Outros Poetas 2 de Abaetetuba - Poetas e Poesias
Ana Clara
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera, ou exclui,
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Edinho Cardoso
Assim somos nós
Como flores na vastidão,
O despetalar do sorriso,
A fragrância fiel do desejo,
Sei que sinto no teu beijo,
E essa essência eu preciso,
Ventilando em meu coração.
Bené Costa
https://www.facebook.com/benedito.costa/videos/10210643367545000/
https://www.facebook.com/benedito.costa/videos/10210643387865508/
Veio o progresso
do Brasil, de Norte a Sul:
A Albrás foi implantada
bem no centro do Baixo Tocantins.
Beja, beija-me muito;
parece que eu te vi.
Beja, beija-me muito
antes do teu fim.
Existiram muitas tribos
de índios por aqui,
Nos jardins do Abaeté
Do Baixo Tocantins.
A Amazônia é uma insônia
para as multinacionais,
que destroem
em nome do capital.
Quem foi que disse
que os índios Anambés de Moju
não foram estuprados, aculturados
pela sociedade nacional?
Extinguiram nossos mitos,
os nossos ídolos, os nossos rios.
A nossas praias: agora fedem
a ferrada de arraia.
Beja, beija-me muito,
Parece que eu te vi.
Beja, beija-me muito
antes do teu fim.
Veio o progresso
do Oiapoque ao Chui.
Tucuruí foi implantando
ameaçando o Rio Tocantins.
“Beja, besame mucho,
parece que yo te vi.
Beja, besame mucho
ante de tu fim.”
Apesar de seres uma praia maravilhosa
de areias, garotas e o céu azul.
Os políticos e o povo só te usam
e te abusam para no outro dia sumir.
Quem foi que disse
que os índios Mortiguar
da Vila de Beja
não foram desaculturados em 1716?
Eles vieram da Ilha do Marajó,
atravessaram a Vila do Conde,
foram aldeados
e fixados em Samaúma.
Os franceses e portugueses,
que aqui chegavam
em busca de tesouros,
lhes prometeram o paraíso celestial.
E hoje os nativos são reflexo
da nossa história tradicional.
E hoje os nativos são reflexo
da nossa história irracional.
“Beja, besame mucho”.
Não deixemos que destruam a ti!
seras dividida no vento
sem historias pra contar...
Desce em tuas aguas a tecnologia
boia nas vagas a tecnomania
das radios vazias do que e nosso
Comunitario e a nossa desgraça
Salvo engano nossa alegria
da cidade cantada,tocada,folia
carnaval do bloco velho zuza,,
Foi-se o tempo,repito Briela
e sem futuro a cultura esquecida
mora na boa vontade do folião...
Ana Clara
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera, ou exclui,
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Edinho Cardoso
Assim somos nós
Como flores na vastidão,
O despetalar do sorriso,
A fragrância fiel do desejo,
Sei que sinto no teu beijo,
E essa essência eu preciso,
Ventilando em meu coração.
Bené Costa
https://www.facebook.com/benedito.costa/videos/10210643367545000/
https://www.facebook.com/benedito.costa/videos/10210643387865508/
Ademar Moraes
Vou me embora para
Beja
Lá sou amigo do rei
Mas cuidado onde pisas
Pois na arraia me ferrei
Vou me embora para Beja ...
Quando chega mês de julho
é aquela confusão
Uma fila infinita
pra pegar a condução
Vale até ir de carona
bicicleta ou caminhão.
Não sei quando vou pra Beja
mas o dia vai chegar
Quero ver velhos amigos
e a infância relembrar.
Vou me embora para Beja
acho até que vou agora
Quem quiser venha comigo
Mas ligeiro, sem demora!
Bora?
Lá sou amigo do rei
Mas cuidado onde pisas
Pois na arraia me ferrei
Vou me embora para Beja ...
Quando chega mês de julho
é aquela confusão
Uma fila infinita
pra pegar a condução
Vale até ir de carona
bicicleta ou caminhão.
Não sei quando vou pra Beja
mas o dia vai chegar
Quero ver velhos amigos
e a infância relembrar.
Vou me embora para Beja
acho até que vou agora
Quem quiser venha comigo
Mas ligeiro, sem demora!
Bora?
JOÃO PEDRO MAUÉS
João Pedro Maués,
nascido em Abaetetuba, filho de Heitor do Carmo Maués e dona Eglatina, formadao
em Direito pela UFPA e advogado militante em Abaetetuba, comunicador social
pela Rádio Guarany FM, depositário de memória privilegiada, pois conhece seus
contemporâneos, um a um, através de seus nomes e apelidos, e com rasgos de irreverência no trato com as
pessoas e poeta, mesmo que em versão que trata dos relacionamentos amorosos.
Aos meus amigos
Adenaldo Santos Cardoso e Davi Figueiredo
A xaropada ficou
melhor assim: ESSE CARA NÃO SOU EU
O cara que pensa em você toda hora(ou seja um cara obsessivo)
Que conta os segundos se você demora ( um cara intolerante)
Que está todo o tempo querendo te ver (grudento)
Porque já não sabe ficar sem você ( Louco)
E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama ( completamente inseguro)
Esse cara sou eu
O cara que ama você do seu jeito ( bacana )
Que depois do amor você se deita em seu peito ( mentira, o cara só que é dormir )
Te acaricia os cabelos, te fala de amor ( cabelereiro )
Te fala outras coisas, te causa calor ( verão de Abaeté ou a casa do Zuhkov )
De manhã você acorda feliz ( se tiver um café pronto )
Num sorriso que diz * vai escovar os dentes )
Que esse cara sou eu
Esse cara sou eu
O cara que pega você pelo braço ( Temperamento agressivo)
Esbarra em quem for que interrompa seus passos ( Tipo Pit boy ou seja encrenqueiro)
Está do seu lado pro que der e vier (Criador de caso)
O herói esperado por toda mulher (qualquer uma).
