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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Viagem Ecoturística ao Nordeste Paraense

Viagem Ecoturística ao Nordeste Paraense
Fizemos uma interessante viagem à uma parte da Mesorregião do Nordeste Paraense, especificamante a alguns lugares das microrregiões do Salgado e Guamá. Fomos à passeio na empresa turística do nosso amigo Carlinhos Dias, este como comandante guia e grande conhecedor da história de quase tudo, visto que possui uma memória privilegiada e grande contador de muitas histórias. Inicialmente fomos ao Hotel Fazenda Cachoeira, tendo que viajar centenas de quilômetros e passando por inúmeras localidades, até chegarmos ao município de Capitão-Poço, onde está localizado o Hotel Fazenda Cachoeira. Este é um aprazível lugar, porém, como o nome já diz, possuindo uma fazenda de gado e o complexo turístico do mesmo lugar, tendo passado à manhã do dia 8/7/2016, uma sexta feira. Dali saímos no mesmo dia, voltando ao município de Castanhal de onde partimos para o município de Marapanim, especificamente à Vila da aprazível Vila de Marudá, onde ficamos hospedados em um de seus hotéis, de onde saíamos com destino âs várias praias dos seus arredores, praias que recebem o impacto das águas oceânicas, como às do Algodoal e Crispim. conforme mostram as fotos tiradas desses lugares. Abaixo temos as informações, extraídas da Wilkipédia, que faz um apanhado de algumas localidades por onde passamos nos dias de 8 a 10/7/2016, onde desfrutado de belos momentos de lazer e contemplação das belezas naturais desses lugares, por sinal já destituídos de grande parte de seus recursos naturais como a vegetação nativa e rios já assoreados pela intensa extração de areia, seixos, barro e mata ciliar das margens dos rios e praias, além das árvores de madeira de lei que por ali eram abundante.

Fontes
Wilkipédia e outros

Ourém
Ourém é hoje um pequeno município do Estado do Pará, mas já foi um dos maiores até a virada do século XIX para o XX., fundado em 1727 pelo capitão Luiz de Moura, supostamente navegador de origem portuguesa. Recebeu este nome em 1753, em alusão a Vila Velha de Ourém-Portugal, por decreto do Governador-Geral dos Estados do Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal. Foi o quarto criado no Estado, ficando atrás apenas de Cametá, a capital Belém e Vigia. É banhada pelo outrora caudaloso rio Guamá, que desemboca na Baía de Guajará, na capital paraense, distando cerca de  180 km da mesma. É bastante conhecido pelos belíssimos igarapés de águas cristalinas, que permeiam por entre as matas e solo de seixo, que filtra cristalizando esse riquíssimo mineral.
Ourém também é bastante conhecido por seu festival de música (o mais antigo do norte do país), e uma cultura enraizada pelo folclore tradicional, permitindo-se ali, elencar várias manifestações, como a festividade centenária de São Benedito até os mestres de bois-bumbás. Passaram por aqui grandes nomes da arte parauara, destacando-se mestre Verequete, aqui conhecido como "Coroca"; o escultor João Pinto, que começou a fazer suas primeiras esculturas com a argila da beira do rio Guamá, João Pinto fez a berlinda de Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira dos paraenses, com cedro das matas de Ourém, sendo um dos maiores símbolos da maior festa religiosa do Brasil; e Fábio "Fabuloso" Cavalcante, músico e pesquisador cultural, que também passou por aqui e agora se projeta como um dos maiores ícones da música alternativa paraense, sendo também sonoplasta de filmes animados de sucessos. Uma corredeira em frente a cidade, que é chamada de cachoeira por seus habitantes, foi o motivo principal da estratégia de fundação de Ourém.
Missões jesuíticas, capuchinhas e barnabitas passaram por aqui ao longo dos anos e perpetuaram na sua história nomes de Antonio Vieira, Lourenço de Alcântara, Eliseu Corolli e Angelo Moretti.
Hoje Ourém padece da exploração indiscriminada da maior jazida de seixo do mundo, onde suas matas ciliares estão sendo devastadas sem dó, assoreando com bastante gravidade o rio Guamá e seus afluentes, que já sofria há 50 anos do desmatamento feito por fazendeiros e madeireiros. Ainda assim, sua orla fluvial é encantadora, motivo de orgulho de seu povo miscigenado de índios tembés, portugueses dos Açores e negros africanos.
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"...Vai Guamarina, flor dos rios, Oureana de além-mar, perfumando as cachoeiras, as águas do Guamá (Alfredo Reis)"... "Sou como gado que quando a brasa ferra, fica marcado por muitos anos à fio (Veloso Neto)"..."Acorda povo de Ourém, Tu tens também que despertar, para num voo seguro, ir no futuro troféus buscar (João Gualberto)

