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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Turismo 6, Cultura e Meio Ambiente em Abaetetuba

Turismo 6, Cultura e Meio Ambiente em Abaetetuba





MUSEUS PARA ABAETETUBA 3
Abaetetuba, cidade de muita história, não possui um museu ou memorial sequer
TURISMO, CULTURA E MEIO AMBIENTE EM ABAETÉ

7. O MUSEU DAS ARTES DE ABAETETUBA, JUSTIFICATIVAS E CONTEÚDOS
Existia na antiga cidade de Abaeté, desde o início do século 20, a presença de muitos clubes e associações que se dedicavam às artes musicais, artes cênicas, literatura, poesia e civismo. Vide postagens sobre música e artes cênicas em Abaeté. Porém, de todas as artes praticadas em Abaeté, foi a música que revelou um grande número de bons talentos, pessoas que deixaram seus nomes marcados nos meios musicais da cidade e que fundaram ou participaram dos inúmeros grupos musicais antigos, como as bandas musicais, os jazzes, os conjuntos musicais para bailes e os conjuntos de serestas.

A ARTE MUSICAL E OS MÚSICOS DE ABAETÉ
Grande parte dos músicos de Abaeté aprendeu a arte musical “de ouvido”, isto é, os músicos aprenderam a tocar os diversos tipos de instrumentos musicais intuitivamente, vendo e ouvindo outros músicos tocarem. Muitos dos músicos de Abaeté se tornaram grandes mestres musicais, isto é, ensinaram a arte musical a muitos outros músicos locais.
Os primeiros instrumentos musicais a chegar à Abaeté vieram juntos com os colonizadores portugueses e, posteriormente, muitos instrumentos musicais chegaram trazidos pelas levas de imigrantes portugueses, árabes e italianos a chegar à localidade nas primeiras décadas do século 20. Sabe-se da presença em Abaeté de músicos que tocavam pianos, violinos e alguns instrumentos musicais de sopro, que eram instrumentos ancestrais dos clarinetes e saxofones usados nas antigas bandas, orquestras e jazzes que surgiram no início do século 20.
Porém, como a música se enraizou fortemente na cultura do povo ribeirinho de Abaeté, muitos dos antigos instrumentos musicais usados nas manifestações folclóricas e religiosas eram fabricados pelos próprios músicos, na forma de rústicos instrumentos como, violas, tambores, reques-xeques, recos-recos e até instrumentos de sopro como flautas e clarinetes, feitos a partir de determinadas folhas de palmeiras e varas de bambus, tabocas e outras varas ocas de árvores ocas, conforme relatavam os antigos músicos de Abaeté.
No meio dos grandes mestres musicais de Abaeté surgiram também grandes compositores musicais, como também surgiram os chamados músicos ecléticos, isto é, músicos que aprenderam a tocar vários instrumentos, como Félix Machado, Oscar Santos, Mundico Pauxis, Miguel Loureiro, Cardinal, Chiquinho Margalho e tantos outros e muitos se tornaram grandes maestros das bandas ou antigas orquestras de Abaeté.
Em Abaeté existiram até mesmo as chamadas orquestras filarmônicas, que faziam apresentações de peças musicais diferenciadas das músicas executadas pelas tradicionais bandas de música e dos conjuntos musicais próprios para bailes.
Logo, o Museu das Artes de Abaetetuba, deveria se reportar aos grandes músicos que por aqui passaram e deixaram seu nome escrito nas artes musicais do município, como também deveria se reportar a história dos grandes grupos musicais que surgiram na localidade ainda nos tempos em que o município era uma pequena vila.
Ao lado dos grandes músicos e dos grupos musicais de Abaetetuba, deveriam figurar outros nomes que se destacaram em outras artes, como na literatura, na poesia, na fotografia, nas artes plásticas, nas artes cênicas, no jornalismo e no cinema.

OS GRANDES MÚSICOS DE ABAETÉ
Apresentamos abaixo alguns grandes músicos de Abaetetuba/Pa e que merecem ter seus nomes inscritos na galeria dos grandes artistas de Abaeté pela enorme contribuição que deram às artes musicais no município:
• Mestre HERMÍNIO PAUXIS/Hermínio Antonio da Silva Pauxis, fundador da Banda Carlos Gomes em 24/4/1880;
• Mestre HORÁCIO DE DEUS E SILVA, musicista baiano, tendo composto várias peças musicais, era Escrivão de Rendas do Estado e foi o fundador da Banda Henrique Gurjão, em 1904. Mestre Horácio tocava bombardino e aflinquedes e em 15/8/1885 esteve presente na cerimônia de elevação da então Vila de Abaeté, em cidade. Ele também criou o braço religioso da Banda Henrique Gurjão, a Irmandade de São Sebastião.
• Mestre JERÔNIMO GUEDES, era fogueteiro e músico, inicialmente da Banda Carlos Gomes, sendo um de seus regentes em 1908, junto com Raimundo Pauxis e ele foi o fundador da Banda Paulino Chaves, em 1918, banda que veio a rivalizar com a própria Banda Carlos Gomes nos anos de 1920.
• Mestre RAIMUNDO PAUXIS/Raymmundo Nonnato Pauxis, que assume a Banda Carlos Gomes em 1908, depois da morte de seu pai, Mestre Hermínio Pauxis;
• Mestre MIGUEL LOUREIRO/Miguel Maués Loureiro, músico eclético, professor de música, compositor musical, tocou saxofone na Banda Carlos Gomes, onde também foi mestre, substituindo o falecido Mestre Raimundo Pauxis, em 1946, tendo também fundado o famoso Jazz Abaeté em 1928, para tocar em festas dançantes. Era profundo conhecedor de música, tendo ensinado essa arte a muitos outros alunos em Abaeté. Foi através do Mestre Miguel Loureiro que a Banda Carlos pacificou suas relações com os padres da Igreja católica em um desentendimento que já durava alguns anos.
• Mestre LUIZ JOAQUIM/Luiz Joaquim de Araújo, que aprendeu a tocar contrabaixo (Luiz Joaquim é pai de Felippe Santiago de Araujo);
• RAIMUNDO DE ARAUJO BORGES, em 1908 era membro da Irmandade de São Sebastião e músico bumbeiro e pratilheiro e co-fundador da Banda Carlos Gomes:
• ANTONIO LUIZ GONÇALVES CHAVES, participou da Banda Musical Carlos Gomes junto com Francisco de Miranda Margalho em 1927,
• EDGAR DOS REIS BORGES, músico da Banda Carlos Gomes;
• PAULO DE ARAUJO BORGES, irmão de Raimundo de Araujo Borges, era membro da Iramandade de São Sebatião em 1908 e músico que tocava oficlides em dó (uma espécie de trompa, instrumento raro e já em extinção), co-fundador da Banda Carlos Gomes;
• CLARINDO DE ARAUJO (este filho de Luiz Joaquim e irmão de Felippe Santiago, co-fundador da Banda Carlos Gomes em 1880;
• MANOEL JOAQUIM DA SILVA LOBATO (tio de Dionísio Edmilson Lobato), foi professor no localidade Tucumanduba, e músico tocando trompa, co-fundador da Banda Carlos Gomes em 1880;
• FELIPPE SANTIAGO DE ARAUJO, tio de Prudente Araujo e co-fundador do Clube Musical Carlos Gomes em 1880;
• Mestre LAUDELINO/Laudelino Nunes Fernandes, nasceu no Rio Guajará de Beja e era professor escolar, músico, professor de música e maestro. Inicialmente a família do Mestre Leodelino morou em Igarapé-Miry, local onde ele trabalhava como professor escolar. À convite do seu amigo o Coronel Aristides dos Reis e Silva, em 1923, o Mestre Laudelino e família mudaram para Abaeté, para aqui trabalhar como professor escolar. Em Abaeté o Mestre Laudelino chegou ao posto de regente da Banda Paulino Chaves e do Clube Musical Lauro Sodré, em 1909.
• Mestre OSCAR SANTOS, que nasceu no dia 29/12/1905 no seio de uma humilde família lavradores e músicos na Costa Maratauíra, município de Abaeté. Foi músico eclético, compositor, professor de música e maestro e aos 17 anos já compunha músicas para a Banda Carlos Gomes, banda do qual foi contra-mestre em 1937. Ele aprendeu a tocar os seguintes instrumentos: percussão, bateria, saxofone, clarinete e flauta transversa. Foi o Mestre Oscar Santos quem compôs a música do Hino a Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Abaetetuba/Pa, tendo o poeta Bruno de Menezes composto a letra.
Viajava para ensinar música em várias localidades, até chegar ao Amapá em 1944, onde fixou residência e de lá viajou para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Música.
Tornou-se o responsável pela Academia de Música Oscar Santos, onde preparou várias gerações de músicos de bandas.
Oscar Santos tornou-se mestre e maestro das primeiras bandas do Amapá. Foi o responsável pela Academia de Música Oscar santos, onde preparou várias gerações de músicos amapaenses.
• Mestre CHIQUINHO MARGALHO/Francisco de Miranda Margalho, nasceu no dia 9/2/1906 e faleceu no dia 11/6/1967 e ele literalmente deu a vida pela música. Era funcionário da Prefeitura Municipal de Abaeté, músico eclético, compositor, maestro, professor de música, aprendeu música “de ouvido” como se diz e preferencialmente tocava saxofone.
Em Abaeté, como músico eclético, tocou na Banda Carlos Gomes, onde foi contra-mestre e mestre dessa banda em 1946. Montou nos anos de 1950 o “Jazz do Margalho” para tocar nas festas dançantes do município e ainda fundou com um grupo de outros músicos, a Banda Virgem da Conceição, em 15/9/1949, sendo seu 1º presidente. Vide postagem sobre a Banda Virgem da Conceição.
• Mestre AGENOR/Agenor Ferreira da Silva, nasceu na localidade Rio Bacuri, município de Abaeté e aprendeu música “de ouvido, praticando no trombone e outros instrumentos musicais. Somente depois de ter aprendido a tocar os instrumentos musicais é que foi aprender música com o Mestre Raimundo Pauxis. A partir desse aprendizado partiu para as composições musicais. Além da banda, Agenor Silva tinha o seu conjunto musical que tocava nas festas dançantes e festas religiosas pelo interior do município de Abaetetuba. Foi co-fundador da Banda Virgem da Conceição e vice-presidente em 1949, junto com o Mestre Chiquinho Margalho, tendo sido um de seus maestros e .
• Mestre BENJAMIM, músico da Banda Carlos Gomes;
• Mestre LEORDELINO, músico da Banda Carlos Gomes;
• PAULINHO COFOROTE, irmão de Oscar Santos, músico da Banda Carlos Gomes;
• MANUEL COFOROTE, irmão de Oscar Santos, músico da Banda Carlos Gomes;
• JOÃO COFOROTE, irmão de Oscar Santos, músico da Banda Carlos Gomes;
• JOSÉ DE SENA, antigo músico da Banda Carlos Gomes;
• Mestre HORÁCIO DE SENA, carpinteiro naval, antigo músico da Banda Carlos Gomes, tocava bombardino Horácio Sena.
• Mestre MANOEL JOAQUIM/Manoel Joaquim do Nascimento, que em 1927 era maestro da Banda “Sai Cinza”, da Povoação de Beja e em Abaeté foi contra-mestre da Banda Paulino Chaves e do Clube Musical Lauro Sodré.
• HORÁCIO DE SENA FILHO, carpinteriro naval, antigo músico da Banda Carlos Gomes, contemporâneo do Mestre Chiquinho Margalho.
• ABEL BARROS/Abel Guiães de Barros, era de nacionalidade portuguesa, ferreiro e músico que tocava bumbo na Banda Carlos Gomes, onde foi um de seus diretores em 1908, atuando até os anos de 1930. No tempo do Mestre Chiquinho Margalho tocava bumbo, conforme documento de 1928. Era um dos componentes do Grupo Scênico de Abaeté nos anos de 1920. Como desportista participou, nos anos de 1920, da Associação Sportiva de Abaeté, sendo em 1927, seu diretor de sports. Documentos de 1947 se referem a uma “Av. Aristides Silva”, onde ficava a oficina mecânica de Abel Barros.
Nos anos de 1920 atuava como ator amador no grupo de teatro denominado Grupo Scênico de Abaeté, onde, em 1919, era o presidente da 1ª diretoria do grupo, que subsistiu até os anos de 1930 e cuja finalidade era angariar fundos para a construção da sonhada Igreja Matriz de Abaeté.
Em 1908 era músico e tesoureiro do Clube Carlos Gomes. Em 1927 ainda era músico na Banda Carlos Gomes, tocando bumbo, chegando a ser seu vice-presidente em 1928.
• ADALBERTO BENEDITO RODRIGUES, músico que foi um dos primeiros mestres de banda de Abaeté, fundador da Banda Bela Harmonia e co-fundador do Club Musical 15 de Novembro.
• PRUDENTE RIBEIRO DE ARAUJO, antigo membro da Banda Carlos Gomes e que foi um de seus maestros;
• PEDRO RIBEIRO DE ARAUJO, antigo membro da Banda Carlos Gomes e que foi um de seus maestros;
• RAMITO/Otacílio Ferreira Dias, antigo músico da Banda Carlos Gomes e fundador do Jazz Tupy;
• Mestre ROSA/Raimundo Rosa de Lima, marceneiro, antigo músico da Banda Carlos Gomes e outros conjuntos musicais, tocando caixa, banjo ou violão e era também professor de música;
• Mestre DANIEL MARGALHO, filho do Mestre Chiquinho Margalho e introdutor do violão elétrico e da guitarra em Abaetetuba. Criou alguns conjuntos musicais como o Conjunto Acapulco e mais tarde o famoso conjunto musical D. M. Show, que fez muito sucesso na cidade.
• Mestre CARDINAL/Galdino Cardinal da Costa, foi um dos mais famosos músicos de Abaetetuba e tocava vários instrumentos musicais, porém sua especialidade era o clarinete, com o qual fazia recitais na cidade. Tocou nas bandas Carlos Gomes e Virgem da Conceição e em inúmeros conjuntos musicais de Abaeté e foi também compositor musical.
• CAVALINHO/Manoel Joaquim da Costa, é irmão do músico Cardinal e ele era exímio tocador de cavaquinho, banjo e violão, tendo participando de vários grupos de serestas e conjuntos musicais, como o Jazz do Margalho, os grupos de seresta “Luar de Abaeté” e “Os Coroas”. Cavalinho, além de músico, compunha choros e ajudava nos Shows do Fantosma, junto como Rui Guilherme, Luís Sena, Bosa, Humbertinho, Zé Mestring e Marinaldo Lobato.
• Mestre DAMIÃO/Raymmundo Damião de Carvalho, foi mestre de toda uma geração de músicos em Abaeté, maestro, compositor, músico eclético na Banda Carlos Gomes, tendo ensinado a arte musical a muitos alunos de Abaeté, tendo como um de seus alunos o Mestre Cardinal. Mestre Damião compôs várias peças para a banda Carlos Gomes.
• SILVIO PIMENTEL, famoso músico da Banda Carlos Gomes, tocando o instrumento chamado rabecão;
• VICENTE MACIEL, famoso músico da Banda Carlos Gomes, que nasceu em 19/5/1909, e bumbo na Banda Carlos Gomes e tocava bateria nos conjuntos musicais. Quando o Mestre Rui Guilherme, regente da Banda Carlos Gomes deixa essa banda por motivo de doença, o idoso e já doente Vicente Maciel, no ano de 1982.
• MANOEL ANTONIO DE SOUSA, nascido em 13/4/1910, era o único membro ainda vivo da Banda Paulino Chaves nos anos de 1990, e era filho do músico Josino Leandro de Sousa, este integrante da Banda Henrique Gurjão e da Irmandade de São Sebatião, em 1904 e da Banda Paulino Chaves nos anos de 1920 e, posteriormente, famoso bumbeiro e pratilheiro da Banda Carlos Gomes e que também tocava pistão nos conjuntos musicais de sua época.
• LICÍNIO ARAUJO/Licínio Ribeiro de Araújo, veio de uma família de músicos, grande ator de teatro em Abaeté, músico, professor de música, Irmão dos famosos músicos Pedro e Prudente Ribeiro de Araújo.
• Velho CAMÕES, antigo e folclórico músico de Abaeté e que tocava na Banda Carlos Gomes;
• BERNARDO REBOLADO/Bernardo Auto de Carvalho, antigo e folclórico músico de Abaeté, que tocava na Banda Carlos Gomes;
• RAIMUNDO BECHIOARA, músico e pai de André Nascimento.
• TOMÁS DE SENNA, cametaeense de Coruçambá, lavrador na localidade Costa Maratauíra, município de Abaetetuba/Pa. viajante marítimo, comerciante, político, chegando a ser vogal da Intendência de Abaeté, vereador e presidente da Cãmara Municipal em 1953 e prefeito interino, fundador e presidente do Clube Musical 15 de novembro em 1913, casou com Virgínia Rodrigues, filha do músico Adalberto Benedito Rodrigues e faleceu com 81 anos de idade. São filhos de Tomás de Senna e Virgínia Rodrigues de Senna: Lili Sena, Ozéias, Nilamon, Ulisses e Carolina Sena.
• NILAMON XAVIER DE SENA, agricultor e era do tempo do gamofone, tendo aprendido a tocar ouvindo esse instrumento e vendo seus familares tocando, isso a partir dos 12 anos de idade, quando aprendeu a tocar: rabeca, rabecão, violino, viola, cavaco, violão, contrabaixo de corda e flauta. Tocava nas festas, folias e ladainha nas Ilhas de Abaeté e na cidade tocava nas peças teatrais, cordões juninos como o Cordão do Tucano, Cordão da Andorinha e cordões de bois, onde liderava a parte musical desses cordões. Também participava dos grupos de jazzes, que eram grupos musicais composto por um grupo pequeno de três, quatro ou cinco tocadores, composto por violão ou viola, flauta, clarinete (este era o principal instrumento de um jazz). No início de sua carreira de músico eram raros os instrumentos de sopro como o saxofone e o trombone.
. CHEFE, que formou o Jazz do Chefe
• LUÍS SENA/Luiz do Milamão, filho de Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético, tocando perto de 10 instrumentos, entre corda, sopro e percussão, como trombone, violão, banjo e outros. Já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990.
• ESTÁCIO DE SENA, era alfaiate, funcionário público municipal, músico, tocando contrabaixo de corda na Banda Carlos Gomes durante muitos anos, onde também foi diretor em 1908. Tocou na Banda Carlos Gomes até os anos de 1930.
• CAZUZA SENA, era carpinteiro e tocava clarone (instrumento raro) na Banda Carlos Gomes, no tempo do Mestre Chiquinho Margalho.
• PAULINHO BRANDÃO FERREIRA, músico e regente do Clube Musical 15 de novembro, junto com o Mestre Laudelino Nunes Fernandes, clube fundado em 1913, que tinha como presidente Tomás de Sena.
• ADAMOR/Adamor Aires de Lima, músico ribeirinho, filho de Pedro Pereira Pinheiro de Lima e Italvina Aires de Lima, nascido na localidade de Mahuba, morou no Panacuéra, trabalhava nos engenhos de Abaeté como caldereiro. Como músico iniciou seu aprendizado em 1951 com o Sr. Edmundo Quaresma, também ribeirinho do Arapapu. Adamor iniciou seu aprendizado musical no banjo e em 1974 veio para a cidade de Abaetetuba e se integrou definitivamente na Banda Carlos Gomes, da qual já participava desde 1961 tocando trombone, mesmo morando no interior, no tempo do Mestre Miguel Loureiro.
• DICO SOUSA/Dico Cururu/Raimundo Sousa Santos, famoso fotógrafo de Abaeté e músico também famoso, nascido na localidade Rio Piquiarana, tendo aprendido música com o Mestre Xavier. Dico Souza também ensinava a tocar violão e se destacou individualmente pelas serestas. Tornou-se uma referência no violão, compôs peças musicais e chegou a tocar no Jazz Abaeté.
• MESTRE CLORIOMAR, músico eclético, que nasceu em 19/2/1954, em Abaetetuba, tendo aprendido música ainda criança com Mário Rá (Marionaldo Negrão de Sousa) e tendo participado desde criança de vários grupos musicais da cidade de Abaeté, como o Jazz União. Conjunto Os Águias e outros, tocando violão, guitarra ou bateria ou como croner.
Participou, como guitarrista-base e cantor, do famoso conjunto musical da cidade de Barcarena, chamado “Veira e Seu Conjunto”, do Mestre Vieira, onde chegou a gravar 2 discos com esse grupo.
Em 1979, Cloriomar forma o seu próprio conjunto, o “Pop Som” e em 1980, forma um novo conjunto, chamado “Os Gênios”.
• ZÉ BORÓ/José Miranda, músico que nasceu no dia 24/3/1955, em Abaetetuba, criador do grupo musical Relíquia, em 1985, conjunto que tocava numa boate social de mesmo nome, sendo também pioneiro no uso de teclado eletrônico, na Avenida Pedro Rodrigues, perto do Posto telefônico da antiga TELEMAR.
• GRACITO/Graciliano Correa, técnico em eletrônica e músico, criador do Conjunto GRASOM, de grande fama em Abaetetuba, onde tocava teclado. Gracito foi um dos introdutores do teclado eletrônico nos conjuntos musicais locais.
• FANTOSMA/José Raimundo Lima se destacou nas artes nusicais de Abaetetuba como compositor musical e organizador de grandes espetáculos musicais, que contava com a presença dos grandes músicos locais.
• CÁSSIO AMANAJÁS, antigo músico do Jazz Band “Paulino Chaves”, de Felix Machado, em 1928 e que teve também o seu próprio jazz;
• FÉLIX MACHADO, ao lado do Mestre Oscar Santos, foi um músico ecléticos de Abaeté, rivalizando com O Mestre Oscar Santos e foi um dos maestros da Banda Paulino Chaves, do Jazz Band de mesmo nome e chefe da orquestra que acompanhava as apresentações teatrais do Grupo Scênico de Abaeté, no Theatro de Nossa S. da Conceição nos anos de 1920;
• Mestre RUI GUILHERME/Rui Guilherme Mendes dos Reis, que assumiu como maestro da Banda Carlos Gomes nos anos de 1970 e também assume o grupo musical “Os Muiraquitãs”, grupo para bailes de grande sucesso e fama em Abaetetuba e região. Rui Guilherme, quando no comando do Conjunto Os Muiraqutãs, adoece e falece no dia 26/7/1982;
• BENTO DE SOUZA, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição e tesoureiro dessa banda;
• SILOMÁRIO FERREIRA CARDOSO, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição;
• RAIMUNDO XAVIER, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição e secretário dessa banda;
• MANIVELA, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição e possuía um conjunto musical de nome Manivela;
. ROSADO, que formou oJazz do Rosado, da localidade Guajará, município de Abaetetuba;
. JESUS, que formou o Jazz do Jesus, da localidade Maracapucu, município de Abaetetuba;
• PIPIRA, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição;
• JOÃO PERNA, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição;
• SINFRÔNIO QUARESMA, músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição, professor de música e tocador de folias de santos;
• MIGUEL PONTES, sapateiro e músico das primeiras formações da Banda Virgem da Conceição;
• ZÉ MESTRINGUE/José Loureiro Maués, famoso músico de Abaetetuba, que nasceu em 10/2/1946, na localidade Rio Tucumanduba, município de Abaeté. Músico autodidata que começou a se interessar por música ainda criança, tocando a viola rústica, artesanal e com o incentivo de seus pais que tocavam e cantavam em casa. Teve poucas aulas de teoria musical, com o Mestre Xavier, com Dico Souza. Aos 13 anos de idade já tinha aprendido a teoria musical e tocava vários instrumentos, como: violão, cavaquinho, banjo, gaita, acordeon. Tocou em vários conjuntos musicais de Abaetetuba;
• JOÃO DO BANJO/João Cardoso, famoso músico de Abaetetuba, ribeirinho, natural da localidade Rio Maracapucu, filho de Manoel dos Reis e Silva, que também tocava banjo nas folias de santos e ladainhas, pelo interior de Abaeté. João do Banjo tocava nos grupos de serestas de Abaetetuba;
. TIO GUEL/Miguel, músico que em 1977 perde a vida no pavoroso desastre rodoviário onde morreram oito pessoas, incluindo os músicos Tio Guel e Besteira, que faziam parte do conjunto Muiraquitãs, que tinha gravado o seu primeiro LP. Mas, no auge da fama, ainda em 1977.
. BESTEIRA , músico que em 1977 perde a vida no pavoroso desastre rodoviário onde morreram oito pessoas, incluindo os músicos Tio Guel e Besteira, que faziam parte do conjunto Muiraquitãs, que tinha gravado o seu primeiro LP. Mas, no auge da fama, ainda em 1977.
Uma 1ª formação dos Muiraquitãs: Laquê, na bateria; Cavalo–de-Aço, como croner; Cloriomar, com 13 anos, no contrabaixo; Cardinal, no clarinete e Camargo, na guitarra-solo.
Uma 2ª formação dos Muiraquitãns, era: Cloriomar, na guitarra-solo; Nonatinho, no contrabaixo; Laquê, na bateria; Cavalo-de-Aço, como croner e Cardinal, no clarinete.
O músico Rui Guilherme, amante da música que era e idealista, também cria o “Muiraquitãs.
LAQUÊ
CAVALO DE AÇO
. HUMBERTO COSTA
Humberto Costa, tem origem na Vila Maiuatá, município de Igrapé-Miri/Pa, e veio para Abaetetuba ainda menino nos anos de 1970, é músico, tocando guitarra e militou em vários conjuntos musicais, fundou a antiga Banda Show Brasil e ualmente é lider da Banda Retrô Brasil.

