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domingo, 6 de dezembro de 2015

Localidades de Abaetetuba

LOCALIDADES DO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
As fotos desta postagem são do fotógrafo
Marivaldo Sena
ALGUMAS LOCALIDADES NO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA
Entendemos como localidade ou lugar uma determinada área habitada, com um nome tradicional, formada por outras comunidades menores. E essas localidades menores também fazem parte desta relação que é fruto de pesquisas na Fundação Cultural de Abaetetuba e em livros, jornais, revistas e autores do Baixo Tocantins. Cada rio, igarapé, furo, costa de Abaetetuba corresponde a uma grande comunidade, subdividida em comunidades menores. Cada Ramal também corresponde a uma grande comunidade subdividida.
ALGUNS CONCEITOS E DEFINIÇÕES

A maioria das localidades de Abaetetuba pertencem
à área ribeirinha e a vegetação é dominada pela
presença dos açaizais
Rio é uma corrente natural de água que flui com continuidade (curso de água), que desemboca no mar, num lago ou em outro rio e, em tal caso, denomina-se afluente. Por seu curso podem navegar, dependendo do tamanho, navios, barcos, barcaças e outras embarcações menores.
Os afluentes são rios menores que deságuam em rios principais.
Confluência é o termo que define a junção de dois ou mais rios.
Foz é o local onde deságua um rio, podendo dar-se em outro rio, ou em um lago ou no oceano.
Igarapé é um termo amazônico que vem do nheengatu, língua originária do tupi-guarani. Nheengatu=língua boa, língua fácil de ser entendida.
Igarapés são braços estreitos de rios pequenos, médios ou grandes, onde a maioria possui águas escuras e são navegáveis por pequenas embarcações e canoas. São como canais existentes na bacia amazônica, caracterizados por pouca profundidade e por correrem quase no interior das matas que os recobrem como túneis vegetais.
Os igarapés desempenham um importante papel como vias de transporte e comunicação. São como ruas fluviais no meio das matas amazônicas.
Igarapé, palavra tupi=caminho de canoa. Ou significa=pequeno rio, riacho.
Furo é um termo genuinamente amazônico. Furo=pequeno canal estreito de um rio.
Furos são córregos ou riachos que unem rios maiores entre si ou adentram as matas de várzeas e igapós amazônicos.
Igapó, palavra tupi=floresta pantanosa, terreno encharcado. Asemelha-se à várzea.
Os furos da Zona Ribeirinha de Abaetetuba/Pa geralmente são navegáveis por pequenas embarcações que transportam pessoas ou mercadorias, diminuindo as distâncias entre as comunidades das ilhas/comunidade ribeirinha e as cidades. Antigamente as embarcações mais utilizadas pelos rios, igarapés e furos eram as chamadas canoas à vela, que eram de porte pequeno, médio ou grande. A expressão “canoa grande” se popularizou quando ainda não havia transporte rodoviário no município e o único meio para se fazer comércio e transporte de pessoas eram as canoas grandes à vela. Outras embarcações menores eram usadas no transporte de mercadorias e pessoas pelas vias fluviais do município/rede hidrográfica como os reboques, montarias, batelões, canoas à remo e cascos. Com o advento dos motores à óleo diesel as embarcações existentes foram adaptadas ao uso de motores movidos a óleo diesel e outros tipos de embarcações foram surgindo como pequenos, médios e grandes barcos motorizados, iates, lanchas voadeiras e outros tipos.
Os rios e igarapés existem em grande quantidade e que se juntam aos furos e baías que vão constituir uma grande massa de água doce que cerca totalmente a parte continental do município e constituem o caminho natural para os habitantes da Zona Ribeirinha em seus deslocamentos diários à Abaetetuba ou municípios vizinhos com as mais variadas finalidades.
As chamadas ilhas do Baixo Tocantins e especialmente as de Abaetetuba são trechos de terras formadas por matas de várzeas, igapós e floresta de terra firme cercadas por uma densa rede hidrográfica de rios, igarapés e furos.
As ilhas do município de Abaeté somam um total de 45 ilhas espalhadas, desde a frente da cidade, até os limites com os municípios vizinhos.
Dentre os inúmeros rios, igarapés, furos, baías, costas e ilhas de Abaetetuba, alguns são históricos e habitados desde os primórdios da história do município.
ALGUMAS ILHAS DO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
Ilha CURURU
Ilha da PACOCA, cercada por lendas, mitos, crendices, busõe.
Ilha SÃO BENTO
Ilha SÃO FRANCISCO
Ilha SANTO ANTONIO
Ilho do COELHO. Fica próxima à embocadura do Rio Tucumanduba, este afleunte do Rio Pará.
Ilha da PACOCA, cercada por lendas, mitos, crendices, busõe.

Ilha do PALMAR: Fica na embocadura do Rio Maracapucu.
Ilha ANINGAL. Fica próxima à embocadura do Rio Tucumanduba, este afluente do Rio Pará.
Ilha do COELHO. Fica próxima à embocadura do Rio Tucumanduba, este afleunte do Rio Pará.
Ilha da PACOCA, cercada por lendas, mitos, crendices, busõe.
Ilha do TUCUMANDUBA. Festa de N. S. de Lourdes, na capela da comunidade.

E outras ilhas. Essas ilhas estão situadas em frente à cidade de Abaetetuba, como a protegê-la das intempéries do mar.

ALGUMAS BAÍAS QUE BANHAM O MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
As águas de nossas baciais fluviais estão
fortemente poluídas pelos despejos de lixo e
dos produtos vindos dos esgotos de saneamento
das grandes e médias cidades paraenses

Baía do MARAJÓ. Abaetetuba limita-se ao Norte com a Baía do Marajó, Barcarena e Rio Pará. Importante como limite para Abaeté: Abaeté limita com o rio Pará (Baía do Marajó): começa na foz do Tocantins, no rio Pará, segue pela costa meridional da Baía do Marajó, na sua margem direita, até a foz do rio Uiarenga.

O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campompema, entre outras.

Grande massa de água doce que separa Abaeté da grande Ilha do Marajó onde existia muitos índios no fim do século 19, onde muitos deles atravessaram a grande Bahia para se fixar em terras de Vila do Conde, Vila de Beja e que foram catequizados pelos antigos padres Capuchos e, depois, os padres jesuítas, dando origem aos dois povoados.

Limites de Abaetetuba 
OS LIMITES DO RECÉM CRIADO MUNICÍPIO DE ABAETÉ/PA
Ao Norte, com a Baía do Marajó, o Rio Pará e o município de Barcarena.
A Leste, com o Rio Moju e município de Moju.
Ao Sul, com os municípios de Igarapé-Miri e Moju.
A Oeste, com os municípios de Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru , Cametá e Muaná. Vide mapas anexos.
Aspectos dos Limites de Abaetetuba
Abaetetuba limita com o município de Barcarena: começa na Baía do Marajó (Rio Pará), pela margem direita, confronte à foz do rio Uiarenga e sobe pelo álveo deste até as suas cabeceiras, e destas, às nascentes do Igarapé Cabresto.

Limita com o município de Moju: começa nas nascentes do igarapé Cabresto e destas alcança, por uma reta, as cabeceiras do Rio Mocajatuba.

Limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.

Baía de MARAPATÁ. Faz limite com o Oeste de Abaetetuba, junto com Limoeiro do Ajuru, Cametá e a Foz do Rio Amazonas.

Descrição das divisas de Abaetetuba com essas baías: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju.

A Baía de Marapatá é formada pela foz do rio Tocantins, que banha a cidade de Abaetetuba e é importante para os limites de Abaetetuba.

Abaeté foi erigida defronte da Baía de Marapatá, margem direita do Rio Tocantins.

Limita com os municípios de Cametá, Limoeiro do Ajurú e Baía de Marapatá, na foz do Rio Tocantins: começa da foz do Rio Maúba, no Tocantins, segue pela costa da margem deste rio e pela Baía de Marapatá, até a foz do Tocantins, no Rio Pará.

Baía do Capim. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste.~

Os cenários são variados ao longo do dia no Pará

CAPIM/PIROCABA
Ilha do CAPIM. Fica na frente da praia de Beja. Importância da Ilha do Capim: O rio Meruu nasce no município de Igarapé-Miri/Pa, percorrendo-o em grande parte e comunica-se com o rio Tocantins pelos furos: Anapu, Mitipucu, Panacuéra, Tucumanduba, Maracapucu e Capim. Comunica-se com o rio Moju pelo igarapé-Miri; recebe no seu percurso os rios: Caji, Santo Antonio, Tauerá, Acaraqui, Abaeté, Jarumã e outros pequenos rios e lanças-se no rio Tocantins, formando um grupo de ilhas que vai constituir uma parte importante do município de Abaeté/Pa, em cuja extremidade existe a Ilha do Capim com o seu utilíssimo Farol. Vide Ilha Sirituba.
A Ilha do Capim é uma ilha relativamente grande para os padrões abaetetubenses, medindo 994,7 ha e ao seu redor fica a Baía do Capim. O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campopema, entre outras.
CAPIM
Praia do CAPIM – Na Ilha do Capim, na costa do Rio Marapatá

Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Ilha do capim. A Ilha do Capim abriga a Escola Pe. Pio.

Praia do PIROCABA – Na localidade Pirocaba, na costa da Baía do Tocantins, perto da cidade de Abaetetuba/Pa.

Lago PIRI - Fica perto do Igarapé Pacoval, próximo da Baia do Capim.

Grande comerciante e dono de embacações na Ilha do Capim: Raymmundo de Souza Azevedo (Ilha do Capim).

As casas ribeirinhas e rurais das localidades são
simples, mas que propiciam belos cenários

URUBUÉUA/PRATA/DOCE

JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
Ilha do JARUMÃ

ACARAQUI/BELCHIOR/SIRITUBA/CAMPOMPEMA/TABATINGA/PACOCA
Rio ACARAQUI
É um afluente do Rio Maratauíra. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Nesse rio conteciam festas de santos nas s nas casas de famílias. Abriga a Comunidade S. Miguel Arcanjo, no Médio Acaraqui e abriga a Escola São Tomé e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro, no Baixo Acaraqui.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO ACARAQUI
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

CAMOTIM-Vila Camotim, na Pa-151, km 59

CAMPOMPEMA
. Ilha CAMPOMPEMA. Vide Ilha Sirituba. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
. Ilha da PACOCA, cercada por lendas, mitos, crendices, busõe.
. Ilha PACOQUINHA (na frente da cidade).

. Ilha SIRITUBA. O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campopema, entre outras.
. COSTA SIRITUBA
. Ilha BELCHIOR

. Ilha TABATINGA. Localiza-se na frente da cidade. Abriga a Escola Mossa S. do Perpétuo Socorro.
Famílias Originárias da Ilha Tabatinga
Família Araujo
. 1ª geração do lado paterno de Zizina Ribeiro de Araujo:
. Avós paternos de Zizina: Luiz Joaquim de Araujo, que nasceu na Ilha de Tabatinga, município de Abaeté e ele era Capitão e casou com Feliciana Joaquina de Araujo. Luiz Joaquim faleceu no dia 28/4/1883, às 2h da tarde e foi sepultado no dia seguinte. Luiz Joaquim e Feliciana tiveram 10 filhos: Clarindo do Espírito Santo, Anna, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago de Araujo, Carolina, Balbina, ..., Clara de Nazaré, Tomaz de Aquino de Araujo, 2ª geração.
2ª geração, filhos de Luiz Joaquim e Feliciana
. Clarindo do Espírito Santo de Araújo, nasceu em 20/3/1862, na Ilha de Tabatinga. C/c Ângela Ferreira Ribeiro, no dia 26/5/1888, sábado. Clarindo era professor e exerceu, ainda, os seguintes cargos: Escrivão de Juiz Substituto da Comarca de Faro, interinamente; Oficial de Registro Geral de Hipoteca de Faro em 23/4/1894 e em 1/12/1894; Secretário da Intendência de Faro; de 9/1/1888 a 27/11/1899, exerceu o cargo de Escrivão Interino do 1º e 2º Cartório da Comarca de Ponta de Pedras, quando pediu demissão. Em Abaeté foi, também, Oficial de registro Civil e Professor. Clarindo e Ângela tiveram 11 filhos: Idalina/Idália, Valdomira/Mira, Zizina/Zizi, Prudente, Raimundo/Raimundinho, Antônio/Antonico/Titá, Anna/Anica/Nicota), Lauro, Angelina, Pedro e Licynio Ribeiro de Araujo, 3ª geração. Clarindo faleceu em 14/9/1923, em s/residência, às 20h, à Rua Siqueira Mendes, em Abaeté, com 61 anos, 5 meses e 24 dias e seu casamento durou 35 anos, 3 meses e 19 dias.
2ª geração, filhos de Luiz Joaquim e Feliciana
. Ana de Araujo; Camilla de Lélis de Araujo; Antonia das Flores de Araujo; Felippe Santiago de Araujo: tio paterno de Zizina Ribeiro de Araujo; Carolina de Araujo; Balbina de Araujo; Sinézio de Araujo; Clara de Nazaré de Araujo; Tomáz de Aquino de Araujo:
Aldenise Carvalho Bararatim. 3ª geração, filhos de Clarindo do Espírito Santo de Araújo e Ângela Ferreira Ribeiro:
. 3ª geração, Idália/Idalina Ribeiro de Araujo c/Príncipe da Silva Villaça/Pichota:
Idalina Ribeiro de Araújo/Idália nasceu em 9/12/1889, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté e c/c Príncipe da Silva Villaça/Pichota e tiveram 5 filhos: João Natalino/Joca, Antonio, José/falecido criança, Sebastião/Sabarico e Clarindo de Araujo Vilaça/Caíto, 4ª geração. Idália faleceu em 8/7/1962, na residência dos herdeiros de seus pais, à Rua Siqueira Mendes, 1531, com 72 anos, 5 meses e 1 dia.
4ª geração, Clarindo de Araujo Vilaça/Caíto, c/c Iracema de Oliveira Santos Vilaça e tiveram 6 filhos, 5ª G: José Adilson, Paulo Sérgio, Maria de Lourdes, Idália Maria, Carlos Humberto e Kátia Maristela dos Santos Vilaça/Vilaça de Carvalho.
Araujo Vilaça
. Antônio de Araújo Vilaça, c/c Aldenise Carvalho Bararatim. Sebastião de Araujo Vilaça/Sabarico, nasceu em 19/12/1921 e c/c Pedrina. Tiveram 1 casal de filhos: Maria da Conceição e José Roberto. Clarindo de Araújo Vilaça/Caíto, nasceu em 26/5/1924 e c/c Iracema e tiveram vários filhos: José Adílson, Paulo Sérgio, Maria de Lourdes, Idália e ...
. Anna Ribeiro de Araújo/Anica/Nicota, nasceu em 4/4/1900, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté e c/c seu primo Bernardino Pereira de Barros/Beré, que foi o 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté em 1902 e tiveram 7 filhos: Pérola Perolina, Nelita Solange, Altair Guamarino da Paz/Amor, Irene/falecida criança, Orlando Triamegildo, Miguel Aureolindo/Lindo, Irene Lacy de Araújo Barros, 4ª geração.
4ª geração, filhos de Anna e Beré
. Altair Guamarino da Paz de Araújo Barros/Amor, nasceu em 24/1/192... e c/c Janice Medeiros e tiveram 2 filhas: Pérola e Altair Medeiros Barros (5ª geração).
5ª geração, filhos de Altair Guamarino/Amor e Janice
. Pérola Maria Medeiros Barros, c/c Sérgio Furtado e tiveram 2 filhos: Lucas e Jonas Barros Furtado (6ª geração).
. Altair Medeiros Barros, casou dia 7/11/1990, com Geraldo e tiveram um filho: Gabriel (6ª geração).

MARACAPUCU/MARACAPUCU-MIRI
 Os cenários ribeirinhos da área fluvial paraense
são dominados por grandes, pequenas e grandes
ilhas
Ilha do PALMAR: Fica na embocadura do Rio Maracapucu.
Ilha ANINGAL. Fica próxima à embocadura do Rio Tucumanduba, este afluente do Rio Pará.
Ilho do COELHO. Fica próxima à embocadura do Rio Tucumanduba, este afleunte do Rio Pará.
Ilha do TUCUMANDUBA. Festa de N. S. de Lourdes, na capela da comunidade.
ALGUNS ANTIGOS DE OLARIA NO MARACAPUCU
Benjamim Gualter Gomes
Manoel Raymmundo Rodrigues; 1922
Benjamim de Carvalho.
Carmelino Pedro Rodrigues. Citação em 1922: “Carmelino Pedro Rodrigues, com olaria no Rio Maracapucú-Miry”.
Ilha do PALMAR: Fica na embocadura do Rio Maracapucu.

CONDUÇÃO DE CARGA À FRETE MARÍTIMO/ALGUNS FRETEIROS E CANOAS À VELA
As casas ribeirinhas invariavelmente possuem
suas pontes e estas possuem sua cabeça de ponte
como na foto

Em 1922:
Aristides Silva e Cia. (Rio Tucumanduba-Canoa Elegante).
João dos Reis e Silva (Rio Tucumanduba).
Capitão João dos Reis e Silva (Rio Tucumanduba-Canoa Brasileira).

COSTA MARATAUÍRA
ALGUMAS COSTAS DO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
Costa MARATAUHYRA
Famílias originárias na costa Maratauhyra:
Famílias do Maratauíra
. Nilamon Xavier de Sena, que nasceu na Costa Maratauhyra, nas Ilhas de Abaeté, foi agricultor, plantando cana-de-açúcar, mandioca, feijão, era católico, músico, viajante marítimo, viajando com os irmãos para o Marajó, Baixo Amazonas, vendendo mercadorias variadas, especialmente cachaça, que era vendida em todos os lugares, em viagens de 45 dias ou 3 meses no inverno em barco trivela. Com 10 anos de idade veio com sua família para morar na cidade. Casou com Lucila Barros Senna. Em 2003 era viúvo. Aposentado. As casas eram cheias de imagens dos santos, oratórios, quadros de santos. Nilamon tocava nas festas de santos, folias, ladainhas que compunham a religiosidade popular dos povos das ilhas e na cidade. Tocava nas festas dançantes na cidades e ilhas, nas peças teatrais, cordões juninos, cordões de pássaros (tucano, andorinha), bois-bumbás. Era o Nilamon que liderava a parte musical dos cordões juninos. Tocava choros, valsas, hinos, maxixe, xote, mazurca, quadrilha.
. A avó Benedita, de Nilamon, enquanto estava viva, com até oitenta e poucos anos de vida, era devota de Nossa S. do Carmo, da qual possuía uma imagem e ela e toda a sua família festejavam essa santa, festa essa que tinha a participação da Orquestra “15 de Novembro”, fundada pelo pai de Nilamon, Tomás de Senna, grupo musical formado por seus parentes, cunhados, primos e outros parentes, no total de 12 músicos, que acompanhava as ladainhas e as festas dançantes nas noites dos festejos de Nossa Senhora do Carmo. Como ainda não existia energia elétrica, essas festas eram realizadas à luz de lampião de carbureto.
A Costa Maratauíra abriga a Escola Nova União e a localidade Nazaré-Costa Martatauíra abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e a Comunidade Nossa S. de Nazaré. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Costa Maratauíra (Cafar), Festa de Nossa S. do Carmo, na capela da comunidade, Festa de Santo Antonio, na capela da comunidade.
Alguns Antigos Comerciantes na Costa Maratauíra
Na Costa Maratauhyra existiam algumas importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram; Raymmundo Oliveira; Antônio de Figueiredo Dias; Delmiro de Almeida Nobre; Pedro Eduardo Gonçalves.
. Raymmundo Oliveira
. Pedro Eduardo
. Delmiro de Almeida Nobre
. Gonçalves
. Freteiro: Delmiro de Almeida Nobre, na Costa Maratahuyra.
. Antonio de Figueiredo Dias possuía uma fábrica de beneficiamento de sebo de ucuhuba, na Costa Maratauíra, em 1930.
. Manoel Eugênio Gomes, na Costa Maratauhyra.
. José Joaquim Nunes com comércio na Costa Maratauhyra, 1931.
ANTIGOS ENGENHOS NA COSTA MARATAUHYRA
A Costa Maratauhyra era um pólo comercial/industrial de Abaeté e possuía inúmeros engenhos na fase áurea da indústria canavieira de Abaeté/Pa. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
 Casa ribeirinha

MARAPATÁ
Costa MARAPATÁ
Costa PACOVAL
Costa DO MARAJÓ
Costa SYRITUBA. Comunidade S. Miguel Arcanjo, na Costa Sirituba.
Costa do ASSACU. abriga a Escola São Lucas.

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 4/4/2010

ABAETE/AFLUENTES/COLÔNIA
BALNEÁRIOS NO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
Além das praias, Abaetetuba tem os seguintes balneários, que são rios ou igarapés de água gelada:
Zico
Paraiso
Balneário Conceição
Cameleão Dourado
Colônia Velha
Ipixuna
Camotim
Abaetézinho.
ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio ABAETÉ
Abaeté, palavra de origem tupi que designa importante rio existente no município de Abaetetuba, localizado ao sul da cidade. Este rio detém o primitivo nome da cidade que se chamava Abaeté. Aba significa homem; eté, significa valoroso, verdadeiro, valente. Abaeté significa, portanto, homem valoroso, verdadeiro ou pessoa boa, pessoa de palavra ou pessoa honrada.
Afluentes do Rio Abaeté
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Em 1927 há a seguinte citação: “O Clube Musical São Sebastião abrilhantou a festa de Santa Maria no Rio Abaeté, na residência do Sr. João de Matos Bitencourt de 3 a 14 de agosto”.
Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Rio Abaeté.
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930
Uma lenda do Rio Abaeté
O Buraco do Tatu-Açu. No Rio Abaeté, próximo à propriedade de Ernani Maués Carvalho, existe um grande buraco, com um considerável diâmetro e perfeito em sua forma geométrica, o qual dizem ter comunicação com o Rio Acaraqui. Os caboclos do lugar narram a existência de um enorme tatu-açu, que cavou o buraco, para se trasnportar de um rio ao outro, com a maior facilidade. Outra versão é a de que o buraco foi feito pelos cabanos, em forma de túnel, por onde passavam sem serem notados, de um local para outro. Ou esse buraco foi o lugar por onde passaram os cabanos que saquearam a antiga fazenda dos pais de Bento de Carvalho, bisavô de Ernâni. O fato é que o buraco está ali em sua enormidade, pondo à prova a imaginação do povo ribeirinho.
VISITANTES NO RIO ABAETÉ
E também, por que ali, nos anos 30 do Século 20, o médico sanitarista, cientista Carlos Chagas viajava de canoas para da para examinar os ribeirinhos que pudessem estar contaminados pelo calazer/Leyshimaniose Visceal Americana.
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais.
ENGENHOS NO RIO ABAETÉ
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais. Existiam alguns engenhos de cana-de-açúcar no Rio Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa.
COMERCIANTES NO RIO ABAETÉ
. Nicolau Parente e Filho, no Rio Abaeté, 1906.
Às margens do Rio Abaeté existiam algumas casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram:
. Augusto pereira Leite;
. Francisco Freire de Andrade;
. Fernando Ribeiro Filho.
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
. Depósito de lenha de Ferreira e Carneiro, no Rio Abaeté, em 1922.

O Rio Abaeté abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Abaeté.
Afluentes do Rio Abaeté
Pela sua margem direita o Rio Abaeté possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
O Rio Abaeté é um rio histórico e importante para o município de Abaetetuba/Pa.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
CACHOEIRA DO RIO ABAETÉ – No Alto Rio Abaeté, já devidamente depredada pela retirada de suas pedras.
. Rio AGUAPÉ. Na PA-151.
. Rio ALAMBIQUE. O rio Abaeté é um rio de pequeno curso e navegável apenas por leves embarcações. Em sua margem direita recebe o rio Alambique.
. Rio APEÍ/APIÍ
. IPIXUNA
. ITACUPÉ
. MIRITIZAL. Comunidade situada ao longo do Rio Ipixuna, também formada por ancestrais de Ray Cardoso que vieram do Ceará, fugindo da seca.
MURUTINGA. Comunidade de Murutinga: É uma das mais antigas e atuantes na área rural, na zona das estradas do município, contando, desde 1984, com a rede de iluminação elétrica e iluminação pública, fato raro nas comunidades das estradas, fruto de muitas lutas da comunidade. Conta com o sistema de água encanada, através dos poços artesianos comunitários, Posto de Saúde. Conta com aproximadamente 5000 habitantes situados às margens da rodovia Pa 151, Km 18, que liga os municípios de Abaetetuba e igarapé-Miri. Possui a capela de São Miguel e a Escola Municipal Maximiano Antonio Rodrigues. Conta com uma atuante Associação de Moradores, fundada em 22/11/1987 e que possuiu uma sede construída em 1990 e que já conseguiu muitas melhorias para a comunidade e que funciona como anexo da Escola Municipal, com os cursos do Pré-Escolar e do Curso Fundamental. Possui, ainda, o Sítio Tipiti, área de balneário e lazer, de propriedade do Movimento dos Lavradores do Município de Abaetetuba. A comunidade do Murutinga já é uma vila e é uma das mais evoluídas do município de Abaetetuba. No tocante à Igreja Católica, a comunidade conta com diversas pastorais, muitos atuantes: Pastoral do Adolescente, Pastoral Juvenil, Pastoral da Criança, Pastoral da Catequese, Pastoral Sacramentária, Pastoral Familiar, Clube de Mães, Grupos de Evangelização, que sustentam a comunidade católica do local, apesar de muitas dificuldades.
MURUTINGA-Vila Murutinga, na Pa-151.
. MURUTINGA-Na PA-151, que liga Abaetetuba ao município de Igarapé-Miri. Forma um trevo com a PA-252, próximo ao Rio Abaeté e forma um 2º trevo com a PA-252. A PA-151 corta os seguintes rios: Rio Abaeté, próximo à PA-252; Corta o Igarapé Camotim; Corta o Igarapé Pontilhão e corta o Rio Itacuruçá.
ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
. RODOVIA DR. JOÃO MIRANDAodovia/PA-252. Liga Abaetetuba ao município de Moju. Corta o Igarapé Ipixuna, o Rio Abaeté. Nela existe o Trevo Moju-Barcarena, Km 12, na Rodovia Dr. João Miranda. Possui vários ramais e comunidades.
. RODOVIA PA-151/Estrada de Igarapé-Miri, que é um trecho da estrada.
. RODOVIA PA-151. Estrada de rodagem que liga: Cafezal/Abaetetuba/Igarapé-Miry. PA-151. Liga Abaetetuba ao município de Igarapé-Miri. Forma um trevo com a PA-252, próximo ao Rio Abaeté e forma um 2º trevo com a PA-252. A PA-151 corta os seguintes rios: Rio Abaeté, próximo à PA-252; Corta os Igarapés: Camotim, Pontilhão e corta o Rio Itacuruçá.

RODOVIA MOURA CARVALHO. Que é o braço da Rodovia PA-151, que liga essa pista à sede do município de Barcarena/Pa. Moura Carvalho foi eleito prefeito de Belém, tomando posse em 13/11/1961. Foi, antes, duas vezes governador do Estado do Pará e que foi cassado pela Ditadura Militar em 1964, na metade do mandato de prefeito. Foi o Governador Moura Carvalho que mandou construir a Rodovia PA-151 ou Rodovia Moura Carvalho, em 1960.
ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
. PIRATUBA
. Lago do PIRATUBA
. VILA CUPUAÇU. Abriga a Escola Benedito Sena dos Passos.
. VILA BOM JESUS
. VILA DA PAZ, no Camotim, Rod. PA-151, na Colônia Nova.
. VILA DO VASCO, na PA-151.
RIO ABAETÉZINHO
. ANAJAÍ, na PA-151, localidade localizada na área do campo natural Ananaí, ao longo do rio Ipixuna. Ananaí é uma fruta pequena parente do ananás, sendo ela que denominou o lugar, pois esse vegetal existe em grande quantidade naquele local. Alguns ancestrais do ambientalista e cabelereiro Raimundo Rodrigues Cardoso/Ray Cardoso, cearenses que vieram para Abaeté/Pa formaram essa comunidade.
. ANANDEUA
ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
ANGÉLICA. Localidade situada às margens da Rod. Dr. João Miranda, onde os evangélicos americanos Pastor João Canfield fundou o 1º Seminário Bíblico para formação de pastores e missionários de sua igreja no ano de 1954.
BALNEÁRIOS NO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA
Além das praias, Abaetetuba tem os seguintes balneários, que são rios ou igarapés de água gelada:
. Zico
. Colônia Velha
. Tijucaquara
. Ipixuna
. Camotim
. Abaetézinho.
. BACURI
. CAETÉ
. CAMORITUBA
. CAMORITUBA–Beira (Comunidade Perpétuo Socorro.
. CAMORITUBA-Centro São Tomé
. CAMOTIM
. CAMOTIM-Vila Camotim, na Pa-151, km 59
. CARIÁ
. CATAIANDEUA
. COLÔNIA NOVA. Na PA-151. Colônia Nova, com a Festa de N. S. do Carmo.
. COLÔNIA VELHA. Na PA-151
. CONVENTO. Localidade localizada no Abaetézinho.
. CUPUAÇU. Na PA-252, que liga Abaetetuba ao município de Moju. Corta o Ig. Ipixuna, o Rio Abaeté. Nela existe o Trevo Moju-Barcarena, Km 12.
. CURUPERÉ. Onde acontece a festa de N. S. de Nazaré, na capela da comunidade.
. CURUPERÉ-MIRY
. CURUPUAÇÁ
. CAETÉ
. CASTANHAL I. Na Rodovia Dr. João Miranda, localidade urbana da cidade de Abaetetuba/Pa.
. CASTANHAL II. Na Rodovia Dr. João Miranda, localidade urbana da cidade de Abaetetuba/Pa.
. CAMURIJUBA
. CUJARI
. ESTRADA DE IGARAPÉ-MIRY, km 20
As vias fluviais fazem parte do cotidiano dos habitantes
das áreas ribeirinhas do Pará

PIQUIARANA/ITANIMBUCA/ACARAJÓ/FURO DO LIMÃO
Rio ACARAJÓ. Abriga a Escola 8 de Dezembro.

