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sábado, 22 de novembro de 2014
Belém, Rumo aos Seus 400 anos
Belém, Rumo aos Seus 400 anos
História e Memória.
Fonte: Prof. Marcos Antônio Leite Lopes Filho
O que é memória? Como a história
se relaciona com a memória? Quais os aspectos e suas ligações e como sucede
esta interação? Quando tomamos consciência, vemos que realmente, no cotidiano,
temos por base a iniciativa de buscarmos constantemente lembranças, quando
questionadas ou tomadas por outras formas. Desde os primórdios, o homem buscava
a cada momento dominar a memória, procurando atalhos, fazendo com que a
memória, quando fosse solicitada, estivesse em ordem de uma maneira simples
para a procura de alguma eventual lembrança pertinente. Com o decorrer dos
séculos, muitos mecanismos foram usados para tornar a busca de alguma
lembrança, ou fixar acontecimentos, mais simples e precisa, com auxilio de
muitos objetos.
Mas, para que serve a memória? A
memória serve como base para guardar informações que futuramente possamos
precisar. Com ela, podemos projetar nosso futuro de acordo com nossas
características, de acordo com o EU. Sim O EU, que é a consciência
superficial e profunda do que somos (algo muito subjetivo), pois quando
pensamos e reunimos lembranças do passado, estas nos servem de base para
projeções futuras. É na memória que encontramos experiências, pertinentes em
nossa vida. Elas são armazenadas para que futuramente possamos recorrer a elas
como suporte para resolver algo, ou apenas para lembrar onde deixamos uma
bolsa, um livro ou algo que nos seja importante. Mas, como a lembrança se
relaciona com a memória? A lembrança é um mecanismo usado para trazer situações
vividas a partir de estímulos externos, evocando o passado, fazendo com que
nossas experiências, quer seja em grupo ou individualmente, não caiam no
esquecimento.
A memória é instigada de várias
formas, desde uma simples conversa a um questionário na escola. O que de fato
vale salientar é a importância da memória em nossos dias. Hoje em dia, parece
ser bem simples e a usamos com tanta frequência que nem chegamos a perceber que
dependemos dela diariamente para viver. Existiram muitos métodos para se
guardar a memória, pois tudo que se passava podia cair no esquecimento, e com
estas preocupações chegaram vários artifícios e mecanismo para auxiliar o
passado tornando-o mais presente à medida que procurássemos com mais
facilidade. Com o passar dos séculos, a memória encontrou muitos aliados
Fotografia: Fenômeno que guarda o tempo na memória
e cristaliza o momento tendo grande impacto visual, uma dos mecanismos aliados
à memória
Foram classificados três diferentes tipos de memória:
Memória especifica: Para
definir e fixar comportamentos de espécie de animais; Memória Étnica: Que
assegura a reprodução de comportamentos nas sociedades humanas e Memória
Artificial: usada eletronicamente, sem recursos ao instinto ou reflexão,
questionada pelos conservadores, tendo como grande exemplo: computadores e HD
externos.
Objetos Biográficos
Na casa de cada um de nós existe
um objeto ligado diretamente à nossa memória. Nós o utilizamos como atalho para
lembranças, às vezes adormecidas, que estão deixadas de lado. Estes objetos são
chamados de objetos biográficos, isso mesmo, estes objetos convivem
conosco e estamos rodeados deles diariamente, eles nos acompanham na longa
jornada da vida, carregados de um valor emocional, e sentimos que os tais
objetos fazem parte de nós mesmos, um fragmento de uma etapa da vida, de uma
fase boa ou ruim, enfim, os objetos biográficos alimentam nossa memória,
embevecem nossas lembranças. Estes objetos também envelhecem, existindo um
vínculo afetivo com o possuidor. Um exemplo a respeito de objetos que nos
remetem a lembrança é a fotografia, ou mesmo objetos usuais, como um relógio
que ganhamos de alguém muito especial em uma data marcante, este objeto é
comtemplado de maneira intima, rememorando, passeando pelas lembranças,
procurando vestígios do passado e associando o momento em que a imagem foi
cristalizada, este objeto biográfico tem o poder de penetrar e trazer o que
poderia se tonar esquecido.
Objeto biográfico: Usados
por muitos, este objetos nos remetem a lembranças a cada momento que o
consultamos, todo objeto tem um valor emocional ligado ao possuidor seja
ele agradável ou desagradável.
Memória Coletiva
No dia-a-dia nos comunicamos
constantemente e certas vezes usamos a Memória coletiva. Na verdade, como
ocorre este processo? Dentro do nosso cotidiano, sem percebemos, utilizamos
memórias coletivas e individuais. Passamos por experiências dentro de grupos,
nestes grupos cada individuo tem experiências vividas, mas, de acordo com sua
personalidade e o modo como se socializa, cada um as vê de forma diferente, de
acordo com sua perspectiva. As experiências individuais cercam o indivíduo,
trazendo novas reflexões do passado. A memória é uma peça importante no nosso
cotidiano, uma peça importante e bastante complexa. Apesar da importância pouco
se sabe e se discute a respeito da memória e suas especificações. A memória se
relaciona com a História dependendo de como ela é usada. A partir disto, se
constrói algo que nenhuma máquina consegue de uma maneira tão subjetiva.
É comum existirem celebrações de
dias festivos, relacionados a momentos considerados importantes. De certa
forma, não vemos nada demais nisso, as celebrações parecem monótonas e sem
intenção alguma, mas tal celebração é vinculada, por fim, a uma lembrança
coletiva, e na maioria dos casos estas celebrações existem por conta de fatos
históricos, algo que se passou e vamos comemorar a cada ano naquele dia em que
se concretizou tal situação.
Estas comemorações existem desde
muito tempo. Porém, do final do século XVII até o fim do século XVIII, na
Europa, podemos ver, de certa forma, um declínio relativo a uma das modalidades
de rememoração e lembrança coletiva: a comemoração dos mortos. Os túmulos,
incluindo dos reis, são abandonados, os cemitérios tornam-se desérticos e
muitos atribuem este esquecimento ao protestantismo.
Mas, à medida que seguia a
Revolução Francesa, houve um retorno à memória dos mortos nos países europeus,
com monumentos, inscrições funerárias e rito da visita ao cemitério, tendo
algumas transformações, adaptações e inovações. Com certo tempo, foi atribuída
grande importância ao calendário, onde se constituía uma rememoração em datas
comemorativas.
Como havia comentando há algumas
linhas atrás, a comemoração no século XIX apropria-se de novos instrumentos que
são usados como suporte: medalhas, moedas e selos de correios que se
multiplicam.
A partir do Século XX, surgiu um
fenômeno que revolucionou a memória coletiva: o mesmo se deu após a Primeira
Guerra mundial, com a construção de monumentos aos mortos em batalha; a
comemoração funerária encontra assim, um novo desenvolvimento, e em alguns
países foi desenvolvida a prática de construção de túmulos de soldados
desconhecidos, onde são ultrapassados os limites da memória.
A história usa a memória como
apoio para fixar e cristalizar situações históricas. Ela é um elemento que
podemos dizer que é essencial à história, alimentando-a e fazendo com que o
passado sirva ao presente e ao futuro, construindo novos horizontes que podem
ser contemplados.
(Texto do Prof. Marcos Antônio Leite Lopes
Filho, da redação d'O Historiante)
Fonte abaixo: http//:ruasnosolhos.wordpress.com
Texto de Mariano Klautu Filho
Imagens de Ruas nos Olhos
História e Memória de Belém
Para serem lembrados nos descasos dos festejos dos 400 anos de Belém
Belém e o ano 400 – Louvor ao monumento e indiferença ao patrimônio
"O 'monumento' dos 400 anos de Belém – especialmente visto em sua composição com o prédio do Banco Central – é um signo contundente da relação estreita com os apagamentos dos patrimônios históricos durante o período ditatorial", lembra Mariano Klautau no texto especialmente enviado ao blog.
Quando vimos os resultados no primeiro turno das eleições em Belém, notamos que um ampla faixa de eleitores que depositaram confiança em candidatos como Úrsula Vidal (Rede-PA) e Carlos Maneschy (PMDB-PA) desejavam uma campanha com discussões e propostas mais qualificadas.
E, como não pretendemos neutralidade alguma por descrença em relação ao projeto político atualmente em vigor no município, escrevemos a alguns pesquisadores e intelectuais que apoiam Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) neste segundo turno, a fim de conhecermos mais das políticas e ações que marcaram as gestões do candidato frente à prefeitura (1997-2004) e fazem do seu atual projeto novamente defensável nestas eleições.
Após a consulta, o fotógrafo e pesquisador Mariano Klautau Filho gentilmente enviou o texto “Belém e o ano 400 – Louvor ao monumento e indiferença ao patrimônio”.
“O ‘monumento’ dos 400 anos de Belém – especialmente visto em sua composição com o prédio do Banco Central – é um signo contundente da relação estreita com os apagamentos dos patrimônios históricos durante o período ditatorial”, lembra Mariano Klautau no texto especialmente enviado ao blog. @BrendaTaketa
Nessa primeira reflexão partilhada pelo blog, Mariano aborda o abandono pelo governo de espaços do centro histórico da cidade, como o Palacete Pinho, a Travessa Leão XIII, o Largo das Mercês, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira.
Ociosos ou em estado de extrema deterioração, esses prédios e locais históricos poderiam articular instituições e políticas voltadas à produção de cultura em diversos níveis, ao uso coletivo e a atividades de educação, como bem lembra.
Ele também lembra que a interlocução entre a comunidade e o poder público foi perdida nos últimos doze anos de administração municipal.
“O resultado disso é que chegamos aos 400 anos de Belém diante de uma cidade em frangalhos, distante do exercício democrático e cuja única preocupação parece ter sido a construção de um ‘monumento comemorativo’ sem a menor consulta à população. Simplesmente imposto à cidade, tal aberração é a metáfora perfeita de um estilo anacrônico importado do auge da ditadura: 12 metros feito de concreto armado, granito e aço (!), bem ao estilo dos tempos de Médici ou Geisel”, aponta, numa reflexão contundente sobre as relações entre ética e estética, entre o patrimônio histórico e o projeto autoritário exercido pelos governos de Belém nos últimos três mandatos de Duciomar Costa (2005-2012) e Zenaldo Coutinho (2012-2016).
Leia na íntegra:
“A impressão que temos é a de distância do dia 12 de janeiro.
No entanto, ainda estamos em 2016, período em que a cidade de Belém completa seus 400 anos de fundação. A capital mais importante do norte do Brasil, cuja história cultural singular possui uma dinâmica que mantém tanto suas potencialidades regionais quanto sua sempre renovada vocação cosmopolita, agoniza a olhos vistos. A cidade dos 400 anos é um índice da indiferença dos seus gestores.
Não há o que comemorar em 2016, ano que se arrasta lentamente por uma administração displicente e preguiçosa. Os sinais de terra devastada são visíveis e o desapego ao patrimônio e ao meio ambiente urbano é crescente há pelo menos uma década.
Belém está sem calçadas, suja, sem lixeiras e sem campanha educativa ou coleta seletiva de lixo. Uma cidade sem árvores, nem projeto efetivo de replantio e arborização. E sem nenhuma perspectiva, se a gestão atual se mantiver por mais quatro anos. Os doze anos de Duciomar Costa e Zenaldo Coutinho foram devastadores para Belém, seu patrimônio urbano, sua riqueza arquitetônica. Muitos são os exemplos, mas podemos citar alguns casos inadmissíveis.
Lembremos do Palacete Pinho, que antes mesmo de inaugurar sua reforma, já começou a se deteriorar mais uma vez.
Foi inaugurado em 2008 sem projeto de uso e hoje continua sem a devida atenção da prefeitura. O Pinho encontra-se fechado; separado da população e portanto entregue a um novo ciclo de abandono. É inacreditável a ausência de preparo intelectual dos profissionais representantes das últimas administrações em relação àquele espaço que custou tanto para ser reformado e poderia tornar-se um bem público voltado para a educação. Uma Escola de Música em parceria com o Conservatório Carlos Gomes ou a Universidade Federal do Pará (UFPA)? Uma Oficina de Artes Visuais em parceria com a Fotoativa e o (extinto) Instituto de Artes do Pará? Ou um centro de residências artísticas abrangendo literatura e audiovisual em parceria com as universidades públicas? Está faltando tutano a essa gente ou seria mesmo absoluto desprezo pelo potencial que a arte tem para a formação da cidadania?
A Travessa Leão XIII, um dos conjuntos mais significativos do centro histórico, jamais recebeu do poder público projeto de revitalização à altura de sua importância arquitetônica.