. MASSARA
. NONATINHO
 PEDRINHO/Pedro de Araujo Lobo
Inicialmente o Grupo Relíquia era denominado de “Os Invencíveis” e sua formação inicial, era a seguinte: Antonio, como vocalista; Zé Boró, na guitarra base; Ademar, na guitarra solo; Pedrinho, no baixo; Rai, na bateria e Jesus, como vocalista .Esse grupo tem importância histórica em Abaetetuba devido ter introduzido a música, ao vivo, nos bares e boates de Abaetetuba.
. ADEMAR
. RAI
Uma 2ª formação, já com a denominação de Relíquia, devido o seu criador ser o dono da boate de mesmo nome, era a seguinte: Zé Boró, na guitarra base; Marinho/Marinaldo Lobato, no teclado; Antonio, como vocalista; Edilson, no baixo; Edil, na bateria e Didito, na percussão. A novidade no grupo foi a introdução do teclado eletrônico, onde esse conjunto foi um dos pioneiros no uso desse poderoso instrumento musical.
. MARINHO/Marinaldo Lobato
. EDILSON
. EDIL
. DIDITO
. Conjunto Grasom, foi criado nos ano de 1982, pelo técnico em eletrônica e comerciante, o Gracito/Graciliano Correa. Foi um grupo que obteve muito sucesso na sua época. Uma das primeiras formações do grupo: Cloriomar, na guitarra solo e vocalista; Graci, nos teclados; Natinho, na percussão; Ademar, na guitarra base e como vocalista; Pedrinho, no baixo e Arlinda, como vocalista. Essa banda também ficou muito famosa em Abaetetuba, tocando nos clubes sociais locais e pelos municípios vizinhos.
JOSÉ JAIME BRASIL XAVIER, como cantor e compositor musical em Abaetetuba e líder da Banda Joelho de Camarão:
Justificativa: nascido em Santarém/Pa, escritor, poeta, compositor musical, violonista, cantor, incentivador das artes musicais e fundador da banda Joelho de Camarão que tocava músicas da MPB e também músicas da lavra de seu criador. O Conjunto 'Joelho de Camarão' nasceu com uma proposta musical mais ousada, tocando música da MPB-Música Popular Brasileira e composições do próprio Jaime Brasil. Após a fase do conjunto musical, Jaime Brasil continuou a compor e tocar com seus amigos músicos de Abaetetuba
. MÁRIO
. ANTONIO MELO
. AMOR
O  músico Daniel Margalho chegou a possuir um conjunto musical no estilo não eletrônico, acima descrito, o “Conjunto Acapulco”. Porém no início dos anos de 1960 esse músico começou a usar um violão elétrico em seu conjunto musical e em 1967 ele formou um conjunto musical verdadeiramente eletrônico, com o nome de “D. M. Show”, cuja 1ª formação foi: Bosa, no chocalho e na sonoplastia; Daniel Margalho, no contrabaixo; Mário, irmão do famoso Pinduca; Antônio Melo, na guitarra; Amor, no saxofone; Agenor, no pistão; Laquê, na bateria; João de Deus/João de Deus Ferreira, na sanfona; Jandira Sousa, como cantora e a revelação das guitarras, o jovem e promissor músico Cloriomar, que tocava guitarra base e era um dos croner.
Esse conjunto eletrônico causou sensação nos anos de 1960, tocando no Bancrévea Club e Assembleia Abaetetubense e outros clubes sociais da época.
Uma 2ª formação do conjunto foi: Cloriomar, na guitarra base e como croner; Bosa, na bateria; Daniel Margalho, na guitarra solo; Agenor/Agenor Silva, no contrabaixo; Tio Guel/Miguel, no saxofone.
. LACERDA
. CABINHO LACERDA
. HUMBERTINHO
. JOÃO DO BANJO
ZECA
. NEGO
JOÃOZINHO
. NEI VIOLA COMO CANTOR, COMPOSITOR E PROFESSOR DE MÚSICA DE ABAETETUBA:
. NEI VIOLA. Justificativa: músico, cantor, compositor, arte-educador de Abaetetuba e membro de grupo de Tiração de Reis, já com obra consolidada de grandes composições musicais. Também é excelente violonista em Abaetetuba e cantor noturno pelos bares e restaurantes da cidade.. JEBA

JEBA COMO MÚSICO E CANTOR E LÍDER DE CONJUNTO MUSICAL EM ABAETETUBA:
JEBA, músico de muitas qualidades e que toca em eventos festivos da cidade de Abaetetuba e nas épocas da grande demanda musical na cidade ou eventos culturais, organiza seu conjunto musical chamado “Jeba e Banda”.