VILA DE BEJA
VILA DE BEJA (DISTRITO DE ABAETETUBA/PA)
A ANTIGA POVOAÇÃO DE BEJA, ALGUNS ASPECTOS HISTÓRICOS, POLÍTICOS, ECONÔMICOS E ALGUNS DE SEUS ANTIGOS VULTOS
A VILA DE BEJA chegou a ter o seu Senado da Câmara, a partir dos idos anos de 1804. Era ele constituído por um Juiz Ordinário e por cinco Oficiais do Senado. Juiz Ordinário equivalia, mais ou menos, ao cargo de prefeito e as funções de oficiais, às dos atuais vereadores.
Em 1804, o juiz ordinário era Manoel Jorge Soares. Em 1805, José Pereira de Lacerda, que ocupou o cargo até o ano de 1822, quando, na realidade, foi criado o Corpo de Oficiais do Senado.
Em 1822 o juiz passou a ser Tomé Rodrigues e os primeiros oficiais empossados foram: Vital Luiz Rodrigues, Laulo Souza, Manoel José Rodrigues, Francisco Antonio Silva Castro e Teodósio Luiz do Couto.
Em 1824 o juiz passou a ser Hermenegildo Francisco Melo; em 1825, Manoel Trindade; em 1827, José Raimundo Paiva; em 1828, ano em que o Corpo de Oficiais do Senado foi extinto, Bernardo Ferreira dos Santos;
Em 1829, Antonio Pereira, que ficou no cargo até 1833, quando o Senado de Beja foi extinto.
Finalmente, no dia 30/9/1839, o presidente Bernardo de Souza Franco extinguiu a autonomia da Freguesia de São Miguel de Beja, anexando o seu território ao da Vila de Abaeté.
A Vila de Beja possui a aprazível praia de Beja, localizada às margens do Rio Pará.
Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 5/4/2010

. Praia de BEJA, famoso balneário na Vila de Beja, na costa da baía do Marajó, que é distrito de Abaetetuba/Pa.
. ESTRADA DE BEJA
. ESTRADA VELHA DE BEJA
O açaí está se constituindo a maior fonte de renda
dos habitantes das áreas rurais e ribeinhas do Pará

GUAJARÁ DE BEJA
Praia do GUAJARÁ DE BEJA – No rio Guajará de Beja, perto de Abaetetuba/Pa.
ALGUNS LAGOS DE ABAETETUBA/PA

JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
. Lago AZUL, na PA-409/Estrada de Beja, funcionando como balneário.
. Lago N. S. DA CONCEIÇÃO – Funciona como balneário
Canoas à frete
João Baptista Lobato (Canoa Lobatinha).
JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
. Paraiso
. Balneário Conceição
. Cameleão Dourado
ACESSO DA ESTRADA VELHA DE BEJA, para a PA-403
AGUAPÉ
AJOAÍ–Igarapé Arnaldo
BRAÇO DO JARUMÂ

Lago das PRATAS
CARIPETUBA/XINGU/PARAMAJÓ
Praia do XINGU, fica na confluência dos rios Tocantins e Marapatá em Abaetetuba/Pa.

MARAPATÁ E PROXIMIDADES
. COSTA MARAPATÁ
. COSTA PACOVAL
. COSTA DO ASSACU. Abriga a Escola São Lucas.

CUITININGA/SAMAÚMA/ALTO TUCUMADUBA
. CUITININGA. Abriga a Escola São José.

CUPUAÇU

GUAJARÁ DE BEJA
ESTRADA DO GUAJARÁ DE BEJA

ARUMANDUBA/SARAPUQUARA/GUAJARÁZINHO
. GUAJARÁZINHO. Abriga a Escola Cristo Rei II.

ACARAQUI/BLECHIOR/SIRITUBA/TABATINGA/.
. ILHA CURURU
. ILHA PACOCA

PIQUIARANA/ITANIMBUCA/ACARAJÓ/FURO DO LIMÃO
ITANIMBUCA. Festa de Santa Maria, na capela da comunidade

JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
. JARUMÃ. Onde acontece a festa de S. Miguel, na capela da comunidade.

. JENIPAÚBA

. MARINQUARA. Abriga a Escola Nossa S. do Carmo.


. NOSSA S. DO BOM REMÉDIO
. PIRAMANHA

. PONTILHA
ANTIGOS ENGENHOS NA PONTINHA
Essa localidade possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
. PONTILHÃO, Ramal do Pontilhão, que leva à localidade Rio Itacuruçá, foi construído há mais de 20 anos (1989) e serve a várias comunidades: Nazaré, Santa Maria, N. S. do Perpétuo Socorro, Procópio, lugares onde se exerce atividades de agricultura e muitos dos filhos dessas famílias estudam na cidade e, por isso, usam diariamente o ramal em seus deslocamentos.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
POROROCA, na PA-151. Abriga Escola Nossa S. das Graças.

MARAPATÁ
. PRAINHA. Na Costa do Marapatá

 ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
. SANTA CRUZ
. SANTA CRUZ-Na PA-252
. SANTA MARIA
. SANTA TERESA
. SÃO JOSÉ. Festa de N. S. de Nazaré, na capela da comunidade.
. SURANA - Na PA-252

. TABATINGA
TABATINGA, abriga a Escola Nossa S. do Perpétuo Socorro.

BEJA
. TRAVESSA DO CASTELO

TUCUMANDUBA
. TUCUMANDUBA-Capitão

ALGUMAS ESTRADAS E RAMAIS DE ABAETETUBA
ALGUNS RAMAIS DO MUNICÍPIO
. Ramal AÇURANA
. ARIENGA
. Ramal ARIENGA CENTRO

VILA DE BEJA
. RODOVIA PA-403. É uma estrada com 22 Km de extensão . liga Abaetetuba à Vila de Beja.
. RODOVIA PA 403/Antigo Ramal de Beja.
. Ramal DA ESTRADA VELHA DE BEJA

. Ramal de BEJA
ANTIGOS ENGENHOS NO RAMAL DE BEJA
Esse RAMAL possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
. Ramal CONCEIÇÃO
. Ramal DO BECA

TAUERÁ DE BEJA
. Ramal DO TAUERÁ

ABAETÉ/AFLUENTES/COONIA
. Ramal CURUPERÉ-MIRI
. Ramal DA ANDORINHA
. Ramal DA BRASÍLIA. Que abriga a Escola Joana da Conceição C. de Lima.
. Ramal DO ABAETÉZINHO
. Ramal DO ACARAQUÍ
. Ramal DO APEÍ/APIÍ
. Ramal DO ARAPIRANGA
. Ramal DO AREAL
. Ramal DO ARIENGA
. Ramal DO ARUMANDUBA
. Ramal DO CAJUEIRO. No camotim
. Ramal do CASTANHALI
. Ramal DO CASTANHAL II
. Ramal DO CATAIANDEUA. Abriga a Escola Frei Carmelo.
. Ramal DO FAVEIRO/São Domingos
. Ramal DO ERNANDES
. Ramal DO ERNANI
. Ramal DO ITACUPÉ. Na PA-151.
. Ramal DO ITACURUÇÁ
. Ramal DO ITAÚ-AÇU
. Ramal DO JOÃO DA LOURA
. Ramal DO LOURIVAL
. Ramal DO MARANHÃO
. Ramal DO MEIO/Pedreira
. Ramal DO MURUTINGA
. Ramal DO MUTIRÃO/MUTIROM
. Ramal DO PALHAL
. Ramal DO PAULO MARQUES
. Ramal DO PERNAMBUCO. Na Colônia Nova.
. Ramal do SUCURIJUQUARA
. Ramal DO VELHO PINHEIRO. No bairro de São Sebastião, Abaetetuba/Pa.
. Ramal GAPOAÇU/Cupuaçu

. Ramal MAÚBA

. Ramal PAU-DA-ISCA
. Ramal SANTA ROSA

. Ramal DO TUCÃO/TOCÃO


Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 5/4/2010

LOCALIDADES DO MUNICÍPIO DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA ASPECTOS E VULTOS
RIOS DO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA/PA

. Rio TOCANTINS. É um afluente da margem esquerda do Rio Amazonas, nasce no Planalto de Goiás, percorre uma extensão 2.400 km, banhando os estados de Goiás, Tocantins (dividindo-o do Maranhão) e Pará, até desaguar na Baía de Marapatá (Rio Pará), na foz do Amazonas, nas proximidades da cidade de Belém. Seu trecho navegável é de 1.900 Km2, entre as cidades de Belém/Pa e Peixe/To. Seu curso é dividido em Alto Tocantins, Médio Tocantins e Baixo Tocantins, trecho que vai da Cachoeira de Itaboca até a sua foz, numa extensão de 360 km, onde atualmente situa-se a Hidrelétrica de Tucuruí e importantes cidades, como Abaetetuba.
Rio TOCANTINS. É o mais importante rio da região. Vide rio Tocantins em microrregião do Baixo Tocantins. È formado pela reunião do Alto-Tocantins com o Rio Araguaia. Nascem ambos no Estado de Goiás, o primeiro na Serra dos Pirineus e o segundo no Morro Vermelho da Serra pelada. A extensão do Rio Tocantins é de 2.640km. É na confluência com o Rio Araguaia, 474 km acima da sua barra no Rio Pará, que o Tocantins penetra no território paraense. O chamado Baixo Tocantins é francamente navegável, até a cidade de Tucuruí, que fica na sua margem esquerda. Depois de passar a cidade de Baião, que fica na sua margem direita, o rio divide-se em diversos braços, correndo entre numerosas ilhas.
O Rio Tocantins entra no Rio Pará, a 137 km de Belém. Pela sua margem direita, uns 30 km de Cametá, entra no Furo de Miritipucu, que vai sair no Rio de Igarapé-Miri, onde fica a cidade do mesmo nome. Do Rio de Igarapé-Miri, o canal ou Furo de Igarapé-Miri permite passar para o Rio Moju. Também do Furo Miritipucu, passa-se para o Ri Abaeté, em cuja margem direita, a 40km de Belém, está a cidade de Abaetetuba, rio muito bom para a navegação, com uma profundidade superior a 12 metros.
Faz limite com o Oeste de Abaetetuba, através de sua foz, junto com Limoeiro do Ajuru, Cametá e a Baia de Marapatá, com a cidade de Abaetetuba: começa da foz do Rio Maúba, segue pela costa da margem deste rio e pela Baía de Marapatá, até a foz do Tocantins, no Rio Pará.
A Baía de Marapatá é formada pela foz do rio Tocantins, que banha a cidade de Abaetetuba. É importante como limite de Abaeté:
Abaeté foi erigida em frente da Baía de Marapatá, margem direita do Rio Tocantins, que banha o município através de seus inúmeros afluentes locais.

. Rio PARÁ. Rio que nasce na região das Ilhas do Pará e deságua entre o Cabo Maguari e a ponta Curuçá, no Oceano Atlâtico, é um dos principais formadores da Baía do Marajó. Através do estreito de Breves, une-se ao Rio Amazonas, separando a Ilha do Marajó do continente e divide Abaetetuba dos municípios de Muaná e Ponta de Pedras.
Descrição das divisas de Abaetetuba: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju.
Importâncias do Rio Pará e Baía do Marajó para Abaetetuba/Pa e o Baixo Tocantins
São importante como limite para Abaetetuba e na formação da Bacia hidrográfica da região.
Limites
. Abaetetuba limita com o rio Pará (Baía do Marajó): 0 limite começa na foz do Tocantins, no rio Pará, segue pela costa meridional da Baía do Marajó, na sua margem direita, até a foz do rio Uiarenga.
. O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campompema, entre outras.
. Abaetetuba limita também com o município de Barcarena: começa na Baía do Marajó (Rio Pará), pela margem direita, confronte à foz do rio Uiarenga e sobe pelo álveo deste até as suas cabeceiras, e destas, às nascentes do Igarapé Cabresto.
. Limita com o município de Moju: começa nas nascentes do igarapé Cabresto e destas alcança, por uma reta, as cabeceiras do Rio Mocajatuba.
. Limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins. Abaetetuba limita-se ao Norte com a Baía do Marajó, Barcarena e Rio Pará.

MARAPATÁ
O Rio Assacu faz confluência com o Rio Urubuéua e ambos deságuam no Rio Pará.
ITACURUÇÁ/PANEMA/ARAPAPU
Rio ARAPAPU. É um afluente do Rio Itacuruçá. Na localidade Arapapu existiam vários engenhos de cana.
Comerciantes no RIO ARAPAPU
Raymmundo Gonçalves Chaves, no Rio Arapapu.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO ARAPAPU
Na Fase áurea da indústria canavieira, quando Abaeté era chamada de “Cidade da Cachaça”, no Rio Anapu existiam alguns engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

. Rio ASSACUERA, abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Açacu e a Comunidade N. S. Aparecida, no Rio Assuera.

AJUAÍ/AJUAIZINHO
. Rio AJUHAHY, é  afluente, da margem direita, do rio Tocantins e o Ajuaizinho é o canal que une o Rio Tucumanduba ao rio Ajuaí. Na localidade Ajuahy existiam alguns engenhos de cana, na fase áurea da produção de cachaça e mel. Os rios Ajuaí e Genipaúba em Abaetetuba, em novembro de 2008, estavam com visitas de pesquisadores para estudar o ciclo de vida do inseto barbeiro que é transmissor da “Doença de Chagas”. A Rio Ajuaí abriga a Comunidade N. S. das Graças, no baixo Ajuhahy, com a festa dessa santa na capela da comunidade. E também abriga a Comunida de S. Sebastião.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO AJUHAHY
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
. Rio AJUAÍZINHO, que é um afluente do rio Tucumanduba.

SAPOCAJUBA/ANEQUARA/URUCURI
Rio ANEQUARA. No Furo do Urucuri e o Igarapé Mãe Joana. Abriga a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro.

ITACURUÇÁ/PANEMA/ARAPAPU
Rio ARAPAPUZINHO. Abriga a Comunidade S. Sebastião.

ARAPIRANGA
Rio ARAPIRANGA DE BEJA. O Rio Arapiranga corta o município de Abaetetuba.

Uma lenda do Rio Arapiranga, O Poço da Água Que Ferve. Nas cabeceiras do Rio Arapiranga existe uma fonte de água. Suas águas estranhamente paradas, borbulham, como a ferver, com o menor movimento de passos ou vozes que se aproximem. Suas águas confluem com uma gruta, onde as pedras de sua formação como que foram colocadas por mão humana, formando uma bonita decoração, conjunto que recebeu o nome de Poço da água fervente. Os pais de santo consideram-na um poço místico, onde são realizados rituais de batismos aos médiuns do local.

Existe uma ponte sobre o rio Arapiranga, na PA-409, entre Abaetetuba e Vila de Beja. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste.

COMERCIANTES NO RIO ARAPIRANGA DE BEJA
Às margens do Rio Arapirange de Beja existiam algumas importantes casas de comércio, conforme documentos de 1922 e seus proprietários eram: Augusto Henrique Pires; J. Sampaio & Jacques; Raymmundo & Almeida.
Augusto Henrique Pires. Citação de 1922: Augusto Henrique Pires com casa de commércio no Rio Arapiranga de Beja, em Abaeté.
Augusto Henrique Pires, no Rio Arapiranga de Beja; 1927.
1922: J. Sampaio, no Rio Arapiranga de Beja;
1922: Raymmundo de Almeida, no Rio Arapiranga de Beja;
1931: A firma Castro & Paes com comércio no Rio Arapiranga de Beja.

Rio ARIENGA/URAENGA/UIARENGA?
Rio ARIENGA/UIARENGA – Esse rio faz parte do município de Barcarena e ele é o rio que faz o limite da cidade de Barcarena: a sudoeste, com a cidade de Abaetetuba e a sudeste limita com a cidade de Moju.

Faz divisa de Abaetetuba com o município de Barcarena. Descrição das divisas de Abaetetuba: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju.
COMERCIANTES NO RIO ARIENGA/UIARENGA
Ás margens do Rio Uiarenga de Beja existiam importantes casas comerciais, conforme documentos de 1922 e alguns desses comerciantes eram os donos da firma Sousa e Filho. A firma Souza & Filho, tendo como um dos sócios José Felix de Souza.
ARUMANDUBA/SARAPUQUARA/GUAJARÁZINHO
Rio ARUMANDUBA. É um afluente do Rio Maratauhyra. Arumanduba Grande e Arumanduba da Zona da Estrada. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetub e a Comunidade N. S. da Paz. Igarapé Sacueira é um afluente do Rio Arumanduba.

Em 1905 a Banda de Música do Arumanduba e a Banda Henrique Gurjão, estiveram tocando no batizado do filho do Sr. Olinto Rocha, o pequeno Santino, sendo padrinhos o Major Honório Roberto Maués e sua esposa, Dona Hildebrandina Maués.
ARUMANDUBA/SARAPUQUARA/GUAJARÁZINHO
Comerciantes no RIO ARUMANDUBA
1931: Comércio de João Baptista Rodrigues, no Rio Arumanduba.
1931: Comércio de João Baptista Rodrigues, no Rio Arumanduba.
Vide Antigos Engenhos e donos de engenhos de Abaeté na fase áurea da indústria canavieira

Rio BACABAL

ABAE´TE/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio BACURI. Abriga a Comunidade Santa Maria. O Rio Biribituba é um braço do rio Bacuri.
Famílias originárias do rio Bacuri
Agenor Ferreira da Silva, músico, natural da localidade rio Bacuri, foi recrutado pelo Mestre Chiquinho Margalho para tocar na Banda Virgem da Conceição. Houve um tempo em que a sede da banda foi improvisada na casa do Mestre Agenor, no Bacuri. Mestre Agenor Silva além de músico, era compositor, mestre, maestro, músico eclético e professor de música. Junto com o Mestre Chiquinho Margalho, em 1949, funda a Banda Virgem da Conceição, ficando com a regência da referida banda. Esse excelente músico tocava trombone de vara, de pista e outros instrumentos musicais, portanto era eclético. Mas Agenor Silva era um grande flautista, o melhor que existia em Abaeté. Era o Contra-Mestre da Banda Virgem da Conceição, no tempo do mestre Chiquinho Margalho e, tempos depois, com a morte de Chiquinho Margalho, assume como Mestre dessa Banda. Participou da 1ª Diretoria da Banda Virgem da Conceição, como vice-presidente. Os demais componentes eram: Francisco de Miranda Margalho/Chiquinho Margalho, presidente; Raimundo da Silva Xavier, secretário e Bento de Sousa, tesoureiro. Agenor também participou de vários conjuntos musicais de sua época, por ele criado ou de outros músicos. Era membro da Orquestra Brasil, junto com Chiquinho Margalho. Na era da introdução dos instrumentos eletrônicos Agenor, em 1967, aparece numa formação do Conjunto Musical “D. M. Show” de Daniel Margalho, tocando pistão.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO BACURI
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Também é origem da Família Rodrigues:

. Abel Guimarães Rodrigues, comerciante e dono de engenho de cana-de-açúcar no Bacuri, para fabricar cachaça, c/c Raimunda Costa Rodrigues. Filhos: Maria Eunice Rodrigues, que se tornou esposa do popular prefeito de Abaetetuba, Chico Narrina/Francisco Maués Carvalho e que tiveram 6 filhos: Raimunda Rosa, advogada; Francinete, Murilo, médico; Francinete, psicóloga (atual prefeita de Abaetetuba/Pa-4/2010); Francilene Rodrigues Carvalho, pedagoga; Francisco Maués Carvalho Filho/Chiquicho, administrador de empresas, empresário.

. Francinete Maria Rodrigues Carvalho/Francinete, n. 29/7/1969, formada em Psicologia. Casou e teve uma filha. É poeta amadora. No governo de seu pai, como prefeito de Abaetetuba, ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria Municipal de Saúde. Francinete de Carvalho foi eleita nova prefeita de Abaetetuba nas eleições de outubro/2008, tendo tomado posse em 1/1/2009, para um governo de 4 anos.

ACARAQUI/BELCHIOR/SIRITUBA/TABATINGA/CAMPOMPEMA
. Rio BELCHIOR
Rio CAMPOMPEMA. Abriga a Comunidade S. João Batista com a festa de São João Batista, realizada na capela da comunidade.
Abrigou vários antigos engenhos de Abaeté. Vide a postagem sobre ngenhos:
Rio CAMPOMPEMA-ALTO. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Rio CAMPOMPEMA-BAIXO. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.

. Rio BIRIBÁ
. Rio CAMARÃOQUARA

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
. Rio CAMOTIM/CAMUTIM. É um afluente do Rio Abaeté.

CAPIM
Rio CAPIM. Abriga a Comunidade Santo Antonio e já posuíu importantes comerciantes e donos de engenho de cana-de-açucar em Abaeté.



. Rio CAPUTEUA
. Rio CARAPAJÓ. Esse rio possuía alguns engenhos na fase áurea de Abaeté, a Cidade da Cachaça”. Vide antigos engenhos de Abaeté/Pa.

. Rio CARATATEUA. Esse rio tem sua embocadura pelo Rio Pará, entrando na Ilha do Capim.

CARIPETUBA/XINGU/PARAMAJÓ
Rio CARIPETUBA. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré com a festa dessa santa na capela da comunidade.
Famílias originárias do Caripetuba
Orêncio Barbosa André/Barbosa e Risolena Rodrigues André/Risó, hoje residentes na Trav. Santos Dumont, 638/Abaetetuba/Pa, casaram no dia 19/10/1957, na localidade Caripetuba, onde residiam, antes de mudarem para a cidade e tiveram 8 filhos: Maria de Nazaré André de Castro/Teça, Maria de Jesus André Rocha/Gê, Deuza Maria, José Orêncio/Orencinho, José Trindade, José da Penha/Penha, Maria Francinete/Nete e Maria de Fátima Rodrigues André. Vide famílias André e Rodrigues do Caripetuba.

Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Festa de N. S. de Nazaré, na capela da comunidade, onde os grupos de folias de santos é que faziam a animação da festa (antigamente). A Folia de N. S. de Nazaré, em Caripetuba, teve como um de seus fundadores o Sr. Francisco de Assis Gomes Lobato, com 69 anos em 2008, tocador da Folia de S. Miguel. Outros grupos vinham de outros lugares para tocar: Assacu, Panacuéra e Prainha.


Rio CASTANHAL

Rio CUITININGA/SAMUHUMA/ALTO TUCUMANDUBA/CAMARÃOQUARA/VILHENA
. Antigamente era chamado Rio Samuhumma. Às margens do Rio Cuitininga existiam algumas casas de comércio e engenhos de cana-deaçúcar, conforme atestam documentos de 1922.
Comércio
. A. Villaça da Silva, no Rio Cuitininga.

Famílias originárias do Rio Cuitininga
Raimundo Nonato da Silva, natural do Rio Cuitininga, c/c Catarina Brazelina Costa e Silva, natural do Rio Cuitininga e tiveram filhos: Manoel Nonato da Silva (2ª geração).
2ª geração: Manoel Nonato da Silva, nasceu em 7/12/1914, em Igarapé-Miry, Pará e e faleceu com 93 anos de idade, de parada cárdio-respiratória e falência múltipla dos órgãos e foi sepultado no Cemitério de Nossa S. da Conceição, em Abaetetuba/Pa. C/c Joana Guimarães da Silva, em 26/4/1947, perante o Juiz Suplente Oscar Pinheiro Castelo Branco de Lima, tendo como testemunhas Pedro da Silva Gomes, casado e agricultor e Plácido Justo da Silva, casado e industrial, casamento nº 325, conforme registro de casamento, fls. 68 e 69, lv. 04, do Cartório 3º Of., João Ferreira Gomes.

. Manoel Nonato da Silva, era natural e residia no Rio Cuitininga.
A localidade Cuitininga abriga a Comunidade S. José e a festa desse santo era realizada na capela da comunidade e abriga a Escola São José.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio CURUPERÉ. É palavra de origem tupi que designa local e rio existentes em Abaetetuba/Pa. O rio é afluente de um rio central e ele seca no período de verão. Se divide em:
Rio Curuperé-Miry. A partícula diminutiva é usada para distinguí-lo do rio Curuperé, pois ele é menor. O sufixo miry/mirim, significa pequeno.

Rio CURUPERÉ. Afluente do importante rio Moju, que banha a cidade de Moju. O Ramal do Camotim chega até o Rio Curuperé.

Famílias originárias do Curuperé
Leopoldo Anísio de Lima c/c Maria do Carmo de Lima/Mariquinha de Lima e tiveram 7 filhos: Benvinda, Bruna, Joana, Anízio Alvim, Maria/Maroca Lima, Antonina/Antonica e Leopoldo Filho/Pudico, 3ª geração. Leopoldo Anísio de Lima faleceu no dia 19/2/1924, às 3,30 h da tarde, com 69 anos, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, hoje, Trav. Pedro Pinheiro Paes, onde se localiza a Panificadora “Milton”, de propriedade de seu trineto Mário Fernando da Silva Pontes. Sua esposa Maria do Carmo/Mariquinha, avó de Emiliano, nasceu às margens do Rio Curuperé, município de Abaeté, dia 16/7/1853 e faleceu no dia 29/6/1937, com 84 anos, 11 meses e 13 dias, às 3h da tarde, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, nº 282, hoje propriedade dos herdeiros de seu neto Emiliano de Lima Pontes.
Comerciantes no RIO CURUPERÉ
. Hygino Fernandes Filho, no Rio Curuperé.

Rio CURUPERÉ GRANDE.
Rio Curuperé-Miry.

Rio CURUPUAÇÁ. Curupuaçá é uma palavra de origem tupi que designa rio existente em Abaetetuba/Pa, que significa rio que cheira à sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.

Rio CURURU

URUBUÉUA/PRATA/DOCE
. RIO DA PRATA. Abriga a Escola São Francisco de Assis que faz parte do sistema SOME de ensino e a Comunidade S. Francisco de Assis.

. RIO DA PRATA/Furo Santa Helena

Rio DOCE. Abriga a Comunidade São João Batista e uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.

Rio do INFERNO. Rio em cujas margens existia um engenho São Pedro, de Álvaro Matos e outros engenhos.

FURO GRANDE
Rio FURO GRANDE. Abriga a Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus e a festa dessa santa é realizada na capela da comunidade.

COMERCIANTES NO FURO GRANDE
1931: José C. Maués, com comércio no Furo Grande.
1930: Comércio de fumos e bebidas de Manoel Costa, no Furo Grande.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO FURO GRANDE: Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Vide também “Engenho da Família Pacheco”, o único ainda existente em Abaeté.

Rio GUAJARÁ. É importante devido ao fato de de fazer divisa entre os distritos de Abaeté e Beja: a divisa começa na foz do Rio Guajará, subindo por este até a confluência do Igarapé Apeí, pelo qual sobe até as suas nascentes, donde alcança, por uma reta, as nascentes do Rio Jaurá, e daí, por outra reta, até as nascentes do Igarapé Cabresto.

1927: Orquestra Recreativa Carlos Gomes, A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, do Rio Guajará, tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do Nascimento, falecido em junho de 1927.

Famílias originárias no Rio Guajará
Além dessas, existiram outras pessoas e entidades importantes no Guajará, que tiveram origem nessa localidade, como: Manoel Joaquim do Nascimento, músico de renome, professor de música, maestro das bandas “Sai Cinza de Beja e da Banda Carlos Gomes, no tempo de Raimundo Pauxis;

A família de Raimundo Nonato Pauxís, que possuía um sítio no Guajará e lá festejavam São Raimundo Nonato.

As festas realizadas nas ilhas, no tempo da chegada dos Padres Xaverianos em Abaeté aconteciam também no Guajará-Cabeceiras.

Comerciantes no RIO GUAJARÁ
Adalberto Silva & Filhos, com mercearia à margem esquerda do Rio Guajará.

RIO GUAJARÁ DE BEJA. Na sua embocadura, próximo da Vila de Beja, possui o Furo Guajará. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste.

Famílias originárias no Rio Guajará de Beja
Família Pimentel Coutinho
. Orêncio Pimentel Coutinho, que nasceu em 22/4/1905 na localidade de Guajará de Beja e faleceu em 25/12/1980, com 75 anos de idade e seus familiares eram do Guajará de Beja. Orêncio foi cartorário, vereador na gestão de do Prefeito nomeado João Francisco Ferreira no período de 12/2/1936 a 31/12/1937, em Abaeté e o mais famoso leiloeiro da festa de Nossa S. da Conceição em Abaeté.

Foi batizado em Beja pelo Pe. Pimentel, sendo padrinhos: Raimundo N. Pimentel e Francisca Romana dos Passos Pimentel (irmã de Fábia acima). Orêncio Pimentel Coutinho c/c Cezarina Nobre Coutinho e tiveram os seguintes filhos: Maria da Conceição, Maria Edna, Orêncio Filho e Joana Maria Nobre Coutinho.

. Laudelino Nunes Fernandes, nasceu no Rio Guajará de Beja e ele era professor escolar, músico e professor de música e maestro. Era chamado de Mestre Laudelino. Inicialmente a família do Mestre Laudelino morou em Igarapé-Miry, local onde ele trabalhava como professor escolar, e onde nasceu o seu filho Ceci, que nasceu no Rio Santo Antonio, no Engenho do Capitão Deodato. Chegou a ser regente da banda Paulino Chaves e professor municipal do Guajára de Beja;

À convite do seu amigo o Coronel Aristides dos Reis e Silva, em 1923, o Mestre Laudelino e família vieram para Abaeté, para aqui trabalhar como professor escolar. Trabalhou como professor de leitura por muitos anos em Abaeté. O Mestre Laudelino, como professor escolar, foi contemporâneo da professora Carolina Pinto da Rocha, Abílio Nery de Araujo, Ederlina Maués, Jósimo Antonio de Sarges, Maximiano Antonio Rodrigues, examinador nas escolas municipais, junto com outros examinadores: Miguel Mendes dos Reis, João Bernardino Dias, Coronel Hygino Maués, Raymmundo Maués Pinheiro, Paulo Elpídio, João Ferreira e Abílio Nery.

Mestre Laudelino, como músico que era inicialmente tocou na Banda Paulino Chaves junto com um seu irmão de nome Domício Nunes Fernandes. Em 1927 o Mestre Laudelino chegou ao posto de regente da banda. Foram seus contemporâneos na Banda Paulino Chaves: Horácio de Deus e Silva, Estácio de Sena, Félix Machado e seus irmãos Veriano e Emiliano. O Mestre Laudelino e seu filho Ceci Fernandes, tocaram na Banda Carlos Gomes. Existem algumas citações sobre Laudelino Nunes Fernandes. Uma citação do ano de 1927 diz: “Laudelino Mendes Fernandes era o regente da Banda Paulino Chaves”. “Na vida particular era professor municipal no Rio Guajará”.

No Rio Guajará de Beja existe uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.

A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, que tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do nascimento, era do Guajará de Beja.

No Guajará de Beja: Abriga a Comunidade São Francisco de Assis com a festa dessa santo sendo realizada na capela existente na comunidade.

Praia do GUAJARÁ DE BEJA, no Rio Guajará de Beja, perto de Abaetetuba/Pa.
COMERCIANTES NO RIO GUAJARÁ DE BEJA
Marcos da Luz, no Rio Guajará de Beja, 1922.
1931: Maria Brazil, com mercearia na Povoação de Beja e comércio no Rio Guajará de Beja
1931: Villaça e Irmão, firma com comércio no Rio Guajará de Beja.

As margens do Rio Guajará de Beja existiram no início do século 20 vários engenhos e casas comerciais importantes, conforme documentos de 1922 e seus proprietários eram: Santos & Filho, de Luiz Correa dos Santos; Marcos da Luz & Irmão; Maria Brazil Sampaio; Adalberto de Oliveira e Silva; João Bernardino Dias, proprietário de engenho de cana.

Luiz Correa dos Santos, no Rio Guajará de Beja, 1922;
Maria Brasil Sampaio, no Rio Guajará de Beja, 1922.

