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domingo, 9 de setembro de 2018

Poesias de Alfred' Moraes - Poetas e Poesias

Poesias de Alfred' Moraes - Poetas e Poesias
Acima temos a foto do poeta Alfred' Moraes

Alfredo Pereira de Moraes, artisticamente Alfred' Moraes, nasceu em Abaetetuba na localidade Colônia Velha numa em 1953, numa época em que era difícil se chegar à sede do município de Abaetetuba, que ficava distante uns 12 km e, nesse local, desde menino, com 13 a 14 anos de idade já trazia tendências para a poesia, quando já escrevia cordel. Foi embora para Belém e aprimorou seus conhecimentos musicais com seu primo Osmar do Nascimento em 1974, que o apresentou a alguns colegas músicos como Catiá, Gino, Guaito, Cavaco e outros músicos de Belém. No Colégio Deodoro de Mendonça, onde ainda estudava o curso ginasial, conheceu o músico e compositor Pedrinho Cavallero, que com a força desse amigo começou a "fazer, refazer e resgatar" o que já tinha feito antes em termos de composições musicais, chegando também a criar sambas que fizeram muito sucesso e onde chegou a gravar discos. Entre seus sambas criou "Fina Louça", "Lágrimas e outros sucessos. Sua tendência musical é o "samba de raiz", onde já produziu sambas que até ganharam prêmios fora do Pará. Em Abaetetuba, junto com uma turma que tentava resgatar esse tipo de samba, ajudou a criar o grupo "Sandália de Embuá", que fez muito sucesso e apresentações em Abaetetuba e no Pará, inclusive com a gravação de disco e que perdurou por mais de 10 anos tocando o samba de raiz em Abaetetuba. Por conta de sua tendência poética e musical foi ganhando fama e muitos amigos no cenário musical do Pará. Sua marca registrada é um chapéu de feltro que sempre está com ele em todas as suas apresentações.

Algumas publicações a respeito de Alfred' Moraes:

ARTISTA DO MUNDO
Alfred’ Moraes, natural de Abaetetuba – (PA) é Poeta, Compositor, Escritor,
Músico e Produtor Cultural, escreve desde a adolescência, seus primeiros trabalhos foram 
publicados, de forma artesanal, em sua cidade natal aos 14 anos de idade. Em Belém teve 
suas primeiras poesias publicadas no Jornal “O Liberal”, nos anos oitenta, na coluna “Janela 
da Poesia”. Participou de eventos musicais e literários em diversos estados do Brasil e em 
Portugal, tendo sido premiado por diversas vezes. Possui mais de 60 obras literárias 
publicadas em Sites, Blogs Culturais e Antologias e mais de 50 músicas gravadas. Publicou 02 
livros: “O Filho do Brazônida” – 2011 e “O Mundo em Cordel” – 2015.

Dolorita Costa Parabéns querido conterrâneo Alfred sucesso sempre presente em sua vida! Abaetetuba é o reino poético e artístico heiiiiii!......
Ainda estamos recolhendo
material desse amigo.

O poeta Renato Gusmão escolheu Alfred' Moraes para fazer a apresentação do livro de poesias "Encharcada". conforme abaixo:
O projeto
Olá, sou o poeta Renato Gusmão, trago aqui para vocês o projeto do livro de poesia, Encharcado que está pronto para ser diagramado, impresso e lançado. Este sonho só se realizará com o apoio de meus amigos, admiradores e dos conhecedores da minha trajetória. Ah, também, de leitores ávidos por boas obras literárias. 
Sou poeta e compositor letrista, nascido e criado em Belém do Pará, entre o sumo e as raízes das mangueiras, samaumeiras e das palmeiras dos açaizais – eu que caminho sempre pelas sombras da nossa efervescente cidade, carrego no ombro, a vida, sempre a conduzir meus passos, por entre o calor e a chuva. Assim, toco meu barco pelas águas calmas dos igarapés que correm dentro de mim, singrando, singrando... 
Aqui apresento essa proposta que consiste em produzir, registrar, publicar e divulgar esse que será o quarto livro de minha trajetória literária, o qual marcará toda uma história sedimentada em 25 anos. 
O livro Encharcado contém 210 páginas; com o prefácio do escritor, cineasta, ensaísta e fotógrafo catarinense Tchello d’Barros; a apresentação é do poeta e compositor paraense Alfred Moraes e a capa do cartunista e músico paraense Biratan Porto; o gerenciamento da produção artística e do projeto gráfico, no que tange à diagramação, formatação, impressão da obra está a cargo da Editora Paka-Tatu.