FRAN JOHN COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL E MEMBRO E LÍDER DE CONJUNTOS MUSICAIS EM ABAETÉ:
FRAN JOHN, talentoso músico, vindo dos grupos de jovens católicos e autor de várias músicas que ainda hoje são cantadas nas rodas musicais da cidade, foi secretário da cultura em Abaetetuba e ainda está em atividadades na Musicalidade de Abaetetuba.
FRAN MENDES COMO MÚSICO E FUNDADOR DA BANDA NEÓFITOS EM ABAETETUBA E MEMBRO DE CONJUNTOS MUSICAIS:
FRAN MENDES, com muitos jovens de sua época foi pioneiro, desde os anos de 1970, no antigo grupo de jovens Neófitos, da Igreja Catedral de Nossa S. da Conceição, criado e apoiado pela influência do pároco Padre Célio, da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Abaetetuba. Além da música esse grupo também encenava peças teatrais, grupo que revolucionou o modo de celebração de missas em Abaetetuba. Esse conjunto sofreu uma paralização e foi reestruturado pelo mesmo multi-músico Fran Mendes e o conjunto faz parte de uma espécie de Pastoral da Música, tocando nos eventos religiosos da Catedral e dos eventos da Igreja Católica, especialmente na Missa dos Jovens, Círio de Nossa S. da Conceição.

CABINHO LACERDA COMO CANTOR E COMPOSITOR MUSICAL E MEMBRO DE GRUPOS DE SERESTAS DE ABAETETUBA:
Cabinho Lacerda, cantor, compositor, violonista e professsor com Licenciatura Plena em Música pela UFPA. Coleciona mais de 150 premiações em festivais, destacando-se: BANCO DO BRASIL, ALBRÁS, FECAN (Trombetas), FEMPO (Oriximiná), I FESTIVAL CULTURA DE MÚSICA, I FESTIVAL DA MÚSICA DO PARÁ, SERVIFEST, SEAFA (semana de arte e folclore de Abaetetuba). Foi o primeiro vencedor do Festival da Música Tema do MIRITIFEST. Cabinho Lacerda, com o chôro PIRRAÇA, de sua autoria venceu o FESTIVAL NACIONAL DOS CORREIOS em Goiânia, concorrendo com mais de 600 músicas de todo o Brasil. Foi coordenador de Cultura do Baixo Tocantins e Diretor da Fundação Cultural de Abaetetuba. No começo da sua carreira foi premiado CANTOR REVELAÇÃO do tradicional BAILE DOS ARTISTAS em Belém. Gravou 4 discos, recebendo, com o SELENITA, premios da Secult por estar entre os três melhores disco da época. Pela segunda vez consecutiva teve Projeto aprovado pela Lei SEMEAR. onde pretende gravar composições com grandes parceiros como Jorge Campos (in memória), Renato Gusmão, Orlando Cassique e João de Jesus Paes Loureiro (parceiro de BRINQUEDO DE MIRITI, o primeiro tema do MIRITIFEST).
CABINHO LACERDA e sua família fazem parte da Musicalidade de Abaetetuba pelo grande contributo que deram à arte musical em nosso município. O Sr. Lacerda e filhos criaram grupos de seresta na cidade de Abaetetuba que deixou marcas profundas no cenário musical da cidade.
Lacerda e Filhos e as Músicas de Seresta:
SR. LACERDA E FILHOS, criadores do conjunto de Seresta LUAR DE ABAETÉ,que fez sucesso por mais de 10 anos e tinha como componentes: Cabinho, no violão; Mário Antônio (irmão do Cabinho), na tubadeira; Cardinal, no clarinete; Humbertinho, no violão; Cavalinho, no cavaquinho e Lacerda (o pai de Cabinho e Mário Antônio Lacerda), no pandeiro e “croner” (cantor). O pandeiro do Velho Lacerda deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
Conjunto “Piçarra”:
Os músicos Cardinal e Daniel Margalho também faziam parte do grupo de seresta “Piçarra”, que foi um dos primeiros desse tipo e que contava, ainda, com os componentes: Mario Lacerda, como cantor e pandeirista; Dico Sousa, no violão e Cabinho, como vocal e no violão.
CABINHO LACERDA, seguiu carreira no cenário musical do Pará, como cantor, músico e compositor de talento inquestionável, e já tem em registro o seu trabalho com discos gravados. É um violonista de grande talento e atualmente está concluindo Licenciatura Plena em Música, pela UFPA e atua como professor de música. Já possui mais de 150 premiações em festivais. No início de carreira foi eleito Cantor Revelação do tradicional Baile dos Artistas do Pará.
. Conjunto “Luar de Abaeté”, que foi criado pela família Lacerda, que fez sucesso por mais de 10 anos e seus componentes eram: Cabinho Lacerda, no violão; Mário Antônio (irmão do Cabinho), na tubadeira; Cardinal, no clarinete; Humbertinho, no violão; Cavalinho, no cavaquinho e Lacerda (o pai de Cabinho e Mário Antônio), no pandeiro e como croner.
. Conjunto “Os Coroas”, criado em 1990, por Luis Sena/Luis do Nilamon, que tocava vários instrumentos; Humbertinho, no violão; João do Banjo, no banjo; Zeca, na bateria; Jorge Rodrigues, croner; Didito, na percussão; Cardinal, no clarinete.
. Conjunto “Piçarra”:
Os músicos Cardinal e Daniel Margalho também faziam parte do grupo de seresta “Piçarra”, que foi um dos primeiros desse tipo e que contava, ainda, com os componentes: Mario Lacerda, como cantor e pandeirista; Dico Sousa, no violão e Cabinho, como vocal e no violão.
. Conjunto “Os Afilhados da Lua”, que foi criado pelo idealista e incentivador das artes musicais Teodolino Maués, que tinha a seguinte composição: Cavalinho, no cavaquinho; Humberto, no violão; Nêgo, na bateria; Joãozinho, no banjo; e uma vocalista.

• MIGUEL PONTES, no Tarol de Miguel Pontes;
MESTRE BEJAMIM
. SAMUEL
. CHURAMBA
. CICI COSTA
• Trompas de: Paulinho Coforote, Mestre Benjamim, Manoel Joaquim da Silva Lobato, Samuel da Costa Ferreira, Churamba, Cici Costa;
. MAXICO
. HIDELFRIDES
. JOÃO BERNARDINO
. HERÁCLIO
PINTA CAROÇO
. BÊ NUNES
. MAXICO ALMEIDA
. BIDECA
• Trompetes de: Maxico;
• Flauta de: HideLfrides;
• Flautins, de Prudente Araujo, João Bernardino Dias;
• Clarinetes de: Cardinal, Miguel Negrão, Félix Machado, Felippe Santiago de Araujo, Heráclio Delmiro Sales, Arcelino Pinta Caroço, Bê Nunes, Maxico Almeida, Bideca;
. VELHO VICENTE
. ANDRÉ SENA
. FORTUNATO
. JOÃO DO MAXICO
• Pistões de: Manoel Antonio, Tomás, Antonio Luiz Gonçalves Chaves, João Nonato de Araujo, Raimundo Besteira, Velho Vicente, André Sena, Fortunato, João do Maxico;
. VALDEÍNO CARDOSO
. COROBO
• Trombones de Valdeíno Cardoso, João Coforote, Oscar Santos, Agenor Silva, Santos Ferreira, Pedro Araujo, Corobo, Luis do Nilamon;
. FRANCISCO NEGRÃO
. CELINO
. ABAETÉ PAUXIS
. BENEDITO
• Saxofones de Otacílio Dias/Ramito, Adamor Aires, Francisco Negrão, Otávio. Celino, Mestre Chiquinho Margalho, Mestre Miguel Loureiro, Abaeté Pauxis, Benedito;
. VICENTE GAMA
. ABEL BARROS
• Bumbos de: Vicente Gama, Raimundo de Araujo Borges, Abel Guiães de Barros, João Perna;
. JOSÉ PINHEIRO RODRIGUES
. JOÃO BOSTOQUE
• Caixas de José Pinheiro Rodrigues, João Bostoque;
. MANOEL JOÃO
. BENITO CARDOSO
. BELCHIOARA
• Pratos de Manoel João, Benito Cardoso, Bento Sousa, Raimundo de Araujo Borges;
• Tubas de: Belchioara;
• Violinos de Félix Machado;
• Bumbos, de: João Perna, Vicente Maciel;
• Surdos de: Raimundo Melo;
• Rabecão de: Sílvio Pimentel;
. MÁRIO RÁ
• Violões de: Cloriomar, Mário Rá, Dico Souza/Dico Cururu, Humberto;
• Violão elétrico de: Daniel Margalho;
. NILO PINHEIRO
• Banjo de: João do Banjo, Cavalinho, Mestre Rosa, Raimundo Melo, Nilo Pinheiro;
• Cavaquinhos de: Zé Mestring, Cavalinho;
. VARLINDO
. HENRIQUE
. MASSAFRA
• Baterias de: Nêgo, Vicente Maciel, Varlindo dos Santos, Henrique, Massafra;
. PÃO DE MILHO
• Bongô de: Pão de Milho;
. SARAPECA
• Pandeiro de: Sarapeca;
. BETO
• Guitarras base de: Ademar, Beto, Mestre Cloriomar, Zé Mestringue;
. ANANIAS
• Guitarras contrabaixo de: Natinho, Ananias;
. CABINHO
• Teclados eletrônicos de; Cabinho, Marinaldo, Gracito;
. JOÃO DE DEUS
• Acordeon de: João de Deus.

. DITO SILVA
. GONZAGA/Luiz Gonzaga Maciel Lobato como músico e criador do Conjunto de Rock Kaos & Skombro:
Justificativa: professor formado em História e, quando jovem, foi músico adepto do gênero rock, tendo criado a banda “Kaos e Scombro”, anos de 1970, que foi banda de Heavy Metal, e Gonzaga foi compositor musical e autor do trabalho de conclusão de curso superior denominado “A Evolução Musical de Abaetetuba desde o ano de 1880”. O professor Luiz Gonzaga toca violão, guitarra, usando esse dom em suas aulas de História e é casado e com filhos, morando atualmente em Belém/Pa. A guitarra de Luiz Gonzaga Maciel Lobato deve figurar no acervo do Museu da Musicalidade de Abaeté.
. CHICO SENA 
CHICO SENA/Francisco César de Sena Matos, nascido a 7/4/1960 em Abaetetuba e falecido em 4/1996, em Belém/Pa, iniciou sua carrreira de músico ainda adolescente em Abaetetuba, tendo se tornado cantor, músico e compositor musical brilhante em Belém/Pa para onde se mudou. Chico Sena veio de uma família de músicos e cantores, artistas, foi pioneiro tocando em bar, citado em 1999 e foi autodidata em música, tendo aprendido a tocar violão, com a mão esquerda e na  maturidade musical concorreu em vários festivais, tendo composto a conhecida música “Flor do Grão-Pará” no Festival da FCAP entre 1985 e 1986 e foi artista tipo boêmio, junto com outros grandes artistas, poetas e músicos de Belém. Vide abaixo a Família Musical de Chico Sena.

CHICO SENNA E SUA FAMÍLIA DE MÚSICOS E ARTISTAS:
Além das qualidades musicais de Chico Senna, a sua importância para a musicalidade de Abaetetuba também reside no fato desse extraordinário cantor, músico, compositor e intérprete ter saído de uma tradicional família de músicos, artista e cantores de Abaetetuba, incluindo seus avós, bisavós, pais, irmãos, primos e filha, que se destacam na musicalidade de Belém, alguns com nome já consolidado no segmento musical, como veremos abaixo.
Francisco César de Senna Matos/CHICO SENNA), cantor, violonista e compositor, nascido em Abaetetuba/PA a 07/04/1961 e falecido em Belém/PA 27/04/1986, era filho de Alexandrina Xavier de Senna e Aryto Matos. Chico Sena começou a estudar música autodidaticamente aos 13 anos, era canhoto e tocava sem inverter as cordas e aos 15 anos já tocava e cantava nas rodas musicais de Belém, para onde foi morar. Em 1978, aos 16, Chico descobre as atividades noturnas da Capital e, assim, tornou-se um dos maiores boêmios de Belém e desfrutando de grandes amizades nesse meio, que lhe proporciona a inspiração para compor suas belas músicas, algumas das quais feitas em parcerias com esses amigos da vida noturna de Belém e onde Chico Senna fazia suas inesquecíveis apresentações de voz e violão.
A tendência musical de Chico Senna, como já dissemos acima, veio do seio de uma tradicional família de Abaetetuba, que carregava no DNA o pendor para a musicalidade, em seus variados aspectos, especialmente no aspecto dos grandes instrumentistas, mestres musicais e músicos de sua família e, mais recentemente, na composição e interpretação musical a partir de Chico Sena, seus irmãos, primos e outros familiares.
E Chico Senna é considerado um dos maiores compositores da música do Pará e com uma vasta produção autoral que já foi gravada, regravada por grandes nomes da arte musical do Pará, e teve parte desse trabalho autoral editado pelo Núcleo de Artes da UFPA, que com isso demonstra o valor do grande compositor musical e também a realização de inúmeros shows musicais para mostrar suas grandes composições musicais.
Chegando a Belém na década de 1980, ainda nos anos da juventude, viveu intensamente esse período em bares, casas de show e teatros do Estado, compartilhando essa fase de sua vida com os grandes nomes da musicalidade de Belém, até sua morte aos 26 anos, em 1986, e o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa, a 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.
ALBA MARIA:
A cantora, compositora e intérprete Alba Maria, irmã de Chico Senna, recebeu a influência de sua família de músicos e artistas.
Alba Maria é uma cantora e compositora consagrada na cena musical do Pará, tendo se apresentado no Teatro Waldemar Henrique com o show “Retrato em Branco e Preto”. Acompanhada pelo pianista Paulo José Campos de Mello, quando interpretou músicas de Chico Buarque de Hollanda, como “Geni e o Zepelim”, “Valsinha”, “Mar e Lua”, “Tango de Nancy”, “Joana Francesa”, entre outras, que fazem parte do repertório de Alba. Além disso a concepção cênica e musical do show saiu da criatividade da própria Alba Maria. Seu talento foi reconhecido a partir de 1984, quando passou a cantar profissionalmente na noite paraense, acompanhada por grandes músicos paraenses como Guilherme Coutinho, Nego Nelson, Zé Luiz Maneschy e pelo próprio irmão, Chico Sena.
Em 1986 Alba Maria passou a residir na Itália, onde se formou em Letras e Artes e lá foi vencedora, por dois anos consecutivos, do Festival Musicanta (Trieste/Itália), como Melhor Intérprete e Melhor Performance e obteve o segundo lugar no Festival I Cercatori Di Perle, realizado pela RAI (Rádio e Televisão Italiana), promovendo assim a música brasileira, inclusive o cancioneiro paraense, pelos países europeus onde se apresentou, como França, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Suíça, Croácia, Eslovênia, entre outros.
Em temporada no Brasil, participou e foi vencedora de vários festivais de música popular por todo o país, com destaque para o Fecam – Festival da Canção de Marabá em 1995, onde obteve os prêmios de Melhor Música, Melhor Intérprete, Melhor Arranjo e Melhor Letra.
Participou de diversos CDs, como intérprete convidada, entre os quais, “Made In Pará”, “Música e Memória”, “Belém Cheia de Bossa”, “Banquete”, entre outros. Alba participou, como compositora, do CD de Philippe Ferrie em Paris, onde Alba Maria viveu por seis anos.
Com mais de vinte anos de carreira, Alba Maria gravou em 2009 o seu primeiro CD solo, “A Mão de Vênus”, com músicas da compositora paraense Maria Lídia.
Outro show de Alba Maria foi para homenagear uma das maiores cantoras da Música Popular Brasileira, Elis Regina, com o show (14.08.2012) "Tributo a Elis Regina", espetáculo que marca os 30 anos de morte da estrela, onde clássicos eternizados na voz dessa cantora foram lembrados no show, como "Águas de março", "Como nossos pais", "Cartomante", "Beguine dodói" e "A bela do apocalipse".