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Ourém é um município brasileiro do estado do Pará.
Conhecida como “A Pérola do Guamá”, o município de Ourém, localizado no nordeste do Estado, encanta não somente por suas belezas naturais - matas virgens e igarapés de água cristalina, como também pela simplicidade e acolhimento dos ouremenses. O pequeno povoado, fundado por famílias açorianas no século XVIII, é hoje um município com grande potencial turístico, mas ainda inexplorado.
Logo na chegada, o visitante tem uma prévia do que encontrará: a divisa com Bonito - a ponte sobre o rio Caeté - é o marco inicial da cidade e também parada obrigatória para que o visitante se delicie com um bom banho de rio. Aliás, o que não faltam são opções para banhos, já que a cidade também possui o título de “paraíso dos igarapés”. Além do rio Guamá, que fica na parte central, existem mais de 12 igarapés, todos com água cristalina filtrada pela jazida de seixo existente em Ourém, a maior do Pará.
No balneário das Pedrinhas está o igarapé Cafiteua, onde é possível fazer trilhas, andar a cavalo e passear de charrete. Outros balneários, como o da Tia Loura e do Carié, são também boas opções de divertimento.
Com pouco mais de 15 mil habitantes, Ourém tem o ar calmo das cidades do interior: casas simples, ruas estreitas, clima tranquilo e convidativo para um passeio pela praça Magalhães Barata. Construída há seis anos, a orla da cidade, à margem do rio Guamá, é um dos cartões-postais de Ourém.
Festival de música
A grande atração da cidade é o Festival da Canção Ouremense, que acontece no penúltimo final de semana do mês de julho, na concha acústica do Complexo Cultural e Turístico de Ourém, às margens do rio Guamá, construída especificamente para esse fim. O festival acontece desde 1983, e reúne os maiores compositores, músicos e intérpretes da música paraenses. Começou com a iniciativa de um grupo de jovens do município, e atrai artistas de todo país. Durante os três dias de competição, realizada na concha acústica, a cidade recebe cerca de 10 mil visitantes.
A concha foi construída em 2002 e se transforma em palco, durante o ano todo, para as diferentes manifestações regionais, como bois-bumbás e cordões de pássaros.
A economia de Ourém é baseada na exploração de seixo, brita e areia. A produção de seixo é a maior do Estado, chegando a mais de 700 metros cúbicos por dia, e é responsável pelo abastecimento da capital paraense. Além disso, 60% da população ouremense vivem da agricultura familiar e outros sobrevivem com as olarias.
Ourém localiza-se à 182 quilômetros da capital paraense. A rodovia de acesso, a PA-124, encontra a BR-316 na altura do quilômetro 142 e está em perfeitas condições, o que garante uma viagem de até duas horas e meia em carro próprio. Do Terminal Rodoviário de Belém saem, diariamente, dois ônibus com destino ao município.
  A cidade de Ourém fica a 180 km de Belém, no nordeste do Pará. Com pouco mais de 16 mil habitantes, o local é conhecido pela produção de seixo, mas esta não é a única riqueza que brota da terra: diversas nascentes cristalinas propiciam um banho gelado para quem aproveita o verão em um lugar rústico e tranquilo.

Tranquilidade faz do igarapé atração para pais e
filhos (Foto: Dominik Giusti / G1)
O igarapé "Tia Loura" foi batizado para homenagear uma senhora que morava em frente ao curso d'água, que era utilizado para lavar roupas e louças. Além das atividades domésticas, a Loura zelava pelo lugar e servia galinha caipira para os visitantes, cobrando pouco pelo serviço. A atividade não tinha regularidade, mas acabou transformando o lugar em ponto turístico, que até hoje atrai visitantes para o reservatório com 1,5 metro de profundidade, cercado por árvores de grande porte. “Ela está na história, começou aqui quando o igarapé era apenas um buraco”, conta Edivan, que comprou a casa da senhora em 2007 desde então assumiu as atividades no local.
Além de cuidar do igarapé, o casal mantém as mesmas regras estabelecidas pela Loura: o visitante não pode levar comida, e líquidos só podem ser levados em garrafas de plástico. Os responsáveis pelo espaço são categóricos: não pretendem transformar o lugar em um empreendimento turístico para grandes públicos. “Vem muita gente de fora conhecer, gente que gosta da natureza. Aqui é um ambiente familiar. Por isso não deixamos que levem caixa de som nem garrafas de cerveja de vidro. O restaurante não pode ser na beira do igarapé. Fizemos uma casinha apenas para que os pertences não fiquem molhados quando chove”, diz Maria do Carmo.
O local atrai visitantes exatamente por ter intervenção mínima no ambiente natural; apenas bancos e mesas de cadeira e uma pequena cabana foram instalados. A tranquilidade e a possibilidade de se poder ouvir passarinhos cantando, macacos de pequeno porte passeando pelos galhos e de estar mais próximo da natureza, longe de balneários badalados e com músicas altas, se constituem o próprio atrativo.
O representante comercial Rogério Oliveira, costuma ir ao igarapé com frequência. “Venho em Ourém e procuro vir sempre aqui. É como à Itália e não falar com o Papa! Conheci esse local há uns sete anos e gostei muito. Esse contato com a natureza e a tranquilidade que esse ambiente passa é maravilhoso”, opina.

Igarapé Cafeteua é mais perto do centro de Ourém

(Foto: Dominik Giusti / G1)
Outros destinos
Além do igarapé mais conhecido, a cidade também tem outras opções de passeio. Uma delas é o Igarapé das Pedras, espécie de fazenda urbana que fica no bairro de Cafeteua, perto do centro da cidade.  As águas avermelhadas do igarapé de mesmo nome, um braço do rio Caeté, sobre enormes pedras chamam atenção dos visitantes.
No local há maior estrutura, com restaurante e cardápio diversificado, uma piscina para crianças, passeios de cavalo e potro, contato com animais como pavão, avestruz, gansos e papagaios. Há ainda três campos de futebol, dois de grama e um de areia. Quatro chalés estão sendo construídos para receber visitantes no balneário, que costuma receber eventos esportivos como corridas de cavalo e campeonatos de motocross e bicicross.
O balneário Aracu, localizado à margem da PA-121, distante 5 km do centro da cidade, é outro local de fácil acesso com opções para veranistas. Às margens do igarapé, cabanas que abrigam cerca de dez pessoas recebem redes para o conforto de idosos e crianças, tornando o ambiente familiar. No cardápio tem o peixe frito empanado na farinha, que dá crocância diferenciada ao prato.
O nome do espaço é um peixe comum na região, e que também é o apelido de Antônio Ribeiro, 51, que há dez anos administra o espaço. “Quando eu era criança, tinha o dente miúdo e preto. Diziam que era igual de aracu. Um vizinho botou o apelido e ficou”, conta o proprietário, alegre pela comparação e feliz pelo sucesso do empreendimento.

