Fragmentos da História-Memória e Cultura de Abaetetuba
No rodapé desta postagem vocês podem identificar as figuras e personagens
das fotos abaixo, fazer comentários.
Abaetetubenses
Trechos Biográficos
Aspectos Históricos e Culturais do
Povo a Recordar ou Resgatar:
Padrinhos e
Madrinhas:
Os padrinhos ou
madrinhas, de batizados ou fogueiras de São João, se tornavam como segundos
pais de seus afilhados e o compadrio era a certeza de amizades pra toda vida
entre as famílias envolvidas. Alguns padrinhos até cediam os seus sobrenomes
para seus afilhados e muitos compadres recebiam seus afilhados do interior para
trabalharem em suas casas e prosseguir os seus estudos.
Colônia Agrícola Dr.
João Miranda
Abaixo temos fotos da antiga Estrada Dr. João Miranda e
ela e seus ramais, nos dias atuais, são apenas inúmeros
bairros que surgiram em Abaetetuba pela enorme explosão
demógrafica que a cidade sofreu nas últimas cinco
décadas, como os bairros do Cristo Redentor, de São
Sebastião, do Bosque, Castaneira e muitos outros.

Vide abaixo trechos atuais dessa antiga estrada.
Muitos prédios, bares, oficinas e casas de comércio na
antiga Estrada D. João Miranda.
Abaixo temos fotos da antiga Estrada Dr. João Miranda e
ela e seus ramais, nos dias atuais, são apenas inúmeros
bairros que surgiram em Abaetetuba pela enorme explosão
demógrafica que a cidade sofreu nas últimas cinco
décadas, como os bairros do Cristo Redentor, de São
Sebastião, do Bosque, Castaneira e muitos outros.
Vide abaixo trechos atuais dessa antiga estrada.
Muitos prédios, bares, oficinas e casas de comércio na
antiga Estrada D. João Miranda.
Francisco Lopes.
1927: Comerciante e administrador da Colônia Agrícola Dr. João Miranda.
Os Aturás dos Colonos
de Abaeté:
Acima temos um colono com o seu 'aturá' nas costas
em obra de alto relevo em madeira do artista Rai Cardoso.
Aturás, das fotos abaixo, são grandes cestos feitos de
talas ou cipós que os antigos colonos usavam para carregar
seus produtos com o grande cesto pendurado nas costas.

Acima nós temos a foto de um antigo meio de transporte
para as colônias e até para Belém, que eram os chamados
'caminhões paus de arara', usados até os fins da década
de 60.
Acima temos um colono com o seu 'aturá' nas costas
em obra de alto relevo em madeira do artista Rai Cardoso.
Aturás, das fotos abaixo, são grandes cestos feitos de
talas ou cipós que os antigos colonos usavam para carregar
seus produtos com o grande cesto pendurado nas costas.

Acima nós temos a foto de um antigo meio de transporte
para as colônias e até para Belém, que eram os chamados
'caminhões paus de arara', usados até os fins da década
de 60.
No tempo em que não
existia rodovia e nem transporte rodoviário em Abaeté, existindo só um grande
caminho aberto pelo Intendente Dr. João Miranda, os colonos de Abaeté traziam
os seus produtos agrícolas para vender na cidade nos chamados “aturas”. Os aturas eram grandes cestos feitos em “tala”
de palmeiras, presos a uma alça de corda apoiada na testa e o cesto propriamente dito, apoiado nas
costas do condutor. Na volta para casa os mantimentos comprados na cidade e até
crianças eram levados nos aturas.
Hoje em dia já não se
vêem mais esses rústicos artefatos de transporte, devido a facilidade dos
transportes via ônibus e caminhões que fazem viagens aos diferentes locais da
zona rural da cidade.
É uma das mais
antigas Colônias de Pescadores do Pára. Foi fundada no dia 23.4.1923, no
governo do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu e do
Governadador do Pará, ...Até 1986 os dirigentes da Colonia eram indicadas pelos
governantes e durante 63 anos nunca aconteceu uma eleição para eleger seus
dirigentes. Somente em junho de 1986 é que aconteceu a 1ª eleição na Colônia de
Pescadores Z-14, de Abaetetuba, tendo concorrido duas chapas, onde a situação
saiu vencedora, devido a eleição ter sido fraudada por “compra de votos” e uso
de muita violência por parte da chapa da situação. Nessa eleição o ribeirinho
Ró encabeçava a chapa de oposição, que perdeu. Mas essa eleição valeu como fato
histórico, por ter sido a 1ª realizada em uma Colônia de pescadores. Em uma
nova eleição, no ano de 1989, o grupo de oposição chegou á direção da Colônia,
onde, pela 1ª vez, um pescador administrava uma entidade de pescadores. Aí se
iniciou uma luta em favor da saúde, da educação e da implantação de projetos
alternativos para viabilizar outros tipos de atividades que viessem viabilizar
uma vida mais digna para a população ribeirinha, no município de Abaetetuba.
Esses projetos atendiam as olarias, a produção agrícola, o artesanato e a
atividade pesqueira, onde também aconteciam as assembléias e mutirões com a
participação de duzentas a trezentas pessoas.
O ano de 1995 foi um
ano complicado para o movimento social nas Ilhas de Abaetetuba, por causa das
disputas político-partidárias, onde a luta dos ribeirinhos começou a diminuir,
com a fragmentação do movimento social em várias facções.
Em em 1993 foi
iniciado um projeto de piscicultura no municiípio de Abaetetuba, nas
localidades Genipaúba, Campompema e urubuéua-Cabeceiras, com peixamento em
02.05.1993 e no ano de 1997 foi implantada uma Estação de Piscicultura, com a
ajuda de vários órgãos, como a CPT, POEMA, EMATER, com o projeto se espalhando
por outros município vizinhos da Ilha do Marajó, Cametá e outros. Mas a CPT foi
a grande parceira do projeto da Estação de Piscicultura, onde em 1997, foram
definidos vários rumos para a viablização
Hoje, em 2005, a
Colônia de Pescadores se espalha por toda a Zona Ribeirinha, possuindo 32
secretarias e aproximadamente e com 3.200 associados, aproximadamente.
Entre os líderes da
Colônia de pescadores, podemos citar, Ró, Casagrande, Carlito do
Urubuéua-Cabeceiras, Padre José Borghesi, Padre Marcelo Zurlo, Padre Adolfo
Zon, Assopra, Dário, Preto, Zema.
Em Abaeté existia uma grande abundância de peixes e mariscos nos rios e igarapés do município. A pesca não se baseava somente nas linhas com anzol. Existiam outras maneiras de se “pegar” os peixes:
Pesca com anzol e linha de pescar, onde eram usadas as montarias ou canoas ou mesmo dos trapiches e pontes existentes nas casas ribeirinhas. Essa atividade demandava horas e horas, porque os peixes eram apanhados um por um.
“Lancear”, consistia em jogar pequenas redes de pesca para captura de peixes às margens dos rios e igarapés.
“Gapuiá”, consistia pescar nos igarapés, fazendo cercados chamados “mocoócas”, para prender os peixes e de lá retirá-los nas vazantes das águas.
“Tarrafear”, consistia em lançar redes de pescas, com artefatos em chumbo chamados “tarrafos”,presos à rede de pesca, que era feito nos leitos mais profundos de lagos e baías.
Pequeno Pescador Ribeirinho ou das Várzeas da Cidade:
Possuía a sua “montaria” (canoa pequena em madeira), que saía para pescar no princípio da “enchente da maré”. Os produtos da pescaria eram os peixes e camarões “frescos”. Os peixes de maré, na forma de pescadinhas, maparás e outros peixes, eram preparadas em “cambadas”, que consistiam em armações de “tala” da palmeira miriti, extraída da haste da folha dessa palmeira. A tala era dobrada e os peixes eram “enfiados” pelas guelras, uma após outra, formando uma “enfiada” ou “cambada” de peixes, variando cada cambada de 2, 3 ou quatro quilos de pescados, vendidos na “beira” (várzea de frente da cidade) conforme a “cara do freguês”, a dois, três ou quatro mil “rèis” (ou dois, três ou quatro “conto de réis, que era a moeda da época). A porção de camarão era vendida dentro de outra armação de folha de “aninga” (vegetal abundante nas várzeas), em forma de “cone” e preso por uma “tala” de jupati (tipo de palmeira da região), na junção das “abas” da folha. Alguns pescadores possuíam seus “fregueses” certos para suas melhores cambadas de peixes ou cones de camarão, numa espécie de acordo não escrito, firmado entre as partes, geralmente compadres.
Brincadeira de
Criança:
Nas décadas de 1930,
1940 e 1950 as brincadeiras dos meninos consistiam nos banhos de igarapés,
pescarias, jogos de pião, peteca, espetos, moedas, espetas e botões (que na
verdade não eram botões e sim peças com caroços de miriti), empinar papagaios, caçar
passarinhos ou derrubar mangas com baladeiras, rolar janses de bicicletas e
rolos de latas pelas ruas de Abaeté. Na quadra junina as brincadeiras
consistiam nas bombas, bombinhas, foguetinhos e fogos de artifícios variados:
estrelinhas, pistolas, torpedos.
Empinar, como se diz
hoje, antigamente era empinar papagaios, rabiolas, cangulas e as curicas. Empinar pipas é uma expressão
recente, importada de outros centros.
Empinar papagaio
exigia um preparo inicial de se “encerar a linha” (prender o pó de lâmpada
moída com cola na linha), com a finalidade de se cortar o maior número possível
da linhade outros papagaios, em disputas ou aleatoriamente, conforme os
adversários apareciam.
A linha própria para
empinar papagaios era a “linha americana”.
Empinar curica era
uma brincadeira para as criancinhas, devido aos altos “custos” de se adquirir
“linha encerada” e papagaios. Rabiola ou papagaio para criancinhas era só
quando caía no quiantal das casas e se conseguia “pegar”.
Quando as disputas de
cortes aconteciam, as crianças, às vezes empunhando varas, paus, ficavam na
expectativa, para correr atrás do papagaio “cortado” e “pegar” o mesmo. Algumas
vezes era necessário invadir terrenos ou subir em árvores para se pegar o
papagaio preso nos galhos das árvores ou nos fios da rede elétrica. Um perigo!
Existia uma cola
especial inventada pelas crianças de Abaeté que era o “leite do avapão” extraído da árvore de fruta-pão, que era um
leite super pegajoso e que depois de mastigado era transformado numa super-cola
natural e era com essa cola natural que se fazia o preparo do “cerol” (mistura
de cola e vidro moído). Jogava-se o tubo de linha dentro do recipiente com a
cola já liquefeita e puxava-se a linha de dentro da lata, enrolando-se em varas
de madeira ou troncos de árvores. Depois era só deixar secar a linha e enrolar
a linha já devidamente “encerada”.
Muitas crianças
confeccionavam o seu próprio papagaio e preparavam o seu próprio cerol. Hoje há
locais especializados onde já se compra o ‘kit completo da brincadeira de
papagaios’: “linha encerada”, papagaios e rabiolas.
Mas existem os
perigos na inocente brincadeira de empinar papagaio que são:
. Cortar o rosto ou garganta de alguma pessoa
e levá-la até a morte, como já aconteceu várias vezes;
. A linha se prender
nos fios de alta tensão da rede elétrica e eletrecutar quem a está segurando, o
que também já aconteceu várias vezes;
. Os ‘curtos
circuitos’ que acontecem no sistema elétrico devido o emaranhado de linhas e
papagaios presos nos fios de eletricidade.
Piões
Os ‘piões’ eram
feitos artesanalmente, com terçados e facas bem amoladas, de galhos secos de
laranjeiras e goiabeiras, árvores abundantes na região e próprias para essa
brincadeira. Depois os piões começaram a se fabricados usando tornos e outros
maquinários adequados nas oficinas de marcenaria da cidade.
Baladeiras
. ‘Baladeiras’
(estilingue), serviam para caçar passarinho nas matas ou no cemitério público,
derrubar mangas, disputas de pontarias, assustar namorados com bombas lançadas
nos muros.
Comidas Típicas de ‘São
João’
Mingau de milho
branco, beijus, pé-de-moleque, bolo de macaxeira, tacacá, cuscuz de milho, aluá
de milho ou abacaxi.
Guloseimas Vendidas
pelas Ruas de Abaeté:
Pirulitos, pés-de-moleque,
beijos-de-moça, broas, doces secos, cocadas, pastéis, carocóis (canudinhos
grandes), picolés, balas, pães-doces, pão de tapioca, fatias de bolos, cuscuz, ...
Das colônias de
Abaeté vinham os beijus (bejuxica, beijus doces, ...
O bejuxica é feito de
farinha de mandioca.
Doceiras em Abaeté:
Ana Sena
Sisina Silva
Tia cezária
Tia Sirena Lopes (ou
Tia Siá).
Maroca Nunes,
especialista em fabricar pão de tapioca.
Produtos Produzidos
nas Roças de Abaeté:
Farinha, beijus, doces,
licores, empadas, pasteis, bolos de macaxeira e de trigo, farinha de tapioca,
biscoitos, frutos, cana de açúcar, mel de cana.
Comunidades
Quilombolas em Abaeté:
Por diversos fatores,
Abaeté foi um enorme centro de trabalho escravo no Pará.
Vide escravidão.
Em 1999 o movimento
social nas Ilhas de Abaetetuba consegue consolidar a revitalização das
Comunidades Quilombolas. As entidades ribeirinhas CPT e o SRT e a Paróquia das
Ilhas começam a trabalhar um projeto de regularização fundiária nas áreas de
remanescentes de Quilombos envolvendo nove comunidades das Ilhas de Abaetetuba.
Em 2001 foi criada a ARQUIA – Associação dos Remanecestes de Quilombos das
Ilhas de Abaetetuba, com o objetivo de viabilizar projetos de geração de renda
e de resgatar a cultura negra. O 1º presidente da associação foi Gersino e
vários projetos foram viabilizados. A maior conquista veio em 2002, onde a
ARQUIA, CPT e SRT conseguiram dois títulos de reconhecimento de domínio para os
remanecestes de Quilombos. O 1º título envolveu as Comunidades Quilombolas de
Genipaúba, Acaraqui, Tauerá-Açu, Arapapuzinho, Baixo itacuruçá, Médio Itacuruçá
e Alto Itacuruçá. O 2º título envolveu as Comunidades Quilombolas de Nossa
Senhora do Bom Remédio e Assacu.
As Igrejas de Abaeté:
Abaixo temos a antiga Igreja Matriz de Abaeté e a sua
antiga Praça de Nossa S. da Conceição, que antes era chamada
de Praça Dr. Augusto Montenegro e onde existiam campos para
a prática de futebol nas décadas de 1920, 1930, isto antes da
construção da Nova Igreja Matriz de Abaeté, da foto mais abaixo.

Abaixo temos a antiga Igreja Matriz de Abaeté e a sua
antiga Praça de Nossa S. da Conceição, que antes era chamada
de Praça Dr. Augusto Montenegro e onde existiam campos para
a prática de futebol nas décadas de 1920, 1930, isto antes da
construção da Nova Igreja Matriz de Abaeté, da foto mais abaixo.

Nas décadas de 1930 e
1940, eram duas as igrejas existentes na cidade de Abaeté, a do Divino Espírito
Santo, localizada na Praça da Bandeira e a de Santa Luzia, localizada na
travessa de Santa Luzia. A catequese ao jovens da época era ministrada apenas
dentro das igrejas. Os grupos de Igreja, como as irmandades e cruzadas
católicas funcionavam nessas igrejas, sob a orientação do vigário. As crianças
e os jovens também participaram das ações para a construção da Igreja Matriz de
Abaeté, ajudando a carregar tijolos, pedras, areia, barro, madeira e cimento.
Na foto abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, com um coreto e
os festejos de algum santo antigo. Atrás e à nossa esquerda
aparece o chalé que serviu para abrigar a Capela do Divino
Espírito Santo, que serviu de Igreja Matriz antes da construção
da Igreja de Nossa S. da Conceição. No alpendre dessa antiga
igreja se faziam apresentações teatrais para a arrecadação de
fundos para a construção da Nova Igreja Matriz ou Igreja Matriz
de Nossa S. da Conceição.

Nas fotos abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, conforme
foto melhorada pelo conhecido Tio Cabra. E na foto mais
abaixo temos, além da Praça da Bandeira, a antiga Capela
do Divino, do mesmo Tio Cabra.



Na década de 1940 é que foi construída a igreja de
Nossa Senhora de Nazaré, no antigo bairro de São
Lourenço. A foto abaixo mostra como era essa igreja
antes de sua reforma de ampliação.

Igreja de São Miguel de Beja
Na realidade a igreja de São Miguel de Beja é uma das
primeiras igrejas do atual território do município de Abaetetuba.
Ela já existia quando a atual Vila de Beja era independente
do nosso município.

Na foto abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, com um coreto e
os festejos de algum santo antigo. Atrás e à nossa esquerda
aparece o chalé que serviu para abrigar a Capela do Divino
Espírito Santo, que serviu de Igreja Matriz antes da construção
da Igreja de Nossa S. da Conceição. No alpendre dessa antiga
igreja se faziam apresentações teatrais para a arrecadação de
fundos para a construção da Nova Igreja Matriz ou Igreja Matriz
de Nossa S. da Conceição.

Nas fotos abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, conforme
foto melhorada pelo conhecido Tio Cabra. E na foto mais
abaixo temos, além da Praça da Bandeira, a antiga Capela
do Divino, do mesmo Tio Cabra.

Na década de 1940 é que foi construída a igreja de
Nossa Senhora de Nazaré, no antigo bairro de São
Lourenço. A foto abaixo mostra como era essa igreja
antes de sua reforma de ampliação.

Igreja de São Miguel de Beja
Na realidade a igreja de São Miguel de Beja é uma das
primeiras igrejas do atual território do município de Abaetetuba.
Ela já existia quando a atual Vila de Beja era independente
do nosso município.

Os Coroinhas de
Abaeté:
É natural que os
antigos padres de Abaeté tivessem os seus ajudantes nos trabalhos das igrejas,
especialmente na função de tocar os sinos e ajudar nos sacramentos, como foi o
caso de Manoel Joaquim da Silva Lobato e seu sobrinho Dionísio Edmilson Lobato,
que muito ajudaram nas igrejas de Abaeté nesses serviços de ajuda aos vigários
que por aqui passavam. Sabemos, com certeza, que foram os padres capuchinhos
que criaram, em Abaeté, a figura do coroinha, que eram crianças de 8, 9, 10 ou
mais anos, que ajudavam nas funções sacramentais das igrejas e eram
responsáveis da missão de bater os sinos das igrejas do Divino e de Santa
Luzia. Os coroinhas usavam os seus paramentos, que eram batina de lã vermelha,
ornamentada com roquete de cambraia de linho, artisticamente bordado nas
mangas, colarinho e barra. Esses coroinhas se sentiam orgulhosos dessa função,
eram responsáveis, abnegados na missão e cumpriam contritos suas funções. A
convivência com esses cultos e inteligentes padres ajudaram a formar uma
geração de jovens que aprendiam as
orações da Igreja, inclusive em latim, cantos gregorianos e uma infinidade de
perguntas e respostas usadas nas cerimônias das missas, casamentos, batizados,
vias sacras. Alguns coroinhas até dormiam na igreja para, no outro dia bem
cedo, tocar o sino, para chamar os fiéis para as missas da madrugada. Os
coroinhas, à noite, rezavam o terço, seguido da reza das ladainhas ou novenas,
muitas das vezes tudo em latim, que era a língua oficial da Igreja católica. As
missas eram, muitas das vezes, solenes, com cânticos em latim e coro ensaiado
pelo vigário. Era muito bonito e o povo comparecia e sempre prestigiava. Nessa
época eram os jovens e os homens adultos que tinham participação ativa nas
cerimônias religiosas, disputando a primazia de sentar nos primeiros lugares da
igreja. Os coroinhas ajudavam, também, nas cerimônias de batizados, casamentos,
enterros e outras funções. Acompanhava o padre nas “desobrigas” pelo interior
do município, visitando famílias, comunidades, engenhos de cana, serrarias,
olarias e pessoas que se dedicavam exclusivamente às lavouras e extrativismo de
madeira. Muitas eram as pessoas que nunca tinham visto um padre, muito menos um
frade capuchinho, com aquele “habito” marron e barbas enormes. A missa era
celebrada em altar improvisado às proximidades das residências e o padre
convencia os não casados a casar na Igreja Católica, pois já viviam juntos sem
nenhum conhecimento de que fosse um casamento civil ou religioso, mesmo por que
não havia cartório e nem assistência da igreja a essas comunidades. Em outras
comunidades a religião se baseava na religiosidade popular, de festa do
padroeiro, que durava de 8 a 10 dias, com levantamento e derrubada de mastros alusivos
aos festejos. Nesse tempo os padres que vinham à Abaeté não moravam aqui e sim
em Belém e eles só vinham à Abaeté, quando eram solicitados para as festas de
santos ou camentos e batizados de pessoas importantes da cidade. Depois que os padres capuchinhos se fixaram
em Abaeté, eles, além da catequese, ensinavam os jovens locais a ler e a
escrever e formava-os para a vida, tendo muitos destes jovens se tornando líderes e políticos em Abaeté.
As Ladainhas Rezadas
e Cantadas:
Sinfrônio Quaresma,
nasceu na localidade de Arapapu. Era rezador e capitulante de ladainhas das
festas de santo do interior do município de Abaeté, anos de 1930, 1949, 1950.
Uma ladainha rezada e cantada envolvia um certo aparato: “As rezadeiras, todas
paramentadas, que ficavam na 1ª fila, diante do altar do santodo santo
festejado. Na última fila ficavam os cantores de ladainhas, também paramentados
e contritos”.
Eram os frades
capuchinhos que ensinavam os ribeirinhos a cantar e rezar em latim. Também na
cidade, devido ser uma norma da Igreja Católica, as missas, ladainhas e outras
orações eram rezadas em latim. As orações rezadas em latim eram decoradas pelo
povo católico.
As ladainhas eram
cantadas em português ou em latim. Em Abaeté as ladainhas cantadas e rezadas em
latim se tornaram parte do folclore popular do povo ribeirinho.
Os Brinquedos de
Arraial das Festas Religiosas:
Em Abaeté, nas festas
de Nossa Senhora da Conceição eram encontrados vários tipos de brinquedos:
brinquedos de miriti ou de raízes de samaumeira e sapopema, currupios de papel,
roque-roque de papelão e breu, bolas de seringa.
Os brinquedos de
miriti (feitos dos talos ou polpas das folhas de miriti, presos com talas
retiradas também das folhas de miriti), eram variados: canoas, cobras, ...tudo
devidamente pintado em várias cores.
Os brinquedos feitos
das raízes de samaumeiras e sapopemas (árvores cuja madeira é bem leve) foram
rareando, devido a extinção dessas árvores.
As bolas de seringa
eram feitas do látex extraído das seringueiras (abundantes na época) e eram
usadas no inúmeros campos de peladas da cidade e na praça pública ou da Igreja
Matriz.
Outras Igrejas em
Abaeté:
Por volta do ano de
1928 Abaeté recebeu os primeiros missionários protestantes. Foi uma árdua luta
para eles conseguirem se instalar na cidade, devido ao elevado índice de católicos
na cidade e, muitos, intolerantes em relação de um outro tipo de religião, a
não ser a católica. Mas eles foram perseverantes e conseguiram se firmar. Essas
igrejas usaram, então, a estratégia de iniciar suas atividades pelo interior do
município.
A Assembléia de Deus:
Somente em 1936 é que
a Assembléia de Deus se instalou dentro da cidade.
Na década de 1950 a
Assembléia de Deus já se fazia sentir em algumas localidades da Ilhas de
Abaetetuba:
Rio Sarapuquara, que
possui nove grupos espalhados por essa localidade, sob a responsabilidade do
pastor Manoel Couto Vilhena. Rio Ajuaí. Rio
itacuruçá. Rio Urubuéua.
Outras Religiões ou
Doutrinas:
Abaeté já teve de
tudo em termos de religião, algumas se firmaram e outras não. Já teve o
Esoterismo ou “Comunhão do Pensamento”, o Judaismo, a ordem Rosa Cruz, o
movimento Seicho-No-Ie e a Maçonaria.
1ª ICEA
A Igreja Cristã
Evanelica
igreja da 1ª ICEA.


