Mapa de visitantes

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Adenaldo Santos Cardoso 9 - Poetas e Poesias

Adenaldo Santos Cardoso 9 - Poetas e Poesias de Abaetetuba
ABAETETUBA
Minha Cidade
Obra da realidade
Projetos de sonhos
Tirados da terra
Encharcada de graça
De cana, cachaça!

Alvorada enterrada na lama
De dores em braça
Amazônia disfarça
O ardume não passa...
Os engenhos são casas
As flores sumiram da praça
(Adenaldo)
Poesia musicada pelo poeta, cantor e compositor Gonzaga do Kaos, em 1994.




ABAETETUBA – PARÁ – BRASIL
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro

Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando a praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara...
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a Iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (Refrão)
Vi a Cobra Grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remanso brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (Refrão)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteura
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
(Adenaldo)
Olhar Fotográfico: Joanaldo Silva.



RAIOS DE CETIM
O sol é aquela fada
Do conto de Cinderela
Que num ato de amor
Faz a terra ficar bela

Vestida de Cinderela
Na pele de uma sereia
A noite tece seu manto
Com rendas de lua cheia
Do infinito céu azul
Partem raios de cetim
Adornam a vida plena
Romance que não tem fim
(Adenaldo)



À SOFIA
*Homenagem de Raimundo Nonato Paes Loureiro*
Nesta manhã que nasce docemente
Com sua música suave, extasiante,
Eu vejo, dançando pela sala, sorridente,
Uma criança bonita, alegre e cativante.

Não tem nenhum preconceito musical.
Ela dança samba, merengue, bossa-nova.
Dança e canta de forma natural
Alegrando aquele lar, cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma, tão felizes,
Acompanhando a filhinha nessa dança.
A música rola em todos os matizes
Enquanto Sofia dança feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter numa criança
A inspiração que tive nesta hora.
Dance feliz, Sofia. Ame a esperança,
Que assim a felicidade não demora.

VIVA A NOSSA UNIÃO
Não entendo de cozinha
Sinto-me no dever de te falar
Antes de morarmos juntos
Nos juntemos pra pensar

Gosto de um prato fundo
Talheres médios pra pegar
Detesto lavar panela
Imagine; arear!
Não como frango à passarinho
Ave de qualquer espécie
Caça, não conte comigo
Doce; eu sou diabético
Adoro me alimentar de peixe
Mas não tenho aptidão
Pra ficar lá na cozinha
Preparando a refeição
Doravante, eu te digo
Viva a nossa união!
Se depender de ovo frito
Nunca perco a tua mão
(Adenaldo)

ÁGUAS CRISTALINAS
A manhã é a cara nova do dia
Vivendo ao contrário
Toda manhã quando acordo
Encontro-me mais velho

Foi justamente nesse encontro
Que encontrei-me nos braços de um espelho
Olhando firmemente nos meus olhos
Inebriado de amor por mim mesmo
Narcisista, egoísta... Passei a reparar que vida
Exala os odores da alegria ou da tristeza
Em decorrência da fragilidade de nossa existência
Constituída de puro sentimento
Sentimento pelos outros
Sentimento pelas outras coisas
Enaltecedoras do prazer em ser eu
Refletido nas águas cristalinas das vontades alheias
Conclamo todas as criaturas que amem uns aos outros
Mas não se esqueçam de si!
Porque não conseguiremos amar o próximo
Se desconhecemos o mais próximo de nós mesmo
O “eu” que pensa em “si” para ser “nós”
Reflito com meu espelho
Não me importando se estou mais velho
Reflito em plena manhã de cara nova.
(Adenaldo)

MESTRA
Apaixonei-me por ela
Há algum tempo
Eu cismava que era dela
Ninguém sabia
Era um garoto
Adolescente
Que crescia
Quando ela soube
O que realmente
Acontecia
Disse pra turma
Não ser estranha
De todo mundo
Amiga tia
(Adenaldo)

ANJA LOBA
Faço-me de cordeiro
Mendigo teu carinho
Quero-me em tua boca
Quero-te, docinho!

Prova a minha carne
Bebe o meu vinho
Experimenta minha alma
Anja loba, amorzinho!
(Adenaldo)




ÁRVORE MANCHADA DE SANGUE
Aquela ideia bestial de entender o mundo
Vem um pernilongo e pousa no meu braço
Olho na parede, Cristo crucificado!
Sangue, muito sangue moldurado

Não me importa o pernilongo
Até meu corpo ser espetado
Num lampejo ele voa
Depois de ter-me violado
Termino as minhas preces
Deito como um ser sagrado
Quero apagar a noite
Viver um dia sossegado
Mas de dia o amor pernoite
Sanguessuga ao meu lado
Num descuido de meus sonhos
Adormeço acordado
Mal eu pego a minha cruz
O meu sangue é roubado
(Adenaldo)



FESTANÇA
Vai barquinho, vai barquinho
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a Cobra Grande
Mas não toco em poraquê

Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa passarinho
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz seu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festaq... (Refrão)
No gingar da nossa história
A Festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Segue o Jesus Cristinho
Nos braços de Nazré
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha vida
Brinquedo de miriti
(Adenaldo Cardoso/Julio Orlando)

MIRITIFEST, MADE IN BRAZIL
Do teu corpo fiz minha casa
Da tua pele o meu varal
Dos teus cabelos fiz o meu teto
Do teu sangue o meu mingau
Dos teus braços surgem outras formas
Mosaicos do teu festival

Miro teu mundo, mundo encantado
Mergulho fundo “tibum” no teu rio
Em Abaetetuba tu és laureado
Miritifest, made in Brazil
Árvore da fida enraizada
Às margens de rios e igarapés
Te transformam em passarinhos
Cobras, tatus e jacarés
Às mãos que esculpem a história
Semeiam tuba aos pés de Abaeté
Miro teu mundo... (Refrão)
Brinquedos de miriti
Desejos e imaginações
Da vida tu és uma escola
De existência e formação
Os pólens da tua cultura
Fecundam a minha paixão
Miro teu mundo... (Refrão)
Mauritia Flexiosa
Formosa transcendental
Caminha com Nossa Senhora
Desfila no Carnaval
Profana e religiosa
Formosa Palmeira Real
Miro teu mundo, mundo encantado
Mergulho fundo "tibum" no teu rio
Em Abaetetuba tu és laureado
Miritifest, Made in Brazil
(Adenaldo/Agenaldo)

DALAI LAMA
Não é de ferro
Posto ser chama
Aquece a alma
De amor que ama

Descarta a pressa
Se alguém lhe chama
Se for o vento
Ele inflama
Efervescente
Alcança a rama
Incandescente
Brilha sua fama
Faz o amor
Ser que derrama
Árvore em flor
Dalai Lama
(Adenaldo)

ANJA LOBA
Faço-me de cordeiro
Mendigo teu carinho
Quero-me em tua boca
Quero-te, docinho!

