Professora Carmem Cardoso Ferreira - Vida, Ação, Tempos e genealogia
Carmem
Cardoso Ferreira – Vida, Ação, Tempos e Genealogia
Contexto
Sócio-Político-Cutural-Religioso nos tempos de Carmem Cardoso Ferreira
O contexto sócio-político-cultural,
onde estava imerso o aspecto religioso católico em que a professora Carmem
Cardoso Ferreira nasceu, cresceu e desenvolveu suas atividades, eram muitos rígidos
e conservadores e ela exerceu suas atividades baseada nesses princípios de seu
tempo e assim fez de sua vida um sacerdócio em favor de sua família, de suas escolas,
incluindo alunos e professores, da Igreja e dos seus grupos de Igreja, onde
trabalhou de acordo com sua visão, pelo povo de Abaetetuba, usando dos meios de
seu tempo para agir em favor de seus ideais, visão que predominava na sociedade
em que a Professora Carmem atuava. Toda a sua vida seguiu os trilhos desses
aspectos e foi com essa visão que ela pôde presenciar e atuar intensamente como
membro de família tradicional de Abaetetuba, na vida estudantil, na vida
educacional, na vida religiosa e sempre se orientando pelos ditames políticos e
religiosos de seu tempo. Assim ela
vivenciou o início de algumas mudanças nesses aspectos, tendo atuado ativamente
em alguns deles, até o ponto de gerar alguns conflitos, como no aspecto
educacional e religioso, onde aconteceram fatos e tensões envolvendo seu nome,
devido as mudanças irreversíveis nos setores da educação, da Igreja e nos
aspectos sócio-político a partir dos anos de 1960 e 1970.
No tocante à educação, ela seguia
o modelo rígido como professora e diretora de escolas de Abaetetuba e isso
naturalmente gerou alguns conflitos no fim da década de 1970 e início da década
de 1980 com alunos e professores e, principalmente com as mudanças da filosofia
de ação da Escola São Francisco Xavier, devido a introdução dos métodos da Educação Libertadora vindos dos escritos de
Paulo Freire, que marcaram as grandes mudanças de rota na Educação de Abaetetuba,
que subvertia a visão da educação tradicional vigente, fato que gerou conflitos com a então
direção da Escola São Francisco, especificamente contra os Irmãos Lasssalistas, durante
a gestão do prefeito de Abaetetuba, Ronald Reis Ferreira (1977-1982), onde a
professora Carmem era a Secretária de Educação, em crise que nada desabona sua
importância para a educação de Abaetetuba, pois sua notável atuação sempre
visava o melhor para a Educação e a Religião, seguindo aqueles parâmetros
educacionais em que acreditava, em contraposição com as mudanças de filosofia
de atuação que se processavam na Escola São Francisco, de Abaetetuba.
Nesses
antigos tempos começaram também a chegar a Abaetetuba a cultura musical do
rock, yê-yê-yê, patropi e outros modismos que também ajudaram a modificar os
costumes da juventude de Abaetetuba, que falavam de liberdades e liberalidades
vindas da cultura psicodélica de alguns estilos musicais. E os novos tempos
educacionais, também foram influenciados pela cultura da música pop e populares, que exigiam posturas sociais menos exigentes, que se juntavam a crescente participação
ativa dos segmentos educacionais que também começavam a absorver as pregações
das problemáticas sociais, incluindo a liberdade de pensar, questionar e
crescer com uma nova visão política e social, e assim agir em favor da
libertação dos condicionamentos pessoais e sociais antigos e das lutas em favor
dos menos favorecidos e para os novos conceitos da igualdade, justiça e fraternidade.
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Acima temos o brasão da Escola São Francisco Xavier,
que a partir da década de 1970, implantou a chamada
'Educação Libertadora', onde a Profa. Carmem
Cardoso Ferreira e parte dos fiéis católicos, entraram
em conflito com os 'Irmãos Lassalistas' e padres adeptos
da Igreja Progressistas, por conta de mudanças na
Educação e mudanças no novo modo de 'ser Igreja',
que estava sendo implantado em Abaetetuba.
O mesmo se pode dizer do ativismo
católico tradicional da sociedade abaetetubense, onde também a professora Carmem
não conseguiu se adaptar plenamente às mudanças advindas pelas reformas do
Concílio Vaticano II e da Teologia da Libertação, esta trazida à Abaetetuba por
alguns religiosos Xaverianos e Lassalistas, que começaram a mudar a antiga
visão educacional e religiosa de Abaetetuba, a partir do início da década de
1960 e décadas subsequentes, com a introdução de atuação mais social dos fiéis
católicos em detrimento da visão devocional predominante. Como a Igreja
Católica já atuava intensamente nos campos da educação, saúde e das
oportunidades de trabalho no seio da sociedade abaetetubense, uma nova visão
sócio-política-religiosa foi intensamente pregada para as mudanças exigidas em favor dos novos tempos da Igreja Católica, que começou a atuar esses princípios
em suas atividades de Catequese, especialmente junto às comunidades e escolas
católicas de então, com ênfase na opção preferencial pelos menos favorecidos,
pelos pobres e pelos jovens, enfim pelo povo oprimido pelo sistema político-social
vigente. O certo é que reformas foram postas em prática em todos os aspectos da
Igreja Católica, fato que não foi bem aceito pelos católicos conservadores
desse tempo, que eram a maioria, entre os quais se enquadrava a professora
Carmem Cardoso Ferreira. Essas mudanças eclesiais também atingiram o setor da
Educação, conforme citado acima, através da Escola São Francisco Xavier, com a
introdução da visão de uma Educação Libertadora, fato este que gerou sérios
conflitos já citados acima.
A nova filosofia de Educação do Colégio São
Francisco Xavier deveria moldar os alunos para uma postura mais crítica do
modelo sócio-político vigente e que também exigia que o católico em geral mudasse
sua postura de “cristão de sacristia” para os novos tempos das “Comunidades Eclesiais
de Base”, com a figura de um cristão engajado nas lutas sociais e até políticas.
E essas mudanças na Igreja atingiram negativamente mais da metade dos fiéis
católicos daqueles tempos de transformações, em ações e fatos conflituosos com
outros membros da ala tradicional da Igreja Católica ou segmentos sociais que
não aceitavam essas mudanças, haja vista as tensões e ações de alguns grupos
que se insurgiram contra essas mudanças. Isso tudo também repercutiu nos
rígidos principícios da professora Carmem Cardoso Ferreira, que em alguns pontos
se colocou contra as reformas que se processavam no seio da Igreja Católica, que estava saindo das antigas regras do
catolicismo, para as novas, trazidas
pelas reformas preconizadas pelas cartas do Concílio Vaticano II, dos Sínodos
dos Bispos de Medelin, na Colômbia e de Puebla, no Mexico, que mostravam as
mudanças que deveriam acontecer no seio da Igreja Católica Latino-Americana.
Algumas das mudanças ocorridas no seio da Igreja Católica foram radicais,
como: o fim das antigas ordens e movimentos religiosos, a reforma física e
retirada das antigas imagens de santos dos altares da Igreja Matriz, a
introdução da Catequese através do modelo das Comunidades Eclesiais de Base-CEBs
e a substituição dos antigos e tradicionais ritos litúrgicos praticados até
então, sem contar com as lutas pelas reformas sociais e políticas no seio da
sociedade de Abaetetuba.
Isso tudo foi um grande choque no seio da Igreja
Católica e da sociedade em geral de Abaetetuba daqueles tempos.
Mas, sabemos, que por trás dessas
mudanças que deveriam ser implantadas de modo menos traumáticas, havia as
idéias e ações dos membros progressistas da Igreja Católica que, além das
mudanças exigidas para os novos tempos da Igreja Católica, também queriam
confrontar com as ações do novo modelo político brasileiro da “ditadura militar
de 1964”, que nesses tempos, havia adotado uma política de cerceamento das
liberdades de praticamente tudo no Brasil e, para isso, usou da força
necessária para poder aplicar as regras dos seus “Atos Institucionais” que
induziram às práticas de prisões, torturas e mortes daqueles que se colocassem
contra as regras dessa “ditadura militar”, incluindo aí grande parte do clero
católico, com muitos deles sendo presos, torturados e mortos juntamente com
muitos brasileiros que organizaram as lutas contra o regime militar de exceção.
Vide abaixo:
Sociedade e Educação
de Abaetetuba nas Décadas de 1960, 1970, 1980 Durante a Ditadura Militar
Período da Ditadura
Militar no Brasil: 1964 a 1985
Na década de 1970 a sociedade
abaetetubense ainda vivia um tempo de conservadorismo nos costumes, entre
outros fatores, influenciado pela religiosidade popular, isto é, o devocionismo
popular.
A Ditadura Militar iniciou em
1964 e encontrou em Abaetetuba um campo propício para doutrinar a população
através de todos os meios possíveis da sociedade, incluindo aí o uso de grande parte dos
governantes, dirigentes de órgãos públicos, de parte do clero da Igreja
Católica, dos diretores e professores de escolas e de grande parte da população
que mecanicamente aceitou a instituição da “ditadura militar no Brasil” que,
depois, confrontaram com as ações das nascentes minorias de religiosos e jovens
engajados politicamente.
Um dos segmentos onde se sentia fortemente os efeitos da
doutrina militar recém implantada foi a Educação, que foi o meio mais
importante na doutrinação da política do regime militar, através de uma série
de situações e fatores que facilitaram essa doutrinação. Um desses fatores foi
a dos diretores de escolas que ainda tentavam impor a tática do patriotismo e
propagação de um civismo exacerbado, que se manisfestava no seio das escolas
então existentes com pregação da disciplina, do patriotismo e civismo nas
escolas e, especificamente, nos desfiles do “7 de Setembro”.
Ninguém escapava dessa
disciplina, que estava de acordo com o regime de exceção imposto pela “ditadura
militar”. Se algum aluno, funcionário ou professor transgredisse as normas expostas, era
imediatamente punido com suspensões e até mesmo com expulsões das escolas através
dos diretores nomeados, que exigiam a
obediências da hora exata, das filas e cantos cívicos antes do início das aulas
e com o hasteamento das bandeiras em horário fixo pela manhã e arriamento à
tardinha, com o canto do Hino Nacional e outros obrigatórios, especialmente nas
datas cívicas e religiosas, tudo sob a égide da honra da Pátria.
Os professores que transgredissem as normas implantados nas escolas ou questionassem os métodos educacionais das
mesmas, começavam a ser perseguidos, taxados de insubordinados e sua carga horária
era diminuída, quando não era posto fora da escola. Isso valia também para quem
contestasse os procedimentos do regime militar. Inclusive nos quadros da
Polícia Militar, nas prefeituras e nos quadros de alguns órgãos onde existiam
indivíduos fazendo o dossiê das pessoas, que agissem minimamente como
“subversivos” ou “comunistas”.
Porém, os jovens de Abaetetuba começaram a
driblar o autorismo do regime militar através dos novos costumes impostos pelas
ondas musicais que começaram a influenciar o meio estudantil, que usava de
subterfúgios dos jogos, congressos, encontros, reuniões da UEA e UNE, esta
última através de dirigentes vindos de Belém, que começaram a plantar na cabeça
dos jovens o significado das lutas contra o regime ditatorial de então. Quem se
lembra desses fatos hoje, deve na casa dos 50, 60, 70 ou mais anos, que ainda
estejam vivos.
Os ares de liberdade em
Abaetetuba se iniciaram na década de 1980 com a nova visão trazidas pelos
adeptos da “Teologia da libertação”, dos professores do recém implantado Núcleo
Universitário do Baixo Tocantins, dos “Irmãos Lassalistas” e outros religiosos progressistas
que iniciaram a propagação do que verdadeiramente era a “ditadura militar”
implantada no Brasil e das lutas para a sua derrubada. Na Igreja Católica, religiosos da Teologia da Libertação começaram um trabalho em meio aos jovens,
dos grupos católicos e das primeiras CEBs criadas, que vieram mesmo com o matiz
revolucionário da opção preferencial pelos pobres e oprimidos da América
Latina, seguindo ao pé da letra os ditames das conferências episcopais de
Medelin e Puebla.
Os professores do recém
implantado Campus Universitários do Baixo Tocantins começaram a abrir os olhos
dos jovens universitários, que na época começaram a cursar as disciplinas de
Pedagogia, História e Geografia.
Muitos desses alunos, quando já formados,
iniciaram a implantar nas escolas de Abaetetuba a liberdade de pensamento
crítico e da importância da implantação da democracia no seio dos escolas,
iniciando esse processo pela escola SFX, que não era totalmente uma escola
governamental. Em algumas escolas a aura do ‘regime militar” ficou tão
condicionada, que até os dias atuais essas escolas sentem o efeito do
autoritarismo dos fantasmas do passado.
Podemos dizer que a implantação do
Núcleo Universitário do Baixo Tocantins foi como “a queda do muro de Berlim” do
autoritarismo que dominava o cenário educacional de Abaetetuba nos anos de
1960, 1970 e 1980.
Felizmente esse pesadelo terminou no Brasil na década de
1980, deixando marcas profundas no seio da sociedade, que jamais serão
esquecidas por tanta atrocidade cometida contra tantos jovens tidos como
“subversivos” e em Abaetetuba também findou, de certa forma, o cenário
ditatorial que predominava na educação e o medo da sociedade em geral. Nas
escolas a figura central deixou de ser o diretor, que era nomeado dentro
daquele figurino autoritário e obediência cega aos governantes da época,
para um sistema colegiado, que envolvia todos os segmentos escolares, o chamado
Conselho Escolar.
O antigo Currículo Escolar, com
suas disciplinas impostas, obedecia cegamente à doutrinação do regime militar, especialmente algumas disciplinas da grade curricular que vinham prontas e
acabadas para levar o alunado a um estudo de memorização, disciplinarização do
comportamento e idolatria do regime vigente, como as disciplinas da chamada
Ciências Humanas, tipo a Organização
Social e Política Brasileira-OSPB, a
Estudo dos Problemas Brasileiro-EPB, a Educação Moral e Cívica-EMC e outras.