Acima temos o prédio da 1ª ICEA e grupos dos primeiros
crentes e antigos pastores, conforme Roberto Rocha da Costa.
Transporte Aéreo em
Abaeté:
Serviço Aéreo do
Sindicato Condor Ltda, com Agência em Abaeté, instalada no dia 23.4.1939, sendo
o agente em Abaeté o Sr. Raymundo Nonnato Viégas (Santinho Viégas), que era
secretário e contador da prefeitura municipal, na gestão do prefeito Coronel
Aristides dos Reis e Silva. 1927, aviões da Condor, recebendo passageiros em
Abaeté.
As viagens pelos
aviões da Condor eram realizadas nas terças-feiras e domingo.
Campo de Aviação
Militar de Abaeté:
Foi inaugurado na
gestão do Coronel Aristides dos Reis e Silva em 11.2.1937, medindo 200 x 8m,
Eram muitos os
engenhos de cana-de-açúcar existentes pelo interior do município e mesmo na
sede. Esses engenhos produziam produtos de grande aceitação na época, não só no
mercado local, como outros mercados vizinhos ou afastados, como Belém,
Marajó e o Baixo Amazonas. Vários eram
os produtos fabricados nos engenhos, como cachaça, mel de cana, rapadura.
Empresa São Jorge
Venda de Garapa no
Sarilo:
Do registro de
barcos, canoas, reboques, montarias, açougueiros, peixeiros, marchantes,
comércio, indústrias, comerciantes ambulantes, comércio de regatão, quitandas,
vendedores, proprietários de sarilho, artistas, marítimos, lavradores,
pescadores, padeiros, comerciários.
Um sarilo (peça de madeira trabalhada) era uma moenda
para cana, uma engenhoca que servia para moer a cana-de-açúcar, abundante na
época, para se extrair a “garapa”. O sarilo era uma peça manual, que exigia uma
pessoa para rodar a moenda e, assim, moer a cana. A cana era trazida dos
engenhos situados nos rios perto da cidade, especialmente o Engenho do Velho
Ayres e do Engenho de Murilo Carvalho, situados na Ilha Campopema. Acompanhavam
o sarílo, a mesa, toalhas, copos e banquinhos.
A garapa ou caldo de
cana era colocado em “garrafas de litro”, enrolhadas (com rolhas de miriti ou
cortiça), que eram colocados num “paneiro” (tipo de cesto feito com tala de
miriti ou outra tala mais forte) e eram levados para venda pelas ruas ou nas
festas de arraial ou garapa extraída “na hora”, se o freguês o desejasse.
O litro de garapa era
vendido a “um tostão” (um tostão equivalia a cem réis), o copo era vendido à
“dois vinténs” (dois vinténs equivaliam à 5ª parte de um tostão),
Essa atividade fez
surgir a figura do garapeiro na cidade de Abaeté, que era o vendedor de garapa, com suas
engenhocas (sarilos, fixos ou não), que eram moendas para cana-de-açúcar, que
extraíam a garapa ou “caldo da cana” e este era vendido engarrafado ou “fresco”, extraído na hora,
para os inúmeros apreciadores dessa doce iguaria.
As Festas Dançantes em
Abaeté:
Senhoras e Moças da
Sociedade, anos e 1930, 1940:
Eram elas que
organizavam as festas dançantes nos clubes da cidade como o Abaeté Futebol
Club, o Brasil Sport Club e o Itatiaia. Os trajes de festas acompanhavam a moda
e costumes locais. Vestidos compridos, até abaixo dos joelhos, blusas com
mangas compridas e golas fechadas até o pescoço. Dançava-se agarrado e rostos
colado se não existisse vigilância.
Instrumentos Musicais
das Festas de Abaeté:
Festas dançantes
Das festas, blocos e
cordões de carnaval:
Vide família Abreu,
Bandute Sena, ...
No Cordão dos
Pretinhos, as músicas e canções cantadas
e tocadas, eram de compositores locais.
Tipos de Músicas das
Festas e Outros Eventos em Abaeté:
Choro, marcha, samba,
xote, bolero, mambo, baião, xaxado, quadrilha, lundu, síria, Fox, maxixe,
carimbo, marzuca, rumba. Lundu.
Conjuntos e Jazes de
Abaeté:
Os conjuntos e jazes
que tocavam nas festas eram formados por músicos das bandas de música locais.
As festas dançantes
eram embaladas por instrumentos de percussão, corda e sopro, na forma de:
bumbo, violão, rabecão, bandolim, flauta, pistão, clarinete, contra-baixo,
curimbós, réco-reco, cavaquinho, saxofone. Nas festas antigas não havia a
figura do vocalista, que nos dias de hoje é indispensável nos chamados
conjuntos musicais.
Tipos de Músicas das
Festas e Eventos em Abaeté: choro, marcha, samba, xote, bolero, mambo, baião,
xaxado, quadrilha, lundu, síria, Fox, maxixe, carimbo, marzuca, rumba. Lundu.
Quando chegava um
circo na cidade de Abaeté, com seus palhaços, animais, trapezista e
ilusionistas, era uma festa só na cidade, especialmente entre as crianças.
Estas, para ganhar ingresso grátis, durante os dias de apresentação do circo,
às 16 horas, saíam atrás do palhaço, pelas ruas da cidade, que desfiava suas frases, que a garotada
atrás tinha que responder. As perguntas
e respostas eram sempre ensaiadas. Eis algumas: Palhaço: “Hoje tem espetáculo?”
Garotada: “Tem sim senhor”. “Às oito horas da noite?”. “É. Sim senhor”. “E a noitada é boa?”. “É, sim
senhor”. “Hoje tem forrobodó?”. “Tem, sim senhor”. “Lá na casa de tua
avó?”. “É, sim senhor”. “Hoje tem
alegria?” “Tem, sim senhor”. “Lá na casa de tua tia?”. “Tem, sim senhor”. “O
raio do sol suspende a Lua?”. “Viva o palhaço que está na rua”. “O raio do sol
suspende o pano?”. “Viva o palhaço americano”. “Lá vem a lua saindo por detrás
da bananeira?”. “O teu pai morreu de susto e a tua mãe de caganeira”. “Ô,
re-ri-ré, ô ré-ri-rá, jacaré comprou cadeira, mas não soube se sentá”.
As Vestimentas dos
Meninos:
Acima temos alunos do antigo Grupo Escolar de
Abaeté e suas calças 'tucandeiras'.
Acima temos alunos do antigo Grupo Escolar de
Abaeté e suas calças 'tucandeiras'.
As roupas dos meninos
consistiam em calças “tucandeiras” (calças que iam até as canelas de quem as
vestia), tamanco (calçado em madeira, com presilhas em couro), cuja
caracterísitca era o barulho que fazia nos pisos de madeira ou cimento.
A Educação Antiga em
Abaeté:
Acima temos a foto do grande professor Maxico, uma das
lendas da educação em Abaetetuba.
Acima temos a foto do grande professor Maxico, uma das
lendas da educação em Abaetetuba.
As mais antigas
escolas de Abaeté se localizavam em algumas localidades ribeirinhas e na cidade
existia apenas o antigo “Grupo Escolar de Abaeté’, este fundado em 1902.
Posteriormente foi construído o ‘Grupo Escolar Basílio de Carvalho’ e os
antigos ‘Externatos’ que se espalhavam pela cidade. Antes da constução do Grupo
Basílio, existiam as “Escolas Isoladas’que, depois, se tornaram ‘Escola
Reunida’, como foi o caso do ‘Grupo Vicente Maués’.
“Em 1948 foi
festejado o 45º aniversário do Grupo Escolar de Abaeté, sendo lembrado o nome
do professor Bernardino Pereira de Barros, como seu 1º diretor e outros
professores”.
Observação: A
informação acima precisa ser investigada, pois 1948-1902=46.
“Na data de
inauguração do Grupo Escolar de Abaeté era governador do Estado o Dr. Augusto
Montenegro. Abrilhantaram a festa a Banda Bela Harmonia, os oficiais da antiga
Guarda Nacional, todos uniformizados, Coronel Joaquim Maués, Capitão Aristides
Silva, Horácio Silva, Raimundo Pimentel, Tenente Miguel Mendes dos Reis,
Antonio Pereira de Barros, João Roberto dos Reis e o alferes Francisco Bahia
Sobrinho.
Citações de 1909: “O
Clube Henrique Gurjão com os seus dobrados e Galileu Parente, do clube, saudou
o aniversariante Bernardino Pereira de Barros”.
Citação de 1908:
“Sarau dançante à noite no aniversário do professor Bernardino Pereira de
barros, animado pela orquestra “União Abaeteense e o professor Basílio de
Carvalho fez uma bela oratória e declamou poesias de sua lavra”.

Foto acima do Professor Bernardino, antigo professor
e diretor do antigo Grupo Escolar de Abaeté.


Foto acima do Professor Bernardino, antigo professor
e diretor do antigo Grupo Escolar de Abaeté.
Acima temos o prédio da escola CBPB e sua quadra
de esportes em Abaetetuba
Acima nós temos a foto do Grupo Basílio de Carvalho,
em Abaetetuba, ainda com um só pavimento.
Acima nós temos a foto do antigo Grupo Escolar de Abaeté,
que vem desde 1902 e seus alunos em frente.

Acima temos a foto do antigo prédio dos Vicentinos, ainda
com um só pavimento, que serviria para abrigar o Hospital dos
Vicentinos, mas, por abandono da sua construção, foi entregue
na década de 1950 pelo prefeito Joaquim Mendes Contente às
recém-chegadas "Irmãs Missionárias Capuchinhas, em Abaetetuba.
Acima nós temos o antigo prédio do CSFX em Abaetetuba
de esportes em Abaetetuba
Acima nós temos a foto do Grupo Basílio de Carvalho,
em Abaetetuba, ainda com um só pavimento.
Acima nós temos a foto do antigo Grupo Escolar de Abaeté,
que vem desde 1902 e seus alunos em frente.

Acima temos a foto do antigo prédio dos Vicentinos, ainda
com um só pavimento, que serviria para abrigar o Hospital dos
Vicentinos, mas, por abandono da sua construção, foi entregue
na década de 1950 pelo prefeito Joaquim Mendes Contente às
recém-chegadas "Irmãs Missionárias Capuchinhas, em Abaetetuba.
Acima nós temos o antigo prédio do CSFX em Abaetetuba
O professor
Bernardino Pereira de Barros foi diretor do Grupo Escolar de Abaeté até o ano
de 1920.
A família Pereira de
Barros era uma antiga, abastada e tradicional família de Abaeté, que na época
da escravidão negra possuíam os seus escravos. Foi o caso da senhora Maria
Vitória Ribeiro, de 96 anos, com foto do ano de 1934, que era escrava do
intendente Torquato Pereira de Barros.
Em 1953 surgiu o
‘Educandário Nossa Senhora da Conceição’, como escola só para ‘meninas’, que
depois se transformou no Instituto Nossa Senhora dos Anjos-INSA.
Em 1962 surgiu o
‘Ginásio Professor Bernardino Pereira de Barros’, do Governo do Estado e em 1966
surgiu o ‘Ginásio São Francisco Xavier’, dos recém-chegados Padres Xaverianos.
Em 1994 a cidade de
Abaetetuba apresentava a seguinte situação quanto a educação municipal
(Secretaria Municipal de educação e Cultura e Desportos):
. 7 escolas na sede
do município;
. 36 escolas na zona
rural das estradas e ramais;
. 129 escolas na zona
ribeirinha, Ilhas de Abaeté.
Das 165 escolas do
interior do município, 163 ministram o ensino de 1ª a 4ª séries e duas escolas
ministram o ensino de 5ª a 8ª séries. Das escolas da Ilhas de Abaetetuba,
nenhuma ministra o ensino de 5ª a 8ª séries.
Das 7 escolas de sede
do município, todas ministravam o ensino de 1ª a 4ª séries e nenhuma ministra o
ensino de 5ª a 8ª séries.
O nº de alunos das
Ilhas e estradas é de 6.944 alunos e o de alunos da sede é de 2.929 alunos.
Quanto às escolas do
governo estadual (Secretaria de Estado
de Educação) a situação era a seguinte, em 1994:
14 escolas na zona
rural, das estradas e ramais, com o nº de 650 alunos;
54 escolas na zona
ribeirinha das Ilhas de Abaetetuba, com 2.062 alunos;
22 escolas na sede do
município, com 7.345 alunos.
Total geral de alunos
da rede estadual: 10.057 alunos, sendo: 5.163 alunos da 5ª a 8ª séries; e
alunos do 2º grau e de outras modalidades de ensino.~
Professor e
Professora:
O professor ou
professora era uma das figuras mais respeitadas da cidade, devido ao fato de
exercerem suas profissões como um sacerdócio. Eram responsáveis na profissão,
exigentes com seus alunos, mas amorosos e ternos na educação das crianças e
jovens da cidade. Eram verdadeiros mestres e educadores, que não mediam
sacrifícios no exercício de sua profissão. Ensinavam a ler e escrever, os
números e cálculos, entremeados de muitas lições de civismo e amor à pátria e
terra natal. Ensinavam os cantos, as artes e aprofundavam seus alunos na fé
católica, a única existente até a metade do século XX. Incentivavam a
participação na Igreja e o inserimento nos grupos católicos como os coroinhas,
a cruzada infantil, as filhas de Maria e a congregação Mariana.
Atividades Econômicas
Antigas:
Açougueiros,
peixeiros, marchantes, comércio, indústrias, comerciantes ambulantes, comércio
de regatão, quitandas, botecos, vendedores, proprietários de sarilho, artistas,
marítimos, lavradores, pescadores, padeiros, comerciários.
Os Seringais em
Abaeté e Estradas de Seringa:
Seringais em Abaeté:
As seringueiras eram
abundantes nas matas nativas de Abaeté. Da seringueira se extraía o látex, para
a fabricação de borracha. A maioria dos senhores de engenhos ou fazendeiros
possuía suas “estradas de seringas”. O Coronel Maximiano Guimarães Cardoso era
muito rico, dono de engenhos, grandes propriedades com plantações de cacau,
cana-de-açúcar, seringais, embarcações, casas no interior e na cidade, dono de
muitos escravos e outros empregados, entre os quais muitas famílias de escravos
alforriados.
As terras que
constituem toda a área superficial do município de Abaeté são formadas de duas
partes complementares e distintas: uma parte de terras baixas, denominadas
várzeas, situadas nas margens dos rios e igarapés e nas ilhas do município; a
outra parte se constitui de terras altas, denominada terras firmes, situadas na
parte central, apenas banhadas pelas nascentes das águas fluviais, nos limites
com os municípios de Belém, Conde, Barcarena, Igarapé-Miry e Moju.
Nas terras altas ou
firmes não existem seringais, mas apenas algumas árvores de seringas que pouco
produzem. Mas os seringais que se encontram nas terras baixas ou várzeas, são
formadas por caminhos ou estradas de seringas, contendo 80, 100 ou até 120
árvores, de onde se extraíam o látex para a produção de borracha. A produção
era pequena, mas era trabalhada desde os tempos em que a borracha despertou
interesse econômico na região amazônica. A produção dos seringais abaeteenses
era no verão, de maio a dezembro, exceto setembro, quando as seringueiras mudam
as folhas. Algumas famílias pobres trabalhavam também durante o inverno, nos dias
em que não chovia.
O leite extraído puro
sofria o processo da defumação, na queima de caroços ou sementes da palmeira
inajá ou ouricuri, cujo fumo era considerado o melhor para coagular o leite em
fôrmas de madeira, preparando as peles ou bolas de borracha.
As estradas produziam
de um a cinco quilos de leite, de acordo com o número de seringueiras que
possuíam. Toda a produção dos seringais de Abaeté tinha escoamento rápido, onde
era levada diariamente aos compradores de Belém ou do Baixo Amazonas.
Devido a grande
procura pela borracha produzida em Abaeté, iniciou-se um processo de
falsificação do produto, com a mistura do leite de outras árvores ou com
tapioca, farinha de trigo, pó de tabatinga ou areia branca. Essa falsificação
não era exclusiva de Abaeté e era praticada em todo o interior do Pará, onde
existiam seringais. Os próprios comerciantes locais sem escrúpulo, eram quem
ofereciam aos seringueiros os materiais para a falsificação da borracha. O
objetivo era a quantidade e não a qualidade.
Com o cultivo dos
seringais onde a borracha alcançava elevados preços em relação a outras
culturas, estas culturas ficaram em segundo plano. Com a queda do preço da
borracha os agricultores se voltavam para as culturas tradicionais.
Abaeté chegou a
possuir 831 estradas de seringueiras, espalhadas pelo município.
Com a desvalorização
da borracha de Abaeté os seringais foram abandonados pelos seringueiros e os
donos dessas terras derrubaram as seringueiras, restando um pequeno número
dessas árvores. No lugar das seringueiras surgiram outras culturas, como a
lavoura de cana-de-açúcar, arroz, milho, feijão e outras culturas.
Desse modo, a
excelente borracha produzida em Abaeté perdeu consistência e elasticidade. Era
a ambição humana que não tem limites. Ocorreu a desmoralização e a
desvalorização do produto
As seringueiras eram
abundantes em Abaeté. Quase todo grande agricultor possuíam, em seus grandes
terrenos, as chamadas “estradas de seringa”, usadas para se chegar às árvores
de seringueiras e delas extrair o látex (leite de seringa). De posse de uma boa
quantidade de látex extraído, este era levado para um local apropriado para se
fazer a devida “defumação”, para formá-las em bolas de borracha. As sobras de
látex das tijelinhas de coleta, eram chamadas de “cernambi”, que eram
aproveitáveis. As bolas de futebol das peladas em Abaeté, eram feitas do
cernambi.
Comércio Ribeirinho
Um típico Comércio
Ribeirinho:
Os comércios
ribeirinhos de Abaeté eram verdadeiros empórios comerciais, que vendiam uma
infinidade de produtos e compravam outros dos fornecedores, em um movimento
constante de compra e venda. Os produtos vendidos eram: tecidos, ...Os produtos
comprados, eram: ...
Nas compras, os
produtos eram pesados, conferidos, medidos. O pagamento desses produtos
comprados desses forneceres eram descontados os débitos existentes ou pagava-se
a diferença entre o que o fornecedor tinha direito com os negócios com o
comerciante. Na verdade, estes sempre levavam vantagens sobre os seus
fornecedores de sementes de cacau, sementes oleaginosas.
Produtos das Olarias
de Abaeté:
Tijolos, telhas,
vasos, bacias, potes, talhas.

Tigelinhas em barro para a coleta do látex das seringueiras

Como o Rio Itacuruçá possuía dezenas de olarias, estas vindos desde
os tempos mais antigos, temos abaixo duas peças raras: um tijolo maciço
(sem os furos) e na foto mais abaixo uma antiga telha, esta que é grande e
de fabricação puramente artesanal


Uma cuia pitinga, servindo como balde, e diversos objetos
em barro

Este objeto abaixo era chamado "tralha" pelos antigos
ribeirinhos, que é uma espécie de depósito de água e
outros líquidos

A “Viração” da Carne no Mercado Muncipal de Abaeté:
Como o Rio Itacuruçá possuía dezenas de olarias, estas vindos desde
os tempos mais antigos, temos abaixo duas peças raras: um tijolo maciço
(sem os furos) e na foto mais abaixo uma antiga telha, esta que é grande e
de fabricação puramente artesanal
Uma cuia pitinga, servindo como balde, e diversos objetos
em barro
Este objeto abaixo era chamado "tralha" pelos antigos
ribeirinhos, que é uma espécie de depósito de água e
outros líquidos
A “Viração” da Carne no Mercado Muncipal de Abaeté:
Quando havia
“fartura” (muita oferta de uma mercadoria) de carne na cidade de Abaeté, boa
parcela dos compradores ficava aguardando a “viração”, dos preços, que ocorria
a partir das 10:00 horas da manhã. Se o quilo era vendido a mil e duzentos réis
(moeda dos anos de 1930, 1940), virava para oitocentos e até quinhentos réis o
quilo, porque os açougueiros e marchantes da cidade não tinham onde guardar as
sobras de carne, por inexistir equipamentos de congelação e se existisse, a
falta de energia elétrica era constante na cidade.
Por isso as sobras de
carne tinham que ser vendidas na viração dos preços.
Alguns Dados Estatísticos
e Econômicos de Abaeté em 1950:
População: 36.587
habitantes, sendo aproximadamente 34 habitantes por Km2.
Abaeté era a 5ª
cidade em população no Pará, perdendo apenas para: Belém, Santarém, Bragança e
Cametá).
84% da população era
da zona rural, 15% na cidade ( 5.449 habitantes) e 1% em Beja.
Em 1931, Abaeté
compreendia: um distrito judiciário e 5 circunscrições: Abaeté, Beja,
Tucumanduba, Urubuéua e Maúba, para os quais foram nomeados suplentes de juiz.
Em 1938 Abaetetuba
foi beneficiada com a categoria de Comarca Judiciária, compreendendo os
distritos: Abaetetuba, Beja e as zonas de Maracapucu, Urubuéua, Arapapu,
Tucumanduba e Maúba.
Distritos de
Abaetetuba:
Distritos: em 1955
Abaetetuba era composta por 4 distritos: Abaetetuba (a Séde), Beja, Colônia Dr.
João Miranda e Urubuéua.
Em 1995 quando
Abaetetuba completou 100 anos de fundação apresentava uma população de 104.219
habitantes. Alguns aspectos econômicos apresentados no Centenário da cidade: 4
estabelecimentos bancários e um particular; 436 olarias, fabricando telhas e
tijolos de barro; 2 engenhos de cana; 15 serrarias; 4 indústrias de palmito;
675 estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas; 30 pequenas
indústrias diversas; 648 empresas diversas.
Comarca de Abaeté:
Antes de Abaeté se
tornar um Termo judiciário, a situação assim se paresentava, conforme as
pesquisas abaixo:
Abaetetuba não
possuía um Termo Judiciário e era, nesse aspecto, ligada à Comarca de
Igrapé-Miry, sede da Comarca, a qual os cartórios locais estavam ligados.
Portanto, não possui juiz e outras autoridades judiciárias. Todas as operações e ações que exigissem
escritura pública eram realizadas nos cartórios de Igarapé-Miry e as que aqui
eram realizadas pelos cartórios de registro civil, eram também dependentes do
Juizado de igarapé-Miry. Exemplos de documentos que se reportam a essa
situação:
O Coronel Aristides
dos Reis e Silva, intendente de Abaeté, em 14.08.1917, como resultado de sua
luta em favor da total emancipação política do município, fez com que a sede da
Comarca do Poder Judiciário, que ficava em Igarapé-Miry, fosse transferida para
Abaeté, pois considerava uma humilhação essa situação e esse fato, foi um dos
que acirraram ainda mais a antiga animosidade entre esses dois municípios,
ambos expoentes da economia da região naqueles tempos.
Há um documento
antigo que se reporta à venda de um escravo negro, tudo devidamente oficializado com a escritura de compra e
venda: “Escritura de Compra e Venda de
um Escravo, Cartório do 2º Ofício Alda Nery, data de 25 de junho de 1870, da
então Freguesia de Abaeté e firmado na casa de moradia de Dionísio Pedro Lobato, Am Abaeté, sendo
vendedor o Sr. José Valente Rodrigues e comprador o Sr. José Joaquim Gonçalves Chaves e como objeto da
venda o escravo André, pelo preço de 1 conto de réis, tendo como testemunhas os
Srs. Hygino Antonio Cardoso Amanajás e Manoel Joaquim da Costa e tendo como
assinante “a rogo” pelo vendedor o Sr.
Antonio Marcelino Gonçalves. Esses dados foram extraídos do Livro do escritor de Igarapé-Miry-Pa, Eládio Lobato de
nome “Caminho de Canoa Pequena”.
Após a instalação da
Comarca judiciária em Abaeté, tivemos as seguintes autoridades em Abaeté ou
Abaetetuba:
. Maximiano Guimarães
Cardoso, foi vogal no Conselho de Intendência de Abaeté, Juiz Substituto,
industrial, dono de engenho de cana, comerciante e proprietário da Lancha
Tucumanduba, movida à vapor de lenha e importada da França, anos de 1940.
. Osvaldo Otacílio
Gomes, foi o 1º juiz da Comarca de Abaeté, Hugo Oscar de Mendonça, foi o 2º juiz
e Walter de Figueiredo, foi o 3º juiz da comarca.
Há um documento do
Juizado de Direito de Abaeté, datado de 24.03.1944, dirigida ao então prefeito
municipal Pedro Borges do Rego, do Juiz de Direito, recém nomeado, Dr. Hugo
Oscar Pinheiro Mendonça, Comarca recentemente criada pelo Coronel Interventor
Federal do Estado do Pará, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, em 27.01.1944.
. Dr. Manoel Afonso
Albuquerque. Juiz Substituto em em Abaeté, em 1919, na intendência do Coronel
Aristides dos Reis e Silva.
. Dr. João
Evangelista Correa de Miranda, Juiz Substo. Do 2º Distrito Judiciário da
Comarca, 1895.
. Aluísio Leal. O Dr.
Aluísio Leal era Promotor Público em Abaeté na metade do século XX.
. José Ferreira
Ribeiro. Adjunto de Promotor.
. Latino Lídio da
Silva, oi o 1º tabelião de Abaeté e secretário interino da Intendência de
Abaeté.
. José Marques da
Silva. “José Marques da Silva, Oficial do Registro Civil, da cidade de Abaeté,
Comarca de Igarapé-Miry, deste Estado do Pará, por nomeação legal, etc. Lv. Nº
9, de Registro de Nascimento, de Menotti Calliari, no dia 26 de novembro de
1914, na residência de seus pais, Travessa Tenente Coronel Costa, filho
legítimo de Júlio Calliari e Lectícia Carmela Parente, brasileira”.
Há um documento do
Juizado de Direito de Abaeté, datado de 24.03.1944, dirigida ao então prefeito
municipal Pedro Borges do Rego, do 1º Juiz de Direito, recém nomeado, Dr. Hugo
Oscar Pinheiro Mendonça, Comarca recentemente criada pelo Coronel Interventor
Federal do Estado do Pará, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, em 27.01.1944.
Em 1931, Abaeté
compreendia: um distrito judiciário e 5 circunscrições: Abaeté, Beja,
Tucumanduba, Urubuéua e Maúba, para os quais foram nomeados suplentes de juiz.
Em 1938 Abaetetuba
foi beneficiada com a categoria de Comarca Judiciária, compreendendo os
distritos: Abaetetuba, Beja e as zonas de Maracapucu, Urubuéua, Arapapu,
Tucumanduba e Maúba.
Distritos de
Abaetetuba:
Distritos: em 1955
Abaetetuba era composta por 4 distritos: Abaetetuba (a Séde), Beja, Colônia Dr.
João Miranda e Urubuéua.
Em uma das casas do
Sr. Francisco Freire de Andrade, localizada à Rua Nilo Peçanha, em Abaeté,
funcionou a Prefeitura Municipal, casa que serviu, também, nos serviços de
audiência do Juiz Substituto, casamentos, posto sanitário, delegacia de
polícia, alugada para esses serviços nos anos de 1940.
Vida Sócio-Cultural
em Abaeté:
Quem pensa que na
pequena Vila ou Cidade de Abaeté, das décadas finais do século XIX e das
primeiras décadas do século XX, vivia-se um marasmo nas questões culturais,
sociais, políticas e esportivas se engana redondamente, pois, por estas terras, fervilhavam manifestações em todos os
segmentos da pequena cidade, até mesmo no segmento esportivo, como veremos a
seguir. Era grande a quantidade de grupos, clubes e entidades que desenvolviam
as mais diferentes atividades na cidade e nas ilhas de Abaeté. A comunicação
com outros centros mais adiantados era difícil, mas isso não constituía
empecilho para que considerável parte da população, desenvolvessem tantas ações,
que animavam enormemente a vida da pequena cidade. Existiam pessoas que estavam
ligadas ao que acontecia a nível estadual e nacional, na questão política,
cultural e esportiva. As notícias da moda, dos esportes, da música, do teatro,
da literatura eram publicadas nos pequenos semanários daquelas épocas. E
Abaeté, que possuía uma considerável classe de pessoas abastadas e
esclarecidas, procurava atuar as modas dos centros mais adiantados,
especialmente Belém, a capital do Estado do Pará, onde também fervilhavam
manifestações desse tipo. A indumentária dos velhos tempos de Abaeté, pelo
menos nas classes mais abastadas, seguia os padrões da capital do Estado, que
por sua vez as copiava dos padrões europeus. Na música, surgiram os clubes com
características musicais, acontecendo até disputas, para a melhor apresentação.
Existiam os grupos de teatro, os literários e até mesmo os grupos políticos,
que se reuniam nos chamados “clubes”. Todos seguiam um esquema que incluía os
discursos e as recitações de poesias, as atas e cantos de hinos cívicos e dos
respectivos grupos.
O sentimento
nativista e nacionalista de muitos moradores do lugar alimentava o amor e ação
pela cultura da cidade. A religião ajudou muito na divulgação desses modos de
cultura, folclore e da música, no meio da população. Nos desportos,
especialmente no futebol, que já era uma mania nacional no fim do século XIX e
início do século XX, os clubes despontavam na cidade e algumas rivalidades
locais foram surgindo entre os clubes locais. O folclore, o carnaval e as
tradições da quadra junina eram fortes, com clubes ou pessoas que alimentavam a
cultura popular. Vamos analisar algumas dessas questões culturais levantadas,
fruto de pesquisa em antigos jornais, revistas, entrevistas ou pesquisas de
nossos historiadores.
Jornais em Abaeté:
Jornal “O
Abaeteense”: O primeiro jornal que surgiu em Abaeté, ainda nos tempos de vila,
foi o jornal ´O Abaetense´, editado por Hygino Amanajás. Esse jornal teve vida
curta, de 1884 a 1887. A professora esmeralda nasceu no dia 19.06.1904 em
Maracapucu, município de Abaeté. Faleceu em 5.05.1968, aos 63 anos de idade, em
Belém do Pará. Com a idade de cinco anos veio de Maracapucu para Abaeté e
depois seguiu para Belém em companhia da família de Hygino Antonio Cardoso
Amanajás, que chegou a ser editor de jornal em Abaeté e deputado pelo estado do
Pará. Junto com Esmeralda seguiram para Belém suas tias Maria Pinho e Quitéria.
A ligação com a
família Amanajás deve-se ao fato de Esmeralda Cardoso ter sido adotada pela
família de Hygino Amanajás.
O Abaeteense, de
propriedade de Caripunas?