Prova a minha carne
Bebe o meu vinho
Experimenta minha alma
Anja loba, amorzinho!
(Adenaldo)



TEMPO MODERNO
Minha terra já foi grande
Hoje é pequenininha
A formiga criou asas
Hoje passa apressadinha

Minha terra é o mesmo espaço
De Monte Serrat e de Tia Nina
Mas o passeio na calçada
Já não é de quem caminha
Minha terra é minha casa
Perfumada a gasolina
A campainha desgraçada
Tem o toque de buzina
Minha terra tem vestígios
Dos pés do canavial
Olhos, braços, verdes ramas
Belo tempo industrial
Minha terra de encantos
Desencantou no lamaçal
Os engenhos estão mortos
As olarias passam mal
Minha terra chora, chora...
Com vontade de cantar
Mas a violência é tamanha
Que faz ela soluçar
Minha terra tem lindos cantos
De Milamon e de Alcimar
Mas com tanto fuleco leco
Já não se canta pro luar
Minha terra tem de tudo
O mundo dentro de uma ilha
E como o rio redemoinha
Reboja sua maravilha
(Adenaldo)

SONHO ABAETEUARA
Meu sonho caboclo tem cheiro de mato
Floresta exibida da minha aflição
Corpos verdejantes no meio do barro
Nas águas tranquilas da minha paixão

O sol que me cobre não guarda segredo
Espelha na terra a vida de então
A flor desabrocha num tempo perfeito
Abaeté, te aconchego no meu coração!
Das bocas das ruas do tempo de outrora
Ouvia a tua glória sem poluição
Mas com o progresso te violaram
Da paz que reinava brotou um vulcão
No meu devaneio te vejo sorrindo
Mesmo injustiçada, feliz teimas ser
Teu corpo ferido minha alma acalma
No rio da tua mágoa aprendo a viver
O que me anima é viver ao teu lado
Ser felicitado pelos encantos teus
Amando o que faço em cada compasso
Na esperança que o sonho não diga adeus
(Adenaldo)

ABAETETUBA, DEUS LHE PROTEJA!
Percebo tudo diferente
Ganhei um garfo,
em vez de um pente.
Não me importo,
o vento é insolente
Desalinhado, sigo em frente...
Cubro a cabeça,
mas meus pés ficam de fora.
Não dá mais tempo, é outra a hora.
Tudo é claro,
tapo o sol com a peneira
Meus sonhos nadam, morrem na beira.
Tenho amado
e desejado "feliz que seja".
Abaetetuba, Deus lhe proteja!
(Adenaldo)


TEMPO MODERNO
Minha terra já foi grande
Hoje é pequenininha
A formiga criou asas
Hoje passa apressadinha

Minha terra é o mesmo espaço
De Monte Serrat e de Tia Nina
Mas o passeio na calçada
Já não é de quem caminha
Minha terra é minha casa
Perfumada a gasolina
A campainha desgraçada
Tem o toque de buzina
Minha terra tem vestígios
Dos pés do canavial
Olhos, braços, verdes ramas
Belo tempo industrial
Minha terra de encantos
Desencantou no lamaçal
Os engenhos estão mortos
As olarias passam mal
Minha terra chora, chora...
Com vontade de cantar
Mas a violência é tamanha
Que faz ela soluçar
Minha terra tem lindos cantos
De Milamon e de Alcimar
Mas com tanto fuleco leco
Já não se canta pro luar
Minha terra tem de tudo
O mundo dentro de uma ilha
E como o rio redemoinha
Reboja sua maravilha
(Adenaldo)


CONTRADIÇÃO CONSTITUÍDA
Eleição!
Alheia a minha razão
Olho o céu distante das mãos
Sinto que o chão não pertence aos meus pés

Burguês!
O milagre é duvidoso
Comeram a carne, nos deram o osso
Valemos o que temos no bolso
Dizem que o sol nasceu para todos...
Constituição!
Tem muita gente dentro do poço
(Adenaldo)

DEFECAÇÃO
Ando com o vento
Ao mesmo tempo passo
Ao mesmo tempo lembro
O primeiro trago

Trago que não tenho
Tenho que não trago
No passar do vento
Evacuo o vácuo
Num apertar sem tempo
De inverter os fatos
Vou me desfazendo
Dando adeus aos pratos
(Adenaldo)



ETERNA ABAETÉ
Guardei os raios de sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é fugaz
Mas o presente apresenta

Nos dorsos das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta que travo na vida
Sou feliz por me achar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Abaetetuba, sigo amando
Abaeté do Tocantins!
Em seus braços vou vivendo
Eternamente até o fim
(Adenaldo)



SONHO ABAETEUARA
Meu sonho caboclo tem cheiro de mato
Floresta exibida da minha aflição
Corpos verdejantes no meio do barro
Nas águas tranquilas da minha paixão

O sol que me cobre não guarda segredo
Espelha na terra a vida de então
A flor desabrocha num tempo perfeito
Abaeté, te aconchego no meu coração!
Das bocas das ruas do tempo de outrora
Ouvia a tua glória sem poluição
Mas com o progresso te violaram
Da paz que reinava brotou um vulcão
No meu devaneio te vejo sorrindo
Mesmo injustiçada, feliz teimas ser
Teu corpo ferido minha alma acalma
No rio da tua mágoa aprendo a viver
O que me anima é viver ao teu lado
Ser felicitado pelos encantos teus
Amando o que faço em cada compasso
Na esperança que o sonho não diga adeus
(Adenaldo)

O MUNDO DE RAFAELLA
Vou pra Adenaré
Roçar o mau-olhado
Plantar o amor sonhado
De amor quero viver!

Vou cantar com os passarinhos
Tirar tintas do arco-íris
Pintar-me de prazer
Nas horas preguiçosas
Vou deitar-me com as rosas
Aquelas afetuosas!
Aquelas do bem-me-quer!
Adenaré é o paraíso
Dos sumanos, dos suprimos...
Aquele que a Rafaella
Disse um dia só pra ela
“Esse mundo é muito eu”
(Adenaldo)

AO SAIR NÃO SEI SE VOLTO
Assaltaram mais um
Dois, três...
Um reagiu!
Mataram mais uns dois
Está “bombando”
Todos ligados ao celular...
Eu aqui no meu mosteiro
Querendo ir lá no “Cruzeiro"
Vê se encontro miriti
O problema é a incerteza
Eu não sei se ainda volto
Pra tomar meu açaí
(Adenaldo)



Benedito Jose Cardoso Cardoso Você é o Adenaldo
Isto eu tenho certeza
Se foi cristo, matusalem, barrabás........, ou Tiradentes.
Disto não tenho certeza
Mas o certo é que você
Tem a sua maestreza
Nesta terra tão querida
De figuras tão ilustres
Serás sempre lembrado
Maluco Beleza.

Abraço fraternal primo.



ABAETÉ, TUBA SAUDADE!
Nasci em Abaeté
Brinquei no igarapé
Ah, meu tempo de criança!
João Veleiro descobri
Como eu era feliz
No gingar de minha infância

A bem da verdade
Vivi minha mocidade
Entre cuias de açaí
Abaeté se encantava
O encanto a transformava
Em Abaeté do Tocantins
Senti o peso do progresso
A tal “prosperidade”
Vereador a ter salário
- “Zé do Pará”... ai, que saudade! –
Diante dos meus olhos
Muita coisa vi sumir
Engenhos, olarias...
Meu amor, eu quis partir!
Mas o amor foi bem maior
Que minhas vontades
Por cima do alambrado
Atirei minhas verdades
Fixei-me em Abaetetuba
Abaeté, com outra face!
Fixei-me em Abaetetuba
Abaeté, outra cidade!
Fixei-me em Abaetetuba
Abaeté, tuba saudade!
(Adenaldo)
*Inspirado na obra de Alcimar Araújo "Por cima do alambrado".




