª G/Tn, FILHOS DE MURILO PARENTE DE CARVALHO E ROSA MAUÉS:
5ª G/Tn, Edivaldo Maués Carvalho, casado e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn: 
Eduardo Carvalho, e outros.
5ª G/Tn, Ernani Maués Carvalho, casado e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn.

Outros: 
Eduardo Carvalho, casado e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn
Luiz Fernando Carvalho.
Emanuel e Evandro Rodrigues Carvalho, citados 15/11/1965, na catedral de N. S. da Conceição.
Evaldo Maués Carvalho, advogado, empresário, gerente administrativo do Grupo E. Carvalho-Postos E. Carvalho, em Abaetetuba.
Murilo Carvalho, 6ª G/Tetranetos/Ttn.
Fernando Carvalho, 6ª G/Tetranetos/Ttn 
4ª G/Bn, FILHOS DE MARGARIDA PARENTE E RAIMUNDO NOMINANDO DE CARVALHO:
4ª G/Bn, RITA CARVALHO QUARESMA, que foi a última filha de Raimundo Nominando e Margarida Parente, tendo esta falecida depois do parto de Rita e esta foi entregue a uma sua tia paterna que a levou para o Rio de Janeiro/RJ ficando em contato com os seus irmãos até os 18 anos de idade e a partir daí perdeu o contato com os mesmos. Rita casou com o paraense Homero Paraense Quaresma (este tem origem nos Quaresma de Igarapé-Miri e Abaeté) e ambos já são falecidos.
• Raymundo Paraense Quaresma, consórcio do clube Vera Cruz nos anos de 1920. 
Colaboração de Rita Carvalho Quaresma. 

3ª G/N, FILHOS DE NICOLA MARIA PARENTE E GIUSEPPINA CALLIARI: 
· 3ª G/N, CARMELITA PARENTE, casou com o brasileiro Francisco Freire de Andrade/Velho Andrade, pessoa bem conceituada na sociedade abaeteense e tiveram 6 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Cairo, Caio, Cláudio, Carmem, Cláudia e Clídia Parente de Andrade. Vide Genealogia de Carmelita Parente em Nicola Maria Parente.
FRANCISCO FREIRE DE ANDRADE:
2ª G/Filhos/F, FRANCISCO FREIRE DE ANDRADE, com casa de commércio no Rio Abaeté em 1922, padeiro e comerciante na cidade de Abaeté, foi vogal do Conselho de Intendência de Abaeté dos seguintes intendentes: Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu, 1922-1926; Garibaldi Parente, 1926-1930; dono de casa na antiga Rua Nilo Peçanha, onde funcionou a Prefeitura Municipal e onde funcionava, os serviços de audiência do Juiz Substituto, posto sanitário, delegacia de polícia, alugada para esses serviços nos anos de 1930/1940, foi co-fundador da Banda Paulino Chaves em 1922, foi associado e presidente (1927-1928) do Vera Cruz Sport Club, fundado pelo Padre Luiz Varella, foi morador da antiga Travessa Comandante Castilho em 1930, comerciante, em 16/5/1926, aparece na lista de associados do Vera Cruz e como presidente desse clube no biênio 1927/1928: Jorge Felix dos Santos, Padre Luiz Varela, Francisco Freire de Andrade (Presidente do Clube), Sebastião Figueiredo, José Ferreira (o novo Presidente eleito), Pedro Ribeiro de Araujo. 

Citações e Informações Sobre Carmelita Parente e Francisco Freire de Andrade:
· Carmelita Parente de Andrade, com residência om em 1930 na “Rua Coronel Caripuna”, onde funcionaram as Escolas Reunidas.
· Francisco Freire de Andrade morava na Travessa Comandante Castilho, conforme documento de 1930.
· Francisco F. de Andrade era consórcio do Vera Cruz Sport Club no ano de 1926, junto com: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella, Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco Freire de Andrade, Argemiro Campelo.
· Francisco Freire de Andrade e Carmelita, Tenente Eugênio Tavares Ferreira: Dados do casamento de Ademar Lobato Rocha com Risoleta Lima de Araujo: Juiz: Germano Bentes Guereiro. Testemunhas: Eugênio Tavares Ferreira, Francisco Freire de Andrade e Carmelita Parente de Andrade. Casamento realizado na residência do Sr. João Cunha de Oliveira.
· Para o biênio 1927/1928 a diretoria eleita do Vera Cruz Sport Club foi a seguinte: presidente: Francisco Freire de Andrade; vice-presidente: José Antonio de Castro (reeleito); 1º secretário: Timóteo Garibaldi Parente; 2º secretário: Maximiano Antonio Rodrigues; tesoureiro: Ayres Henrique de Matos; orador: Argemiro Campello e diretor de esportes, Padre Luiz Varella. 
· Em 1930 Carmelita Parente de Andrade passa o seu terreno sito à Rua Coronel Caripunas para D. Sumprosina Fonseca da Costa.

4ª G/Bn, FILHOS DE CARMELITA PARENTE E FRANCISCO FREIRE DE ANDRADE:
4ª G/Bn, Cláudio Parente de Andrade, antigo jogador de futebol nos anos de 1930/1940, trabalhou no antigo SESP e c/c Doroti e tiveram filhos, 5ª G/Bisnetos/Bn: Márcia, Cláudio Parente de Andrade Júnior/Radar.

Outros Andrade:
Carla Andrade, tia de Janaína Andrade
Janaína Andrade
Clídia Andrade
Márcia Andrade
Carla Andrade, tia de Janaína
Janaína Andrade
Cleide 
Clélia Lauande, cuja avó é Margarida Parente e com bisavós são os mesmos de Marcela Josephina Parente e Clélia fez o ensino médio no INSA em 1971.
4ª G/Bn, Cláudia Parente de Andrade
4ª G/Bn, Carmem Parente de Andrade,
4ª G/Bn, Cairo Parente de Andrade
4ª G/Bn, Clídia Parente de Andrade
4ª G/Bn, Caio Parente de Andrade, é citado como participante das sessões cívico-literárias de 1940. 

2ª VERSÃO SOBRE OS PARENTE/CALLIARI QUE VIERAM PARA O BRASIL:
NICOLA MARIA PARENTE trouxe consigo, ou aqui se encontrou com a sua 1ª esposa Carolina Rottunda (Carmela) e os 3 filhos, 3ª G/Netos/N: Galileu, Margarida e Garibaldi e seus irmãos, 2ª G/Filhos/F: Carmine e os primos, 2ª G/Filhos/F (conforme a 2ª versão familiar) descendentes de outros irmãos de Nicola Maria Parente: João, Georgina e Luigi, tendo essas famílias se estabelecido na cidade de Taquari/RS e, posteriormente, Nicola Maria percorreu as cidades de São Paulo, Salvador, João Pessoa, Fortaleza e outras cidades brasileiras. O primo Luigi de Garibaldi fixou residência em Fortaleza/CE. Parte dessas famílias chegou em Abaeté por volta do ano de 1896, em pleno Ciclo da Borracha e dos produtos naturais da Amazônia, quando esta era apenas um extenso deserto verde, desabitado e selvagem em grandes extensões de matas e rios.

FAMÍLIA AMIGAS OU PESSOAS LIGADAS À FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI E TRABALHADORES E EMPREGADOS NAS ATIVIDADES COMERCIAIS/INDUSTRIAIS DESSA FAMÍLIA:
Ficha com o nome do comerciante/industrial
Garibaldi Parente e alguns seus contemporâneos
comerciantes e industriais de 1922

Quadro com informações das firmas de Nicola Maria Parente
e de Garibaldi Parente e com informações das atividades comerciais
da Casa Italiana e dos descendentes de Nicola Maria Parente
Como as firma Nicola Parente & Filhos e sua firma sucessora Garibaldi Parente & Cia englobavam uma série grande de atividades comerciais e industriais era necessário o emprego de uma grande quantidade de pessoas e trabalhadores nas atividades do comércio, das indústrias, da serraria, da olaria, dos engenhos, da navegação e dos trabalhos das lavouras de cana-de-açúcar, de arroz, café e cacau e nas inúmeras embarcações da Família Parente. Mesmo que não fossem empregados diretos das atividades dessas firmas muitos trabalhadores auferiam rendas pela venda de sementes oleaginosas, de cacau, café, madeira e barro que supriam às necessidades das indústrias da família Parente. Existiam também os meeiros do plantio de cana-de-açúcar que possuíam contratos (mesmo que verbais) para suprir de cana-de-açucar os engenhos para a produção de cachaça e açúcar branco. Portanto, as atividades comerciais e industriais de Garibaldi Parente ajudaram a alavancar o progresso de Abaeté e proporcionaram emprego, trabalho e rendas para muitas famílias.
Também muitas famílias eram vizinhas dos Parentes ou desenvolviam atividades comerciais às proximidades da Casa e Ponte Italiana, famílias ligadas por laços comerciais ou afetivos aos membros da Família Parente.

Entre Essas Famílias ou Pessoas Destacamos:
· Clóvis Brasileiro Parente, que foi o filho de Garibaldi Parente que assumiu os negócios (gerente) de seu pai quando este se mudou para a capital, Belém/Pa e trabalhou na Casa Italiana por vários anos.
· Zé Coré, trabalhou na Casa italiana nos tempos de Clóvis Parente
· Nadir Ferreira, foi o comprador da Casa Italiana.
· Alcebíades Macedo e seus filhos, comerciantes vizinhos à Casa italiana.
· Astrogildo Martins e seu irmão Romã, trabalharam na Casa italiana.
· Pelópidas, era vendedor de açaí às proximidades da Casa Italiana
· Celino (que só andava de branco) e sua esposa Irene, eram vizinhos à Casa italiana
· Dico (concunhado de Fran Mendes, o músico dos Neófitos), que trabalhou por longos anos na Casa Italiana.
· Oscar (com sua casa de fumos), comerciante vizinho á Casa italiana
· Negrãozinho
· Luíta com sua venda de cafezinho e lanches na cabeça da Ponte da Italiana.
· Dona Dendem e seu Juca, pais de Zizinha, vizinhos do tempo de infância de Iolanda Parente. Zizinha era contadora de histórias fantásticas.
· Velho Ramiro/Ramiro Pereira de Araujo, avô materno do autor do Blog do Ademir Rocha, trabalhou na confecção de velas de canoas grandes para venda na Casa Italiana.
· Capitão Leite/Raimundo Leite Lobato, este trabalhou como contador da firma de Garibaldi Parente.
· Maximiano de Lima Cardoso/Maxico ou Vermelho e ele era sobrinho da mãe de Rosa Parente, que trabalhou na Casa italiana no tempo de Clóvis Parente.
· Aprígio, conforme Iolanda Parente, caboclo forte do Rio Belchior, trabaslhador na Casa Italiana que vinha todos os dias de canoa à remo para trabalhar na Casa Italiana, no tempo do Clóvis Parente.

CARMINE PARENTE:
1ª G, pai de CARMINE PARENTE: o mesmo de Nicola Maria Parente
2ª G/Filhos/F, CARMINE PARENTE, é irmão de Nicola Maria Parente, tendo vindo na mesma viagem com o irmão para o Brasil. Carmine radicou-se em Santo Amaro da Purificação/BA, casou com Maria da Conceição da Purificação Parente/ou Maria da Conceição Pereira Parente e tiveram uma única filha, 3ª G/Netos/N: Lectícia Carmella Parente.

Informações de Itália Conceição Parente sobre o seu avô Carmine Parente:
· Quando minha avó (de Itália Conceição) veio para o Brasil, os Parente já estavam no Rio Grande do Sul.
· Da Paraíba o avô de Itália, Cármine Parente, foi para a Bahia, onde namorou e casou com a avó de Itália , Maria da Conceição da Purificação Parente.
· O avô Cármine Parente, de Itália, casou na Bahia e só tiveram uma filha: Lectícia Carmela. Carmine, depois, veio para Abaeté, onde arranjou outra mulher de nome Coló e tiveram 10 filhos, entre os quais a D. Miloca.
· Na Bahia Carmine Parente namorou e casou com a avó de Itália Conceição, de nome Maria da Conceição da Purificação.
· Minha avó Giuseppina Calliari casou com o avô do Nicola Parente (marido de Itália Conceição), o finado Nicolau Parente e dessa união nasceu a Tia Carmelita, que casou com o Velho Andrade (Francisco Freire de Andrade). 
· Cármine Parente tinha mais dois irmãos: Nicolau e João e este tinha um filho também chamado João Parente, que foi fazer uma viagem para o Baixo Amazonas e não mais voltou.
· Carmine era casado na Bahia com Maria da Conceição da Purificação Parente e só teve como filha Lectícia Carmela e, tendo viajado para Abaeté, deixou a família na Bahia e em Abaeté arranjou outra mulher, de nome Coló, com a qual teve 10 filhos, 3ª G/Netos/N: Carmine Filho, Miloca Manteiga, Esmaltina e outros.
· Aqui Lectícia casou com Gulio Calliari. Só depois é que veio a minha outra avó, Maria da Conceição da Purificação Parente.
Essas informações foram passadas por Italia da Conceição Calliari Parente, uma das descendentes das famílias Calliari e Parente, de Abaeté/Pa, em 1994.

MARIA DA CONCEIÇÃO DA PURIFICAÇÃO PARENTE:
Maria da Conceição da Purificação Parente, nasceu no dia 8 de dezembro e era conhecida como Tia Conce, tendo vindo da Bahia para Abaeté e residindo no casarão da família Parente na antiga Rua Tenente-Coronel Costa.
Citações e Informações Sobre Carmine Parente:
· Carmine Parente é citado em documentos de 1925 e 1935. Cármine Parente e Maria da Conceição Pereira Parente, são avós maternos de Menotti Calliari.
· Cármine era jogador da Associação Sportiva de Abaeté: a formação auriverde da Associação Sportiva de Abaeté:
· Cármine Parente faleceu e foi enterrado aqui mesmo em Abaeté.
· Cármine Parente era jogador da Associação Sportiva Abaeteense nos anos de 1920.
· Cármine Parente ao falecer foi enterrado no Cemitério Público de Abaeté.

