Poesias de Alfred' Moraes - Poetas e Poesias
Acima temos a foto do poeta Alfred' Moraes
Alfredo Pereira de Moraes, artisticamente Alfred' Moraes, nasceu em Abaetetuba na localidade Colônia Velha numa em 1953, numa época em que era difícil se chegar à sede do município de Abaetetuba, que ficava distante uns 12 km e, nesse local, desde menino, com 13 a 14 anos de idade já trazia tendências para a poesia, quando já escrevia cordel. Foi embora para Belém e aprimorou seus conhecimentos musicais com seu primo Osmar do Nascimento em 1974, que o apresentou a alguns colegas músicos como Catiá, Gino, Guaito, Cavaco e outros músicos de Belém. No Colégio Deodoro de Mendonça, onde ainda estudava o curso ginasial, conheceu o músico e compositor Pedrinho Cavallero, que com a força desse amigo começou a "fazer, refazer e resgatar" o que já tinha feito antes em termos de composições musicais, chegando também a criar sambas que fizeram muito sucesso e onde chegou a gravar discos. Entre seus sambas criou "Fina Louça", "Lágrimas e outros sucessos. Sua tendência musical é o "samba de raiz", onde já produziu sambas que até ganharam prêmios fora do Pará. Em Abaetetuba, junto com uma turma que tentava resgatar esse tipo de samba, ajudou a criar o grupo "Sandália de Embuá", que fez muito sucesso e apresentações em Abaetetuba e no Pará, inclusive com a gravação de disco e que perdurou por mais de 10 anos tocando o samba de raiz em Abaetetuba. Por conta de sua tendência poética e musical foi ganhando fama e muitos amigos no cenário musical do Pará. Sua marca registrada é um chapéu de feltro que sempre está com ele em todas as suas apresentações.
Algumas publicações a respeito de Alfred' Moraes:
ARTISTA DO MUNDO
Alfred’ Moraes, natural de Abaetetuba – (PA) é Poeta, Compositor, Escritor,
Músico e Produtor Cultural, escreve desde a adolescência, seus primeiros trabalhos foram
publicados, de forma artesanal, em sua cidade natal aos 14 anos de idade. Em Belém teve
suas primeiras poesias publicadas no Jornal “O Liberal”, nos anos oitenta, na coluna “Janela
da Poesia”. Participou de eventos musicais e literários em diversos estados do Brasil e em
Portugal, tendo sido premiado por diversas vezes. Possui mais de 60 obras literárias
publicadas em Sites, Blogs Culturais e Antologias e mais de 50 músicas gravadas. Publicou 02
livros: “O Filho do Brazônida” – 2011 e “O Mundo em Cordel” – 2015.
Dolorita Costa Parabéns querido conterrâneo Alfred sucesso sempre presente em sua vida! Abaetetuba é o reino poético e artístico heiiiiii!......
Ainda estamos recolhendo
material desse amigo.
O poeta Renato Gusmão escolheu Alfred' Moraes para fazer a apresentação do livro de poesias "Encharcada". conforme abaixo:
O projeto
Olá, sou o poeta Renato Gusmão, trago aqui para vocês o projeto do livro de poesia, Encharcado que está pronto para ser diagramado, impresso e lançado. Este sonho só se realizará com o apoio de meus amigos, admiradores e dos conhecedores da minha trajetória. Ah, também, de leitores ávidos por boas obras literárias.
Sou poeta e compositor letrista, nascido e criado em Belém do Pará, entre o sumo e as raízes das mangueiras, samaumeiras e das palmeiras dos açaizais – eu que caminho sempre pelas sombras da nossa efervescente cidade, carrego no ombro, a vida, sempre a conduzir meus passos, por entre o calor e a chuva. Assim, toco meu barco pelas águas calmas dos igarapés que correm dentro de mim, singrando, singrando...
Aqui apresento essa proposta que consiste em produzir, registrar, publicar e divulgar esse que será o quarto livro de minha trajetória literária, o qual marcará toda uma história sedimentada em 25 anos.