Trecho da página ABAETETUBAR que inspirou o
poeta Alfred' Morais a escrever a bela poesia mais abaixo:
ABAETETUBA do trabalho, da persistência e da dedicação de seus filhos, se fêz o verbo: 

ABAETETUBAR Eu abaetetubo Tu abaetetubas Ele abaetetuba Nós abaetetubamos Vós abaetetubeis Eles abaetetubam.
"Há duas coisas que talvez possam salvar o mundo: A primeira seria uma bondade superior e uma grande generosidade. A segunda seria entender sua paixão pelo lugar onde você mora, amar de verdade o lugar onde você vive." 

Alfred' Moraes Olá Caro amigo Jaime
Se é pra Abaetetubar, então vamos de

Alfred' Moraes Olá Caro Heleno
Se é pra Abaetetubar, então vamos de

Tem muita cultura de Abaetetuba nessa poesia de Alfred' Moraes:


ABAETETUBANDIANDO
Da Colônia Velha, sou fruto e semente,
Que a brisa do tempo soprou para a vida;
Da praia de Beja, sou o sol poente,
Que solenemente descansa da lida.

Da Colônia Nova, sou a lua cheia,
Que à noite desponta como um sol de prata.
Lá do Pirucaba sou um grão de areia
Que a onda semeia entre o rio e a mata.

Sou a névoa branca do Açaí tuíra,
Que recobre o cacho de uma cor sutil.
Sou a correnteza do Maratauíra
Que ainda respira neste desvario.

Sou o cio das águas, na maré lançante,
Emprenhando as ilhas e os igarapés.
Sou uma viagem da Pacoca Errante
Sobre a borbulhante espuma das marés.

Sou o Boto amante, que se fez rapaz,
Com o chapéu de palha sobre a cicatriz.
Sou a Cobra Grande, que dormita em paz,
Sob os castiçais de bronze da matriz.

Sou o Curupira, legendário moço,
Sou canoa a remo e pipa de arrabalde,
Sou a calmaria de depois do almoço,
Feito água de poço quando sob o balde.

Sou o violão do eterno Chico Sena,
Não! Não baladeira porque bem-te-vi.
Sou a talentosa Dira Paes em cena
Uma artista plena que nasceu aqui.

Sou a poesia de João Paes Loureiro
Que nada no verso e mergulha na alma.
Sou a plenitude do miritizeiro
Que se doa inteiro caule, fruto e palma.

Do antigo engenho sou pura aguardente
Que, solenemente, brota do alambique.
Do MIRITIFEST, sou a fantasia,
Lúdica Magia de um brinquedo chique.

No fundo do casco, sou cuia pitinga,
Feito bomba d’água movida à munheca.
Na várzea baldia, sou um pé de aninga,
Que esconde a ginga quando a maré seca.

Sou farinha d’água na mesa repleta
De mapará fresco e camarão assado.
Sou o frenesi de gente e bicicleta
Na “Beira” repleta de fruto e pescado,

Sou ABA de estrelas no cocá brilhante,
Sou ETE guerreiro em seus rituais,
Sou TUBA e fui “Teba Tribo Tocantina”
Hoje, sou resina dos meus ancestrais.

1 de setembro de 2012 às 10:29

Alfred Moraes compositor e poeta no festival de música em Ourém-Pa foi tudo de bom.



Muito romantismo na poesia abaixo:

ALMA FEMININA
Alfred Moraes

Vestes túnicas de vidro,
Redoma e flor,
Anjo atrevido,
Intangível aura.

Calças pantufas de nuvens,
Leveza e névoa,
Vestal helênica.
Inefável gueixa.
Insustentável leveza do ser
Do que é ser irreal
Como um céu de algodão no natal,
Muito além da invenção do prazer.

Sugas néctar de lua,
Límpida doçura,
Ninfa selênica,
Inominável deusa.

Tanges sino de cristal,
Suave e cândida,
Noviça lânguida,
Idílica musa.

Dedilhas cítara de estrelas
Com lumes fúlgidos de música,
Inimitável diva.

Despes sorrisos de rubis
Púrpuro fetiche
Indescritível fada.

Untas os lábios de ametistas,
Volúpia violeta,
Irresistível criatura.
Insustentável beleza do ser
Do que é ser irreal
Como Vênus em traje vestal
Muito além da invenção do pudor.
Alma Feminina... Mulher...

.. Poeta Abaetetubense do melhor quilate: ALFRED MORAES.

