A BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO DE ABAETETUBA


Acima temos a foto da Banda Vigem da Conceição
A Banda Vigem da Conceição foi a última banda musical fundada em Abaetetuba e sua história está fortemente ligada à dois grandes mestres musicais em Abaetetuba: Mestre Chiquinho Margalho e Mestre Agenor Silva.
Algumas informações sobre o Mestre Chiquinho Margalho:
A Banda Vigem da Conceição foi a última banda musical fundada em Abaetetuba e sua história está fortemente ligada à dois grandes mestres musicais em Abaetetuba: Mestre Chiquinho Margalho e Mestre Agenor Silva.
Algumas informações sobre o Mestre Chiquinho Margalho:
Francisco de Miranda Margalho/Chiquinho Margalho, n. em 9/2/1906 e f. em 11/6/1967, vítima de um mortal 2º derrame cerebral, funcionário da Prefeitura Municipal de Abaeté/Pa, grande e eclético músico de Abaeté/Pa, professor de música, mestre de banda, maestro, compositor musical, dono de conjuntos musicais e conjunto de jazz em Abaeté/Pa.
Funcionário da Prefeitura Municipal de Abaeté/Pa, tendo ocupado o cargo de administrador do Cemitério Municipal N. S. da Conceição.
Residia c/sua família na antiga Rua Nilo Peçanha, hoje R. Getúlio Vargas.
Ele, como a maioria dos músicos de Abaeté/Pa, aprendeu música “de ouvido”, isto é, sem estudar, só escutando e vendo os outros tocarem. Era exímio saxofonista, mas tocava outros instrumentos como clarinete, pistão, violão e ainda era compositor e autor musical, tendo composto numerosas músicas, todas devidamente escritas em partituras, que infelizmente se perderam com o triste episódio de s/morte. É que s/esposa Leontina culpava a música p/sua morte, tendo, em ato de desespero, queimado a grande obra musical de s/marido Chiquinho. Só restaram algumas partituras, que se encontram no acervo do Centro Cultural de Abaetetuba.
Aprimorou s/estudos de música com o grande e rígido mestre Raimundo Pauxis/Raymmundo Nonnato da Silva Pauxis, filho de outro grande músico, Hermínio Pauxis/Hermínio Antonio da Silva Pauxis, tendo aprendido a tocar vários instrumentos musicais, mas tendo preferência pelo saxofone, instrumento que tocava na Banda Carlos Gomes, nos s/conjuntos musicais e na Banda Virgem da Conceição.
Participou da Banda Carlos Gomes, no tempo do Mestre Raimundo Pauxis. Se desentendeu com os responsáveis da Banda Carlos Gomes e com o incentivo dos padres capuchinhos, que estavam de relações estremecidas com os dirigentes da Banda Carlos Gomes, funda a Banda Virgem da Conceição, junto com outro grande mestre musical, Agenor Silva e outros músicos. Seu conjunto musical o “Jazz do Margalho” se tornou famoso na região, tocando nos bailes da época.
Chiquinho Margalho c/c Leontina Martins e tiveram filhos: Maria Orlete, Amparo Odília, Raimundo Daniel/Daniel Margalho, Catarina Odélia, Maria Odete/faleceu jovemResidiam na Rua Nilo Peçanha Chrispim Ferreira e Francisco de Miranda Margalho, em 1931.
Na Travessa Padre Pimentel morava o músico Francisco de Miranda Margalho, 1931.
Francisco de Miranda Margalho, c/terreno à Rua Torquato Barros, 1931.
Antonio Luiz Gonçalves Chaves, participou da Banda Musical Carlos Gomes junto c/os músicos Francisco de Miranda Margalho, Edgar dos Reis Borges, Manoel Joaquim da Costa, Raymundo Costa, Esmerino Cardoso, Victor Tavares de Lima.
Documento de 30/4/1948: Recibo de cobrança de imposto, p/sepultura perpétua de Ademar Araujo Rocha, filho de Ademar Lobato Rocha, f. aos 17 anos, às 02: 00 horas, tendo como encarregado do Cemitério Público Francisco de Miranda Margalho, valor pago p/Lourival Leite Lobato, primo de s/esposa Sinhá e amigo e colega de Ademar, na prefeitura.