As
disciplinas chamadas OSPB e EMC e EPB vieram mesmo com o
claro objetivo de enquadrar o alunado em um pensamento alienado das realidades
sociais do país e o incentivo ao civismo, patriotismo, nacionalismo e disciplina
nos costumes e ações do dia-a-dia e, especialmente no âmbito escolar.
Além
disso, o currículo escolar da década de 1970 impunha outras disciplinas que
estavam de acordo com o sexo dos alunos. Às alunas eram impostas algumas
disciplinas como “Educação Para o Lar”, com aulas de bordados, crochês, corte e
costura e outras tarefas que eram consideradas como só das mulheres.
Aos alunos
eram destinadas disciplinas que visavam o mercado de trabalho, através do
aprendizado de algumas profissões como marcenaria, carpintaria, artesanato e
outras. Existiam também aulas de jardinagens, limpezas da escola, plantios de
hortaliças, cantos e outros.
Os livros das disciplinas eram
impostos aos professores e alunos, como parte do currículo escolar vigente e
junto com os livros vinham atlas, mapas e outros materiais escolares que
ajudavam a doutrinar o aluno para o regime de exceção vigente.
Os livros
traziam datas cívicas, nomes de localidades, nomes de heróis em profusão e os
alunos eram obrigados a decorar todos essas datas e nomes.
Com isso o regime militar impedia que o aluno
desenvolvesse qualquer senso crítico, especialmente porque existiam outras práticas
escolares que ajudavam a manter os alunos, funcionários e professores sempre ocupados, sem quaisquer cisma de doutrinação para esse estado.
Como exemplo
citamos os festejos da Semana da Pátria, culminando com o “7 de Setembro”, onde cada escola de Abaetetuba recebia
a sua chamada banda marcial que devia ser usada durante os chamados “Desfiles
da Pátria”, com uniformes e alegorias impecáveis, com muito garbo, civismo e
amor à Pátria.
Para ajudar nessa doutrinação existiam as competições não só
entre a melhor banda marcial como os “jogos estudantis” da Semana da Pátria.
Bandeiras, hinos, brasões que eram sempre impressos nas capas e contracapas dos
livros escolares.
Fotos do acervo de Altemar Paes
Os antigos desfiles escolares e jogos
estudantis ajudaram a acirrar as rivalidades
entre as escolas de Abaetetuba
Ao lado do civismo, patriotismo,
existia nas escolas o respeito que todo político, vereador, prefeito,
governador, secretários, ministros, presidente de república se fazia merecedor
de parte do segmento escolar e todos eram obrigados a saber os nomes dessas
chamadas autoridades, através das disciplinas acima citadas, OSPB, EPB e EMC,
sem contar que os livros de História, Geografia e outras disciplinas vinham com
conteúdos totalmente deturpados e como meio de doutrinação do alunado.
As provas e avaliações escolares
eram feitas em sigilo absoluto e as reprovações escolares eram feitas sem
nenhuma contestação de parte dos atingidos e, questionamentos pelo alunado,
funcionários e professores, nem pensar. Não raro, isso era punido com faltas,
suspensões, reprovações, demissões, transferências e com notas de rodapés nos
boletins.
Era realmente uma doutrinação imposta, que todos pensavam que eram
ideais da sociedade em que se vivia, isto é, todos pensavam que eram ações para
a formação de bons e verdadeiro cidadãos. As suspensões dos alunos eram de oito
dias, no mínimo.
Algumas datas cívicas e outras
datas que jamais passavam em branco nas atividades escolares de Abaetetuba: Dia
da Independência, Dia do Soldado, Dias dos Índios, Dia do Descobrimento do
Brasil, Dia da Bandeira, Dia da Libertação dos Escravos, Dia de Tiradentes, Dia
da Proclamação da República, 1ª Missa no Brasil e as figuras dos heróis e
figuras da historiografia brasileira ou paraense, tudo vinha e era devidamente
manipulados pela doutrinação militar, onde a verdadeira história era grandemente
deturpada em favor daquela doutrinação ao regime militar.
Todas as datas cívicas
e heróis eram deturpados e comemorados solenemente nos seus devidos dias. O
regime militar realmente tentava moldar todos para a certeza e excelência do
regime de exceção, isto é, os militares tentavam impor uma imagem de um regime
certo para o País e escondendo as mazelas praticadas no seio das tropas
militares, órgãos de segurança, porões da ditadura e corrupção, pois jornal
algum nada publicava a respeito e quando publicava, procurava atender aos
ditames dos órgãos de informações da “segurança nacional”, com o governo
escondendo os fatos das prisões, torturas e mortes ocorridas durante o regime
militar. E as práticas da antiga Igreja conservadora através de sua doutrina do
devocionismo e das celebrações dos feriados católicos atuava de modo a manter o
povo conservador no que diz respeito aos costumes e comportamentos na
sociedade, ajudando o mesmo povo a se manter sem aquela visão crítica, social e
política, que questionasse os problemas sociais brasileiros.
O mesmo estado era
observado no meio educacional, que iniciou nas décadas de 1970 e 1980
as mudanças nesse meio, através de uma “Educação Libertadora”. De fato, somente
na década de 1980, com a insurgência de grupos armados e ares de liberdade de
imprensa, foi que em Abaetetuba, Pará e Brasil se soube das atrocidades
cometidas pelos militares e seus aliados e dos meios de doutrinação social
usados para essa doutrinação. Quando algum fato vinha à baila, o regime informava
que eram bandidos, subversivos ou comunistas que queriam dominar o país.
Escolas existentes na década de
1970: Basílio, INSA, Bernardino, Pedro Teixeira, Vicente Maués, Magalhães
Barata, Escola Paroquial/CSFX.
Ações da Professora
Carmem Como Militante Católica
A professora Carmem Cardoso Ferreira
trabalhava ativamente nos serviços de
Catequese e 1ª Comunhão das crianças,
adolescentes e jovens de Abaetetuba e
era militante do grupo "Filhas de Maria"
e "Ação Católica"
A Professora Carmem era muito
religiosa, militante dos antigos movimentos da Igreja Católica, como a Ação
Católica, as Filhas de Maria e nutria profunda fé em Deus e nos santos,
especialmente Nossa Senhora e era ativa participante das organizações a nível
de Paróquia, Catequese e festas religiosas, como festa de Nossa S. da
Conceição, Círios, Catequese, 1ª Comunhão e outras atividades católicas dos
tempos dos Padres Capuchinhos e dos Padres Seculares vindos de Belém para atuar
na Paróquia de Abaetetuba, onde a devoção aos Santos Católicos era o modo de
participar dos eventos e das ações dos católicos de Abaetetuba.
Igrejas
Igrejas
Por conta de seu ativismo católico baseada
na devoção aos santos, que batia de frente com
a nova postura da Igreja Católica, quando esta
iniciou uma série de reformas, incluindo as
reformas das liturgias católicas, a professora
Carmem bateu de frente com os padres proguessistas
e Irmãos Lassalistas.
Por seu
engajamento católico tradicional, manteve sérios atritos com os religiosos Xaverianos e Lassalistas, devido as reformas que a Igreja Católica de
Abaetetuba passava nos anos de 1970 e 1980. Suas convicções tradicionais
católicas batiam de frente com a mensagem de uma religião baseada nas questões
sociais e políticas da nova pregação da Igreja, trazida pelos religiosos progressistas
da Igreja católica em Abaetetuba que, entre as várias mudanças à nível de
Igreja, reformou a antiga Igreja Catedral, tirou as imagens dos Santos dos
altares, extinguiu as antigas confrarias e outros movimentos leigos e
introduziu a Liturgia baseada nos novos tempos de ser Igreja, ou seja, o "novo
homem cristão" que devia ir às lutas pelos direitos dos menos favorecidos, com a
introdução de novos grupos, cantos, teatros e com uma nova maneira de se fazer
Catequese.
Isso tudo e mais outras mudanças a nível de comunidades gerou um
clima de revolta, não só nas convicções da Professora Carmem Cardoso Ferreira,
como em mais da metade da população dos católicos da linha tradicional de
Abaetetuba, com parcela dos descontentes praticando ações de protestos até
mesmo dentro da Catedral de Abaetetuba, como foi o caso da profanação da Igreja
com o respectivo “Roubo da Imagem de Nossa S. da Conceição” que serviu de
borburinho por muito tempo no seio da sociedade.
Carmem Cardoso Ferreira, nasceu
em 15 de março, é filha de Arthur Nunes
Ferreira e Antonia Felícia Cardoso Ferreira, tendo como avós paternos Maria
Maués Nunes Ferreira e José Nunes Ferreira e residia na Rua Siqueira Mendes, nº
1.286 e foi aluna da Escola INSA e professora
e diretora por longos anos de algumas escolas de Abaetetuba, entre as quais as
escolas Reunidas, Vicente Maués, Pedro Teixeira, agindo com pulso firme e
rígido no tocante ao comportamento de alunos e professores. Foi Secretária
Municipal de Educação de Abaetetuba, conforme documento de 08.03.1980, na
gestão do então prefeito Ronald Reis Ferreira. Mas o lado carinhoso, terno,
amigável e generoso se escondia por trás de seu enorme acervo de cartas, fotos,
livros, papéis com suas anotações, cuja maior parte foi corroída pela ação do
tempo e dos cupins, sendo salvo ainda muitas anotações que serão publicadas no
decorrer das nossas pesquisas de pate desse acervo em nossas mãos, vindas pelo
seu sobrinho Francisco de Assis Cardoso Lima, nosso particular amigo de longas
datas.
Algumas Citações
Sobre Maria Maués Nunes Ferreira e Outros Parentes de Carmem Cardoso Ferreira
A professora Carmem Cardoso
Ferreira amava e considerava muito os seus parentes, amigos e colegas de profissão
e era muito solidária na suas dores. Nos falecimentos escrevia bilhetes de
pesar e oferecia orações e os confortava
espiritualmente. No dia de seus aniversários ela mesma preparava as mensagens
para serem veiculadas no sistema sonoro da cidade, o antigo “Sonoros
Copacabana.
Algumas citações sobre seus parentes, amigos e colegas:
Maria Maués Nunes Ferreira era
filha do Coronel Antonio Correa Caripuna, antigo chefe político em Abaeté e
ficando viúva e com filhos, assumindo o comércio do marido em Abaeté em Abaeté,
na Rua Justo Chermont, em 1922.
Carlos Nunes Ferreira &
Carneiro. Citações de 1922: “Carlos Nunes Ferreira & Carneiro com casa de
commércio no Furo Tucumanduba”. “A firma
Ferreira & Carneiro com depósito de lenha no Rio Abaeté”.
Carlos Nunes Ferreira, citado no Furo Tucumanduba
Arthur Nunes Ferreira, comerciante e industrial, anos de
1940.
Esmerina Nunes Ferreira Bou-Habib:
Professora Esmerina
Bou-Habib
Esmerina Nunes Ferreira
Bou-Habib, tia de Carmem Cardoso Ferreira, nasceu no dia 13.03.1891 no lugar
chamado Cachoeira, município de Abaeté. É filha de José Nunes Ferreira e Maria
Maués Ferreira. Iniciou seus estudos primários em Abaeté, prosseguindo na
Escola Normal, em Belém, hoje Instituto de Educação do Pará, onde se formou
professora normalista em 1911. Deixou como lembrança um quadro com o diploma de
formatura.
Retornando para Abaeté foi
nomeada professora no Grupo Escolar de Abaeté, no ano de 1912, função que
exerceu até o ano de 1945 com amor, abnegação e dedicação, cativando a todos os
seus alunos pelo carinho a eles dedicados.
No dia 02.04.1945 foi nomeada para o
cargo de diretora do referido Grupo Escolar de Abaetetuba. Por perseguição
política foi dispensada desse cargo, voltando a ocupá-lo em 1952.
No dia 30.03.1955 foi nomeada
Diretora efetiva nesse cargo através do decreto nº 887-55 DP, pelo então
Governador do Estado General Alexandre Zacarias de Assunção. No dia 06.06.1956
foi assinado o Decreto de sua aposentadoria, no qual a mesma contava com 44
anos de bons serviços prestados às crianças e jovens de sua terra, sendo um
exemplo vivo de dedicação e doação ao setor da educação abaetetubense, fazendo
parte, também, por muitos anos do Conselho Municipal de Educação.
Em 1942 era diretora do Grupo
Escolar de Abaeté a professora Esmerina Ferreira Bou-Habib. O porteiro era
Rogério de Carvalho, pai do Raul Carvalho, que eram da família de Murilo de
Carvalho.
Os professores eram: Maria da Conceição Barros Lobo, Maria do Carmo
Araujo Santos, Maria Leão (esposa do Sr. Leão, que trabalhava na Mesa de Rendas
do Estado), Elza de Jesus Silva Paes.
No período de 1912 a 1945,
paralelamente às suas atividades no setor público da educação, manteve uma
escola particular gratuita com o nome de Externato de Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro, na qual a mesma ensinava não só a ler e escrever como também ensinava
a arte dos bordados de todos os tipos: flores, tricô, crochê, incluindo também
música de piano. Recebia várias crianças vindas do interior do município,
algumas hospedando-as em sua residência, com a finalidade de estudos. Nesse seu
externato praticamente não existiam mensalidades, pois a maioria de seus alunos
eram seus afilhados e pobres.
Diariamente, também, atendia
pessoas da cidade e do interior que a procuravam em busca de doses de remédios
homeopáticos e caseiros, para crianças e adultos doentes, as quais ela atendia
a qualquer hora do dia ou da noite, sem aceitar pagamento a dinheiro, só
dizendo: “Fico aguardando notícias suas o mais breve possível”. As que vinham
do interior a presenteavam com camarões e peixes s, frutas, galinhas,
patos, ovos e outros produtos ribeirinhos.