ALEXANDRA SENNA:
ALEXANDRA SENNA é irmã de Chico Senna e, como seus irmãos, também é autodidata em música, e canta e toca violão desde os 6 anos de idade e aos 17 anos entra para o Conservatório Carlos Gomes, onde teve aulas de canto. Em seu início de carreira na musicalidade fez parte do Coral Helena Coelho Cardoso, da Escola de Música da UFPA. Se apresentou e ganhou prêmios em diversos festivais de música popular como melhor compositora e intérprete, com grande destaque para 0 1º Festival da Rádio Cultura do Pará, onde conquistou o 1º lugar como cantora e o 1º lugar como melhor interprete com a música “Só meu” de sua composição em parceria com Assis Figueiredo em 2003 e ganhou o 1º lugar do Prêmio Estímulo “Altino Pimenta”, pela III Bienal Internacional de Música de Belém/2004. Em 2005, 2006, 2007, participou de diversos registros musicais e em 2009 lanço seu próprio CD “Só meu som”, arrojado e de extrema beleza.

HENRIQUE SENNA:
O cantor, músico e compositor HENRIQUE SENNA é da mesma família Chico Senna, família de origem portuguesa que era dona de engenhos de cana-de-açúcar, herdados de seus bisavós, um deles chamava-se 'Ayres Henrique', de quem recebi o nome em homenagem.Teve um bisavô maestro, minha mãe-avó amava a música e também cantava. Em casa Henrique Senna ouvia muito Chico Sena, Alba Maria, Renato e Toninho Cunha (primos e cantores da banda Gaia na Gandaia). Henrique Senna, como cantor profissional já no Teatro Experimental Waldemar Henrique, fazendo homenagem ao seu tio famoso e contando com a presença de cantores famosos no referido do show, como Nilson Chaves, Walter Bandeira, Alexandre Senna, Clarice Senna, o poeta João de Jesus Paes Loureiro e a banda Gaia na Gandaia, em 18/04/2008. No repertório de cerca de uma hora e meia, constaram canções de Chico Sena, como 'Olhar pirata' (composta com o amigo Marco André) e 'Beijo cego' (feita em parceria com o artista noturno Zé Pretinho), e composições do próprio Henrique Sena e de artistas com participação no show. Em 2005 Henrique Senna participou da 2ª edição do CD da 5ª Cultural do Banco da Amazônia, lançado em fevereiro de 2006, gravando beijo Cego, de Chico Senna e Zé Pretinho.Seu som é forte, vibrante, cheio de personalidade, contemporâneo e regado com o melhor de nossas influências musicais e que nos revela a identidade do artista, suas referências, sonoridades que o influenciaram ao longo de sua trajetória.
Portanto, o potencial musical da família de Chico Senna, é a marca de uma família de origem abaetetubense, que tem outros nomes como Jorge Andrade, Príncipe, Renato e Toninho Cunha do Gaia na Gandaia, Aninha Cunha, Adelaide Matos, entre outros tantos que legitimam a inclusão dessa família de artistas na Musicalidade de Abaetetuba.

COMPOSIÇÃO INSTRUMENTAL DAS ORQUESTRAS E BANDAS DE ABAETÉ
OS INSTRUMENTOS MUSICAIS DE UMA BANDA DE MÚSICA
Segundo o Mestre Cardinal, são os seguintes instrumentos que compunham as bandas musicais de Abaeté, que chegavam a ter até 30 músicos:
. Instrumentos de percussão: bumbo, tarol, surdo, surdo-bumbo, triângulo, e prato.
. Instrumentos da orquestra melódica: saxofone, pistão, clarinete, trombone, requinta (extinto), flautim, contrabaixo (tuba).
Uma verdadeira orquestra é composta por um grupo de pessoas que tocam diferentes instrumentos musicais. Em Abaeté existiram orquestras com propostas de orquestras filarmônicas e que usavam as seguintes famílias de instrumentos musicais:
• Família das cordas: viola, violão e contrabaixo;
• Família dos metais: trompa, trompete, trombone e tuba.
• Família de sopro: flautas, clarinetes e saxofone.
 • Família da percussão: tarol, bumbos, caixas.

OS CLUBES MUSICAIS DE ABAETÉ 
Os antigos clubes de Abaeté eram formados por pessoas da sociedade abaeteense e possuíam suas diretorias e com propostas culturais diferenciadas e um quadro de associados que pagavam mensalidades. Porém a maior parte dos antigos clubes de Abaeté possuía finalidade também no campo musical, além de propostas de civismo, artes cênicas, literatura e poesia.
Alguns antigos clubes de Abaeté possuíam propostas para as artes musicais ou que se dedicavam exclusivamente às artes musicais, através de suas bandas musicais e dos seus jazzes ou de suas orquestras. Alguns clubes ou bandas musicais possuíam também os seus braços religiosos, que eram as antigas irmandades ou confrarias.
. As bandas eram grandes grupos musicais com mais de 20 músicos que atuavam nos eventos religiosos, cívicos, sociais ou culturais da cidade, com música própria para bandas como os dobrados, choros, sambas ou outro tipo de música popular da época.
. Os jazzes eram formados por um pequeno número de músicos do próprio clube ou banda, para atuar nas festas dançantes ou bailes da época. As bandas Paulino Chaves e a Carlos Gomes possuíam os seus chamados “Jazz Band”, que era uma imitação dos jazzes que proliferavam nas hostes musicais dos Estados Unidos, moda que tinha chegado ao Brasil nas primeiras décadas do século 20.
. As orquestras eram formadas pelos próprios músicos da banda e com um razoável número de músicos de sopro, cordas e percussão e que faziam apresentações públicas, porém com um repertório musical diferenciado da banda de música, onde eram executadas peças de músicas orquestradas e até mesmo peças de músicas clássicas. Quando assim atuavam esses grupos musicais se autodenominavam de “orquestras filarmônicas”, como foi o caso da Banda Paulino Chaves e do Clube Musical Henrique Gurjão, que possuíam essa proposta musical e até atuavam à paisana, para diferenciá-las da banda rival, a Carlos Gomes, que só atuava devidamente fardada e no estilo militar e executando músicas próprias para banda.
E as irmandades ou confrarias religiosas eram os braços religiosos de alguns grupos musicais de Abaeté, fato que se explica pela existência de muitas festas religiosas que aconteciam na cidade e nas localidades do interior do município, onde a presença das bandas ou grupos musicais eram obrigatórias nos eventos de cultos, missas, folias de santos e, principalmente, nas inúmeras festas religiosas de santos populares, como as festas dedicadas aos santos: Divino Espírito Santo, São Raimundo Nonato, São Sebastião, São Benedito, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Conceição, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Luzia, Nossa Senhora de Nazaré e uma infinidades de festejos de santos espalhados pelas regiões das Ilhas e Colônias de Abaeté. Uma festa religiosa para obter o sucesso desejado, obrigatoriamente tinha que ter a presença das bandas musicais ou conjuntos musicais para tocar no côro das igrejas, nos círios e nos folguedos dos arraiais dessas festas ou mesmo nas festas dançantes, realizadas após as celebrações religiosas.
Os principais clubes de Abaeté com propostas também voltadas às artes musicais
. O Club Musical Carlos Gomes, fundado pelo musicista Hermínio Pauxis e seus alunos no dia 24/4/1880, que era um clube eminentemente musical e que também possuía o seu Jazz Band. A banda subsiste até os dias atuais. Vide postagem sobre o Club Musical Carlos Gomes.
. Club Henrique Gurjão, fundado em 1904 pelo musicista baiano Horácio de Deus e Silva, por sugestão do Padre Pimentel e que também possuía o seu braço religioso na cidade, a Irmandade de São Sebastião que confunde-se com a Banda Henrique Gurjão e que também atuava como orquestra filarmônica. Vide postagem sobre o Clube Henrique Gurjão.
Citação de 1908: “A irmandade de São Sebastião é organizada pelo Clube Henrique Gurjão e a diretoria da irmandade ficou assim constituída: presidente, Padre Francisco Manoel Pimentel; diretor, Horácio de Deus e Silva; tesoureiro, Trajano Pereira de Barros; secretários, Manoel Vigílio de Araújo e José Ferreira Ribeiro; zeladores, Pedro Pena de Araújo e Hygino Pereira e cobrador, Josino Leandro de Sousa e muitos irmãos”.
. Banda Paulino Chaves, fundada em 1918 pelo Mestre Gerônimo Guedes, por incentivo do Padre Pimentel e que possuía, além da banda, o seu “Jazz Band Paulino Chaves” e a sua orquestra filarmônica que atuavam à paisana. Vide postagem sobre a Banda Paulino Chaves.
.Tuna Recreativa Caixeral Abaeteense, que era uma sociedade musical, daquelas que possuíam associados e promoviam sessões lítero-musicais. Uma citação de 1909 diz o seguinte: “Sociedade Tuna Recreativa Caixeral Abaeteense, sociedade musical promovendo uma sessão musical em 30/5/1909. Orador Oficial do evento: Raimundo Silva e Presidente: Levino Guedes”. Vide postagem sobre os Clubes de Abaeté.
. Odeon Abaeteense, clube que incentivava as artes cênicas (teatro) e musicais. Há uma citação de 1908: “Odeon Abaeteense, clube de música e teatro, com sócios e diretoria. O tesoureiro José Cavalcante da Costa, sendo substituído, por ter pedido dispensa, pelo Sr. Raimundo Lício Baía. Promove também sessões de teatro com o drama “A Órfã de Goiás”. Vide postagem sobre os Clubes de Abaeté.
. Clube Musical São Sebastião: Uma citação de 1927: “O Clube Musical São Sebastião abrilhantou a festa de Santa Maria, no Rio Abaeté, na residência do Sr. João de Matos Bitencourt de 3 a 14 de agosto”. Vide postagem sobre os Clubes de Abaeté.
. Grêmio Guarany, era um “clube recreativo e musical” criado em 1910 e que, mais tarde, deu origem a famosa Banda Paulino Chaves, fundada pelo Mestre Gerônimo Guedes em 1918, nos tempos do Padre Luiz Varella. Vide postagens sobre os Clubes de Abaeté.
. Clube Musical 15 de novembro, clube nasceu eminentemente familiar, fundado em 1913, por Tomás de Senna, que foi seu 1º seu presidente e com a participação dos inúmeros músicos seus parentes e parentes de sua esposa Virginia Rodrigues, esta filha do músico Adalberto Rodrigues. Esse clube teve como regentes Paulino Brandão Ferreira e Laudelino Nunes Fernandes, que subsistiu até os anos de 1920, contando com a participação de até 15 músicos.
A avó Benedita, do músico Nilamon Xavier de Sena, filho de Tomás de Sena, enquanto estava viva, com até oitenta e poucos anos de vida, era devota de Nossa Senhora do Carmo, da qual possuía uma imagem e ela e toda a sua família se reuniam anualmente para festejar essa santa que tinha a participação da Orquestra “15 de Novembro”, que acompanhava as ladainhas e as festas dançantes nas noites dos festejos dessa santa. Como ainda não existia energia elétrica, essas festas eram realizadas à luz de lampião de carbureto. Vide postagem sobre os Clubes de Abaeté.
. Clube Musical Lauro Sodré, que foi fundado em 1909 e que subsistiu por alguns anos e tendo como presidente Raimundo Nonato Dias e regente, Manuel Eduardo dos Santos Quaresma e, depois, Laudelino Nunes Fernandes. Vide postagem sobre os Clubes de Abaeté.

AS BANDAS MUSICAIS DE ABAETÉ
As bandas musicais sempre estiveram presentes no cenário musical de Abaetetuba desde o fim do século 19 e atualmente, subsistindo às duras penas, sem apoios e incentivos, ainda existem duas bandas em atividades na cidade.
Os instrumentos musicais mais comuns usadas pelas bandas, segundo o músico Ceci Fernandes, eram: flauta, flautim, saxofone, pistão, trompa ou sax, trompete, trombone, surdo, caixa, clarinete, contrabaixo, fagote, barito, bombardino, requinta, clarone. Alguns dos instrumentos usados nas antigas bandas eram verdadeiras relíquias, que chegaram à Abaeté vindos até mesmo do exterior, como: requintas, bombardinos, clarones, que foram substituídos por instrumentos mais modernos.

TIPOS DE MÚSICAS TOCADAS PELAS BANDAS DE ABAETÉ
As bandas musicais de Abaeté tocavam uma variedade muito grande de músicas, na forma de: choros, chorinhos, marchas, sambas, xotes, boleros, sambas-cancões, mambos, baiões, xaxados, quadrilhas, lundus, sírias, valsas, foxes, rumbas, maxixes, carimbós, mazurcas, dobrados, hinos.

AS BANDAS DE ABAETÉ
. Banda Bela Harmonia, cujo Pio Nelson, que é parente ancestral de Raimundo Rodrigues Cardoso, segundo depoimento de seu pai, Sr. Jofre Cardoso, chegou a tocar na Banda Bela Harmonia, que foi a 1ª banda da Vila de Abaeté. Pio Nelson era empregado de confiança de Joaquim Padeiro, que confirmou aos pais de sua esposa que ele era pessoa de confiança e que os pais da moça podiam confiar no seu empregado.
Um escrito de 1940 cita o músico Adalberto Benedito Rodrigues como o primeiro mestre de música na vila de Abaeté, tendo instruído e fundado a primeira banda de música do povoado a Banda Bela Harmonia. Foi essa banda que esteve presente no dia da inauguração do Grupo Escolar de Abaeté, em 2/4/1902, quando era Intendente Municipal de Abaeté o Tenente-Coronel Torquanto Pereira de Barros, tendo assumido como o 1º diretor do grupo escolar o Professor Bernardino Pereira de Barros. Vide postagens sobre escolas, em Grupo Escolar de Abaeté, que deu origem ao Grupo Escolar “Prof. Basílio de Carvalho”
. Banda de Música do Arumanduba
As localidades do interior do município de Abaeté eram um rico celeiro de músicos e onde surgiram vários grupos musicais, como a Banda de Músicado Arumanduba. Uma citação de 1905: “A Banda de Música do Arumanduba e a Banda Henrique Gurjão, estiveram tocando no batizado do filho do Sr. Olintho Rocha, o pequeno Santino, sendo padrinhos o Major Honório Roberto Maués e sua esposa Dona Hildebrandina Maués”.
. Banda Sai Cinza:
Existem registros nos anos de 1926 e 1927 de uma banda musical na Vila de Beja, que animava os festejos do Glorioso São Miguel de Beja e as festas ao Divino Espírito Santo, denominada “Banda Sai Cinza”, comandada pelo músico Manoel do Nascimento/Manoel Joaquim do Nascimento.
. Banda Carlos Gomes:
. Banda Carlos Gomes, fundada em 1880 pelo Mestre Hermínio Pauxis e alunos e essa banda subsiste até os dias atuais. A Banda Carlos Gomes é o braço musical do Clube Carlos Gomes;
. Banda Henrique Gurjão:
. Banda Henrique Gurjão, fundada em 1904 pelo Mestre Horácio de Deus e Silva e foi extinta nos anos de 1930. Era o braço musical do Clube Henrique Gurjão;
. Banda Paulino Chaves:
. Banda fundada em 1919 pelo maestro Gerônimo Guedes em 1919 e foram seus co-fundadores: Padre Luiz Varella, Garibaldi Parente, João Reis, extinta nos anos de 1930.
. Banda Virgem da Conceição, que foi fundada, pelo Mestre Chiquinho Margalho/Francisco de Miranda Margalho e outros músicos em 15/9/1949. Após o falecimento desse mestre essa banda passou a ser regida pelo Mestre Agenor Silva e subsiste até os dias atuais sob a regência do músico Luís do Nilamon/Luis Sena.
Vide postagens sobre essas bandas em Música e Músicos de Abaeté.