Participou da Orquestra Brasil, muito famosa na época, tocando em bailes em Abaetetuba e região. Tocava saxofone tenor e alto. Seus companheiros da orquestra Brasil eram: Agenor Ferreira da Silva, no trombone de pista; Celino, no saxofone alto; Fortunato, no pistão; Raimundo Besteira, no 2º pistão; Benones, no clarinete; Nilo Pinheiro, no banjo; Daniel Margalho, no violão elétrico; Maracanã, como cantor; Varlindo dos Santos, como baterista e Sílvio Pimentel, no rabecão.
P/ser muito católico gostava de tocar nas missas, ladainhas, procissões, festividades de santos, na cidade e pelo interior do município. Era devoto de São Miguel de Beja e da Virgem da Conceição. Na Igreja Matriz, acompanhava os cantos religiosos ou as ladainhas cantadas.
Montou conjuntos musicais para tocar nas festas dançantes, bailes, como, exemplo o “Jazz do Margalho”, nos anos de 1950. Uma das formações do Jazz do Margalho era: Pão de Milho, no bongô; Sarapeca, no pandeiro; Chiquinho Margalho, no saxofone; João do Maxico, no pistão; Corobo, no trombone; Henrique, na bateria; Cardinal, no clarinete e Cavalinho/Manoel Joaquim Costa, irmão do músico Cardinal, no banjo.
Era o famoso Jazz do Margalho. O jazz era um conjunto musical que tocava músicas balanceadas, próprias para bailes, uma imitação dos jazz americanos.
Ele teve uma íntima relação com as bandas musicais da cidade de Abaetetuba, conforme detalhes abaixo.
Inicialmente, Chiquinho Margalho era componente da famosa Banda Carlos Gomes, comandada p/Raimundo Pauxis/Raymmundo Nonnato da Silva Pauxis. Depois da morte de Raimundo Pauxis em 1948, Chiquinho Margalho assume o comando da Banda Carlos Gomes. Chiquinho Margalho adota a forte disciplina que caracterizava a Banda Carlos Gomes no tempo de Raimundo Pauxis e, por isso, as apresentações da Banda Carlos Gomes continuaram primorosas nas músicas e evoluções de banda.
Posteriormente, Chiquinho Margalho, c/o incentivo dos padres capuchinhos, funda, junto com Agenor Silva e outros músicos, uma nova banda, a Banda Virgem da Conceição, que como o nome diz, reflete o s/lado católico, devoto da Virgem da Conceição e de S. Miguel de Beja e p/ser muito amigo dos padres.
Ele estudou com o Padre Luis Varella e as notas musicais, aprendeu com Raimundo Pauxis.
No tempo dos padres capuchinhos, o Frei Hermes, que era médico, cuidava de sua frágil saúde.
A BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO

Na foto acima, o Mestre Chiquinho Margalho, que foi mestre e regente da Banda Carlos Gomes, é o último sentado à direita.

Na foto acima, o Mestre Chiquinho Margalho, que foi mestre e regente da Banda Carlos Gomes, é o último sentado à direita.
Banda Virgem da Conceição:
A Banda Virgem da Conceição foi
fundada, por Chiquinho Margalho
(Francisco de Miranda Margalho) em 15.09.1949, tendo hoje, 27.12.2007, 58 anos de existência, com sede provisória na
então Rua Nilo Peçanha, hoje Rua Getúlio Varga, na casa de sua sobrinha Luzia
da Gama Margalho, que foi quem confeccionou o primeiro fardamento da
Chamada “Banda Nova”. Chiquinho Margalho
assumiu como seu 1º mestre. O contra-mestre da banda era o excelente
músico Agenor Ferreira da Silva, o Mestre Agenor, que tocava trombone e,
tempos depois, se tornava o mestre da banda.
Chiquinho Margalho era devoto da Virgem da Conceição e de São Miguel de
Beja.