A família da professora Esmerina
não era tão rica e ela mesma não ostentava vaidades e riquezas terrenas e somente
procurava ajudar às muitas pessoas que a procuravam. Eram os seus compadres,
comadres e afilhados.
Quando a Igreja Matriz de Abaeté
foi concluída nos aos finais anos de 1930, o 1º véu do Sacrário da igreja foi
feita por ela, assim como o seu casamento com Jorge Antonio Bou-Habib que foi o
1º a ser realizado na nova Igreja Matriz. Eles não tiveram filhos.
Veio a falecer no dia 08.06.1978,
saindo seu corpo para sepultamento no dia 9 de junho, às 8:00 horas da Escola
Estadual de 1º Grau “Prof. Basílio de Carvalho”, onde ela foi professora e
diretora por longos anos, acompanhado pelos alunos e professores não só do
Basílio, como de todas as escolas da cidade, autoridades, o povo, onde se
incluíam inúmeras famílias de Abaetetuba, tornando-se uma manhã de profunda
emoção no município de Abaetetuba, tornando-se uma manhã de profunda emoção no
município de Abaetetuba.
Esta biografia foi feita por
autor desconhecido em 26.11.1979, provavelmente pela professora Carmem Cardoso
Ferreira.
Existe uma escola dedicada à memória da professora Esmerina,
a Escola Esmerina Bou-Habib:
Uma carta da Professora Carmem
Cardoso Ferreira, por ocasião da inauguração da Escola Professora “Esmerina
Bou-Habib”:
“Esmerina, continuas viva no
coração deste povo, a quem ofereceste a tua vida, os teus talentos, as tuas
virtudes de Mestra carinhosa e boa. Tu viverás na imortalidade da nossa
história, porque a tua vida foi um marco de doação, de abnegação e amor,
constituindo-te e conferindo-te o troféu de “Astro da Educação”, pelos teus 44
anos de Magistério. O povo dp interior e da cidade ainda guarda bem viva na
memória a lembrança de todo o bem que
lhes fizestes, socorrendo-lhe na hora da doença e da dor, quando Abaeté se
ressentia muito pela falta de médicos. Tu eras a sua médica, com tuas
homeopatias e tuas palavras de conforto,
a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com a mesma expressão de
bondade, que te era peculiar, com a mesma frase: “Meu filho” ou “Minha Filha”.
Teu enterro, mais do que uma
cerimônia fúnebre, triste, teve a gala das grandes festas. Foi a festa do Amor,
da Gratidão, da Saudade e do Reconhecimento, que tornará a tua imagem
imperecível entre nós. Vivestes na pobreza, por escolha, pois sempre soubestes
dividir o que tinhas. E não ficava nada sem dividir.
Partistes, mas continuas no
coração de teus alunos, que já adultos, sentem a saudade do tempo em que
privaram do teu convívio e do teu carinho de Mãe e Mestra e, por esse motivo, é
que hoje estás sendo homenageada com a inauguração de uma escola que recebeu o
teu nome, “Escola Professora “Esmerina Bou-Habib”, a pedido de um de teus
alunos, o dr. Mariuadir José Miranda Santos. Esta homenagem nos sensibilizou
profundamente, pois, através dela, o nome da querida tia Esmerina, ao invés de
ficar esquecida, será sempre lembrado e passará a fazer parte dos grandes nomes
que passaram por nossa cidade, na sublime e árdua missão do Magistério.
Carmem
Cardoso Ferreira.
Social Aniversário!
Atenção Abaetetuba!
Atenção Benjamim Constant, nº
1286! Aniversaria na feliz data de hoje, 20 de novembro de 1966, o inteligente
e simpático jovem, Francisco de Assis Cardoso de Lima.
Mano querido: Sou tão pequena
para te expor tudo que sinto neste dia tão feliz! Nada sei para poder te
homenagear pela passagem dos teus 15 anos. Já és rapazinho agora; em ti já
posso confiar os teus bons exemplos de amigo e irmão; de ti já posso esperar
uma palavra de carinho e conforto. É o que peço à nossa Mãezinha do Perpétuo
Socorro, que te dê sempre a serenidade das almas puras, para que possamos um
dia na Pátria Celeste, juntinho dizer-nos: É bom ser bom.
Abaixo temos alguns de seus parentes
do lado paterno e materno, com alguns patriarcas vindos de famílias judias
holandeses e outra parte vinda de sírios-libaneses:
Geração Paterna de
Carmem Cardoso Ferreira
. Adelaide Ferreira Carneiro,
filha de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, casada com João Baptista
Carneiro, este capataz do Porto de Abaeté.
• Artúnia Cardoso Ferreira, filha
de Arthur Nunes Ferreira e Antonia Felícula Cardoso, citada em 1961 como juiza
da festa de N. S. da Conceição, c/c Clodoaldo de L. Baia/Coló e tiveram filhos:
Maria de Lourdes Ferreira Baia.
• Artur Cardoso Ferreira/Artuzinho, filho de Arthur Nunes
Ferreira e Antonia Felícula Cardoso.
• Arthur Nunes Ferreira, filho de
José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, citado em 1900, era comerciante,
dono do engenho de cachaça Santo Antonio, na Costa Maratauíra em 1931, depois
repassado para Raimundo Neves e dono de outro engenho o Santa Rosa na mesma
Costa Maratauhyra, citado em 1939 como contribuinte e da comissão da 3ª noite de
leilão da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba. Casou com Mimita Floresta
Ferreira e, em 2ª núpcias com Antonia Felícula Cardoso e tiveram filhos: Maria
de Nazaré, Joana da Conceição, Artúnia, João Batista, Artuzinho e Carmem
Cardoso Ferreira. Arthur tinha um irmão, Carlos Nunes Ferreira, que c/c Dadá
Cardoso e uma irmã, Mimi Nunes Ferreira, que c/c Horácio Cardoso, portanto são
3 irmãos da fam. Nunes Ferreira casados com 3 irmãos da fam. Cardoso e com isso
seus filhos são duas vezes primos entre si. Em outras palavras: dois irmãos e
uma irmã da fam. Nunes Ferreira, casados com duas irmãs e um irmão da fam.
Cardoso, que dão origem às famílias Ferreira Cardoso e Cardoso Ferreira.
• Carlaide Cardoso Ferreira,
professora no Grupo Escolar Basílio de Carvalho, casada e com filhos, citada em
1944.
. Carlaide Ferreira, citada em
1939 como contribuinte e na comissão da 1ª noite de leilão da festa de N. S. da
Conceição em Abaetetuba.
• Carlos Nunes Ferreira, filho de
José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, citado em 1900, citado em 1953 como
auxiliar na zona do Guajarázinho na festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba,
c/c Adelaide Cardoso Ferreira e com Bodas de Ouro de casamento festejado em
24/12/1968.
• Carlos Nunes Ferreira/Carlos
Nunes, firma Ferreira e Carvalho com comércio no Furo Tucumanduba em 1922,
vereador no governo de João Francisco Ferreira (12/2/1936-31/12/1937),
comerciante anos de 1930, 1940, sócio da firma Carlos Nunes Ferreira e Carneiro, firma na localidade Tucumanduba, c/c Dadá Cardoso e tiveram filhos.
• Carmem Cardoso Ferreira, filha
de Arthur Nunes Ferreira e Antonia Felícula Cardoso, estudou na escola INSA e
formou-se professora Normalista, foi professora, diretora de escolas públicas:
Escolas Reunidas em 1963, Vicente Maués e Pedro Teixeira, secretária de
educação na gestão do Prefeito Ronald Reis Ferreira (1977-1982), católica
fervorosa e engajada como Filha de Maria e com nome de escola e rua em
Abaetetuba, citada em 1946, citada em 1961 como juiz da festa de N. S. da
Conceição em Abaetetuba.
• Clodoaldo Cardoso Ferreira,
filho de irmã de Antonia Felícula Cardoso, citado em 1944 e citado em 1961 como
representante da classe dos marítimos na festa de N. S. da Conceição em
Abaetetuba.
• Clodoaldo Ferreira é filho de Carlos Cardoso Ferreira e Alba
Matos Ferreira.
. Ernestina Ferreira Cardoso,
filha de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, casada com Horácio Maués
Cardoso e com filhos.
• Esmerina Nunes Ferreira,
nascida em 13/3/1894 e falecida em 8/6/1978, filha de José Nunes Ferreira e Maria
Maués Ferreira, foi professora nas escolas de Abaeté, dona de escola de
externato, em seu comércio atendia a população carente, principalmente
ribeirinhos, c/seus remédios caseiros, citada em 1939 como professora
contribuinte e da comissão da 2ª noite de leilão da festa de N. S. da Conceição
em Abaetetuba, citada em 1946, com nome de escola, c/c o sírio-libanês Jorge
Antonio Bou-Habib, este nascido em 13/6/1884 e falecido em 8/6/1971.
. Ernestina Nunes Ferreira/Nini, filha de José Nunes Ferreira e Maria Maués
Ferreira, citada em 1900, foi professora em Abaeté, mãe de Horácio Sisino
Cardoso e avó do professor Horácio Ferreira Cardoso.
. Eulália Nunes Ferreira, filha
de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, citada em 1900.
• Flodoaldo Nunes Ferreira, citado
em 1953 como cadete do Exército e membro da diretoria da festa de N. S. da
Conceição em Abaetetuba, major do Exército.
• Hilza Cardoso Ferreira,
professora e diretora nos anos de 1960 do Grupo Escolar Prof. Basílio de
Carvalho, citada em 1961 como juiza da festa de N. S. da Conceição em
Abaetetuba. Ilza Cardoso Ferreira, professora, que chegou e em 1961, chegou a
ser diretora do Grupo Escolar “Prof. Basílio de Carvalho”. Casou e mudou o nome
para Ilza Ferreira Borges.
• Joana da Conceição Cardoso Ferreira,
filha de Arthur Nunes Ferreira e Antonia Felícula Cardoso.
• João Batista Cardoso Ferreira, filho de Arthur Nunes
Ferreira e Antonia Felícula Cardoso.
• José Nunes Ferreira, citado em
1900, foi um dos patriarcas da familía Nunes Ferreira, vogal na Intendência: do
Coronel Hygino Maués (1906-1908 e 1908-1911), na intendência do major José
Félix de Sousa (1911-1913), citado em 1920, comerciante à Rua Justo Chermont,
c/c Maria Maués Ferreira, esta falecida em 14/1/1913 e com filhos: Raymundo
Nunes Ferreira, Adelaide Ferreira Carneiro, Carlos Nunes Ferreira, Ernestina
Ferreira Cardoso/Nini, Esmerina Nunes Ferreira, Eulália, Artur Nunes Ferreira e
outros. São avós paternos de Maria de Nazaré Cardoso Ferreira e Carmem Cardoso
Ferreira.
• Maria de Nazaré Cardoso
Ferreira, nasceu em 1935, filha de Arthur Nunes Ferreira e Antonia Felícula
Cardoso, estudou no Grupo Escolar de Abaeté e residia c/sua família em casa na
antiga Rua Benjamim Constant, atrás do antigo Cine Imperador, entrevistada em
20/4/1995, neta de Alexandre Antonio Cardoso e Benedita Maria da Conceição
Teixeira. São seus avós paternos:
. José Nunes Ferreira e Maria
Maués Ferreira.
. Maria Maués Ferreira
• Mimi Nunes Ferreira, c/c Horácio Cardoso e tiveram filhos.
• Raymundo Nunes Ferreira, filho
de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, citado em 1900 e 1920,
casado com Virgínia da Silva Ferreira.
• Sindebaldo Nunes Ferreira,
filho de Arthur Nunes Ferreira e Antonia Felícula Cardoso, piloto marítimo,
citado em 1953 como membro da diretoria da festa de N. S. da Conceição em
Abaetetuba, c/c Maria de Lourdes Dutra Pontes/Lurdinha, esta nascida em
23/9/1930, moraram no Rio Grande do Sul e tiveram os seguintes filhos:
Miguel/casado e com 3 filhos; Artur, Ângelo, Ernesto e Aluízio Pontes Ferreira.
Maria de Lourdes Dutra Pontes
(Lurdinha): nascida em 23.09.1930, que casou
com Sindebaldo Nunes Ferreira, que morou no Rio Grande do Sul, filho de
Artur Nunes Ferreira e que tiveram os seguintes filhos: Miguel, Ângelo, Ernesto
e Aluízio Pontes Ferreira. Miguel Pontes Ferreira: que é casado e teve 3 filhos, entre os
quais, Artur (5ª geração-vide fam.
Pontes).
Esmerina Nunes Ferreira
Bou-Habib, nasceu no dia 13.03.1891 no lugar chamado Cachoeira, município de
Abaeté. É tia da Professora Carmem Cardoso Ferreira e filha de José Nunes
Ferreira e Maria Maués Ferreira.
Hilza Cardoso Ferreira, foi
professora do Grupo Escolar “Prof. Basílio de Carvalho”, em Abaetetuba, onde
tornou-se diretora nos fins do ano de 1961.
Jorge
Antonio Bou-Habib, que era o esposo da professora Esmerina Bou-Habib e com as
informações:
Citação de 1922.
“Jorge Antonio com casa de commércio à Rua
Justo Chermont, em Abaeté”.
Casa Nossa Senhora de Nazaré, de Jorge Antonio.
Os Outros Nunes
Ferreira
. Oraci Nunes Ferreira, citado na
localidade Rio Maracapucu em 1961 como contribuinte da festa de N. S. da
Conceição em Abaetetuba.
Geração Materna de
Carmem Cardoso Ferreira
Adelaide Ferreira Carneiro, filha de Maria Maués
Ferreira e José Nunes Ferreira, casada com João Baptista Ferreira, este antigo
capataz do porto de Abaeté.