O livro Encharcado contém 210 páginas; com o prefácio do escritor, cineasta, ensaísta e fotógrafo catarinense Tchello d’Barros; a apresentação é do poeta e compositor paraense Alfred Moraes e a capa do cartunista e músico paraense Biratan Porto; o gerenciamento da produção artística e do projeto gráfico, no que tange à diagramação, formatação, impressão da obra está a cargo da Editora Paka-Tatu.
Trecho da página ABAETETUBAR que inspirou o
poeta Alfred' Morais a escrever a bela poesia mais abaixo:
ABAETETUBA do trabalho, da persistência e da dedicação de seus filhos, se fêz o verbo:
ABAETETUBAR Eu abaetetubo Tu abaetetubas Ele abaetetuba Nós abaetetubamos Vós abaetetubeis Eles abaetetubam.
"Há duas coisas que talvez possam salvar o mundo: A primeira seria uma bondade superior e uma grande generosidade. A segunda seria entender sua paixão pelo lugar onde você mora, amar de verdade o lugar onde você vive."
Alfred' Moraes Olá Caro amigo Jaime
Se é pra Abaetetubar, então vamos de
Alfred Moraes compositor e poeta no festival de música em Ourém-Pa foi tudo de bom.
Se é pra Abaetetubar, então vamos de
Alfred' Moraes Olá Caro Heleno
Se é pra Abaetetubar, então vamos de
Tem muita cultura de Abaetetuba nessa poesia de Alfred' Moraes:
ABAETETUBANDIANDO
Da Colônia Velha, sou fruto e semente,
Que a brisa do tempo soprou para a vida;
Da praia de Beja, sou o sol poente,
Que solenemente descansa da lida.
Da Colônia Nova, sou a lua cheia,
Que à noite desponta como um sol de prata.
Lá do Pirucaba sou um grão de areia
Que a onda semeia entre o rio e a mata.
Sou a névoa branca do Açaí tuíra,
Que recobre o cacho de uma cor sutil.
Sou a correnteza do Maratauíra
Que ainda respira neste desvario.
Sou o cio das águas, na maré lançante,
Emprenhando as ilhas e os igarapés.
Sou uma viagem da Pacoca Errante
Sobre a borbulhante espuma das marés.
Sou o Boto amante, que se fez rapaz,
Com o chapéu de palha sobre a cicatriz.
Sou a Cobra Grande, que dormita em paz,
Sob os castiçais de bronze da matriz.
Sou o Curupira, legendário moço,
Sou canoa a remo e pipa de arrabalde,
Sou a calmaria de depois do almoço,
Feito água de poço quando sob o balde.
Sou o violão do eterno Chico Sena,
Não! Não baladeira porque bem-te-vi.
Sou a talentosa Dira Paes em cena
Uma artista plena que nasceu aqui.
Sou a poesia de João Paes Loureiro
Que nada no verso e mergulha na alma.
Sou a plenitude do miritizeiro
Que se doa inteiro caule, fruto e palma.
Do antigo engenho sou pura aguardente
Que, solenemente, brota do alambique.
Do MIRITIFEST, sou a fantasia,
Lúdica Magia de um brinquedo chique.
No fundo do casco, sou cuia pitinga,
Feito bomba d’água movida à munheca.
Na várzea baldia, sou um pé de aninga,
Que esconde a ginga quando a maré seca.
Sou farinha d’água na mesa repleta
De mapará fresco e camarão assado.
Sou o frenesi de gente e bicicleta
Na “Beira” repleta de fruto e pescado,
Sou ABA de estrelas no cocá brilhante,
Sou ETE guerreiro em seus rituais,
Sou TUBA e fui “Teba Tribo Tocantina”
Hoje, sou resina dos meus ancestrais.
Se é pra Abaetetubar, então vamos de
Tem muita cultura de Abaetetuba nessa poesia de Alfred' Moraes:
ABAETETUBANDIANDO
Da Colônia Velha, sou fruto e semente,
Que a brisa do tempo soprou para a vida;
Da praia de Beja, sou o sol poente,
Que solenemente descansa da lida.
