Puxirum das Artes 2018 - UFPA/CAMPUS ABAETETUBA - Escola do Campo
Museu do Tocantins

PUXIRUM DAS ARTES 2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS ABAETETUBA
FACULDADE DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO CAMPO
PROJETO MUSEU DO TOCANTINS
DIA 14 DE DEZEMBRO DE 2018
EXPOSIÇÃO, MÚSICA, DANÇAS e TEATRO
LOCAl: MUSEU DO TOCANTINS
UFPA/CAMPUS ABAETETUBA
HORÁRIO: 07:30 ÀS 13:00
GINÁSIO DE ESPORTES
O PUXIRUM DAS ARTES
A chegada ao Campus
Aproveitamos para tirar algumas fotos do Campus
A UFPA-Campus Abaetetuba foi construído num lugar afastado da cidade, onde ainda nem existiam alguns bairros que agora se encontram ao seu derredor. O terreno fazia parte de uma mata existente no local. Com o decorrer do tempo, ruas e bairros foram surgindo nas redondezas do Campus Abaetetuba. Pelo que agora percebemos, ainda restam vestígios do matagal dentro da área do Campus, com os prédios sendo construídos uns afastados dos outros, interligados por passarelas que interligam essas dependências.
Fomos ao Campus na companhia do Ademir Quaresma e sua filha Dana.

O autor do Blog e Ademir Quaresma

Um dos prédios que abriga salas de aulas

A caixa d'água, alguns veículos, jardins e árvores no Campus


O autor do Blog e Ademir Quaresma

Um dos prédios que abriga salas de aulas

A caixa d'água, alguns veículos, jardins e árvores no Campus

O prédio do Ginásio de Esportes, onde se realizaria o evento do Puxirum das Artes