Descendentes de Carmine Parente:
3ª G/N, FILHOS DE CARMINE PARENTE E MARIA DA CONCEIÇÃO DA PURIFICAÇÃO PARENTE:
3ª G/N, LECTÍCIA CARMELA PARENTE, única filha de Carmine Parente com Maria da Conceição, que quando veio para Abaeté casou com o italiano GIULIO CALLIARI, este filho de Giusephina Calliari e irmão de Marcella Calliari. Giúlio Calliari, além de irmão de Marcella Calliari, era sobrinho de Carmine Parente e enteado de Nicola Maria Parente. Como casamento entre membros de uma mesma família era muito comum no século 19 e no início do século 20, foi o que aconteceu com essa família, que também teve outros enlaces desse tipo. Lectícia Carmella e Giulio Calliari tiveram 4 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Anita, Roma, Itália e Menotti Calliari.
Marcela Calliari é filha de Giusephina Calliari e casou com o filho de Nicola Maria Parente com Carolina Rotundo, de nome Garibaldi Parente. Carolina Rotundo foi a 1ª esposa de Nicola Maria Parente e viajou junto com o marido para o Brasil em 1865, conforme registros da família, estando grávida de Garibaldi Parente e que deu luz a esse filho em plena viagem (Logo Garibaldi Parente nasceu no ano de 1865) e que também não chegara ao seu destino, devido falecimento, que pode ter sido em decorrência de problemas do parto ou por alguma doença contagiosa que vitimava tripulantes e passageiros desses navios vapores no período da imigração italiana para o Brasil. Vide Família Calliari

4ª G/Bn, FILHOS DE LECTÍCIA CARMELLA PARENTE E GIULIO CALLIARI:
G3/3ª G/N/ Lectícia Carmela Parente, baiana, filha de italianos (Mãe de Itália), c/c o italiano Júlio Calliari/Júlio Ernesto Calliari, italiano, nascido em Treviso/Itália e criado em Veneza/Itália, até os 13 anos (conforme registros de sua família), quando veio para o Brasil. Calliari era um sobrenome raro na Itália e eram da região de Treviso, parentes do Papa Leão XIII. Lectícia Carmela e Júlio Calliari moravam na antiga Trav. Ten-Cel. Costa, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, esquina com a Rua Getúlio Vargas.
Obs: Como homenagem à pátria italiana e ao herói italiano e de outros países, Giuseppe Garibaldi, os nomes dos filhos de Lectícia Carmela Parente e Giulio Calliari têm os nomes em referência a esses aspectos:
4ª G/Bn, Anita Calliari (esposa de Giuseppe Garibaldi)
4ª G/Bn, Roma Calliari
4ª G/Bn, Itália Calliari
4ª G/Bn, Menotti Calliari (um dos filhos de Giuseppe Garibaldi)
Vide a família acima em Família Calliari

4ª G/Bn, FILHOS DE CARMINE PARENTE E DONA COLÓ:
4ª G/Bn, Carmine Parente Filho
4ª G/Bn, Miloca Manteiga
4ª G/Bn, Esmaltina Gama

GENEALOGIA PARALELA DE DONA COLÓ:
1ª G, pais de D. Coló
2ª G/Filhos/F, Dona Coló, era casada e com filhos, 3ª G/Netos/N: D. Esmaltina Barros da Silva, Carmine Parente Filho, Dona Miloca Manteiga e outros 7 filhos. 
3ª G/Netos/N, filhos de Dona Coló:
3ª G/N, D. Esmatina Barros da Silva, casou com Vicente Gama da Silva e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Dorita (casou com Bideca Figueiredo), Ormi Gama, Inês Barros da Silva (casou com João Coco), Clóvis Barros da Silva/Fuan (casou com Carmem Araujo Loureiro), Pedro, Alfredo Barros da Silva/Bigico (casou com a Profa. Maria José Baia Lobato), Raimunda (casou com Dário Bitencourt), Osni Barros da Silva, Elisa Barros da Silva (casou com Bandeira/Sombra).
4ª G/Bisnetos/Bn, filhos de D. Esmatina Barros e Vicente Gama da Silva:
4ª G;Bn, Dorita Figueiredo, casada com Bideca Figueiredo e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn. 
4ª G/Bn, Ormi Gama da Silva, já é falecido, era casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Eliana Macedo da Silva e outros.
5ª G/Trinetos/Tn: Eliana Macedo da Silva, é casada e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn.
4ª G/Bn, Clóvis Barros da Silva/Fuan, já é falecido, casou com Carmem de Araujo Loueiro/Carmita e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Cleo, Cleber, Clever, Cleonice, Suzana e outros.
4ª G/Bn, Pedro Barros da Silva/Pedro Gama, era casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn
4ª G/Bn, Inês Barros da Silva, casou com João Coco.
4ª G/Bn, Profa. Raimunda Bitencourt, é casada com Dário Bitencourt e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Alfredo Barros da Silva/Bigico, casou com Maria José Bahia Lobato e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Osni Barros da Silva, já é falecido e era formado em Odontologia, foi um dos maiores carnavalesco de Abaeté, dono do bar/boate Toca, foi presidente do Vênus Atlético Clube.
4ª G/Bn, Elisa Barros da Silva, casou com Sombra/Bandeira, este filho de Caboquinho Ribeiro, e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Checha e outros.

Outros:
Iso Roberto Silva,sobrinho de Eliana Macedo, esta filha de Ormi Gama

OUTROS PARENTES DE NICOLA MARIA PARENTE QUE COM ELE VIERAM DA ITÁLIA OU SÃO SEUS DESCENDENTES:
2ª G/Filhos/F, FILHOS DE OUTROS IRMÃOS DE NICOLA MARIA PARENTE/Velho Nicolau:
2ª G/F, JOÃO PARENTE, primo de Nicola Maria Parente, foi comerciante em Abaeté, casou com a brasileira Raimunda e tiveram 8 filhos, 3ª G/Netos/N: Zenaide, Brasil, Júlia, Tutu, Maria de Jesus, Chito, Celina e Maria Eufrasia.

Citações e Informações Sobre João Parente:
Um dos jornais da Família Parente com informações
comerciais da Casa Italiana, da firma João Parente & Rodrigues
e outras informações 
· João Parente e Cármine Parente são citados em documentos de 1925.
· João Parente, conforme informação de D. Itália da Conceição Parente, foi citado como tio da mãe de Itália (Lectícia Carmela Parente, esta filha de Carmine Parente). É o pai do outro João Parente, da Zenaide.
João Parente & Rodrigues , firma citada em 1925, com typografia do Quo Vadis, O Bode.
Em 1935 João Parente e família são citados no enterro de Dona Maria Maués Ferreira, esta esposa do comerciante José Nunes Ferreira, estes pais da senhorinha Esmerina Nunes Ferreira, Carlos Nunes Ferreira, Arthur Nunes Ferreira e outros.

Uma 2ª Versão da Família Parente: 
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA, conforme outras fontes de informações:
3ª G/N, Zenaide Parente 
3ª G/N, Brasil Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Júlia Parente
3ª G/N, Tutu Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Maria de Jesus Parente
3ª G/N, Chito Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Celina Parente
3ª G/N, Maria Eufrasia Parente
2ª G/Filhos/F, PRIMOS DE NICOLA MARIA PARENTE/Velho Nicolau:
2ª G/F, Georgina Parente
2ª G/F, Luigi Parente
Genealogia de Andradina Parente Rodrigues:
1ª G, pais de JOÃO PARENTE
2ª G, João Parente, casado e com filhos, 3ª G/Netos/N: Risoleta, Andradina, Ester, Iolana, Walter, Milton e Wilson Parente.
3ª G/N, Risoleta Parente, casou com Filoca Rodrigues e com filhos, 4ª G/Bisnetos/B: Antonio/Cabeça, Benedito/Cuiu, Miguel/Bacuzinho, Jorge/Ciroula e Conceição.Andradina Parente Rodrigues.
3ª G/N, Walter Parente Rodrigues, casou com Maria Maués Macedo e com filhos, 4ª G/Bn: Osmar, Lucinha, Lita, Lourdes (esta já é falecida e casou com Luiz Carlos da Costa Lima e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn). Walter Parente Rodrigues é avô do Waltinho, 6ª G/Tetranetos/Ttn e Waltinho é sobrinho do Zuchov e irmãos.
3ª G/N, Andradina Parente Rodrigues, já é falecida, casou com Alcebíades Maués Macedo (este jé é falecido) e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Ademir/Deca, Mito (falecido jovem), Codó (já é falecido, e era moreno e gordo), Maria do Carmo (era loura, e já é falecida), Lúcio e Mindinho.

3ª G/N, Ester Parente Rodrigues, casou com Nelson Parijós e com filhos, 4ª G/bisnetos/Bn: Ana Sena.
3ª G/N, Milton Parente Rodrigues, casou com Maria Bararuá e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Werdi, Waldir, Milton, João e Diná.
3ª G/N, Wilson Parente Rodrigues, casou com Antonia Barreto e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Janair, Janir, Jânio, Júnior e Ilza.

Colaboração de Admir Negrão.
4ª G/Bn, FILHOS DE ANDRADINA PARENTE RODRIGUES E ALCEBÍADES MAUÉS MACEDO:
4ª G/Bn, Ademir Macedo/Deca, com 70 anos em 2011, é casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Alcebídades Neto, este é engenheiro; Bacuzinho, é professor, casado e com filhos.
4ª G/Bn, ª G/Tn, moreno, gordo e já é falecido.
4ª G/Bn, Maria do Carmo, já é falecida, casou com o Mestre Miguel Barreto, carpinteiro naval em Abaetetuba.
4ª G/Bn, Lúcio Macedo, casado com Benedita Bitencourt e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

Outros Rodrigues:
Thimóteo Rodrigues, é citado em 1927 e teve filhos.

A FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI E ABAETÉ:
Os negócios da Família Parente em Abaetetuba atingiram os seus anos áureos com o filho de Nicola Maria Parente, de nome Garibaldi Parente, a partir do início do Século 20, época em que esses mesmos negócios mais prosperaram e com uma grande quantidade de atividades comerciais e industriais. Com o passar do tempo e com o envelhecimento de Garibaldi Parente, os negócios da família passaram para as mãos dos filhos que tinham ficado em Abaetetuba (o município já tinha mudado o nome de Abaeté para Abaetetuba.
Clóvis Parente, Herdou a Casa Italiana, que era a casa comercial na frente da cidade, à Rua Justo Chermont, nº 2, época em que teve que enfrentar as grandes dificuldades que os negócios da família já apresentavam no plano comercial. 
Humberto Parente ficou com a Olaria do Garibaldi.
Nicola Parente, ficou com o Bar e Sorveteria Princesa.
Abaetetuba deve parte de seu atual progresso à Nicola Maria Parente e seus filhos e demais familiares que com ele vieram se aventurar nas terras desconhecidas, inóspitas e com seguidas epidemias, surtos de doenças tropicais e outros perigos que a água e a floresta de Abaeté podiam oferecer aos que quisessem se aventurar em tão diferente ambiente em relação aos de suas pátrias e aos imigrantes brasileiros do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.
Os imigrantes italianos que vieram para Abaeté bem que poderiam ter ficado em São Paulo, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Bahia, Parnaíba ou Fortaleza, por onde andaram logo à sua chegada como imigrantes do Ciclo do Café, na cultura de vinhedos no Rio Grande do Sul ou do cacau na Bahia, porém vieram para a longínqua e desconhecida Abaeté e aqui desenvolveram atividades que se tornaram importantíssima no desenvolvimento do município e sua região. Além de tudo a família Parente foi uma das responsáveis pela introdução da prática do futebol (foram muitos os membros dessa família que fundaram clubes e praticaram o futebol em Abaeté), introduziram os bailes carnavalescosde salão e à fantasia, foram importantes na afirmação das artes musicais e outras artes e dessa família vieram alguns antigos jornais impressos na tipografia da família. Sem contar os descendentes da família Parente/Calliari com alguns alcançando boas posições sociais e econômicas em Abaeté e fora de Abaeté, como os que se mudaram para Belém e outras partes do Brasil, onde muitos descendentes dessa tradicional família exerceram e exercem importantes funções na política, na magistratura e outras profissões liberais pelo Pará e Brasil.

‎Raimundo Nonato Paes Loureiro‎ para Garibaldi Nicola Parente
9 de janeiro de 2013 · 
Hoje criamos o Grupo FUNDAÇÃO CULTURAL ABAETETUBENSE para postar notícias sobre a cultura abaetetubense. Nele qualquer pessoa tem livre acesso para ler, postar comentários, registrar fotos e demais assuntos relacionados com a cultura abaetetubense em seus mais variados aspectos. Gostaríamos que todos os que se utilizarem da página postem apenas dados culturais que venham a formar um leque de informações a quem acessá-la. Aqui daremos informações de tudo o que estiver acontecendo administrativamente e ainda, notas de interesse mútuo: membros e FCA. Quem tiver novidades ou curiosidades culturais, ou mesmo informações sobre assuntos gerais de cultura poderá usar este espaço. A cultura abaetetubense agradece.
Atualmente é professor Efetivo I- UFPA-Campus Universitário de Abaetetuba. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Teoria Literária e Língua Portuguesa e Especializado em Estudos Culturais da Amazônia na Universidade Federal do Pará, UFPA, Brasil.
Informações coletadas do Lattes em 29/09/2016
Formação acadêmica 
Especialização em Estudos Culturais da Amazônia
2004 - 2005
Universidade Federal do Pará 
Título: Estudos Culturais da Amazônia
Graduação em Letras
1986 - 1992
Universidade Federal do Pará 

Título:
Inglês
Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Razoavelmente
Italiano
Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Razoavelmente
Português
Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.
Histórico profissional
Endereço profissional
Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Pará. , Rua Manoel de Abreu, s/n, Mutirão, 68440000 - Abaetetuba, PA - Brasil, Telefone: (91) 37511107, URL da Homepage:
· Experiência profissional

· · 1997 - Atual
· Universidade Federal do Pará
· Vínculo: , Enquadramento Funcional: Professor titular, Regime: Dedicação exclusiva. 

Paulo C. Parente sentindo-se triste com Iolanda Parente e outras 22 pessoas.

13 de maio de 2014 ·
tia Sonia, hoje ( 13/05 ) faz 1 ano que nos deixaste, e posso confessar que meus dias ficarão mas triste pois perdemos uma mão amiga que sempre nos acolia com todo amor que tinha...
hoje missa

Capela Nossa Senhora de Lourdes as 19:30 av. gver Jose malcher, entre generalissimo e d. Romualdo de seixas...
Garibaldi Nicola Parente
Fiz a segunda poesia da ciranda poética, relembrando a era do romantismo, e como o José Jaime Brasil Xavier declinou do convite, convido o Aniversariante do dia o meu amigo e poeta Garibaldi Nicola Parente, para assumir o seu posto de fazer e postar cinco poemas em cinco dias em seu face.

Quem me dera se eu fosse um trovador
Das minhas quimeras perdidas
Das paixões mal resolvidas
Das dores de amor que senti
Escreveria mil versos e prosas

Sobre os espinhos e as rosas
Que às duras penas vivi.
E nos botequins das vielas
Procuraria por ela
Em uma busca sem fim
As mai lids poesas
Que poderiam existir
Mas se o tempo passasse
E eu nunca mais encontrasse
Sequer na vida um amor
Meus odes seriam tristes
Meu canto seria de dor
Mas por mais que fossem tristes
Mais tristes jamais seriam
Que o peito de um trovador.

GARIMPAR
(Ao meu amigo Garibaldi Nicola Parente)

Gari crava seus olhos
Na saia da maresia
Navega no pé do vento
Brincando com à ventania
Provoca risos nas águas
Remadas de utopia
Gari recolhe do rio
Balde de poesia
(Adenaldo)

Garibaldi Nicola Parente, é descendente da tradicional família de imigrantes italianos Parente/Calliari, que chegaram em Abaetetuba no final do século 19 e que muito ajudaram no progresso de Abaetetuba e que contribuíram muito a construir a História de Abaetetuba em vários aspectos. Agora os descendentes dessas famílias se espalharam pelo Brasil, mas o professor universitário Garibaldi Parente, formado em curso superior de Agronomia, poeta, intelectual, historiador e promotor cultural de Abaetetuba, fixou residência em Abaetetuba e por aqui continua ajudando na formação de seus alunos do Campus Universitário de Abaetetuba e outros campi do Baixo Tocantins e, Garibaldi Nicola Parente, continua também a brindar quase que diariamente a brinda os apreciadores de boa poesias, pela Internet, com poesias de motivações gerais e universais, mas que também publica muitos poemas da cultura paraense e abaetetubense. Vamos aqui publicar várias postagens com os poemas de Garibaldi Parente que ele publica através de várias páginas do site do Facebook.

Poesias de Garibaldi Nicola Parente
A cada poesia ou grupo de poesias do Garibaldi Nicola Parente, nominaresmos as motivações mais explícitas ou das entrelinhas de seus versos poéticos. Também a cada poesia, Nicola Garibaldi Parente publica uma foto ou imagem que esteja de acordo com a motivação de seus poemas. Como não copiamos essas imagens, publicaremos algumas fotos ou imagens que constam em nosso álbum fotográfico.

