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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nomes na Musicalidade 14 de Abaetetuba Através dos Anos

NOMES NA MUSICALIDADE 14 DE ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS
Foto do Arquivo Fotográfico de Lial Bentes

A MUSICALIDADE 14 DE ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS

MÚSICA E MEMÓRIA:

A musicalidade é um dos aspectos da cultura de Abaetetuba que funciona como guardiã de uma rica memória, ainda viva na lembrança de cada filho destas terras que vivenciou os ricos períodos desse aspecto cultural e em muitas de suas vertentes, considerando aspectos dos mitos, do imaginário e da cultura que essas vertentes da musicalidade construíram através dos tempos, como veremos a seguir. Esse aspecto cultural da musicalidade usou suas vertentes como forma de comunicação, de transmissão de mensagens, de histórias que marcaram pra sempre, direta ou indiretamente, a vida de muitas pessoas que ainda são depositárias dessas memórias ou que já estão marcadas nos escritos de nossos historiadores em um rico acervo onde pode se encontrar esses variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba.

Deste modo a musicalidade torna-se uma importante fonte ou documento histórico da memória sobre o nosso passado, conservado e analisado a partir de pessoas e contextos que  nos permite uma volta a esse passado para o conhecimento de seu meio e dos variados aspectos da musicalidade a ser analisada.

Esses aspectos da musicalidade serão aqui analisados em várias postagens que faremos sobre “A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS” e, em certos casos, tecendo comentários, considerações e sugestões de melhorias naquilo que pode se constituir um aspecto cultural que pode se consolidar como um evento com identidade própria e, desse modo, se constituir em Abaetetuba um evento que possa também gerar renda e trabalho para o município.

Portanto, a memória da musicalidade, é o ato de lembrar, de reter, o que já se passou, de reconstruir a relação entre passado e presente, e que pode dar sentido à nossa história. Nesse aspecto, a memória não seria uma realidade estática e perdida no contexto cultural de sua época, mas dinâmica e inovadora, se reconstruída em novas formas culturais que possam nos fazer recordar e apreciar no presente sob nova roupagem, e com identidade própria, a ponto de se firmar no cenário da musicalidade em geral como evento que chama a atenção de todos pela riqueza que contém e, consequentemente, como fator turístico que possa chamar a atenção para essas manifestações culturais e se firmar no calendário turístico do município como evento que possa trazer emprego e rendas para muitas pessoas, além de fazer o município ser conhecido e reconhecido como um verdadeiro centro de cultura. Os estudos sobre a musicalidade em Abaetetuba estão atrelados à questão da memória e do que a música desperta em cada pessoa e que marca momentos e sentimentos que são revividos quando se ouve determinada música ou   manifestação cultural onde a musicalidade se faz presente. Todos nós temos aquelas músicas ou eventos musicais que vivenciamos na infância, na adolescência, que podem nos trazer a sensação de nostalgia e de rememoração dos bons tempos que já se foram, onde o passado ressurge fragmentado em várias lembranças, advindas de uma memória afetiva onde a sonoridade e até mesmo sabores e cheiros tinham importante papel nesse processo.

Também gostaríamos de explicar que A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS  é o conjunto de todas as formas musicais que aqui já existiram ou continuam a existir, na rica cultura musical do município, manifestada através das mais variadas formas, estruturas, eventos, pessoas, grupos, entidades e ritmos espalhados pelos mais diversos segmentos sociais e recantos do município. Essa musicalidade, a partir dos anos finais do século 19 e durante o século 20, é um período rico de manifestações musicais, que influenciaram sua época, ditaram os modismos, costumes e influenciaram a cultura musical do município e que, com a chegada de outras formas e expressões musicais, íam sendo substituídas através do tempo, mudnado os costumes, as modas e outras formas culturais que marcaram cada época  no município, como foi o caso da chegada do Rock e suas vertentes dos Anos Rebeldes e da Sociedade Alternativa, que alguns grupos pregavam, e das músicas da MPB, do Samba e Bossa Nova, da Tropicália, do Iê-Iê-Iê, do Brega, dos ritmos caribenhos que também influenciaram segmentos da sociedade de seu tempo, tendo alguns desses modismos subsistido até os tempos atuais, pelo menos para algumas pessoas que ainda cultuam seus ídolos e costumes dessa época. Todas essas formas de musicalidade com seus modismos e costumes serão aqui rememorados.

Abaetetuba possuía a sua antiga musicalidade manifestada de vários modos conforme veremos abaixo, sendo que muitas dessas formas musicais foram extintas ou absorvidas por novas formas e expressões musicais advindas de outras culturas musicais do Brasil ou exterior, trazendo no seu bojo os avanços rítmicos e tecnológicos com aplicação de novas técnicas, meios, recursos e instrumentos de sons inovadores que definiram as ETAPAS da cena musical de Abaetetuba e, em especial, o aspecto Festivo-Dançante de grande parcela do povo. O incessante aperfeiçoamento de Gravação, Transmissão e Audição musical através de novos equipamentos e tecnologias trouxe o microfone, os gravadores portáteis, o disco long-playing (LP), a fita Cassete, os Compact Discs (CD), o MP3, o computador e a Internet e, com isso, trouxe também novas Figuras, Personalidades e Vultos para o cenário musical de cada época e o aperfeiçoamento tecnológica na musicalidade trouxe também a demanda por novas profissões, como os Promotores de Festas dos clubes e salões e operadores das aparelhagens de som, inicialmente os locutores, os Disk Jockeis e agora os DJs, que também marcaram os períodos da musicalidade de Abaetetuba. Entre os novos instrumentos eletrônicos, surgidos em Abaetetuba, destacamos a Guitarra Elétrica e o Teclado, que definiram fortemente a cultura musical de Abaetetuba na sonoridade musical, as Festas Dançantes, assim como os novos gêneros, estilos e ritmos aqui surgidos a partir da década de 1960, na forma do Rock e seus subgêneros que desembocaram nas atuais formas musicais eletrônicas dos Dances, Tecnos, Hip-Hop, Funk e da atual Música Digital.

Outros aspectos da Musicalidade de Abaetetuba serão elencados e analisados, pois foram e continuam a ser formas culturais sustentadas pela forte musicalidades como as Festas de Santos, os períodos religiosos como a Quadra Natalina, a Páscoa, Ano Novo, como também as quadras Junina e Carnavalesca, as festividades de santos e tantas outras formas sustentadas também pela música em suas várias formas.

Os dados destas postagens foram coletados das obras de nossos escritores abaetetubenses, como Maria de Nazaré Carvalho Lobato, Antonio Braga da Costa Júnior, Luiz Gonzaga Nascimento Lobato e pesquisas feitas pelo autor do blog em antigos documentos, revistas ou jornais, internet e das muitas entrevistas que fizemos com pessoas detentoras da memória cultural de Abaetetuba, como Orêncio Barbosa André, Alcimar Carneiro de Araujo, Dinho Silva, Flauri Silva, Mestre Café, Mário Tabaranã e tantas outras pessoas entrevistadas pela cidade e interior do município.

Alguns Aspectos Sobre Esta Postagem da Musicalidade de Abaetetuba:

Estas análises, ponderações, dados, conceitos e nomes não são definitivos, pois podem existir inconsistências e incoerências nos textos e falta de dados fundamentais, que serão corrigidos ou acrescentados de acordo com novas pesquisas ou colaboração de pessoas que conhecem, pesquisaram ou vivenciaram os vários aspectos da musicalidade de Abaetetuba.

As Festa da Mucura, que eram realizadas pelo interior do município e após as cerimônias dos religiosos, das FOLIAS DE SANTOS e suas Esmolações, usando de rítmos como lundu, chula, batuques e seus instrumentos artesanais rústicos (violas, banjos, chocalhos e outros) e os arrastapés e bater de palmas e que foram concomitantes aos primeiros conjuntos musicais não eletrônicos na forma de jazzes e estes tocando ritmos como: boleros, sambas, sambas-canções, mambos, xotes, rumbas, valsas, polcas, quadrilhas, frevos, maxixes e outras.

A estrutura dos antigos conjuntos musicais de Abaeté: os primeiros conjuntos musicais de Abaeté, na forma de jazzes (conjuntos musicais não eletrônicos), que usavam antigos instrumentos (que foram os 1ºs instrumentos musicais não artesanais de Abaeté) como requintas, bombardinos, clarones, oficlides, contrabaixos de corda, e outros, em conjuntos  imitando o swing americano, citados em documentos de 1920 em diante.

Os Clubes dos anos de 1910, 1920, 1930, 1940 e 1950 de Abaetetuba com suas festas dançantes, quermesses, bailes e eventos lítero-musicais, como dos clubes de futebol Vera Cruz, Abaeté Foot Ball Club, Itatiaia, Associação Sportiva de Abaeté, Clube 15 de Novembro, Clube Lauro Sodré, Vasco, Venus, Brasil e outro clubes esportivos ou sociais.

A composição instrumental dos conjuntos musicais dos anos da década de 1960 em diante:  início do uso de violões e guitarras elétricas (base, solo e contrabaixo), baterias, crooner (cantor), que eram a base desses conjuntos que constituíram os primeiros conjuntos musicais eletrônicos de Abaetetuba e de grande sonoridade para sua época, que levou a uma reviravolta na maneira de se promover festas dançantes e adesão ao uso maciço do álcool, das primeiras drogas recém-chegadas à Abaetetuba e das festas nos salões dos bairros periféricos da cidade e das primeiras boates surgidas também nos novos bairros periféricos de Abaetetuba com os marcantes estilos e gêneros musicais dos merengues, cúmbias e dos primeiros “bregas rasgados” ao lado dos antigos bolerões e sambas-canções de artistas nacionais e internacionais da época.

O aparecimento de aparelhagens de som com uso de novas tecnologias e recursos musicais e os primeiros locutores ou Disc Jockeys (ainda não usava o termo DJ).

ALGUNS NOMES QUE CONCORRERAM PARA A MUSICALIDADE DE ABAETETUBA EM TODOS OS SEUS ASPECTOS:

Alguns nomes da musicalidade de Abaetetuba serão aqui elencados pela contribuição que deram a essa musicalidade e através de variados aspectos, como na qualidade de músicos, cantores, compositores musicais, mestres e maestros musicais, cantores e autores musicais, fundadores de grupos musicais, DJs, promotores de evento musicais, shows, festas, nomes de renome da musicalidade, pesquisadores, escritores e apoiadores da cultura musical, folcloristas e artistas musicais, proprietários das primeiras aparelhagens de som de Abaetetuba e outros que deram a sua contribuição nos variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba. Alguns nomes:
Artistas Antigos Nomes ou Com Atividades no Campo da Musicalidade Já Paralizadas:

ADAMOR AIRES DE LIMA E A BANDA CARLOS GOMES:

ADAMOR AIRES DE LIMA/Adamor. Justificativa: ribeirinho, filho do músico Pedro Pereira Pinheiro de Lima e Italvina Aires de Lima, nascido na localidade de Mahuba, que morou no Panacuéra e trabalhava nos engenhos de Abaeté como caldereiro e como músico iniciou o aprendizado em 1951 com o Sr. Edmundo Quaresma, ribeirinho do Arapapu. Em 1974 o músico Adamor veio para Abaetetuba e se integrou definitivamente à Banda Carlos Gomes, da qual já participava desde 1961, mesmo morando no interior, no tempo do Mestre Miguel Loureiro. Tocava trombone nas folias de santos, nos conjuntos musicais e na Banda Carlos Gomes. O trombone do Adamor Aires de Lima deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
AGENOR FERREIRA DA SILVA E A BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO:
AGENOR FERREIRA DA SILVA/Mestre Agenor. Justificativa: músico ribeirinho, nascido na localidade Bacuri, Ilhas  de Abaetetuba, foi músico eclético, compositor, mestre, maestro, professor de música. Aprendeu a tocar música “de ouvido”, como se dizia. Somente depois de ter aprendido a tocar os instrumentos musicais é que foi aprender teoria musical com o Mestre Raimundo Pauxis. A partir desse aprendizado partiu para as composições musicais. Além das bandas, Agenor Silva criou o seu conjunto musical que tocava nas festas e festividades de santos, ladainhas, missas, coroação de Nossa senhora em Abaeté e pelo interior do município. Junto com Chiquinho Margalho, foi co-fundador da Banda Virgem da Conceição, onde chegou às funções de contra-mestre e mestre de banda. Foi referência em Abaetetuba tocando trombone, instrumento de sua predileção. Tem muita história o Mestre Agenor e porisso seu trombone deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

ANTONIO LUIZ GONÇALVES CHAVES E A BANDA CARLOS GOMES:
ANTONIO LUIZ GONÇALVES CHAVES/Antonio Luiz. Justificativa, músico falecido a 25/5/1927 na casa de seu cunhado José Lima da Costa, e foi co-fundador da Banda Carlos Gomes, junto com Hermínio Pauxis, em 25/4/1880. Como co-fundador da centenária Banda Carlos Gomes, Antonio Luiz Gonçalves Chaves deve fazer parte dos nomes que concorreram para a musicalidade em Abaetetuba.

BENEDITO SENA DOS PASSOS E O SONOROS COPACABANA, FESTAS NO VASCO DA GAMA E CORDÕES JUNINOS:

BENEDITO SENA DOS PASSOS/Bandute Sena. Justificativa: ribeirinho com origem na localidade rio Acaraqui, filho de José Sena dos Passos e Raimunda Oliveira, nasceu a 14/5/1922 e faleceu em maio de 1978, foi sapateiro aos 16 anos e em 1943 torna-se comerciário e a partir de 1945 torna-se político, tendo sido eleito vereador em 1950, 1954 e 1958, cassado politicamente em 1964 pela ditadura militar, fato que o leva a se tornar proprietário de um serviço de som, o famoso “Sonoros Copacabana”, fundado em maio de 1956, com pequenas caixas de sons espalhadas pelos postes da eletricidade do centro comercial da cidade e estúdio inicialmente na antiga sede do Abaeté Futebol Club, onde promovia entrevistas, momentos de entretenimentos musicais e publicidade de aniversários, casamentos e notas de falecimento e propagandas comerciais. Bandute Sena também possuía aptidões culturais, desportivas e artísticas, tendo sido dirigente do Vasco da Gama Sport Club, onde, como carnavalesco, promovia inesquecíveis bailes sociais e carnavalescos com a presença de blocos e com todos os presentes às festas, devidamente fantasiados para as bonitas festas que seguiam os desfiles dos blocos de salão e nos mesmos anos de 1940, 1950, 1960, como folclorista organizava famosos os famosos “cordões de pássaros”. O antigo Sonoros Capacabana, hoje subsiste como Empresa Copacabana, e pelo baluarte que foi dos desportos, do folclore e como político, e como 1º proprietário do antigo “Sonoros Copacabana”, uma relíquia da musicalidade de Abaetetuba, o baluarte Benedito Sena dos Passos, o popular Bandute Sena, deve ser incluído com honras entre os que concorreram na musicalidade da mesma Abaetetuba. Por sua história, Benedito Sena dos Passos  teve seu nome perpetuado em rua do bairro de Santa Rosa: Travessa Benedito Sena dos Passos.