Capitão Poço
Capitão Poço é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população estimada em 2014 era de 52.616 habitantes. É mais conhecido por ser um grande produtor de laranja. Possui uma área de 2.899,553 km².
Capitão Poço recebeu status de município pela lei estadual nº 2460 de 29 de dezembro de 1961, com território desmembrado de Ourém.[6]Sede no atual distrito de Capitão Poço ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 25-03-1962. Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído do distrito sede.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Sua história está vinculada de maneira direta ao processo do chamado avanço das frentes pioneiras que resultaram na instalação de migrantes, originários de outras partes do país em território paraense, sob influência da Belém-Brasília.
Em área pertencente ao Município de Ourém, foi instalada uma frente pioneira que passou a ser chamada de Capitão Poço, no transcurso dos anos 1950. O nome desta frente representou uma homenagem ao explorador conhecido pelo nome de Capitão Possolo, o mesmo que integrou parte da primeira caravana de pioneiros que no mês de junho de 1955 chegou até o local onde hoje se localiza a sede do Município, que foi batizado como Capitão Poço.
Sabe-se que as terras de Capitão Poço são propícias para o cultivo da malva, arroz, laranja e pimenta-do-reino, e o povoamento das mesmas foi feita por descendentes de nordestinos.
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Capitão Poço, pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, desmembrado de Ourém. Sede no atual distrito de Capitão Poço ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 25-03-1962. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
A economia de Capitão Poço baseia-se fortemente na agricultura, mais focada na colheita e exportação da laranja que é uma das frutas predominantes em sua área. A agricultura familiar é também bastante desenvolvida, produzindo pimenta-do-reino, feijão, mandioca, entre outras frutas e legumes.
Na cidade é muito forte a influência do comércio para a geração de emprego e renda no município.
Pontos turísticos:
A cidade é conhecida por seus inúmeros igarapés, bem também pelo rio Guamá, que passa com suas águas limpas na divisa do município com Garrafão do Norte e, por fim, pela Cachoeira "Recanto das Lendas", um local turístico bastante visitado e com uma ótima estrutura.
Destacam-se:
Santuários Santo Antonio Maria Zaccaria e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Hotel Fazenda Cachoeira Recanto das Lendas
Balneário Águas Cristalinas. (Balneário Bonito)
Balneário Geladeira (balneário com águas cristalinas e geladas)
Prainha (localizado na vila de Boca Nova)
Balneário Pensamento
Balneário Cacurí
Localidade de Igarapé-Açú (Banhada por igarapés)

Hotel Fazenda Cachoeira
Balneário Recanto das Lendas, oferece uma estrutura adequada para que possa aproveitar de maneira especial o seu dia, com ...
Para chegar ao Hotel Fazenda de Cachoeira, basta pegar a BR-316 ... entrar na PA-124 e seguir em direção ao município de Capitão Poço.
O Hotel Fazenda Cachoeira localiza-se à 200 quilômetros da capital paraense. O acesso é feito pela rodovia BR 316 até o quilômetro 142 onde se encontra com a PA-124, a direita. Daí seguindo até a cidade de Ourém. Há uns 14km dessa cidade fica (a direita) a estrada de acesso ao Hotel com 6 km
 O Hotel Fazenda Cachoeira é um belo lugar, bem
aparelhado e enfeitado para receber milhares de
banhista nos fins de semana

 Como o nome diz, tem fazenda da gado bovino, mas
precisa que os bares e restaurantes sejam devidamente
protegidos com telas de furos finos para espantar os
insetos


 Bois no pasto
 Em direção ao Hotel Fazanda Cachoeira encontramos
marcas de pobreza, destruição de recursos naturais e exploração
intensa de minas nas chamadas seixeiras. Alguns municípios
vivem da exploração de seixos, outros do cultivo de laranja 