LÍNGUA TUPY-GUARANY
Camorituba
Sirituba
Piratuba...
Camori
siri
pirá.
Com tuba ou sem tuba
Pau da Isca é de fato.
Na isca do pau não se incuba
pois lenho é caá do mato.
Camori
Siri
Pirá.
Moça bonita tem com tuba
em Abaeté do Pará.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CRISÁLIDA
De sobretudo dourado
amélia fecha-se em copa.
Ouro não muda a natureza
só há mudança com troca.

Do ovinho posto na folha
embrião folhoso no verde.
Dele nasce a larva
lagarta com fome de mundo
come come mais que come
e depois simplesmente se aparta.
Por um fio fino que cria
dependura-se no ramo
ou na folha do seu mesmo galho.
Boneca, ninfa da nova deusa
não sabe donde veio
nem seu novo agasalho.
Existência imaginada fantástica
fantasmaticamente imagem
em ciclo completo:
Deusa alada
lépida e ligeira.
Butterfly da manteiga
milchlieb do leite
pappilon da tatuagem
bellbelita bem bonita
farfalla do farfalhar
ou borboleta do panapaná do nosso cadinho sonoro.
Feitiço de cores no jardim cheio de néctar flor
repor o que comeu
com o feito polinizador
e recomeçar tudo de novo
em novo ciclo de maravilha
do mundo cheio de vida.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

BRINCADEIRA
A minha amada foi embora
foi-se meu amor sem lema.
Dizem que me ando na gema
somente por esse fato.
Mas quanta gente se engana!
Pois em vez de estar na gema
já estou com ovo no mato.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PRESSÁGIO
Ergo um ramo verde
na mão.
Apolo consente
que eu contemple
a luz do sol.
Por intuição sinto o prenúncio
de um bom agouro.
Indício
Antevisão
Algo está prestes a acontecer.
A Natureza parece sorrir
para o futuro.
Único poder contra a esfinge
monstro cruel da morte funesta.
Canta o coro
alvíssaras à vida.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

PANDORGA
Papagaio cangula
pipa raia rabiola...
Invoco Eolo
para soltar mais linha.
Mas acho que vou ficar
biruta
de tanto brincar com o vento
e espantar os maus espíritos.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SIMBIÓTICO
Este rio
é meu e teu.
Meu-e-teu.
Pra cá e pra lá
vai que vai
vem que vem.
É teu e meu
teu-e-meu.
Enche e vaza
nas ondas da maré.
Na preamar do descanço
olá-olé!
Devagar no remanso
tibum-tibum!
Mergulhamos no caudal
nós-dois-em-um mutual.
Nosso caso é incomum
em si-por-si amor passional.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

AMAZING
Amazing
o Amazonas
o fabuloso
Rio das Icamiabas.

Amazing
o Amazonas
o maravilhoso
Rio das Mulheres Guerreiras.
Amazing
o Amazonas
o fantástico
Rio das Mulheres Valentes.
Amazing
o Amazonas
o caudaloso
Rio da Nossa Gente.
Amazing
o Amazonas
o admirável
Rio Benevolente.
Ele não lida só com lenda
a todos nós vive fluente.
Ha-maz-an!
A luta é a nossa senda.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

MARGARIDA
A paz estrelada
nas pétalas brancas.
Nuvens alçadas
no plano da simpatia.

De carismática energia
dorme com a lua
acorda com o sol.
Nasceu de um ovo
no ninho do pássaro
filho do arrebol.
Oh! Daisy!
Bem-me-quer
mal-mal-quer.
Zooooooom
Bloom bloom
Olho do dia
belveder.
Lúmem luminar
o botão da flor
tesouro amarelo
de tão belo calor.
Donzela
pérola inocente
a procura do amor.
Áster estrela do caminho
sensitiva do porvir.
Fiel e sempre-viva
de livre e radiante porvir.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Patriotismo, nativismo e divagações
Abaixo temos um poema que versa sobre motivações patrióticas e nativistas, um chamamento na construção de um Brasil cada vez maior em todos os sentidos.

PANÓPLIA
Mãos as armas!
Em todas as armas
o nosso olhar de foz.
Nosso grito é de lança
nos lances da nossa voz.
Auriverde Bandeira nosso escudo
peito de prova do Pavilhão.
Firmamento de raça e fulgor
fogo de amor no coração.
Somos cavaleiros da ordem
da liberdade o florão.
Do direito de bem viver
da alvorada o brasão.
Guia das tropas o estandarte.
Avante! À conquista sagaz.
No pendão da infantaria
a Bandeira de luta e de paz.
Avante! O elmo da sabedoria
leva na couraça a Nação.
Desfila a bravura no peito
nos olhos o fogo do dragão.
Avante Brasil ao sol nascente
desfraldar nossa amplidão!
De leste a oeste vamos em frente
de norte a sul nossa assunção.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Cultura e motivações abaetetubenses e devaneios
O poema abaixo procura enaltecer um dos ícones que ajudou a sustentar a economia de Abaetetuba, o barro, e seus produtos artesanais e cerâmicos, que é usado pelo poeta, junto com outras motivações da história e cultura abaetetubense.

OLARIA
Foto: Antonio José Barbosa

Fiz meu coração de barro
Da terra que sobe o rio.
Argila pura da várzea
Cerâmico de feitio.
Então como a pedra sou

De alçada recordação.
O pote d'água da sede
O tijolo da construção.
Olá olá! Sou a panela

De cozer a carne assada.
A telha que cobre a casa
Da vivenda bem alçada.
Alguidar grande escudela

A tudo dou vasilhame.
De guardar a pururuca
Da consoada o velame.
Venho de tempos remotos

Argos, argilo a brilhar.
Doura a pedra o duradouro
Dura o tempo por velar.
Sob a lápide das eras

Eu que passo o imortal não.
Sobre o túmulo do sol
Depositem meu coração.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CARACOL
Caracol
tenho minha própria casa.
A sublime arquitetura
aponta para o sonho
mas o sonho mora acima das nuvens.
Por isso deixo rastros pelo chão
expressão lúdica e nômade
do meu vagar ambulativo
lùcidamente zíngaro.
Singro em meu fulgor
não zingro ninguém.
Pela minha estrada deixo-a palmilhada
com mil estrelinhas de amor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Mitos, lendas amazônicas e paraense e devaneios
Com muita propriedade o poeta cita as personagens dos mitos e lendas e seus respectivos benefícios ou malefícios para o homem e natureza.

 TAJAPURÁ
De mansinho a mãe-do-fogo
vem consumindo todo o ar.
Traz sacaca no rabicho
e no colo o boi-tatá.
Quer na defesa a soltura
livra-lo da maldição.
Dizer não ser devedor
limpar a mão do ladrão.
A-bote-dias não para
em suspiros e resmungos.
De nada serve esse tento
nem com golpes de jarundos.
Do mato vem caipora
saindo do calandrim.
Espalhando malazar
mala-sorte ao destino
Quem que rouba paga em vida
só assim fica bem pago.
Retorna-viagem sem asa
ao cafofo do diabo.
Plantei meu tajapurá
picante ardido travoso
com aturiapompé.
Ele gatuno sagaz.

Eu. Vivo em corpo fechado
Cruzado com poraqué.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Quadrilhas, devaneios, divagações
O poeta não se fixa a um só tipo de poesia e, abaixo, incursiona pelas quadrilhas, que como o nome já diz, é poesia com quatro versos, cada qual com sua respectiva mensagem.

QUADRINHAS VII
Quem tem vista mais prudente
Sente o mundo bem visado.
Fica sendo sabedor
Que ter senso é ser versado.
*
O ser feliz por ventura
Por si só não é ditoso.
A todos a vela enfuna
Mais o mar é frutuoso.
*
Vai metade do caminho
Quem se apronta pra chegar.
Ter vontade com poder
Chega logo além do mar
*
Lavra na palmeira a palma
Vive a memória do povo.
Araçari vem cantar
No açaizeiro de novo.
*
Cravo no peito o ser livre
Em fundo claro o advir.
No trato perante a lei
Lego um lídimo porvir.
*
A fadiga vem repouso
A pena vem alegria.
Com mais alento e vigor
No sorriso há mais valia.
*
Altiva vida vivida
Nada de odiar se sente.
Não se abate frente aos fracos
Reluz o íntimo fulgente.
*
A vitória nada vale
Sem bravura luminar.
Armada sempre peleja
Viver é mesmo lutar.
*
Impõe-se a vida o aprender
Na lida do dia a dia.
O sábio também aprende
Aquilo que não sabia.
*
Mão na mão de nossas mãos
Em compensado carinho.
Entre laços com vigor
Amoroso remoinho.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

QUADRINHAS IX
Não quero dizer-te nada
digo tudo muito bem.
Visto-me de amor eterno
no molde etéreo do além.
*
O amor se funda na crença

como o coral crê no cré.

Se não fundar-se na rocha

tem pouco amor pouca fé.

*

Nada em lugar da palavra

tem fascínio e poder.

Ajuda a mudar o mundo

só ela ensina a viver.

*

No ato injusto o fato vil

a mão do tirano esmaga.

Pelo poder vaga o direito

das gentes humana saga.

*

Pouco ou não fazer nada

nem um nem outro é maior.

São desvios do mesmo termo

nem um que d'outro é menor.

*

Deve ensinar a si mesmo

quem quer a outro ensinar.

Pelo exemplo mais perfeito

e as palavras no lugar.

*

Tem por talento o cismar
evocar todas as sinas.
Salvar o fado dos homens
com o vigor das Lucinas.
*
Vou na corrente do rio
Doo meu coração ao mar.
Minh'alma vive de encher
na eterna paz de vazar.
*
Ser decente é por costume
ter na conduta decoro.
Amor próprio vem do zelo
donde o pundonor tem foro.
*
Todos os meus semelhantes
não me comparo a ninguém.
Assimilo a lealdade
eu comigo aquém e além.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

QUADRINHAS VIII
Toda crise tem o dom
de ensinar com tirocínio.
Comunga da causa à vida
atina o siso no alinho.
*
Ligeiras são as formigas
manobrando no carreiro.
Cortejo levando em cortes
ramarias ao viveiro.
*
Melhor do que estar bem
é estar bem ao redor.
Fazer o bem dessa forma
formata-o bem melhor.
*
O prudente sempre diz
em compassado cantar.
Enquanto o ignaro grita
o sábio fala pro mar.
*
Lá no céu atam-se as nuvens
Unidas regam a terra.
De modo que almas pequenas
veem no céu o seu alter.
*
Aporta depois o fado
nós fazemos o destino.
Vem no molde a liberdade
e a dobra do figurino.
*
Se o solar fosse avarento
tiraria do mundo as cevas.
Vez de pôr lume no dia
ao dia lançaria as trevas.
*
Leitura sem pensamento
não digere sua presa.
Como quem come o comer
por fino prazer da mesa.
*
É tempo de preservar
memória é coisa viva.
Mante-la sempre presente
no porvir a sensitiva.
*
Não esqueço as outras formas
quando faço um grande verso.
Cada poema pequenino
é maior que o universo.
QUADRINHAS X
Amor com amor se paga
Nos diz o velho ditado.
Amar é compartilhar
Com amor o bem amado.

*
Depois do primeiro passo
Posso dar um passo errado.
Confesso que passo a passo
Passo ao passo concertado.

*
Tanta fome tem o mundo
Que nele mesmo se cria.
No lago do céu lavrado
Vive o peixe morre a gia.

*
Da pátria o sentimento
Contagia toda a nação.
Sentir que ser é poder
Da raça e do coração.

*
Tratar bem todas as gentes
É cuidar em ser feliz.
Não há jardim mais bonito
Quando viça a flor-de-liz.

*
Na tribuna destes versos
Digo tudo em guarda-voz.
Meu coração tem segredos
Que não são meus são da foz.

*
Nenhum perigo põe medo
Fantasma da noite escura.
Não ter medo nada vale
Vale mais tê-lo em bravura.

*
No manejo da tarefa
A feitura com primor.
Corre a vida sem fadiga
Cada estrela um esplendor.

*
Logo bato minha asinha
Na asinha de encontrar-te.
Voarei aos tempos da posse
Sandice que o amor reparte.

*
A verdade que se diga
Entre mentiras já ditas.
Saber dizê-la por bem
Na certeza será escrita.
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Idiomas, palavras e divagações
Garibaldi Parente é intelectual e, como tal, aprendeu muito de literatura e cultura brasileira, e também algumas línguas estrangeiras, entre as quais a difícil língua japonesa, que ele usa no poema abaixo para brincar com a também difícil língua portuguesa.

LIÇÃO DE JAPONÊS
Cada língua

é uma língua.
Idioma da palavra
da concórdia, da prosódia, da paródia
da combinação, da disposição...
Por exemplo

Em Japonês se diz: - BOKUNO AI 
com toda veemência.
( Em Japonês não existem acentos)
Em Português nós dizemos: - AI MEU AMOR AI!
Outro exemplo

O verbo RIR em Japonês é WARAU no infinitivo
WARAIMASU no presente do indicativo.
Em Português
Eu rio

Tu rio

Ele rio

Nós rio

Eles rio...Ah ah ah ah ah!!!

Pôxa! Como é difícil falar Português!

Hai. Arigato gozaimasu.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Divagações e devaneios
SONHAMENTO
Um sonho no alto da ribeira
Ou entre montanhas da serrania.
O rio sem armaduras
A cordilheira arranha o céu.
Infiltro-me dentro de nós

Para descobrir as criaturas
Que sonham com um castelo
Feito de águas e nuvens.
Lavrar o subterrâneo

Com estacas profundas
E descobrir que tudo não passa
De um museu de espelhos retráteis.
Exponho-me ao frágil varejo

De sonhar como se desvendasse
Em todos os segredos o espetáculo da vida.
Letras são flores que o mundo cria

Sem penar sem chorar sem mentir.
Pois a verdade é um agasalho
Em meio a tanta lida.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência e divagações
GEOMETRIA ANALÍTICA
Estendida sob o olhar fixo
Acutilado pelo ângulo implacável
E inflexivelmente reto
A noventa graus positivos
O lado mais longo do triângulo amoroso

Lança-se a tiracolo sob a égide retangular

E estira-se fortemente para manter a paixão.

Perimetra-se entre o ser ou não ser

Contorna-se entre o estar ou não estar

Mede-se entre o amar ou não amar.

O lado horizontal deitado na base

Apoia a estrutura de todos os acontecimentos

E suas relações.

E o lado perpendicular sobe verticalmente 

Para fechar bem alto a equação resoluta

Do amor com amor se paga

Tudo elevado infinitamente a segunda potência

E cujo resultado vela-se no tempo plano

E pleno

De que amar nunca é demais.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Jogos poéticos e divagações
SETENÁRIO
Andei sete léguas
Mais sete léguas
Em sete luas de luar.
Andei sete léguas 

Mais sete léguas
Em sete estrelas do mar.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Em sete cavalos alados.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com sete deuses salvados.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Em sete leitos de rio.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com sete deusas no cio.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Em sete portões do tesouro.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Em sete cidades de ouro.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Em sete notas musicais.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com sete samurais.
Andei sete léguas 

Mais sete léguas
Sob sete trovões.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com sete dragões.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Toquei em sete trombetas.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com a hidra de sete cabeças.
Andei sete léguas 

Mais sete léguas
Trovei com sete fadas.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Por sete encruzilhadas.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Nas sete colinas de Roma.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Guardei vinho em sete redomas.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Com sete diabos.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Ouvi sete sábios.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Por sete vezes no Farol de Alexandria.
Andei sete léguas

Mais sete léguas
Nos sete círculos da geografia.
Andei sete léguas

Nenhuma foi por acaso.
Andei sete léguas 
Aqui estou no Parnaso.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência, Geografia e divagações
O Rio Guamá é um importante rio que deságua, junto com outros rios, na Baía do Guajará, em Belém/PA e Guamã foi um grande guerreiro da Tribo dos Índios Tupinambás, da história do Pará.

