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sexta-feira, 6 de março de 2015

Abaetetuba - Vida Ribeirinha e Rural Antiga e Nova em Fotos de Abaetetuba e Regiões do Pará

Vida Ribeirinha e Rural Antiga e Nova em Fotos de Abaetetuba e Regiões do Pará
Postagem em construção
O cenário de Abaetetuba e sua Região do Baixo Tocantins e da vizinha Região do Marajó
 é dominada pelas águas dos grandes rios Amazonas e Tocantins, que se desdobram
em milhares de vias fluviais de todos os tipos e tamanhos que obrigam
as populações ribeirinhas a adotar vida levando em conta o domínio das
águas, estas envolvendo milhares de ilhas também de todos os tamanhos,
com destaque para a Região das Ilhas do Pará, onde se destaca o grande
Arquipélago do Marajó. O Baixo Tocantins, a Região do Marajó e as
demais regiões ribeirinhas do Pará que seguem o estilo de vida ribeirinha
com sua cultura e atividades ditadas pelo regime das águas dos rios
Amazonas e Tocantins e o mesmo se sucede em outras regiões como o
Baixo Amazonas e outras que também têm vida influenciadas pelas
massas d'água amazônicas, estas influenciada pelo regime das águas
do grande Estuário Amazônico, que por sua vez é influenciado pelas
águas do Oceano Atlântico.
As áreas continentais das regiões do Estuário Amazônico possuem os
seus municípios, estes com suas áreas rurais que também seguem vida
baseada no regime das águas de suas bacias hidrográficas. E cada
município do Estuário Amazônico possui as suas zonas urbanas e
rurais.
São os diversos aspectos da vida ribeirinha e rural das áreas do
Estuário Amazônico que vamos destacar, através de fotos, antigas
ou novas, nestas postagens

Foto de Vítor Martins
Bela foto mostrando alguns tipos de embarcações dos tipos canoas à remo e
rabetas, estas últimas embarcações do tipos cobertas ou descobertas, que são
como que os "táxis das águas" das áreas ribeirinhas



Belém do Pará é uma cidade ribeirinha que não aproveita o seu potencial
hidroviário através de estações hidroviárias, navios ou lanchas velozes para o
deslocamento das populações até suas ilhas, vilas e para outras localidades de sua região
metropolitana, e nem no deslocamento de sua sua própria população, ficando só com
o transporte rodoviário e urbano, em fato que ajudaria a desafogar o caótico trânsito
nessa Capital

Foto de Abaetetuba Urgente
Aqui já temos uma foto do tipo cenário, onde se destacam o Céu azul com
 suas nuvens brancas em "algodão" que influenciam a cor da água
cinza azulada, e a vegetação com sua característica cor verde e barcos dos
tipos barco-motor, popopô, lanchas, rabetas e canoas

Barcos em Oeiras do Pará
Oeiras do Pará é um município do Baixo Tocantins, situado às
proximidades do município de Cametá, onde também existe
vida ribeirinha e os barcos são tipos de veículos de transporte, 
para atividades econômicas e outros fins Vide mapa abaixo

Olaria no Furo Grande
Uma das atividades econômicas ribeirinhas é a indústria oleira,
com produção de telhas e tijolos. A olaria da foto mostra máquinários
e instalações bem mais modernas, em comparação com outras olarias
da Região das Ilhas do Pará

Foto de Iolanda Parente
A foto acima é antiga, mostrando canoa e iate ancorado em
uma das inúmeras pontes de madeira que existiam na frente
da cidade de Abaetetuba

 Frente de Cametá cidade ribeirinha do Baixo Tocantins
 Cametá é o mais antigo e tradicional município do Baixo Tocantins,
onde o Rio Tocantins domina o cenário desse município paraense.
Como a força da correnteza do rio é muito forte na frente de Cametá, vê-se
a grande erosão provocada nesse local, onde navios são afundados
 para impedir que a erosão avance e derrube outros bens da
antiga arquitetura da cidade. Vide mapa abaixo

Frente de Igarapé-Miri, cidade ribeirinha do Baixo Tocantins
Igrapé-Miri é outro importante município do Baixo Tocantins, cuja vida
também é dominada pelo cenário fluvial. Vê-se na foto a antiga Igreja
de Sant'Ana situada na frente dessa cidade ribeirinha

