MEMÓRIA DAS
APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Banda Virgem da Conceição
MUSICALIDADE 15 DE
ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS
MÚSICA E MEMÓRIA
A musicalidade é um dos aspectos
da cultura de Abaetetuba que funciona como guardiã de uma rica memória, ainda
viva na lembrança de cada filho destas terras que vivenciou os ricos períodos
desse aspecto cultural e em muitas de suas vertentes, considerando aspectos dos
mitos, do imaginário e da cultura que essas vertentes da musicalidade
construíram através dos tempos, como veremos a seguir. Esse aspecto cultural da
musicalidade usou suas vertentes como forma de comunicação, de transmissão de
mensagens, de histórias que marcaram pra sempre, direta ou indiretamente, a
vida de muitas pessoas que ainda são depositárias dessas memórias ou que já
estão marcadas nos escritos de nossos historiadores em um rico acervo onde pode
se encontrar esses variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba.
Deste modo a musicalidade
torna-se uma importante fonte ou documento histórico da memória sobre o nosso
passado, conservado e analisado a partir de pessoas e contextos que nos permite uma volta a esse passado para o
conhecimento de seu meio e dos variados aspectos da musicalidade a ser
analisada.
Esses aspectos da musicalidade
serão aqui analisados em várias postagens que faremos sobre “A MUSICALIDADE EM
ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS” e, em certos casos, tecendo comentários, considerações
e sugestões de melhorias naquilo que pode se constituir um aspecto cultural que
pode se consolidar como um evento com identidade própria e, desse modo, se
constituir em Abaetetuba um evento que possa também gerar renda e trabalho para
o município.
Também gostaríamos de explicar
que A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS é o conjunto de todas as formas musicais que
aqui já existiram ou continuam a existir, na rica cultura musical do município,
manifestada através das mais variadas formas, estruturas, eventos, pessoas,
grupos, entidades e ritmos espalhados pelos mais diversos segmentos sociais e
recantos do município. Essa musicalidade, a partir dos anos finais do século 19
e durante o século 20, é um período rico de manifestações musicais, que
influenciaram sua época, ditaram os modismos, costumes e influenciaram a
cultura musical do município e que, com a chegada de outras formas e expressões
musicais, íam sendo substituídas através do tempo, mudando os costumes, as
modas e outras formas culturais que marcaram cada época no município, como foi o caso da chegada do
Rock e suas vertentes dos Anos Rebeldes e da Sociedade Alternativa, que alguns
grupos pregavam, e das músicas da MPB, do Samba e Bossa Nova, da Tropicália, do
Iê-Iê-Iê, do Brega, dos ritmos caribenhos que também influenciaram segmentos da
sociedade de seu tempo, tendo alguns desses modismos subsistido até os tempos
atuais, pelo menos para algumas pessoas que ainda cultuam seus ídolos e
costumes dessa época. Todas essas formas de musicalidade com seus modismos e
costumes serão aqui rememorados.
Abaetetuba possuía a sua antiga
musicalidade manifestada de vários modos conforme veremos abaixo, sendo que
muitas dessas formas musicais foram extintas ou absorvidas por novas formas e
expressões musicais advindas de outras culturas musicais do Brasil ou exterior,
trazendo no seu bojo os avanços rítmicos e tecnológicos com aplicação de novas
técnicas, meios, recursos e instrumentos de sons inovadores que definiram as
ETAPAS da cena musical de Abaetetuba e, em especial, o aspecto Festivo-Dançante
de grande parcela do povo. O incessante aperfeiçoamento de Gravação,
Transmissão e Audição musical através de novos equipamentos e tecnologias
trouxe o microfone, os gravadores portáteis, o disco long-playing (LP), a fita
Cassete, os Compact Discs (CD), o MP3, o computador e a Internet e, com isso,
trouxe também novas Figuras, Personalidades e Vultos para o cenário musical de
cada época e o aperfeiçoamento tecnológica na musicalidade trouxe também a demanda
por novas profissões, como os Promotores de Festas dos clubes e salões e
operadores das aparelhagens de som, inicialmente os locutores, os Disk Jockeis
e agora os DJs, que também marcaram os períodos da musicalidade de Abaetetuba.
Entre os novos instrumentos eletrônicos, surgidos em Abaetetuba, destacamos a
Guitarra Elétrica e o Teclado, que definiram fortemente a cultura musical de
Abaetetuba na sonoridade musical, as Festas Dançantes, assim como os novos
gêneros, estilos e ritmos aqui surgidos a partir da década de 1960, na forma do
Rock e seus subgêneros que desembocaram nas atuais formas musicais eletrônicas
dos Dances, Tecnos, Hip-Hop, Funk e da atual Música Digital.
As festas dançantes, como parte
integrante e importante da musicalidade de Abaetetuba, vão ser enfatizadas, de
acordo com alguns parâmetros, em várias FASES DAS FESTAS DANÇANTES DE
ABAETETUBA que, no nosso entendimento, se manifestaram conforme algumas
características peculiares a cada fase, elencadas abaixo, e que serão citadas
no decorrer das exposições de determinados itens das várias postagens que serão
feitas a respeito da musicalidade de Abaetetuba.
Os dados destas postagens foram
coletados das obras de nossos escritores abaetetubenses, como Maria de Nazaré
Carvalho Lobato, Maria do Monte Serrat Carvalho Quaresma, Antonio Braga da
Costa Júnior, Luiz Gonzaga Nascimento Lobato e pesquisas feitas pelo autor do
blog em antigos documentos, revistas ou jornais, internet e das muitas
entrevistas que fizemos com pessoas detentoras da memória cultural de
Abaetetuba, como Orêncio Barbosa André, Alcimar Carneiro de Araujo, Dinho
Silva, Flauri Silva, Mestre Café, Mário Tabaranã e tantas outras pessoas
entrevistadas pela cidade e interior do município.
Estas análises, ponderações,
dados, conceitos e nomes não são definitivos, pois podem existir
inconsistências e incoerências nos textos e falta de dados fundamentais, que
serão corrigidos ou acrescentados de acordo com novas pesquisas ou colaboração
de pessoas que conhecem, pesquisaram ou vivenciaram os vários aspectos da
musicalidade de Abaetetuba.
Fases das Festas
Dançantes de Abaetetuba
1ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA:
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
· Festa da Mucura, que eram realizadas pelo
interior do município e após as cerimônias dos religiosos, das FOLIAS DE SANTOS
e suas Esmolações, usando de rítmos como lundu, chula, batuques e seus
instrumentos artesanais rústicos (violas, banjos, chocalhos e outros) e os
arrastapés e bater de palmas e que foram concomitantes aos primeiros conjuntos
musicais não eletrônicos na forma de jazzes e estes tocando ritmos como:
boleros, sambas, sambas-canções, mambos, xotes, rumbas, valsas, polcas,
quadrilhas, frevos, maxixes e outras.
· Estrutura dos antigos conjuntos
musicais de Abaeté: os primeiros conjuntos musicais de Abaeté, na forma de
jazzes (conjuntos musicais não eletrônicos), que usavam antigos instrumentos
(que foram os 1ºs instrumentos musicais não artesanais de Abaeté) como
requintas, bombardinos, clarones, oficlides, contrabaixos de corda, e outros,
em conjuntos imitando o swing americano,
citados em documentos de 1920 em diante.
· Clubes dos anos de 1910, 1920, 1930,
1940 e 1950 de Abaetetuba com suas festas dançantes, quermesses, bailes e
eventos lítero-musicais, como dos clubes de futebol Vera Cruz, Abaeté Foot Ball
Club, Itatiaia, Associação Sportiva de Abaeté, Clube 15 de Novembro, Clube
Lauro Sodré, Vasco, Venus, Brasil e outro clubes esportivos ou sociais.
· Período da 1ª Fase das festas
Dançantes de Abaetetuba: perdurou dos anos finais do século 19 até os anos de
1960, quando do aparecimento dos novos ritmos dos Anos Rebeldes (que não mais
aceitava o conservadorismo da sociedade e da passividade sócio-política, que
resultou na Contracultura vinda dos EUA e Inglaterra e que encontraram também
no Brasil um terreno fértil para sua manifestação, mesmo que cerceada pela
censura da Ditadura Militar que tentou castrar os ideais pólitico-culturais de
milhares de jovens adeptos de alguns estilos e gêneros musicais surgidos já a
partir da década de 1960.
2ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
· Composição instrumental dos conjuntos
musicais: início do uso de violões e guitarras elétricas (base, solo e
contrabaixo), baterias, crooner (cantor), que eram a base desses conjuntos que
constituíram os primeiros conjuntos musicais eletrônicos de Abaetetuba e de
grande sonoridade para sua época, que levou a uma reviravolta na maneira de se
promover festas dançantes e adesão ao uso maciço do álcool, das primeiras
drogas recém-chegadas à Abaetetuba e das festas nos salões dos bairros
periféricos da cidade e das primeiras boates surgidas também nos novos bairros
periféricos de Abaetetuba com os marcantes estilos e gêneros musicais dos
merengues, cúmbias e dos primeiros “bregas rasgados” ao lado dos antigos
bolerões e sambas-canções de artistas nacionais e internacionais da época.
· Rítmos e gêneros musicais: os vindos
dos EUA e Inglaterra (rock e seus subgêneros e os famosos twist, blues,
R&B, Soul), que influenciaram a musicalidade brasileira e costumes, através
do movimento da Jovem Guarda, (em contraposição
à Velha Guarda) que criou o estilo musical do Iê-Iê-Iê (com sua infinidade de
cantores, cantoras, conjuntos musicais famosos) em rítmos que invadiram a cena
musical de Abaetetuba. Outros ritmos da época, concomitantes ao rock e seus
subgêneros: sambas, sambas-canções, boleros, ritmos caribenhos (vide adiante),
primeiros bregas nacionais e internacionais, músicas da MPB, Tropicália, Bossa
Nova.
· Aparecimento das primeiras
Aparelhagens de Som de Abaetetuba (estas vindas dos anos finais da década de
1950 e consolidadas nos anos de 1960), com suas grandes sonoridades e
praticidade em seu tempo e já usando os famosos discos de vinil (LPs) da época
e seus locutores (ainda não se usava o termo Disk-Jockey e muito menos DJ).
· Os Clubes dos anos de 1960 em diante
de Abaetetuba e suas famosas festas dançantes: Vasco, Abaeté e Venus (clubes
esportivos) e Assembléia Abaetetubense, Bancrévea Clube e AABB (clubes
sociais), que marcaram a vida da juventude dançante desses anos.