TRAÇOS DE GIZ
Meus traços soberbos
Que pouco percebo
Herdei de meus pais
O sol que clareia
Ilumina à “Beira”
Num toque se vai
Na minha retina
O mundo ilumina
O caminho da paz
No avesso do corpo
Existe o osso
Que me leva e traz
No cortejo da alma
O amor me acalma
Num canto feliz
Vislumbro em meus filhos
Meus traços perfeitos
Traçados com giz
(Adenaldo)



Adenaldo
Salmos, cantos, voz unida
Povo missa!
Parlamento moldurado
Só cobiça!
Deus, algozes, meus amores
Infratores!
Credos, cruzes, leis, odores
Ai, que dores!

José Francisco Xavier Silva Profundo. Sagrado e belíssimo. Um poema mais que sagrado. Os salmos revelam a relação dos seres humanos em toda a sua complexidade e humanidade. Mas, também resumem a odisséia humana e toda metafísica judaico cristã que é a mais bela e profunda sobre todo esse mistério e se o Amor já é o Bem que faz pulsar esse coração vou cuidar de ti que chora por Amor que tem fome da Vida que é do Bem, da Paz, e da Luz, da luz, da Vida e do Amor para sempre e eternamente todo o mistério e nada falta eternamente na luz do Amor.


CHICO EM CENA
Olha o Palhuk, aí!
No furdunço deste arraial
De folia e fantasia
Homenageando o artista maioral
Chico Sena é poesia
É melodia, é harmonia, é imortal!

Da boca da verdade
Saiu um temporal
Recheado de encanto
"Briela", "Cobra Curá"
Vive sempre Chico em Cena
No cantar deste quintal
No céu que espelha a Amazônia
E na entranha deste nosso Carnaval
Viajou no lombo da Cobra
Tocou na festa pro Boto
Brincou com a linda Briela
Alegre no meio do povo
Voou como um passarinho
Pra eternidade que é o fim do destino
De frente pro portão do mar
Belém, Belém!
Regou a flor do Grão Pará
(Adenaldo)
PALHUK/1996.



VEREDA TEMPORAL
O tempo caminha
Do mesmo jeito de antigamente
As coisas mudam
As pessoas mudam
Mas o tempo continua o mesmo
Quando estamos felizes
Queremos parar o tempo
Na dor, queremos que ele vá embora
Mas o tempo não liga para nós
Mas nós questionamos o tempo
Tempo passado, presente e futuro
O tempo caminha
Mas não envelhece
Ele brinca... Brinca com todos nós
Pinta os nossos cabelos
Amassa as nossas carnes
O tempo caminha
A vida acompanha
E o que plantamos
Com o tempo nascerá
Florescerá e frutificará
Certamente
Plenamente
Enquanto a gente durar
(Adenaldo)



CARNABRASIL
Uma cartilha ao relento
Folheada pelo vento
Sob a mira do luar
Pirilampos lado a lado
Acordam a noite assustados
Apagam para não mostrar
Um fuzil enferrujado
Numa bandeira enrolado
Bubuiando em alto mar
Saltam sapos e serpentinas
Entre linhas estrelinhas
Revoadas a revoar
Formaram um batalhão de colombinas
Formaram um batalhão de arlequins
No meio de confetes e serpentinas
E brilhos de purpurinas
Mascararam o meu país
O amor dormiu mais cedo
No leito do desejo
Adeus, batalhão de querubins

(Adenaldo)


O NINAR DE NINA
Nina o miriti!
Mima ao entalhar
Nina o boi e pássaro!
Mima ao versejar
Nina nossa Senhora!
Mima Iemanjá
Nina o São João!
Mima nosso dançar
Nina a tua escola!
Mima o educar
Nina a tua história!
Mima sem rasurar
Nina Abaetetuba!
Mima o verbo amar
Nina a tua nobreza!
Mina o teu reinar

INTROSPECÇÃO
Nas articulações de minhas veias
Ouço um sussurro
É Deus enquanto vivo
É a voz do meu futuro
É a água ardente do juízo
Destilada sobre musgos e resmungos
Sai da foz do inferno de minh’alma
Procurando um paraíso vagabundo
Ritmada pelo tempo ela desagua
No poço de um silêncio tão profundo
Num raio de certeza ela se apaga
Apaga, como o sol pra todo mundo
(Adenaldo)


TAMB[EM ÉS FLOR DO GRÃO PARÁ
Chora e ri, Abaetetuba!
Como disse Nazaré
Mesmo se vives a toa
Nunca percas a tua fé
O sorriso dos teus rios
O gargalhar da tua Pacoca
Em qualquer canto do Brasil
Sentimos o hálito da tua boca
Ó, linda flor da Amazônia!
Perfuma em qualquer lugar
Como Belém pra Chico Sena
Também és flor do Grão Pará
(Adenaldo)
Olhar Fotográfico: Adenaldo Cultura.


DONA DA NOSSA CABEÇA
Da nossa marca registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No Engenho da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
(Adenaldo)


BRAÇOS TERNOS DE ABAETÉ
Falaram do fim do mundo
O que era já não é
No carnaval de todo dia
Mundiaram o poraqué
Águas rolam na lameira
Rodas rolam pelo chão
Pés se vão pela areia
Na palma da contramão
Lembranças tantas da cachaça
Tantos nós no coração
Tantos porres de saudade
No alambique da extinção
Nas andanças me detenho
Sob o céu de um igarapé
Pouco a pouco vou perdendo
Os braços ternos de Abaeté
(Adenaldo)


AVE, ABAETETUBA!
121 ANOS
Precisamos de paz!!!
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que fui eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo...
Mas lembro do Cine Imperador
E de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada
Agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques...
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira...
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas sepultados vivem
No útero do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança de retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência, amedronta!
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano!
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba, crescestes , é verdade!
Vejo-te grande, mas em tamanho!
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível!
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Paraíso dos Sumanos), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
(Adenaldo)


POETA DO BECO
Poeta que rouba
A lua da rua
Mostra a cara
Que um dia foi tua

Na tempestade
Propagas tuas dores
Aproveitas o vento
Atiras rancores
Poeta do beco
Estenda tua mão
Cidade és grande
Pequena visão
Cavalgas sem tropa
Empunhas baionetas
Retalhas o céu
Calvário de estrelas
O sonho debulhas
Rosário de letras
Matuta na vala
O tempo apedrejas
Poeta internado
Na escuridão
Tuas noites são panos
De solidão
(Adenaldo)
Olhar Fotográfico: Adenaldo Cultura.