Da Colônia Nova, sou a lua cheia,
Que à noite desponta como um sol de prata.
Lá do Pirucaba sou um grão de areia
Que a onda semeia entre o rio e a mata.
Sou a névoa branca do Açaí tuíra,
Que recobre o cacho de uma cor sutil.
Sou a correnteza do Maratauíra
Que ainda respira neste desvario.
Sou o cio das águas, na maré lançante,
Emprenhando as ilhas e os igarapés.
Sou uma viagem da Pacoca Errante
Sobre a borbulhante espuma das marés.
Sou o Boto amante, que se fez rapaz,
Com o chapéu de palha sobre a cicatriz.
Sou a Cobra Grande, que dormita em paz,
Sob os castiçais de bronze da matriz.
Sou o Curupira, legendário moço,
Sou canoa a remo e pipa de arrabalde,
Sou a calmaria de depois do almoço,
Feito água de poço quando sob o balde.
Sou o violão do eterno Chico Sena,
Não! Não baladeira porque bem-te-vi.
Sou a talentosa Dira Paes em cena
Uma artista plena que nasceu aqui.
Sou a poesia de João Paes Loureiro
Que nada no verso e mergulha na alma.
Sou a plenitude do miritizeiro
Que se doa inteiro caule, fruto e palma.
Do antigo engenho sou pura aguardente
Que, solenemente, brota do alambique.
Do MIRITIFEST, sou a fantasia,
Lúdica Magia de um brinquedo chique.
No fundo do casco, sou cuia pitinga,
Feito bomba d’água movida à munheca.
Na várzea baldia, sou um pé de aninga,
Que esconde a ginga quando a maré seca.
Sou farinha d’água na mesa repleta
De mapará fresco e camarão assado.
Sou o frenesi de gente e bicicleta
Na “Beira” repleta de fruto e pescado,
Sou ABA de estrelas no cocá brilhante,
Sou ETE guerreiro em seus rituais,
Sou TUBA e fui “Teba Tribo Tocantina”
Hoje, sou resina dos meus ancestrais.
1 de setembro de 2012 às 10:29
Alfred Moraes compositor e poeta no festival de música em Ourém-Pa foi tudo de bom.
ALMA FEMININA
Alfred Moraes
Vestes túnicas de vidro,
Redoma e flor,
Anjo atrevido,
Intangível aura.
Calças pantufas de nuvens,
Leveza e névoa,
Vestal helênica.
Inefável gueixa.
Insustentável leveza do ser
Do que é ser irreal
Como um céu de algodão no natal,
Muito além da invenção do prazer.
Sugas néctar de lua,
Límpida doçura,
Ninfa selênica,
Inominável deusa.
Tanges sino de cristal,
Suave e cândida,
Noviça lânguida,
Idílica musa.
Dedilhas cítara de estrelas
Com lumes fúlgidos de música,
Inimitável diva.
Despes sorrisos de rubis
Púrpuro fetiche
Indescritível fada.
Untas os lábios de ametistas,
Volúpia violeta,
Irresistível criatura.
Insustentável beleza do ser
Do que é ser irreal
Como Vênus em traje vestal
Muito além da invenção do pudor.
Alma Feminina... Mulher...
Alfred Moraes
Vestes túnicas de vidro,
Redoma e flor,
Anjo atrevido,
Intangível aura.
Calças pantufas de nuvens,
Leveza e névoa,
Vestal helênica.
Inefável gueixa.
Insustentável leveza do ser
Do que é ser irreal
Como um céu de algodão no natal,
Muito além da invenção do prazer.
Sugas néctar de lua,
Límpida doçura,
Ninfa selênica,
Inominável deusa.
Tanges sino de cristal,
Suave e cândida,
Noviça lânguida,
Idílica musa.
Dedilhas cítara de estrelas
Com lumes fúlgidos de música,
Inimitável diva.
Despes sorrisos de rubis
Púrpuro fetiche
Indescritível fada.