· Proliferação das Festas Dançantes em
boates, sedes, casas, salões, barracões de festas pela cidade e interior do
município a partir do início da década de 1960.
· Período da 2ª Fase: perdurou dos anos
de 1960 e se estendeu até o aparecimento de nova modalidade de conjuntos
musicais tipo “SKEMA” das décadas de 1970 e 1980, junto com as primeiras
músicas do estilo Dance, Tecno, Eletro e outras formas musicais surgidas com o
avanço da tecnologia musical.
3ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
· Aparecimento dos conjuntos musicais
tipo “SKEMA” usando os primeiros teclados eletrônicos de Abaetetuba, formados
basicamente por: tecladista, guitarrista e cantor (ou cantor que podia ser o
tecladista). O que caracterizava os conjuntos musicais tipo “SKEMA” era o
reduzido número dos componentes desses grupos que surgiram em razoável número
pela cidade e interior do município, e que substituíam plenamente os grandes
conjuntos musicais desse tempo que eram formados por um grande número de
componentes (fato este que também contribuiu para a extinção deste tipo de
grupo musical em Abaetetuba). Porém os conjuntos musicais tipo “SKEMA” ainda
fazem parte do cenário musical do município de Abaetetuba, mesmo com a
concorrência da atual música digital e tocando nas chamadas “festas de saudade”
rememorando as músicas dos anos de 1970, 1980 e 1990, como também as músicas
românticas e bregas que por causa desse mercado nunca saíram de moda desse
circuito saudosista ou “brega”, conforme conceitos de analistas e críticos
musicais.
· Continuação da influência do rock e
vertentes vindos dos EUA e da Inglaterra e das novas formas dançantes da música
eletrônica: Dance, Disco, Tecnos e outros estilos da música eletrônica.
· Aparecimento de aparelhagens de som
com uso de novas tecnologias e recursos musicais e os primeiros locutores ou
Disc Jockeys (ainda não usava o termo DJ).
· Período da 3ª Fase: dos anos finais da
década de 1980 até o aparecimento das aparelhagens com DJs e as músicas do
estilo Hip-Hop, Funk e suas vertentes.
Uma 4ª, 5ª e 6ª FASES ainda estão
sendo objeto de análises, conforme o tipo de festa dançante e dos estilos e
gêneros musicais de cada fase, como festas de saudades, Dances, Tecnobregas,
Brega Pop, Tecnomelody, Tecnoforró, Sertanejo e dos gêneoros musiciais
paraenses que na atualidade estão
dominando o cenário musical desta época.
CONSIDERAÇÕES SOBRE
OS SISTEMAS E APARELHAGENS DE SOM EM ABAETETUBA
O povo de Abaetetuba sempre foi
adepto da cultura musical e, em especial, das festas dançantes. No tocante aos
antigos sistemas de sons existentes no município, existem referências de famílias dos anos finais do
século 19 e das primeiras décadas do século 20 que já usavam o antigo
gramofone. Depois vieram as audições de músicas através de radiolas, vitrolas,
eletrolas, as rádios FM e AM e os aparelhos de sons na forma de tocas discos,
que eram utilizados nos entretenimentos musicais em famílias e festas variadas.
As aparelhagens de sons de
Abaetetuba começaram a surgir a partir dos anos
finais da década de 1940 e foram novidades absolutas no campo musical,
que começaram a dividir a cena musical-dançante do município com os grandes
conjuntos não eletrônicos de então. As aparelhagens de som de Abaetetuba
surgiram na cidade e, pouco tempo depois, se espalharam por várias localidades
do interior do município, como uma febre musical, especialmente nas regiões das
Ilhas e Colônias de Abaetetuba, onde as festas dançantes e as festas de santos
eram comuns, com algumas famosas festas dançantes nas casas de alguns
promotores de festas em Abaeté (Vide lista). As aparelhagens de som surgiram em
Abaetetuba, concomitante ao surgimento das músicas altamente dançantes como os
chamados “bregas nacionais”, algumas músicas dançantes do movimento “Jovem
Guarda” e dos ritmos caribenhos, como o merengue, a cúmbia e o mambo, à base
dos antigos discos de vinil dos anos de 1960, 1970.
Já nos anos de 1970 vieram os
antigos toca-discos, que eram aparelhos eletrônicos apropriados para tocar os
discos de vinil da época, que consistia de uma base que acomodava o prato
circular que girava no sentido horário, acionado por um motor elétrico com um
pino central, onde se encaixava o disco; à direita, existia um braço, contendo
na extremidade uma cápsula com uma agulha para fazer a leitura dos microssulcos
do disco. Para se ouvir o disco, desde o início, a agulha era colocada na borda
externa do disco. As velocidades de rotação do prato podia ser de 16, 33 e 1/3,
45 ou 78 rpm. Esse sistema de som podia ser adquirido nas antigas lojas de
eletrodomésticos da cidade à preço parcelado, por que eram bem caros para os
padrões financeiros da época. Porém, aos poucos, os toca-discos foram ocupando
espaços nas casas da cidade para ouvir os sucessos dos cantores e cantoras de
sua predileção, ainda no tempo dos boleros, sambas, sambas-canções, valsas,
tangos e outros tipos de músicas antigas.
Esses antigos sistemas de som, na
forma de toca-discos, foram base para que alguns eletrotécnicos de Abaetetuba
começassem a montar, nos anos finais da década de 1950, algumas pequenas
aparelhagens de som, cujos acessórios já podiam ser adquiridos nas casas comerciais
do ramo. Com o passar dos anos as aparelhagens de som dominaram a cena musical
de Abaetetuba, desde os anos finais da década de 1940 e início da década de
1960 e até os tempos atuais. As aparelhagens de som contribuíram sobremaneira
na cultura musical em geral e da cultura festiva-dançante do município e também
contribuíram na evolução musical de Abaetetuba, agora em vários segmentos. As
dezenas de pequenas aparelhagens de som do passado deram lugar, nos dias
atuais, às aparelhagens de som dos DJs, que se utilizam dos recursos
tecnológicos eletrônicos e digitais para tocar nos diferentes formatos de
festas da atualidade: discoteque, raves, festas de barracões ou sedes de clubes
ou centros de lazer, shows em áreas descobertas ou salões, levadas elétricas,
festas de aparelhagens, festas de saudades e outros tipos.
Muitos habitantes de Abaetetuba
ainda guardam, além dos discos de vinil, os antigos aparelhos que representavam
as formas de audição de músicas do passado, aparelhos que precisam ser
conservados para um possível Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
Essas antigas aparelhagens de som
de Abaetetuba eram formadas, basicamente, pelo amplificador de potência sonora,
as caixas acústicas de som, os cabos, as limitadas mesas de som e o microfone usado pelo antigo
locutor ou controlista de som (depois
disk jóquei e atuais DJs). Foi a partir dessas primeiras aparelhagens que
aconteceu a evolução para as modernas aparelhagens atuais.
Foram as aparelhagens de som de
Abaetetuba, de Belém e outras cidades vizinhas que ajudaram a dar outra forma a
musicalidade e, especialmente às festas dançantes, em Abaetetuba, Belém e Pará.
Antes a musicalidade e as festas dançantes, como aspecto forte dessa
musicalidade, seguia o esquema das festas tocadas pelos antigos conjuntos
musicais não eletrônicos e dos conjuntos musicais eletrônicos surgidos a partir
da década de 1970.
As principais festas dançantes
que começaram a usar exclusivamente os serviços musicais dessas aparelhagens
foram as quermesses dançantes das tardes de domingo nos salões dos clubes:
Vênus, Abaeté, Vasco ou algumas casas particulares que realizavam também essas
quermesses dançantes e festas dançantes dos pontos de boemia e as festas de
santos e festas dançantes do interior do município.
Mesmo com o aparecimento dos
sonoros e aparelhagens de som, os conjuntos musicais continuaram a subsistir em
Abaetetuba até os anos de 1980. Porém, com a evolução tecnológica dos sistemas
de som, as aparelhagens de som de Abaetetuba começaram a substituir inteiramente
os conjuntos musicais, que se tornaram caros e inviáveis com os seus 10 ou 12
músicos que podiam ser totalmente substituído pelos já potentes sons das
aparelhagens de som dos anos de 1970.
As aparelhagens de som foram um
dos fatores que vieram a contribuir na decadência de nossos bons conjuntos
musicais que vieram da década de 1970 e na década de 1980 já se encontravam em
franca decadência pelo aparecimento das aparelhagens de som como um dos fatores
dessa queda de preferência pelos conjuntos de sons. Foi o tempo em que as
aparelhagens de som se sofisticaram nos tipos de equipamentos e praticidade e
já eram presença obrigatória nos desfiles de carnaval de rua, que já tinham
alguns blocos próprios para os desfiles ou arrastões carnavalescos,
especialmente o Kanto do BASA e outros blocos concomitantes ou sucessores
desses grupos carnavalesco de rua e também as aparelhagens de sons se tornaram
presença obrigatória nas quermesses e festas da cidade e interior do município.
Além de mais práticas, as aparelhagens de som eram mais baratas que os antigos
conjuntos e orquestras musicais e de maior sonoridade.
Caso o autor de alguma foto ou texto não queira referidas fotos e textos nestas postagens,
favor avisar para retirarmos as mesmas. Em contrapartida, temos centenas de fotos e textos
que podem ser copiadas por pesquisadores, estudantes interessados, promotores e autores
científicos e culturais.
A FASE ÁUREA DAS
APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Com a evolução tecnológica das
aparelhagens de som, pode-se dizer que os anos de 1970 até os anos até 2000 foram
a fase áurea das aparelhagens de som de Abaetetuba. Com o advento das avançadas
tecnologias das aparelhagens de som de Belém, as de Abaetetuba sentiram o
efeito dessa concorrência e aquela infinidade de pequenas, médias aparelhagens
de som de Abaetetuba, começaram a desaparecer do cenário musical da cidade,
restando só as que aderiram ao esquema das músicas eletrônicas e digitalizadas,
que coincide também com a era dos DJs.