SOL, RISO E MARESI
Lindo sol, sol, sol
Salve teus filhos
Lindo sol, sol, sol
Salve teus filhos
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara, da vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara, da vida vira áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
(Adenaldo Cardoso/Milton Teixeira)


ALÉM DE NÓS
Eles!
Se vestiam de euforia
Caminhavam pelas ruas
Como o sol no céu de dia
Uns!
Tocavam instrumentos
Outros nem se apercebiam
Mas todos eram viajantes
Marinheiros da alegria
Além de nós!
Confetes, serpentinas e risos soltos
Sepultavam as tristezas nos esgotos
Das histórias e estórias populares
Palavras e gestos nos altares
Das conversas distraídas pelos bares
Somos testemunhas dessas vidas
Escondemos os cheiros podres das feridas
Nos encontramos no encontro das pupilas
O sangue para no momento da partida
Não aceitamos viver sempre em despedida
Adeus!
(Adenaldo)


CAMINHAR DA VIDA
Nos abraços inquietos do relógio
As horas se espreguiçam
Braços insistem em demonstrar os passos firmes do tempo
Presa as atenções pontuais das despedidas
A verdade estampa o caminhar da vida
Envolta em tique-taques de tantas voltas

BORBOLETRAS
O poeta cava o poço da utopia
Suga a água límpida, o prazer em despertar da vida
O poeta se banha de inspiração
Suga da entranha, o prazer em se alimentar de sonhos
O poeta mergulha nu no universo
Absorve as vibrações de ser, engravida de satisfação e pari...
Metricaritmicamorfologicamente
Suas eternas borboletras
(Adenaldo)
Olhar Fotográfico: Waldinei Wanzeler - Boca Do Maracapucu.


BOLA DA VEZ
Olho de longe
Vejo tudo armado
Uma bola livre
Prende a atenção
Entro em campo
Vou atrás da bola
Torço animado
Junto com a Nação
Dou palpites
Evidencias existem
Se perder é triste
Se ganhar é bom
Olho ao meu lado
Em plena arquibancada
Juízes e técnicos
Cheios de razão
O jogo é sério
A esperança viva
A paixão é tanta
Tanta emoção
Mas afinal
O jogo é da torcida
Que torce e vibra
Com o coração
Sete a um
Foi uma goleada
Rajadas disparadas
Pelos alemães
Saio de campo
Assobiando o Hino
Brasil o teu Hexa
Não foi do Felipão
(Adenaldo)


AMOR ADERNARDO
Pisei em espinhos
No pé do calvário
Encontrei minha fé
No sangue sagrado
Fui até o redentor
Apagar meus pecados
Senti o perdão de Jesus
Fiel amor adernardo
Com água de igarapé
Em abaeté fui batizado
(Adenaldo)


Do céu vem teu sorriso
Da areia teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó

(Adenaldo)


ETERNA PAIXÃO
A vida é assim
Não precisa de bússola
Todos sabem
Tem começo
Meio e fim

A vida é assim
Assim mesmo
Boa ou ruim
Na terra acaba
Pra todos enfim
A vida é assim
Para, cala, explode
A melhor inspiração
Eterna paixão
Luto da morte
(Adenaldo)

QUANDO AS NUVENS SE AJOELHAM
No céu centelha teias e veias
Nuvens negras se ajoelham
E cai água sobre mim
Fura o dia, a tarde e a noite
Alegra a flora e golpeia
O ninho duro do cupim
A natureza se oferece
O homem mata e esquece
Que não se vive só de prece
Que é preciso construir

É boa a chuva que se atreve
A cooperar pra que se leve
Vida longa por aqui
Seja claro que a chuva
Banha a terra e a água turva
Faz o sol se retrair
Pingos rolam na vidraça
Engordam o rio, não molham a garça
Tiro o sapato e enrolo a calça
Pra cima não devo cuspir
======================================================
1º LUGAR XIV SEAFA (1994)
Semana De Arte e Folclore De Abaetetuba.
Autoria: Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso
Interprete: Miguel Afonso.
Músicos: Miguel na guitarra, Nonatinho no contrabaixo e Zezé na bateria.

ETERNA PAIXÃO
A vida é assim
Não precisa de bússola
Todos sabem
Tem começo
Meio e fim

A vida é assim
Assim mesmo
Boa ou ruim
Na terra acaba
Pra todos enfim
A vida é assim
Para, cala, explode
A melhor inspiração
Eterna paixão
Luto da morte
(Adenaldo)

CORES DA CARNE
Tem uns que são amarelos
Outros que são vermelhos
Tem uns verdes, azuis...
Outros que são mal vistos
Tem uns que servem pra nada
Num nada de tudo isso

A porta do inferno se abre
Quando fecha a do paraíso
O amor verdadeiro agasalha
As flores doadas por Cristo
A noiva se veste de branco
Buscando momentos felizes
O bandido se esconde no preto
Na sombra de quem tem juízo
As crianças pintam o sete
Com as cores do arco-íris
Na aquarela da vida mundana
Rolam cabeças no momento de eclipse
Nas tetas da Vaca Profana
Mamam as Bestas do Apocalipse
(Adenaldo)


Dia de decisão. O time do Santos em evidência. Giovani brilhando como um grande craque brasileiro... Então, resolvi justamente nesse dia, fazer uma visita ao meu grande amigo maestro Miguel. Cheguei na Vila Maiauatá com o propósito de que assistiríamos o jogo... A boca da noite, os moradores se concentravam em frente à TV... Enquanto nós, sem nenhuma expressão futebolística, decidimos mudar de rota, compramos dois litros de Cortezzano e fomos direto para a "cabeça da ponte" cantar para a Iara... Daí, saiu essa canção, que hoje é muito conhecida na Vila:
CANTILHA
(Adenaldo Cardoso / Miguel Afonso)
Encontrei o amor
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto Da Iara
Ilha pequena
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração!
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Colha a flor
Que eu te dei
Com muito amor
Quando plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
"Maiauatá"
*O maestro Miguel possuía um pedaço de terra na Vila Maiauatá, cercado por igarapé, parecido com uma ilha, que ele batizou de "RECANTO DA IARA".
"CANTILHA", é um neologismo, que pra nós quer dizer: "Canto pra ilha".
Olhar Fotográfico: Adenaldo Cultura.

