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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Amazônia - Grandes nomes que escreveram sobre a Amazônia

Amazônia - Grandes nomes que escreveram sobre a Amazônia

Inúmeras pessoas já estiveram e escreveram sobre a Amazônia. São pessoas de todas as categorias das atividades humanas que deixaram escritos majestosos sobre muitos aspectos da Amazônia.

Padre João Daniel
Iniciamos esta postagem com algumas impressões dos escritos do padre João Daniel que escreveu o livro "Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas", onde ele escreve sobre aspectos que envolvem a Geografia, a História, Sociologia, Etnografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, numa época em que as ciências sociais e as ciências naturais eram de pouca profundidade no Brasil.
Tira-se sentido do que escreve, sentido virtual de uma coexistência com a Natureza, em dimensão e profundidade.
O Padre João Daniel escreveu sobre a etnografia de inúmeros tribos, suas tatuagens, relações sociais, cultos indígenas, ciumeiras dos maridos.
Fez muitas indicações locais, geográficas e históricas.
Mas com o Iluminismo tardio do Marquês de Pombal, quando à viva força quis reformar tudo, modernizar, até pela violência, o país que se atrasara em relação ao resto da Europa.
Ironia do destino, o que fez João Daniel senão antecipar-se ou juntar-se ao afã modernizador do Marques do Pombal, que escrevendo a obra em que o Iluminismo se deixa transparecer ao leitor de hoje do "Tesouro" com perspectiva de espaço e tempo dentro da ordem e forma que a realidade toma para quem o examine.
O sabor da Natureza tropical da vida alimentada por aventuras em rios e matas amazônicas e com muitas riquezas do Amazonas que também enriquece e regala a Europa, com cacau, cravo, salsa, algodão e muitos outros e preciosos gêneros em que é abundatíssimo.

Alexandre Rodrigues Ferreira
Outra obra importante, editada em 1971 pelo Conselho Federal de Cultura, por iniciativa de seu então presidente Arthur Cezar Ferreira Reis é a extraordinária obra "Viagem Filosófica" de Alexandre Rodrigues Ferreira, sábio nascido na Bahia, versado em ciências na Universidade de Coimbra, ele tropicalista, particularmente amazonotropicalista, seu livro e iconogrsafias, enciclopédia de saberes regionais, esperaram 180 anos para conhecimento integral dos brasileiros, em obra que sucede e complementa a do padre João Daniel.

Landi
Outra obra, "História Natural do Pará, de Landi (Antonio Giuseppe Landi) manuscrito e desenhos sobre descrições de plantas, frutas, animais de 154 espécies. na segunda metade do século XVIII, construtor de igrejas, palácios, solares. O mapa foi oferecido ao Rei em 1685.

Padre Pfeill
Padre Aloísio Conrado Pfeill, matemático, cartógrafo, que elaborou outro mapa, antecedendo o padre Samuel Fritz (estiveram juntos no Pará, ler João Felipe Betendorf, em "Crônicas das Missões dos Padres da Companhia de Jesus no estado do Maranhão e Grão-Pará em revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro LXXII, 1ª parte, 1910).

Arthur Cezar Ferreira Reis

José Veríssomo

Eidorfe Moreira
Eidorfe Moreira, nasceu em 30/07/1912, no na Paraíba, filho de Francisco Salerno Moreira e Petronila Moreira, este participou da "Campanha de Canudos" e Eidorfe Moreira faleceu em 21/01/1989 aos 77 anos de idade. Escreveu um livro sobre o Pará e Amazônia em oito volumes, que foram editados pelo Conselho Estadual de Cultura-CEJUP, e cada volume trata de assuntos específicos ou variados. Tem comentários dos "Sermões do Padre Antonio Vieira" em alguns dos volumes. Tenho em mãos o volume V (todos vêm numerados em algarismos romanos). Esse volume V trata de Geografia, Ecologia e outros aspectos. Trata dos igapós que desempenham múltiplas funções na floresta amazônica. Como áreas ecologicamente definidas, constituem unidades microclimáticas. Trata também de um suposto aspecto negativo da insalubridade dos igapós, mas que o escritor Eidorfe Moreira rebate com uma visão construtiva, que ultrapassa em muito essa mera preocupação insalubre dos igapós.
Ao igapó, agora, deve-se dar uma perspectiva de valorização econômica e não mais aquela feição negativa.
 A palavra igapó vem do tupi "ykaapó" (icaapó), com o sentido de "água que o mato tem" ou "água que contém mato", sendo "y" como água; "kaá", como mato e "pó", como haver, conter.
Eidorfe Moreira cita famílias e espécies vegetais, como os grupos das leguminosas e as palmáceas (com muitas variedades e com maior número de indivíduos e com melhor representabilidade na flora dos igapós) e espécies como arapari, jacareúba, mamorana, anani, louro do igapó, buiuçu, pau doce, corticeira como espécies vegetais dos igapós. Cita espécies dos igapós, mas que existem em outras outras zonas: jauari, seringueira barriguda, pau de balsa, paxiúba, barriguda. Cita também as espécies comuns nos igapós das diversas zonas: miriti, açaí, membi, sororoca.
Eidorfe Moreira cita grupos vegetais os açaizais, os caranazais, os jarazais, as madeiras leves e os vegetais essenciais, estes como: abiurana, acapurana, pau roxo, capitari, molongó, munguba, sumauma, pau de balsa. cita e descreve as espécies providas de sapopemas e raízes respiratórias




Ferreira Pena
Escritor que tem um clássico estudo sobre a Ilha do Marajó, com os termos igapós, baixas e mondongos, que têm o mesmo sentido. 

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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