QUERERES
"Quero voar... Voar... Não o vôo do bacurau,
Que em breve semicírculo,
Cruza tão somente a curva do caminho.
Quero voar e planar... Feito condor da Patagônia,
Que zomba da imponência
Dos penhascos escarpados
E em suas encostas, encrava o ninho.
Quero nadar... Nadar... Não o nado caudaloso
Do cachalote gigante
Que atravessam a vastidão dos oceanos,
Tal qual submarino de brinquedo,
Cruzando piscinas azuis
Movido a portentosas barbatanas.
Quero nadar e saltitar,
Feito o curimatã prateado,
Escalando as íngremes corredeiras,
Em cíclicas piracemas, zig-zagueando lépido,
Por entre pontiagudos bicos e venenosas zarabatanas.
Quero correr... Correr...
Não a correria do guepardo faminto
Perseguindo a desgarrada gazela,
Onde morte e vida confundem-se
No artigo primeiro da lei da selva.
Quero correr... Subir em árvores...
Escalar muros... Invadir quintais,
Feito menino de rua correndo atrás da pipa,
Que china mansamente
No chão das tardes de verão,
Como um anjo colorido, de papel
A implorar das alturas:
“Apare-me, meu pequeno herói,
Não me deixe tocar o chão,
Posso quebrar minhas asas!”
É isso aí, o negócio é Abaetetubar.

Abaixo temos a pungente poesia de Alfred' Moraes:

O MENINO, A ILHA E A PONTE
OH! Grande Pariatã Encantado
Por que não passeias mais ao sabor das marés?
Apagaram-se as luzes misteriosas.
Ruíram-se os imponentes mastros.
Rasgaram-se às legendárias velas.
A âncora do tempo foi alçada, definitivamente,
no perau do imaginário popular.
O Capitão Encantado desapareceu
Na correnteza do tempo,
Desencantado, talvez, com o sumiço da Ponte Grande.
Oh! Inigmática Ponte Grande,
Por onde repousam tuas vigas de madeirame pétreo?
O incansável Braçal, com um feixe de cana na cabeça,
estancou de repente, ficou congelado no tempo.
Seu olhar, de contemplação, procura, solenemente,
à velha e “indestrutível” Ponte Grande.
– Por que ela não está mais ali? – Interroga seu espírito confuso.
Onde habita o homem quando suas lembranças
Teimam em habitar o cais?
Talvez habite intervalos, numa dimensão efêmera,
entre o real e o contemplativo.
O que desaparece da vista,
Nunca lhes foge da alma.
O menino sexagenário, ainda,
continua sentado no pilar da Ponte Grande
esperando que uma ilha, toda iluminada,
Passe, “raspinhando”, o velho trapiche, pela última vez.
Cansado, porém, da espera, suplica aos quatro ventos:
“Vem saudosa Pacoca,
com teus misteriosos fulgores,
afugentar, de vez, a bruma destes tempos insensíveis.
Devolva-me a crença no teu imponderável existir.
Devolva-me a pureza de tuas várzeas;
a sonoridade das marés, fustigando tua orla;
o farfalhar dos açaizais enraizados em tuas entranhas.
Surpreende minh’alma com tua aparição arrebatadora.
A resposta, porém, é o silêncio...
De repente, vozes de brisas sussurraram em seus ouvidos:
“Se a ilha não foi mais, à ponte. A ponte foi até à ilha.”
Talvez o menino-ancião tenha entendido
à mensagem dos “Ventos Islâmicos”.
Contudo, ainda sente o vazio entre o dito, e o não dito;
O mito e às coisas inexplicáveis, que fazem desta terra lúdica,
um lugar de metáforas, mistérios e fantasias.
Talvez por isso mesmo,
O Menino, a Ilha da Pacoca e a Ponte Grande,
Existirão em mim e, por mim, “ad eternum”.

Davi Figueiredo:
No livro O Filho do Brazonildo,que conta a aventura de um garoto ribeirinho na Amazônia, de Alfred Moraes, poeta, compositor e escritor, Abaetetubense, amigo de mesa de samba e de Augusto Meira, encontrei este cordel, que não poderia deixar de transcrever, leiam e se deliciem:
A poesia abaixo nos faz refletir os peixes que já tivemos:

Num igarapé soturno
Afluente do Moju
Vivia um peixe falante
era um jacundá –açu
Ele andava reclamando
De como estavam pescando
Ao seu amigo jeju.

- No tempo da piracema
Já não vejo aquela festa
De peixe subindo o rio
pra desovar nas floresta,
Nos igapós meu irmão!
Zagaia, flecha e arpão
Viraram praga funesta.