O cara que pensa em você toda hora(ou seja um cara obsessivo)
Que conta os segundos se você demora ( um cara intolerante)
Que está todo o tempo querendo te ver (grudento)
Porque já não sabe ficar sem você ( Louco)
E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama ( completamente inseguro)
Esse cara sou eu
O cara que ama você do seu jeito ( bacana )
Que depois do amor você se deita em seu peito ( mentira, o cara só que é dormir )
Te acaricia os cabelos, te fala de amor ( cabelereiro )
Te fala outras coisas, te causa calor ( verão de Abaeté ou a casa do Zuhkov )
De manhã você acorda feliz ( se tiver um café pronto )
Num sorriso que diz * vai escovar os dentes )
Que esse cara sou eu
Esse cara sou eu
O cara que pega você pelo braço ( Temperamento agressivo)
Esbarra em quem for que interrompa seus passos ( Tipo Pit boy ou seja encrenqueiro)
Está do seu lado pro que der e vier (Criador de caso)
O herói esperado por toda mulher (qualquer uma).
Desafios de João
Pedro Maués, Clóvis Cardoso e Adenaldo Santos Cardoso:
Adenaldo
Santoscardoso Flor da várzea / Reflete na água / Na pele do rio / Teu
encanto desagua...
Clovis Cardoso O
rio desagua no mar/ O igarapé desagua no rio/ A linda flor marapatá/ É meu amor
e arrepio
molho de maiurana...
Adenaldo
Santoscardoso Amor com cheiro de flor / Envolvido com baba de aninga / O
amor é amor sedutor / Orgasmo, ardência de pinga!
João Pedro
Maués No roseiral ou na aninga/o Clovis aprecia a manjurana/Ele dà mt
ponto em pinga/que também se chama cana.../parece que agora ta parado/de meter
marijuana/mas já disse o poeta popular/pra o adágio confirmar/quem conhece o
caminho da perdição/sempre dá a volta no quarteirão...
Clovis
Cardoso Dentro da flor amarela,/ Tem uma cor de urubú/Não, não é aquela/ É
o redondo do teu cú.
João Pedro
Maués Caro Benicio Cruz/o Clovis nao teve mimo/misturou cus e urubus/pra
xingar seu amado primo....
Clovis
Cardoso Mimo é coisa de viado/ Que quer dar e não consegue/ Mas que o
redondo é apretado/ Não há Pedro que o negue. / belzebu que o carregue....
Clovis
Cardoso Carrengando é que se conhece/ O peso da pedra do inferno/ assim é
que mais se esclarece/ no Benicio o furor interno/ E no Pedrão que se esquece/
De sua infância escrita no caderno.
João Pedro
Maués Qdo o Clovis falecer/O diabo vai vibrar/Até o dia amanhecer/Com o
Mefisto a cantar/ O Maxico desistiu/desse moleque internar/Falou "puta que
pariu/Onde eu fui meu burro amarrar/Seu demônio dê licença/trago açaí em
pouquinho/Na moxila mal querença/na cabeça fumaça de unzinho/ Vou esperar o
Adenaldo/ Benicio, Guri e Pinho/Vamos tomar muito caldo/serve qualquer
cantinho/
Repentes de João
Pedro Maués:
João Pedro Maués
E que mulher nunca
comeu alface por vaidade/chocolate por ansiedade /e um canalha por saudade???
xxx
Desafios de João
Pedro Maués, com Clóvis Cardoso e Adenaldo Santos Cardoso:
Adenaldo
Santoscardoso
Água ardente de cana
doce / Passarinha à embuança / Seu destino é a cabeça / Mas faz escala pela
pança.
Clovis Cardoso
Pela pança ela passa,
Pelo fígado e pelos rins,
Com uma frasqueira de cachaça
Nado de Abaeté a Parintins.
Pelo fígado e pelos rins,
Com uma frasqueira de cachaça
Nado de Abaeté a Parintins.
Adenaldo
Santoscardoso
Frasqueira, tsunami
da pura / Aniquila amargura / Mata o medo e o frio / Garapa, mel, açúcar e
rapadura / Ardência e doçura / Sangue bom do Brasil.
Clovis Cardoso
O sangue corre pela
veia,
O camarão pelo igarapé
Meu almoço, merenda e ceia
É a cachaça de Abaeté .
O camarão pelo igarapé
Meu almoço, merenda e ceia
É a cachaça de Abaeté .
Clovis Cardoso
Entornando o garrafão
de cachaça,
Pensava em jogar a meia do Santo,
Mas, para meu maior espanto,
Eu era o santo que recebia a graça.
Pensava em jogar a meia do Santo,
Mas, para meu maior espanto,
Eu era o santo que recebia a graça.
Adenaldo
Santoscardoso
Que desgraça! / Se
antes eras santo / Hoje és a cachaça / E a frasqueira é teu manto / Milagre da
"mardita" / Que entornaste pelo canto / Da tua boca atrevida /
Provana de desencantos!
Edu Dias
"Quem dá pro
Santo é um devoto / na mais pura devoção / quem toma cachaça de Abaetetuba /
aprende a graça tomar um garrafão"
Adenaldo
Santoscardoso
Não eboles graça / A
água é ardente / Se não deres pro santo / Serás um penitente.
Clovis Cardoso
Essa pena pago com
mui fé,
Delirando ao sabor da caninha,
Pois minha alma não esta sozinha:
O povo inteiro que mora em Abaeté.
Delirando ao sabor da caninha,
Pois minha alma não esta sozinha:
O povo inteiro que mora em Abaeté.
Adenaldo
Santoscardoso
Pobre frasqueira /
Vazia vive no ninho / No museu: canto da casa / Onde mora o Clovinho / De
Abaeté pra Cuiabá / Ela deu um trabalhão / Foi presente do Serginho / Com
carinho e compaixão / Mas como não se morre de paixão / Não matará o beberrão.
Clovis Cardoso
A frasqueira esta
vazia de pura
Mas é repleta de recordação ,
Por isso a guardo com ternura,
No centro do meu coração .