1ª Diretoria da Banda Virgem da
Conceição:
Francisco de Miranda Margalho, presidente; Agenor
Ferreira da Silva,
vice-presidente; Raimundo da Silva
Xavier, secretário; Bento de Sousa, tesoureiro,
tocava prato;
2ª Diretoria Eleita em
25.04.1950:
Agenor Ferreira da Silva,
presidente e mestre da banda; Francisco de Miranda Margalho, vice-presidente;
Raimundo Nonato Xavier, secretário; Eládio Almeida dos Santos, diretor musical
e Bento Barbosa dos Santos, tesoureiro.
Uma Formação da Banda Virgem da
Conceição:
Agenor Ferreira da Silva, que tocava trombone; Otávio, que tocava saxofone; Francisco
Negrão, que tocava saxofone; Bideca,
que tocava clarinete; Celino, que tocava
saxofone; Tomás, que tocava pistão; João Perna,que tocava bumbo; Santos Ferreira, que tocava trombone; Cardinal, que tocava clarinete, Bento
de Sousa, que tocava prato, Miguel Pontes, que tocava tarol, Silomário Ferreira
Cardoso e Raimundo Vicente.
componentes fundadores da banda: Cilomário Ferreira Cardoso; Raimundo
Vicente, Miguel Pontes, era sapateiro e tocava tarol.
Esses músicos da Virgem da
Conceição eram, na maioria, lavradores e pescadores, alguns nem sabendo usar
calçados, não sabiam marchar e se sentiam incomodados com a pesada farda estilo
militar. O primeiro fardamento da banda foi preparado, às pressas, por Luiza Gama Margalho, uma sobrinha de
Chiquinho Margalho, que morava na então Rua Nilo Peçanha.
A Banda Virgem da Conceição se
Torna Famosa:
A Banda Virgem da Conceição,
comandadas pelo Mestre Chiquinho Margalho e, depois, pelo Mestre Agenor, corria
por todo o interior do município, cujo nome, era um chamariz para as inúmeras
festividades de padroeiros de cada localidade. Na igreja, a banda acompanhava os
cantos nas funções religiosas, como missas, ladainhas cantadas em latim e
outros ritos católicos.
Agenor Ferreira da Silva falece,
em Barcarena, no dia...
Após a morte do Mestre Agenor a
Banda Virgem da Conceição elege uma nova diretoria:
Cilomário Cardoso, presidente;
Raimundo Vicente Pereira, vice-presidente; Luiz Carlos Sena Loureiro, 1º
secretário; João Batista, 2º secretário; Jaime Baía, diretor musical; Ademar
Ferreira, tesoureiro; Otávio Loureiro de Araujo, procurador geral.
Luís Barros Sena assumiu em
...até os dias de hoje.
A Banda Virgem da Conceição foi fundada, Agenor Silva e Chiquinho Margalho em 15/9/1949, junto com outros co-fundadores, c/sede provisória na então Rua Nilo Peçanha/hoje Rua Getúlio Vargas, casa de s/sobrinha, Luiza da Gama Margalho, que, inclusive, confeccionou o 1º e pesado fardamento dos músicos da nova banda. Chiquinho Margalho tornou-se, obviamente, o 1º mestre e maestro da nova banda.
Essa banda musical nasceu de um desentendimento dos dirigentes da Banda Carlos Gomes c/os padres capuchinhos. Como Chiquinho Margalho era devoto ardoroso da Virgem da Conceição e de São Miguel de Beja, ele optou p/ficar do lado dos padres, nessa desavença. Como não houve acordo, ele, instigado pelos padres capuchinho da época, saiu da Carlos Gomes e começou a recrutar os bons músicos pelo rico celeiro musical, o interior do município. As razões para as desavenças dos padres capuchinhos eram as mesmas de outras desavenças c/os dirigentes da Banda Carlos Gomes:
Em 1941 aconteceu um 3º atrito dos dirigentes da Banda Carlos Gomes e, p/conseqüência, dos organizadores da festa de São Raimundo Nonato, ainda liderada p/Raimundo Pauxis, c/os dirigentes da Igreja Católica, nos tempos dos Padres Capuchinhos. Os motivos foram os de sempre e com o agravante do inchaço da Confraria de São Raimundo Nonato, onde, muitos desses confrades, diziam os frades, “não possuíam condições morais para participar da confraria”. Ressalte-se que a arregimentação de confrades era feita pelos dirigentes da confraria, que era uma entidade católica independente da Igreja.