RIO GUAMÁ
Graças às garças
O branco é branco
O azul do céu
É do céu azul.
O Rio Guamá

Desdobra-se em dois haveres:
O saber ciência
O saber cultura.
Aguamar no guamar da história

Enchente preamar vazante
Aporta faustoso no colo geográfico de Belém.
Antediluviano

Vai e vem gentil galhardo
Tomar o café da manhã solário
No herbário cheiroso do Ver-o-Peso.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência, devaneios
SÉPALAS E PÉTALAS

A flor liberta a grinalda
a coroa ao grande ator.
O cálice no círculo verde
sustenta-se peça a peça
à chegada do beija-flor.
Corola plena de lembranças
cálix com saudades do vinho.
O que houve daquele amor?
A primavera passarinho
feneceu fanou-se furtou.

Devaneios
LITANIA
Uma ladainha de invocação recíprocra
suplica ao verso conversível
augurando que ele chegue às nuvens
semânticas do universo estelar.
Mas o verso não vive de prece
vive de oração sob a luz de velas.
Vive de acender o brilho luzidio
letra a letra em cada palavra.
Onde está a gente do povo?
Na escuridão do passeio público
a rua cerra seus passos
para fugir do retrato mágico
que o tempo tenta consolar
o eterno amor que nos separa

na extrema condição de um sagrado

desejo sistêmico nebuloso.

Transitamos entre o amar e o calar
entre a invocação e os dias omissos
teimosamente oblíquos.
Falta-nos um pouco mais de melodia
ao nosso olhar intempestivo
não sabemos ver a magia da aurora.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Quadrilhas, devaneios, divagações
O poeta não se fixa a um só tipo de poesia e, abaixo, incursiona pelas quadrilhas, que como o nome já diz, é poesia com quatro versos, cada qual com sua respectiva mensagem.


QUADRINHAS VII
Quem tem vista mais prudente
Sente o mundo bem visado.
Fica sendo sabedor
Que ter senso é ser versado.
*
O ser feliz por ventura
Por si só não é ditoso.
A todos a vela enfuna
Mais o mar é frutuoso.
*
Vai metade do caminho
Quem se apronta pra chegar.
Ter vontade com poder
Chega logo além do mar
*
Lavra na palmeira a palma
Vive a memória do povo.
Araçari vem cantar
No açaizeiro de novo.
*
Cravo no peito o ser livre
Em fundo claro o advir.
No trato perante a lei
Lego um lídimo porvir.
*
A fadiga vem repouso
A pena vem alegria.
Com mais alento e vigor
No sorriso há mais valia.
*
Altiva vida vivida
Nada de odiar se sente.
Não se abate frente aos fracos
Reluz o íntimo fulgente.
*
A vitória nada vale
Sem bravura luminar.
Armada sempre peleja
Viver é mesmo lutar.
*
Impõe-se a vida o aprender
Na lida do dia a dia.
O sábio também aprende
Aquilo que não sabia.
*
Mão na mão de nossas mãos
Em compensado carinho.
Entre laços com vigor
Amoroso remoinho.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

QUADRINHAS IX
Não quero dizer-te nada
digo tudo muito bem.

Visto-me de amor eterno

no molde etéreo do além.

*

O amor se funda na crença

como o coral crê no cré.

Se não fundar-se na rocha

tem pouco amor pouca fé.

*

Nada em lugar da palavra

tem fascínio e poder.

Ajuda a mudar o mundo

só ela ensina a viver.

*

No ato injusto o fato vil

a mão do tirano esmaga.

Pelo poder vaga o direito

das gentes humana saga.

*

Pouco ou não fazer nada

nem um nem outro é maior.

São desvios do mesmo termo

nem um que d'outro é menor.

*

Deve ensinar a si mesmo

quem quer a outro ensinar.

Pelo exemplo mais perfeito

e as palavras no lugar.

*
Tem por talento o cismar
evocar todas as sinas.
Salvar o fado dos homens
com o vigor das Lucinas.
*
Vou na corrente do rio
Doo meu coração ao mar.
Minh'alma vive de encher
na eterna paz de vazar.
*
Ser decente é por costume
ter na conduta decoro.
Amor próprio vem do zelo
donde o pundonor tem foro.
*
Todos os meus semelhantes
não me comparo a ninguém.
Assimilo a lealdade
eu comigo aquém e além.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

QUADRINHAS VIII
Toda crise tem o dom
de ensinar com tirocínio.
Comunga da causa à vida
atina o siso no alinho.
*
Ligeiras são as formigas
manobrando no carreiro.
Cortejo levando em cortes
ramarias ao viveiro.
*
Melhor do que estar bem
é estar bem ao redor.
Fazer o bem dessa forma
formata-o bem melhor.
*
O prudente sempre diz
em compassado cantar.
Enquanto o ignaro grita
o sábio fala pro mar.
*
Lá no céu atam-se as nuvens
Unidas regam a terra.
De modo que almas pequenas
veem no céu o seu alter.
*
Aporta depois o fado
nós fazemos o destino.
Vem no molde a liberdade
e a dobra do figurino.
*
Se o solar fosse avarento
tiraria do mundo as cevas.
Vez de pôr lume no dia
ao dia lançaria as trevas.
*
Leitura sem pensamento
não digere sua presa.
Como quem come o comer
por fino prazer da mesa.
*
É tempo de preservar
memória é coisa viva.
Mante-la sempre presente
no porvir a sensitiva.
*
Não esqueço as outras formas
quando faço um grande verso.
Cada poema pequenino
é maior que o universo.

QUADRINHAS X
Amor com amor se paga
Nos diz o velho ditado.
Amar é compartilhar
Com amor o bem amado.
*
Depois do primeiro passo
Posso dar um passo errado.
Confesso que passo a passo
Passo ao passo concertado.
*
Tanta fome tem o mundo
Que nele mesmo se cria.
No lago do céu lavrado
Vive o peixe morre a gia.
*
Da pátria o sentimento
Contagia toda a nação.
Sentir que ser é poder
Da raça e do coração.
*
Tratar bem todas as gentes
É cuidar em ser feliz.
Não há jardim mais bonito
Quando viça a flor-de-liz.
*
Na tribuna destes versos
Digo tudo em guarda-voz.
Meu coração tem segredos
Que não são meus são da foz.
*
Nenhum perigo põe medo
Fantasma da noite escura.
Não ter medo nada vale
Vale mais tê-lo em bravura.
*
No manejo da tarefa
A feitura com primor.
Corre a vida sem fadiga
Cada estrela um esplendor.
*
Logo bato minha asinha
Na asinha de encontrar-te.
Voarei aos tempos da posse
Sandice que o amor reparte.
*
A verdade que se diga
Entre mentiras já ditas.
Saber dizê-la por bem
Na certeza será escrita.
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Idiomas, palavras e divagações
Garibaldi Parente é intelectual e, como tal, aprendeu muito de literatura e cultura brasileira, e também algumas línguas estrangeiras, entre as quais a difícil língua japonesa, que ele usa no poema abaixo para brincar com a também difícil língua portuguesa.
LIÇÃO DE JAPONÊS
Cada língua
é uma língua.

Idioma da palavra

da concórdia, da prosódia, da paródia

da combinação, da disposição...

Por exemplo

Em Japonês se diz: - BOKUNO AI 

com toda veemêencia.

( Em Japonês não existem acentos)

Em Português nós dizemos: - AI MEU AMOR AI!

Outro exemplo

O verbo RIR em Japonês é WARAU no infinitivo

WARAIMASU no presente do indicativo.

Em Português

Eu rio

Tu rio

Ele rio

Nós rio

Eles rio...Ah ah ah ah ah!!!

Pôxa! Como é difícil falar Português!

Hai. Arigato gozaimasu.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Divagações e devaneios
SONHAMENTO
Um sonho no alto da ribeira
Ou entre montanhas da serrania.

O rio sem armaduras

A cordilheira arranha o céu.

Infiltro-me dentro de nós

Para descobrir as criaturas

Que sonham com um castelo

Feito de águas e nuvens.

Lavrar o subterrâneo

Com estacas profundas

E descobrir que tudo não passa

De um museu de espelhos retráteis.

Exponho-me ao frágil varejo

De sonhar como se desvendasse

Em todos os segredos o espetáculo da vida.

Letras são flores que o mundo cria

Sem penar sem chorar sem mentir.

Pois a verdade é um agasalho

Em meio a tanta lida.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência e divagações
GEOMETRIA ANALÍTICA
Estendida sob o olhar fixo
Acutilado pelo ângulo implacável

E inflexivelmente reto

A noventa graus positivos

O lado mais longo do triângulo amoroso

Lança-se a tiracolo sob a égide retangular

E estira-se fortemente para manter a paixão.

Perimetra-se entre o ser ou não ser

Contorna-se entre o estar ou não estar

Mede-se entre o amar ou não amar.

O lado horizontal deitado na base

Apoia a estrutura de todos os acontecimentos

E suas relações.

E o lado perpendicular sobe verticalmente 

Para fechar bem alto a equação resoluta

Do amor com amor se paga

Tudo elevado infinitamente a segunda potência

E cujo resultado vela-se no tempo plano

E pleno

De que amar nunca é demais.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Ciência, Geografia e divagações
O Rio Guamá é um importante rio que deságua, junto com outros rios, na Baía do Guajará, em Belém/PA e Guamã foi um grande guerreiro da Tribo dos Índios Tupinambás, da história do Pará.
POEMAS VI
Invento o vento
enquanto é tempo
de criar.
Sopro de corpo e rito
conforto o morto mito
no refúgio do cantar.
*
Ando na espera
do que não espero.
Áspera margem do caminho
avassalada coragem
na ira do destino.
*
A paz se esconde
nos labirintos de motivos.
Em séculos de acasos
nunca esqueci
que em mim
existe o ti.
*
Vasos comunicantes
a raiz excêntrica
dialoga com o biodigestor
no caule do sol.
*
Escombros do caos
assombros de mortes.
Toda guerra é um crime
que não se redime
nos comícios da sorte.
Em nome da pátria
a pátria sem nome.
*
Perdi meu lenço.
Aquilo que penso
não tem lágrimas
para enxugar.
A letra não se consome
em qualquer nome
há sempre mais um par.
*
Corpo e nexo
é a matéria do amar.
Alma e sexo
é a substância
que há de ficar.
*
Coradouro.
Secar ao sol
o que veste
o corpo corpore sano.
Matar os micróbios
e os opróbios da alma.
*
Queria ser o vento
para escrever no tempo
tudo por onde passei.
Queria ser o vento
para plasmar no tempo
tudo o que sonhei.
*
O sol é nosso exemplo
ao armar a geografia.
Traça no plano da luz
a linha da gente no invento.
Depois do pouso da noite
entre neblinas nasce o dia.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

POEMAS VII
Este corpo aéreo
vaga no teu corpo
incorpóreo.
E no farfalhar verde
no vento da folhagem
vem cantar um passarinho
aquele passarinho.
*
A história é natural.
Não registra seu móbile
a memória
de estar no mundo
o amor.
*
Recuso
vigiar-me.
Minha humana condição
requer o vácuo
o abstrato do ser
na permuta do vento.
*
O poema vive
sua própria nudez.
A vaga no vago
nunca se completa.
E para cada lição
brilha um novo sol de verão.
*
Em todo espaço
que me alço
uso um colete
salva vida.
Não perco-me
na lavra
do ventre
e no regime de um só desejo.
*
Passa Porto
Passa Portão.
Salvo Conduto
em país estrangeiro.
Tenho tal carta para viajar
e desbravar teu coração.
*
Armistício
Sem acordos
nada de cessar-fogo
somente a rendição.
Contra o ladrão do povo
as grades da prisão.
*
Nesga a nesga
teço entre as nuvens
pingo a pingo
pitadas de azul.
De tantito em tantito
de migalha a negalho
abro uma brecha
no Cruzeiro do Sul.
*
No triângulo reto
os dois catetos são de extremo valor.
O pensamento é na vida
a hipotenusa do maior amor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

ENROLADO
Enrola casca
enrola pau.
Tatá piririca
ingá sabão.
Põe tento no teu tento
já espocou a sapucaia.
Cumaru já está cheiroso
ele quer rabo-de-saia.
Tucano já cantou
no alto morototó.
Livra do matamatá
esse teu borogodó.
Enrola casca
enrola pau.
Tatá piririca
ingá sabão.
Apuí quer te abraçar
enrolado e apertado
num abraço para sempre
então estica o teu cuidado.
Põe tento no teu tento
capoeira capoeirão.
Marupá do galho fraco
maltrata o teu coração.
Enrola casca
enrola pau.
Tatá piririca
ingá sabão...
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Garibaldi Parente
22 de julho 2017

REBOTALHO
Repinta desgovernada
a embiara grande.
Estou meio cabreiro
com a história de quem vai
viajar às cucuias.
Tenho o corpo-fechado
mas fiquei amodo um bacurau
brincando de esconde-esconde
comigo mesmo
escondido a bote dias no oco do pau.
Meu pensamento ilustrado
ao lustre da estrela Vésper.
Eu quero-porque-quero
esse fogo afoito e arisco.
É pois é. Tomara que oxalá
não caia no tereterê lodoso
de gapuiar no pé do cumatê.
Tauá e barro amarelo.
O japacani gosta do igapó.
Ele fica só de mutuca
pra comer peixe no igarapé.
Enquanto isso o acauã
chama chuva no alto da sucurubeira.
Macaco velho é inspirado
cutuca e esconde a mão do curuatá.
Hem-hem! Vou atamancar devagarinho.
Acho que vou tentar aquela neguinha do Itacuruçá.
É pedra do poço fundo.
A gente pode passar a unha na pele dela
que não sai tuiragem nenhuma.
É isso. Vou mupicar no jacumã.
Olha! A tia Cesária só fazia indecência
com talo de biribá.
Lembro. Quem não lembra o mundo esquece.
Bem-te-vi!!
Mas eu sei fazer o caquiado.
Vou tomar chá de mangarataia.
Agora preparo minha caapara e me mando pra piracema.
Não esqueças a poqueca!
Não.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PANAVUÊ
Paná paná
vuê vuê.
Panapaná
panavuê.
Olho na veia
desse tal fuzuê.
Demodê da morena
que não sai de moda
balancê balancê.
O abundar abunda
no vento a ventania.
Sou cavaleiro
sou romanceiro
dessa artilharia.
Panavuê
no sacolejo
o remelexo
de par em par.
Bate o tambor
boon boon boon!
Vou no roteiro
do panavuar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ANDRÔMEDA
O celestial norte
sumo
junto ao brilho comunitário
estelar.
Viagem e mensagem
do reinado aos súditos homens.
O mando sob os lampejos
e os latejos
espalhados pelo céu sidério
crédulos nos destinos
do asterísco.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PARÁ CAPITAL BELÉM IV
Andar na moda
juntar caminhos
com sapatos finos
na roda do baile.
Os pés delicados
no ir e vir da valsa.
Calça com estilo
o rigor da elegância.
Sapatear sobre a calçada
o calçado avança
e fox-trota no percurso do mundo.
Tudo importa no vestuário.
Sapato novo
Happy walk na Loja WALK-OVER.
O que vem importado
é moda de classe.
Vale a reputação de quem calça bem
homens senhoras senhorinhas
por cima
de passear com alta estima.
Paris Londres
Rio de Janeiro Belém...
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Sapataria WALK-OVER
Rua Santo Antonio em frente ao Largo da Mercês
1922

Garibaldi Nicola Parente 
moed
Triste moedor de café \ entretém os fungos da vida. \ No tronco do que não é \ suporte da dor moída.
Garibaldi Parente
3 de abril às 11:11

KUFUNZACA
Moleque faz a fuzarca
marimbondo amorenou.
Na mandinga da mulata
o muxoxo que estalou.
Fofoca do cafundó
bugiganga vale nada.
Mexerico do mocambo
meia-noite desmaiada.
Fuxico dá urucubaca
a miçanga é de jiló.
Canjerê cai na gandaia
cafuné no mocotó.
Vira vira o fuzuê
na bagunça do batuque.
Maracutaia com dendê
a minhoca tem o truque.
Na umbanda tem a farofa
na quitanda tem aluá.
Babaca come bobó
catimbau mexe o ganzá.
Catimba de gororoba
canjica com munguzá.
A bunda que veste tanga
nunca pára de zanzar.
Tem molambo na gangorra
cachaça no bafafá.
Tem caxumba no quitute
vem mucama no jabá.
Milonga dá no calombo
dengo dá no acarajé.
No cochilo do caçula
caxinguelê dá no pé.
Tonga do maracatu
no tutu angu do abará.
Curinga na batucada
o berimbau no fubá.
Cabuletê bambambã
maculelê na senzala.
O poema na mutamba
cacuracaio nada fala.