Placas com motivações ribeirinhas e amazônicas

Placa com o cartaz do músico e compositor Ney Viola, possivelmente fruto da Oficina de Música ali promovida dias antes do evento no Ginásio de Esportes.
Na entrada encontramos as recepcionistas onde fizemos a inscrição de participação no evento Puxirum das Artes.
Fotos no interior do Ginásio
Ornamentação do salão de esportes
Ornamentação do salão de esportes
Como existiam várias exposições de fotos, de artesanato e cartazes vários e ainda os objetos decorativos da cultura ribeirinha e rural, aproveitamos para também tirar essas fotos.
. A foto abaixo é da mesa central que continha uma toalha super colorida e em cima alguns brinquedos de miriti e na sua frente um cartaz alusivo ao evento do Puxirum das Artes, ladeado de artefatos do artesanato em talas, folhas e argila (barro), na forma de peneira, chapéu, tipiti, matapi e pote de barro, feitos com matéria prima retirada do meio ribeirinho e rural local.
Fotos de Aran Néas
. As fotos emolduradas abaixo são do fotógrafo catalão Aran Néas, que passou dois anos em Abaetetuba e região, fotografando os tipos amazônicos e outras motivações: indígenas, quilombolas, caboclos, ribeirinhos, etc. Vide fotos de parte da obra de Aran Néas, fazendo parte da decoração e como exposição fotográfica.
Algumas considerações do autor do Blog do Ademir Rocha
Devido a alguns problemas de saúde, temos feitos algumas paradas nas publicações do “BLOG DO ADEMIR ROCHA”, devido contínuos deslocamentos para a Capital Belém do Pará. Por causa também desses problemas de saúde, temos deixado de comparecer a muitos eventos que são fontes de pesquisas para o nosso blog, diminuímos nossas viagens às comunidades ribeirinhas e rurais de Abaetetuba, como também para outras localidades do Pará, onde também tiramos nossas fotografias e entrevistamos moradores. E até mesmo perdemos algumas entrevistas de pessoas interessadas em nosso trabalho do blog. Mas, com uma pequena melhora nesses quadro de saúde, já temos feito algumas postagens e inclusão de dados em nossas pesquisas genealógicas de famílias várias e de outros aspectos do blog, como nos casos da memória-história, cultura, educação, religião e outros assuntos de interesse do blog.
E foi também por causa dessa melhorada de saúde que pudemos participar do interessante evento “Puxirum das Artes”, promovido pela UFPA-Campus Abaetetuba-Escola do Campo, especificamente pela Faculdade de Formação e Desenvolvimento do Campo-FADECAM e do Museu do Tocantins, pela iniciativa da turma 2018 dessa faculdade, que por coincidência, nesse mesmo dia 14/12/2018, foi oficializada como faculdade, e promovido também pela instituição recém criada, projeto “Museu do Tocantins”, fato este que nos causou muito contentamento por abordar assuntos tão importantes e por nós já pesquisados e outros assuntos relevantes como o avanço significativo da “Educação no Campo”, esta por si só já merecendo uma postagem do que já está acontecendo no meio rural em termos de educação e pesquisas, que envolve uma competente equipe de professores e entusiastas alunos de Abaetetuba, de localidades do Baixo Tocantins e de outras localidades do Pará.
Os aspectos dos museus já foram objeto de algumas pesquisas que abordamos e publicamos no Blog do Ademir Rocha, quando, pela história-memória e cultura, deixaram marcas de ciclos históricos, econômicos e culturais que merecem por parte dos entendidos nesses assuntos de serem merecedores de seus respectivos museus, quando nos referimos a hipotéticos museus como: do ciclo canavieiro do Baixo Tocantins, do comércio de regatão do Baixo Tocantins, da cultura ribeirinha e quilombola, da carpintaria naval e seus mestres, da música em geral envolvendo todos os seus aspectos, da devoção popular aos santos da Igreja Católica, da indústria oleira, das antigas oficinas e seus mestres e outros assuntos relevantes que mereciam ter seus museus próprios.
E aí surgiu o professor-doutor Jones da Silva Gomes e seus companheiros, apoiadores e alunos, que já criaram o “Museu do Tocantins’ que, pelo nome, deve abarcar todos os aspectos dos museus acima citados, fato que é uma bela iniciativa que deve merecer o apoio das autoridades competentes, dos interessados no assunto e, principalmente, da própria UFPA, que em Belém já restaurou e mantém vários prédios dos períodos colonial e provincial do Pará e mantém também documentos e livros históricos e outros acervos de museus.
Convém advertir que nossos governantes, de modo geral, pelo que temos observado, não se interessam por cultura e por esses aspectos dos monumentos arquitetônicos e acervos diversos, que estão a se perder na capital Belém e Abaetetuba e até Brasil, sendo assim, são entidades como a UFPA, do Instituto do Patrimônio Histórico e Geográfico do Pará, do Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves, alguns patrimônios históricos restaurados e construídos em Belém por governadores, e alunos e pessoas como o professor Jones e seus demais companheiros professores e colaboradores artistas e artesões, que estão chamando a si esse compromisso da manutenção de nossa história-memória e ricas culturas e ciclos de Abaetetuba, Baixo Tocantins, já citados.
Nós do Blog do Ademir Rocha, estamos aqui para apoiar essas iniciativas do Campus Abaetetuba e Educação do Campo e seus alunos e de outros cursos, e dispor as nossas pesquisas, livros, fotos e quaisquer outras informações e contribuições que possamos dar.
PUXIRUM DAS ARTES
Fomos ao evento do Puxirum das Artes movidos pelo nosso compromisso com a história e cultura de Abaetetuba e sua região, mas não sabíamos muito do que iria acontecer na UFPA-Campus Abaetetuba.
Causou-nos grande alegria rever o belo local do Campus de Abaetetuba, braço importante da UFPA para o Baixo Tocantins, onde divisamos espaços importantes já construídos, como foi o caso do Ginásio de Esportes, onde aconteceu o Puxirum das Artes, e aí iniciamos nossas pesquisas, começando por perguntar o significado do nome indígena “puxirum”, que quer dizer mutirão, e descobrimos que, de fato, o evento envolveria o teatro, a música, a dança, a fotografia, a capoeira, as culturas quilombola, ribeirinha e rural e até pesquisas no meio rural através do professor-doutor Lívio Claudino e demais professores, envolvendo os alunos da Educação no Campo 2018 e outras séries e as comunidades rurais, falando das espécies, do ecossistema e biodiversidade social nesse meio rural e ribeirinho.

