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sábado, 2 de maio de 2015

MIRITIFEST - Edição 2015 - ABAETETUBA

MIRITIFEST - Edição 2015 - ABAETETUBA
No dia 1/5/2015, pela parte da manhã, teve início o 12º Festival do Miriti
ou Miritifest, onde aconteceram alguns eventos e o início da exposição dos famosos Brinquedos de Miriti de Abaetetuba

 O Festival do Miriti de Abaetetuba, nos últimos anos, vinha perdendo o vigor e a qualidade no que diz diz respeito a sua organização e apresentação de eventos, que carecia de uma melhor exposição dos Brinquedos de Miriti, ao lado de outras atrações que pudessem dizer algo melhor da Cultura, do Folclore e da Culinária típica de Abaetetuba. O Secretário de Cultura do governo da prefeita Francinete Carvalho, Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes, contando com o apoio da Prefeitura Municipal, da Associação dos Artesões de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB), junto com José Hélio Maciel, saíram atrás de entidades e pessoas do melhor quilate, para fazer em 2015 um Festival do Miriti que correspondesse à fama que o dito Festival já desfruta à nível local e estadual. Assim a equipe correu atrás de patrocinadores e de grupos musicais, folclóricos e culturais para preencher os dias do Festival, com uma série de eventos e apresentações artísticas da melhor qualidade, ao lado da exposição dos Brinquedos de Miriti e da típica Culinária de Abaetetuba e também das dezenas de barracas para vendas de produtos diversos do artesanato em geral e de barracas de guloseimas, comidas e bebidas, espalhadas pelos diversos canteiros da Praça da Bandeira e suas ruas adjacentes. Além de tudo isso, conseguiram trazer para Abaetetuba o programa de sucesso chamado "É do Pará", da TV Liberal, que no sábado, dia 2 de maio, estará fazendo cobertura ao vivo das exposições dos Brinquedos de Miriti e dos vários eventos desse dia.
 Vide o cartaz da Programação do 12º Miritifest

Há mais de duzentos anos que os Brinquedos de Miriti de Abaetetuba já saíram da condição de ícones da Cultura de Abaetetuba  e que nesses mais de 200 anos já são parte integrante do Círio de Nazaré, em Belém. Leia nossas postagens de Círio e Festa de Nazaré

Algumas fotos do 12º Miritifest 
Felinos
Onças, garças e guarás
 Onças
 onças, garças, guarás, cavalos

 Barcos caravelas feitos com o coforote de frutos da palmeira inajageiro
Espelhos em miriti

 Carrossel, barquinhos, espelhos

 Quadros em miriti
Licor

Felinos

 Corujas, palhaços
Personagens da TV

 Bicas-bicas
Ratos


Bicas-bicas

 Pássaros



Onças


 Pássaros diversos, inclusive com asas abertas
 Barcos
Um dos aspectos que dá mais beleza aos Brinquedos de Miriti de Abaetetuba é a pintura que dá mais realce e graciosidade a esses brinquedos


Parte dos abaetetubenses que estão morando em outros lugares do Brasil e que vierem visitar sua cidade natal se defrontarão com a reforma e construções da Praça da Conceição, onde parte dos elementos da antiga arquitetura dessa praça foram derrubados em favor do que agora se vê na dita
Praça
Arrastão Cultural do Festival do Miriti
 Melhor idade no Arrastão Cultural
Arrastão em frente da Escola Basílio de Carvalho




Fotos acima do Arrastão Cultural
Grande barco de miriti em exposição na Praça da Bandeira
 Instrumentos musicais fabricados artesanalmente
 Nossa S. da Conceição em miriti

Paissandu e Remo juntos no Festival
 do Miriti
Quadro em alto relevo de miriti
Arrastão e povo assistindo
Girândola de cataventos
Sr. Adonias Gomes com seus brinquedos à venda na exposição

 Melhor Idade e Filhos de Gandhi ou do Umbandismo

 Exposição de fotos antigas de Abaetetuba
 Barraca na Praça
 Camarões e barcos em miriti
Povo visitando e comprando brinquedos de Miriti

 Estandes e quiosques na Praça
Palco com povo assistindo apresentações
Povo na Praça com e vendedores em quiosques e bancas

Uma reportagem do G1 PA
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

02.05.2015

Do G1 PA
Tradição do miriti se reinventa pelas mãos de artesãos de Abaetetuba



Novas técnicas de produção são incorporadas, a cada ano, pelos artesãos.
Tradição quase desapareceu na metade do século XX.