ADENALDO DOS SANTOS CARDOSO
Facetas de Adenaldo dos Santos Cardoso

Conheço o Adenaldo dos Santos Cardoso, sua família e familiares há muito tempo, sendo que me tornei amigo particular de alguns de seus tios do ramo familiar dos Kemil dos Santos e do ramo familiar dos Cardoso e o Adenaldo, eu o conheço desde criança e do tempo em que estudava no então Colégio São Francisco Xavier e eu como professor nos anos de 1970, vendo aquele jovem se destacar como líder no meio estudantil e no grupo de jovens católicos, Os Neófitos, do qual participava ativamente nos eventos musicais ou cênicos desse grupo. O Adenaldo dos Santos Cardoso, hoje, é uma pessoa e artista incrível, um verdadeiro show-man e com características pessoais que o tornam amado e reconhecido por seu grande número de amigos, especialmente dos segmentos culturais, musicais e artísticos do município de Abaetetuba e que extrapola as fronteiras abaetetubenses e chega até Belém e outras partes do Pará, onde possui parentes, amigos pessoais e admiradores de sua personalidade, valor literário e artístico. Portanto, o Adenaldo dos Santos Cardoso, será homenageado pelo Blog do ADEMIR ROCHA, á nível pessoal, genealógico-familiar, literário e artístico. Para começar, dizemos que o Adenaldo é o melhor intérprete paraense da grandiosa obra poético-musical do grande cantor e filósofo Raul Seixas e também é o grande divulgador do pensamento e músicas desse revolucionário poeta-cantor brasileiro, por vezes, inigmático e esotérico poeta,  e com músicas desse artista que  estão há mais de 40 anos em sucesso permanente no Brasil inteiro. Outra característica do Adenaldo, que chama a atenção, é o carinho que ele tem e demonstra para com a cultura e artista de Abaetetuba, onde sempre está enfatizando em seus shows e páginas da Internet a cultura de Abaetetuba e também o mesmo se pode dizer de seus colegas do segmento cultural e musical. Outra marcante característica pessoal do Adenaldo é o amor e carinho que demonstra por membros de sua família e demais familiares dos ramos dos Cardoso e Santos, que são muitos e espalhados pelo Pará, Brasil e até o exterior, conforme suas genealogias abaixo. No tocante ao poeta Adenaldo Santos Cardoso, este parece que respira e vive poesia, tal a quantidade de seus poemas, inspirados em todos os aspectos de sua percepção poética, e poesias de qualidade, além de seus momentos de descontração poética, com os desafios que estabelece com seus amigos poetas e os repentes baseados em seus familiares ou tiradas do seu cotidiano. Também chama a atenção o aspecto de cantor e intérprete de Adenaldo, onde ele encarna a figura do Raul Seixas e das poesias e músicas que surgem de sua lavra poética aos borbotões e, conforme já dissemos, atinge todos os aspectos de percepção poético-sensitiva. Aqui tentaremos colocar a produção poética do Adenaldo através de agrupamentos poéticos, como família, cultura, lembranças, homenagens, descontração poética, letras musicais ou outro grupo em que a rica produção do Adenaldo possa se encaixar e também publicaremos algumas de suas fotos familiares ou extraídas de suas páginas na Internet. O Adenaldo também é poeta fotográfico, dado a quantidade de fotos que ele costumeiramente publica em suas páginas da Internet e que, por si, exalam a poesia e cultura de Abaetetuba, sua amada terra natal.

INTÉ, POR LÁ!
(Ao saudoso amigo maestro Miguel Afonso)
Meu amigo Miguelito!
Meu parceiro, meu irmão!
Na raiz do teu umbigo
Amarrei meu coração
A flor que tu me deste
Perfumou meu violão
No canto de minha alma
Primavera faz canção
Plantaste flores no rio
Em terra firme a tua arte
Tocaste o dedo de Zeus
Com as canções que dedilhaste
Estrelas iluminaram
O teu espaço inspirador
No Recanto da Iara
Encontraste o amor
Para o desconhecido
Como a fonte alcança o mar
Viajaste tão depressa
Num lance de preamar
Por aqui eu vou vivendo
Nas águas vivas da maré
Encho e vazo de saudade
Como um rio no igarapé
[Adenaldo]

AMIZADE EXISTE
Sim, com certeza,
a amizade existe,
antes da puberdade,
depois da adolescência,
dos muros da escola,
coro, coral da catedral,
do grupo de jovens,
da vivência como lema,
das reuniões, tertúlias,
do batizado de um filho,
da cerveja no barzinho,
do caderno de poesia,
composição, parceria,
dos livros e dos discos,
da vida em outra cidade,
do bate papo virtual,
de irmãos por afinidade.
Sim, com certeza,
a amizade existe,
aqui ou além daqui.

Por Francisco Teixeira
Belém, 27 de Abril de 2016

Quero agradecer a você que carinhosamente gastou um tempinho de seu dia para prestigiar o SHOW TESTEMUNHAS DE RAUL, com Adenaldo Cardoso, Márcio Santos e Banda Diluceri (Diego, Luan. Cezar e Rinho), no Paxúba Bar e Restaurante, dia 25 de Junho de 2016 (Sábado), deu certo, pois foi um show muito feliz ...
Aos que ligaram...
Aos que esqueceram...
Aos que fingiram que esqueceram!
Aos que não puderam estar presente.
Sou uma pessoa muito feliz, feliz mesmo...
Pois, tenho pessoas maravilhosas que me cercam...
Uns bem de perto...
Uns de longe...
Outros de bem longe...
Não importa a distância e sim o carinho...
Obrigado por fazerem parte do meu show,
dando ouvidos as sábias palavras do mestre Raul:
“SONHO QUE SE SONHA SÓ
É SÓ UM SONHO QUE SE SONHA SÓ
MAS SONHO QUE SE SONHA JUNTO É RALIDADE”
BEIJOS NO CORAÇÃO DE VOCÊS!!!

PORTO SEDUTOR

No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.


INGRATIDÃO

Algumas coisas por aqui 
Atingidas quando trovejam
Queimadas dentro de mochilas
Sufocadas dentro de maletas
Debulhadas por mãos assassinas 
Crivadas por olhos de peneiras
Leitosos poéticos andares 
Acadêmicos potes de altezas 
Produtos sem sentimentos
Artificiais mentes burguesas

(Adenaldo)

DOMINGO SEM PROSA

Hoje Abaetetuba
Amanheceu silenciosa
Domingo sem prosa
Sem hora de levantar

A chuva caia teimosa...
A rede preguiçosa
Parecia meu bar

Minha filha Sofia
Dormia, dormia...
E eu disfarçando
Dormir me pedia
Fechava os olhos
Queria sonhar

Mas como toda história
Tem fim a qualquer hora
A minha, foi-se embora
Foi minha senhora
Que me trouxe mingau
De açaí pra tomar

(Adenaldo)AINDA EXISTE SUMANO

Urubu não é bicicleta
Mas anda na contramão
Diante da podridão
Urubu prefere o chão

CORES DA CARNE

Tens uns que são amarelos
Outros que são vermelhos
Tem uns verdes, azuis...
Outros que são mal vistos
Tem uns que servem pra nada
Num nada de tudo isso

A porta do inferno se abre
Quando fecha a do paraíso
O amor verdadeiro agasalha
As flores doadas por Cristo
A noiva se veste de branco
Buscando momentos felizes

O bandido se esconde no preto
Na sombra de quem tem juízo
As crianças pintam o sete
Com as cores do arco-íris

Na aquarela da vida mundana
Rolam cabeças no momento de eclipse
Nas tetas da Vaca Profana
Mama a Besta do Apocalipse

(Adenaldo)
ABAETÉ, TUBA SAUDADE!

Nasci em Abaeté
Brinquei no igarapé
Ah! Meu tempo de criança...
João Veleiro descobri
Como eu era feliz
No gingar de minha infância

A bem da verdade
Vivi minha mocidade
Entre cuias de açaí
Abaeté se encantava
O encanto a transformava
Em Abaeté do Tocantins

Senti o peso do progresso
A tal “prosperidade”
Vereador a ter salário
- Zé do Pará... ai, que saudade! –

Diante dos meus olhos
Muita coisa vi sumir
Engenhos, olarias...
Meu amor, eu quis partir
Mas o amor foi bem maior
Que minhas vontades
Por cima do alambrado
Atirei minhas verdades

Me fixei em Abaetetuba
Abaeté, com outra face
Me fixei em Abaetetuba
Abaeté, outra cidade
Me fixei em Abaetetuba
Abaeté, tuba saudade!

(Adenaldo)
*Inspirado na obra de Alcimar Araújo “Por Cima Do Alambrado”.