Assim, logo percebemos o sentido do "puxirum", ou mutirão, que foi realmente um verdadeiro mutirão de iniciativas, idéias, esforços, parcerias, presença de grupos das várias artes, e outros apoiadores e protagonistas e, principalmente alunos que desenvolveram em duas semanas de organização, oficinas, busca de acervos e ensaios, que redundou na bela manhã de espetáculos musicais, apresentações cênicas e poéticas, danças, exposições artesanais, fotográficas e artísticas, aspectos da vida ribeirinha, quilombola e rural, e até mostras experimentais agrícolas, com as devidas explanações dos professores, alunos, protagonistas e, no final, tivemos a premiação de personalidades do mundo artístico-musical, que sugerimos que essa premiação seja ampliada para outras artes.
E também foi a oportunidade de rever antigos conhecidos amigos e professores, como o professor-doutor Jones da Silva Gomes, este que é professor no Campus Abaetetuba e que foi o coordenador geral do evento, junto com outros coordenadores dos vários aspectos do mutirão, alunos, e o professor-doutor Jones, professores colaboradores e alunos que foram os criadores do citado “Museu do Tocantins". Foto abaixo do professor Jones falando à plateia presente.

E encontramos também com outros grandes nomes da cultura de Abaetetuba como Ney Viola, Valdeli Costa, Zezé Quaresma, Moisés Lobo, Ademir Quaresma e sua filha Dana, o grupo cênico Matintando Abaetetuba e outros. Aliás, os grandes homenageados e ganhadores do troféu da cultura foram o músico Zezé, o músico e compositor Ney Viola e o Mestre Tanta (ou Titote), este mestre de ladainha e carimbó, que nem sequer sabiam que seriam os homenageados para receber os troféus da cultura 2018, e nem o autor do Blog do Ademir Rocha sabia que seria um dos três escolhidos na plateia para entregar o prêmio a um desses homenageados. Esse prêmio se iniciou em 2017, com o grande artesão de Abaetetuba Valdeli Costa e sua iniciativa do Miritong com sua “Fábrica de Sonhos”, onde a ganhador do prêmio foi a cantora e compositora Neusa Rodrigues.
Fomos ao Putirum das Artes com o nosso amigo Ademir Quaresma e sua filha Dana e levando à tiracolo nosso material de pesquisa na forma de um celular para as fotos, e caderno e canetas para as anotações. De saída, ao adentrarmos no Ginásio de Esportes, procuramos tirar as fotos das exposições culturais e fotográficas montadas no ginásio de esportes, fotos da platéia e de alguns entrevistados e tiramos muitas fotos das apresentações variadas do Puxirum.
Começamos nossas rápidas entrevistas e fotos com o músico Zezé Quaresma/José Raimundo Quaresma Fonseca, que levou sua pequena filha Valentina, que junto com Ney Viola, já são lendas musicais em Abaetetuba. E ambos são importantes parceiros da UFPA-Campus Abaetetuba, tendo ambos participado das oficinas de música aos alunos da Educação do Campo. Lembrando novamente que foram duas semanas com oficinas de teatro, dança e música, que culminariam com o evento “Puxirum das Artes no dia 14/12/2018. Em síntese, foi um grande e agradável evento sobre a cultura de Abaetetuba e do Baixo Tocantins, contando com alunos do Campus que são de outras regiões do Pará. Na foto abaixo os amigos Ney Viola e o cantor Moisés Lobo.