• Alexandre Antonio Cardoso,
morador à Praça da República, vogal na Intendência: do Tenente-Coronel Torquato
Pereira de Barros em 1900-1902, da intendência do Dr. João Evangelista Correa
de Miranda em 1902-1906, na Intendência do Coronel Hygino Maués em 1906-1908,
comerciante citado em 1922, Major-fiscal do Estado-maior do 214º Batalhão de
infantaria da Guarda Nacional em 12/4/1906, c/c Benedita Maria da Conceição
Teixeira e tiveram filhos: Esmeralda Cardoso, Antonia Felícula Cardoso. Antonia
Felícula tinha outros irmãos: Dadá e Horácio Cardoso.
• Antonia Felícula Cardoso, filha
de Antonio Alexandre Cardoso e Benedita Maria da Conceição Teixeira, c/c Arthur
Nunes Ferreira, este possuía duas irmãs e esses três irmãos casaram com outros
3 irmãos da fam. Cardoso, portanto duas vezes primos entre si. Filhos de
Antonia Felícula com Arthur Nunes Ferreira: Maria de Nazaré, Joana da
Conceição, Artúnia, João Batista, Carmem Cardoso Ferreira. Antonia Felícula,
faleceu com 99 anos, no dia de Santo Antonio. Inicialmente a família de Antonia
Felícula residiu num chalé atrás do prédio da Escola Basílio de Carvalho, casa
onde antes morou Zezé Paes. Irmãos de Arthur, casadas com Cardoso: Carlos Nunes
Ferreira, que c/c Dadá Cardoso e tiveram filhos e Mimi Nunes Ferreira, que c/c
Horácio Cardoso e tiveram filhos.
• Antonio Alexandre Cardoso,
irmão do Velho Cardoso, com origem no Maracapucu, c/c Benedita Maria da
Conceição Teixeira e tiveram filhos.
• Antonio Amanajás Cardoso, irmão
do Velho Cardoso, com origem no Rio Maracapucu. Vide avós maternos de Maria de
Nazaré Cardoso Ferreira e Carmem Cardoso Ferreira: Benedita Maria da Conceição
Teixeira e Antonio Alexandre Cardoso. Antonio Amanajás Cardoso, irmão de
Tibúrcio Teixeira e Alexandre Antonio Cardoso.
• Antonio Cardoso Amanajás,
coronel, com origem na antiga Freguesia de Santa Anna de Igarapé-Miry (que foi
o introdutor do clã dos Amanajás), foi membro da 1ª Câmara da Villa de
Igarapé-Miry (1845-1849, c/c Victória Maria da Silva Brabo Amanajás, filha de
um senhor de engenho e escravos em Abaeté de nome Antonio José da Silva Brabo,
e tiveram filhos: Hygino Antonio Cardoso Amanajás e outros.
.Arthur Nunes Ferreira,
antigo comerciante e industrial em Abaeté, filho de Maria Maués Ferreira e José
Nunes Ferreira, casado com Mimita Floresta Ferreira.
. Artúnia Cardoso, faleceu a
6/1/2012, é irmão de João Batista Cardoso/João Pata Gorda, ambos padrinhos do
Dr. Assis, dentista em Abaetetuba.
.Carlos Nunes Ferreira,
antigo comerciante e industrial em Abaeté, filho de Maria Maués Ferreira e José
Nunes Ferreira, casado com Adelaide Cardoso Ferreira
• Adelaide Cardoso Ferreira/Dadá
Cardoso, c/c Carlos Nunes Ferreira, que, por sua vez, é irmão de: Arthur e Mimi
Nunes Ferreira, que por sua vez casaram com membros da fam. Cardoso.
. Alexandre Cardoso/Francisquinho, com irmãos: Diquinho, Corumbá, Virgulina,
primos de Horácio Sizino Cardoso.
.Ernestina Ferreira
Cardoso, antiga professora municipal em Abaeté, filha de Maria Maués Ferreira e
José Nunes Ferreira, casada com Horácio Maués Cardoso.
. Esmeralda Cardoso, professora,
nasceu em 19/6/1904 em Maracapucu/Abaeté/Pa e faleceu em 5/5/1968, aos 63 anos
de idade, em Belém do Pará. Com a idade de cinco anos veio de Maracapucu para
Abaeté e depois seguiu para Belém em companhia da família de Hygino Antonio
Cardoso Amanajás, que chegou a ser editor de jornal em Abaeté e deputado pelo
estado do Pará. Junto com Esmeralda seguiram para Belém suas tias Maria Pinho e
Quitéria. Esmeralda Cardoso dá nome a uma escola muncipal em Abaeté, a Escola
“Professora Esmeralda Cardoso”, mandada construir no governo do prefeito
Municipal Ronald Reis Ferreira, em 1980, nas comemorações dos 85 anos de
Abaetetuba à categoria de cidade. Ela foi sem dúvida um exemplo de dedicação e
amor sem limites à sua família e à educação. A ligação com a fam. Amanajás
deve-se ao fato de Esmeralda Cardoso ter sido adotada pela família de Hygino
Amanajás.
• Esmerina Nunes Ferreira, filha
de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, antiga professora de Abaeté, era
solteira em 1935 quando do falecimento de sua mãe, c/c o imigrante
sírio-libanês Jorge Antonio Bou-Habib, citados nos anos de 1940/1950.
. Ernestina Ferreira Cardoso, citada em 1961 como auxiliar na festa de N. S. da
Conceição em Abaetetuba.
• Hilza Cardoso Ferreira.
Professora do Grupo Escolar “Prof. Basílio de Carvalho”, em Abaetetuba, onde
tornou-se diretora nos fins do ano de 1961.
. Horácio Cardoso, citado em 1939
representante da comissão da Indústria e Agrícola na 3ª noite da festa de N. S.
da Conceição em Abaetetuba e em 1953 como arecadador e contribuinte da mesma
festa.
• Horácio Maués Cardoso, citado
em 1939 como auxiliar da festa de N. S. da Conceição na zona do Furo Grande,
Tucumanduba, Bacuri, Biribatuba e Costa Maratauíra, citado em 1953 como o maior
arrecadador da festa de 1952 e em 1953 como auxiliar da diretoria da
festa de N. S. da Conceição na arrecadação de fundos nas localidades rios Furo
grande do Tucumanduba, Bacuri, Birituba, Pai Pedro e Costa Maratauíra, c/c
Ernestina Ferreira Cardoso/Mimi Nunes Ferreira e tiveram filhos.
• Horácio Ferreira Cardoso,
professor em Abaetetuba, foi vice-diretor na Escola Estadual Irmã Stella Maria,
atualmente (2013) ocupando o cargo de diretor da 3ª Unidade Regional de
Educação-3ª URE, é casado com Ana Cristina e com filhos.
. Horácio Sizino Cardoso,
nascido em 1933, que nos anos de 1970 e 1980 trabalhava como comerciante de
peixes em Abaeté com a casa comercial "Já te Dei", casado e com
filhos: Horácio Ferreira Cardoso e outros.
• Hilza Cardoso Ferreira, antiga
professora e diretora (nos anos de 1960) do Grupo Escolar “Prof. Basílio de
Carvalho”.
. João Batista Cardoso/João Pata
Gorda, é aposentado da Receita Estadual-SEFA.
• José Nunes Ferreira, antigo
comerciante em Abaeté, c/c Maria Maués Ferreira e com filhos: Raymundo Nunes
Ferreira (este casado com Virgínia Silva Ferreira), senhorinha Esmerina
Nunes Ferreira, Arthur Nunes Ferreira (casado com Mimita Floresta Ferreira),
Adelaide Ferreira Carneiro (casada com João Baptista Ferreira), Carlos Nunes
Ferreira (casado com Adelaide Cardoso Ferreira), Ernestina Ferreira Cardoso
(professora municipal, casada com o comerciante Horácio Maués Cardoso) e
outros.
• Laurindo Cardoso, proveniente
de Pernambuco e era, provavelmente, descendente de judeus convertidos que se
espalharam de Pernambuco pelo Brasil, era comerciante, dono de terras,
plantador de cana-de-açucar em Abaeté, c/c Joanna, esta descendente de judeus
holandeses (Laurindo e Joanna eram bisavós de Maria Anna Cardoso Amanajás,
chegados ao Pará no final do século 19).
• Lauro Maués Cardoso, c/c Maria
de Lourdes de Araújo e tiveram duas filhas: Terezinha e Celeste Araujo Cardoso.
• Maria Anna Cardoso Amanajás,
falecida em Belém em 12/2010, com origem em Abaetetuba e com filhos: Cláudio,
Denise e Monalisa e com netos.
.Maria Maués Ferreira,
nascida em 1867, falecida em 1935, filha do capitalista e industrial Cel. João
Olympio Roberto Maués, casada com José Nunes Ferreira (falecido anteriormente),
este antigo comerciante em Abaeté e Maria Maués Ferreira ainda era neta materna
do Cel. Antonio Correa Caripuna, este antigo chefe político de Abaeté.
.Raymundo Nunes Ferreira,
filho de José Nunes Ferreira e Maria Maués Ferreira, casado com Virgínia Silva
Ferreira.
• Tibúrcio Teixeira, irmão de Velho
Cardoso, com origem no Maracapucu. Vide avós maternos de Maria de Nazaré
Cardoso e Carmem Cardoso Ferreira.
Pela Genealogia de Carmem Cardoso
Ferreira logo se percebe que ela veio de uma família onde grande parte dos
homens eram comerciantes, industriais e muitas mulheres da família optaram pela
atividade educacional, que é o caso da própria Carmem Cardoso Ferreira, que deu
sua vida em favor da educação em sua terra.
Professora e Diretora
Carmem Cardoso Ferreira
A professora Carmem Cardoso
Ferreira esteve envolvida na história das antigas Escolas Reunidas, do Grupo
Escolar Dr. Vicente Maués, Grupo Basílio de Carvalho e Escola Pedro Teixeira,
além de ter sido Secretária de Educação na gestão do prefeito Ronald Reis
Ferreira, conforme citações:
A professora Carmem Cardoso
Ferreira foi nomeada no dia 7 de março de 1952, no governo do General Alexandre
Zacarias de Assunção, para exercer o cargo como professora no Grupo Escolar
“Prof. Basílio de Carvalho”, aí permanecendo até março de 1960, quando assumiu
uma turma nas Escolas Reunidas “Dr. Vicente Maués.
Em 1959 as Escolas Reunidas
funcionaram na Rua Siqueira Mendes, em 1960 na casa de Dona Ambrosina Costa
Moraes, à Rua Pedro Rodrigues, em 1962 na Rua Padre Pimentel, em uma casa de
propriedade de Juveniana Farias Pinheiro. Em 1962, assume a direção da escola a
professora Carmem Cardoso Ferreira, agora com 304 alunos, com turmas até o 3º
ano primário. Em 1963, forma-se a 1ª turma do Curso Primário da escola. Em 1964
as Escolas Reunidas funcionou na casa de
Dona Carmem Parente de Carvalho, sito à Rua Getúlio Vargas.
Pode-se dizer que a chamada
“Escolas Reunidas” era uma escola itinerante, dado a quantidade de casas onde
funcionou, sem ter o seu prédio próprio, situação que continuou com o Grupo
Escolar “Dr. Vicente Maués, conforme citações:
A professora Carmem Cardoso
Ferreira foi professora e diretora do Grupo Escolar “Dr. Vicente Maués”, citada
em 20 de julho de 1966.
Então deduz-se que a professora
Carmem Cardoso Ferreira já era diretora do nascente Grupo Escolar Dr. Vicente
Maués, que surgiu para substituir a chamada Escolas Reunidas, nascida sem
prédio próprio, tendo como diretora a Professora Carmem Cardoso Ferreira,
conforme citação abaixo:
Em 28.08.1968, foi inaugurado o
prédio do Grupo Escolar “Dr. Vicente Maués”, que se originou das chamadas
Escolas Isoladas, que vem desde 1936 e, posteriormente, Escolas Reunidas, que
marcou a figura respeitável da Professora Maria Zaíde Cardoso que, com seu
espírito benevolente, abnegado e colaborador, deu formação necessária, lançando
os primeiros índices de uma cultura digna de louvor, em nossa terra.
Desempenhou muito bem a sua árdua e sublime missão de mestra, deixando cidadãos
gabaritados, exercendo altos postos sociais, em diversas partes. É um exemplo
de trabalho e abnegação. Cumpriu perfeitamente sua tarefa de instruir, educar e
preparar crianças para a vida prática. Magistério exercido por vocação, pois
todo o seu ministério foi baseado no amor, na abnegação, no desinteresse, na
virtude em sua humilde banca de professora.
Professora Carmem Cardoso
Ferreira, diretora do Grupo Escolar “Dr. Vicente Maués”, em 15.10.1968.
A professora Carmem Cardoso
Ferreira é citada como diretora da Escola Estadual de 1º Grau Pedro Teixeira:
Escola Estadual de 1º Grau “Pedro
Teixeira”, que tinha como diretora em 1975 a Professora Carmem Cardoso Ferreira.
Essa escola atualmente se chama Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio
“Pedro Teixeira”, mas nasceu como Escola Estadual de 1º Grau.
Ela procurava levar às escolas em
que atuava o seu idealismo de mestra absorvida de seu ideário católico,
conforme alguns de seus escritos:
Ao tempo da Professora Donita como diretora da 3ª Unidade de
Educação/3ª URE, numa festa de fim de ano, entre outras coisas, diz:
Como mestras e estudantes, ...em
que ponto estão nossas responsabilidades perante Deus e a sociedade? Reflexão
espiritual necessário para a continuação de tão nobre e difícil missão. Em
nossas mãos estão confiados pessoas que temos que modelar, aprimorar, para
enfrentar a vida terrena, a vida eterna. Foi Deus, em sua infinita
misericórdia, que nos escolheu como mestres, missão em que ele é o modelo.