O INÍCIO DAS
APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Para se falar das aparelhagens de
som de Abaetetuba, temos que nos reportar às primeiras pessoas que começaram a
montar ou usar os primeiros sistemas de sons que surgiram na cidade de
Abaetetuba a partir dos anos finais da década de 1940 e que fazem parte da
história das aparelhagens de som da cidade. Pode-se, então, se fazer
referências a essas primeiras pessoas e seus sistemas de sons:
. LEONARDO NEGRÃO DE
SOUSA
O 1º arremedo de aparelhagem de
som a surgir em Abaetetuba foi na festa de inauguração da séde do VÊNUS
ATLÉTICO CLUB em 1949, sito na hoje Av. Pedro Rodrigues, clube recém fundado,
contando com o conjunto musical Jazz Abaeté, de Miguel Loureiro, este ajudado
por Maxico, quando o jovem Leonardo
Negrão de Sousa, filho do barbeiro Bento Sousa, para dar melhor apoio ao
conjunto musical improvisou um rústico sistema de som que constava de um
microfone e de um amplificador de som adaptado para a ocasião e para fazer os
devidos anúncios e tocar algumas músicas nos intervalos da festa.
. NICOLA GARIBALDI
PARENTE
Sistema de som do BAR DO NICOLA,
ou BAR E SORVETERIA PRINCESA, de propriedade do Sr. NICOLA GARIBALDI PARENTE,
filho de Garibaldi Parente, improvisou um sistema sonoro com os chamados
altos-falantes sendo instalados nos altos do dito Bar, sito na atual Av. D.
Pedro II, perto do antigo local chamado “Moinha” onde o proprietário tocava
músicas, chegando a fazer até algumas quermesses no local.
. ANTONIO HONORATO
DOS SANTOS/Totó do Kemil
O Sr. ANTONIO HONORATO DOS
SANTOS, o popular Totó do Kemil, filho do velho Kemil, nos anos de 1950, também
improvisou um rústico sistema de som com finalidade política de combate à
corrente políticae do baratismo, esta sendo uma corrente de apoio ao coronel
Magalhães Barata, com o qual parcela considerável de militantes políticos de
Abaeté estava em renhida luta política, entre os quais a família Kemil e Reis,
que foram duramente perseguidos e expropriados de alguns bens imóveis em
Abaeté, como, por exemplo, o grande terrenos que hoje abriga a Escola Basílio de
Carvalho, expropriado da família Kemil. Após o sistema de som para combater o
baratismo, o sr. Antonio Honorato Kemil dos Santos/Totó do Kemil, também
trabalhou no sistema de som de A Voz da Matril, da Igreja de Nossa Senhora da
Conceição, em Abaetetuba.
. BENEDITO SENA DOS
PASSOS:
Após esses dois primeiros
sistemas de som improvisados veio o então chamado “SONOROS COPACABANA”, de
propriedade de BENEDITO SENA DOS PASSOS, o popular Bandute Sena, que instalou
um sistema de som fixo, que funcionou em vários locais e era um sistema de som
improvisado e estúdio em sala e para funcionar como o 1º serviço de publicidade
da cidade de Abaetetuba. Sua programação constava de anúncios das casas
comerciais de então e de outros serviços da época e anúncios de aniversários,
casamentos, falecimentos, batizados e programas musicais, programação esportiva
(Era o então jovem esportista Alcimar Carneiro de Araujo que fazia a
programação esportiva do Sonoros Copacabana e é dessa época a frase que ele vem
usando sistematicamente em todas as programações esportivas a que comparece: “O
esporte, em todas as suas modalidades, é a maior válvula de escape de todos os
vícios”) e outras programações da época e, quase sempre, com as “edições
extraordinárias” que eram geralmente de falecimentos e também pelo Sonoros
Copacabana eram feitas, diariamente, a chamada Prece do Ângelus, que
repercutiam enormemente em toda a população da cidade.
Bandute Sena/Benedito Sena dos
Passos, era o locutor desse sistema de som e publicidade, onde eram famosas as
notas de aniversários ao som de músicas populares da época e as notas de falecimentos, ao som de músicas clássicas,
músicas que eram impressas nos antigos discos de vinil em várias rotações.
Citação:
“O Sonoros Copacabana, citado em 1956, era um
aparelhamento de som tipo rádio, onde o 1º “studio” foi instalado numa
dependência da antiga sede do Abaeté Futebol Club (na esquina da Av. D. Pedro
II com a Trav. Pe. Luiz Varella),
devidamente equipado com os aparelhos de locução e aparelhamento musical
e as caixinhas de sons amplificados que ficavam espalhadas nos postes da
iluminação elétrica pública do bairro comercial da cidade e que foi pioneiro
nas propagandas comerciais e outras publicidades, entrevistas ao vivo, notícias
e momentos de entretenimento e de musicalidade e a Prece do Ângelus que era
realizada diariamente”.
Outro estúdio do Sonoros
Copacabana foi o antigo prédio do Sr. Lucídio Paes, sito na atual Av. D. Pedro
II, ainda tendo Benedito Sena dos Passos como proprietário.
Esse sistema de som que vem desde
a década de 1950 passou por vários proprietários após o falecimento de Bandute
Sena e agora está sob a direção do publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de
Moraes e com o nome de Sistema de Som e Publicidade Copacabana, utilizando os modernos
meios musicais tecnológicos e digitais de nossa era.
. A VOZ DA MATRIZ:
A Voz da Matriz foi um sistema de
som instalado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com os
altos-falantes situados na torre da referida igreja e com o Totó do Kemil como
locutor e com apresentação de uma programação às 18:00h chamada Prece do Ângelus,
antecedidas por uma programação musical e diferentes avisos da Igreja. Também
possuía suas edições extraordinárias, especialmente nos anúncios de
falecimentos. O som desse sistema era ouvido em toda a pequena cidade de Abaeté
dos anos de 1960.
Citação:
A VOZ DA MATRIZ foi instalada em
1952 na época dos Padres Capuchinhos, e entre estes, os pregadores Frei Paulino
Sellere, coadjuvado pelo Frei Anastácio Maria das Porteiras e o Frei José Maria
de Manaus e seu coadjutor, Frei Hermes Spirano, na época das Santas Missões
Populares, aparelhagem que ajudou muito os padres pregadores redentoristas, que
instituíram em Abaeté as orações do Ângelus, Terços e a Novena de Nossa S. do
Perpétuo Socorro, que eram divulgadas através dessa aparelhagem de som. O locutor
dessa aparelhagem era o Totó do Kemil/Antonio Honorato Kemil dos Santos, que
antes da Prece do Ângelus colocava as antigas e inesquecíveis canções
religiosas, clássicas e do cancioneiro popular brasileiro. Esse sistema de som
funcionou também no tempo do Padre Chagas e até os anos de 1970.
A Voz da Matriz, portanto, foi o
sistema de som que muito ajudou na evangelização do povo abaetetubense, através
de orações, cantos e saudações à Nossa Senhora, ao meio dia e às 18h, com
recolhimento interior para a Prece do Ângelus, que ia ao ar todos os dias. Foi
por esse som que todos puderam acompanhar todas as funções das Santas Missões,
diurnas e noturnas, com a reza do terço, o Sermão Apostólico sobre o tema
central e do anterior; o canto das ladainhas, a bênção solene com o Santíssimo
Sacramento; a oração pela Igreja, pelos governantes, pelo povo e pela paz, tudo
era transmitido via o sistema de som de
A VOZ DA MATRIZ.
Essas informações foram
repassadas pelo grande cidadão de Abaetetuba, Alcimar Carneiro de Araujo,
esportista, desportista, comerciante e fabricante de calçados que jogou futebol
nos grandes clubes de Abaetetuba e, posteriormente, foi técnicos desses grandes
clubes e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. Alcimar Carneiro de Araujo também
desenvolveu atividades radiofônicas no antigo Sonoros Copacabana e hoje é
cantor das antigas músicas romãnticas dos anos de 1950, 1960 e 1970, já tendo,
inclusive, gravado disco nessa condição e é um dos maiores depositários da
História e Cultura de Abaetetuba. E com acréscimos de algumas pesquisas do
autor do Blog do Ademir Rocha.
ALGUMAS APARELHAGENS
DE SOM DE ABAETETUBA
As primeiras aparelhagens de som
de Abaetetuba eram bem simples, formadas
basicamente pelo amplificador de potência sonora, das caixas acústicas de som,
dos cabos, das limitadas mesas de som e
do microfone usado pelo antigo locutor ou controlista de som (depois disk
jockey). Foi a partir dessas primeiras aparelhagens que aconteceu a evolução
para as modernas aparelhagens atuais. Essas antigas aparelhagens de som de
Abaetetuba tocavam os antigos discos de vinil com as músicas do cancioneiro
brega brasileiro, especialmente as músicas tipo boleros, sambas-canções,
músicas nordestinas, e as músicas caribenhas no estilo de merengues, cúmbias e
também os ritmos novos que começaram a surgir na década de 1960: Rock and Roll
e suas vertentes, músicas do Movimento da Jovem Guarda, músicas do MPB, músicas
da Tropicália, músicas da Bossa Nova e sambas, músicas das quadras
carnavalescas e juninas. A música do estilo Brega que essas aparelhagens
tocavam eram os antigos bregas de Odair José, Lindomar Castilhos, Silvinho,
Reginaldo Rossi, Carlos Alberto e outros cantores românticos da época.
Em pouco tempo, devido a
característica festivo-dançante do povo de Abaetetuba, as aparelhagens de sons
foram se multiplicando em uma infinidade de pequenas aparelhagens de som que
passavam de uns proprietários para outros, fazendo a cobertura musical de
eventos e festas dançantes na cidade e interior do município. Na cidade algumas
aparelhagens de som começaram a evoluir em termos tecnológicos e no tocante às
cabines, jogos de luzes, microfones e mesas de sons mais sofisticadas, á
exemplo do que já vinha acontecendo na capital do Estado, Belém, onde as
aparelhagens de sons já ocupavam um considerável espaço na cobertura de eventos
e festas dançantes. Em Abaetetuba os aficionados por festas dançantes, ao ver
que a aparelhagem de som de uma determinada festa não correspondia às suas
expectativa, voltava das portas das festas ao ver que a aparelhagem não era de
sua preferência.
· Sr. SARDINHA
A aparelhagem de som denominada
de LEÃO AZUL era de propriedade do Sr. Sardinha, este dono de farmácia.
· MANOEL
CORDEIRO/Manolo
O eletrotécnico Manoel
Cordeiro/Manolo foi dono de aparelhagem de som denominada ALTA FIDELIDADE
SOCIAL, que teve como um dos locutores o Nêgo Acácio. Manolo era técnico
eletrônico, comerciante, casado e com
filhos.