Hoje o lugar exala um mau cheiro insuportável e parece cenário de guerra após o imenso incêndio que lhe levou um grande pedaço. Quem irá, de fato, fazer alguma coisa pela Leão XIII nesta gestão atual? Essa travessa poderia ser lugar de estudos e pesquisas para alunos de arquitetura e história, articulado a projetos de residência para estudantes, pesquisadores e professores visitantes.
Travessa Leão XIII, abandonada pelo poder público, imagem em pinhole @Ionaldo Rodrigues
O Largo das Mercês e sua igreja de rara fachada convexa se transformou em acúmulo de lixo.
O largo revela a mentalidade dos gestores da cidade: incapazes de educar, propor alternativas, zelar pelo espaço público e normatizar a ocupação e o fluxo dos carros naquela zona, impõem ao espaço e às pessoas enormes blocos de cimento dispostos precariamente para impedir a subida de automóveis nas calçadas da praça. Além de demonstrar ineficiência e autoritarismo, a atual gestão não sabe sequer valorizar a reforma promovida nos casarões que abrigam a Secretaria de Finanças (SEFIN), nem dar dignidade à atuação da Associação Fotoativa que ocupa um dos casarões da praça.
A gestão atual de Zenaldo Coutinho não consegue enxergar que dali, do antigo Largo das Mercês, irradia-se para todo o Brasil o trabalho de uma instituição reconhecida por suas atividades educativas e artísticas com a linguagem fotográfica e em prol do patrimônio público. A gestão atual simplesmente não vê que o trabalho da associação promove a cidade há mais de três décadas. Sem conhecimento e consciência histórica não há chance de desenvolvimento.
Vista do Largo das Mercês, onde hoje enormes blocos de cimento impedem a subida de automóveis nas calçadas da praça @Ionaldo Rodrigues
A Ladeira do Castelo é outro lugar importante para o exercício da dinâmica da cidade, mas está imunda, desprezada e soturna.
Rua emblemática do início da cidade, permanece sem investimento público. Seus sobrados poderiam abrigar espaços de convívio com a cidade: associações de feirantes do Ver-o-Peso, salas de cinema, oficinas de educação patrimonial, albergues e galerias de arte.
Sabe-se que o casario pertencente à Arquidiocese de Belém foi doado à UFPA, e que entre 2010 e 2011 – administração de Duciomar Costa – o Fórum Landi, projeto da universidade federal, estava na coordenação de restauração desse patrimônio, às voltas com projetos da prefeitura submetidos à aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). É surpreendente observar a inoperância de todas as instituições envolvidas. Afinal, já são cinco anos que nos separam desse período. A ladeira que simboliza o início da história da cidade continua sofrendo a indiferença e a ignorância das gestões municipais, estaduais e federais.
Ladeira do Castelo: pedestres disputam espaço com resíduos e carros @Brenda Taketa
Ainda no Ver-o-Peso temos o descaso vergonhoso com o Solar da Beira.
Reformado e posteriormente ocupado por atividades culturais em gestões públicas entre o final dos anos 1990 e início de 2000. Hoje, o Solar é uma edificação apodrecida no meio da feira. Lembro-me de ter assistido peças de teatro lá e especialmente participado de debates importantes sobre a preservação daquela área em que a comunidade discutia as soluções e melhorias para Cidade Velha e Campina com os representantes dos órgãos de patrimônio histórico.
Tais encontros eram promovidos pela gestão de Edmilson Rodrigues e criavam um ambiente de interlocução necessário e saudável para a construção da cidadania e do valor de pertencimento à cidade. Haviam divergências nos debates, é certo, mas todas muito bem vindas pois fomentavam um processo natural da discussão política.
O último acontecimento que marcou o Solar da Beira, foi a ocupação de artistas e estudantes de arte em maio de 2015. Eles abriram o espaço para questionar seu abandono e reivindicar seu uso para atividades culturais. Foram quase três semanas de ocupação com exposições, música, oficinas, intervenções, visitas de escolas públicas. A prefeitura respondeu à utilização saudável do Solar com uma ordem de reintegração de posse. Uma atitude agressiva que representou a violência com que a gestão municipal tem tratado aquele patrimônio.
A interlocução entre comunidade e o poder público foi perdida nos últimos doze anos de administração municipal.
O resultado disso é que chegamos aos 400 anos de Belém diante de uma cidade em frangalhos, distante do exercício democrático e cuja única preocupação parece ter sido a construção de um “monumento comemorativo” sem a menor consulta à população. Simplesmente imposto à cidade, tal aberração é a metáfora perfeita de um estilo anacrônico importado do auge da ditadura: 12 metros feito de concreto armado, granito e aço (!), bem ao estilo dos tempos de Médici ou Geisel. Curiosamente a construção se harmoniza com o sinistro prédio do Banco Central, aquele que corta brutalmente a volumetria e o desenho do casario da Boulevard Castilho França.
A semelhança estética entre o ‘monumento’ dos 400 anos e o Banco Central não é tão casual como se pode supor, e sim muito sintomática no que se refere à representação do desolamento observado no trato do patrimônio histórico de Belém.
Tanto o ‘monumento’ quanto o banco simbolizam estéticas monolíticas erguidas ao estilo do projeto político desenvolvimentista das ditaduras militares. Tais monumentos e edifícios “modernosos” são reflexos da exterminação das arquiteturas modernas ou coloniais – que formaram a história urbana do país. São muitos os casos ocorridos nas capitais brasileiras, especialmente ao longo da década de 1970.
Em Belém, podemos citar pelo menos dois casos: o “Buraco da Palmeira” e o Hotel Hilton (hoje rebatizado com o esquisito nome de “Princesa Louçã”).
Esses lugares, que antes abrigaram a Fábrica Palmeira – cujas ruínas foram fotografadas por Janduari Simões em 1975 – e o Grande Hotel – construído em 1913 e destruído na segunda metade de 1970 – poderiam, hoje, recontar de modo mais critico a história da cidade. Tanto a Fábrica Palmeira quanto o Grande Hotel eram matéria concreta da história cultural e econômica de Belém. A Palmeira foi um autêntico projeto do empreendimento paraense fundado no final do século XIX: fábrica de massas, doces, biscoitos e chocolate, com moagem e torrefação de café e que incluía uma elegante confeitaria.
O hotel surgiu da influência europeia, nascido da economia da borracha, foi revitalizado no contexto dos anos 1940 sob a lógica da economia norte-americana, interessada em investir na Amazônia. Muitos mais se aprenderia e se pesquisaria com a manutenção desses patrimônios arquitetônicos. Ambos foram apagados do traçado da cidade e se transformaram em cicatrizes silenciosas, invisíveis para o pensamento crítico da comunidade.
O ‘monumento’ dos 400 anos de Belém – especialmente visto em sua composição com o prédio do Banco Central – é um signo contundente da relação estreita com os apagamentos dos patrimônios históricos durante o período ditatorial.
É índice de um modelo de política municipal que não insere o debate, o diálogo e ignora os profissionais e pesquisadores de arquitetura e urbanismo no processo de desenvolvimento da cidade.
A Boulevard Castilho França e a Praça dos Estivadores não precisavam de monumento. O que a prefeitura fez é crime. Descaracterizou um patrimônio que precisava somente de limpeza e reparos.
O dinheiro envolvido nessa construção daria para refazer calçadas do centro histórico, instalar lixeiras na Presidente Vargas, reformar calçadas da Praça das Mercês, enfim, realizar medidas mais eficazes para o patrimônio urbano.
E os representantes dos Departamentos do Patrimônio Histórico do município e do estado (DPH e DEPHAC, respectivamente) e IPHAN? O que pensaram sobre esse monumento? Qual o papel dessas instituições no momento em que a prefeitura apresentou um projeto desse tipo? O silêncio das instituições e da comunidade foi determinante para que a construção de um horrendo bloco de concreto nos fosse imposta.
Naquele período, início do ano, perto da data de 12 de janeiro o prefeito conseguiu erguer, debaixo de chuva, sua obra tardiamente iniciada. Ele também promoveu shows musicais em homenagem à cidade, cumprindo assim seu papel de político brasileiro forjado nos moldes do personagem de Dias Gomes, o atualíssimo Odorico Paraguassú, uma referência importante para se entender a prática da política brasileira que insiste em inaugurar obras desnecessárias, gastar dinheiro público e ignorar a democracia.
O ‘monumento’ dos 400 anos é um acinte ao patrimônio histórico de Belém. Não será apenas mais um equipamento urbano a obstruir o conhecimento histórico da cidade de Belém e a descaracterizar seu desenho arquitetônico, fato que já é suficientemente predador.
O ‘monumento’ erguido no início deste ano em homenagem aos 400 anos de fundação de Belém também significa o silêncio da população diante dos vários equívocos construídos pelas administrações públicas sem que houvesse uma consulta mínima aos historiadores, arquitetos e urbanistas. O monólito do Zenaldo não é apenas de sua administração. Ele dialoga tanto com o Chapéu do Barata da administração de Hélio Gueiros quanto com a Coluna da Infâmia da gestão de Edmilson na Praça do Operário, cada um abrigando em seu processo diversos e sutis níveis de representação do poder.
É preciso estar alerta para combater esse tipo de ação. É preciso lembrar a necessária relação entre ética e estética.
Estamos em um momento extremamente crítico que significa perdas irreparáveis para a cidade de Belém. Estamos vivendo uma situação que nos exige a retomada elementar do debate democrático e da participação mais ampla da população nas decisões sobre a cidade. E acredito, sinceramente, que o Edmilson Rodrigues seja essa possibilidade de retorno ao diálogo.”
—
Mariano Klautau Filho é fotógrafo e pesquisador, com doutorado em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (Eca-USP).Mora e experimenta o cotidiano de problemas acumulados no bairro histórico da Campina.
É professor da Universidade da Amazônia e coordenador e curador independente em projetos como “Fotografia Contemporânea Paraense – Panorama 80/90”, “Colóquio Fotografia e Imagem” da Fotoativa e “Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia”. Possui obras em acervos de diversos museus localizados em Curitiba, São Paulo e Belém.
—
Texto: Mariano Klautau Filho | Edição: Brenda Taketa | Imagens:Blog Rua nos Olhos.
História e Memória de Belém
Para serem lembrados nos festejos dos 400 anos de Belém
Belém possui uma imensa orla e grande parte se encontra
completamente abandonada e degradada, exceção do Portal da Amazônia
que foi inaugurado em terça parte do projeto original, do acanhado espaço Ver-O-Rio
e outros poucos pontos da orla
É muito triste ver Belém caminhado para os seus 400 anos de História e não se vê um projeto consistente dos governantes sobre o aspecto Histórico que mostrem Belém completando os seus 4 séculos de História. E o que mostra a História de uma cidade é a conservação de seu Patrimônio Histórico, especialmente o Patrimônio Arquitetônico.
Prédios que foram construídos no Ciclo da Borracha
ainda podem ser avistados na orla de Belém. Das Docas
de Belém, muito pouco foi preservado no tocante à
História da Navegação no Pará
Prédios que contam a História das riquezas arquitetônicas
construídos no Ciclo da Borracha foram restaurados e hoje
estão sem uso e relegados ao abandono
Os raros e coloridos azulejos que recobrem as fachadas
dos casarões de Belém contribuem para se definir Belém
como a mais lusitana do Brasil, mas os azulejos estão sumindo
desses históricos casarões pelo descaso com a História da
mesma Belém
Prédios abandonados existem às centenas espalhados pelos
bairros históricos de Belém
O Cemitério da Soledade está completamente abandonado no
centro de Belém e sua diversificada riqueza arquitetônica e artística feita com material importado da Europa estão ali sujeitos ao abandono, ao vandalismo
e da ação inclemente do tempo e em pouco tempo esse que deveria ser
um Parque Histórico será mais um cemitério de nossa cultura e história
Alguns pontos da Feliz Lusitânia já foram restaurados, mas isso é o
mínimo do que ainda poderia ser feito pelo Centro Histórico de Belém
que guarda riquezas arquitetônicas que vêm desde o Período Colonial
do Pará
O Portal da Amazônia seria um projeto que viria ser o maior, mais visível
e possivelmente o mais movimentado de Belém, mas o belo projeto parou
em uma pequena parte da grande orla de Belém, faltando ainda uma
grande parte e a outra parte de saneamento e da urbanização que está patinando no descompromisso
de nossos governantes com o bem-estar dos cidadãos e turistas que poderiam
ajudar o setor de Turismo de Belém.