Do Coronel Caripuna restaram suas histórias e lendas
e sua rica sepultura existente eno Cemitério Público
de Abaetetuba.
Do Coronel Caripuna restaram suas histórias e lendas
e sua rica sepultura existente eno Cemitério Público
de Abaetetuba.
Documento de 1887, se
refere a uma “´Praça 25 de março`, onde ficava o prédio da antiga Câmara
Municipal de Abaeté e onde era a sede do
Jornal ´O Abaeteense`”.
Em 07.06.1886, uma
notícia de jornal sobre “A casa comercial “Cruz & Nery”, localizada na
localidade Costa Maratauhyra, conforme o “Jornal Abaeteense”, de 07.06.1886: “O
filho de Emygdio Nery , de nome Felippe, ao fazer um determinado serviço na
casa “Cruz & Silva”, acende um fósforo e joga o palito por cima do balcão.
O palito cai justamente num barril de pólvora, o que ocasiona explosão e
incêndio no comércio, ficando Felippe preso, junto com mais três pessoas.
Quando veio o socorro os moços se jogam no rio. Felippe não resiste às queimaduras
e morre. O prejuízo causado pelo incêndio foi de mais de três contos de réis”.
O fato foi noticiado
pelo 1º jornal de Abaeté, o “Jornal de
Abaeté”, fundado pelo deputado Hygino Amanajás e esse fato também foi noticiado
pelo jornal “Diário do Grão-Pará”, do dia 10.06.1886.
Um número do Jornal
“O Abaeté”, datado de 24.05.1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e
diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros. Outro número do semanário O
Abaeté, de abril de 1909, tem como diretor Cornélio Pereira de Barros e como
secretário, Trajano Pereira de Barros, jornal com sede na Travessa da
Conceição.
1909: Travessa da
Conceição, onde ficava a sede do Semanário “O Abaeté”
Jornal “A Evolução”:
João Braga de Abreu era filho do Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu e Joana
Braga de Abreu. Joana Braga de Abreu. Casou com Theodomiro Amanajás de
Carvalho, nativo destas terras, de tradicional família abaeteense. Ele foi um
dos baluartes na arrecadação de fundos para a construção da Igreja Matriz de
Abaeté.
João Braga de Abreu.
Nasceu em Remanso Bahia no dia 12.02.1886 e veio para o Pará em 1896. Ficou
morando em Belém com seus pais. Veio com sua família para Abaeté em 1911. Foi
um dos fundadores do semanário “Evolução”, sendo seu redator. Esse jornal
sobreviveu alguns anos. Em maio de 1914: “O Clube Lauro Sodré, tinha como
orador João Braga de Abreu, filho de Lindolpho Abreu, que foi um dos fundadores
do jornal “A Evolução” e também o seu redator. O presidente do Clube Lauro
Sodré era Domingos de Carvalho”.
Jornal “Folha do
Mato”. Foi outro jornal editado por Garibaldi Parente. Também não durou muito,
apesar do idealismo de seu criador.
Jornal “O Colibri”.
Foi outro jornal, de vida efêmera, criado por Garibaldi Parente, que veio após
a “Folha do Mato”.
Jornal “O Progresso”.
Em 1904 apareceu o jornal “O Progresso`”, que surgiu em 1904, editado pelo
tenente coronel Aristides dos Reis e Silva, também de vida curta.
Jornal “O Comércio”.
O jornal ´O Comércio` foi editado pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva, após
a extinção do Jornal “O Progresso”.
Jornal “O Correio de
Abaeté”. 1927, O mesmo Coronel Aristides, criou, após a extinção do Jornal “O
Comércio”, quando à frente da administração municipal, o jornal ´O Correio de
Abaeté`, que passou a ser o órgão oficial da Intendência de Abaeté, enquanto
ele foi intendente. A tipografia que produzia essa jornal localizava-se à Rua
Justo Chermont.
Edições do jornal “O
Correio de Abaeté: nº 33, de 10.4.1927, um nº do jornal: de 24.4.1927.
Em 1927 o Jornal
Correio de Abaeté tinha como diretor, Guilherme de Abreu.
Jornal “O
Independente”. O jornal “O Independente” foi editado por Joalzirase Miranda e
teve um só número. Joalzirase é filho de José e Alzira Miranda. O nome
Joalzirase é uma mistura do nome do pai e da mãe: Jo, 1ª sílaba de José,
alzira, do nome da mãe e se, última sílaba de José.
Jornal “A Voz da LOA.
LOA significa Liga Operária Abaeteense que possuía o seu jornal informativo. A
LOA tinha como seu presidente Uadir Felix dos Santos.
Jornal “A Crônica
Mirim”. Esse jornal foi editado por
Carlos Augusto Barbagelata.
O jornal “Município
de Abaeté”, era o informativo oficial da Prefeitura Municipal de Abaeté, para
publicar os atos da administração e informações sobre o municiípio de Abaeté,
com a tiragem do 1º nº em 1940, governo do prefeito nomeado Coronel Aristides
dos Reis e Silva (1.1.1938 a 28.2.1943). Jornal “Municipio de Abaeté”, nº 3,
julho e setembro de 1940. Jornal “Muncicípio de Abaeté”, inteiramente escrito,
redigido e revisto pelo prefeito Aristides dos Reis e Silva, em 1940.
O jornal “A Gazeta”.
Outro joranl editado por Barbagelata, contando com a ajuda de Nonato Loureiro e
Luiz Reis , de 1967 a 1970.
A Gazeta de
Abaetetuba. Jornal editada por Nairo.
Jornal de Abaetetuba.
Editado por Raimundo Zacarias e, posteriormente, Nonato Loureiro, de ...a...
“O Sino”, boletim
informativo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, tendo como responsável o
Padre Dante Mainini.
Jornal
“Abaetetubense”, de Naitch Rodrigues, tendo como editor-chefe, Eraldo Couto,
tendo saído o 1º nº em 9.9.1963.
LOA-Liga Operária
Abaeteense.
Entidade do início do
século XX. Presidida por Uadir Felix dos Santos, que possuía o seu ‘joranl da
LOA’.
União de Artistas e
Operários de Abaeté. Era uma associação que tinha como um de seus associados
João Nepomuceno de Pontes.
Tiro de Guerra:
Alberto Vieira
Miranda, foi instrutor do Tiro de Guerra 646, ano de 1934.
Em Abaeté existiu um
1º Grupo de Escoteiros, o Grupo de Escoteiros de Abaeté e um de seus
colabolares foi o Coronel Aristides dos Reis e Silva.
A diretoria do Grupo
de Escoteiros era assim constituída: Tenente Coronel Aristides dos Reis e
Silva, presidente; Dr. Manoel Afonso A. Freire, 2º presidente; Leopoldo
Ceciliano Paes, 1º secretário; Capitão Miguel Mendes Reis, 2º secretário; Padre
Luiz Varella, tesoureiro e o Sargento Benjamim Coriolano, diretor técnico.
Serviços Aéreos
Serviço Aéreo do
Sindicato Condor Ltda, com Agência em Abaeté, instalada no dia 23.4.1939, sendo
o agente em Abaeté o Sr. Raymundo Nonnato Viégas (Santinho Viégas), que era
secretário e contador da prefeitura municipal, na gestão do prefeito Coronel
Aristides dos Reis e Silva. 1927, aviões da Condor, recebendo passageiros em
Abaeté.
O Horto Municipal foi
criado pelo Decreto nº 14, de 8.5.1939, pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva
(1.1.1938 a 28.2.1943), às margens do Igarapé Jarumãzinho.
Usinas de Elétrica em
Abaeté:

No prédio acima funcionava uma antiga usina elétrica
em Abaeté. Agora o local é apenas o escritório da empresa
que fornece energia elétrica em Abaetetuba.

No prédio acima funcionava uma antiga usina elétrica
em Abaeté. Agora o local é apenas o escritório da empresa
que fornece energia elétrica em Abaetetuba.
Pedro Rosado. O
engenho de Pedro Rosado localizava-se na Rua do Trapiche, onde, anos depois,
foi montada uma Usina Elétrica, movida à vapor de lenha.
Foi o prefeito
Maximiano Silvino Cardoso que, em 21.02. 1932, instalou a iluminação elétrica
na cidade de Abaeté, uma usina à vapor
de lenha na Avenida Rui Barbosa.
Pedro Rosado. O
engenho de Pedro Rosado localizava-se na Rua do Trapiche, onde, anos depois,
foi montada uma Usina Elétrica, movida à vapor de lenha.
No governo do
prefeito Aristides dos Reis e Silva, que
adquiriu um caminhão marca Ford para o município, o segundo caminhão a trafegar
na cidade, contratou o Mestre César para dirigir esse caminhão e, mais tarde, o
Mestre César passou a gerente técnico da
Usina Elétrica de Abaeté em 1903.
Cinemas em Abaeté:
Itália Conceição
Calliari Parente: “Meu avô e também avô do Nicola Parente (Velho Nicolau), foi
quem trouxe o 1º cinema para a Paraíba, Pará e Manaus. O cinema de meu avô
ficava aí na esquina onde hoje existe o Cine Imperador. Era de madeira,
iluminado à luz cintilante de carbureto. Na casa de Anita Calliaria ainda
existem os anjos que sustentavam os lampiões que iluminavam as portas do cinema”.
Cine Glória e Cine
Natan:
O Sr. Crispim Ferreira foi proprietário do antigo
Cine Glória, na antiga Av. Rui Barbosa, hoje Av. D. Pedro II.
O Cine Glória era em sociedade com Juca e José Saul.
Depois o Sr. Crispim mudou o cinema para a Rua Grande ou
Av. D. Pedro II, cinema que recebeu o nome de Cine Natan,
de grata memória para muitos antigos abaetetubenses.
A foto abaixo, de João Pedro Maués, mostra, o Sr. Heitor Maués,
pai de João Pedro, com as antigas casas, entre os quais o antigo
prédio do Cine Natan, em madeira de lei, parecendo um prédio
de dois andares, à direita do Sr. Heitor Maués.
Rua Grande

O Sr. Crispim Ferreira foi proprietário do antigo
Cine Glória, na antiga Av. Rui Barbosa, hoje Av. D. Pedro II.
O Cine Glória era em sociedade com Juca e José Saul.
Depois o Sr. Crispim mudou o cinema para a Rua Grande ou
Av. D. Pedro II, cinema que recebeu o nome de Cine Natan,
de grata memória para muitos antigos abaetetubenses.
A foto abaixo, de João Pedro Maués, mostra, o Sr. Heitor Maués,
pai de João Pedro, com as antigas casas, entre os quais o antigo
prédio do Cine Natan, em madeira de lei, parecendo um prédio
de dois andares, à direita do Sr. Heitor Maués.
Rua Grande

Em 1948, Crispim
Ferreira, unindo-se a Juca e a José Saul, fundaram o Cine Glória.
Avenida Rui Barbosa,
onde se localizava o Cine Glória. 1948: O Cine Glória ficava na Avenida Rui
Barbosa, em Abaeté.
Crispim, depois,
montou o seu próprio cinema o Cine Natan, no terreno ao lado do Edifício
Charrua, na antiga Rua Grande, hoje Avenida D. Pedro II. As sessões do Cine
Natan se tornaram memoráveis para adultos, jovens e crianças daqueles tempos, especialmente com os filmes de faroeste com
Durango Kid, Zorro, Tarzan, Bomba, Búfalo Bill, os filmes de faroeste,
corsários, piratas e outros filmes de capa-e-espada (filmes de piratas) e
inúmeros seriados que eram exibidos naqueles tempos e também os filmes
brasileiros de Oscarito e Grande Otelo, Ankito, as memoráveis chanchadas da
Produtora Atlântida. Era a única
diversão da cidade. A maioria dos filmes era de origem norte-americana.
Cine Imperador:
Abaixo temos a foto do Cine Imperador, de propriedade do Sr.
Abel Guimarães Rodrigues, que depois o alugou para os empresários
Raimundo do Cinema e José Alexandre Machado. Esse prédio ainda
existe em Abaetetuba.

Abaixo temos a foto do Cine Imperador, de propriedade do Sr.
Abel Guimarães Rodrigues, que depois o alugou para os empresários
Raimundo do Cinema e José Alexandre Machado. Esse prédio ainda
existe em Abaetetuba.

Era
de propriedade de Abel Guimarães e o prédio existe até os dias de hoje na
Travessa Pedro Pinheiro Paes, esquina com a Rua Siqueira Mendes.
SESP
SESP-Serviços
Especiais de Saúde Pública, onde Esmeralda Cardoso da Silva e Alfa de Araujo
Pontes foram as primeiras enfermeiras diplomadas a chegar em Abaeté, para
trabalhar no hospital do SESP-Serviços Especiais de Saúde Pública, do governo
federal, em convênio com o governo dos Estados Unidos da América, que
desenvolvia a política da ‘Aliança Para o Progresso’. Quem tomava o ‘leite’ da Aliança Para o
Progresso’ na década de 1950, chamado ‘cerol’ pelos alunos do Grupo Basílio de
Carvalho?
O SESP, anos depois,
se tornou a Fundação SESP
Antes da criação da
Liga Esportiva Abaetetubense era o dr. Abílio, da antiga Fundação SESP, que
organizava os campeonatos de futebol em Abaeté. Ele mesmo tinha o seu próprio
time, o Clube da Saúde.
O Teatro, o Grupo Scênico
de Abaeté:
Teatro de Nossa
Senhora da Conceição.
Na cidade de Abaeté o
movimento teatral, mesmo que de modo amador, foi muito intenso, com a
participação ativa de membros de destaque da sociedade, na forma de rapazes e
moças, senhores e senhoras, como atores das peças teatrais. O gosto pelo teatro
vinha pela influência da capital Belém, onde existia um intenso movimento
teatral, especialmente com a construção do grande Teatro da Paz. E Abaeté tomou
gosto por essa e outras manifestações culturais dessa época. Existiam vários
grupos teatrais e vários clubes do início do século XX que desenvolviam
atividades teatrais em Abaeté. Um dos locais para as apresentações teatrais era
o alpendre da antiga Igreja do Divino Espírito Santo, na também chamada Praça
do Divino. Tudo era muito bem organizado, com o grupo de atores o ensaidor, o
fundo musical e os textos de escritores de renome nacional e internacional.
Convém dizer que o gosto pelo teatro se agregou ao sentimento religioso do povo
daquela época e, por isso, aparecem muitas citações nesse sentido:
Citações de 1926: “É
hoje que se efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de abnegados, que
tomaram sob seus ombros a pesada tarefa de erguer nesta cidade um templo
dedicado à Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo total
produto reverterá em benefício da construção de tão piedosa obra, espetáculo
organizado pelo professor Alberto Costa, que terá o concurso do novel Corpo
Scênico do theatro, que encenará a obra de Fortunato Braga, intitulada “Na
Roça”, tendo como atores as senhoritas Risoleta de Lima Araújo e Hilda V.
Fonseca e os senhores Abel Lobo, Bararaty Franco e Pedro Loureiro”. Conforme
Ceci Fernandes: “O Teatrinho localizava-se no Largo da Matriz de Abaeté, na
Praça do Divino Espírito Santo. ”Bararaty Barroso Franco era casado com dona
Archimima de Carvalho Franco. Ele era agente postal e, depois, fiscal de
Belém”.
Abril de 1927:
“Produto angariado pelo teatrinho para ajudar na construção da Igreja Matriz”.
“O Grupo Scênico em ação, com espetáculo em prol da construção da Igreja
Matriz”. “Recursos de F.A. Santos Rosado para levar avante o teatrinho,
resultando em mais de 1200$000”. “Francisco de Assunção dos Santos Rosado era o
presidente do Grupo Scênico Abaeteense”.
Em 1927: “Atores de
teatro: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinho Soares”. “O Grupo
Scênico de Abaeté, encenando o sentimental drama de Júlio Dantas intitulado
“Mater Dolorosa”, tendo nos papéis, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty
Barroso Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita”. “Apresentaram
também a comédia “Quem Desdenha”, tendo como atores, Lucília Pinheiro, Abel de
Barros, Miloca Matos, A. Araujo, João Pontes, Bararaty franco, Edgar Borges.
Foram, também, apresentadas as peças “Mater Dolorosa” e “Rosas de Todo Anno”,
do escritor português Júlio Dantas”. “Angelina Araujo e Miloca Matos, do Grupo
Scênico Abaeteense, no drama “Mater Dolorosa” de Júlio Dantas”. “A comédia “Quem
Desdenha”, de Pinheiro Chagas, tem como atores: Angelina Araujo, Miloca Matos,
Lucília Pinheiro e Abel Barros”.
“O Grupo Scênico
Abaeteense tem como atores: Osvaldina Fonseca, filha de Nércio Fonseca e
Brasilina Lobato da Fonseca”. “O Grupo Scênico Abaetense se apresenta no Teatro
Nossa Senhora da Conceição, por iniciativa da Liga de Torcedoras do Vera Cruz,
para angariar fundos em prol da construção da Igreja Matriz, sendo Francisco de
Assunção dos Santos Rosado o seu mais decidido sustentáculo e as peças
encenadas foram: O Pescador de Baleias e Ceia dos Cardeais”.
Ano de 1919: “A
primeira Diretoria do Grupo Scênico Abaeteense era formado por artistas
amadores de Abaeté. Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de
Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º
dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme
Abreu”.
Liga de Torcedoras do
Vera Cruz Sport Club, o Grupo Scênico de Abaeté e a Banda Paulino Chaves nos
eventos para arrecadar fundos para a constução da Igreja Matriz de Abaeté.
A Liga de Torcedoras
do Vera Cruz Sport Club nasceu do movimento das muitas torcedoras do Clube Vera
Cruz, que era um misto de clube social e futebolístico, fundado pelo Padre Luiz
Varela em 1º.05.1919. Era natural que essa liga incentivasse o seu time nos
memoráveis embates que travou com os times daquele tempo, especialmente a
Associação Sportiva de Abaeté. Mas todas essas torcedoras eram católicas, do
tempo do Padre Luiz Varela, que sonhava, junto com muitos outros católicos da
época, construir a Igreja Matriz de Abaeté.
O Padre Luiz
Varella assumiu o sonho de antigos
abaeteenses de construir a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição ou
Igreja Matriz de Abaeté, conforme escritos antigos. O padre também era um
desportista nato e, por isso, fundou o Clube Vera Cruz, que era um misto de
clube social e de futebol. Como muitas mulheres participavam desse clube surgiu
a idéia de se fundar uma torcida organizada para torcer pelo Clube Vera Cruz
nos dias de jogos de futebol, especialmente nos dias de jogos contra a grande rival
daquele tempo, que era a Associação Sportiva de Abaeté. As mulheres criaram uma
entidade autônoma para congregar as torcedoras do Vera Cruz, que foi a Liga de
Torcedoras do Vera Cruz, que devia ter estatutos e tudo mais que se exigia de
uma entidade autônoma. Essas mulheres, além da finalidade de torcer pelo Clube
Vera Cruz, também tomaram para si o encargo de ajudar o Padre Luiz Varella e
companheiros a construir a tão sonhada Igreja Matriz. Para isso a liga ajudava
ou organizava as chamadas quermesses e soirées, as peças de teatro com fundo
musical, com o intuito de angariar os fundos para aquela construção e, ainda,
devia ajudar na parte social do Clube Vera Cruz e nas tarefas da Igreja, pois
elas, como devotas de Nossa Senhora da Conceição, participavam também da
Irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Vejamos as citações, nesse sentido:
Em 1927: “Quermesse
promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz em benefício da Construção da
Igreja Matriz”. “Quermesse promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz, no
alpendre da Igreja do Divino, à Praça de Nossa Senhora da Conceição e à noite,
na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, na Rua Siqueira Mendes, soirée
dançante, para angariar fundos para a construção da nova Matriz”.
Em 24.05.1927: “No dia
24 de maio de 1924, realiza-se a 2ª quermesse promovida pela abnegada Liga de
Torcedoras do Vera Cruz, em benefício da construção da Igreja Matriz de
Abaeté”.
Em 1927: “Francisco
de Assunção dos Santos Rosado, titular da firma F.A. Santos Rosado, era o presidente
do Grupo Scênico de Abaeté”. “F. A. Santos Rosado, com comércio à Rua Siqueira
Mendes, onde aconteciam os soirées dançantes, promovidos pela Liga de
Torcedoras do Vera Cruz, em prol da construção da Igreja matriz”.
Uma citação de 1919:
“A Banda Paulino Chaves também participando da campanha em prol da construção
da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras
do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Teatro de Nossa Senhora da
Conceição, fazendo o fundo musical das peças, apresentadas pelo Grupo Scênico
de Abaeté”.
De 1919: “Quermesse e
espetáculo em prol da construção da Igreja Matriz, à Praça de Nossa Senhora da
Conceição, promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a
2ª quermesse, com a presença da Banda paulino Chaves, com disputa de mimos, às
20 horas e com a reabertura do Teatro Nossa Senhora da Conceição, apresentando
a comédia portuguesa “Como se Enganam as
Mulheres” e a peça “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes
e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e
Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Orquestra de Nossa
Senhora da Conceição. Citações de 1928: “Félix Machado, Sub-Regente da Philarmônica
Paulino Chaves e Chefe de Orquestra do Theatro de Nossa Senhora da Conceição”.
“O produto do
teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco Assunçao dos Santos Rosado,
para levar avante esse teatro, com arrecadação de mais de 1.200$000 (hum mil e
duzentos réis), espetáculo em prol da construção da Igreja Matriz, através do
Grupo Scênico”.
Grupo Scênico de
Abaeté.
O Grupo Cênico era
outro grupo organizado para apresentar peças de teatros em Abaeté. Era uma
entidade autônoma, com estatutos e tudo o mais para a existência de uma
entidade, basta notar que o grupo tinha diretoria.
Ano de 1919: “A
primeira Diretoria do Grupo Scênico Abaeteense era formado por artistas
amadores de Abaeté. Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de
Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º
dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme
Abreu”.
Tudo o que se disse
sobre o Teatro de Nossa Senhora da Conceição vale, também, para o Grupo Cênico
de Abaeté. A diferença que o Teatro de Nossa Senhora da Conceição era o
alpendre da Igrejinha do Divino Espírito Santo e o Grupo Cênico, as pessoas que
atuavam nas peças teatrais.
Círculo Operário:
“O Círculo Operário
Abaeteense foi fundado no dia 07.03.1954 (tempo dos padres capuchinhos: 1939 a
1957) e foi legalmente registrado no Cartório de Abaetetuba no dia 02.03.1955
sob o nº 87, lv. B-1. A finalidade do Círculo Operácio era assistir, sob todos
os aspectos, religioso, moral, técnico, jurídico, hospitalar, o operário para
não se tornar explorado por patrões inescrupulosos”.
Sociedade São Vicente
de Paula:
A família Kemil veio
do Líbano, fugindo da guerra. Em Abaeté se instalaram no terreno hoje ocupado
pela Escola INSA.
1949: Essa família
quando chegou à Abaeté usou esse grande terreno para plantios diversos,
inclusive uvas. Esse terreno localizava-se na Praça da Bandeira e limitava com
a Avenida Magalhães Barata e do outro lado com o terreno onde está sendo
construído o hospital dos vicentinos. Fazia fundos com o terreno de Raimundo
Negrão Figueiredo. Pedro Pinheiro Paes era o prefeito.
João Roberto dos Reis
era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos. O Velho Kemil dos Santos era
sírio-libanês e era casado com Anacleta
dos Reis Santos e eles tiveram os seguintes filhos: Antonio (Totó), Agostinho,
Agenor, Nice, Luiz Kemil dos Santos e outros filhos.
Hospital da Sociedade
São Vicente de Paula.
“A Sociedade São
Vicente de Paula ou Confraria de São Vicente de Paulo (Conferências
Vicentinas).
Foi fundada em
Abaeté, no tempo do Padre Magalhães (pároco de 1932 a 1934), no auge da
Construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, no ano de 1934 e foi regularmente
registrada no Cartório de Abaetetuba no dia 22.10.1955 (tempo dos padres
capuchinhos: 1939 a 1957), sob o nº 127 e também registrada, no mesmo cartório,
no dia 02.10.1957, sob nº 136. Lv. B-1. A finalidade da Conferência Vicentina
era:
Assistir semanalmente
famílias desamparadas, levando auxílio material, porém sempre acompanhado de um
auxílio moral religioso.
A ajuda dos
Vicentinos ao pobre não consistia em ajudá-lo só para lhe prover as
necessidades do momento, mas para que ele pudesse ajudar-se a si mesmo, até
tornar-se auto-suficiente e assim, viver dignamente como filho de Deus.
A 1ª pedra do Abrigo
S. Vicente de Paulo foi lançada no dia 8.12.1941, por conta dos congregados
Vicentinos.
1949: Praça da
Bandeira, que limita com a Avenida Magalhães Barata e com o terreno onde está
sendo construído o hospital.
Por falta de recursos
o prédio ficou inacabado e abandonado por alguns anos e essa construção foi cedida para as Irmãs
Capuchinhas, recém chegadas à Abaeté. Com a ajuda das autoridades desse tempo e
do povo em geral a construção foi terminada e hoje abriga O Instituto Nossa
Senhora dos Anjos.
A Indústria Naval, o
Comércio de Regatão e o Comércio Pesqueiro:

Abaetetuba se tornou um grande centro da carpintaria naval
do Baixo Tocantins, onde nossos carpinteiros navais fabricavam
todos os tipos de embarcações, dos maiores aos menores barcos.
Abaixo temos um trecho do porto de Abaetetuba onde
uma infinidade de barcos de todos os tamanhos e tipos estão
ancorados, esperando a hora da partida para as localidades das
Ilhas e localidades vizinhas.


Abaetetuba se tornou um grande centro da carpintaria naval
do Baixo Tocantins, onde nossos carpinteiros navais fabricavam
todos os tipos de embarcações, dos maiores aos menores barcos.
Abaixo temos um trecho do porto de Abaetetuba onde
uma infinidade de barcos de todos os tamanhos e tipos estão
ancorados, esperando a hora da partida para as localidades das
Ilhas e localidades vizinhas.
Avós maternos: Simeão
Margalho e Luíza de Araújo Margalho, Cartório de Alverina Ferreira, fls. 161,
lv. 12, nº 1226, de 30.07.1976.
Iate Abaeté, barco
geleiro, de Caboquinho Ribeiro.
Quatro iates
geleiros, encomenda do Calça Preta (Mimi).
Um iate geleiro para
Into Pamplona, da Ilha do Marajó.
Dois iates boieiros
(para transporte de bois), encomenda de Chiquinho Boulhosa, Ilha do Marajó.
Um iate geleiro,
encomenda de Vigiano.
Um iate geleiro,
encomenda de Cecé Paes.
Três barcos geleiros,
encomenda de Pedrinho Ribeiro.
Um barco geleiro,
encomenda de José Ferreira, de Macapá.
Dois barcos geleiros,
encomenda de Cabeludo Negrão, de Belém.
Um barco geleiro,
encomenda de Bena Negrão, de nome Daniel.
A lancha “São
Benedito de Gurupá”.
Um iate de nome Tupã,
encomenda de Vadico Mantegueira (Vadico Silva), hoje proprietário da
Marisqueira
Um iate geleiro,
encomenda de Didi Solano.
O barco São Cláudio,
para João Figueiredo.
O barco “Pinga”, para
a cidade de Cametá.
O geleiro “Camotim”,
encomenda de Vadico Ribeiro.
A Navegação em
Abaetetuba, tipos de embarcações:

Acima o mapa dos rios, baías e localidades do Baixo
Tocantins e Marajó.

Acima o mapa dos rios, baías e localidades do Baixo
Tocantins e Marajó.
Até a metade do
século XX o único meio de transporte disponível para locomoção das pessoas e
transporte de mercadorias eram as canoas, de todos os tipos: canoas, batelões,
montarias, cascos, reboques (com remos de faia), pequenas canoas à vela, canoas
grandes à vela, Alvarenga, lanchas à vapor, bajara.
Montarias, eram
canoas pequenas, feitas de madeira.
Batelão, era um barco
feito em madeira com um remeiro na proa.
Reboque, eram barcos
à remo que faziam o transporte de pessoas e mercadorias ou puxavam outros
barcos
O batelão ou reboque
era uma pequena embarcação em madeira, com remos de faia, que servia,
principalmente, no transporte de produtos dos engenhos (cana-de-açúcar,
frasqueiras de cachaça), lenha e outros materiais.
O casco ou ubá era
uma pequena canoa feito de tronco de árvoré em uma peça só, herança dos
indígenas.
Montaria era uma
pequena canoa em madeira, para poucas pessoas.
Lanchas à vapor.
Barcos importados da Inglaterra, construídos em ferro e aço, eram embarcações
rápidas, movidas à vapor de lenha.
O rios sempre fizeram
parte da vida do abaeteense. São dezenas de rios, igarapés, furos, baías que
fazem parte da hidrogafia do município e de toda a microrregião onde a cidade
está localizada. Portanto, por longos anos, o único meio de transporte
disponível era o fluvial.
Canoas Grandes ou
Canoas à vela:
As primeiras canoas
grandes que se tem notícia são as que aparecem em um documento do tempo do
intendente Lindolpho Cavalcante de Abreu, em 1922:
Abaixo temos foto da antiga frente ou 'beira' de Abaeté com
inúmeros barcos ancorados nas antigas pontes de madeira e,
mais abaixo, foto das chamadas 'canoas grandes à vela".

Abaixo temos foto da antiga frente ou 'beira' de Abaeté com
inúmeros barcos ancorados nas antigas pontes de madeira e,
mais abaixo, foto das chamadas 'canoas grandes à vela".