· DARCI LEAL
Darci Leal foi proprietário do
SOM TROPICAL, que era uma das pequenas aparelhagens de som de Abaetetuba e que
cobria eventos e festas dançantes em Abaetetuba e era o próprio Darci o locutor
dessa aparelhagem de som.
· JUVENAL
O Sr. Juvenal foi proprietário de
uma aparelhagem de som denominada TROPICAL, da localidade Jarumã.
· JOSÉ
GUERREIRO DE LIMA/Zé Margalho
A aparelhagem de som denominada
SONOROS PRÍNCIPE era de propriedade do popular vidraceiro José Guerreiro de
Lima/Zé Margalho.
· MANOEL DA
SILVA BATISTA/Jurista
O Sr. Manoel da Silva
Batista/Jurita, conhecido comerciante em Abaetetuba foi o proprietário da
aparelhagem de som denominada CRUZEIRO DO SUL.
· RAIMUNDO
VIEIRA/Vieira
O Sr. Raimundo Vieira/Vieira,
comerciante em Abaetetuba, foi o proprietário da aparelhagem de som denominada
GUERREIRO TUPINAMBÁ, também cognominada SOM GUERREIRÃO e que já era uma
aparelhagem de médio porte na cidade e que seguidamente era chamado para a
cobertura de eventos e festas pela cidade, sendo um de seus locutores o próprio
dono.
O SOM GUERREIRÃO, de propriedade
do comerciante Vieira/Raimundo Vieira, que chegou a ser a mais sofisticada e
potente do município e cobria a maior parte das festas dançantes de seu tempo.
· Sr. WILSON
O Sr. Wilson foi o proprietário e
locutor da aparelhagem de som denominada SONOROS COPACABANA.
· CAETANO
NUNES
O
eletrotécnico e comerciante Caetano Nunes foi o proprietário das
seguintes aparelhagens de som: Bailar I, Bailar II, Imperador e Grande
Imperador e Fantástico Bailar, onde o próprio dono atuava muitas vezes como
locutor dessas aparelhagens, e as aparelhagens do Sr. Caetano Nunes eram muitas
solicitadas no município de Abaetetuba para cobrir eventos e realizar festas
dançantes. O advogado João Pedro Maués denominava Caetano Nunes como Diplomata
da Comunicação de Abaetetuba.
CLÁSSICO BAILAR, aparelhagem de som de
Caetano Nunes nos anos de 1960 e 1970, tocava nas festas, quermesses e tinha
também como locutores Pai Paulo, Nêgo Acácio/Acácio Procópio e outros. O Acácio
Procópio se destacou como locutor de aparelhagens, tendo uma voz inconfundível,
era muito brincalhão e parceiro de seus colegas de microfone.
FANTÁSTICO BAILAR, do comerciante Caetano
Nunes, tendo como locutor o inesquecível Nego Acácio e o próprio Caetano Nunes
no comando dessa aparelhagem sonora, que cobria as inesquecíves quermesses
dançantes na sede do Vênus, Casa de Zeca Miró e as festas suburbanas de
Abaetetuba.
· RAIMUNDO
TIBÚRCIO DO REGO/Reguinho:
Raimundo Tibúrcio do Rego, o
popular Reguinho, residente na Rua Magno de Araujo, folclórico comerciante,
dono de muitos bens imóveis no município de Abaetetuba, foi dono da aparelhagem
de som denominada SÃO RAIMUNDO e era casado e com filhos e já é falecido.
· BENSOM MEU
TOQUE DE AMOR, DOS IRMÃOS BECHIR
Edmilson e Alberto Bechir foram
os proprietários da famosa, moderna e bem equipada aparelhagem de som
denominada inicialmente de BENSOM e, posteriormente, ficou sendo denominada de
BENSOM MEU TOQUE DE AMOR, que cobria as festas dançantes do também famoso
barracão de festas denominado TARTARUGÃO, onde aconteciam festas de
aparelhagens com o barracão sempre lotado de pessoas. Além das famosas festas
do período junino, no barracão Tartarugão eram promovidas festas nos finais de
semana e com a casa sempre lotada de pessoas que apreciavam essas festas, como
também o acervo musical da aparelhagem BENSOM, que teve como um de seus locutores
o renomado comunicador Benedito Costa, mais conhecido como Bené Costa. Além das
festas no barracão da família Bechir, sito na esquina da Trav. Santos Dumont
com a Rua 1º de maio, a aparelhagem BENSOM fazia a cobertura musical de muitas
outras festas dançantes de Abaetetuba e municípios vizinhos.
· BENEDITO
COSTA
O popular comunicador social
Benedito Costa ou Bené Costa foi o proprietário de outra aparelhagem de som
denominada BENSOM BREGA, que tinha como locutor o próprio proprietário. O Sr.
Benedito Costa, também era um dos associados no projeto da implantação da Rádio
Guarany FM em Abaetetuba e, com o prematuro falecimento do Sr. Roque Dias, Bené
Costa ficou, agora, como dirigente dessa rádio de Abaetetuba.
· ITAMARATI
Com o nome ITAMARATI existiu uma
antiga aparelhagem de som e atualmente existe outra aparelhagem de som com o
mesmo nome e devidamente digitalizada, que cobre as festas e eventos festivos
nas Ilha de Abaetetuba.
· JOSÉ SENA
José Sena, o popular Zé Sena, padeiro
e comerciante em Abaetetuba, foi dono de várias aparelhagens de som, sendo
elas: ROUXINOL, BOTAFOGO.
· JUREMA
JUREMA foi outra aparelhagem de
som do comerciante Manoel da Silva Batista, o popular Jurita e que,
posteriormente, passou para Asclepíades Lobato o popular Asclé.
· ASCLEPÍADES
LOBATO
Asclepíades Lobato, o popular
Asclé, foi dono de Aparelhagem de som JUREMA ( que mudou o nome) para festa em
Abaetetuba, onde trabalhava o popular Boemia, hoje vendedor ambulante de frutas
e pescados em Abaetetuba.
· MANOEL
SOARES
O Sr. Manoel Soares, ribeirinho
de Abaetetuba, possuía uma aparelhagem de som e com ela viajava pelas
localidades ribeirinhas de Abaetetuba, cobrindo as muitas festas que eram
realizadas na Região das Ilhas de Abaetetuba. Manoel Soares, atualmente, faz
uma programação das 10 às 12h na Rádio Conceição, da Diocese de Abaetetuba.
· PARENTE
O popular Parente é um dos mais
antigos donos de aparelhagem em Abaetetuba e ele foi dono da aparelhagem de
nome MONTE CRISTO, que tinha o Mestre Dedé como locutor. E o Sr. Parente foi
proprietário da aparelhagem de som MARAJOARA, que passou a ser denominada SUPER
MARAJOARA e o Sr. Parente atualmente também trabalha como publicitário em
Abaetetuba, que funciona até os dias atuais. O filho do Sr. Parente tem como
locutor da Super Marajoara seu filho Otávio Ribeiro Trindade. Parente é casado
e com filhos: Alex e Otávio Ribeiro Trindade.
· RAIMUNDO
CHAGAS
Raimundo Chagas, falecido recentemente em Abaetetuba em 08/2018, o popular
Pacamon, técnico em refrigeração, foi proprietário do SONOROS TOCANTINS, que na
função de locutor dessa aparelhagem de som, se tornou uma figura folclórica de
Abaetetuba, pelas suas tiradas ou furadas radiofônicas, que até os dias atuais
faz parte das conversas sobre aparelhagens de som de Abaetetuba. Essas tiradas
radiofônicas começava pelo autointitulado nome RX, se referindo ao seu nome
Raimundo Chagas, sendo que tocando em várias festas dançante ou outros eventos
festivos do município, dizia: “Sonoros Tocantins, não tem chiado, não tem
ruídos, não tem porra nenhuma” ou o conhecido “Só digo vai!, se referindo aos
avisos de encontros nas festas de arraial de Abaetetuba.
O Sonoros Tocantins, de Pacamon,
também era solicitado para tocar na Casa de Dona Estrela, e no famoso barracão
de festas da família Abreu, de Nina Abreu, e que foi a causa do episódio com o
padre Chumbinho, que se sentiu incomodado pelo barulho do som da aparelhagem e
que deu aqueles tiros nas caixas de som da referida aparelhagem.
Algumas Citações Sobre o Folclórico Locutor Pacamon
Pacamón estava tocando com o
Sonoros Tocantins na casa do Bento Barbeiro na Rua 1º de Maio, salão lotado, de
repente apareceu um gaiato com uma medalha na mão querendo devolver para o seu
legítimo proprietário, o Pacamón olhou a medalha e viu que tinha escrito atrás
"HONRA AO MÉRITO" Pegou o microfone e falou; Atenção! Utilidade
Pública!! Encontra-se em nossos Estúdios uma medalha; se você perdeu venha
buscar, a mesma tem escrito umas palavras atrás... deve ser do Seu Almerito,
porque está escrito "honra almerito.
O Pacamón estava tocando com o
Sonóros Tocantins na casa do Bento Barbeiro na Rua 1º de Maio, salão lotado, de
repente apareceu um gaiato com um lenço na mão querendo devolver para o seu
legítimo proprietário, o Pacamón olhou o lenço e viu que tinha duas iniciais;
"O. O." pegou o microfone e falou; Atenção! Utilidade Pública!!
Encontra-se em nossos Estúdios um lenço, se você perdeu venha buscar, o mesmo
tem duas iniciais, O. O. eu acho que é Ourora de Olbuquerque.
· FLAURI SILVA
O Sr. Flauri Silva, ribeirinho,
viajante marítimo e comerciante de regatão de Abaetetuba, foi dono de várias
aparelhagens de som em Abaetetuba, sendo estas:
SANTA TEREZINHA, IMPERIAL, esta
comprada do comerciante Mi Rosa, MONTE CRISTO, que comprou do popular Parente e
da aparelhagem ESTRELA DO NORTE, que era da Região das Ilhas.
· MIROSA
MIROSA, era fogueteiro e foi
dono da aparelhagem de som denominada IMPERIAL, que, posteriormente, foi
repassada para Flauri Silva.
· ESTRELA DO
NORTE
A aparelhagem de som denominada
ESTRELA DO NORTE era de propriedade de um Senhor da Região das Ilhas de
Abaetetuba.
· GUAJARÁ
GUAJARÁ era uma aparelhagem de som cujo proprietário era de
Igarapé-Miri.
