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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Blog do Riba: EDUCAÇÃO NO RIO GUAJARÁ DE BEJA

Blog do Riba: EDUCAÇÃO NO RIO GUAJARÁ DE BEJA: Trabalho parcial executado pelos professores do SOME, no primeiro módulo do ano de 2007, no Rio Guajará de Beja, localidade do municípi...

EDUCAÇÃO NO RIO GUAJARÁ DE BEJA

Trabalho parcial executado pelos professores do SOME, no primeiro módulo do ano de 2007, no Rio Guajará de Beja, localidade do município de Abaetetuba.
A educação da localidade do Rio Guajará de Beja está distribuído nos seguintes níveis: ensino infantil, fundamental menor, fundamental maior e ensino médio, através do Projeto Especial da Secretaria Executiva Estadual de Educação denominado de Grupo Especial de Ensino Modular(GEEM), funcionando em duas escolas municipais: Escola Municipal “Raimundo Sarges da Rocha” e Escola Municipal São Francisco Xavier.
A Escola Municipal “Raimundo Sarges da Rocha, localiza-se nas margens do Rio Guajará de Beja, no município de Abaetetuba, originou-se pelas forças de vontade e atitudes partidas de duas professoras da época: a professora Benigna Xavier da Silva e a professora Maria Madalena Baia e Baia,que reunindo a comunidade proporam a construção de um barracão, onde pudessem exercitar suas atividades,pois, as mesmas trabalhavam em suas próprias residências, por não terem apoio da Prefeitura.Apesar de terem reivindicados vários pedidos não foram atendidas. A reunião foi realizada no mês março de 1990 na residência do senhor Raimundo Soares da Costa, que após, as explicações das necessidades vividas decidiu doar uma área de terra, medindo 30 m x 60 m para a referida construção acima citada e os demais materiais necessários foram doados pelos doze pais de alunos presentes na reunião. No ano de 1991 iniciaram-se as aulas no barracão que encontrava-se apenas coberto e aterrado.A comunidade reuniu-se,novamente, desta vez para escolher uma pessoa para coordenar a Escola, onde indicaram a professora Maria Madalena, e as demais professoras da localidade reuniram-se, e a partir daí foi formado o grupo de professoras e funcionários da Escola. Também, foi escolhido pela comunidade uma pessoa para ficar responsável pela construção da mesma, sendo ela o senhor Angelino Baia, que por ter uma boa amizade com o senhor Afonso Sarges da Rocha, empresário na época conseguiu auxílios para término da construção.
Após uma visita na localidade, o empresário se prontificou em ajudar a comunidade construindo mais uma sala de aula, uma cozinha e um banheiro, sendo ela toda de madeira.
Cumprindo-o com a sua palavra pediu aos moradores da localidade que registrasse a escola em homenagem a seu pai, o senhor Raimundo Sarges da Rocha(In memorian) popularmente conhecido como “Seu Dedico”. Por ele ser filho da localidade e sempre ter lutado em favor do bem da comunidade.
Em 1998, a comunidade recebeu a visita do Prefeito na época, o senhor Elzemar da Silva Paes, juntamente com o senhor José Miguel da Rocha e o senhor Afonso Sarges que anunciaram a construção da nova escola,agora de alvenaria, a qual foi construída sendo inaugurada no dia 02 de março de 1999.
Hoje a escola com 16 anos de existência é formada por 05 salas de aula, secretaria, depósito de alimentos, banheiro dentro e fora do prédio, cozinha,energia elétrica,poço artesiano, PDDE, merenda, livros didáticos e conselho escolar. É composta por 14 funcionários, sendo 11 professores, um vigia e duas serventes. Atende cerca de 370 alunos, divididos em 18 turmas : 03 turmas do infantil, 05 turmas do ensino fundamental menor, 04 turmas do fundamental maior, 03 turmas do ensino médio, através do Programa Especial da Secretaria Estadual de Educação denominado de Grupo Especial de Ensino Modular (GEEM), 02 turmas do Projeto de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) e uma turma do Projeto Vale Alfabetizar,um Programa realizado pela Fundação Vale do Rio Doce. A escola funciona nos horários da manhã,tarde e noite.
Tem atualmente como coordenadora a professora Márcia Valéria Baia.
Outra escola importante para a comunidade é a Escola Municipal São Francisco Xavier, localizada nas margens do Rio Guajará de Beja, município de Abaetetuba, originou-se através das reivindicações feitas pelos pais de alunos da comunidade, que moravam distantes e tinham que atravessar o Rio enfrentando maresias,chuvas e sol, muitas vezes a remo,pois, eram raras as embarcações motorizadas nessa época,para chegarem,até a Escola Municipal”Raimundo Sarges da Rocha”,a única escola, até então existente na localidade.Foi então que a comunidade, durante uma missa na Igreja de São Francisco,dirigida pelo Padre Antônio, pediram auxílio para construir uma escola para que pudesse diminuir as dificuldades vividas. Passados alguns meses, o Padre Antônio, juntamente com o senhor Francisco Xavier e com a ajuda do Deputado João de Deus, conseguiram recursos para a construção de uma escola que registraram com o nome do padroeiro da comunidade: São Francisco Xavier, por acreditarem que ele foi quem mais contribuiu para que o projeto fosse realizado.
No ano de 2000 iniciou-se a construção e no ano seguinte as aulas, com o prédio ainda não concluído. Após três anos, no ano de 2005, o prédio apresentou más condições,devido a esse acontecimento a escola foi obrigada a transferir-se para o Centro Comunitário próximo da escola, onde está até hoje. A escola atende 60 alunos matriculados,divididos em 03 turmas: uma turma do infantil, uma turma do fundamental menor e uma turma do Projeto de Educação de Jovens e Adultos(PEJA). Com 04 funcionários, sendo três professoras e uma servente. O Centro Comunitário (escola) é dividido em 03 salas de aula, uma cozinha e um banheiro.
A escola recebe a merenda escolar, o livro didático, tem energia elétrica, PDDE via prefeitura e conselho escolar.
Tem como responsável a professora Miriam Catarina Xavier Gomes.