  O miriti está tão presente em Abaetetuba que é possível encontrá-lo até na praça pública próxima à entrada do município. A tradição, criada na metade do século XX, quase desapareceu na década de 90 por causa da industrialização e dos brinquedos modernos. Mas hoje, especialistas não acreditam que essa arte ainda corra o risco de desaparecer. O que se percebe é que ela tem passado por transformações com o uso de novas técnicas e materiais que acabaram por criar um novo conceito de miriti, que se reinventa pelas mãos dos artesãos.
"A cultura é dinâmica, e por isso a maneira de se fazer o miriti vai mudando com o tempo", diz o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Jorge Machado. "Se começou a usar materiais não necessariamente amazônicos, então se começou a fixar as peças com cola, se começou a utilizar a massa acrílica, a tinta acrílica, metais, plásticos, tecido. Essa foi uma intervenção que veio modificar profundamente o conceito do brinquedo de miriti. Já não é mais um produto espontâneo dos povos da floresta ligados à Amazônia. O que é importante é se documentar essa história, esse processo, essa dinâmica. Eu evito dizer que melhorou, porque a cultura é dinâmica mesmo", concluiu.
Do miritizeiro se aproveita tudo, a começar pela fruta, o buriti, que rende um mingau tão bom que nem precisa fazer propaganda para os clientes. "O pessoal vem e pergunta pelo mingau. Eles mesmos chegam [e perguntam] 'cadê minha patroa? mingau do gostoso'? Já tem a fama do mingau gostoso", diz a vendedora Ruth Cardoso.
Dos galhos da palmeira típica da região amazônica, também se faz artesanato. Com o miriti, como é chamado o material que se assemelha a madeira, se fazem peças que se tornaram patrimônio cultural do Pará, e que renderam o título de capital mundial do brinquedo de miriti ao município de Abaetetuba, no nordeste paraense. O símbolo da cultura inspira monumentos pela cidade.
Modernização da tradição
A cultura começou a agregar as inovações e os brinquedos de miriti já têm temas modernos, como de personagens dos desenhos animados. Nos últimos dois meses, Nildo Souza e a esposa têm se dedicado à produção de 600 peças. Cada canto do quarto do casal já está tomado pelo artesanato. "Como é que faz para dormir? A gente pega esses brinquedos que estão aí, a gente baixa para cá de noite né, tarde da noite. A gente já está até acostumado já", diz a artesã Dielza Souza.
Mas Nildo mantém o tradicionalismo há 14 anos. Ele usa apenas uma faca para esculpir. "Minha mão não consegue ficar parada, sem estar fazendo brinquedo de miriti. Tem que estar produzindo toda hora. E é uma coisa que a gente faz, quando você termina de fazer a sua peça, você fica encantando com a sua peça e diz 'poxa, não acredito que fui eu que fiz aquela peça", comenta.
Toda a produção está a venda na 12 edição do Festival do Miriti, realizado este fim de semana em Abaetetuba. O evento reúne 48 artesãos e deve atrair 80 mil visitantes nos três dias de feira. "A expectativa é muito grande por causa do Círio de Nazaré. Ele é muito atraente e atrai as pessoas de fora para adquirir o artesanato e participar da festa", avalia o secretário de cultura de Abaetetuba e coordenador do Miritifest, Manoel de Jesus Moraes.
A renda tirada da confecção de objetos de miriti dá para o sustento de famílias inteiras. Na casa de Ivan Leal, são dez familiares trabalhando com o artesanato. Das mãos do grupo, já saiu mesa, abajur e outros objetos de miriti. Ele conta que não se arrepende de ter trocado o antigo emprego no setor de indústria. "Apesar de que a gente trabalha mais, a gente não trabalha, a gente brinca. Na indústria, eu trabalhava por dinheiro, e quando a gente faz isso, é estressante. E quando a gente faz o que gosta, tranquilo, é uma terapia, é algo relaxante", comenta o artesão.
Desde a infância
Teve artesão que começou cedo, como Tielson Monteiro, que fez as primeiras esculturas aos 12 anos, após aulas com Ivan. Hoje, aos 17, é especialista em flores. O trabalho é minucioso, importante para realizar pequenos sonhos. "Consegui comprar uma bicicleta, cama também e algumas roupas, sobra para guardar ainda", conta o adolescente, que ainda ajuda em casa.
E é para influenciar essa nova geração que Ivan decidiu plantar mudas de miritizeiro no terreno de casa. Foi a forma que ele encontrou de manter as raízes dessa cultura bem firmes. "Além da gente estar ensinando, a gente não quer que a pessoa aprenda e fique ocioso atrás da matéria-prima, a gente tenta incentivá-los a plantar, para que eles possam, além do saber, ter sua palmeira, sua matéria-prima para produzir e estar repassando às futuras gerações", conclui o artesão.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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