A navegação fluvial, marítima e internacional possui uma rica
história que ainda não foi pesquisada e contada em forma de memorial
ou museu para a posteridade. São séculos de história da navegação no Pará
e não existe um local onde se possa ver os tipos de embarcações usadas
nos períodos históricos dos 400 anos de Belém e Pará
A iniciativa particular é a que vem falando e mostrando de várias
maneiras a História-Memória de Belém, enquanto que os governantes
ainda estão discutindo em gabinetes o que fazer. Fala-se em melhoramentos
na saúde, na infraestrutura, no saneamento, na educação, na mobilidade
urbana, entre outras coisas, e nada se faz de concreto em favor da Memória
dos 400 anos de Belém, em termos culturais e históricos. É a iniciativa
privada que vem apresentando momentos dos festejos dos 400 anos, como
a mostra do historiador Bruno de Ponte Souza, mostrando "Registros e Memórias
do Ver-o-Peso", que enfatiza a memória do espaço Ver-o-Peso, com atividades,
tipo de navegação em fotos da década de 1940, em mostra no Museu de Artes de Belém,
conforme publicação jornalística de 15.02.2015
Deveria existir um projeto governamental que trabalhasse a Memória de Belém no que diz respeito a preservação do Patrimônio da Capital, projeto este que pudesse envolver a sociedade, escolas, universidades, estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, as mídias digitais e computação, a imprensa, o turismo, órgãos culturais e outros segmentos que tem interesse no assunto.
O projeto deveria, primeiramente, promover uma Educação Patrimonial, visto que Belém, que tem a sua História desde o Período Colonial do Brasil, possui uma imensa quantidade de prédios, monumentos, casarões, igrejas, museus, bairros inteiros que se juntam a outros sítios urbanos e documentais que dão à Belém a sua Identidade de uma das verdadeiras Cidades Históricas do Brasil. Essa História e Memória deveriam ser preservados o quanto antes, pois o descaso e o desconhecimento do valor Histórico de Belém fazem com que essa Identidade Histórica fique esquecida e paulatinamente destruída pela ignorância e descaso com o Patrimônio Público e Privado de Belém, que ruma para os seus 4 séculos de História sem ter muito a mostrar de sua História e Memória. É certo que alguns pontos significativos desse patrimônio histórico foram devidamente revitalizados ou restaurados, mas isso é muito pouco em comparação à totalidade da antiga História de Belém. Por exemplo, a revitalização dos bairros da "Cidade Velha", "Reduto", "Campinas" e outros que deveriam ser prioridades nos projetos governamentais e, pelo que observamos, não é o que acontece aos nossos olhos. Muito se fala nas mídias de "Belém rumo aos 400 anos", mas essas são ações de melhoramentos urbanísticos de Belém e seu entorno, e que isso é obrigação dos governantes assim fazerem.
Monumento
O significado de Monumento
Em 21 de outubro de 2014 as 17h04
Na linguagem popular corrente,
utiliza-se a palavra monumento para designar estátuas, lápides, edificações de
natureza diversa destinadas a perpetuar a memória de alguém ou de alguma coisa.
A noção de monumento, pois, está quase indissociavelmente ligada à ideia de um
objeto material intencionalmente feito ou preservado “ad perpetuam rei
memoriam” - para a perpétua memória da coisa, como se dizia em latim. Ainda na
linguagem corrente do português falado em nossos dias, pode-se usar, por
extensão, a palavra monumento para designar alguma obra que, pela sua
grandiosidade, mereça ter a memória perpetuada. Assim, pode-se dizer que “Os
Sertões”, de Euclides da Cunha, constituem um verdadeiro monumento da
Literatura brasileira.
Etimologicamente, porém, se
recuarmos até a forma latina monumentum, o sentido é bem mais amplo. Monumento
significa “tudo o que lembra alguém ou alguma coisa, o que perpetua uma
recordação, qualquer monumento comemorativo”, mas significa também “monumentos
escritos, marca, sinal por onde se pode fazer um reconhecimento, uma
identificação” (Machado, José Pedro. Dicionário Etimológico da Língua
Portuguesa. Lisboa: Editorial Confluência/Livros Horizonte, 1967, t. II, p. 604,
verbete Monumento).
Na historiografia moderna,
geralmente se associam, mas se distinguem os conceitos de monumento e de
documento. Jacques Le Goff propôs, em História e Memória (Campinas: Editora
Unicamp, 5ª. ed, 2003), essa distinção terminológica e conceitual que, embora
não constitua unanimidade e possa, até mesmo, ser objetável, tornou-se corrente
entre os historiadores. Para Le Goff, monumento é tudo quanto resta do passado;
e documento é o monumento que o historiador seleciona para seu trabalho. Todo
documento é, pois, monumento, mas nem todo monumento é documento. São suas
palavras:
“A memória coletiva e a sua forma científica,
a história, aplicam-se a dois tipos de materiais: os documentos e os
monumentos. De fato, o que sobrevive não é o conjunto daquilo que existiu no
passado, mas uma escolha efetuada quer pelas forças que operam no
desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade, quer pelos que se dedicam à
ciência do passado e do tempo que passa, os historiadores. Estes materiais da
memória podem apresentar-se sob duas formas principais: os monumentos, herança
do passado, e os documentos, escolha do historiador” (op. cit., pp. 525-526).
Para se entender o fundamento da
distinção proposta por Le Goff, devemos analisar a etimologia dos dois termos,
monumento e documento, considerar que, no passado, os sentidos até certo ponto
se confundiam. Documento provém do verbo latino docere, ensinar. Documento é,
pois, sinônimo de ensinamento. O ensinamento pode ser escrito, pode ser oral e
pode também ser simbólico, sem necessariamente se exprimir em linguagem escrita
ou falada. O verdadeiro sentido da palavra documento, pois, vai muito além do
significado estrito de documento escrito, como entendiam os historiadores
positivistas do século XIX (que supervalorizavam o documento escrito e oficial)
e como o linguajar popular corrente consagrou.
A proposta de Le Goff é, de certa
forma, voltar ao sentido mais próximo do original dos termos e designar como
monumento tudo quanto se herdou do passado, em sentido muito amplo e
abrangente. E considerar como documento aquilo que o historiador escolhe para
seu trabalho historiográfico, de acordo com sua criteriologia e sua respectiva
escala de valores. Le Goff restringe, pois, o sentido da palavra documento. Um
escrito do passado que tenha chegado até nós, ainda que perfeitamente
preservado, é um monumento e não é, por si mesmo, um documento; somente será
documento se for selecionado e utilizado por um historiador. Essa distinção tem
algo de arbitrário e, portanto, algo de objetável, mas sem dúvida é muito
clara, didática e funcional, adequando-se perfeitamente às necessidades
terminológicas dos historiadores. Acabou por se impor.
Acrescento que documentos não são
necessariamente materiais. Podem também ser imateriais, quando não se
materializam, não se corporificam. Um exemplo, entre muitos outros: a
existência comprovada, entre os índios brasileiros, de uma versão do mito do
dilúvio universal, com Tamandaré (o “Noé” dos Tupi), é algo imaterial. Mas pode
ser selecionado como documento, por um historiador que relacione esse mito com
mitos análogos provenientes de outras partes do mundo, com relatos bíblicos,
com fontes mesopotâmicas (como a saga de Gilgamesh) etc., com vistas a
sustentar uma eventual tese sobre a remota origem dos índios brasileiros.
Por fim, nem sempre os documentos
são voluntários. Há também documentos involuntários. Alguém pode querer deixar
sua marca na história, perenizando uma lembrança. É o caso, por exemplo, de um
homem primitivo que tenha pintado, na parede de uma caverna, uma cena de caça
ou de luta. Esse mesmo homem pode, também, deixar involuntariamente sua marca
na história, se abandonar restos de comida ou um vaso de barro quebrado. Esse
“lixo” pré-histórico, analisado com cuidado, revela uma imensidade de coisas
acerca da vida de nossos ancestrais. É tipicamente um documento involuntário.
Mesmo documentos escritos podem,
contrario sensu, revelar involuntariamente o que não foi intencionalmente
escrito. Certas omissões intencionais são muito reveladoras. Le Goff se
estende, na obra citada, sobre os cuidados que o historiador deve tomar para
não se limitar à letra do texto em si, exclusivamente, como propunham os
positivistas, mas saber ir além do texto, inserindo-o num contexto,
problematizando-o, interrogando o que nele não está dito e questionando o que
nele está dito. Tudo isso constitui tarefa dos historiadores. É o que torna
delicioso o nosso ofício.
Fonte: Armando Alexandre dos
Santos é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro.
Foto de Rui Santos
Belém é cercada por rios e baías, mas com o progresso urbanístico
da Cidade Histórica poucos espaços existem para se contemplar
o mundo das águas que cercam Belém. O projeto Ver-O-Rio é um
desses espaços revitalizados, mas é acanhado e muito pouco divulgado
Estamos aqui falando da História e Memória de Belém, que deveria ser o principal item nos festejos desses 400 anos. Muitas cidades históricas do Brasil, como Salvador, São Luiz e muitas cidades mineiras assim fizeram e hoje estão colhendo os frutos culturais, financeiros e turísticos dessas revitalizações de seus centros históricos.
Os governos municipal e estadual do Pará não possuem sequer um Portal Eletrônico, que pudesse mostrar a História e Memória de Belém e, quiçá, de outras cidades históricas do Pará. Esse portal deveria ser devidamente dinâmico e interativo, com página que mostrasse os prédios e monumentos mais significativos, que mostrasse a História e Memória de cada item e os diversos memoriais que estão relegados ao abandono e descaso, fruto de questões de políticas rasteiras. E dinamicidade e interatividade com a página deveria possuir o que as mídias normais já possuem, ou seja, Postais, Galerias, Jogos e Museus que contivessem a História e Memória de cada item do Patrimônio Histórico de Belém e claro, cada link da página com assuntos direcionados a mostrar a importância e as imagens respectivas de cada monumento, além de mostrar os "Vultos Históricos" envolvidos em cada link cultural.
Foto de Rui Santos
Parte do espaço conhecido como Feliz Lusitânia, no Centro Histórico
de Belém, já foi revitalizado em uma pequena parte, mas a maior parte do Centro Histórico está esperando a devida restauração
É claro que isso levaria a sociedade a conhecer a Identidade Histórica de Belém e a importância de sua preservação. Mas do modo como o Centro Histórico de Belém está relegado ao descaso, seria triste mostrar bairros, ruas, prédios, monumentos, igrejas, casarões, solares, sobrados de Belém e sua Região Metropolitana em completo abandono como realmente se encontram, a não ser ser mostrar alguns itens que já receberam a devida revitalização, como parte da Estação das Docas, do Mangal das Garças e outros que já estão rendendo conhecimentos e valores econômicos para o segmento do Turismo de Belém, mas pouco frequentado pelo povo do Pará.
Como estamos na época das chamadas oficinas, seria bom que se realizasse as oficinas culturais em escolas, universidades, museus e órgãos voltados para a Cultura em Belém. Isso serviria de suporte para o projeto mais amplo da História e Memória de Belém, que ruma para os seus 400 anos. Como falta muito pouco tempo para o início desses festejos, pelo menos serviria para abrir nossos olhos para um "Projeto Belém rumo aos seus 500 anos". Mas nada do que já está sendo feito à nível governamental e à nível de órgãos da cultura, escolas, universidades, bibliotecas, museus, Instituto Histórico e Geográfico do Pará e de órgãos do Turismo deixam de ter sua importância, mas, pelo que já pesquisamos em páginas da Internet, é muita pouca coisa comparada com a Imensa Riqueza Patrimonial de Belém.
Vamos Citar Alguns Aspectos Importantes da História-Memória de Belém Que Precisam Ser Explorados no Aniversário dos 400 da Capital
Pequena História de Belém Retirada do Wilkipédia e Outras Fontes e Fotos de Várias Fontes
Fonte: Wilkipédia.org
Os portugueses começam a fazer
incursões no atual território do Estado do Pará durante a União Ibérica, no
século XVI. Na mesma época, holandeses, ingleses e franceses o invadem em busca
de sementes de urucum, guaraná e pimenta. A Coroa Ibérica se vê diante da
necessidade de consolidar seu domínio pela Região Norte do País.
Em 1616, uma expedição entra num
rio, hoje chamado Guajará, junto à Ilha de Marajó e constrói o Forte do
Presépio, origem da Cidade de Belém. Entretanto, a colonização do território
para ser eficiente, é preciso destruir os engenhos holandeses que ali existem.
A metrópole envia reforço
militar, estimula à emigração para as zonas estratégicas e descentraliza a
administração da região. Inicia-se a colonização.
Em 1621, passa a fazer parte da
Capitania do Maranhão e Grão-Pará, subordinado diretamente a Portugal,
abrangendo a área dos atuais Maranhão, Piauí, Ceará e Pará e 6 Capitanias, a de
Caeté, Cabo do Norte, Marajó, Cametá, Xingu e a Capitania Real de Gurupá. Os
missionários entram pelo sertão.