GALDINO CARDINAL DA COSTA E SEU CLARINETE:

GALDINO CARDINAL DA COSTA/Cardinal. Justificativa: músico com notável aptidão musical, tendo aprendido a tocar e aprendido o método musical em tempo recorde em comparação com o aprendizado comum dos demais músicos, tendo iniciado o aprendizado em flauta e, posteriormente aprendeu a tocar vários instrumentos musicais e se tornou notável clarinetista de Abaetetuba, tendo tocado em quase todos os conjuntos musicais, jazzes e bandas musicais de Abaetetuba a partir dos anos de 1950, como: Banda Carlos Gomes, Banda Virgem da Conceição, Orquestra Brasil, Orquestra União, Conjunto Acapulco, de Daniel Margalho, Jazz União do Furo Grande; Conjunto “Luar de Abaeté”, do Cabinho Lacerda; Conjunto “Os Coroas”, de Luiz Sena; Grupo “Piçarra” e outros e foi professor de música por longos anos na escola de música da Fundação Cultural de Abaetetuba e ajudou na composição musical para os cordões da quadra junina da folclorista Nina Abreu. Vide Postagem A Música e os Músicos de Abaetetuba. O clarinete de Cardinal deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

CÁSSIO AMANAJÁS E OS PRIMEIROS JAZZES BANDS:

CÁSSIO AMANAJÁS. Justificativa: é antigo músico da Banda Paulino Chaves e Cássio Amanajás montou um dos primeiríssimos jazzes de Abaeté,  o Jazz Band Paulino Chaves e que também cria o seu próprio jazz band em Abaeté nos anos de 1920.

MANOEL JOAQUIM DA COSTA E SEU BANJO OU CAVAQUINHO E GRUPOS DE SERESTA:

MANOEL JOAQUIM DA COSTA/Cavalinho. Justificativa: músico, irmão do Mestre Cardinal, e foi exímio tocador de vários instrumentos de corda em Abaetetuba, como cavaquinho, banjo e violão, tendo participado de vários conjuntos musicais e grupos de serestas, como o Jazz do Margalho, os grupos de seresta “Luar de Abaeté” e “Os Coroas” e que, além de músico, compôs muitos chorinhos e que também formava nos grupos musicais que participavam dos marcantes Shows do Fantosma, junto com outros grandes músicos de Abaeté, como: Rui Guilherme, Luís Sena, Bosa, Humbertinho, Zé Mestringue e Marionaldo Lobato. Uma formação do conjunto de serestas Afilhados da Lua, criado pelo idealista Teodolino Maués e do qual Cavalinho partiipava: Cavalinho, no cavaquinho; Humberto, no violão; Nêgo, como percussionista; Joãozinho, no banjo; Teodolino, na percussão e a filha do Miguel do cacau, como vocalista. Participou do “Jazz Tupy, de Ramito Dias, do “Jazz Trabalhista”, grupo criado na localidade das ilhas, chamada Furo grande. Além de músico, Cavalinho também era jogador de futebol, tendo formado nos times do Brasil, do Vênus e outros de Abaetetuba. O cavaquinho do músico Cavalinho deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

FRANCISCO DE MIRANDA MARGALHO, COMO MESTRE DA BANDA CARLOS GOMES E COMPOSIÇÕES MUSICAIS:

FRANCISCO DE MIRANDA MARGALHO/Chiquinho Margalho. Justificativa: músico eclético, idealista, amante sem reservas da cultura musical, foi contra-mestre e, posteriormente, mestre da Banda Carlos Gomes em 1946 e como amigo dos padres  capuchinhos e devoto de Nossa Senhora da Conceição, fundou a Banda Virgem da Conceição em 1949, junto com Agenor Silva e criou também conjuntos musicais para bailes, como o Jazz do Margalho e compôs muitas obras musicais e ensinou teoria musical em Abaetetuba durante toda a sua vida, e nesse contexto, sofreu dois enfartes do coração, que acabaram por leva-lo à morte.

CAETANO NUNES E AS APARELHAGENS DE SOM BAILAR E CLÁSSICO BAILAR:

CAETANO NUNES, por ter sido um dos mais antigos donos de aparelhagens de som em Abaetetuba, com a bem equipada aparelhagem Bailar, posteriormente rebatizada de Clássico Bailar e de ter feito a cobertura musical de inúmeras quermesses e festas dançantes nos anos de 1960 e 1970, tendo sempre seu repertório musical atualizado no cenário festivo-dançante de Abaetetuba  e por ter sido um dos melhores locutores de aparelhagens de seu tempo, merece ser colocado na lista das pessoas que concorreram para a musicalidade do município e ter as suas antigas aparelhagens relacionadas para o Museu da Musicalidade de Abaetetuba, junto com os famosos discos de vinil de sua época.

EDMILSON BECHIR E A APARELHAGEM BEMSOM E O BARRACÃO TARTARUGÃO:

Os irmãos Bechir, Edmilson e Alberto Bechir, fazem parte das pessoas que concorreram na musicalidade de Abaetetuba, por terem sido proprietários da famosa, possante e bem equipada aparelhagem de som BemSom, Meu Toque de Amor, que fazia o sustento musical das também famosas e sempre concorridas festas no Barracão Tartarugão, da mesma família Bechir e, Edmislson, como presidente do Vênus, usou dessa prerrogativa para promover na sede do mesmo clube, concorridas festas e bailes dançantes que chamavam atenção pela qualidade dessas festas, que repercutia positivamente no cenário festivo-dançante de sua época. Além de dono de aparelhagem e de promotor de festas dançantes, Edmilson Bechir foi um ótimo futebolista do mesmo clube Vênus, jogando na posição de goleiro, tendo ajudado esse clube a conquistar alguns títulos de futebol na cidade.

RAIMUNDO VIEIRA E AS APARELHAGENS DE SOM GUERREIRÃO E SUPER GUERREIRÃO:

RAIMUNDO VIEIRA/Vieira, o popular Vieira, era comerciante e dono da conhecida apararelhagem de som chamada Som Guerreirão, que atuava no apoio musical das muitas quermesses e festas dançantes e outros eventos festivos da cidade. Vieira também trabalhava na atividade publicitária através de carros-sons e que participava ativamente das festas das quadras carnavalesca e junina de Abaetetuba, além de ter bons relacionamentos na comunidade abaetetubense. A aparelhagem de som, Som Guerreirão, era bem popular, potente e bem equipada, além de ter um bom acervo de discos e sempre com as últimas novidades musicais.

MÁXIMO MAUÉS RIBERA E O HINO DE ABAETETUBA:

O cidadão MÁXIMO MAUÉS RIBERA, é natural de Abaetetuba, filho de Nestor Ribera, o popular Boliviano, e Máximo, quando jovem,  estudou na escola INSA, de aguçada inteligência e também era um contador de histórias para os garotos da antiga Rua Grande (hoje Avenida D. Pedro II), rua onde sua família residia. O jovem Máximo Maués Ribera, depois de concluir seus estudos na escola INSA foi embora de Abaetetuba para dar continuidade a seus estudos em um centro mais desenvolvido, pois Abaetetuba só possuía duas escolas: o Grupo Escolar “Prof. Basílio de Carvalho”, com o Curso Primário e o Instituto Nossa Senhora dos Anjos, com os cursos Ginasial e Normal. Foi o jovem Máximo Maués Ribera, quando ainda era morador em Abaetetuba, que compôs o hino oficial de Abaetetuba e referido hino vai em duas versões: uma captada pela Internet e outra de um antigo trabalho da aluna Maria de Fátima Loureiro encontrado junto aos documentos da Professora Carmem Cardoso Ferreira.

HINO DE ABAETETUBA

Autor: Máximo Ribera 

Maratauíra, um grande rio formoso,
  • Braço forte do imenso Tocantins,
    Tem à margem um recanto majestoso
    De trabalhos em misto com festins.

    É um recanto de harmonia
    Onde a rima das canções não murchará
    Pois é um marco de alegria
    Na viçosa imensidão do Grão Pará.

    Abaetetuba,
    Terra de amor,
    Teus filhos cantam
    Em teu louvor
    A nós serás
    sempre querida
    E protegida
    Por nós serás.

    O progresso jamais se apartará,
    Do teu povo tão simples e tenaz,
    Porque a mão do bom Deus te guiará.
    Berço és tu de bondade, amor e paz.

    Nos jardins e nas matas tens belezas.
    Até a aurora em teu céu brilha melhor,
    Pois a ti sorri sempre a natureza.

    A nós serás
    sempre querida
    E protegida
    por nós serás.

    Para nós tu és a flor que desabrocha
    De um jardim cultivado com carinho
    E seremos tão firmes quanto à rocha,
    Se inimigos cruzarem teu caminho.

    As florestas te cercando,
    Com sussurros incansáveis de esperança,
    Junto a nós estão cantando:
    “Do teu solo brotará sempre a bonança”.

    Abaetetuba,
    terra de paz,
    Cantar teus cantos
    prazer nos traz.
    A nós serás
    sempre querida
    E protegida
    por nós serás.

    A cultura te sirva de muralha,
    O vigor de honradez seja tua espada.
    O trabalho teu campo de batalha,
    O futuro a vitória desejada.
    Pois, além de aconchego maternal,
    És também o Brasil que nós amamos.

    A nós serás
    Sempre querida.
    E protegida
    Por nós serás.
CUSTÓDIO DE MELO E AS FESTAS DA MUCURA E FOLIAS DE SANTOS: 

CUSTÓDIO DE MELO. Justificativa: famoso esmoleiro das folias de santos, nas ilhas e cidade de Abaeté, ajudado por seus familiares na organização das folias de santos, que se tornaram tradicionais festas populares de Abaetetuba.

RAIMUNDO DANIEL MARTINS MARGALHO E A INTRODUÇÃO DOS INSTRUMENTOS ELETRÔNICOS EM ABAETETUBA E O CONJUNTO D M SHOW:

RAIMUNDO DANIEL MARTINS MARGALHO/Daniel Margalho. Justificativa: era filho do famoso Mestre Chiquinho Margalho, e Daniel Margalho foi idelaista e eclético músico que tocava violão, guitarra e outros instrumentos de corda e criou vários conjuntos musicais, entre os quais o Acapulco e o D. M. Show, de muito sucesso em Abaetetuba e região,  e foi ele que introduziu os instrumentos musicais eletrônicos de corda, como violão elétrico e guitarras, que revolucionaram o aspecto instrumental e potência sonora dos antigos conjuntos musicais da década de 1960 e que também levaram na revolução no modo de se fazer festas dançantes em Abaetetuba, agora contando com conjuntos musicais com potentes sonoridades proporcionadas pelos ditos instrumentos musicais eletrônicos. O conjunto musical D M Show era um dos mais solicitados para tocar as festas e bailes em Abaetetuba e região, conjunto que se fez presente nas ínumeras festas e bailes promovidos pelos ecléticos clubes, Assembléia Abaetetubense e Bancrévea Clube de Abaetetuba, que se tornoram também novidades no modo de se promover festas e bailes em Abaetetuba. Daniel Margalho também formou em inúmeros conjuntos de seresta, sendo ele mesmo o líder de um conjunto de seresta que tocava nos pontos boêmios de Belém e Abaetetuba. O violão elétrico e a guitarra de Daniel Margalho são apontados como instrumentos musicais a fazer parte do acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

RAIMUNDO SOUZA SANTOS E SEU VIOLÃO E COMO SERESTEIRO DE ABAETETUBA:

RAIMUNDO DE SOUZA SANTOS/Dico Souza. Justificativa: músico nascido na localidade rio Piquiarana, que aprendeu música com o Mestre Xavier e tocava e ensinava a tocar violão, tendo se destacado individualmente nas rodas de serestas e boemias, tocando violão e cantando músicas de seresta e que tornou-se uma referência no violão e ainda compôs peças musicais e chegou a tocar no Jazz Abaeté. Mas não gostava de ficar preso aos esquemas dos conjuntos musicais e seguiu a carreira individual como seresteiro de Abaeté e que também atendia a inúmeros convites para tocar e cantar músicas de serestas em Abaetetuba, Belém e outras localidades. Além de músico e seresteiro, Dico Souza exercia a profissão de fotógrafo em Abaetetuba e que se fazia presente nos batizados, casamentos na Igreja de Nossa senhora da Conceição e como fotógrafo era sistematicamente convidado para atuar nos eventos festivos, festas de casamentos, batizados e aniversários nas residências de Abaetetuba. Como músico e fotógrafo formou uma série de grandes músicos e fotógrafos de Abaetetuba, inclusive alguns filhos fotógrafos. O violão de Dico Souza é apontado por nós para fazer parte do acervo musical do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

EDMUNDO QUARESMA E AS FESTAS DA MUCURA E FOLIAS DE SANTOS DE ABAETETUBA:

EDMUNDO QUARESMA. Justificativa: ribeirinho natural da localidade Arapapu, importante tocador de folias de santos e professor de música nas Ilhas de Abaeté, que ia de casa em casa ensinando teoria musical a muitos alunos.

JOSÉ LUIZ DE LIMA E SUAS COMPOSIÇÕES MUSICAIS E SHOWS DO FANTOSMA:

JOSÉ LUÍS DE LIMA/Fantosma. Justificativa: cantor que se destacou como compositor musical e organizador de grandes shows musicais em Abaetetuba envolvendo os gandes músicos de Abaetetuba dos anos de 1970, do porte de Cavalinho, Rui Guilherme, Luís Sena, Bosa, Humbertinho, Zé Mestring, Marionaldo Lobato e outros, em shows de ruas que atraíam multidões para assisti-los.

FELIPPE SANTIAGO DE ARAUJO, COMO CO-FUNDADOR DA BANDA CARLOS GOMES:

FELIPPE SANTIAGO DE ARAUJO. Justificativa, proveniente de tradicional família Araujo  de Abaeté, uma família com muitos músicos que foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes e Felippe Santiago de Araujo é filho do músico Luiz Joaquim de Araujo, tio de Prudente Ribeiro de Araújo e seus irmãos, que foi membro da 1ª Câmara de Abaeté, junto com o Alferes Torquato Pereira de Barros, José Benedito Rodrigues e participava, em 1908, da Irmandade de S. Sebastião. Felippe Santiago de Araujo, como músico, tocava clarinete na Banda Carlos Gomes, da qual foi co-fundador em 25/8/1880, junto com Hermínio Pauxis.

FÉLIX MACHADO E O JAZZ BAND PAULINO CHAVES, MÚSICO ECLÉTICO E MESTRE DE BANDA:

FELIX MACHADO. Justificativa: músico da Banda Paulino Chaves, fundada em 1918 pelo Mestre Jerônimo Guedes, banda que quando funcionava como orquestra, tinha esse músico como regente da orquestra que fazia o fundo musical das peças encenadas no antigo Theatro de Nossa S. da Conceição, que funcionava no alpendre da Igreja do Divino Espírito Santo, e para arrecadação de fundos para a construção da nova igreja matriz de Nossa S. da Conceição, nos anos de 1920 e que, com a ida do Mestre Jerônimo Guedes para Belém em 1927, Felix Machado, que já era dirigente do Jazz Band Paulino Chaves (conjunto para bailes da Banda Paulino Chaves), assume o comando da banda e ele como músico eclético, tocava violino e quase todos os outros instrumentos musicais da sua época.

FRANCISCO DE ASSIS GOMES E AS FESTAS DA MUCURA E FOLIAS DE SANTO DE ABAETETUBA:

FRANCISCO DE ASSIS GOMES. Justificativa: com 69 anos em 2008, foi tocador de folia e um dos fundadores e incentivadores do grupo de Folias de Nossa S. de Nazaré, da localidade Caripetuba que perdurou por longos anos e também era tocador da tradicional Folia de S. Miguel de Conde e outras localidades.