APUÍ
O apuizeiro finca o pé
no sopé da augusta planta
da Amazônia mais frondosa.
Apuí do braço forte
de tentáculo robusto
icipó liana ardilosa.
Sobe pouco a pouco ao tronco
lentamente se enrolando
em longo laço sinistro.
E se entronca no tronco
corpo a corpo no silêncio
amoroso e cabalístico.
E se agarra com volúpia
sufocando suga a verve
sem nenhuma compaixão.
Se desdobra em galhadas
estrangula a pouca sorte
vai ceifando o coração.
Lenta se fana a planta
sem defesa perde a vida
esvanece o belo encanto.
Que voraz apuizeiro!
Amoracea desamor
nunca amou seu acalanto.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Garibaldi Parente
3 de março às 13:37
BUCÓLICO
Raio de sol
a flor sorri
meiga se volta
pro colibri.

Ronda a borboleta
traz sonho com lenda.
Voa novo cometa
e desprende a prenda.

Flutuam meus olhos
nas águas do rio.
Aromas bucólicos
no cio do cicio.

Meus lábios espaciais
ganham mais sentido.
Nas asas fluviais
sou mago ungido.
Nos rastros de luz
da palavra astro
a nebulosa seduz
na ponta do mastro.
Manhã de sol
lança no lance.
Na arcada do sonho
nasce um romance.

3 de março às 14:09
NAVEGANTE
A corrente a me levar
e me leva sozinho eu.
Só porque não tenho remo
nesta sina de plebeu.
A canoa Verde Mar
vai sem vela o mar azul.
Uma estrela a se apagar
quero o norte vai pro sul.
A memória tem mistérios
bem velados na lembrança.
Quem não sabe o vai-e-vem
pôe no além toda esperança.

9 de março às 09:51
FLOR
A flor da nossa canoa
é a vela
o velame.
A flor do nosso amor
é o vento
o ditame.

Flor do sol ensolarado
o ditame segue o leme.
No velame pandeado
tece o vento nova prenda.
O vento sopra de lado
a gente faz o bordejo.
Vira a bombordo a boreste
no mar de amor e desejo.
10 de março às 13:25

AUTO-RIOGRAFIA
Eita!
Brasileiro de nascença
italiano de descendência
vim de Marsico Nuovo
vim de Treviso
vim de Venezia.

Português por lídimo afeto
o Monte Pascoal das Navegações
a Língua Portuguesa.
Abaeteense de Abaeté
da bem querência.
De abaetetuba fagueira
por reverência.

Do Rio Tocantins a Foz
do Rio Maratauira a Beira.
De Abaeté espreitei o mundo
e senti a universalidade na veia
e nas letras literárias.
Camões dos Luises, Almadas dos Negreiros
Quental dos Anteros, Verde dos Cesários
Pessanha dos Camilos, Garrett dos Almeidas
Espanca das Florbelas, Pessoa dos Fernandos...

No Brasil descobridor
e descoberto descobri
o primeiro poeta brasileiro
Matos e Guerra, o Gregório.
Cecília, a Meireles Bandeira, o Manuel
Melo Neto, o João Cabral Andrade, o Mário
Guimarães, o Rosa Quintana, o Mário...

Abaeté na ordem cidadã
urbe na orbe do mundo.
Que chamego louçã
no gira-girar rotundo!
As reticências são infinitas
o mundo é pequeno pra tantas fitas.

Em nós o Rio Pará
vai nos rumos do além.
Rio que nos leva ao mar
na ventura de velejar
em cada advento um advém.

RIBEIRINHO
Ribeirinho da ribeira
é noite de maré cheia
também cheia de luar.
Luzi-que-luzi a candeia
ribeirinho da ribeira
vive na beira a sonhar.
Ribeira beira do rio
das ondinhas em cicio
deixa o tempo no altar.
Casinhas beira-feitio
ribeira beira do rio
luzi-luzi a luz do amar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Garibaldi Parente .
28 de janeiro 2018

CUPINZADA
Cai a chuva lenta e fina
não tarda a chuvarada,
Sai cupim em revoada
térmita que desatina.

De través não ordenado
voa cupim mais cupim.
Sem tempo largam as asas
arará e o macho quindim.

Amor só se faz com amor
assim o faz o cupim.
Arma o ninho com pendor
de barro o tapecuim.

Termiteiro de calor
carapaça do viver.
Castelo de muito amor
colônia do bem querer.

POEMA III
Seiva e aroma
o belo não se esconde.
Por si em si
está sempre à vista.
Eis que o segredo existe.
Ele vive no tempo
de um vento secreto.
Há no tempo o idílio
do perfeito com a perfeição
e com o vento ventoso
da livre imaginação.
Belo é o ser no estar
no espaço informe
das formas infinitas.
Nuvens viageiras
as águas que escorrem
nas cachoeiras...
Espanto da noite
numa praia noturna.
Canto e encanto
do amor em fuga: a flor
no bico de um fugaz
beija-flor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

PÉ-DE-MEIA
A meia que ficou viúva
agora guarda o mealheiro.
Dinheiro que no futuro
vem ser previdente arqueiro.


Quem sabe o dia de amanhã?
O mercado é recheado
de arranjada economia
é preciso ter cuidado!

Dinheiro vale e não vale
um dia sim talvez dia não.
Dinheiro é coisa pendente
vale mais o do barão.

O dinheiro tem seu conto
o dindim grana e cabral.
O mirréis o mango e a pila
nota preta não faz mal.

Ainda se guarda o tutu
não esqueças o tostão.
É bom tentear o gasto
para não ficar na mão.

O vintém ainda se vive
longe da corrupção.
Ponha-o guardado na meia
no pé-de meia a salvação.

Quem tiver meia viúva
que a esconda do deputado.
Ainda nos cruza o Cruzeiro
o Real já nos foi roubado
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CAFÉ DA ARCADA
Arcabouço
arca da língua do Tejo
vela da Língua do Olhar......
Do beijo que goteja
no leito do Além-mar.
Velando asas parte a Armada
de caravela em caravela
para desvelar na aventura
terras da terra não cruzada.
Viajam ao vento de um poema
nos lemes o lema do navegar.
E nas águas vivas animadas
o novo em novo mundo altear.
Dançarinas de onda em onda
na dança do vento a emoção.
Além do além o largo oceano
oceana o Atlântico coração.
Em cena
a sina acena
e lembra a despedida do Restelo.
Mas zelosas além do zelo
de vela em vela
de vento em vento
vence a luta quem vence o tempo.
No altar da ventura
vencer é ser um bravo recital.
Todos os mares além do Além
são mares de Portugal.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ESPERANÇA
Quem pensa
basta entender
o traçado que o sol consente.
O que convém
não engana o sentido da esperança.
Quem espera por esperar
o tempo perdido
se perde noutro envido.
Quem espera nem sempre alcança.
Muda a flor quando lhe compete florir.
Corre o rio
à procura doutro porvir.
Canta e encanta o passarinho
faz o ninho da salvação.
Há muito desatino
no mundo apartado.
O homem na sombra
não faz o ninho pro coração.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

LIMERIQUES
Na papada o papa-vento
furta-cor pousa no tempo.
Papa a Joaninha
papa a Lacerdinha
pôe na língua seu talento.

***
Pula o sapo no lavrado
solfeja o papo enfunado
sonoro coachar
clama ao femear. 
A sapa solta o cruzado.

***
Mariposa do noturno
breu escuro e taciturno.
No panapaná
bate asas de olá
procura o guarda-soturno.

***
O gato mia no telhado
da lua plena aventurado
Quem não tem cão
caça com a mão

ou caça o gato miado.

***

Cutimbóia de grande empenho

no galho ou no chão o engenho.

-Tens medo de cobra?

Maria diz de sobra:

- Ah! De cobra mole eu tenho.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

BRINCADEIRA
Quanto mais brinco
com as palavras
mais as palavras
brincam comigo.
Que safadinhas!
Quem sou eu
que um dia fui
Este ou esse?
Este sou eu
vivinho da silva.
Esse que fui
ainda vive em mim.
Vejo o que não vejo
na palma da mão.
De palmo por cima
o teu coração.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

BOULEVERSAR
Bole bole
no rocambole
vou bouleversar.
Enrolada levo a Bandeira 
da pátria amada
ao boulevard.

Ó que avenida brasileira
cheia de gente enredada!
Andar andar andar
nas andas do céu
o milagrar.

Levarei versos de amor
do fundo do coração.
Bolinhas de cristal
para apagar a servidão.

Em versos acenderei o verbo amar
e desfraldo o Brasil
desse rocambole a rocambolar.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

RIO
O rio enche
vaza o rio.
Corre veloz 
além da foz
para o estropio
no longo mar
de seis em seis
horas a vagar.


Enche o rio
o rio vaza.
Segue o curso
por impulso
e embasa
seu destino
de seis em seis
meses a caminho.

Seis em seco
seis alagado.
Metido em beco
ou por cima do lavrado.

O rio tormento
na foz o infinito.
O rio convento
ao céu contrito.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ESTELIONATO
Lagarto que muda a cor
prepara nova artimanha.
Camufla-se para o golpe
em fraudulenta façanha.


De verde azul amarelo...
arpoa o sujeito incauto.
Vítima do vil delito
pregoado pelo arauto.

Pulula o tão pregoeiro
recorre ao dito sagrado.
Usa a lábia e convence
para burlar o coitado.

Vende a nuvem vende o céu
vende a cura o ser feliz.
Ao subjugo mental
tudo serve de chamariz.

Traz a malícia na pele
todo bicho furtacor.
Traz o doloso na língua
e nas asas do condor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

ESPÍRITO DE PORCO
Puxa o rabo do porco
que o porco vai pra frente.
Incontinente.
Puxa a orelha do porco
que o porco vai pra trás.
Contumaz.


De espírito burocrático
o porco é muito ranzinza.
Não engata ou desengata
tanto faz é indistinto.

De paletó e gravata
bagunceiro e vigarista.
Maldoso prega a discórdia
absoluto e fascista.

Ao mundo todo é do contra
teima que teima o varrasco.
Visível mais invisível
asqueroso vive do asco.

Lama é trono do varrão
do pretenso autodidata.
Tudo entende e nada sabe
deputa ser democrata.

Porcino da confusão 
é descarado e procaz.
Em tudo mete o bedelho
com ares de satanás.

O porco é sempre enrolão
branco ou preto malversado.
É por isso que ele tem
o pica-puta enrolado.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Garibaldi Parente
6 de agosto 2017

URUBUPUTAUÁ
Que palmeira solitária!
Não perfilha a solidão.
Frutuoso garantido
em velar a comunhão.


O fruto emplaca no cacho
bem nutrido de vigor.
De poder e fogo em facho
em calorias e verdor.

Urubu gosta do óleo
deste fruto putauá.
Pra curar tosse e bronquite
e também se embelezar.

Fortificante das asas
do tecido capilar.
Tem cheiro forte de leite
de carne de gado e muar.

Urubu petisca à bessa
pra ficar preto retinto.
De envergadura brilhante
bem parecido e distinto.

Urubu, urubuzada
plana acima do picuá.
Grasna crasna de alegria
viva o óleo de patauá!
GARIBALDI NICOLA PARENTE

Garibaldi Parente
16 de julho 2017
CIPONÁRIO
Na mata virgem
ramos e folhas
num grande apego
fazem folhetim.
O cipó-açu
nasce do tapecuim.
Em estilosa maneira
o cipó-titica
nasce da tucandeira.

Tudo é sintático
no entelaçado agasalho.
O cipó-d'alho
espanta o encanto
do boto namorador.

O cipó-do-coração
cuida bem do teu amor.
O cipó-cururu
de olho no lance
lança a branca-flor.

Por fim no sem fim
de cipó de aqui cipó de ali
e diante do malsim do homem mau
para que a seiva de viver não se perca
aparece o cipó-que-mata-a-sede
o famoso cipó-muruteteca.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

NHEENGATU
Puranga ará
Bom dia Maria.
O dia está bonito
ara puranga.
A palavra é geral
da Língua Amazônica.
"Língua boa" literal
misturada e idônea.
Língua franca do Tupy
o Guarani bem dirá.
Tão fácil de entender
na raiz Tupinambá.
Aé puranga
ela é bonita.
Kunhã puranga
mulher de fita.
Língua Brasílica
do tempo colonial.
A igara navega
no awaeté liberal.
O rio é puku
de comprido pirá.
Pega-se peixe de anzol
com o manifesto pindá.
Maria puranga Maria
kurumin já te chama.
Kunhã puranga
boiúna quer mama.
Ayama ayama
o rio indé te abraça.
Maria Maria
o abraço congraça.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

CAMA DE GATO
"De tropeço em tropeço
aprendo o que mereço."
gnp

Logo que sai da ninhada
o filho filhote de gato
sente o cheiro de bom queijo
sai na caça e mata o rato.

Quando em algo quer se esconder
em gato furtado, embora
sempre deixa uma pista:
o par de orelha de fora.

O bichano sai correndo
e nunca mais volta.
Prensar o saco do gato
na dobradiça da porta.

Levar no lombo água quente
miador o gato mia.
Por isso gato escaldado 
tem medo de água fria.

Quando o gato mia celeste
gato bem aventurado!
Cuidado com o sovina
ele tem unhas de gato.

E se a coisa fica preta
não há mais nada de fato.
Dizemos tão simplesmente:
Eu já vou capar o gato.

Quando o gato come o bife
bem se esconde sem demora.
Mas esquece seu trazeiro
pois deixa o rabo de fora.

Ao fazer uma peixada
tratar tudo com bom trato.
Justar um olho no peixe 
o outro olho no gato.

Noturnos sem o luar
os gatos são felizardos.
Nos escurinhos da noite
todos os gatos são pardos.

Na casa nada é tapera
ele vê-se fortunato.
Veja! Ao olho nu do gato
tudo tudinho é do gato.

Na coleira: É dar o gato.
Ele leva de vencidas.
Não há jeito que dê jeito.
O gato tem sete vidas...