Esses frades vieram para ficar em definitivo à frente da Paróquia de Abaeté, e desejavam tomar o controle da paróquia, a começar pela organização dos festejos dos santos populares, que estavam inteiramente nas mãos de cristãos leigos, c/pouca influência dos padres.
Esses fatos se acirraram no tempo do Frei José Maria de Manaus em 1941, Vigário de Abaeté. Os dirigentes da festividade de São Raimundo Nonato se dirigiram a esse frei p/tratar da realização desses festejos, nesse ano. O frei lhes diz que tinha recebido ordens do Frei Paulino Shelere, que era seu superior, para que a festa não fosse realizada naquele ano. Essa notícia foi um choque, não só para os dirigentes da festa, que eram os mesmo dirigentes da Banda Carlos Gomes, como para a comunidade católica local, devido esses festejos terem adquirido tradição, tornando-se a 2ª maior festa, depois da festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição.
Perguntaram os motivos e o frei lhes disse aqueles motivos já conhecidos: os motivos profanos da festa, a festa fora do controle da igreja, os lucros que nunca chegavam para ajudar nos gastos da Paróquia, a presença de muitos membros indignos na Confraria de São Raimundo Nonato etc.
Os dirigentes da banda tentaram rebater, dizendo que os lucros eram depositados em poupança na Caixa Econômica, para atender eventuais necessidades dos componentes da banda, como doenças, falecimentos com seus funerais e que os membros da banda nada recebiam como pagamento. E que com os saldos das festas também se pagavam as viagens da banda, os padres que participavam dos festejos de São Raimundo e as atividades da Confraria de São Raimundo Nonato. Isso explica o novo nome que o clube recebeu, de Clube Musical e Beneficiente Carlos Gomes.
Mas o frei estava irredutível na decisão. Foi a partir daí que se criou uma grande divisão na Igreja Católica, com dois festejos simultâneos de um mesmo santo, no caso São Raimundo Nonato. Vide livro “Verdades, Atos e Fatos Ainda Não Ditos” da historiadora abaeteense, Maria do Monte Serrat.
Com a chegada dos padres capuchinhos, Chiquinho Margalho, como bom católico que era, devoto da Virgem da Conceição e de São Miguel de Beja, tornou-se amigo desses padres e, a convite dos mesmos, no meio dos atritos desses frades com os dirigentes da Banda Carlos Gomes, passa para o lado dos padres e ajuda na criação de uma nova banda, para tocar nos festejos de santos celebrados na nova Igreja Matriz, a começar da festa de São Raimundo Nonato, que se aproximava.
A nova banda criada por Chiquinho Margalho em 15/9/1949 e recebeu a denominação de “Banda Virgem da Conceição”.
Essa banda foi criada às pressas, onde os músicos foram recrutados, na sua maior parte, pelo interior do município, rico celeiro de bons “músicos de ouvido”. Eram agricultores e pescadores que se sentiram desconfortáveis nas pesadas fardas, sapatos, chapéus, que constituía o fardamento da nova banda. Os ensaios das músicas não foram um problema, mas o fardamento, as marchas e evoluções se tornaram um enorme obstáculo a ser superado. Foi, desse modo, que surgiu a Banda Virgem da Conceição, que passou a ter a preferência dos padres nas festas realizadas na nova Igreja Matriz de Abaeté.
Para complicar ainda mais a situação dos festejos de São Raimundo Nonato, organizado pela Banda Carlos Gomes, Raimundo Pauxis falece em 1948 e esse fato leva os padres, no mesmo ano, a mandar derrubar a Igreja do Divino, pois o grande obstáculo, que era o influente diretor da festa de S. Raimundo e da Banda Carlos Gomes, havia falecido. E com a posse do fervoroso católico e novo prefeito de Abaeté, Joaquim Mendes Contente (1951-1955), este proibiu os ditos festejos que eram realizados na praça pública do Divino.
Esse foi o triste desfecho da festa do “Glorioso São Raimundo Nonato” que teve de ser transferida para o sítio dos Pauxis, no Rio Tauerá de Beja.