Existia outra aparelhagem
GUAJARÁ, que era de propriedade de Bosco Magno, que mudou para Barcarena/Pa.
·
ALTAIR/JIBÓIA
O popular Sr. Jibóia foi
proprietário de algumas aparelhagens de som, das quais ele mesmo era o locutor,
sendo elas: SUPER VANGUARDA; SOM TROPICAL. JIBÓIA.
· ANDIR SENA
O ribeirinho Andir sena foi
proprietário da aparelhagem de som denominada TUPINAMBÁ, cujos proprietários
eram da Região das Ilhas de Abaetetuba e que mudaram para Belém.
· TIETÊ
O INTER-SOM LIBERAL, foi de
propriedade do conhecido Tietê. Existia outra aparelhagem Liberal, de
propriedade do empresário musical e comunicador Roque Dias, que,
posteriormente, fundou em Abaetetuba a Rádio Guarani-FM, que foi a 1ª de
Abaetetuba e junto com outros comunicadores da cidade, entre os quais o conhecido
Benézinho. Roque Dias já é falecido.
·
INTERNANCIONAL
A aparelhagem de som chamada
INTERNACIONAL era a aparelhagem onde trabalhava o conhecido Bené do
Cachimbinho.
· FERNANDO
BURACO
A aparelhagem de som denominada
FLAMENGO era de propriedade do conhecido Fernando Buraco.
· ROQUE DIAS
O comunicador Roque Dias era um
popular dono de aparelhagem, publicitário e promotor shows musicais em
Abaetetuba, através da aparelhagem de som denominada LIBERAL e como idealista
das comunicações o Sr. Roque Dias tocou em frente, junto com outros
companheiros também comunicadores, o ideal da implantação de uma rádio
comunitária FM em Abaetetuba, fato coroado de êxitos com a inauguração da dita rádio
em Abaetetuba.
MUCURINHA
O Sr Mucurinha foi proprietário
de aparelhagens de som em Abaetetuba, e atualmente mora no bairro do
Mutirão, onde ainda tem um Serviço de
Publicidade.
Benedito Costa/Bené Costa
Grande parte destas informações
sobre as aparelhagens de som de Abaetetuba foram fornecidas pelo comunicador
social Benedito Costa, mais conhecido como Benézinho Costa e com ajuda dos
informantes Flauri Silva, Dinho Silva e pesquisas do autor do Blog.
AS RÁDIOS DO BRASIL E BELÉM E SUAS INFLUÊNCIAS EM ABAETETUBA
As rádios contribuíram muito para
a musicalidade no Brasil, pois era através desse até então único meio de
difusão que parcela da população tomava ciência das músicas e cantores da moda
no momento, como também das notícias do Brasil.
A Era do Rádio
Foi entre o período de 1940 e
1950 que a música popular brasileira viveu um momento de especial de riqueza,
tendo como principal meio de difusão as ondas do rádio, quando inúmeros
artistas, compositores e cantores tornaram-se famosos com os programas de
auditório levados aos ouvintes pelas ondas das rádios. Naquela época, não havia
televisão e a população brasileira ficava sintonizada nas principais emissoras
de rádio e havia o segmento social que sintonizavam às emissoras radiofônicas
por causa da programação musical, dos populares
programas de auditório apresentados por radialistas famosos como Ary
Barroso e César de Alencar, entre outros. Ary Barroso, o mais famoso
apresentador e radialista brasileiro e que foi também compositor. A Rádio Nacional,
entre outros programas musicais famosos, teve em sua programação o lendário
programa PRK-30, comandado por Lauro Borges e Castro Barbosa.
Ínumeros artistas brasileiros
surgiram através dos programas de rádio e que revelou ao país artistas, entre compositores e cantores,
dentre os quais: Emilinha Borba, Carmen Miranda, Orlando Silva, Sílvio Caldas,
Francisco Alves e outros, que se tornaram grandes ídolos da musicalidade
brasileira. Era através dessas antigas rádios que parcela pequena da população de
Abaeté absorvia a musicalidade brasileira, especialmente dos grandes artistas
da Era do Rádio, que possuíam as músicas que fizeram parte não só da
musicalidade como um todo, mas dos eventos festivos-dançantes que já ocorriam
nos salões de bailes dos antigos clubes dos anos de 1940 e 1950 de Abaetetuba,
em forma de ritmos como valsas, boleros, sambas, xotes, mazurca, mambos e
outros ritmos antigos que serão elencados em itens destas postagens.
AS RÁDIOS DE BELÉM
COM FORTE INFLUÊNCIA NA MUSICALIDADE EM ABAETETUBA
Abaetetuba, por se situar às
proximidades da cidade de Belém, Capital do Estado do Pará, sempre sofreu a
influências das antigas rádios de Belém, especialmente nos aspectos musical e
festivo-dançante. Com facilidades as ondas sonoras dessas rádios e de outras
mais recentes. Como as antigas rádios AM de Belém exerceram essa influência,
vamos fazer um pequeno histórico dessas rádios pelas influências já
especificadas.
· RÁDIO CLUBE
DO PARÁ
A Rádio Clube do Pará, com sede
em Belém/Pa é a mais antiga do Pará e uma das mais antigas do Brasil, pois foi
fundada por Roberto Camelier, Eriberto Pio e Edgar Proença em 22/4/1928, época
em que existia rádio apenas no Rio de Janeiro/RJ, a Rádio Sociedade do Rio de
Janeiro. Tanto o nome Rádio Clube do Pará, como o seu prefixo PRC5 – A voz que
fala e canta para a planície, ficaram bem conhecidos dos paraenses. Em seu
apogeu, na Era do Rádio, ficou sendo conhecida como a Poderosa e era essa rádio
que trazia para Belém, com repercussão em Abaetetuba e outras cidades vizinhas,
artistas consagrados no Brasil, do porte de Carmem Miranda, Sílvio Caldas,
Dalava de Oliveira, Carlos Galhardo e Orlando Silva, que também ficaram
conhecidos pelos abaetetubenses que vivenciaram a Era do Rádio, nos anos de
1940 e 1950. Nos anos posteriores essa rádio e as demais que estavam surgindo,
continuaram a influenciar a musicalidade no Pará, inclusive na explosão do Rock
e seus sub-gêneros, Movimento da Jovem Guarda e demais movimentos musicais do Brasil
dos anos de 1960 e 1970.
Após esse tempo a Rádio Clube
passou para outros donos e ainda, mesmo que em franca decadência, continua
subsistindo em meio a acirrada concorrência com outras rádios e os canais de
TV.
· RÁDIO MARAJOARA
E SUPER MARAJOARA
A rádio nasceu como Rádio
Marajoara em 1953, pertencente aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand,
em 1953 e veio a se constituir a única concorrente com a conhecida Rádio Clube
do Pará. Depois de sua fundação, passou para outros donos e em 1999 passou para
as mãos de do empresário Carlos Santos. Hoje detém o nome de Super Rádio
Marajoara e essa emissora se tornou líder de audiência por seus programas de
auditório e musicais e com forte influência também na musicalidade do Pará e,
no caso, de Abaetetuba, com os seus famosos locutores nas eras das
transformações musicais ocorridas no Brasil a partir dos anos de 1960 e existe
até a presente data com programação variada.
· RÁDIO
LIBERAL
A Rádio Liberal AM foi instalada na cidade de Belém do Pará
em 6/10/1960, como propriedade do então governador, o general Moura Carvalho,
que em 1970 foi vendida ao empresário e jornalista Rômulo Maiorana e este
investe na referida rádio, aumenta sua potência radiofônica e com influência
também na musicalidade do Pará e Abaetetuba, a partir do momento em que passou
à condição de afiliada da Rádio Globo AM em 28/1/2010 e com transmissor potente
que passou a cobrir todo o Pará e Amazônia.
AS RÁDIOS DE
ABAETETUBA
Com a chegada das rádios FM em
Abaetetuba, os antigos locutores de aparelhagens passaram a fazer parte da
programação dessas rádios, e em especial, fazendo os programas de
entretenimento e animação musical.
Nos reportaremos aos antigos
sistemas de sons, Sonóros Copacabana e R Z Publicidade como uma espécie de
sistema radiofônico de Abaetetuba e, posteriormente, falaremos nas rádios
propriamente ditas do município:
· SONOROS
COPACABANA
MANOEL DE JESUS RODRIGUES DE
MORAES, comunicador e repórter, atual proprietário do antigo Sonoros
Copacabana, que pertencia ao saudoso Bandute Sena e que funciona com o atual
nome de Empresa Copacabana de Publicidade e Comunicações.
Citação:
“O Sonoros Copacabana, citado em 1956, era um
aparelhamento de som tipo rádio, onde o 1º “studio” foi instalado numa
dependência da antiga sede do Abaeté Futebol Club (na esquina da Av. D. Pedro
II com a Trav. Pe. Luiz Varella),
devidamente equipado com os aparelhos de locução e aparelhamento musical
e as caixinhas de sons amplificados que ficavam espalhadas nos postes da
iluminação elétrica pública do bairro comercial da cidade e que foi pioneiro
nas propagandas comerciais e outras publicidades, entrevistas ao vivo, notícias
e momentos de entretenimento e de musicalidade e a Prece do Ângelus que era realizada
diariamente”.
Outro estúdio do Sonoros Copacabana foi o antigo prédio do
Sr. Lucídio Paes, sito na atual Av. D. Pedro II, ainda tendo Benedito Sena dos
Passos como proprietário.
Esse sistema de som que vem desde
a década de 1950 passou por vários proprietários após o falecimento de Bandute
Sena e agora está sob a direção do publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de
Moraes e com o nome de Sistema de Som e Publicidade Copacabana, utilizando os
modernos meios musicais tecnológicos e digitais de nossa era.
· R Z
PUBLICIDADE
O Sr. RAIMUNDO ZACARIAS DE
MORAES, o popular Zaca, é o proprietário do sistema de som denominado RZ
Publicidade, que também funciona como o Sonoros Copacabana e no mesmo estilo,
com programação de publicidade, anúncios variados e que tem seu estúdio na Rua
Siqueira Mendes, na frente da Praça da Bandeira e com as caixinhas de som
espalhadas pelos postes de energia elétrica e que contribui com a musicalidade de
Abaetetuba com seus momentos de entretenimento musical, agora à base de músicas
devidamente digitalizadas e nos variados gêneros musicais.