GRACILIANO DA COSTA CORREA E O CONJUNTO GRASOM:

GRACILIANO DA COSTA CORREA/Gracito. Justificativa: Ribeirinho nascido a 21/10/1949, filho de Raimundo Gomes Correa e Maria Ferreira da Costa Correa, técnico em eletrônica, comerciante, foi sócio da 1ª repetidora de TV em Abaetetuba, ano de 1974, idealista músico, tocando contrabaixo no conjunto musical do Mestre Agenor Ferreira e foi fundador, em 22/7/1986, do Conjunto GRASOM, este absorvendo os músicos do antigo Conjunto Relíquia e Gracito tocava teclado no novo conjunto musical que chegou a gravar 3 discos. O músico Gracito foi o 1º a introduzir teclados eletrônicos nos grandes conjuntos musicais de Abaetetuba e ele casou em 19/10/1971com Maria de Nazaré Quaresma Correa e com filhos. Maria de Nazaré faleceu em 25/10/2004, ficando Gracito viúvo e com 2 filhos: Rosiana e Luciano Quaresma Correa. O conjunto GRASOM completou 15 anos em 2005 e atualmente está inativo.

HERMÍNIO ANTONIO DA SILVA PAUXIS COMO FUNDADOR E MESTRE DA BANDA CARLOS GOMES:

HERMÍNIO ANTONIO DA SILVA PAUXIS/Hermínio Pauxis. Justificativa: foi um dos primeiros músicos de Abaeté, idealista músico que veio de Belém para Abaeté, para ensinar música em Abaeté e ele, junto com seus primeiros alunos, foi o fundador em 25/4/1880 da Banda Carlos Gomes e faleceu em 1908 em Abaeté. Vide Club Musical Carlos Gomes e Banda Carlos Gomes. Hermínio Pauxis, músico formado no Arsenal de Guerra em Belém que retorna para Abaeté para fundar a Escola de Música 31 de Agosto (dia de São Raimundo Nonato e do nascimento de seu filho Raymmundo Nonato da Silva Pauxis) que congregava seus primeiros alunos e que foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes em 25/4/1880, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, citado em 1904, morador da antiga Travessa Nova em Abaeté, casou com Eleutéria Silva e tiveram filhos: Melquíaldes Pauxis e Rsaymmundo Nonnato da Silva Pauxis/Raimundo Pauxis.

RAYMMUNDO NONNATO DA SILVA PAUXIS COMO MESTRE DA BANDA CARLOS GOMES:

RAYMMUNDO NONNATO DA SILVA PAUXIS/Raimundo Pauxis, filho de Hermínio Antonio da Silva Pauxis e Eleutéria Silva, comerciante, marchante em 1922-1931, músico que desde 1902 tocava na Banda Carlos Gomes e que nessa banda foi contra-mestre e mestre de 1906 após o falecimento de seu pai Hermínio Pauxis, falece em 1946, músico e diretor do Jazz Band Carlos Gomes em 1928 e chefiando a Banda Carlos Gomes participa do 1º Círio de N. S. da Conceição em 1937 já na nova Igreja Matriz, político, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, vogal na Intendência de: Capitão Manoel João Pinheiro em 1893, Domingos de Carvalho em 1915-1918, Manoel Pinto da Rocha em 1918-1919, Cel. Aristides dos Reis e Silva em 1919-1922, Lindolpho Cavalcante de Abreu em 1922-1926, prefeito nomeado de Abaeté (25/4/1945-17/11/1945 e 18/2/1946-12/7/1946), juiz protetor das festas de N. S. da Conceição.

HORÁCIO DE DEUS E SILVA COMO FUNDADOR E MESTRE DA BANDA HENRIQUE GURJÃO:

HORÁCIO DE DEUS E SILVA/Mestre Horácio. Justificativa: musicista baiano, tendo composto várias peças musicais, como músico tocou na Banda Carlos Gomes e foi o fundador da antiga Banda Henrique Gurjão e tocava bombardino, afrenquides e foi um dos presentes na cerimônia de instalação da cidade de Abaeté em 15/8/1995 e também foi um dos criadores da Irmandade de São Sebastião. Citação de 1908: “A irmandade de São Sebastião é organizada pelo Clube Henrique Gurjão e com a diretoria: Presidente, Padre Francisco Manoel Pimentel; Diretor, Horácio de Deus e Silva; Tesoureiro, Trajano Pereira de Barros; Secretário, Manoel Vigílio de Araújo e José Ferreira Ribeiro; Zeladores, Pedro Pena de Araújo e Hygino Pereira e cobrador, Jósimo Leandro de Sousa e muitos irmãos”.

JERÔNIMO GUEDES COMO FUNDADOR E MESTRE DA BANDA PAULINO CHAVES:

JERÔNIMO GUEDES/Mestre Jerônimo Gudes. Justificativa: fogueteiro e idealista músico, que tocou e dirigiu a Banda Carlos Gomes no tempo de Hermínio Pauxis e que fundou a Banda Paulino Chaves em 1918 e com o diferencial de ser um grupo musical que tocava à paisana e com incursões na música clássica, quando se definia Philarmônica Henrique Gurjão, que em 1927 viaja para Belém, deixando a banda aos cuidados de Laudelino Fernandes e de seu parente Félix Machado. Citações de 1927: O Clube Musical Paulino Chaves, tendo como mestre Jerônimo Guedes, que está de mudança para Belém, assumindo seu lugar, como mestre e regente, Laudelino Fernandes e como sub-regente, Félix Machado e Geraldo Lima, secretário do Clube.

JOSÉ BENEDITO RODRIGUES COMO AJUDANTE DO MESTRE HERMÍNIO PAUXIS NA BANDA CARLOS GOMES:

JOSÉ BENEDITO RODRIGUES. Justificativa: membro de uma família de músicos que formavam no Club Musical 15 de Novembro, um dos mais antigos músico de Abaeté, que foi ajudante, como professor de música, do Mestre Hermínio Pauxis, no Club Musical 31 de Agosto e na fundação da Banda Carlos Gomes.

JOSINO LEANDRO DE SOUZA E AS BANDAS BELA HARMONIA E CARLOS GOMES:

JOSINO LEANDRO DE SOUZA. Justificativa: músico integrante das antigas bandas de Abaeté, entre as quais a Bela Hamonia, a Carlos Gomes e Paulino Chaves, pai do também músico Manoel Antonio de Sousa.

LAUDELINO NUNES FERNANDES COMO MESTRE DE BANDAS, REGENTE DE CLUBES MUSICAIS:

Laudelino Nunes Fernandes/Mestre Laudelino. Justificativa: ribeirinho da localidade rio Guajará de Beja, músico, professor de música e maestro, tendo inicialmente tocado na Banda Paulino Chaves, junto com um seu irmão de nome Domício Nunes Fernandes. Em 1927 o Mestre Laudelino chegou ao posto de regente dessa banda, que tinha como regente o Mestre Jerônimo Guedes  e músicos como: Estácio de Sena, Félix Machado e seus irmãos Veriano e Emiliano. Mestre Laudelino também tocou no Clube Musical Lauro Sodré, que foi fundado em 1909, tendo como presidente, Raimundo Nonato Dias e como regente, Manuel Eduardo dos Santos Quaresma. O Mestre Laudelino também chegou à função de regente desse clube.

LUIZ JOAQUIM DE ARAUJO COMO CO-FUNDADOR DA BANDA CARLOS GOMES:

LUIZ JOAQUIM DE ARAUJO. Justificativa: músico que nasceu na Ilha de Tabatinga, município de Abaeté, era capitão e casou com Feliciana Joaquina de Araujo e faleceu a 28/4/1883 e com 10 filhos, entre os quais: Clarindo do Espírito Santo, Felippe Santiago de Araujo, que junto com Luiz Joaquim foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes em 25/4/1880. Luiz Joaquim ainda é tio-avô dos membros da família Ribeiro de Araujo, uma família de músicos e atores amadores, entre os quais Pedro, Prudente e Lycinio Ribeiro de Araujo, que também formaram na Banda Carlos Gomes.

MANOEL ANTONIO DE SOUZA COMO MESTRE DE CORDÕES JUNINOS:

MANOEL ANTONIO DE SOUZA. Justificativa: imigrante cearense, que a partir de 1915, ajudou na manutenção do rico folclore junino de Abaeté, através dos cordões de pássaros, bois e insetos, sendo desse tempo alguns antigos cordões de Abaeté, como: Cordão do Boi Canário; Cordão  do Boi Pingo de Ouro; Cordão do Boi Touro Russo, Cordão do Beija-Flor, de D. Nenê Pontes.

MANOEL DA CONCEIÇÃO E AS FESTAS DAS FOLIAS DE SÃO MIGUEL:

MANOEL DA CONCEIÇÃO. Justificativa: que era folião de São Miguel e sustentáculo dessa tradição, citado em outubro de 2003, tendo contribuído na manutenção e difusão das folias de Santo de Abaetetuba.

MANOEL DOS REIS E SILVA E AS FESTAS DAS FOLIAS DE SANTOS:
MANOEL DOS REIS E SILVA. Justificativa: músico ribeirinho nascido na localidade Maracapu, tocador de banjo nas Folias de Santos, esmolações e ladainhas, nessa localidade e outras às proximidades e que contribuiu na difusão e manutenção das Folias de Santo de Abaetetuba.
MANOEL JOAQUIM DO NASCIMENTO COMO MESTRE DE BANDAS E MAESTRO DE CLUBES MUSICAIS:
MANOEL JOAQUIM DO NASCIMENTO/Manoel Joaquim. Justificativa: músico com origem na Vila de Beja, fundou a Banda Sai Cinza, citada em 1926, que tocava nas festas do Divino e de São Miguel de Beja. Manoel Joaquim também tocou na Banda Carlos Gomes de Abaeté e foi mestre do Club Musical Lauro Sodré.
MIGUEL ALMEIDA E AS FESTAS DA MUCURA E FOLIAS DE SÃO MIGUEL DE CONDE:
MIGUEL ALMEIDA. Justificativa: neto de Iaiá Almeida, em cuja casa se promovia a folia de São Miguel de Conde e a festa da mucura, já com os grupos de jazz e, que foi folião e membro desse grupo de folia, na Vila de Conde, tendo contribuído e difundido a festa popular das folias de santo e festas da mucura.
MIGUEL MAUÉS LOUREIRO COMO MESTRE DA BANDA CARLOS GOMES E LÍDER DA JAZZ ABAETÉ:

MIGUEL MAUÉS LOUREIRO/Mestre Miguel Loureiro. Justificativa: foi um dos maiores músicos de Abaeté, eclético, foi compositor musical, tocou saxofone na Banda Carlos Gomes, onde também foi mestre, substituindo o falecido Mestre Raimundo Pauxis, em 1946, tendo também fundado, junto com Pedro Araujo, o famoso Jazz Abaeté em 1928, para tocar em festas dançantes. Era profundo conhecedor de música, tendo ensinado essa arte a muitos outros alunos em Abaeté. Foi através do Mestre Miguel Loureiro que a Banda Carlos pacificou suas relações com os padres da Igreja católica em um desentendimento que já durava muitos anos. Faleceu em 1982, em Barcarena, praticamente esquecido por Abaetetuba. O saxofone do Mestre Miguel Loureiro deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

NILAMON XAVIER DE SENA E AS FESTAS DA MUCURA E FOLIAS DE SANTOS, MÚSICO NOS CORDÕES JUNINOS:
NILAMON XAVIER DE SENA/Mestre Nilamon. Justificativa: filho do músico Tomás de Senna, agricultor na Costa Maratauíra e era do tempo do gramofone, tendo aprendido a tocar ouvindo esse instrumento e vendo seus familiares tocando, a partir dos 12 anos de idade, quando aprendeu a tocar: rabeca, rabecão, violino, viola, cavaco, violão, contrabaixo de corda e flauta. Tocava nas festas, folias e ladainha nas Ilhas de Abaeté e na cidade tocava nas peças teatrais, cordões juninos como o Cordão do Tucano, Cordão da Andorinha e cordões de bois, onde liderava a parte musical desses cordões. Também participava dos grupos de jazzes, que eram grupos musicais compostos por um grupo pequeno de três, quatro ou cinco tocadores, composto por violão ou viola, flauta, clarinete (este era o principal instrumento de um jazz). No início de sua carreira de músico eram raros os instrumentos de sopro como o saxofone e o trombone. Nilamon Xavier de sena formou inúmeros músicos em Abaeté e influenciou enormemente a musicalidade de Abaetetuba e ela é pai do músico Luiz do Nilamon
NINA MARY DE ABREU COMO PROMOTORA DE EVENTOS FESTIVOS E CRIADORA DE CORDÕES JUNINOS:
NINA MARY ABREU/Nina Mary. Justificativa: nasceu a 11/9/1935 em Abaeté, grande folclorista que herdou de seus pais o gosto pelo folclore junino, tendo criado ou recriado inúmeros cordões juninos de pássaros e insetos que fizeram grande sucesso em Abaeté. Os cordões juninos  de Nina Abreu eram comédias com personagens da vida rural, ricamente vestidas e paramentadas, que se tornaram tradicionais na cidade de Abaeté, perdurando até a metade do século 20, e com muitos cantos, alegria e colorido. As músicas em forma de toadas dos cordões, eram criados pelos artistas ou músicos locais, como Cardinal, Miguel Loureiro, Agenor e outros grandes músicos de Abaeté. Essa folclorista criou ou recriou os seguintes cordões: Cordão do Periquito, que foi criado por Benedito Sena dos Passos/Bandute Sena, que, posteriormente, foi adotado e recriado por Nina Abreu; Cordão da Borboleta; Cordão do Canário; Cordão do Curió; Cordão da Arara; O 1º Cordão da Borboleta foi criado por pelo músico Horácio de Deus e Silva, por volta de 1904 e o 2º, foi criado por Dona Ziloca e seu marido, o Mestre Afonso e este também foi o criador de alguns cordões da quadra Carnavalesca. Posteriormente o Cordão da Borboleta foi recriado por Nina Abreu, com o acréscimo de outros quadros cômicos ou dramáticos; Cordão do Canário; Cordão do Ten-Ten; Cordão do Curió e outros cordões juninos criados ou recriados pela folclorista Nina Abreu. Também é um dos grandes nomes do artesanato de Abaetetuba, especialmente o artesanato em pano e o de miriti.
OSCAR SANTOS COMO MÚSICO ECLÉTICO, MESTRE E REGENTE MUSICAL, COMPOSITOR DO HINO MATER PURÍSSIMA:
OSCAR SANTOS/Mestre Oscar Santos. Justificativa: idealista músico ribeirinho, que talvez tenha sido o mais notável músico já nascido em Abaetetuba, pela sua impressionante carreira iniciada em Abaeté e que por longos anos desempenhou importantes funções no meio musical local, como contra-mestre da Banda Carlos Gomes. Nascido a 29/12/1905, foi tocador de bombardino, percussão, bateria, saxofone, clarinete e flauta transversa, mestre de música com método próprio e ensinando todos os instrumentos da área de sopros, percussão, violão, violino, acordeon, bandolim, piano e teoria musical própria, e foi compositor musical de dobrados, marchas, valsas, hinos, missas, boleros, sambas, quadrilhas, choros, frevos, lundus, carimbós e poemas, falecido em Macapá a 20/3/1976. Foi ele que compôs o belíssimo hino de Nossa S. da Conceição, denominado Mater Puríssima, com letra do poeta Bruno de Menezes. Vide Músicas e Músicos de Abaeté. Saía pelas cidades vizinhas ensinando música e fundando bandas e tem seu nome perpetuado no Estado do Amapá pelo seu notável trabalho e obras  no campo musical em Macapá/AP.
Letra da Música Mater Puríssima, autoria de Oscar Santos e versos de Bruno de Menezes:

Nossa Senhora da Conceição,
Ó protetora de nossos lares,
Como é sublime teu coração
À luz celeste de teus altares (bis)
Sob teu manto sagrado abrigo
Cobre-nos todos a vida inteira,
Para que os simples sonhem contigo,
Tu és a nossa maior Padroeira (bis)
A tua auréola feita de estrelas,
Fulguras em preces que te elevamos,
Tu és a Santa para entendelas
És a Rainha que cultuamos.
Nossa Senhora Mater Puríssima,
Lírio do céu que em verso louvo,
Tu és a nossa Virgem Santíssima,
Tão venerada por nosso povo. (bis)

OTACÍLIO FERREIRA DIAS E A BANDA CARLOS GOMES E O JAZZ TUPY:

OTACÍLIO FERREIRA DIAS/Ramito. Justificativa: notável e persistente músico em Abaetetuba, foi fundador de Jazz Tupy a 5/3/1953, para festas e bailes e que foi desfeito em 1965, músico por longos anos da Banda Musical Carlos Gomes. Uma formação do Jazz Tupy: Raimundo da Silva (Besteira), que tocava pistão; Manoel Roque Ferreira, que tocava contra-baixo; Benito Cardoso, que tocava pandeiro e prato; Raimundo Melo, que tocava Banjo; Siriri, que tocava trombone.