Gato pisado: O miado
o gato em si se consome.
Fazer de gato e sapato
o homem é gato do homem.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

18 de julho 2017
Garibaldi Parente adicionou 2 novas fotos.
18 de julho às 14:37

URUBU REI
A carne é fraca
a carne é podre.
Urubu Rei
tinga do peito branco.
Cabeça nua
pescoço nu
colorido nu.
Voa alto em porte alto
bico forte e potente.
O urubu popular
desse que plana no céu...
a urubuzada.
Finca o olho
e sente o cheiro de carniça.
O Rei é informado pelos súditos
e alça vôo da árvore mais alta.
Diante da carcaça
bico forte e potente
abre a couraça do boi morto.
(Os súditos assistem mantendo distância
em reverência a Sua Majestade.)
E repasta-se com o melhor repasto.
O resto é dos urubus famintos.
A carne é fraca
a carne é podre.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

SIRIGAITA
Eré iré
vamos brincar.
Alamiré
tu és menina.
Evoé
eu sou piá.
Menina ladina
do melhor saracote.
Eu sou piá
do lançarote.
Não estou de emboléu
seduzido por amor.
Bué do coração
sirigaita furta-cor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

MUUUUITA MANGA
A vaca vai
a vaca audaz
na paz do bem
foi pra Belém.
Na Cidade das Mangueiras
a vaca mugiu de muito.
Dorso-aturá de manga
tabuleiro da arte-fruito.
Manga-rosa
manga-espada.
Toda prosa:
Alvorada.
Manga-verde
manga-ubá.
Manga-roxa
Que maná!
Lé com lé
cré com cré.
Manga-Belém
Manga-Abaeté.
Muuuuita Manga é fantasia
a mangifera leiteira.
Não de leite. Quem diria!
mas da manga da mangueira.
A vaca não foi sozinha
um amigo também foi.
Amor de manga no peito
manga coração-de-boi.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

TAPECUIM
Argamassa ergue-se
e congraça
terra e saliva.
Terroada coletiva
no camarim
da casa do cupim.
Termiteiro do Matusalém
labirinto do além
no morro do muchém.
Arquiteto projeta o Castelo
ventilado e bem arrumado:
Bercário de larvas
jardim de fungos
a Câmara Real da Rainha.
O operariado trabalha resoluto.
Lá não existe escravidão.
A Rainha procria incansavelmente
em ovos ovos ovos ovulação...
para a longa vida em harmonia
e a dignidade no Cupinzeiro.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Rui Santos Uma excelente Poesia descritiva, ao Mestre dar-se-á letras para que ele possa juntar, escrever e ensinar.

ORELHA-DE-PAU
Urupê
pererê
no pedestal.
Orelha de asneira
caturra da matinta-pereira
varapau.

Pavilhão aurícola dissonante
amouco mouco mouco...
Mas ouve as visagens espaciais
mensagens divinas dos anéis de Saturno.
Orelha de fora
encorpada
prognata alongada.
Abano
elefante dumbo jumbo
asa desovada no pau
botocuda 
por dentro o fungo.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

MIOLO-DE-POTE
Água
alma do pote.
Se no pote só passar vento
de nada vale esse dote.


O miolo é o meio
entre o fundo e o capote.
Sem nada não sabe o siso
o que se diz não arma o mote.

Água é sabedoria
que vem desde a fonte.
Do monte alto paraíso
do longínquo horizonte.

A palavra sem juízo
não lavra o pensamento.
Aguada sem fundamento
no miolo vazio não há viso.

Falar sem nada dizer
é conversa sem meada.
A cabeça miolo-de-pote
da conversa fiada
não há água que brote.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


ÚLTIMA CHUVA DO ANO DE 2019
Intemporal e tropical
Intermitente
Intransigente
Persiste em chover persistente.
Chuva que cai das nuvens nubladas
Em pluviométrica desmedida
Enche os pluviômetros de toda gente.
Fonte inesgotável que dos rios subiu ao espaço
Em três quatro cinco mil pés de altitude norte.
Está tudo entrevado
Até as centopeias.
Não posso nem perguntar ao caracol
Se a maré enche ou vaza.
A lua não sei por onde se esconde
Sumiu no quarto crescente
Ou no quarto minguante.
E toda a gente no quarto da cama
Só na manha manha!
A ossatura e a teia muscular cartilaginosa emperradas.
O jeito é tomar vinho chileno da Cordilheira dos Andes.
Vem quente que vem fervendo.
Belém está paralisada
Enclausurada por água de cima
Água de baixo águas das laterais
E dos canais
Entupidos pela ignorância crassa.
Agora vejo ondas de cupim de asas
Voando aleatoriamente sem saber onde fazer o novo ninho.
Chega-me notícias que o púlpito do Padre Antonio Vieira está no fundo
E os sinos não tangem mais.
Chove chuva em chuvarento aguaceiro.
Qualquer alagamento na metrópole da Amazônia
Não é fantasia.
A verdade que se diga imparcialmente
Não quero ver nem ouvir notícias do bico crassirrostro da Liberal.
A culpa não é do São Pedro nem do Prefeito Municipal.
Uma cutimbóia verde
Entrou no buraco do tatu:
-Paidégua! Essa bola é do Flamengo!
Passarinhos nos ninhos
Planetários do amor.
GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE HESÍODO
Primeiro poeta arcaico
Hesíodo da Teogonia.
A origem dos deuses-magos
Lícitos sem fantasia.

Eu sou o sol do jardim
Pois sigo as lições da Musa.
És a Rosa meu festim
Deusa real não difusa.

Eu nunca que fico triste
Porque me fazes feliz
Desenhas meu coração.

O Amor arquiteta o cosmo
O mal faz mal a si mesmo
Aedo canto tua canção.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE ESOPO
Ágil escritor de fábulas
De personas animais
De razões postas nas tábulas
e de sensos magistrais.

Do mais simples à verdade
Lenitivo da justiça
Lição de moralidade
Afastar-se dessa liça.

Ouro não dá liberdade
Domina a força o leão
No poder da Natureza.

Não é nobre a maldade
Raposa é astuta no chão
Na lida a formiga alteza.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PTOLOMEU
Ptolomeu da astronomia
Descobriu muitas estrelas.
Deu a lume o Almagesto
Pacto de sabedoria.

A Terra é o centro do céu
Sua órbita lua marte sol...
Em cada astro um farol
No vento veloz corcel.

Todos movem-se os planetas
Nos eventos a ventura
Sob os ventos de monção.

Nos caminhos das estrelas
Rastros na terra-natura
Levito fora do chão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


QUADRINHAS DA TIA OLGA
Saudade sempre sentida
Na alegria e na dor!
Filigrana bem tecida
No coração por amor.
++++++++++++++++++
Saudades daqueles olhos
Daqueles lábios em flor.
Foram eles os abrolhos
Onde ficou meu amor.
++++++++++++++++++++
Trovas são dos trovadores
Do país de encantos mil.
De singelos cantadores
Deste pujante Brasil.
++++++++++++++++++++
Tantas são as ilusões
Que nos enchem nossas vidas.
Enfim nossos corações
Nem sempre lhes dão guaridas.
++++++++++++++++++++++++
Versos! É fácil fazê-los
Basta ter inspiração.
É simples também dizê-los
Basta ter o coração.

OLGA PARENTE DE ALMEIDA
1976


Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
SONETINHO DE HERÁCLITO
Heráclito da dialética
Filósofo unitarista.
Tudo muda não repete
Tudo flui à nossa vista.

E tudo provém do Um
E o Um provém do todo.
Toda coisa é incomum
O Um é também o fogo.

O frio se opõe ao calor
Todo dia o sol vem novo
Também muda a alvorada.

Este embate tem valor
O todo é o todo do todo
Nada é o nada do nada em nada.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE EPICURO
Epicuro “O camarada.”
Filósofo do prazer
Do manter a dor finada
O maior bem é viver.

Viver a vida feliz
Na quietude da mente.
A saúde se bendiz
Em sintonia contente.

No prazer reside o bem
N’alma sem perturbação
O espírito é bem sereno.

Amigos nos entretêm
Com humor no coração
Ser feliz é o bem supremo.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE ARQUIMEDES
Arquimedes pensador
Da roldana à espiral
De empuxo revelador
Na esfera equatorial.

Nesse corpo flutuante
A palavra equilibrada.
Do amorado centro avante
Em cintilante alvorada.

Vibra o verso na alavanca
E mobile move o mundo
O ponto de apoio celebra.

O brincar também encanta
Rola no roldar rotundo
Descobri o segredo. Eureka!

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PITÁGORAS
Número por tudo em tudo
Soma do todo em essências.
No tique da arte no ludo
E nas contas das ciências.

São sete astros sete musas
Estrelas virgens do céu
Sete planetas nas fusas
Nos sons da lira no vergel.

Na vida da terra a base
Arca-se na matemática
Incansável carrossel.

Harmonia via da sintaxe
Ondeia na ordem acrobática
O alfabeto vara o céu.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Nobre Poeta Garibaldi. "...são sete astros sete musas....estrelas virgens do céu. ...Sete planetas nas fusas....Nos sons da lira no vergel. ,,,,belíssimo soneto. 
. NOBBRE RESPEITOSO POETA. AMADO AMANTE CANTA RC...OFECO ATI TA ENTAO....FELIZ NATAL.......
. Por favor, que sig. "ludo" no poema?

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
SONETINHO DO BELVEDERE
Bela vista belvedere
Miro ao longo horizonte.
Sibilino e sonoro éter
Não vejo nenhum arconte.

As nuvens são artesãs
Sem os poderes divinos.
Belas princesas louçãs
Na recriação dos destinos.

Nesse cosmo de nobreza
O caos modela a matéria
Alma viva do universo.

O acaso tem a alteza
Na luz da unânime esfera
O sétimo céu mira o verso.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE SÓCRATES
Enigmático filósofo
De Atenas Grécia Antiga.
Todo diálogo é um ósculo
Que a própria vida elucida.

O homem em si é a verdade
“Em Conhece-te a ti mesmo.”
A virtude é claridade
Tão sensível como o afresco.

O sábio sabe o que ignora
A vida tem dois caminhos
Meus ditos não refarei.

Viver é na morte afora
Ser filho dos mesmos ninhos:
“Só eu sei que nada sei.”

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE TALES DE MILETO
Tales primeiro filósofo:
O tempo tudo revela.
O sol ilumina a lua
Como a luz de toda estela.

Causa primeira: a razão.
A água é causa da vida
De independente acolhida
Saber não é devoção.

Os deuses são nas sementes
Também no imã mora a alma
Porque ele move o ferro.

Nossas almas são florentes
Tão abertas quanto a palma
A terra vive no eterno.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE JULIANO
Juliano severo apóstata
Imperador pagão místico
E sábio bem claro agnóstico
Noto escritor estilista.

Toda luz desce do céu
O Rei Sol é poderoso.
Abre em leque o longo véu
Vem ricamente operoso.

Cremos nós na divindade
No Zeus grego e divino Hélio
É deles a criação.

Sem sabermos a verdade
E nesse aturado prélio
Cada qual tem sua razão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE LUCANO
Marco Lucano poeta
À luz da sua Pharsalia.
Bom romano que reflete
Em todo feito a acendalha.

A última pena a morte
Não tem marcos a grandeza.
Não teme o varão forte
No silêncio sua alteza.

O que é de muitos crime
Sobeja sem punição
Valor não se une ao poder.

Ser épico é ser sublime
A morte é prêmio ovação
Corto as veias pra morrer.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE OVÍDIO
Poeta romano do amor
De fluxo mais elegante.
Da mitologia o valor
A narrativa triunfante.

Ao calor metamórfico
Arte amatória do amar.
Pro amor não ser amorfo
Em arte se desfrutar.

Na cosmologia do mundo
Toda mulher tem um traço
Da mais singular beleza.

No imaginar mais profundo
Amar para ser amado
Em literária realeza.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE LIVIO ANDRONICO
Lívio grego de origem
O tradutor da Odisseia
Do Grego ao Latim virgem
Mais que brava epopeia.

E nasce a épica romana
Do primeiro tradutor.
O Lácio respira fama
Ao gosto do imperador.

Luze a Eneida de Virgílio
Abre a flor ao recriador
À poética latina.

O Lácio enlaça o idílio
Ao calor do mais amor
O imaginar se ilumina.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PLUTARCO
Plutarco historiador
E sacerdote de Apolo.
Viver é amar com amor
Na terra um polo outro polo.

Duas almas varrem o mundo
Uma é boa a outra é má.
A mover o desaprumo
A matéria no mafuá.

Só existir não é viver
Viver é vida na mente
Fogo aceso a desfrutar.

Sem a natureza o ser
A avareza é delinquente
O desejo priva o gozar.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PAUSÃNIAS
Pausãnias da geografia
Narrou a Grécia Antiga.
Descreveu com simpatia
No helênico ser se liga.

A lenda o folclore a arte
Mito escultura pintura.
Arqueologia não descarta
Todos os rios da natura.

Aos olhos azuis de Athena
O ano todo há procissão
Dionísio leva a tocha.

Zeus caminha entra na cena
A cavalo o Posidão
A montanha fende a rocha.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE ESTRABÃO GEÓGRAFO
Só do mundo conhecido
Na geografia o tratado.
História cultura e lido
Dos costumes o legado.

Aqui vive o mundo antigo
Os rios montanhas o povo
A religião o inimigo
O saber que busca o novo.

Corinto tem dois portos
É cidade muito rica
Dos mares revelação.

Encimada tem dois pórticos
É cidade grande infinita
Bem grande a solidão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE XENOFONTE
O filósofo da história
Estilo certo e elegante.
Das batalhas a memória
Na palavra mais brilhante.

Nada forçado é bonito
A palavra nos ensina
Em doce som o bendito
Estimula a nossa sina.

Indagar é ensinar
certo somos o que lemos
paixão amizade amor.

Muito é fútil se orgulhar
Sem saber o que perdemos
Mágoa só nos traz a dor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE ÉSQUILO
Versátil e pinturesco
Poeta de sopro épico
De heroísmo gigantesco
Em dramas de ímpeto homérico.

É na guerra que a verdade
É sempre a primeira vítima.
O poder não tem piedade
Na palavra não legítima.

O falso não mostra o que é
Ao destino o ser será
E vem o fatal eterno.

A míngua dá o alamiré
E a boa vontade virá
Com o saber mais esperto.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PÍNDARO
Píndaro poeta olímpico
E das odes o mais lírico.
Da palavra o mais exímio
Triunfo do panegírico.

Tem a força do leão
A prudência da serpente.
De elaborada razão
Na linguagem nubente.

Sem os cantos do poeta
A flor fenece em silêncio
Não morre a sabedoria.

Essência do ser atleta
Da disputa com incenso
És tu viril maestria.

SONETINHO DE ARISTÓTELES
Lógico! Só existe um mundo.
O saber prova a verdade.
A base clara vai fundo
O sábio fica à vontade.

A ordem é sistemática
De belo e raro esplendor.
Nasce a flor matemática
Na ciência faz mais calor.

Nossa marca é a matéria
Nossa forma universal
Mundo prático e sensor.

Sensação que vem na artéria
Nela o primeiro floral
Na memória o nosso amor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE ARISTÓTELES l l
O poético é imitação
O poeta é imitador.
Mimética da razão
Nos sentidos do leitor.

Símile no figurado
No mundo da fantasia
De semelhante apanhado
Inerente ao dia a dia.

Realidade não real
De persistente criar
Na linguagem em ação.

Do servir universal
Vir a ser do procriar
Purgatório da emoção.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DO MITO DA CAVERNA
A caverna é este mundo
Que o senso comum ignora.
É de gente gemebundo
De ignaro saber caipora.