· RÁDIO
COMUNITÁRIA GUARANY FM
Rádio Guarany-FM, foi a primeira
rádio de Abaetetuba, que funciona nas 24 horas do dia e teve como 1º diretor, o
comunicador Roque Dias e, com o falecimento de Roque Dias, a rádio tem como
atual diretor o comunicador Bené Costa e na sua programação existem os momentos
musicais através de diversos comunicadores que têm a música como parte de seus
programas.
· RÁDIO
EDUCATIVA CONCEIÇÃO FM
Rádio Educativa Conceição FM e TV
Conceição, sistema de comunicação de propriedade da Igreja Católica de
Abaetetuba, que atua na evangelização e com variados programas que também se
utilizam de músicas nessas programações.
NOMES DA COMUNICAÇÃO
E DO ENTRETENIMENTO MUSICAL EM ABAETETUBA
Em Abaetetuba a programação de
rádio é variada e todos com fortes características musicais, sendo algumas
dedicadas aos segmentos musicais a que se propõem, como dance, rock, brega,
românticas antigas, etc. E cada programa ostentando o comunicador para esses
segmentos variados das programações de rádio, incluindo os serviços de som e
publicidade Copacabana e R Z Publicidade.
As aparelhagens de sons são comandadas pelos atuais DJs,
sendo que as melhores e maiores aparelhagens de Abaetetuba possuem DJs que
criam seus próprios discos através da mixagens digitais, sendo eles também os
fabricantes desses discos comparáveis aos que são produzidos em Belém.
Em toda a história da
musicalidade de Abaetetuba, muitos nomes se destacaram nos antigos serviços de
som e publicidade dos sonoros ou aparelhagens de som, como muitos se destacaram
como locutores de aparelhagens, ou como comunicadores sociais modernos das rádios
ou como grandes nomes do entretenimento musical em Abaetetuba. Citemos alguns
nomes que se destacaram na comunicação social e no entretenimento musical em
Abaetetuba:
· Alcimar
Carneiro de Araujo
·
Alcimar Carneiro de Araujo, desde jovem vem desempenhando importante
papel na musicalidade, ora atuando no Sonoros Copacabana como comunicador
social e na área esportiva com momentos de entretenimentos musicais, ora
apoiando os antigos locutores com a disponibilização de acervo musical.
· Benedito
Sena dos Passos/Bandute Sena. Vide Sonoros Copacabana.
· Manoel de
Jesus Rodrigues de Moraes. Vide Sistema de Som e Publicidade Copacabana.
· Raimundo
Zacarias Rodrigues de Moraes. Vide R Z Publicidade.
· Naldo
Araujo, formado em Comunicação Social, moderno repórter de canal retransmissor
de TV em Abaetetuba/Pa.
· Nildo Silva, iniciou trabalhando no
antigo Sistema de Som e Publicidade Copacabana, este de propriedade de Manoel
de Jesus Rodrigues de Moraes e que posteriormente se transferiu para a recém
instalada Rádio Comunitária Guarany onde faz um serviço de comunicação e
entretenimento e ainda atua como promotor de eventos festivos em Abaetetuba com
a empresa Nildo Silva promoções, citado em 2012.
. ROQUE DIAS
· Roque Dias,foi um dos primeiros
locutores de aparelhagem de Abaetetuba, tendo ele mesmo se tornado proprietário
de algumas aparelhagens de som que cobriam eventos sociais e festas dançantes
no município. Sua tenacidade como comunicador social de Abaetetuba o levou a
empreender uma renhida luta em favor da instalação de uma rádio comunitária na
cidade, tendo conseguido essa vitória em
....quando foi instalada a Raádio Comunitária Guarany FM. Nessa rádio trabalhou
em todos os setores da comunicação radiofônica,
onde foi comunicador social, repórter, narrador esportivo e Roque Dias
já é falecido.
. BENÉ COSTA
Bené Costa, foi também um dos
primeiros locutores de aparelhagem de som de Abaetetuba, tendo trabalhado nas
aparelhagens de Caetano Nunes e na dos dos irmãos Bechir e também chegou a
possuir a sua própria aparelhagem de som. Atualmente é sócio-diretor da Rádio
Comunitária Guarany FM.
· Albertino
Lobato:
· Albertino Lobato, é professor e iniciou
sua atividade na comunicação social através do antigo Sistema de Som e
Publicidade Copacabana, este de propriedade do comunicador social e
publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes. No Sistema de Som e
Publicidade Copacabana Albertino fazia o conhecido Jornal Cidade, citado em
4/1999, com momentos musicais e noticiosos, jornal que Albertino Lobato levou
para a Rádio Comunitária Guarany FM, quando passou a integrar o elenco de
comunicadores sociais dessa rádio, onde faz também o papel de repórter e comentarista
em alguns eventos importantes do município.
Gerson Santos:
Gerson Santos é citado desde 4/1999
atuando como comunicador social em Abaetetuba, tendo trabalhado em canais de TV
de Abaetetuba e na Rádio Comunitária Guarany FM e no serviço de publicidade
ambulante da cidade.
A ASSOCIAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DE ABAETETUBA:
A Associação dos Profissionais da
Comunicação Social de Abaetetuba é citada em 24/4/1999, para congregar os
profissionais desse setor das comunicações e com a seguinte diretoria:
Presidente:
Albertino de Lima Lobato
Vice-presidente:
Raimundo Nonato Paes Loureiro
1º Secretário:
Ociney leão Vilhena
2º Secretário:
Gerson dos Santos
1º Tesoureiro:
Rosenil da Silva Cardoso
2º Tesoureiro:
Luis Otávio N. da Costa
AS APARELHAGENS DE
SOM DE BELÉM
Ao mesmo tempo que surgiram as
aparelhagens de som de Abaetetuba nos anos finais de 1940, também começaram a
surgir as aparelhagens de som de Belém e sua zona metropolitana.
As grandes aparelhagens de som de
Belém e algumas do interior do Pará, com o avanço tecnológico e com a cultura
das festas dançantes, desenvolveram sofisticados sistemas de som e com a
presença de uma infinidade de outros recursos e que levaram até à criação das
chamadas “Festas de Aparelhagens”, que hoje atraem milhares de fãs e dançarinos
a esses locais festivos e com direito a fãs-clubes. Uma grande aparelhagem de
som possui a seguinte estrutura:
· Sofisticadas mesas de som, agora já
devidamente digitalizadas
· Câmeras de vídeo, filmando o evento,
que é reproduzido em dois grandes aparelhos de LCD colocados em pontos
estratégicos do local da festa.
· Uso de modernos notebook, para
controlar o desenvolvimento do evento
· Sofisticados equipamentos de efeitos
visuais para raio laser, fumaça, etc para uso no decorrer das festas.
· Sofisticados equipamentos de
iluminação do local da festa
· Alta potência de som do conjunto das
caixas de som, que chega a fazer tremer o solo onde se realiza a festa, daí o
termo “treme terra” para essas aparelhagens.
· Cabine especial para receber a
sofisticada mesa de som e outros recursos tecnológicos para uso dos famosos DJs
de aparelhagens. Vide DJs abaixo.
Ainda existem as médias e
pequenas aparelhagens de som que pululam em Belém, Abaetetuba, Barcarena e
outros municípios, cobrindo diferentes tipos de eventos festivos no Pará.
Algumas Aparelhagens
de Som de Belém e Sua Zona Metropolitana
As aparelhagens de som de
Abaetetuba surgiram concomitante ao aparecimento desses sistemas de som em
Belém na década de 1940. Porém, como Belém era um centro festivo-dançante muito
maior que Abaetetuba e de poder econômico também muito maior, foi em Belém que
as aparelhagens de som evoluíram para o gigantismo da potência sonora e
sofisticação dos equipamentos e estúdios musicais (cabines). As aparelhagens de
Belém influenciaram decisivamente na evolução e também decadência das de
Abaetetuba e também atuando nas grandes festas e shows dançante-festivos de
Abaetetuba, daí a importância de nos reportarmos a algumas das grandes
aparelhagens de Belém.
· TUPINAMBÁ
De acordo com o DJ Dinho a
aparelhagem de som Tupinambá já existe há mais de trinta anos e essa
aparelhagem surgiu em Abaetetuba, quando Andir Corrêa, promovia as festas,
principalmente no interior da cidade, na região das Ilhas. Depois, toda a
família teve que se mudar pra Belém e com isso, Andir levou também a
aparelhagem Tupinambá, que na época não era tão conhecida, e para conciliar o
trabalho particular com a aparelhagem, o seu filho, hoje o popular DJ Dinho,
aos 12 anos, começou a trabalhar na aparelhagem para poder ajudar o pai. Hoje a
aparelhagem de som Tupinambás é uma das maiores do Estado do Pará, que evoluiu
como uma empresa que se dedica ao mundo musical e sempre usando os últimos
recursos tecnológicos desse campo.
O atual cacique da aparelhagem de
som Tupinambá, o DJ Dinho, hoje com 37 anos, assumiu o negócio da aparelhagem
em 1996, com a morte de seu pai Andir. O tupinambá é o treme-terra (a força de
seu som faz tremer o solo) mais famoso do país, que já foi objeto de várias
dissertações e teses acadêmicas no tocante à musicalidade no Pará.
Antes de ganhar fama o Tupinambá
tocava principalmente pela periferia da cidade de Belém e municípios vizinhos.
Hoje, com a evolução da aparelhagem, toca em ambientes da classe média, na
periferia de Belém e sua zona metropolitana e cidades vizinhas. Toca em média 5
vezes por semana, sempre por contrato de locação, sendo o preço um dos mais
altos do Pará nesse tipo de trabalho.
Como a aparelhagem evoluiu para
uma micro empresa, a aparelhagem emprega diretamente mais de 30 pessoas, entre
motoristas, carregadores, auxiliares de palco, auxiliares de montagem de equipamentos,
além dos DJs, sendo eles o próprio DJs Dinho e os DJs auxiliares: Wesley,
Toninho e Ágata, sendo que esta, em seu início, a única DJ mulher de Belém e
Patty Potência.
Como o ritmo predominante nas
festas dançantes do Pará é o ritmo Brega, o Tupinambá se integra á cultura
paraense como um dos maiores promotores do movimento Brega em terras paraenses,
devido essa aparelhagem se juntar a dezenas de outras grandes, pequenas e
médias aparelhagens de som, que geram empregos e rendas no Pará. O Tupinambá e
outras grandes aparelhagens já produzem os seus próprios CDs e DVDs, com
direito a lançamento e tudo.