Quando a vejo eu navego
Em Abaeté no seu centro,
Meu louco passado nao nego,
E na frasqueira vou adentro...
Mas é repleta de recordação ,
Por isso a guardo com ternura,
No centro do meu coração .
Quando a vejo eu navego
Em Abaeté no seu centro,
Meu louco passado nao nego,
E na frasqueira vou adentro...
Adenaldo
Santoscardoso
Vai frasqueira na
maresia / No peso de muitas mágoas / Tomamos no cu da agonia / Agonizando vejo
o Engenho Pacheco / Enrabado pela putaria / No carnaval tudo é tão vistoso /
Depois que se morre vem a alegoria / A riqueza de nossa história / Mostramos em
nossas fantasias.
Adenaldo
Santoscardoso
A vida é como o rio /
rendada à maresia / Passa vida, passa rio... / Bordados pela ventânia / Na
frasqueira fica o sonho / A colagem do passado / O alegre e o tristonho /
rotulada poranduba: / " O Canto Angustiado / Aos Plantadore de cana de
Abaetetuba".
Clovis Cardoso
Passa a vida num
gojeio/ de um carachué arredio/depois de tomar um copo cheio/viro ponte sobre o
rio.
Adenaldo
Santoscardoso
Livrai-me Nossa
Senhora! / Da tua goela mardita / Depois de uma grande talagada / Deixa a
cidade aflita / Coitado de quem pisar no teu cuspe / E aquele que te irritar /
Vai escutar só palavrão / Quando tua boca se agitar.
Clovis Cardoso
Minha boca tremula e
agitada/ não era resultado da cachaça/ mas do beijo da minha amada/ que ainda
hoje me abraça/ chamando de paixão da vida/ e eu chamando-a de minha querida.
Clovis Cardoso
Só depois é que ia
pro Bené/ Pegar uma puqueca/ Pra garganta ficar seca/ E enxergar melhor Abaeté.
João Pedro Maués
Clovis Cardoso,
Clovinho, Leco-Leco/
Não importa o nome ou alcunha/Sempre foi seca-boteco/ tirava gosto com café
preto e pupunha.../O Maxico reclamava/A Piquixita, coitada, sofria/Quando
cachaça ele tomava/E com o "do índio" rebatia/ Da poesia acho
graça/do pinguço vejo a agonia/qdo seca a frasqueira de cachaça/fica aquela
euforia.../Tento escrever o que presta/Me livrar da rima pobre/Só uma verdade
não se contesta/O Clovis é um cara nobre...
Clovis Cardoso
O Nobre fazia
aguardente,
Engarrafava a disgramada
Que na noite enluarada,
Fazia rir e chorar o coração da gente.
Engarrafava a disgramada
Que na noite enluarada,
Fazia rir e chorar o coração da gente.
João Pedro Maués
Ainda está para nascer/esse
cara valentão/que roa ponta de faca/ou apare tiro na mão/...Pra lutar contra a
cachaça/tem que ser bom na parada/Depois do gole não pode achar graça/Se não
vem a gofada...
João Pedro Maués
Germana,
Sapetiba,Salineira/ Papagaio, Nobre ou Alvorada/A mais gostosa é a saideira/ e
depois rebater com uma gelada....
DESAFIOS DE JOÃO
PEDRO MAUÉS:
Adenaldo
Santoscardoso
Benicio, Pedrão e
Clovinho / Chega de tanta miragem / A flor segue o seu destino / Pra que apelar
pra sacanagem? ...
Adenaldo
Santoscardoso
Flor da várzea, flor
mundana! / Sufocaram tua beleza / Flor da planta maiurana / Postada de
incerteza...
Clovis Cardoso
É flor a minha amada
Nascida em pleno rio
Bela, amarela, inundada,
Por meu carinho luzidio.
Nascida em pleno rio
Bela, amarela, inundada,
Por meu carinho luzidio.
João Pedro Maués
Adenaldo,INRI ou
mesmo Papa/a criação é livre e aguda/o Clovinho da um tapa/e fica com a vista
miúda.../Seu Maxico bom pai e amigo/dizia, o menino tá febril/mal sabia era
castigo/pro olho só Moura Brasil...
Carrengando é que se
conhece/ O peso da pedra do inferno/ assim é que mais se esclarece/ no Benicio
o furor interno/ E no Pedrão que se esquece/ De sua infância escrita no
caderno.
João Pedro Maués
Qdo o Clovis
falecer/O diabo vai vibrar/Até o dia amanhecer/Com o Mefisto a cantar/ O Maxico
desistiu/desse moleque internar/Falou "puta que pariu/Onde eu fui meu
burro amarrar/Seu demônio dê licença/trago açaí em pouquinho/Na moxila mal
querença/na cabeça fumaça de unzinho/ Vou esperar o Adenaldo/ Benicio, Guri e
Pinho/Vamos tomar muito caldo/serve qualquer cantinho/
Benicio Lobato Cruz
Benicio Lobato Cruz
..o clovis pirou...o
diabo gostou, na eterna "ardencia" do inferno..o meu primo
adorou...pois se sentiu em casa e de um ou outro jeito o diabo mora no seu
peito......
Clovis Cardoso
Hoje o dia é
propicio,
Pra voce que é Benicio,
Pra voce que é Pedrão,
Que no inferno já estão,
Vivendo nesta vida,
O Diabo vermelhão
Qua nao cura ferida.
E bota no cu mais zarcão.
Pra voce que é Benicio,
Pra voce que é Pedrão,
Que no inferno já estão,
Vivendo nesta vida,
O Diabo vermelhão
Qua nao cura ferida.
E bota no cu mais zarcão.
Benicio Lobato Cruz
...o dia fica mais
gostoso...sem o clovis cardoso, se ele pinta no pedaço o diabo manda-lhe um
abraço, sem meu amigo pedrão....coitado da situação...o clovis perde dois
ombros amigos para chorar da sua situação......