Nas sombras acorrentado
À luz do fogo-fogueira.
Vê o mundo colimado
Não real em vil cegueira.

Ideal é o senso crítico
Sem as projeções de crenças
Na luz solar da razão.

Que livra o homem paralítico
Ser livre de desavenças
Com a luz do sol brandão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE PLATÃO
Quem que se vence a si mesmo
Traz no peito essa vitória.
A virtude não vem a esmo
Nasce da harmonia a glória.

O ser deve transcender
O corpo no espaço físico.
A vida em raro saber
Noutro mundo metafísico.

É no mundo inteligível
Que sobeja a forma essência
Estância do além razão.

Aqui no mundo sensível
Mundo que é só de aparência
É ilusório o coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DA PAIXÃO
O poeta vive a paixão
É ser por ela animado.
Vive em si no coração
Move o mundo com cuidado.

Nasce o amor e vem na frente
Já traz a vela enfunada
E se solta tão contente
Logo chega a passarada.

O poeta sente o vento
Mas o vento ele não vê.
A canoa avança ao mar.

A vela passa no tempo
Não vaga a sorte a mercê
Veleja o amor navegar.

SONETINHO DE SÓFOCLES
Sófocles poeta trágico
Dramaturgo ateniense
Do homem como ser mágico
Do destino a malavença.

Destino fatal do herói
Drama no plano do humano
Que o sofrimento destrói
Não resiste a tanto dano.

Nosso drama em si se clama
As pessoas são como ser
Vida no centro do mundo.

O tempo no tempo derrama
Revela a todo viver
Só o amor é mais profundo.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE EURÍPEDES
Poeta trágico Grego
Dos negados e vencidos.
Daqueles sem aconchego
Das almas os desvalidos.

Pacifista e pensador
Da vida nua cruel drama
Realista da grave dor
No enredado véu da trama.

O meu coração não jura
É melhor guardar silêncio
Nada fica sem mudar.

O Canto Coral augura
O tempo fala em consenso
E voa e vem nos buscar.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE TUCÍDIDES
Esparta versus Atenas
Guerra do Peloponeso.
A vida sem vintenas
Padece a gente sem vezo.

Tucídides escreveu
Em estilo denso e nítido
De retórico Liceu
Realista livre conciso.

A guerra é severa mestra
Do ser livre nos alvores
Quem estuda vai avante.

A burrice audaz canhestra
Fulmina sempre os atores
De imortal agonizante.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DO AQUELÓ
Mais antigo rio do mundo
Filho do Grande Oceano
Da luz do Sol e da Terra
O rio mais mirabolano.

Se transmudou em serpente
Depois em forma de touro
Querendo ser mais valente
Mas ser rio vale mais ouro.

Nas formas lutou com Hércules
Por Hércules foi vencido
Por motivo dos amores.

E ficou Pai das Sereias
Dos namoros com Calíope
O mais lindo Rio das Flores.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE HERÓDOTO
Heródoto de Helicarnasso
O Pai Criador da História.
Em estudos apurados
Pôs os fatos na memória.

O mal com mal não se cura
O perigo ronda os tempos.
Onde a astúcia mais se apura
Contrária à força dos ventos.

Engana-se a multidão
O nada em si mesmo peleja
Nem mesmo o céu se salva.

Tão somente a Educação
A pena de nada almeja
Chega até à Estrela Dalva.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DA ADIVINHAÇÃO
Astros o céu terra e mar
Linhas da mão e semblantes...
Alma e laços do sonhar
De espíritos debutantes.

Passa a marcha vai avante
Viva vida a cogitar.
Em galope murmurante
Onde o viver vai chegar.

E se busca uma deidade
Para induzir o presságio
O segredo do futuro.

Bruxuleante claridade
Tremeluz nesse apanágio
Do tão vacilante augúrio.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DAS SIBILAS
Por livre querer de Zeus
Profetisas exaltadas
Leem do mundo os himeneus
Em palavras bem versadas.

Enigmáticos oráculos
Em silvo cicio assobio
Os fatos veem colimados
No poder de tal feitio.

Délfica Pérsica Líbica
Eritréia e de Cumas
Em mil textos sibilinos.

Escrita em nós vivifica
Nossa vida predirá
Nesses livros dos destinos.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DOS ORÁCULOS
Nas artes divinatórias
Acenos para o futuro.
À busca de uma resposta
A descobrir o obscuro.

O oráculo vem falar
A divindade alumia
O mito a divinizar
Numes de sabedoria.

Interpreta o sacerdote
O deus ou deusa escolhido
Pelo consulente sem viso.

Vem o destino a galope
Dito o bem ou mal libido
Se o vivo será vencido.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE CRONOS
Cronos ágil Deus do Tempo
Rege todos os destinos.
Aventa o dia sopra o vento
Todos ventos viperinos.

O tempo a tudo devora
Carrega o tempo oportuno.
Impertinente ao tempo-hora
No passado e no rotundo.

Rugidos de mau agouro
Inclemente e viperino
E soturno tudo explora.

Secreto e sempre obscuro
Tem asas foice e aquilino
O tempo a todos devora.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DO DESTINO
Soberana divindade
O Destino vem do Caos.
Nasce da Noite eterna
No céu mantém o caudal.

E impera em toda a Terra
No céu no mar e no inferno
O fato fatal encerra
Até Zeus é subalterno.

Não revoga a decisão
O destino é poderoso
Cego nada vê a vista.

Tem a Terra sob os pés
A sorte está decidida
Nada cede o fatalista.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DA NOITE
Deusa das trevas a Noite
Filha da Terra e do Céu.
A Noite nasceu primeiro
Do Caos veio o sol donzel.

No Éter vive o Destino
Na terra procria os sonhos
O sono da morte o ninho
Dos caminhos mais medonhos.

Canta ao bom siso a coruja
Bacurau de olhos acesos
Tece desejos à lua.

E noturna e taciturna
Paira uma bela princesa
De asas de morcego e nua.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Muito lindo, a noite azulada com suas Estrelas brilhando em companhia da Lua, formam um ESPETÂCULO maravilhoso com a Deusa da terra e do CÉU. Sentimento de um poeta inspirador.

SONETINHO DE CIBELE
A mágica Mãe dos Deuses
E da fértil Natureza.
Mãe Terra de todos seres
De efusiva realeza.

Na fronte a tenaz Coroa
Feita do nobre carvalho
De forte vigor ressoa
No seu poder de agasalho.

Tesouros a Terra esconde
Todo solo é frutuoso
No semear a semente.

E mesmo sendo recôndito
Um tanto misterioso
Nada encobre onipotente.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE PROMETEU
Prometeu Titã do Olimpo
Roubou dos deuses o fogo
Para dar poder ao povo
Zeus achou o fato ímpio.

Veio o célebre castigo
Zeus mandou acorrenta-lo
No alto píncaro do Cáucaso
Em completo desabrigo.

E todo dia vinha uma águia
Do Titã comer o fígado
Mas o órgão sempre voltava.

O povo aprendeu a pensar
Pouco dura tal castigo
Volta a vida se animar.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DO DIONISO
O Deus do vinho Dioniso
Das festas do amor vagantes
O vinho liberta o espírito
Das Ninfas Musas Bacantes.

Centauros Pastores Sátiros
Nos prazeres da orgia
Fluem banquetes lunáticos
Erotismo e fantasia.

Êxtase loucura e sexo
Libação do doce vinho
Em excesso liberado.

Evoé! Gozar em plexo
Dança de tambor e lira
Prazer supremo bem nato.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DA LUZ
“Vi claramente visto o lume vivo.”
LUIS DE CAMÕES

Em clara vista que aclara
O mais claramente vi.
E vejo o que já avisto
Lume lúmen que senti.

Luze na candeia tua voz
Acende a tua tez acesa.
Vejo e alvejo e seduz
Alta-me em régia alteza.

E cintila o brilho e fulge
Brilhante em teu clarão.
Reflexo candente surge
Em luzente reflexão.

Lume que vivo mais vive
Fúlgido quer com fulgor.
Às estrelas sobe em aclive
Fulgente esplende teu amor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE HEFESTO
É Hefesto o Deus do Fogo
Do metal e dos ferreiros.
Artesão na forja o jogo
Do ferro bronze e braseiros.

Mestre na fusão de armas
Espadas cetros de prata.
Coroas dos Deuses de ouro
Em qualquer metal engata.

Como o Palácio do Sol
Tudo ajustado na forma
Deus escultor do vulcão

Mimos às Deusas de escol
De martelo e de bigorna
A tenaz no coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE ARES
Ares o Deus das Bravuras
Filho de Zeus. Deus da Guerra
Bravo vive de aventuras
No mar no céu e na terra.

Nasceu do pólen da Flor
De Olene passada em Hera.
Portava a espada do amor
O escudo que mais venera.

Marcha a longos passos largos
Quirino conduz a espada
A armadura de latão.

Viril amante galhardo
Alvo de tanta laçada
No florado coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Uma Crítica:

Caneta azul
azul caneta.
Quanta besteira
neste planeta


gnp


. Concordo plenamente com vc!
. Kkkkk verdade Prof.
.  Naquela época Stanislaw Ponte Preta já dizia; festival de besteira que assola o país (Fbapa)!
. Falta-nos mentes inteligentes, enquanto isso... Haja besteirol!!!!
. Besteira é pouco, amigo.
. E como!!! prá observar uma imbecilidade desta só vc sábio poeta
GARIBALDI PARENTE.
. Parati Rosas

SONETINHO DE POSEIDON
Homem forte feito touro
Rei do Mar manda trovão.
Fortaleza que vale ouro
O tridente que pendão!

No oceano faz morada
Na flor d’água põe tormento.
A Sereia sua namorada
No soberano aposento.

Vingativo mais violento
Da tempestade e tormento
Do terremoto convulsão.

Poseidon dos marinheiros
Afastava os nevoeiros
Também tinha coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE HERA
Hera desposou a Zeus
Seu irmão gêmeo de gema.
O casório mais solene
Na beleza suprema.

Mas logo veio a discórdia
De Zeus o namorador.
Chamas em flamas mixórdia
Mortos o amor e o humor.

Da querela a agitação
Das nuvens do ar e do céu
Escuro e ameaçador.

No reino não há perdão
Foi-se a beleza do véu
Terra de ouro sem valor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Com teus poemas sempre aprendo vocabulário, e neste, "mixórdia".

SONETINHO DO OLIMPO
Depois do infinito Caos
Nasce o Dia...o Céu a Terra.
Zeus constrói o Palácio
A ele consagrado Olimpo.

Nesse empíreo nasce o fogo
Dos doze Deuses poetas.
E sobre a pira do mundo
O mundo em si se concreta.

Poetas de destemor
Lutam por bem contra o mal
Contra os ferozes gigantes.

Pelo amor com mais amor
Contra a intempérie do val
A vida vai vante avante.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Poesia tão límpida e majestosa quanto o Olimpo!!! 
. Bela imagem arrasou poeta como sempre abraço.
Boa noite querido poeta
. Estamos de mal? Interessante não lembro se fizemos o juramento dos definhou...
Parati
. Digo dos dedinhos..
( Correção )
Parati
. Lindo, parabéns.

SONETINHO DA AURORA
Aurora irmã do sol
Irmã da prateada lua.
É mãe de todos os ventos
Astros estrelas Lúcifer.

Raptou Céfalo Orion Titono
E outros só para ama-la.
De lança na mão irrompe
Do seu palácio de prata.

Corre no carro de fogo
Lampo veloz e gigante
Aos poucos retira o véu.

Sobe com denodo e arrojo
Ao destino do horizonte
E ergue o troféu no céu.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE HÉRCULES
Filho bastardo de Zeus
E da mortal Alcmena.
Do guerreiro mais viril
O poder que a força encena.

Humano ser e divino
O herói matou o Cão Cérbero
Matou a Corça Cerínia
Matou o Leão da Neméia.

E matou todas as feras
Que assolavam os Tebanos
Herói do bem pelo amor.

Mas morreu envenenado
Pela esposa Dejanira
Só por ser namorador.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Lindo poema! Fica também um alerta aos maridos "Hércules", de plantão:Cuidado! As esposas"Dejanira"existem ! Andem na linha heim! Kkk

SONETINHO DE FAETONTE
Filho de Hélios o sol
Faetonte “O radiante.”
No Palácio Fulgurante
O Carro de Ouro de escol.

À luz sempre luzidia
De impávido resplendor.
Faetonte muito queria
Guiar os corcéis de fogo.

Hélios não podia negar
Na imperícia o desastre
A terra virou um caos.

Frio e calor trovoada
Zeus com um raio certeiro
Matou Faetonte no sarau.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Porque te inspira tanto a mitologia? Tens feito poemas muito bons com o tema . Parabéns! Boa tarde!
.  Linda linda e linda...
Parati Rosas

PASSARINHO CANTADOR
Passarinho cantador
Canta a salva da manhã.
Estrela Dalva do alvor
Deusa do sol talismã.

Passarinho cantador
Canta a Estrela Vespertina.
Vésper noturna de esplendor
Brilhante em si paladina.

Passarinho cantador
Conforto do meu solaz.
Recreio da minha dor
Dia e noite vivo em paz.

Passarinho cantador
Ala-me até ao teu ninho.
Lavrar no céu trovador
O luzir do teu fascínio.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


SONETINHO DE NARCISO
Narciso belo e soberbo
insensível ao amor
repeliu a bela Eco
ninfa de encanto e fervor.

Ao passear pelo bosque
Narciso chega a uma fonte.
Virgem límpida disposta
Na face d’água sua fronte.

Apaixonou-se por si
No fogo seu em desejo
A vista em contemplação.

Delírio e frenesi
E mesmo em si dá-se um beijo
E morre do coração.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Gostei muito do seu sonetinho. Boa tarde!
. Poeta ele morre depois do beijo como podemos nos apaixonar tanto assim ficou belíssimo poeta.
. E morre do coração.

SONETINHO DE MIDAS
Rei da Frigia das riquezas
E das moedas de ouro.
Um dia se encontrou com Baco:
- Quero aumentar meu tesouro!!

Baco então deu-lhe esse dom
E tudo que Midas tocava
Logo virava ouro bom.
Pegou na maçã: tudo ourava

- Não posso comer!! Tudo ouro!
E pra seu cru desvario:
- Baco! Tira-me esse dom!!

Baco Rei do vinho bom:
- Sim. Vai banhar-te no rio!
Nem tudo que brilha é ouro.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Nem TUDO QUE RELUZ E OURO....

PICAPARA
Ananaí do igapó
Beira rio ananaí.
No bocó do cafundó
No meio do parinari.

Que patinho mergulhão
Foge bem da sucuri.
Se mete no juquiri
Se livra da congestão.

Fulica futrica o bico
No lago no igarapé.
Se mexe no mexerico
Não anda no contra-pé.

Vive de bico vermelho
Mariscando pra valer.
Olho d’água vê no espelho
Caçar parece lazer.

Ananaí do igarapé
Do igarapé ananaí.
Não dá pé de marcha ré
Só não come sambaqui.

Perto canta a saracura
Também canta a siriema.
Varja não fica panema
Viva vida de aventura.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Lindo poema! Linda ave!
. Gosto da sonoridade do poema, mas case todo o vocabulário me é desconhecido...
. Amo o picapara...
Tinha que ser do meu poeta preferido...
Parati Rosas
. Amei o poema.
Ficou imaginando estar em um lugar semelhante ao da foto ouvindo o canto dessas aves.

PIRIPAQUE
Piri-piri paque-paque
Deu ataque no coração.
Súbito mal em destaque
Fricote dá convulsão.