Em 1647 destroem-se os últimos
contingentes holandeses. A economia paraense firma-se na exportação de cana,
algodão, café e cacau.
Em 1667, Portugal envia
degredados com o objetivo de aumentar o número de colonos. A agricultura
prospera.
Logo após o Tratado de Madri, de
1750, que deu a Portugal o direito de posse sobre uma vasta área até então
pertencente à Espanha, começam a ser construídas novas fortalezas em pontos da
fronteira.
Entre 1752 e 1754 as Capitanias
passam à Coroa e em 1755, o Governador do Grão-Pará extingue a escravidão
indígena e acaba com a influência jesuítica nas missões e para dinamizar a
economia regional e estimular as atividades agrícolas além do extrativismo, é
criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
A Capitania do Maranhão e
Grão-Pará é desfeita em 1774.
Em 1778, chegam casais açorianos
à região e surgem algumas localidades, como Óbidos. A região desenvolve-se
rapidamente e, no início do século XIX, Belém desponta como um grande centro
urbano, com edificações de vulto, civis e religiosas e um jardim botânico para
estudos de espécimes vegetais.
Em 1821, a Revolução
Constitucionalista do Porto, em Portugal, encontra apoio no Pará, marcando o
Estado como o primeiro a se revoltar no País inspirado no liberalismo.
Entretanto, o Pará, devido à
autonomia imposta pela Metrópole, fica à margem dos acontecimentos do restante
do País e fica excluído da Independência do Brasil, necessitando de várias
batalhas para ser incorporado ao Governo Imperial. O domínio português só
termina em 1823. Inicia-se uma série de revoltas pela Província, revelando a
impotência das autoridades: a mais importante, a Cabanagem (1835), chega a
decretar a sua Independência. Quando a Cabanagem é dominada, a população da
Província encontra-se dizimada e muitos núcleos, em áreas produtivas,
desaparecem. A lavoura e a pecuária acham-se arruinada.
Nesta época, metade da década de
1850, as reservas de seringueiras da Amazônia despertam o interesse do Reino
Unido e dos Estados Unidos, que promovem expedições científicas à região.
Surge, então, em 1870, estudos
sobre a arqueologia amazônica, tendo no Pará, a Cultura Marajoara do Pacoval,
na área do Lago Arari (foz do Amazonas) despertando maior interesse.
De 1870 em diante, o Pará se
integra totalmente ao restante do País e sua economia e seu povoamento crescem
gradativamente devido ao Ciclo da Borracha.
Belém volta a ser Metrópole Regional. Abrem-se novas ruas e avenidas com traçado moderno; empresas
bancárias (Banco do Pará, Banco de Belém, Banco Comercial do Pará), hotéis,
hospitais, teatros, a Biblioteca Pública de Belém e o Museu Paraense (hoje
Goeldi), e constroem-se casas. Em 1874 estabelece-se a ligação telegráfica
entre Belém e o Rio de Janeiro, e em 1896 começa a funcionar o serviço de luz e
força.
Com o colapso da borracha, em
1919, o Pará entra numa fase difícil. Em algumas regiões, implantam-se novos
recursos econômicos com o objetivo de equilibrar a economia do Estado, como por
exemplo a lavoura em Bragança, a pesca em Salgado e o gado em Marajó.
De 1950 em diante, inicia-se um novo período de recuperação econômica do Pará.
. A abertura da Rodovia
Belém-Brasília e da Transamazônica, a aplicação de recursos governamentais nas
comunicações e usinas hidrelétricas e a criação da Superintendência da Amazônia
(SUDAM) levam para a Amazônia Legal investimentos de grandes empresas e
incentivos à diversificação econômica, além do retorno dos fluxos migratórios.
Entre 1970 e 1980, vários projetos polêmicos foram executados no Estado.
. A construção da Usina de Tucuruí,
inaugurada no final de 1986, projetada para fornecer energia para o que deveria ser o futuro Parque Industrial do Estado, que desperta uma série de denúncias sobre o
desmatamento e o desastre ecológico.
. O garimpo de Serra Pelada causa uma
migração caótica que arruína a vida e a saúde de milhares de pessoas e esgota
seus recursos devido à exploração descontrolada; surgem conflitos fundiários
com sucessivos crimes de morte.
. Um dos poucos projetos que dão
certo ( para a União), é o Projeto Carajás, com exportação do minério de ferro extraído da Serra de
Carajás através do Porto de Itaqui, no Maranhão, pois o Pará não possuía força política para impor o escoamento mineral pelo próprio Estado. Como se tratava de exportação de minérios, o Projeto Carajás não verticalizou a exploração mineral que seguia para o exterior para ali servir de matéria-prima para indústrias estrangeiras.
. Em 1996, é anunciada a
descoberta de uma das maiores jazidas de ouro do mundo, em Serra Leste,
provocando um grande conflito entre a Companhia Vale do Rio Doce (autorizada a
explorá-la) e os garimpeiros de Serra Pelada, que alegam ter direito de lavra
sobre a área, necessitando a intervenção do Exército e da Polícia Federal. Mais uma vez o maior beneficiário é a União.
. De tudo isso o que o Pará herdou foram os problemas
sociais enfrentados pelo Estado com a grande concentração fundiária, que provoca
conflitos entre trabalhadores rurais sem-terra, grileiros, posseiros e índios.
Belém
Em seus quase 400 anos de
história, Belém vivenciou momentos de plenitude, entre os quais o Período Áureo
da Borracha, no início do século 20, quando o município recebeu inúmeras
famílias europeias e de outros recantos do mundo, que influenciaram grandemente a arquitetura das edificações
locais, ficando conhecida na época como "Paris n'América". Hoje, apesar de ser
cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu completamente o tradicional aspecto das
fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial. Conta com
importantes monumentos, parques e museus, como o Theatro da Paz, o Museu
Paraense Emílio Goeldi, o Parque Mangal das Garças, o Mercado do Ver-o-Peso, e
eventos de grande repercussão, como o Círio de Nazaré.
Ciclo da Borracha
Durante o Ciclo da Borracha,
Belém foi considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas e uma das
mais prósperas do mundo, não só pela sua posição estratégica - quase no litoral
-, mas também porque sediava um maior número de residências de seringalistas,
casas bancárias e outras importantes instituições.
O apogeu foi entre 1890 e 1920,
quando a cidade contava com tecnologias que as cidades do sul e sudeste
brasileiros ainda não possuíam. A cidade já possuía: o Cinema Olympia (o mais
antigo do Brasil em funcionamento), considerado um dos mais luxuosos e modernos
da época, inaugurado em 21 de abril de 1912 no auge do cinema mudo
internacional; o Teatro da Paz, considerado um dos mais belos do Brasil,
inspirado no Teatro Scala de Milão; o mercado de ferro Ver-o-Peso, a maior
feira livre da América Latina; o Palácio Antônio Lemos; a Praça Batista Campos
e muitos outros.
Com o crescimento da importância da produção da borracha, extraída da
seringueira, que caracterizou o chamado Ciclo da Borracha ou Era da
Borracha, entre o fim do século 19 e começo do século 20, Belém atingiu
grande importância comercial. Datam desta época expressivos edifícios
como o do Palácio Lauro Sodré, o do Colégio Gentil Bittencourt, o do
Teatro da Paz, o do Palácio Antônio Lemos e o do Mercado do Ver-o-Peso.
Antigos Povos Imigrantes no Pará
Foram atraídas no Ciclo da Borracha levas de imigrantes estrangeiros, como portugueses, judeus, sírios-libaneses, franceses,
japoneses, espanhóis e outros grupos menores, a fim de desenvolverem a
agricultura nas terras da Zona Bragantina e outras regiões do Estado.
Grande parte dos judeus em Belém chegaram à cidade no século 19,
oriundos do Marrocos, descendentes dos refugiados da Inquisição na
Espanha e em Portugal (1496). Os judeus se dirigiram para a região com
intuito de poder praticar sua fé com liberdade e enriquecer com o
crescente extrativismo da região, facilitados pela carta régia, que
abriu os portos do país para nações amigas. Muitos migraram diretamente
para Belém e outros se espalharam pelas cidades ao longo do Rio
Amazonas, depois migrando para a capital. Também foi inaugurada
em 1824 a primeira sinagoga do Brasil Império, a "Eshel Abraham", e o
primeiro cemitério judaico do país em 1842.
A Antiga Comarca de Belém
A comarca da capital, com sede em
Belém, envolvia, além do seu município, os de Acará, Ourém e Guamá. Possuía 15 freguesias: Nossa Senhora da Graça da Sé, Sant'Ana da Campina,
Santíssima Trindade e Nossa Senhora de Nazareth do Desterro, na capital. No
interior as de São José do Acará, São Francisco Xavier de Barcarena, Nossa
Senhora da Conceição de Benfica, Sant'Ana de Bujaru, Nossa Senhora do Ó do
Mosqueiro, Sant'Ana do Capim, São Domingos da Boa Vista, São João Batista do
Conde, São Miguel do Guamá, Nossa Senhora da Piedade de Irituia e Divino
Espírito Santo de Ourém.
Povos Indígenas e Escravos
Observa-se que, nessa época, o
indígena teve participação direta na economia local, por já estar mais
reservado nas áreas afastadas dos centros urbanos, vivendo sua própria cultura,
depois de ter enfrentado os colonizadores em muitos conflitos.
Cresceu, em contrapartida, o
comércio de escravos, trazidos para os trabalhos gerais necessários e surgiu a
figura do caboclo, que já se desenvolvia com a miscigenação.
Antigo Núcleo Urbano de Belém e Suas Denominações
A região onde a atual cidade se localiza era primitivamente ocupada
pelos índios Tupinambás. O estabelecimento do primitivo
núcleo do município remonta ao contexto da conquista da foz do rio Amazonas à
época da Dinastia Filipina por forças luso-espanholas sob o comando do capitão Francisco
Caldeira Castelo Branco, que, a 12 de janeiro de 1616, fundou o Forte do
Presépio. A povoação que se formou ao seu redor foi inicialmente denominada de Feliz
Lusitânia. Posteriormente foi sucessivamente denominada como: Santa Maria do
Grão Pará; Santa Maria de Belém do Grão Pará; até a atual Belém.
Antigas Atividades Econômicas
Nesse período, ao lado da
atividade de coleta das drogas do sertão, a economia era baseada na agricultura
de subsistência, complementada por uma pequena atividade pecuária e pesca,
praticada por pequenos produtores que habitavam, principalmente, na ilha do
Marajó e na ilha de Vigia.
Ítens da História de Belém Que Precisam Ser Enfatizados nos Festejos dos Seus 400 Anos
Para festejar os 400 anos da fundação de Belém o que está proposto para esses festejos não contempla a parte mais importante, que é a sua História-Memória e, em consequência, a História do Pará. Onde já se viu festejar esses 400 anos de História-Memória com o completo abandono e o descaso como são tratados os memoriais que poderiam levar os paraenses e os turistas que nos visitarão nesse período a conhecer um pouco de nossa História-Memória? E os pontos ditos históricos que estão funcionando com sua visitação restrita a poucas pessoas. Consideramos que parte do Projeto Feliz Lusitânia que já foi restaurado é pouco aproveitado no tocante à História-Memória de Belém e muito falta para a restauração desse Centro Histórico, como também o abandono em que se emcontram nossos monumentos, prédios e muitos outros locais Verdadeiramente Históricos de Belém, que pelo que temos observado não vão entrar no já chamado "Belém Rumo aos 400 anos", pois este projeto trata apenas com informações sócio-econômicas e dos projetos urbanísticos anunciados pelos nossos governantes. Com isso Belém nada terá a mostrar em termos de sua verdadeira História-Memória.
Belém é a cidade mais importante do Pará, já tendo sido a mais importante da Amazônia em tempos passados e, já por alguns anos (perdeu o posto), é a 2ª mais importante em termos de História-Memória, pois São Luís, Capital do Maranhão é imbatível nesse quesito, porque lá eles têm a preocupação que não temos em olhar o seu passado, em vista de um futuro mais promissor em todos os aspectos, especialmente em termos históricos, culturais e turísticos, este aspecto que no Pará não é levado na devida consideração. Quem no Pará se preocupa em desvendar a identidade de Belém e Pará? Os nossos historiadores devem ter essa missão em mente e nossos governantes devem levar em consideração essas pesquisas históricas, pois nem sequer temos livros didáticos e livros históricos que enfatizem nossa rica História-Memória Paraense.