Alguns grandes músicos da banda Virgem da Conceição: Agenor Silva, Chiquinho Margalho, Bento de Sousa, Cilomário Ferreira Cardoso/Celino Cardoso, Raimundo Xavier, Manivela, Pipira, João Perna, Sinfrônio Quaresma.
Alguns componentes da Banda Virgem da Conceição, contemporâneos de Chiquinho Margalho, fundadores da banda: Cilomário Ferreira Cardoso/Celino Cardoso; Raimundo Vicente, Miguel Pontes, este era sapateiro e tocava tarol.
A primeira diretoria da banda era assim constituída: Francisco de Miranda Margalho, presidente; Agenor Ferreira da Silva, vice-presidente; Raimundo da Silva Xavier, secretário; Bento de Sousa, tesoureiro.
No seu 1º derrame cerebral Chiquinho Margalho esqueceu quase tudo sobre sua vida, inclusive a música. Ele chorava, tentando ler as partituras. Mas, aos poucos, foi recuperando a memória.
Músico apaixonado que viveu e morreu pela música. Inicialmente tocou muitos anos na Banda Carlos Gomes, onde se de desentendeu com os dirigentes da banda e, à convite dos padres capuchinhos, que estavam em litígio com a banda Carlos Gomes, fundou a Banda Virgem da Conceição.
Para fundar a Banda Virgem da Conceição recrutou muitos músicos pelo interior do município de Abaeté/Pa, rico celeiro de bons músicos, que eram agricultores e pescadores, alguns analfabetos e outros que mal sabiam ler e escrever, mas que aprenderam música pelo que os músicos chamam de “aprendeu de ouvido”, isto é, aprendiam a tocar ouvindo os sons musicais e, com alguns treinos, acabavam aprendendo a tocar os instrumentos musicais.
Chiquinho Margalho casou com Leontina Martins Margalho e tiveram os seguintes filhos, 3ª G/Netos/N: Maria Orlete, Amparo Odília, Raimundo Daniel/Daniel Margalho, Catarina Odélia, Maria Odete/faleceu jovem).
Residia com sua família na antiga Rua Nilo Peçanha. Participou da Banda Carlos Gomes, no tempo do Mestre Raimundo Pauxis. Se desentendeu com os responsáveis da Banda Carlos Gomes e com o incentivo dos padres capuchinos funda a banda Virgem da Conceição, junto com o Mestre Agenor Silva e outros músicos. Seu conjunto musical o “Jazz do Margalho” se tornou famoso na região.
1931: Francisco de Miranda Margalho com imóvel na Travessa Padre Pimentel e na rua Torquato Barros, imóvel este repassado à Mariano Silveira Cavalcante.
Francisco de Miranda Magalho, administrador do Cemitério, em 1963, pede licença para tratamento de saúde, por hipertensão anterial.
Pode-se dizer de Chiquinho Margalho o seguinte: Era um apaixonado pela música, tocava p/amor e não media sacrifícios p/se dedicar à s/grande paixão e tirava de s/parcos recursos de funcionário público para investir na música, diga-se conjuntos musicais. Viajava constantemente para o interior do município e municípios vizinhos para tocar nos bailes da época.
Nomes na Banda Virgem da Conceição
FRANCISCO DE MIRANDA
MARGALHO, COMO MESTRE DA BANDA CARLOS GOMES E COMPOSIÇÕES MUSICAIS
FRANCISCO DE MIRANDA
MARGALHO/Chiquinho Margalho
Justificativa: músico
eclético, idealista, amante sem reservas da cultura musical, foi contra-mestre
e, posteriormente, mestre da Banda Carlos Gomes em 1946 e como amigo dos padres
capuchinhos e devoto de Nossa Senhora da Conceição, fundou a Banda Virgem da
Conceição em 1949, junto com Agenor Silva e criou também conjuntos musicais
para bailes, como o Jazz do Margalho e compôs muitas obras musicais e ensinou
teoria musical em Abaetetuba durante toda a sua vida, e nesse contexto, sofreu
dois enfartes do coração, que acabaram por leva-lo à morte.