Clovis Cardoso
O mal atrai o mal...o
bem atrai o bem...nessa conjunçao carnal...náo entra ninguém...que não seja
igual...e o diabo diz amem...
Adenaldo
Santoscardoso
Nas rimas
pretenciosas / De Benicio e de Pedrão / Meu caro amigo Clovinho / Te espetaram
o coração
Clovis Cardoso
Espetar faz o
capeta...com garfo e garfao...os dois fazem chupeta...na cabeça do cabeçao...
Adenaldo
Santoscardoso
E a flor que num
flash colheste / Mostraste com emoção / Benicio e João Pedro / Não merecem tua
paixão
Clovis Cardoso
Nao sabem o que
paixao...nem pouco, nem pouquinho...um é puro ódio zarcão...e o outro só quer o
pretinho...
Adenaldo
Santoscardoso
Dar a flor pra tua
amada / Deixa de seres teimoso / Esses caras embucetaram / O teu lado amoroso
Benicio Lobato Cruz
vc esta certo
adenaldo, o clovis nao tem coracao...por isso merece reclamacao.....o seu
horizonte e uma pura escuridao....vamos ficar feliz eu e o meu amigo pedrao...\
Adenaldo
Santoscardoso
Jess, fala pro teu
irmão: / - Pára Pedro, Pedro pára / Pedro pára, pára Pedro... / O Clovinho não
merece / Ser chifrado por toureiro
João Pedro Maués
O diabo é gente fina/
pinta caroço e o sete/qado vê o Clovis se amofina/e diz :perdi minha diabete/ O
menino é desalmado/mete medo no capeta/quando chega encachaçado/a pé,de moto ou
lambreta/Seu Maxico coitadinho/rezou pai nosso e ave maria/pedindo clemência ao
Clovinho/qdo aportasse no inferno, lá comandando a putaria...
Benicio Lobato Cruz
cuidado amiga
jess...o clovis nao merece muito carinho, as vezes ele se parece um diabinho,
se vc patetar alguma travanca ele vai lhe arrumar.....nao vai ter lei maria da
penha que possa lhe salvar....
Adenaldo
Santoscardoso
João Pedro Maués / Benicio
Lobato Cruz/ Todos dois, são dois capetas! / Disfarçados de Jesus...
Benicio Lobato Cruz
...se somos dois
capetas disfarcados de jesus....no meu nome eu ja tenho uma cruz....o que dizer
do clovis , meu amigo adenaldo ....que mais parece um desalmado....
Adenaldo
Santoscardoso
O Clovis desapareceu
/ Espantaram o prosador / Sua flor entristeceu / Resta pouco esplendor / No
aningal que concebeu / O seu barco encalhou...
Adenaldo
Santoscardoso
Se afundou pelo
aningal / Ele pode se salvar / Mas se foi pelo perau / Só se Deus o
ressuscitar...
Benicio Lobato Cruz
..pelo perau eu nao
sei...so sei se o clovis nao se arrepender do que fez, quando chegar a sua
vez.....o diabo no inferno tera um novo fregues.....
João Pedro Maués
O Diabo já falou/aqui
o bicho pega/porque o Clovis sempre achou/comigo nem o cão sossega...Seu menino
malcriado/toma cachaça rum e batida/ja ta com o bucho quebrado/agora so quer
saber da mardita...
Clovis Cardoso
Antes da terra ser
imunda/ O Benicio era o Cão/ O Pedro chupava macumba/E tal cheirava Zarcão/
Assim ninguém afunda...
Benicio Lobato Cruz
...se ninguem
afunda...meu caro clovis cardoso...vc esta nessa imensa barafunda.....não
compare eu e o pedro, com aquilo que bóia e sai da bunda.......
João Pedro Maués
Nascido nas aguas
barrentas/às margens do Tocantins/Clovis,te liga,afugentas/com o odor do
enxofre as minas q estão afins...Mas isso tudo é besteira/pra Belzebu,Mefisto e
Lucifer/Clovinho estica uma carreira/pra atrair Pinho,Berilo e quem mais
quiser...
Benicio Lobato Cruz
que coisa mais sem
luz...a sua vagancia se transforma em petulancia...antes eu , o pedro e o
adenaldo..., que vc clovis...fugindo do diitado que tudo que é demais fica
enjoado....
Clovis Cardoso
Jaime é teu retato,
Benício.../Chatura e reclamação/ Sai dessa, cheira um zarcão/ Se não cais no
precipício...
Benicio Lobato Cruz
vá na frente, clovis
vc o jaime e o zhukov, que fugiu do hospicio
João Pedro Maués
Seu Maxico sempre
lutou / pros meninos educar/num bom futuro apostou/não foi difícil acertar.../O
Conde nunca deu mole/Sérvolo sempre altaneiro/Minha Velha orgulhava a prole/Com
o Trica corneteiro/Passarinho e Clovis tomando cana num gole...
Benicio Lobato Cruz
clovis o seu Futuro
será assim......comendo grama...ou a raiz do capim....
Clovis Cardoso
Sera assim se Deus
quiser,
Melhor do que o esquecimento ,
Melhor do que o esquecimento ,
a raiva, a depressão,
o momento,
Sem nada, sem nada até...
Meu irmão Joseleno Maués, "Cabecinha", faleceu hj por volta das 17:00h depois de uma luta contra problemas de saúde . Que Deus acolha sua alma. "Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida..."
Sem nada, sem nada até...
Meu irmão Joseleno Maués, "Cabecinha", faleceu hj por volta das 17:00h depois de uma luta contra problemas de saúde . Que Deus acolha sua alma. "Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida..."
LÓGICA ECOLÓGICA
Autoria: Ray Borges
Lá vai a paca, a cutia, o arancuã
Vai, vai viado foi tão belo o teu passado
É tão triste o amanhã
Lá vai a arara, a ariranha, a capivara
Vai, vai mucura tá acabando a mata escura
Tão acabando as imbiáras
Quero ver a onça
Só se for pintada!