Belém, a Mais Lusitana das Cidades Brasileiras
Na História-Memória de Belém e Pará devemos levar em conta nossos laços com Portugal, pois por longos séculos fomos Colônia dessa Nação Ibérica e, por conta disso, temos uma longa História-Memória que precisa ser resgatada em termos históricos verdadeiros e não deturpados por situações sócio-políticas e econômica de interesse dos colonizadores ou governantes dessas priscas eras. Por conta dos laços com Portugal o Pará cortou seu umbigo com a nação portuguesa somente um ano depois do Grito da Independência do Brasil, porque mesmo depois da Independência ainda ficamos ligados aos portugueses por conta de nossa peculiar situação geográfica que ficava longe dos grandes centros de decisões do Brasil e até tivemos muitas revoltas por conta da ingerência de colonos e comerciantes portugueses em terras do Pará. Essa situação poderia ter nos levado a criação de até outro país, mas perdemos essa oportunidade por conta de nossos chefes cabanos que entregaram de bandeja o governo da Província para um astuto marujo inglês que estava a serviço do Governo Regencial do Brasil. Esse nosso antigo laço com Portugal precisa de uma revisita histórica, para analisarmos a influência portuguesa no Pará e também porque continuamos ainda existindo como colônia do próprio Brasil, onde nosso então rico Pará continua provendo o Brasil em recursos naturais, mas continua tão pobre como nos tempos de colonizado, quando nossas riquezas serviram para enriquecer muitos mundo afora e o resto do Brasil, apesar de nossa Belle Èpoque, que proporcionou a rápida urbanização de Belém e outras cidades amazônicas com as riquezas do Ciclo da Borracha, que pouco tempo durou e esse curto tempo de riquezas precisa ser preservado em todos os seus aspectos, pois é só o que ainda temos desses tempos idos de fartura. Para não ser descortês com nossos colonizadores portugueses, podemos dizer que Belém e São Luís são as cidades mais lusitanas do Brasil. Isso deve ser enfatizado na pesquisa de nossa História-Memória, tendo em vista a busca de nossa identidade histórica, que não é pouca coisa, tendo em vista tantos povos que participaram dessa rica História, que também determinou nosso tipo de comida, de musicalidade, linguajar, cultura religiosa, jeito de ser afável com todos, solidariedade e muitos outros elementos, hábitos e costumes (apesar de nossa pobreza crônica de colonizados) que determinaram a nossa atual e típica cultura paraense que envolve Belém e seu entorno deltáico-estuarino.
O cacau, o café chegaram ao Brasil via Grão-Pará e aqui não prosperaram
devido a visão governamental tosca que nos impediu de crescer em termos
agropecuários e o que predominou nas eras históricas do Pará foi o
extrativismo de nossos ricos e variados recursos naturais, o mesmo que
ainda acontece com a exploração de nossos recursos minerais, hídricos,
madereiro e outros que sustentam o crescimento da economia de outros
pontos brasileiros e do exterior e para nós ficam apenas os buracos, a
devastação e os problemas sociais e que são ainda assuntos manipulados
por políticos espertos que querem fazer a divisão do Pará e visando apenas
suas ambições políticas e não o desenvolvimentos das populações dessas
regiões
Belém Como Cidade Cosmopolita de Ar Lusitano e Com Forma Própria da Linguagem Portuguesa
Nesses séculos passados da História-Memória de Belém esta se tornou uma cidade cosmopolita que, junto com outras regiões do Delta Amazônico, atraíram povos diversos aos seus rincões repletos de nativos do lugar, especialmente Belém, que agora irá completar seus 400 anos de fundada sobre uma Taba Tupinambá e os festejos prometem ser muitos, mas poucos dedicados a sua História-Memória que envolve os nativos do lugar e outros povos que inclusive definiram nossa forma de falar "chiado", trocando o "x" português pelo "s" e isso vindo de longas datas do período de colonização.
Carimbó
Sobre a questão indígena quase ninguém fala e isso é a continuação do massacre que as diversas etnias sofreram no período da colonização do Pará e que ainda continua e com o esquecimento do papel desses primitivos povos de vida simples que viviam da caça pesca e coleta de frutos, mas que foram massacrados pela ambição dos brancos. Depois chegaram os portugueses e seu espírito conquistador e, em seguida, outros povos vindos da Europa, Médio Oriente, o povo judeu e o negro africano de rica cultura, mas que também foram massacrados pelo sistema escravocata dessa época. Pois foi o povo negro em seus raros momentos de liberdade, em suas senzalas, que introduziram seus batuques na musicalidade indígena, criando nosso maior símbolo na musicalidade paraense, o Carimbó, agora Patrimônio Cultural Brasileiro.
Culinária Paraense
Índios, negros e brancos entram na História-Memória de Belém e do Pará formando a base do que hoje chamamos de Cultura Paraense, onde desponta a Culinária Paraense, vinda da base indígena, mesclada com as dos negros e brancos e por isso somos a terra do papa-chibé, do açaí, do pato no tucupi, da maniçoba, da farinha de mandioca, do tacacá, do caruru e outros itens que definem um pouco a nossa identidade, definida por nossa História, nossa formação étnica e nossos costumes ancestrais vindos de nossos povos indígenas, repassadas aos nossos ribeirinhos e que recebeu influências dos povos negros, europeus e orientais.
Alguns Povos
Na fase áurea do Ciclo da Borracha, os ingleses, no Século 19, vieram fundar e operar empresas que se encarregaram de dotar Belém com os serviços essenciais da água, energia, portos, comércio com o trabalho de outros povos imigrantes de várias nações que com eles chegaram como força de trabalho na então Província do Pará.
No final do Século 19 e início do 20 chegaram outros povos, alguns fugidos da Guerra, como os vindo do Médio Oriente e Judeus marroquinos, imigração que culminou com a chegada de japoneses chegados na 1ª metade do Século 20. Mas a grande maioria dos imigrantes vindos para o Pará foram mesmo os portugueses, aqui chegados desde o início da colonização até a 1ª metade do Século 20 e é exatamente por isso que Belém é a cidade brasileira com as feiçes portuguesas que vieram encher Belém de comerciantes, empregados no comércio, navegadores marítimos e fluviais, agricultores e outras profissões até então inexistentes como serralheiros, jornaleiros, padeiros, sapateiros, carpinteiros, alfaiates~, padres e também pescadores e vendedores ambulantes ou condutores de veículos, que encheram a cidade de monumentos, casarões, igrejas, capelas, prédios, cemitérios e outros aspectos da arquitetura portuguesa e européia. Ao lado dos numerosos nomes e sobrenomes portugueses vieram se juntar os sobrenomes sírios-libaneses, judeus marroquinos e até sobrenomes anglo-saxões.
Judeus
Grande parte dos judeus em Belém chegaram à cidade no século XIX, oriundos do Marrocos, descendentes dos refugiados da Inquisição na Espanha e em Portugal (1496). Os judeus se dirigiram para a região com intuito de poder praticar sua fé com liberdade e enriquecer com o crescente extrativismo da região, facilitados pela carta régia, que abriu os portos do país para nações amigas. Muitos migraram diretamente para Belém e outros se espalharam pelas cidades ao longo do Rio Amazonas, depois migrando para a capital.
Também foi inaugurada em 1824 a primeira sinagoga do Brasil Império, a "Eshel Abraham", e o primeiro cemitério judaico do país em 1842. Com a proclamação da república e a separação da Igreja do Estado, em 1889, esse fluxo foi intensificado, aliado ao Ciclo da Borracha, que estava vivendo seu apogeu nesse período.44 45 .
Segundo o Censo 2010, a capital paraense é o domicílio de 1.346 judeus, sendo a sexta cidade com o maior número no país, a primeira no Norte e onde a densidade percentual de população judaica é o dobro da média nacional. A comunidade é predominantemente sefardita. O município concentra quase 70% de todos os judeus do estado, enquanto o segundo é Ananindeua, com 6%, e depois Santarém, com 5%. Os cerca de 20% restantes estão dispersos em agrupamentos menores.
. Antigos povos indígenas, negros, brancos e o resultado da miscigenação desses povos
Houve um tempo em que os povos índígenas que habitam o Pará tiveram sua importância reconhecida pelos antigos governantes do Pará e muitas ruas de Belém receberam denominações de nações e tribos indígenas, como as ruas Jurunas, Pariquis, Tamoios, Tembés, Mundurucus, Caripunas e outros povos indígenas. Mas, atualmente, a importância da cultura desses povos vêm sendo sistematicamente desconsideradas, dada as trocas dos nomes dessas ruas por nomes de vultos atuais que pouco representam em nossa história.
Sírio, Libaneses, Turcos e Outros Povos Árabes no Pará
Italianos e Outros Europeus no Pará
Áreas Portuárias das Docas de Belém, Porto de Belém e Tipos de Navegação nos
Períodos Históricos.
Belém precisa urgentemente instalar um Museu Naval que rememore a Navegação dos períodos históricos do Pará, especialmente dos períodos Colonial e Provincial do Pará com seus antigos portos, tipos de embarcações e outros itens desse segmento histórico.
Realce dos nomes e vultos que denominam as ruas dos bairros históricos de Belém
Existem algumas ruas com as placas indicativas dos vultos e eventos históricos do Pará, mas muitas ruas não possuem sequer essas placas. Precisa que se faça o resgate histórico dos eventos e vultos dessa história.
Casarios, palácios, palacetes, solares, mansões, casarões, sobrados com os seus móveis e utensílios.
Museus, Hortos, Jardins, Memoriais
Até que existem alguns museus e hortos que trabalham no sentido do resgate de alguns aspectos da História-Memória de Belém e Pará, mas seus espaços já degradados ficam restritos a poucas pessoas por diversos motivos. Os palacetes, solares, casarões, sobrados, igrejas, monumentos, casarios, ruas bairros estão entregues à ação inclemente do tempo e correm sérios riscos de desmoronar ou sofrer seguidas descaracterizações. Faltam realmente obras de revitalizações, de restauros e faltam mais museus, memoriais e isso por falta de compromisso de nossas autoridades públicas com a História-Memória de Belém e Pará. Alguns memoriais estão completamente abandonados por questões políticas ou falta de visão Histórico-Cultural. Memorial da Cabanagem, Memorial Magalhães Barata, Memorial dos Povos, são exemplos de memoriais abandonados pelos poderes públicos.
Restaurações de Prédios Históricos
Como os palacetes Azul (Antonio Lemos), Pinho, Bolonha e outros no histórico de Belém, que estão ali mostrando suas belezas arquitetônicas, colorido de seus azulejos de origem portuguesa, mas que agora se encontram abandonado e sem cumprir seu papel histórico. O Palacete Bolonha, no histórico bairro do Reduto, possui em seu entorno o que antigamente se denominou “Memorial dos Povos”, projetado pelo arquiteto José de Andrade Rayol, que era formado pelo complexo arquitetônico que contava com o Palacete Bolonha, o anfiteatro, a Sala Vicente Sales, a Sala de Cinema Acyr Castro, a Biblioteca Engenheiro Augusto Meira Filho e o Museu da Belle-Èpoque, em memorial que hoje se encontra completamente abandonado pelos poderes públicos. O nome desse complexo fazia referência ao seu objetivo de reunir e expor a cultura dos povos que contribuíram na colonização e desenvolvimento de Belém e Pará.
Prédio do Instituto Histórico e Geográfico do Pará
Que a maioria do povo de Belém não sabe onde se localiza esse imponente casarão, cujo restauro se encontra praticamente abandonado, que fica na rua estreita, ao lado do prédio da Assembléia legislativa do Pará. Na Rua Dona Tomázia Perdigão, nº 62, no bairro da Cidade Velha, cujo vulto histórico é desconhecido para a maioria dos habitantes de Belém e Pará, como são os casos dos vultos que denominam as ruelas e ruas do Centro Histórico de Belém. Esse Instituto com seu histórico prédio, sobrevive pelos esforços de sócios efetivos, beneméritos, honorários e correspondentes e sem apoio algum dos poderes públicos. Para quem não sabe, o prédio tem 300 anos e funciona com espaço público destinado à pesquisas diversas e o Instituto foi fundado em 1900 junto com a Academia Paraense de Letras, por Domingos Antonio Rayol, o Barão do Guajará, vulto que também é desconhecido pela maioria dos paraenses. O acervo do Instituto possui importantes documentos, telas, quadros e fotos desde o Século 18, com muitas peças precisando de um cuidadoso restauro, à exemplo de documentos e peças de outras bibliotecas e museus de Belém e Pará, apesar dos esforços de seus mantedores atuais.
Praças Históricas
Como Praça da República, Batista Campos, Praça Dom Pedro II, Praça do Relógio, Praça da Bandeira e outras praças praças históricas de Belém.