A aparelhagem de som Tupinambá já
teve diversos nomes, como: Treme-Terra Tupinambá, Novíssimo Treme-Terra
Tupinambá e hoje ostenta o título de Fantástico Tupinambá. A troca de nomes
varia com o aumento de qualidade da iluminação, da potência do som e da
evolução da tecnologia digital da musicalidade e equipamentos de som.
A potência sonora do Tupinambá
equivale a 100 mil watts e o valor dos ingressos das festa custa em média R$
10,00 e arrasta em torno de 5.000 pessoas para as suas festas de aparelhagens.
Possui vários fãs-clubes, entre os quais: Os Safadões, Equipe Rex, Equipe
Tubarão, Bad-Boys, Galera da Moto, Galera do Laser, Galera Tô Nem vendo, Galera
do Centavo, Galera do Shop, Fura Olhos e outras.
· SUPER POP
A aparelhagem de som SUPER
POP já existe há quase 18 anos e já teve
diversas denominações, entre as quais: Pop Som, o Águia de Fogo; Pop Som 1, 2,
3 e 4; Super Pop, o Peso do Som; Super Pop, o Águia de Fogo e atualmente é
denominado O Águia de Fogo Super Pop, o Arrasta Povo, nomes que mudam conforme
a irreverência e circunstâncias do momento. Por exemplo, Águia de Fogo, era
devido um seriado sobre crimes, muito famoso da década de 1980 que possuía um
helicóptero com o mesmo nome em busca crimes e toda a estrutura da aparelhagem
foi mudada para parecer uma águia, onde os comandos lebravam uma cabine e
outras parafernálias que faziam lembrar o helicóptero.
Atualmente o Super Pop realiza 16
festas mensais com público de até 5.000 pessoas, com o custo do ingresso numa
média de R$ 7,00. Como no Tupinambá, no Super Pop os DJs são considerados como
que artistas e possuindo até fãs-clubes em Belém, sua área metropolitana e
cidades vizinhas. Exemplos de fãs-clubes: Eternamente Pop Som, As Mariasdo Pop
e outros.
O Super Pop, como as demais
grandes aparelhagens de Belém, possui potência sonora é de mais de 200 mil
watts, que coloca a aparelhagem no grupo dos treme-terra.
Também o Super Pop funciona como
uma empresa que emprega diretamente mais de 80 pessoas e está dividida em Super
Pop, O Novo Águia de Fogo, com os famosos DJs Élison e Juninho e o Pop
Saudades, A Relíquia da Saudade, que tem no comando os DJs Betinho e Siqueira e
trabalha no segmento das festas dançantes de saudade que virou moda no Pará.
· RUBI
A aparelhagem de som RUBI foi
criada em 13/8/1950, tendo no comando o pai do atual DJ Gimar Santos e nessa
época a aparelhagem era chamada de Esplêndido Rubi. Em 1973, Gilmar Santos, que
era um dos filhos do dono da aparelhagem, assume o Rubi, o Todo Poderoso “Peso
Pesado” que tocava o ritmo Brega e outros ritmos variados e com a aparelhagem
sempre evoluindo nos seus equipamentos e zelando pela qualidade de seu público.
Porisso, em 2002 surgiu a 1ª Nave do Som, trazendo como novidade o DJ de frente
para o público, o que foi uma novidade no Pará e em 2003, surgiu uma nova Nave
do Som, da aparelhagem Rubi. A nave nada mais é do que a cabine de comando da
aparelhagem onde ficam os DJs.
Nessa evolução da qualidade do
som e dos equipamento, em 2004 surgiu a “Espaçonave do Som”, caracterizada pela
qualidade da iluminação, som de alta qualidade digital e para variados tipos de
eventos e ambientes. Como a inovação dos equipamentos, a potência e qualidade
de som era uma questão de competição com outras grandes aparelhagens de som, em
3/12/2005 o Rubi lançou no Iate Clube de Belém, o novo Rubi, O Portal
Intergaláctico, com o 1º sistema Flay
Pea mais potente, qualidade de tecnonologia total e com 5 DJs, incluindo
Gilmar Santos e a 1ª DJ mulher, a Dani Cabrita.
Atualmente o Rubi conta com os
populares DJs, Gilmar Santos, Dani Cabrita e Júnior Moreno que se encarregam de
comandar a aparelhagem com o novo nome de Rubi, A Volta da Espaçonave do Som.
Como as grandes aparelhagens de Belém, a Rubi também trabalha como uma pequena
empresa e também grava CDs.
O MOVIMENTO BREGA NO
PARÁ
Com o surgimento do ritmo Brega
no Pará e sua respectiva evolução, pode-se dizer que surgiu também “O Movimento
Brega no Pará”, que se baseia no surgimento de numerosos ídolos do ritmo Brega,
que arrastam consigo milhares de fans e as festas de aparelhagens, que juntas
geram milhares de empregos na fabricação e vendas de CDs e DVDs que ajudam a
manter o ritmo sempre presente nesse segmento da cultura paraense. Como cada
grande nome do rítmo Brega e cada grande aparelhagem de som possui os seus
fâns-clubes e com a ajuda de milhares de sistemas de sons e sons automotivos
tocando em toda parte, pode-se dizer que o ritmo Brega se constitui no
Movimento Brega do Pará, que arrasta seus fãns não só para as grandes festas de
aparelhagens, como também criou um público próprio na audiência de programas
com música Brega através de dezenas de rádios e sistemas de sons espalhados
pelas cidades do Pará, especialmente Belém, sua Zona Metropolitana e cidades da
Ilha do Marajó, do Baixo Tocantins e outras áreas paraenses. Isso também está
levando a mudanças de costumes com a adoção dos modismo advindos do Movimento
Brega do Pará.
Os cantores e as grandes
aparelhagens de sons de Belém lançam seguidamente CDs e DVDs que ajudam a
alanvancar a vendagem de discos do rítomo Brega, tendo alguns cantores e
aparelhagens de som que chegam a vender mais de 50.000 cópias originais, sem
contar as pirateadas. Com isso os cantores e aparelhagens de som sempre se
mantém na crista da onda Brega por muito mais tempo.
Além das aparelhagens gigantes
apresentadas acima outras aparelhagens se destacam no cenário festivo-dançante
das aparelhagens de som de Belém e com influências e incursões por Abaetetuba e
cidades vizinhas:
· ITAMARATI
· GUANABARA
· PRÍNCIPE
NEGRO
· CROCODILO
· CICLONE e
outras
OS DJs
O termo disc jockey (dee jay) foi utilizado, primeiramente
para se referir à figura do locutor de rádio que tocava discos de gramofone,
posteriormente, o long-play, mais tarde o campact disc laser (CD) e atualmente
empregam o uso do mp3.
No rádio, os disc jockey (dee
jay) contribuíram para a consolidação do movimento Rock and Roll a partir da
segunda metade dos anos de 1950, como a maior manifestação cultural da
juventude do século 20. Os disc jockey
faziam sucesso principalmente entre a população menos privilegiada que não
tinha condição de comprar o toca-disco e o nome disc jockey perdurou por muitos
anos na era do rádio e das aparelhagens de som.
. DJ de Rádio
Somente anos depois é que esse
nome foi encurtado para DJ e no Brasil a forma aportuguesasa “djidjêi” é uma forma de pronúncia incorreta, porém usada
por jornalistas, radialistas, face o sucesso que esses profissionais começavam
a experimentar manipulando discos a partir dos anos de 1990, trabalhando na reprodução
de músicas.
. DJ de Discoteca
Ainda hoje o termo DJ é aplicado
aos locutores de rádio, porém, com o advento da Discoteca em meados dos anos de
1970, os DJs também ganharam fama fora do rádio e foram para as pistas de
danças, festas, bailes, clubes, boates ou danceteria, usando a seleção de
diferentes composições musicais previamente gravadas. Nas pistas, os DJs que
atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam apenas discos de vinil em suas
apresentações, usando bateria eletrônica, teclado com milhares de efeitos, mesa
de som, microfones e até computadores para usar toda a parafernália sonora dos
modernos DJs, inclusive os das famosas aparelhagens de som do Pará.
Diferentes Tipos de DJs
Hoje, diante dos numerosos
fatores envolvidos, incluindo a composição escolhida, o tipo de público alvo, a
lista de canções, o meio e o desenvolvimento da manipulação do som, desembocam
em diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos usam na verdade discos, alguns
podem tocar com CDs, outros usam laptop, emulando músicas com softwares, entre
outros meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos (VJs), mesclando seu
conteúdo ao trabalho desenvolvido no momento da apresentação musical. Há, no
entanto, uma vasta gama de denominações para classificar o termo DJ que pode
até criar suas próprias músicas, com a aparelhagem adequada, com
sintetizadores, gravadores digitais, computadores e softwares de composições
eletrônicas.
Os DJs de aparelhagem do Pará se
enquadram entre os que criam suas próprias músicas, usando tecnologia e
aparelhamento adequado como sintetizadores, gravadores digitais, computadores e
softwares de composições eletrônicas. Esses discos se encontram à venda nas
praças comerciais locais e tocando nos diversos tipos de sistemas de som das
cidades paraenses, espcialmente nas rádios, festas dançantes nos diversos
ritmos e, especialmente, as músicas do ritmo Brega do Pará, onde despontam
dezenas de famosos DJs.
Alguns DJs de Ababaetetuba
evoluíram no sentido de também criar suas próprias músicas, usando a moderna
tecnologia digital na mixagens de gravações e sons e também promovendo
sistemáticos eventos festivos-dançantes no município e também vendendo sua
produção musical.
ALGUNS DJs DE
ABAETETUBA
. DANIEL, criativo DJ
de Abaetetuba
. Luisinho Costa,
conhecido e criativo DJ de Abaetetuba.
. Daniel Bonney,
conhecido e criativo DJ de Abaetetuba.
.
Chico Laser, conhecido e criativo DJ de Abaetetuba, citado em 4/1999 e é
promotor de eventos festivos-dançantes em Abaetetuba.
.
DJ Chico, versátil DJ , que é o apresentador “Tarde Dance” na Empresa
Copacabana, programa destinado à música tipo Dance, e outras de ritmos
...citado desde 1998 nesse programa.