Engenhos no RIO GUAJARÁ DE BEJA
Vide postagem sobre engenhos de Abaeté/Pa.
Rio GUAJARÁZINHO. É um afluente do Rio Maratauhyra. Comunidade S. João Batista, no Rio Guajarazinho. Festa de S. João Batista, na capela da comunidade. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14. É um afluente da margem esquerda do Rio Maratauíra e nada tem a ver com os rio Guajará e Guajará de Beja.
Famílias originárias no rio Guajarázinho
A localidade Guajarázinho é a origem da família Pontes, João Nepomuceno de Pontes e seus irmãos. Citações históricas sobre João Nepomuceno de Pontes:
Dos escritos genealógicos de sua neta Benvinda de Araujo Pontes: João N. Pontes nasceu em 6/5/1874 na localidade Rio Guajarazinho, na então Vila de Abaeté, estudou até o 2º livro primário, no interior e aos 12 anos teve que abandonar os estudos para assumir o sustento da família, em conseqüência do falecimento de seu pai. Empregou-se como caixeiro da casa comercial de seu futuro sogro e casou com Benvinda de Lima no dia 14/4/1894, na Intendência de Abaeté. Desta união nasceram 9 filhos: Emiliano, Raimunda/Mundica, Miguel, Domingas, João, Andrelino/Dedé Pontes, Waldomira/falecida criança, Pautila/Lilita/Mimosa, Sebastião/Sabito, falecido criança.

. Didi Solano/Raimundo Solano de Albuquerque, nasceu em 10/1/1910 e faleceu de derrame cerebral em 26/12/1980. C/c Leonor Mússio de Albuquerque/Lola, filha de pai italiano e mãe brasileira. Lola faleceu de insuficiência respiratória no dia 29/3/1922. Didi Solano adquiriu o antigo Engenho Silva, montado por Adalberto Silva, situado no Rio Guajarazinho, que chegou a possuir uma vila para mais de trinta trabalhadores. O Engenho passou a ser denominado de Engenho Santa Rosa, que produzia a famosa cachaça Alvorada. Didi Solano, nos tempos do declínio da cachaça, repassou esse engenho para os sócios Bebé e Batista; Em Abaeté Didi Solano possuía a Fabrica Alvorada, que produzia o refrigerante Alvorada, de muita aceitação no mercado local e regional. Irmãos de Didi Solano: João, Luíza, Dedé Solano. Didi Solano só teve filhos adotivos.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO GUAJARÁZINHO
Esse rio abrigava importantes engenhos nos áureos tempos da indústria canavieira. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

ITACURUÇÁ/PANEMA/ARAPAPU
Rio IPANEMA. Faz confluência com o rio Itacuruçá.

MARACAPUCU/MARACAPUCU-MIRI

Rio ITACURUÇÁ. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré, no Alto Itacuruçá. Itacuruçá e a Festa de N.S. do Perpétuo Socorro era realizada na capela da comunidade, no Baixo Itacuruçá.
Rio ITACURUÇÁ: Rio Médio Itacuruçá. É uma extensão do Rio Baixo Itacuruçá. O Rio Itacuruçá. É uma extensão do Rio Médio Itacuruçá.

Rio Baixo Itacuruçá. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Santo André.

Famílias originárias do Rio Itacuruçá
É a origem da família Nery, como Maria da Glória Nery, Emygdio Nery Sobrinho, etc.
Emygdio Nery Sobrinho, no rio Itacuruçá, 1906. Emygdio Nery da Costa Sobrinho, com a canoa “Cisne”, em 12.03.1906, no rio Itacuruçá.
Outros Nery da Costa, em 1904, 1905 e 1906: Belmiro Nery da Costa, com casa de comércio no Rio Itacuruçá, em 1906, Albino Nery da Costa, Manoel Nery da Costa, Jerônimo Nery da Costa. Em 1922: Agostinho Martins de Carvalho; Raymmundo Conceição Maués.

Família Araujo: 3ª geração, filhos de Clarindo do Espírito Santo e Ângela

Valdemira de Araújo (Mira), nasceu no dia 3/4/1891, às margens do Rio Itacuruçá, Distrito de Abaeté. Casou com o viúvo Francisco Augusto dos Santos e tiveram 5 filhos: Mariolino/Lilito, Zilú, Laurino, Augusto e Maria do Carmo de Araújo Santos (4ª geração). Mira faleceu no dia 13/8/1973, com 82 anos, 4 meses e 10 dias, em Belém-Pa, na casa de sua filha de criação Maria de Nazaré Valente do Couto/Bicuí e foi sepultada no Cemitério de Santa Isabel em Belém/Pa.
2ª geração, filhos de Luiz Joaquim e Feliciana: Ana, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago( que é tio paterno de Zizina Ribeiro de Araujo), Carolina, Balbina, Sinézio, Clara de Nazaré e Tomáz de Aquino de Araujo.

4ª geração, filhos de Laura e Flor:
Ângela Angelita Santos Araújo, que nasceu no dia 10/12/1933 e casou com Alberto Kemil dos Santos e tiveram 3 filhos: Alberto Júnior, João Alberto e Maria das Dores Araújo Santos/Neca (5ª geração).

5ª geração, filhos de Ângela Angelita e Alberto:
Alberto Kemil dos Santos Júnior/Betão, c/c Sebastiana Benedita Silva e tiveram duas filhas: Ângela Maria e Maria Betânia/Beta (6ª geração).
João Alberto Araújo dos Santos, c/c Cleide Nazaré Silva e tiveram 3 filhos: Olga, André e Ângelo Kemil dos Santos (6ª geração).

Maria das Dores Araújo Santos/Neca, nasceu no dia 2/5/1964.

Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Itacuruçá: Festa de N.S. do Perpétuo Socorro, na capela da comunidade. No Itacuruçá fica a Escola Santo André e no Rio Baixo Itacuruçá abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.

DONOS DE OLARIAS NO RIO ITACURUÇÁ
Olaria de Agostinho Martins de Carvalho, no Rio Itacuruçá, em 1922.

COMERCIANTES NO RIO ITACURUÇÁ
Ás margens desse rio existiam algumas casas comerciais importantes, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram:
Emygdio Nery Sobrinho;
Agostinho Martins de Carvalho;
Adriano Carvalho das Chagas;
Raymmundo Conceição Maués.
Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos reis e Silva.
O Rio Itacuruçá Como Limite de Abaeté
O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry. Descrição dos limites com Igarapé_MIri: Abaeté limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.

Rio IPIRAMANHA. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré. É um afluente do Rio Maracapucu, quase próximo à sua embocadura.

Alguns rios de Abaetetuba vão até a Vila Maiuatá e a partir daí, fazem parte de Igarapé-Miry.

Rio ITAUAÇU. Itauaçu é uma palavra de origem tupi que designa um rio localizado em Abaeté/Pa e significa rio das pedras grandes, como alusão às grandes e perigosas pedras existentes no fundo do rio, em permamente risco à navegação.

Rio Itanimbuca. Abriga a Escola Arcelino Lobato.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio JACARÉQUARA. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.

Rio JUPARIQUARA. Abriga a Comunidade Santa Maria Auxiliadora.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO JUPARIQUARA
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
Rio JARUMÃ.
É um rio urbano e que lança inúmeros afluentes que vão banhar a sede do município, atingindo vários bairros da cidade.

A Rua Justo Chermont, no Bairro do Cafezal é banhada pelo Jarumã, onde recebe ou é cortada pelas travessas desse bairro: Evandro Chagas, Aristides, José Gonçalves Chaves, D. Pedro I, de onde segue para outro bairro até terminar perto do Rio Jarumã.

Baixada do Bairro S. José, à beira do Rio Jarumã.

Outros Bairros da Rua Lauro Sodré, banhados pelo Jarumã. Cortando a Trav. D. Pedro I, avança e recebe a Trav. Tancredo Neves, a Passagem Luís Gomes, corta a Trav. Alípio Gomes, de onde avança até terminar às proximidades do Rio Jarumã.

Outros Bairros da Rua Barão do Rio Branco, banhados pelo Jarumã. Essa rua corta as pequenas travessas com nomes de santos, acima, avança e corta a Trav. S. Sebastião, onde termina, perto do Rio Jarumã.

Outros Bairros da R. Siqueira Mendes banhados pelo Jarumã. Avança e Trav. D. Pedro I e, desse ponto, emite 3 pequenas travessas: S. Miguel, S. Francisco e S. Raimundo e vai terminar em uma dobra no Rio Jarumã.

Bairro do Cafezal, onde recebe ou corta as travessas desse bairro e avança para os bairros perto do Rio Jarumã.

Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.

O Jarumã é uma localidade importante, pelo fato de que foi nessa localidade, conforme relatam nossos historiadores, que aportou o português Francisco de Azevedo Monteiro, quando de sua viagem para assumir sua “sesmaria” que lhe foi doada pelo Governador Provincial do Pará e por ter sido acossado por uma tempestade na Baía do Marajó, foi obrigado a desviar sua rota e aportar na localidade Jarumã:

“Afora os religiosos, a primeira pessoa civilizada a habitar o antigo povoado de Abaeté, teria sido o português Francisco de Azevedo Monteiro, sua família e seus companheiros de embarcação. Ganhando do governo uma sesmaria na região do baixo Tocantins, com sua família, no ano de 1724, seguiu numa embarcação, à procura de um lugar que lhe agradasse. Primeiramente iria para Beja e de lá zarparia para o incerto, até achar terras ricas em cravo, uma das “drogas do sertão”. Acontece que, antes de chegar a Beja um temporal irrompeu, desviando-o da rota. Contam que, no desespero de se salvar, Monteiro teria feito uma promessa à N. S. da Conceição: Que no lugar onde se salvasse se radicaria e ergueria uma capela sob sua invocação. O certo é que o navegador conseguiu chegar a uma ponta de terra (Jarumã) e aportar às margens do Rio Maratauhyra, onde foi socorrido pelos nativos do lugar. Com a ajuda de seu pessoal e dos nativos, deu início à construção da capela, muito humilde, construída à maneira das construções dos nativos do lugar”.

Também no rio Jarumã terminam ou partem importantes ruas do bairro Francilândia como as avenidas: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Amapá, do Bairro Francilândia.
Rio JARUMÃ. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Jarumã; festa de S. Miguel, na capela da comunidade. Por ser um rio relativamente longo, recebe as denominações: Baixo, Médio e Alto Jarumã.

Escola no rio jarumã: Escola Mista Primária “Padre Pimentel”, no Alto Rio Jarumã, tendo a regê-la a Professora Annita Garibaldi Calliari.

Antigos Comerciantes no Rio Jarumâ
A localidade Jarumã possuiu várias casas comerciais, conforme documentos antigos de 1922 e seus proprietários eram:

João Baptista Lobato. Cargas à frete: João Baptista Lobato, no Rio jaruman, 1922;
José Demetrio Paes, era Fiscal no rio jarumã no Governo do Coronel Aristides, 1922.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO JARUMÃ
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Comunidade N. S. do Livramento, no Rio Jarumã.

GUAJARÁ/APEÍ/JAURÁ/IGARAPÉ CABRESTO
Rio JAURÁ. O rio Guajará é importante devido ao fato de de fazer divisa entre os distritos de Abaeté e Beja: a divisa começa na foz do Rio Guajará, subindo por este até a confluência do Igarapé Apeí, pelo qual sobe até as suas nascentes, donde alcança, por uma reta, as nascentes do Rio Jaurá, e daí, por outra reta, até as nascentes do Igarapé Cabresto. Rio que banha os distritos de Abaetetuba e Beja. Importante como divisa entre Abaeté e Beja. Vide, acima, igarapé Apeí.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Rio JENIPAÚBA. Abriga a Comunidade Sagrado Coração de Jesus. Uma lenda do Rio Genipaúba: O Poço da Corrente. Dizem que nas cabeceiras do Genipaúba existia um poço, muito famoso, devido uma corrente, a qual descansa na beira do poço. Curiosos já jogaram a corrente no poço, afundando-a. Porém, no outro dia, como por milagre, a mesma corrente já estava no seu antigo lugar, como colocada por alguém. Dizem também, que ao ser afundada, a dita corrente parece bater em algo sólido, ouvindo-se um estrondoso baque de metal contra metal. Outras pessoas dizem que esse poço foi obra dos revolucionários cabanos de Abaeté, que foi feito para guardar as riquezas que apanhavam nos saques das fazendas locais.

MARAPUCU/MARACAPUCU-MIRI
Rio MARACAPUCU. Abriga a Comunidade Santa Maria, a Escola Pe. Mário Lanciotti, a Comunidade Sagrado Coração de Jesus, a Comunidade e Festa de S. José, na capela da comunidade e a Escola Jane Farias.

MARACAPUCU-BOCA: Festa de S. Raimundo, na capela da Comunidade.

Famílias do Maracapucu
João do Banjo/João Cardoso: Ribeirinho, natural da localidade de Maracapucu, do Rio Maracapucu, de Santa Maria (comunidade), músico. Filho de Manoel dos Reis e Silva, que também tocava banjo na folias e ladainhas do Rio Maracapucu. Aprendeu, ainda criança, a tocar o instrumento do pai, às escondidas, porque seu pai não gostava que alguém pegasse o instrumento dele. Aprendeu olhando seu pai tocar, assobiando as músicas.

DONOS DE OLARIAS NO RIO MARACAPUCU
Os donos de olarias nesse lugar eram:
Benjamim Gualter Gomes
Manoel Raymmundo Rodrigues; 1922
Carmelino Pedro Rodrigues
Benjamim de Carvalho.

COMERCIANTES NO RIO MARACAPUCU
Raymmundo Manoel Ferreira.
Miguel Pinto Ferreira.
Manoel Eduwirges Ferreira.
Manoel Laurindo Cardoso.
Comércio de Antonio do Espírito Santo Farias, 1931.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARACAPUCU
O Rio Maracapucu era um pólo comercial/industrial de Abaeté, onde existiam, além de importantes comerciantes, também importantes donos de engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

SOBRE AS IGREJAS EVANGÉLICAS NO RIO MARACAPUCU
Igreja Cristã do Brasil: O 2º casal a chegarà Abaetetuba foi Douglas e Mary McAllester, trabalho mais concentrado no Rio Maracapucú. Do Maracapucú, que era o centro da operação, eles saíam para os demais rios, como Costa Maratauíra, Furo Grande, Quianduba, Rio Abaeté e outras localidades, onde conseguiram a arrebanhar um bom número de fiéis.

Famílias originárias do Rio Maracapucu
. Manoel Galileu Guimarães, nasceu em 27/10/1952 e casou, em 11/10/1986, na localidade Maracapucu, com Terezinha Ferreira Correa. Terezinha nasceu em 28/12/1953 e é filha de Antonio Correa e Maria Ferreira Correa. Manoel Galileu e Terezinha casaram na localidade Maracapucu, com certidão de casamento expedida pelo escrivão Manoel Negrão Rodrigues e tiveram como testemunhas, Hercília da Silva Rodrigues e João de Deus Silva Rodrigues.

Nas casas de famílias dos rios, estradas e ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos como nas comunidades do Maracapucu. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961:

Comunidade do Maracapucu-Boca, Festa de São Raimundo, na capela da Comunidade, Festa de S. José, na capela da comunidade.

O MARACAPUCU-PALMAR. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e a Escola do Palmar.

Rio MARACAPUCU-MIRY. É um afluente do Rio Maratauíra. Abriga a Comunidade Bom Jesus e a festa desse santo é realizada na capela da comunidade e a Escola Sagrado Coração de Jesus. Esse rio possuía alguns engenhos na época da fase áurea da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Antonio Carlos Viégas era Fiscal no Rio Maracapucu-Miry no Governo do Coronel Aristides.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARACAPUCU-MIRY
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio MAHUBA. É afluente do Rio Tocantins, nos limites com Cametá. Na localidade Mahuba existiam alguns engenhos de cana. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro.

MARAPATÁ
Rio MARAPATÁ

MARATAUÍRA/
Rio MARATAUHYRA (ou Meruu?) é um dos afluentes do Rio Tocantins, onde existiam vários engenhos de cana, espalhados por suas margens.
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.

É um rio importante porque foi às suas margens que se assentou o povoado de Abaeté, que deu origem a atual cidade de Abaetetuba. Vide a história de fundação de Abaeté que fala do Rio Maratauhyra.

Uma lenda do Rio Maratauhyra, O Manto de Borboletas. Na década de 1960, uma garota de 6 anos, sobrinha do esposo de D. Izabel, adoeceu, ficando ficando um mês inteiro sofrendo de hemorróida. Consultaram com o Dr. Novais, Contente, SESP, na Vila Maiuatá, com seu Castelo e com o Agenor Farmacêutico e nada de cura para a menina, que ia ficando cada vez mais fraca. Ela ficou só pele e osso. Procuraram os pajés e veio um da Costa Maratauhyra, que disse que o espírito de um rapaz, que morreu afogado a pouco tempo, no porto da casa de seu avô, o Sr. Santino, estava dominando o corpo da menina. A garota ficava cada vez pior e seu corpo magro esfriou totalmente, como se já estivesse morta, assim permanecendo por dois dias. A mãe, desesperada, juntou todas as ervas da receita do pajé e fez a defumação receitada por ele, em todo o corpo da garota, qual, em contato com a fumaça, soltou o seu último suspiro, vindo a falecer logo depois do meio dia. O enterro da menina só poderia ser realizado no outro dia. Os parentes, vizinhos ficaram fazendo o velório da criança falecida. Ao entardecer, borboletas começaram a aparecer, não se sabe de onde, uma, outra, mais uma, até que se juntou uma enorme quantidade de borboletas brancas, que pousavam sob o corpinho morto da menina, cobrindo-lhe totalmente, como um manto branco-azulado. Os do velório quiseram enxontá-las, porém não conseguiram, tal a quantidade de borboletas. Quando a manhã chegou, as misteriosas borboletas levantaram vôo, sumindo rio afora. Esse fato nunca foi esclarecido.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARATAUHYRA
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Comerciantes na COSTA MARATAUHYRA
Na Costa Maratauhyra existiam algumas importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários:
. Raymmundo Oliveira
. Antônio de Figueiredo Dias
. Delmiro de Almeida Nobre
. Pedro Eduardo Gonçalves.
Raymmundo Oliveira, na Costa Maratauhyra
Antonio Figueiredo Dias, na Costa Maratauhyra
Delmiro de Almeida Nobre, na Costa Maratauhyra
Pedro Eduardo Gonçalves, na Costa Maratauhyra

Freteiro: Delmiro de Almeida Nobre, na Costa Maratahuyra

Antonio de Figueiredo Dias possuía uma fábrica de beneficiamento de sebo de ucuhuba, na Costa Maratauíra, em 1930.
. Manoel Eugênio Gomes, na Costa Maratauhyra.
. José Joaquim Nunes com comércio na Costa Maratauhyra, em 1931.


Rio MARINQUARA
Rio MAUÍRA
Rio MERUÚ-AÇU
Rio MOCAJUBA

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio MOJU. Descrição das divisas de Abaetetuba: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju. O Rio Moju faz limite, juntamente com a cidade de Moju, à Leste, com o município de Abaetetuba.

Rio MOJU-MIRY. Fica acima do Rio Genipaúba.

Rio MURUTINGA. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.


Rio NORIANDEUA

MAÚBA/PANACUERA/FURO DO MATO
Rio PANACUÉRA. Abriga a Escola Frei Paulino.

Antigos comerciantes do Rio Panacuéra
J. B. M. Lobato, no Rio Panacuéra, 1922;
João Magno da Silva, no Rio Panacuéra, 1922.

Esse rio abrigou importantes engenhos de cana-de-açúcar na fase áurea da cachaça de Abaeté/Pa.

Rio PANACUÉRA-AÇU

Rio PANACUÉRAZINHO. Comunidade de N. S. do Bom Remédio, no Rio Panacuerazinho.

CARIPETUBA/XINGU/PARAMAJÓ
Rio PARAMAJÓ. Abriga a Comunidade S. Pedro, com a festa na capela da Comunidade.
Famílias com origem no rio Paramajó
Família Margalho, de Simeão Margalho, Trajano Margalho. Bento Margalho, Joaquim Margalho.
Nessa localidade existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram: Cardoso & Ferreira.

Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Rio Paramajó, Festa de São Pedro, na capela da Comunidade.

Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
COMERCIANTES NO RIO PARAMAJÓ
Nessa localidade existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram:

. Cardoso e Ferreira;
. Garibaldi Parente possuía comércios no Rios Paramajó e Piquiarana.
. Manoel José Gonçalves Chaves aparece como Fiscal no Rio Paramajó no Governo do Coronel Aristides.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO PARAMAJÓ
Esse rio abrigava importantes donos de engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa.

BAIXO TUCUMANDUBA/PARURU
Rio Paruru. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba, a Comunidade N. S. das Dores, no Baixo Paruru. Comunidade Santo Antonio, no Rio Alto Paruru.

Abrigou alguns engenhos de cana-de-açúcar na fase áurea da indústria canavieira em Abaeté.
Igarapé GRANDE, no Rio Paruru.

Rio PINDOBAL

PIQUIARANA/ITANIMBUCA/ACARAJÓ/FURO DO LIMÃO
Rio PIQUIARANA. Abriga a Comunidade S. Francisco Xavier e as escolas Felipe Santiago Campelo e a Escola São Judas Tadeu.

Importantes famílias de Abaeté tiveram origem no Rio Piquiarana, como:

. Maués, de Firmo Roberto Maués:
. José Honório Roberto Maués.

COMERCIANTES NO PIQUIARANA
O Piquiarana era um pólo comercial/industrial de Abaeté e possuía algumas importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram:

. Firmo Roberto Maués;
. João Francisco Ferreira;
. Júlio Antônio da Costa;

. Gariribaldi Parente e Cia., firma de propriedade de Garibaldi Parente, um importante comerciante, político, jornalista e industrial de Abaeté.
Garibaldi Parente possuía comércios no Rios Paramajó e Piquiarana.

João Francisco Ferreira. Tornou-se prefeito nomeado de Abaeté na Revolução de 1930 (7/7/1935-12/2/1936) e o 1º prefeito constitucional de Abaeté (12/2/1936-31/12/1937), assumiu, quando acontece um novo “Golpe de Estado” em 10/11/1937. João Francisco foi deposto assumindo em seu lugar o prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (1/1/1938-28/2/1943).

ANTIGOS ENGENHOS NO ENGENHO NO PIQUIARANA
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO PIQUIARANA-AÇU E RIO PIQUIARANA-MIRY
Esses rios possuías importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio PIRATUBA
Nestes tempos em que a chamada doença de calazar (Leishmaniose Visceral Americana) se faz presente no município de Abaetetuba, contaminando cães, gatos e até pessoas, lembramos o grande médico sanitarista e cientista, pesquisador e descobridor desse mal em Abaeté, Dr. Evandro Chagas. Para fazer seus estudos em Abaeté ele realmente viveu uma aventura nos lugares por onde desenvolveu suas pesquisas sobre a leishmaniose.
Piratuba foi a localidade escolhida pelo grande Evandro Chagas, médico e cientista ...Evandro Chagas nasceu no dia 10.08.1905, era médico sanitarista, cientista, com atuação na Escola de Manguinhos, no Rio de Janeiro, de onde ganhou renome para o mundo. As conquistas patológicas se iniciaram com Evandro Chagas e cientistas pioneiros, que adotavam os princípios: “ver o problema (definir), coletar informações e material (espécimes), transportá-los adequadamente aos laboratórios, realizar os exames necessários, analisar devidamente as informações visando a necessidade de torná-las públicas, com medidas de intervenção pertinentes à saúde da comunidade em estudo”. Quem ler essas orientações pode pensar que se trata de procedimentos em uma grande cidade e com um moderno laboratório à disposição dos cientistas. Pois essa experiência foi realizada aqui na Amazônia, no meio do mato e na mais precária das condições de trabalho. E grande parte dos estudos iniciais de Evandro Chagas e colegas, foram realizados aqui no então município de Abaeté, na localidade Piratuba. No tempo de Evandro Chagas a navegação pela Amazônia era lenta e difícil e só pelos rios. O material de fixação do material coletado era só o formol e outros poucos fixadores clássicos, para a conservação das espécimes. O único microscópio de Evandro Chagas era pequeno, monocular e movido à luz solar, que carinhosamente foi guardado por membros de sua equipe, após os términos das pesquisas. Após essas pesquisas foi publicada a obra “Contribuição ao conhecimento da nosografia do estuário do Amazonas”, que é uma referência regional concisa e clara da visão ampliada na pesquisa de saúde, abordagem tão reclamada nos tempos modernos.
Evandro Chagas morreu prematuramente em 1940. Mas o “Instituto de Patologia Experimental do Norte seria sempre a chave mestra de sua organização”. Ele nasceu fora da Amazônia, mas é assumidamente amazônida. “Evandro estará sempre no Brasil, ancorado no espírito dos que querem renovar nosso país, trazer-lhes a educação, a ciência e o saneamento, sem o que não se constrói uma civilização”. Em 2005 celebrou-se o centenário de nascimento desse grande brasileiro e ele foi muito festejado e será sempre festejado no Instituto Evandro Chagas. Ele será sempre uma referência histórica substantiva e singular. É o Patrono do Instituto Evandro Chagas.
A principal doença pesquisada por Evandro Chagas na Amazônia foi a leshimaniose visceral americana, vulgo calazar descrita por Evandro Chagas em 1937, foi assinalada no estado do Pará em 4 municípios: Marapanim, Soure, Abaeté e Moju. Em Abaeté a doença foi encontrada por visceratomia e pesquisas clínicas. Evandro Chagas descreve essa doença como uma moléstia de incidência esporádica, atacando o homem em diferentes idades, com predominância em crianças abaixo de 10 anos e com as características de infecção silvestre. Tanto o encontro de casos humanos da doença como o de cães foram difícies. Em exames clínicos detectaram-se 6 casos de humanos e 2 cães infectados em regiões silvestres.
Evandro Chagas veio estudar e pesquisar a doença Leishmaniose Visceral Americana. Chegou ao Pará chefiando a Comissão de estudos de Leishimaniose Visceral Americana, e no mesmo ano se deslocou para a localidade Piratuba, fazendo pesquisas na área...ficando de 1936, 37 e 38. Alocalidade Piratuba só tinha acesso através da água, em barcos pequenos e canoas ...Depois, então, abriu-se um ....por onde se tinha acesso a essa localidade, distando 18km da cidade de Abaeté. ...vide pesquisa ...Qual o papel do Dr. Lindolpho Abreu nessa história? No Piratuba existe uma Vila Canaã.
“Evandro Chagas achava tudo engraçado, por que era um sujeito muito corajoso. Dava o exemplo para tudo, era arrojado, audacioso. Não tinha medo de coisa nenhuma. Ia de bermudas, botas e chapéu colonial, máquina fotográfica, e o microscópio de campo, que ele usava a tiracolo. Fazia exames de pacientes descobrindo várias doenças, como bouba (vários casos, úlceras fagedêmica tropical e outras. A doença calazar acontecia nas cabeceiras do rio e fomos até lá, no Piratuba, e lá encontramos os primeiros casos dessa doença, em pessoas vivas da região amazônica. Essas pessoas apresentavam o baço grande demais e fazíamos a punção do baço à procura dos vermes leishimânias. Evandro, com essa descoberta, considerou a viagem bem sucedida e fez das idas e vindas a esses locais, rotina de trabalho. Depois, Evandro Chagas foi para o Rio de janeiro e nós continuamos fazendo o trabalho, todos os meses, durante dois anos. Metade do mês eram trabalhos de campos, nesses locais de ocorrência de calazar. Evandro Chagas vinha várias vezes do Rio, durante o ano, para visitar a região e discutir como equipar, orientar e avaliar os trabalhos. As Viagens ao interior se faziam nos aviões do correio Aéreo Nacional, que eram aviões da 1ª Guerra Mundial, biplanos, com asas de lona, monomotores e lotação para um passageiro e o piloto. Várias viagens eram necessárias para levar a equipe. Havia uma área capinada para o pouso dos aviões. Quando todos chegavam, a viagem era feita por terra, por picadas abertas na mata. Eram 18 km de caminhada. A moradia era em palhoça, em quarto cedido por um morador do local. A dormida eram em redes armadas em duas barracas e duas tendas de lona. Um pedaço da lona cobria o laboratório e outro o refeitório. Todo o trabalho de pesquisa foi fieto nesse laboratório de lona. Os exames de laboratório, as autópsias. Na outra barraca eram feitas as refeições. Os banhos eram de igarapé e não havia sanitários e a floresta era a privada. A floresta também fornecia a alimentação: paca, cotia, tatu. Os rios forneciam os peixes. Os nativos caçavam e pescavam e Evandro Chagas comprava esses bichos. Antes eram examinados, os contaminados eram guardados e os sadios eram usados como alimentos. O transporte era via fluvial, em canoas. A reação dos nativos do lugar foi difícil, mas Evandro Chagas era persistente, lembrando os falecidos com a doença e com isso conseguia convencê-los a fazer os exames. Os exames eram feitos sem camas e as pessoas deitavam no chão ou em pé. Descobrimos, também, cães positivos e não sabíamos que cães pudessem ser vetores da doença calazar. Fizemos exames em outros animais silvestres.
Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Piratuba.

Rio PIRINÃ
Rio PRAINHA. Abriga a Comunidade Santa Maria.

QUIANDUBA/NARIANDUBA
Rio QUIANDUBA. Abriga a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro, com a festa dessa santa na capela da comunidade.

Antigos comerciantes no Rio Quianduba:
Barbosa e Cia;
M. C. Ribeiro e Filho.
Citação de 1922: “Raymmundo Ferreira Vaz com engenhoca para fabricar mel no Rio Quianduba”.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO QUIANDUBA
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio RIOZINHO
O por do sol

SAPOCAJUBA/ANEQUARA/URUCURI
Rio SAPOCAJUBA. Abriga a Comunidade S. Raimundo, com a festa do mesmo santo na capela da comunidade e a Escola Bom Pastor. Nessa localidade existiam alguns engenhos na antiga cidade de Abaeté. Vide Engenhos em Abaeté.
Rio URUCURI. Abriga a Comunidade Menino Deus.

ARUMANDUBA/SARAPUQUARA/GUAJARÁZINHO
Rio SARAPUQUARA

ACARAQUI/BELCHIOR/SIRITUBA/TABATINGA/CAMPOMPEMA
Rio SYRITUBA. Luciano Antonio dos Santos, 1922. Comunidade Santa Maria, no Rio Sirituba. Abriga a Comunidade Santa Maria.

Rio TABATINGA. Margina a Ilha de Tabatinga. Na Ilha de Tabatinga existe o Furo do Boto. Abriga uma secretaria da Colônia de pescadores Z-14 e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro.

MARACAPUCU/MARACAPUCU-MIRI
Rio TAUÁ. Abriga a Comunidade S. Sebastião.

JARUMÃ/TAUERÁ DE BEJA
Rio TAUERÁ DE BEJA - Suas águas deságuam na Baia do Capim. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Local onde a família de Raymmundo Pauxis possuíam um sítio e onde essa família promovia anualmente a Festividade de São Raimundo Nonato. O Tauerá de Beja abriga a Escola do Baixo Tauerá.

Comerciantes no RIO TAUERÁ DE BEJA

No Tauerá de Beja existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram: Venâncio Bahia.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TAUERÁ DE BEJA
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Júlio Luzio, era tutor de Maria Fernandes Silva/Marocas. Latino Lídio da Silva veio, a pedido de Júlio Luzio, tomar conta do engenho de propriedade do esposo da Sra. Jovita, engenho às margens do Rio Tauerá.

