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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O Velho Carnaval de Abaeté


O Velho Carnaval de Abaeté


Fonte: Linomar Ferreira

"Nesta vida, o que é bom se copia"

Fonte do texto abaixo: José Jaime Brasil

"...Vai passar nessa avenida um samba popular...

Que aqui passaram sambas imortais,

Que aqui sangraram pelos nossos pés,

Que aqui sambaram nossos ancestrais.."
-Chico Buarque-

É óbvio que a dança e a música está entranhada no DNA humano. Sempre é bom. Qualquer tipo de dança ou canto. E hoje Abaeté tem um apêndice do carnaval baiano. Micareta. Que seja. Mas que Abaeté já teve melhores Carnavais, já. Eu vi, quando aqui cheguei na década de 80. Um carnaval de alegorias. De plástica. De arte. De sátira. De fantasias. Onde compositores se esmeravam em samba enredos. As baterias e puxadores de sambas ensaiavam à exaustão. O carnaval do Kanto do Basa, da Sócia, do Palhuk, da Barão, dos salões da AABB, Assembléia, Bancrevea, do Osni, do Clemir, do Nonato Loureiro, do Aleixo, do Fernandão, do Linomar, do do Luca Felgueiras Luluca, do Chico Sena e do Palhuk, etc. e tal. Era melhor que o de hoje? Penso que sim. Havia mais poesia e criatividade, do que pular atras do Trio Elétrico. Poesia e criatividade são duas palavras fundamentais pra arte e pra vida. Sem elas a vida não tem graça. Ilustro esse texto com a letra de uma marchinha composta por Eduardo Dias, pro bloco da Barão. 1982. Roubei do blog do professor Ademir Heleno Araujo Rocha. O velho carnaval de Abaeté.

Fonte abaixo: 

Fonte abaixo: Walter Araujo 

Palhuk por Francisco Lucas Dias
29 01 2019

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA. ( Parte II) 

Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro desfile. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frente ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou menos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô. 
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade. 
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recuperá-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo. 
Sabendo de seu drama resolvemos fazê-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cinco participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas. 
* CONTINUA AMANHÃ...
Em 29/01/2019

Blog do Ademir Rocha

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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