O RIO

O rio é só riso

Enchente, vazante
Num riso incessante
Só quer navegar

O rio, só é sério
Na preamar

Maré de lançante
Agita o semblante
Num coito com o mar

Risonho ele segue
Depois de amar

Vazando, sentindo
Os beijos do vento
A pele eriçar

Vazante, enchente
Enchente, vazante
Pra lá e pra cá

(Adenaldo)


URUBUSERVAR É PRECISO!

Se tu amas Abaetetuba
Cuide dela, por favor!
Ela é tua morada
Que te acolhe com amor

Não precisas ser puxa-saco
Mesmo sendo um servidor
Somos nós que te pagamos
Para ser trabalhador

Nós aqui urubuservamos
Acendemos o refletor
Mas se tu vives no escuro
O teu problema é o disjuntor

Te liga na claridade
Abaetetuba, sente dor!
Urubuservar Abaetetuba
É preciso, sim senhor!!!

(Adenaldo)


Adenaldo Santoscardoso
Absurdo, Abaetetuba!
O povo grita que te ama
Mas não quer te ver brilhar!
Adenaldo SantoscardosoURUBUSERVANDO ABAETÉ
Urubu não é bicicleta
Mas anda na contramão
Diante da podridão
Urubu prefere o chão

Adenaldo
10 de janeiro de 2014 12:30
Essa gente acha que pode
Tudo que lhe dar prazer
Não se importa com o sujo
Apedreja Abaeté!


ESPERA

A espera faz que eu pense
Que o tempo anda devagar

Passa o sol
Passam as horas
Chega à noite

Que traz estrelas
Que traz saudade
Que traz o sono
Que traz o sonho...

É melhor eu me deitar

(Adenaldo)
Lua e Sol

O sol é testemunha
Da vida de todo dia
A lua é o olho do sol
Saudoso que nos espia

(Adenaldo)

O mal passou
Não quero nem ouvir falar
Se já passou
Não vale a pena recordar

(Adenaldo)
PARADOXO

Eu vi o bicho preguiça
Abraçado à embaubeira
E o bicho homem
Bicho apressado
Caçando cágado
Pela areia

(Adenaldo)
CO2

A dor
É como um espinho
Pontiagudo
Furando o ventre
Descuidado
De uma flor

Odor!
CO2

(Adenaldo)

FELIZ ANO NOVO, SUMANOS!

URUBUSERVANDO ABAETÉ
NÃO VOU NUNCA ME CALAR
NEM BRINCAR DE PATA-CEGA
JÁ CANSEI DE MATUTAR

MINHA GENTE URUBUSERVA
URUBUSERVA PESSOAL
A VIDA É PRECIOSA
O AMOR É O PRINCIPAL

A PAZ ESTEJA CONOSCO
DIGA NÃO A VIOLÊNCIA!
QUEM AMA ABAETETUBA
NÃO QUER A SUA FALÊNCIA

URUBU VIVE CALADO
FAZENDO A SUA FESTA
E A GENTE INJUSTIÇADA
COMENDO O QUE NÃO PRESTA

MUDEMOS NOSSA CONDUTA
CUIDEMOS DE NOSSA CIDADE
AGORA E POR TODO SEMPRE
VAMOS A LUTA DE VERDADE

(Adenaldo)

ABAETETUBA VIVE, ATRAVÉS DOS FILHOS SEUS...

Abaetetuba canta
Abaetetuba chora
Abaetetuba grita
Abaetetuba ora
Abaetetuba sonha
Será que você percebeu?
Abaetetuba vive
Através dos filhos seus...

Tire as vedas dos olhos
Vista-se de educação
Defenda os seus direitos
Faça valer do seu irmão
Olhe para todos os lados
Pro céu, pra terra, com atenção
À natureza é um bordado
Deus teceu com perfeição

Há crianças nas calçadas
Motos e carros abrem alas
Tapumes e barricadas
Que impedem o ir e vir
Muita gente vai montada
Pela Beira desvairada
Prende o amor numa gaiola
E a paz num matapi

Alto lá!... Não me assalte
Não torture, não me mate
Não polua, não destrate
Deixe à vida existir
Cada um faça sua parte
Não destrua, não maltrate
Cuide bem de sua Cidade
Ame à Flor do Tocantins!

(Adenaldo dos Santos Cardoso)

INTERPRETE DE RAUL SEIXAS
“Quero sair daqui, quero fazer meu show, quero cantar doutora”!
É a volta do cantor abaetetubense aos palcos da terra do Miriti, aos braços da galera, daqueles que o amam e o respeitam como pessoa e como artista regional. Se o tempo é curto, a vida é muito mais, não fique sentado à beira do cais, vá ao Paxiúba Bar prestigiar o suprimo, o sumano, o Interprete de Raul Seixas, Adenaldo Cardoso, um dos maiores incentivadores da cultura Abaeteuara.
Por Francisco Teixeira

Adenaldo

Hoje eu vi a lua
Em plena luz do dia
Eu vi a lua
No céu de Abaetetuba
Eu vi a lua
Que coisa absurda
Eu vi a lua
Namorando com o sol




Abaetetuba Agora....

Uma simples homenagem, a uma valorosa mulher abaetetubense. Parabéns Professora Nazaré Lobato pela sua garra, esforço e dedicação por nossa cultura.deixaste para todos nós o teu ensinamento. obrigado.

Assim é a Poetiza Nazaré Lobato:
Como nota musical
Que sintetiza
Agitando as Emoções
Acalmando ou elevando
Esse acorde sublime
Que incita
O engrandecimento
Da terna e ardente chama
No calor
Fragoroso e divinal
Da essência
De quem Ama.


FRUTO DA TERRA
Olhar fotográfico: Angelo Paganelli.

Canta forte japiim
Pra alertar o curumim
Da garganta sai um grito
Abaeté do Tocantins

Sou fruto desta terra
Planto amor, não planto a guerra
Fui gerado no aceiro
Entre a roça e o matagal
Abaeté de homens fortes
Um pedacinho do norte
Não destrua a natureza
Plante o seu canavial

O barulho das marombas
Em tuas olarias
O sussurro das Marias
A moldar os alguidás
Raspei cuia, fiz farinha
Com o terçado na bainha
Adentrei os seringal
Catei fruto de ucuúba
Fiz amor na paxiúba
Como bicho no jirau

Fui ao pé da sapopema
Amarrei o meu cipó
Amei no “Poço da Moça”
Índia linda do igapó
Me casei com feiticeiras
Em uma seita de satã
Dancei o carimbo
Ao som dos Muiraquitãs

Armei a panacarica
Viajei de montaria
Dei remadas de alegria
Adormeci, sonhei demais...
Deus do céu venha acudir
Senão tudo vai sumir
Tire a roupa do varal
Sem a funda de Davi
Os engenhos, olarias...
E o canto do japiim

*Essa música foi classificada em 1º lugar na Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba - (SEAFA/1992), tendo como tema “Uma Canção Para Abaetetuba".
Autoria: Beto Kemil / Adenaldo Cardoso / Miguel Afonso.
Arranjo: Miguel Afonso.
Interprete: Beto / Adenaldo / Miguel.
Músicos: Miguel / Paulão / Leno.