Quero ver a coruja
Só embalsamada!
E cadê a bicharada?
Tá fugindo da queimada
Tá fugindo da espingarda
Lá vai o Rio Tocantins ameaçado
Vai com coragem, não permitas que a barragem
Te faça ficar parado
Lá vai a mata se deitando pelo chão
Mata sem pernas, tua base é enraizada
Tu não podes fugir não
Lá vai o homem sendo expulso do seu chão
Chegou o gado, o dinheiro e o cercado
Pra fazer a ocupação
Lá vai o povo ocupar a periferia
Vai tanta gente, vai faminto, vai doente
Amargando sua agonia
Autoria: Ray Borges
Lá vai a paca, a cutia, o arancuã
Vai, vai viado foi tão belo o teu passado
É tão triste o amanhã
Lá vai a arara, a ariranha, a capivara
Vai, vai mucura tá acabando a mata escura
Tão acabando as imbiáras
Quero ver a onça
Só se for pintada!
Quero ver a coruja
Só embalsamada!
E cadê a bicharada?
Tá fugindo da queimada
Tá fugindo da espingarda
Lá vai o Rio Tocantins ameaçado
Vai com coragem, não permitas que a barragem
Te faça ficar parado
Lá vai a mata se deitando pelo chão
Mata sem pernas, tua base é enraizada
Tu não podes fugir não
Lá vai o homem sendo expulso do seu chão
Chegou o gado, o dinheiro e o cercado
Pra fazer a ocupação
Lá vai o povo ocupar a periferia
Vai tanta gente, vai faminto, vai doente
Amargando sua agonia
CLEVER LOUREIRO
Clever Loureiro é um dos filhos do popular Fuan/Clovis Barros da Silva e Carmita Loureiro, tem uma boa bagagem de conhecimentos humanísticos e políticos e tem também seus momentos de nativismo por Abaetetuba em sentimentos colocados nos versos abaixo:
Abaetê
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena..
.
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena..
.
IVALDY FURTADO
Ivaldy Furtado
Brinque, Sofia
Viva a vida
Viva, Sofia
Desafie teus sonhos!
Seja Sofia nesse mundo de encantos
A vida precisa de tantas sofias!
Viva a vida
Viva, Sofia
Desafie teus sonhos!
Seja Sofia nesse mundo de encantos
A vida precisa de tantas sofias!
Ademar Moraes
Vou me embora para Beja
Lá sou amigo do rei
Mas cuidado onde pisas
Pois na arraia me ferrei
Vou me embora para Beja ...
Quando chega mês de julho
é aquela confusão
Uma fila infinita
pra pegar a condução
Vale até ir de carona
bicicleta ou caminhão.
Não sei quando vou pra Beja
mas o dia vai chegar
Quero ver velhos amigos
e a infância relembrar.
Vou me embora para Beja
acho até que vou agora
Quem quiser venha comigo
Mas ligeiro, sem demora!
Bora?
Lá sou amigo do rei
Mas cuidado onde pisas
Pois na arraia me ferrei
Vou me embora para Beja ...
Quando chega mês de julho
é aquela confusão
Uma fila infinita
pra pegar a condução
Vale até ir de carona
bicicleta ou caminhão.
Não sei quando vou pra Beja
mas o dia vai chegar
Quero ver velhos amigos
e a infância relembrar.
Vou me embora para Beja
acho até que vou agora
Quem quiser venha comigo
Mas ligeiro, sem demora!
Bora?
FUNDAÇÃO CULTURALDE ABAETETUBA
Um poema para Abaetetuba
Autor: Iso Roberto Silva
Interpretação: Iso Roberto Silva
Onde quer que eu esteja de Janeiro a Dezembro, é de Abaeté que me “alembro”
Com os olhos ouço os fogos explodirem no céu.
Com os ouvidos vejo a banda tocar.
Alvorada acordando a cidade despertada,
Nada esperta, encantada.
Sonhando alto, mais alto que a fumaça
Do fogo que dá graça
Na Abaeté de se “amostrar”!
Em janeiro é assim:
Quem vai pra festa, com sorriso na testa
Roupa nova em prestação
É o comércio gritando alto a promoção:
“É 10 ‘real’ que ta barato, é liquidação!”
O branco reina até encardir no chão descalço a sacudir.
Amanheceu e o réveillon venceu
E em pleno sol, é pra dormir...
Mal acordei e veio fevereiro
Numa semana um ano inteiro
e a “travanca” o tempo todo
“cachaceando” o corpo e meio
Do folião todo festeiro.
E lá se vão mais cinco noites.
E lá se vem mais uma ressaca.
E lá se foi o meu dinheiro...
Passa março, abril, maio...
Sob nuvens muito turvas,
E quando a festa é do miriti,
Pode crer que vem muita chuva.
Em junho a chuva é de bênçãos.
É santo que não acaba mais!
Tem quadrilha, dança e miss
Que em outro lugar, São João nenhum faz.
Ai que saudades do forró das ruas que conheci...
Tinha Nivaldo, Lauro, Magno,
Lembrança que me faz sorrir.
Queria de volta este passado muito antes de partir...
Passa a chuva, ficam as nuvens,
Chega o sol, chega julho, volta a chuva,
O calor e, com ele, Beja morena das garotas de valor!
Xiii! Cuidado com a arraia, Briela!
Se ela te ferrar, não dou mais camarão pra ela.
De julho pra setembro,
Um mês eu vou pular.
Marcha soldado, mas marcha direito.
Não esquece de caprichar na frente do prefeito
E o ponto sacramentar, na escola, se for perfeito.
Já já chega outubro e Abaeté esvaziando.
Pega o pato, o tucupi
Põe no prato, e o açaí?
Vem no barco, eu não menti,
Mas vem lotado, é fato, mas e daí?
Minha promessa pago com fé
Em Belém, com Nazinha, Naza, Nazaré!
A fé não pára, é procissão.