Condução de carga a
frete marítimo/canoa à vela: F. A. Santos Rosado, Raymmundo de Souza Azevedo
(Ilha do Capim), João dos Reis e Silva (Rio Tucumanduba), João Baptista Lobato
(Rio Jaruman), Delmiro de Almeida Nobre (Costa Maratauhyra), Capitão João dos
Reis e Silva (Rio Tucumanduba-Canoa Brasileira), Emiliano de Lima Pontes
(cidade-Canoa Madrugada), Aristides Silva & Cia. (Rio Tucumanduba-Canoa
Elegante), João Baptista Lobato (Canoa Lobatinha).
Para se fazer o
trajeto por canoa grande no trajeto Abaeté-Belém e vice-versa, gastava-se três
dias de viagens e por trechos perigosos de navegar. Esse era o único modo de se
chegar à capital e de lá até Abaeté. Esse trajeto servia no transporte de
mercadorias e de passageiros. Eram tantas a canoas à vela em Abaeté que o
Coronel Aristides apelidou a cidade de “A Veneza Paraense”. Além do comércio se
realizar através do transporte fluvial, a própria construção de canoas e de
velas empregava uma grande quantidade de pessoas. Quem fabricava canoas eram os
chamados carpinteiros navais, que depois evoluíram para a construção de grandes
barcos movidos a óleo diesel. Quem fabricava as velas antigas eram chamados de
veleiros e até apelidos surgiam dessa curiosa profissão, por exemplo, “João
Veleiro”, um antigo fabricante de velas. Junto com as conas grandes vieram
outros tipos de embarcações menores que serviam nas inúmeras atividades dos
antigos abaeteenses. É o caso dos batelões, no transporte de mercadorias, das
bajaras, que eram pequenos barcos, os reboques, à remo e cobertos com palhas e
para transporte de passageiros; das canoas: montaria, casco, a balieira, a
bajara, batelão, tudo à remo.
Outras canoas à vela
que serviram no transporte de cargas (freteiras) e passeiros:
“A Cidade de Abaeté”,
de Emiliano Pontes.
“Lira Gonçalves”, de
Juvenal Gonçalves;
“Laíde”, de Antonio
Sena;
“Mocinha” do mestre
Cantidiano;
“Oblata”, de Vicente
Gama, que viajava para a Ilha do Marajó, no transporte de gado;
Nos anos de 1960 a
ENASA, uma empresa de navegação do estado, coloca suas chatas para navegar nos
rios da Amazônia e Abaeté passou a ser servida por esse tipo de transporte por
chatas. A que passava por Abaeté, rumo à Cametá, e que parava semanalmente no
trapicho municipal, era a chata “Magalhães Barata”. Depois, a chata foi
substituída pelo navio “3 de outubro”.
Proprietários de
Canoas à Vela no Comércio de Regatão:
Os primeiros
viajantes marítimos que iniciaram o comércio de regatão para o Baixo Amazonas:
Oscar Solano, no
barco à vela de dois mastros denominado Estrela do Mar. Seu maior carregamento
de mercadorias era a cachaça.
Ramiro Pereira de
Araujo. Viajava à negócios para a Ilha do Marajó e o Baixo Amazonas, no tempo
das canoas à vela, fazendo o comércio de regatão, onde foi um dos pioneiros
nesse negócio.
João Fonseca.
Chico Sena.
Com o advento dos
barcos movidos a vapor e óleo diesel, isto é, os motorizados, algumas pessoas
colocaram embarcações no transporte de mercadorias e passageiros na rota
Abaeté-Belém e vice-versa. É o caso dos saudosos barcos:
Vapor “São Pedro”, de
José Saul, que fazia a linha Cametá-Abaeté-Belém e que em Abaeté fazia o
embarque/desembarque no Trapiche de José Saul.
“Peri”, de Edir Paes.
Esse barco, depois de centenas de viagens, naufragou e no acidente, morreram
algumas pessoas;
“Deputado Gantus”;
“21 de dezembro”
“São Benedito de
Jesus”
“Caliandares.
Alguns famosos
“pilotos” de embarcações de Abaeté:
Ninito Guimarães, Diquito, Frutuoso, Humberto Lima, Clodoaldo.
Alguns barcos e e
lanchas e seus proprietários:
Garibaldi Parente
possuía ainda: fábrica de óleos, saboaria, cerâmica, oficina de ferreiro e
barcos e lanchas, como: Gaivota, uma lancha pequena.
Os barcos: Garibaldi,
Sívio Romero, São Timóteo e outros.
As lanchas à Vapor:
Lancha Auxiliadora,
do Coronel Aristides dos Reis e Silva.
Lancha Rio
Tucumanduba, de Maxiamiano Guimarães Cardoso. O Coronel Maximiano comprou,
diretamente da Inglaterra, duas lanchas à vapor, de ferro e aço, para sua
serventia e de sua família, a quem deu os nomes de Tucumanduba e Cardosinha,
aquela em homenagem ao lugar onde possuía uma grande fazenda e esta em
homenagem a uma sua neta. A lancha Tucumanduba, além de muito veloz, imbatível,
possuía uma sirene possante, que se fazia ouvir em longas distâncias.
Lancha Cardosinha.
Menor que a lancha Tucumanduba, de propriedade de Maximiano Guimarães Cardoso.
Lancha Gaivota, era
uma lancha pequena, de Garibadi Parente
Lancha Santana.
Lancha Vitória.
Lancha Cardosinha.
Vapor Muruzinho,
1927.
Vapor São Pedro,
1927.
O Transporte
Rodo-Fluvial em Abaeté:
No final dos anos de
1960 a cidade de Abaeté ganhou um órgão muito importante para a cidade, o
DER-Departamento de Estradas de Rodagens. Abaeté já possuía uma precária
estrada que servia às Colônias Velha e Nova, de agricultores. O DER ampliou
essa estrada e construiu outras, interligando vários pontos dos municípios
vizinhos de Igarapé-Miri, Barcarena e Moju. Uma importante estrada construída
pelo DER foi a que ligava Abaeté ao local Nossa Senhora do Tempo, em Barcarena.
Lá se localizava o embarcadouro de passageiros que viajavam, via estradas, para
Belém do Pará. Isso foi muito importante por que as longas e cansativas viagens
à barco para a capital do Estado, estavam sendo substituídas por viagens mais
rápidas, via estradas. Os primeiros meios de transporte pelas estradas foi
através dos chamados “paus-de-arara”, que eram caminhões adaptados com
cobertura e bancos em madeira para o transporte de passageiros.
O Sr. Manuel Cunha
foi quem iniciou esse tipo de transporte pelas estradas de Abaeté. Tempos depois, ele adquiriu um velho ônibus e
o denominou “Expresso Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, que foi o 1º a servir
o município de Abaetetuba.
Mas para as linhas
das colônias de agricultores das estradas de Abaetetuba, até os anos de 1970,
ainda eram servidas por caminhões, no transporte de cargas e passageiros. Como
o caminhão do Mestre Caetano, o caminhão do Sr. Miguel Ferreira, o carro Rural
do Sr. Chiquinho Ferreira.
No ano de 1970 surge
a “Empresa São Jorge”, do Sr. Vândi Paes (Waldemar Paes), com cinco ônibus,
para o transporte de passageiros na rota de Nossa Senhora do Tempo. Na pasagem estava escrito o nome de cada um
desses ônibus: “Nicola”, “Petrópolis”, “Guanabara”, “Itacruz” ou “Pernambuco”. Só existiam três horários de viagens: duas
horas da manhã, 7 horas da manhã e 12 horas, em viagens que duravam até duas
horas e meia.
Centro Médico N. S.
da Conceição
Outro problema que
exigia providências urgentes, detectados pelos primeiros Missionários
xaverianos, que chegaram à Abaeté, em 1961, foi o da assistência médica à
população. O Bispo Prelado, D. João Gazza, desde o 1º ano de seu governo,
entrou em entendimento com o prefeito da época, o Dr. Francisco Leite Lopes,
para o aproveitamento de um prédio abandonado já há muitos anos e incompleto em
sua construção e tomado pelo mato em suas dependências internas e externas,
sito à Rua Siqueira Mendes, em Abaetetuba. A prefeitura em documentação legal,
cedeu o local à Prelazia, para a instalação de um Posto de Puericultura. A prelazia
reformou a planta inicial e construiu o atual Centro Médico Nossa S. da
Conceição. O funcionamento dos atendimentos médicos foi confiado às Irmãs
Xaverianas, que chegaram em Abaetetuba no dia 03.07.1966. O Centro Médico Nossa
Senhora da Conceição, iniciou com atendimento ambulatorial mas, devido ao alto
índice de mortalidade infantil na cidade, em 1972, o Centro Médico teve alargado os trabalhos com atendimento médico,
com a implantação da maternidade, para proporcionar às mães e aos
recém-nascidos, uma maior segurança na gravidez e nos partos e melhores
cuidados aos recém-nascidos.
A antiga Praça de
Nossa Senhora da Conceição
A Praça do Divino
Espírito Santo e a Praça de Nossa Senhora da Conceição eram a mesma praça, com
duas denominações diferentes, que hoje é a Praça Francisco Azevedo Monteiro. Os
termos foram reduzidos para Praça do Divino ou Praça da Conceição. Não eram
nomes oficiais da praça em questão, mas apenas nomes carinhosos que os devotos
desses santos atribuíam à praça onde estava edificada a igrejinha do Divino
Espírito Santo e o local onde eram realizados os festejos do Divino Espírito
Santo. O nome de Praça da Conceição, vinha do fato de os festejos de Nossa
Senhora Senhora da Conceição serem realizados na Igreja do Divino, pois ela ainda
não tinha uma igreja própria, mas era a padroeira do município de Abaeté, desde
a fundação do povoado de Abaeté. O senhor Francisco de Assunção dos Santos
Rosado era um homem rico e católico, ardoroso devoto de Nossa Senhora da
Conceição, que sustentava o Grupo Cênico e que era o tesoureiro da comissão que
arrecadava os fundos para a construção da Igreja Matriz e também organizava a
Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que era outro grupo que trabalhava na
arrecadação de fundos. O dinheiro da época era o “réis”. Por exemplo, 1.200$000
réis significava “hum mil e duzentos réis” ou “hum conto e duzentos réis”. Os
grupos musicais da época, na forma de clubes musicais e as bandas ou
orquestras, participavam também dos espetáculos teatrais. O termo filarmônica
dada à Orquestra Paulino Chaves é o nome que se dá a uma orquestra sustentada
por particulares e com pretensões musicais ambiciosas, como, por exemplo, tocar
não só música popular, mas também músicas eruditas. Essa orquestra chegou a ter
um grupo de 22 músicos, chefiados por grandes nomes da música local, como o
Mestre Gerônimo Guedes ou Félix Machado.
Sessões
Cívico-Literárias.
O civismo, o
nativismo, com um imenso amor ao torrão natal, a obediência às leis e aos
costumes e a vida sócio-cultural junto com a vida política eram características
fortes dos antigos abaeteenses. Existiram, mesmo, alguns vultos marcantes na
vida política. Outros que se destacaram na vida sócio-cultural, bastando se
analisar a grande quantidade de clubes a competir entre si e, por trás de tudo,
o enorme sentimento religioso que movia, não alguns vultos, mas toda uma
coletividade em torno de alguns ideais, destacando-se a construção da Igreja
Matriz de Abaeté, sonho de toda uma coletividade. Também o amor à música e ao
desporto marcaram profundamente o povo abaeteense do início até um pouco mais
da metade do século XX. Dentro de todo esse cenário existiam muitos modos de se
expressar todos esses sentimentos, como se pode ver nos escritos que tratam
questões como a religião, a música, os clubes, o futebol e a cultura. Na
cultura se destacavam as “Sessões Cívico-literárias”, onde...
Essa foi uma das
razões para a proliferação de muitos clubes e agremiações voltadas para o
aspecto cultural e musical da cidade.
Em 1940 o Coronel
Aristides promovia as sessões cívico-literárias nas datas cívicas, religiosas,
aniversários ou outro grande evento. Como ano novo, aniversário do município,
Natal, Páscoa e outras datas. Essas sessões eram bem concorridas pela sociedade
daqueles tempos. Entre os presentes às sessões cívicas-literárias, haviam os
poetas, os oradores, que eram convidados a expressar as suas artes através de
textos elaborados de acordo com o acontecimento. As sessões eram documentadas e
as pessoas presentes eram convidadas a se manifestar sobre o assunto ou,
espontaneamente, se ofereciam para declamar alguma poesia ou fazer algum
discurso. Recebia ajuda de algumas pessoas no preparo dessas sessões, como da
professora Elza de Jesus Silva. Há uma citação dos presentes a uma dessas sessões:
“ ...em 1940, a
sessão cívica-literária contou com os seguintes participantes: Ademar Lobato
Rocha, Risoleta de Araújo Rocha, Messias de Sigmaringa Lobato, Raimundo Ribeiro
de Araújo, Hildefrides dos Reis e Silva, Lauro Ribeiro de Araújo, Giordano Garibaldi
Parente, Emiliano de Lima Pontes, Caio Parente de Andrade, Prudente Ribeiro de
Araújo, Benvinda de Araújo Pontes, Clélia de Araújo Pontes, Pedro Ribeiro de
Araújo, Philo Nery, Ormina Nery, Irandis Batista da Rocha, Raimundo Leite
Lobato, Anísio Alvim de Lima, Raimundo Castilho Silva, Waldemar Pinheiro Paes,
Elza de Jesus Silva, Lucídio Negrão Paes, Dalva Lobato da Cunha, José Margalho
da Cunha, Isabel Margalho Viegas, Roselira Lobato, Terezinha de Jesus Margalho
Viegas, Ignez Baia Lobato e Dionísio Edmilson Lobato”.
Em 1940 Abaeté
possuía 9 ruas, 12 travessas, 3 praças, uma avenida e dois cemitérios.
Em 1905: “Em 1905 o
Clube Literário Abaeteense, tem como secretário Príncipe Villaça”.
Folclore e Carnaval
em Abaeté:
Além dos regulares
bailes dançantes, existiam também as festas de ‘soirés’, ‘quermesses’, ‘saraus’
e as festas de Carnaval e da Quadra Junina. As festas de Carnaval também
contavam com os animados ‘blocos carnavalescos’ e as festas juninas eram bailes
realizados pelos salões dos clubes da cidade, contando também com as animadas
‘quadrilhas de São João’.
Máscaras de Carnaval:
Folclore é a tradição
viva de usos e costumes de uma terra, de um povo. Ninguém pode inventar o
folclore. Ele resulta de estudos e pesquisas dos folcloristas dos usos e
costumes dos povos. Aos folcloristas cabe uma grande missão, chamando a atenção
para tudo quanto é do povo e vem do povo. Assim são divulgadas as nossas mais
belas tradições, os nossos mais puros costumes, as nossas encantadoras lendas,
as nossas manifestações de fé. Mas em Abaeté a maior parte de nossos velhos
hábitos, usos, costumes, lendas se perderam ou se esvaineceram pelo pouco
interesse pelo assunto. Já tivemos Natal com suas pastorinhas, presépios em
cada casa, peculiares festas de santos, irmandades, associações, imagens de
santos. No carnaval foram-se os mascarados, os cordões de pretinhos, os ...No
São João não existem mais os cordões de bois e de pássaros, as fogueiras, os
terreiros e casamentos na roça. Na música foram-se as bandas, os ritmos do
carimbo e .... No credo foram-se as rezas, supertições, lendas, mitos, remédios
caseiros, danças, cânticos, versos, crendices, abusões.
Carnaval
Em 1927: Grupo
Carnavalesco “Namorados”, de muito sucesso na cidade de Abaeté.
Raimundo Abreu e
Joana Lopes de Abreu, os pais de Nina Abreu, eram folcloristas. Sua filha Nina
Abreu herdou-lhes essa herança cultural.
Mas foi o cearense
Manoel Antonio de Souza o introdutor do folclore junino em Abaeté, na forma de
cordões de pássaros e boi-bumbá. Em 1905 já existiam os cordões de bois em
Abaeté, com matança e tudo.
Bandute Sena
(Benedito Sena dos Passos) teve o seu Cordão do periquito. Nina Abreu criou
inúmeros cordões: borboleta, ...
Em 1926: “O Grupo dos
Tucanos, do Sr. Santino Rocha, com folguedos joaninos”.
Em 1906 já existem citações de bois-bumbás,
saindo pelas casas e caminhos dos seringais do povoado.
Entre os cordões de
bois, destacaram-se o Pai do Campo, do Sr. Roldão (Raimundo Rodrigues Mendonça)
e o Estrela d’Alva, do Mestre Risó. Esses bois tiveram sua fase áurea nos anos
de 1940 e 1950 e quando passavam pelas ruas da cidade, eletrizavam os
expectadores, especialmente as crianças. Além do boi Pai do campo o Sr. Roldão
teve os seguintes cordões: em 1948, Caprichoso; em 1949, Flor do Campo; 1950, o boi Pai do Campo que perdurou até
1959. O auge do cordão de bois era a matança. No entanto há uma notícia de
1906: “Os bois-bumbás de Abaeté saiam pelas trilhas e pelas casas do lugarejo”.
Folclorista de
Abaetetuba: Maria de Nazaré Carvalho Lobato e Jorge Machado.
Os músicos Miguel
Loureiro e Cardinal eram quem faziam as músicas para os enredos de pássaros e
cordões de Nina Abreu.
Eram feitas com barro
(argila), jornais velhos, goma de tapioca. Do barro se faziam as formas das
máscaras. Os jornais velhos, já devidamente colados com goma de tapioca, com
uma grossa espessura, serviam para cobrir as formas de barro. Depois de secas
as máscaras eram retiradas das formas para os devidos retoques finais com
tesouras amoladas. Depois dos retoques vinha a pintura e a “secagem das
tintas”. Depois, as máscaras eram vendidas aos componentes dos muitos blocos de
ruas existentes em Abaeté.
As Festas Religiosas
Antigas:
As festas populares
religiosas foram importadas de Potugal, ainda no tempo do Brasil Colônia, e se
constituíam no evento social mais importante desses tempos. Essas festas, no
Brasil, incorporaram elementos da cultura negra e indígena e se espalharam por
todo o país no decorrer dos anos e elas perduram até os dias de hoje.
Liga Esportiva
Abaetetubense-LEA.
Antes da criação da
Liga Esportiva Abaetetubense era o dr. Abílio, da antiga Fundação SESP, que
organizava os campeonatos de futebol em Abaeté. Ele mesmo tinha o seu próprio
time, o Clube da Saúde.
“A Liga Esportiva
Abaetetubense foi fundada em 15.05.1955 e teve como seu 1º presidente o
político Pedro Pinheiro Paes”. Pedro pinheiro Paes colocou como técnico da
seleção de Abaeté o seu genro de nome Ivan. Antes da Liga surgiram muitos
clubes de futebol a partir de ...tendo alguns desses desaparecido antes da
fundação da Liga. Como o futebol no estado do Pará iniciou sua versão de
“Campeonato Intermunicipal”, foi criada a Liga esportiva Abaetetubense para
organizar a seleção de futebol de Abaetetuba.
Após a criação da
Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos
títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data,
tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Foi, a partir da decadência da Seleção de
Futebol de Abaetetuba que os clubes começaram a se nivelar e os campeonatos
passaram a ser consquistado por outros times de futebol. Nesse cenário surge,
em 1966, a Sociedade Esportiva Palmeiras, fundada pelo desportista Alcimar
Araujo e companheiros. O Palmeiras começou a formar um elenco com predominância
de jovens valores locais e, após alguns anos, em 1974 e 1975 o Palmeiras se
tornou bicampeão de futebol de Abaeté.
A Seleção de Futebol
de Abaetetuba, já sob o comando da Liga, começou a disputar o chamado
Campeonato Intermunicipal de Futebol promovido pela Federação Paraense de
Futebol e, aí começou a ganhar títulos e mais títulos de Campeã de Futebol do
interior do Estado. Foram onze títulos conquistados no tempo em que o futebol
era uma verdadeira paixão em Abaetetuba. Os campeonatos conquistados pela
Seleção de Futebol de Abaeté, foram: 1955, 1958, 1961, 1962, 1967, 1969, 1973,
1976, 1982 e 1983.
Os primeiros craques
de futebol das primeiras seleções de Abaetetuba foram: Alair, Perácio, Suzete,
Veridiano, Eurico, Bilico, Cravo, Diquinho Bala, Sandoval Lima, Afonso, Luís
Lima, Cutéia, Rivair, Dodinha, Toró, Crizantinho, Wilson. Desse elenco saiu a
1ª Seleção de Futebol de Abaeté, estreando com vitória e glórias que se
estenderam por vários anos.
Após esses craques, outros
foram se acrescentando: Pedro Poty, Otério, Chico, Manoel Ferreira, Sabito,
Odival, Davi, Acapu. Com as renovações iam entrando outros craques na seleção:
Vicente, Piranha, Saúde, Zinho, Zé Leitão. Depois, veio a decadência da seleção
de futebol que a partir do ano de 1983 não ganhou mais nenhum título do
Campeonato Intermunicipal de Futebol.
Uma formação da
Seleção de Futebol de Abaetetuba: Crizantinho, Odival, Piranha, Canindé,
Afonso, Bené do Lídio, Amor, Filinho, Nato, Vicente e Verediano.
Os Jogadores de
Futebol de Abaeté/Abaetetuba:
Os Mais Antigos:
Lista de consórcios
do Vera Cruz: Guilherme Abreu, Raymmundo Valentim Barbosa, José ferreira,
Raymundo paraense Quaresma, Celestino Maués da trindade, Raymundo Pereira
Muniz, Murilo de carvalho, Humberto Parente, Jorge Felix dos santos, Tenente
Eugênio Tavares. Todos os consorciados do vera cruz pagavam mensalidades. Outra
lista de 1920: Argemiro Campelo, Ubaldo Souza (jogador do Vera Cruz), Oscar
Martins, Tupy Jorge Herane, Elderico Maria da Silva.
O alviazul, Vera
Cruz: Tedesco; Carlito e Zebb; Demétrio, Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo,
Pedro, Dedé e Xito. Era uma típica formação 2x3x5, isto é, dois zagueiros, três
jogadores no meio e cinco atacantes. Dá para identificar alguns desses
jogadores. Carlito era Carlito Maués Loureiro; Timóteo, era o Timóteo Parente;
Lima, era Raimundo Lima, pai de Luiz Lima e Diquinho Bala que foram, também,
jogadores de futebol; Dedé, era o Dedé Pontes, filho de João Nepomuceno de
Pontes.
A formação auriverde da Associação Sportiva de Abaeté:
Brício; Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá,
Gonzinho e Lucídio. Também era a clássica formação do 2x3x5, que era a única
conhecida na época. Vivi era o vivi Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. O juiz
dessa partida de futebol de 1927 foi Pedro Pinheiro Paes.
Outra formação de
1927: “Tedesco; Carlito e Zeb; Demétrio, Timóteo e Xito; Lima, Miguel, Pedro,
Dedé e Lelelê”.
1919: Praça Dr.
Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Sociedade Sportiva de Abaeté.
A parte oriental da
Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de
Abaeté, com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal
da Associação.
A Associação Sportiva
de Abaeté foi fundada em 12.10.1919, portanto, fundada alguns meses após a
fundação do Vera cruz Sport Club. Um documento de 1919 se refere a: “Praça
Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”.
Abaeté Futebol Clube.
Inicialmente chamado “Abaeté Foot Ball Club, foi fundado em 05.08.1935 e tinha
o seu campo à Rua 1º de maio”. “Um dos Presidentes do Abaeté Foot Ball Club foi
Francisco Lopes”. “O Abaeté Foot Ball Club chegou a possuir 150 associados e 30
associadas pagando mensalidades”. Outro presidente do já chamado Abaeté Futebol
Club foi Chrispim Ferreira. Quando se chamava Abaeté Foot Ball Club sua sede
ficava no antigo prédio da Prefeitura Municipal de Abaeté, que era de
propriedade do Velho Galileu, filho do Velho Salico.
Vênus: Alair; Mafra e
Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e
Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu
e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir.
Preparador físico do Brasil: Eurico.
Itatiaia Sport Club.
Foi fundado em 12.10.1936, por Santinho Viégas (Raymmundo Nonnato Viégas).
Depois de Santinho
Viégas quem assume o comando do Itatiaia foi Chico Lima (Francisco Lima),
outro grande
desportista de Abaeté, onde todos os membros homens de sua família se tornaram
grandes jogadores de futebol, como Diquinho Bala, Sandoval Lima, Luís Lima. O
Itatiaia no tempo de Chico Lima chegou a ter 40 associados. A sede do Itatiaia
ficava na Rua Silva Jardim (hoje travessa Padre Luiz Varela), que, depois,
tornou-se a sede do Vasco da Gama e essa séde era um grande casarão em madeira,
que inclusive, foi palco de grandes quermesses e bailes promovidos por Bandute
Sena (Benedito sena dos Passos).
Flamengo, foi um
clube fundado por Clóvis Parente no bairro do Algodoal.
Uma formação do Vênus
em 1952/1953: Barriga; Estanilo (Terçado) e Pombo da Maroca Lima; Omar
Felgueira, Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho Bala, Alcimar e
Cavalinho.
1955: Alair: ...e
Aristides; Guino Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho bala, Alcimar
e Cavalinho.
Vênus: Alair; Mafra e
Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e
Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu
e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir.
Preparador físico do Brasil: Eurico.
Vasco da Gama: De 26.02.1953:
Pedro; Biroba e Davi: Bendelac I, Eurico e Manoel (Zilo); Cravo, Afonso,
Sandoval, Acapu e Diquinho Bala.
Vasco da Gama: De
05.08.1953: Pedro; Costinha e Davi (Bilico); Mariscal, Cleto e Eurico; Sandoval
(Sabito), Afonso, Maguari, Diquinho Bala e Meia Noite.
Vasco da Gama:
1952/1953: Poti; Nita e Davi Abreu; Milito, Cleto e Acapu; Cravo, Afonso,
Sabito, Sandoval e Luís Olegário.
Vasco da Gama: 1953:
Poti; Nita e Davi; Ferreira Suzete e Jango; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e
Cornélio.
Vasco da Gama: 1955:
Poti; Manoel e Odival; Veridiano, Cravo e Afonso; Sabito, Sandoval, ..., Luis
Olegário.
Os mais antigos
jogadores de futebol de Abaeté, antes da criação da Liga Esportiva
Abaetetubense:
Tenente Humberto
Parente
Giordano
Nicola Parente.
Nicola Garibaldi
Parente:
Giordano Garibaldi
Parente.
e Caio Parente de
Andrade.
Carmine Parente é
citado em documento de 1935. Cármine Parente e Maria da Conceição Pereira
Parente, são avós maternos de Menotti Calliari. Cármine era jogador da
Associação Sportiva Abaeteense.
Thimóteo Garibaldi
Parente.
Oberdan Garibaldi
Parente. Um dos herdeiros de Garibaldi Parente no antigo campo de Aviação de
Abaeté, anos de 1940.
Eduardo Maués
Loureiro. Citação de 1925: “O Carioca
Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto
Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Citações de 1926:
Praça Silva Jardim. Uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr.
Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol
do Argentino Club”.
Citação de 1925:
“O
Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto
Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Argentino Club, de
1925;
Carioca Sport Club,
de Eduardo Maués Loureiro, de 1925;
Paraense Sport Club,
de Raimundo Lima, de 1925 e o Payssandu Sportivo de Abaeté.
Brasil Sport Club; o
Itatiaia e, possivelmente,
Abaeté Foot Ball Club, de 1935;
o Brasil Sport Club,
do Mestre César, de 1930.
Argentino Club. Esse
clube possui algumas citações: “A Praça Silva Jardim, onde era o campo do
Argentino Club”. Praça Silva Jardim, uma citação de 1925, dos tempos do
Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim,
onde era o campo de futebol do Argentino Clube”.
Foi
fundado em 26.05.1951,
Carioca Sport Club
Citação de 1925:
“O Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na
Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Payssandu Sportivo de
Abaeté
Em 1931:
“Payssadu Sportivo de Abaeté , requerendo terreno à Praça Dr.
Augusto Montenegro, para fins de desenvolvimento e cultura atlética.
Requerimento deferido por Maximiano Silvino Cardoso, em 19.10.1931, ficando com
o clube com a responsabilidade pela Conservação da praça.
Citações de 1927: “A
sede do Vera Cruz se localizava na Rua Lauro Sodré, onde também aconteciam as
festas conhecidas como soirées e quermesses”.
1926: Eis alguns
consórcios do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella,
Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza
Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino
Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor
Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco
Freire de Andrade, Argemiro Campelo.
“Para o biênio
1927/1928 a diretoria eleita do Vera Cruz Sport Club foi a seguinte:
presidente: Francisco Freire de Andrade; vice-presidente: José Antonio de
Castro (reeleito); 1º secretário: Timóteo Garibaldi Parente; 2º secretário:
Maximiano Antonio Rodrigues; tesoureiro: Ayres Henrique de Matos; orador:
Argemiro Campello e diretor de esportes, Padre Luiz Varella”.
Jogadores do Vera
Cruz Sport Club
Tedesco; Carlito e Zeb;
Demétrio Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo, Pedro, Dedé e Xito.
Carlito.
Provavelmente é o Mestre Carlito Loureiro.
Timóteo.
Provavelmente é Timóteo Garibaldi Parente, filho de Garibaldi Parente.
Ubaldo. Ubaldo Sousa.
Da Associação
Sportiva de Abaeté: Brício; Margalho II
e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino,
Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Outros jogadores: Miguel, Pedro, Dedé,
Lelelê.
Cármine. Carmine
Parente é citado em documento de 1935:
Cármine Parente e Maria da Conceição
Pereira Parente, são avós maternos de Menotti Calliari.
O juiz dessa partida
de futebol foi Pedro Pinheiro Paes.
Outros Antigos jogadores
de Abaeté:antes e depois da criação da Liga Esportiva Abaetetubense.
Anos de1940, 1950, 1960:
Craque, Perácio, Bebé do Preto, Bebé do Abreu, Mimimzinho, Mimimgrande, Pipira,
Duquinha, Nicola, Omar Felgueiras, Sandoval Lima (do Chico Lima), Vavá, Cláudio
Andrade, Gabi, Crisanto, Canela, Eurico, Tacy, Sabito, Chechéu, Deca, Bandute,
Clóvis Parente, Samuca e tantos outros que rolavam a bola nas peladas em frente
à Igreja da Conceição e nos campos de futebol do Abaeté, do Itatiaia e do
Brasil.
César de Assis Negrão
(Mestre César):
César de Assis Negrão
(Mestre César): famoso mecânico, motorista e desportista da cidade de Abaeté.
Era uma figura conhecida, bem relacionado e folclórica.
Como desportista,
Chrispim Ferreira, foi presidente do Abaeté Futebol Club. No tempo de Chrispim
Ferreira como presidente do Abaeté, este clube tinha como grande adversário o
Brasil Sport Club, que tinha como presidente o Mestre César. Esses dois times
eram como Payssadu e Remo em Belém, grandes rivais do futebol abaeteense.
Chrispim Ferreira tinha um timbre de voz abafada e fina e o Mestre César tinha
um tom de voz forte, um vozeirão, como se diz. Um igarapémiriense sentenciou:
“são rivais até na voz”.
Pedro, Biroba, Davi,
Bendelac I, Eurico, Manoel, Zilo, Cravo, Afonso, Sandoval, Acapu, Diquinho
Bala, Costinha, Bilico, Mariscal, Cleto, Sabito, Maguari, Meia Noite, Pedro
Poti, Nita, Ferreira, Suzete, Jango, Cornélio, Davi Abreu, Milito, Cleto,
Acapu, Pau Preto, Luís Olegário, Barriga, Estanilo, Terçado, Pombo da Maroca
Lima, Omar Felgueiras, Cataban, Sabá do Cego, Alcimar, Cavalinho, Cametá,
Antonio Sena, Mimi Grande, Abreu, Luís Lima, Mário Tabaranã, Humberto Parente,
Cid, Pusa, Sinésio, Tabajara, Alair, Mafra, Aristides, Guino, Bicicleta,
Manoel, Odival, Veridiano, Davi Ferreira, Laburina (irmão dos jogadores Afonso,
Ari, Dijá e Dé Castro), Vicente, Humberto (Piranha), Crizantinho (irmão dos
jogadores Vavá, Perácio, Toró, ...), Perácio, Dodinha, Cataban, Luís Lima,
Sandoval Lima, Rivail, Manoel, Miguel, Toró, Wilson, Pacheiro (irmão de Odival
Quaresma), Zinho, Saúde, Zelídio, Dijó, Peri, Ari, Otério, Chico, Manoel
Ferreira, Vivito, Zé Leitão, André Pontes, Bené do Lídio, Samuca, Dé, Mafra,
Guino, Manoel, Miguel, Cangula, Bacu, Gata, Edir, Bebé do Preto, Bebé do Abreu,
Mimizinho, Pipira, Duquinha, Nicola, Vavá, Cláudio Andrade, Gabi, Crizanto,
Canela, Taci, Chechéu, Deca, Bandute, Clóvis Parente, Samuca, Canindé, Amor,
Filinho, Nato, Alcimar, Olavo, Coropó, Cangula, Bacu, Saúde, Sabá, Vicente,
Gata, Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar, Edir.
Outros jogadores mais
recentes, dos anos 1970, 1980 e parte de 1990, muitos dos quais jogaram na
Seção de Futebol de Abaetetuba: Pipoca, Batista (João Batista), Fernando
Ribeiro, Ziza, Zé Maria ou Zé Marocas (Zé Maria), Luluca, Baíco, Mendonça,
Burunga, Arara, Jango, Lúcio, Amujaci, Fran Lopes, Siloca, Cabá, Vaval, Lula,
Macaco, Orêncio, Bacu da Dedame, Guarasuco, Pedrão, Tonho Lopes, Samuca, Nani,
Rooselvet, Ítalo, Meio-Quilo, Manelão Lopes, Ramito, Carmo, Vieirinha,
Alair (Alair Melo)
era um goleiro que fazia defesas sensacionais, verdadeiras acrobacias e com uma
elasticidade incrível.
Crizantinho (Crizanto
Lobato Filho), que pertencia a uma família de verdadeiros futebolistas, como
seus irmãos Vavá, Toró, Perácio, ...Era um goleiro seguro, que dava muita
confiança ao time, porque jogava sempre com muito amor e seriedade e fazia
defesas incríveis, devido sua grande elasticidade e agilidade de felino. Metia
o pé, o peito, o rosto e tudo fazia para não deixar cair sua cidadela. Perácio
era uma zagueiro vigoroso. Toró jogava no meio campo e possuía dribles rápidos
e passes certeiros, muito combativo.
Veridiano (Veridiano
Góes Teixeira). Era um verdadeiro craque de futebol, que jogava de volante, no
desarme, sempre de cabeça erguida,
driblando e dando passes sensacionais, que sempre redundavam em gols e ele
mesmo era um cabeceador emérito, apelidado “Cabecinha de Ouro”. Veridiano nunca
dava chutões com a bola por que era o tipo de jogador clássico, que tinha
completo domínio das jogadas.
Eurico, um moreno alto,
verdadeiro maestro no meio campo, que jogava um futebol clássico, de fintas
rápidas, que se adaptava em qualquer posição e jogava principalmente de
centroavante. Na vida particular Eurico trabalhava como pedreiro, era casado.
Bilico, que jogava no
ataque, um tanque, muito habilidoso e rápido, que tinha um canhão nos pés,
goleador nato. Pai dos jogadores Ramito e Carmo.
Cravo, outro mestre
da bola, que jogava na armação.
Diquinho Bala
(Raimundo Lima), rompedor de defesas, um exímio driblador e um chute pontente e
certeiro, daí o seu apelido; Sandoval Lima. Luís Lima, ponta esquerda, de
dribles rápidos e bons cruzamentos.
Afonso (Afonso
Cardoso de Castro). Era o mais velho dos irmãos, todos jogadores de futebol,
como Laburina, Dijó, Ari, Dé. Afonso jogava na função de meia-esquerda e jogou
por vários clubes de Abaeté e jogou no Paissandu e Remo da capital do estado.
Jogou futebol durante 28 anos e nunca foi expulso de campo e nunca jogou no
time reserva. O seu primeiro clube foi o Clube da Saúde, fundado pelo Dr.
Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos depois, veio a ser a base do
Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos 13 anos, no Clube da Saúde e
finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando pelo Vênus. Os clubes
pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde, Vênus (campeão de Abaeté
em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção Abaetetubense (onde foi
campeão intermunicipal em em 1955, 1958, 1961, e 1962), Abaeté (onde foi
campeão em 1956 e 1963). Afonso era um mestre com a bola nos pés, jogador
estilista e passes milimétricos para a
finalização dos seus companheiros. Em Belém jogou um ano de (1955) pelo
Payssandu, convidado que foi pelo jogador Guimarães do mesmo Payssandu. Depois
volta para jogar em Abaetetuba. Novamente volta para Belém para jogar pelo
Payssandu, onde passa pouco tempo. Jogou pelo Clube do Remo, convidado que foi
pelo Goleiro Júlio Veliz, onde jogou os anos de 1957 e 1958. Afonso, na vida
civil, trabalhou na Agência dos Correios, em Abaeté, onde se aposentou.
Laburina, era um craque de futebol e jogava no Vênus, anos de 1956 e 1957.
Laburina morreu precocemente, muito jovem. Ari também era um bom jogador de
futebol e Dé era um zagueiro vigoroso. Dijó era zagueiro lateral esquerdo,
driblador e vigoroso.
Cutéia, (Enildes
Casemiro dos Santos Carvalho, nascido em 04.03.1936, filho do Mestre Damião,
nêgo vigoroso, que jogava na defesa e tinha a característica de “limpar” a
defesa com as suas rasteiras;
Rivair, outro
zagueiro vigoroso e pegador;
Dodinha (Hilton
Ferreira), atacante baixinho, que disputava cabeçadas nas áreas adversárias e
fazia gols.
Wilsom, zagueiro
alto, sério e vigoroso, daqueles que passa a bola e o adversário fica.
Pedro Poty, moreno
alto, tipo do goleiro clássico;
Otério, jogava na
zaga, com determinação;
Vicente no ataque do
time era um matador nato. Mas era um jogador versátil, adaptando-se rapidamente
a qualquer posição (coringa). Era um jogador técnico, rápido, inimitáve, que
deu, com seus numerosos gols, vários títulos de seus clubes e seleção de
futebol.
Após a conquitas de
10 títulos do futebol interiorano, a Seleção entrou num processo de decadência
e já ...anos que não conquista um título de campeão de seleções de futebol do
interior. Os grandes times e o grande futebol.
Antigos Clubes de
Abaeté:
Os clubes esportivos
surgiram em Abaeté no início do século XX, ainda sob a influência do futebol
inglês, pois os nomes dos antigos clubes, as posições dos jogadores no time, as
regras e muitas outras coisas que se referiam
ao futebol eram escritas em inglês. Era comum no Brasil do início do século XX
a imitação dos costumes europeus e o futebol não fugiu a regra. O futebol em
Abaeté surgiu logo no início do século XX e, no decorrer dos anos, vários
clubes foram formados e existiram até mesmo os famosos clássicos de futebol que
marcaram a história futebolística antiga, como veremos nestes escritos.
Um documento de 1919:
“Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação
Sportiva Abaeteense”. Uma citação de 1925 dos tempos do Intendente Municipal
Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Dr. Augusto Montenegro, esquina com a
R. Floriano Peixoto”. Citação: “O Frei José Maria de Manaus fez o registro
geral do terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a Igreja
Matriz de Nossa Senhora da Conceição”.
Praça Silva Jardim
Uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho
Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol do
Argentino Club”.
Citação de 1925:
“O
Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto
Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”. “Praça Dr. Augusto
Montenegro, esquina com a Rua Floriano Peixoto”. “Em 1925 o espaço da Praça Dr.
Augusto Montenegro, esquina com a Rua Floriano Peixoto, servia de campo de
futebol para os clubes locais”.
Os antigos clubes de
futebol de Abaeté
Argentino Club, de
1925;
o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, de 1925;
o Vera Cruz Sport
Club;
a Associação Sportiva Abaeteense;
o Paraense Sport
Club, de Raimundo Lima, de 1925
e o Payssandu Sportivo de Abaeté.
Poucos anos depois
jogaram nesses campos outros clubes de futebol, como:
O Brasil Sport Club;
o Itatiaia e, possivelmente,
o Abaeté Foot Ball
Club, de 1935; o Brasil Sport Club, do Mestre César, de 1930.