CAUSOS DO RIO GUAJARÁ DE BEJA

Pesquisa parcial executada pelos professores Cosmo Cabral, de Geografia; João Sérgio de Sociologia e Ribamar de Oliveira de História, na localidade do Rio Guajará de Beja, no município de Abaetetuba, juntamente com os alunos do ensino médio, no ano de 2007.
Zé Maré
Certa vez um homem pescador, chamado Zé Maré, fez um pacto com o demônio, à proposta seria a seguinte: se o demônio lhe proporcionasse pescarias com sucesso, ou seja, ele pegasse bastantes peixes, então Zé Maré iria enfrentar o demônio em um duelo. Ele fez esse pacto porque na época aconteceu uma escassez de peixe (pouco peixe na pescaria).
Sendo que o demônio aceitou o pacto com Zé Maré. Zé Maré fez boa pescaria, isto é, pegou peixe em abundância. Então, chegou o momento de cumprir sua parte no pacto. O duelo seria com cacetes e Zé Maré deveria levar os cacetes, então pensou:
- Vou levar um cacete leve e um pesado. Darei o leve para o demônio e ficarei com o pesado. Assim se for derrotado pelo demônio, não vou sentir muita dor, pois o cacete que darei a ele será o leve.
Chegou o dia e a hora de Zé Maré cumprir sua parte no pacto, tendo preparado os cacetes seguiu viagem para o local designado, que seria no meio da mata. Chegando lá se deparou com uma enorme labareda de fogo que seria o demônio, Zé Maré, ficou tão assustado, desesperado, que ao invés de dar o cacete leve para o demônio, deu o pesado e ficou com o leve, e logo foi derrotado. Sendo atingido por duas pauladas que lhe atingiu a costa.
Hoje Zé Maré carrega consigo as marcas do confronto de dois enormes caroços provocado pelas pauladas.
Seu Maurício
Certa vez, seu Maurício e seu avô foram pescar de espinhéu,às 4:00 da madrugada na Baía.
Chegando à boca do Rio Guajará de Beja, eles lançaram o espinhéu.No momento que puxaram para ver se havia peixes, tiveram a decepção de não conseguir pegar nada.
Então decidiram ir para um ponto mais a baixo, conhecido na região como Aracuquara. E lá voltaram a lançar o espinhéu enquanto aguardavam para que pegassem algum peixe, então seu Maurício se depara com um enorme navio todo iluminado que vinha em sua direção. Então espantado ele dirigiu a palavra a seu avô dizendo: - que lhes aconteceria um acidente senão saíssem imediatamente, apontando o navio que vinha em sua direção.
O avô, porém, olhou e falou:
- Não meu neto, não se preocupe com isso nada vai acontecer.
Foi então que aquele enorme navio passou por eles e chegando defronte da boca do rio Guajará de Beja, num instante, desapareceu.
Dizem os antigos que isso era uma cobra encantada, que vivia na Ilha da boca do Rio Guajará de Beja.
Lenda da Solina
Havia uma mulher chamada Solina, que vivia no Rio Guajará de Beja, e estava grávida de gêmeos. Porém, no dia de Solina dá a luz, a parteira teve o choque de presenciar o nascimento de uma criança e uma cobra. Então, ela fez conhecer aos familiares, e, devido o filhote de cobra ter nascido de Solina,a família decidiu não matar o filhote de cobra e sim deixar nas águas do Rio Guajará de Beja.
Porém, Solina tinha o mesmo afeto pelo filhote de cobra e pela criança normal. Dessa forma ela amamentava o filhote de cobra todas as noites, assim ela se desenvolvia e crescia assustadoramente, se tornando a maior cobra já vista na região. E ficou conhecida como Cobra Grande e todos os moradores da região temiam a ela.
Passado anos, Solina que seria sua mãe veio a falecer. Os familiares entenderam que essa notícia chegasse ao conhecimento da Cobra Grande a mesma poderia vir ao encontro da mãe, e, foi então que decidiram não esperar completar às 24 horas após falecida para então efetuar o enterro. Na mesma hora providenciaram o caixão e as demais coisas necessárias e partiram em direção ao cemitério da Vila de Beja.
A via de acesso do Rio Guajará de Beja para a Vila de Beja, mais usada na época era o furo de cima e furo de baixo. Sendo que o furo de cima é possível trafegar por ele em maré mais baixa. Então como a maré estava baixa, não muito, os familiares da falecida decidiram prosseguir o trajeto pelo furo de cima.
Porém, a Cobra Grande soube antes mesmo de eles chegarem ao Rio Arapiranga.
A Cobra seguiu atrás do cadáver, percebendo que não iria alcançá-los decidiu fazer um atalho e fez um percurso pelo meio da mata e devido ser grande, por aonde ela ia passando ia rasgando a terra, a ponto de ir ficando uma terceira varada para a Vila de Beja. E mesmo assim não conseguiu alcançar.
Tempo depois esse furo que a cobra fez recebeu o nome de Solina em homenagem ao nome da mãe da Cobra Grande.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

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