AS PRINCIPAIS ORQUESTRAS PARA BAILES DE ABAETÉ
. Orquestra União Abaeteense:
Citações sobre a orquestra União em 1908: “Sarau dançante à noite, no aniversário do Professor Bernardino Pereira de Barros, animado pela Orquestra União Abaeteense”.
.Orquestra Brasil, criada por Chiquinho Margalho, músico eclético que tocava saxofone tenor alto e outros instrumentos; Os outros componentes e seus instrumentos eram: Agenor Silva, que tocava trombone de pista e outros instrumentos; Celino, que tocava saxofone alto; Fortunato, que tocava pistão; Raimundo Besteira, que tocava 2º pistão; Bê Nunes, que tocava clarinete; Nilo Pinheiro, que tocava banjo; Daniel Margalho, que tocava violão elétrico; Maracanã, cantor; Varlindo dos Santos, que era baterista; Silvio Pimentel, que tocava rabecão. Essa orquestra fazia muito sucesso nas festas em que tocava.
.Orquestra Abaeté :
.Orquestra Recreativa Carlos Gomes:
Em 1927 há a seguinte citação: “A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, do Rio Guajará, tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do Nascimento, falecido em junho de 1927”. “Orquestra Recreativa Carlos Gomes, com diretoria, tendo como professor de música Manoel Joaquim do Nascimento, no Rio Guajará”.

OS ANTIGOS JAZZES DE ABAETÉ
No início do século 20 os jazzes eram braços musicais das antigas bandas ou clubes musicais de Abaeté e que tocavam nas festas dançantes e bailes mediante contrato de pagamento. Posteriormente surgiram vários jazzes independentes em Abaeté. O jazz era um conjunto musical formado para tocar músicas cadenciadas nas festas e bailes da cidade e pelo interior do município.
Um jazz era composto por um grupo pequeno de músicos, três, quatro ou cinco tocadores, composto por violão ou viola, flauta, clarinete (este era o principal instrumento de um antigo jazz), trombone e saxofone O saxofone e o trombone são instrumentos mais recentes dos jazzes.
Entre os inúmeros jazzes de Abaeté, tivemos:
. Jazz Band Paulino Chaves, que era atrelado à Banda Paulino Chaves e que foi fundado pelo músico Félix Machado e que subsistiu até os anos de 1930:
. Jazz Band Carlos Gomes, que era o conjunto musical para bailes, braço da Banda Carlos Gomes, em 1928, cujo diretor era Raimundo Pauxis;
. Jazz de Cássio Amanajás, que foi fundado pelo mesmo Cássio Amanajás, que pertencia ao Jazz Band Paulino Chaves. Também era do início do século 20;
. Jazz Abaeté, conjunto musical para bailes, que foi criado em 1928 por Miguel Loureiro e que subsistiu até os anos de 1960;
. Jazz União ou Jazz do Margalho, conjunto musical criado pelo Mestre Chiquinho Margalho, nos idos anos de 1950:
. Jazz Tupy, que foi fundado em 5/3/1953 pelo músico da Banda Carlos Gomes, Otacílio Ferreira Dias/Ramito;
. Jazz do Chefe
. Jazz do Manivela
. Jazz Santa Quitéria
. Jazz do Rosado, da localidade Guajará, município de Abaetetuba;
. Jazz do Jesus, da localidade Maracapucu, município de Abaetetuba;
. Jazz Brasil,
. Jazz Trabalhista, que era da localidade Furo Grande, município de Abaetetuba/Pa.
. Jazz Folia
Tipos de músicas tocadas em Abaeté
Nos anos de 1940 e 1950 eram tocados os seguintes tipos de músicas: mambos, sambas, marchas, boleros, samba-canção, choros, chorinhos, valsas, frevos, carimbos e lambadas.

OS CONJUNTOS MUSICAIS
Os conjuntos musicais de Abaeté surgiram com a finalidade de tocar nas inúmeras festas dançantes e bailes de Abaeté e nas inúmeras festas de santos e festas dançantes do interior do município e eles fizeram muito sucesso nessa atividade musical e que também era um meio de sobrevivência financeira para os músicos de Abaeté.
Os primeiros conjuntos musicais de Abaeté contavam com os possantes instrumentos de sopro, como clarinetes, saxofones, trombones e pistões e contavam também com bumbos e contrabaixos de cordas e pandeiros, cavaquinhos, recos-recos, violas e violões na marcação das músicas.
Posteriormente surgiu o croner (cantor) e o acréscimo de uma bateria, fatores que incrementaram enormemente o sucesso dos conjuntos musicais de Abaeté.
Os primeiros conjuntos musicais de Abaeté eram formados pelos músicos pertencentes às bandas de música da cidade e, de algum modo, eram atrelados a essas bandas. Posteriormente surgiram conjuntos musicais independentes das bandas de música.

CONUNTOS MUSICAIS DE ABAETETUBA
. Conjunto Acapulco, que foi criado pelo músico Daniel Margalho, filho do também músico, Mestre Chiquinho Margalho;
. Conjunto “Os Águias”, conjunto musical criado em 1965, formados por jovens de Abaetetuba e com os seguintes componentes: Cloriomar (com 11 anos), como baterista; Zé Mestringue, na guitarra; Ananias, no baixo; Cardinal, no clarinete e João de Deus, no acordeon e como croner.
. Conjunto “Os Muiraquitãs”:
O Conjunto “Os Muiraquitãs” foi criado em 1976 por Gigi/Hermenegildo Solano Gomes, para tocar na Boate Borboleta. O Mestre Rui Guilherme/Rui Guilherme Mendes dos Reis, aqui chegando, assume o comando desse conjunto e o transforma num conjunto para bailes. Com Rui Guilherme esse conjunto ganha fama na cidade de Abaetetuba e na região.
Em 1977 o conjunto grava o seu primeiro LP. Mas, no auge da fama, ainda em 1977, acontece um fato lamentável para toda a cidade de Abaetetuba, que foi o pavoroso desastre rodoviário, onde morreram 8 pessoas e entre essas, duas pessoas eram componentes dos Muiraquitãs, Tio Guel e Besteira.
Uma 1ª formação dos Muiraquitãs: Laquê, na bateria; Cavalo–de-Aço, como croner; Cloriomar, com 13 anos, no contrabaixo; Cardinal, no clarinete e Camargo, na guitarra-solo.
Uma 2ª formação dos Muiraquitãns, era: Cloriomar, na guitarra-solo; Nonatinho, no contrabaixo; Laquê, na bateria; Cavalo-de-Aço, como croner e Cardinal, no clarinete.
O músico Rui Guilherme, amante da música que era e idealista, também cria o “Muiraquitãs Boys”, com o objetivo de incentivar os jovens músicos iniciantes na arte musical.
. Conjunto Relíquia
Inicialmente o Grupo Relíquia era denominado de “Os Invencíveis” e sua formação inicial, era a seguinte: Antonio, como vocalista; Zé Boró, na guitarra base; Ademar, na guitarra solo; Pedrinho, no baixo; Rai, na bateria e Jesus, como vocalista .Esse grupo tem importância histórica em Abaetetuba devido ter introduzido a música, ao vivo, nos bares e boates de Abaetetuba.
Uma 2ª formação, já com a denominação de Relíquia, devido o seu criador ser o dono da boate de mesmo nome, era a seguinte: Zé Boró, na guitarra base; Marinho/Marinaldo Lobato, no teclado; Antonio, como vocalista; Edilson, no baixo; Edil, na bateria e Didito, na percussão. A novidade no grupo foi a introdução do teclado eletrônico, onde esse conjunto foi um dos pioneiros no uso desse poderoso instrumento musical.
. Conjunto Grasom, foi criado nos ano de 1982, pelo técnico em eletrônica e comerciante, o Gracito/Graciliano Correa. Foi um grupo que obteve muito sucesso na sua época. Uma das primeiras formações do grupo: Cloriomar, na guitarra solo e vocalista; Graci, nos teclados; Natinho, na percussão; Ademar, na guitarra base e como vocalista; Pedrinho, no baixo e Arlinda, como vocalista. Essa banda também ficou muito famosa em Abaetetuba, tocando nos clubes sociais locais e pelos municípios vizinhos.
. Conjunto Os Neófitos, que foi criado no âmbito da Igreja Católica para tocar nas missas e nos eventos religiosos da cidade de Abaetetuba, nos anos de 1960, época da chegada dos Padres Xaverianos à cidade. Esse cpnjunto musical passou um bom tempo inativo e ultimamente foi recriado pelo músico Fran Mendes, atuando à nível de paróquia.
. Conjunto Magnífico Show, que já era um conjunto com o uso de teclado eletrônico e que fez grande sucesso em Abaetetuba, tocando principalmente nas festas de São João.
.Trio Xamego, que é outro conjunto com teclado eletrônico e que rivalizava em sucesso com o conjunto Magnífico Show nas festas de São João.
. Conjunto “Moisés e Messias”, que foi outro excelente conjunto que rivalizava com os conjuntos Magnífico Show e Trio Xamego, tocando nas festas de São João de Abaetetuba e região.
. Conjunto Joelho de Camarão:
. Conjunto criado pelo músico Jaime Brasil e com proposta musical mais ousada, tocando música da MPB-Música Popular Brasileira e composições do próprio Jaime Brasil.
. Conjunto Sandália de Embuá, que foi criado pelo conhecido músico/cantor Sabrecadao e companheiros e é  um conjunto de pagode que faz muito sucesso em Abaetetuba.
Outros Conjuntos Musicais de Abaeté
. Conjunto Cobra
. Conjunto Palha Verde
. Chefe e Seu Conjunto.
. Conjunto Pinheiro
. Conjunto Brasileiro.
. Conjunto Guarani
. Conjunto MOBRAL
. Conjunto Pop Som

CONJUNTOS MUSICAIS ELETRÔNICOS E O CONJUNTO D. M. SHOW
Os instrumentos dos antigos conjuntos musicais de Abaeté eram todos mecânicos, isto é, eram instrumentos em que se usava a força dos sopros e o uso das mãos ou dedos para tocar esses instrumentos.
O músico Daniel Margalho, filho de outro músico, o Mestre Chiquinho Margalho, foi quem trouxe a novidade do violão elétrico para Abaeté, no início dos anos de 1960 e isso foi uma grande revolução nas hostes musicais da cidade, devido a amplificação dos sons de alguns instrumentos musicais, que enchiam de sonoridade os salões daquela época. Os primeiros instrumentos a usar o recurso da energia elétrica em suas sonoridades foram os violões, cavaquinhos, banjos. Posteriormente surgiram os teclados e as baterias eletrônicas. Os instrumentos eletrônicos determinaram a drástica redução de músicos de um conjunto musical. Modernamente, apenas um tecladista, um cantor, um guitarrista e um contrabaixista compõem o elenco de um conjunto musical e até mesmo um único tecladista-cantor pode fazer uma festa com os recursos do teclado eletrônico.
O próprio músico Daniel Margalho chegou a possuir um conjunto musical no estilo não eletrônico, acima descrito, o “Conjunto Acapulco”. Porém no início dos anos de 1960 esse músico começou a usar um violão elétrico em seu conjunto musical e em 1967 ele formou um conjunto musical verdadeiramente eletrônico, com o nome de “D. M. Show”, cuja 1ª formação foi: Bosa, no chocalho e na sonoplastia; Daniel Margalho, no contrabaixo; Mário, irmão do famoso Pinduca; Antônio Melo, na guitarra; Amor, no saxofone; Agenor, no pistão; Laquê, na bateria; João de Deus/João de Deus Ferreira, na sanfona; Jandira Sousa, como cantora e a revelação das guitarras, o jovem e promissor músico Cloriomar, que tocava guitarra base e era um dos croner.
Esse conjunto eletrônico causou sensação nos anos de 1960, tocando no Bancrévea Club e Assembleia Abaetetubense e outros clubes sociais da época.
Uma 2ª formação do conjunto foi: Cloriomar, na guitarra base e como croner; Bosa, na bateria; Daniel Margalho, na guitarra solo; Agenor/Agenor Silva, no contrabaixo; Tio Guel/Miguel, no saxofone.

OS CONJUNTOS DE SERESTAS DE ABAETÉ
As serestas sempre estiveram presentes na vida musical de Abaetetuba. Entre os conjuntos de seresta, tivemos:
. Conjunto “Luar de Abaeté”, que foi criado pela família Lacerda, que fez sucesso por mais de 10 anos e seus componentes eram: Cabinho Lacerda, no violão; Mário Antônio (irmão do Cabinho), na tubadeira; Cardinal, no clarinete; Humbertinho, no violão; Cavalinho, no cavaquinho e Lacerda (o pai de Cabinho e Mário Antônio), no pandeiro e como croner.
. Conjunto “Os Coroas”, criado em 1990, por Luis Sena/Luis do Nilamon, que tocava vários instrumentos; Humbertinho, no violão; João do Banjo, no banjo; Zeca, na bateria; Jorge Rodrigues, croner; Didito, na percussão; Cardinal, no clarinete.
. Conjunto “Piçarra”:
Os músicos Cardinal e Daniel Margalho também faziam parte do grupo de seresta “Piçarra”, que foi um dos primeiros desse tipo e que contava, ainda, com os componentes: Mario Lacerda, como cantor e pandeirista; Dico Sousa, no violão e Cabinho, como vocal e no violão.
. Conjunto “Os Afilhados da Lua”, que foi criado pelo idealista e incentivador das artes musicais Teodolino Maués, que tinha a seguinte composição: Cavalinho, no cavaquinho; Humberto, no violão; Nêgo, na bateria; Joãozinho, no banjo; e uma vocalista.
OS INSTRUMENTOS MUSICAIS MAIS ANTIGOS DOS GRUPOS MUSICAIS DE ABAETÉ
Os instrumentos musicais abaixo relacionados foram trazidos para Abaeté pelos imigrantes árabes ou europeus aqui chegados no início do século 20:
• Barito de: Orêncio Coutinho e Tibica;
• Clarone de: Cazuza Sena;
• Bombardino de: Henrique Dias da Costa, Durico, Mestre Leordelino, Horácio Filho, Tibica;
• Oficlides/Mamoeiro de: Paulo de Araujo Borges;
• Requinta de: Cordalício dos Santos, Bernardo Rebolado, Manoel Lipordino.