OTÁVIO FERREIRA E A BANDA CARLOS GOMES E CONJUNTOS MUSICAIS: 

OTÁVIO FERREIRA/Tavico. Justificativa: antigo músico de Abaetetuba, fundador de conjuntos musicais.
PAULO SANTOS E A BANDA CARLOS GOMES E MESTRE MUSICAL:

PAULO SANTOS/Mestre Paulinho Coforote. Justificativa:  ribeirinho que veio de uma família de bons músicos em Abaeté e era um dos mais antigos e respeitados músicos da Banda Carlos Gomes.
PAULINO BRANDÃO FERREIRA:
PAULINO BRANDÃO FERREIRA. Justificativa: foi regente do Club Musical 15 de Novembro. Vide abaixo esse clube.

PAULO DE ARAUJO BORGES COMO CO-FUNDADOR DA BANDA CARLOS GOMES:

PAULO DE ARAUJO BORGES. Justificativa: músico e irmão do músico  Raimundo de Araujo Borges, era membro da Irmandade de São Sebastião em 1908 e músico que tocava oficlides em dó (uma espécie de trompa, instrumento raro e já em extinção), ele e seu irmão foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes em 25/4/1880.

PEDRO, PRUDENTE, LYCÍNIO, ANTONIO RIBEIRO DE ARAUJO E FAMÍLIA DE ARTISTAS E MÚSICOS DE ABAETETUBA:

PEDRO, PRUDENTE E LYCÍNIO RIBEIRO DE ARAUJO. Justificativa e seus irmãos vieram de uma tradicional família de músicos e artistas, entre os quais seus tios: Felippe Santiago de Araujo, Clarindo Araujo, Luiz Joaquim de Araujo e outros, que ajudaram Hermínio Pauxis a fundar o Clube Musical Carlos Gomes, em 25/8/1880. No período de Pedro Araújo/Pedro Ribeiro de Araujo e Prudente, como mestres da banda Carlos Gomes, esta atravessava um difícil período de decadência e, apesar de todo os esforço em soerguer a banda, esta não conseguia se organizar. Os desentendimentos entre os músicos eram grandes e não mais aconteciam os ensaios e reuniões, que não mais permitiam que a Banda voltasse aos seus antigos tempos de glória, só existindo os interesses materiais e financeiros por parte de alguns músicos. Pedro Araujo foi co-fundador do Jazz Abaeté, junto com Miguel Loureiro e, no seu tempo frente à Banda Carlos Gomes, a decadência dessa banda era patente. Nesse clima, no lugar de Pedro Ribeiro, assume, como Mestre da Banda Carlos Gomes, o seu irmão, o moderado Prudente Araújo/Prudente Ribeiro de Araújo, antigo e respeitado músico da banda e que tocava o menor dos instrumentos musicais, o flautim, instrumento que dava um equilíbrio todo especial às fortes notas musicais dos outros instrumentos de sopro. Prudente Araujo ficou por mais de 10 anos à frente da banda, que se encontrava em período crítico de decadência, mesmo por que Prudente se encontrava doente e já muito idoso. Porém, Prudente Araújo era idealista e abnegado, e cheio de boa vontade e amor à arte musical e a antiga banda conseguiu recuperar um pouco de seu antigo brilho. Prudente Araujo se comunica com o músico Rui Guilherme Mendes dos Reis e o coloca a par da situação em que a Banda Carlos Gomes se encontrava e pediu a esse músico que assumisse a missão de novamente soerguer a Carlos Gomes. O Mestre Rui Guilherme aceita a missão e inicia um árduo trabalho, contando com a decisiva ajuda de Prudente Araujo. Nesse tempo era prefeito de Abaeté o Sr. Ronald Reis Ferreira, que deu total apoio ao soerguimento da banda. Lycínio Ribeiro de Araujo, irmão de Pedro e Prudente, também também era músico, professor de música, tendo formado vários músicos de Abaeté.
PIO NELSON E A BANDA BELA HARMONIA:
PIO NELSON. Justificativa: imigrante nordestino de cor negra, que é parente ancestral de Raimundo Rodrigues Cardoso, segundo depoimento de seu pai, Sr. Jofre Cardoso, e Pio chegou a tocar na Banda Bela Harmonia, que foi a 1ª banda da Vila de Abaeté. Pio Nelson era empregado de confiança de Joaquim Padeiro, que confirmou aos pais de sua noiva que ele era pessoa de confiança e que eles podiam confiar no seu empregado como marido de sua filha que era de Abaeté.
FRANCISCO DE LIMA BATISTA, COMO ARTISTA TEATRAL, CRIADOR DE CORDÕES JUNINOS E VEIA CÔMICA:
FRANCISCO DE LIMA BATISTA/Pombo da Maroca Lima. Justificativa:  era um dos grandes nomes do teatro amador de Abaeté, tendo figurado por longos anos no Grupo Scênico de Abaeté, que fazia apresentações no alpendre da antiga Igreja do Divino, para angariar fundos para a construção da nova Igreja de Nossa. S. da Conceição e Pombo, como folclorista, foi o criador do Cordão do Papagaio, este com muita comicidade e dramaticidade por parte de seus componentes e especialmente do ator Pombo da Maroca Lima.
RAIMUNDO ABREU COMO CRIADOR E MESTRE DE CORDÕES JUNINOS EM ABAETETUBA:
RAIMUNDO ABREU/Mestre Abreu e sua esposa Joana Lopes de Abreu. Justificativa: que foram responsáveis pela continuidade das antigas artes folclórica das festas juninas em Abaeté, repassando essa responsabilidade para seus filhos, especialmente Nina Abreu, criadora de belos cordões em Abaeté.
RAIMUNDO CASTILHO COMO COMPOSITOR MUSICAL E CRIADOR DE ENREDOS DE GRUPOS JUNINOS:
RAIMUNDO CASTILHOS/Mestre Castilho. Justificativa: que compunha enredos e músicas para os diferentes cordões juninos de Abaeté, com melodias de Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro, Agenor Silva e Mestre Cardinal. Cada personagem possuía o seu quadro na comédia e as suas músicas.
RAIMUNDO DAMIÃO DE CARVALHO, COMO MESTRE, COMPOSITOR E PROFESSOR DE MÚSICA:
RAIMUNDO DAMIÃO DE CARVALHO/Mestre Damião. Justificativa: foi mestre de toda uma geração de músicos em Abaeté, maestro, compositor, músico eclético na Banda Carlos Gomes. Mestre Damião compôs várias peças para a banda Carlos Gomes.
RAIMUNDO RODRIGUES MENDONÇA COMO MESTRE DE CORDÃO JUNINO:
RAIMUNDO RODRIGUES MENDONÇA/Mestre Roldão. Justificativa: folclorista que em 1948 criou o Cordão do Boi Caprichoso e em 1949 criou o Cordão do Boi Flor do Campo e finalmente, em 1950, criou o Cordão do Boi Pai do Campo, de grande sucesso em Abaeté, grupo que perdurou até o ano de 1959, quando foi extinto. Esse boi transformou-se no grande adversário de outro grande cordão de boi da cidade, o Cordão do Boi Estrela Dalva. Os méritos do sucesso do Cordão do Boi Pai do campo se devem também aos enredos escritos e musicados por Caboquinho/Humberto Cardoso e Mestre Castilho/Raimundo Castilho.
RISOLINO COMO MESTRE DE CORDÃO JUNINO:
RISOLINO/Mestre Risó.Justificativa: folclorista que criou o famoso Boi Estrela Dalva, que se tornou adversário do boi Pai do Campo, em grandes confrontos de cantos, coreografias, desafios e até brigas físicas entre os componentes desses grupos juninos.
RUI GUILHERME MENDES DOS REIS COMO MESTRE, MAESTRO DA BANDA CARLOS GOMES E LÍDER DO CONJUNTO MUSICAL OS MUIRAQUITÃS:
Maestro RUI GUILHERME/Rui Guilherme Mendes dos Reis: Justificativa: nasceu a 11/11/1925 e faleceu a 26/7/1982, com 18 anos foi servir na Aeronáutica, em Belém e lá aprendeu música, tendo formado como músico na banda musical dessa corporação militar. Quando se aposentou em 9/1979 veio para Abaetetuba, tendo assumido o comando da Banda Carlos Gomes, que se encontrava em estado crítico de inatividade e decadência, reformou a antiga sede desse clube, soergueu a banda e reabriu a escola de música da dita banda e ainda assumiu o comando do conjunto musical Os Muiraquitãs, que tocava na boate Borboleta. Com Rui Guilherme esse conjunto ganha notoriedade e passa a tocar a tocar nos principais clubes sociais daquela época e a fazer excursões por outras cidades vizinhas, tendo gravado 2 discos LP.  E foi numa dessas excursões, em 1977, que esse conjunto foi vítima de um pavoroso acidente rodoviário, onde morreram oito pessoas, e entre estes, dois componentes do conjunto: Tio Guela e Besteira. Em 26/7/1982 Rui Guilherme adoece, tendo que deixar suas atividades musicais.
SÍLVIO PIMENTEL E SEU RABECÃO NA BANDA CARLOS GOMES E NOS JAZZES E CONJUNTOS MUSICAIS DE ABAETETUBA:
SÍLVIO PIMENTEL. Justificativa: músico que era figura obrigatória com o som de seu potente rabecão, que fazia o contrabaixo na Banda Carlos Gomes e nos conjuntos musicais de sua época. Seu famoso instrumento musical, o Rabecão, era uma espécie de contrabaixo de cordas que determinava o swing das músicas dos conjuntos musicais e jazzes de festas dançantes e deveria ser guardado como relíquia musical no Museu da Musicalidade de Abaeté.
TEODOLINO MAUÉS COMO CRIADOR E COMPONENTE DE GRUPOS DE SERESTAS EM ABAETETUBA:
TEODOLINO MAUÉS. Justificativa: idealista cidadão e músico de Abaetetuba, que sempre pretigiou a cultura local, e foi o criador do grupo de serestas denominado Afilhados da Lua e onde tocava pandeiro e com a formação: Cavalinho, no cavaquinho; Humberto, no violão; Nêgo, como percussionista; Joãozinho, no banjo; Teodolino, na percussão e a filha do Miguel do cacau, como vocalista.
TOMÁS DE SENNA COMO FUNDADOR E MAESTRO DE CLUBE MUSICAL EM ABAETEUBA:
TOMÁS DE SENNA. Justificativa: cametaeense de Coruçambá, lavrador na localidade Costa Maratauíra, município de Abaetetuba/Pa, viajante marítimo, comerciante, político, chegando a ser vogal da Intendência de Abaeté, vereador e presidente da Cãmara Municipal em 1953 e prefeito interino, fundador e presidente do Clube Musical 15 de novembro em 1913, casou com Virgínia Rodrigues, filha do músico Adalberto Benedito Rodrigues e faleceu com 81 anos de idade. São filhos de Tomás de Senna e Virgínia Rodrigues de Senna: Lili Sena, Ozéias, Nilamon, Ulisses e Carolina Sena, sendo que Nilamon foi músico multi-instrumentista tocando nas Folias de Santos e cordões juninos de Abaeté.
LACERDA E FILHOS E AS MÚSICAS DE SERESTA:
SR. LACERDA E FILHOS. Justificativa: criadores do conjunto de Seresta LUAR DE ABAETÉ, que fez sucesso por mais de 10 anos e tinha como componentes: Cabinho, no violão; Mário Antônio (irmão do Cabinho), na tubadeira; Cardinal, no clarinete; Humbertinho, no violão; Cavalinho, no cavaquinho e Lacerda (o pai de Cabinho e Mário Antônio Lacerda), no pandeiro e “croner” (cantor). O pandeiro do Velho Lacerda deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
VICENTE MACIEL COM O SEU INSTRUMENTO BUMBO E COMO PRESIDENTE DA BANDA CARLOS GOMES:
VICENTE MACIEL. Justificativa: antigo e idealista músico da Banda Carlos Gomes nascido a 19/5/1909, e tocava prato e bumbo na Banda Carlos Gomes e bateria nos conjuntos musicais de Abaetetuba e já idoso com 73 anos de idade e doente, devido o falecimento do Mestre Rui Guilherme em 26/7/1982, assume a direção da dita banda em outro período crítico de decadência da mesma e tudo faz para reerguer a famosa banda e preservar seu acervo musical e documentos que, infelizmente, foram destruídos pela má conservação ou extraviados por descuidos dos órgãos da cultura. Seu famoso instrumento musical, o Bumbo ou Pratos, deveriam ficar preservados no Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

JOSÉ LOUREIRO MAUÉS, COMO MÚSICO ECLÉTICO, MEMBRO DE CONJUNTOS MUSICAIS E CONJUNTOS DE SERESTAS:
JOSÉ LOUREIRO MAUÉS/Zé Mestringue. Justificativa: nasceu na localidade rio Tucumanduba a 10/2/1946 e já é falecido e desde menino já tocava instrumentos musicais, como: violão, cavaquinho, banjo, bandolim e era amante dos chorinhos e das serestas e foi compositor musical e aprendeu música com o Mestre Xavier e o seresteiro Dico. Zé Mestringue se destacou individualmente pelas serestas e tornou-se referência no violão e cavaquinho, compôs peças musicais e chegou a tocar no Jazz Abaeté. Mas não gostava de ficar preso aos esquemas dos conjuntos musicais e seguiu uma carreira individual na música, tocando principalmente nos grupos de serestas e nos eventos culturais da cidade. Seu Cavaquinho e Banjo deveriam ficar preservados no Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
PADRE LUIZ DE FRANÇA DO AMARAL VARELLA COMO INCENTIVADOR DA CULTURA MUSICAL:
PADRE LUIZ DE FRANÇA DO AMARAL VARELLA/Padre Luiz Varella. Justificativa: era um incentivador dos desportos, da educação, da cultura e da música na cidade de Abaeté. Foi ele, com ajuda de amigos, quem fundou o Clube Vera Cruz, a Liga de Torcedoras do Vera Cruz, o Teatro de Nossa S. da Conceição e o seu “Grupo Scênico” e escolas no município. Como amante da música, junto com o Mestre Jerônimo Guedes, ajudou a fundar a Banda Musical Paulino Chaves, participando da diretoria da banda e que recorria às autoridades, para tentar seduzir os músicos da Banda Carlos Gomes para trocar de lado, devido ele estar atritado com os dirigentes da Banda Carlos Gomes. Esse assédio não produzia muito efeito, devido a fidelidade dos músicos da Banda Carlos Gomes.