É tanta rede e anzol
Que sapecam por aqui
É timbó é maçará
É gapuia é matapi,
Seu Jeju eu lhe asseguro
É negro o nosso futuro
Senão fugirmos daqui.

Antes aqui só se via
Pescadores com anzóis
Nadava-se livremente
Das cabeceiras à foz
Hoje tem pilhas e pilhas
De funestas armadilhas
Nos rios e nos igapós

Seu jeju falou:- Compadre
Vou confessar ao senhor
Sempre ensinei peixe novo
A ser observador
Mostro com se belisca
Uma apetitosa isca
Iludindo o pescador

Como escapar de borqueio
Sem cair no cacuri
Como subir pra desova
Sem entrar no matapi
Como fugir da gapuia
Pra não acabar na cuia
De farinha com açaí

Acho que o papel do peixe
Que já tem maior vivência
É repassar aos mais novos
Toda a sua experiência
E quem sabe garantir
Um generoso porvir
Para a sua descendência

- Isso é muito bom jeju!
Mas não é suficiente
Pra fazer que os predadores
Respeitem os ciclos da gente
Teremos que ser mais duro
E preservar o futuro
Para os nossos dependentes

- Então o que “cê sugere”
Pra que a gente faça agora
O inverno se aproxima
Compadre esta é a hora
Se você já tem um plano
Pra reparar tanto dano
Informe-me sem demora

- Acho que tenho uma idéia
Podemos formar um trio
Conheço a rainha iara
Protetora deste rio
Se ela entrar nessa luta
Será moleza a disputa
Salvaremos o Brasil!

Então os dois decidiram
Que iriam procurar
Pela poderosa iara
No seu longínquo habitat
Partiram ao raiar do dia
Assim que uma cotovia
Iniciou seu cantar.

Nessa hora o seu jeju
E o compadre jacundá
Juraram por suas ovas
Que jamais iam parar
De lutar, enquanto houvesse
Peixe de qualquer espécie
Nadando pra desovar

Sairam então pelos rios
Baias, igarapés
Não temiam a ariranhas
Nem cobras nem jacarés
Um dia deram de cara
Com a poderosa iara
À sombra dos mururés

O encontro com a mãe d’água
Foi um momento sublime
A protetora dos rios
Recebeu o nobre time
E dirigindo-se aos dois
Perguntou logo depois
- O que é que vos oprime?

O jacundá mais falante
Foi dizendo:- Minha Deusa!
Sendo vós a poderosa
Rainha da natureza
Viemos até aqui
Humildemente pedir
Vossa ajuda, Realeza

Estamos desesperados
Temendo por nossa espécie
Lá no rio onde habitamos,
Peixe não sobe nem desce
Rede tapagem e timbó
Infestam nosso igapó
Todo o cardume fenece

Pescadores não respeitam
O tempo das piracemas
Espalham mil armadilhas
Causando muitos problemas
São predadores malinos
Que nem mesmo os alevinos
Escapam de seus esquemas.

A protetora das águas,
Convocou com um assovio,
Criaturas da florestas
E entidades do rio
Fez um extenso relato
Da gravidade do fato
E propôs um desafio

Quero que cada um presente
Seja um protetor eterno
De todo e qualquer cardume
Que for desovar no inverno
De agora em diante, o homem
Que matar peixe, sem fome
Vai sabrecar no inferno

Foi então que o Anhangá
Mais a curupira audaz
Uniram-se à mãe do mato
Matinta e outros mais
O Boto arranjou um plano
Para observar humanos
Transformou-se num rapaz.

A cobra grande falou
Depois que ouviu o relato
- Para destruir tapagens
Não preciso de aparato
Eu lhe juro dona iara
Arranco vara por vara
Ou não me chamo Honorato

Uma arraia indignada
Mas calada até então
Chamou a atenção de todos
Que estavam na reunião
Quando falou entre os dentes
Eu vou ferrar tanta gente
Até perder meu ferrão.

Um puraquê que estava
Energizando o local
Soltou logo uma faísca
E disse:- Não leve a mal
Isto foi uma amostragem
Dos poderes da voltagem
Do meu segredo mortal

No calor dos desabafos
Deus Netuno apareceu
Bateu forte o seu tridente
Que a terra toda tremeu
E disse:- Eu nasci no mar
Porem foi neste lugar
Que a mamãe me concebeu

Escutei em alto mar
O assovio da iara
Vim mais depressa que pude
Deus que se preza não para
Se eu protejo os oceanos
Posso executar mil planos
Alguem disse:= Esse é o cara!