Nobre missão, de grande responsabilidade,
que a Deus temos que prestar contas. Educar crianças é arte muito
difícil, porém, o mais difícil ainda é o exame de nós mesmos, porque sempre
encontramos desculpas para as nossas falhas e fraquezas e aí é que se impõe a
força de vontade, para a formação do caráter de outras pessoas, onde o mestre
pode influenciar muito. Porisso, devemos nos aprofundar em nossa formação
espiritual e nos conhecimentos das disciplinas, para a formação integral do
nosso caráter e de nossos alunos. Devemos expulsar de nós tudo aquilo que nos
impede de alcançar nossos objetivos de mestres. Também como mestras, somos
espelhos onde se miram nossos alunos. Só na religião é que encontramos a força
regeneradora de nossas consciências. Ao aluno também deve seguir os
ensinamentos de seu mestre, quanto à formação de seu caráter.
Alguns professores do
Grupo Escolar “Dr. Vicente Maués”, tendo a professora Carmem como Diretora
Ana Maués da Costa, citada em junho de 1966.
Maria da Conceição Góes Pinheiro, citada em junho de 1966.
Como diretora ela se preocupava
com as datas cívicas e outras datas comemorativas, como o dia do professor. Ela
dizia que a profissão de professor era a mais digna das profissões.
Festa dos professores
quando Carmem era Diretora
Como diretora de várias escolas
em Abaetetuba ela mantinha o estilo régido na questão disciplinar, mas isso não
impedia que nutrisse por seus alunos e mestres uma devotada amizade e carinho,
conforme cartas e documentos por ela deixados em seu grande acervo de cartas
que chegaram em nossas mãos através de seu sobrinho Francisco de Assis Cardoso
Lima:
Queridos Professores,
Hoje a humanidade lembra o teu
nome e dedica-te este belo dia de 15 de outubro. E hoje também vimos mui
respeitosamente curvar-nos ante a tua capacidade para dizer-te que a mais digna
profissão do Universo é a tua, Caros Mestres!
Por isso estamos aqui reunidos
alunos e mestres para comemorarmos este belo dia e oferecendo-lhe esta humilde
festinha.
Carmem Cardoso
Ferreira e Os Seus Famosos Bilhetinhos e Cartas
Ela, ao longo de sua vida,
construiu um largo círculo de amizades na vida escolar, religiosa e particular,
além do carinho que nutria por seus parentes. Como pessoa ela era muito solidária
na dor e alegrias de seus parentes, amigos, amigas e colegas de profissão, para
quem sempre tinha uma palavra de conforto nas dificuldades e doenças e nas
datas festivas. Um dos meios que empregava para manter suas amizades e carinhos
pelas pessoas de seu meio eram as cartas e bilhetinhos. Ela escrevia muitos
bilhetes de pesar, pêsames e oferecia orações e confortava seus amigos
espiritualmente. Ela se preocupava com os aniversários, com as datas cívicas,
aniversários e outras datas comemorativas, como o dia do professor e dizia que
a profissão de professor era a mais digna das profissões e com ela na direção
das escolas sempre aconteciam as festinhas no dia do professor, onde ela
convidava também os alunos da escola para participarem da festa. Também amava e
considerava muito os seus parentes e, no dia de seus aniversários, ela mesma,
preparava as mensagens a serem lidas no sistema sonoro da cidade e oferecendo
além dos votos de felicitações, as músicas apreciadas por seus amigos e
parentes.
Assim como escrevia, também recebia muitas cartas e bilhetes.
Uma determinada ocasião, quando
sua irmã Maria esteve adoentada recebeu muitas cartas de solidariedade e
orações em favor de sua irmã, e entre essas uma de sua amiga Maria de Nazaré
Oliveira, que além dos pleitos de pronta recuperação, também continha algumas
orações como objeto de promessas:
“Minha boa amiga Diretora Carmem, espero que
ao receber esta, a senhora já esteja completa de saúde e felicidade, ao lado de
sua santa mãe e a todos dessa casa. Diretora Carmem, como é grande a nossa
satisfação e a nossa alegria em saber que a nossa querida Maria está bem,
graças à Deus, quanto aos nossos pedidos, oferecemos à Deus, em homenagem a
ela, agradecendo à Virgem Mãe estas orações extraídas dos nossos pensamentos ao
Tribunal Celeste”.
Aí se seguiam orações ao Glorioso
São Francisco das Chagas e ao Divino Espírito Santo, pedindo, nas orações as
graças necessárias à ocasião:
“Oh! Glorioso São Francisco das
Chagas, modelo perfeito de Jesus Crucificado, que vosso abrasado amor para com
Deus e pela vossa profundíssima humildade, tendes grande poder sobre o coração
de Jesus. Ouvi a nossa súplica, socorrei-nos nas nossas necessidades e alcançai-nos
as graças que precisamos. E nós aos vossos pés, vencendo as vossas chagas,
prometemos seguir os vossos luminosos exemplos, observando com felicidade o
Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, ser fiéis à Santa Igreja para que
convosco possamos um dia comtemplar à Deus na Eternidade.
Oração do Divino Espírito Santo
Divino Espírito Santo, vós que me
esclarece tudo e que me ilumina todos os meus caminhos para que eu continue
sempre encontrando o meu ideal.
Vós que me daí o dom de pedir a
vossa misericórdia e esquecer o mal que me fazem e que em todos os instantes de
nossa vida estará convosco. Eu peço neste curto diálogo agradecendo-lhe por
tudo o que oferecemos com confiança da graça que recebemos de vós. Mais uma vez
agradeço a nossa deveção que vós nos destes de São Francisco e da Virgem da
Conceição. Perdoai-nos Senhor, fazei Senhor que ninguém possa nos separar por
meio de tentações maléficas e pelo contrário, quero fazer tudo em favor da
humanidade para que possa merecer a Glória Perpétua na nossa campanha por Nosso
Senhor Jesus Cristo, na Unidade do Espírito Santo. Assina: Maria de Nazaré
Oliveira.
Carmem Cardoso
Ferreira e a Igreja Católica.
Quando era estudante da Escola
INSA, Carmem Cardoso Ferreira, militava na Juventude Estudantil Católica-JEC,
entidade da qual foi presidente e onde muitas ações foram desenvolvidas por
ela, suas colegas e professoras em favor da moralização da vida pública, com
ações de queimas de livros e revistas de cunho pornográficos, que no entender
das militantes do grupo, eram prejudiciais na formação da juventude. Por esse
grupo juvenil católico, participou de muitos encontros de formação em
Abaetetuba e Belém, junto com suas colegas, sempre com o apoio das Irmãs Capuchinhas.
Esse grupo tinha um diretor espiritual, um frei capuchinho, que vinha de Belém
para orientar a JEC de Abaetetuba. A JEC era a secção juvenil da Ação Católica,
movimento de nível mundial.
Portanto, desde muito jovem,
Carmem Cardoso Ferreira era muito religiosa, militante desde muito jovem dos
movimentos de igreja e tinha profunda fé em Deus e nos Santos, especialmente
Nossa Senhora.
Devido suas inúmeras amizades e
por força de sua condição de católica fervorosa e de professora e diretora de
escola, recebia e enviava muitas cartas a seus amigos e colegas.
Carmem Cardoso
Ferreira e a Escola INSA- Instituto Nossa Senhora dos Anjos
Como Estudante na
Escola INSA

A então menina Carmem Cardoso
Ferreira amava profundamente sua escola, o Instituto Nossa Senhora dos
Anjos-INSA e as irmãs capuchinhas, especialmente as diretoras dessa escola, com
as quais mantinha profundos laços de amizade e onde era muito ativa na
participação dos movimentos católicos juvenis, na catequese do meio estudantil
e no grêmio estudantil quando chegou a ser presidente.
Quando foi eleita uma nova
diretoria para o grêmio estudantil do qual era presidente, escreveu um curto
discurso de transmissão de cargo:
Minhas caras colegas,
Eis chegado o momento em que uma
nova diretoria tomará posse para reger o nosso Grêmio. E eu, na qualidade de
presidente, venho transmitir o meu cargo e dos demais membros para essa nova
Diretoria. Quero agradecer a colaboração amiga de todas as colegas, rogando a
Nosso Senhor que abençoe o nosso Grêmio e à sua nova Diretoria, continuadora
dos nossos empreendimentos.
Professorandas de
1960 no INSA
Foi uma das primeiras turma de professorandas da Escola
Normal Nossa Senhora dos Anjos.
Capa do Covinte: os dizeres:
Professorandas de 1960, a logomarca da Escola e Instituto Nossa Senhora dos
Anjos, Abaetetuba – Pará.
Dia da Colação de grau e entrega de Diplomas de Catequistas:
15 de dezembro de 1960.
Programa:
Ás 7:00 horas, Santa Missa em
Ação de Graças, com Bênção dos Anéis e o Auto: “A Missão que começa”.
Ás 12;30 horas, Almoço de Confraternização.
Ás 20 horas, Sessão Solene de Colação de grau, no auditório
do Instituto.
Patrona da Turma: Santa Ângela de Mérici.
Paraninfo: Dr. José Maria de Souza.
Oradora: Maria Ellen Lobato.
Homenagens Oficiais: Santo
Padre-Papa João XXIII, Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira-Presidente da República,
General Luís Geolás de Moura Carvalho-Governador do Estado, D. Alberto
Gaudêncio Ramos-Arcebispo Metropolitano, Sr. João Luís dos Reis-Prefeito e Pe.
Francisco Chagas da Costa-Vigário de Abaetetuba.
Homenageada de Honra: Madre Ângela Maria de Mulungu.
Homenagens Especiais: Padre Frei
José Maria de Manaus, Madre Josefa Maria de Aquiraz, Madre Hermenegilda Maria
de C. do Sul, Madre Carmosina Maria de Maranguape, Veneranda Irmã Eulália Maria
de São Felipe, Prof. Dr. Francisco Leite Lopes e Sr. Joaquim Mendes Contente.
Homenagem Póstuma: Sr. Pedro Pinheiro Paes.
Professorandas e Catequistas: Benedita Negrão Figueiredo
Carmem Cardoso Ferreira
Raimunda Teixeira Costa
Inês Barros da Silva
Raimunda Teodora da Costa
Maria Ellen Lobato
Gessy Margalho Lobato
Maria Lindanor Borges Bittencourt
Clarita Negrão Pinheiro
Coaracy Souza Rodrigues
Izete Parente da Costa
Terezinha de Maria Paes Loureiro
Guiomar da Silva Araujo
Maria Eunice Maués Carvalho
Benedita da Costa Rodrigues.
Alguns Dados da Escola:
Surgiu como Educandário Nossa
Senhora dos Anjos em1953, e,
posteriormente, com o Curso Ginasial e o Curso Normal, este em 28/2/1958.

Acima, foto do Frei Capuchinho, José Maria de Manaus,
que se empenhou para a vinda das Irmãs Terceiras Capuchinhas,
viessem montar uma escola dessa ordem religiosa em Abaetetuba.

Acima, foto do Frei Capuchinho, José Maria de Manaus,
que se empenhou para a vinda das Irmãs Terceiras Capuchinhas,
viessem montar uma escola dessa ordem religiosa em Abaetetuba.
Foi através do padre capuchinho,
Frei José Maria de Manaus, que o atual Instituto Nossa Senhora dos Anjos foi
instalado em Abaetetuba. Algumas senhoras católicas, como Dona Aureliana
(Aureliana da Silva Miranda), Dona Celina Guerreiro Contente, Professora Zaíde
Cardoso e outras, foram até o frei José Maria de Manaus para que intermediasse
a vinda das irmãs capuchinhas para Abaetetuba, pois os padres franciscanos já
atuavam em Abaetetuba desde o ano de 1936. Esse frei, em 2/8/1952, convocou uma
reunião com as lideranças da igreja, das comunidades e autoridades e o Prefeito
Joaquim Mendes Contente, a fim de tratar do assunto da vinda das irmãs para
Abaetetuba. Nessa reunião foram feitos todos os acertos com essa finalidade. O
Frei José Maria de Manaus se empenhou junto à Superiora Geral das Irmãs
Capuchinhas para a vinda dessas irmãs para Abaeté. Em 1953 foi declarada aberta
uma “Casa Colégio” para as então chamadas Irmãs Terceiras Capuchinhas do
Brasil, para um trabalho educativo na cidade. Essas irmãs pertenciam a “Ordem
das Filhas de São Francisco de Assis”. No dia 6 de março de 1953 chegaram, em Belém,
as Irmãs Missionárias Capuchinhas:
Otávia Maria
Antonia Maria
Yeda Maria
Stella Maria
e Nazaré Maria, que foram as
primeiras a chegar para trabalhar na
nova escola a ser fundada. Em Belém, no Porto do Sal, embarcaram à bordo do
motor “Clodóvio”, de Chiquinho Ferreira, para fundar a escola em Abaetetuba.
Na manhã do dia 7 de março, já em
Abaetetuba, depois de assistirem à missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, tomaram o café da manhã na Casa
Paroquial junto com o Arcebispo de Belém, D. Mário de Miranda Villas-Boas e da
madre Josefa Maria de Aguiraz, que era a Superiora Geral da Congregação das
Irmãs Missionárias Capuchinhas. Estiveram presentes nesse café os padres,
estudantes do Seminário Arquidiocesano. Após o café essa comitiva seguiu até o
local onde seria instalada e nova escola e às 10,00 horas da manhã do dia 7 de
março de 1953, participaram da fundação do Educandário Nossa Senhora dos Anjos,
que foi o 1º nome da nova escola e que funcionaria a nível ginasial.
Em 1954 a entidade passou a se
chamar Ginásio Nossa Senhora dos Anjos e em 1961, passou a se chamar Escola
Normal Nossa Senhora dos Anjos. Foi no Governo de Magalhães Barata (governo de
1956 a 1959) que o Secretário de Educação Dr. Cunha Coimbra concedeu a licença
para o funcionamento do Curso Normal Pedagógico.
INSA

INSA

Acima temos o antigo prédio que seria um hospital,
da Confraria dos Vicentinos, em Abaetetuba, e que,
por conta de seu abandono por parte de seus construtores,
acabou sendo doado pelo então prefeito Joaquim Mendes Contente,
para servir como escola para as então Irmãs Terceiras Capuchinhas.