Casa Ribeirinha de Rui Santos
A bela foto mostra uma casa ribeirinha construída com assoalho
levantado e a tradicional ponte em madeira na frente da casa e a
vegetação por trás

Antigo Porto do Cafezal, de Altemar Paes
Antigamente as viagens pela região do Baixo Tocantins eram
feitas somente por vias fluviais. Na década de 1960, com a construção
da estrada Moura Carvalho as viagens passaram a ser feitas através
do estilo rodo-fluvial, isto é, via rodovia (metade) e fluvial (outra
metade). Inicialmente foi o Porto de N.Senhora do Tempo usado pela
nova modalidade de transporte na região do Baixo Tocantins.
A antiga foto mostra o antigo Porto do Cafezal, sito em terras
do município de  Barcarena/PA, por onde também foram feitas as primeiras
viagens nessa modalidade, que depois mudou para o Porto de Arapari,
que concentra as viagens de várias empresas e para vários destinos,
especialmente Belém, Abaetetuba, Barcarena, Igarapé-Miri, Moju e
outras localidades

Frente de Mocajuba, cidade ribeirinha do Baixo Tocantins
Mocajuba é outro município tocantino, onde o cenário dominante
é o fluvial

Balneário no Rio Guajarázinho, localidade de Abaetetuba
em foto de Clóvis Cardoso
Como os rios da região se desdobram em inúmeros igarapés,
furos com suas beiras e praias, os ribeirinhos aproveitam essas
águas para servir nas recreações dos habitantes dos diversos
municípios ribeirinhos da região

Antiga Rua Justo Chermont na frente da cidade de Abaetetuba
em foto de Benício Cruz dos anos de 1960
A foto acima mostra a antiga frente de Abaetetuba construída sobre pontes
de madeira, no caso a antiga Rua Justo Chermont, quando as pontes
dominavam o cenário. Além das pontes que formavam a antiga rua, que
abrigava as casas de comércio da cidade, existiam também as pontes
das próprias casas comerciais, que serviam para os
embarques/desembarques de mercadorias e passageiros, indo e vindo
das dezenas de ilhas do município. Todas as casas comerciais da
foto ainda eram construídas em madeira, que depois do aterramento
da Rua Justo Chermont foram reconstruídas em alvenaria e muitas das
antigas pontes para o rio sumiram do cenário


Pontes e barcos dominavam os cenários das frentes das cidades
ribeirinhas


Casas e pontes ribeirinhas em foto de Rui Santos
Aqui temos um belo cenário de nuvens cinzentas, combinando com
a cor barrenta das águas, o verde da floresta e as casas de madeira
construídas sobre pontes e na beira do rio

 A Ilha do Marajó fica relativamente perto da Capital, Belém/PA, mas as
viagens fluviais tornam-se demoradas devido as baiás e rios que são
atravessados pelas embarcações. Acima temos o belo barco-motor Marajó II, de
três convés, pintado com as motivações dos desenhos da ancestral cultura indígena da Cerâmica Marajoara, que faz viagens para o Marajó

Vila Maiuatá
A Vila Maiuatá, que faz parte do município de Igarapé-Miri, que foi inicialmente
toda construída sobre pontes de madeira, onde hoje algumas partes já são
aterradas e a foto mostra barcos desse centro comercial com suas casas e
o Rio Maiuatá, que dá nome ao belo lugar, que antes se chamava
Vila Concórdia

Mapa de Cametá e Região
O mapa do Google mostra os rios, rodovias, rios, baías e alguns municípios
do Baixo Tocantins

Mapa de Abaetetuba e Regiões
O mapa do Google mostra Abaetetuba e localidade do Marajó e Baixo Tocantins
 com suas rodovias. rios e localidades dominadas pelas águas de baías e rios

Alguns pequenos animais das regiões


                                            Culinária no Baixo Tocantins

Mapará moqueado
Tamoatá no tucupi

Engenhos no Baixo Tocantins


Eram centenas de engenhos de cana-de-açúcar que sustentavam
a vida ribeirinha e a economia de Abaetetuba e Igarapé-Miri em
tempos passados