Argentino Club
Esse
clube possui algumas citações: “A Praça Silva Jardim, onde era o campo do
Argentino Club”. Convém lembrar que a Praça Silva Jardim, depois Rua Silva
Jardim, possui algumas citações que nos dão a data e o lugar de onde se
localizava: Praça Silva Jardim, uma citação de 1925, dos tempos do Intendente
Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o
campo de futebol do Argentino Clube”.
Vasco da Gama. “Foi
fundado em 26.05.1951,
com sede social na
Rua Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e campo
de futebol à R. 1º de maio”. A antiga Rua Silva Jardim hoje é a Travessa Padre
Luiz Varela.
Carioca Sport Club.
Citação de 1925: “O Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na
Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”. Existem
várias citações que comprovam a genealogia de Eduardo Maués Loureiro, da praça
Dr. Augusto Montenegro e do Vera Cruz Sport Club.
Carioca Sport Club
Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça Augusto Montenegro,
mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um
outro grande espaço, chamado Praça Silva Jardim, que servia de treino e jogos dos antigos
clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o
“Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz
Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Sportiva de
Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo.
Citação de 1925: “O
Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto
Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Payssandu Sportivo de
Abaeté
Em 1931:
“Payssadu Sportivo de Abaeté , requerendo terreno à Praça Dr.
Augusto Montenegro, para fins de desenvolvimento e cultura atlética.
Requerimento deferido por Maximiano Silvino Cardoso, em 19.10.1931, ficando com
o clube com a responsabilidade pela Conservação da praça.
1930: Na Praça
Augusto Montenegro existia o campo do Payssandu Sportivo de Abaeté.
Vera Cruz Sport Club
O Vera Cruz era um clube desportivo, cultural e social, mas, pode-se dizer
também, que desenvolvia atividades cívicas, musicais e beneficentes, como era
comum na maioria dos clubes dessa época.
Citações de 1927: “A
sede do Vera Cruz se localizava na Rua Lauro Sodré, onde também aconteciam as
festas conhecidas como soirées e quermesses”.
Anotações de
16.05.1926: “O Vera Cruz possuía a sua sede na antiga Rua Lauro Sodré, do qual
participava o Padre Luiz varela. As reuniões do clube eram anotadas em atas com
os nomes dos sócios presentes. Um novo sócio para entrar no clube tinha que ser
apresentado por um sócio veterano”.
O Vera cruz Sport
Clube, foi um dos primeiros clubes de Futebol de Abaeté, fundado pelo Padre
Luiz Varella e seus companheiros no dia 1º de maio de 1919 e era um misto de clube esportivo e social. Desde a
sua fundação até os anos de 1930 o Vera cruz sempre despontou como grande clube
social e futebolístico da cidade de Abaeté. Vejamos algumas citações a respeito
do clube e sua torcida:
1926: Eis alguns
consórcios do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella,
Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza
Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino
Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor
Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco
Freire de Andrade, Argemiro Campelo.
Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga
de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a segunda quermesse, comandada
pela Banda Paulino Chaves, abrilhantando a festa, com disputa de mimos. Depois,
às 08:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com
a comédia portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada
por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda Fonseca,
Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges,
pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Citação de 1927:
“A
Banda Paulino Chaves participando da campanha em prol da construção da nova
Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de torcedoras do vera
Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Theatro de Nossa Senhora da
Conceição, fazendo o fundo musical das peças apresentadas pelo Grupo Scênico de
Abaeté”.
O Vera Cuz Sport Club
era um clube da elite local de Abaeté, com consórcios admitidos somente com
apresentação prévia do candidato por um dos já associados. Até mesmo os atletas
do Vera Cruz tinham que ser propostos por um antigo associado, nome esse que
depois era submetido a aprovação ou não pelos consórcios como eles se chamavam.
O nome do candidato era levado à uma reunião onde era decidido se podia fazer
parte do clube. As reuniões eram freqüentes e eram pautadas por cantos,
momentos cívicos, hinos do clube e da nação e com fundo musical. Eis um dos
hinos, ano de 1922, do Vera Cruz:
Da peleja entre mil
dissabores
Nossa força viril não
fraqueja
Defender com ardor
nossas cores
Eis o lema que a
todos congraça.
Assim, pois, pela
físico cultura
Que entre nós no
esporte se descerra
Lutaremos com toda
bravura.
Nossos adeptos
baquejam
Na grande prática
viril
Para que no futuro
sejam
Orgulho e glória no
Brasil
Entre recíprocos
alentos
Caminharemos para a
luz
Desenrolando aos
quatro-ventos
O pavilhão do Vera
Cruz.
Pratiquemos assim
companheiros
Para quando por acaso
uma guerra
Envolver nós leais
brasileiros
Consigamos honrar
nossa terra
Seja pois abraçado
No indelével valor
que nos enlaça.
Nosso belo pendão
alviazulino
O feliz galardão de
uma raça
Nossos adeptos não
baquejam ...
Outro “hynno” do
valoroso Vera Cruz Sport Club:
O Vera Curz é
respeitado
Pois é!
Aqui no Abaeté!
Aqui no Abaeté!
Temível, jamais foi
derrotado!
Vencido!
Por isso é querido!
Estribilho:
Vera Cruz
Tens por ti
Bravos, leais
defensores
Das cores
Que nós trazemos
aqui.
O nosso esforço em
tua defesa
Daremos
Lutaremos
Por venceremos
Daremos
Pras cores que
adoramos
E amamos
Toda a nossa alma
Da vitória à palma.
1927: “O hino O Onze
Vera Cruz era cantado pelos torcedores, puxado pela banda Paulino Chaves”.
Eis alguns consórcios
do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella, Sebastião de
Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza Parente,
Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino Ferreira,
Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor Lima, João
da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco Freire de
Andrade, Argemiro Campelo. Em 1927: “Pedro Geraldo de Carvalho era o secretário
do Vera Cruz Sport Club e José Antonio de Castro era o vice-presidente”.
“Para o biênio
1927/1928 a diretoria eleita do Vera Cruz Sport Club foi a seguinte:
presidente: Francisco Freire de Andrade; vice-presidente: José Antonio de
Castro (reeleito); 1º secretário: Timóteo Garibaldi Parente; 2º secretário:
Maximiano Antonio Rodrigues; tesoureiro: Ayres Henrique de Matos; orador:
Argemiro Campello e diretor de esportes, Padre Luiz Varella”.
1927: 1927: Padre
Geraldo de Carvalho. 1927: O padre Geraldo de Carvalho era membro do Clube
Carlos Gomes e secretário do Vera Cruz Sport Club.
Lista de consórcios
do Vera Cruz: “Jorge Felix dos Santos, Padre Luiz Varela, Francisco Freire de
Andrade (Presidente do Clube), Sebastião Figueiredo, José Ferreira (o novo
Presidente eleito), Pedro Ribeiro de Araujo”. Os próprios atletas do Vera Cruz
tinham que ser proposto por um associado mais antigo.
O Vera Cruz se
correspondia com o Clube do Remo e Payssandu, clubes da capital do estado. As
suas reuniões eram constantes, nunca faltando a sessão solene e cívica. Ajudava
financeiramente a Igreja católica, quando solicitado, Tinha vários hinos e sua
cor era alvi azul e sua sede ficava na Rua Lauro Sodré.
Anos 1920: “O Padre
Clotário de Alencar, solicita ao Vera Cruz, ajuda para os festejos do Sagrado
Coração de Jesus e a ajuda foi de dez mil réis, na forma de espótula”.
Anos 1920: outra
lista de consórcios do Vera Cruz: Raimundo Pinheiro Garcia, José Joaquim Nunes,
Tupy Jorge, Anísio Rodrigues, Joaquim Loureiro silva, Plínio Andrade, José
ferreira, João Paranhos, Raymundo b. de Araujo Pereira, Maximiano Rodrigues,
Pedro Ribeiro de Araujo, Germano Bentes Guerreiro (Juiz Substituto de Abaeté).
Lista de consórcios
do Vera Cruz: Guilherme Abreu, Raymmundo Valentim Barbosa, José ferreira,
Raymundo paraense Quaresma, Celestino Maués da trindade, Raymundo Pereira Muniz,
Murilo de carvalho, Humberto Parente, Jorge Felix dos santos, Tenente Eugênio
Tavares. Todos os consorciados do vera cruz pagavam mensalidades. Outra lista
de 1920: Argemiro Campelo, Ubaldo Souza (jogador do Vera Cruz), Oscar Martins,
Tupy Jorge Herane, Elderico Maria da Silva.
O Vera Cruz possuía
uma grande torcida em Abaeté. As mulheres associadas fundaram a chamada “Liga
de Torcedoras do Vera Cruz”, que era uma entidade autônoma, que além de ajudar
o clube, ajudava noutras funções, especialmente na construção da Nova Igreja
Matriz de Abaeté. Essa torcida era muito aguerrida e barulhenta e levava para
as ruas nas passeatas as bandas que tocavam os hinos do clube. Dias de jogos do
Vera Cruz era um dia de festas na cidade, especialmente se ele ganhava o jogo.
O Vera Cruz desenvolveu grandes embates futebolísticos com a Associação
Sportiva de Abaeté, considerados grandes clássicos do futebol da antiga cidade
de Abaeté.
Vejamos, em 1927, uma
formação dessas duas equipes que eletrizavam os estádios de futebol da época:
O alviazul, Vera
Cruz: Tedesco; Carlito e Zebb; Demétrio, Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo,
Pedro, Dedé e Xito. Era uma típica formação 2x3x5, isto é, dois zagueiros, três
jogadores no meio e cinco atacantes. Dá para identificar alguns desses
jogadores. Carlito era Carlito Maués Loureiro; Timóteo, era o Timóteo Parente;
Lima, era Raimundo Lima, pai de Luiz Lima e Diquinho Bala que foram, também,
jogadores de futebol; Dedé, era o Dedé Pontes, filho de João Nepomuceno de
Pontes.
A formação auriverde da Associação Sportiva de Abaeté:
Brício; Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá,
Gonzinho e Lucídio. Também era a clássica formação do 2x3x5, que era a única
conhecida na época. Vivi era o vivi Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. O juiz
dessa partida de futebol de 1927 foi Pedro Pinheiro Paes.
Outra formação de
1927: “Tedesco; Carlito e Zeb; Demétrio, Timóteo e Xito; Lima, Miguel, Pedro,
Dedé e Lelelê”.
Eis algumas citações:
1927, “A Banda Paulino Chaves também participando da campanha em prol da
construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de
Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Teatro de Nossa
Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças, apresentadas pelo
Grupo Scênico de Abaeté”.
Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga
de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a segunda quermesse, comandada
pela Banda Paulino Chaves abrilhantando a festa, com disputa de mimos. Depois,
ás 08:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com
a comédia portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada
por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda
Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar
Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
O Vera Cruz, como os
demais clubes antigos, desenvolvia atividades desportivas, culturais e sociais.
Mas também era muito forte nesses clubes antigos os aspectos cívico,
beneficiente e musical.
O Vera Cruz Sport
Club foi um dos primeiros clubes de Futebol de Abaeté, fundado pelo Padre Luiz
Varella e seus companheiros e era um
misto de clube esportivo e social. Vejamos algumas citações a respeito
do clube e sua torcida:
Em 1927: “A Banda
Paulino chaves estava participando da passeata do Vera Cruz, cantando o hino do
clube “O Onze vera Cruz”.
“A Banda Paulino
chaves participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de
Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e
nos eventos teatrais do Theatro Nossa senhora da Conceição, fazendo o fundo
musical das peças, apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
“Quermesse promovida
pela Liga de torcedoras do vera cruz Sport club, no alpendre da Igreja, à Praça
Nossa senhora da Conceição, e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos
Rosado, à Rua Siqueira Mendes, soirée dançante para angariar fundos para a
construção da nova igreja matriz de Abaeté”. “Quermesse promovida pela Liga de
Torcedoras da Vera Cruz Sport Club, em benefício da construção da Igreja
Matriz”.
Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça nossa Senhora da conceição, promovida pela Liga
de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, segunda quermesse, comandada pela Banda
Paulino Chaves abrilhantando a festa com disputa de mimos. Depois, às 08:00
horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a comédia
portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada por música.
Trabalharão como atrizes e atores, Miloca matos, Osvaldina e Hilda Fonseca,
Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges,
pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
O Padre Luiz Varela
era um incentivador dos desportos na cidade e foi ele, com ajuda de amigos,
quem fundou o Clube Vera Cruz. Como amante da música, junto com o Mestre
Gerônimo Guedes, ajudou a fundar a banda Musical Paulino Chaves, participando
da diretoria da banda e recorria às autoridades para tentar seduzir os músicos
da Banda Carlos Gomes para passar para a Paulino Chaves, o que não produzia
muito efeito devido a fidelidade dos músicos da Banda Carlos Gomes.
Incentivava a educação e a cultura,
sendo ele mesmo professor de muitos alunos da época.
Há uma citação em um
escrito que diz que o Padre Luiz Varella teve um atrito com Hermínio Pauxis, em
1918, começando aí o desentendimento dos dirigentes da Igreja Católica com os
organizadores da festa de São Raimundo Nonato.
Associação Sportiva
de Abaeté.
1919: Praça Dr.
Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Sociedade Sportiva de Abaeté.
Um documento de 1919
se refere a: “Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação
Sportiva Abaeteense”.
Uma citação de 1925
dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça
Dr. Augusto Montenegro, esquina com a R. Floriano Peixoto”. Citação: “O Frei
José Maria de Manaus fez o registro geral do terreno de 11.531,25m2 de área,
onde estava sendo levantada a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição”.
A parte oriental da
Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de
Abaeté, com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal
da Associação.
A Associação Sportiva
de Abaeté foi fundada em 12.10.1919, portanto, fundada alguns meses após a
fundação do Vera cruz Sport Club. Um documento de 1919 se refere a: “Praça
Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”.
1927: Raimundo Leite
Lobato era o presidente da Associação Sportiva de Abaeté e Antonio Ribeiro de
Araujo era o 1º secretário.
Em 1927 a formação da
auriverde Associação Sportiva de Abaeté: Brício; Margalho II e Preto; Mimi,
Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Também era a
clássica formação do 2x3x5, que era a única conhecida na época. Vivi era o vivi
Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. A Associação Sportiva de Abaeté e o Vera
Cruz quando se encontravam em campo eletrizavam o povo de Abaeté, com jogos
memoráveis, verdadeiros clássicos do passado. O juiz desse jogo de 1927 foi
Pedro Pinheiro Paes.
“Em 1931 a Associação
Sportiva de Abaeté, com terreno na parte oriental da Praça Dr. Augusto
Montenegro, com área de 11.040 m2”. “A Associação Sportiva de Abaeté se tornou
o grande adversário do Vera Cruz Sport Club nos embates esportivos e culturais
dos anos de 1920”.
Outra Diretoria da
Associação Sportiva de Abaeté:
Em 1927 a diretoria
da Associação Sportiva de Abaeté era assim constituída:
Assembléia Geral:
presidente, Latino Lídio da Silva; 1º secretário, João Nepomuceno de Pontes; 2º
secretário, Giordano Parente.
A Diretoria:
presidente, Capitão Acrísio Villaça da Silva; vice-presidente, Antonio Paes
Filho; 1º secretário, Antonio Ribeiro de Araujo; 2º secretário, Antonio Gama;
tesoureiro, Capitão Raymmundo Leite Lobato; orador oficial, Américo Nery
Cordeiro; diretor de sports, Abel Guimarães de Barros; diretor de sede,
Raymmundo Nonnato Viégas.
No mesmo ano de 1927
aconteceram algumas trocas dos diretores, ficando assim: presidente, Raymmundo
Leite Lobato; orador, Raymmundo Viégas e tesoureiro, Acrisio Villaça da Silva.
1927: Raimundo Leite
Lobato, funcionário público municipal, era o presidente da Associação Sportiva
de Abaeté.
Inicialmente chamado “Abaeté Foot Ball Club, foi fundado em 05.08.1935 e tinha
o seu campo à Rua 1º de maio”. “Um dos Presidentes do Abaeté Foot Ball Club foi
Francisco Lopes”. “O Abaeté Foot Ball Club chegou a possuir 150 associados e 30
associadas pagando mensalidades”. Outro presidente do já chamado Abaeté Futebol
Club foi Chrispim Ferreira. Quando se chamava Abaeté Foot Ball Club sua sede
ficava no antigo prédio da Prefeitura Municipal de Abaeté, que era de
propriedade do Velho Galileu, filho do Velho Salico.
O antigo campo de
futebol do Abaeté, localizado na travessa Padre Luiz Varela, foi vendido e
posteriormente derrubado. Esse terreno foi loteado e hoje abriga a Casa do
Bispo da Diocese e muitos outros prédios e casas comerciais e residenciais. Um
outro terreno, na Rua 1º de maio, foi comprado e ali foi erguido o novo campo
do Abaeté Futebol Club, que foi reinaugurado em 03.11.1991.
Após a criação da
Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos
títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam
os títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele começou a
formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras foi
bicampeão de futebol de Abaeté.
deu origem ao clube
de futebol Abaeté Foot Ball Club, que dizem os nossos historiadores que esse
clube nasceu em 05.08.1935, mas foi em....
com o nome....
O antigo campo de
futebol do Abaeté Futebol Clube que ficava onde hoje se localiza a Casa do
Bispo e abrangia toda aquela quadra foi vendido e toda área foi loteada. Essa
área se estendia da Rua Silva Jardim, atualmente Travessa Padre Luiz Varela até
a antiga Rua Floriano Peixoto, hoje Rua Lauro Sodré. O Abaeté construiu outro
campo de futebol na Rua 1º de maio que foi reinagurado no dia 03.11.1991.
O Tenente Humberto
Parente foi presidente do Abaeté por vários anos.
Uma formação do
Abaeté em 1952/1953: Cametá; Antonio Sena e Mimi Grande (Abreu); ...; Luís
lima, Mario tabarana, Pusa, Sinésio e Tabajara.
Brasil Sport
Club:
O Brasil Sport Club foi fundado em
24.05.1936 e possuía 116 associados e 53 associadas. Teve como um de seus
presidentes, em 1930, o Mestre César
(César de Assis Negrão), mecânico e motorista
e no governo do
Coronel Aristides tornou-se o gerente e técnico da Usina Elétrica em 1903,
filho de Deodata de Góes e Silva e Francisco de Assis Negrão. “Em 1953 o
Presidente da Sociedade Brasil Sport Club era Oziel Pimentel Coutinho”.
Formações do Brasil e
do Vênus em um memorável clássico do futebol de Abaeté, disputado no dia 07.08.1960:
Vênus: Alair; Mafra e
Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho Bala, Bilico, Manoel e
Miguel. Brasil: Cangula; Bacu e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio,
Piranha, Alcimar e Edir. Preparador físico do Brasil: Eurico.
Itatiaia Sport Club
Foi fundado em 12.10.1936, por Santinho Viégas (Raymmundo Nonnato Viégas).
Depois de Santinho
Viégas quem assume o comando do Itatiaia foi Chico Lima (Francisco Lima),
outro grande
desportista de Abaeté, onde todos os membros homens de sua família se tornaram grandes
jogadores de futebol, como Diquinho Bala, Sandoval Lima, Luís Lima. O Itatiaia
no tempo de Chico Lima chegou a ter 40 associados. A sede do Itatiaia ficava na
Rua Silva Jardim (hoje travessa Padre Luiz Varela), que, depois, tornou-se a
sede do Vasco da Gama e essa séde era um grande casarão em madeira, que
inclusive, foi palco de grandes quermesses e bailes promovidos por Bandute Sena
(Benedito sena dos Passos).
Hoje esse espaço é
ocupado por descendentes do saudoso Dr. Lopes (Francisco Leite Lopes). Houve
tempo, nos anos 1930, em que a vida social e o futebol fervilhavam na cidade,
em que os clubes mais festejados da cidade eram o Itatiaia, o Vasco da Gama, O
Abaeté, o Brasil e o Vera Cruz, que competiam entre si para ser o melhor clube
da cidade de Abaeté.
Deve ter treinado e
jogado nos dois antigos campos de futebol de Abaeté e deve ter enfrentado os
outros antigos clubes como o Carioca
Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de
Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, o Paraense ou Parazinho e
tantos outros clubes antigos.
Paraense Sport Club
Citação: “Em 1925 o Paraense Sport Club teve como Presidente o Sr. Raimundo
Lima”. O Paraense ou Parazinho é contemporâneo de outros clubes dos anos 1920 e
é citado em livros de escritores locais.
Parazinho Sport Club.
Há citações desse clube no ano de 1952.
Flamengo, foi um
clube fundado por Clóvis Parente no bairro do Algodoal.
Vênus Atlético
Club:
Citação de 1949:
“O Vênus Atlético
Club foi fundado em 20.05.1949 e sua
sede ficava na Avenida Pedro Rodrigues, em uma casa de propriedade de Apolônio
Rodrigues, perto da casa do Sr. Moreno, dono da loja de comércio “A Suely
Armarinho”. Citação de 1951: “Alguns diretores e sócios do Vênus Atletico Club
em 09.04.1951, “Everaldo dos Santos Araujo, 1º secretário e sócios: Ademar
Lobato Rocha, Sandoval Flexa Tavares, Zilomar Soares Brito, Mário Gonçalves
Felgueiras, Otávio Gama, com sede à Rua 1º de maio. Everaldo dos Santos Araujo
chegou a ser presidente do Vênus. 1954: Vênus
Atlético Club.
Após a criação da
Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos
títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data,
tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Foi, a partir da decadência da Seleção de
Futebol de Abaetetuba que os clubes começaram a se nivelar e os campeonatos
passaram a ser consquistado por outros times de futebol. Nesse cenário surge,
em 1966, a Sociedade Esportiva Palmeiras, fundada pelo desportista Alcimar
Araujo e companheiros. O Palmeiras começou a formar um elenco com predominância
de jovens valores locais e, após alguns anos, em 1974 e 1975 o Palmeiras se
tornou bicampeão de futebol de Abaeté.
1957: Travessa
Basílio de Carvalho, em frente ao campo do Vênus.
Góiszinho (Pinheiro
Góis), chegou a ser presidente do Vênus.
Todos os fatos
relacionados ao Vênus Atlético Club podem ser pessoalmente comprovados por
pessoas ainda vivas das famílias mencionadas acima. Após a criação da Liga de
Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da
cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os
títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele começou a
formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras foi
bicampeão de futebol de Abaeté.
Uma formação do Vênus
em 1952/1953: Barriga; Estanilo (Terçado) e Pombo da Maroca Lima; Omar
Felgueira, Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho Bala, Alcimar e
Cavalinho.
1955: Alair: ...e Aristides;
Guino Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho bala, Alcimar e
Cavalinho.
Formações do Vênus e
do Brasil em um memorável clássico do futebol de Abaeté, disputado no dia 07.08.1960:
Vênus: Alair; Mafra e
Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e
Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu
e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir.
Preparador físico do Brasil: Eurico.
O primeiro clube de Afonso Cardoso de Castro foi o Clube
da Saúde, fundado pelo Dr. Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos
depois, veio a ser a base do Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos
13 anos, no Clube da Saúde e finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando
pelo Vênus. Os clubes pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde,
Vênus (campeão de Abaeté em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção
Abaetetubense (onde foi campeão intermunicipal
em 1955, 1958, 1961, e 1962), Abaeté (onde foi campeão em 1956 e 1963).
“O Vasco da Gama
Juvenil Club foi refundado em 26.05.1951, inicialmente com o nome de Bangu, que
depois mudou o nome para Vasco da Gama Juvenil Club, com sede social na Rua
Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e campo de
futebol à Rua 1º de maio”.
Quem organizava o
Vasco da Gama Juvenil Club era Bandute Sena (Benedito Sena dos Passos),que foi
o fundador da Empresa Copacabana de Comunicação, que existe até os dias de
hoje.
Em 1953 o nome desse
clube era “Vasco da Gama Juvenil Clube e seu presidente nesse ano era Raimundo
de Araujo Quaresma”.
Algumas formações do
Vasco da Gama:
Vasco da Gama: De
26.02.1953: Pedro; Biroba e Davi: Bendelac I, Eurico e Manoel (Zilo); Cravo,
Afonso, Sandoval, Acapu e Diquinho Bala.
Vasco da Gama: De
05.08.1953: Pedro; Costinha e Davi (Bilico); Mariscal, Cleto e Eurico; Sandoval
(Sabito), Afonso, Maguari, Diquinho Bala e Meia Noite.
Vasco da Gama:
1952/1953: Poti; Nita e Davi Abreu; Milito, Cleto e Acapu; Cravo, Afonso,
Sabito, Sandoval e Luís Olegário.
Vasco da Gama: 1953:
Poti; Nita e Davi; Ferreira Suzete e Jango; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e
Cornélio.
Vasco da Gama: 1955:
Poti; Manoel e Odival; Veridiano, Cravo e Afonso; Sabito, Sandoval, ..., Luis
Olegário.
Bangu e Vasco da Gama
Esporte Clube
“O Vasco da Gama Esporte Clube foi fundado em 26.05.1951. Em
1953 o presidente do Vasco da Gama era Raimundo de Araujo Quaresma. A sede social do Vasco da Gama ficava na Rua
Silva Jardim, nº 1.483, a sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e o campo
de futebol à Rua 1º de maio”. Em 1953 foi formada o Vasco da Gama Juvenil
Clube, inicialmente com o nome de Bangu. Era a a parte juvenil do Vasco da
Gama, formado pelo publicitário Bandute Sena (Benedito Sena dos Passos).
Auriverde Sport Club,
foi fundado em 1936.
Clube da Saúde
O
primeiro clube do jogador de futebol Afonso Cardoso de Castro foi o Clube da
Saúde, fundado pelo Dr. Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos depois,
veio a se tornar a base do Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos 13
anos, no Clube da Saúde e finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando
pelo Vênus. Os clubes pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde,
Vênus (campeão de Abaeté em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção
Abaetetubense (onde foi campeão intermunicipal em em 1955, 1958, 1961, e 1962),
Abaeté (onde foi campeão em 1956 e 1963).
Tietê Esporte Club:
“O Tietê Esporte Club foi fundado em 28.10.1952, com sede na atual Rua Lauro
Sodré, nº 1920”. “Teve como um de seus primeiros presidentes o Sr. Cornélio de
Almeida Silveira”.
O Tietê Futebol Club,
tendo como presidente Cornélio de Almeida Silveira, com concessão de terreno
com limites pela frente com a Travessa Pinto Marques, fundos com a Rua Floriano
Peixoto, dado por aforamento em documento de 13.11.1954, terreno com 100 x 60m.
O Tietê ainda existe
nos dias de hoje e sua sede continua no mesmo endereço, agora em alvenaria. O
campo de futebol do Tietê se localiza na Travessa Pinto Martins, bairro de São
João.
O Campo de futebol do
Tietê Esporte Club se localizava na Travessa Pinto Martins”.
“A Sociedade esportiva Palmeiras foi fundada por Alcimar Carneiro de
Araujo, Adonai Olívio Rocha e outros em 26.07.1966”. Foi formando o seu time a
partir de jovens talentos locais. Após várias campanhas brilhantes somente em
1974 se tornou campeão de futebol de Abaeté e em 1975 foi bicampeão. O
Palmeiras veio para quebrar uma hegemonia do Vênus, Abaeté e também o Tieté.
O
time bicampeão do Palmeiras possuía o seguinte elenco: goleiros, Fernando
Ribeiro, Ziza e Zé Maria, que se revezavam no gol; os laterais eram: Luluca,
Baíco, Mendonça, Burunga e Arara; os atacantes eram: Amujacy, Fran Lopes,
Siloca, Cabá, Vaval, e ainda, Lula, Macaco e Orêncio. Para Alcimar Araújo o
grande time do Palmeiras foi o de 1972 e 1973, que tinha os jogadores: Bacu,
Guarasuco, Zé Maroca, Jango, Lúcio, Veridiano, Pedrão, Tonho Lopes, Nani,
Rooselvet e Ítalo.
Após a criação da
Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos
títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data,
tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele
começou a formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras
foi bicampeão de futebol de Abaeté.
As torcidas de Vênus e Abaeté eram quentes
e fanáticas.
Antes da rivalidade
entre Vênus e Abaeté a rivalidade era entre o Brasil e Abaeté, que era um
grande clássico, que mobilizava toda a cidade, com torcidas apaixonadas e
vibrantes. antes da criação da Liga Esportiva de Abaetetuba.
Um documento de 1919:
“Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação
Sportiva Abaeteense”. Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça
de Nossa Senhora da Conceição de hoje, mas o terreno se estendia para trás da
atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço que servia de
treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport
Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e
posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a
fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis
embates nesse campo.
Outros antigos clubes utilizaram esse espaço, utilizados
por outros antigos clubes de futebol, como o Parazinho, o Brasil, campo esse
que depois passou a pertencer ao Abaeté Foot Baal Club, comprado que foi pelo
Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco para os jogos
dos clubes locais, como Vasco da Gama, Vênus e a Seleção de futebol de
Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século XX. Na área
onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro campo de
futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.
O terreno onde hoje
existe a Praça e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição era, no início do
século XX, um enorme espaço que tinha sido reservado para a construção da nova
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição ou Igreja Matriz de Abaeté, como se
dizia naqueles idos tempos. Esse terreno pertencia à Igreja Católica e foi
registrado em nome da Igreja. Antes da construção da Igreja Matriz de Abaeté
ali existia um campo de futebol usado para treinos e jogos dos clubes de
futebol daqueles tempos. Eis algumas citações a respeito:
Esse espaço não se
resumia apenas a área da chamada Praça de Nossa Senhora da Conceição de hoje,
mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um
outro grande espaço que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol
do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o
Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o
Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que
desenvolveram memoráveis embates nesse campo. Outros antigos clubes utilizaram
esse espaço, utilizados por outros antigos clubes de futebol, como o Parazinho,
o Brasil, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Foot Baal Club, comprado
que foi pelo Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco
para os jogos dos clubes locais, como Vasco da Gama, Vênus e a Seleção de
futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século
XX. Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro
campo de futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.
Campus do Baixo
Tocantins, da UFPA. Foi criado por Decreto-Lei em 06.05.1982, na administração
do prefeito ...que doou o terreno para a construção do campus.
Os poetas, cantores e
autores musicais de Abaetetuba:
Entre os muitos
cantores, autores musicais e poetas de Abaetetuba, listamos os seguintes, com
algumas de suas obras:
João de Jesus Paes
Loureiro, nasceu em ...na cidade de Abaetetuba, tem uma trajetória de mais de
40 anos de poesia. Já lançou 16 livros de poemas, teatro, prosa e ensaios
teóricos sobre estética e cultura, recebeu o prêmio de poesia da Associação
Paulista de Críticos de Arte, com a obra “Altar em Chamas”, e indicação como
finalista do Prêmio Jabuti para “Romance de Três Flautas”. Tem alguns livros
publicados na frança, Alemanha, Japão, Itália e Portugal. Em 2001, participou
com poemas visuais, da X Bienal de São Paulo e da obra “A Vanguarda Visual
Brasileira – 50 anos depois da semana de Arte moderna. Paes Loureiro é mestre
em Teoria Literária e Semiologia pela PUC de Campinas, e doutor em Sociologia
da Cultura para Sorbonne, Paris. É professor da disciplina Estética e História
da Arte, na UFPA, e pesquisador da cultura amazônica. Entre suas obras recentes
destacam-se “Réquiem para Dorothy Stang”, uma homenagem à missionária Dorothy
Stang, assassinada em 2005 em Anapu, sudoeste do Pará. Seu novo livro de
poemas, “Água da Fonte”, será lançado dia 23.06.2008 no Instituto das Ciências
das Artes(ICA), às 19:00 hs. A obra tem 200 poemas, onde o autor reúne temas
que retratam sua infância e adolescência ribeirinha no município de Abaetetuba.
Maria de Nazaré
Carvalho Lobato. Vejamos um de seus poemas, publicado por ocasião dos ...JEPS,
06.2008 e lido na abetura desses jogos:
Nonato Loureiro
(Raimundo Nonato Paes Loureiro), nasceu em Abaetetuba no dia 04.05.1944, que é
poeta e compositor. Entre suas obras estão as composições: “Uma canção ao
pescador”, de 1980, que obteve o 1º lugar num concurso na cidade de Oriximiná,
em música e o 3º lugar em poesia. Em 1991, obteve o 1º lugar, no Festival de
Artes e Folclore em poesia, com o poema “Lendas e Mitos de Abaetetuba”. Obteve
um 3º lugar, no mesmo festival, com a poesia “Uma homenagem ao Abaeté Futebol
Clube”.
Outro compositor que,
antes era um excelente futebolista, que participou muitas vezes da Seleção de
Futebol de Abaetetuba, jogando como...é Veridiano Góes Teixeira, especialista
em canções carnavalescas, nascido em Abaetetuba no dia 26.08.1934. Compõe e
participa dos blocos de rua da cidade de Abaeté. Suas principais composições,
são: “Rainha do Tocantis”, “Carajás, Serra Dourada”, “Amazônia”, “Nossa Pobre
Terra Rica”, “Biquini Vermelho”, “Conde, Vila Antiga”, “Roubaram Minha Nêga”,
“Volta pro nosso barraco” e “Vou embora deixar minha Carajás”, que são belas
composições de protesto, de ironia, de exaltação e de amor pela terra natal.
Vejamos a letra de uma sua composição carnavalesca que desde que foi lançada em
Abaetetuba, nunca mais saiu das paradas carnavalescas, uma crítica às
constantes mudanças de nome da cidade:
O Folclore em
Abaetetuba:
Abaixo temos a saudosa folclorista de Abaetetuba, Nina
Abreu, junto com o poeta João de Jesus P. Loureiro e o
professor Leonardo Sousa e esposa
Em algumas localidades do município de Abaetetuba
ainda existem os cordões juninos.
Abaixo temos a saudosa folclorista de Abaetetuba, Nina
Abreu, junto com o poeta João de Jesus P. Loureiro e o
professor Leonardo Sousa e esposa
Em algumas localidades do município de Abaetetuba
ainda existem os cordões juninos.
Já houve um período
áureo do folclore junino em Abaeté, onde despontavam os cordões de pássaros,
borboleta e cordões de bois. Lelé Pontes ...
Cordões de pássaros:
Rouxinol, Periquito, Tucano, Pavão.
Cordão da Borboleta.
Nina Abreu...E os
inesquecíveis cordões de boi, o Pai do Campo, comandado pelo mestre Roldão e o
estrela D’alva, do mestre Risó. Os músicos Cardinal, Miguel Loureiro e Agenor
faziam os enredos dos cordões de pássaros de Nina Abreu.
E como as festas dos
santos não eram promovidas pela Igreja Católica e sim por particulares, a
preferência para tocar as festas religiosas quase sempre recaía na Banda Carlos
Gomes. E, no chamado arraial, tinha as
bandeirinhas, O arraial, no decorrer dos tempos, foi assimilando outros
elementos da cultura popular, como o “pau de sebo”, o teatro e tudo o mais que
concorresse para uma verdadeira “festa de arraial”, com os seus chamativos “folguedos”, como até hoje se
chamam, esses tipos de festejos. É claro, que esse, é o lado profano dos festejos de santos,
porque existiam as “funções religiosas”, que, na falta do padre, eram feitas
pelos próprios organizadores dos festejos, a maioria delas feitas em “latim”,
que era a língua usada nas festas católicas. Até hoje, na cidade e no interior
do município, existem pessoas ou grupos de pessoas, que sabem decoradas essas
orações. Voltaremos a falar desses assuntos, quando falarmos de outras
festividades de santos da cidade.
Medicina Popular em
Abaetetuba
:
:
A Amazônia, com a sua
rica flora e fauna, desde os tempos em que era habitada somente pelos seus nativos, sempre usou os animais e
vegetais no tratamento de muitas doenças que acometiam os povos das florestas.
O curandeiro, espécie de médico das tribos indígenas, era a...
Plantas medicinais de
Abaetetuba: quina, verônica, Amapá, malvarisco, sicória, mastruz, carrapato.
O povo organizado
aproveitava de todas as ocasiões e de todo tipo de iniciativas para angariar
fundos para a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Vejamos o que dizia um desses jornais a respeito de uma peça de teatro, no ano