MESTRE CHIQUINHO
MARGALHO
MESTRE CHIQUINHO
MARGALHO, idealista e grande músico, compositor musical, professor musical,
mestre e fundador de banda e conjunto musical em Abaetetuba. Foi músico,
contra-mestre e Mestre da Banda Carlos Gomes e teve o seu conjunto musical para
festas e bailes, o Jazz do Margalho e foi o fundador da Banda Musical Virgem da
Conceição em 1949, incentivado pelos padres capuchinhos que estavam em litígio
com os dirigentes da Banda Carlos Gomes. O Mestre Chiquinho Margalho também
compôs várias peças musicais e formou muitos músicos em Abaetetuba.
AGENOR FERREIRA DA
SILVA E A BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO:
AGENOR FERREIRA DA
SILVA/Mestre Agenor
Justificativa: músico
ribeirinho, nascido na localidade Bacuri, Ilhas de Abaetetuba, foi músico
eclético, compositor, mestre, maestro, professor de música. Aprendeu a tocar
música “de ouvido”, como se dizia. Somente depois de ter aprendido a tocar os
instrumentos musicais é que foi aprender teoria musical com o Mestre Raimundo
Pauxis. A partir desse aprendizado partiu para as composições musicais. Além
das bandas, Agenor Silva criou o seu conjunto musical que tocava nas festas e
festividades de santos, ladainhas, missas, coroação de Nossa senhora em Abaeté
e pelo interior do município. Junto com Chiquinho Margalho, foi co-fundador da
Banda Virgem da Conceição, onde chegou às funções de contra-mestre e mestre de
banda. Foi referência em Abaetetuba tocando trombone, instrumento de sua
predileção. Tem muita história o Mestre Agenor e porisso seu trombone deve
fazer parte do Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
MESTRE AGENOR
Mestre AGENOR
FERREIRA DA SILVA/Mestre Agenor. Justificativa: músico ribeirinho nascido na
localidade Bacuri, Ilhas de Abaetetuba, foi músico eclético, compositor,
mestre, maestro, professor de música. Aprendeu a tocar música “de ouvido”, como
se dizia. Somente depois de ter aprendido a tocar os instrumentos musicais é
que foi aprender teoria musical com o Mestre Raimundo Pauxis. A partir desse
aprendizado partiu para as composições musicais. Além das bandas, Agenor Silva
criou o seu conjunto musical que tocava nas festas e festividades de santos,
ladainhas, missas, coroação de Nossa senhora em Abaeté e pelo interior do
município. Junto com Chiquinho Margalho, foi co-fundador da Banda Virgem da
Conceição, onde chegou às funções de contra-mestre e mestre de banda. Foi
referência em Abaetetuba tocando trombone, instrumento de sua predileção.
MESTRE CELINO CARDOSO
O Mestre Agenor Silva entrando na cena musical
antiga de Abaetetuba:
O Jazz Brasil
Saíram do antigo Conjunto Palha Verde os músicos:
Caboco Pica-Pau/Ananias, Celino, Agenor, Eládio, Tomás, que foram formar em um
‘jazz’, que era uma expressão para os novos conjuntos musicais que se formavam
naqueles tempos, já sob a influência do rítmo ‘jazz’, dos Estados Unidos. Já
que existiam os: “Jazz Abaeté”, em Abaeté; “Jazz Igarapé-Miri”, em Igarapé-Miri
e “Jazz Pará”, em Belém, o jovem Celino deu a sugestão de “Jazz Brasil” para o
novo conjunto formado pelo já chamado Mestre Agenor/Agenor Silva. A bateria
desse conjunto foi pintada com duas bandeiras intercruzadas, a do Brasil e a do
Pará. Assim, a 1ª formação do novo “Jazz Brasil”, ficou sendo a seguinte:
Caboco Pica Pau/Ananias/Ananias Silva Rodrigues, tocando pistão; Celino
Cardoso, tocando sax alto bi-bemol; Agenor Silva; Eládio Almeida, tocando
contrabaixo de sopro (pistão de 3 teclas); Tomás Almeida, tocando bateria,
acimas citados e saídos do Conjunto Palha Verde e mais os músicos: Sebastião
Pinheiro/Nito, tocando banjo; Bebé, tocando pandeiro. Essa foi a 1ª formação do
antigo “Jazz Brasil”, criado pelo Mestre Agenor/Agenor Silva.