Novembro cala, numa só prece, numa só fala:
É o Círio de Conceição.
E lá vem nova alvorada,
A banda, a batucada, o arraial, a pescaria, a criançada.
Cadê os fogos? É quase nada
E na “barquinha” bem embalada, é o que garante a diversão.
Mas finda o ano, no “frio” de Dezembro.
O comércio esquentando:
Roupa, brinquedo, sapato, perfume...
Compra o mais caro e mais bonito
Que é pra não perder o costume.
E mais prestação pra pagar,
O que importa? Não custa nada sonhar!
Mas e agosto? Eu gosto!
A semana é de arte.
Moderna? Talvez!
Contemporânea sempre.
Ultrapassada jamais!
Saudosista de tudo que era bacana.
Ah que saudades eu tenho,
Dos tempos da gincana...
Os colégios se envolviam
Até pra fazer engenho de moer cana,
Com tantas tarefas a executar,
Findando com a Miss Folclore, donzela estudante
Encantando a dançar.
Eis Abaetetuba, em poema, verso e prosa
Que nasce na beira,
Que tem a puta da feira,
O rabeteiro, o carroceiro, o açougueiro,
Do mercado de carne e de peixe
Que espero que nunca deixe de sonhar, de sonhar.
Pega o moto-táxi
Vem pra praça sorrir
E ouvir com os olhos o poema que li
Para Abaetetuba no seu calendário:
É 15 de agosto! É seu aniversário!
Parabéns, aplausos, amém.
Um poema para Abaetetuba
Autor: Iso Roberto Silva
Interpretação: Iso Roberto Silva
Onde quer que eu esteja de Janeiro a Dezembro, é de Abaeté que me “alembro”
Com os olhos ouço os fogos explodirem no céu.
Com os ouvidos vejo a banda tocar.
Alvorada acordando a cidade despertada,
Nada esperta, encantada.
Sonhando alto, mais alto que a fumaça
Do fogo que dá graça
Na Abaeté de se “amostrar”!
Em janeiro é assim:
Quem vai pra festa, com sorriso na testa
Roupa nova em prestação
É o comércio gritando alto a promoção:
“É 10 ‘real’ que ta barato, é liquidação!”
O branco reina até encardir no chão descalço a sacudir.
Amanheceu e o réveillon venceu
E em pleno sol, é pra dormir...
Mal acordei e veio fevereiro
Numa semana um ano inteiro
e a “travanca” o tempo todo
“cachaceando” o corpo e meio
Do folião todo festeiro.
E lá se vão mais cinco noites.
E lá se vem mais uma ressaca.
E lá se foi o meu dinheiro...
Passa março, abril, maio...
Sob nuvens muito turvas,
E quando a festa é do miriti,
Pode crer que vem muita chuva.
Em junho a chuva é de bênçãos.
É santo que não acaba mais!
Tem quadrilha, dança e miss
Que em outro lugar, São João nenhum faz.
Ai que saudades do forró das ruas que conheci...
Tinha Nivaldo, Lauro, Magno,
Lembrança que me faz sorrir.
Queria de volta este passado muito antes de partir...
Passa a chuva, ficam as nuvens,
Chega o sol, chega julho, volta a chuva,
O calor e, com ele, Beja morena das garotas de valor!
Xiii! Cuidado com a arraia, Briela!
Se ela te ferrar, não dou mais camarão pra ela.
De julho pra setembro,
Um mês eu vou pular.
Marcha soldado, mas marcha direito.
Não esquece de caprichar na frente do prefeito
E o ponto sacramentar, na escola, se for perfeito.
Já já chega outubro e Abaeté esvaziando.
Pega o pato, o tucupi
Põe no prato, e o açaí?
Vem no barco, eu não menti,
Mas vem lotado, é fato, mas e daí?
Minha promessa pago com fé
Em Belém, com Nazinha, Naza, Nazaré!
A fé não pára, é procissão.
Novembro cala, numa só prece, numa só fala:
É o Círio de Conceição.
E lá vem nova alvorada,
A banda, a batucada, o arraial, a pescaria, a criançada.
Cadê os fogos? É quase nada
E na “barquinha” bem embalada, é o que garante a diversão.
Mas finda o ano, no “frio” de Dezembro.
O comércio esquentando:
Roupa, brinquedo, sapato, perfume...
Compra o mais caro e mais bonito
Que é pra não perder o costume.
E mais prestação pra pagar,
O que importa? Não custa nada sonhar!
Mas e agosto? Eu gosto!
A semana é de arte.
Moderna? Talvez!
Contemporânea sempre.
Ultrapassada jamais!
Saudosista de tudo que era bacana.
Ah que saudades eu tenho,
Dos tempos da gincana...
Os colégios se envolviam
Até pra fazer engenho de moer cana,
Com tantas tarefas a executar,
Findando com a Miss Folclore, donzela estudante
Encantando a dançar.
Eis Abaetetuba, em poema, verso e prosa
Que nasce na beira,
Que tem a puta da feira,
O rabeteiro, o carroceiro, o açougueiro,
Do mercado de carne e de peixe
Que espero que nunca deixe de sonhar, de sonhar.
Pega o moto-táxi
Vem pra praça sorrir
E ouvir com os olhos o poema que li
Para Abaetetuba no seu calendário:
É 15 de agosto! É seu aniversário!
Parabéns, aplausos, amém.
“BEJAME MUCHO”
Autoria: Luiz Gonzaga Lobato
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Autoria: Luiz Gonzaga Lobato
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Veio o progresso
do Brasil, de Norte a Sul:
A Albrás foi implantada
bem no centro do Baixo Tocantins.
Beja, beija-me muito;
parece que eu te vi.
Beja, beija-me muito
antes do teu fim.
Existiram muitas tribos
de índios por aqui,
Nos jardins do Abaeté
Do Baixo Tocantins.
A Amazônia é uma insônia
para as multinacionais,
que destroem
em nome do capital.