VERIDIANO GÓES TEIXEIRA COMO CARNAVALESCO E COMPOSITOR DE MÚSICAS CARNAVALESCAS E DE ENREDOS DE ESCOLAS DE SAMBA:

VERIDIANO GÓES TEIXEIRA. Justificativa: além de excelente jogador de futebol em Abaetetuba, também era compositor musical, especialista em canções carnavalescas, nascido em Abaetetuba no dia 26/8/1934. Compunha músicas e participava dos blocos de rua da cidade de Abaeté. Suas principais composições: “Rainha do Tocantins”, “Carajás, Serra Dourada”, “Amazônia”, “Nossa Pobre Terra Rica”, “Biquini Vermelho”, “Conde, Vila Antiga”, “Roubaram Minha Nêga”, “Volta pro nosso barraco” e “Vou embora deixar minha Carajás”, que na maioria são sambas-enredos de exaltação ou protestos pela degradação da Amazônia. Possui uma música de carnaval que nunca saiu de cartaz, denominada “Abaetetuba, terra morena”. Vide letra dessa música abaixo:

ELZA DE JESUS DA SILVA PAES COMO INCENTIVADORA E ORGANIZADORA DE FESTAS E EVENTOS CÍVICO-MUSICAIS:

Professora ELZA DE JESUS DA SILVA PAES, idealista organizadora de festas cívico-literárias nos anos de 1950 e 1960, que procuravam despertar sentimentos patrióticos nas pessoas presentes a essas sessões, com peças de poesias, de teatro com dramas e comédias e variadas danças folclóricas e de balés, cantos e corais e também as apresentações da festa da Independência, o 7 de Setembro, quando organizava desfiles escolares, competições esportivas e números de ginásticas. Praticamente em quase todos os dias festivos do calendário escolar, lá estava a Professora Elza a preparar suas crianças do Grupo Escolar, onde era diretora, organizando números variados para despertar sentimentos nativistas, cristãos, humanitários e de amor à natureza.

CHICO SENA COMO BRILHANTE COMPOSITOR E COMO MÚSICO E CANTOR DE UMA TRADICIONAL FAMÍLIA DE ARTISTAS DE ABAETETUBA:

CHICO SENA, nascido a 7/4/1960 em Abaetetuba e falecido em 4/1996, em Belém/Pa, iniciou sua carrreira de músico ainda adolescente em Abaetetuba, tendo se tornado cantor, músico e compositor musical brilhante em Belém/Pa para onde se mudou. Chico Sena veio de uma família de músicos e cantores, artistas, foi pioneiro tocando em bar, citado em 1999 e foi autodidata em música, tendo aprendido a tocar violão, com a mão esquerda e na  maturidade musical concorreu em vários festivais, tendo composto a conhecida música “Flor do Grão-Pará” no Festival da FCAP entre 1985 e 1986 e foi artista tipo boêmio, junto com outros grandes artistas, poetas e músicos de Belém. Vide abaixo a Família Musical de Chico Sena.

NOMES DA MUSICALIDADE AINDA ATUANTES EM ABAETETUBA E OUTRAS LOCALIDADES:


CHICO SENNA E SUA FAMÍLIA DE ARTISTAS:

Além das qualidades musicais de Chico Senna, a sua importância para a musicalidade de Abaetetuba também reside no fato desse extraordinário cantor, músico, compositor e intérprete ter saído de uma tradicional família de músicos, artista e cantores de Abaetetuba, incluindo seus avós, bisavós, pais, irmãos, primos e filha, que se destacam na musicalidade de Belém, alguns com nome já consolidado no segmento musical, como veremos abaixo.

Francisco César de Senna Matos/CHICO SENNA), cantor, violonista e compositor, nascido em Abaetetuba/PA a 07/04/1961 e falecido em Belém/PA 27/04/1986, era filho de Alexandrina Xavier de Senna e Aryto Matos. Chico Sena começou a estudar música autodidaticamente aos 13 anos, era canhoto e tocava sem inverter as cordas e aos 15 anos já tocava e cantava nas rodas musicais de Belém, para onde foi morar. Em 1978, aos 16, Chico descobre as atividades noturnas da Capital e, assim, tornou-se um dos maiores boêmios de Belém e desfrutando de grandes amizades nesse meio, que lhe proporciona a inspiração para compor suas belas músicas, algumas das quais feitas em parcerias com esses amigos da vida noturna de Belém e onde Chico Senna fazia suas inesquecíveis apresentações de voz e violão.

A tendência musical de Chico Senna, como já dissemos acima, veio do seio de uma tradicional família de Abaetetuba,  que carregava no DNA o pendor para a musicalidade, em seus variados aspectos, especialmente no aspecto dos grandes instrumentistas, mestres musicais e músicos de sua família e, mais recentemente, na composição e interpretação musical a partir de Chico Sena, seus irmãos, primos e outros familiares.
E Chico Senna é considerado um dos maiores compositores da música do Pará e com uma vasta produção autoral que já foi gravada, regravada por grandes nomes da arte musical do Pará, e teve parte desse trabalho autoral editado pelo Núcleo de Artes da UFPA, que com isso demonstra o valor do grande compositor musical e também a realização de inúmeros shows musicais para mostrar suas grandes composições musicais.

Chegando a Belém na década de 1980, ainda nos anos da juventude, viveu intensamente esse período em bares, casas de show e teatros do Estado, compartilhando essa fase de sua vida com os grandes nomes da musicalidade de Belém, até sua morte aos 26 anos, em 1986, e o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa, a 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.

Músicas de Chico Senna que mereceram do Núcleo de Arte da UFPA uma edição discográfica, que são verdadeiras joias musicais do cantor abaetetubense:
Beijo Cego (Chico Sena e Zé Pretinho, na voz de Walter bandeira
Rua da Solidão (Chico Sena e J.J. Paes Loureiro), na vaoz de Albinha
Cais (Chico Sena e Alcyr Guimarães), na voz de Alcyr Guimarães
Porto do Sal (Chico Sena e J. J. Paes Loureiro), na voz de renato Nil
Leonor (Chico Sena, Ruy barata e Antonio Galdino), na voz de Pedrinho Cavalero
Gosto de sal (Chico Sena e Alexandre Sousa)
Olhar pirata (Chico Sena e Marcos André
Meu boi-bumbá (Chico Sena e Antonio Galdino), na voz de Ronaldo Silva
Portão do mar (chico Sena), na voz de Eduardo Dias
Clara (Chico Sena), na voz de Toninho Cunha
Adeus (Alexandre Sena e Chico Sena), na voz de Alexandre Sena
Flor do Grão-Pará (Chico Sena), na voz de Chico Sena 
 Abril 2007

Outra Relação Musical de Chico Senna que foi objeto de uma homenagem por parte de seus amigos artistas e gravadas em CD:
CD Chico Senna, v. 3 da Série Música e Memória, homenagem de um grupo de jovens músicos e cantores que conviveram com o artista:
Beijo Cego, com Zé Pretinho, na voz de Walter Bandeira
Rua da Solidão, com J. J. Paes Loureiro, na voz de Albinha
Cais, com Alcyr Guimarães, na voz de Alcyr Guimarães
Porto do sal, com J. J. Paes Loureiro, na voz de Renato Nil
Leonor, com Rui Barata e Antônio Galdino, na voz de Pedrinho Cavalero
Gosto de sal, com Alexandre Sousa, na voz de Alexandre Sousa
Olhar Pirata, com Marcos André, na voz de Delço Taynara
Meu Boi-Bumbá, com Antônio Galdino

FLOR DO GRÃO-PARÁ:

Entre as inúmeras composições de Chico Senna, Flor do Grão-Pará é um verdadeiro hino à cidade de Belém, que foi feita para homenagear os 395 anos de Belém, cidade que teve o privilégio de acolher o talento desse grande cantor, músico e compositor com origem em Abaetetuba.

Letra e música: Chico Sena
A voz desta gravação está no CD: Chico Sena - Série música e memória - Volume 3 - UFPA (núcleo de música), na voz do Walter Bandeira:

Sim, eu tenho a cara do Pará
O calor do carimbó
O uirapuru que sonha
Sou muito mais,
Eu sou,
Amazônia
Rosa flor vem plantar mangueira
E o cheira_cheira do tacacá
Meu amor ata a baladeira
E balança a beira do rio mar
Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem ver-o-peso do meu cantar
Belém, Belém és minha bandeira
És a flor que cheira do Grão Pará
Belém, Belém do Paranatinga
Do bar do parque do bafafá
Bentivi, sabiá, palmeira
Não dá baladeira
Deixa voar
Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem ver-o-peso do meu cantar
Belém, Belém és minha bandeira
És a flor que cheira do Grão Pará

Os Irmãos e Demais Parentes, Artistas da Família de Chico Senna:

Igualmente como Chico Sena, seus irmãos e irmãs vieram da mesma família citada acima como, Tadeu, Alba Maria, Alexandra Senna, que juntamente com muitos outros membros dessa família de artistas que atuam na cena musical do Pará.

ALBA MARIA:

A cantora, compositora e intérprete Alba Maria, irmã de Chico Senna, recebeu a influência de sua família de músicos e artistas.

Alba Maria é uma cantora e compositora consagrada na cena musical do Pará, tendo se apresentado no Teatro Waldemar Henrique com o show “Retrato em Branco e Preto”. Acompanhada pelo pianista Paulo José Campos de Mello, quando interpretou músicas de Chico Buarque de Hollanda, como “Geni e o Zepelim”, “Valsinha”, “Mar e Lua”, “Tango de Nancy”, “Joana Francesa”, entre outras, que fazem parte do repertório de Alba. Além disso a concepção cênica e musical do show saiu da criatividade da própria Alba Maria. Seu talento foi reconhecido a partir de 1984, quando passou a cantar profissionalmente na noite paraense, acompanhada por grandes músicos paraenses como Guilherme Coutinho, Nego Nelson, Zé Luiz Maneschy e pelo próprio irmão, Chico Sena.

Em 1986 Alba Maria passou a residir na Itália, onde se formou em Letras e Artes e lá foi vencedora, por dois anos consecutivos, do Festival Musicanta (Trieste/Itália), como Melhor Intérprete e Melhor Performance e obteve o segundo lugar no Festival I Cercatori Di Perle, realizado pela RAI (Rádio e Televisão Italiana), promovendo assim a música brasileira, inclusive o cancioneiro paraense, pelos países europeus onde se apresentou, como França, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Suíça, Croácia, Eslovênia, entre outros.

Em temporada no Brasil, participou e foi vencedora de vários festivais de música popular por todo o país, com destaque para o Fecam – Festival da Canção de Marabá em 1995, onde obteve os prêmios de Melhor Música, Melhor Intérprete, Melhor Arranjo e Melhor Letra.

Participou de diversos CDs, como intérprete convidada, entre os quais, “Made In Pará”, “Música e Memória”, “Belém Cheia de Bossa”, “Banquete”, entre outros. Alba participou, como compositora, do CD de Philippe Ferrie em Paris, onde Alba Maria viveu por seis anos.

Com mais de vinte anos de carreira, Alba Maria gravou em 2009 o seu primeiro CD solo, “A Mão de Vênus”, com músicas da compositora paraense Maria Lídia.

Outro show de Alba Maria foi para homenagear uma das maiores cantoras da Música Popular Brasileira, Elis Regina, com o show (14.08.2012) "Tributo a Elis Regina", espetáculo que marca os 30 anos de morte da estrela, onde clássicos eternizados na voz dessa cantora foram  lembrados no show, como "Águas de março", "Como nossos pais", "Cartomante", "Beguine dodói" e "A bela do apocalipse".

ALEXANDRA SENNA:

ALEXANDRA SENNA é irmã de Chico Senna e, como seus irmãos, também é autodidata em música, e canta e toca violão desde os 6 anos de idade e aos 17 anos entra para o Conservatório Carlos Gomes, onde teve aulas de canto. Em seu início de carreira na musicalidade fez parte do Coral Helena Coelho Cardoso, da Escola de Música da UFPA. Se apresentou e ganhou prêmios em diversos festivais de música popular como melhor compositora e intérprete, com grande destaque para 0 1º Festival da Rádio Cultura do Pará, onde conquistou o 1º lugar como cantora e o 1º lugar como melhor interprete com a música “Só meu” de sua composição em parceria com Assis Figueiredo em 2003 e ganhou o 1º lugar do Prêmio Estímulo “Altino Pimenta”, pela III Bienal Internacional de Música de Belém/2004. Em 2005, 2006, 2007, participou de diversos registros musicais e em 2009 lanço seu próprio CD “Só meu som”, arrojado e de extrema beleza.

HENRIQUE SENNA:

O cantor, músico e compositor HENRIQUE SENNA é da mesma família Chico Senna, família de origem portuguesa que era dona de engenhos de cana-de-açúcar, herdados de seus bisavós, um deles chamava-se 'Ayres Henrique', de quem recebi o nome em homenagem.Teve um bisavô maestro, minha mãe-avó amava a música e também cantava. Em casa Henrique Senna ouvia muito Chico Sena, Alba Maria, Renato e Toninho Cunha (primos e cantores da banda Gaia na Gandaia). Henrique Senna, como cantor profissional já no Teatro Experimental Waldemar Henrique, fazendo homenagem ao seu tio famoso e contando com a presença de cantores famosos no referido do show, como Nilson Chaves, Walter Bandeira, Alexandre Senna, Clarice Senna, o poeta João de Jesus Paes Loureiro e a banda Gaia na Gandaia, em 18/04/2008. No repertório de cerca de uma hora e meia, constaram canções de Chico Sena, como 'Olhar pirata' (composta com o amigo Marco André) e 'Beijo cego' (feita em parceria com o artista noturno Zé Pretinho), e composições do próprio Henrique Sena e de artistas com participação no show. Em 2005 Henrique Senna participou da 2ª edição do CD da 5ª Cultural do Banco da Amazônia, lançado em fevereiro de 2006, gravando beijo Cego, de Chico Senna e Zé Pretinho. Seu som é forte, vibrante, cheio de personalidade, contemporâneo e regado com o melhor de nossas influências musicais e que nos revela a identidade do artista, suas referências, sonoridades que o influenciaram ao longo de sua trajetória.

Portanto, o potencial musical da família de Chico Senna, é a marca de uma família de origem  abaetetubense, que tem outros nomes como Jorge Andrade, Príncipe, Renato e Toninho Cunha do Gaia na Gandaia, Aninha Cunha, Adelaide Matos, entre outros tantos que legitimam a inclusão dessa família de artistas na Musicalidade de Abaetetuba.

JOSÉ MIRANDA COMO LÍDER, CRIADOR E MEMBRO DO CONJUNTO RELÍQUIA E MEMBRO DE OUTROS CONJUNTOS MUSICAIS EM ABAETETUBA:
JOSÉ MIRANDA/Zé Boró. Justificativa: músico nascido a 24/3/1955, em Abaetetuba, criador do grupo musical Relíquia em 1985, conjunto que tocava numa boate social de mesmo nome, sendo também pioneiro no uso de teclado eletrônico, na Avenida Pedro Rodrigues, perto do Posto telefônico da antiga TELEMAR. Portanto, Zé Boró, foi um dos pioneiros no uso de teclado eletrônico e um dos pioneiros em música ao vivo nas boates e bares de Abaetetuba e tocou em vários conjuntos musicais de Abaetetuba.

LUIZ SENA COMO MÚSICO ECLÉTICO, MEMBRO E LÍDER DA BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO E MEMBRO DE GRUPOS DE SERESTAS:                                      
LUIZ SENA/Luís do Nilamon. Justificativa: filho do músico Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético, tocando instrumentos, como trombone, violão, banjo e é perseverante e idealista músico de Abaetetuba, que já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990 e ainda é atuante nos meios musicais de Abaetetuba. 