OUTROS INSTRUMENTOS MUSICAIS ANTIGOS DOS MÚSICOS DE ABAETÉ
Esses instrumentos musicais são relíquias que precisam ser preservadas no Museu das Artes de Abaeté, como:
• Tarol de Miguel Pontes;
• Trompas de: Paulinho Coforote, Mestre Benjamim, Manoel Joaquim da Silva Lobato, Samuel da Costa Ferreira, Churamba, Cici Costa;
• Trompetes de: Maxico;
• Flauta de: Hildefrides;
• Flautins, de Prudente Araujo, João Bernardino Dias;
• Clarinetes de: Cardinal, Miguel Negrão, Félix Machado, Felippe Santiago de Araujo, Heráclio Delmiro Sales, Arcelino Pinta Caroço, Bê Nunes, Maxico Almeida, Bideca;
• Pistões de: Manoel Antonio, Tomás, Antonio Luiz Gonçalves Chaves, João Nonato de Araujo, Raimundo Besteira, Velho Vicente, André Sena, Fortunato, João do Maxico;
• Trombones de Valdeíno Cardoso, João Coforote, Oscar Santos, Agenor Silva, Santos Ferreira, Pedro Araujo, Corobo, Luis do Nilamon;
• Saxofones de Otacílio Dias/Ramito, Adamor Aires, Francisco Negrão, Otávio. Celino, Mestre Chiquinho Margalho, Mestre Miguel Loureiro, Abaeté Pauxis, Benedito;
• Bumbos de: Vicente Gama, Raimundo de Araujo Borges, Abel Guiães de Barros, João Perna;
• Caixas de José Pinheiro Rodrigues, João Bostoque;
• Pratos de Manoel João, Benito Cardoso, Bento Sousa, Raimundo de Araujo Borges;
• Tubas de: Belchioara;
• Violinos de Félix Machado;
• Bumbos, de: João Perna, Vicente Maciel;
• Surdos de: Raimundo Melo;
• Rabecão de: Sílvio Pimentel;
• Violões de: Cloriomar, Mário Rá, Dico Souza/Dico Cururu, Humberto;
• Violão elétrico de: Daniel Margalho;
• Banjo de: João do Banjo, Cavalinho, Mestre Rosa, Raimundo Melo, Nilo Pinheiro;
• Cavaquinhos de: Zé Mestring, Cavalinho;
• Baterias de: Nêgo, Vicente Maciel, Varlindo dos Santos, Henrique, Massafra;
• Bongô de: Pão de Milho;
• Pandeiro de: Sarapeca;
• Guitarras base de: Ademar, Beto, Mestre Cloriomar, Zé Mestring;
• Guitarras contrabaixo de: Natinho, Ananias;
• Teclados eletrônicos de; Cabinho, Marinaldo, Gracito;
• Acordeon de: João de Deus.

AS APARELHAGENS DE SONS DE ABAETÉ
Na Abaetetuba dos anos dos anos de 1950 e 1960 existiam apenas os conjuntos musicais na forma de jazzes, orquestras e os conjuntos musicais não eletrônicos que tocavam nos bailes e festas da época. Porém, a partir dos anos de 1960, época em que surgiram as músicas chamadas “bregas” e as músicas da “Jovem Guarda” e as músicas modernas da MPB-Música Popular Brasileira, começaram a surgir na cidade de Abaetetuba as chamdas “aparelhagens de som”, que se utilizavam dos discos de vinil para tocar nas festas dançantes da época e participar de outros eventos em que era necessário os potentes volumes dessas aparelhagens de sons. As principais festas dançantes que usavam os serviços musicais dessas aparelhagens eram as quermesses dançantes das tardes de domingo. Quando tocava uma das antigas músicas do antigo brega ou da jovem guarda, ninguém ficava parado nos salões dos clubes: Vênus, Abaeté, Vasco ou algumas casas particulares, como o Sr. Zeca Miró, que realizavam também essas quermesses dançantes.
Uma aparelhagem de som substituía inteiramente a presença de um conjunto musical, mesmo que eletrônico, e eram mais baratos e não havia a parada obrigatória da festa, para descanso dos músicos.
O surgimento das aparelhagens de som em Abaetetuba foi um dos fatores que contribuíram decisivamente no declínio dos grupos musicais da cidade.
As primeiras aparelhagens de som a surgir em Abaetetuba, já nos anos de 1960
. Aparelhagem do Pacamon, folclórico locutor de Abaetetuba;
. “Bailar”, de Caetano Nunes, tendo como locutor o inesquecível Nego Acácio e o próprio Caetano Nunes;
. “Guerreirão”, a mais sofisticada e potente aparelhagem de som de seu tempo;

AS ARTES CÊNICAS
As artes cênicas se fizeram presente em Abaeté desde o início do século 20, conforme as citações:
Ano de 1908: “O Odeon Abaeteense, clube de música e teatro, com sócios que pagavam mensalidades”. “O clube Odeon Abaeteense promove espetáculos de teatro, como o drama “A Órfã de Goiás”. “O tesoureiro José Cavalcante da Costa pede dispensa do cargo da diretoria do Odeon, sendo substituído pelo Sr. Raymmundo Lício Baía”.
Além desse clube existiam outros antigos clubes em Abaeté que promoviam espetáculos teatrais.
Porém, foi a partir dos anos de 1920 até os anos de 1930 que as artes cênicas se desenvolveram sobremaneira em Abaeté.

AS ARTES CÊNICAS DE ABAETÉ E O IDEAL DA CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA MATRIZ
A motivação para o impulso das artes cênicas em Abaeté foi o ideal da população católica local de construir a nova Igreja Matriz de Abaeté e uma das formas encontradas para a arrecadação de fundos para essa construção seria através de apresentações teatrais. Para isso e com o incentivo e apoio do vigário da época, Pe. Luiz Varella foi criado o Grupo Scênico de Abaeté, formado por pessoas da sociedade, como trabalhadores, funcionários públicos, músicos e rapazes e moças da sociedade. O Grupo Scênico fazia suas apresentações teatrais no chamado Theatro de Nossa Senhora da Conceição, que era um alpendre anexo à antiga Igreja do Divino Espírito Santo que se localizava na antiga Praça do Divino ou Praça da Conceição. Além dos/das artistas do Grupo Scênico, havia a participação da Banda Paulino Chaves, que fazia o fundo musical dos espetáculos e a participação de outras entidades, como a Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, comandada pelo rico comerciante e industrial, Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado, entidades essas que também se mobilizavam nas ações de arrecadação de fundos para a construção da referida igreja. Essa, portanto, foi a grande motivação, a partir dos anos de 1920 até os anos de 1930, para o grande incremento para as artes cênicas em Abaeté.
Uma citação sobre esse grupo, no de 1919: “A primeira Diretoria do Grupo Scênico de Abaeté ficou assim constituída: Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme Abreu”.

OS PRINCIPAIS ARTISTAS DO GRUPO SCÊNICO DE ABAETÉ
Os atores e atrizes abaixo relacionados se destacaram nas artes cênicas de Abaeté e precisam ter seus nomes perpetuados na galeria dos grandes artistas da cidade:
• Monteiro de Sá e Antonio de Sá;
• Pombo da Maroca Lima/Francisco de Lima Batista, filho da famosa parteira Moroca Lima e que foi um extraordinário ator teatral de Abaeté e que também se destacava nas apresentações das artes folclóricas dos cordões de pássaros de Abaeté;
• Licínio Araujo e seus irmãos: Prudente, Antonico e Angelina Araujo. Licínio, além de ator teatral era músico e professor de música, tendo repassado seus conhecimentos a muitos músicos de Abaeté. Prudente, também era músico da Banda Carlos Gomes;
• Diquinha Soares;
• Miloca Matos, grande atriz de Abaeté e que figuarava em quase todas as peças do Grupo Scênico;
• Bararaty Franco/Bararaty Barroso Franco, agente postal e e fiscal em Abaeté, casado com Dona Archimima de Carvalho Franco;
• João Pontes/João Nepomuceno de Pontes, figura de destaque da sociedade abaeteense, guarda-livro, funcionário da Prefeitura Municipal, Secretário Municipal e membro e diretor de várias sociedades e clubes de Abaeté;
• Menina Arthemita;
• Lucília Pinheiro;
• Abel de Barros, artista vindo do Marajó, dono de oficina mecânica em citação de 1947, na Av. Aristides Silva em Abaeté/Pa, músico da Banda Carlos Gomes, sendo um de seus diretores em 1908, desportista, participando da diretoria da Associação Sportiva de Abaeté em 1927. Foi um dos baluartes do teatro e da música em Abaeté;
• Edgar Borges/Edgar dos Reis Borges e também era membro da Irmandade de São Sebastião, em 1908;
• Raimundo Leite Lobato, figura de destaque da sociedade abaeteense, funcionário público municipal, desportista, membro da diretoria da Associação Sportiva de Abaeté em 1927;
• Guilherme Abreu, figura de destaque do grupo de teatro, ensaiador das peças teatrais, jornalista em vários periódicos de Abaeté, um idealista;
• Osvaldina da Fonseca e Hilda V. da Fonseca. Osvaldina Fonseca era filha de Nércio Fonseca e Brasilina Lobato da Fonseca.
• Elpídio Paes
• Risoleta de Lima Araujo/Sinhá, filha de Ramiro Pereira de Araujo e Bruna Lima;
• Abel Lobo/Abel de Almeida Lobo, ferreiro nos anos de 1930, 1940 em Abaeté, na Av. João Pessoa, ator, desportista e músico da Banda Carlos Gomes.
• Pedro Loureiro, figura de destaque da sociedade abaeteense, irmão do Mestre Carlito Loureiro e sócios de uma fábrica de calçados, a Sapataria Abaeteense;
• Alberto Costa, professor, outra figura de destaque do teatro abaeteense e que organizava os espetáculos teatrais;
Outras Citações Sobre o Teatro de Abaeté
Citações de 1927: “A Banda Paulino Chaves participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Theatro de Nossa Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Em 1927: “Atores de teatro: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinha Soares”.
“O Grupo Scênico de Abaeté, encenando o sentimental drama de Júlio Dantas intitulado “Mater Dolorosa”, tendo nos papéis, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita”.
“Apresentaram também a comédia “Quem Desdenha”, tendo como atores, Lucília Pinheiro, Abel de Barros, Miloca Matos, A. Araujo, João Pontes, Bararaty Franco, Edgar Borges”.
Citações de 1928: “Félix Machado, Sub-Regente da Philarmônica Paulino Chaves e Chefe de Orquestra do Theatro de Nossa Senhora da Conceição”.
Outros Atores e Atrizes de Abaeté
Os artistas abaixo, junto com alguns acima, já são de uma geração mais recente de atores e atrizes do teatro de Abaeté, anos de 1940, 1950:
• Bandute Sena, político, folclorista, carnavalesco, proprietário do antigo “Sonoros Copacabana”, serviço de som de Abaeté;
• Antonico do Grato;
• Belemita Contente, filha do político Joaquim Mendes Contente;
• Gerusa.
Vide postagem sobre as Artes Cênicas com os nomes dos artistas, da Banda Paulino Chaves, da Liga de Torcedoras do Vera Cruz, que colaboravam nas campanhas de arrecadação de fundos para a nova Igreja Matriz de Abaeté.

AS ARTES PLÁSTICAS
• Raimundo Castilho, amante da literatura, poeta e grande pintor de paisagens de Abaeté;
• Rai Cardoso/Raimundo Rodrigues Cardoso, ambientalista e grande escultor de Abaetetuba dos tempos atuais;

AS ARTES FOTOGRÁFICAS
. Dico Sousa/Dico Cururu/Raimundo Sousa, fotógrafo profissional em Abaeté, dos casamentos, batizados e dos eventos festivos. Também era músico, tocando violão nas serenatas e em alguns conjuntos musicais de serestas;
. Oscar
. Brasil/Adil Brasil da Costa, fotógrafo profissional de Abaetetuba/Pa;
. Pinheiro, do Foto Pinheiro.

ENTIDADE DE CLASSE DOS ARTISTAS
Os artigos artistas e operários de Abaeté possuíam a sua associação de classe, que era chamada de União de Artistas e Operários de Abaeté e João Nepomuceno de Pontes era um de seus diretores.
AS ARTES FOLCLÓRICAS
O rico folclore abaeteense nasceu da mistura dos costumes, ritos, crenças e hábitos vindos da cultura dos povos formadores da população abaeteense, como os colonizadores portugueses, dos nativos do lugar (povos indígenas) e dos negros africanos aqui chegados como escravos nas antigas fazendas e engenhos de cana-de-açúcar de Abaeté.
As artes folclóricas se manifestaram de várias formas em Abaeté, como:

OS CORDÕES DA QUADRA JUNINA
Citação de 1906: “Os cordões de bois de Abaeté saiam pelas trilhas e pelas casas do lugarejo”.
Isso quer dizer que desde os primeiros anos do século 20 já existiam os cordões juninos na pequena cidade de Abaeté de pouco mais de 3.000 habitantes.
O cearense Manoel Antonio de Souza, a partir de 1915, ajudou na manutenção do rico folclore junino de Abaeté, através dos cordões de pássaros, bois e insetos , sendo desse tempo alguns antigos cordões de Abaeté, como:
.Cordão do Boi Canário
. Codão do Boi Pingo de Ouro;
. Cordão do Boi Touro Russo;
. Cordão do Beija-Flor, de D. Nenê Pontes;
. Cordão do Gavião;
. Cordão da Borboleta;
. Cordão do Tucano, criado por Santino Rocha. Existiu outro cordão de mesmo nome de João Batista.
. Cordão da Andorinha;
. Cordão do Ben-te-vi;
O músico Nilamon Xavier de Sena, liderava a parte musical do Cordão do Tucano e do Cordão da Andorinha e cordões de bois.
Após esses antigos cordões, vieram outros cordões para enriquecer a quadra junina de Abaeté.
Um cordão de pássaro da quadra junina chegava a ter até 55 integrantes e os figurinos eram esmerados, com roupas de cores bem vivas, brilhantes, em personagens que dançavam ao som das toadas dos músicos que acompanhavam os grupos de pássaros.
Família Abreu
O casal Raimundo Abreu/Mestre Abreu e sua esposa Joana Lopes de Abreu foram responsáveis pela continuidade dessa arte folclórica em Abaeté, repassando essa responsabilidade para seus filhos, especialmente Nina Abreu, criadora de belos cordões em Abaeté.
Nina Abreu, nasceu no dia 11/9/1935 em Abaeté herdou de seus pais o gosto pelo folclore junino. Foram inúmeros os cordões juninos que essa grande folclorista organizou na cidade de Abaeté.
Os cordões juninos eram comédias com personagens da vida rural e se tornaram tradicionais na cidade de Abaeté, perdurando até a metade do século 20, enchendo as ruas de Abaeté de muitos cantos, alegria e colorido.