Casas, Sobrados, Casarões, Ruas e Prédios do Centro Comercial de Belém
Como as Ruas João Alfredo e suas ruas paralelas e transversais, loja de comércio Paris N’América e tantos outros itens do Centro Histórico de Belém que estão em completo abandono. Uma sugestão seria transformar, pelo menos a Rua João Alfredo e algumas de suas ruas transversais e paralelas em um grande shopping à céu aberto, isso incluindo uma cobertura com material e arquitetura que pudesse amenizar o grande calor de Belém. Essa cobertura deveria seguir a arquitetura dos prédios históricos que hoje funcionam como lojas.
Mercado do Ver-O-Peso
Teatros
O Theatro da Paz é um exemplo de prédio público recuperado
Fonte da Foto: Celso Roberto de Abreu Silva
Cemitério de Nossa Senhora da Soledade
Que foi construído no ano de 1850 para enterrar as cerca de 30 mil vítimas das epidemias de febre amarela, cólera e varíola que assolaram em Belém na época das grandes epidemias dessas doenças nas décadas anteriores de sua construção. Essas epidemias não escolhiam vítimas e muitos endinheirados dessa época foram vítimas dessas doenças, daí o fato do Cemitério da Soledade, como é chamado, abrigar mausoléus, lápides e capelas, que são verdadeiras obras de arte. Eram lápides ou mausoléus importados completos ou construídos com materiais vindos da Europa, que se encontram no Cemitério da Soledade, localizado na Avenida Serzedelo Correa, bairro de Batista Campos, que constitui um verdadeiro “museu à céu aberto”, que se encontra praticamente esquecido e abandonado pelos poderes públicos. Esse cemitério-parque é tombado pelo Instituto do patrimônio Histórico e Artístico nacional (Iphan) em 1964 e que foi desativado em 1880, sendo o cemitério público mais antigo de Belém que guarda traços e formas que vão de neoclásico ao neogótico e que constitui um símbolo do início da Belle-Époque e Ciclo da Borracha e que foi projetado pelo francês Pierre Joseph Pezerat, conforme os moldes dos monumentais cemitérios europeus.
Bairros históricos da Cidade Velha, Reduto, Campina, Nazaré e outros
Estrada de Ferro de Bragança
Igrejas e outros espaços católicos
Igreja de Santo Alexandre, já revitalizada como parte do projeto
"Feliz Lusitânia"
Fonte da foto acima: Celso Roberto de Abreu Silva, via Wilkipédia
Basílica-Santuário de Nossa Senhora de Nazaré
Já devidamente restaurada
Fonte da foto acima: Fernando Santos Cunha Silva, via Wilkipédia
Ciclos Históricos, Eventos e Datas Importantes
Uma comemoração rara de aniversário de 400 anos de uma cidade deveria merecer uma atenção especial a alguns períodos, ciclos, datas e eventos históricos. Como se poderia comemorar os 400 anos de fundação da cidade de Belém, sem rememorar alguns períodos, datas ou ciclos que foram importantíssimos para o desenvolvimento da nossa Capital e para todo o Estado do Pará. Assim devem ser considerados:
Os Períodos Colonial e Provincial e início da Era Republicana
Com os seus impactos na História-Memória de Belém e Pará e seus Vultos Históricos, alguns vultos de tristes lembranças para os povos nativos da Amazônia, vultos enviesados, que também contribuíram para os festejos desses 400 anos?
O Ciclo da Borracha
Foi o mais importante ciclo econômico de nossa história, não só pelo desenvolvimento econmico, como para a urbanização das cidades, com a febril construção da maioria dos seus prédios de arquitetura histórica e a introdução do interesse pelas artes, educação, pesquisas, cultura que muitos antigos governantes copiavam do Continente Europeu. Dentro do Ciclo da Borracha também surgiram figuras e elementos históricos como os seringalistas, os seringueiros, os regatões, os barcos-vapores, os comerciantes diversos, os exportadores da goma elástica que enriqueceu, por um período, não só Belém como Manaus e outras cidades históricas do Pará.
Movimentos Históricos
Lutas pela Independência do Brasil de Portugal, Revoltas contra o Império e Revolta da Cabanagem, Revoltas da Era Republicana.
Praça do Relógio, foto de Cayambé
Mercado do Ver-o-Peso, com parte do Porto de Belém, em foto de Cayambé
Forte do Castelo, no Centro Histórico de Belém, já revitalizado, em foto de
Fernando Clalacque
Prédio do antigo Hospital Juliano Moreira, faltando restaurar
Vultos
São os Vultos Históricos de Belém, Sua Antiga Arquitetura
e Sua História-Memória
que devem ser enfatizados nos festejos dos 400 anos de
Belém
Os
nossos vultos históricos são muitos e vêm desde os nossos ancestrais indígenas
que marcaram a história com seu
sangue e seu heroísmo nas longínquas eras do tempos coloniais a começar pelos 7
caciques que, após lutas fraticidas entre si e contra o povo branco,
construíram, com a interferência do Padre Antonio Vieira, no que chamamos de
"Paz de Mapuá" que veio dar condições para a continuidade para a
História da Colonização do Pará, e os chefes indígenas que se bateram contra os
conquistadores portugueses naquilo que é chamado de "Revolta dos
Tupinambás" onde, a partir da fundação de Belém em 1616, os indígenas de
Belém e seus arredores e do Baixo Tocantins, Marajó, Costa do Salgado, Região dos Caetés e demais localidades, de
modo desigual contra as armas portuguesas, em revolta que atingiram os
Índios da Nação dos Tupinambás do Maranhão e das costas paraenses como
Bragança, Vigia e seus arredores no tempo das Capitanias Hereditárias e
Sesmarias, que culminou com a matança e extinção de muitos povos da Nação
Tupinambás e outras etnias indígenas, Vultos também vindos dos "Padres
Missionários" que aqui chegaram, já a partir da fundação do 1º núcleo populacional de Belém também em 1616, como os Padres Capuchos",
seguidos dos Padres Missionários de Outras Ordens Religiosas, especialmente dos
"Missionários Jesuítas" com intensa participação da História de Belém
e Pará, chegando aos governantes, incluindo nomes das forças policiais, dos
órgãos públicos dos diversos serviços e dos revoltosos das várias fases que
culminou com a Revolta da Cabanagem e das Revoltas Políticas e Sociais,
incluindo vultos do jornalismo e de outros meios de divulgação de idéias e
informações. Entre os governantes e políticos tivemos grandes nomes, com alguns
sendo citados nesta postagem. A Era Provincial e da República Velha forneceram
muitos nomes que deveriam estar sendo objeto de estudos para se constituir um
panteão com nomes desses vultos que contribuíram na História dos 400 anos de
Belém.
Belém e as Revoltas Sociais e Políticas
Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto, em Portugal, encontra apoio no Pará, marcando o Estado como o primeiro a se revoltar no País inspirado no liberalismo.
Entretanto, o Pará, devido à autonomia imposta pela Metrópole, fica à margem dos acontecimentos do restante do País e fica excluído da Independência do Brasil, necessitando de várias batalhas para ser incorporado ao Governo Imperial. O domínio português só termina em 1823. Inicia-se uma série de revoltas pela Província, revelando a impotência das autoridades: a mais importante, a Cabanagem (1835), chega a decretar a sua Independência. Quando a Cabanagem é dominada, a população da Província encontra-se dizimada e muitos núcleos, em áreas produtivas, desaparecem. A lavoura e a pecuária acham-se arruinada.
Distante dos núcleos decisórios das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a Independência do Brasil apenas a 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.
A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Império do Brasil, na então Província do Grão-Pará (região norte do Brasil, atual estado do Pará), ocorrendo de 1835 a 1840, durante o período regencial brasileiro. O conflito ocorreu devido à irrelevância política à qual a província foi relegada após a Independência do Brasil e o cenário de pobreza extrema povo paraense. A Cabanagem é um dos maiores conflitos já ocorridos na história do país.
Considerada a de participação mais autenticamente popular da história do país, única em que a população efetivamente derrubou o governo local. Grão-Pará recebeu o título de Imperial Município, conferido por dom Pedro II (1840-1889).
A denominação "Cabanagem" remete ao tipo de habitação da população pobre ribeirinha, formada principalmente por mestiços, escravos livres e índios. Embora a elite fazendeira da Província morasse muito melhor, sentia a falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.
A guerra durou cerca de cinco anos e provocou a morte de mais de 40 mil pessoas, cerca de 30% da população do Grão-Pará foi dizimada, tribos inteiras foram completamente exterminadas, visto como exemplo a tribo mura.
Pois bem, muitos fatos históricos e vultos do Pará são colocados à margem da nossa História pelos nossos próprios governantes e historiadores, que talvez pensando em esconder as motivações políticas desses fatos e vultos, que lutaram pelas liberdades políticas e contra o jugo social e político de seus tempos, amargam agora o limbo do esquecimento em plena comemoração dos 400 anos da nossa Capital, Belém do Pará, quando deveriam estar ocupando as manchetes dos jornais e tendo suas memórias devidamente reconstituídas pelos governantes, imprensa e historiadores. A Revolta da Cabanagem e o portentoso vulto de Felipe Patroni, são exemplos do esquecimento e do descaso para com a História do Pará. Talvez pelos exemplos de revolta popular contra os governantes déspotas, a Cabanagem não seja explorada nos festejos dos 400 anos de Belém, haja vista o abandono em que se encontram os monumentos que deveriam lembrar desse fato. E o mesmo se sucede com a figura imponente de Felipe Patroni, que lutou contra os déspotas de seu tempo e pelas liberdades, inclusive do pensamento, conforme abaixo, é que seu vulto e de outros heróis paraenses, que poderiam inspirar ou aquecer as atitudes das modernas lutas sociais, pela liberdade de imprensa e contra o nepotismo, esses fatos e figuras são deixados de lado pelos nossos governantes e historiadores. Há quem diga que a História do Pará e seus vultos já foram escritas, mas sabemos que a nossa história não foi devidamente pesquisada, aprofundada e escrita corretamente, como deveria ser.
Felipe Patroni
Fontes: várias pesquisas na
internet e algumas considerações pessoais do autor do Blog do Ademir Rocha.
Felipe Alberto Patroni Martins
Maciel Parente, nasceu no Acará em 1789 e faleceu em Lisboa, Portugal, em
15/7/1866, foi advogado, jornalista e político com militância em Portugal na
Revolução Constitucionalista do Porto e nas lutas políticas paraenses pela
Indepência do Pará no início do Século 20. Era filho do Alferes Manuel Joaquim
da Silva Martins e afilhado do Capitão de Fragata Filipe Alberto Patroni, de
quem herdou o nome, fato que era comum nesses tempos. Estudou na Faculdade de
Direito de Coimbra, que ao retornar ao Pará trouxe consigo não só as idéias
liberais da Revolução Constitucionalista do Porto, como também uma tipografia
para difundir suas idéias pela libertação do Pará do jugo da Regência Trina do
Pará, de regime absolutista, onde esse governo administrava através de
extorsões e violências contra os paraenses. Foi o fundador, em Belém do Pará,
do 1º jornal do Pará chamado “O Paraense”,em abril de 1822, época em que ajudou a deflagar no Estado do Grão-Pará
os seus ideais de liberdade trazidos de Portugal. Desse modo participou ativamente
do Movimento Constitucionalista do Brasil, fazendo com que a Provìncia do Pará se
tornasse a primeira a aderir às idéias iluministas da Revolução
Constitucionalista do Porto. E ele foi também o 1º brasileiro a falar nas
sessões da Assembleia Constituinte, em 5 de abril de 1821. Foi delegado da
Junta Provisória do Governo do Pará e deputado, pelo Pará, na legislatura de
1842 a 1845.
O jovem Felipe
Patroni
Com seus ideais de liberdade, foi
Felipe Alberto Patroni Martins Maciel Parente, junto com o Cônego Batista
Campos, um dos grandes nomes das lutas pelaIndependência do Brasil. Nascido em Acará/PA,
ele foi estudar Direito em Coimbra, em 1816 e não terminou os estudos por causa
de seu envolvimento com a politica, pois Felipe Patroni era um jovem idealista,
que ao saber das ações desonestas do triunvirato paraense, estabeleceu uma
trama para derrubar esses governantes da Província. Essa trama ele a iniciou de
Portugal, através do jornal “Gazeta do Pará” impresso em Portugal em 1821. Porisso
voltou ao Pará em 1822 para tentar dar novos rumos na política de sua terra natal
com os suas idéias liberais, que vieram se juntar à de outros revolucionários
paraenses que lutavam contra o absolutismo da Regência Trina Paraense. O periódico
foi a forma que Patroni achou para mostrar ao povo a importancia de uma
constituição para o Estado.Com a ajuda
de sócios iniciou a publicação do jonal
“O Paraense”, quefoi importante na
disseminação da idéia da Independencia do Brasil e, de quebra, ajudou a
disseminar a liberdade de imprensa. Com adesão do Pará à Independencia do Brasil,
o jornal deixa de existir.
