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sábado, 5 de dezembro de 2020

Música em Abaetetuba/PA

Quem Lembra 1

Música em Abaetetuba

Música em Abaetetuba

Quem👇lembra?

Fontes: Várias pesquisas na Fundação Cultural de Abaetetuba e com entrevistas com várias pessoas

Nos anos finais da década de 1950 e início da década de 1960 alguns antigos ritmos dançantes em Abaetetuba começaram a sofrer a concorrência e ser substituídos pelos novos ritmos vindos dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e do Caribe, na forma de músicas de rock e seus subgêneros e as músicas da Jovem Guarda (do estilo Iê-Iê-Iê, nascidas por influências do rock e outros ritmos) que invadiram os salões de danças da cidade, juntamente com as músicas caribenhas e as músicas do estilo brega-romântico, que falavam de dor de cotovelo, amores fatais ou não correspondidos, paixões proibidas e outras mazelas amorosas, músicas com conotações puramente bregas, nas vozes de cantores brasileiros ou da língua espanhola, famosos ou não, que vieram antes e depois dos anos rebeldes de 1960.

. JAZZ ABAETÉ, criado pelos músicos Miguel Loureiro e Pedro Araujo em 1928, tendo subsistido por muitos anos e que era muito solicitado para tocar nos bailes daquela época. No jazz, Miguel Loureiro tocava saxofone; Maxico, trompete, Ildefrides Reis, tocava flauta; André Sena, tocava pistão; Raimundo Rosa Lima (Mestre Rosa), tocava banjo; Raimundo Melo, tocava banjo ; Pedro Araújo, trombone e Vicente Maciel, tocava bateria. Esse jazz, de muito sucesso, foi desfeito em 1975.

. Jazz Palha Verde, do interior do município e já extinto.

. Jazz Palha Seca, do interior do município e já extinto.

. Jazz Brasil ou JAZZ DO MARGALHO,  fundado por Chiquinho Margalho (Francisco de Miranda Margalho), citado em 1950 e era um dos mais solicitados para tocar nas festas dançantes da cidade e do interior do município. Uma de suas formações: Pão de Milho, no bongô; Sarapeca, no pandeiro; Chiquinho Margalho (Francisco de Miranda Margalho), no saxofone; João do Maxico, no pistão; Corobo, no trombone; Enrique, na bateria; Cardinal, no clarinete; Cavalinho  (irmão do Cardinal), no banjo. O Jazz Brasil e a Orquestra Brasil, praticamente eram o mesmo conjunto musical e já são extintos.

. JAZZ TRABALHISTA, era o jazz da localidade Furo Grande, fundado pelo músico Churamba no interior do município. Já é extinto.

. JAZZ TUPY, foi fundado em 5/3/1953 pelo músico Ramito/Otacílio Ferreira Dias, que tocava saxofone. Esse jazz subsistiu até os anos de 1960. Ramito também era músico da Banda Musical Carlos Gomes. Demais componentes: Raimundo da Silva (Besteira), que tocava pistão; Manoel Roque Ferreira, que tocava contra-baixo; Benito Cardoso, que tocava pandeiro e prato; Raimundo melo, que tocava Banjo; Siriri, que tocava trombone. Foi desfeito em 1965. Já é extinto.

. JAZZ DO ROSADO, outro jazz interiorano da localidade Guajará de Beja e fundado pelo músico Rosado. Já é extinto.

. JAZZ DO JESUS, jazz interiorano da localidade Maracapucu, fundado pelo músico Jesus. Já é extinto.

. JAZZ FOLIA, do interior do município e já é extinto.

. JAZZ UNIÃO, dos anos de 1960, que tinha a seguinte formação: Cloriomar, aos 13 anos, no violão; Nêgo, na bateria; Santos Ferreira, no trombone; Velho Vicente, no pistão; Tomás, filho do Vicente, no 2º pistão; Celino, no saxofone-tenor; Benedito, no sax-alto e Sandango, como cantor. Já é extinto

. JAZZ DO MIGUEL CARDOSO, já é extinto.

. JAZZ DO CHEFE, criado pelo músico Chefe e já é extinto.

. JAZZ DO MANIVELA, criado pelo músico Manivela e no interior do município e já é extinto.

. JAZZ SANTA QUITÉRIA, da localidade Vila Maiuatá, município de Igarapé-Miri. Para a Vila de Maiutá se deslocavam caravanas de festeiros de Abaeté para participar das concorridas festas dessa vila e já é extinto

. ORQUESTRA MUCURA XIXICA, era uma orquestra do interior do município. Já é extinta.

. ORQUESTRA RECREATIVA CARLOS GOMES, da localidade Rio Guajará, citada em 1927: “A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, do Rio Guajará, tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do Nascimento, falecido em junho de 1927”. “Orquestra Recreativa Carlos Gomes, com diretoria, tendo como professor de música Manoel Joaquim do Nascimento, no Rio Guajará”. Já é extinta.

. ORQUESTRA BRASIL, criada por Chiquinho Margalho, músico eclético que tocava saxofone tenor alto e outros instrumentos; Os outros componentes e seus instrumentos eram: Agenor Silva, que tocava trombone de pista e outros instrumentos; Celino, que tocava saxofone alto; Fortunato, que tocava pistão; Raimundo Besteira, que tocava 2º pistão; Bê Nunes, que tocava clarinete; Nilo Pinheiro, que tocava banjo; Daniel Margalho, que tocava violão elétrico; Maracanã, cantor; Varlindo dos Santos, que era baterista; Silvio Pimentel, que tocava rabecão. Essa orquestra fazia muito sucesso nas festas em que tocava e já é extinta.

. CONJUNTO BRASILEIRO, do interior do município. Já é extinto.

. CHEFE E SEU CONJUNTO. Já é extinto.

. CONJUNTO GUARANY. Já é extinto.

. CONJUNTO MOBRAL, formado pelos professores e alunos do antigo MOBRAL-Movimento Brasileiro de Alfabetização. Já é extinto.

. CONJUNTO PINHEIRO. Já é extinto.

. CONJUNTO COBRA. Já é extinto.

. CONJUNTO ACAPULCO, criado pelo músico Daniel Margalho, na fase dos instrumentos musicais não eletrônicos. Foi extinto nos anos de 1960.

Autor: Ademir Rocha, com várias pesquisas na Fundação Cultural de Abaetetuba e Várias pessoas entrevistadas e postado em 05/12/2020. 

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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