Marapanim
Marapanim é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população estimada em 2004 era de 27 171 habitantes. Possui uma área de 799,2,99 km². O município é famoso por possuir praias paradisíacas. As mais famosas são Marudá, Camará, Crispim e Sacaiteua. Existem resquícios de povos indígenas na região anteriores a ocupação de religiosos. A história oficial tem início no século XVII , quando os padres jesuítas ali chegaram e fundaram uma fazenda, que chamaram de "Bom Intento". A fazenda, na época da Lei Pombalina, em 1775, foi confiscada dos jesuítas e entregue à particulares. O domínio das terras chegou as mãos do padre José Maria do Valle, que dela separou uma parte, doando-a para criação de uma freguesia. Em 1833, durante a Independência, a então freguesia do Bom Intento ficou sob a jurisdição da vila de Cintra, hoje município de Maracanã. Dezessete anos mais tarde, em 1850, já era povoado. Em 1869 foi elevado à categoria de freguesia, sob a proteção de Nossa Senhora da Vitória, continuando porém a pertencer a Cintra. A autonomia veio em 1874, porém sua instalação só ocorreu quatro anos mais tarde, em 1878, com a eleição dos vereadores e juiz de paz. A emancipação municipal durou até dezembro de 1930, quando o município de Marapanim foi extinto, através de um decreto, e entregue a Curuçá. Entretanto, menos de um mês depois, o decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, tornou-se sem efeito a extinção.
Marapanim é uma palavra da língua nheengatu, derivada do tupi-guarani, significa "borboletinha do mar" ou "borboletinha d'água", nome dado pelos índios da região a um rio que por ali corria, em cujas margens podia-se ver um grande número de borboletas pequenas.
Marapanim é conhecida como "Terra do Carimbó", rítmo musical cujo principal compositor foi o mestre Lucindo Rabelo da Costa. Hoje existem vários conjuntos de carimbó que encantam dentro e fora de Marapanim. O Carimbó reúne música e dança. Os instrumentos são: carimbó (um tronco oco revestido em uma das pontas por couro de animal - veado, catitu, sucuri), maraca, milheiro, banjo, pandeiro e flauta. Enquanto os instrumentistas tocam e cantam músicas cujas letras falam da natureza, do amor, do mar, do céu, enfim, os dançarinos, geralmente em pares, usando roupas coloridas, dançam maravilhosamente, em coreografias que encantam turistas e nativos.
Além do destaque mundial de "terra do carimbó", Marapanim também já levou ao Pará, ao Brasil e ao mundo filhos ilustres no que diz respeito às letras. Destaque para os poetas Joaquim Amoras Castro (in memoriam). No segundo domingo de Agosto é realizado a procissão de Nossa Senhora das Vitórias e no mesmo mês é promovida a regata à vela no rio Marapanim, atraindo grande público local e turistas.
A culinária marapaniense é uma das melhores do Estado do Pará. Peixes, camarões, mexilhões, frutas típicas, tudo isso e muito mais é condensado em uma mistura de inúmeros sabores. Os destaques são a caranguejada, fritada e assado de peixe (pescadinha gó, tainha, bodó, gurijuba, dourada entre outros), além do exótico turu, espécie de molusco retirado do troco de árvores apodrecidas do mangue. As frutas encontradas na região também são extremamente deliciosas, podendo ser consumidas naturalmente ou então transformadas em deliciosos sucos e doces. Ao longo do ano o visitante pode deliciar-se com bacurí, cupuaçu, açai, pupunha, ajirú, araçá, muruci, tucumã, taperebá, manga e muitas outras frutas com sabores exóticos e intensamente deliciosos.
Na própria cidade o visitante pode conhecer o Trapiche, construído sobre as águas do Rio Marapanim, a orla e a praça Matriz. As praias já citadas, e muitas outras, também são imperdíveis. Quem se interessa por religiosidade ou arquitetura também não pode deixar de fazer uma visita às igrejas de Nossa Senhora das Vitórias e de São Raimundo. O Paço Municipal e o Prédio da Câmara Municipal de Vereadores também é um dos mais antigos da cidade.

Texto sobre Marapanim
No nordeste paraense, 120 Km Belém, encontra-se uma cidade hospitaleira que fascina por sua cultura, história e belezas naturais. O oceano Atlântico banha e guarda a cidade de Marapanim, nome que, em nheegatu (linguagem índigena), significa “borboletinha do mar” ou “borboletinha d’água”. A escolha foi feita pelos índios da região a um rio que por ali corria, em cujas margens podia-se ver um grande número de borboletas pequenas. 
A História de Marapanim teve inicio no século XVII, quando os padres jesuítas chegaram e fundaram uma fazenda, que chamaram de “Bom Intento”. A fazenda, na época da Lei Pombalina, em 1775, foi confiscada dos jesuítas e entregue à particulares. O domínio das terras chegou às mãos do padre José Maria do Valle, que separou uma parte, doando-a para criação de uma freguesia. 
Em 1833, durante a Independência, a freguesia do Bom Intento ficou sob a jurisdição da vila de Cintra, hoje município de Maracanã. Em 1850, já era povoado. Em 1869 foi elevado à categoria de freguesia, sob a proteção de Nossa Senhora da Vitória, continuando, porém, a pertencer a Cintra. A autonomia veio em 1874, mas sua instalação só ocorreu quatro anos mais tarde, em 1878, com a eleição dos vereadores e juiz de paz. 
A emancipação municipal durou até dezembro de 1930, quando o município de Marapanim foi extinto, por meio de um decreto, e entregue a Curuçá. Entretanto, menos de um mês depois, o decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, tornou-se sem efeito a extinção. 
Hoje, depois de sua fundação e com uma população com cerca de 24 mil habitantes que vivem basicamente da avicultura, pecuária, comércio e agricultura, o município é um dos mais promissores pólos turísticos do Estado.
fonte: http://www.famep.com.br/

MARAPANIM
De Belém, são 152 quilômetros percorridos em cerca de duas horas de carro, até o município de Marapanim, no nordeste paraense, é famoso por possuir praias paradisíacas, também se pode apreciar e curtir a beleza da natureza, exuberante por sua fauna e flora. No local, vilas de pescadores atraem pessoas em busca de tranquilidade, paz e momentos de alegria.
Igarapés de águas claras, calmas e geladas, além de braços de rios de água salgada, vindos do Oceano Atlântico, atraem cada vez mais pessoas para conhecer as belezas naturais de Marapanim. As suas praias mais famosas como Marudá e Crispim são as que atraem mais visitantes, tornando-se o point do verão na cidade.
Há também outros lugares menos populares frequentados cada vez mais por quem vai conhecer a cidade, como a vila de Araticumirim, Porto Alegre, Vista Alegre, entre outros, e, ainda em Marudá, pode se encontrar uma praia pequena, ainda desconhecida, chamada de Paraíso, ideal para se passar as férias com familiares e tranquilidade.  
MARUDÁ
Distrito de Marapanim, a Vila de Marudanópolis fica na Praia de Marudá, e é bastante frequentada por turistas – na ida ou na volta de Algodoal. A praia possui orla com melhores condições para abrigar os bares e restaurantes que funcionam na área.Como Marapanim é o berço do carimbó, os visitantes de Marudá também podem aproveitar a noite na cidade para curtir shows deste ritmo paraense, trilha sonora ideal para um verão inesquecível na orla do estado do Pará.
Marudá ainda é a praia mais frequentada, tanto pela infraestrutura disponível quanto pela proximidade com a Ilha de Algodoal, destino que também tem atraído um número crescente de visitantes. Mas ainda é possível fugir do óbvio e se aventurar em refúgios naturais, como a praia de pescadores Camará, a praia Santa Maria e as Ilhas de Cajutuba e Dom Pedro.