Rio TAUERÁ-AÇU/TAUERAÇU: Nada tem a ver com o Rio Tauerá de Beja. É afluente do Rio Maratauíra, pela margem direita. Abriga a Comunidade N. S. Santana.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TAUERÁ-AÇUEsse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio TAUERÁ-MIRY

Rio TAUERÁZINHO. Famílias originárias do Rio Tauerázinho:

. Hermínio Ribeiro. Era pescador e agricultor e morava na localidade Rio Tauerázinho. Era c/c Estefânia com quem teve os seguintes filhos: Francisco, Caboquinho, Pedrinho, Filoca, Zezinho, Antonico, Luci e Iró. Quase todos se mudaram para Belém/Pa.

Filhos de Hermínio e Estefânia:
Caboquinho Ribeiro. É casado e tem filhos e mora na Rua dr. Assis em Belém.
Pedrinho Ribeiro. Comerciante de pescado, era c/c Lourdes Rodrigues e tiveram filhos. Pedrinho morava em Abaetetuba e já é falecido.
Iró Ribeiro. É a sogra do major Joaquim Sousa de Abreu.

ANTIGOS ENGENHOS NO IGARAPÉ TAUERÁZINHO
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

ABAETÉ/AFLUENTES/COLÔNIA
Rio TIJUCAQUARA

BAIXO TUCUMANDUBA/PARURU
Rio TUCUMANDUBA. É um rio de média profundidade e fica nos limites com o município de Igarapé-Miri. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.

Festas de santos no rio Tucumanduba: Comunidade N. S. de Lourdes, no Baixo Tucumanduba. Comunidade N. S. de Guadalupe, no Médio Tucumanduba. Comunidade S. João Batista, no Rio Tucumanduba.

Freteiros no Tucumanduba:
Freteiro: Capitão João dos Reis e Silva, Canoa Brazileira, no Rio Tucumanduba;
Freteiro: Aristides Silva & Cia., Canoa Elegante, no Rio Tucumanduba.

ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TUCUMANDUBA
O Rio Tucumanduba era um pólo comercial/industrial de Abaeté. Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio TUCUMANDUBAZINHO:
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TUCUMANDUBAZUNHO: Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.

Rio URUÁ

VILHENA
Rio VILHENA. Localidade onde exisitiram importantes comerciantes e donos de engenhos de cana-de-açúcar no tempo em que a cidade se chamava Abaeté/Pa. Vide Engenhos em Abaeté.
Comércios: Silva & Mendes, no Rio Vilhena.

CARIPETUBA/XINGU/PARAMAJÓ
Rio XINGU. Que abriga a Escola Santo Afonso. É um afluente do Rio Urubuéua.

Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Rio Xingu, festa de Santo Afonso, na capela da comunidade. Ano de 2005. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 de Abaetetuba e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.

COMERCIANTES NO RIO XINGU
Leopoldo Paes, comerciante no Rio Xingu, anos de 1920.

RIO XINGUZINHO

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 6/4/2010.

Rio Itacuruçá e Outros Rios de Abaetetuba - Rio de Abaetetuba
Fonte da foto: Pastor Josué Calebe
ITACURUÇÁ/PANEMA/PARURU
RIO ITACURUÇÁ E OUTROS RIOS – RIOS DE ABAETETUBA 

As Olarias
 Olaria no Rio Itacuruçá
Fonte da foto: Ângelo Paganelli
A Produção de Telhas e Tijolos na localidade Itacuruçá e a ARQUIA
Grande parte das olarias do da localidade Itacuruçá fazem parte da Associação dos Remanescentes de Quilombo-ARQUIA que  surgiu em 2002 e foi fundada pelo Srs. Remildes Teles e Gercino Vilhena da Costa. A ARQUIA tem como objetivo atender as necessidades dos remanescentes de quilombos das Ilhas de Abaetetuba.
Através de projetos como manejo de açaí com ou sem fundo fornecidos pelo Banco da Amazônia, também a ARQUIA oferece cursos de capacitação para os seus associados em cada comunidade como: cestaria, tecelagem, confecção de bijuteria, gestão ambiental, organização comunitária entre outros
Atualmente 9 comunidades fazem parte dessa associação: Rios Assacú; Alto, Baixo e Médio Itacuruçá, Genipaúba, Arapapú Grande e Arapapuzinho e Tauerá-açú.
A coordenação da ARQUIA é escolhida em assembléia geral com todos ou com 80 % de seus associados, que é composta por um presidente, um vice-presidente, um tesoureiro, um coordenador de patrimônio e dois fiscais de cada comunidade sendo vinte e duas pessoas no total. 
Para ser sócio da ARQUIA é preciso morar na localidade em que faz parte dela, ter 16 anos e se declarar descendente de negro. A ARQUIA conta hoje com mais de 3.800 associados, ela é uma associação não governamental mas que recebe apoio e recursos do Governo Federal e do Estado do Pará, e apoio de outras entidades com STRA (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba).
O objetivo é deflagrar ou dinamizar nas comunidades, um processo de desenvolvimento comunitário sustentável, cujos elementos norteadores estejam configurados na forma de um plano de desenvolvimento sustentável, priorizando: o uso sustentável de recursos naturais, a organização comunitária centrada no planejamento participativo de atividades e na (re)formatação das associações de base para uma mais eficiente atuação junto ao mercado e a formação de gestores comunitários do processo.
Nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá são constantemente realizados seminários, oficinas de planejamento participativo e treinamentos, todos voltados para o desenvolvimento rural sustentável, comercialização conjunta e verticalização do processo produtivo.
Para isso foi formada uma entidade para atuar no desenvolvimento sustentável do Itacuruçá e outras localidades vizinhas.

Coordenadores Anteriores da ARQUIA 
. Edílson (Arapapuzinho) – Coordenador Geral
. Benedito (Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria         
. Isaias Neri Rodrigues (Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
. Maria da Luz (Acaraqui) – Coordenadora de Cultura
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Egidio (Arapapuzinho) – Coordenador de Esporte e Lazer

As olarias do Itacuruçá produzem entre 600 a 800 telhas/dia/olaria, gerando emprego direto para aproximadamente 275 famílias participantes da associação.
Das atividades artesanais, se sobressaem as realizadas nas olarias, que são atividades físicas insalubres, cansativas e com extensas horas de trabalho árduo, que exigem muito esforço físico, desde as atividades de produção de tijolos à preparação e separação da argila nas marombas, estas como o local onde se produzem telhas e tijolos de argila, e, ainda, da queima dos produtos em barro e de sua secagem natural. As marombas  geralmente ficam localizadas na beira dos rios, próximas das casas das famílias, para facilitar o escoamento da produção das telhas e tijolos produzidos e empilhados, que ficam á espera das embarcações que fazem o escoamento desses produtos cerâmicos. E empilhar tijolos é uma das atividades mais cansativas das olarias, feito por homens e que desgata muito quem as executa, quandomuito e daí as dores nas costas, na cabeça e muitas dores e cansaço.
Porém, o trabalho nas olarias beneficia a comunidade, proporcionando geração de emprego e renda para um elevado número de pessoas que trabalham nas diferentes fases da produção oleira e a elas ligadas, como os lenhadores, os barreiros, os queimadores, os barqueiros, os artesões da maromba, além dos atravessadores que compõem toda uma cadeia produtiva.
A atividade oleira se caracteriza pelo emprego de tecnologia rudimentar, com predominância de processo manual e organização produtiva de base familiar envolvendo até 8 famílias de ribeirinhos nas maiores e mais produtivas olarias. O trabalho na olaria gera emprego e renda para um elevado número de pessoas que trabalham como barreiros, lenhadores, barqueiros, artesões da maromba, além dos atravessadores que compunham a  cadeia produtiva oleira, que não deixa de ser um trabalho precário, predatório ao ambiente e economicamente ineficaz como fonte de renda para a família devido a forma quase artesanal de produção de telhas e tijolos. Os atravessadores são elementos mais recentes no trabalho das olarias, onde algumas olarias são financiadas para a produção de telhas e tijolos, transformando-as em fonte principal de renda das famílias.
O ofício de oleiro é repassado na forma quase artesanal de geração a geração nessas famílias e há muitos anos que essa técnica rudimentar não evolui de modo geral nas olarias de Abaetetuba, sendo este um dos motivos para o desaparecimento das mais de 200 olarias existentes em Abaetetuba até o início dos anos de 1980.
Estrutura das Olarias
As olarias são montadas nas partes mais altas das beiradas dos rios e igarapés e são construídas a partir dos tradicionais barracões de madeira, com cobertura de telhas ou palhas e as paredes possuem as prateleiras onde são colocados as telhas e tijolos antes de seguirem para o formo, e é proposital a localização das praleteleiras junto às paredes para que as telhas e tijolos possam secar com o calor ambiental mais rapidamente.  A montagem das olarias nas beiradas dos rios de Abaetetuba é para facilitar o escoamento da produção oleira. São raras as olarias existentes nas margens das estradas e ramais do município.
O Volume da Produção Oleira
O volume de produção das olarias é pequeno, chegando ao máximo de 500 unidades por dia, e se torna menor durante o ano devido vários fatores, entre os quais a estação chuvosa entre dezembro e abril, quando a produção diminui não só pela dificuldade das chuvas como também pela alta umidade dessa estação que não permite uma secagem mais rápida dos produtos das olarias.
A Dureza no Trabalho das Olarias
Como o trabalho nas olarias é muito pesado, essa atividade basicamente é feita por homens, sendo raro o trabalho de mulheres e crianças, sendo, neste caso, trabalho por sexo, e faixa etária, ou seja, aos homens cabe o trabalho que requer maior esforço físico, enquanto que as mulheres e as crianças desempenham tarefas consideradas mais leves nas atividades rurais e pesca.
Tratando deste aspecto, o dia-a-dia de uma família que trabalha com muito esforço para ter seu pão de cada dia, os pais trabalham duro, oferecendo o melhor aos seus filhos, mas os filhos também se esforçam nos estudos, para quando crescerem terem um futuro melhor, que trabalhem e possam ajudar os seus pais e serem pessoas independentes.  
A maioria dos pais trabalham tirando barro para a olaria, já que precisa de disposição e força de vontade. Quem tira barro, sai da casa a noite e passa a noite no mato fazendo a vala, sem dormir, tirando o barro e enchendo o barco. Depois de cheio eles vão desembarcar o barro na olaria e quando o barco esvazia eles levam novamente o barco para o mato para o trabalho do outro dia. E quando retornarem à noite a embarcação já esteja lá para começar tudo de novo.
As Atividades nas Olarias ou Ligadas às Olarias
Todas as atividades das olarias ou ligadas às olarias são executadas por homens, tais como: a extração da argila, o seu transporte e descarga na olaria, o armazenamento com os pés ou sua colocação na maromba, a moldagem, corte e transporte das telhas e tijolos, a enfornagem e desenfornagem, isto é, acolocação dos produtos no forno para a queimar e a retirada dos fornos e ainda o transporte dos produtos até as embarcações para a comercialização nas cidades.
A Queima nas Olarias
A queima é um dos mais exigentes trabalho nas olarias, pois o queimador tem que desenvolver grande esforço físico e mental, devido os produtos oleiros precisarem de um determinado tempo de 48 a 72h para atingirem  o grau necessário para a devida fabricação das telhas e tijolos, processo em que o quimador, além da atenção redobrada, fica exposto ao grande calor emanado dos fornos, por ter que alimentar com lenha periodicamente os fornos, que não podem sair da temperatura exigida para a queima dos produtos oleiros.
O Barreiro
Barreiro é o responsável pela extração do barro nas jazidas de argila ou barro e também é o responsável pelo transporte dessa matéria-prima até as olarias. Pela maciça extração do barro nos barreiros de Abaetetuba, além dos problemas ambientais que essa extração causou aos ecosistemas ribeirinhos, também a busca pelo barro tem sido cada vez mais difícil pela escassez desse produto em Abaetetuba e o barreiro, agora, tem que se deslocar para áreas cada vez mais distante, até mesmo em outros municípios, para poder atender aos pedidos das olarias remanecentes do Itacuruçá e de Abaetetuba.
A Prensa ou Maromba das Olarias
Na produção rudimentar de telhas e tijolos das olarias de Abaetetuba não existe as grandes máquinas industriais que podem ser encontradas em olarias ou indústrias cerâmicas mais avançadas de São Miguel do Gumá/PA e outros lugares da produção cerâmica. O que existe nas olarias de Abaetetuba são máquinas chamadas “prensas” ou “marombas”.  A maromba, apaesar de ser uma máquina rústica, já exige a energia elétrica dos pesquenos motores movidos à oléo Diesel, em quanto que a prensa é totalmente manual e que exige a presença de mais pessoas nesse processo, diferente da maromba, que exige menor esforço físico e menos trabalhadores por ser movimentada pela energia elétrica e sua produção diária é muito maior que as olarias de prensas.
O Trabalho Ribeirinho Feminino no Itacuruçá
O trabalho das mulheres é desenvolvido nos âmbitos doméstico e rural ou nas atividades de pesca, e é por isso que o trabalho feminino é bastante pesado, pois a mulher, além dos trabalhos domésticos, tem que gerar rendas para o lar devido a insuficiência dos ganhos do marido. E os homens, fora de suas atividades usuais, também pescam, apanham o açaí, ajudam as mulheres a coletar frutas, retiram o palmito, caçam, entre outras tarefas que, normalmente, são auxiliadas pelas crianças. Portanto, não é facil o trabalho dos ribeirinhos em geral.
Igreja Católica e Comunidades
A Comunidade de São João no Médio Itacuruçá é considerada oficialmente quilombola desde 2002 e o acesso se dá à comunidade se dá por transporte fluvial,  via rio Itacuruçá ou via terrestre, com acesso pela estrada do município de Igarapé Miri, com entrada pelo Ramal do Ernandes Carvalho até chegar ao Ramal de ItacuruçáÉ uma comunidade composta de mais de 200 famílias num total aproximado de 1.100 moradores.
A Educação no Médio Rio Itacuruçá
A Comunidade São João do Médio Rio Itacuruçá conta com a Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Prof.Manoel Pedro Ferreira para atender turmas do Ensino Infantil e Fundamental nos turnos da manhã e tarde e, à noite, atende a turma dada de Educação de Jovens e Adultos, onde grande parte desta turma é composta de jovens e adultos moradores  ribeirinhos quilombolas que trabalham nas olarias, na coleta do açaí, dos fabricantes de farinha de mandioca e pescadores do Médio Itacuruçá.
A Coleta do Açaí

 O açaí está se tornando a maior fonte de renda
dos ribeirinhos de Abaetetuba e Região
A coleta do açaí na Comunidade de São João do Médio Itacuruçá inicia com a subida nas árvores do açaizeiro, atividade que exige certas habilidades dos apanhadores de açaí no uso da peconha.
Coleta do Açai e o Apanhador de Açaí
O açaizeiro é uma palmeira que nasce em touceira de cinco a seis árvores, em áreas alagáveis, alcançando 15m de altura e cujos troncos chegam a atingir aproximadamente 25cm de diâmetro. O cacho de açaí só pode ser apanhado quando as frutinhas estiverem maduras e com a cor preta e o cacho não pode ser jogado ao chão, sob pena do despercício de grande parte das frutinhas, daí o fato do uso da peconha para a subida e descida do apanhador de açaí, trazendo os cachos seguros por uma das mãos, enquanto a outra segura o tronco do açaizeiro para a devida descida. Um apanhador de açaí tem que possuir essa habilidade específica no uso da peconha, sendo esta uma espécie de laço feito com as folhas do próprio açaizeiro para a subida no açaizeiro. Além do uso da peconha o apanhador de açaí também usa um facão para cortar o cacho de açaí e descer trazendo consigo o cacho cortado. Convém salietar que o apanhador de açaí é um dos elos na coleta do açaí.
O apanhador de açaíEssa operação requer muita habilidade. O colhedor repete esse ato nos dias de hoje, cerca dezenas de vezes ao dia. Essa atividade vai se tornando aprimorada, pois os apanhadores começam as colheitas entre a idade de sete a dez anos. Como apanhar açaí exige o uso intenso de mãos e pés na subidas das árvores, no corte do cacho de açaí e na descida trazendo o cacho em uma das mãos, enquanto a outra segura o tronco do açaizeiro nessa descida e os pés são usados com a ajuda da peconha, tanto para a subida quanto para a descida, os apanhadores de açaí ficam com as mãos e pés arrebentados pelo intenso esforço nessa atividade. Os apanhadores de açaí geralmente iniciam essa atividade ainda crianças e os mesmos são contratados pelos donos de açaizais para executar essa tarefa no tempo da colheita do açaí.
No Itacuruçá o açaí é apanhado para consumo local, quando o mesmo é usado como alimentoO açaí em Itacuruçá é um produto de consumo local, que usualmente misturam o açaí com farinha de mandioca e se alimentam no acompanhamento do peixe, camarão, carne e outros. Como o trabalho nas olarias é uma atividade em franca decadência, muitos ribeirinhos do Itacuruçá já estão plantando açaí em vista da grande demanda que o açaí está tendo no Pará, Brasil e mundo. O açaí atualmente é o produto que mais gera rendas na Região das Ilhas de Abaetetuba.
A Mandioca
A cultura da mandioca e a consequente produção
de farinha de mandioca está perdendo terreno para
outras fontes de renda nas comunidades ribeirinhas
e das estradas e ramais de Abaetetuba
A Cultura da Mandioca e a Produção de Farinha
A cultura da mandioca é uma antiga atividade desenvolvida em Abaetetuba, sendo que algumas localidades se destacam nessa atividade. Porém produzir farinha é um trabalho pesado, de longo período e pouco lucrativo. Esse fato está determinando o abandono dessa atividade por colonos e ribeirinhos de Abaetetuba que agora procuram agir em outras atividades que possam gerar melhores rendas, como o cultivo e coleta do açaí. Mas produzir farinha ainda é uma atividade que ainda é necessária, pois esse produto é um dos componentes da dieta alimentar do Itacuruçá e outras localidades de Abaetetuba. A produção de farinha de mandioca é repassado de geração para geração e essa atividade requer que os mais novos aprendam o modo tradicional do plantio da mandioca como da produção da farinha. A produção de farinha não evoluiu e, a mesma, segue o manejo que vem desde os tempos provinciais do Pará.
Na colheita da mandioca as raízes para fabricação de farinha são colhidas com a idade de 16 a 20 meses, entre abril e agosto, quando apresentam o máximo de rendimento, e o processamento deve se iniciar logo após a colheita e no prazo máximo de 36h para evitar a perda de qualidade da raiz, seu escurecimento, que são fatores que podem resultar em uma farinha de baixa qualidade, devido o início de fermentação das raízes colhidas que se dá logo após a colheita. Também devem ser evitados machucamentos e esfolamentos das raízes, fato que determina mais rapidamente  o início da fermentação, também resultando em produto de qualidade inferior. Após colhidas as raizes de mandioca devem ser lavadas para eliminar a terra aderida à sua casca e evitar a presença de impurezas que prejudicam a qualidade do produto final.
O Retiro na Produção de Farinha
O Retiro é o barracão onde é processada a mandioca e onde se encontram os tachos para a torração da farinha. Nesse lugar as pessoas se encontram para desenvolver suas tarefas na produção da farinha de mandioca. Além da farinha, no retiro podem ser fabricados outros produtos com a massa da mandioca, como o beiju de mandioca. Em comunidades organizadas os produtos do retiro são divididos entre os associados.
A Farinha Como Uma Necessidade Alimentar em Abaetetuba
A produção da farinha ainda é necessária nas localidades rurais de Abaetetuba, pois ela vem a  constituir, junto com o açaí, o produto alimentar mais usado na dieta alimentar das famílias ribeirinha e de Abaetetuba como um todo. No Itacuruçá a produção da farinha ainda visa a comercialização. Dos 400 agricultores sócios da ARQUIA (Associação dos Remanescentes Quilombos de Abaetetuba) na localidade Itacuruçá, 120 se dedicam ao cultivo da mandioca no modo tradicional.
O Descacamento da Mandioca
O descacamento da mandioca é necessario também para eliminação das fibras presentes na camada mais interna das raízes que contém fibras com substâncias que são responsáveis pelo escurecimento da farinha. O descascamento é feito de forma manual, com facas afiadas ou um raspador apropriado.
Nova Lavagem das Raízes Após o Descamento
Após o descascamento, as raízes devem ser novamente lavadas para retirar as impurezas a elas agregadas durante o processo. A lavagem é realizada à beira do rio com fluxo contínuo de água.
A Ralação das Raízes da Mandioca
A boa lavagem e o descascamento bem feitos resultam na obtenção de farinha de melhor qualidade, pois, dessa forma, a ralação é feita de forma a obeter uma massa com grãos que possam resultar em uma farinha de bagos menores e mais homogêneos.
A Prensagem da Massa de Mandioca e o Tipiti
Após o ralamento parte-se para a prensagem da massa da mandioca, que consiste em se espremer essa massa, em processo que deve acontecer logo após a ralação, para impedir a fermentação e o escurecimento da farinha. A prensagem da massa da mandioca é feita no instrumento chamado tipiti, este um instrumento de fibras de palmeira da folha de miriti num formado cilíndrico que possui o tamanho médio de 1,50m de comprimento. A massa ralada de mandioca é colocada dentro do tipiti que deve  ficar pendurado para escoamento do líquido resultante da massa, denominado de tucupi. A prensagem da massa da mandioca é necessária para se extrair o líquido presente na dita massa, pois esta não pode seguir o passo seguinte sem a presença de umidade  na massa ralada, impedindo o surgimento de fermentações indesejáveis, além de economizar tempo e combustível na torração, possibilitando uma torração sem formação excessiva de grãos maiores na farinha resultante.
O Tucupi
O líquido resultante da prensagem da massa ralada da mandioca é chamdo tucupi, que é largamente utilizado em vários produtos e pratos da culinária paraense. Porém, o tucupi, por ser muito tóxico e poluente dos rios e solos ao redor do “retiro” da farinha, precisa sofrer um processo que possa resultar na eliminação dessa toxidade. O tucupi extraído no processo de prensamento da massa da mandioca, para eliminar sua toxidade, precisa passar pelo processo de uma longa fervura ou cozimento,  para poder ser transformaddo em um tucupi mais ameno em toxidade e assir ser o líquido ideal para tempero e molho na culinária paraense, em produtos e pratos como o tacacá, o peixe no tucupi, o pato no tucupi, etc. Convém salientar, que pela grande demanda por tucupi, existem produtores rurais que se dedicam a produzir tucupi. Uma tonelada de mandioca  resulta em 300 litros de "tucupi. Ao ser retirada da prensa, a massa ralada vem compactada, havendo necessidade de ser esfarelada para permitir a peneiragem e esse esfarelamento é feito manualmente. Em seguida, passa-se a massa na peneira, na qual ficarão retidas as frações grosseiras contidas na massa, chamada crueira, que pode ser utilizada na preparação de mingau de crueira e na alimentação de animais.
O Preparo da Farinha
Convém salientar que não é a mandioca ralada que vai para o processo de prensagem, pois a mandioca ralada ainda deve passar por um processo de maior esfarelamento e isso é feito através de uma peineragem dessa massa. Feito a peneiragem da mandioca ralada, a massa resultante é colocada em tachos para aquecimento de 20 minutos no forno, exatamente para eliminar o excesso de água, resultando numa massa levemente gelatinosa. Nesse tempo, o forneiro, deve ficar mexendo a massa com o auxílio de um rodo de madeira, de cabo longo e liso, para se evitar a exposição do calor emanado do forno e melhor manuseio do rodo pelo forneiro.
A Torração da Farinha e os Fornos de Secagem
Em seguida, a farinha vai sendo colocada aos poucos em outro forno para a torração final. O forneiro, com o auxílio de um rodo de madeira, vai mexendo, uniformemente, até a secagem final do produto. Os fornos de secagem ficam em locais cobertos para proteger o forneiro e a farinha contra chuvas e ventos. A torração tem grande influência sobre o produto final, porque determina a cor, o sabor e a durabilidade da farinha e essa torração deve ser realizada no mesmo dia da ralação das raízes. A farinha é armazenada em local seco e ventilado e, posteriormente, ensacada para consumo ou venda.
O Ramal do Itacuruçá Como Facilitador da Produção Oleira e no Transporte de Cargas e Locomoção das Pessoas
Após a construção das Estradas de Rodagem de Abaetetuba e da Região do Baixo Tocantins, muitas localidades ribeirinhas de Abaetetuba e demais municípios passaram a ter acesso via transporte Terrestre pelos chamados Ramais, que são extensões das diversas estradas, especialmente a PA-!51, que chegam até determinadas comunidades rurais e ribeirinhas do Baixo Tocantins. A localidade Rio Itacuruçá, especificamente o Rio Baixo Itacuruçá, é uma dessas localidades que já possui um ramal de estrada para a locomoção dos moradores dessa localidade, transporte de mercadorias e escoamento dos produtos ribeirinhos, especialmente das telhas e tijolos. Antigamente a locomoção se fazia apenas pelos rios, em longas viagens de barcos para a cidade de Abaetetuba e outros pontos da região. O chamado Ramal do Itacuruçá veio para facilitar a vida dos moradores do Itacuruçá. É um ramal de estrada que liga via terrestre a cidade de Abaetetuba com a localidade Itacuruçá e que encurtou muito o tempo das viagens. Esse ramal veio facilitar a vida de inúmeras pessoas que precisam se deslocar no trajeto Abaetetuba-Itacuruçá e vice-versa, especialmente estudantes, comerciantes e aposentados.
 Fonte da foto: Benedito Miranda
 Fonte da foto: Ângelo Paganelli
As rápidas embarcações chamadas rabetas, cobertas ou
descobertas, funcionam como táxis fluviais em Abaetetuba
e sua Região Tocantina
Mas, como toda a vida do homem ribeirinho depende também do rio, vale confirmar que é por essa via que ainda se faz o escoamento  de grande parte da produção de telhas e tijolos. Pela via fluvial, usa-se a rabeta que é um tipo de embarcação pequena, com motor, que faz o transporte aquático muito rápido em comparação com os meios de transportes fluviais de um passado ainda recente.
Aspectos Culturais
O quilombo de Baixo Itacuruçá está localizado na várzea do rio e é também uma comunidade ribeirinha. O rio e a navegação fazem parte da sua cultura e são muito importantes pois servem como meio de locomoção e de obtenção de alimentos na forma da pesca de peixes, camarão, coletam frutas como o açaí (que alguns também plantam), manga e miriti. Além disso eles possuem roça, criam animais em pequena quantidade. Outras atividades incluem o cultivo de plantas medicinais e ornamentais, o artesanato e a construção de embarcações
A principal fonte de renda da comunidade é a venda de açaí, manga, pescados, e plantas medicinais nas cidades mais próximas, geralmente Belém, PA.
A Divisão do Trabalho
As mulheres geralmente cuidam das plantações, enquanto que a extração do açaí, a coleta de manga, a pesca e outras atividades são atividades feitas pelos homens. O homem também é o responsável por levar os produtos para vender nas cidades, mas quando não pode ir vai a sua mulher ou filhos.
Conhecimento Tradicional
A comunidade Baixo Itacuruçá possui muito conhecimento tradicional. Um dos mais evidentes é o conhecimento sobre construção de embarcações de madeira, aquelas típicas da região amazônica. As embarcações construídas são as pequenas canoas e cascos a remo, as rabetas (estas geralmente sem cobertura e com motor), e os barcos e canoas maiores a motor.
A comunidade também conhece e usa as plantas medicinais e as principais plantas medicinais são a babosa, a arruda, a catinga-de-mulata, a pruma e a orelha de macaco.
Situação territorial
A comunidade de Baixo Itacuruçá está no território quilombola Ilhas de Abaetetuba, junta de mais sete comunidades. Este território foi titulado pelo ITERPA em 05/06/2002 através de lutas dos moradores.
Comunidades Quilombolas no Pará
No estado do Pará 41 comunidades já tiveram as suas terras tituladas entre 1998 e 2005. No Nordeste do Pará, as comunidades quilombolas conhecidas encontram-se nos municípios de Abaetetuba, Acará, Augusto Correa, Baião, Bonito, Bragança, Cachoeira do Piriá, Cametá, Capitão Poço, Colares, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Irituia, Mocajuba, Moju, Oeiras do Pará, São Miguel do Guamá, Tracuateua, Viseu. São 17 territórios, num total de 54.874,04 hectares, titulados pelo Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e pelo INCRA.
Algumas Comunidades Quilombolas do Baixo Tocantins e Pará
. Laranjituba e África,
. Camiranga, em Cachoeira do Piriá/PA
. Bom Remédio, em Abaetetuba/PA
. Alto e Baixo Itacuruça, Campopema, Jenipaúba, Acaraqui, Igarapé São João, Arapapu e Rio Tauerá-Açu, em Abaetetuba/PA
. Bailique Beira, Bailique Centro, Poção e São Bernardo, em Oeiras/PA

Algumas Comunidades Quilombolas nas Ilhas e Colônias de Abaetetuba     
Na Região das Ilhas:
Acaraqui
. Alto Itacuruçá
. Arapapu
. Arapapuzinho
. Baixo Itacuruçá
. Jenipaúba
. Médio Itacuruçá
. Baixo Itacuruçá
. Rio Tauerá-Açu
. Igarapé São João
. Campompema 
Na Região das Estradas e Ramais:
. Ramal do Bacuri
. Laranjituba e África (Titulada)
. Caeté
. Ramal do Piratuba