Untas os lábios de ametistas,
Volúpia violeta,
Irresistível criatura.
Insustentável beleza do ser
Do que é ser irreal
Como Vênus em traje vestal
Muito além da invenção do pudor.
Alma Feminina... Mulher...
.. Poeta Abaetetubense do melhor quilate: ALFRED MORAES.
QUERERES
"Quero voar... Voar... Não o vôo do bacurau,
Que em breve semicírculo,
Cruza tão somente a curva do caminho.
Quero voar e planar... Feito condor da Patagônia,
Que zomba da imponência
Dos penhascos escarpados
E em suas encostas, encrava o ninho.
Quero nadar... Nadar... Não o nado caudaloso
Do cachalote gigante
Que atravessam a vastidão dos oceanos,
Tal qual submarino de brinquedo,
Cruzando piscinas azuis
Movido a portentosas barbatanas.
Quero nadar e saltitar,
Feito o curimatã prateado,
Escalando as íngremes corredeiras,
Em cíclicas piracemas, zig-zagueando lépido,
Por entre pontiagudos bicos e venenosas zarabatanas.
Quero correr... Correr...
Não a correria do guepardo faminto
Perseguindo a desgarrada gazela,
Onde morte e vida confundem-se
No artigo primeiro da lei da selva.
Quero correr... Subir em árvores...
Escalar muros... Invadir quintais,
Feito menino de rua correndo atrás da pipa,
Que china mansamente
No chão das tardes de verão,
Como um anjo colorido, de papel
A implorar das alturas:
“Apare-me, meu pequeno herói,
Não me deixe tocar o chão,
Posso quebrar minhas asas!”
QUERERES
"Quero voar... Voar... Não o vôo do bacurau,
Que em breve semicírculo,
Cruza tão somente a curva do caminho.
Quero voar e planar... Feito condor da Patagônia,
Que zomba da imponência
Dos penhascos escarpados
E em suas encostas, encrava o ninho.
Quero nadar... Nadar... Não o nado caudaloso
Do cachalote gigante
Que atravessam a vastidão dos oceanos,
Tal qual submarino de brinquedo,
Cruzando piscinas azuis
Movido a portentosas barbatanas.
Quero nadar e saltitar,
Feito o curimatã prateado,
Escalando as íngremes corredeiras,
Em cíclicas piracemas, zig-zagueando lépido,
Por entre pontiagudos bicos e venenosas zarabatanas.
Quero correr... Correr...
Não a correria do guepardo faminto
Perseguindo a desgarrada gazela,
Onde morte e vida confundem-se
No artigo primeiro da lei da selva.
Quero correr... Subir em árvores...
Escalar muros... Invadir quintais,
Feito menino de rua correndo atrás da pipa,
Que china mansamente
No chão das tardes de verão,
Como um anjo colorido, de papel
A implorar das alturas:
“Apare-me, meu pequeno herói,
Não me deixe tocar o chão,
Posso quebrar minhas asas!”
É isso aí, o negócio é Abaetetubar.
Abaixo temos a pungente poesia de Alfred' Moraes:
O MENINO, A ILHA E A PONTE
OH! Grande Pariatã Encantado
Por que não passeias mais ao sabor das marés?
Apagaram-se as luzes misteriosas.
Ruíram-se os imponentes mastros.
Rasgaram-se às legendárias velas.
A âncora do tempo foi alçada, definitivamente,
no perau do imaginário popular.
O Capitão Encantado desapareceu
Na correnteza do tempo,
Desencantado, talvez, com o sumiço da Ponte Grande.
Oh! Inigmática Ponte Grande,
Por onde repousam tuas vigas de madeirame pétreo?
O incansável Braçal, com um feixe de cana na cabeça,
estancou de repente, ficou congelado no tempo.
Seu olhar, de contemplação, procura, solenemente,
à velha e “indestrutível” Ponte Grande.
– Por que ela não está mais ali? – Interroga seu espírito confuso.
Onde habita o homem quando suas lembranças
Teimam em habitar o cais?