O EVENTO PUXIRUM DAS ARTES
Vamos agora mostrar algumas fotos e textos de pequenas entrevistas que fizemos nessa manhã cultural.
- Antes do início do evento, tivemos a felicidade de ouvir algumas músicas de carimbó disco do memorável conjunto musical de Abaetetuba, "Os Muiraquitãs".
. O Puxirum das artes teve início às 9:15h
O professor Jones da Silva Gomes
. Jones da Silva Gomes, um dos coordenadores do evento e é professor-doutor da UFPA-Campus Abaetetuba, que fez a abertura com as devidas explicações sobre o significado do nome indígena "puxirum" e outras considerações sobre os preparativos do evento e, que também intervia com as devidas explicações, considerações e apresentações dos envolvidos nos diversos momentos da festa.
Vale dizer que o evento foi preparado por iniciativa da turma 2018 da Educação no Campo, e turmas anteriores, e com ajuda de professores, como o professor Ribamar que propôs o envolvimento de todas as disciplinas do curso, que demandou o tempo de duas semanas de oficinas e o desfecho final no Ginásio de Esportes do Campus Abaetetuba, conforme anunciava o cartaz do evento citado.
Também o professor Jones anunciou que a Faculdade da Educação no Campo foi oficializada no mesmo dia do Puxirum, isto é, funcionava, mas ainda não obtivera sua oficialização de parte dos órgãos competentes.
O Museu do Tocantins
. O Museu do Tocantins foi uma das entidades responsável por algumas etapas e desenvolvimento de itens da programação do evento. O professor Jones também se reportou sobre o "Museu do Tocantins", cuja percepção há três meses atrás, se deve à rica história e cultura do patrimônio histórico material e imaterial de Abaetetuba e todo o Baixo Tocantins, funcionando em uma das salas do Campus Abaetetuba, levando em conta também os nomes de artistas locais.
Vide fotos abaixo que possivelmente fazem parte do acervo do Museu do Tocantins
Uma índia e seus enfeites e pinturas tribais




O professor Jones e alunos da Educação do Campo
O Cerimonialista
. Cerimonialista, o jovem estudante da Educação no Campo, turma 2016, Márcio Pimentel da Cruz, que anunciava os diversos momentos da programação do Puxirun das Artes. Vide abaixo:

. Cartaz do evento Puxirum das Artes
Abaixo o cartaz com a programação do evento cerimoniado pelo
jovem estudante Márcio Pimentel da Cruz.


Escultor e artesão
. O escultor e artesão Wheverton Llevy/Louro, com origem em São Miguel do Capim e agora é artista andarilho pelo Pará e hoje presente com sua arte em Abaetetuba e estava com parte de sua produção artesanal e de esculturas em uma mesa no Ginásio de Esportes. Pelo que ouvi dele ele trabalha com madeira e miriti (o talo). Na sua apresentação à plateia, Weverton disse que suas peças da escultura de materiais catados no lixo. Ele disse a frase: "Estou catando lixo, mas não é lixo, é arte". Vide fotos abaixo:
O artesão e artista Wheveton/Louro e algumas peças de
sua produção em miriti e madeira

Algumas peças em miriti e outras em madeira



Abertura
. Na abertura do Puxirum tivemos a recitação de poesias feitas pelos alunos Jeremias Santos, Clarissa Santos, da lavra de Clarissa que fala da mulher negra e ribeirinha e outras poesias de alunos da turma 2018 da Educação no Campo.