Mas a entrega oficial do prédio
do que seria um antigo hospital, de propriedade da Sociedade São Vicente de
Paula, de Abaetetuba, para funcionar o educandário das irmãs capuchinhas deu-se
somente no dia 17 de junho de 1958, quando a escola já se chamava Ginásio Nossa
senhora dos Anjos, com a realização de um ato solene e com a participação da
Madre Superiora e autoridades da cidade, entre outras, Joaquim Mendes contente
e Dionísio Edmilson Lobato, que foram grandes colaboradores na fundação da
escola.
Hoje o chamado Instituto Nossa
Senhora dos Anjos-INSA, é dirigido pela irmã Eurica Sena Rodrigues, filha de
Abaetetuba, e é um dos melhores estabelecimentos de ensino do Pará.
Alguns Registros:
“A escola deveria ser criada para
resolver os problemas de formação moral e cultural da juventude feminina e para
preparação de professoras normalistas
que deveriam ser eficientes no preparo religioso nas terras de
Abaetetuba”. Essa era uma das
expectativas dos padres capuchinhos com a vinda das irmãs e essa expectativa
foi atendida plenamente com as primeiras turmas formadas pela escola.
O local onde se iniciou a escola
INSA foi num casarão existente na atual Avenida Pedro Rodrigues, onde hoje se
localiza o prédio da “Farmácia Big-Bem”, em Abaetetuba. Nesse antigo casarão,
posteriormente, morou a família de Jucá Costa e, mais tarde, onde funcionou a
Agência de Venda de Passagens dos ônibus da antiga Empresa de Transportes
Rodomar.
O Prédio:
Existia um prédio abandonado na
antiga Praça da Bandeira, que seria o “Hospital dos Vicentinos”, pois já
existia a Ordem Vicentina na cidade. Esse prédio foi reformado e adaptado para
constituir o então “Ginásio Nossa Senhora dos Anjos”, o que seria a 1ª escola
de nível ginasial a ser instalado na cidade. Para a reforma desse prédio,
muitas pessoas ajudaram, em trabalho de mutirão a construir essa escola.

Inicialmente a Escola INSA atendia apenas o setor feminino,
ficando o setor masculino sem escola para dar continuidade
aos seus estudos, após a conclusão dos estudos primários
em Abaetetuba.

Inicialmente a Escola INSA atendia apenas o setor feminino,
ficando o setor masculino sem escola para dar continuidade
aos seus estudos, após a conclusão dos estudos primários
em Abaetetuba.
O INSA-Instituto Nossa Senhora
dos Anjo se localiza à Rua Barão do Rio Branco, nº 1376, na cidade de
Abaetetuba.
Além da Escola, as irmãs capuchinhas
e suas primeiras alunas foram muito atuantes no âmbito paroquial, ajudando a
criar a ordem Terceira de São Francisco, as Filhas de Maria, formando as jovens
para dedicar-se à vida consagrada, formando catequistas, grupos de jovens,
catequese na cidade e no interior do município, enfim, as irmãs e suas alunas,
eram dedicadas colaboradoras dos frades no apoio ao serviço pastoral, catequese
e formação espiritual e nos serviços e funções da Igreja, e através dos antigos
movimentos da Ação Católica e das Filhas de Maria, da qual a professora Carmem
fazia parte ativa.
Inesperadamente os padres
capuchinhos foram embora de Abaetetuba a partir do ano de 1957 e em 1960
entregaram à paróquia de Abaeté para o Arcebispo de Belém, D. Mário de Miranda
Vilas-Boas. Mas as irmãs capuchinhas permaneceram em Abaetetuba, até os dias de
hoje.
Foi a Escola INSA um dos grandes
amores da aluna e depois professora Carmem Cardoso Ferreira, incluindo as
amizades muito profundas com as antigas diretoras e irmãs desse então Educandário.
No encerramento de um
Ano Letivo no INSA em 1972
Queridas Irmãs Capuchinhas
Prezadas mestras
Caros Colegas.
Neste momento quando aqui nos
encontramos reunidos para comemorarmos intimamente o encerramento de mais um
ano letivo, vejo grandioso esse dia.
E como deixar de ser belo vendo-se mais um ano vencido de
muitas lutas e sacrifícios.
Portanto, prezados alunos que
estudaram com prazer e mereceram aprovação, ide gozar felizes vossas férias e
continuar vossos estudos.
Agradeço as prezadas mestras por
tudo o que fizeram por nós. E como recompensa do desempenho dessa espinhosa,
porém sublime missão, que diante de Deus é digna de louvor e glória, peço ao
Pai do Céu que guarde uma coroa para cada uma na eternidade como recompensa
sincera da Justiça Divina.
Aproveitando a oportunidade,
tenho a alegria de expressar os sinceros votos de um risonho e Santo Natal a
todos aqui presentes. Que ele seja o penhor de um 1972 repleto de alegrias.
Como a Escola INSA era uma escola
católica, dirigida pelas Irmãs Capuchinhas, essa escola seguia os preceitos e
ações católicos em suas atividades. O antigo movimento da Ação Católica foi uma
das maneiras que a escola possuía para manter e fazer Catequese no meio
escolar, não só da Escola INSA, como no meio juvenil e católico da cidade e até
pelo interior do município de Abaetetuba. Na Escola INSA foi criada o movimento
JEC-Movimento Escolar Católico, que se encarregava da Catequese no seu meio
escolar, com a sigla JECF, onde o F se referia à Ordem dos Franciscanos. Como
Carmem Cardoso Ferreira organizava suas ações através de anotações, cartas e
bilhetinhos, encontramos uma grande quantidade de anotações, cartas e bilhetes
em seu acervo particular em que uma grande quantidade desses se referia à Ação
Católica, JEC. Vejamos alguns desses escritos:
Turmas
A falecida professora Carmem
Cardoso Ferreira, foi incansável aluna, ocupando funções no Grêmio Estudantil,
na Juventude Estudantil Catálica, NAS Ação Católica, junto com suas 14 demais
colegas da 1ª turma de ginasianas e, posteriormente, normalistas, no tempo da
Diretora: Madre Ângela Maria de Mulungu, que veio de Carolina/Ma para
participar da colação de grau da 1ª turma de normalistas do INSA pelos esforços
da então aluna Carmem Cardoso Ferreira.
Demais Irmãs Capuchinhas a Trabalhar no Instituto Nossa
Senhora dos Anjos:
Irmã Carmosina.
Irmã Stella Maria, citada como diretora do INSA em 1972.
Irmã Eufrásia, irmã que veio para
Abaetetuba e aqui ficou até o fim de sua vida. Se tornou um patrimônio do povo
católico de Abaetetuba, pelo amor aos irmãos, pelas suas atividades, pelo seu
carinho e doçura como tratava a todos, com mansidão. Trabalhava muito na
promoção e ajuda aos pobres do lugar, numa assistência contínua. Falece em
idade avançada.
Irmã Danieli.
Irmã Eurica Sena Rodrigues, citada como diretora do INSA em 5/12/2008
e até os dias atuais.
Quando foi escolhida
presidente da Ação Católica-JEC na Escola INSA
Reverendíssimo Frei Alfredo, nosso Assistente Eclesiático.
Prezadas companheiras da JEC.
Neste momento quero agradecer a
escolha de meu nome para Presidente, escolha essa que aliás não foi acertada,
pois, dentre as minhas prezadas colegas, qualquer uma poderia exercer esta
função e afirmo que a faria melhor que eu.
Porém, como tendes o direito de
decidir livremente e, quisestes que recaísse sobre mim a responsabilidade de
vos orientar de algum modo, aceito, somente, para fazer a vontade de Deus.
Desejo trabalhar com todo o ardor
de minha juventude, esperando contar com a colaboração de todas as nossas
jecistas para maior progresso de nossa “Ação Católica”.
Congratulo-me com as demais
colegas recém-eleitas e convido a todas a trabalharmos unidas para a maior
Glória de Deus.
Outros escritos sobre
a Ação Católica-JEC
A Ação Católica é o apostolado leigo sobre a presidência e
hierarquia da Igreja.
Métodos da Ação Católica:
Conquistar o meio pelo meio, mediante a formação de uma
elite daquele mesmo meio.
Lema Geral: Restaurar tudo em nome de Cristo.
Campanha lançada: “Entronização
de quadros com a efígie do Coração de Jesus nos lares de Abaetetuba.
A Ação Católica foi fundada pelo
Papa Pio XI em um momento em que o Secularismo adentrava os lares, escolas,
Igreja e sociedade e era preciso criar um movimento de purificação nos meios
estudantis, sociais e na Igreja.
A partir do Movimento da Ação
Católica foi criado o grupo JEC-Juventude Escolar Católica, que possuia como
método de formação espiritual o Círculo de Estudo.
Círculo de Estudo:
A Frase Evangélica da Ação
Católica: Depois que Jesus ressuscitou, um dia, os apóstolos estavam pescando e
nada pegaram. Então os apóstolos já desanimados recorreram ao mestre. Este
manda que lançassem a rede e logo esta se encheu de peixes.
Então Jesus chegou à beira da
praia, fez o fogo, e começou a assar o peixe para ele e para os apóstolos. A
seguir Jesus fez a ceia com eles.
Ser apóstolo é dar-se aos seus irmãos, fazendo o bem.
Sobre o Apóstolado em 1957, segundo as normas da Ação
Católica
Só deve ser chamado Apóstolo aquele que trabalha por uma
causa sublime e significa enviado.
Que é o Apostolado? R. É a missão espiritual para a salvação
do próximo.
Que é um Apóstólo? R. É um centro de irradiação de atividade
benéfica.
Como exemplo deu-nos os escudos
que certa vez na guerra mandou fazer o rei da Holanda com os seguintes
significados:
Dois bois atrelados: “Unidos seremos fortes”.
Dois vasos boiados no mar: “Se nos chocarmos, quebraremos”.
Como senha: “A Paz de Cristo no Reinado de Cristo”.
Todo aquele que se fizer humilde será o maior no Reino dos
Céus.
Que o Temor esteja em teus lábios para que possas pronunciar
fielmente os teus pecados.
Discursos em 1957:
Quando duas de suas companheiras partem para o noviciado de
freiras capuchinhas:
Caríssimas companheiras Luiza e Guimarina,
É com o coração cheio de tristeza
que eu venho dizer-vos algumas palavras em nome de todas as nossas companheiras
da JECF.
Nobilíssimo é o ideal que vos
leva para longe de nós e de vossas famílias. Entretanto, não podemos deixar de
sentir uma grande tristeza por essa separação que nos deixará mergulhadas numa
grande saudade.
Saudade, “doce e amargo
sentimento”...quem já não sentiu, mais do que a doçura, o amargor deste
intraduzível vocábulo?
Ide! É Nossa Senhora quem vos
chama. Mas ficai certas que guardaremos de vós, nos refolhos de nossos
corações, uma lembrança imorredoura. E que deus vos conceda uma felicidade
imensa.
Cartas de Carmem Cardoso Ferreira:
Pedindo a ajuda de passagens para
a vinda da Irmã Ângela Maria de Mulungu, ex-professora e diretora do INSA, para
a colação das professorandas dessa Escola:
Ilustríssimo Senhor Sílvio A. Ribeiro
Paz e Bem!
A finalidade desta e, mui
respeitosamente, em nome das minhas colegas de turma, fazer-lhe um pedido, na
esperança de sermos atendidas.
Somos uma turma de 15
professorandas da Escola Normal Pedagógica de Nossa Senhora dos Anjos, de
Abaetetuba-Pará.
Vamos receber os nossos diplomas em dezembro deste ano em
curso.
Vinha dirigindo a nossa turma a
Reverendíssima Madre Ângela Maria de Mulungu. Essa nossa professora e diretora
foi, no começo do ano, transferida para Carolina, no Maranhão.
Devido à grande estima que
dispensamos à essa nossa ex-mestra e ex-diretora, desejamos a sua presença em
nossa formatura. Ela, como religiosa, não pode arcar com as despesas do
transporte e nós, também, somos pobres e nossos pais já estão gastando muito
com as despesas relativas à nossa colação.
Então, apelando para a sua
grandeza d’alma, para o seu coração nobre e generoso, mui confiadamente,
pedimos a grande dádiva de nos conceder uma passagem, nessa empresa, na qual sois
o DD. Diretor, no percurso Carolina-Belém e Belém-Carolina, para a nossa
querida Madre Ângela Maria de Mulungu.
Certas de sermos atendidas,
pedimos ao bom Deus que o recompense prodigamente e lhe conceda farta messe de
felicidades extensivas à sua nobre família.
Atenciosos cumprimentos das
professorandas da Escola Normal de Nossa senhora dos Anjos, de Abaetetuba.
Saudações de Carmem Cardoso Ferreira.
Sobre a Juventude
Estudantil Católica-JEC
A JEC tinha a sua juventude militante e sobre isso escrevia:
Militante é todo aquele que tem
um ideal a transmitir a alguém. O militante de A.C. deve ter um ideal
sobrenatural a transmitir o Cristo. É portanto um ser que deve ter um ideal
diferente dos outros. Deve transmitir aos outros o seu único Cristo. Não se
deve colocar na A.C. jovens á formar, pois ela não é uma escola de formação.
A JEC surge para que haja um
movimento organizado no meio, por que sozinhas não poderíamos transmitir esse
ideal tão nobre. Toda militante deve ter um ideal firme de santidade. Deve nos
transmitir quem é aquilo que sentimos. Portanto, um militante, deve ter um
firme ideal para poder transmiti-lo aos outros.
Todos, entre A.C. devem ser considerados iguais.
Há pessoas que dão maior atenção
à presidente, enquanto que ela, por vezes, não chega a ser militante.
Os meios que a Santa Igreja nos
oferece são os elementos por excelência de um jecista. Na formação de um
militante devemos fazê-lo viver o ideal de A.C. Os sacramentos oferecem-nos
meios por excelência para fortalecer a nossa fé. A vida de oração é outro meio.
Num acampamento primeiramente
devemos propor uma vida unitária, isto é, resolver as questões unitariamente,
de acordo com todos.
