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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Palavra de Vida de Janeiro 2018

Palavra de Vida – Janeiro de 2018
Fonte: www.focolare.org

Palavra de Vida – Janeiro de 2018
28 Dezembro 2017
“Tua direita, Senhor, é majestosa em poder.” (Ex 15,6)

A Palavra de Vida deste mês cita um versículo do hino de Moisés, um trecho do Antigo Testamento no qual Israel exalta a intervenção de Deus na própria história. É um canto que proclama a Sua ação decisiva para a salvação do povo, no longo percurso que vai da libertação da escravidão no Egito até a chegada à Terra Prometida.
É uma caminhada cheia de dificuldades e sofrimentos, mas guiada com segurança pela mão de Deus, também com a colaboração de homens como Moisés e Josué, que se colocam a serviço desse plano de salvação.
“Tua direita, Senhor, é majestosa em poder.”
Quando pensamos no “poder”, facilmente associamos essa palavra à força da dominação, que muitas vezes é causa de abusos e conflitos entre pessoas e entre povos. Ao passo que a palavra de Deus nos revela que o verdadeiro poder é o amor, tal como se manifestou em Jesus: Ele vivenciou toda a experiência humana até à morte, para abrir-nos o caminho da libertação e do encontro com o Pai. Graças a Ele, manifestou-se o poderoso amor de Deus pelos homens.
“Tua direita, Senhor, é majestosa em poder.”
Se olharmos para nós mesmos, devemos reconhecer honestamente os nossos limites. A fragilidade humana em todas as suas expressões – física, moral, psicológica, social – é uma realidade inegável. Mas é justamente aí que podemos experimentar o amor de Deus. Com efeito, Ele quer a felicidade para todos os homens, seus filhos, e por isso está sempre disponível a oferecer a sua ajuda poderosa a todos os que se colocam com docilidade nas suas mãos para construir o bem comum, a paz, a fraternidade.
Esta frase foi escolhida com esmero para celebrar neste mês, no hemisfério Norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos[1]. Quantos sofrimentos fomos capazes de causar uns aos outros nesses séculos de separação, escavando fossos e alimentando desconfianças, dividindo comunidades e famílias.
“Tua direita, Senhor, é majestosa em poder.”
Sentimos a necessidade de pedir com a oração a graça da unidade, como dom de Deus; ao mesmo tempo podemos também oferecer-nos para sermos Seus instrumentos de amor na construção de pontes.
Em 2002, durante um congresso do Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra, Chiara Lubich foi convidada a apresentar o seu pensamento e a sua experiência. Ela disse: “O diálogo se realiza deste modo: como primeira coisa, colocamo-nos no mesmo plano do nosso interlocutor, seja ele quem for; depois o escutamos, fazendo o vazio completo dentro de nós (…). Dessa maneira acolhemos o outro e o compreendemos (…). E assim, tendo sido escutado com amor, o outro é estimulado a querer ouvir também a nossa palavra”.[2]
Neste mês poderíamos aproveitar os nossos contatos de cada dia para consolidar ou recuperar relacionamentos de estima e amizade com pessoas, famílias ou grupos pertencentes a Igrejas diferentes da nossa.
E por que não estender a nossa oração e a nossa ação também às divisões existentes dentro da nossa própria comunidade eclesial, bem como na política, na sociedade civil, nas famílias? Poderemos também nós testemunhar com alegria: “Tua direita, Senhor, é majestosa em poder.”
Letizia Magri
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[1] No hemisfério Sul a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre a Ascensão e Pentecostes (em 2018 será de 13 a 20 de maio).