 Abaixo temos fotos da praia e orla de Marudá ao redor da qual se
concentram os hotéis, bares, quiosques e vendedores diversos








Abaixo palhoça pitoresca em Marudá

 Praia de Marudá e acima podemos ver trecho branco
da praia de Algodoal
 O movimento da praia de Marudá se intensifica nos
fins de semana, onde encontramos barracas e vendas
diversas


 Outra casinha pitoresca


CRISPIM
Situada na rodovia que liga Marapanim a Marudá, a praia do Crispim é fonte renda de parte da população que aguarda os milhares de visitantes no verão. Erguidos em palafitas e com mesas dispostas em baixo de guarda-sóis de palha, os restaurantes mesclam praticidade e cultura, oferecendo pratos típicos da região. Um cenário bem amazônico para curtir um dia de sol.

Praia do Crispim

Crispim está sob a ameaça da força das águas, daí
a erosão na praia e ruas
Belas casas



 Chegando à praia do Crispim


Silhuetas, água, ondas e céu




Praias exuberantes que ainda preservam paisagens quase intocadas (Foto: Viviane Pinheiro/Arquivo)

ALGODOAL
São 180km que separam Belém do distrito de Marudá, que é uma das quatro vilas que formam a Ilha de Maiandeua, localizada no município de Maracanã, na região do Salgado – nordeste do Pará, onde os rios da Amazônia se encontram com o Atlântico. Depois, a viagem segue de barco, por cerca de 40 minutos.
Como Algodoal é a vila mais conhecida do local, e também a maior da ilha, o nome acabou se sobressaindo ao original, Maiandeua, e por ser muito próximo de Algodoal, o porto de Marudá, distrito de Marapanim, é utilizado como referência de acesso à ilha.
Banhada pela Baía de Marapanim, pelo Oceano Atlântico, e pelo Canal da Mocooca, a ilha abriga algumas das praias mais bonitas do país, como a Praia da Princesa, que já foi eleita por uma publicação norte-americana como uma das 10 praias mais interessantes do Brasil. A atração principal são os botos, porém, os manguezais também atraem visitantes quando a maré está cheia. Outra opção é um passeio de veleiro, que leva o turista à costa de Algodoal.
Algodoal é a queridinha dos visitantes de Marapanim. Foto: Everaldo Nascimento
Quem visita Ilha de Algodoal na época do verão amazônico, que vai de junho até novembro, encontra mais agitação e movimento. Quem vem em outro período, aproveita o sossego absoluto e a tranquilidade.
Praia da Pedra Chorona – Faz parte do folclore local. Possui um olho d’agua na qual a água brota da pedra. O passeio até a Pedra Chorona pode ser feito de barco a motor ou de carroça. De barco, os visitantes levam 40 minutos para chegar. De carroça, a viagem de ida dura uma hora.
Praia da Marieta – Os surfistas também encontram ondas Algodoal, especialmente na praia da Marieta, que tem cerca de 26 km de extensão. A viagem de ida até a praia leva cerca de duas horas, atravessando o furo da Mocooca.
Praia da Romana – Fica a três horas de Algodoal e possui paisagens bem rústicas com igarapés de água salgada e territórios quase desertos.
Rumo à praia do Algodoal
A ilha do Algodoal ainda é um local isolado da especulação
imobiliária, mas o dia em que for construída uma ponte, adeus
aos atrativos da praia. Como está, tá muito bom.
No Algodoal as charretes já estão à espera
dos banhistas
já dentro da charrete
Para atravessar para a praia do Algodoal a altenativa são
os barquinhos. Os de Abaeté já estão acostumados a essas
pequenas embarcações
No algodoal, praia e sol à vontade
Pose no Algodoal

Água de coco no Algodoal
Devido a subida da água da maré, casas com assoalhos altos
Banho na praia
Arbustos secos na praia. O que aconteceu?
Barco para o algodoal, enfrentando mar agitado pelas
ondas
No barco, ida

Essa paisagem é conhecida pelos abaeteenses, a pesca pelo cacuri



Barcos

Chegando ao Algodoal, que não tem algodeiro, mas
o nome vem de uma lenda
Barcos diversos



Indo para o Algodoal, que é uma ilha com praia de mesmo
nome

Praia do Algodoal à vista






Charretes para a travessia para o Algodoal, na ida/vinda



A vegetação na praia é rala



Poses


Bom mesmo é ir a pé às barracas, mas muitos reclamam
Ossadas de peixes e peixes mortos na praia. A explicação
dada é que pescadores jogam veneno químico nos cardumes
avistados. É um crime, pois mata muitas espécies de peixes
e isso vai levar à extinção de muitas espécies, além da
poluição da praia



Retrete pitoresca
Existe uma pequena área com pedras na bela praia


Casinhas em madeira, de assoalho alto


Barquinho à vela, e motor

Solidão no mar
Praia e civilização à vista!
Tem barcos de empresa de turismo, também


