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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PENSAMENTOS ESPIRITUAIS

PENSAMENTOS ESPIRITUAIS
 Foto de R. Santos
Instado por algumas pessoas sobre o porquê do Blog não se prestar a publicar assuntos ácidos e desagregadores, sob os mais diferentes aspectos do dia-a-dia de Abaetetuba, especialmente das situações políticas e as conseqüentes ações de corrupção e disputas políticas pelo poder e variados tipos de violências, respondemos que, diretamente, não tratamos dessas questões polêmicas. Mas as entrelinhas de nossas postagens estão recheadas de questionamentos de ordem moral e ética, que cada um de nós deve viver, independente de religião, credo, raça, opções políticas, vocações e cargos públicos ou privados, no exercício dessas funções no seio do segmento social onde se encontra. Então, diretamente, jamais entraremos no mérito de determinadas questões espinhosas, que recheiam o noticiário das redes de TV, jornais, rádios ou mesmo de inúmeros blogs, que se prestam para fazer essas publicações, já que estão corretíssimas democraticamente, sob o ponto de vista social que lhes é próprio, do “anunciar e denunciar” responsavelmente, o que não é o caso de nosso Blog. O nosso papel é também anunciar e denunciar sob o enfoque da valorização da vida em todas as suas dimensões, da promoção do homem à altura de sua dignidade de filho de Deus, de estabelecer ligames de união e paz nos variados ambientes e ajudar a todos como forma de serviço ao irmão. Também, de acordo com o propósito do Blog, promover o resgate da história-memória dos vários aspectos culturais e genealógicos de Abaetetuba e região, conforme mostram as inúmeras postagens já feitas pelo Blog. Por sinal que nosso Blog aqui se coloca a disposição de todos como serviço e não como promoção individual ou social. E no bojo destes argumentos, também publicamos outra postagem sobre a questão da saúde não só em Abaetetuba como no Brasil todo. Leia ambas e analise-as sob o enfoque do tema abaixo.
Pensamentos Espirituais
Abaixo, através do ítem “Pensamentos de Chiara Lubich”, inauguramos o cabedal de postagens sobre a Espiritualidade da Unidade, advindo do pensamento e ações da notável figura da fundadora do Movimento dos Focolares (clique Chiara Lubich nos vários sites de buscas), que abrange todos os segmentos da realidade humana, e baseada de sua vivência cristã em torno de alguns eixos de espiritualidade, entre os quais os eixos “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” e “Que todos sejam Um”, extraídos das Escrituras Sagradas, espiritualidade que, na medida do possível, também procuramos vivenciar em nosso dia-a-dia, conscientes que somos das nossas fraquezas humanas e, tentando vencer essas adversidades que afetam matéria e espírito, nos espelhamos na frase de alerta São Paulo: “É nas fraquezas que me torno forte”.
Pensamentos de Chiara Lubich
Foto de JPM
O QUE VALE É O AMOR - CHIARA LUBICH

O que vale é o amor
Falando do amor, da caridade, Paulo VI dizia aos bispos australianos reunidos em Sidney: “Esta é —parece-nos — a principal virtude pedida à Igreja católica, nesta hora que o mundo vive”.
Se for assim, como na verdade o é, o cristão do século vinte deve ser, momento por momento, “caridade vivida”, para corresponder às exigências da Igreja e dar uma resposta aos questionamentos do mundo.
Esta deve ser a sua meta: o amor verdadeiro; sabendo, além do mais, que as coisas têm valor se são inspiradas e conduzidas pela caridade e que o resto de nada vale, ao menos para o exame final da nossa vida.
Portanto, é nisto que o cristão deve empenhar¬-se para poder dizer, depois de cada ação realizada: “isto é algo que permanece”.
Assim devem ser o seu trabalho quotidiano, as leituras, as obrigações, a educação dos filhos, os colóquios, as viagens, o acordar, o tomar as refeições, o dormir, e mesmo cada pequena ação, com tudo o que, de imprevisto, Deus lhe pedir dia a dia.
Assim deve ser — e isto é profundamente con¬solador — para aqueles que nada podem fazer quando doentes, imóveis numa cama, ou inativos numa convalescência interminável.
É isso mesmo, é justamente assim — e quantas vezes o afirmamos, esquecendo-o em seguida — pois o que vale não é o trabalho, nem o estudo, nem a atividade apostólica; o que vale é o amor permeando a nossa vida.
Isto é possível a todos. Cada ação em si mesma é, para Deus, indiferente, O que vale é o amor. E o amor que faz o mundo ir para frente. Se alguém tiver que desempenhar uma determinada tarefa, a fecun¬didade dela será proporcional ao quanto for impreg¬nada de amor.
Mas devemo-nos lembrar-se que existe amor e amor. E sem dúvida mais potente o amor destilado de uma vida consumida como a de Cristo na cruz, do que o amor que oferece — e tudo deve ser oferecido — as coisas alegres e serenas que a vida lhe propor¬proporciona.
Então, para que nós cristãos não sejamos considerados anacrônicos, devemos procurar inserir o amor em todo o nosso agir, vigiando para que ele não nos falte lá onde a vida se apresenta mais difícil e dura.
Chiara Lubich