Enfim, quando Deus netuno
Declarou que também ia
Lutar em favor dos peixes
Houve um frisson na baia
Que até peixinho de aquário
Veio como voluntario
Se apresentar nesse dia

E assim formou-se o time
Para o grande desafio.
Partiram então para a luta
Subindo o leito do rio
A sorte estava lançada,
A guerra prenunciada,
O destino por um fio.

E então por onde passava
A trupe dos defensores
Ganhava mais voluntários
Como colaboradores
Até mesmo um colibri
Disse pro matupiri
Por hoje eu esqueço as flores.

Um sucuri gigante
Saiu da toca e falou
Se eu der um bote certeiro
E laçar um pescador
Eu lhe asseguro seu moço
Vou quebrar osso por osso
Com tanta raiva que estou.

Nesse dia começou
A batalha contra o mal
Em prol dos rios e dos peixes
A revolução foi tal
Que muitos seres humanos
Já são vegetarianos
Não comem carne animal

E até hoje esse time
Trava uma luta bonita
Na preservação do rio
E tudo que nele habita
Por isso é que ainda há
O jeju e o jacundá
Mas a guerra é infinita.

E assim eu finalizo
Este simplório cordel
E afirmo “se um pescador”
Quiser adentrar no céu
Tem de ser muito prudente
Com nosso meio ambiente
Se não vai pro beleléu.


O LIVRO
Por Alfred’ Moraes
Do livro “O Mundo em Cordel” 

LIVRO tem orelha e capa
Tem prelúdio e tem prefácio,
Lê-lo e entendê-lo é fácil
Pra escrevê-lo é difícil.
A Bíblia é o maior tesouro
Escrita, em rolos de couro,
Pelos escribas de ofício.

São chamados incunábulos 
As primeiras impressões,
Muitas, dessas edições,
São relíquias literárias
Cujo valor vai além
Do assunto que contém,
Dizem as bibliotecárias.

Já existia o papel,
Que fora invenção chinesa,
Fazer tinta era moleza,
Gutenberg já sabia.
Pra inaugurar o processo
Só faltava o livro impresso,
Coisa que não tardaria.

Foi Johannes Gutenberg,
Um inventor alemão,
Que desenvolveu a técnica
E a máquina de impressão.
Simplificando o processo,
Foi um tremendo sucesso
Essa importante invenção.

Escolheu-se então a Bíblia
Pela sua relevância
E também a circunstância
Daquele momento histórico.
Dilvulgar-se-ía a crença,
Inaugurava-se a prensa.
Quem não ficaria eufórico?

Dos animais do planeta
O homem é o mais criativo,
Tem cérebro sempre ativo
A remoer pensamentos.
Não determina limite,
Jamais, na vida, admite
Desistir de seus intentos.

Entre os livros de papel 
E os antigos pergaminhos
Existe um longo caminho
Que a mão do tempo traçou.
Nos formatos atuais
Já temos os virtuais
Papel do computador.

São as leituras dos livros
Que nos enchem de cultura
E em qualquer conjuntura
Político-social,
É o melhor instrumento,
Para o fortalecimento,
Da crença, num ideal.

O livro é a tradução
Do homem e suas vontades,
Das mentiras e verdades
Que permeiam a existência,
É a projeção dos sonhos,
Fantasias dos neurônios,
Produto da inteligência.

Os livros falam de tudo
Do que hoje conhecemos.
As informações que temos
Neles, estão compiladas.
É assim que a humanidade
Deixa, pra posteridade,
Experiências passadas.

É a fonte inesgotável
Do conhecimento humano,
Religioso, profano,
De conto e filosofia,
De provérbio, de memória,
De geografia, de história,
De conto e de poesia.

Compêndios e Coletâneas
Enciclopédias, Tratados,
São informes registrados
Sobre os assuntos diversos,
Que ficam à disposição
Para qualquer cidadão.
Pesquisar, nesse universo.

Nos livros temos registros
Dos passos da humanidade
Da remota antiguidade
Aos tempos medievais.
Do chamado iluminismo,
A ponte sobre o abismo,
Para os tempos atuais.

Todas as experiências
De vida do ser humano,
Sendo produto de um plano
Ou simples fruto do acaso,
De alguma forma estará
Registrada pra nos dá
Referências sobre o caso.

Família Moraes:
Alfred Moraes, com origem em Abaetetuba, nascido por volta de 1962 na localidade Colônia Velha, é poeta e irmão do Xocoró,o fotógrafo.
Blog do Ademir Rocha

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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