O que foi a Revolução
Liberal do Porto que influenciou Patroni?
O que foi a Revolução Liberal do
Porto, que influenciou nas idéias de Felipe Patroni e dos revoltosos do Pará?
Foi o movimento que exigia o retorno da Corte Portuguesa, que se encontrava no
Rio de Janeiro desde 1808, para reerguer
a pátria portuguesa, que se encontrava fortemente influenciada pela Costituição
Espanhola, entre outras, com as idéias:estabelecer uma Monarquia Constitucionalista, nos moldes do liberalismo;
restaurar, por conta dos interesses da burguesia comercial metropolitana, a
exclusividade comercial com o Brasil, que em 1815 havia sido elevado à condição
de Reino Unido com Portugal.
O jovem idealista
Felipe Patroni
De fato, depois que o Rei de
Portugal se instalou no Rio de Janeiro, prometeu a liberdade dos portos e passou
grande parte da responsabilidade do comércio do Pará para a Inglaterra, que
havia ajudado Portugal na fuga da Corte Portuguesa para o Brasil.
Patroni estudava em Portugal e
acompanhava os fatos políticos da época, como a Revolução Liberal do Porto. Ao
retornar para Belém, trouxe na bagagem uma tipografia adquirido na Imprensa
Nacional de Lisboa, que além de imprimir "O Paraense", também
registrou os textos de outros jornais, como "O Luso Paraense",
fundado em 1823.
A luta contra de Felipe Patroni contra
o desportismo começou quando ele se encontrava em Portugal, em janeiro de 1821,
com o jornal a “Gazeta do Pará” que era organizada e publicada em Lisboa como
instrumento de Felipe Patroni de tornar público a importância de uma
constituição para o Estado e seus cidadãos. Assim ele fazia severas críticas
contra a administração dos negócios públicos, para disseminar entre seus
contemporâneos no Pará, opiniões por certo favoráveis ao regime livre dos
povos, mas de alguma forma ameaçadoras do sistema vigente de então, praticados
pelos agentes do poder.
O jornal “O Paraense
Em 1º de abril de 1822 Patroni
criou e em 22 de maio de 1822 lançou o primeiro número do jornal “O Paraense”,
que foi impresso numa máquina trazida da Europa por Felipe Patroni, Daniel
Garção de Melo entre outros sócios. A linha editorial de “O Paraense” foi
marcada pela luta em prol da liberdade (incluindo a liberdade de imprensa) e
Independência do Brasil, sendo esta última fortemente evidenciada no período em
que assume a direção do jornal o Cônego Batista Campos. Com a adesão da então
Província do Pará à Independência do Brasil, em 1823, o jornal deixa de
existir. “O Paraense” foi o primeiro jornal editado no então Estado do Grão
Pará e sua edição inaugural foi publicada numa quarta-feira, 22 de maio de 1822.
O periódico contava com a colaboração de Daniel Garção de Mello, Luiz José
Lazier e João Antônio Alvarez, nascido com ares de liberdade e usando processos de lutas
contra os governantes déspotas do Triunvirato que governava o Estado. O
Paraense tinha uma circulação periódica indefinida, pois era editado uma a duas
vezes por semanas, devido as perseguições que Patroni começou a sentir, pois
contrariava frontalmente os governates da época e, porisso, foi preso e
deportado para Portugal. Após Patroni, assume a direção do jornal outro grande
vulto das lutas pela independência do Pará, o Cônego Batista Campos. O jornal foi
exinto quando sua 70° edição foi as ruas, gerando insatisfação dos militares e
assim, foi empastelado em fevereiro de 1823. A linha editoria do jornal era
política e defendeu os fundamentos da Constituição e a separação do Brasil de
Portugal (a Independência).
Revolta da Cabanagem
Felipe Patroni, com sua luta em
favor da Independência do Brasil e lutas contra o absolutismo no Pará, teve ao
seu lado muitos idealistas, um grupo realmente notável de revolucionários, que com ele estavam nessas lutas pelas
liberdades, entre os quais a figura impoluta do Cônego Batista Campos, que
assumiu a direção do Jornal O Paraense, quando Felipe Patroni foi preso e
deportado para Portugal em 1822. O Cônego Batista Campos, que absorvera
totalmente as lutas pela Independência do Brasil e as lutas pela liberdades no
Pará, se tornou um dos maiores mentores da Revolta da Cabanagem, que seguiu seu
curso vitorioso até sua morte, tendo seus ideais avançado através de seus
companheiros de luta, incluindo aí os grandes chefes cabanos do Pará. E grande
parte dessas lutas se deve à figura notável do jovem paraense Felipe Patroni, a
que a História ainda não prestou o devido tributo.
A que se deve o fato de Felipe
Patroni ainda não ter recebido o devido reconhecimento na História do Pará?
Vários são os motivos. Um desses motivos era que um jovem idealistas lutava em
favor das idéias constitucionalistas para o Brasil e Pará e colocava essas
idéias populares em prática através de um jornal, e nem sequer um veículo de comunicação como esse existia no então Estado do
Grão Pará. Outro motivo era que o jovem Felipe Patroni era de índole indomável,
de gênio intespetivo, com alto poder de coaptação da população anônima para as
suas idéias liberais, trazidas de Portugal, e que foram em grande
parte absorvidas pela Revolução do Porto. Os historiadores legalistas de seu
tempo o classificaram de louco, de idéias absurdas e essa pecha fez com que os
modernos historiadores não o colocassem ao lado das grandes figuras heróicas do
Pará. Sua história ainda está escondida nos documentos das bibliotecas do
Brasil e Portugal para serems devidamente pesquisados, para que a verdade de
sua vida seja conhecida e reconhecida por todos os paraenses.
Cônego Batista Campos
Antonio
Lemos
Antonio Lemos
não é do Pará, como do Pará não foram a maioria absoluta dos vultos históricos
que fizeram a História de Belém e Pará, mas Antonio Lemos é uma figura
emblemática da história de Belém, onde quem quiser ser chamado de governante
deveria se mirar no seu modelo de como transformar uma cidade até então
insalubre e feia, em uma bela cidade que guarda relíquias de urbanização e do
Patrimônio Arquitetônico de Belém que ainda estão aí para serem preservados,
desafiando o descaso e a ação inclemente do tempo. A ação de Antonio Lemos a
partir de 1900 era transformar Belém na "Paris n'America", onde esse
prefeito de Belém começou a construir teatros, imponentes e lindos palácios,
lindas praças, boulevares, sistema de serviços até então inexistentes, como
transportes coletivos modernos, sistemas elétricos, de telefonia, água e esgoto
(saneamento), portos, docas e transportes marítimos modernos com seus variados tipos de embarcações, lindas praças e
calçamentos de ruas feitos com material importado da Europa e que vieram a dar
a Belém seus ares de cidade européia em pleno trópicos úmidos da Amazônia.
Muitos podem dizer que Antonio Lemos contava com a riqueza proporcionada pela
exportação da borracha, mas nossos governantes atuais recebem verbas e mais
verbas que vão seguindo outros caminhos ou falta de planejamento ou visão de
governança em favor do bem estar do povo. O Pará jamais terá outro outro
administrador do porte de Antonio Lemos e que, por ter nascido no Maranhão,
sofreu e continua a sofrer retaliações em sua imponente figura histórica de
Belém, que também veio se refletir em outros pontos que se desenvolveram no
Ciclo da Borracha.
Lauro Nina Sodré e Silva ,
Primeiro governador constitucional do Pará : de 24 de junho de 1891 a 1º
de fevereiro de 1897
A presença de Lauro Nina Sodré e
Silva no Pará está registrada em toda a história política da Primeira e da
Segunda República. Encima monumentos públicos como nomes de edificações, de
ruas e escolas. Vejo, entretanto, total descaso dos estudos históricos nas
escolas de ensino médio sobre figuras e feitos paraenses. Poucas pessoas, ao
serem questionadas, sabem sobre quem foi esta ou aquela figura pública do
passado embora reconheçam o nome nos espaços da cidade. A meu ver as escolas
deveriam incluir uma matéria sobre os fatos políticos paraenses e seus
personagens. Sabe-se muito mais de entes políticos do sul e sudeste e
silencia-se sobre os nossos próprios fatos. Meu registro hoje é sobre um desses
episódios.
No último dia 17/10 registrou-se
o aniversário de Lauro Sodré, nascido em Belém, em 1858, e falecido no RJ, em 1944.
Por não ter recursos para frequentar uma das escolas de Direito existentes no
Brasil, conforme era sua vontade, seguiu a carreira de engenheiro do Curso
Militar do Brasil, na Praia Vermelha. Entre seus professores, Benjamin Constant
fora o responsável pela adesão dele a uma das correntes do positivismo, linha
filosófica que influenciou as idéias do século XIX, no Brasil, e que tinha sido
um marco no meio da juventude militar. A corrente seguida por Constant e seus
discípulos não se alinhou à ortodoxia dos princípios do Apostolado Positivista
liderados por outros intelectuais brasileiros, que favoreciam a solução
republicana do movimento brasileiro condenando a realeza hereditária através
das leis naturais, assumindo a via pacífica do "evolucionismo", e não
através de uma revolução. Os positivistas não ortodoxos, ou seja, os que não
seguiam a linha rígida dos princípios de Comte, como Benjamin Constant,
Quintino Bocaiúva, apoiavam a via insurrecional e foi esta linha a adotada por
Lauro Sodré.
Servindo no 4º Batalhão de
Artilharia, em 1884, ele polemizou sobre religião e política, através das
colunas de “A Província do Pará", usando o pseudônimo Danton, e do jornal
"República", como Diderot. Nessas polêmicas, enfrentou duas figuras
paraenses de prestígio, o Bispo Dom Macedo Costa e o Conselheiro Tito Franco de
Almeida. Era maçon, criando, com isso, zonas de atritos com os católicos
ultramanos, entre os quais se incluíam as duas figuras em referência.
Lauro Sodré foi republicano
histórico, vindo da primeira hora das lutas pela implantação desse regime. Com
Justo Chermont, Paes de Carvalho, Manuel Barata e outros, fundou o Clube
Republicano. Em 1890, foi eleito para deputado à Constituinte Federal, sendo
escolhido, em 1891, o primeiro governador constitucional do Pará.
A historiografia regional
silencia sobre possíveis conflitos havidos por ocasião da promulgação do regime
republicano no Pará, relatando apenas os fatos convencionais da tomada do poder
dos monarquistas pelos republicanos. Mas estes ocorreram, quer entre os
militares, quer entre os civis, aflorado mais fortemente através do episódio
que ficou conhecido como o “levante do Cacaolinho” e que é registrado no livro
“Um Democrata[ ] Os sucessos de junho ou o último motim político do Pará”
(Belém: Imprensa de Tavares Cardoso & Cia, 1891).
Este confronto entre as forças
republicanas e monarquistas e alguns membros do clero paraense, coincidiu com o
período de governo do Capitão Tenente da Armada Huet de Bacelar, gaúcho que
veio nomeado pelo Governo Provisório para substituir Gentil Bittencourt, na
interinidade do governo estadual, desde a nomeação de Justo Chermont para o
Ministério das Relações Exteriores.
Huet de Bacelar adotou medidas de
repressão contra os adversários do seu governo, entre os quais os chefes dos
jornais "O Democrata" e do "Diário do Grão Pará". Estes
dois jornais foram apedrejados e os jornalistas agredidos, sendo acusado o
governador, como mandante das violências. No dia 11 de junho de 1891, momento
de instalação do Congresso Estadual que indicaria Lauro Sodré para o Governo
Constitucional, ocorreu uma insurreição armada conhecida como o “levante do
Cacaolinho”. Segundo versões encontradas na história oficial do Pará, este
levante armado, encabeçado por Francisco Xavier da Veiga Cabral, fora
perpetrado pelos chefes do Partido Democrata e visava "impedir a reunião
do Congresso, depor o Governador Huet de Bacelar e substituí-lo por Vicente
Chermont de Miranda, chefe daquela agremiação política". A versão dos
democratas para os fatos, registrado no livro, referencia sérios conflitos
ocorridos ainda no período do governo de Justo Chermont contra os militares,
denunciando o "spirit of corps" da categoria que se considerava
responsável pela vitória do movimento republicano e que fora preterida na Junta
Provisória do Pará.