JOÃO CARDOSO E SEU BANJO E MEMBRO DE GRUPOS DE SERESTA EM ABAETETUBA: 

JOÃO CARDOSO/João do Banjo. Justificativa: ribeirinho da localidade Rio Maracapucu e comunidade Santa Maria, filho do músico Manoel dos Reis e Silva e tocava banjo nas folias e ladainhas dessa localidade e nos antigos grupos de seresta de Abaetetuba. Aprendeu, ainda criança a tocar às escondidas, apenas olhando seu pai tocar, assobiando as músicas, enquanto tocava. Ficou famoso em Abaetetuba figurando nos conjuntos de seresta e atuante até os dias atuais. O banjo do João do banjo deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaeté.

HUMBERTO, COMO VIOLONISTA E MEMBRO DE CONJUNTOS MUSICAIS E CONJUNTOS DE SERESTA EM ABAETETUBA:

HUMBERTINHO. Justificativa: famoso violonista de Abaeté que figurou por muitos anos nos conjuntos musicais e conjuntos de serestas de Abaetetuba, tocando violão, tendo seu nome vinculado a arte musical de Abaetetuba. O violão de Humbertinho deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

CLORIOMAR TRINDADE MARGALHO COMO MÚSICO PRECOCE, FUNDADOR DE CONJUNTOS MUSICAIS, MESTRE E BALUARTE DA MUSICALIDADE EM ABAETÉ:
CLORIOMAR TRINDADE MARGALHO/Mestre Cloriomar. Justificativa: nascido a 19/2/1954, o atual Mestre Cloriomar, foi persistente e idealista músico de Abaetetuba, tendo aprendido a tocar ainda menino e a partir dos 11 anos já fazia parte dos conjuntos musicais locais tocando vilão, guitarra, bateria ou como croner.

Alguns conjuntos onde Cloriomar atuou: nos Neófitos (conjunto musical da Paróquia de Conceição nos anos de 1970), nos “Águias”, onde atuava como baterista, junto com os seguintes músicos: Zé Mestring, na guitarra; Ananias, no baixo; Cardinal, no clarinete; João de Deus, no acordeão e croner. “Jazz União”, aos 13 anos de idade, onde tocava violão e com os seguintes músicos: Nêgo, na bateria; Santos Ferreira, no trombone; Velho Vicente, no pistão; Tomás (filho do Velho Vicente), no 2º pistão; Celino, no saxofone tenor; Benedito, no saxofone alto; Cloriomar no violão e Sandango, como cantor. Atuou no renomado conjunto, “Veira e Seu Conjunto”, do Mestre Vieira, da cidade de Barcarena, onde tocava guitarra-base, tendo gravado 2 discos com esse conjunto. Em 1979, Cloriomar forma o seu próprio conjunto, o “Pop Som”, que tinha a seguinte formação: Massafra, na bateria; Chileno, como vocalista; Thê (José Domingos Margalho), como vocalista; Nonatinho, no baixo; Cloriomar, na guitarra base e Cardinal, no saxofone. Em 1980, Cloriomar, forma um novo conjunto, chamado “Os Gênios”, com a seguinte formação: Cloriomar, o líder e cronner; Beto, na guitarra base e vocalista; Natinho, no contrabaixo; Massafra, na bateria; Cabinho (hoje dentista), no teclado e, entrando depois, Ademar, na guitarra base e como vocalista. Em 1982 Cloriomar tocou guitarra solo e como vocalista no conjunto Grasom, fundado pelo comerciante e técnico  em eletrônica, Gracito. Tocou no famoso conjunto musical chamado “Os Muiraquitãs”, no ano de 1976, conjunto criado pelo folclórico Gigi (Hermenegildo Solano Gomes), que não era músico, mas proprietário de uma famosa boate, a Boate Borboleta ou Boate do Gigi. Cloriomar também tocou no famoso conjunto “ D. M. Show” criado pelo conhecido e bom músico Daniel Margalho, este filho do Mestre Chiquinho Margalho. Cloriomar, até a presente data (11/2011), tinha a música como uma paixão, tocou nos conjuntos musicais da sua época, fundou outros conjuntos e viveu somente da música e para a música.

Cloriomar Trindade Margalho, atualmente é chamado de Mestre Cloriomar, pela grande contribuição que deu à musicalidade de Abaetetuba, como músico, e ajudando na formação de tantos outros músicos e conjuntos musicais de Abaetetuba. Ele e seus antigos amigos, músicos do famoso conjunto Os Muiraquitãs, e com apoio de muitos de seus amigos e fãs do cenário musical de Abaetetuba, reergueu esse antigo conjunto, que fez apresentações na edição 2012 da Semana de Artes e Folclore de Abaetetuba, 8/2012, e apresentação na TV Cultura de Belém/Pa, como conjunto musical detentor de méritos quanto ao ritmo do Carímbó e da Misturada Musical de Abaeté.

ANTONIO BRAGA DA COSTA JÚNIOR COMO COMPOSITOR MUSICAL E INCENTIVADOR DA CULTURA MUSICAL DE ABAETETUBA:

ANTONIO BRAGA DA COSTA JÚNIOR. Justificativa: nascido em Belém/Pa A 30/11/1971, músico que toca violão, cantor e compositor e adepto e incentivador da cultura popular em Abaetetu ba, especialmente a cultura musical e que escreveu apontamentos musicais sobre a influência da religião na cultura musical de Abaetetuba, como tese de monografia de curso superior, que reunidos pelo professor Antonio Maria de Souza Santos, se transformaram no livro “O Imaginário Religioso na Musicalidade dos Artistas de Abaetetuba (1930-1955)”, de 2008, fazendo parte da Coleção “Cultura Ribeirinha” – Vol. 1, e que se tornaram referências para a pesquisa musical em Abaetetuba.
Ofertório Paraense

A. Júnior e Valdenora

   Eu trago neste ofertório Senhor tudo aquilo que eu
    Posso te dar. Tem a farinha de mandioca, pimenta,
                                                                        arroz e feijão.
      Tem tucupi do tacacá, é da nossa terra e do nosso
                                                                                        chão.
      É do Pará este ofertório, é um pouquinho do que a
Gente tem. É do Pará este ofertório e venha ver o que
                                                          ainda temos também!
      Tem açaí e taperebá, pupunha, bacaba e maracujá,

Tem apelo deste povo que não tem casa para morar.
   Tem patchuli e manjericão é banho de cheiro de São
   João. Tem quadrilha e boi-bumbá; é da nossa terra é
                                                                            do São João.
Tem acará, tem tucunaré, o boto, boiúna e o poraquê.
                                         Tem a alegria o Círio de Nazaré.

O livro sobre musicalidade de Antonio Braga da Costa Júnior, deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
LUIZ GONZAGA MACIEL LOBATO COMO MÚSICO E CRIADOR DO CONJUNTO DE ROCK KAOS & SKOMBRO:

LUIZ GONZAGA MACIEL LOBATO/Gonzaga. Justificativa: professor formado em História e, quando jovem, foi músico adepto do gênero rock, tendo criado a banda “Kaos e Scombro”, anos de 1970, que foi banda  de Heavy Metal, e Gonzaga foi compositor musical e autor do trabalho de conclusão de curso superior denominado “A Evolução Musical de Abaetetuba desde o ano de 1880”. O professor Luiz Gonzaga toca violão, guitarra, usando esse dom em suas aulas de História e é casado e com filhos, morando atualmente em Belém/Pa. A guitarra de Luiz Gonzaga Maciel Lobato deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaeté.

MARIA DE NAZARÉ CARVALHO LOBATO COMO FOLCLORISTA, CRIADORA DE GRUPOS CULTIRAIS, COMPOSITORA MUSICAL E INCENTIVADORA DA CULTURA EM ABAETETUBA:
MARIA DE NAZARÉ CARVALHO LOBATO. Justificativa: professora, poetisa, folclorista e escritora, incansável defensora e pesquisadora da cultura de Abaetetuba, que no seu livro “Fotolendas”, relata, com riqueza de detalhes, os antigos cantos, danças, folias, carnavais, eventos da quadra junina como, casamentos na roça, cordões juninos, cordão de bois e as pastorinhas e outros eventos festivos de Abaeté. A professora Maria de Nazaré também tentou resgatar algumas antigas danças de Abaeté, que eram apresentados nos festivais de cultura do município. É um grande nome da musicalidade de Abaetetuba. A professora Nazaré Lobato já escreveu inúmeros livros que resgatam muitos aspectos da musicalidade de Abaetetuba e esses livros devem fazer parte do acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
NEUSA RODRIGUES COMO COMPOSITORA E CANTORA EM ABAETETUBA:

NEUSA RODRIGUES. Justificativa: professora, poeta, autora e compositora musical de renome em Abaetetuba, e com dezenas de composições musicais, algumas das quais foram laureadas em diversos concursos musicais dos quais participava e que, levada por seus grandes méritos culturais, chegou a ocupar várias funções públicas relativas em órgãos da cultura e  educação na cidade. Gravou um memorável disco com algumas músicas de cunho religioso que até os dias atuais ainda são tocadas nas rádios e igrejas de Abaetetuba. 

OTÁVIO PIMENTEL TRINDADE/PARENTE E AS APARELHAGENS DE SOM AMARAJOARA E SUPER MARAJOARA:

OTÁVIO PIMENTEL TRINDADE/Parente, tradicional dono da aparelhagem de som Marajoara, posteriormente, Super Marajoara, para eventos e festas e serviço de publicidade ambulante, atuante até os dias atuais, é casado e com filhos: Alex e Otávio Ribeiro Trindade.

ADENALDO SANTOS CARDOSO COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL E GRANDE ADEPTO E DIVULGADOR DAS MÚSICAS DE RAUL SEIXAS EM ABAETETUBA:

ADENALDO SANTOS CARDOSO. Justificativa: filho de Alexandre Cardoso, casado com Joelma Paes e com filhos, cantor e compositor musical, autor de várias canções de cunho regionalista, que procuram exaltar a cultura de Abaetetuba, suas belezas naturais e sua gente e canta com perfeição as músicas do cantor Raul Seixas e que participando do concurso de música do 8º MIRITIFEST conquistou o 1º e 2º lugar desse festival e participou com méritos de vários concursos de músicas, tendo sido laureado com vários prémios, inclusive na edição 2012 da Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba.

XXXI SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA
1° Lugar - Uma Canção para Abaetetuba 
Em, 15 de agosto de 2012
MIRITIFEST, MADE IN BRAZIL
Autoria: Agenaldo Cardoso / Adenaldo Cardoso 
Intérprete: Jillyan Kleber
                                       

Do teu corpo fiz minha casa
Da tua pele o meu varal
Dos teus cabelos fiz o meu teto
Do teu sangue o meu mingau
Dos teus braços surgem outras formas
Mosaicos do teu festival

Miro teu mundo
Mundo encantado
Mergulho fundo "tibum" no teu rio
Em Abaetetuba tu és laureado
Miritifest, made in Brazil

Árvore da vida enraizada
Às margens de rios e igarapés
Te transformam em passarinhos
Cobras, tatus e jacarés
Às mãos que esculpem a história
Semeiam tuba aos pés de Abaeté 

Miro teu mundo... (REFRÃO)

Brinquedo de miriti
Desejo e imaginação
Da vida tu és uma escola
De existência e formação
Os polens da tua cultura
Fecundam a minha paixão

Miro teu mundo... (REFRÃO)

Mauritia Flexuosa
Gloriosa, transcendental
Caminha com Nossa Senhora
Desfila no carnaval
Profana e religiosa
Formosa Palmeira Real

Músicas extraídas do livro de Antonio Braga da Costa Júnior:
Encanto e Desencanto – Autoria: Adenado Cardoso
Já cansei de matutar
Oh! Abaeté do meu Pará
Vila de Beja, o que será?
O boto preto, não vi passar.

Abaetetuba, nossa morada
Quem vem aqui tende a voltar
Mas muita coisa está errada
Se está errada, vamos falar
Entenda que nós entendemos
Que a cobra grande não morreu no mar
Sabemos que a curupira não morreu na mata, nem se perdeu por lá.

Já cansei de matutar ...(refrão)

Nossa esperança: um pó, mais nada
Beira, beirada, não tem mais cais
Praia de Beja, apedrejada
Fede a queimada nos matagais
Entenda que nós entedemos
Que o lobisomem não esqueceu o luar
Sabemos que pela Pacoca
O encanto desemboca durante a preamar

Já cansei de matutar...(refrão)

A nossa fama está na cachaça
Mas não tem graça, tem que importar
Falta incentivo, nó na desgraça
Engenhos mortos, sonhos no ar
Entenda que nós entendemos
Que tia Matinta não morreu num bar
Sabemos que o passarinho só perdeu seu ninho
Porque não quis lutar.
Beira – Autoria de Adenado Cardoso
Beira, feira
É bom te ver
Ó Beira!

Braços abertos de Abaetetuba
Caminho pro Sol, passagem pra Lua
Ribanceira talhada nos moldes da rua
De dia se veste, de noite está nua

Beira...(refrão)

Começo, comércio, beira da cidade
Aconchego do rio, hospitalidade
De grande verdade, do Obrigado Senhor
Da nossa saudade, da alegria e da dor

Beira...(refrão)

Do Maratauíra, de peixes pescados
Da nossa cuíra, de barcos cansados
De sono perdido, de gente sofrida
Do vento atrevido, de água ferida

Beira ...(refrão)

De montaria, canoa, carrinho de mão
Do Dico Souza e seu violão
De Kemil dos Santos, de Lucídio e João
De Maria Coroa cheirando a pensão

Beira ...(refrão)

De Nicola Parente, Humberto e Janjão
De Zariquinho, Contente, Duquinha e Conceição
De marcas no chão, de nossos ancestrais
De contradição, de Chile e Novaes

Beira ...(refrão)

Do tipiti retorcido, de sonhos compridos
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejadas, de velhas ilusões
De ponte, calçada, de raça e rações

Beira ...(refrão)

Do Aricá de açaí, da cuia pitinga
Da Justo Chermont, do cheiro de pinga
Beira, onde mora o poente
Feira, democraticamente
Lugar de homem valente
“Beira”
“Beirada”
“Beirão”
“Lá embaixo”
Também “Calçadão”

NEI VIOLA COMO CANTOR, COMPOSITOR E PROFESSOR DE MÚSICA DE ABAETETUBA:

NEI VIOLA. Justificativa: músico, cantor, compositor, arte-educador de Abaetetuba e membro de grupo de Tiração de Reis, já com obra consolidada de grandes composições musicais. Também é excelente violonista em Abaetetuba e cantor noturno pelos bares e restaurantes da cidade.

CABINHO LACERDA COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL E MEMBRO DE GRUPOS DE SERESTAS DE ABAETETUBA:

CABINHO LACERDA e sua família fazem parte da Musicalidade de Abaetetuba pelo grande contributo que deram à arte musical em nosso município. O Sr. Lacerda e filhos criaram grupos de seresta na cidade de Abaetetuba que deixou marcas profundas no cenário musical da cidade.

Lacerda e Filhos e as Músicas de Seresta:


SR. LACERDA E FILHOS, criadores do conjunto de Seresta LUAR DE ABAETÉ, que fez sucesso por mais de 10 anos e tinha como componentes: Cabinho, no violão; Mário Antônio (irmão do Cabinho), na tubadeira; Cardinal, no clarinete; Humbertinho, no violão; Cavalinho, no cavaquinho e Lacerda (o pai de Cabinho e Mário Antônio Lacerda), no pandeiro e “croner” (cantor). O pandeiro do Velho Lacerda deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
Conjunto “Piçarra”:

Os músicos Cardinal e Daniel Margalho também faziam parte do grupo de seresta “Piçarra”, que foi um dos primeiros desse tipo e que contava, ainda, com os componentes: Mario Lacerda, como cantor e pandeirista; Dico Sousa, no violão e Cabinho, como vocal e no violão.