Artesanato em cipós e talas no Baixo Tocantins

Urubus pretos, as aves lixeiras no  Marajó e Pará


Canoas rabetas na Praia, Marajó

Pequenos barcos-motores pesqueiros, no Rio Pará, Marajó


Búfalo manso do Marajó, usado montado nos passeios de praias

Barco catamarã, na travessias de Soure e Salvaterra/PA, no Marajó

Praia do Pesqueiro, Soure/PA, no Marajó

Praia do Pesqueiro
A bela Praia do Pesqueiro, em Soure/PA, costa do Rio Pará, no
Marajó

Pesca no Rio Pará
Cenário de ondas, céu cinza, pequena canoa pesqueira à vela e pequeno
barco à vela no Rio Pará, divisa com o Oceano Atlântico, no Marajó

Barco empurrador
Os potentes barcos empurradores são os levam as balsas cheios de veículos
nos trajetos Belém-localidades e vice-versa

Barco popopô
 Barco popopô é uma pequena embarcação motorizada, usada nos transportes
de mercadorias e passeiros e são assim chamados devido o barulho característico
de seus motores à óleo diesel. São muito lentos e fadados à extinção nos rios
do Baixo Tocantins

Um grande barco-motor e canoinhas

 Um solitário pescador em sua canoinha tentando apanhar alguns peixes, atividade
hoje em decadência em muitos rios e baías devido a elevada poluição dessas
massas d'água existentes às proximidades das cidades

lancha
Para quem tem posses e precisam se deslocar com rapidez pelos rios
e baías, usa as velozes lanchas

Navio 3 de Outubro, em foto do acervo de Luiz Reis
Por incrível que possa parecer, no passado as regiões do Baixo Tocantis, Marajó, Belém
e demais regiões com bacias hidrográficas, eram mais bem servidas de navios movidos
à vapor de lenha ou os primeiros navios motorizados, usados no transporte de mercadorias
e passageiros. Na foto temos o lendário navio "3 de Outubro", da antiga frota da ENASA,
que navegava pelos rios e baías do Baixo Tocantis, Marajó e Belém

Típicas casas ribeirinhas
 A maioria das casas ribeirinhas são do tipo cabanas, fato que nos remete
à Revolta da Cabanagem. A maioria de nossos ribeirinhos são de famílias
pobres, mas que possuem alto espírito de solidariedade e amizade nas
comunidades ribeirinhas

Na década de 1960 iniciou-se novo modo de viagens para Belém-localidades e vice-versa,
no transporte rodofluvial. Abaixo temos a foto de Altemar Paes que nos mostra o antigo
barco Tocantins II, usado nesse tipo de transporte de passageiros


Trapiche
 Antigamente, toda localidade ribeirinha possuía o seu chamado trapiche, que
era um ancoradouro usado nos embarques/desembarques de mercadorias e
passageiros. O trapiche era uma grande ponte em madeira, que na sua cabeça
possuía um ponto de vendas de lanches e cafezinhos, coberto, com escadas para o rio
 e com suas estacas usadas nas ancoragens dos barcos com várias finalidades

Barco-motor tipo grande

Canoas à vela
As grandes canoas à vela, como as da foto acima, eram usadas no comércio de
regatão e no transporte de mercadorias entre as localidades ribeirinhas. Suas grande
velas de pano grosso, serviam para receber os ventos e, assim, mover a embarcação
para o seu destino. Atualmente as canoas à vela já estão extintas nas regiões

Canoinhas à remo
 os mais corajosos usavam as pequenas canoas à remo até em grandes
viagens

Cais do Porto
 O cais do porto é uma característica das localidades ribeirinhas com grande
movimentação de barcos no transporte de produtos e mercadorias. No caso, o
acima é parte do Cais do Porto do Ver-o-Peso, em Belém/PA, com muitos barcos
peixeiros e geleiros

O antigo barco Chiquinho Ferreira
 Na foto, foi usado para trazer de Belém para Abaetetuba o 1º Bispo da
antiga Prelazia de Abaeté do Tocantins, D. João Gazza, de saudosa
memória

Barcos na Procissão Fluvial
Uma comunidade ribeirinha católica que se preze, usa os barcos de
todos os tipos e tamanhos no chamado Círio Fluvial

A vida ribeirinha apresenta suas dificuldades, mas no geral existem 
belezas a serem usufruídas e apreciadas
Vide alguns tons ribeirinhos das paisagens e cenários
Os sistemas luz solar, nuvens, vegetação, ar concorrem na construção de
belos cenários, onde a vegetação compõem as silhuetas, devido o
entardecer com o por-do-sol









Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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