Talvez habite intervalos, numa dimensão efêmera,
entre o real e o contemplativo.
O que desaparece da vista,
Nunca lhes foge da alma.
O menino sexagenário, ainda,
continua sentado no pilar da Ponte Grande
esperando que uma ilha, toda iluminada,
Passe, “raspinhando”, o velho trapiche, pela última vez.
Cansado, porém, da espera, suplica aos quatro ventos:
“Vem saudosa Pacoca,
com teus misteriosos fulgores,
afugentar, de vez, a bruma destes tempos insensíveis.
Devolva-me a crença no teu imponderável existir.
Devolva-me a pureza de tuas várzeas;
a sonoridade das marés, fustigando tua orla;
o farfalhar dos açaizais enraizados em tuas entranhas.
Surpreende minh’alma com tua aparição arrebatadora.
A resposta, porém, é o silêncio...
De repente, vozes de brisas sussurraram em seus ouvidos:
“Se a ilha não foi mais, à ponte. A ponte foi até à ilha.”
Talvez o menino-ancião tenha entendido
à mensagem dos “Ventos Islâmicos”.
Contudo, ainda sente o vazio entre o dito, e o não dito;
O mito e às coisas inexplicáveis, que fazem desta terra lúdica,
um lugar de metáforas, mistérios e fantasias.
Talvez por isso mesmo,
O Menino, a Ilha da Pacoca e a Ponte Grande,
Existirão em mim e, por mim, “ad eternum”.
Abaixo temos a pungente poesia de Alfred' Moraes:
O MENINO, A ILHA E A PONTE
OH! Grande Pariatã Encantado
Por que não passeias mais ao sabor das marés?
Apagaram-se as luzes misteriosas.
Ruíram-se os imponentes mastros.
Rasgaram-se às legendárias velas.
A âncora do tempo foi alçada, definitivamente,
no perau do imaginário popular.
O Capitão Encantado desapareceu
Na correnteza do tempo,
Desencantado, talvez, com o sumiço da Ponte Grande.
Oh! Inigmática Ponte Grande,
Por onde repousam tuas vigas de madeirame pétreo?
O incansável Braçal, com um feixe de cana na cabeça,
estancou de repente, ficou congelado no tempo.
Seu olhar, de contemplação, procura, solenemente,
à velha e “indestrutível” Ponte Grande.
– Por que ela não está mais ali? – Interroga seu espírito confuso.
Onde habita o homem quando suas lembranças
Teimam em habitar o cais?
Talvez habite intervalos, numa dimensão efêmera,
entre o real e o contemplativo.
O que desaparece da vista,
Nunca lhes foge da alma.
O menino sexagenário, ainda,
continua sentado no pilar da Ponte Grande
esperando que uma ilha, toda iluminada,
Passe, “raspinhando”, o velho trapiche, pela última vez.
Cansado, porém, da espera, suplica aos quatro ventos:
“Vem saudosa Pacoca,
com teus misteriosos fulgores,
afugentar, de vez, a bruma destes tempos insensíveis.
Devolva-me a crença no teu imponderável existir.
Devolva-me a pureza de tuas várzeas;
a sonoridade das marés, fustigando tua orla;
o farfalhar dos açaizais enraizados em tuas entranhas.
Surpreende minh’alma com tua aparição arrebatadora.
A resposta, porém, é o silêncio...
De repente, vozes de brisas sussurraram em seus ouvidos:
“Se a ilha não foi mais, à ponte. A ponte foi até à ilha.”
Talvez o menino-ancião tenha entendido
à mensagem dos “Ventos Islâmicos”.
Contudo, ainda sente o vazio entre o dito, e o não dito;
O mito e às coisas inexplicáveis, que fazem desta terra lúdica,
um lugar de metáforas, mistérios e fantasias.
Talvez por isso mesmo,
O Menino, a Ilha da Pacoca e a Ponte Grande,
Existirão em mim e, por mim, “ad eternum”.






Nenhum comentário:
Postar um comentário