CABINHO LACERDA, seguiu carreira no cenário musical do Pará, como cantor, músico e compositor de talento inquestionável, e já tem em registro o seu trabalho com discos gravados. É um violonista de grande talento e atualmente está concluindo Licenciatura Plena em Música, pela UFPA e atua como professor de música. Já possui mais de 150 premiações em festivais. No início de carreira foi eleito Cantor Revelação do tradicional Baile dos Artistas do Pará.

FRUGAL - CABINHO

PENSO NÃO MAIS TE-LA
E TROPEÇO NAS ESTRELAS,
VÔO PELAS ASAS DO SONHAR.
FRUGAL É O MEU MUNDO
MAS QUAQNDO VEM DO FUNDO,
LOUCA, UMA VONTADE DE CANTAR,

SURGES COMO UM VENTO,
INVADE O PENSAMENTO,
ARREBATA O CORAÇÃO.
CONJUNÇÃO AMIGA,
FORMATA-SE EM CANTIGA.
NÃO LIGUES, NUNCA MAIS, PRA DIZER NÃO.

VIAGEM SÓ DE IDA,
ENTRAR NA TUA VIDA,
COMPARTILHAR UMA NOVA CANÇÃO.
LEVAR O AMOR A SÉRIO
SEM UM "AR DE MISTÉRIOS".
UM QUEBRA-CABEÇAS DE ILUSÃO.

SEMBLANTE QUE ME INCULTE
AO CONTEMPLAR NO ORKUT
UM SORRISO ENCANTADOR.
FLOR QUE NÃO SE REGA,
SE COLHE N


Cabinho Lacerda em 27/9/2012: 

Caro professor, vamos dar uma melhorada no meu perfil.


Cabinho Lacerda, cantor, compositor, violonista e professsor com Licenciatura Plena em Música pela UFPA. Coleciona mais de 150 premiações em festivais, destacando-se: BANCO DO BRASIL, ALBRÁS, FECAN (Trombetas), FEMPO (Oriximiná), I FESTIVAL CULTURA DE MÚSICA, I FESTIVAL DA MÚSICA DO PARÁ, SERVIFEST, SEAFA (semana de arte e folclore de Abaetetuba). Foi o primeiro vencedor do Festival da Música Tema do MIRITIFEST. Cabinho Lacerda, com o chôro PIRRAÇA, de sua autoria venceu o FESTIVAL NACIONAL DOS CORREIOS em Goiânia, concorrendo com mais de 600 músicas de todo o Brasil. Foi coordenador de Cultura do Baixo Tocantins e Diretor da Fundação Cultural de Abaetetuba. No começo da sua carreira foi premiado CANTOR REVELAÇÃO do tradicional BAILE DOS ARTISTAS em Belém. Gravou 4 discos, recebendo, com o SELENITA, premios da Secult por estar entre os três melhores disco da época. Pela segunda vez consecutiva teve Projeto aprovado pela Lei SEMEAR. onde pretende gravar composições com grandes parceiros como Jorge Campos (in memória), Renato Gusmão, Orlando Cassique e João de Jesus Paes Loureiro (parceiro de BRINQUEDO DE MIRITI, o primeiro tema do MIRITIFEST).
LIAL BENTES COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL EM ABAETETUBA:

LIAL BENTES. Justificativa: milita desde a década de 1970 como cantor e compositor, tendo nesse tempo todo gravado vários discos de sucesso, foi incentivador da Banda Nossa nos anos de 1990 e é grande incentivador das artes musicais e outras culturas. Atualmente Lial Bentes reside na cidade de Redenção/Pa, porém ainda atua como cantor e vem sistematicamente à Abaetetuba participar de feiras, festivais e outros eventos que exigem a musicalidade em sua programação. Lial Bentes gravou vários discos, sendo que o 2º foi gravado em 2/1999.

JOSÉ JAIME BRASIL XAVIER COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL EM ABAETETUBA E LÍDER DA BANDA JOELHO DE CAMARÃO:

JOSÉ JAIME BRASIL XAVIER. Justificativa: nascido em Santarém/Pa, violonista, cantor e autor musical, incentivador das artes musicais e fundador da banda Joelho de Camarão que toca músicas da MPB e também músicas da lavra de seu criador.

JÚLIO ORLANDO DOS SANTOS COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL:
JÚLIO ORLANDO DOS SANTOS, cantor, poeta, autor musical com músicas de exaltação à cultura de Abaetetuba. Vide postagem sobre Júlio Orlando dos Santos. 

ALCIMAR CARNEIRO DE ARAUJO COMO CANTOR E DIVULGADOR DE MÚSICAS ROMÂNTICAS EM ABAETETUBA:

ALCIMAR CARNEIRO DE ARAUJO, filho de Stoesel Orlando Lima de Araujo/Bacuritita e Andrelina Carneiro/Dedé,  nascido a 19/12/1935, é um dos maiores mestres sapateiros de Abaetetuba e empresário no ramo de calçados em Abaetetuba, abnegado e idealista futebolista desde os anos de 1950 e desportista, articulista esportivo em jornais locais, detentor de memória privilegiada no tocante ao futebol  e demais aspectos da cultura de Abaetetuba, e é amante sem reservas das antigas músicas românticas da Era do Rádio etambém atua como cantor desse estilo de música, como boleros e sambas-canções, que se apresenta em eventos musicais e já tendo gravado CDs sobre referidas músicas, tornando-se, portanto, um admirável incentivador desse estilo musical em Abaetetuba.

JEBA COMO MÚSICO E CANTOR E LÍDER DE CONJUNTO MUSICAL EM ABAETETUBA:

JEBA, músico de muitas qualidades e que toca em eventos festivos da cidade de Abaetetuba e nas épocas da grande demanda musical na cidade ou eventos culturais, organiza seu conjunto musical chamado “Jeba e Banda”.

FRAN JOHN COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL E MEMBRO E LÍDER DE CONJUNTOS MUSICAIS EM ABAETÉ:

FRAN JOHN, talentoso músico, vindo dos grupos de jovens católicos e autor de várias músicas que ainda hoje são cantadas nas rodas musicais da cidade, foi secretário da cultura em Abaetetuba e ainda está em atividadades na Musicalidade de Abaetetuba.

RAY JOHN COMO CANTOR E MEMBRO DE CONJUNTOS MUSICAIS EM ABAETETUBA:

RAI JOHN, cantor oriundo da banda Neófitos, do âmbito da Igreja de Nossa S. da Conceição, que ainda hoje participa desse grupo musical e participa de alguns eventos festivos e musicais da cidade.

FRAN MENDES COMO MÚSICO E FUNDADOR DA BANDA NEÓFITOS EM ABAETETUBA E MEMBRO DE CONJUNTOS MUSICAIS:

FRAN MENDES, com muitos jovens de sua época foi pioneiro, desde os anos de 1970, no antigo grupo de jovens Neófitos, da Igreja Catedral de Nossa S. da Conceição, criado e apoiado pela influência do pároco Padre Célio, da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Abaetetuba. Além da música esse grupo também encenava peças teatrais, grupo que revolucionou o modo de celebração de missas em Abaetetuba. Esse conjunto sofreu uma paralização e foi reestruturado pelo mesmo multi-músico Fran Mendes e o conjunto faz parte de uma espécie de Pastoral da Música, tocando nos eventos religiosos da Catedral e dos eventos da Igreja Católica, especialmente na Missa dos Jovens, Círio de Nossa S. da Conceição.

RAIMUNDO NONATO PAES LOUREIRO COMO COMPOSITOR MUSICAL E COMO APRESENTADOR DE PROGRAMAS MUSICAIS EM ABAETETUBA:

NONATO LOUREIRO/Raimundo Nonato Paes Loureiro, escritor, jornalista, poeta, apresentador de programas musicais e autor musical de Abaeté, irmão de João de Jesus Paes Loureiro, nascido em Abaetetuba no dia 4/5/1944. Entre suas obras estão as composições: “Uma canção ao pescador”, de 1980, que obteve o 1º lugar num concurso na cidade de Oriximiná, em música. Ainda continua ativo jornalista e compositor musical em Abaetetuba. Contribuição de Nonato Loureiro à sua biografia de compositor musical:


Raimundo Nonato Paes Loureiro,  nesse tema, compositor musical, tenho a acrescentar que sou autor do 2º hino oficial do município de Abaetetuba (Canção Cívica de Abaetetuba), já transformado em Lei, além de que tenho parcerias musicais com vários compositores, tais como: Luiz Gonzaga Lobato, Adenaldo Cardoso, Fernandinho (Sandália de Ambuá), Jorge Vinente (Oriximiná), Miguel Bobó, Geba, Iacilda Freitas, Edgard Black, João Max, Mestressica, Geraldo Sena, Salomão Habib, Dico Souza (Dico Cururu), entre outros.

Como apresentador musical, comandou o antigo e bem estruturado programa "Por do Som" no palco do J B Porto Restaurante, a partir das 17:00 h, de propriedade de João Basílio Ferreira, programa com  poesias e músicas do belo cancioneiro musical brasileiro, especialmente as músicas do MPB e Nonato Loureiro foi apresentador de um programa nas noites de sábados, das 20 às 22:00h, denominado "Encontro Marcado", na Rádio Comunitária Guarany FM, também com as jóias músicais do cancioneiro musical brasileiro e internacional.


EDU DIAS:


EDU DIAS é compositor, cantor e músico há muitos anos, que em 1986 gravou o disco "Lira d´'agua" que foi lançado em Abaetetuba na Choperia Mariozinho, à Praça da Bandeira  em Abaetetuba e que teve grande receptividade nos meios musicais da época e com grande vendagem de disco. Atualmente reside fora de Abaetetuba e ainda continua a militar no cenário musical paraense.



HUMBERTO COSTA:

Humberto Costa, tem origem na Vila Maiuatá, município de Igrapé-Miri/Pa, e veio para Abaetetuba ainda menino nos anos de 1970, é músico, tocando guitarra e militou em vários conjuntos musicais, fundou a antiga Banda Show Brasil  e ualmente é lider da Banda Retrô Brasil.
OS GRANDES MESTRES MUSICAIS DE ABAETETUBA:
Mestre em Abaetetuba, no seu sentido mais amplo, significa o instrutor, o professor, o educador, o chefe, o guia, o trabalhador artesão, o profissional dono de oficinas variadas.
Na musicalidade em geral o mestre, além de alguns significados acima, possuía os atributos de dirigente de grupos musicais e folclóricos, dirigente dos eventos carnavalescos, juninos e natalinos e significava, ainda, o compositor musical, o professor musical, o multi-músico dotado de grandes conhecimentos musicais, o regente e, sobretudo, o promotor e divulgador das variadas artes musicais que sobrevive nos tempos.

Cada antiga banda ou conjunto musical de Abaetetuba, cada grupo de folia ou cordão junino de Abaetetuba possuía o seu mestre. Alguns mestres dos variados estilos da musicalidade de Abaetetuba:

MESTRE PRUDENTE ARAUJO E IRMÃOS:

PRUDENTE RIBEIRO DE ARAUJO E SEUS IRMÃOS PEDRO E LYCÍNIO RIBEIRO DE ARAUJO. Justificativa e seus irmãos vieram de uma tradicional família de músicos e artistas, entre os quais seus tios: Felippe Santiago de Araujo, Clarindo Araujo, Luiz Joaquim de Araujo e outros, que ajudaram Hermínio Pauxis a fundar o Clube Musical Carlos Gomes, em 25/8/1880. No período de Pedro Araújo/Pedro Ribeiro de Araujo e Prudente, como mestres da banda Carlos Gomes, esta atravessava um difícil período de decadência e, apesar de todo os esforço em soerguer a banda, esta não conseguia se organizar. Os desentendimentos entre os músicos eram grandes e não mais aconteciam os ensaios e reuniões, que não mais permitiam que a Banda voltasse aos seus antigos tempos de glória, só existindo os interesses materiais e financeiros por parte de alguns músicos. Pedro Araujo foi co-fundador do Jazz Abaeté, junto com Miguel Loureiro e, no seu tempo frente à Banda Carlos Gomes, a decadência dessa banda era patente. Nesse clima, no lugar de Pedro Ribeiro, assume, como Mestre da Banda Carlos Gomes, o seu irmão, o moderado Prudente Araújo/Prudente Ribeiro de Araújo, antigo e respeitado músico da banda e que tocava o menor dos instrumentos musicais, o flautim, instrumento que dava um equilíbrio todo especial às fortes notas musicais dos outros instrumentos de sopro. Prudente Araujo ficou por mais de 10 anos à frente da banda, que se encontrava em período crítico de decadência, mesmo por que Prudente se encontrava doente e já muito idoso. Porém, Prudente Araújo era idealista e abnegado, e cheio de boa vontade e amor à arte musical e a antiga banda conseguiu recuperar um pouco de seu antigo brilho. Prudente Araujo se comunica com o músico Rui Guilherme Mendes dos Reis e o coloca a par da situação em que a Banda Carlos Gomes se encontrava e pediu a esse músico que assumisse a missão de novamente soerguer a Carlos Gomes. O Mestre Rui Guilherme aceita a missão e inicia um árduo trabalho, contando com a decisiva ajuda de Prudente Araujo. Nesse tempo era prefeito de Abaeté o Sr. Ronald Reis Ferreira, que deu total apoio ao soerguimento da banda. Lycínio Ribeiro de Araujo, irmão de Pedro e Prudente, também também era músico, professor de música, tendo formado vários músicos de Abaeté.
MESTRE OSCAR SANTOS:
OSCAR SANTOS/Mestre Oscar Santos, idealista músico ribeirinho, que talvez tenha sido o mais notável músico já nascido em Abaetetuba, pela sua impressionante carreira iniciada em Abaeté e que por longos anos desempenhou importantes funções no meio musical local, como contra-mestre da Banda Carlos Gomes. Nascido a 29/12/1905, foi tocador de bombardino, percussão, bateria, saxofone, clarinete e flauta transversa, mestre de música com método próprio e ensinando todos os instrumentos da área de sopros, percussão, violão, violino, acordeon, bandolim, piano e teoria musical própria, e foi compositor musical de dobrados, marchas, valsas, hinos, missas, boleros, sambas, quadrilhas, choros, frevos, lundus, carimbós e poemas, falecido em Macapá a 20/3/1976. Foi ele que compôs o belíssimo hino de Nossa S. da Conceição, denominado Mater Puríssima, com letra do poeta Bruno de Menezes. Vide Músicas e Músicos de Abaeté. Saía pelas cidades vizinhas ensinando música e fundando bandas e tem seu nome perpetuado no Estado do Amapá pelo seu notável trabalho e obras  no campo musical em Macapá/AP.

MESTRE MIGUEL LOUREIRO:
MESTRE MIGUEL LOUREIRO/Miguel Maués Loureiro, antigo músico e mestre da Banda Carlos Gomes, fundador do conjunto musical  chamado Jazz Abaeté e professor de música. Foi através do Mestre Miguel Loureiro que a Banda Carlos Gomes conseguiu voltar a tocar nos Círios de Nossa Senhora da Conceição do qual estava afastada por desavenças dos dirigentes anteriores com os padres capuchinhos.

MESTRE RAIMUNDO COFOROTE:

MESTRE RAIMUNDO COFOROTE, antigo músico da Banda Carlos Gomes, que veio da região ribeirinha e de uma família de músicos: Manoel Coforote, Paulo Coforote.

MESTRE DAMIÃO:

RAIMUNDO DAMIÃO DE CARVALHO/Mestre Damião. Justificativa: foi mestre de toda uma geração de músicos em Abaeté, maestro, compositor, músico eclético na Banda Carlos Gomes. Mestre Damião compôs várias peças para a banda Carlos Gomes.
MESTRE HORÁCIO SILVA: HORÁCIO DE DEUS E SILVA/Mestre Horácio Silva, antigo músico que tocava bombardino e afrenquides na Banda Carlos Gomes, fundador da Banda Henrique Gurjão em 1904.