O CÉU ESTÁ NA BOCA

O ato do bandido
Desfez meu paraíso
Secou minhas roseiras
Minhas lindas companheiras
Que perfumavam meu quintal
Empurrou-me da calçada
Pro meio da patuscada
Fez o bobo da corte
Ser o rei do carnaval

Num “retrô” meio esquisito
Sou eu meu inimigo
O céu está na boca
Por isso minha glicemia
Já subiu mais um degrau
Aos outros não interessa
Se minha vida é uma festa
E se o tempo que me resta
Eu não adoçar com zero-cal

Com tanto consumismo
Sepultaram o comunismo
Mas não mudo meu rosário
Nem me entrego ao calvário
Vejo sepulcro caiado
Decompor seu capital
Eu da morte não deserto
Pois, não sou eu que a decreto
Ah! Se fosse eu...
Morreria num momento
De um abraço fraternal

Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba – Pará - Brasil
COISAS DE VÁRZEA

Na tabatinga de ilusão
Lambuzei meu coração
Viajei feito aninga
No remanso do teu rio
Fui chutado pelo vento
Eu quase não aguento
A tempestade foi tão grande
Que encalhei na ribanceira
Vi Cobra Grande, Curupira
Boto, Matinta Perera
Ao teu lado vivo só
Atolado na lameira

Adenaldo dos Santos Cardoso
Olhar Fotográfico: João Fran
Abaetetuba - Pará - Brasil
                                                                                    11 de abril           
Em sua camisa tem um gato
Em sua páscoa um coelho
Em sua vida duas lentes
E um mágico espelho!


Caríssimo amigo Professor Ademir.

Em vista de constatarmos um grave erro de português
na letra do Hino do Bernadino, fato decorrente de
minha agilidade intusiástica em publicar no face, solicito
a fineza que faça uma retificação no seguinte texto que
encontra-se postado em seu Blog:

Peço a sua confirmação. Desde já, muito grato! Abraços!!!
Meu caro amigo professor Ademir, desculpe-me mais uma vez, mas como já comentei anteriormente, o texto do Hino do Bernadino, existe um erro grave que precisa urgentemente ser corregido, caso o senhor tenha postado em alguma página, transcrevo o texto correto:
Nossa escola nos ilumina
Com seus focos orientadores
Nos mostrando o caminho
Para sermos vencedores.




Adenaldo Santoscardoso
Hoje está no berço,completando 51 anos, a
ESCOLA BERNADINO PEREIRA DE BARROS
- FONTE LÍMPIDA DE SABER E LUZ -
Música - Autoria: Adenaldo Cardoso / Angela Santos.

Escola, símbolo de luta
Garra e esperança
Presente eternamente
Em nossa lembrança.

Plantada com fervor
No jardim de Abaetetuba
Pelas mãos de um povo bravo
Que preserva sua cultura.

Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino (REFRÃO)
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação

Escola, desperta o corpo
Ao dar e receber
Seus galhos tão frondosos
Nos ajudam a crescer.

No esporte e no lazer
Temos muito que festejar
Troféus de nossa glória
O jeito bom de superar .

(REFRÃO)

Sacrifício e boa vontade
Aos mestres com gratidão
Nós somos os tijolos
E a escola é a construção.

Neste lar de aprendizagem
Exemplos de motivação
Só nos realizamos
Se aprendermos a lição

(REFRÃO)


Aqueles que aqui passaram
Aqueles que aqui estão
Bernadino Pereira de Barros
Nunca mais esquecerão.



Nossa escola nos ilumina
Com seus focos orientadores
Nos mostrando o caminho
Para sermos vencedores.


Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação.



                                                                     Adenaldo Santoscardoso        
Ontem foi o lançamento do Cartaz da Festividade 2013, que tem como tema: Juventude, Fé e os Dons do Espírito Santo...venha Participar de nossa Festividade e em ESPECIAL DO ALMOÇO DAS MÃES (DIA DO CÍRIO) E DO BINGO DO BOI (DIA DA FESTA) ####Adenaldo Santoscardoso ABAETETUBAR


MATADOURO

Igarapé do Curro
Padre Pimentel
Rua por onde passavam as águas
As águas passavam
As fezes passavam
O sangue passava
A gente nadava
Feliz com as águas
A gente brincava

Maratauira!
Rasgaram tua anágua
Amputaram teu braço
Afogaram teu rio
Apagaram teu traço
Transita em teu leito
Oceano de mágoa

Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil


Vivo nesse mapa brasileiro
Meu Pará no teu canteiro
Abaetetuba é uma flor
Vivo a mercê de um outro dia
Me agarro a ventânia
...Ver mais



Adenaldo Santoscardoso Gabriel Paes "O Médico dos Pobres", Osni, Manoel Raposo, Oscar Santos... é tanta gente que não sei como coube no Cemitério de Abaetetuba. Sumanos verdadeiramente abaeteuaras, gente que merece ser eternizados pela nossa memória, antes que façamos parte do mundo deles, e, quem me diz, que não seremos lembrados pelo foco cego do esquecimento, no labirinto obscuro de nossa claríssima história. Por isso, VIVA O PROFESSOR Ademir Heleno Araujo Rocha, ESTE SIM, MERECE NOSSOS APLAUSOS, E M V I D A, ESTE SIM PERPETUA HUMILDEMENTE A VIDA DE NOSSOS COMPATRIOTAS COM EMOÇÃO SEM PERDER A RAZÃO. APLAUDIR OS MORTOS É FELICITAR À FAMILIA, PORQUE, CONVENHAMOS: OS MORTOS NÃO OUVEM E NEM FALAM. PORÉM, MUITOBÉNS PELAS BOAS INTENÇÕES! ABRAÇOS!!!

ADEMIR HELENO ARAÚJO ROCHA
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*

Na terra de homens valentes
Que lembra guerreiros de troia
A armadura de Heleno
Protege a nossa memória

Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio

Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir

Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Navega o mundo virtual

Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir


Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - BrasilAdenaldo Santoscardoso

1° DE JANEIRO
Hoje acordei mais cedo
Abri minha janela
Procurando companhia
Senti a felicidade
Ao ver que o sol se oferecia
Rosa flor despetalava
Dando a luz a outro dia
Minha alma regozijava
Por me ver que pertencia
Em dois mil e dezesseis
Ao mundo infante de Sofia

(Adenaldo)

ANAIS DA NOSSA HISTÓRIA
Vindo de Belém pra sua Sesmaria
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Veja só, foi milagre meu irmão!
Seu Francisco aportou neste torrão...
Uma capela à Santa o Sesmeiro construiu
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro, Seu Francisco se mandou
Na sua caravela, nem uma árvore plantou...
A mesma história da Coroa Imperial
De Castelo, de Monteiro e de Cabral!
Nossa riqueza era o fundamental
Alimentava os gringos, o Reino de Portugal...
Com o passar do tempo esta terra recebeu
Caboclo Marajoara que a história não esqueceu
Era o Manoel Raposo que esta terra adotou
Esta terra benfazeja que Monteiro desprezou
O povo desta terra cultivara a união
Homens fortes e valentes que elevaram este chão
O povoado que se ergueu da ventania
No coração de Beja se tornou uma freguesia
O Povoado, a Freguesia, Vila, Cidade, Abaeté acontecia
Do Grão Pará, hoje em dia, Abaetetuba é a nossa moradia!
(Adenaldo)
Olhar Fotográfico: Adenaldo Cultura..