Fonte do Texto e fotos abaixo:
http://titogarcez.com
Clique nas legendas em azul e leia e veja mais belas fotos

Visite o Blog do Tito Garcez



"Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui





"Todas as ruas da vila do Algodoal são de terra, o que ajuda a dar ao lugar a ideia de um local rústico. E nelas, a única preocupação que tem que ter é com as charretes, já que veículos motorizados são proibidos. A infraestrutura no geral também é simples. Além das casas de moradores que vivem da pesca, do turismo ou de serviços, podem ser encontradas algumas casas de veraneio e várias pousadas, sendo a maioria delas rústicas, ideais para quem busca simplicidade..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui





"O melhor da praia do Farol só pode ser visto se a pessoa tiver sorte (como felizmente eu tive). Logo após o Furo Velho, próximo ao que seria a sua "foz", centenas de aves se aglomeravam descansando ou voando, em revoada, através da praia, proporcionando assistir a um dos mais belos espetáculos da natureza. Foi possível observar a presença de algumas espécies, como Talha-mar e Maçarico-de-bico-torto, que aparentemente conviviam pacificamente, inclusive enquanto voavam. Além de registrá-las, a melhor experiência é a de estar cercado pelos belos pássaros enquanto voam. Momento para jamais esquecer..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui


domingo, 23 de março de 2014


Litoral Paraense: travessia entre Marudá e Algodoal, na ilha de Maiandeua, através da Baía de Marapanim

O estado do Pará tem um dos maiores litorais do Brasil, mas, apesar disso, suas praias oceânicas ainda são um tanto desconhecidas, inclusive pelos próprios paraenses que desde sempre estão acostumados a conviver principalmente com os rios, que, parafraseando um amigo, são considerados uma preciosidade logística, já que as áreas mais povoadas estão no interior do estado, incluindo a própria capital. 

Aproveite e acompanhe outras postagens sobre a Amazônia, conferindo relatos e muitas fotos de lindos lugares localizados nos estados do Pará e do Amapá (clique nos nomes para acessar).  


Barco de pesca na baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal,  no Pará
Barco de pesca na baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal,  no Pará - Por Tito Garcez em fevereiro de 2014

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Pela enorme quantidade de rios, furos e baías, a água doce é o principal meio de integração, não só do estado como de toda a região amazônica (Aproveite e veja as publicações sobre a navegação por entre ilhas da Baía do Guajará e sobre a ilha de Cotijuba e a praia do Vai-Quem-Quer). É por isso que alguns recantos no litoral permanecem um tanto preservados, e este é o caso de Algodoal, uma vila localizada na ilha de Maiandeua, paraíso que acabou ficando mais conhecido pelo nome de sua principal vila. Pouco a pouco, o local está despertando a atenção principalmente do turismo nacional e internacional. Felizmente não existem pontes, o que faz com que a tranquilidade do lugar seja preservada. 

Aves descansam em currais na baía de Marapanim entre Marudá e Algodoal, no Pará
Aves descansam em "currais" na baía de Marapanim

Trapiche antigo do porto de Marudá, em Marapanim, no Pará
Trapiche antigo do porto de Marudá, em Marapanim

Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado. Da rodoviária da capital é possível embarcar em um ônibus da empresa Rápido Excelsior e viajar em média 4h pagando pouco mais de R$20,00. De carro, os 160 Km que separam Belém de Marudá podem ser percorridos, primeiramente, através da rodovia BR-316 até a cidade de Castanhal. De lá, é necessário acessar a PA-116 e, por fim, entrar na PA-318 no entrocamento que sinaliza o acesso a Marapanim. 

Pô-pô-pô navega através da  baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal, no Pará
Pô-pô-pô navega através da  baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal
Caso o visitante deseje ter comodidade tanto no transporte como na hospedagem, é aconselhável entrar em contato com a Algodoal Turismo, empresa que realiza traslados a partir de Belém e faz reservas em meios de hospedagem da ilha. Além do site, é possível entrar em contato através do e-mail atendimento@algodoalturismo.com.br e dos números (091) 3352-0841 / 8201-3653.



Tabela de horários da travessia entre Marudá e Algodoal, no Pará
Tabela de horários da travessia Marudá-Algodoal e do retorno

Garça e barco próximo ao porto de Marudá, em Marapanim, no Pará
Garça e barco no distrito de Marudá, em Marapanim
Já em Marudá, pouco antes de chegar à praia, podem ser vistos alguns restaurantes que podem servir como ponto de apoio caso ainda não seja o horário de atravessar. Almoçar em um deles pode ser recomendável. Caso o objetivo seja chegar logo ao porto, na chegada ao distrito, após passar pela rodoviária e pelos restaurantes, chegando à avenida que beira o mar, é necessário dobrar à direita e seguir poucos quilômetros até o seu final, já em frente ao porto. No entorno da pequena pracinha podem ser encontradas diversas placas que sinalizam estacionamentos. 

A quantidade de estacionamentos é explicada pelo fato de que, na ilha, não se utilizam meios de transportes motorizados que não sejam os utilizados para a navegação. Portanto, carros têm que ser deixados em Marudá, em estacionamentos simples que cobram em média R$10,00 pela diária. É importante pesquisar e pechinchar, pois, no caso de um final de semana, mesmo que geralmente o veículo só ocupe o local por metade da sexta, por todo o sábado e por metade do domingo, muitos interpretam como sendo três diárias, quando na prática são apenas duas. Enfim, tem que negociar! 