OUTROS CORDÕES DE PÁSSAROS OU INSETOS NAS ARTES FOLCLÓRICAS DE ABAETÉ
. Cordão do Uirapuru;
. Cordão do Rouxinol, foi criado por Dona Maroquita, esposa do Sr. Mirico;
. Cordão do Periquito, que foi criado por Benedito Sena dos Passos/Bandute Sena. Esse cordão, posteriormente, foi adotado e recriado pela folclorista Nina Abreu/Nina Mary Abreu da Silva, nascida em 30/9/1935, filha de Raimundo Abreu e Joana Lopes de Abreu, que também criou ou recriou outros cordões, como os cordões: da Borboleta, do Canário, do Curió;
. Cordão da Arara, criado por Nina Abreu;
. Cordão da Borboleta. O primeiro Cordão da Borboleta foi criado por pelo músico Horácio de Deus e Silva, por volta de 1904; o 2º Cordão da Borboleta foi criado por Dona Ziloca e seu marido, o Mestre Afonso e este também foi o criador de alguns cordões da quadra Carnavalesca. Posteriormente o Cordão da Borboleta foi recriado por Nina Abreu, com o acréscimo de outros quadros cômicos ou dramáticos.
. Cordão do Canário, criação de Nina Abreu;
. Cordão do Ten-Ten;
. Cordão do Curió, criação da folclorista Nina Abreu
. Cordão do Camarão, de João Dorme, figura popular de Abaeté;
. Cordão do Inambé, criados pelos familiares de Dona Júlia Lopes, este vindo das Colônias da região rural de Abaeté para fazer apresentações na cidade;.
. Cordão do Papagaio, da mesma época que o Cordão do Periquito, porém com muita comicidade de seus componentes, especialmente do saudoso ator Pombo da Maroca Lima, seu criador;
Esses cordões se apresentavam na forma de teatros da vida rural, com o enredo, cantos e músicas compostas pelos próprios componentes desses grupos juninos ou pelos músicos de Abaeté.

OS PERSONAGENS DE UM CORDÃO DE PÁSSARO OU INSETO
De modo geral os personagens ou comediantes de um cordão de pássaros ou insetos, cada qual com uma função na comédia, eram:
. A Ave ou Inseto, que era o animal de estimação de uma Princesa e todo o enredo da comédia se desenvolvia sobre essa Ave ou Inseto; Uma pequena figura ricamente enfeitada e decorada representava o pássaro ou boneco que era carregada na cabeça de uma linda moça, esta também vestida em lindo colorido;
. A Dona da Ave ou Inseto, que sempre era uma linda Princesa;
. O Guardião da Ave ou Inseto, espécie de Bobo;
. As Floristas, personagens que ofereciam flores no fim da comédia;
. Os Valentes Índios Guerreiros e seu Tuxaua, o destemido guerreiro Morubixaba, a índia Iracema, que ofereciam o pássaro de presente à Princesa e o defendiam dos perigos;
. O Curandeiro Ou Pajé que defumava e benzia o pássaro ou inseto, quebrando o feitiço do caçador Mandigueiro;
. Os Soldados, defensores atrapalhados dos pássaros ou insetos;
. Os Campineiros ou Camponeses, que eram personagens festivos no aniversário da princesa;
. O Mandingueiro ou Feitiçeiro, pai do Baleador, que eram os vilões da história que enfeitiçavam o pássaro ou inseto por pura maldade e inveja;
. A Bruxa Má ou Feiticeira, mulher do Feiticeiro, que ajudava nas maldades do marido e pais do Baleador;
. As Fadas Boas e as Fadas Más, que tentavam ajudar ou prejudicar a Ave ou Inseto;
. O Saci, que tentava ajudar a descobrir o esconderijo do Feiticeiro e sua família, raptores do pássaro ou inseto;
. Os Guardas da Floresta, personagens festivos dos cordões;
. Os Caçadores ou Passarinheiros das florestas;
. Os Matutos, personagens atrapalhados dos cordões;
Mulatas-de-Cheiro, personagens festivos dos cordões;

OUTROS CORDÕES DE BOIS DE ABAETÉ
Os Cordões de Bois de Abaeté, também representavam comédias musicadas da vida rural, em grupos de brincantes que saíam pelas estradas ou ruas da cidade, apresentando-se em casas escolhidas previamente.
Cada grupo de comediantes se apresentava em quadros, com danças, cantos e diálogos musicados. Os próprios componentes desses grupos juninos se encarregavam de preparar o enredo e os cantos para os quadros apresentados.
No final da quadra junina aconteciam as despedidas ou matanças do boi, isto é, o boi se recolhia para voltar somente no próximo ano com uma grande festa de encerramento das apresentações dos cordões de bois. O boi era um boneco quase do tamanho de um boi vivo, oco, embaixo do qual se colocava o brincante que saltitava embaixo desse boi, devidamente enfeitado, cheio de fitas e brilhos, imitando um boi verdadeiro.

OS PERSONAGENS DE UM CORDÃO DE BOI
Personagens ou comediantes dos cordões de bois eram criados pelos componentes dos cordões, representados por pais de famílias, trabalhadores e cada personagem ou grupo de personagens com um papel específico no cordão, como:
. O Boi, que era um boneco em tamanho natural de um boi e o Tripa, este o condutor do Boi e que ficava dançando e pulando por baixo do boneco que representava o animal;
. Amo ou Fazendeiro, dono do boi e sua mulher, Dona Maria;
. A Filha do Amo;
. Os Vaqueiros, guardadores do boi;
. Os Rapazes;
. Os Índios Guerreiros com o seu Tuxaua, defensores do boi;
. Os Campineiros ou Camponeses;
. Os Mandigueiros: Pai Francisco/Nêgo Chico, Catirina, mulher de Nêgo Chico e seus auxiliares Cazumbá e sua mulher Guimar, que roubavam e enfeitiçavam o boi;
. O Pajé e seu Ajudante, que quebravam o feitiço do boi;
. As Floristas, que ofereciam flores no final da comédia;
Cada grupo de comediantes tinha a sua indumentária própria, muito colorida, o seu tipo de dança e o seu canto apropriado, compostos pelos próprios componentes dos bois ou por músicos locais.
Os cantos de ruas dos Cordões de Bois também eram criados pelos próprios componentes desses grupos ou pelos músicos locais, assim como os quadros da comédia.
Os Principais Bois de Abaeté
. Boi Estrela Dalva, de Risó, que se tornou adversário de outro boi, o Bai Pai do Campo, de Roldão, em confrontos de cantos de desafios e até brigas físicas entre os componentes desses grupos juninos;
. Boi Pai do Campo, de Roldão/Raimundo Rodrigues Mendonça, que em 1948 criou o Cordão do Boi Caprichoso e em 1949 criou o Cordão do Boi Flor do Campo e finalmente, em 1950, criou o Cordão do Boi Pai do Campo, grupo que perdurou até o ano de 1959, quando foi extinto. Esse boi transformou-se no grande adversário de outro grande cordão de boi da cidade, o Cordão do Boi Estrela Dalva. Os méritos do sucesso do Cordão do Boi Pai do campo se devem também aos enredos escritos e musicados por Caboquinho/Humberto Cardoso e Mestre Castilho/Raimundo Castilho.
Os cordões de bois de Abaeté saíam pelas ruas da cidade com músicas apropriadas e iam parando pelo caminho, fazendo apresentações nas residências com quem tinham feito um contrato prévio. No final da apresentação o cordão de boi era recompensado com uma quantia de dinheiro, acertada anteriormente, dinheiro que servia para bancar os gastos dos preparativos do cordão e no pagamento de músicos.
Quando esses bois desfilavam pelas ruas da cidade eles atraíam multidões de crianças e até adultos a correr atrás dos cordões e nas despedidas dos mesmos da quadra junina, as multidões acorriam para apreciar essas apresentações que eram realmente apoteóticas. Isso porque cada cordão possuía a sua torcida na cidade que comparecia em massa para ver a despedida ou matança do boi de sua preferência. Sim, cada cordão possuía parte da cidade como torcida e as disputas entre eles eram acirradas, com direito a brigas feias, pois os brincantes, já se encontravam animados e exaltados por goles e goles de pinga, bebida alcoólica encontrada em abundância nos botequins das esquinas da cidade.

INSTRUMENTOS MUSICAIS USADOS NOS CORDÕES JUNINOS E NAS FOLIAS DE SANTOS
Muitos músicos e artistas de Abaeté eram requisitados para compor músicas e enredos para os diferentes cordões de pássaros da cidade. Inicialmente foram os enredos do Mestre Castilho com melodias de Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro e Agenor Silva e Mestre Cardinal. Cada personagem possuía o seu quadro na comédia e as suas músicas.
Os primeiros instrumentos musicais usados nos cordões juninos e folias de santos de Abaeté, eram: rabecas, rabecões, violinos, violas, cavacos, violões, contrabaixo de corda e flautas e instrumentos de percussão. Anos depois é que entraram os instrumentos de sopro, especialmente os clarinetes, saxofones.

A TRADIÇÃO DOS BANHOS DE CHEIRO
Vender ervas, folhas, cipós, cascas e raízes cheirosas de certas plantas para o preparo dos “banhos de cheiro” para o dia de São João é um antigo costume que permaneceu até nossos dias, durante a quadra junina. Entre essas plantas, temos:
. Patichulim
. Priprioca
. Cipó-catinga
. Cipó uíra
. Pau de Angola
. Alecrim
. Najarana
. Vindicá
. Casca do buiuçu
. Casca de capetiu
Antigamente esses produtos chegavam à cidade pelas estradas, onde eram vendidas nas ruas e feiras da cidade ou de casa em casa. Eram produtos bem aceitos pelos moradores da cidade.
Na noite do dia de São João toma-se o banho cheiroso de corpo inteiro e livrá-lo das impurezas e azares e ter sorte o resto do ano.

FESTAS DA QUADRA JUNINA E DANÇAS DE QUADRILHAS
As festas da quadra junina eram realizadas nas ruas da cidade e nos clubes sociais como Bancrévea Clube, Assembléia Abaetetubense e AABB-Associação Atlética Banco do Brasil e no barracão da folclorista Nina Abreu e essas festas se tornaram tradicionais em Abaetetuba. As festas de ruas ainda continuam, mas perderam o encanto das festas juninas antigas. A festa no barracão de Nina Abreu acontece no dia de São João, com músicas autênticas da quadra e o tradicional “Banho de Cheiro”.
A dança das quadrilhas era tradicão nas festas acima e elas obedeciam ao antigo figurino das roupas caipiras, dos pares enfileirados, dos passos e movimentos tradicionais, obedecendo ao comando do “marcador” em passos de alavandus, anarriês, troca de damas, ganches, coroas, chames e outros passos e movimentos ao som de genuínas músicas da quadra junina. Esse tipo de quadrilha praticamente já não mais existe em Abaetetuba, pois foi substituída pelas quadrilhas modernas de roupagens mais sofisticadas, movimentos mais dinâmicos e bonitas coreografias, quadrilhas essas que se apresentam apenas nas disputas promovidas pela Fundação Cultural de Abaetetuba.

ARTES LITERÁRIAS DE ABAETÉ
As artes literárias se faziam presentes nas solenidades cívicos-literárias, muito comum em Abaeté e nas demais manifestações culturais do início do século 20. Cada antigo clube cultural local possuía em sua diretoria a figura de um orador oficial, que geralmente era uma pessoa versada em literatura e poesia. Entre as principais pessoas que se destacaram nas artes literárias de Abaetetuba, temos:
• Professor Basílio de Carvalho/Basílio Chrispim de Carvalho, professor do início do século 20 em Abaeté/Pa, poeta e orador contumaz nos eventos cívicos e solenidades locais e nos aniversários de abaeteenses notáveis de sua época;
• Samuel Correa Bello, era comandante de navio e seu filho Tabajara Bello, eram poetas, que escreveram belas poesias em Abaeté. Samuel Correa Bello foi fundador das seguintes entidades: Associação Sport Club, Colônia de Pescadores Z-14, Abaeté Foot-Ball Club, Cooperativa Agrícola, Esoterismo, político, fundador do PTB. Morou na Rua Barão do Rio Branco, 1275, em Abaetetuba, nos anos de 1940. A poesia “Rio Negro” de Samuel Correa Bello foi escrita em março de 1967, à bordo do navio de guerra “Braz de Aguiar”, na fronteira Brasil-Bolívia;
• João de Jesus Paes Loureiro, nasceu em Abaeté e construiu sua vida literária em Belém/Pa e tem uma trajetória de mais de 40 anos de poesia, muitas das quais exaltam a cultura abaetetubense. Já lançou 16 livros de poemas, teatro, prosa e ensaios teóricos sobre estética e cultura e recebeu o prêmio de poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte com a obra “Altar em Chamas”, e indicação como finalista do Prêmio Jabuti para “Romance de Três Flautas”. Tem alguns livros publicados na França, Alemanha, Japão, Itália e Portugal. Em 2001, participou com poemas visuais, da X Bienal de São Paulo e da obra “A Vanguarda Visual Brasileira – 50 anos depois da semana de Arte Moderna. Paes Loureiro é mestre em Teoria Literária e Semiologia pela PUC de Campinas, e doutor em Sociologia da Cultura para Sorbonne, Paris. É professor da disciplina Estética e História da Arte, na UFPA, e pesquisador da cultura amazônica. Entre suas obras recentes destacam-se “Réquiem para Dorothy Stang”, uma homenagem à missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 em Anapu, sudoeste do Pará. Seu novo livro de poemas, “Água da Fonte”, será lançado dia 23/6/2008 no Instituto das Ciências das Artes(ICA), às 19:00 hs. A obra tem 200 poemas, onde o autor reúne temas que retratam sua infância e adolescência ribeirinha no município de Abaetetuba.
• Professora Elza de Jesus da Silva Paes, famosa organizadora de festas cívico-literárias nos anos de 1940 e 1950, que procuravam despertar sentimentos patrióticos nas pessoas presentes a essas sessões, com peças de poesias, de teatro com dramas e comédias e variadas danças folclóricas e de balés, cantos e corais e também as apresentações da festa da Independência, o 7 de Setembro, quando organizava desfiles escolares, competições esportivas e números de ginásticas. Praticamente em quase todos os dias festivos do calendário escolar, lá estava a Professora Elza a preparar suas crianças do Grupo Escolar, onde era diretora, organizando números variados para despertar sentimentos nativistas, cristãos, humanitários e de amor à natureza.
• Nonato Loureiro/Raimundo Nonato Paes Loureiro, escritor, jornalista e poeta de Abaeté, irmão de João de Jesus Paes Loureiro, nascido em Abaetetuba no dia 4/5/1944. Entre suas obras estão as composições: “Uma canção ao pescador”, de 1980, que obteve o 1º lugar num concurso na cidade de Oriximiná, em música e o 3º lugar em poesia. Em 1991, obteve o 1º lugar, no Festival de Artes e Folclore em poesia, com o poema “Lendas e Mitos de Abaetetuba”. Obteve um 3º lugar, no mesmo festival, com a poesia “Uma homenagem ao Abaeté Futebol Clube”. Como jornalista milita a vários anos em jornais locais com seus textos denunciativos das irregularidades, injustiças e demais eventos que denotam o descaso pelas coisas públicas da sociedade ou textos de exaltação dos fatos e figuras da mesma sociedade a nível local ou nacional e como escritor já publicou algumas obras;
• Maria do Monte Serrat Carvalho Quaresma, professora, escritora, poeta, autora de vários livros de memória em Abaeté, que procuram nos fazer recordar o antigo modo de vida abaeteense, em todos os seus aspectos e suas figuras notáveis de todos os campos da atividade humana de Abaeté;
• Maria de Nazaré Carvalho Lobato, professora, escritora, folclorista, poeta, autora de vários livros em Abaeté, que procuram fazer um belo resgate da rica cultura abaeteense, enfatizando o folclore, as lendas, a língua, as danças e os hábitos e costumes do antigo povo abaeteense. Sua obra é realmente uma obra de fôlego nas questões culturais do município, um referencial no campo das pesquisas culturais de Abaetetuba e com pitadas de suas obras poéticas;
• Neusa Rodrigues, professora, autora e compositora de renome em Abaetetuba, que levada por seus grandes méritos culturais, chegou a ocupar várias funções públicas relativas à cultura e a educação na cidade;
• Luiz Roberto dos Reis, advogado, autor de um dos primeiros livros da História de Abaetetuba, referência para os demais autores e pesquisadores de Abaetetuba;
• Jorge Machado/Jorge Ricardo Coutinho Machado, professor e escritor de vários livros sobre a História de Abaetetuba, contos e lendas, que já o colocam no rol dos grandes nomes das pesquisas econômicas, folclóricas e literárias de Abaetetuba;
• Veridiano Góes Teixeira, compositor especialista em canções carnavalescas, nascido em Abaetetuba no dia 26/8/1934. Compunha músicas e participava dos blocos de rua da cidade de Abaeté. Suas principais composições: “Rainha do Tocantins”, “Carajás, Serra Dourada”, “Amazônia”, “Nossa Pobre Terra Rica”, “Biquini Vermelho”, “Conde, Vila Antiga”, “Roubaram Minha Nêga”, “Volta pro nosso barraco” e “Vou embora deixar minha Carajás”, que na maioria são sambas-enredos de protestos pela degradação da Amazônia.
• Chico Sena, cantor e compositor musical com grande destaque em Belém nos meios musicais daquela cidade e que, infelizmente, veio a falecer prematuramente naquela capital;
• Adenaldo Cardoso, cantor e compositor musical, autor de várias canções de cunho regionalista, que procuram exaltar a cultura de Abaetetuba, suas belezas naturais e sua gente;
• Nei Viola, grande cantor, músico e compositor de Abaetetuba;
• Cabinho Lacerda, grande cantor, músico e compositor de Abaetetuba, vencedor de algumas competições musicais à nível local e regional.