[2] Cf. C. Lubich, A unidade e Jesus crucificado e abandonado, fundamento para uma espiritualidade de comunhão. Genebra, 28 de outubro de 2002.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Fonte: www.focolare.org
Igrejas Cristãs
Cristãos de cerca 350 Igrejas e comunidades eclesiais, pessoas firmemente ancoradas à própria Igreja e ao mesmo tempo capazes de criar vínculos entre cristãos de Igrejas diferentes. Assim o Movimento vive o ecumenismo.
A finalidade. O Movimento deseja dar a própria contribuição para que caiam os muros que separam as Igrejas, abatendo preconceitos e construindo espaços nos quais os vários tipos de diálogo possam frutificar. O “diálogo da vida” é um desses espaços, onde os cristãos podem testemunhar que é possível viver juntos.
O alicerce. Está no Evangelho vivido à luz da espiritualidade da unidade. Cristãos de várias denominações, vivendo esta espiritualidade, sentem o desejo de reconhecer e aprofundar o patrimônio comum, e valorizar as fontes de vida espiritual que se encontram nas diversas Igrejas. A novidade consiste em sentir-se parte de uma família, cujos laços remontam ao mandamento de Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, assim amai-vos uns aos outros. Disto todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34). Estar unidos neste amor de Cristo é um requisito para ter a presença de Jesus entre os seus (cf. Mt 18,20), que se tornou característica da vida ecumênica do Movimento dos Focolares.
Um novo caminho ecumênico. Após 50 anos do início do trabalho ecumênico do Movimento, se delineou o “diálogo da vida”, vera e própria fisionomia da contribuição que o povo de Deus pode dar ao processo de aproximação, para ajudar a recompor a plena e visível comunhão entre as Igrejas. Chiara constatava: “Cada Igreja, com o passar dos séculos, de certo modo petrificou-se em si mesma, pelas ondas de indiferença, de incompreensão, se não de ódio recíproco. É necessário em cada uma, portanto, um suplemento de amor. Aliás, seria preciso que a cristandade fosse invadida por uma avalanche de amor” (Graz).
Os frutos. Multiplicaram-se no mundo e no tempo. Gradualmente o diálogo da vida tornou-se diálogo de povo. Hoje, no Movimento dos Focolares, contam-se cristãos de mais de 350 Igrejas e comunidades eclesiais. Entre estes estão também bispos, que todo ano reúnem-se para viver juntos o Evangelho e incrementar a comunhão em Cristo.
Surgiram “Escolas ecumênicas” ou cursos de formação ecumênica, na Europa, no Oriente Médio e nas Américas.
Em Ottmaring, nos arredores de Augsburg (Alemanha), ainda em 1968 nasceu uma Mariápolis permanente ecumênica, desejada pelo Movimento dos Focolares e pela “Fraternidade de vida em comum”, fraternidade evangélica que assumiu como própria a oração de Jesus pela unidade (cf. Jo 17). Atualmente cerca de 120 pessoas moram na Mariápolis. Seu objetivo é tornar visível a unidade e dizer a todos que esta realidade já é possível, entre cristãos de diversas Igrejas.
“Juntos pela Europa”. Em 1999 iniciou um caminho de comunhão entre Movimentos e comunidades de várias Igrejas, “Juntos pela Europa”. Está baseado sobre uma aliança de amor mútuo. Entre eles atua-se uma colaboração em favor do bem comum, do compromisso em defesa da vida, pela família, pela paz, pelos pobres, por uma economia justa e pela tutela ambiental, em resposta à mensagem final do congresso internacional que “Juntos pela Europa” realizou no dia 12 de maio de 2007 em Stuttgart, na Alemanha.
A história. Este diálogo tem suas origens em 1961, quando um grupo de evangélicos luteranos escutou pela primeira vez Chiara Lubich, em Darmstadt, na Alemanha. Ficaram tocados pela sua proposta, simples, mas radical, de uma vida alicerçada sobre a Palavra de Deus. Foi assim que, no mesmo ano, após numerosos contatos e encontros informais, foi fundada uma secretaria para o ecumenismo, chamada “Centro Uno”, em Roma. Igino Giordani foi o primeiro diretor e continuou neste cargo até a sua morte, em 1980.
Desde 1955, por meio de um arquiteto suíço, o Movimento se difundiu na Igreja reformada.
Os primeiros contatos com os anglicanos aconteceram antes do Concílio Vaticano II. Em 1966 Chiara Lubich encontrou o Primaz da Igreja da Inglaterra, Michael Ramsey. Todos os arcebispos de Cantuária, até o atual, Rowan Williams, encorajam a difusão da espiritualidade dos Focolares na Igreja anglicana.
Em 1967 ocorreu o primeiro encontro de Chiara com alguns dirigentes do Conselho ecumênico das Igrejas, em Genebra.
A história dos relacionamentos fraternos entre o Movimento dos Focolares e os ortodoxos tem suas raízes no encontro extraordinário entre Chiara Lubich e o patriarca de Constantinopla Atenágoras I. “Era o dia 13 de junho de 1967 – Chiara mesma conta –. Ele me recebeu como se sempre me tivesse conhecido. ‘A esperava!’, exclamou, e quis que lhe narrasse os contatos do Movimento com luteranos e anglicanos”. Foram um total de vinte e cinco as audiências de Chiara com Atenágoras I. Em seguida os relacionamentos continuaram com o Patriarca Demétrio I. E os contatos com o atual patriarca ecumênico, Bartolomeu I, prosseguem no mesmo espírito de estima e amizade. Entretanto a espiritualidade do Movimento foi acolhida por cristãos de outras Igrejas orientais, e o diálogo se desenvolveu com sírio-ortodoxos, coptas, etíopes, armênios e assírios.
Contatos:
Via Frascati, 306 – 00040-Rocca di Papa (Roma)
Telefono:Tel. 06794798-318
Fax: 06/94749320
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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