1ª formação do Jazz Brasil:
. Mestre Agenor Silva, dirigente, tocando trombone;
. Caboco Pica-Pau/Ananias, tocando pistão;
. Celino Cardoso, tocando sax alto
. Eládio Almeida, tocando contrabaixo de sopro
(pistão);
. Tomás Almeida, tocando bateria
. Nito/Sebastião Pinheiro, tocando banjo;
. Bebé, tocando pandeiro
O Sr. Celino Cardoso diz que a Banda Virgem da Conceição nasceu de um atrito dos dirigentes da Banda Carlos Gomes com os Padres Capuchinos, numa confusão dos irmãos Araújo, Pedro e Prudente Ribeiro de Araújo com os ditos padres. A Banda Carlos Gomes tinha como patrono o santo São Raimundo Nonato, cujas festividades já eram celebradas na Nova Igreja Matriz de Abaeté ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ainda não concluída totalmente, mas já realizando festas e outros eventos religiosos. Os Frades Capuchinhos cobraram a prestação de contas das festas de São Raimundo Nonato e os irmãos Araujo respondiam sempre que os lucros da festas eram para cobrir os custos dos festejos de N. S. da Conceição e da Banda Carlos Gomes, da qual também eram dirigentes. Esse fato criou um mal estar entre as partes e os freis acabaram convocando o Mestre Chiquinho Margalho para criar uma outra banda para os festejos de santos e demais cerimônias religiosas na nova Igreja Matriz, isso em um prazo muito curto de tempo. O Mestre Chiquinho Margalho era o mestre da Banda Carlos Gomes, em confiança dos irmãos Pauxis, especialmente do Mestre Raimundo Pauxis, que reconhecia os altos conhecimentos musicais de seu pupilo Chiquinho Margalho, isto tudo nos fins da década de 1930 e início da década de 1940. Mas o Mestre Chiquinho Margalho aceitou o pedido de seus grandes amigos, os Padres Capuchinhos Arcádio, Hermes e outro que revezavam na assistência religiosa e espiritual da então Paróquia de Nossa S. da Conceição. Disse o Sr. Celino que Margalho, já no mês de maio de 1949, só mandava os bilhetes para os músicos do interior e alguns da cidade, especialmente do Rio Panacuera do Igarapé-Miri e Maracapucu, onde recrutou os músicos Raimundo Luiz, Manivela, Alcindo, Pipira e outros. Nesse tempo, eram diretores da Festa de Nossa S. da Conceição o Sr. Joaquim Mendes Contente, presidente; o juiz de direito Hugo Ferreira de Mendonça, o Sr. Zé Capataz, o Sr. Raimundo Quaresma, João Veleiro/João Pereira e outros que faziam parte da diretoria da festa. Depois dos músicos já devidamente convocados por Chiquinho Margalho para a 1ª composição da Banda, tendo a ajudá-lo o Mestre Agenor e outros músicos vindos do Jazz Brasil, este convocou os dirigentes da Festa de Conceição e lhes mostrou uma lista com o valor estimado para a composição da nova Banda Virgem da Conceição, esta composta com 28 nomes, vindos especialmente de músicos do interior e alguns da cidade. Os dirigentes da Festa de Nossa S. da Conceição se assustaram com o valor para a organização da nova banda, mas os mestres Chiquinho Margalho e Agenor Silva explicaram que o valor era para uniformizar os músicos e dotá-los de alguns componentes essenciais para a banda como: cadernos de partituras e seus suportes e outros.
LUIZ SENA COMO MÚSICO
ECLÉTICO, MEMBRO E LÍDER DA BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO E MEMBRO DE GRUPOS DE
SERESTAS
LUIZ SENA/Luís do
Nilamon
Justificativa: filho
do músico Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético,
tocando instrumentos, como trombone, violão, banjo e é perseverante e idealista
músico de Abaetetuba, que já faz mais de dez anos que se encontra à frente da
Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na
cidade, como “Os Coroas” criado em 1990 e ainda é atuante nos meios musicais de
Abaetetuba.
• LUIZ SENA/Luiz do Nilamon, filho de Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético conforme abaixo, tocando vários instrumentos, como trombone, violão, banjo. Já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990.