O ITACURUÇÁ COMO ÁREA DE QUILOMBOS 
Muitos negros fugiam da escravidão das fazendas e engenhos formando quilombos nas terras do Itacuruçá, Urubuéua e outras localidades de Abaeté e do Baixo Tocantins em geral.
Os negros (de quem também somos descendentes em miscigenação com outras raças) que aqui habitavam, eram negros que fugiam das antigas fazendas/engenhos de Abaeté  e que conseguiram se esconder nessas terras por muito tempo, até ser habitada como é hoje. 
Até o final da década de 1980 não se falava em quilombos em Abaetetuba e este termo surgiu a partir de estudos realizados pela Diocese de Abaetetuba, que verificou que os ribeirinhos eram remanescentes de quilombos.
Os quilombolas de Abaetetuba se tornaram donos das terras onde vivem ainda nos anos 1980, mas a associação criada por essas comunidades ainda enfrenta um entrave para usufruir da titulação definitiva do Instituto de Terras do Pará-Iterpa outorgada em 1992.
O Itacuruçá é, provavelmente, a maior localidade de Abaetetuba com remanescentes de quilombos e, por isso, faz parte da ARQUIA, que é Associação de Remanescentes de Quilombos da Região das Ilhas de Abaetetuba. Como exemplo, citamos os quase 4.000 moradores da localidade Alto Itacuruçá, que estão distribuídos em uma dezena de comunidades espalhadas por um território de quase 12 mil hectares e o mesmo fato acontece nos chamados Médio e Baixo Rio Itacuruçá.
 Os quilombolas se organizaram para cobrar das autoridades estaduais a titulação coletiva da áreas que ocupam no Itacuruçá e outras áreas de remanecestes de quilombos
Essas comunidades são formados por artesãos, lenhadores e plantadores de mandioca, feijão-caupi, milho, arroz, açaí e cupuaçu. Como o Rio Itacuruçá é um rio pouco caudaloso, se ressente da presenaça da variedade de peixes e crustáceos existentes em outras ilhas de Abaetetuba.                                           
Outros Aspectos da História dos Quilombos do Rio Itacuruçá
Não se tem informações sólidas sobre a origem dos Quilombos do Baixo Itacuruçá (assim como todos os outros quilombos do território Ilhas de Abaetetuba). Porém em cada localidade desse território a população tem sua versão e interpretação sobre as origens do quilombo.
Até o final da década de 1990, os povos das Ilhas de Abaetetuba eram vistos apenas como povos ribeirinhos, quando um estudo feito pela Diocese de Abaetetuba constatou que esses ribeirinhos eram também remanescentes de quilombos.
Áreas Quilombolas em Abaetetuba
O trabalho da Emater junto às Comunidades Quilombolas de Abaetetuba já tem um bom tempo e com o apoio de associações dos próprios beneficiários, especialmente da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), que representa as localidades ribeirinhas (das margens dos rios Itacuruça, Arapapu, Arapapuzinho, Acaraquá e Jenipaíba) e do entorno da rodovia PA - 252.
As comunidades são visitadas para coleta de dados. Como muitos dos agricultores já são atendidos regularmente pela Emater, dele existem declarações de aptidão (daps) vigentes,  com a devida conferência e impressão  do extrato. As daps novas também são entregues diretamente às associações pelos técnicos agrícolas da Emater com escritório em Abaetetuba.
O Baixo Itacuruçá Como Área de Quilombos
O Baixo Itacuruçá é uma comunidade quilombola localizada em Abaetetuba, Pará. Está dentro do território quilombola das Ilhas de Abaetetuba, juntamente com mais sete comunidades:
. Alto Itacuruçá
. Campopema
. Jenipaúba
. Acaraqui
. Igarapé São João
. Arapapu
. Rio Tauaré-Açu
Segundo o ITERPA (Instituto de Terras do Pará), o território Ilhas de Abaetetuba tem população de 701 famílias e área de 11458.5300 ha (hectares).
Os Benefícios Recebidos Pelas Comunidades Quilombolas de Abaetetuba e Região 
Energia Elétrica
A organização das áreas quilombolas foi importante para que essas comunidades começasssem a receber os benefícios advindos dos governos Federal e Estadual.
Mais 1.630 pessoas residentes na região das ilhas quilombolas de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, receberam energia elétrica por meio do “Programa Luz para Todos”. A inauguração foi no final da tarde de domingo (23) na escola quilombola Santo André, na ilha do Baixo Itacuruçá, cerca de 30 minutos de viagem de lancha pelo rio Tauerá-Açu, a partir do porto de Abaetetuba.
As comunidades quilombolas beneficiadas, que vivem do extrativismo, agricultura e cerâmica, são Acaraqui, Tauerá-Açú, Arapapú, Arapapuzinho, Alto Itacuruçá, Médio Itacuruçá, Baixo Itacuruçá e Genipaúba. 
As ilhas fazem parte da Associação dos Remanescentes de Quilombolas das Ilhas de Abaetetuba (Arquia). Foram feitas ligações elétricas em 326 domicílios com investimentos de mais de R$ 1 milhão.
O secretário adjunto de Integração Regional, César Queiroz, representou a governadora Ana Júlia Carepa e destacou que o “Luz para Todos” é um dos maiores programas de inclusão social da América Latina. "Desde quando assumiu o governo, a governadora Ana Júlia Carepa tem agido com determinação em prol da população que precisa de energia. A entrega desta obra é um exemplo para o Pará e o Brasil de que o governo estadual e o governo federal não fazem discriminação entre os setores da sociedade, pois hoje é uma realidade o atendimento às camadas sociais excluídas historicamente excluídas" , acrescentou Queiroz. 
O presidente da Arquia, Edilson Cardoso, agradeceu a implantação do programa. "A energia elétrica era um anseio da comunidade quilombola da região das ilhas e graças aos esforços da governadora Ana Júlia e do Governo Federal nossos pedidos foram atendidos", disse ele.
O deputado estadual Miriquinho Batista destacou os avanços do Governo do Estado na energização de todo o Pará e as ações na área social, atendendo milhões de paraenses. Também participaram da solenidade os vereadores Raí de Moraes, de Abaetetuba, e Adalberto Aguiar, de Belém, os representantes da Eletronorte e da Celpa, Angelandre Quaresma e Fernando Galiza, além do diretor Cláudio Dusik e do assessor Benedito Costa, da Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir).
O Luz Para Todos Como Investimentos
Abaetetuba já recebeu investimentos de mais de R$ 10 milhões do programa, que beneficiam 10.585 pessoas em 2.117 domicílios. O investimento total previsto no município até o final do programa é de R$ 52 milhões, atingindo 8.869 domicílios, beneficiando 44.345 habitantes.
Na Região de Integração Tocantins, formada por 11 municípios (Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju, Oeiras do Pará e Tailândia) já foram investidos R$ 111 milhões, atendendo 28.138 domicílios, beneficiando 140.690 pessoas.
Até o final do programa serão investidos na região R$ 344 milhões, contemplando 61.505 domicílios, atendendo 307.535 habitantes.
O Luz para Todos é um programa de eletrificação rural realizado pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado, que entra com a contrapartida de 10%, e a Celpa. O objetivo é levar energia elétrica às comunidades que ainda vivem no escuro. No estado, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir).
O programa já executou R$ 843, 6 milhões em obras no Pará e o total previsto até o final do programa é de R$ 1,9 bilhão, atendendo 1.365.520 habitantes. Até agora, já foram contemplados 674.580 habitantes de 134.916 domicílios.
Alguns Aspectos da Geografia do Rio Itacuruçá
Há muito tempo atrás, aqui era apenas o rio e a floresta. Isto ainda prevalece, mas com a interferência do ser humano tudo vai se modificando, tornando-se involuntariamente dominado pelas transformações que o homem exerce. 
O Rio Itacuruçá, por ser um imenso centro produtivo vai se modificando ainda mais. Por esse motivo pessoas, que moravam aqui e que foram embora, estão retornando ao saber que sua terra esta ficando com maior desempenho na produtividade.
O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry, servindo também de limite entre os dois municípios.
O Rio Itacuruçá é um rio relativamente longo e por isso foi dividido entre Alto, Médio e Baixo Rio Itacuruçá. Rio Baixo Itacuruçá abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Rio Médio Itacuruçá é uma extensão do Rio Baixo Itacuruçá.
Atividades Econômicas no Rio itacuruçá
Antigos Donos de Olaria na Itacuruçá
. Olaria de Agostinho Martins de Carvalho, no Rio Itacuruçá, em 1922.
Olarias Mais Recentes
As 32 olarias da região trabalham com argila extraídas dos barreiros da região e fora do município de Abaetetuba e as olarias fabricam tudo e principalmente telhas e tijolos.
Médio e Baixo Itacuruçá são os maiores produtores de material cerâmico (olarias) que  fazem com que a renda das famílias aumente, por ter membros e seus filhos mais velhos trabalhando juntos.
O Trabalho das Mães 
Na maioria das vezes as mães trabalham na lavoura. Elas fazem a derrubada do mato, deixam secar e depois fazem a queimada. A base da plantação é a mandioca, arroz, feijão, milho, etc..
Depois que já foi feito o plantio, com um mês aparecem uns matinhos que elas chamam de capina ou tiririca. E começam a tirar o mato, depois de seis meses do plantio, já dá para fazer a colheita. Elas arrancam a mandioca carregam e colocam no poço que é para amolecer. Com três dias ela já está pronta para fazer a farinha. A macaxeira serve tanto para farinha, como para fazer bolo ou para comer com café.
O Itacuruçá Como Antigo Polo Comercial de Abaetetuba
A localidade Itacuruçá, antigamente, era um pólo comercial na Região das Ilhas de Abaeté.
Ás margens desse rio existiam algumas casas comerciais, olarias e engenhos importantes, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram
. Emygdio Nery Sobrinho, comerciante citado em 1906
. Agostinho Martins de Carvalho, comerciante citado em 1922.
. Adriano Carvalho das Chagas, comerciante citado em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, comerciante citado em 1922.               
. Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva, e comerciante citado em 1922.
Atuais Atividades Econômicas no Itacuruçá e Redondezas
Alto Itacuruçá
Construção de Canoas
Construção de canoas usando a madeira da região. A madeira mais apropriada para a construção de pequenas canoas é a sucupira, que é uma madeira dura,compacta e resistente ao apodrecimento. As canoas são fabricadas artesanalmente e vendidas a R$ 300,00 a 400,00 a unidade na região do Itacuruçá e redondezas. As canoas comportam de 4 a 5 pessoas sentadas, algumas das quais são os remadores e elas servem no deslocamento de pequenas distâncias para os pequenos agricultores e pescadores do local. Também são fabricadas modelos menores para duas pessoas.
A madeira sucupira é utilizada por que ela ainda existe em boa quantidade nas matas locais e uma canoa leva de 3 a 4 dias para a sua fabricação. Sempre existem compradores para as canoas fabricadas no Alto Itacuruçá.
São vários os tipos de sucupira e que são da família das leguminosas e possuem cor parda escuro e com várias denominações: sucupira, sucupira-do-igapó, cutiúba e sapupira-da-mata.
Produção de mandioca para fazer a farinha de mandioca ou farinha d’água
Produção de farinha
O Alto Itacuruçá produz a mandioca para fazer a farinha consumida por toda a região do rio Itacuruça. 
                         Religiosidade                           
Não existe religião obrigatória, todos podem ter a sua. Entretanto, observa-se que para muitos da população, a religiosidade é importante e tem muita influência católica. A região possui algumas ocasiões especiais de comemoração religiosa
. Novena de Santo, que consiste em nove noites de reza e no final uma festa, inclusive com dança.
. Mês Mariano, ou seja, o antigo mês de Maria, feita no mês de maio, que consiste no mês inteiro de festas e já está e processo de extinção.
. Folias de Santos,  antiga festa onde as equipes de foliões passam de casa em casa cantando e com uma imagem de santo para as pessoas rezarem. É uma troca momentânea e na hora de devolver a imagem, eles tocam o tambor. A pessoa que pegou a imagem a devolve e paga com o que pode: galinha, ovos, dinheiro, etc.
Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961
. Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Rio Itacuruçá
. Itacuruçá: Festa de N.S. do Perpétuo Socorro, na capela da comunidade.
O Rio Itacuruçá abriga a Comunidade N. S. de Nazaré, no Alto Itacuruçá e a Festa de N.S. do Perpétuo Socorro era realizada na capela da comunidade, no Baixo Itacuruçá. 
Entidades e Escolas no Itacuruçá 
Como o Rio Itacuruçá é um rio relativamente longo ficou dividido em Alto, Baixo e Médio Rio Itacuruçá. 
O Rio Baixo Itacuruçá, abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Santo André.
O Rio Itacuruçá Como Limite de Abaeté 
O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry. Descrição dos limites com Igarapé_MIri: Abaeté limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.
                                       
Antigos Moradores, Famílias, Personalidades, Comerciantes e Donos de Engenhos do Itacuruçá
A localidade Itacuruçá é a origem da antiga família Nery e Nery da Costa de Abaeté:
. Albino Nery da Costa, citado em 1904
. Maria da Glória Nery, citada em 1906.
. Emygdio Nery da Costa, comerciante nas localidade Itacuruçá e Costa Maratauhyra e que chegou ao posto de Intendente de Abaeté (1894-1896).
. Emygdio Nery da Costa Sobrinho, com a canoa “Cisne”, em 12/3/1906, no rio Itacuruçá.
. Belmiro Nery da Costa, com casa de comércio no Rio Itacuruçá, em 1906.
. Manoel Nery da Costa, morador na localidade Itacuruçá, citado em 1906.
. Jerônimo Nery da Costa, morador da localidade Itacuruçá, citado em 1906.
. Fábio Nery de Araújo, comerciante e Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva em 1922.
Outras Antigas Famílias Com Origem no Itacuruçá
. Agostinho Martins de Carvalho, dono de comércio e olaria em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, citado em 1922.
. Adriano Cornélio das Chagas, morador da localidade Itacuruçá.
. Antonio Augusto Pinheiro, dono de engenho na localidade Itacuruçá.
Família
Filhos de Clarindo do Espírito Santo Araujo e Ângela Ferreira Ribeiro
. Valdemira de Araújo/Mira, nasceu no dia 3/4/1891, às margens do Rio Itacuruçá, Distrito de Abaeté. Casou com o viúvo Francisco Augusto dos Santos e tiveram 5 filhos: Mariolino/Lilito, Zilú, Laurino, Augusto e Maria do Carmo de Araújo Santos. Mira faleceu no dia 13/8/1973, com 82 anos, em Belém-Pa, na casa de sua filha de criação Maria de Nazaré Valente do Couto/Bicuí  e foi sepultada no Cemitério de Santa Isabel em Belém/Pa.
 Outras Famílias
. Raimundo Bandeira, antigo morador da localidade Itacuruçá e que dá nome a uma escola nessa localidade.
. Izabel Rodrigues do Carmo, produtora de texto para este trabalho.
. Aluna Maria Neuza Sodré Mota, produtora de texto para este trabalho.
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Benedito (Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria         
. Isaias Neri Rodrigues (Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Emygdio Nery Sobrinho, comerciante citado em 1906
. Agostinho Martins de Carvalho, comerciante citado em 1922.
. Adriano Carvalho das Chagas, comerciante citado em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, comerciante citado em 1922.               
. Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva, e comerciante citado em 1922.
Alguns Atuais Moradores do Itacuruçá
. Lucindo Rodrigues, poeta do Itacuruçá, que tem 11 filhos: Idelma, Isaías Neri Rodrigues e outros.
. D. Maria – Agente de Saúde
. José Maria M. Gomes
. Raimundo Dilo do Couto - 81 anos
. Rosa Maria Botelho - 45 anos
. Zé Matos, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Mico Araújo, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Lili Araújo, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Aluízio Quaresma, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Tobias Botelho, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Sabino Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Zé Gomes,ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Timotéo Botelho, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Mario Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Rinaldo Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Dalon Nery, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Lázaro Brito, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. João Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Nenê Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Ramito Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Agostinho Pinheiro, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Júlio Barão, ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Aladi Barão, ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Mario Pacheco ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Juvenal Maciel, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Lourenço Gomes, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Estandilau Gomes, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Juvenal Gomes, um dos fundadores do Clube Santa Rosa em 1924.
. Idelma Neri Rodrigues, 25, gosta de poesias.
. Isaías Neri Rodrigues, diretor da Associação dos Remanescentes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba.
. Manoel de Jesus Pinheiro/Preto, 51, oito filhos, oleiro no Utacuruçá.
. Irene Maciel de Souza, aposentada no Itacuruçá, 58, oito filhos, dos quais cinco morreram, que trabalham na agricultura, produzem farinha, são também lenhadores no Itacuruçá. No paneiro, Irene carrega mandioca ralada para fazer tapioca e vende nas redondezas, a R$ 2 a unidade.
Pessoas e Famílias Citadas Entre 1937 e 2013
Pessoas com origem ou citadas no Rio Itacuruçá, citados entre 1937 e 2013, e que participavam da organização ou como contribuintes das antigas festas de Nossa S. da Conceição:
Famílias A
Famílias Abreu
. Tobias Lima Abreu, 1961           
Famílias B
Famílias Baião
. Bebé Baião, 1961
Famílias Barão
. Mariano Barão, 1961
. Nazi Barão, 1961
Famílias Barrão
. Cipriano Barrão, 1961
Famílias Barros
. Francisco Barros, 1961
. Francisco Rodrigues Barros, 1961
Famílias Batista
. José Batista, 1961
Famílias Botelho
. Aládio Botelho, 1961
. Maria Gertrudes Botelho, 1961
Famílias Brandão
. Francisco Brandão, 1961
Famílias Brito
. Sebastião Ferreira de Brito, 1961
Famílias C
Famílias Campos
. Guilherme dos Anjos Campos, 1961
Famílias Carneiro
. Pedro Carneiro, 1961
Famílias Carvalho
. Domingos Carvalho, 1961
. Domingos Carvalho Filho, 1961
. Euclides Santos Carvalho, 1961
. Fernando Carvalho, 1961
. Maurício Santos Carvalho, 1961
. Raimundo Rosa de Carvalho, 1961
. Vitória Padre de Carvalho, 1961
Famílias Conceição
. Lenir de Sousa Conceição, 1961
Famílias Costa
. João de Deus da Costa, 1961
. Raimundo Pinheiro Costa,1961
Famílias Cruz
. Osvaldo Santos Cruz,1961
Famílias D
Famílias Dias
. Ana Maria Brito Dias,1961
. Manoel Dias, 1961
Famílias F
Famílias Farias
. Alexandre Pereira Farias, 1961
Famílias Feio
. Cantídio Feio, 1961
. Januário dos Santos Feio, 1961
Famílias Ferreira
. Catarino Ferreira, 1961
. Domingas da Conceição Ferreira, 1961
. Domingas de Deus Ferreira, 1961
. Inácio de Deus Ferreira, 1961
. José Aluísio Brito Ferreira, 1961
. Luís de Deus Ferreira, 1961
. Manoel Barbosa Ferreira, 1961
. Manoel Severino Ferreira, 1961
. Marcelino Ferreira, 1961
. Maria José F. Maciel Ferreira, 1961
. Maria Vilhena Ferreira, 1961
. Matias Maciel Ferreira, 1961
. Raimundo Joviniano Ferreira, 1961
. Vítor da Conceição Ferreira, 1961
Famílias G
Famílias Gomes
. Raimundo Moraes Gomes, 1961
Famílias Guedes
. Manoel Raimundo Guedes, 1961
Famílias L
Famílias Leal
. João de Sousa Leal, 1961
Famílias Lima
. Clara Pereira de Lima, 1961
. João Rodrigues de Lima, 1961
. Otacílio Fonseca Lima, 1961
. Otacílio Fonseca de Lima Júnior, 1961
. Francisco de Assis C. de Lima, 1961
Famílias Lobato
. Almira Pereira Lobato, 1961
. Maria Rodrigues Lobato, 1961
Famílias Maciel
. Anacleto Pinheiro Maciel, 1961
. Antonio de Sousa Maciel, 1961
. Basílio Maciel, 1961
. Camilo Maciel, 1961
. Damião Maciel, 1961
. Florismunda Maciel, 1961
. Manoel Raimundo Maciel, 1961
. Maria Josefa Diogo Maciel, 1961
. Pedro Pinheiro Maciel, 1961
. Procópio de Jesus Maciel, 1961
. Raimunda das Chagas Maciel, 1961
. Raimundo Nazário Maciel, 1961
. Raimundo Rosa Maciel, 1961
. Tacilo Maciel, 1961
Famílias Marques
. Sebastião Marques, 1961
Famílias Martins
. Benedito Brasil Martins, 1961
. Joana da Silva Martins, 1961
Famílias Maués
. José da Silva Maués, 1961
Famílias Meireles
. Irene Meireles, 1961
. José Meireles, 1961
. Zacarias Meireles, 1961
Famílias Moraes
. Luís de Sousa Moraes, 1961
Famílias P
Famílias Pantoja
. Vitalina Pinheiro Pantoja, 1961
Famílias Passos
. Agostinho dos Passos, 1961
. Alzemira Brandão dos Passos, 1961
. Antonio Sena dos Passos, 1961
. Aristides dos Passos, 1961
. Benedito Martins dos Passos, 1961
. Carmelita Santos Passos, 1961
. Nascimento Martins dos Passos, 1961
. Nazaré Pantoja dos Passos, 1961
. Raimunda Santos dos Passos, 1961
. Sabina Sena dos Passos, 1961
Famílias Pereira
. Raimundo Pereira, 1961
Famílias Pimentel
. Maria Joana dos Santos Pimentel, 1961
Famílias Pinheiro
. Domingos de Sousa Pinheiro, 1961
. Laurinda Pinheiro, 1961
. Maria de Sousa Pinheiro, 1961
. Melquíades dos Santos Pinheiro, 1961
Famílias R
Famílias Ramos
. Laura da Costa Ramos, 1961
Famílias Reis
. Raimunda Nogueira Reis, 1961
Famílias Ribeiro
. Orlanda Neves Ribeiro, 1961
Famílias Rodrigues
. Maria Helena Cardoso Rodrigues, 1961
Famílias S
Famílias Santos
. Afonso Caetano dos Santos, 1961
. Antonia Emília dos Santos, 1961
. Antonia Santos, 1961
. Augusto dos Santos, 1961
. Augusto Santos, 1961
. Dadica Santos, 1961
. Davina dos Santos, 1961
. Domingos Sena Santos, 1961
. Eulália Menezes dos Santos, 1961
. Izadora dos Santos, 1961
. Jovita Gomes dos Santos, 1961
. Júlio dos Santos, 1961
. Marcos Evengelista dos Santos, 1961
. Maria Caetana dos Santos, 1961
. Maria Joana dos Santos, 1961
. Maria Madalena de Carvalho Santos, 1961
. Mário dos Santos, 1961
. Patrocínia Aires dos Santos, 1961
. Petronila Carvalho dos Santos, 1961
. Raimundo Aires dos Santos, 1961
. Raimundo Diogo dos Santos, 1961
. Ricardo Sena dos Santos, 1961
Famílias Sarito
. Sarito, 1961
Famílias Sena
. Edir Sena, 1961
. Eduardo Sena, 1961
. Ranulfo Sena, 1961
Famílias Silva
. Francisco da Silva, 1961
. Raimunda Pereira da Silva, 1961
. Sordário Rodrigues da Silva, 1961
Famílias Soares
. Benedito Santos Soares, 1961
Famílias Sousa
. Angelino Ferreira de Sousa, 1961
. Diogo Teodorico Brandão de Sousa, 1961
. Elias Leal de Sousa, 1961
. Jorge Brasil de Sousa, 1961
. Manoel de Sousa, 1961
. Maria Joana de Sousa, 1961
. Paulino Sousa, 1961
. Raimundo Nunes de Sousa, 1961
. Raimundo Sousa, 1961
. Vicente Sousa, 1961
Famílias V
Famílias Vilhena
. Fábio Moraes Vilhena, 1961
. Henrique Quaresma de Vilhena, 1961

Localidades da Região do Itacuruçá ou às Suas Proximidades
Às proximidades do Rio Itacuruçá existem o rio Aricurú, o igarapé São João e a Ilhinha que fazem parte da região do Itacuruçá.
. A Ilhinha fica situada entre o médio e o baixo Itacuruçá onde funciona o colégio Raimundo Bandeira.
. Igarapé São João, abriga a Comunidade N. S. de Nazaré.
. Furo Grande, que liga o rio Ipanema com o Rio Itacuruçá.
Cada tributário tem suas características próprias de trabalho e um completando o outro.
. Rio Arapapu   
. Rio Ipanema
. Rio Piquiarana
. Costa Maratauhyra
. Furo do Gaita
. Furo Grande
. Furo do Gaita, liga o rio Itacuruçá e o rio Piquiarana, encurtando a viagem.
. Furo Grande, que liga o rio Ipanema com o Rio Itacuruçá.
. Rio Ipanema, faz confluência com o rio Itacuruçá.
. Rio CURUPERÉ.
. Igarapé Camotim
. Igarapé Jenipaúba
. Igarapé MOJU-MIRY
. Rio Ipanema
. Rio Abaeté      
. Rio Curuperé
. Rio Curupuaçá
Rio Curuperé
Curuperé é uma palavra de origem tupi que designa local e rio existentes em Abaetetuba/Pa. O rio é afluente de um rio central e ele seca no período de verão. Se divide em:
Rio Curuperé-Miry. A partícula diminutiva é usada para distinguí-lo do rio Curuperé, pois ele é menor. O sufixo miry/mirim, significa pequeno.
O Rio Curuperé é afluente do importante rio Moju, que banha a cidade de Moju. O Ramal do Camotim chega até o Rio Curuperé.
Antigas Famílias Originárias do Curuperé
. Leopoldo Anísio de Lima c/c Maria do Carmo de Lima/Mariquinha de Lima e tiveram 7 filhos: Benvinda, Bruna, Joana, Anízio Alvim, Maria/Maroca Lima, Antonina/Antonica e Leopoldo Filho/Pudico, 3ª geração. Leopoldo Anísio de Lima faleceu no dia 19/2/1924, às 3,30 h da tarde, com 69 anos, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, hoje, Trav. Pedro Pinheiro Paes, onde se localiza a Panificadora “Milton”, de propriedade de seu trineto Mário Fernando da Silva Pontes. Sua esposa Maria do Carmo/Mariquinha, avó de Emiliano, nasceu às margens do Rio Curuperé, município de Abaeté, dia 16/7/1853 e faleceu no dia 29/6/1937, com 84 anos, 11 meses e 13 dias, às 3h da tarde, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, nº 282, hoje propriedade dos herdeiros de seu neto Emiliano de Lima Pontes.
De uma lista de contribuintes da festa de N. S. da Conceição entre 1937 e 1961
Famílias A
Famílias Alves
. Manoel do Vale Alves, 1961
Famílias Amaral
. José Lima Amaral, 1961
Famílias Araujo
. João Cardoso Araujo, 1961
Famílias B
Famílias Bahia
. Clodoaldo Lima Bahia
. Clodoaldo Lima Bahia Filho, 1961
. Clodomir Venâncio Ferreira Bahia, 1961
. Maria de Lourdes Ferreira Bahia, 1961
. Maria da Conceição Bahia, 1961
. Maria Leontina Cardoso Bahia, 1961
Famílias Barbosa
. Augusto José Barbosa, 1961
. Benedito Ferreira Barbosa, 1961
. Dalila da Silva Barbosa, 1961
. Félix Rodrigues Barbosa, 1961
. Lauro Rodrigues Barbosa, 1961
. Miguel dos Santos Barbosa, 1961
. Romualdo Gomes Barbosa, 1961
Famílias Barreto
. Benedito Silva Barreto, 1961
. João Cardoso Barreto, 1961
. Raimundo S. Barreto, 1961
Famílias Batista
. Maria dos Santos Batista, 1961
Famílias Brasil
. Raimundo Sebastião Sousa Brasil, 1961
. Vitorina de Sousa Brasil, 1961
Famílias C
Famílias Cardoso
. Manoel de Jesus Cardoso, 1961
. Constâncio Silva Cardoso, 1961
. Eurídice Rodrigues Cardoso, 1961
. Arina Silva Cardoso, 1961
. Francisco da Silva Cardoso, 1961
. Maria Auxiliadora Silva Cardoso, 1961
. Maria José Rodrigues Cardoso, 1961
. João Damasceno Cardoso, 1961
. João Edésio Costa Cardoso, 1961
. Maria Zaíde Cardoso, 1961
. Rosalina Dias Cardoso, 1961
Famílias Carvalho
. Milton Carvalho, 1961
. Arina Franco Carvalho, 1961
Famílias Cesário
. Raimundo Vasconcelos Cesário, 1961
Famílias Costa
. Bento Costa, 1961

. Raimunda Batista da Costa, 1961
Famílias D
Famílias Dias
. Esmelino Marques Dias, 1961
. Maria do Carmo Dias, 1961
. Maria Madalena R. Dias, 1961
. Maria Machado Dias, 1961
Famílias F
Famílias Ferreira
. Claudomiro Barbosa Ferreira, 1961
. Maria Raimunda Ferreira, 1961
. Honorato da Conceição Ferreira, 1961
. José da Conceição Ferreira, 1961
. Maria Amélia Dias Ferreira, 1961
. Maria de Nazaré Cardoso Ferreira, 1961
. Maria do Socorro Ferreira Bahia, 1961
. Raimundo Simões Ferreira, 1961
. Terezinha N. Ferreira, 1961
Famílias L
Famílias Lima
Ricarda de Lima, 1961
Famílias Lobato
. Hideralda Silva Lobato, 1961
. Manoel  Francisco Queiroz Lobato, 1961
. Maria Rodrigues Lobato, 1961
. Otacílio Rodrigues Lobato, 1961
. Raimundo Nascimento Lobato, 1961
. Tibúrcio Nascimento Lobato, 1961
Famílias M
Famílias Macedo
. Antonio Macedo, 1961
Famílias Maciel
. Madson Ferreira Maciel, 1961
Famílias Margalho
. Maria Luzia Cardoso Margalho, 1961
Famílias Marques
. Benedito Rodrigues Marques, 1961
Famílias Menezes
. Benedito dos Santos Menezes, 1961
. Bertolino Silva Menezes, 1961
Famílias N
. Geralda Nascimento, 1961
. Osvaldo Nascimento, 1961
. Crispiano do Nascimento, 1961
. Antonio Tito do Nascimento, 1961
Famílias Nery
. Maria Celeste Nahum Nery, 1961
Famílias Nogueira
. Josefa Nogueira, 1961
Famílias O
Famílias Oliveira
. Manoel de Oliveira, 1961
Famílias P
Famílias Passos
. João Mendes Passos, 1961
Famílias Pereira
. Raimunda Rodrigues Pereira, 1961
Famílias Piedade
. Maria Felipa da Piedade, 1961
Famílias Pinheiro
. Nércio Barreto Pinheiro, 1961
Famílias Q
. Áurea Quaresma, 1961
. Raimundo Carvalho Quaresma, 1961
Famílias Queiroz
. Teodora Matos Queiroz, 1961
Famílias R
Famílias Ribeiro
. Aristides B. Ribeiro, 1961
. Júlia Bailão Ribeiro, 1961
. Maria dos Santos Ribeiro, 1961
Famílias Rodrigues
. José Maria Rodrigues, 1961
. Romualda dos Santos Rodrigues, 1961
Famílias S
Famílias Santos
. Antonio Santos, 1961
. José Marques Santos, 1961
. Leôncio Marques dos Santos, 1961
. Raimundo Marques dos Santos, 1961
. Raimunda Assis dos Santos, 1961
Famílias Sena
. Rosa Silva Sena, 1961
Famílias Silva
. Cesarina Silva, 1961
. Rosivaldo R. Silva, 1961
Famílias T
Famílias Tavares
. Paulo Barbosa Tavares, 1961
. Durvalino Soares Teixeira, 1961