JORNALISTAS E JORNAIS DE ABAETÉ
. João Braga de Abreu do Jornal “A Evolução”. Ele e sua irmã Joana Braga de Abreu eram filhos do médico baiano, Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu, que chegou a ser intendente municipal de Abaeté (1922-1926). Joana casou com Theodomiro Amanajás de Carvalho, nativo destas terras, de tradicional família abaeteense. João, nasceu em Remanso/Ba em12/2/1886 e veio para o Pará em 1896. Ficou morando em Belém com seus pais e depois veio com sua família para Abaeté em 1911. Foi um dos fundadores do semanário “Evolução”, sendo seu redator. Esse jornal sobreviveu alguns anos até maio de 1914.
. Jornal “Mocidade”, cujo 1º nº desse circula em dezembro de 1888.
. Hygino Amanajás/Hygino Antonio Cardoso Amanajás, abaeteense que chegou ao cargo de deputado paraense, em 1880, pelo Partido Republicano e que no Pará lutou em favor da República Brasileira, quando Abaeté ainda era vila. Hygino Amanajás, que quando deputado fundou o Jornal “O Abaeteense” em 1884. Esse jornal noticiou o fato do incêndio no comércio de Emygdio Nery da Costa, na Costa Maratauhyra, município de Abaeté, incêndio esse que provocou a morte de seu filho Felippe, fato também noticiado pelo jornal “Diário do Grão-Pará”, do dia 10/6/1886 e fazia campanhas em favor da emancipação dos escravos no Brasil.
O 1º nº desse jornal circulou em agosto de 1884 e circulou até o ano de 1887.
Esse jornal aparece com os seguintes dados em 1887: O jornal “O Abaeteense” nº 142, datado de 2/7/1887, ano III, com séde à Praça 25 de março, tinha como diretor, M. A. Lobato e proprietário, Capitão Manoel João Pinheiro, que foi intendente de Abaeté de 1891 a 1894.
. Coronel Antonio Francisco Correa Caripunas nasceu em outubro de 1814 e faleceu em 31/1/1877. Ele foi uma das primeiras pessoas a montar engenho de cana na então vila de Abaeté, o Engenho do Caripuna. Era o pai de Adelaide Caripunas Maués que é casada com o Coronel João Olympio Roberto Maués.
. Cornélio Pereira de Barros e Trajano Pereira de Barros e o Jornal “O ABAETÉ”, que surgiu em novembro de 1906. Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24/5/1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros e tem sua sede na Travessa da Conceição, em Abaeté/Pa. Outro número do semanário é de abril de 1909.
. Gatribaldi Parente, que possuía uma typografia em Abaeté e que foi proprietário e editor de alguns semanários de Abaeté, como:
. Garibaldi funda o jornal, “O Colibri”, em 1926, que foi um jornal de vida efêmera, criado por Garibaldi Parente.
. O Jornal “Folha do Mato”, publicado no ano de 1935, que não durou muito por que teve a sede de sua redação depredada pelos inimigos políticos de Garibaldi Parente, que eram denunciados por ele nesse jornal.
. Coronel Aristides dos Reis e Silva, que foi proprietário e editor de alguns semanários de Abaeté, como:
. O jornal “O Progresso”, surgiu em 1904, editado pelo tenente coronel Aristides dos Reis e Silva. O 1º número desse jornal circula em fevereiro de 1904 e vai até 1905.
. O jornal “O Comércio” foi editado pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva, após a extinção do Jornal . . O Progresso, circulando em 1906 e 1907.
. O Jornal “O Correio de Abaeté” foi lançado em 1920, quando o Coronel Aristides era intendente do Município de Abaeté (1919-1922) e que perdurou por várias edições, mesmo após o término de seu governo até o ano de 1927.
Em 1920 foi pago o valor de 100 mil réis (100$000) ao Revmo. Cônego João Coutinho, pela impressão do Boletim Municipal, da Intendência de Abaeté.
Edições do jornal “O Correio de Abaeté: nº 33, de 10/4/1927, um nº do jornal: de 24/4/1927.
Guilherme de Abreu. Em 1927 o Jornal Correio de Abaeté tinha como diretor, Guilherme de Abreu.
. Jornal “O Município de Abaeté”, que era o informativo oficial da Prefeitura de Abaeté, de publicação mensal, na gestão do prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (1938-1943), que dá completa e geral publicidade às leis, atos e serviços do Município de Abaeté, que iniciou simplesmente como Boletim Municipal em 1919, mudando o nome para “Município de Abaeté, jornal com o 1º nº em 1940. Jornal e o nº 3, de julho e setembro de 1940.
. O jornal “O Cruzeiro” foi editado por Guilherme de Abreu no ano de 1918.
. Jornal “A Voz da LOA”-Liga Operária Abaeteense, foi editado nos anos de 1947 e 1948, e era um jornal informativo da LOA e da sociedade. A LOA tinha como seu presidente Uadir Felix dos Santos. A LOA se localizava na casa do Sr. Leão, que ficava na frente do Sr. Fortunato Lobato, onde funcionava a oficina de Vicente Maciel.
. Jornal “A Crônica Mirim”, jornal que foi editado por Carlos Augusto Barbagelata, dono de uma gráfica em Abaeté, de 1960 até 1968.
. O jornal “A Gazeta”, que foi outro jornal editado por Carlos Barbagelata, contando com a ajuda de Nonato Loureiro e Luiz Reis , de 1967 a 1970. Circulou na 1ª gestão do prefeito Hildo Tavares Carvalho.
. “A Gazeta de Abaetetuba”, jornal editado por Nairo.
. “Jornal de Abaetetuba”, jornal editado por Raimundo Zacarias Rodrigues de Moraes, que circulou em 1984. Atualmente o Jornal de Abaetetuba é editado por Nonato Loureiro e que circula até os dias atuais;
. “O Sino”: Boletim Paroquial informativo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, tendo como responsável o Padre Dante Mainini e um dos editores do boletim, que circulou por alguns anos. Esse jornal retornou a circular com a chegada à Abaetetuba do Bispo D. Flavio Giovenalle, tendo como um de seus redatores o Pe. Siro;
. “Jornal Abaetetubense”, editado por Naitch Rodrigues, tendo como editor-chefe, Eraldo Couto, tendo saído o 1º nº em 9/9/1993.
. Joalzirase Miranda, filho de José e Alzira Miranda, que lançou o jornal “O Independente”, de curta duração em 1960;
. “Jornal do MOBRAL de Abaetetuba”, editado por Maria de Nazaré Carvalho Lobato, de 1980 a 1986;
. “Folha da Terra Abaetetubense”, jornal editado por Ricochete/Edinaldo Oliveira, que é o diretor e editor do atual jornal desse jornal e que circula até os dias atuais;

A IMPRENSA FALADA
• Bandute Sena/Benedito Sena dos Passos, filho de José Sena dos Passos e Raimunda Oliveira, nasceu no dia 14/5/1922 e faleceu em maio de 1978, foi sapateiro aos 16 anos e em 1943 torna-se comerciário e a partir de 1945 torna-se político, tendo sido eleito vereador em 1950, 1954 e 1958, cassado politicamente em 1964 pela Ditadura Militar. Torna-se proprietário de um serviço de som, o famoso “Sonoros Copacabana”, fundado em maio de 1956, com pequenas caixas de sons espalhadas pelos postes da eletricidade e estúdio no centro comercial da cidade.
Bandute Sena também possuía aptidões culturais, desportivas e artísticas, tendo organizado “cordões de pássaros”, na quadra junina, festas de carnaval, festas sociais e times de futebol no tempo em que era um dos dirigentes do clube Vasco da Gama.
Para homenageá-lo uma das ruas da cidade, no bairro de Santa Rosa, recebe o nome de Travessa Benedito Sena dos Passos.
• Raimundo Zacarias de Moraes, comunicador e fundador da R. Z. Publicidade, espécie de rádio que funciona como o Sonoros Copacabana, descrito acima.
• Manoel de Jesus de Moraes, comunicador e repórter, atual proprietário do antigo Sonoros Copacabana, que pertencia ao saudoso Bandute Sena e que funciona com o atual nome de Empresa Copacabana de Comunicações.
• João de Deus Ferreira, comunicador, repórter e proprietário de canal de TV em Abaetetuba, retransmissor do Sistema Brasileiro de Telecomunicações-SBT;
• Naldo Araujo, formado em Comunicação Social, moderno repórter de canal retransmissor de TV em Abaetetuba/Pa.
• Nildo Silva, moderno comunicador e repórter da Rádio Guarany em Abaetetuba;
• Roque Dias, um dos primeiros locutores de Abaetetuba, comunicador e repórter falecido da Rádio Guarany, de Abaetetuba/Pa;
• Bené Costa, que foi um dos primeiros locutores de aparelhagens de som de Abaetetuba e atualmente é cominicador da Rádio Guarany, em Abaetetuba/Pa.
• Albertino Lobato, professor, comunicador e repórter da Rádio Guarany, em atividade em Abaetetuba/Pa.

A 7ª ARTE: O CINEMA EM ABAETÉ
O cinema se fez presente em Abaeté desde as primeiras décadas do século 20, com a chegada dos imigrantes italianos.
. Nicolau Parente/Velho Nicolau Parente, avô do comerciante Nicola Parente, foi quem trouxe o 1º cinema para a Paraíba, Pará e Manaus, bem no início do século 20. Em Abaeté o cinema do Velho Nicolau ficava na esquina onde hoje existe o Cine Imperador. Era de madeira, iluminado à luz cintilante de carbureto. Na casa de Anita Calliari estavam guardados os anjos que sustentavam os lampiões que iluminavam as portas do cinema.
. Cine Glória, que foi fundado em 1948 por Chrispim Ferreira, nascido em 31/8/1905 e falecido em 28/8/1984, em sociedade com os comerciantes José Saul e Juca. Esse cinema ficava localizado na antiga Avenida Rui Barbosa, hoje atual Avenida D. Pedro II.
. Cine Natan, que foi outro cinema montado pelo padeiro e comerciante Chrispim Ferreira em uma grande casa de madeira, situada na Rua Grande, hoje Av. D. Pedro II (no terreno ao lado do atual Edifício Charrua). As sessões do Cine Natan se tornaram memoráveis para adultos, jovens e crianças daqueles tempos, que apresentava os famosos filmes de faroeste com Durango Kid, Zorro, Búfalo Bill, filmes de Tarzan e Bomba, filmes de corsários e piratas (filmes de capa e espada), filmes de humor de Oscarito e Grande Otelo, Ankito (os memoráveis filmes brasileiros de chanchadas produzidos pela Atlântida) e os inúmeros filmes seriados (passava uma série em cada dia).
. Cine Imperador, de propriedade do comerciante e dono de engenho de cachaça, Abel Guimarães Rodrigues, fundado em 1953, localizado no atual prédio localizado na esquina das ruas Pedro Pinheiro Paes e Siqueira Mendes.
O antigo cinema de Abaeté tinha grande aceitação no meio da sociedade de então, devido ser uma das poucas diversões da pacata cidade e por apresentar os grandes filmes do passado. A maioria dos filmes apresentados em Abaetetuba era de origem norte-americana.

ACERVO DO MUSEU DAS ARTES
O acervo material desse museu deveria ser constituir dos seguintes elementos:
. Livros, cadernos e papeladas dos diferentes grupos de artes de Abaeté, contendo informações importantes sobre esses grupos, como estatutos, livros de atas, cadernos de músicas, cadernos com as formações dos grupos, cadernos de anotações, contratos musicais, etc;
. O histórico dos autores e produtores artísticos de Abaeté, suas obras, atuações;
. Quadros, pinturas, esculturas ou outras obras de artes produzidas por nossos artistas locais, como Manoel Castilho, Raimundo Rodrigues Cardoso e outros artistas plásticos de Abaetetuba;
. Máquinas de fotografias antigas, fotos antigas dos praticantes das artes fotográficas em Abaeté;
. Autos-falantes e antigos microfones dos serviços de sons, como A Voz da Matriz e antigas aparelhagens de Abaeté;
. Antigas máquinas e equipamentos dos antigos cinemas de Abaeté;
. Antigos jornais de Abaeté;
. Livros de história, poesia e literatura variada dos escritores abaetetubenses;
. Partituras e composições musicais dos grandes nomes da música de Abaeté e seus respectivos históricos;
. Letras musicais das músicas produzidas em Abaetetuba com seus respectivos autores e históricos;
. Fardamentos completos dos componentes das bandas musicais;
. Apetrechos e equipamentos usados nas bandas musicais;
. Os antigos instrumentos musicais dos componentes das bandas, jazzes e conjuntos musicais e músicos de folias de snatos;
. Cadernos com as partituras musicais usadas pelas antigas bandas e grupos musicais de Abaeté;
. As composições musicais produzidas pelos mestres: Raimundo Pauxis, Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro, Cardinal, Oscar Santos, Cardinal e outros grandes autores musicais de Abaeté.
. O enredo completo dos cordões juninos de Abaeté, com seus quadros, diálogos, cantos;
. As vestimentas, equipamentos, materiais de cada quadro dos cordões juninos de Abaeté;
. As letras musicais compostas para os cordões juninos de Abaeté; e os instrumentos musicais usados nessas canções
. Os equipamentos, maquinário e instrumentos usados nas antigas tipografias de Abaeté;
. As antigas máquinas de escrever
Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 2/6/2010

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