MESTRE BENJAMIM:

MESTRE BENJAMIM, era cego de um lado do olho e antigo músico da Banda Carlos Gomes e que tocava trompa.

MESTRE AGENOR:

Mestre AGENOR FERREIRA DA SILVA/Mestre Agenor. Justificativa: músico ribeirinho nascido na localidade Bacuri, Ilhas  de Abaetetuba, foi músico eclético, compositor, mestre, maestro, professor de música. Aprendeu a tocar música “de ouvido”, como se dizia. Somente depois de ter aprendido a tocar os instrumentos musicais é que foi aprender teoria musical com o Mestre Raimundo Pauxis. A partir desse aprendizado partiu para as composições musicais. Além das bandas, Agenor Silva criou o seu conjunto musical que tocava nas festas e festividades de santos, ladainhas, missas, coroação de Nossa senhora em Abaeté e pelo interior do município. Junto com Chiquinho Margalho, foi co-fundador da Banda Virgem da Conceição, onde chegou às funções de contra-mestre e mestre de banda. Foi referência em Abaetetuba tocando trombone, instrumento de sua predileção.

MESTRE HERMÍNIO PAUXIS:

HERMÍNIO ANTONIO DA SILVA PAUXIS/Hermínio Pauxis, falecido em 1909 em Abaeté, músico formado no Arsenal de Guerra em Belém que retorna para Abaeté para fundar a Escola de Música 31 de Agosto (dia de São Raimundo Nonato e do nascimento de seu filho Raymmundo Nonato da Silva Pauxis) que congregava seus primeiros alunos e que foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes em 25/4/1880, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, citado em 1904, morador da antiga Travessa Nova em Abaeté, casou com Eleutéria Silva e tiveram filhos.

MESTRE RAIMUNDO PAUXIS:

RAYMMUNDO NONNATO DA SILVA PAUXIS/MESTRE RAIMUNDO PAUXIS, era filho do Mestre  Hermínio Antonio da Silva Pauxis e Eleutéria Silva, e Raimundo Pauxis foi comerciante e  marchante em abaeté, citado em 1922-1931, músico que desde 1902 tocava na Banda Carlos Gomes e que, nessa banda, foi contra-mestre e mestre desde 1906 após o falecimento de seu pai Hermínio Pauxis, falecido em 194. Foi diretor do Jazz Band Carlos Gomes em 1928 e chefiando a Banda Carlos Gomes participa do 1º Círio de N. S. da Conceição, em 1937 já na nova Igreja Matriz, político, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, vogal na Intendência de: Capitão Manoel João Pinheiro em 1893, Domingos de Carvalho em 1915-1918, Manoel Pinto da Rocha em 1918-1919, Cel. Aristides dos Reis e Silva em 1919-1922, Lindolpho Cavalcante de Abreu em 1922-1926, prefeito nomeado de Abaeté (25/4/1945-17/11/1945 e 18/2/1946-12/7/1946), juiz protetor das festas de N. S. da Conceição.

MESTRE RUI GUILHERME:
RUI GUILHERME MENDES DOS REIS/Maestro Rui Guilherme, que assume a Banda Carlos Gomes em 1979, vindo de Belém para Abaetetuba para tirar essa tradicional banda da decadência em que se encontrava. Rui Guilherme também assumiu a direção do conjunto Os Muiraquitãs, que se tornou famoso tocando nas festas da cidade e região, tendo, em 1977 gravado o 1º disco LP e também um 2º LP. No auge da fama do conjunto Os Muiraqutãs, em 1977, acontece um fato lamentável para toda a cidade de Abaetetuba, que foi o pavoroso desastre rodoviário, onde morreram 8 pessoas, sendo 2 componentes dos Muiraquitãs, Tio Guel e Besteira.
MESTRE CHIQUINHO MARGALHO:

MESTRE CHIQUINHO MARGALHO, idealista e grande músico, compositor musical, professor musical, mestre e fundador de banda e conjunto musical em Abaetetuba. Foi músico, contra-mestre e Mestre da Banda Carlos Gomes e teve o seu conjunto musical para festas e bailes, o Jazz do Margalho e foi o fundador da Banda Musical Virgem da Conceição em 1949, incentivado pelos padres capuchinhos que estavam em litígio com os dirigentes da Banda Carlos Gomes. O Mestre Chiquinho Margalho também compôs várias peças musicais e formou muitos músicos em Abaetetuba.

MESTRE JERÔNIMO GUEDES:
O Grêmio Guarany, citado em 1910 e que deu origem a Banda Paulino Chaves, fundada pelo Mestre GERÔNIMO GUEDES, nos tempos do Padre Luiz Varella, em 1918. MESTRE JERÔNIMO GUEDES, músico eclético, também foi membro, contra-mestre e mestre da Banda Carlos Gomes. A Banda Paulino Chaves teve seu auge nos anos de 1920, muito requisitada para tocar nas festas religiosas da cidade e, especialmente, para tocar nas quermesses e eventos para angariação de fundos da nova Igreja Matriz de Nossa S. da Conceição, citada nos jornais abaeteenses da época.  “O Clube Musical Paulino Chaves, tendo como mestre Jerônimo Guedes, que está de mudança para Belém, assumindo seu lugar, como mestre e regente, Laudelino Fernandes e como sub-regente, Félix Machado e Geraldo Lima, secretário do Clube”.

MESTRE JOSÉ BENEDITO:

JOSÉ BENEDITO RODRIGUES, foi um dos primeiros mestres musicais de Abaeté, tendo instruído e fundado a primeira banda de música do povoado. Seu filho Adalberto Benedito Rodrigues, nascido a 22/10/1857 e falecido a 2/6/1882, também foi mestre da Banda Bela Harmonia em Abaeté e membro do Clube 15 de Novembro de Tomás de Sena.

MESTRE FÉLIX MACHADO:
FÉLIX MACHADO, multi-músico, que foi sub-regente da Philarmônica Paulino Chaves e chefe de orquestra do Teatro Nossa Senhora da Conceição, citado em 1928 e que tocava: violino, soprano, clarinete e trombone. Depois que o Mestre Guedes faleceu, Felix Machado assume a regência da Banda Paulino Chaves. Sucedeu o Mestre Jerônimo Guedes na direção da Banda Paulino Chaves.
MESTRE DANIEL MARGALHO:

RAIMUNDO DANIEL MARTINS MARGALHO/Mestre Daniel Margalho, filho do Mestre Chiquinho Margalho, grande violonista/guitarrista de Abaeté, fundou inicialmente o Conjunto Acapulco e, posteriormente, o conjunto DM Show, que fez grande sucesso em Abaetetuba. Foi Daniel Margalho que introduziu os instrumentos musicais eletrônicos em Abaetetuba, através do 1º violão elétrico e guitarras nos conjuntos musicais nos anos de 1960. Daniel Margalho também se notabilizou como professor de música e seresteiro em Belém e Abaetetuba.

MESTRE CARDINAL:

GALDINO CARDINAL DA COSTA/Mestre Cardinal. Justificativa: músico com notável aptidão musical, tendo aprendido a tocar e aprendido o método musical em tempo recorde em comparação com o aprendizado dos demais músicos, tendo iniciado o aprendizado em flauta e, posteriormente aprendeu a tocar vários instrumentos musicais e se tornou notável clarinetista de Abaetetuba, tendo tocado em quase todos os conjuntos musicais, jazzes e bandas musicais e conjuntos de serestas de Abaetetuba a partir dos anos de 1950, como: Banda Carlos Gomes, Banda Virgem da Conceição, Orquestra Brasil, Orquestra União, Conjunto Acapulco, de Daniel Margalho, Jazz União do Furo Grande; Conjunto “Luar de Abaeté”, do Cabinho Lacerda; Conjunto “Os Coroas”, de Luiz Sena; Grupo “Piçarra” e outros e foi professor de música por longos anos na escola de música da Fundação Cultural de Abaetetuba e ajudou na composição musical para os cordões da quadra junina da folclorista Nina Abreu. Vide Postagem A Música e os Músicos de Abaetetuba. O clarinete de Cardinal deve fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.

MESTRE TOMÁS DE SENNA:
O Clube Musical 15 de novembro, clube fundado pelo músico TOMÁS DE SENNA em 1913, que possuía a sua orquestra, onde a maioria dos músicos eram irmãos ou parentes da esposa de Tomás de Senna, Virgínia Rodrigues, uma família de músicos natos, parentes de Adalberto Benedito Rodrigues, este pai de Virgínia e seus irmãos. Adalberto é filho de José Benedito Rodrigues. A Banda 15 de Novembro ainda tocava na casa de D. Benedita a festa de Nossa. S. do Carmo, na localidade Costa Maratauíra, em Abaeté. Esse clube ainda chegou a ter como regentes os músicos Paulino Brandão Ferreira e Laudelino Fernandes, tendo subsistido até 1925, chegando a ter 15 músicos em sua formação. Já é extinto.

MESTRE PAULINO:

PAULINO BRANDÃO FERREIRA, músico e mestre no Clube 15 de Novembro, fundado por Tomás de Senna em 1925, junto com o Mestre Laudelino Nunes Fernandes.

MESTRE LAUDELINO:

LAUDELINO NUNES FERNANDES/Mestre Laudelino, nasceu na localidade rio Guajará de Beja, citado em 1923, era antigo músico de Abaeté que tocava bombardino e chegou a mestre da Banda Paulino Chaves, citado em 1927 e do Club Musical 15 de Novembro, este fundado em 1913 e também foi músico da Banda Carlos Gomes. O Clube Musical Lauro Sodré, foi fundado em 1909 e perdurou até 1920. Seu presidente era Raimundo Nonato Dias e seu regente, Manuel Eduardo dos Santos Quaresma e, depois, Laudelino Nunes Fernandes.

MESTRE MANOEL JOAQUIM:
MANOEL JOAQUIM DO NASCIMENTO/Mestre Manoel Joaquim era da Povoação de Beja e Mestre da Banda Sai Cinza e, posteriormente, veio para Abaetetuba, tendo sido músico e mestre na Banda Carlos Gomes e foi também regente do Clube Musical 15 de Novembro nos anos de 1920.

MESTRE RISÓ:
RISOLINO/Mestre Risó. Justificativa: folclorista que criou o famoso Boi Estrela Dalva, que se tornou adversário do boi Pai do Campo, em grandes confrontos de cantos, coreografias, desafios e até brigas físicas entre os componentes desses grupos juninos.

MESTRE ROLDÃO:
RAIMUNDO RODRIGUES MENDONÇA/Mestre Roldão. Justificativa: folclorista que em 1948 criou o Cordão do Boi Caprichoso e em 1949 criou o Cordão do Boi Flor do Campo e finalmente, em 1950, criou o Cordão do Boi Pai do Campo, de grande sucesso em Abaeté, grupo que perdurou até o ano de 1959, quando foi extinto. Esse boi transformou-se no grande adversário de outro grande cordão de boi da cidade, o Cordão do Boi Estrela Dalva. Os méritos do sucesso do Cordão do Boi Pai do campo se devem também aos enredos escritos e musicados por Caboquinho/Humberto Cardoso e Mestre Castilho/Raimundo Castilho.

MESTRE RAIMUNDO CASTILHO:

RAIMUNDO CASTILHOS/Mestre Castilho. Justificativa: que compunha enredos e músicas para os diferentes cordões juninos de Abaeté, com melodias de Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro, Agenor Silva e Mestre Cardinal. Cada personagem possuía o seu quadro na comédia e as suas músicas.

MESTRE RAIMUNDO ABREU:
RAIMUNDO ABREU/Mestre Abreu e sua esposa Joana Lopes de Abreu. Justificativa: que foram responsáveis pela continuidade das antigas artes folclórica das festas juninas em Abaeté, repassando essa responsabilidade para seus filhos, especialmente Nina Abreu, criadora de belos cordões em Abaeté.
MESTRE PAULINHO COFOROTE:

PAULINHO COFOROTE/Mestre Paulinho Coforote. Justificativa:  ribeirinho que veio de uma família de bons músicos em Abaeté e era um dos mais antigos e respeitados músicos da Banda Carlos Gomes.

MESTRE NILAMON:

NILAMON XAVIER DE SENA/Mestre Nilamon. Justificativa: filho do músico Tomás de Senna, foi agricultor na Costa Maratauíra e era do tempo do gramofone, tendo aprendido a tocar ouvindo esse instrumento e vendo seus familiares tocando, a partir dos 12 anos de idade, quando aprendeu a tocar: rabeca, rabecão, violino, viola, cavaco, violão, contrabaixo de corda e flauta, sendo, portanto, músico eclético de sua época. Tocava nas festas, folias e ladainha nas Ilhas de Abaeté e na cidade tocava nas peças teatrais, cordões juninos como o Cordão do Tucano, Cordão da Andorinha e cordões de bois, onde liderava a parte musical desses cordões. Também participava dos grupos de jazzes, que eram grupos musicais compostos por um grupo pequeno de três, quatro ou cinco tocadores, composto por violão ou viola, flauta, clarinete (este era o principal instrumento de um jazz). No início de sua carreira de músico eram raros os instrumentos de sopro como o saxofone e o trombone. Nilamon Xavier de sena formou inúmeros músicos em Abaeté e influenciou enormemente a musicalidade de Abaetetuba e ela é pai do músico Luiz do Nilamon.

MESTRE LUIZ DO NILAMON:

LUIZ DO NILAMON OU LUIZ SENA/Mestre Luís do Nilamon. Justificativa: filho do músico Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético, tocando instrumentos, como trombone, violão, banjo e perseverante e idealista músico de Abaetetuba, que já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990. Ainda é ativo músico em Abaetetuba.

MESTRE MAXICO:

O MESTRE MAXICO foi músico da Banda Carlos Gomes e contemporâneo do Mestre Miguel Loureiro, de quem foi contra-mestre no Jazz Abaeté nos anos de 1940 e 1950.

MESTRE ZÉ MESTRINGUE:

JOSÉ LOUREIRO MAUÉS/Zé Mestringue, músico que desde menino já tocava instrumentos musicais, como: violão, cavaquinho, banjo, bandolim e era amante dos chorinhos e das serestas e foi compositor musical e aprendeu música com o Mestre Xavier e o seresteiro Dico. Pelos conjuntos musicais onde formou como músico, pela maestria em tocar cavaquinho, banjo e violão e pelos alunos que ajudou a formar, Zé Mestringue foi um dos grandes mestres musicais de Abaetetuba.

MESTRE FRAN MENDES:
FRAN MENDES, o músico Fran Mendes vem desde a década de 1970 tocando e fazendo parte ou liderando grupos musicais em Abaetetuba, tendo atuado junto com muitos jovens a quem ajudou a formar na musicalidade de Abaetetuba e é atuante como líder musical até os dias atuais no Grupo Neófitos, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

MESTRE CLORIOMAR:

CLORIOMAR TRINDADE MARGALHO/Mestre Cloriomar, músico desde os  11 anos  de idade, a partir da década de 1970, tocando vários instrumentos, exímio guitarrista, tendo formado em muitos conjuntos musicais no decorrer de todos esses anos de musicalidade, foi fundador, líder e mestre de muitos músicos em Abaetetuba e ainda atua como músico e líder musical em Abaetetuba. Cloriomar Trindade Margalho, atualmente é chamado de Mestre Cloriomar, pela grande contribuição que deu à musicalidade de Abaetetuba, como músico, e ajudando na formação de tantos outros músicos e conjuntos musicais de Abaetetuba.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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