Quem é que não pode dar um pouco do que tem? A cada um
Cristo reserva uma missão.
Equipe:
Tem um um sentido sobrenatural
porque Cristo em uma de suas passagens fala que onde estivermos 3 ou mais
reunidas Ele estaria com eles
A manhã de formação é um momento
em que se descansa do trabalho para fazer um exame sobre os movimentos empreendidos.
Os movimentos empreendidos com poucos elementos devem ser sempre dirigidos pela
mesma pessoa.
A conselheira faz a meditação de
acordo com as necessidades. Melhor, porém, é fazer a manhã de formação sobre
uma parte espiritual.
Quando as militantes acham...a
manhã de formação deve-se adotar um movimento alegre, principalmente para
aquelas que estão em formação.
A manhã de formação não é para formar o ...mas sim para
fortalecê-lo.
A dirigente deve estudar os problemas que têm a resolver,
que alimente realmente “a turma”.
Círculos de Estudos na JEC - Ver, Julgar e Agir
Encontro de aprofundamento espiritual, reflexão, organização
de atividades, etc.
São pontos de apoio de um
Círculo: ver, julgar e agir. Ver é esclarecer o assunto. Julgar é examinar a vida
baseado no assunto e agir é corrigir-se ou procurar emendar-se.
O ver envolve 3 virtudes: sobriedade, caridade e piedade.
Sobriedade: são as obrigações
conosco mesmos (prudência): no namoro, na alimentação e nas conversas.
Caridade: para com o próximo.
Piedade: para com Deus.
Ver: esclarecer o assunto;
julgar: examinar a vida baseado no assunto; agir: corrigir ou procurar
emendar-se. O Ver. É necessário para não
ser egoísta.
Julgar. A militante que acha em
tudo uma importância tão grande é aquela que vê e procura julgar. O inquérito
não é apenas indagar a vida da colega, mas, procurar conversar amigavelmente
com a mesma. Devemos julgar baseadas principalmente na caridade.
Agir. Devemos agir de acordo com
aquilo que julgamos. Muitas vezes julgamos, mas não agimos. Nunca deveremos
lançar, por exemplo, um inquérito sem que possamos dar as respostas adequadas.
A formação pela ação.
Uma coisa muito importante em A.C. é a criação de equipes.
A revisão deve ser feita de
acordo com o meio em que vivemos. A reunião não deve ser forçada.
Músicas sobre a JEC
Falar da JEC ouvia
Porém eu não sabia
Pra que ela servia
E qual era o seu fim.
Depois que a conheci
Vi que lá era o meu fim
Pois eu não conseguia
Viver só para mim.
A JEC é de todos
Em todos os momentos
Porque Cristo é de todos
E todos são de Cristo.
Um programa de um encontro:
5;30 horas: despertar
6:00 horas: recitação da ...
6:30 horas: Santa Missa
7:15 horas: Café da manhã
8:00 horas: Meditação
8:30 horas: Inícios dos trabalhos, até as 12:00 horas.
10:00 horas: Intervalo para o cafezinho
12:00 horas: Ângelus, almoço e descanso
14:30 horas: Reinício dos trabalhos
15:30 horas: refresco
15:45 horas: novamente, trabalhos, trabalhos
18:00 horas: Ângelus, exposição do SSMO, adoração, bênção
19:00 horas: jantar festivo
19:30 horas: Terço meditado, em
romaria pelo claustro, terminando na gruta de N.S. de Lourdes
20:00 horas: Show
21:30 horas: Repouso em Deus.
Existia a pré-JEC
Cânticos para antes e depois das refeições
Antes:
Abençoai, Senhor
Abençoai este pão e esta mesa fraterna
E daí a todos pão
Que não tenham mais fome
Assim seja!
Depois:
Por vossas graças, Senhor
Cantemos hinos de amor
Guardai-nos fortes, puros, alegres
Até o festim dos eleitos.
Por vossas graças, Senhor
Cantemos hinos de amor.
Música: Judica-me
Do altar de Deus eu me aproximarei
Meu Deus e minha vida.
Sêde bom, sede Pai o’ meu Deus
Preservai-me de todo o mal.
E eu quero cantar-vos meu Deus
Vosso nome eu hei de louvar.
Só vós sois minha força meu Deus
Daí-me paz, daí-me luz, daí-me amor.
Colegas, amigos, amigas, militantes da JEC e irmãs do tempo
de Carmem Cardoso Ferreira
Irmã Carmosina, adjunta, conforme bilhete de Carmem em 5.8.1958.
Madre Ângela Maria. “Cada Pácoa é um anúncio de vida”, em
02.04.1961
Margarete
Guiomar
Ruth
10.06.1958
Marlene.
Lúcia. Propósitos: missa, comunhão e terço.
Margareth. Propósito: melhorar as notas e missa, comunhão
terços, jaculatórias, sacrifícios.
Terezinha.
23.9.1958:
Maria José Lobato.
1958:
João Reis.
Dr. Costa.
Flor.
Luma.
Deca.
1958:
Altair
Ronald
Madre Carmosina
Carlaide
Bandute
Dr. Almir
Edmilson Lobato
Conceição Lobo
Teca
Emiliano
Carlos Nunes
Lindoca
Tadeu.
...
Luiza e Guimarina. Que escolheram a vida religiosa de irmãs
capuchinhas.
Solidariedade a uma amiga:
Lielza Carvalho, irmã de Dirceu
Carvalho, a quem Carmem enviou carta de pêsames, falecido nos anos de 1960:
Prezada Lielza. Paz e bem.
Contristados e pesarosos, tomamos
conhecimento do falecimento de teu querido irmão na noite do dia 7 e com a alma
em humilde e fervorosa prece pelo eterno descanso de sua alma é que venho com
muito pesar dar-te, por meio desta, o meu sentido abraço e pêsames, extensivos
a teus pais, irmãos e demais membros de tua família.
Mamãe e Maria, por meu intermédio, também enviam sentidas
condolências.
Lielza, não tenho expressões que
possam nessa ocasião amenizar este estado de dor, causado por tão rude golpe e
que faço votos a Deus pedindo
conformação e coragem para bem suportarem e enfrentarem o futuro, pois já fomos
vítimas deste golpe o qual não há remédio que cure, a não ser a conformação de
Deus que na sua suprema sabedoria acha por bem levar um dos nossos, para a
região onde todos nós iremos ter, mais dia, menos dia.
Recebe abraços e crê que aqui
encontras amigos que sofrem e sentem contigo a dura perda, os quais já marcaram
uma Missa que será celebrada no dia 13,
às 7 horas, na Igreja Catedral, em sufrágio da alma de Dirceu Carvalho.
Pela família, a amiga de sempre. Carmem.
Madrinhas e Padrinhos Contribuintes de Catequese em 1960
Eunice Carvalho
Olinda Gonçalves
Joana Lima
Hilza Cardoso
Leocádia Cardoso
Carmem Ferreira
Lili Sena
Sônia Parente
Antonia Cardoso
Maria da Conceição
Didi Solano
Maria de Nazaré Oliveira. Cartas de solidariedade à
professora Carmem.
Terço meditado: 4º Mistério
No quarto mistério contemplamos a “Apresentação do Menino
Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora”.
Fruto: Humildade
Vós querida Mãe que fostes para
nós o exemplo de humildade e obediência, acompanhado de São José, levastes nos
braços vosso Filho adorável, apresentando-o no Templo.
Nos assista, meditando este mistério pedimos que aumentais
em nós estas belas virtudes.
Bilhete a uma amiga:
Minha amiga!
Queres ser feliz no teu porvir?
Pois bem. Quando te vier ao encontro um jovem para apresentar-te o seu dom de
amor, olha-o de frente.
Mensagens de Natal:
. Para João Reis: Que as alegrias
do Natal preceda a entrada do Novo Ano e
seja este precussor e continuador de graças inefáveis.
Para Dr. Costa, Flor e Luma:
Desejamo-lhe neste Natal e no Ano Novo as mais escolhidas bênçãos de Jesus
Menino e de sua Mãe Santíssima.
Para Deca e Flor: Que as graças
do Menino Deus desçam sobre você e sua família, tornando um Santo Natal e um
seguro de bênçãos para um Novo Ano
Círculo em junho de 1958:
1 -Oração: Vide espírito Santo ...
Oração Jecista
São João Evangelista e Mãe da Perseverança
2 -Revisão de influência (jardinagem)
3 – Pensamento espiritual (ignorância religiosa)
(Julgar e agir)
Todos os homens buscam a felicidade, mas poucos a buscam
convenientemente.
Na doutrina de Cristo encontramos os elementos para a
verdadeira felicidade.
(Fruto): Trazer as mães para fazer a Pácoa e convidar muitas
outras mães.
Estudar a outra parte para a próxima reunião.
Círculo em junho de 1958
Oração da JECF (pela intenção da intensificação da Campanha
de Páscoa). Pai Nosso ...
Pensamento espiritual: A vida interior, alma da Ação
Católica.
Evangelho de São João, 6, 35-45
Pensamento central: “O que vir a mim não terá fome”.
Jesus sacia nossa fome de felicidade.
Aproximemo-nos de Jesus por intermédio de Nossa Senhora.
Mandar uma das meninas interpretarem as frases.
Mês de maio:
Ser mais fervoroso, rezar o terço
em família com os hinos de N. Senhora, enfeitar o lugar onde exista uma imagem
de N. Senhora.
Ser mais atenciosos para com os
nossos pais, obedecer a mamãe, procurando fazer sacrifícios, dar bons exemplos,
não nos fazermos boas somente fora de casa, devemos mostrar o que somos em
todos os lugares.
Saber o número de pessoas que já fizeram a Páscoa.
Pedir as plantas e ver as meninas que podem vir plantar aqui
no colégio.
Falar sobre a confissão: se é
feita com propósitos de mudança ou é pronunciada como uma modinha.
Rezar as orações de início de
aula e outras ocasiões, com mais fervor, não só com a boca e já pegando os
cadernos e escrevendo.
Círculo em junho de 1958
Oração, Intenções: para que haja harmonia não só entre
jecistas, mas entre todas as colegas.
Pensamento espiritual
Revisão:
Campanha dos estudos, estudar juntos, na dúvida procurar a
mestra.
Campanha de revisão das orações para os encontros.
Círculo dia 3.6.1958
Oração jecista. Intenção: por
Dakar e para que o Coração de Jesus seja realmente o centro de nosso movimento
jecista.
Pensamento: A Caridade no Corpo Mísitico.
Se tem tido caridade para com os
irmãos, tratar os pais, irmãos e outras pessoas da família com muita caridade
(dar o exemplo em casa de verdadeira jecista, ser obediente.
Continua a ler revistas proibidas
pela Igreja? Quem as lê, pouco a pouco terá prejuízos mais tarde, porque a má
leitura irá se instalando e aparecerá mais tarde no nosso comportamento.
Se tem feito a comunhão
eucarística semanalmente. É a comunhão que aumenta em nós a graça santificante
e nos dá as forças para vencer todas as tentações e praticarmos a caridade.
Campanha: vai ser organizado um
jogo e continuar a venda de merenda para com o lucro comprar quadros para a
entronização; conseguir casamentos e batizados e 1ª comunhão de adultos.
Círculo do dia 10.6.1958
Oração Jecista.
Intençao: Pelas pessoas que ainda não fizeram a Páscoa.
Pensamento: Não nos é possível
ser cristão e estar ligado a Jesus Cristo, como os ramos estão ligados ao
tronco da videira, a não ser pela Igreja e na Igreja.
Pedir os ramalhetes:
Marlene.
Lúcia. Propósitos: missa, comunhão e terço.
Margareth. Propósito: melhorar as notas e missa, comunhão
terços, jaculatórias, sacrifícios.
Terezinha.
Círculo dia 12.08.1958
Oração e Intenção da oração: para aumentar o amor das
jecistas pela JECf.
Pensamento espiritual: “Para que
todos sejam um, como Tu estais em Mim, e Eu em Ti, para que também eles estejam
em Nós e o mundo creia que Tu me criaste”. Jo 17, 21
Receber os inquéritos da reunião do dia 5.8
Passar o inquérito para ser respondido da pagina 68.
Círculo Geral do dia 26.08.1958, pag 16
Oração jecista: para as pessoas despertarem para o nosso
meio.
Pensamento espiritual: Não é
preciso ser santo para ser apóstolo, mas é necessário ser santo para ser
apóstolo.
Consultar a hora do círculo e passar para o domingo.
Falar sobre as más leituras
(viver segundo a vontade de Deus, porque somos responsáveis pelo meio).
Avisos: ensaios para a embolada e consultar o horário do
círculo.
Círculo do dia 7.10.1958
Oração e intenção: Pela organização da festa do “Dia do
Professor”.
Pensamento: Daí-nos a fé conquistadora de teus apóstolos.
Conquistas:
Principalmente, não se pode dar
aquilo que não se tem. Por isso devemos fazer nossa comunhão ao menos
semanalmente, para termos força e coragem de conquistar e ajudar nossos irmãos.
Já que fazemos parte do “Corpo
Místico” devemos fazer nosso apostolado ao menos por meio da oração em favor de
nossos irmãos pobres ou ricos, operários e patrões, felizes ou infelizes, etc.
Em festas de aniversários, casamentos devemos ser apóstolas.
As jecistas devem dar exemplo na
hora de rezar os mistérios em classe, em preparação da festa do professor que
se aproxima.
Círculo de 14.10.1958
Falar sobre a entrega de
distintivo no dia de Cristo-Rei, sobre a
“Liga de Combate Sobre a Má Leitura” e sobre a festa dos professores.
Plenário dia 11.11.1958
Pensamento: Se nos supreendermos
essessivamente fracos espiritualmente, alertemo-nos durante o Advento, para que
nossa fé não se enfraqueça.
Um sacrifício aqui, outro acolá,
vai temperando nossa fibra e tornando-nos mais capazes de vencer.
Mais pessoas aderem à Campanha contra as más leituras.