Antigos Comerciantes no Rio Curuperé
. Hygino Fernandes Filho, no Rio Curuperé

Divisão do Rio Curuperé
. Rio Curuperé Grande
. Rio Curuperé-Miry.
Igarapé Camotim
 importante Rio Abaeté, pela sua margem direita, possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Igarapé Jenipaúba
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
O Igarapé Jenipaúba briga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Os rios Ajuaí e Genipaúba em Abaetetuba, em novembro de 2008, estavam com visitas de pesquisadores para estudar o ciclo de vida do inseto barbeiro que é transmissor da Doença de Chagas.
Igarapé Ipixuna
O Igarapé Ipixuna localiza-se no tradicional lugar chamado Colônia Velha, e está parcialmente aterrado e é um afluente do Rio Abaeté. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim.
Famílias Originárias no Igarapé Ipixuna
. Os ancestrais de Raimundo Rodrigues Cardoso/Ray Cardoso vieram do Ceará, fugindo da seca no século 19, e se fixaram ao longo das terras banhadas pelo Igarapé Ipixuna. Ray nasceu às margens do Igarapé Ipixuna em 6/8/1949, filho de Jofre Cardoso e Júlia Rodrigues Cardoso, c/c Edilena Dias Negrão e tiveram 3 filhos: Raísa, Radi e Raoni Negrão Cardoso.
Rai é cabelereiro de profissão, ambientalista e artista plástico nas artes da escultura. Também é ambientalista sendo o fundador, junto com alguns outros seus amigos, do Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba/MECA, entidade que desenvolveu inúmeras atividades ecológicas e educacionais na cidade de Abaetetuba e cidades vizinhas, tendo iniciado em 1982, também, a instalação de uma rádio para a educação ambiental/preservação do meio ambiente, cultural e educacional em Abaetetuba, que hoje tem o nome de Rádio Conceição, de propriedade da Diocese de Abaetetuba. Ray tem irmãos: Mário, Hygino, Israel, Jesus, ...e uma parentela muito grande de tios e primos que vieram do Ipixuna. Algumas comunidades ao longo do Igarapé Ypixuna que foram criadas também pelos ancetrais de Ray:
. Localidade Ananaí está localizada na área do campo natural Ananaí, ao longo do rio Ipixuna. Ananaí é uma fruta pequena parente do ananás, sendo ela que denominou o lugar, pois esse vegetal existe em grande quantidade naquele local. Alguns ancestrais do ambientalista e cabelereiro Raimundo Rodrigues Cardoso/Ray Cardoso, cearenses que vieram para Abaeté/Pa formaram essa comunidade.
. Localidade Miritizal é uma comunidade situada ao longo do Rio Ipixuna, também formada por ancestrais de Ray Cardoso que vieram do Ceará, fugindo da seca.
Bisavós maternos de Rai Cardoso (avós de Júlia). Quando chegaram em Abaeté subiram o Rio Abaeté e se fixaram no Ipixuna, na localidade São Raimundo, às proximidades da localidade Miritizal, do igarapé Ananaí ou Pernambuco, que deságua no Igarapé Ipixuna, sítio no Bacuri, ao lado do Campo das Cruzes, hoje Fazenda do Gata.
Foi o Intendente, Coronel Aristides dos Reis e Silva (1919-1922), que em 1920, que reconstruiu a ponte de 200 metros sobre o Igarapé ipixuna.
É um igarapé histórico de Abaeté. Banha uma extensa área que abriga várias comunidades. Quando da construção da Rodovia Dr. João Miranda teve que receber uma ponte em madeira, que depois foi substituída por outra em concreto. Serve de balneário público para a população de Abaetetuba.
Antigos Comerciantes no Igarapé Ipixuna
. Salim Nagib, comerciante que se estabeleceu na Colônia Dr. João Miranda e que se comprometeu , no ano de 1940, a construir uma nova ponte sobre o Rio Ipixuna, fornecendo materiais, mão-de-obra e contando com a ajuda dos lavradores locais, cabendo à prefeitura o fornecimento de pregos e outros pequenos auxílios da administração sob a gestão do prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (prefeito nomeado 1/1/1938-28/2/1943).
Rodrigo Roderico da Fonseca vende seu comércio no Rio Ipixuna a João de Mattos Bittencourt, em 1931.
. Francisco Lopes, citado em 1927, foi comerciante e administrador da Colônia Agrícola Dr. João Miranda.
A PA-252 liga Abaetetuba ao município de Moju, corta o Ig. Ipixuna, o Rio Abaeté e nela existe o Trevo Moju-Barcarena, Km 12.
Igarapé MOJU-MIRY
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Rio Ipanema
O Rio Ipanema faz confluência com o rio Itacuruçá.
                                                                                   Rio Abaeté          
Rio ABAETÉ. Abaeté, palavra de origem tupi que designa importante rio existente no município de Abaetetuba, localizado ao sul da cidade. Este rio detém o primitivo nome da cidade que se chamava Abaeté. Aba significa homem; eté, significa valoroso, verdadeiro, valente. Abaeté significa, portanto, homem valoroso, verdadeiro ou pessoa boa, pessoa de palavra ou pessoa honrada.
Alguns Afluentes do Rio Abaeté
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Em 1927 há a seguinte citação: “O Clube Musical São Sebastião abrilhantou a festa de Santa Maria no Rio Abaeté, na residência do Sr. João de Matos Bitencourt de 3 a 14 de agosto”.
Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Rio Abaeté.
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
Uma lenda do Rio Abaeté, O Buraco do Tatu-Açu. No Rio Abaeté, próximo à propriedade de Ernani Maués Carvalho, existe um grande buraco, com um considerável diâmetro e perfeito em sua forma geométrica, o qual dizem ter comunicação com o Rio Acaraqui. Os caboclos do lugar narram a existência de um enorme tatu-açu, que cavou o buraco, para se trasnportar de um rio ao outro, com a maior facilidade. Outra versão é a de que o buraco foi feito pelos cabanos, em forma de túnel, por onde passavam sem serem notados, de um local para outro. Ou esse buraco foi o lugar por onde passaram os cabanos que saquearam a antiga fazenda dos pais de Bento de Carvalho, bisavô de Ernâni. O fato é que o buraco está ali em sua enormidade, pondo à prova a imaginação do povo ribeirinho.
Visitantes no Rio Abaeté
E também, por que ali, nos anos 30 do Século 20, o médico sanitarista, cientista Carlos Chagas viajava de canoas para da para examinar os ribeirinhos que pudessem estar contaminados pelo calazer/Leyshimaniose Visceal Americana.
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais.
Engenhos no Rio Abaeté
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais. Existiam alguns engenhos de cana-de-açúcar no Rio Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa.
Alguns Antigos Comerciantes no Rio Abaeté
Nicolau Parente & filho, no Rio Abaeté, 1906.
Às margens do Rio Abaeté existiam algumas casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram:
. Augusto pereira Leite
. Francisco Freire de Andrade
. Fernando Ribeiro Filho
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
Depósito de lenha de Ferreira & Carneiro, no Rio Abaeté, em 1922.
Outros Aspectos do Rio Abaeté
O Rio Abaeté abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Abaeté.
Pela sua margem direita o Rio Abaeté possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
O Rio Abaeté é um rio histórico e importante para o município de Abaetetuba/Pa.
Famílias e Pessoas Citadas em 1961 no Rio Abaeté
Famílias A
Famílias Alcântara
. Arlete de Abreu Alcântara, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Abreu Alcântara, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Araujo, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Alves
. Cândido Alves, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Andrade
. Cinelina Carvalho Andrade, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
 Famílias B
Famílias Barbosa
. Eponina da C. Barbosa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Lucila da Silva Castro Barbosa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Brito
. Joana Bahia Brito, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Mariléa Sousa Brito, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias C
Famílias Cafezal
. Raimunda Cafezal, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Calandrine
. Isabel Tabosa Calandrine, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cardoso
. Maria Lima Cardoso, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimundo Augusto S. Cardoso, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tereza da Silva Cardoso, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Carmo
. Domingas do Carmo, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Carvalho
. Emília Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Francisca Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Ginuta Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sabina Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Armindo de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Benedito de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Florentino de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Nazaré de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda de Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Aniceto Pascoal de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Martins de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel Vilhena Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Marcela Rosado Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sérgio dos Santos Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Castro
. Lucinda da Silva Castro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Lourdes da Silva Castro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cesária
. Dulcelinda Cesária, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cesário
. Agripino Cesário, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Família Conceição
. Maria da Conceição, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Correa
. Conceição das Graças Correa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Costa
. Maria Joana da Costa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Domeci dos Santos Costa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Hermes dos Santos Costa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Jesus Costa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias D
. Antonio Silva Dias, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias E
Famílias Eugênio
. Manoel Eugênio, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias F
Familias Fernandes
. Maria Fernandes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Jacirema Lima Fernandes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Ferreira
. Maria José Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Alzira J. Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Figueiró
. Teófilo de A. Figueiró, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Fonseca
. Martinha C. Fonseca, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias L
Famílias Lima
. Manoel Sandoval de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tito de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José dos Passos Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel Tavares Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Marcelino Rodrigues de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria da Silva Lima, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Moraes Lima, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Pedro Melo de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Lobato
. Francisca Maria Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Leontina Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Orlando Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Gessy M. Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Alves Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José João Castro Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria da Silva Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias M
Famílias Machado
. Francisco Machado, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Magno
. Manoel Magno, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Marques
. Maria da Silva Marques, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Martins
Famílias Melo
. José F. Solano Melo, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Benedito Martins, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Mesquita
. Zilda Mesquita, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Miranda
. Leandro Tomé de Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Aureliana Silva Miranda, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José Latino Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria do N. Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Terezinha Lisieux da Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Monteiro
Famílias O
Famílias Oliveira
. Maria Aída Oliveira, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Virgolina Cardoso Monteiro, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias P
Famílias Paes
. Edickson Pedro Paes, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Eneida Nércia Paes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Parente
. Jones Lima Parente, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosa de Lima Parente, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Passos
. Ana Lobato dos Passos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Pureza
. Maria de Araujo Puresa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias R
Famílias Rego
. Roseneide R. Rego, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosenilda R. Rego, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Reis
. Luci Soares Reis, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Ribeiro
. Serafina Silva Ribeiro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Rocha
. Raimunda Rocha, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Francisco Maria da Rocha, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Rodrigues
. Gota Rodrigues, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Lourdes Costa Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Silva Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosa da Costa Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias S
Famílias Santos
. Florinda dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Francisco dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Nazaré dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Trindade dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Martinha dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Matilde dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Almerino Gomes dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Vasconcelos dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel dos Santos/Xexéu, citado como responsável da festa de N. S. da Conceição no Rio Abaeté.
. Maria Célia Pimentel dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Odivaldo dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Maciel dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Teodorico Ribeiro dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tereza Vasconcelos dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Sena
. Alfa dos Passos Sena, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Silva
. Erotildes Ribeiro Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Genésio Cardoso Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Margarida Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Lima da Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Maués e Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sebastiana Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sisínia Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Família Soares
Antonio Fernandes Soares, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Sousa
. Geralda Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda de Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Joana Sebastiana de Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Miguel Varela de Sousa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimundo Guimarães de Sousa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias V
Famílias Vasconcelos
. Deusarino Vasconcelos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Pereira Vasconcelos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Outros Afluentes ou Vias Fluviais da Influência do Rio Abaeté 
Rio Curupuaçá, e Curupuaçá é uma palavra de origem tupi que designa rio existente em Abaetetuba/Pa, que significa rio que cheira à sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.
Terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fonte das Informações abaixo: Blog do Riba – Professor Ribamar Oliveira
RIO ITACURUÇÁ - História e Memória (Coletânea de Textos)
Em abril de 2008, o projeto Rio Itacuruçá : História e Memória,  foi executado pelos professores Cosmo Cabral, de Geografia e Estudos Amazônicos, Ribamar de Oliveira de História e João Pinto de Sociologia e Estudos Amazônicos, onde resgata a história e a memória de uma comunidade remanescente quilombola, em Abaetetuba, no estado do Pará. 
Com apresentação da Professora Maria de Fátima Santos de Oliveira (EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira” - SEDUC - História e Estudos Amazônicos).
Autores:
Adenize do Couto Carvalho
Dayanne da Silva Gomes
Débora Néri Rodrigues
Edgar de Sousa Pinheiro
Fabio Junior Ferreira de Carvalho
Fabricia Maciel Couto
Janilson Gomes Pinheiro
Janilton Porfilio de Carvalho
Jonielson Fonseca Maciel
Jorge Luis Carvalho de Carvalho
Leidiane de Souza Pinheiro
Luciano Maciel Ferreira
Luciane Gomes Maciel
Marcelete Gomes Diogo
Mariete do Socorro Pinheiro Néri
Marinalda Diogo Pinheiro
Maria do Socorro Nery Pinheiro
Mariele de Souza Pinheiro
Marilene do Carmo dos Santos
Marluce Quaresma Maciel
Mony Taylor Rodrigues Maciel
Nailson Quaresma Maciel
Roberto Junior Rodrigues Brandão
Rosana da Silva Gomes
Sandra Pinheiro de Souza
Tatiane Quaresma Gomes
Valdete Gomes Maciel

Beleza de Educar
Lucindo Rodrigues

Andei pelo mundo inteiro
Teve coisas que amei
Outras coisas pesquisaram
Da arte a profissão
Do vulgar ao cidadão
Vi coisas de admirar

Cheguei me emocionar
Mas entre as mais preciosas
Mais bonita e valorosa
É a beleza de educar

O educador transforma
Analfabeto em professor
Em cientista em doutor
Em juiz, em advogado.

O ignorante em educado
Tem don da sabedoria
Transmitem com alegria
Esta é a realidade

Valorizam a sociedade
Evoluindo a cada dia

Mas não são reconhecidos
Como deveriam ser
São o acumulo do saber
A razão da diplomacia
Trabalham de noite e de dia

São até fiscalizados
Devem ser bem pacatos
Por ética da profissão
Mesmo cheios de razão
Restringem-se a qualquer fato

E não são reconhecidos
Por quem recebe o ensino
O jovem ou menino
Hoje sabe a geografia

A matemática e a história
A ciência e o português
Sabem tudo de uma vez
Deveria a te dar gloria

Com certeza o professor
È um cofre de segredos
Uma brenha, um penedo.
Difícil de acessar

Por que para chegar lá
Tem que escalar montanha
A maratona é tamanha
Tem até regulamento
Dar calo e tem sofrimento
Só mesmo um homem aranha

Obrigado professores
Obrigado alunos
Obrigado Diretores
Ontem, hoje e amanhã.
Serei sempre seu fã.
Apresentação
O Sistema de Organização Modular de Ensino (Some) foi implantado pela Secretaria Estadual de Educação a partir de 15 de abril de 1980; portanto possui uma trajetória e caminhos percorridos ao longo dos anos. Em seu surgimento, na perspectiva em que foram elaborados seus principais objetivos, tanto em termos genéricos, nos limites da Lei 5692/71, em vigência no momento da criação do SOME, quanto no que diz respeito ao reconhecimento das peculiaridades locais:
1 - “...Proporcionar ao educando a formação integral de sua personalidade, no sentido de auto-realização,qualificação para o trabalho e o exercício da cidadania...”;
2 - “...Dar oportunidade de estudos aos educandos egressos do ensino de 1º. Grau e que não tenham possibilidades de se transferirem para locais onde existam o Ensino de 2º. Grau..;
3 - Democratizar as oportunidades educacionais aos alunos do interior do estado, a fim de garantir sua permanência no lugar de origem...;
“4 - Garantir Ensino Médio de qualidade, proporcionando melhores condições de desenvolvimento e levando justiça social a todas as regiões do estado...”.
Levando em consideração como proposta dos educadores e educandos a utilização da pesquisa como ferramenta, também, das atividades pedagógicas, sendo um desafio para todos, inclusive aos outros seguimentos da comunidade.
Logo a pesquisa é um aspecto importante, pois a história se faz com a construção da trajetória de vida dos elementos que compõe o cenário a ser estudado, através de entrevistas produzidas pelos educadores e educandos. Com as pesquisas os diversos grupos levam para sala de aula proporcionando uma ampla discussão sobre os diversos assuntos pesquisados e culminando com essa Coletânea de Textos produzidos pelos alunos, sob a orientação do Professor de História Ribamar de Oliveira e tendo a colaboração dos colegas de equipe: João Pinto e Cosmo Cabral.
A Comunidade de Itacuruçá é ainda uma fonte riquíssima para a pesquisa que precisa ser garimpada em seus diversos aspectos; pois sem a pesquisa não temos sua História.
Maria de Fátima Santos de Oliveira
Professora - SEDUC
Geografia do Rio Itacuruçá
Há muito tempo atrás, aqui era apenas o rio e a floresta. Isto ainda prevalece, mas com a interferência do ser humano tudo vai se modificando, tornando-se involutariamente dominado pelas transformações que o homem exerce.
O Rio Itacuruçá, por ser um imenso centro produtivo vai se modificando ainda mais. Por esse motivo pessoas, que moravam aqui e que foram embora, estão retornando ao saber que sua terra esta ficando com maior desempenho na produtividade.
Os negros( de que somos descendentes) que aqui habitavam eram negros que fugiam das fazendas de Abaetetuba e conseguiram se esconder nessas terras por muito tempo, até ser habitada como é hoje.
Olhando assim, podemos ver que o rio Itacuruçá está sempre em momentos religiosos.
(cultura indígena) festa(cultura africana) e nunca sumiu esse modo de ser itacuruçaense.
Para os negros e índios que moravam aqui tudo o que produziam era mantido em suas casas. Mas com a habitação aumentando, tudo foi modificando, todos sentiram a necessidade de escoamento do que produziam, e a falta de alguns utensilios para eles.
Com isso, rios vizinhos como Arapapú,Ipanema e Piquiarana começaram fazer esse escoamento,só que,para se comunicarem com os habitantes do rio Piquiarana, os do Itacuruça teriam,que percorrerem toda estenção do rio Arapapú, passar pela costa-maratauíra pra entra no rio Piquiarana.Fazendo isso eles viram que era longa e cansativa essa viajem,pensaram bem e fizeram surgir um novo rio, furo de gaita, feito para melhorar a viagem que faziam para o piquiarana, tornando mas próximo esses dois rios.
O furo grande, rio piqueiro emprovizado para fazer a passagem de embarcações do rio Ipanema para o Itacuruçá,também era uma alternativa de maior velocidade na comercialização entre esses dois rios.
Dividido entre alto, médio e baixo, no rio Itacuruçá existem também o Aricurú,o igarapé São João e a ilhinha, situada entre o médio e o baixo onde funciona o colégio Raimundo Bandeira. Cada um desses níveis tem suas características de trabalho, dividindo-lhes e um completando o outro.

Forma de Trabalho do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá

Alto: produz a mandioca, para fazer a farinha consumida por toda a região do rio Itacuruça.
Médio e Baixo: maiores produtores de material cerâmico fazem com que a renda das famlias aumenta, por ter membros e seus filhos mais velhos trabalhando juntos.
No Ipanema e o Arapapú,a formas de trabalho é praticante,igual a dos médios e baixo Itacuruça.
Logo no começo as olarias da região eram uns grandes centros da economia, mas a lavouras estava na frente em produtividade dos Itacuruçaenses. Agora com a migração e imigração por todo lado essa região está sendo urbanizada, e principalmente recebendo grandes contruções, melhorias de vidas e educação qualificada.
Agora o nosso rio possue características que em cidades a gente não encontra. Mas nesse rio também existe as diferenças sociais, mas todos vivem em harmonia no trabalho na escola e em suas casas.
O rio Itacuruçá em 10 anos atrás possuía apenas o rio como um via de ligação com a cidade de Abaetetuba, aqui fora tão rápido a transformação que logo foi surgindo o ramal do Itacuruçá, mais tarde veio à energia elétrica, mesmo não tendo chegado ao baixo já existe no aqui há cerca de 5 anos, veio também uma ambulância, pequenos projetos também para população e agora a maior escola do Itacuruçá e veio para que todos tenham uma educação de qualidade.
E mas tranqüilidade aos pais de todos os nossos pais que tem filho estudando nessa escola.
No Itacuruçá o esporte é privilegiado temos um time cinco vezes campeão do campeonato das ilhas.
Na verdade todas essas coisas se distribuem com muito cuidado e trás para nós através da comunidade a união de times de pessoas e até de outros rios vizinhos para participar de eventos feitos aqui.

Colocado todas essas características e não podendo esquecer também os defeitos de cada região tem.
Educação
A educação de antes era péssima no sentido de não ter um ambiente adequado para estudar.
Não possuía cadeiras, os alunos não tinham em que estudar, estudavam no chão ou deitados de bruços.
Se os alunos quisessem lanchar tinham de levar cada um seu lanche ou fazer uma coleta de alimentos e levar para a escola.
Não tinham giz e nem quadro, os professores escreviam com carvão e em um pedaço de madeira. Os cadernos não eram como de hoje, que vem todo organizado, era de outra forma, feitos na mão. Cada aluno comprava folhas de papel, cortavam em pedaços, pegavam agulha e costuravam.
Os alunos não possuíam nem um modo de ajuda, não existia programas para ajudar os alunos, como nos temos, hoje, os bolsistas, do governo federal.
A maioria dos alunos parava na 4ª. Série, pois os pais não tinham condições financeiras para mandar seus filhos estudarem para outro lugar(cidade).
Os professores não eram pagos, trabalhavam de forma voluntária, pois o que eles sabiam e queriam era ensinar para seus alunos.
O tipo de educação antiga não era tão pesado como no tempo de hoje. Por exemplo, a Matemática, os professores só sabiam ensinar as contas de somar, diminuir,multiplicação e divisão.Hoje já existem vários conteúdos de Matemática, se hoje formos pedi ajuda para nossos pais eles não vão saber responder, pois é muito diferente de antigamente.
A maneira de ensinar de antigamente era, mas fácil de aprender, os alunos não tinham dificuldades para aprender.
Com o passar do tempo a educação foi evoluindo, mas isso não significa que a educação melhorou, apesar de hoje termos um ambiente adequado, mas não é todos que tem esse privilégio. Pois em alguns lugares ainda estudam em centros comunitários e barracões alugados etc. Mas mesmo assim, os professores estão sendo pagos para levar a educação até eles.
Hoje as escolas possuem merenda escolar, às vezes falta, mas chega, pois se não chegar alguns alunos desistem de estudar, pois não querem ficar com fome na escola.
Já existem os materiais escolares próprio para o estudo. Existem cursos e programas para ajudar os alunos a se desenvolverem na escola. O dinheiro que vem para o programa ajuda a comprar produtos de higiene pessoal etc. São incentivos para que as crianças permaneçam na escola, por muito e, mas tempo.
A educação mudou do que era antes, hoje estudamos várias matérias, antes era só o português, matemática, Ciências e Estudos Sociais.
Existe uma fonte muito importante para a população, tudo que precisamos e imaginamo-lo possui que é o computador, que é algo significante para a sociedade.
A educação de hoje não esta excelente, mas pra que era antes, podemos dizer que está um pouco avançada. Segundo o grupo que pesquisou a educação deixa a seguinte frase “Hoje só não estuda quem não quer e espera que transforme os jovens em algo importante para a sociedade e que a educação possa esta em cada canto do mundo”.
Lazer no Itacuruçá
Para o grupo que ficou responsável para pesquisar sobre o tema Lazer em Itacuruçá achou importante somar neste trabalho o lazer evangélico.
Uma das atividades desenvolvidas no lazer evangélico é a Gincana Bíblica, onde nessa atividade existem várias tarefas como: corrida do saco engole fio, espada para o ar. Alguns anos atrás aconteceram também à tarefa da canoagem, onde teve a saída de São João(Médio) até a chegada na Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Itacuruçá(Templo Central) onde durante a passagem no rio houve inclusive as torcidas organizadas e nesta prova chegaram a primeiros colocados: Débora, Jorge e Marli. E depois partiram para outras tarefas. O que marca esta atividade é a pontuação, onde ninguém quer perder fazendo com que os participantes se sintam, mas entusiasmado e divertido.
Outro lazer interessante para alguns segmentos da comunidade é a participação nos clubes.
Um clube tradicional que tem no Itacuruçá é o Santa Rosa Esporte Clube. Ele foi fundado no ano de 1924 por Manoel Gomes, Juvenal Maciel, Lourenço Gomes e Estandilau Gomes. Deram-lhe esse nome porque Juvenal Gomes, um dos fundadores, teve uma filha e colocou seu nome de Rosa aí então surgiu o nome Santa Rosa.
Os primeiros a comandarem o time foram: Ramos Senas, Caboclo, Zé Matos, Quinca,Mico Araújo, Lili Araújo e Aluízio Quaresma.Depois veio outros para presidirem o Santa Rosa como: Tobias Botelho, Sabino Gomes, Zé Gomes,Timotéo Botelho, Mario Quaresma, Bebê Barão, Orivaldo, Rinaldo Gomes, Dalon Nery, Lázaro Brito, João Gomes, Nenê Quaresma, Ramito Quaresma e Agostinho Pinheiro. Sendo o Presidente atual do Santa Rosa é o senhor João Gomes.
As conquistas do Santa Rosa Esporte Clube em 1989 ele foi vice-campeão,em 1991 ele foi campeão sub-vinte,1992 ele foi vice de novo e em 1993 campeão do torneio início, em 1994 foi feita a copa dos campeões, e em 1997 e 1998 não foram vice nem campeão, em 1999 elefoi vice campeão em 2000 ele foi campeão, em 2001 , 2002 e 2003 não ganhou nada em 2006 não participou em 2007 foi vice-campeão.
O Bacuri Esporte Clube mais novo e simpático de sua torcida, foi fundado em 1960 pelos grandes atletas que formava sua grande equipe. O Bacuri teve vitórias e derrotas como é normal em qualquer time de futebol. A sua primeira equipe foi formada assim: Jurandil, Marciano, Nicanor, Júlio Barão, Aladi Barão, Benedito Carlito Dulor, Castelo, Ceará e Mario Pacheco.
O time participou de torneios, campeonatos regionais e amistosos, revelando grandes valores que foram cobiçados por outros clubes maiores. Passaram-se quase quatro décadas e em 1989 o Padre José criou o campeonato das ilhas e em 1994 o Bacuri participou do campeonato e foi campeão em cima de seu maior rival, O Santa Rosa Esporte Clube. Esse campeonato marcou na história a grande façanha do Clube. Tudo o que aconteceu você vai acompanhar através dos versos narrados pelo grande poeta Lucindo Rodrigues que conta como aconteceu das vitórias a escalação.

Associação de Remanescentes de Quilombos da região das Ilhas de Abaetetuba(ARQUIA)
O objetivo é deflagrar ou dinamizar nas comunidades, um processo de desenvolvimento comunitário sustentável, cujos elementos norteadores estejam configurados na forma de um plano de desenvolvimento sustentável, priorizando: o uso sustentado de recursos naturais, a organização comunitária, centrada no planejamento participativo de atividades e na (re)formatação das associações de base para uma mais eficiente atuação junto ao mercado e a formação de gestores comunitários do processo.
Nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá são constantemente realizados seminários, oficinas de planejamento participativo e treinamentos, todos voltados para o desenvolvimento rural sustentável, comercialização conjunta e verticalização do processo produtivo.
 Diretoria Inicial
Coordenadores: Edílson(Arapapuzinho) – Coordenador Geral
Benedito(Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria
Isaias(Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
Maria da Luz(Acaraqui) – Coordenadora de Cultura
Manoel Pinheiro(Médio) – Coordenador de Patrimônio
Egidio(Arapapuzinho) – Coordenador de Esporte e Lazer

Medicina Popular
Para a Dona Maria que é agente de saúde do baixo Itacuruçá , as doenças que mais afetam as ilhas de Abaetetuba são as seguintes: Diarréias, a gripe e principalmente a febre.
Segundo ela o meio mais fácil de curar a diarréia é o soro caseiro. O modo de preparar é pegar uma colher de medida de o lado menor colocar sal e do lado maior colocar açúcar e depois pegar um copo com água e é só dissolver tudo junto. 
. Para gripe:
Para a gripe é só fazer o xarope caseiro. Cortar um limão ao meio e colocá-lo ao fogo, depois espreme num copo com mel e alho ralado.
. Para a febre:
Nome do Remédio: Coramina ( Esse remédio serve para o coração )
Origem: É um remédio de origem vegetal; pois é uma planta encontrada em nossa região.
Modo de preparo: É preciso somente juntar algumas folhas da coramina, lavar bem e depois rasgar bem para ficar em pedaços pequenos. Depois misturar com água e deixar ferver por aproximadamente cinco minutos. Depois é só coar para separar o chá das folhas. Adoce e você terá o chá de coramina.
Posologia: É tomada uma dose toda vez que precisar
Nome do Remédio: Leite da Sucuúba
Origem: vegetal
Modo de preparo: É tirado quando não é luar
Posologia: Uma vez no dia em jejum
Composição: Leite da Sucuúba, vinho tinto e ovos
Nome do Remédio: Hortelã
Origem: É uma planta de origem vegetal, pois é encontrada na nossa natureza ou seja nessa região
Composição: É composta com catinga de mulata
Modo de preparo: Ferve algumas folhas de hortelã com algumas folhas de catinga de mulata e em cinco minutos está pronto.
Via: Oral
Posologia: Tomar três vezes ao dia
Efeito: Ele serve para crianças quando estão com febres
Cuidados: A criança precisa ficar em repouso
Nome do Remédio: Gengibre
Origem: É de origem vegetal, pois encontramos na nossa região.
Composição: Cachaça e álcool
Modo de preparo: Somente ralar o gengibre e misturar com cachaça e álcool, em dois minutos estará pronto.
Via: Esse remédio é passado nas pernas ou nos braços
Posologia: É passado de cinco em cinco minutos
Efeito: Ele serve para as pessoas quando estão com reumatismo
O Cotidiano no Itacuruçá
Tratando neste aspecto, o dia-a-dia de uma família que trabalha com muito esforço para ter seu pão de cada dia, os pais trabalham duro oferecendo o melhor aos seus filhos, mas os filhos também se esforçam nos estudos, quando crescerem terem um futuro melhor, que trabalhem e possam ajudar os seus pais e ser uma pessoa independente.
A maioria dos pais trabalham tirando barro, já que precisam de disposição e força de vontade. Quem tira barro sai da casa a noite e passa a noite no mato fazendo a vala sem dormir, para tirar o barro e encher o barco. Depois de cheio eles vão desembarcar o barro na olaria, e quando não se tem barro no barco eles levam novamente o barco para o mato para deixar o barco. E quando retornarem à noite a embarcação já esteja lá para começar tudo de novo.
Quem trabalha na olaria não precisa sair cedo. O trabalhador acorda de manhã toma o café e vai para a olaria, chegando para fazer telha.
A maioria das vezes as mães trabalham na lavoura. Elas fazem a derrubada, deixam secar e depois fazem a queimada. A base da plantação é a mandioca, arroz, feijão, milho, etc..
Depois que já foi feito o plantio, com um mês uns matinhos que elas chamam de capina ou tiririca. E começam a tirar o mato, depois de seis meses o plantio já dá para fazer a colheita. Elas arrancam a mandioca carregam e colocam no poço que é para amolecer. Com três dias ela já esta pronta para fazer farinha. A macaxeira serve tanto para farinha, como para fazer bolo ou para comer com café.
Entrevistado: Raimundo Dilo do Couto
O Senhor Dilo nasceu no dia 12 de julho de 1927. Quando ele começou a se entender, na idade de 10 anos ele e seus colegas iam para o rio pegar frutas como: seringa, azeite, maracaxi, mucuúba e jabuticunha. Pegando essas frutas ele vendia e com o dinheiro comprava comida para poder ajudar sua família junto com seu pai, pois ele trabalhava de “bico”. Ele com seu pai e sua irmã, e os mais velhos faziam roçado e depois de algum tempo tiravam a cana de açúcar e faziam a garapa.
Quando ele começou a estudar, ele ia para a escola e muitas vezes tinham que levar um pouquinho de comida em uma lata para poder merendar(isso acontecia quando ele tinha a comida). Ele trabalhava durante três dias e estudava três dias na semana. Muitas vezes chegava cansado na casa e não tinha o que comer. Hoje em dia ele diz que a situação de vida melhorou bastante.
O trabalho nessa época era muito difícil e pesado, ele cortava lenha em metro para poder vender, muitas vezes ele ia para o mato com fome, trabalhava horas sem comer Nessa época a comida não era difícil, o que era difícil era o trabalho e o dinheiro.
A vida do passado era assim, segundo seu Dilo.
O Sr. Dilo tem cinco irmãos, e só ele aprendeu a escrever e a ler, ele chegou a estudar até a primeira série. Seu pai nessa época dizia que era ele aprender a escrever só um bilhetinho.
Nessa época primeira se aprendia a ler e depois a escrever. O que existia era a tabuada. O aluno que não respondesse certo pegava “bolo” na mão, ou seja, recebia pauladas de palmatória na mão.
O que existia de bom era o respeito. Quando ele chegava em sala de aula tinha que tomar benção da Professora, e ai,ai,ai daquele que não respeitasse os mais velhos. Ele diz que hoje o estudo esta muito melhor do que antes, mas muitos não sabem o que é o respeito.
O Sr. Dilo se casou com 22 anos de idade, ele não tinha casa, não tinha panela,
mas tinha muita fé de que um dia ele e sua esposa iriam conseguir tudo o que precisasse.
Nessa fase as panelas eram de barro, as redes eram feitas de envira e muitas eram feitas de remendos de panos.
A situação era essa, com muito sacrifício e muito trabalho pesado, mas graças a Deus hoje esta muito melhor a condição de viver. Hoje, o pai já consegue investir mais em seu filho, para que no futuro possa ajudar a família. Ele diz que “ O futuro de um pai é a esperança de um filho”
Texto produzido pela aluna Maria Neuza Sodré Mota