• LUIZ SENA/Luiz do Nilamon, filho de Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético conforme abaixo, tocando vários instrumentos, como trombone, violão, banjo. Já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990.
TROMBONE: LUIZ SENA
BOMBARDINO: LUIZ SENA
VIOLÃO DINÂMICO: LUIZ
SENA
CAVAQUINHO: LUIZ SENA
BANDOLIM: LUIZ SENA
BANJO: LUIZ SENA
SURDÃO: LUIZ SENA
TAROL: LUIZ SENA
SURDINHO: LUIZ SENA
TAMBORIM: LUIZ SENA
PANDEIRO: LUIZ SENA
AFOCHÊ: LUIZ SENA
CASTANHOLA: LUIZ SENA
Edney Souza, Valdeli
Costa e Luis Azevedo que criaram em 2017 o Grupo 'Cuíras', formado por
fotógrafos e músicos, que procura promover a cultura e resgatar os valores
culturais de Abaetetuba
Hoje (2017) os Cuíras
foram visitar os mestres da música em Abaetetuba.
Zé Boró, o de camisa
azul
Luís do Nilamon, o de Camisa branca e chapéu branco
Ademar e
Palheta.
Luís do Nilamon, o de Camisa branca e chapéu branco
Ademar e
Palheta.
Projeto Era do Jazz
Mestres
Mestres
MESTRE LUIZ DO NILAMON
LUIZ DO NILAMON OU LUIZ SENA/Mestre Luís do Nilamon. Justificativa: filho do músico Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético, tocando instrumentos, como trombone, violão, banjo e perseverante e idealista músico de Abaetetuba, que já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990. Ainda é ativo músico em Abaetetuba.
LUIZ SENA COMO MÚSICO
ECLÉTICO, MEMBRO E LÍDER DA BANDA VIRGEM DA CONCEIÇÃO E MEMBRO DE GRUPOS DE
SERESTAS
LUIZ SENA/Luís do
Nilamon
Justificativa: filho
do músico Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético,
tocando instrumentos, como trombone, violão, banjo e é perseverante e idealista
músico de Abaetetuba, que já faz mais de dez anos que se encontra à frente da
Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na
cidade, como “Os Coroas” criado em 1990 e ainda é atuante nos meios musicais de
Abaetetuba.
• LUIZ SENA/Luiz do Nilamon, filho de Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético conforme abaixo, tocando vários instrumentos, como trombone, violão, banjo. Já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990.
• LUIZ SENA/Luiz do Nilamon, filho de Nilamon Xavier de Sena e Lucila Barros de Sena, músico eclético conforme abaixo, tocando vários instrumentos, como trombone, violão, banjo. Já faz mais de dez anos que se encontra à frente da Banda Virgem da Conceição e é antigo organizador de grupos de seresta na cidade, como “Os Coroas” criado em 1990.
TROMBONE: LUIZ SENA
BOMBARDINO: LUIZ SENA
VIOLÃO DINÂMICO: LUIZ
SENA
CAVAQUINHO: LUIZ SENA
BANDOLIM: LUIZ SENA
BANJO: LUIZ SENA
SURDÃO: LUIZ SENA
TAROL: LUIZ SENA
SURDINHO: LUIZ SENA
TAMBORIM: LUIZ SENA
PANDEIRO: LUIZ SENA
AFOCHÊ: LUIZ SENA
CASTANHOLA: LUIZ SENA
Edney Souza, Valdeli
Costa e Luis Azevedo que criaram em 2017 o Grupo 'Cuíras', formado por
fotógrafos e músicos, que procura promover a cultura e resgatar os valores
culturais de Abaetetuba
Hoje (2017) os Cuíras
foram visitar os mestres da música em Abaetetuba.
Zé Boró, o de camisa
azul
Luís do Nilamon, o de Camisa branca e chapéu branco
Ademar e
Palheta.
Luís do Nilamon, o de Camisa branca e chapéu branco
Ademar e
Palheta.
Projeto Era do Jazz
Mestres
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Obs: seguem os nomes na Banda Virgem da Conceição:
Ademir rocha – Abaetetuba/pa, em 19/11/2009.

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