. Professor-doutor Sérgio Lívio Claudino e Wanderson Oliveira
Tomamos a liberdade de copiar os textos abaixo do órgão Didra Ufpa Abaete, tendo em vista o escrito que fizemos mais abaixo, tudo em favor da história-memória, cultura, educação e informações do Campus Abaetetuba e seus órgãos agregados. Em contrapartida oferecemos nosso Blog do Ademir Rocha e tudo o que ele contém para uso do mesmo Campus Abaetetuba, seus órgãos agregados, alunos e pesquisadores.
Didra Ufpa Abaete
O evento “Puxirum das Artes” pretende compartilhar as atividades dos discentes e docentes vinculados a Faculdade de Formação e Desenvolvimento do Campo que receberam formação através das oficinas de harmonização de conceitos ofertadas à turma de Educação do Campo/2018-intensivo do Campus Abaetetuba, com objetivo de contribuir com estes discentes nos conteúdos disciplinares relacionados a língua portuguesa, Ciências Naturais, Música, Dança e Teatro. Paralelamente, ao longo de duas semanas desenvolve-se atividades extensivas com culminância prevista para o dia 14 de Dezembro, possibilitando a criação artística um espaço para sua realização através do intercâmbio entre artistas e comunidade acadêmica. Trata-se de um momento festivo por onde a Faculdade (FADECAM) comemora sua institucionalização como mais uma unidade responsável pela formação, Cultura e Arte na região. Neste sentido, realizaremos também a entrega de um título simbólico, idealizado pelo Museu do Tocantins- “Prêmio Puxirum das Artes” como reconhecimento da (UFPA/ Campus Abaetetuba aos artistas locais que compõe o território do Baixo Tocantins.
Programação: sexta (14/12) de 7h30-13h30 - Campus UFPA
Dia 14/12 realizamos
uma apresentação chamada "Sementes da vida", durante a programação do
Puxirum das Artes, organizada pela coordenação do Museu do Tocantins.
Na ocasião, o prof. Dr. Livio Claudino, juntamente com o bolsista PIBIC Wanderson Oliveira, contando com o apoio dos agricultores Zelidio e Enilda Vasconcelos, trouxeram sementes crioulas regionais, incluindo feijões de diversas cores e variedades, gengibre, miriti, castanhas, gergelim, etc. Durante a apresentação, embalada ao som da canção Cio da terra (M. Nascimento e C. Buarque), o público interagiu, abrindo as vagens e descobrindo as cores lá dentro. Muitos o fizeram pela primeira vez na vida. A atividade integra a meta do coletivo Didra Ufpa Abaete de valorização das sementes crioulas e da perspectiva de criação de um banco comunitário de sementes. Agradecemos ao prof. Jones Da Silva Gomes Gomes por tão relevante programação.
O professor Lídio Sergio Claudino e o bolsista PIBIC Wanderson Oliveira levaram para o centro do Ginásio de Esportes a exposição "Sementes da via", constituída de sementes colhidas pelo amigo agricultor Zelídio Vasconcelos e sua esposa Enilda, onde o professor fez as devidas explicações dessa exposição e do sentido do nome dessa exposição, com algumas plantas já ameaçadas de extinção, e explicou o sentido daquilo que ele chama de "erosão genética" e disse que a chamada biodiversidade, agora pode ser chamada de "sócio-biodiversidade", que acontece através de grupos que trocam plantas e sementes e mudas dessas espécies vegetais, algumas já ameaçadas de extinção. No meio de seu material levado para exposição, estavam algumas sementes e mudas, onde ele chamou pessoas da plateia para que identificassem essas sementes e mudas diversas, onde existiam plantas e sementes de cabaça, açaizeiros, miritizeiro, feijão, gengibre, cuia e favas de algumas sementes. Ele ainda explicou a situação de algumas mudas e sementes da exposição e deu algumas dicas de plantio e dizendo que todas as áreas de ensino podem contribuir para a agro-biodiversidade. Ele é professor da Educação do Campo, onde teve oportunidade de, recentemente, ter participado de um encontro no Estado do Tocantins sobre esse assunto. Também ele faz plantios experimentais em terras de agricultores de Abaetetuba. Vide fotos abaixo:Na ocasião, o prof. Dr. Livio Claudino, juntamente com o bolsista PIBIC Wanderson Oliveira, contando com o apoio dos agricultores Zelidio e Enilda Vasconcelos, trouxeram sementes crioulas regionais, incluindo feijões de diversas cores e variedades, gengibre, miriti, castanhas, gergelim, etc. Durante a apresentação, embalada ao som da canção Cio da terra (M. Nascimento e C. Buarque), o público interagiu, abrindo as vagens e descobrindo as cores lá dentro. Muitos o fizeram pela primeira vez na vida. A atividade integra a meta do coletivo Didra Ufpa Abaete de valorização das sementes crioulas e da perspectiva de criação de um banco comunitário de sementes. Agradecemos ao prof. Jones Da Silva Gomes Gomes por tão relevante programação.
Abaixo fotos do professor Lívio Claudino montando seus
ítens de pesquisas com sementes e mudas de plantas da mostra
chamada "Sementes da vida".
Parte da plateia chamada para perto das amostras do
professor Lívio Claudino.
O professor Lívio Claudino fazendo as devidas explicações
sobre suas mostras de sementes e mudas de planta, agora
na perspectiva de uma socio-biodiversidade.
Platéia
. A plateia do evento estava repleta de convidados, professores, alunos e interessados nessa festa da cultura de Abaetetuba e Baixo Tocantins.
Parte da plateia com convidados e alunos nas fotos abaixo:

Parte da plateia antes do início do evento

Parte da plateia no momento da merenda no evento. O autor
do Blog do Ademir Rocha escolheu como merenda o mingau
do fruto miriti.
Platéia atenta

. BOLETIM UARACI
Foi apresentada à plateia o Boletim Uaraci (este outro nome indígena), já na sua 3ª edição, editado pela Faculdade de Formação e Desenvolvimento do Campo-FADECAM e Museu do Tocantins, vinculada ao Campus Universitário do Baixo Tocantins (CUBT) com o propósito de ampliar os mecanismos de comunicação junto à comunidade, dentro e fora da Universidade, que agora faz parte das estratégias de divulgação das ações da Faculdade através do Museu do Tocantins, com as metas de fortalecer as atividade do Curso de Educação do Campo e de Agroecologia, que vem se juntar às paginas do Facebook (http://www.facebook.com/fadecam.abaetetuba.5) e (http://fadecam.ufpa.br, esta como página oficial da Faculdade no site UFPA, bem como a página do Museu do Tocantins: http://web.facebook.com/jonesufpa/modal=admin-todo-tour, todos com informes, notícias e os debates inerentes a Comunidade Acadêmica. Vide abaixo algumas páginas do referido boletim:
Uma mesa com toalha artesanal e com algumas peças
do artesanato local.
do artesanato local.

A mesa central enfeitada com artefatos artesanais de Abaetetuba
e Baixo Tocantins.

Parte do sistema de som para o evento

Ademir Quaresma, sua filha Dana e sobrinha Valentina,
esta filha do músico Zezé Quaresma, irmão do Ademir
Quaresma.

Plateia com alunos da Educação do Campo dos diversos
anos dessa faculdade.
Alunos

Plateia com convidados

Abertura do evento com declamação de poesias

Professor Jonas na abertura do evento

A mesa central já com seu sistema de som


Uma apresentação musical

Parte da plateia no evento

No decorrer do evento iam chegando mais convidados, alunos
e professores

Alunos em apresentação



O artesão e escultor Weverton fazendo explanação sobre
sua produção artísticas.


. Peça teatral do Grupo cênico local Matintando Abaetetuba
O grupo cênico Matintando Abaetetuba em momentos de
apresentação de sua peça envolvendo lendas e mitos de
Abaetetuba, Baixo Tocantins e Amazônia.
A peça com teor humorístico e fundamentado nos mitos e lendas do imaginário amazônico teve seus momentos de improvisação de parte dos artistas desse grupo de Abaetetuba. Vide Abaixo fotos da apresentação cênica.


O caçador da peça


A Matinta Pereira chegando para pegar sua porção de
tabaco.


Prosseguimento da peça com o boto encantador de donzelas

Momento da chegada do Curupira


A dança do carimbo faz parte da cultura de Abaetetuba e sua região do Baixo Tocantins. Convém que façamos uma pequena análise dessa dança típica do Pará.
Carimbó é uma dança de roda típica do Pará, marcada por movimentos giratórios, é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2014.
O próprio nome indica sua origem, que é indígena. Do tupi korimbó, seu significado “pau que produz som" resulta da junção dos elementos curi, que significa “pau”, e mbó, que significa “furado”.
O nome faz referência ao curimbó, o principal instrumento musical utilizado nessa manifestação folclórica, o qual era feito com um tronco escavado de forma manual.
O próprio nome indica sua origem, que é indígena. Do tupi korimbó, seu significado “pau que produz som" resulta da junção dos elementos curi, que significa “pau”, e mbó, que significa “furado”.
O nome faz referência ao curimbó, o principal instrumento musical utilizado nessa manifestação folclórica, o qual era feito com um tronco escavado de forma manual.
O carimbó surgiu com o hábito dos agricultores e dos pescadores que, ao fim dos trabalhos diários, dançavam ao ritmo do tambor.