I – Maneira como o ribeirinho vive e produz.
Os ribeirinhos vivem e mora nas ilhas, a beira dos rios, trabalhando na roça, olaria e açaizal, produzindo farinha, telha, tijolo, matapi,paneiro, faz criação de galinha, pato,porco para seu alimento, também tem peixe, caça. O açaí e algumas frutas, como inaja, tucumã, abacaxi, goiaba. Geralmente, os ribeirinhos constituem uma família com dez filhos e hoje alguma só tem até três filhos. E hoje algumas casas ainda são construídas de assoalho de paxiúba coberta de palha e as paredes feitas de ripas tiradas do braço de miriti e outras famílias possuem a casa feita de tábua e coberta de telha. Alguns usam o pote de barro para colocar àgua para beber. O balde da cueira serve para levar água para roça. Hoje, ainda bebem mingau na cuia. Os meios de transportes são as rabetas,os barcos, cascos e canoas,sendo o rádio, a televisão e o telefone os meios de comunicações mais acessíveis. Também nas localidades, no momento tem a festa para homenagear ao Santo padroeiro da comunidade que dura oito noites.
II – Os fatores de mudança do comportamento sócio-cultural
O processo de construção da vida crescerá em comunidade eclesial de base que é o paralelo do processo de organização da vida em comunidade, entidades e instituições de caráter social, sindical e política. Também valorizando os trabalhos em mutirões para fortalecer os sentimentos de união e solidariedade entre os moradores da beira dos rios e contribuir para sua conscientização sócia política, juntos construindo as casas comunitárias trabalhando na roça em grupos unidos convencidos de estarem construindo algo para coletividade efetivando o lema “A união faz a força”.
III - O impacto do desenvolvimento industrial na região
A construção da barragem de Tucuruí , motor energético de parte do Projeto Grande Carajás que diz respeito ao complexo industrial Albras-Alunorte,foi um dos principais fatores da desestruturação da sócio-econômica dos ribeirinhos. A construção da barragem causou dano à natureza, em termos ecológicos. Antes da barragem as populações da região alimentavam-se de caça e pesca, e hoje já não tem na região, sobretudo camarão e o mapará.
IV – Conclusão
Considerando que o ribeirinho se realiza como ser humano de acordo com os elementos necessários para sobreviver e desenvolver seu ideal de vida acredita que o mundo cultural, sócio-econômico ainda vive culturalmente sob o aspecto político que eles vêm na nossa comunidade prometendo e não cumprindo suas promessas e nós sofremos com essas mudanças e agora não queremos sofrer mais, queremos mudança e uma vida melhor.
* Texto produzido por Izabel Rodrigues do Carmo
I - Como vivem os ribeirinhos( Ou viviam )
Os ribeirinhos são umas populações que vivem e moram nas ilhas, na beira dos rios. Os ribeirinhos já não vivem mais como antes.
Antes o açaí e o mingau eram tomados na cuia tirada da cuiera,agora é só na tigela de vidro ou de plástico. Agora, também já não usam potes feitos de barro, usa-se um mais moderno, mais bonito e as pessoas não precisam mas fazer.Vivem também dos recursos oferecidos pela própria natureza: frutos do mato, caça,pesca e produtos do extrativismo vegetal e do trabalho da roça: banana, pupunha, cacau ;assim como mata mucura e tatu e pesca mapará.
II - Aspectos da vida e cultura dos ribeirinhos
Geralmente o ribeirinho constitui uma família numerosa com aproximadamente dez filhos.
Desde a década de 60 do século passado, mudou muita coisa, antes o transporte era o casco de madeira movido a remo com as forças dos braços, agora não, é só rabeta movida a motor e as pessoas nem precisam fazer força para se transportar de um lugar para o outro. Agora já mudou muito, mas tem alguns lugares que ainda tem esses modos, por exemplo, na casa da minha avó ainda tecem paneiros, fazem potes de barro e a refeição é feita no chão em circulo.
III - Fatores de mudanças do comportamento sócio-cultural
As Cebs tinham como momento central a celebração do culto religioso aos domingos.
As considerações sobre a vida e pregação de Jesus Cristo e aos primeiros cristãos, tornavam-se exemplos a seguir para a realização do “Reino de Deus”.
Unidos trabalhavam convencidos de estarem construindo algo para a coletividade efetivando o lema: “A união faz a força”.
* Informantes
Rosa Maria Botelho - 45 anos
Raimundo Dilo do Couto - 81 anos
José Maria M. Gomes
D. Maria – Agente de Saúde
João Gomes
Lucindo Rodrigues
*Bibliografia
THOMPSON, Paul. A Voz do Passado. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
MONTENEGRO, Antônio Torres. História Oral e Memória. A Cultura Revisada.
São Paulo: Contexto, 1994.
Postado por Ribamar Oliveira

Parte do Texto resultou das pesquisas de diversos em diversos autores sobre a localidade Rio Itacuruçá e outra parte são frutos da pesquisa do autor do Blog do ADEMIR ROCHA.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA


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O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campompema, entre outras. Abaetetuba limita também com o município de Barcarena: começa na Baía do Marajó (Rio Pará), pela margem direita, confronte à foz do rio Uiarenga e sobe pelo álveo deste até as suas cabeceiras, e destas, às nascentes do Igarapé Cabresto. Limita com o município de Moju: começa nas nascentes do igarapé Cabresto e destas alcança, por uma reta, as cabeceiras do Rio Mocajatuba. Limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins. Abaetetuba limita-se ao Norte com a Baía do Marajó, Barcarena e Rio Pará.
O Rio Assacu faz confluência com o Rio Urubuéua e ambos deságuam no Rio Pará.
Rio ABAETÉ. Abaeté, palavra de origem tupi que designa importante rio existente no município de Abaetetuba, localizado ao sul da cidade. Este rio detém o primitivo nome da cidade que se chamava Abaeté. Aba significa homem; eté, significa valoroso, verdadeiro, valente. Abaeté significa, portanto, homem valoroso, verdadeiro ou pessoa boa, pessoa de palavra ou pessoa honrada. Afluentes do Rio Abaeté O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Em 1927 há a seguinte citação: “O Clube Musical São Sebastião abrilhantou a festa de Santa Maria no Rio Abaeté, na residência do Sr. João de Matos Bitencourt de 3 a 14 de agosto”. Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Rio Abaeté. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
Uma lenda do Rio Abaeté
O Buraco do Tatu-Açu.
No Rio Abaeté, próximo à propriedade de Ernani Maués Carvalho, existe um grande buraco, com um considerável diâmetro e perfeito em sua forma geométrica, o qual dizem ter comunicação com o Rio Acaraqui. Os caboclos do lugar narram a existência de um enorme tatu-açu, que cavou o buraco, para se trasnportar de um rio ao outro, com a maior facilidade. Outra versão é a de que o buraco foi feito pelos cabanos, em forma de túnel, por onde passavam sem serem notados, de um local para outro. Ou esse buraco foi o lugar por onde passaram os cabanos que saquearam a antiga fazenda dos pais de Bento de Carvalho, bisavô de Ernâni. O fato é que o buraco está ali em sua enormidade, pondo à prova a imaginação do povo ribeirinho.
VISITANTES NO RIO ABAETÉ
E também, por que ali, nos anos 30 do Século 20, o médico sanitarista, cientista Carlos Chagas viajava de canoas para da para examinar os ribeirinhos que pudessem estar contaminados pelo calazer/Leyshimaniose Visceal Americana. A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais.
ENGENHOS NO RIO ABAETÉ: A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais. Existiam alguns engenhos de cana-de-açúcar no Rio Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa. COMERCIANTES NO RIO ABAETÉ
Nicolau Parente & filho, no Rio Abaeté, 1906. Às margens do Rio Abaeté existiam algumas casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram: Augusto pereira Leite; Francisco Freire de Andrade; Fernando Ribeiro Filho. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930. Depósito de lenha de Ferreira & Carneiro, no Rio Abaeté, em 1922. O Rio Abaeté abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Abaeté. Pela sua margem direita o Rio Abaeté possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna. O Rio Abaeté é um rio histórico e importante para o município de Abaetetuba/Pa.
Rio ACARAJÓ
Abriga a Escola 8 de Dezembro.
Rio ACARAQUI
É um afluente do Rio Maratauíra. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Nesse rio conteciam festas de santos nas s nas casas de famílias. Abriga a Comunidade S. Miguel Arcanjo, no Médio Acaraqui e abriga a Escola São Tomé e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro, no Baixo Acaraqui.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO ACARAQUI: Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio AGUAPÉ. Na PA-151. Rio ALAMBIQUE. O rio Abaeté é um rio de pequeno curso e navegável apenas por leves embarcações. Em sua margem direita recebe o rio Alambique. Rio APEÍ/APIÍ Rio ARAPAPU. É um afluente do Rio Itacuruçá. Na localidade Arapapu existiam vários engenhos de cana. Comerciantes no RIO ARAPAPU Raymmundo Gonçalves Chaves, no Rio Arapapu. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO ARAPAPU: Na Fase áurea da indústria canavieira, quando Abaeté era chamada de “Cidade da Cachaça”, no Rio Anapu existiam alguns engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio ASSACU. Rio Assacu. Esse rio faz confluência com o Rio Urubuéua e ambos deságuam no Rio Pará. Rio ASSACUERA. Abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Açacu e a Comunidade N. S. Aparecida, no Rio Assuera. Rio AJUHAHY. É afluente, da margem direita, do rio Tocantins e o Ajuaizinho é o canal que une o Rio Tucumanduba ao rio Ajuaí. Na localidade Ajuahy existiam alguns engenhos de cana, na fase áurea da produção de cachaça e mel. Os rios Ajuaí e Genipaúba em Abaetetuba, em novembro de 2008, estavam com visitas de pesquisadores para estudar o ciclo de vida do inseto barbeiro que é transmissor da “Doença de Chagas”. A Rio Ajuaí abriga a Comunidade N. S. das Graças, no baixo Ajuhahy, com a festa dessa santa na capela da comunidade. E também abriga a Comunida de S. Sebastião. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO AJUHAHY Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio AJUAÍZINHO, que é um afluente do rio Tucumanduba. Rio ANEQUARA. No Furo do Urucuri e o Igarapé Mãe Joana. Abriga a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro. Rio ARAPAPUZINHO. Abriga a Comunidade S. Sebastião. Rio ARAPIRANGA DE BEJA. O Rio Arapiranga corta o município de Abaetetuba. Uma lenda do Rio Arapiranga, O Poço da Água Que Ferve. Nas cabeceiras do Rio Arapiranga existe uma fonte de água. Suas águas estranhamente paradas, borbulham, como a ferver, com o menor movimento de passos ou vozes que se aproximem. Suas águas confluem com uma gruta, onde as pedras de sua formação como que foram colocadas por mão humana, formando uma bonita decoração, conjunto que recebeu o nome de Poço da água fervente. Os pais de santo consideram-na um poço místico, onde são realizados rituais de batismos aos médiuns do local. Existe uma ponte sobre o rio Arapiranga, na PA-409, entre Abaetetuba e Vila de Beja. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste. COMERCIANTES NO RIO ARAPIRANGA DE BEJA Às margens do Rio Arapirange de Beja existiam algumas importantes casas de comércio, conforme documentos de 1922 e seus proprietários eram: Augusto Henrique Pires; J. Sampaio & Jacques; Raymmundo & Almeida. Augusto Henrique Pires. Citação de 1922: Augusto Henrique Pires com casa de commércio no Rio Arapiranga de Beja, em Abaeté. Augusto Henrique Pires, no Rio Arapiranga de Beja; 1927. 1922: J. Sampaio, no Rio Arapiranga de Beja; 1922: Raymmundo de Almeida, no Rio Arapiranga de Beja; 1931: A firma Castro & Paes com comércio no Rio Arapiranga de Beja. Rio ARIENGA/URAENGA/UIARENGA? Rio ARIENGA/UIARENGA – Esse rio faz parte do município de Barcarena e ele é o rio que faz o limite da cidade de Barcarena: a sudoeste, com a cidade de Abaetetuba e a sudeste limita com a cidade de Moju. Faz divisa de Abaetetuba com o município de Barcarena. Descrição das divisas de Abaetetuba: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju. COMERCIANTES NO RIO ARIENGA/UIARENGA Ás margens do Rio Uiarenga de Beja existiam importantes casas comerciais, conforme documentos de 1922 e alguns desses comerciantes eram os donos da firma Sousa & Filho. A firma Souza & Filho, tendo como um dos sócios José Felix de Souza. Rio ARUMANDUBA. É um afluente do Rio Maratauhyra. Arumanduba Grande e Arumanduba da Zona da Estrada. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetub e a Comunidade N. S. da Paz. Igarapé Sacueira é um afluente do Rio Arumanduba. Em 1905 a Banda de Música do Arumanduba e a Banda Henrique Gurjão, estiveram tocando no batizado do filho do Sr. Olinto Rocha, o pequeno Santino, sendo padrinhos o Major Honório Roberto Maués e sua esposa, Dona Hildebrandina Maués. Comerciantes no RIO ARUMANDUBA 1931: Comércio de João Baptista Rodrigues, no Rio Arumanduba. 1931: Comércio de João Baptista Rodrigues, no Rio Arumanduba. Vide Antigos Engenhos e donos de engenhos de Abaeté na fase áurea da indústria canavieira
Rio BACABAL
Rio BACURI
Abriga a Comunidade Santa Maria. O Rio Biribituba é um braço do rio Bacuri. Famílias originárias do rio Bacuri Agenor Ferreira da Silva, músico, natural da localidade rio Bacuri, foi recrutado pelo Mestre Chiquinho Margalho para tocar na Banda Virgem da Conceição. Houve um tempo em que a sede da banda foi improvisada na casa do Mestre Agenor, no Bacuri. Mestre Agenor Silva além de músico, era compositor, mestre, maestro, músico eclético e professor de música. Junto com o Mestre Chiquinho Margalho, em 1949, funda a Banda Virgem da Conceição, ficando com a regência da referida banda. Esse excelente músico tocava trombone de vara, de pista e outros instrumentos musicais, portanto era eclético. Mas Agenor Silva era um grande flautista, o melhor que existia em Abaeté. Era o Contra-Mestre da Banda Virgem da Conceição, no tempo do mestre Chiquinho Margalho e, tempos depois, com a morte de Chiquinho Margalho, assume como Mestre dessa Banda. Participou da 1ª Diretoria da Banda Virgem da Conceição, como vice-presidente. Os demais componentes eram: Francisco de Miranda Margalho/Chiquinho Margalho, presidente; Raimundo da Silva Xavier, secretário e Bento de Sousa, tesoureiro. Agenor também participou de vários conjuntos musicais de sua época, por ele criado ou de outros músicos. Era membro da Orquestra Brasil, junto com Chiquinho Margalho. Na era da introdução dos instrumentos eletrônicos Agenor, em 1967, aparece numa formação do Conjunto Musical “D. M. Show” de Daniel Margalho, tocando pistão.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO BACURI
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Também é origem da Família Rodrigues: Abel Guimarães Rodrigues, comerciante e dono de engenho de cana-de-açúcar no Bacuri, para fabricar cachaça, c/c Raimunda Costa Rodrigues. Filhos: Maria Eunice Rodrigues, que se tornou esposa do popular prefeito de Abaetetuba, Chico Narrina/Francisco Maués Carvalho e que tiveram 6 filhos: Raimunda Rosa, advogada; Francinete, Murilo, médico; Francinete, psicóloga (atual prefeita de Abaetetuba/Pa-4/2010); Francilene Rodrigues Carvalho, pedagoga; Francisco Maués Carvalho Filho/Chiquicho, administrador de empresas, empresário. Francinete Maria Rodrigues Carvalho/Francinete, n. 29/7/1969, formada em Psicologia. Casou e teve uma filha. É poeta amadora. No governo de seu pai, como prefeito de Abaetetuba, ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria Municipal de Saúde. Francinete de Carvalho foi eleita nova prefeita de Abaetetuba nas eleições de outubro/2008, tendo tomado posse em 1/1/2009, para um governo de 4 anos. Rio BELCHIOR
Rio BIRIBÁ
Rio CAMARÃOQUARA
Rio CAMOTIM/CAMUTIM.
É um afluente do Rio Abaeté.
Rio CAPIM
Abriga a Comunidade Santo Antonio e já posuíu importantes comerciantes e donos de engenho de cana-de-açucar em Abaeté.
Rio CAMPOMPEMA
Abriga a Comunidade S. João Batista com a festa de São João Batista, realizada na capela da comunidade. Abrigou vários antigos engenhos de Abaeté. Vide a postagem sobre ngenhos:
Rio CAMPOMPEMA-ALTO
Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Rio CAMPOMPEMA-BAIXO
Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.
Rio CAPUTEUA
Rio CARAPAJÓ. Esse rio possuía alguns engenhos na fase áurea de Abaeté, a Cidade da Cachaça”. Vide antigos engenhos de Abaeté/Pa.
Rio CARATATEUA
Esse rio tem sua embocadura pelo Rio Pará, entrando na Ilha do Capim.
Rio CARIPETUBA
Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré com a festa dessa santa na capela da comunidade.
Famílias originárias do Caripetuba
Orêncio Barbosa André/Barbosa e Risolena Rodrigues André/Risó, hoje residentes na Trav. Santos Dumont, 638/Abaetetuba/Pa, casaram no dia 19/10/1957, na localidade Caripetuba, onde residiam, antes de mudarem para a cidade e tiveram 8 filhos: Maria de Nazaré André de Castro/Teça, Maria de Jesus André Rocha/Gê, Deuza Maria, José Orêncio/Orencinho, José Trindade, José da Penha/Penha, Maria Francinete/Nete e Maria de Fátima Rodrigues André. Vide famílias André e Rodrigues do Caripetuba. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Festa de N. S. de Nazaré, na capela da comunidade, onde os grupos de folias de santos é que faziam a animação da festa (antigamente). A Folia de N. S. de Nazaré, em Caripetuba, teve como um de seus fundadores o Sr. Francisco de Assis Gomes Lobato, com 69 anos em 2008, tocador da Folia de S. Miguel. Outros grupos vinham de outros lugares para tocar: Assacu, Panacuéra e Prainha.
Rio CASTANHAL
Rio CUITININGA/SAMUHUMA
Antigamente era chamado Rio Samuhumma. Às margens do Rio Cuitininga existiam algumas casas de comércio e engenhos de cana-deaçúcar, conforme atestam documentos de 1922. Comércio A. Villaça da Silva, no Rio Cuitininga. Famílias originárias do Rio Cuitininga Raimundo Nonato da Silva, natural do Rio Cuitininga, c/c Catarina Brazelina Costa e Silva, natural do Rio Cuitininga e tiveram filhos: Manoel Nonato da Silva (2ª geração). 2ª geração: Manoel Nonato da Silva, nasceu em 7/12/1914, em Igarapé-Miry, Pará e e faleceu com 93 anos de idade, de parada cárdio-respiratória e falência múltipla dos órgãos e foi sepultado no Cemitério de Nossa S. da Conceição, em Abaetetuba/Pa. C/c Joana Guimarães da Silva, em 26/4/1947, perante o Juiz Suplente Oscar Pinheiro Castelo Branco de Lima, tendo como testemunhas Pedro da Silva Gomes, casado e agricultor e Plácido Justo da Silva, casado e industrial, casamento nº 325, conforme registro de casamento, fls. 68 e 69, lv. 04, do Cartório 3º Of., João Ferreira Gomes. Manoel Nonato da Silva, era natural e residia no Rio Cuitininga. A localidade Cuitininga abriga a Comunidade S. José e a festa desse santo era realizada na capela da comunidade e abriga a Escola São José.
Rio CURUPERÉ
É palavra de origem tupi que designa local e rio existentes em Abaetetuba/Pa. O rio é afluente de um rio central e ele seca no período de verão. Se divide em: Rio Curuperé-Miry. A partícula diminutiva é usada para distinguí-lo do rio Curuperé, pois ele é menor. O sufixo miry/mirim, significa pequeno.
Rio CURUPERÉ
Afluente do importante rio Moju, que banha a cidade de Moju. O Ramal do Camotim chega até o Rio Curuperé. Famílias originárias do Curuperé Leopoldo Anísio de Lima c/c Maria do Carmo de Lima/Mariquinha de Lima e tiveram 7 filhos: Benvinda, Bruna, Joana, Anízio Alvim, Maria/Maroca Lima, Antonina/Antonica e Leopoldo Filho/Pudico, 3ª geração. Leopoldo Anísio de Lima faleceu no dia 19/2/1924, às 3,30 h da tarde, com 69 anos, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, hoje, Trav. Pedro Pinheiro Paes, onde se localiza a Panificadora “Milton”, de propriedade de seu trineto Mário Fernando da Silva Pontes. Sua esposa Maria do Carmo/Mariquinha, avó de Emiliano, nasceu às margens do Rio Curuperé, município de Abaeté, dia 16/7/1853 e faleceu no dia 29/6/1937, com 84 anos, 11 meses e 13 dias, às 3h da tarde, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, nº 282, hoje propriedade dos herdeiros de seu neto Emiliano de Lima Pontes. Comerciantes no RIO CURUPERÉ Hygino Fernandes Filho, no Rio Curuperé.
Rio CURUPERÉ GRANDE.
Rio Curuperé-Miry
Rio CURUPUAÇÁ
Curupuaçá é uma palavra de origem tupi que designa rio existente em Abaetetuba/Pa, que significa rio que cheira à sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.
Rio CURURU
RIO DA PRATA
Abriga a Escola São Francisco de Assis que faz parte do sistema SOME de ensino e a Comunidade S. Francisco de Assis.
RIO DA PRATA/Furo Santa Helena
Rio do INFERNO
Rio em cujas margens existia um engenho São Pedro, de Álvaro Matos e outros engenhos.
Rio DOCE
Abriga a Comunidade São João Batista e uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.
Rio FURO GRANDE
Abriga a Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus e a festa dessa santa é realizada na capela da comunidade.
COMERCIANTES NO FURO GRANDE
1931: José C. Maués, com comércio no Furo Grande. 1930: Comércio de fumos e bebidas de Manoel Costa, no Furo Grande.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO FURO GRANDE
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Vide também “Engenho da Família Pacheco”, o único ainda existente em Abaeté.
Rio GUAJARÁ
É importante devido ao fato de de fazer divisa entre os distritos de Abaeté e Beja: a divisa começa na foz do Rio Guajará, subindo por este até a confluência do Igarapé Apeí, pelo qual sobe até as suas nascentes, donde alcança, por uma reta, as nascentes do Rio Jaurá, e daí, por outra reta, até as nascentes do Igarapé Cabresto. 1927: Orquestra Recreativa Carlos Gomes, A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, do Rio Guajará, tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do Nascimento, falecido em junho de 1927. Famílias originárias no Rio Guajará Além dessas, existiram outras pessoas e entidades importantes no Guajará, que tiveram origem nessa localidade, como: Manoel Joaquim do Nascimento, músico de renome, professor de música, maestro das bandas “Sai Cinza de Beja e da Banda Carlos Gomes, no tempo de Raimundo Pauxis; A família de Raimundo Nonato Pauxís, que possuía um sítio no Guajará e lá festejavam São Raimundo Nonato. As festas realizadas nas ilhas, no tempo da chegada dos Padres Xaverianos em Abaeté aconteciam também no Guajará-Cabeceiras. Comerciantes no RIO GUAJARÁ Adalberto Silva & Filhos, com mercearia à margem esquerda do Rio Guajará.
RIO GUAJARÁ DE BEJA. Na sua embocadura, próximo da Vila de Beja, possui o Furo Guajará. Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena, a Nordeste. Famílias originárias no Rio Guajará de Beja Família Pimentel Coutinho. Orêncio Pimentel Coutinho, que nasceu em 22/4/1905 na localidade de Guajará de Beja e faleceu em 25/12/1980, com 75 anos de idade e seus familiares eram do Guajará de Beja. Orêncio foi cartorário, vereador na gestão de do Prefeito nomeado João Francisco Ferreira no período de 12/2/1936 a 31/12/1937, em Abaeté e o mais famoso leiloeiro da festa de Nossa S. da Conceição em Abaeté. Foi batizado em Beja pelo Pe. Pimentel, sendo padrinhos: Raimundo N. Pimentel e Francisca Romana dos Passos Pimentel (irmã de Fábia acima). Orêncio Pimentel Coutinho c/c Cezarina Nobre Coutinho e tiveram os seguintes filhos: Maria da Conceição, Maria Edna, Orêncio Filho e Joana Maria Nobre Coutinho. Laudelino Nunes Fernandes, nasceu no Rio Guajará de Beja e ele era professor escolar, músico e professor de música e maestro. Era chamado de Mestre Laudelino. Inicialmente a família do Mestre Laudelino morou em Igarapé-Miry, local onde ele trabalhava como professor escolar, e onde nasceu o seu filho Ceci, que nasceu no Rio Santo Antonio, no Engenho do Capitão Deodato. Chegou a ser regente da banda Paulino Chaves e professor municipal do Guajára de Beja; À convite do seu amigo o Coronel Aristides dos Reis e Silva, em 1923, o Mestre Laudelino e família vieram para Abaeté, para aqui trabalhar como professor escolar. Trabalhou como professor de leitura por muitos anos em Abaeté. O Mestre Laudelino, como professor escolar, foi contemporâneo da professora Carolina Pinto da Rocha, Abílio Nery de Araujo, Ederlina Maués, Jósimo Antonio de Sarges, Maximiano Antonio Rodrigues, examinador nas escolas municipais, junto com outros examinadores: Miguel Mendes dos Reis, João Bernardino Dias, Coronel Hygino Maués, Raymmundo Maués Pinheiro, Paulo Elpídio, João Ferreira e Abílio Nery. Mestre Laudelino, como músico que era inicialmente tocou na Banda Paulino Chaves junto com um seu irmão de nome Domício Nunes Fernandes. Em 1927 o Mestre Laudelino chegou ao posto de regente da banda. Foram seus contemporâneos na Banda Paulino Chaves: Horácio de Deus e Silva, Estácio de Sena, Félix Machado e seus irmãos Veriano e Emiliano. O Mestre Laudelino e seu filho Ceci Fernandes, tocaram na Banda Carlos Gomes. Existem algumas citações sobre Laudelino Nunes Fernandes. Uma citação do ano de 1927 diz: “Laudelino Mendes Fernandes era o regente da Banda Paulino Chaves”. “Na vida particular era professor municipal no Rio Guajará”. No Rio Guajará de Beja existe uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. A Orquestra Recreativa Carlos Gomes, que tinha como professor de música o Sr. Manoel Joaquim do nascimento, era do Guajará de Beja. No Guajará de Beja: Abriga a Comunidade São Francisco de Assis com a festa dessa santo sendo realizada na capela existente na comunidade. Praia do GUAJARÁ DE BEJA, no Rio Guajará de Beja, perto de Abaetetuba/Pa. COMERCIANTES NO RIO GUAJARÁ DE BEJA Marcos da Luz, no Rio Guajará de Beja, 1922. 1931: Maria Brazil, com mercearia na Povoação de Beja e comércio no Rio Guajará de Beja 1931: Villaça e Irmão, firma com comércio no Rio Guajará de Beja. As margens do Rio Guajará de Beja existiram no início do século 20 vários engenhos e casas comerciais importantes, conforme documentos de 1922 e seus proprietários eram: Santos & Filho, de Luiz Correa dos Santos; Marcos da Luz & Irmão; Maria Brazil Sampaio; Adalberto de Oliveira e Silva; João Bernardino Dias, proprietário de engenho de cana. Luiz Correa dos Santos, no Rio Guajará de Beja, 1922; Maria Brasil Sampaio, no Rio Guajará de Beja, 1922. Engenhos no RIO GUAJARÁ DE BEJA Vide postagem sobre engenhos de Abaeté/Pa. Rio GUAJARÁZINHO. É um afluente do Rio Maratauhyra. Comunidade S. João Batista, no Rio Guajarazinho. Festa de S. João Batista, na capela da comunidade. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14. É um afluente da margem esquerda do Rio Maratauíra e nada tem a ver com os rio Guajará e Guajará de Beja. Famílias originárias no rio Guajarázinho A localidade Guajarázinho é a origem da família Pontes, João Nepomuceno de Pontes e seus irmãos. Citações históricas sobre João Nepomuceno de Pontes: Dos escritos genealógicos de sua neta Benvinda de Araujo Pontes: João N. Pontes nasceu em 6/5/1874 na localidade Rio Guajarazinho, na então Vila de Abaeté, estudou até o 2º livro primário, no interior e aos 12 anos teve que abandonar os estudos para assumir o sustento da família, em conseqüência do falecimento de seu pai. Empregou-se como caixeiro da casa comercial de seu futuro sogro e casou com Benvinda de Lima no dia 14/4/1894, na Intendência de Abaeté. Desta união nasceram 9 filhos: Emiliano, Raimunda/Mundica, Miguel, Domingas, João, Andrelino/Dedé Pontes, Waldomira/falecida criança, Pautila/Lilita/Mimosa, Sebastião/Sabito, falecido criança. Didi Solano/Raimundo Solano de Albuquerque, nasceu em 10/1/1910 e faleceu de derrame cerebral em 26/12/1980. C/c Leonor Mússio de Albuquerque/Lola, filha de pai italiano e mãe brasileira. Lola faleceu de insuficiência respiratória no dia 29/3/1922. Didi Solano adquiriu o antigo Engenho Silva, montado por Adalberto Silva, situado no Rio Guajarazinho, que chegou a possuir uma vila para mais de trinta trabalhadores. O Engenho passou a ser denominado de Engenho Santa Rosa, que produzia a famosa cachaça Alvorada. Didi Solano, nos tempos do declínio da cachaça, repassou esse engenho para os sócios Bebé e Batista; Em Abaeté Didi Solano possuía a Fabrica Alvorada, que produzia o refrigerante Alvorada, de muita aceitação no mercado local e regional. Irmãos de Didi Solano: João, Luíza, Dedé Solano. Didi Solano só teve filhos adotivos. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO GUAJARÁZINHO Esse rio abrigava importantes engenhos nos áureos tempos da indústria canavieira. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio IPANEMA. Faz confluência com o rio Itacuruçá.
Rio IPIRAMANHA. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré. É um afluente do Rio Maracapucu, quase próximo à sua embocadura. Rio IPIRAMANHA. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré. É um afluente do Rio Maracapucu, quase próximo à sua embocadura. Rio ITACURUÇÁ. Abriga a Comunidade N. S. de Nazaré, no Alto Itacuruçá. Itacuruçá e a Festa de N.S. do Perpétuo Socorro era realizada na capela da comunidade, no Baixo Itacuruçá. Rio ITACURUÇÁ: Rio Médio Itacuruçá. É uma extensão do Rio Baixo Itacuruçá. O Rio Itacuruçá. É uma extensão do Rio Médio Itacuruçá. Rio Baixo Itacuruçá. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Santo André. Famílias originárias do Rio Itacuruçá É a origem da família Nery, como Maria da Glória Nery, Emygdio Nery Sobrinho, etc. Emygdio Nery Sobrinho, no rio Itacuruçá, 1906. Emygdio Nery da Costa Sobrinho, com a canoa “Cisne”, em 12.03.1906, no rio Itacuruçá. Outros Nery da Costa, em 1904, 1905 e 1906: Belmiro Nery da Costa, com casa de comércio no Rio Itacuruçá, em 1906, Albino Nery da Costa, Manoel Nery da Costa, Jerônimo Nery da Costa. Em 1922: Agostinho Martins de Carvalho; Raymmundo Conceição Maués. Família Araujo: 3ª geração, filhos de Clarindo do Espírito Santo e Ângela Valdemira de Araújo (Mira), nasceu no dia 3/4/1891, às margens do Rio Itacuruçá, Distrito de Abaeté. Casou com o viúvo Francisco Augusto dos Santos e tiveram 5 filhos: Mariolino/Lilito, Zilú, Laurino, Augusto e Maria do Carmo de Araújo Santos (4ª geração). Mira faleceu no dia 13/8/1973, com 82 anos, 4 meses e 10 dias, em Belém-Pa, na casa de sua filha de criação Maria de Nazaré Valente do Couto/Bicuí e foi sepultada no Cemitério de Santa Isabel em Belém/Pa. 2ª geração, filhos de Luiz Joaquim e Feliciana: Ana, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago( que é tio paterno de Zizina Ribeiro de Araujo), Carolina, Balbina, Sinézio, Clara de Nazaré e Tomáz de Aquino de Araujo. 4ª geração, filhos de Laura e Flor: Ângela Angelita Santos Araújo, que nasceu no dia 10/12/1933 e casou com Alberto Kemil dos Santos e tiveram 3 filhos: Alberto Júnior, João Alberto e Maria das Dores Araújo Santos/Neca (5ª geração). 5ª geração, filhos de Ângela Angelita e Alberto: Alberto Kemil dos Santos Júnior/Betão, c/c Sebastiana Benedita Silva e tiveram duas filhas: Ângela Maria e Maria Betânia/Beta (6ª geração). João Alberto Araújo dos Santos, c/c Cleide Nazaré Silva e tiveram 3 filhos: Olga, André e Ângelo Kemil dos Santos (6ª geração). Maria das Dores Araújo Santos/Neca, nasceu no dia 2/5/1964. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Itacuruçá: Festa de N.S. do Perpétuo Socorro, na capela da comunidade. No Itacuruçá fica a Escola Santo André e no Rio Baixo Itacuruçá abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
DONOS DE OLARIAS NO RIO ITACURUÇÁ Olaria de Agostinho Martins de Carvalho, no Rio Itacuruçá, em 1922. COMERCIANTES NO RIO ITACURUÇÁ Ás margens desse rio existiam algumas casas comerciais importantes, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram: Emygdio Nery Sobrinho; Agostinho Martins de Carvalho; Adriano Carvalho das Chagas; Raymmundo Conceição Maués. Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos reis e Silva. O Rio Itacuruçá Como Limite de Abaeté O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry. Descrição dos limites com Igarapé_MIri: Abaeté limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins. Alguns rios de Abaetetuba vão até a Vila Maiuatá e a partir daí, fazem parte de Igarapé-Miry. Rio ITAUAÇU. Itauaçu é uma palavra de origem tupi que designa um rio localizado em Abaeté/Pa e significa rio das pedras grandes, como alusão às grandes e perigosas pedras existentes no fundo do rio, em permamente risco à navegação. Rio Itanimbuca. Abriga a Escola Arcelino Lobato. Rio JACARÉQUARA. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Rio JUPARIQUARA. Abriga a Comunidade Santa Maria Auxiliadora. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO JUPARIQUARA Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio JARUMÃ. É um rio urbano e que lança inúmeros afluentes que vão banhar a sede do município, atingindo vários bairros da cidade. A Rua Justo Chermont, no Bairro do Cafezal é banhada pelo Jarumã, onde recebe ou é cortada pelas travessas desse bairro: Evandro Chagas, Aristides, José Gonçalves Chaves, D. Pedro I, de onde segue para outro bairro até terminar perto do Rio Jarumã. Baixada do Bairro S. José, à beira do Rio Jarumã. Outros Bairros da Rua Lauro Sodré, banhados pelo Jarumã. Cortando a Trav. D. Pedro I, avança e recebe a Trav. Tancredo Neves, a Passagem Luís Gomes, corta a Trav. Alípio Gomes, de onde avança até terminar às proximidades do Rio Jarumã. Outros Bairros da Rua Barão do Rio Branco, banhados pelo Jarumã. Essa rua corta as pequenas travessas com nomes de santos, acima, avança e corta a Trav. S. Sebastião, onde termina, perto do Rio Jarumã. Outros Bairros da R. Siqueira Mendes banhados pelo Jarumã. Avança e Trav. D. Pedro I e, desse ponto, emite 3 pequenas travessas: S. Miguel, S. Francisco e S. Raimundo e vai terminar em uma dobra no Rio Jarumã. Bairro do Cafezal, onde recebe ou corta as travessas desse bairro e avança para os bairros perto do Rio Jarumã. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. O Jarumã é uma localidade importante, pelo fato de que foi nessa localidade, conforme relatam nossos historiadores, que aportou o português Francisco de Azevedo Monteiro, quando de sua viagem para assumir sua “sesmaria” que lhe foi doada pelo Governador Provincial do Pará e por ter sido acossado por uma tempestade na Baía do Marajó, foi obrigado a desviar sua rota e aportar na localidade Jarumã: “Afora os religiosos, a primeira pessoa civilizada a habitar o antigo povoado de Abaeté, teria sido o português Francisco de Azevedo Monteiro, sua família e seus companheiros de embarcação. Ganhando do governo uma sesmaria na região do baixo Tocantins, com sua família, no ano de 1724, seguiu numa embarcação, à procura de um lugar que lhe agradasse. Primeiramente iria para Beja e de lá zarparia para o incerto, até achar terras ricas em cravo, uma das “drogas do sertão”. Acontece que, antes de chegar a Beja um temporal irrompeu, desviando-o da rota. Contam que, no desespero de se salvar, Monteiro teria feito uma promessa à N. S. da Conceição: Que no lugar onde se salvasse se radicaria e ergueria uma capela sob sua invocação. O certo é que o navegador conseguiu chegar a uma ponta de terra (Jarumã) e aportar às margens do Rio Maratauhyra, onde foi socorrido pelos nativos do lugar. Com a ajuda de seu pessoal e dos nativos, deu início à construção da capela, muito humilde, construída à maneira das construções dos nativos do lugar”. Também no rio Jarumã terminam ou partem importantes ruas do bairro Francilândia como as avenidas: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Amapá, do Bairro Francilândia. Rio JARUMÃ. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Jarumã; festa de S. Miguel, na capela da comunidade. Por ser um rio relativamente longo, recebe as denominações: Baixo, Médio e Alto Jarumã. Escola no rio jarumã: Escola Mista Primária “Padre Pimentel”, no Alto Rio Jarumã, tendo a regê-la a Professora Annita Garibaldi Calliari. Antigos Comerciantes no Rio Jarumâ A localidade Jarumã possuiu várias casas comerciais, conforme documentos antigos de 1922 e seus proprietários eram: João Baptista Lobato. Cargas à frete: João Baptista Lobato, no Rio jaruman, 1922; José Demetrio Paes, era Fiscal no rio jarumã no Governo do Coronel Aristides, 1922. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO JARUMÃ Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Comunidade N. S. do Livramento, no Rio Jarumã. Rio JAURÁ. O rio Guajará é importante devido ao fato de de fazer divisa entre os distritos de Abaeté e Beja: a divisa começa na foz do Rio Guajará, subindo por este até a confluência do Igarapé Apeí, pelo qual sobe até as suas nascentes, donde alcança, por uma reta, as nascentes do Rio Jaurá, e daí, por outra reta, até as nascentes do Igarapé Cabresto. Rio que banha os distritos de Abaetetuba e Beja. Importante como divisa entre Abaeté e beja. Vide, acima, igarapé Apeí. Rio JENIPAÚBA. Abriga a Comunidade Sagrado Coração de Jesus. Uma lenda do Rio Genipaúba: O Poço da Corrente. Dizem que nas cabeceiras do Genipaúba existia um poço, muito famoso, devido uma corrente, a qual descansa na beira do poço. Curiosos já jogaram a corrente no poço, afundando-a. Porém, no outro dia, como por milagre, a mesma corrente já estava no seu antigo lugar, como colocada por alguém. Dizem também, que ao ser afundada, a dita corrente parece bater em algo sólido, ouvindo-se um estrondoso baque de metal contra metal. Outras pessoas dizem que esse poço foi obra dos revolucionários cabanos de Abaeté, que foi feito para guardar as riquezas que apanhavam nos saques das fazendas locais. Rio MARACAPUCU. Abriga a Comunidade Santa Maria, a Escola Pe. Mário Lanciotti, a Comunidade Sagrado Coração de Jesus, a Comunidade e Festa de S. José, na capela da comunidade e a Escola Jane Farias. MARACAPUCU-BOCA: Festa de S. Raimundo, na capela da Comunidade. Famílias do Maracapucu João do Banjo/João Cardoso: Ribeirinho, natural da localidade de Maracapucu, do Rio Maracapucu, de Santa Maria (comunidade), músico. Filho de Manoel dos Reis e Silva, que também tocava banjo na folias e ladainhas do Rio Maracapucu. Aprendeu, ainda criança, a tocar o instrumento do pai, às escondidas, porque seu pai não gostava que alguém pegasse o instrumento dele. Aprendeu olhando seu pai tocar, assobiando as músicas. DONOS DE OLARIAS NO RIO MARACAPUCU Os donos de olarias nesse lugar eram: Benjamim Gualter Gomes Manoel Raymmundo Rodrigues; 1922 Carmelino Pedro Rodrigues Benjamim de Carvalho. COMERCIANTES NO RIO MARACAPUCU Raymmundo Manoel Ferreira. Miguel Pinto Ferreira. Manoel Eduwirges Ferreira. Manoel Laurindo Cardoso. Comércio de Antonio do Espírito Santo Farias, 1931. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARACAPUCU O Rio Maracapucu era um pólo comercial/industrial de Abaeté, onde existiam, além de importantes comerciantes, também importantes donos de engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. SOBRE AS IGREJAS EVANGÉLICAS NO RIO MARACAPUCU Igreja Cristã do Brasil: O 2º casal a chegarà Abaetetuba foi Douglas e Mary McAllester, trabalho mais concentrado no Rio Maracapucú. Do Maracapucú, que era o centro da operação, eles saíam para os demais rios, como Costa Maratauíra, Furo Grande, Quianduba, Rio Abaeté e outras localidades, onde conseguiram a arrebanhar um bom número de fiéis. Famílias originárias do Rio Maracapucu Manoel Galileu Guimarães, nasceu em 27/10/1952 e casou, em 11/10/1986, na localidade Maracapucu, com Terezinha Ferreira Correa. Terezinha nasceu em 28/12/1953 e é filha de Antonio Correa e Maria Ferreira Correa. Manoel Galileu e Terezinha casaram na localidade Maracapucu, com certidão de casamento expedida pelo escrivão Manoel Negrão Rodrigues e tiveram como testemunhas, Hercília da Silva Rodrigues e João de Deus Silva Rodrigues. Nas casas de famílias dos rios, estradas e ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos como nas comunidades do Maracapucu. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Comunidade do Maracapucu-Boca, Festa de São Raimundo, na capela da Comunidade, Festa de S. José, na capela da comunidade. O MARACAPUCU-PALMAR. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e a Escola do Palmar. Rio MARACAPUCU-MIRY. É um afluente do Rio Maratauíra. Abriga a Comunidade Bom Jesus e a festa desse santo é realizada na capela da comunidade e a Escola Sagrado Coração de Jesus. Esse rio possuía alguns engenhos na época da fase áurea da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Antonio Carlos Viégas era Fiscal no Rio Maracapucu-Miry no Governo do Coronel Aristides.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARACAPUCU-MIRY Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio MAHUBA. É afluente do Rio Tocantins, nos limites com Cametá. Na localidade Mahuba existiam alguns engenhos de cana. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro. Rio MARAPATÁ Rio MARATAUHYRA (ou Meruu?) é um dos afluentes do Rio Tocantins, onde existiam vários engenhos de cana, espalhados por suas margens. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna. É um rio importante porque foi às suas margens que se assentou o povoado de Abaeté, que deu origem a atual cidade de Abaetetuba. Vide a história de fundação de Abaeté que fala do Rio Maratauhyra. Uma lenda do Rio Maratauhyra, O Manto de Borboletas. Na década de 1960, uma garota de 6 anos, sobrinha do esposo de D. Izabel, adoeceu, ficando ficando um mês inteiro sofrendo de hemorróida. Consultaram com o Dr. Novais, Contente, SESP, na Vila Maiuatá, com seu Castelo e com o Agenor Farmacêutico e nada de cura para a menina, que ia ficando cada vez mais fraca. Ela ficou só pele e osso. Procuraram os pajés e veio um da Costa Maratauhyra, que disse que o espírito de um rapaz, que morreu afogado a pouco tempo, no porto da casa de seu avô, o Sr. Santino, estava dominando o corpo da menina. A garota ficava cada vez pior e seu corpo magro esfriou totalmente, como se já estivesse morta, assim permanecendo por dois dias. A mãe, desesperada, juntou todas as ervas da receita do pajé e fez a defumação receitada por ele, em todo o corpo da garota, qual, em contato com a fumaça, soltou o seu último suspiro, vindo a falecer logo depois do meio dia. O enterro da menina só poderia ser realizado no outro dia. Os parentes, vizinhos ficaram fazendo o velório da criança falecida. Ao entardecer, borboletas começaram a aparecer, não se sabe de onde, uma, outra, mais uma, até que se juntou uma enorme quantidade de borboletas brancas, que pousavam sob o corpinho morto da menina, cobrindo-lhe totalmente, como um manto branco-azulado. Os do velório quiseram enxontá-las, porém não conseguiram, tal a quantidade de borboletas. Quando a manhã chegou, as misteriosas borboletas levantaram vôo, sumindo rio afora. Esse fato nunca foi esclarecido.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO MARATAUHYRA Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Comerciantes na COSTA MARATAUHYRA Na Costa Maratauhyra existiam algumas importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram; Raymmundo Oliveira; Antônio de Figueiredo Dias; Delmiro de Almeida Nobre; Pedro Eduardo Gonçalves. Raymmundo Oliveira, na Costa Maratauhyra; Antonio Figueiredo Dias, na Costa Maratauhyra; Delmiro de Almeida Nobre, na Costa Maratauhyra; Pedro Eduardo Gonçalves, na Costa Maratauhyra; Freteiro: Delmiro de Almeida Nobre, na Costa Maratahuyra; Antonio de Figueiredo Dias possuía uma fábrica de beneficiamento de sebo de ucuhuba, na Costa Maratauíra, em 1930. Manoel Eugênio Gomes, na Costa Maratauhyra. 1931: José Joaquim Nunes com comércio na Costa Maratauhyra. Rio MARINQUARA Rio MAUÍRA Rio MERUÚ-AÇU Rio MOCAJUBA Rio MOJU. Descrição das divisas de Abaetetuba: Com a Baía de Marapatá, os limites se fazem através da foz, pela sua margem direita, chegando até a foz do Furo Mahúba, na mesma margem direita até o Rio Pará: Com o Rio Pará e a Baía do Marajó, os limites começam na foz do Rio, seguindo pela margem direita desse rio até a Costa do rio Uiarenga; com o município de Belém, os limites se fazem pela foz do Rio Uiarenga, na baía do Marajó, seguindo por esse rio até as nascentes do Rio Uraenga, nas margens nascentes do igarapé Cabresto, afluente esquerdo do Rio Moju. O Rio Moju faz limite, juntamente com a cidade de Moju, à Leste, com o município de Abaetetuba. Rio MOJU-MIRY. Fica acima do Rio Genipaúba. Rio MURUTINGA. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Rio NORIANDEUA Rio PANACUÉRA. Abriga a Escola Frei Paulino. Antigos comerciantes do Rio Panacuéra J. B. M. Lobato, no Rio Panacuéra, 1922; João Magno da Silva, no Rio Panacuéra, 1922. Esse rio abrigou importantes engenhos de cana-de-açúcar na fase áurea da cachaça de Abaeté/Pa. Rio PANACUÉRA-AÇU Rio PANACUÉRAZINHO. Comunidade de N. S. do Bom Remédio, no Rio Panacuerazinho. Rio PARAMAJÓ. Abriga a Comunidade S. Pedro, com a festa na capela da Comunidade. Famílias com origem no rio Paramajó Família Margalho, de Simeão Margalho, Trajano Margalho. Bento Margalho, Joaquim Margalho. Nessa localidade existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram: Cardoso & Ferreira. Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Rio Paramajó, Festa de São Pedro, na capela da Comunidade. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. COMERCIANTES NO RIO PARAMAJÓ Nessa localidade existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram: Cardoso e Ferreira; Garibaldi Parente possuía comércios no Rios Paramajó e Piquiarana. Manoel José Gonçalves Chaves aparece como Fiscal no Rio Paramajó no Governo do Coronel Aristides. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO PARAMAJÓEsse rio abrigava importantes donos de engenhos. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa. Rio Paruru. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba, a Comunidade N. S. das Dores, no Baixo Paruru. Comunidade Santo Antonio, no Rio Alto Paruru. Abrigou alguns engenhos de cana-de-açúcar na fase áurea da indústria canavieira em Abaeté. Igarapé GRANDE, no Rio Paruru. Rio PINDOBAL Rio PIQUIARANA. Abriga a Comunidade S. Francisco Xavier e as escolas Felipe Santiago Campelo e a Escola São Judas Tadeu. Importantes famílias de Abaeté tiveram origem no Rio Piquiarana, como: Maués, de Firmo Roberto Maués: José Honório Roberto Maués.
COMERCIANTES NO PIQUIARANA
O Piquiarana era um pólo comercial/industrial de Abaeté e possuía algumas importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram: Firmo Roberto Maués; João Francisco Ferreira; Júlio Antônio da Costa; Gariribaldi Parente e Cia., firma de propriedade de Garibaldi Parente, um importante comerciante, político, jornalista e industrial de Abaeté. Garibaldi Parente possuía comércios no Rios Paramajó e Piquiarana. João Francisco Ferreira. Tornou-se prefeito nomeado de Abaeté na Revolução de 1930 (7/7/1935-12/2/1936) e o 1º prefeito constitucional de Abaeté (12/2/1936-31/12/1937), assumiu, quando acontece um novo “Golpe de Estado” em 10/11/1937. João Francisco foi deposto assumindo em seu lugar o prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (1/1/1938-28/2/1943). Júlio Antonio da Costa Firmo Roberto Maués
ANTIGOS ENGENHOS NO ENGENHO NO PIQUIARANA
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO PIQUIARANA-AÇU E RIO PIQUIARANA-MIRY Esses rios possuías importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Rio PIRATUBA: Nestes tempos em que a chamada doença de calazar (Leishmaniose Visceral Americana) se faz presente no município de Abaetetuba, contaminando cães, gatos e até pessoas, lembramos o grande médico sanitarista e cientista, pesquisador e descobridor desse mal em Abaeté, Dr. Evandro Chagas. Para fazer seus estudos em Abaeté ele realmente viveu uma aventura nos lugares por onde desenvolveu suas pesquisas sobre a leishmaniose. Piratuba foi a localidade escolhida pelo grande Evandro Chagas, médico e cientista ...Evandro Chagas nasceu no dia 10.08.1905, era médico sanitarista, cientista, com atuação na Escola de Manguinhos, no Rio de Janeiro, de onde ganhou renome para o mundo. As conquistas patológicas se iniciaram com Evandro Chagas e cientistas pioneiros, que adotavam os princípios: “ver o problema (definir), coletar informações e material (espécimes), transportá-los adequadamente aos laboratórios, realizar os exames necessários, analisar devidamente as informações visando a necessidade de torná-las públicas, com medidas de intervenção pertinentes à saúde da comunidade em estudo”. Quem ler essas orientações pode pensar que se trata de procedimentos em uma grande cidade e com um moderno laboratório à disposição dos cientistas. Pois essa experiência foi realizada aqui na Amazônia, no meio do mato e na mais precária das condições de trabalho. E grande parte dos estudos iniciais de Evandro Chagas e colegas, foram realizados aqui no então município de Abaeté, na localidade Piratuba. No tempo de Evandro Chagas a navegação pela Amazônia era lenta e difícil e só pelos rios. O material de fixação do material coletado era só o formol e outros poucos fixadores clássicos, para a conservação das espécimes. O único microscópio de Evandro Chagas era pequeno, monocular e movido à luz solar, que carinhosamente foi guardado por membros de sua equipe, após os términos das pesquisas. Após essas pesquisas foi publicada a obra “Contribuição ao conhecimento da nosografia do estuário do Amazonas”, que é uma referência regional concisa e clara da visão ampliada na pesquisa de saúde, abordagem tão reclamada nos tempos modernos. Evandro Chagas morreu prematuramente em 1940. Mas o “Instituto de Patologia Experimental do Norte seria sempre a chave mestra de sua organização”. Ele nasceu fora da Amazônia, mas é assumidamente amazônida. “Evandro estará sempre no Brasil, ancorado no espírito dos que querem renovar nosso país, trazer-lhes a educação, a ciência e o saneamento, sem o que não se constrói uma civilização”. Em 2005 celebrou-se o centenário de nascimento desse grande brasileiro e ele foi muito festejado e será sempre festejado no Instituto Evandro Chagas. Ele será sempre uma referência histórica substantiva e singular. É o Patrono do Instituto Evandro Chagas. A principal doença pesquisada por Evandro Chagas na Amazônia foi a leshimaniose visceral americana, vulgo calazar descrita por Evandro Chagas em 1937, foi assinalada no estado do Pará em 4 municípios: Marapanim, Soure, Abaeté e Moju. Em Abaeté a doença foi encontrada por visceratomia e pesquisas clínicas. Evandro Chagas descreve essa doença como uma moléstia de incidência esporádica, atacando o homem em diferentes idades, com predominância em crianças abaixo de 10 anos e com as características de infecção silvestre. Tanto o encontro de casos humanos da doença como o de cães foram difícies. Em exames clínicos detectaram-se 6 casos de humanos e 2 cães infectados em regiões silvestres. Evandro Chagas veio estudar e pesquisar a doença Leishmaniose Visceral Americana. Chegou ao Pará chefiando a Comissão de estudos de Leishimaniose Visceral Americana, e no mesmo ano se deslocou para a localidade Piratuba, fazendo pesquisas na área...ficando de 1936, 37 e 38. Alocalidade Piratuba só tinha acesso através da água, em barcos pequenos e canoas ...Depois, então, abriu-se um ....por onde se tinha acesso a essa localidade, distando 18km da cidade de Abaeté. ...vide pesquisa ...Qual o papel do Dr. Lindolpho Abreu nessa história? No Piratuba existe uma Vila Canaã. “Evandro Chagas achava tudo engraçado, por que era um sujeito muito corajoso. Dava o exemplo para tudo, era arrojado, audacioso. Não tinha medo de coisa nenhuma. Ia de bermudas, botas e chapéu colonial, máquina fotográfica, e o microscópio de campo, que ele usava a tiracolo. Fazia exames de pacientes descobrindo várias doenças, como bouba (vários casos, úlceras fagedêmica tropical e outras. A doença calazar acontecia nas cabeceiras do rio e fomos até lá, no Piratuba, e lá encontramos os primeiros casos dessa doença, em pessoas vivas da região amazônica. Essas pessoas apresentavam o baço grande demais e fazíamos a punção do baço à procura dos vermes leishimânias. Evandro, com essa descoberta, considerou a viagem bem sucedida e fez das idas e vindas a esses locais, rotina de trabalho. Depois, Evandro Chagas foi para o Rio de janeiro e nós continuamos fazendo o trabalho, todos os meses, durante dois anos. Metade do mês eram trabalhos de campos, nesses locais de ocorrência de calazar. Evandro Chagas vinha várias vezes do Rio, durante o ano, para visitar a região e discutir como equipar, orientar e avaliar os trabalhos. As Viagens ao interior se faziam nos aviões do correio Aéreo Nacional, que eram aviões da 1ª Guerra Mundial, biplanos, com asas de lona, monomotores e lotação para um passageiro e o piloto. Várias viagens eram necessárias para levar a equipe. Havia uma área capinada para o pouso dos aviões. Quando todos chegavam, a viagem era feita por terra, por picadas abertas na mata. Eram 18 km de caminhada. A moradia era em palhoça, em quarto cedido por um morador do local. A dormida eram em redes armadas em duas barracas e duas tendas de lona. Um pedaço da lona cobria o laboratório e outro o refeitório. Todo o trabalho de pesquisa foi fieto nesse laboratório de lona. Os exames de laboratório, as autópsias. Na outra barraca eram feitas as refeições. Os banhos eram de igarapé e não havia sanitários e a floresta era a privada. A floresta também fornecia a alimentação: paca, cotia, tatu. Os rios forneciam os peixes. Os nativos caçavam e pescavam e Evandro Chagas comprava esses bichos. Antes eram examinados, os contaminados eram guardados e os sadios eram usados como alimentos. O transporte era via fluvial, em canoas. A reação dos nativos do lugar foi difícil, mas Evandro Chagas era persistente, lembrando os falecidos com a doença e com isso conseguia convencê-los a fazer os exames. Os exames eram feitos sem camas e as pessoas deitavam no chão ou em pé. Descobrimos, também, cães positivos e não sabíamos que cães pudessem ser vetores da doença calazar. Fizemos exames em outros animais silvestres. Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Piratuba. Rio PIRINÃ Rio PRAINHA. Abriga a Comunidade Santa Maria.
Rio QUIANDUBA
Abriga a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro, com a festa dessa santa na capela da comunidade. Antigos comerciantes no Rio Quianduba: Barbosa e Cia; M. C. Ribeiro e Filho. Citação de 1922: “Raymmundo Ferreira Vaz com engenhoca para fabricar mel no Rio Quianduba”.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO QUIANDUBA
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté
 Rio RIOZINHO
Rio SAPOCAJUBA
Abriga a Comunidade S. Raimundo, com a festa do mesmo santo na capela da comunidade e a Escola Bom Pastor. Nessa localidade existiam alguns engenhos na antiga cidade de Abaeté. Vide Engenhos em Abaeté.
Rio SARAPUQUARA
Rio SYRITUBA
Luciano Antonio dos Santos, 1922.
Comunidade Santa Maria, no Rio Sirituba. Abriga a Comunidade Santa Maria. Rio TABATINGA
Margina a Ilha de Tabatinga. Na Ilha de Tabatinga existe o Furo do Boto. Abriga uma secretaria da Colônia de pescadores Z-14 e a Comunidade N. S. do Perpétuo Socorro.
Rio TAUÁ
Abriga a Comunidade S. Sebastião.
Rio TAUERÁ DE BEJA
Suas águas deságuam na Baia do Capim. Abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Local onde a família de Raymmundo Pauxis possuíam um sítio e onde essa família promovia anualmente a Festividade de São Raimundo Nonato. O Tauerá de Beja abriga a Escola do Baixo Tauerá.
Comerciantes no RIO TAUERÁ DE BEJA
No Tauerá de Beja existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922, cujos proprietários eram: Venâncio Bahia.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TAUERÁ DE BEJA
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté. Júlio Luzio, era tutor de Maria Fernandes Silva/Marocas. Latino Lídio da Silva veio, a pedido de Júlio Luzio, tomar conta do engenho de propriedade do esposo da Sra. Jovita, engenho às margens do Rio Tauerá.
Rio TAUERÁ-AÇU/TAUERAÇU
Nada tem a ver com o Rio Tauerá de Beja. É afluente do Rio Maratauíra, pela margem direita. Abriga a Comunidade N. S. Santana.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TAUERÁ-AÇU
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Rio TAUERÁ-MIRY
Rio TAUERÁZINHO.
Famílias originárias do Rio Tauerázinho: Hermínio Ribeiro. Era pescador e agricultor e morava na localidade Rio Tauerázinho. Era c/c Estefânia com quem teve os seguintes filhos: Francisco, Caboquinho, Pedrinho, Filoca, Zezinho, Antonico, Luci e Iró. Quase todos se mudaram para Belém/Pa. Filhos de Hermínio e Estefânia: Caboquinho Ribeiro. É casado e tem filhos e mora na Rua dr. Assis em Belém. Pedrinho Ribeiro. Comerciante de pescado, era c/c Lourdes Rodrigues e tiveram filhos. Pedrinho morava em Abaetetuba e já é falecido. Iró Ribeiro. É a sogra do major Joaquim Sousa de Abreu.
ANTIGOS ENGENHOS NO IGARAPÉ TAUERÁZINHO
Esse rio possuía importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Rio TIJUCAQUARA
Rio TUCUMANDUBA
É um rio de média profundidade e fica nos limites com o município de Igarapé-Miri. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14. Festas de santos no rio Tucumanduba: Comunidade N. S. de Lourdes, no Baixo Tucumanduba. Comunidade N. S. de Guadalupe, no Médio Tucumanduba. Comunidade S. João Batista, no Rio Tucumanduba. Freteiros no Tucumanduba: Freteiro: Capitão João dos Reis e Silva, Canoa Brazileira, no Rio Tucumanduba; Freteiro: Aristides Silva & Cia., Canoa Elegante, no Rio Tucumanduba. ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TUCUMANDUBA
O Rio Tucumanduba era um pólo comercial/industrial de Abaeté. Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Rio TUCUMANDUBAZINHO
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO TUCUMANDUBAZUNHO
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté.
Rio URUÁ
Rio URUCURI
Abriga a Comunidade Menino Deus.
Rio VILHENA
Localidade onde existiram importantes comerciantes e donos de engenhos de cana-de-açúcar no tempo em que a cidade se chamava Abaeté/Pa. Vide Engenhos em Abaeté.
Comércios: Silva & Mendes, no Rio Vilhena.
Rio XINGU
Que abriga a Escola Santo Afonso. É um afluente do Rio Urubuéua.
Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Rio Xingu, festa de Santo Afonso, na capela da comunidade. Ano de 2005. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 de Abaetetuba e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
COMERCIANTES NO RIO XINGU
Leopoldo Paes, comerciante no Rio Xingu, anos de 1920.
RIO XINGUZINHO

225,00mg
Ferro
1,10mg
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

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