Quem foi que disse
que os índios Anambés de Moju
não foram estuprados, aculturados
pela sociedade nacional?
Extinguiram nossos mitos,
os nossos ídolos, os nossos rios.
A nossas praias: agora fedem
a ferrada de arraia.
Beja, beija-me muito,
Parece que eu te vi.
Beja, beija-me muito
antes do teu fim.
Veio o progresso
do Oiapoque ao Chui.
Tucuruí foi implantando
ameaçando o Rio Tocantins.
“Beja, besame mucho,
parece que yo te vi.
Beja, besame mucho
ante de tu fim.”
Apesar de seres uma praia maravilhosa
de areias, garotas e o céu azul.
Os políticos e o povo só te usam
e te abusam para no outro dia sumir.
Quem foi que disse
que os índios Mortiguar
da Vila de Beja
não foram desaculturados em 1716?
Eles vieram da Ilha do Marajó,
atravessaram a Vila do Conde,
foram aldeados
e fixados em Samaúma.
Os franceses e portugueses,
que aqui chegavam
em busca de tesouros,
lhes prometeram o paraíso celestial.
E hoje os nativos são reflexo
da nossa história tradicional.
E hoje os nativos são reflexo
da nossa história irracional.
“Beja, besame mucho”.
Não deixemos que destruam a ti!
JE SUIS PALHUK
Je suis
palhuk ate de baixo do colchao
eu vou fazer meu carnaval
ja me vu, sou palhukeiro de coraçao
palhuk ate de baixo do colchao
eu vou fazer meu carnaval
ja me vu, sou palhukeiro de coraçao
e a nossa festa
se faz da imaginaçao
artesao e poeta
unidos num so coraçao
se faz da imaginaçao
artesao e poeta
unidos num so coraçao
je suis,cobra cura
traz o boi que a palha vai voar
traz o boi que a palha vai voar
palhuk meu amor por ti gela
je suis desde os tempos de briela
je suis desde os tempos de briela
je suis cobra cura
traz o boi que a cobra vai fumar
traz o boi que a cobra vai fumar
palhuk meu amor por ti gela
je suis desde os tempos de briela....
je suis desde os tempos de briela....
juracy monteiro
Juraci Monteiro
Abaete, vai passando o teu temposeras dividida no vento
sem historias pra contar...
Desce em tuas aguas a tecnologia
boia nas vagas a tecnomania
das radios vazias do que e nosso
Comunitario e a nossa desgraça
Salvo engano nossa alegria
da cidade cantada,tocada,folia
carnaval do bloco velho zuza,,
Foi-se o tempo,repito Briela
e sem futuro a cultura esquecida
mora na boa vontade do folião...
Para Adenaldo Cardoso e o grupo Xarão Cultural.
AS EPOPÉIAS DO MEU MUNDO
Sentirei falta da vida
dos caminhos e das idas
das cantadas perdidas
estratégias contidas
razões não vividas.
Das estrelas caídas
dos cometas
das canetas
das cantigas
das amigas
até das brigas.
Sentirei falta de colo
dos sorrisos e das mãos
dos meus contos
do meu sonho
em ser poeta
das minhas petecas
dos carrinhos das bonecas
do teclado
dos pares nos bares
das intrigas
dos mil beijos
descartando os sortilégios
acreditando nas lidas
relembrando vocês
e muito mais
de nossas vidas.
Sentirei falta de tudo
de chamar você de tu
das cadeiras nas calçadas
das baladas
das noites encharcadas
por nossas chuvas viciadas.
Eu adoro ser do Norte
tenho calor e tenho sorte
vivo com alegria
entre risos e poesias
lembro cheiro de pimenta
cheiro forte como nosso tucupi
tenho a cor da carambola
e muito tempo de escola.
Hoje, composta de tudo
como sempre temperada
lambuzada das lambidas no açaí.
Rezo para todas as Marias
mas, Nazaré todos os dias.
Corro toda madrugada
só em sonhos
ronco dando gargalhadas.
Hoje, eu toco e proso em versos
não desconto em meus contos
quero pontos
pra levar sem dizer nada
relembrando
as madrugadas.
Rosa Virgínia
AS EPOPÉIAS DO MEU MUNDO
Sentirei falta da vida
dos caminhos e das idas
das cantadas perdidas
estratégias contidas
razões não vividas.
Das estrelas caídas
dos cometas
das canetas
das cantigas
das amigas
até das brigas.
Sentirei falta de colo
dos sorrisos e das mãos
dos meus contos
do meu sonho
em ser poeta
das minhas petecas
dos carrinhos das bonecas
do teclado
dos pares nos bares
das intrigas
dos mil beijos
descartando os sortilégios
acreditando nas lidas
relembrando vocês
e muito mais
de nossas vidas.
Sentirei falta de tudo
de chamar você de tu
das cadeiras nas calçadas
das baladas
das noites encharcadas
por nossas chuvas viciadas.
Eu adoro ser do Norte
tenho calor e tenho sorte
vivo com alegria
entre risos e poesias
lembro cheiro de pimenta
cheiro forte como nosso tucupi
tenho a cor da carambola
e muito tempo de escola.
Hoje, composta de tudo
como sempre temperada
lambuzada das lambidas no açaí.
Rezo para todas as Marias
mas, Nazaré todos os dias.
Corro toda madrugada
só em sonhos
ronco dando gargalhadas.
Hoje, eu toco e proso em versos
não desconto em meus contos
quero pontos
pra levar sem dizer nada
relembrando
as madrugadas.
Rosa Virgínia
Ronaldo Bentes
Chove lá fora
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!...
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!...
Ronaldo Bentes
Não me engana
Vem beleza humana
Fica ao meu lado
Preciso de amor
Outra cena
Somos dois poemas
Apaixonados
Poderemos sonhar...
Vem beleza humana
Fica ao meu lado
Preciso de amor
Outra cena
Somos dois poemas
Apaixonados
Poderemos sonhar...