de 1926: “É hoje, que se efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de
abnegados, que tomaram sob seus ombros a pesada tarefa de erguer, nesta cidade,
um templo dedicado a Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo
total produto reverterá em benefício da construção de tão piedosa obra.
Espetáculo organizado pelo Professor Alberto Costa, que terá o comando do novel
corpo scênico do theatro, que encenerá a obra de Fortunato Braga, intitulada
“Na Roça”.
Os atores e atrizes são: Risoleta de lima Araújo, Hilda V. Fonseca,
Abel Lobo, Bararaty franco e Pedro Loureiro. Teatrinho sito no largo da
Matriz”.
Alguns registros do ano de 1927: “Quermesse promovida pela Liga de
torcedoras do Vera Cruz, no alpendre da Igreja, à Praça Nossa senhora da
Conceição, e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, á rua
Siqueira Mendes, uma soiré dançante, para angariar fundos para a construção da
nova Matriz de Abaeté”.
“Ação entre católicos, rifa em benefício da construção
da Matriz de Abaeté. Preço 2$000”. “Construção da matriz de Abaeté, tendo à
frente o Padre Luiz Varella e Francisco Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro
da construção da matriz, em 30.12.1924”.
“Estatutos da Irmandade de Nossa
senhora da Conceição, encarregada da construção da Matriz”. Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga
das Torcedoras do vera Cruz Sport Club, segunda quermesse, com a Banda Paulino
chaves abrilhantando, com disputa de brindes. Às oito horas da noite será a
reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a apresentação da comédia
portuguesa “Como se enganam Mulheres” e “A Bohemia”, com fundo musical. Atores
e atrizes: Miloca matos, Osvaldina, Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antonio e
Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”. “O
Senhor Francisco Assunção dos Santos rosado, dedicado tesoureiro da grande
Comissão encarregada da construção de nova Igreja matriz, com Livro Caixa e
Balancetes”. “Balanço da Olaria Nossa Senhora da Conceição, de que o Sr.
Francisco Assunção dos Santos Rosado é superintendente. Valor da arrecadação:
72$000, que é um maravilhoso resultado”. “Campanha em fevereiro de 1920, no
tempo do Intendente Sr. Coronel Aristides dos reis e Silva. Produto da Olaria em
prol da construção da Matriz: 7.036$773, patrimônio de Nossa Senhora da
Conceição. Produto do teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco de
Assunção dos Santos Rosado, para levar avante o teatro, mais de 1:200$000,
espetátulo em prol da construção da Matriz: José Antonio de Castro”.
Espera a diretoria o
auxílio do povo para realizar o ideal de todos nós que é a construção da Igreja
Matriz”.
“Muito bem, disse o distinto e inteligente seminarista Audifax Mendes: Levanta-te, povo, segue a vontade rija dos bravos marinheiros, que ainda não
abandonaram o estaleiro da majestosa barca que simboliza a matriz”.
E a
Diretoria que simboliza esses marinheiros vos diz: - “Para a frente, sem temer
a tempestade, e a barca tocará o porto do salvamento. Será construída a nossa
Igreja, por que Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
“Óbulos, tijolos: F.
A. Santos Rosado & Cia. com 600 tijolos.
Outros: 5.800 tigelas de seringa e
telhas”.
“Lancha Tucumanduba de propriedade do Sr. Coronel Maximiano Cardoso,
levando a Comissão da Construção da Matriz: Padre Luiz Varella, Francisco
Assunção dos Santos Rosado, José Antonio de Castro, Teodomiro Amanajás de
Carvalho e Amphiano Quaresma, Presidente, tesoureiro e membros da Comissão, em
busca de fundos nas localidades limítrofes, como Cametá, Muaná e Igarapé-Miri.
Resultado pífio”.
Registro de 1919:
“Francisco Assunção dos Santos Rosado, Tesoureiro da Construção da Matriz e
depois, José Antonio Castro, como novo Tesoureiro”. Registro de 1927:
“Francisco Assunção dos Santos Rosado, o mais decidido sustentáculo do Grupo
Scênico. Peças: “O pescador de Baleias” e “Ceia dos Cardeais”, renda revertida
para construção da Matriz”.
Há registro de 1919 que cita a Banda Paulino Chaves
participando dos eventos em favor da construção da Igreja Matriz de Abaeté.
Outra citação sobre a banda Paulino Chaves: “Os autores destes escritos, ao ler
esses registros ficaram deveras admirados com tanta fé e a abnegação desses
abaeteenses. As conclusões que se tira ao ler esses fragmentos de notícias: foi
realmente uma “uma pesada e piedoso empreitada” de pessoas que não mediam
esforços, sacrifícios, tempo e até mesmo recursos do próprio bolso para
sustentar essa aventura. No grupo encontram-se políticos, comerciantes,
músicos, artistas, funcionários públicos, donas de casa, jovens, padres e,
naturalmente a participação de todo o povo, devotos da “Virgem da Conceição”.
Ela tinha até o seu patrimônio próprio, como era o caso da olaria, cujos lucros
de vendas revertiam para a construção da Igreja Matriz e os óbulos que a
comissão recebia para essa finalidade, como as “tigelas de seringa e telhas”,
doados por devotos.
E o grupo de mulheres que constituíam a Liga de torcedoras
do vera Cruz Sport Club, que se lançavam a promover quermesses para arrecadar
fundos para a construção da Matriz. Outro grupo interessante é o do “Grupo
Scênico”, que apresentavam peças de teatro no “Theatro Nossa Senhora da
Conceição”, grupo esse formado por
pessoas da própria sociedade que não mediam esforços nos ensaios e
preparativos de ações empenhativas como são as de peças de teatro.
A Irmandade
de Nossa Senhora da Conceição, como toda irmandade antiga, era formada por
devotos e devotas em torno de um santo e com um ou mais objetivos. A Irmande da
Conceição, tinha como um de seus objetivos a arrecadação de fundos para a
construção da Igreja Matriz. Mas o fato mais comovedor dessas campanhas, desses
antigos abaeteenses, foi, sem dúvida, a viagem que a Comissão da Construção e
outras pessoas fizeram aos municípios limítrofes, com a finalidade de arrecar
fundos nessas localidades.
Vamos imaginar como foi essa viagem: devem ter ido
primeiro na cidade de Muana, que fica do outro lado da Baia do Marajó, e só
nesse percurso, devem ter demorado 5 horas de ida, se a viagem foi feita por
barco à vapor. Na vinda de Muaná, devem ter ido para a cidade de Cametá, cujo
percurso deve ter sido de umas 6 a 7 horas. De lá seguiram para a cidade de
Igarapé-Miri, com a duração de mais 5 ou 6 horas de viagem e, depois, vieram
embora, pensa-se que, no outro dia. Foi uma viagem demorada, onde essas
pessoas, inclusive um padre, deixaram os seus compromissos em Abaeté, e devem
ter enfretando muitas dificuldades e desconforto na viagem, inclusive
tempestades e, no fim, o resultado foi “pífio”, como diz o registro no jornal.
Mas, acredita-se que essas pessoas não desanimaram e, por certo, devem ter
continuado as campanhas com mais ardor, ainda, principalmente se ouviram o
discurso do jovem e inteligente seminarista, Audifax Mendes, que disse:
“Levanta-te povo...para a frente, sem temer a tempestade...Será construída a
nossa Matriz, porque Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
Portanto, é um
resgate dos nomes desses bravos devotos de Nossa Senhora da Conceição, que
estes registros querem fazer. Gravemos estes nomes: Francisco Assunção dos
Santos Rosado, Padre Luiz Varella, Professor Alberto costa, Grupo Scênico de
Abaeté e seus atores e atrizes: Risoleta de Lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel
lobo, Bararaty Franco, Pedro loureiro, Miloca Matos, Osvaldina, Hilda, Antônio
e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, a Liga de Torcedoras do vera
cruz Sport Club e as suas componentes, a Irmandade de Nossa Senhora da
conceição e seus componentes (vide nomes noutra parte destes escritos), A Banda
Paulino Chaves com os seus componentes, o Coronel Aristides dos Reis e Silva, o
seminarista Audifax Mendes, a firma F. A. Santos Rosado & Cia., o Coronel
Maximiano Cardoso, José Antonio de Castro, Theodomiro Amanajás de Carvalho,
Amphiano Quaresma e, naturalmente, muitas outras pessoas, cujos nomes se
perderam com o sumiço de muitos documentos e jornais antigos.
Existem registros
de outras pessoas que trabalharam em favor da construção da Igreja matriz,
inclusive, pessoas que, mesmo antes das que foram citadas, no Século XIX, também sonharam com a construção dessa Igreja.
.... O local escolhido para a construção da Igreja
Matriz de Nossa Senhora da Conceição já existia e recebia o nome de Praça
Augusto Montenegro, por ser esse, o Governador do Pará, no período de 1.02.1901
a 1.02.1909, que concedera uma enorme área, para que ali fosse construído o
templo, tanto sonhado pelo povo católico de Abaeté. Esse espaço não se resumia
apenas a área da chamada Praça de Nossa Senhora da Conceição de hoje, mas o
terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro
grande espaço que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do
passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o
Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o
Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que
desenvolveram memoráveis embates nesse campo.
Outros antigos clubes utilizaram
esse espaço, utilizados por outros clubes de futebol, como o Parazinho,
o Brasil, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Futbool Club,
comprado que foi pelo Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de
palco para os jogos dos clubes locais, como Vasco da gama, Vênus e a Seleção de
futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século
XX.
Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro
campo de futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.
Os padres
capuchinhos também participaram ativamente das campanhas pela construção da
Igreja Matriz de Abaeté.
Em 27 de maio
de 1933, quando aconteceu a Bênção da Pedra Fundamental, a cerimônia foi feita
pelo Padre Magalhães (Padre Ignácio Ramos de Magalhães) e a partir daí muitas
outras campanhas aconteceram para arrecadar pedras, tijolos, cimentos, etc.,
organizado por outra comissão, tendo agora como presidente o Sr. Joaquim Mendes
Contente e seus companheiros. Em 1936 a igreja matriz de Abaeté ainda estava em
construção.
Há um registro do 1º Círio de Nossa Senhora da Conceição na nova Igreja Matriz de Abaeté:
“As duas
bandas de música, a Carlos Gomes, chefiada por Raymmundo Pauxis, tendo como
Mestre de Banda o Sr. Chiquinho Margalho e a Banda Paulino Chaves, chefiada
pelo mestre de banda Jerônimo Guedes e com 21 músicos, que participaram do 1º
Círio de Nossa Senhora da Conceição em 1937”.
Há um registro em um documento
antigo de 1940 que diz o seguinte sobre o custo da grande obra: “As obras da
igreja matriz já vão bastante adiantadas, na Praça Dr. Augusto Montenegro.
Custo: mais de 80 contos de réis (80.949$280)”.
Em o 28.11.1941, aconteceu a
Sagração Oficial do Templo, cerimônia feita pelo padre capuchinho Frei Paulino
(Frei Paulino de Sellere), após a chegada do Círio desse ano. Esse padre junto com
Joaquim Mendes Contente e Dionísio Edmilson Lobato, sobem até a grande torre do
templo e de lá lança a bênção sobre a sonhada Igreja matriz e à cidade de
Abaeté.
O povo
organizado aproveitava de todas as
ocasiões e de todo tipo de iniciativas para angariar fundos para a construção
da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Vejamos o que dizia um desses
jornais a respeito de uma peça de teatro, no ano de 1926:
“É hoje, que se
efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de abnegados, que tomaram sob
seus ombros a pesada tarefa de erguer, nesta cidade, um templo dedicado a
Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo total produto
reverterá em benefício da construção de tão piedoso obra. Espetáculo organizado
pelo Professor Alberto Costa, que terá o comando do novel Corpo Scênico do
Theatro, que encenará a obra de Fortunato Braga, intitulada “Na Roça”.
Os
atores e atrizes são: Risoleta de lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel Lobo,
Bararaty franco e Pedro Loureiro. Teatrinho sito na largo da Matriz”.
Alguns
registros do ano de 1927:
“Quermesse promovida pela Liga de torcedoras do vera
Cruz, no alpendre da Igreja, à Praça Nossa senhora da Conceição, e à noite, na
casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, á rua Siqueira Mendes, uma soiré
dançante, para angariar fundos para a construção da nova Matriz de Abaeté”.
“Ação entre católicos, rifa em benefício da construção da Matriz de Abaeté.
Preço 2$000”. “Construção da Matriz de Abaeté, tendo à frente o Padre Luiz
Varella e Francisco Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro da construção da
matriz, em 30.12.1924”.
“Estatutos da Irmandade de Nossa senhora da Conceição,
encarregada da construção da Matriz”. Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à
Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga das Torcedoras do vera
Cruz Sport Club, segunda quermesse, com a Banda Paulino chaves abrilhantando,
com disputa de brindes. Às 08:00 horas da noite será a reabertura do Theatro
Nossa Senhora da Conceição, com a apresentação da comédia portuguesa “Como se
enganam Mulheres” e “A Bohemia”, com fundo musical. Atores e atrizes: Miloca
matos, Osvaldina, Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antonio e Prudente Araújo,
Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”. “O Senhor Francisco
Assunção dos Santos rosado, dedicado tesoureiro da grande Comissão encarregada
da construção de nova Igreja matriz, com Livro Caixa e Balancetes”.
“Balanço da
Olaria Nossa Senhora da Conceição, de que o Sr. Francisco Assunção dos Santos
Rosado é superintendente. Valor da arrecadação: 72$000, que é um maravilhoso
resultado”. “Campanha em fevereiro de 1920, no tempo do Intendente Sr. Coronel
Aristides dos reis e Silva. Produto da Olaria em prol da construção da Matriz:
7.036$773, patrimônio de Nossa Senhora da Conceição.
Produto do teatrinho e
recursos particulares do Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado, para
levar avante o teatro, mais de 1:200$000, espetáculo em prol da construção da
Matriz: José Antonio de Castro”.
Espera a Diretoria o auxílio do povo, para
realizar o ideal de todos nós, a construção da Igreja Matriz”.
“Muito bem,
disse o distinto e inteligente seminarista Audifax Mendes: “Levanta-te, povo,
segue a vontade rija dos bravos marinheiros, que ainda não abandonaram o
estaleiro da magestosa barca que simboliza a matriz”. “E a Diretoria que
simboliza esses marinheiros vos diz: - “Para a frente, sem temer a tempestade,
e a barca tocará o porto do salvamento. Será construída a nossa Igreja, por que
Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
“Obulos, tijolos: F. A. Santos
Rosado &Cia. com 600 tijolos.
Outros: 5.800 tijelas de seringa e telhas”.
“Lancha Tucumanduba de propriedade do Sr. Coronel maximiano Cardoso, levando a
Comissão da Construção da Matriz: Padre Luiz Varella, Francisco Assunção dos
Santos Rosado, José Antonio de Castro, Teodomiro Amanajás de Carvalho e
Amphiano Quaresma, Presidente, tesoureiro e membros da Comissão, em busca de
fundos nas localidades limítrofes, como Cametá, Muaná e Igarapé-Miri. Resultado
pífio”.
Registro de 1919: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, Tesoureiro da
Construção da Matriz e depois, José Antonio Castro, como novo Tesoureiro”.
Registro de 1927: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, o mais decidido
sustentáculo do Grupo Scênico. Peças: “O pescador de Baleias” e “Ceia dos
Cardeais”, renda revertida para construção da Matriz”.
Há registro de 1919 que
cita a Banda Paulino Chaves participando dos eventos em favor da construção da
Igreja Matriz de Abaeté.
Outra citação sobre a banda Paulino Chaves: “Os
autores destes escritos, ao ler esses registros ficaram deveras admirados com
tanta fé e a abnegação desses abaeteenses.
As conclusões que se tira ao ler
esses fragmentos de notícias: foi realmente uma “uma pesada e piedoso
empleitada” de pessoas que não mediam esforços, sacrifícios, tempo e até mesmo
recursos do próprio bolso para sustentar essa aventura. No grupo encontram-se
políticos, comerciantes, músicos, artistas, funcionários públicos, donas de
casa, jovens, padres e, naturalmente a participação de todo o povo, devotos da
“Virgem da Conceição”.
Ela tinha até o seu patrimônio próprio, como era o caso
da olaria, cujos lucros de vendas revertiam para a construção da Igreja Matriz
e os óbulos que a comissão recebia para essa finalidade, como as “tigelas de
seringa e telhas”, doados por devotos.
E o grupo de mulheres que constituíam a
Liga de torcedoras do vera Cruz Sport Club, que se lançavam a promover
quermesses para arrecadar fundos para a construção da Matriz.
Outro grupo
interessante é o do “Grupo Scênico”, que apresentavam peças de teatro no
“Theatro Nossa Senhora da Conceição”, grupo esse formado por pessoas da própria sociedade que não mediam
esforços nos ensaios e preparativos de ações empenhativas como são as de peças
de teatro. A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, como toda irmandade
antiga, era formada por devotos e devotas em torno de um santo e com um ou mais
objetivos.
A Irmande da Conceição, tinha como um de seus objetivos a
arrecadação de fundos para a construção da Igreja Matriz. Mas o fato mais comovedor
dessas campanhas, desses antigos abaeteenses, foi, sem dúvida, a viagem que a
Comissão da Construção e outras pessoas fizeram aos municípios limítrofes, com
a finalidade de arrecadar fundos nessas localidades.
Vamos imaginar como foi essa
viagem: devem ter ido primeiro na cidade de Muana, que fica do outro lado da
Baia do Marajó, e só nesse percurso, devem ter demorado 5 horas de ida, se a
viagem foi feita por barco à vapor. Na vinda de Muaná, devem ter ido para a
cidade de Cametá, cujo percurso deve ter sido de umas 6 a 7 horas. De lá
seguiram para a cidade de Igarapé-Miri, com a duração de mais 5 ou 6 horas de
viagem e, depois, vieram embora, pensa-se que, no outro dia. Foi uma viagem
demorada, onde essas pessoas, inclusive um padre, deixaram os seus compromissos
em Abaeté, e devem ter enfretado muitas dificuldades e desconforto na viagem,
inclusive tempestades e, no fim, o resultado foi “pífio”, como diz o registro
no jornal. Mas, acredita-se que essas pessoas não desanimaram e, por certo,
devem ter continuado as campanhas com mais ardor, ainda, principalmente se
ouviram o discurso do jovem e inteligente seminarista, Audifax Mendes, que
disse: “Levanta-te povo...para a frente, sem temer a tempestade...Será
construída a nossa Matriz, porque Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
Portanto, é um resgate dos nomes desses bravos devotos de Nossa Senhora da
Conceição, que estes registros querem fazer. Gravemos estes nomes: Francisco
Assunção dos Santos Rosado, Padre Luiz Varella, Professor Alberto costa, Grupo
Scênico de Abaeté e seus atores e atrizes: Risoleta de Lima Araújo, Hilda V.
Fonseca, Abel lobo, Bararaty Franco, Pedro loureiro, Miloca Matos, Osvaldina,
Hilda, Antônio e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, a Liga de
Torcedoras do vera cruz Sport Club e as suas componentes, a Irmandade de Nossa
Senhora da conceição e seus componentes (vide nomes noutra parte destes
escritos), A Banda Paulino Chaves com os seus componentes, o Coronel Aristides
dos Reis e Silva, o seminarista Audifax Mendes, a firma F. A. Santos Rosado
& Cia., o Coronel Maximiano Cardoso, José Antonio de Castro, Theodomiro
Amanajás de Carvalho, Amphiano Quaresma e, naturalmente, muitas outras pessoas,
cujos nomes se perderam com o sumiço de muitos documentos e jornais antigos.
Existem registros de outras pessoas que trabalharam em favor da construção da
Igreja matriz, inclusive, pessoas que, mesmo antes das que foram citadas, no
Século XIX, também sonharam com a
construção dessa Igreja.
A Religiosidade
Popular:
Povo simples de bom
coração.
Imagens enfeitadas
com muitas fitas.
Reverências dos
fiéis, beijos nas fitas, tomando as benções das imagens.
Sinal da cruz, nas
reverências, mas mal sabiam fazer o sinal da cruz.
Grande fé num Deus
misterioso e desconhecido, acreditavam na proteção divina e na proteção de
Nossa Senhora, como mãe cheia de ternura. Poucos sabiam orar e menos ainda
conheciam os sacramentos. Não conheciam os mandamentos. Cantos desafinados.
Pessoas de boa vontade.
A religiosidade
popular surge de um anúncio do evangelho, que se transformaram em devoções com
as quais um povo exprime o seu sentimento religioso, na linguagem simples das
imagens, dos círios e procissões, ladainhas, danças, fitas, velas, flores,
festas, arraiais, orações, cantos.
A religiosidade
popular é uma expressão nascida espontaneamente no meio do povo, muitas vezes
desvirtuada do próprio cristianismo. É manifestada de vários modos: resignação
passiva diante de certas situações da vida, pagamento de promessas, as velas,
as fitas, as devoções aos santos, os pedidos, as rezas e bênçãos, as curas, os
fogos, os mastros dos santos, missas do 7º dia seguida do terço nas oito noites
após a morte, as procissões, as imagens dos santos e os oratórios, as ladainhas
cantadas em latim, a folia dos reis, os folguedos de arraial. São práticas que
devem ser respeitadas, como cultura
popular e que também tentam expressar um relacionamento com o sagrado. As rezas
ou orações: das treze almas, à Santa Anastácia, Ana Cristina, Santa Edwirges,
Santo Expedito, que são concebidas como preces mágicas para resolver problemas
ou dificuldades, as novenas do Perpétuo Socorro. As festas dos padroeiros com práticas pagãs,
que vem sendo modificadas pouco a pouco, para uma festa verdadeiramente cristã.
Tipo de catolicismo do Povoado, Devoção aos Santos, Religiosidade Popular:
E foi assim que a fé
católica surgiu em Abaetetuba, através da devoção aos santos, que era uma
característica do povo português, na época do descobrimento do Brasil. E a
devoção aos santos foi seguida à risca pelos antigos habitantes do lugar, que
atravessou as fases de povoação, freguesia, vila e cidade de Abaeté.
No final do século
XIX, indo até a metade do século XX, respirava-se religiosidade em Abaete e religiosidade
popular devido as muitas festas de santos, formas de devoção e outros elementos
que caracterizavam o lugar por essa cultura religiosa. E essa religiosidade ia
dos mais pobres aos mais ricos. Na casa das famílias abastadas existiam
luxuosas capelas e lindos oratórios. As imagens dos santos nos cartazes,
folinhas ou esculturas existiam em praticamente todas as casas. Além de N. S.
da Conceição, outros santos se tornaram objetos da devoção popular a partir de
nossos bisavós a avós, com direito às tradicionais festividades, como acontecia
com, a devoção a “São Raimundo Nonato”,
“Santa Luzia”, “São Benedito”, “São Sebastião”, “São Cosme e São Damião”,
“Divino Espírito Santo”, “Sagrado Coração de Jesus” e muitos outros santos
espalhados na cidade e nas localidades ribeirinhas do município. Até mesmo as
antigas crenças nativas de negros escravos e dos indígenas foram afetadas pela
devoção aos santos católicos.
Com a nova visão de
ser cristão as velhas tradições religiosas, como as festas do mastro de santos,
as ladainhas, as comilanças, as devoções exacerbadas aos santos, os pagamentos
de promessas, os beijos nas fitas, os oratórios e todas as outras formas da
religiosidade popular, deveriam, a partir de agora, dar lugar a uma nova forma
de ser cristão e a construir a Igreja.
Mistura de credos,
influências da religiosidade indígena e africanas. Sincretismo.
O povo humilde e
simples sente uma profunda necessidade de Deus e de se comunicar com ele.
Faltou uma catequese desenvolvida, a presença prolongada dos padres, dos
catequistas, dos evangelizadores que, na sua passagem, só deixaram sementes de
religião. Assim o povo misturou religião e cultura, promessas, política, vida
e sofrimentos, decepções e esperanças.
Uma das formas de
religiosidade do povo é a devoção a Maria e aos santos. Através deles o povo
encontra aquele Deus que, muitas vezes, fica misterioso e distante. Basta
pensar na devoção do povo a Nossa Senhora de Aparecida. O povo simples e
humilde do Pará apinhado no Círio de Nazaré, pagando promessas e procurando à
procura daquele Jesus que a Virgem segura em seus braços.
A religiosidade
popular do povo simples do interior frequentemente é acompanhada por
supertições, fatalismo, magia, superficialidades, que precisam ser purificados
com paciência e amor. Deus é misericordioso e sabe compreender a simplicidade
do povo. Precisa que o povo simples não precisa perder sua identidade, seus
valores, sua fé, mas deve se enriquecer com um conhecimento mais profundo e
autêntico. Sofrem muito os fiéis do nosso interior quando algum catequista ou
padre, com um gesto iconoclasta, estupidamente, manda jogar fora todas as
imagens das capelas e casas.
A religiosidade
popular deve ser purificada e educada. É tarefa de catequista, do missionário,
realçar os valores indiscutíveis, purificando-os daqueles gestos ou crenças
superticiosas e encaminhando para Deus.
O verdadeiro
missionário não é aquele que chegando num lugar, faz limpeza do terreno e
constrói tudo de novo; mas aquele que sabe valorizar os germes que Deus semeou
no coração humano, pois são sementes do Evangelho.
Tinha-o entendido
muito bem S. Paulo quando entrou no Areópago de Atenas. Não entrou com machado
destruindo os ídolos pagãos, mas procurou o altar dedicado ao “Deus
desconhecido” que lhe deu oportunidade de pregar a Boa Nova. Não devemos
esquecer que foi Deus que lanço no coração humano a religiosidade popular, para
que o homem, aos poucos, descubra o caminho que leva à Verdade.
Religiosidade popular
transmitida, transmitida como herança de pais para filhos, mas completamente
despreparados para receber os sacramentos da Igreja.
A religiosidade
popular pode se tornar uma base importante para o anúncio do Evangelho.
Sapataria Abateense,
que ficava na então chamada Praça João pessoa, nº 2, quando a cidade se chamava
Abaeté e era de propriedade de Carlito loureiro, segundo um documento de
07.04.1934.
Um Típico Arraial de Festa de Santo na Abaeté Antiga:
Religiosidade Popular:
Os antigos quadros dos Santos católicos ainda fazem
parte da Religiosidade Popular, em Abaetetuba.
Os antigos quadros dos Santos católicos ainda fazem
parte da Religiosidade Popular, em Abaetetuba.
Procissões com bandas, fogos, bandeirinhas, os folguedos, os mastros, os briquedos na praça (barquinhas, dangler, roda-gigante, os aviãozinhos,) , os jogos de azar (pescarias, argolas, tiro-ao-alvo, barraca da santa com bar e leilões e leiloeiros, andor enfeitado com flores e fitas coloridas, a cocada, quebra-queixo, , a venda de comidas típicas (tacacá, vatapá), a pipoca, o prirolito, os doces secos, roupa nova, os ribeirinhos e os rurais, as girândolas de brinquedos (rococós, corrupios, ratinhos), as barraquinhas de vendas, os brinquedos de miriti (pássaros, cobras, barquinhas, , as bandinhas no coreto, as bancas de vendas (brinquedos, artesanatos, jóias), sorvetes e picolés, as velas ao Cristo Crucificado, as novenas.
Os Imigrantes em
Abaeté:
1931: Na Avenida João
Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e
Salim Bechir.
Salim José Bechir era
sírio-libanês e possuía um bar chamado “Bar do Salim”, e foi ele quem trouxe as
primeiras mesas de bilhar e sinuca para Abaeté.
Elias & Oliveira.
Citação de 1922: “A firma Elias &Oliveira com casa de commércio no Furo
Tucumanduba”. (Miguel Elias?).
Bechir Elias:
José Bechir Elias.
Citação de 1922: “José Bechir Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont,
em Abaeté”.
Há um documento de
1925 que faz a seguinte citação:
“Rua Justo Chermont,
onde fica o comércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a Rua Coronel
Aristides Silva”.
É citado em documento
de 1926.
Era comerciante em
Abaeté, à Rua Justo Chermont.
Em 1931: Avenida João
Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1931: Na Avenida João
Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e
Salim Bechir.
Salim José Bechir era
sírio-libanês e possuía um bar chamado “Bar do Salim”, e foi ele quem trouxe as
primeiras mesas de bilhar e sinuca para Abaeté.
Bechir Elias &
Cia era o nome da firma de José Bechir Elias, em 1935.
Salim José Bechir.
Data de referência: 1956, gestão do Prefeito Pedro Pinheiro Paes.
Abel Ayope Elias.
Possui citações de 1922, 1925 e 1926. Citação de 1922: “”Abel Ayope Elias com
casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Miguel Elias, 1922.
Família Bechir:
José Bechir Elias.
Citação de 1922: “José Cechir Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont,
em Abaeté”.
Há um documento de
1925 que faz a seguinte citação:
“Rua Justo Chermont,
onde fica o comércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a Rua Coronel
Aristides Silva”.
Em 1931: Avenida João
Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1931: Na Avenida João
Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e
Salim Bechir.
É citado em documento
de 1926.
Era comerciante em Abaeté, à Rua Justo Chermont.
Bechir Elias &
Cia era o nome da firma de José Bechir Elias, em 1935.
Salim José Bechir
Data de referência: 1956, gestão do Prefeito Pedro Pinheiro Paes. Vide acima
José Bechir Elias.
Ainda existem
descendentes da família Bechir em Abaeté:
Os jovens:
Beatriz e José Maurício Pinheiro Bechir,
estudantes da Escola São Francisco Xavier em 2008.
Família Ayope:
Abel Ayope Elias.
Possui citações de 1922, 1925 e 1926. Citação de 1922: “”Abel Ayope Elias com
casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Ayres Lobo.
Era
português e pai de Alice Lobo.
A família Kemil veio
do Líbano, fugindo da guerra. Em Abaeté se instalaram no terreno hoje ocupado
pela Escola INSA.
1949: Essa família
quando chegou à Abaeté usou esse grande terreno para plantios diversos,
inclusive uvas. Esse terreno localizava-se na Praça da Bandeira e limitava com
a Avenida Magalhães Barata e do outro lado com o terreno onde está sendo
construído o hospital dos vicentinos. Fazia fundos com o terreno de Raimundo
Negrão Figueiredo. Pedro Pinheiro Paes era o prefeito.
João Roberto dos Reis
era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos. Kemil dos Santos. O Velho
Kemil dos Santos era sírio-libanês e era
casado com Anacleta dos Reis Santos e eles tiveram os seguintes filhos: Antonio
(Totó), Agostinho, Agenor, Nice, Luiz Kemil dos Santos e outros filhos.
Filhos: Mariuadir
Santos.
Uadir Felix dos
Santos.
Era de descendência libanesa.
Documento de 1948: Onde era a sede da
Liga Operária Abaeteense-LOA, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos.
Uadir
possuía uma oficina mecânica no prédio do que seria o Hospital dos Vicentinos,
onde hoje se localiza o INSA.
Uadir Felix dos Santos
morava onde hoje existe a padaria de Nestor Rocha, na antiga...e atual travessa
Frederico Gama da Costa.
Francisco Assunção
dos Santos Rosado.
Era português.
Garibaldi Parente é
citado em documento de 1935, “com
comércio nas localidades Paramajó e Piquiarana”.
Garibaldi Parente
possuía ainda: fábrica de óleos, saboaria, cerâmica, oficina de ferreiro e
barcos e lanchas, como: Gaivota, uma lancha pequena. Os barcos: Garibaldi,
Sívio Romero, São Timóteo e outros.
Jorge Antonio.
Citação de 1922. “Jorge Antonio com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em
Abaeté”.
Casa Nossa Senhora de
Nazaré, de Jorge Antonio.
Felix Antonio.
Citação de 1922: “ Felix Antonio com pequena fábrica de sapatos à Rua Justo
Chermont, em Abaeté”.
Elmásia Felippe João.
Citação de 1922: “Elmásia Felippe João com comércio de botequim e quitanda à
Rua Justo Chermont, na cidade de Abaeté”..
Felippe João.
Citação
de 1922: “Felippe João com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
1927: Mercearia Flor da Syria, de Felippe João.
1927: Mercearia Flor
da Síria, de Felippe João.
Os primeiros
italianos, das famílias Parente e Calliari, que vieram para Abaeté, vieram de
Bom Jesus dos Passos, na Bahia, que é uma cidade praiana.
Cemitério de Nossa
Senhora da Conceição:
O antigo Cemitério de
Nossa Senhora da Conceição, existente na entrada da antiga Travessa da
Conceição (vide dados sobre esse cemitério em ruas...), hoje Avenida Pedro
Rodrigues, foi desativado e as autoridades construíram outro Cemitério Público
em ...na gestão do prefeito ...
Citações sobre essa
rua: Rua Coronel Caripunas:
1905, ” local de Raimundo Lício Baia, em terreno que media
60x42 metros, entre as casas de Verônica Lobato e a Trav. da Conceição”. A
Trav. da Conceição ou Passagem da Conceição, foi o primeiro nome da atual Av.
Pedro Rodrigues, por que ali existia a pequena igreja de Nossa Senhora da
Conceição e um Cemitério de Nossa senhora da Conceição, esquina com a atual R.
Getúlio Vargas. Ali se instalou, na esquina com a atual R. Siqueira Mendes, o
Grupo Escolar de Abaeté, inaugurado no dia 02.04.1902, tendo como primeiro
diretor o professor Bernardino Pereira de Barros, que tinha se formado no Curso
Normal do Instituto de Educação do Pará, em Belém.
Rua Abraham
Fortunato: José Augusto Fortunato, foi um dos componentes da 1ª Câmara da Vila
de Abaeté, em 1881. Descende de uma família de imigrantes judeus, onde alguns
de seus membros estão sepultados em área separada no Cemitério Público de Nossa
Senhora da Conceição em Abaetetuba.
Avenida Abraão
Fortunato, onde foi construído o cemitério, com frente em tijolos e lados
cercados com achas.
Travessa da Conceição
ou Passagem da Conceição.
Nessa rua fora construída a antiga igrejinha de Nossa
Senhora da Conceição e onde, nas suas proximidades ficava o Cemitério de Nossa
Senhora da Conceição, que ficava na Passagem da Conceição, hoje Av. Pedro
Rodrigues, com à Rua Getúlio Vargas.
A Travessa ou Rua
Nova refere-se à rua que se dirigia ao novo Cemitério de Nossa Senhora da
Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje Trav.
Pedro Pinheiro Paes. Na Rua Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio
Pauxis. A Travessa ou Rua Nova refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de
Nossa Senhora da Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito
Santo, hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes.
Documentos de 1947 se
referem a uma “Praça da Bandeira”.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté,
possivelmente para honrar o “Dia de Todos os Santos”, com o seguinte percurso:
“Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av.
Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Praça Nossa Senhora da Conceição. Depois a
procissão segue pela Avenida Rio Branco, Praça da Bandeira, até o Cemitério”.
Antigos Cemitérios em Abaeté
“O Cemitério se
localizava na Avenida Abraham Fortunato”.
“Avenida Abraão Fortunato, onde foi
construído o cemitério, com frente em tijolos e lados cercados com achas”.
R. Lauro Sodré
esquina com a Travessa do Canto do Cemitério.
Esse cemitério era o
antigo cemitério de Nossa Senhora da Conceição, localizado na antiga Travessa
da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.
Cemitério de Nossa
Senhora da Conceição ou Necrópole de Nossa Senhora da Conceição
A Travessa ou Rua
Nova refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição,
onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje travessa Pedro
Pinheiro Paes. Refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de Nossa Senhora da
Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje travessa
Pedro Pinheiro Paes.
Há uma citação que faz
a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de Nossa Senhora da Conceição,
em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a travessa
Nova: ”O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição (hoje Praça
Francisco de Azevedo Monteiro), ganhou a Trav. Nova (hoje Travessa Pedro
Pinheiro Paes), foi pela Silva Jardim (hoje Travessa Padre Luiz Varela),
contornou o grande espaço aberto (onde hoje fica a Pça. de Nossa Senhora da
Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube) e retornou pela
R. Torquato Barros (hoje trecho da R. Barão do Rio Branco)”.
1919: O Cemitério
Municipal era dividido em quadras: Quadra Santa Maria, Quadra São Joaquim,
Quadra São José e Quadra Santa Ana.
Em 1947 acontece uma
procissão em Abaeté, possivelmente para honrar o “Dia de Todos os Santos”, com
o seguinte percurso: “Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Avenida 15 de agosto,
R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. Nossa Senhora
da Conceição. Depois a procissão segue pela Avenida Rio Branco, Pça. da
Bandeira, até o Cemitério”.
Francisco de Miranda
Margalho, Administrador do Cemitério Público, conforme documento de 30.05.1948,
da Prefeitura Municipal de Abaeté.
Documento de
30.04.1948, recibo de cobrança de taxa, pela sepultura perpétua de Adhemar
Araujo Rocha, filho de Ademar Lobato Rocha e Risoleta de Araujo Rocha, falecido
aos 17 anos, às 02:00 horas, tendo como encarregado do Cemitério Público,
Francisco de Miranda Margalho, dinheiro pago por Lourival Lima Leite Lobato, primo
de Risoleta.
As Sepulturas Perpétuas:

Acima temos o túmulo da ex-escrava Ana Cristina,
a sepultura mais visitada do Cemitério Público.
Acima temos o túmulo da ex-escrava Ana Cristina,
a sepultura mais visitada do Cemitério Público.
Antigamente havia o
costume das sepulturas perpétuas, daí os belos e ricos túmulos do início do
século XX existente no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição. Os familiares dos falecidos mandavam erigir
essas tumbas com as tradicionais cruzes e muitos outros motivos religiosos ou
não religiosos, como: figuras de santos e anjos em alto relevo ou esculpidos em
mármores, granitos ou cimento armado. É um cemitério bem antigo e bonito, que
já lotou há muito tempo. Os sepultamentos continuam, porque muitas famílias
enterram seus mortos em sepulturas em madeira e esses mortos caem no
esquecimento de seus familiares. Essas sepulturas apodrecem e os enterros são
feitos na sepultura dos mortos esquecidos ou abandonados no cemitério. Essa
superlotação de mortos já vem de muito tempo. Nenhum prefeito tomou, ainda,
qualquer medida na construção de um novo cemitério público em Abaetetuba. Seria
o caso de desativar os enterros de que não possuísse sepulturas perpétuas e
para a preservação das antigas, belas e históricas tumbas desse antigo
Cemitério Público, hoje, objeto da especulação de sepultamentos. Nesse antigo
cemitério deve estar enterrado, pelo menos, outra população atual de Abaetetuba
que possui mais de 130.000 habitantes.

A urna funerária acima foi descoberta no Sítio Arqueológico
do Pacoval, na Ilha do Marajó, região vizinha ao Baixo Tocantins.
Abaixo temos algumas fotos de antigas sepulturas perpétuas
no Cemitério de Nossa S. da Conceição.

A urna funerária acima foi descoberta no Sítio Arqueológico
do Pacoval, na Ilha do Marajó, região vizinha ao Baixo Tocantins.
Abaixo temos algumas fotos de antigas sepulturas perpétuas
no Cemitério de Nossa S. da Conceição.
Antigamente os túmulos eram construídos em mármore, com
anjos e outras motivações da fé do povo.
público, mas que estão sendo saqueadas por criminosos
e o cemitério há muitos anos que perdeu sua capacidade
de sepultamentos haja vista não haver mais espaços para
novos sepulturas, a não ser, as sepulturas perpétuas das
famílias mais antigas.
Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA, 14.09.2018






































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