Cara branca de histeria
Ziguezira tique-taque.
Ai! Treco-treco agonia
É faniquito de araque.

Piri-piri serelepe
Paque-paque dá chilique.
Agitado trepe-trepe
Caxinguelê tremelique.

Choque de nervos achaque
Mal de espírito frescura.
Há remédio no almanaque
Fru-fru é troço de loucura.

Não determina o derrame
Vem miúdo badulaque.
O coração em desmame
Picapara em piripaque.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. De vez em quando da vontade de ter uns piri-piri desses.Principalmente depois de um dia cansativo de trabalho, pegar um trem lotado pra voltar pra casa!

SONETINHO DO AREÓPAGO
No alto do outeiro de Marte
Em Atenas a transparência.
A céu aberto em toda arte
Juízo retidão ciência.

No ar da Colina de Ares
Senso sábio de justiça.
Venerável sem alares
Sem maledicente liça.

Areópago supremo
Tanto quão diferente eras
Do meu Brasil de ladrões.

De malícias contra o povo
De vis impulsos de feras
No togado os galardões.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Com foto do Palácio da Justiça em Brasília/DF

. Gostei muito do poema! Essa foto ilustrou com perfeição à sua obra.Um país tão esplendoroso como o nosso, com tudo pra ser um país de primeiro mundo nos entristece com tanta corrupção, roubalheira e falta de carater de politicos mau caraters
. Vc é o poeta dos poetas parabéns.
. Parabéns Garibaldi eu já estava esperando esse poema obrigada poetinha
. Muito bem poeta parabéns.
PARATI
. Sem palavras pra te homenagear poeta arrasou parabéns.

PÃO DORMIDO
Joguei pão dormido
No telhado de casa.
Há uma árvore de jambeiro bem próxima
E frondosa e próspera.
Derrama seus ramos
Carregados de pomos
Jambos-maçãs vermelhinhos.
Eles acenam aos passarinhos.
Pipira soí sabiá bem-te-vi...
Eles pinicam primeiro o jambo.
Depois descem ao telhado.
Piriripipi canta a alegre rolinha
Ao comer os fanicos de pão
Deixados pelas algazarras aladas.

Pão-santo!!
De Santo Tomás de Aquino
Eficientemente nobreza
A razão é da NATUREZA.

GARIBALDI NICOLA PARENTE


UM GRÃO DE AREIA
Um grão de areia
Basta-se para servir à poesia.

Não por ele ser grão
Minúsculo
Ou maiúsculo como em Grão Pará
Ou Grão Duque dos Anzóis da Freira...

Esses Grãos
Dizem ser graúdos.
Mas o grão de areia
É grão por ser piquixitito
Tadinho de zinho.
Um simples grão de sílica insigne
Incolor inodoro insípido
Tão grande quanto as estrelas.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Podemos encontrar poesia em coisas ínfimas.O que vai contar é a ótica com que se contempla!!! Gostei muito!!! Parabéns!
. Que bonito querido poeta!
Beijos de luz!
. Este poema vem carregado de lirismo, belíssimo, nada cerebral como os outros.
. Lindo poema e boa noite.

Garibaldi Parente sobre um convite:
Sobre convite da Academia Literária Paraense Interiorana, como novo presidente dessa Academia:
. Parabéns professor!!!
. Parabéns! Estarei lá para prestigiar meu grande amigo Garibaldi.
. Parabéns amigo Seja muito feliz nesse novo desafio na sua caminhada.
. Parabéns Garibalde! Amigo , colega , pela excelente escolha do seu nome à Academia Paraense Literárias Interiorana! Parabéns ! Sucesso !
. Obrigada pelo convite .
. Parabéns, você merece muito mais Deus te abençoe sempre abraço.
. Se eu estivesse no Para iria prestigiar. O prof. Garibaldi Parente, além de ser um poeta sempre foi um incentivador do movimento artístico e cultural em Abaetetuba e no Para. Sucesso no seu mandato. Um forte abraço.
. Parabéns ao professor Garibaldi Parente, e a toda nova Diretoria constituída com outros abaetetubenses célebres e q enchem de orgulho o nosso município.!!!
. Parabéns primo Garibaldi.
. Parabéns! Sucesso a nova Diretoria !
. Meus pêsames professor pelo falecimento de sua irmã Marcela Josefina Parente.
. Nobre seu trabalho e merecido reconhecimento, parabéns querido.
. Vou lhe abraçar no dia 12/12/1919.
. Legal Joaquim. Te espero.
. Garibaldi Triste com a partida da marcela ...no CÉU ROGANDO POR POR NÓS.
. Parabéns! Estarei lá para prestigiar meu grande amigo Garibaldi.
. Parabéns! Você merece.
. Bom dia Ir. Utilia.
GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE SÓFOCLES ll
A mente aberta do sábio
Quer muito mais aprender.
O céu visto de astrolábio
Lume na vida o viver.

O medo ruma ao rumor
O silêncio faz ameaça.
O alarido traz desgraça
O pugnar vive da dor.

Quem não procura não acha
E tudo fica perdido
Não há céu alter da terra.

E Zeus por nada despacha
No pessimismo incontido
Só o amor vence a guerra.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DE ÉDIPO
Filho de Laio Rei de Tebas
E da Rainha Jocasta.
Do Oráculo a maldição
Na tragédia que se engasta.

Moço criado por Políbio
Não os conhecia seus pais.
Quando soube a profecia
Em transe perdeu a paz.

Matou-o a seu pai o Laio
Casou com sua mãe Jocasta
A concretar a sua sina.

Vem o destino de soslaio:
A mãe se mata em engasgo
Cega-se Édipo fulmíneo.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

SONETINHO DA METÁFORA
Dama e deusa do poema
Em sintática magia
Sintoniza como emblema
O poder da analogia.

Vulto do pequeno mundo
Da grandeza do universo.
Evoca o ser mais profundo
Estrela no sonar do verso.

Eternamente brilhante
Alta vive perto brilha
No éter dispõe a diáspora.

Sonora voz que sonante
Vai além da maravilha
Em nós delira a metáfora.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
. Que ternurinha parece até uma canção, fico feliz.
. A seu eu pudesse pegar essa estrela.......!! 
. Sensacional!
. Maravilha!
. Muito lindo poema.

SONETINHO DE TESEU
Teseu herói façanhudo
Do peito forte aplicado
Músculo teso e maçudo
Com a espada mais bravo.

Teseu partiu para Creta
Salvar os jovens de Atenas.
Em façanha alta faceta
Sentido que a luta engenha

Foi direto ao labirinto
Contra o comedor de gente
Em áureo prélio dourado.

Num golpe certeiro e findo
Degolou o vil monstrengo
O gigante Minotauro.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Lindo poema!! Parabéns!!

SONETINHO DE PERSEU
Pelos deuses bem amado
Dos gregos grande guerreiro
Das nuvens de Zeus gerado
Aos sonhos de ouro monteiro.

Foi com o espelho de Atena
O capacete de Hades.
As aladas asas de Hermes
Em versáteis lealdades.

Protegido e bem armado
Foi cumprir a sua missão
Contra a maldade profusa.

Pra não ser petrificado
Lutou com o coração
Herói que matou Medusa.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Adorei quando assisti o filme e o Perseu matou Medusa! Parabéns! Boa tarde!
. Hermosa poesía...

POEMA DA COBRA
O poema é uma serpente
Que serpenteia no chão.
Faz meandros em si mesma
Vai avante em direção.

E vai vai se avantajar
Bamboleando mesma em si
Cobra Grande ou Sucuri
Vai em si em si voltar.

Pronta no tônico acento
Vai e volta verso a verso
Serpeando no aventar
Uma vive no universo.

E quando para se enrosca
Do balanço cardinal
Em atalaia se embosca
O poema não tem final.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Adorei o poema mas tenho pavor de cobras!



QUEM SABE FLORIR ALCANÇA
Flora floresce no campo
No seu renovar-se flor.
Florada flor desse encanto
Campesina flor do amor.

Flor que se flora e florida
Aflora também em cor.
Ó florente flor da vida
Lida de faina e labor.

Eternizada nos lumes
Eterna vem reflorir.
Não se fana de queixumes
Luze-luze no porvir.

Flora a flor no perfume
Chama o alegre beija-flor
Nunca morre de ciúme
Vive na chama do amor.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Recitando poema no evento no cartaz,
no Sesc Boulevard Belém, Docas:
. Não trava a língua?
. PRABENS POETA PARA BENS LINDA DECLAMACAO..SENTI FIRMEZA....
. Alô meu irmão um abraço.
. Parabéns professor.
. Parabéns Deus te abençoe sempre professore.
. Sublime!
Bom dia Poeta!
.  Parabéns meu orientador lindo!
. Amei
. Maravilhoso!
Falar e viver com a natureza é um dos melhores bens da vida!
Precisamos somente cuidá-la e preservá-la!
Parabéns professor!!!
. Parabéns, poeta e Professor
. O Sr é o CARA!
. Aprendi o significado de "faina". Na foto estás a recitar poemas?...
. Deus te abençoe nosso poetas mais inspiração.
. Belas aliterações...
SONETINHO DE PANDORA
Zeus criador de Pandora
Deu-lhe uma vida formosa.
Primeira mulher da flora
E muito bem curiosa.

Deu-lhe Zeus um grande vaso
E deu-lhe a sabedoria
Identidade bonomia...
Nada foi feito ao acaso.

E Pandora abriu o vaso
Saíram todos os males
Porém ficou a esperança.

Só de esperança sem azo
Nuvens não pairam nos ares:
Quem trabalha sempre alcança.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Um lindo poema! A esperança é que nos move a cada manhã!
. Gosto de todo, mas a borboleta fascina-me.
. Muito bonito . Amei
SONETINHO DA EUROPA
O triunfo de um grande amor
Através de sábia atração.
O estratagema é capaz
De conquistar afeição.

Zeus fingindo-se num touro
Raptou a linda ninfa Europa.
Flores... um laço de louro
Arrebatou-a em pia glória.

Europa esposou-se a Zeus
O Rei de todos os reis
Retomado homem ao ser.

A vida na terra Eleuses
Sem os mistérios das leis
O amor sempre há de vencer.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. O amor sempre vai triunfar sobre qualquer outro sentimento! Boa tarde poeta!
. Parabéns,  lindo!
. Europa não é o nosso continente, é uma ninfa...
Verdade meu conterrâneo e presidente Garibaldi.
O AMOR é a sustentabilidade da humanidade!!!....
. Dona Europa, também tem uma história. E que bom que é uma linda história de amor.!!!
. O AMOR sempre há de vencer!
. Parabéns professor pelo seu despertar obrigada
SONETINHO DO CAOS
Quase matéria vagante
Na vaga forma do tempo
Explodiu por desencanto
Do desconformado tempo.

E se juntou ao ajuntar
Os astros da divindade.
E nasceu Eros do amar
A povoar toda herdade.

E nasceu a terra Gaia
E Nix criou a Noite
E Érebo a Escuridão.

Vem o Éter do dia na raia
Do céu vem Urano afoito
Montes e Mar de roldão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Belíssimo!
. Maravilhoso
. A imagem é o SONETINHO DO CAOS.
. Excelente !
SONETINHO DO CARONTE
Caronte filho da noite
E também da escuridão.
O barqueiro do Aqueronte
Rio da tristeza e da aflição.

Caronte levava as almas
No seu barco para o inferno.
E cobrava a travessia
A moeda da dor eterna.

Submundo sem esperança
De chapéu e varejão
O Caronte impaciente.

Condutor de tanta gente
Nada sente o coração
A sombra que não descansa.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Bom diaaaa!!! 
. Ótimo final de semana!

. Bom dia, VC. é minha primeira leitora de hoje. Bom final de semana na terra dos sakuras.
. Consoante ou toante?
. R; Consoantes e toantes.
. Aprendi o sig. de varejão.
. Assustador esse anjo da morte!!
. Poema e imagem se completando.
. Sinistro ...
. Bom Dia Querido Professor Poeta 

. Quando criança tínhamos medo deste contos,  mais você contando ficou  belíssimo.
SONETINHO DO TOURO DE CRETA
Chifrudo com chifre de ouro
Touro branco veio do mar.
Cascos de bronze e revoltos
Delicados de domar.

Seduziu a Dama Europa
Com furor passional
Com Pasifae montou copa
Despe o desejo animal.

De instinto devastador
Não vence seu próprio ego
O mundo forja a ilusão.

Matéria que alça fervor
Luz que nada vale ao cego
Mal taurino da razão.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
Que poema heim!!!! Parabéns!
SONETINHO DA ESFINGE

Peito e face de mulher
No encorpado de leão.
Asas de águia mal-me-quer
Demônia da exclusão.

Enigmática do azar:
“Decifra-me ou devoro-te!”
Quem não: morria sem captar
Devorado em todo o corpo.

“Na manhã tem quatro pés
Ao meio do dia tem dois
E de noite tem só três?”

O homem!! Alegou Édipo.
A esfinge se degolou
E se engoliu a si mesma.

GARIBALDI NICOLA PARENTE

Distinção Artistíca recebida por Garibaldi Parente em Portugal
08/10/19?
. Merecidamente Mestre.
. Parabéns professor.
.  Concordo: em destaque POETA.
. Parabéns conterrâneo
. Parabéns, o Sr tem toda minha admiração!
. Orgulho para ABAETETUBA, PARÁ, BRASIL!
. Parabéns! Sucesso!
. Professor vc merece todo reconhecimento.
. Parabéns, meu querido professor! Você merece.
. Parabéns, Tio.
. Parabéns professor
. vc merece
. Professor meus parabéns
. Boa tarde Regina Parente. Obrigado.
. Parabéns poeta tudo de bom muito mais sucesso em sua vida vc merece
. Poeta de alto nível, parabéns!
. Caríssimo conterrâneo Garibaldi, Exmo. Presidente da Academia Paraense Literária Interiorana, parabéns por mais essa brilhante Vitória, escritor brasileiro & português;
sucesso sempre na caminhada das inspirações!
. Parabéns Gari....
. Muito merecido.
Muito obrigado
. Bravo! Nobre poeta...
. Parabéns! Agradeça a Deus este dom recebido.
. Boa noite Ir. Utília. Obrigado.
. Parabéns confrade Garibaldo, este prêmio é a recompensa pelo seu magnífico trabalho. A APLI se orgulha de seu futuro presidente! Siga em frente!
. Parabéns professor. Reconhecimento muito merecido.
. Parabéns. O mérito é todo seu.
. Parabéns primo. Muito merecidamente
. Parabéns professor!
Reconhecimento mais que merecido.
. Parabéns professor,poeta e ...vc é merecedor desta e demais.
. Parabéns Garibaldi Vc é merecedor desse título!
. Parabéns, primo!!! Fico muito feliz por você.

Teogonia – Orig dos Deuses
SONETINHO DE HESÍODO
Primeiro poeta arcaico
Hesíodo da Teogonia.
A origem dos deuses-magos
Lícitos sem fantasia.

Eu sou o sol do jardim
Pois sigo as lições da Musa.
És a Rosa meu festim
Deusa real não difusa.

Eu nunca que fico triste
Porque me fazes feliz
Desenhas meu coração.

O Amor arquiteta o cosmo
O mal faz mal a si mesmo
Aedo canto tua canção.

GARIBALDI NICOLA PARENTE
. Gostei muito! Parabéns!! Já aproveito pra te desejar um feliz ano novo!!Tudo de bom a vc e sua família!!
. Happy New Year  Garibaldi!
. Feliz Ano Novo  Garibaldi!

. Parabéns, primo!!! Fico muito feliz por você.

Blog do Ademir Rocha

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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