Marisqueira trabalha próximo ao porto de Marudá, em Marapanim, no Pará
Catadora de mariscos trabalhando próximo ao porto de Marudá
Já no pequeno porto, a passagem de ida pode ser comprada por R$7,00 e, apesar de os horários estarem disponibilizados no cartaz, é bom confirmar com as pessoas se a embarcação sairá mesmo no horário previsto, pois a depender da tábua das marés ou das condições climáticas, o horário pode ser adiantado, postergado ou até cancelado, restando assim embarcar em algum outro. 



Em frente ao porto, na maré baixa, é possível notar o aparecimento de diversos bancos de areia que dão a impressão de que se demoraria horas até que fossem cobertos quando a maré começasse a subir. Contudo, curiosamente a entrada de água vinda do mar é assustadoramente rápida, fazendo com que em poucos minutos todos os bancos já estejam submersos. E é por conta dessa rapidez que os catadores de mariscos também tentam fazer o seu trabalho o mais rápido possível. É interessante caminhar através da rampa e observar a busca pelo alimento ou pela renda, seja vendo pessoas catando mariscos ou pescando em pequenos barcos, como também ao ver aves, como por exemplo as garças, em busca de pequenos peixes e crustáceos. 

Casas de madeira localizadas no distrito de Marudá, em Marapanim, no Pará
Casas de madeira localizadas no distrito de Marudá, em Marapanim

Canoa motorizada navega através da  baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal, no Pará
Rabeta navega através da  baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal
Após a embarcação chegar e todos os passageiros e suas bagagens serem embarcados, a travessia entre Marudá e a ilha é iniciada. Ela dura em torno de 45 minutos e tem a fama de ser “agitada”, por ir de encontro a muitas ondas e consequentemente por balançar bastante, mas, curiosamente, nesse caso, tanto na ida como na volta, o trajeto foi feito com uma certa tranquilidade. Foi até motivo para conversa entre aqueles que frequentemente navegam pela região. Sorte nossa!    


Marisqueiros e pequenos pescadores em frente ao porto de Marudá, no Pará - Por Tito Garcez
Catadores de mariscos e pequenos pescadores em frente ao porto de Marudá

No trajeto, é possível observar os muitos currais que são montados para a captura de peixes e de camarões que entram na maré alta e permanecem ilhados quando ela baixa, ficando assim vulneráveis à captura. Nessas estruturas de madeira, principalmente ao final da tarde, é comum observar muitas garças, mergulhões, entre outras aves, descansarem antes de seguir para a passagem da noite no manguezal. 


Embarcação navega através da baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal, no Pará
Embarcação navega através da baía de Marapanim



Navegando através da baía de Marapanim, pode-se observar, também, o vai e vem de embarcações que transitam por ali, sendo muitas delas pequenas e que são utilizadas principalmente para a pesca. Simplesmente para embelezar seus barcos, ou até mesmo para chamar a atenção, alguns os pintam com cores fortes, bem coloridas. 




Barco em Algodoal, no Pará
Barco em Algodoal

Por fim, após uma travessia tranquila, chegamos à famosa ilha de Maiandeua, mais conhecida como Algodoal, pois é por esse nome que inclusive grande parte dos paraenses se refere ao lugar. Nomenclatura à parte, ele é lindo e será conhecido a partir da próximo publicação. Não perca! ;)

Bandeiras do Pará e do Brasil em Pô-pô-pô que realiza a travessia entre Marudá e Algodoal, no Pará
Bandeiras do Pará e do Brasil em Pô-pô-pô
Homem olha para o porto de Algodoal na chegada da travessia através da  baía de Marapanim
Homem olha para o porto de Algodoal na chegada da travessia através da  baía de Marapanim

Marisqueira trabalhando em Marudá, no Pará
Catadora de mariscos trabalhando em Marudá
Barco Aryella no distrito de Marudá, em Marapanim, no Pará
Barco Aryella no distrito de Marudá
Fonte: http://titogarcez.com Aproveite e acompanhe outras postagens sobre a Amazônia, conferindo relatos e muitas fotos de lindos lugares localizados nos estados do Pará e do Amapá (clique nos nomes para acessar).  

terça-feira, 1 de abril de 2014


Litoral Paraense: explorando a Vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Após partir do porto de Marudá e navegar pela baía de Marapanim (clique aqui para conferir a publicação anterior), desembarcamos no porto do Algodoal, que fica na vila de mesmo nome, na ilha de Maiandeua. Ao final da rampa de acesso, podem ser vistas muitas charretes - que lá são carroças com algumas modificações, as quais são o principal meio de locomoção do lugar. Caso o visitante resolva pernoitar, e tenha uma grande quantidade de bagagens, é aconselhável utilizá-las no trajeto até o meio de hospedagem, que geralmente gira em torno de 10 a 20 minutos de caminhada, sendo o trecho inicial percorrido na praia da Caixa d'Água, que fica em frente à vila. Em frente ao porto podem ser vistas, também, placas onde constam informações sobre a APA - Aérea de Proteção Ambiental na qual a ilha se encontra e, também, placas artesanais que contém, inclusive, uma tabela de preços para uso das charretes.

Rua florida na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Rua florida na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará - Por Tito Garcez em 2014
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Trapiche do Algodoal, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Porto do Algodoal, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Placa e mapa da APA - Área de Preservação Ambiental Algodoal-Maiandeua, no Pará
Placa e mapa da APA - Área de Preservação Ambiental Algodoal-Maiandeua
A Vila do Algodoal é a principal da ilha, tanto por seu tamanho como por ser praticamente a única que possui meios de hospedagem. As outras, chamadas de Camboinha e Fortalezinha, abrigam principalmente pescadores. Da principal vila é possível chegar à Praia da Princesa - a mais famosa - e à Lagoa da Princesa, que são os atrativos mais visitados do lugar. Mas isso será conhecido na próxima publicação...