Pensamentos em 1957
Amar é saber descobrir aquilo que faz do outro um ser
amável.
Somos eternamentes responsáveis por aqueles que cativamos.
A aurora da vida não é somente uma.
Pensamentos de 1958
O amor humano não é capaz de
satisfazer o coração do homem pois este foi criado para o amor infinito.
Senhor, que nós sejamos dignas de
sermos missionárias de tua luz junto às nossas companheiras.
Quanto mais a alma se une a Deus,
mais domínio consegue sobre si mesmo, e consegue maior retidão na vida privada
e social.
A amizade é o casamento de duas almas que se unem para
realizar o trabalho da vida.
A vida é uma missão. A cada um de
nós, Deus, dando a vida, assinalou um por quê e um programa, confiando a nós
próprios, inteligentes e livres, o equipamento de seus elevados desígnios.
Sejam nossos lares um reflexo da
Família da Gruta de Belém, onde tudo era Paz, Simplicidade e Amor.
Não pode haver tristeza quando nasce a Vida.
Votos para um novo casal
O casamento é a amizade entre
duas almas que se unem para realizar o milagre da vida. Faço votos que a
Sagrada Família do Presépio abençoe o trabalho deste lar, que hoje inicia, enchendo-o
de muita pa e alegria.
Um canto de 1ª Comunhão:
Senhor Jesus, nós meninos vos amamos
Com todo o nosso pequeno coração
A recompensa que nós esperamos
Seja a nossa eterna salvação
Seja a nossa eterna salvação!
II
Chegou o dia da querida festa
Chegou a hora em que vamos comungar
A inocência brilha em nossa testa
Queremos sempre a Jesus amar.
III
Senhor Jesus nós cremos firmemente
E confessamos sem medo e sem temor
Que estais na Santa Hóstia presente
Sois nosso Deus e Salvador.
IV
Abençoai-nos oh’ Jesus querido
Cercamos vosso presente de amor
Enquanto sois por muitos esquecidos
Vos adoramos como bom pastor.
Um Canto de Aleluia
Aleluia, Aleluia, Aleluia!
As nossas almas santificarás
Os nossos corpos ressucitarás
Por Jesus Cristo nos transformarás.
Aleuluia, Aleluia, Aleluia!
Cântico Antes da Meditação
Jesus mandou-nos orar e sempre
Para conseguirmos a salvação
Orar é erguer o pensamento ao
Ao Senhor Deus de bondade.
Rezemos pois muitas vezes
Para evitar o pecado
Se a oração é bem feita
Faz crecer a santidade.
Manhãs festivas às 9:00 horas no Ginásio.
Pensamentos sobre a Páscoa
A Páscoa é uma primavera radiosa
que perfuma as almas, robustece-as de fecundante seiva espiritual e prepara-as
com carinho para a última ressurreição dos fins dos tempos.
A Páscoa é uma luz que brilha na noite da humanidade.
A Páscoa é um anúncio da alegria a todos os homens.
Cada Páscoa é um anúncio de vida.
Uma Peça de Natal no INSA
Luma, João Reis: Que as alegrias
do Natal preceda a entrada do Novo Ano e seja este precussor e continuador de
graças inefáveis!
Tadeu, Dr. Costa, Flor, Luma e as
duas madres: As mais escolhidas bênçãos
de Jesus Menino e de sua Mãe Santíssima, desejamo-lhes neste Natal e Ano Novo!
Deca e Flor: Que as graças do
Menino Deus desçam sobre voc~e e sua família, tornando um Santo natal, um
seguro de bênçãos para um Novo Ano!
Que sejam nossos lares um reflexo
da Gruta de Belém, onde tudo era Paz, Simplicidade e Amor!
Altair: Não pode haver tristeza quando nasce a Vida!
A misteriosa Estrela da Graça,
guie e brilhe nos lares com o Menino que nasceu na humilde Gruta de Belém.
Cantai ao Senhor um Cântico Novo, porque o Senhor fez em mim
maravilhas.
Vinde, regozijemo-nos no Senhor! Cantemos a Glória de Deus,
nosso Salvador!
Cristo nasceu para nós, vinde, adoremos!
Hoje a verdadeira Paz desceu para nós do Céu.
“Bem-aventurado aquele servo que o Senhor ao voltar,
encontra vigilante!
Bandute: Que a graça do Natal
ilumine o seu coração e o seu lar, dando-lhe sempre muita paz e alegria!
Madre Carmosina, Carlaide,
Bandute, Dr, Almir, Ronald e Edmilson: Que a Sagrada Família do Presépio
abençoe o seu lar, enchendo-o de muita paz e alegria!
Conceição Lobo e Luma: Que nas
festivas noites de Natal e Ano Novo seu lar seja repleto das alegrias emanadas
do Presépio de Jesus!
Teca: Todas as alegrias e muita felicidade neste Santo Natal
e no Ano Novo de 1959!
Emiliano, Carlos Nunes e
Lindoca: Com os melhores votos para um
santo e alegre Natal e um Ano Novo
repleto das bênçãos de Deus!
Uma Música Adaptada Para o Natal de Crianças em 1958
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar.
Ciranda, Cirandinha
Vamos todos cirandar
Esta noite é tão bonita
O Natal vamos cantar.
Já nasceu lindo menino
O seu nome é Jesus
Ilumina o mundo inteiro
O seu lindo riso é luz.
Belém se rejubila
Nesta data á festejar
Vamos meninas, meninos
Sempre, sempre a cirandar.
Ciranda, cirandinha ...
Sobre a JEC:
Exame de consciência jecista
Tenho mostrado indícios de querer seriamente intensificar
minha vida espiritual?
a) Como encaro a Missa em minha vida espiritual?
b) Recebo os sacramentos com freqüência, porque compreendi a
necessidade que tenho em minha vida jecista?
c) Faço diariamente meditação ou leitura espiritual ?
3) Revelei preocupação, angústia por melhorar minha conduta
de estudante no colégio, na família e na sociedade?
4) Estou compenetrada e de olhos abertos para a situação do
meu meio estudantil?
5) Tomei consciência disso?
Berço do Menino Jesus:
Manjedoura: são os atos de amor
Palhilhas: são as mortificações
Camisinha do Menino Jesus: são os atos de caridade
Luz da estrela: é a simplicidade
Cânticos dos anjos: são os atos de confiança
Adoração da Santa Virgem: são os atos de piedade
Adoração dos pastores: são os atos de fé
Dádivas dos pastores: são os atos de obediência
Dirigente Jecista
Carmem Cardoso participava dos
encontros de dirigentes, junto com pessoas vindas de toda a Arquidiocese, que
envolvia leigas e irmãs, madres, madres assistentes, madres adjuntas. As irmãs
de Abaeté participavam desse encontro: Irmã Carmosina, adjunta de Abaeté.
Dirigente é ser militante duas
vezes, uma pessoa especializada, que já tenha capacidade de realizar serviços,
dirigir as coisas. Tenha uma formação técnica da JEC, tenha certas noções, que
leia muito e uma intensa vida espiritual.
Manhã de reunião: somente para dirigentes.
A dirigente deve ter uma relatora
(como secretária da dirigente) para poder ir se formando como dirigente.
As meninas devem conhecer o boletim de dirigentes de JEC.
As Escolas em que aconteciam as formações: Colégio Santo
Antonio, Colégio Gentil Bittencourt.
Música: Juventude Jecista
Tu és a quadra risonha e feliz
O’ juventude tão fagueira
Tu és a flor em que Cristo desabrocha
És a primeira.
O teu passar aqui em nossa vida é
Um poema que reluz
O’ juventude era tão querida
Ao pé da cruz.
Vamos jecistas em flor
Desabrochar com ardor
Cada dia pra lutar
Com mais zêlo e mais vigor.
Vamos jecistas em flor
Aqui está a tua lei
A mocidade aos pés de Cristo.
O’ juventude tempo tão feliz
De esperança e prazer
Nossas jecistas vão desabrochar no bom viver.
O teu passar aqui no Regional
Deve marcar tua missão
Levando a todos lá em teu colégio
A união.
Perguntas
Dizei-me por que a JEC é boa?
Dizei-me por que a JEC é alegre?
Dizei-me por que eu amo a JEC?
É porque, só porque, amo a Deus.
Carmem Cardoso Ferreira se perguntava
Que importância a Diocese tem
dado à militante? Como tem sido feita a formação das militantes? Quais são os
meios empregados? Quais os resultados obtidos? Quais tem sido as falhas mais
notadas? Que se pode fazer para corrigir as falhas?
Carmem Cardoso Ferreira e os Colégios
O ideal seria que em cada colégio
houvesse uma conselheira. Uma moça que já estivesse bem preparada e que já
tivesse terminado o curso. O papel da conselheira seria a de formar dirigentes.
É indispensável uma conselheira num colégio leigo. Preparar militantes para quando chegar no 2º
ou 3º ano, poder contar com uma conselheira, que deveria também continuar
militante. A escolha da conselheira deveria levar em conta: ser uma estudante
jovem; ter uma orientação segura da JEC; entender de psicologia do adolescente,
para ajudar a dirigente a ter entrosamento com a diretoria, com o capelão da
escola; a conselheira local deveria manter contato com a conselheira
arquidiciosana; que possa ter acesso ao colégio e agir a ajudar, no que fosse
necessário. É preciso descobrir novas conselheiras.
A JEC tinha os seus encontros
regionais, com programação variada. Além da formação e dos encontros de
aprofundamento e reflexão, havia os momentos de descontração com pic-nic, ...
Quaresma
1957:
As sete dores de Nossa Senhora:
A profecia do Velho Simeão
A fuga para o Egito
A perda de Jesus no templo
Jesus carregando a cruz ao Calvário
Jesus pregado na cruz
Jesus nos braços de Nossa Senhora
Jesus no sepulcro.
Obras de Misericórdias a Cumprir na Quaresma:
Missas e funções bem
participadas
Rezas de terços
Vias Sacras
Sacrifícios a fazer: não ir à cinema, não comer chocolates,
sorvetes, etc.
Tirar notas ótimas e ter horas programadas de estudos.
Praticar atos de obediência, etc.
Espiritualidade:
Meditação ou leitura espiritual:
Revelei preocupação, angústia por
melhorar minha conduta no colégio, na família e na sociedade?
Estou compenetrada e de olhos
abertos para a situação do meu meio estudantil?
Tomei consciência disso?
Perguntas feitas aos
participantes, inclusive de outras cidades, outros estados, sobre um encontro
jecista:
Que achou do ambiente em nosso
colégio? R. Ótimo. Vi desunião entre ginasianas e normalistas.
E do nosso internato? R. Gostei
muito por que as meninas são educadas, alegres e é um ambiente piedoso.
A “Área de “Educação Física” está satisfazendo ao programa?
R. O ideal é que fosse coberta.
Tem algum conhecimento jecista? E
qual a sua opinião? R. Desconheço o movimento jecista por falta de tempo. R. É
sadio esse movimento. Gosto bastante, porém acho que mesmo freqüentando os
bailes a jecista convicta poderá exercer um grande apostolado.
Que achou do nosso jornalzinho de
classe? R. Gostei muito, acho muito alegre, devido a liberdade que serve para
nos orientar e dizer as verdades.
Tenciona voltar ao nosso colégio?
R. Se Deus o permitir voltarei, pois fui premiada de visitar dois Estados, o
Pará e o Amazonas e os territórios de Rio Branco e Amapá.
Qual a sua impressão quandou
desembarcou em Abaetetuba? R. Fiquei admirada de encontrar luz elétrica na
cidade e a cidade é muito interessante. Ao chegar ao colégio bati a fechadura
em vez de tocar a campainha e por causa desse erro fui para a pensão.
Qual sua impressão sobre o mês de
maio em nosso colégio? R. Acho muito bonito, é o mês que gosto pois é o mês das
mães. Os altares estão todos bonitos, foi um trabalho formidável e N. Senhora
deve estar satisfeitíssima.
Grêmio Estudantil:
Minhas caras colegas:
Eis chegado o momento em que uma
nova Diretoria tomará posse para reger o nosso Grêmio. E eu, na qualidade de
Presidente, venho transmitir o meu cargo e dos demais membros para essa nova
Diretoria eleita.
Quero agradecer a colaboração
amiga de todas as colegas, rogando a Nossa Senhora que abençoe o nosso Grêmio e
a sua nova Diretoria, continuadora dos nossos empreendimentos.
Como homenagem à memória da
professora Carmem Cardoso Ferreira ruas e escolas em Abaetetuba a ela são
dedicados:
A Escola Carmem
Cardoso Ferreira
A professora e diretora Carmem
Cadoso Ferreira, depois de seu falecimento, recebeu várias homenagens devido a
sua importância para História da Educação em Abaetetuba.
A atual Escola de Ensino Fundamental
“Professora Carmem Cardoso Ferreira fica localizada na 3ª Rua da Aviação, nº
1928, bairro da Aviação, em Abaetetuba. A escola possui um amplo espaço físico
e um prédio com 6 salas de aulas, uma sala de biblioteca, uma sala de direção,
uma sala dos professores, uma sala de vídeos, uma sala de secretaria, uma
quadra de esportes, uma copa, um
depósito para merenda, um almoxarifado com salão e banheiros. Possui,
atualmente, em 2007, uma diretora, duas supervisoras, uma secretária e agentes
administrativos. Possui 678 alunos, distribuídos nos três turnos. Sua atual
diretora é a Sra. Benelita Vasconcelos.
Existe ainda a Rua Carmem Cardoso Ferreira
Nós temos princípios
que não nos permitem a publicação
de textos e imagens
pornográficas e se alguém as publica
em nossas páginas e
blogs da internete, o fazem à nossa
revelia e com a
intenção de nos prejudicar ou boicotar.
Fiquem todos nossos
leitores sabendo que não fazemos
Essas publicações que
ferem esses nossos princípios.
Blog do Ademir Rocha, de
Abaetetuba/PA












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