Ronaldo Bentes
Depois do terceiro ou
quarto copo
Tudo que vier eu topo.
Tudo que vier, vem bem.
Quando bebo perco o juízo.
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém.
Tudo que vier eu topo.
Tudo que vier, vem bem.
Quando bebo perco o juízo.
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém.
RONALDO BENTES
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete,
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar.(pra vc lembra)
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete,
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar.(pra vc lembra)
Ronaldo Bentes
Que bonita a sua
roupa,
Que roupinha muito louca,
Nela é tudo remendado,
Não vale nenhum centavo,
Mas agrada a quem olhar!
Que roupinha muito louca,
Nela é tudo remendado,
Não vale nenhum centavo,
Mas agrada a quem olhar!
Ronaldo Bentes
Pai
Senta aqui que o jantar tá mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde vida só paga pra ver.
Senta aqui que o jantar tá mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde vida só paga pra ver.
João Pedro Paes
Bentes
Leonilson Negrão
Fernandes
"Abaetetuba, de
poema a canção
quem não sabe de ti
não entende a inspiração
canto poema
nasceu da emoção
um motivo é tudo
tudo é meu coração
e ao luar
em serenatas
sou eu teu trovador
rios verdes matas o
o vento o teu cantor
terra cheiro de cana
dessa gente valente
teu encanto é tanto
es ternura sem fim
no areia de beja
um olhar ao céu anil
Abaeté tão beleza
de nobre princesa
do Tocantins".
"Edu"
uma pequena lembrança.
quem não sabe de ti
não entende a inspiração
canto poema
nasceu da emoção
um motivo é tudo
tudo é meu coração
e ao luar
em serenatas
sou eu teu trovador
rios verdes matas o
o vento o teu cantor
terra cheiro de cana
dessa gente valente
teu encanto é tanto
es ternura sem fim
no areia de beja
um olhar ao céu anil
Abaeté tão beleza
de nobre princesa
do Tocantins".
"Edu"
uma pequena lembrança.
Uma poesia de Samuel
Correa Bello, escrita em março de 1967, à bordo do navio de guerra “Braz de
Aguiar”, na fronteira Brasil-Bolívia:
Rio Negro:
Rio Negro de águas
claras
Das ribanceiras
garbosas
Das caboclas
sorridentes
Das cataléias
cheirosas.
Rio Negro, rio de
saudades,
Saudades de
enfeitiçar
Fortes caboclas
morenas
Morosas de acalentar.
Seus sorrisos
feiticeiros
Embriagam no falar,
Morenas das vozes sonoras
Como o canto do
sabiá.
Têm encantos
misteriosos
A voz culta da
natureza,
Os pássaros em
revoadas
Entoam cantos da
natureza...
Putzgrila, uma poesia irrevrente deste poeta de araque, apenas para descontrair. Rsrsrsrs
A Idade do Homem
Meus caríssimos amigos,
Vejam vocês a vida como é,
A idade do homem é importante
Até para conquistar mulher.
A Idade do Homem
Meus caríssimos amigos,
Vejam vocês a vida como é,
A idade do homem é importante
Até para conquistar mulher.
Dos doze aos quinze anos
No banho o moleque é sacana
Ele está na idade do macaco
E vive descascando a banana
Dos dezesseis aos vinte anos
É só elegância o rapazinho
Pois está na idade da girafa
Ele vive comendo brotinho
Dos vinte e um aos trinta anos
Ele é garanhão pra chuchu
Come tudo o que encontra
Ele está na idade do urubu
Dos trinta e um aos quarenta anos
Ele pensa bastante antes de fazer
É que ele está na idade da águia
Sempre escolhe o que vai comer
Dos quarenta e um aos cinqüenta
Agora, o cansaço já o consome
Ele está na idade do papagaio
Fala muito mais do que come
Dos 51 aos 60, é a idade do lobo
Ele tenta comer carne fresquinha
Persegue a chapeuzinho vermelho
Mas só come mesmo a vovozinha
Dos sessenta e um aos setenta
Canta, canta, mas desafina bem
Já chegou na idade da cigarra
Ele já não come mais ninguém
Dos setenta e um aos oitenta
Já não dá mais para namorar
Ele está na idade do condor
Tá com dor aqui, com dor acolá
Finalmente dos 81 em diante
Ele só vive fazendo besteira
Pois está na idade do pombo
Lá na cama ele só faz sujeira
É isso aí, meus caros amigos,
A idade do homem e sua evolução
Agora veja a sua faixa etária
E agüente depois a gozação
(ALTEMAR DA SILVA PAES)
No banho o moleque é sacana
Ele está na idade do macaco
E vive descascando a banana
Dos dezesseis aos vinte anos
É só elegância o rapazinho
Pois está na idade da girafa
Ele vive comendo brotinho
Dos vinte e um aos trinta anos
Ele é garanhão pra chuchu
Come tudo o que encontra
Ele está na idade do urubu
Dos trinta e um aos quarenta anos
Ele pensa bastante antes de fazer
É que ele está na idade da águia
Sempre escolhe o que vai comer
Dos quarenta e um aos cinqüenta
Agora, o cansaço já o consome
Ele está na idade do papagaio
Fala muito mais do que come
Dos 51 aos 60, é a idade do lobo
Ele tenta comer carne fresquinha
Persegue a chapeuzinho vermelho
Mas só come mesmo a vovozinha
Dos sessenta e um aos setenta
Canta, canta, mas desafina bem
Já chegou na idade da cigarra
Ele já não come mais ninguém
Dos setenta e um aos oitenta
Já não dá mais para namorar
Ele está na idade do condor
Tá com dor aqui, com dor acolá
Finalmente dos 81 em diante
Ele só vive fazendo besteira
Pois está na idade do pombo
Lá na cama ele só faz sujeira
É isso aí, meus caros amigos,
A idade do homem e sua evolução
Agora veja a sua faixa etária
E agüente depois a gozação
(ALTEMAR DA SILVA PAES)
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