Postado por Otaviano José da Silveira às 10:32

13 Dezembro 2015
Giordani lê o Magnificat do ponto de vista da misericórdia e evidencia a sua potência revolucionária: emergem “as diretrizes em que social e politicamente, além de espiritualmente, se traduz o ideal evangélico”.
” Magnificat “-  Comunidade de Taizé
No centro deste potente hino que é o Magnificat, onde se reúne o ardor dos profetas com a profecia da redenção, está inserida uma menção à misericórdia divina, que pode parecer um acréscimo retórico. Ao invés, me parece que aquela alusão àmisericórdia do Pai, no centro do hino, tenha um valor capital, e contenha a explicação daquela concisa, exuberante lista de fatos divinos, que dá à improvisação poética da jovenzinha de quinze anos, que guardava e maturava Jesus no ventre, uma beleza inaudita e uma imediação constante.
Na primeira parte, Maria exalta o «Poderoso que fez coisas grandiosas» para a sua «serva», de modo que as gerações vindouras, todas, a declararão bem-aventurada. Deus fez o milagre da encarnação do Verbo através de uma menina pobre, humilde, de uma desconhecida aldeia de Israel; ato do qual virá a salvação para a humanidade de todos os tempos. Então ela observa: «o seu nome é santo – e a sua misericórdia (se estende) de geração em geração…».
Portanto, a redenção nasce de um ato de piedade do Pai divino para com os homens. Se ele realizou aquele prodígio de amor, que só um Deus podia realizar, de fazer com que nascesse o Filho na terra, de uma jovenzinha do povo e de fazer com que ele morresse num patíbulo pelo bem da humanidade, se deve a um ato de misericórdia, se deve a um milagre daquela misericórdia, que é o amor elevado ao ápice.
Ele exige que se perdoe o irmão não até sete vezes, mas até setenta vezes sete: em prática, sempre, infinitamente; que se ame o irmão até dar a vida por ele.
Deus «socorreu Israel, seu servo, – lembrando-se de sua misericórdia…».
Numa palavra, tudo, no governo divino, se reconduz à misericórdia. E se verá isso confirmado e esclarecido na conduta daquele Jesus, por cujo amor Maria fala, seja quando ele dará de comer às multidões e curará enfermos, seja quando flagelará os mercantes no templo e bramará vocábulos ásperos contra os fariseus e os soberbos.
É o hino da total revolução cristã. Mas o aspecto mais revolucionário dela está justamente no que é o seu princípio: a misericórdia. Por ela não destrói, mas cria, porque o amor por Deus e pelo homem não produz senão o bem.
O Magnificat especifica as diretrizes do processo de evolução, transformação e renascimento, em que social e politicamente, além de espiritualmente, se traduz o ideal evangélico. Uma transformação que parte do amor, e se concretiza na misericórdia.
Um semelhante ideal assume hoje um caráter de urgência e de atualidade nova. Irrompem de toda a parte ideologias e contestações, guerrilhas e revoltas: urgem aspirações grandes e belas e se introduzem programas destrutivos e de ódio. Maria ensina como orientar e construir esta revolução. É uma mulher, a mãe de Deus, que ensina com a palavra e a vida: a vida da mãe da misericórdia. O exemplo dela vale tanto mais, hoje, quanto mais se revaloriza a feminilidade.
Maria nos ensina a estrada da misericórdia.
A este ponto, já é evidente a inutilidade e o absurdo das guerras, isto é, do ódio, e a necessidade de sistemas racionais, feitos de tratativas, de diálogo e, sobretudo, de intervenções e dons, por quem pode em favor de quem não pode. Vemos isso: o envio de armas e de dinheiro em favor deste ou daquele povo serve para alimentar os conflitos, nos quais as pessoas penam, agonizam e morrem; e para depositar germes de ódio contra os próprios doadores. A perspectiva daquela jovenzinha, que entoava entre gente pobre o Magnificat, ou seja, o método da misericórdia, é uma perspectiva de inteligência divina e humana, a única capaz de resolver o problema de um mundo ameaçado por uma última definitiva catástrofe, provocada pela estupidez do ódio, droga de suicídio.
Para reaver a paz, afinal, com o bem-estar, é preciso que nós tratemos das chagas materiais e morais de quem sofre, tanto do lado de cá quanto de lá do Oceano, na Europa e na Ásia, na América e na África, usando uma piedade, fruto de compreensão; uma caridade, que não é fraqueza, mas remoção de injustiças e de egoísmos para fazer da coexistência uma convivência, das nações uma família. Assim quer Jesus, o filho de Maria, como garante também a sua Mãe.
Igino Giordani, em «Mater Ecclesiae» n. 4/1970


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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