Carroça Expresso Stonne, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Charrete Expresso Stonne, na vila do Algodoal
  Placa da Pousada ABC, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Placa da Pousada ABC, na vila do Algodoal
Todas as ruas da vila do Algodoal são de terra, o que ajuda a dar ao lugar a ideia de um local rústico. E nelas, a única preocupação que tem que ter é com as charretes, já que veículos motorizados são proibidos. A infraestrutura no geral também é simples. Além das casas de moradores que vivem da pesca, do turismo ou de serviços, podem ser encontradas algumas casas de veraneio e várias pousadas, sendo a maioria delas rústicas, ideais para quem busca simplicidade. A Pousada ABC possui alguns quartos simples e no seu terreno funcionam também um camping e um redário. As diárias nos quartos têm tarifas a partir de R$50,00. No camping, o valor é de R$10,00 por pessoa e no redário, R$20,00. Para mais informações, é possível entrar em contato via e-mail: edilzadavila@hotmail.com ou por telefone: +55 (91) 9968-3501 / 8190-3226.

Casa de madeira em frente à praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Casa de madeira em frente à praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal

Paisagem na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Paisagem na vila do Algodoal
Para quem busca um local tranquilo, a baixa temporada é uma ótima pedida, pois a ilha está mais vazia, sem muito agito e sem a azaração que fez com que ela fosse apelidada, pelos paraenses, com o título de "ilha da perdição". Quando fui, mesmo sendo um final de semana, estava longe de parecer um local voltado à azaração. A tranquilidade imperava, tanto de dia quanto à noite. Era possível, por exemplo, caminhar tarde da noite mesmo com as ruas vazias e mal iluminadas, e a sensação de segurança era notável. Talvez pelo fato de casos de violência só serem observados em épocas de maior movimento (e descontrole) como no Carnaval, a delegacia permanece fechada na maior parte do ano.


 Casa de madeira com pinturas na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no ParáFlores e pintura de onça em casa de madeira na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará


Jaqueira em uma rua da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Jaqueira em uma rua da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua
As ruas tranquilas da vila são um convite a uma despretensiosa caminhada. É possível conhecer todas as ruas em questão de minutos e de cruzar com a mesma pessoas diversas vezes. Há, inclusive, quem não tenha aparelho celular por usar a justificativa de que é fácil encontrar alguém realizando uma pequena caminhada e perguntando a quem esteja no caminho. E quem o diz tem razão. Aliado a isso, está o fato de que na ilha existe uma deficiência na comunicação via telefonia móvel. Dentre as quatros principais operadoras nacionais, a Vivo é a que melhor funciona, mesmo assim, o sinal é instável. Portanto, é melhor não contar muito com isso.

Pôr-do-Sol visto a partir da vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Final de tarde visto a partir da vila do Algodoal

Flamboyants na praça da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Praça da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua
Um dos principais pontos de encontro dos moradores e dos turistas é a praça da vila, essa sim urbanizada, com algumas lanchonetes, bancos e floridos Flamboyants que não parecem ser comuns àquela região, mas que deixam o local ainda mais belo. E esse é um dos locais mais bem iluminados da vila. Por falar em iluminação, a energia elétrica é um tanto nova na localidade. Ela foi implementada há não mais que seis anos. Antes, tudo funcionava graças a geradores. Os locais disponíveis para alimentação são limitados, sobretudo na baixa temporada - tirando os feriados, a alta temporada ocorre principalmente no mês de julho, no chamado verão amazônico.

Praia da Caixa d'água, em frente à vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Praia da Caixa d'água, em frente à vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Sapinho deseja bom dia na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Sapinho deseja bom dia na vila do Algodoal
Para não dizer que o visitante não será atacado por nada, no período que mais chove, no chamado inverno amazônico, que vai de dezembro a abril, os chamados Carapanãs - ou muriçocas - fazem a festa. Portanto, repelentes são itens de necessidade básica, principalmente a partir do final de tarde. E, por precaução, é melhor tê-los à disposição em qualquer época do ano.



Mapa da ilha do Algodoal ou ilha de Maiandeua, no Pará
Mapa da ilha do Algodoal ou ilha de Maiandeua, no Pará


Placa de sinalização turística na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Placa de sinalização na vila do Algodoal

Caso a pessoa deseje ter comodidade tanto no transporte até a ilha como na hospedagem nela, é aconselhável entrar em contato com a Algodoal Turismo, empresa que realiza traslados a partir de Belém e faz reservas em meios de hospedagem da ilha. Além do site, é possível entrar em contato através do e-mail atendimento@algodoalturismo.com.br e dos números +55 (91) 3352-0841 / 8201-3653.

Casa de madeira envolta de árvores na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Casa de madeira envolta de árvores na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Esta postagem teve como objetivo mostrar um pouco do local que serve como base para aqueles que visitam os principais atrativos. Sendo assim, nas próximas publicações serão mostradas algumas das atrações da ilha, portanto, não deixe de conferir os relatos sobre as situações e paisagens impressionantes que puderam ser vivenciadas e conhecidas. ;)


Carroça na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Charrete na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua


Pintura que representa o Carimbó, na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Pintura que representa o Carimbó, na vila do Algodoal

Pô-pô-pô Netuno na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maianeua, no Pará
Barco Netuno na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal

Placa com preços para uso das carroças na ilha do Algodoal-Maiandeua, no Pará
Placa com preços para uso das charretes na ilha do Algodoal-Maiandeua
Construção de madeira na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará
Casa de madeira na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua


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Fonte http://titogarcez.com
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Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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