Beira – Corredor de Abaeté
Braços abertos de Abaetetuba
Caminho pro sol, passagem pra lua
Ribanceira talhada nos moldes da rua
De dia se veste, de noite está nua...

(Adenaldo)


ABAETETUBA É NOSSO PAÍS

Querida Abaeté!
A música nos leva a comungar

É certo que em tua história
A ceia é farta; não de hóstia!
A voz é o acalanto dos nossos pecados
Não há mercados!

Só a união de nossas vozes
Há de calar os tons atrozes
Quem solta o seu coração
Aprende a ser amado

Viva a canção, viva a poesia
Viva o arco-íris no céu de todo dia
Viva o homem forte
O canto em harmônia!

Tocantins estica os braços
Alcança-te num compasso
Tocador toca feliz
Vive tuba ao teu lado
Num abraço orquestrado
Abaetetuba é nosso país

(Adenaldo)

Foto de Artistas Abaeteuaras.
Arquivo: Ney Viola.






ATÉ AMANHÃ
O sol vai saindo
Vai partindo, vai sumindo
A noite vem chegando
Vem entrando, vem estando
Até amanhã!

(Adenaldo)

No dia 06 de Julho de 2014, o meu grande amigo Antonio Jose Barbosa, mandou uma carta, a qual transcrevo nesta data:

PARA MEU AMIGO CACHORRO URUBU!

Hoje encontrei com MEU AMIGO PEDRO na RODOVIÁRIA e comentamos sobre você meu caro Adenaldo. No decorrer de nossa conversa ficamos analisando seu jeito de ser.

Você amigo, que tem essa cara de MALUCO BELEZA que está sempre esperando OTREM DAS 7, esconde uma pessoa que luta pela LIBERDADE, buscando desvendar o SEGREDO DO UNIVERSO, sei que não és um VAMPIRO DOIDÃO e sim uma pessoa que luta por uma SOCIEDADE ALTERNATIVA. Quem não te conhece acha que és um COWBOY FORA DA LEI que não tem MEDO DA CHUVA mas nós sabemos que com uma palavra de apoio você faz com que a gente TENTE OUTRA VEZ realizar nossos planos que na maioria da vezes são levados AOS TRANCOS E BARRANCOS. Admiro você meu amigo e isso não é PARANÓIA e sim porque, quando escuto suas palavras me sinto uma METAMORFOSE AMBULANTE tentando entender porque você não se aborreceu quando no restaurante encontrou uma MOSCA NA SOPA e que quando se sentiu febril saiu gritando VEM QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO. Às vezes acho que EU SOU EGOÍSTA pois quando me perguntam algo sobre você EU NÃO QUERO DIZER NADA. Mas é porque não te conheço o bastante do jeito que a Drª Joelma te conhece.Ela sim sabe de tudo sobre você e sempre que você olha para a foto dela logo vem aquela frase que todos conhecem:TÚ ÉS O MDC DA MINHA VIDA, és a outra metade da MAÇÃ. Casal que a gente só encontra nos filmes da SESSÃO DAS DEZ.

Quando você postou aquela foto em que comenta sobre a “diabrete”, fiquei preocupado e comentei com minha esposa ANGELA:

- O Adenaldo precisa ir ao DR PACHECO realizar um CHECK-UP e se ele não for, EU TAMBÉM VOU RECLAMAR.

E para terminar esqueça esse OURO DE TOLO e viva o bastante para mais tarde poder dizer para seus descendentes EU NASCI HÁ 10 MIL ANOS ATRÁS.

PARABÉNS CARPINTEIRO DO UNIVERSO!



Eu e o maestro Miguel Afonso, chegamos em casa três horas da manhã. Estávamos em um aniversário, não lembro de quem... Na geladeira havia algumas cervejas que sem muito rodeio começaram a ser consumidas sob o incentivo inspirador de um violão... Diante do prazer de estarmos juntos, demo-nos conta de que poderíamos aproveitar as energias que nos restavam e tentar compor uma canção... Às seis da manhã, trabalho concluído:
MORDIDA NA MAÇÃ
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
A terra toda nua
Terra ímã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo
O que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento
De ser feliz

No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã

NA ENTRECASCA DA EXTINÇÃO
Vou comer pupunha
Só não vou roer a unha
Pensando ser meu maná
Vou colher uma flor
Entregar pro meu amor
E convidá-la pra lutar
Aqui temos farinha
Procissão e ladainha
O povo gosta de rezar
Rezamos pra Nossa Senhora
Jesus a toda hora
Pro açaí não acabar

Vivemos ameaçados
Muitas vezes metralhados
Calamos sem reclamar
É preciso dar um basta
Não nascemos pra ser égua
Pra cavalo nos montar
Nossa terra tem palmeira
Tem o canto da sereia
Miriti a navegar
A noite nasceu mais triste
Mas eu sei que ainda existe
O luar neste lugar
Pelos rios e pelas estradas
Sinto cheiro de queimadas
Derrubadas sem cessar
Na entrecasca da extinção
Vive o boto, o camarão
O poraquê, o mapará...
No contexto das batalhas
Vive os risos dos canalhas
Sabiá a soluçar
A noite nasceu mais triste
Mas eu sei que ainda existe
O lugar neste lugar
(Adenaldo)

QUERO VIVER NOS TEUS OLHOS
A costa não foi feita para dar
Quem dá a costa sabe que ela
Não tem visão, nem coração
Só tem pulmão pra respirar...
Não quero costa!
Quero ternura, quero ficar
Na tua frente, na tua mente
Porque somente
Pelos teus olhos posso entrar
(Adenaldo)

RESULTADO DE ELEIÇÃO
Sentindo o cheiro da massa
Vestido de um sobretudo
Politico que sabe nada
Promete fazer de tudo
Aloja em sua séde
Serpentes e pernilongos
Faz média com quem tem sede
Ilude a fome do mundo
Embala a maracutaia
Dormente em sua rede
Faz gestos de quem trabalha
Na crença que nunca mente
Esconde os defeitos da cara
No espelho da emoção
Desfila sempre encenando
Acenos a multidão
Desdenha de seus limites
Num zepelim de ilusão
Vai ser exatamente o mesmo
Urubu trajando pavão
(Adenaldo)

Abaetetuba eu te amo / A paz que eu tanto clamo / Está aqui dentro de mim / É preciso consciência / Educar com sapiência / Pra que o amor não chegue ao fim / É preciso consciência / Pra acabar com a violência / Abaeté do Tocantins!
Adenaldo em 2012

Adenaldo

Olhe a comida, meu senhor! / Cheiro cheiroso, meu amor! / Olho de Boto, seu doutor / Ervacidreira!... / Olhe o espinho... olhe a flor! / Olhe o sol feliz se pôr / A vida do trabalhador / Olhe à Beira!!!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Powered By Blogger

Quem sou eu

Minha foto
Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

Seguidores

Arquivo do blog

Mapa de Abaetetuba/Pa

Ruas, travessas, praças de Abaetetuba/Pa Mais zoom 0 1 - Rua 2 3 - Cidade 4 5 6 7 8 9 Menos zoom N O L S Informações para proprietários de empresas Página inicial do Google Maps - Página inicial do Google - Termos de Uso - Ajuda

escolas, religião, músicos, genealogia, ilhas, rios, cultura, esportes, ruas, memórias, bandas