Imagem de dançarinos em posição para executar a dança do carimbo
Os tipos de carimbó surgem em decorrência da ocupação profissional desenvolvida pelos participantes, as quais podem variam conforme a localização no estado. São essas atividades que dão origem à letra das músicas cantadas no carimbó, pois nelas constam o seu cotidiano.
Tendo em conta a dimensão do Pará, surgem, pelo menos, os seguintes tipos: carimbó praieiro, carimbó pastoril e carimbó rural.
Dois tambores, que nesse ritmo recebe o nome de curimbó são os instrumentos indispensáveis na execução do carimbó do Pará.
Além dele, afochê, banjo, flauta, ganzá, maracá, pandeiro e reco-reco também são utilizados.
As vestimentas utilizadas no carimbó são outra característica de destaque. As saias das mulheres são muito coloridas e bastante volumosas para garantir um efeito mais bonito ao movimento da dança.
As suas blusas são de uma cor só e as dançarinas não usam qualquer calçado e utilizam adornos no pescoço, nos pulsos e, nos cabelos, flores.
A roupa dos dançarinos, por sua vez, é simples e lembra a veste de certos trabalhadores que usam as calças curtas ou dobradas. Tal como as mulheres, os homens também dançam descalços.
A dança é feita em pares, os quais formam uma roda. O rapaz convida a moça para a dança batendo palmas na frente dela.
Com as saias, as mulheres executam movimentos tentando cobrir a cabeça dos seus pares.
Fugindo de algumas regras acima citadas, mas nada desmerecendo a bela apresentação por algumas alunas da Educação do Campo, as mesmas fizeram uma demonstração dessa dança típica do Pará e que repercute forte na cultura de Abaetetuba e do Baixo Tocantins. As moças estavam vestidas com saias super coloridas e cores diferentes e com rodadas aplaudidas pelos presentes no Puxirum das Artes.
Vide abaixo fotos das alunas e sua dança do carimbo:
Alunas da Educação do Campo fazendo uma apresentação
de carimbo e devidamente paramentadas com roupas
coloridas.








. Diplomação de personalidades culturais de Abaetetuba e Baixo Tocantins.
A diplomação e entrega de troféu aos agraciados do meio da cultura de Abaetetuba e sua região do Baixo Tocantins, fez parte do Puxirum das Artes
Blog do Ademir Rocha
de carimbo e devidamente paramentadas com roupas
coloridas.








. Diplomação de personalidades culturais de Abaetetuba e Baixo Tocantins.
A diplomação e entrega de troféu aos agraciados do meio da cultura de Abaetetuba e sua região do Baixo Tocantins, fez parte do Puxirum das Artes
Os homenageados pelo Puxirum das Artes foram três grandes figuras das artes culturais de Abaetetuba: o músico Zezé, o músico e compositor Ney Viola e o Mestre Tanta (ou Titote), este mestre de ladainha e carimbó, que nem sequer sabiam que seriam os homenageados para receber os troféus da cultura 2018, e nem o autor do Blog do Ademir Rocha sabia que seria um dos três escolhidos na plateia para entregar o prêmio a um desses homenageados. Esse prêmio se iniciou em 2017, com o grande artesão de miriti de Abaetetuba, Valdeli Costa e sua iniciativa do Miritong, com sua “Fábrica de Sonhos”, onde a ganhadora do prêmio foi a cantora e compositora Neusa Rodrigues.
Entrega do diploma e troféu de personalidade cultural
por Ademir Rocha para o Mestre Tanta, das ladainhas
cantadas e do Carimbó.

































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