AS FESTAS DE
APARELHAGENS DO PARÁ
Uma Festa de Aparelhagem é
identificada pelos holofotes podrosos, um sinalizador que projeta raios de luz
e que pode ser visto de pontos distantes da cidade ou localidade onde se
encontra. Quando se chega a festa, encontram-se dezenas de pessoas nas filas
para a compra das entradas para a festa. E já se sente o solo vibrante
provocado pela potência das caixas de som. Os enormes equipamentos das modernas
aparelhagens de som são um espetáculo à parte das festas de aparelhagens ao som
do tecnobrega.
No conjunto dos equipamentos da
aprelhagem de som encontra-se a Cabine, onde se localizam os DJs, que ficam no
centro e com o máximo de exposição ao público presente e que interagem com ele
o tempo todo da festa. E, agora, o público nunca dá as costas à cabine e ao DJ
e todos ficam dançando na frente da Cabine como se esta fosse o palco de um
show, com exceção dos casais que engatam passos no rítmo do Brega, agora
chamado Tecnobrega.
Além dos equipamentos de
discotecagem, as estruturas que compõem o espaço dos DJs incluem Telões, onde o
público se vê e acompanha as apresentações dos DJs, equipamentos de iluminação
e muitos efeitos especiais.
Como pudemos notar, são muitos os
DJs que tocam numa festa de aparelhagem e a cada um que entra na cabine,
anuncia-se com ênfase seu nome, que vai comandar a festa a partir de então. Os
que abrem e encerram as festas de aparelhagens são os chamados DJs auxiliares.
Cada grande aparelhagem de Belém possui o seu DJ principal, que geralmente é
dono ou parente do dono de uma aparelhagem de som e que aparece e faz a apresentação
dos recursos da aparelhagem, numa espécie de ritual que caracteriza cada DJ
principal, em meio aos efeitos visuais e sonoros da aparelhagem e criando um
momento de delírio na festa.
AS APARELHAGENS DOS
BAILES DA SAUDADE
As aparelhagens de som do Pará não poderiam ficar fora desse
rico segmento das festas dançantes em Belém, Abaetetuba, Barcarena e outras
cidades do Pará.
Como os antigos ritmos e momentos
musicais brasileiros, como as era do Rock, do Movimento da Jovem Guarda, do
Rítmo Dance, dos ritmos musicais das décadas de 1950, 1960, 1970, 1980, 1990,
2000, que caracterizaram essas décadas dançantes, instituiu-se no Pará as já
famosos e bem frequentados BAILES DA SAUDADE, onde um ou vários conjuntos
musicais ou grupos musicais são convidados para animar esses bailes de acordo
com o movimento ou ritmo musical ou de acordo com as décadas musicais acima
mencionados. O certo é que essas festas são as responsáveis pelo aparecimento
de cantores, cantoras, grupos e conjuntos musicais que se dedicam apenas a esse
tipo de festa. Algumas festas são específicas para um determinado ritmo, porém
a maioria passeia por vários ritmos como: antigos Bregas (é o mais solicitado
nas Festas de Saudade), discoteca, Pagode, Lambada, Zouk, Cúmbia e música lenta
romântica.
Os Bailes de Saudade
Por conta da explosão musical dos
Bailes de Saudade, as gravadoras regionais, que geralmente são as grandes
aparelhagens de som de Belém e outras cidades vizinhas, inclusive Abaetetuba,
já lançam no mercado os CDs de coletâneas de músicas de Saudade e de acordo com
o ritmo e década musical. Com isso essas músicas voltam a ser executadas também
nas emissoras de rádios no Pará, inclusive sendo alguns programas exclusivos
para as músicas de saudade. A onda dos bailes da Saudade já está saindo do
circuito musical paraense e chegando aos estados do Nordeste. Mais uma criação
musical do Pará, que está invadindo o Brasil.
Vale ressaltar que o Baile da
Saudade é voltado mais para um público de maior faixa etária, porém o segmento
jovem tem as suas festas de saudade voltado para o ritmo Dance das décadas
musicais.
Algumas Aparelhagens de Som Que se Especializaram em Festas
de Saudade
Algumas aparelhagens de som de
Belém se especializaram no apoio às Festas de Saudade, como também na produção
de discos voltados para esse segmento musical.
Em Abaetetuba existiram algumas
aparelhagens voltadas para esse tipo de festas, porém são de Belém as
aparelhagens de maior fama no campo das músicas de saudade. Entre essas
aparelhagens destacamos:
. BRASILÂNDIA, O
CALHAMBEQUE DA SAUDADE
Essa aparelhagem de som pertence
ao sr. Zenildo Fonseca, que teve seu início na década de 1940 com seu pai nas atividadades
musicais de aparelhagens. Nesse tempo todo a aparelhagem já denominada
Brasilândia, foi ganhando fama e mudando de os acréscimos ao nome Brasilândia
várias vezes e somente em 2004, após
mais de 60 anos no mercado musical, surgiu o nome BRASILÂNDIA, o Calhambeque da
Saudade, e a característica dessa aparelhagem, além de se dedicar ao ramo das
festas de saudade, é a fidelidade no uso dos antigos discos de vinil, sendo que
os DJs dessa original aparelhagem de som, já com fama em todo Pará, só usam CDs
para tocar na abertura e vinhetas durante o desenrolar das festas e empregando
um número considerável de pessoas nas atividades festiva-dançantes da
aparelhagem e na gravação de CDs e DVDs. Os principais DJs da aparelhagem
Brasilândia são os populares Zenildo e Maizena.
Outras aparelhagens
de som se destacam no ramo das festas de Saudade
. ALVI AZUL
Abaixo temos uma nota de Marco Tuma que fala um pouco da Aparelhagem Alvi Azul e do local onde acontecem eventos que também tratam das antigas aparelhagens de som de Belém:
Marco Tuma em 31/07/2018
O dia vira noite! O rio vira mar! A mente vira mundo! Sendo assim, a CASA VELHA 226, NESTE DOMINGO 5 DE AGOSTO, estará pronta uma vez mais para os afetos calorosos dos recém-chegados à esta fronteira da Belém Invisível, e também para a melancolia sem dor da despedida daqueles que a tem que deixar!!! Tem desde a primeira exposição de uma artista nova amiga pelos nossos corredores, até o adeus por enquanto de um DJ velho amigo a quem esses mesmos corredores honram! É assim a vida, virando sempre! Mas APESAR DOS FINS, MEIOS E COMEÇOS que a vida nos dá sem que peçamos, ainda nos cabe nosso quinhão da vontade!!! Que se abra a Casa Velha 226 aos seus transeuntes e ficantes!! Que riam os amigos que se encontram e chorem quando se despeçam, contanto que no fim, no meio ou no começo, encontrem a alegria da vida!!!
>> 16H Exposição dos ANTIGOS EQUIPAMENTOS ANALÓGICOS DO ALVI AZUL, uma das aparelhagens mais antigas da cidade! Este acervo está aos cuidados do DJ JÚNIOR ALMEIDA, do projeto SONORO PARAENSE, que há doze anos trabalha com o propósito de resgatar a memória de um dos principais fenômenos da cultura popular paraense do século XX, as Aparelhagens, que na década de 1950, eram chamadas de Sonoros, daí o nome do projeto! O DJ vem tentando por conta própria construir um Museu das Aparelhagens no porão de sua casa, e ao mesmo tempo vem produzindo festas com o acervo de vinis do Alvi Azul, talvez o mais completo que ainda resta do período de ouro das Aparelhagens!
>> 16H10 O professor ANDREY FARO ancora com o bate-papo A HISTÓRIA DAS APARELHAGENS E A SUA INFLUÊNCIA NA MÚSICA POPULAR PARAENSE, onde vai conversar com os transeuntes e ficantes sobre a evolução histórica das Aparelhagens e o mercado fonográfico paraense da segunda metade do século XX!
>> 18H A magnífica WELLINGTA MACEDO nos brinda com a Performance Teatral LULU, A GATA PRETA - DESMISTIFICANDO O RACISMO NA LENDA DE AZAR DOS GATOS PRETOS! Livre para todos os públicos meu povo!
>> 18H10 E como tudo que começa bem merece terminar bem, o DJ IGOR ALVES, mais novo peregrino da eternidade, gira a Casa mais uma vez com o seu BAILE DA MALDADE, desta vez na sua EDIÇÃO FINAL minha gente! Aguenta coração! O DJ da Casa Velha 226 está de partida para horizontes lusitanos, mas antes da gente derramar lágrimas de saudade, ele e seus convidados vão pôr os transeuntes e ficantes para dançar e suar e invocar os invisíveis one last time! BURA!!!
E é isso meus caros transeuntes e ficantes! Neste domingo 5 de agosto vocês são todos convidados deste destino de toda chuva, casa de todos os sóis!!!
A Casa Velha 226 fica na Travessa Gurupá nº226, entre Dr Malcher e Cametá, na Cidade Velha, que, perguntam os eruditos, será bairro-fim, bairro-meio ou bairro-começo? RESPONDA, BELEMITA!!!!
. Diamantina
. Som Alternativa
. Pop Saudade
. Rubi Saudade
Cantores e Conjuntos Musicais de Saudade
Por conta dos embalos e
popularidade dos Bailes de Saudade em Belém, Abaetetuba e outras cidades, foram
surgindo cantores, cantoras e conjuntos musicais que se dedicam a cantar e
tocar apenas as músicas de Saudade. É o que acontece com o conjunto tipo skema
chamado Mano & Trio de Abaetetuba que se dedica quase que
exclusivamente aos Bailes de Saudade. Inclusive esse conjunto tem editado
alguns CDs com músicas desse segmento da Saudade. Queremos diferenciar música
de Saudade com cantores de seresta, que também existem em Belém e Abaetetuba. Enquanto
os cantores de seresta se dedicam ás antigas músicas românticas brasileiras, os
conjuntos e Festa de Saudade se reportam às músicas dançantes antigas,
especialmente as dos estilos Brega, Dance das décadas musicais, Jovem Guarda,
Cúmbia, Lambada. Muitos CDs de saudades são vendidos em Abaetetuba e Belém
nesses estilos de músicas.
PERÍODO DANÇANTE DAS
APARELHAGENS DE SOM
Como as Aparelhagens de Som
surgiram em Abaetetuba a partir da década de 1940 e se tornaram opção dançante
já a partir dos anos de 1950, pode-se dizer que esses sistemas de som pertencem
a todas AS FASES DAS FESTAS DANÇANTE DE ABAETETUBA e até os períodos das atuais
fases dançantes dos Dances e Tecnos e outros estilos musicais do momento, com
os conhecidos e populares DJs do município.
Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

Nenhum comentário:
Postar um comentário