Entre outras motivações que
levaram ao “levante do Cacaolinho” sobressaem denúncias às eleições para a
Constituinte Federal e Estadual, quando o Partido Democrata Republicano, apesar
das alianças com as demais forças partidárias locais, como Partido Nacional
Católico, foi derrotado fragorosamente pelo PRP Radical. Faz referência às
condições em que se acham, naquele momento, as forças estaduais republicanas, e
utilizam-se dessa denúncia para justificar e supervalorizar a importância das
forças monarquistas subjacentes no Partido Democrata Republicano para conter a
"insegurança do povo", pois, só "os chefes democratas"
foram capazes de demonstrar "energia e patriotismo", num momento de
agitação. A incúria do então nomeado governador Huet de Bacelar, contra os
adversários de um modo geral, confluiu para o desfecho desse motim.
Este fato levou à prisão os
considerados responsáveis pelo movimento armado, Vicente Chermont de Miranda,
Augusto Américo Santa Rosa, Francisco Xavier da Veiga Cabral, e outros. Contra
Chermont de Miranda e mais os majores reformados do exército e heróis da Guerra
do Paraguai Frederico Gama e Costa, José da Gama e Silva e seu filho José
Caetano, foi decretada, pelo governador, a deportação para a Europa.
A Constituinte do Pará foi
promulgada em 22 de junho de 1891, encerrando-se assim o período em que as
nomeações dos governos estaduais eram feitas pelo Governo Provisório
Republicano. Um dia depois, os constituintes elegiam por unanimidade o
Governador Lauro Sodré, que assumiu o cargo em 24, permanecendo no governo até
1º de fevereiro de 1897.
Postado por Luzia Álvares às 07:27
Magno de Araujo
MAGNO DE ARAUJO/BASÍLIO MAGNO
DE ARAUJO – Participou ativamente da Adesão do Pará ao regime republicano,
junto c/outros expoentes desse movimento como: Lauró Sodré, Justo Chermont,
Pais de Carvalho, Gentil Bitencourt, e outros tantos idealistas paraenses. Para
abrigar os republicanos do Pará foi nomeada uma comissão composta dos srs.
MAGNO DE ARAUJO, Justo Chermont, Manoel Barata, Barfjona de Miranda e Lauro
Sodré para confeccionar os estatutos do Clube Republicano.
O Clube Republicano em foi
fundado em 11/4/1886 e a 1ª diretoria do clube ficou assim constituída: Dr.
Pais de Carvalho, presidente; Dr. Gentil Bitencourt, vice-presidente; dr. Justo
Chermont, 1º secretário; dr. Borjona de Miranda, 2º secretário e o Sr. José
Duarte Bentes, tesoureiro.
Um novo diretório do Clube
Republicano foi eleito a 1812/1887, tendo como presidente Manoel de Melo
Cardoso Barata e BASÍLIO MAGNO DE ARAUJO foi eleito p/1º secretário e Suplente nesse
diretório.
O clube prosseguiu sua
campanha republicana, participou das eleições gerais de 1/7/1886 e elegeu
outras diretorias em sua patriótica jornada e nas ruas o movimento republicano
ganhava rapidamente grande impulso e entusiasmo.
No dia 15/11/1889 começaram a
chegar as primeiras mensagens telegráficas da proclamação da República do
Brasil. Na noite do dia 15 os republicanos se reuniram p/tomar as providências
de caráter político sobre a proclamação da República e no dia 16 conferenciaram
com os comandantes das forças militares de terra e mar sobre a atitude a tomar
em face a mudança de regime. Uma comissão iria ao Palácio entender-se com o
presidente Silvino de Albuquerque, forçando-o à renuncia. O dr. Pais de Carvalho,
no meio da maior agitação, entre palmas e vivas, proclama a ADESÁO DO PARÁ À
REPÚBLICA.
Foi organizado um governo
provisório composto dos cidadãos: dr. Justo Chermont, ten-cel. Bento José
Fernandes, comte. Do 4º de Artilharia e do cap. de fragata José Maria do
Nascimento, inspetor do Arsenal de Marinha. Providências e nomeações foram
efetivadas.
O Clube Republicano foi dissolvido e em s/lugar surgiu o Partido Republicano,
cujo 1º diretório ficou assim constituído: drs. Lauro Sodré, Gentil Bitencourt,
Silva Rosado, Manoel Barata, Henrique Santa Rosa, MAGNO DE ARAUJO e dos
militares O” Connel Jersey, Indio do Brasil, Fernandes Panema, Gualberto
deMatos, Colheiros da Graça e o Sr. Gonçalo Ferreira.
Veiga Cabral
VEIGA CABRAL – FRANCISCO XAVIER
DA VEIGA CABRAL/Cabralzinho, n. em 5/5/1861 e f. em 18/5/1905, filho de Rodrigo
da Veiga Cabral e Maria Cândida da Costa Cabral, tendo c/c Altamira Valdomira
Vinagre da Veiga Cabral, família de rovolucionários cabanos, foi o chefe dos
patriotas que defendeu a soberania do Brasil, no episódio da soberania do
Amapá, quando da invasão dos franceses, chefiando a reação contra a presença
francesa no lugar e a revolta contra os governantes franceses que culminou em
luta armada com a vitória de Cabralzinho que chefiou a população na luta contra
as forças militares francesas. Esse rasgo de coragem e altivez deu-lhe justo
prestígio em todo o país, tendo sido recebido no Rio de Janeiro como autêntico
herói nacional.
Dom Macedo Costa
DOM MACEDO COSTA/ANTONIO DE
MACEDO COSTA – N. em 7/8/1830, em Engenho de N. S. do Rosário em distrito
Copioba/Maragogipe e f. em Barbacena/MG em 20/3/1891, foi um religioso
brasileiro, filho de José Joaquim de Macedo Costa e Joaquina de Queiroz Macedo.
Ingressou no Seminário da Bahia em 31/12/1848, prosseguindo s/estudos eclesiásticos
na França (1852-1854 e 1854-1857), Ordenou-se presbítero em 19/12/1857 aos 27
anos de idade em Paris e doutorou-se em Direito Canônico pela Universidade
Gregoriana, em Roma (28/6/1859).
Foi indicado p/o episcopado
pelo bispo paraense D. Romualdo de Seixas, Arcebispo de Salvador e o s/nome foi
apresentado pelo Imperador do Brasil, D. Pedro II à Santa Sé em 23/3/1860 e no
dia 20/12/1860 o Papa Pio IX confirma a nomeação do Pe. Antonio de Macedo Costa
como 10º Bispo do Pará e foi ordenado bispo em 21/4/1861.
D. Macedo Costa toma posse no
Arcebispado p/procuração em 23/5/1861 e chega a Belém em 24/7/1861.
Durante o s/governo episcopal se
envolve na chamada “Questão Religiosa” e foi preso e condenado a 4 anos de
prisão c/trabalhos forçados p/crime de sedição e com ele D. Vital Maria
Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda e Recife, em 28/4/1874.
Em 26/6/1890 D. Macedo Costa é transferido p/a Arquidiocese de S. Salvador da
Bahia. F. em Barbacena/MG em 20/3/1891.
Assis de
Vasconcelos
ASSIS DE VASCONCELOS/AUGUSTO
ASSIS DE VASCONCELOS – Foi o chefe militar que comandou os revolucionários do
26º Batalhão de Caçadores, na jornada de julho de 1924, Capitão de Engenheiros
AUGUSTO ASSIS DE VASCONCELOS. S/estar ligado à guarnição, desconhecido pela
maioria da soldadesca, tomou as rédeas do movimento, na hora mais grave do
motim, colocando-se à frente dos insurretos, assumindo, desse modo, o comando
do Batalhão, na noite de 26 de julho.
No dia seguinte, antes que as
forças legalistas se lançassem ao ataque, o Cap. Assis ordenou o avanço geral
da tropa. Não havia planos à cumprir. Nada tinha sido traçado anteriormente.
Assim mesmo os rebeldes tomaram a iniciativa da luta, avançando pela Avenida de
Nazaré e irrompendo no largo da Pólvora, onde já era intensa a resistência do
governo.
Resolutamente o Cap. Assis marchava ao lado daquele grupo de
bravos, em direção ao Quartel da Polícia Militar do Estado, situado à Rua
Gaspar Viana, esquina da Travessa da Piedade. E estava para tomá-lo de assalto,
quando tombou ferido, na Avenida 9 de Agosto., atual Assis de Vasconcelos.
Como os Poderes Públicos Municipal e Estadual Deveriam Atuar nos Festejos dos 400 anos de Belém?
Com trabalho e criatividade, indo atrás de verbas de diversas fontes e fazer como os exemplos abaixo, em relação às revitalizações dos prédios, casarões e outros espaços históricos de Belém e aproveitando alguns desses espaços para a construção de memoriais que falem da História e Memória de Belém para o resgate de nossa História, assim como resgatar as figuras e os eventos que fizeram essa mesma História. Como já dissemos, fazer os melhoramentos urbanísticos são necessários, mas quem chama turistas para uma localidade são os espaços culturais que rememorem a história do local. Não esquecer dos memoriais já existentes, mas que no momento se encontram abandonados e ver a possibilidade de melhoramentos para a orla de Belém.
Os Outros Estados Brasileiros estão na nossa frente em termos de Preservação da Hitória-Memória
O Memorial Rondon
Fonte: Lislaine dos Anjos/MidiaNews
As obras do Memorial Rondon, no Distrito de Mimoso em Santo
Antônio do Leverger, serão retomadas pelo Governo do Estado. O anúncio foi
feito pelo secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), Jairo
Pradela, nesta terça-feira (4), durante o fórum que discutiu a retomada da obra
e modelo de gestão do memorial.
A previsão é que a obra seja concluída em maio de 2015 e custará cerca de R$ 3
milhões. “Já conseguimos os recursos junto ao BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social) e a ordem de serviço foi assinada”, informa
o secretário Jairo Pradela. O arquiteto responsável da obra, José Afonso
Portocarrero, explica que o projeto teve que passar por algumas adequações, mas
que a concepção original da obra não foi alterada. “Além de preservar a memória
e história do Marechal Rondon, o espaço será um grande centro cultural da
comunidade de Mimoso e de todo o estado. As alterações no projeto foram
necessárias em função da paralisação da obra. Basicamente as mudanças
aconteceram no quesito acessibilidade”.
Além do museu, o Memorial Rondon contará com um amplo espaço para atividades
culturais, biblioteca, laboratório de campo que será utilizado pelas
universidades e faculdades, espaço administrativo e jazido (Rondon) e um Centro
de Atendimento do Turista (CAT).
Com relação ao modelo de gestão do Memorial Rondon, a Sedtur realizou três
oficinas com a comunidade para discutir a funcionalidade do espaço e a
administração do local. As discussões avançaram no fórum, onde ficou definido
com a Prefeitura de Santo Antônio do Leverger, a Universidade Federal de Mato
Grosso (UFMT), Associação dos Amigos de Rondon e as secretarias de Turismo,
Educação e Cultura do Estado a criação de um grupo técnico que nos próximos
meses vai definir a forma de gestão do memorial.
A princípio, é consensual que a gestão do espaço seja feita de forma
compartilhada com a comunidade local por meio de associações e entidades que já
atuam na preservação da cultura e memória de Rondon. “O Memorial Rondon, que
fica no coração do Pantanal, é um importante indutor do turismo. Vamos investir
no fomento no turismo de base comunitária que tem como principal atração para o
turista a história e o modo de vida da população local. Isso também minimiza o
impacto ambiental e fortalece as ações de conservação da natureza. É importante
lembrar, que a preservação ambiental era uma das grandes preocupações do filho
ilustre de Mimoso, o internacional Marechal Rondon”, detalha a superintendente
de Fomento da Sedtur, Natália Rossetto.
Para o presidente da Associação dos Amigos de Rondon, Ivan
Pedroso, a população aguarda ansiosa a retomada e conclusão da obra. Segundo
ele, o diferencial agora é que a população foi envolvida no projeto e vai
fiscalizar o andamento da obra. “O Governo do Estado conseguiu envolver a
comunidade de Santo Antônio e Mimoso no projeto. Já não acreditávamos mais na
retomada da obra. Agora, além de fiscalizar o andamento da obra, vamos
participar da concepção do modelo de gestão. O Memorial Rondon é um espaço que
deve ser ocupado pela sociedade, pois a memória de Rondon não pode ser
esquecida pelos mato-grossenses. O mundo referencia os feitos do Marechal
Cândido Rondon, agora chegou a nossa vez de preservar essa história”, finaliza
Pedroso.
Lislaine dos Anjos/MidiaNews
Outro Exemplo de Como Recuperar ou Restaurar a História-Memória de Uma Cidade Histórica como Belém
Antiga Câmara foi restaurada e Memorial inaugurado em Porto Velho
Prédio histórico abriga acervo da memória política do município.'É um
resgate histórico para a população', disse o historiador Gorayeb Filho.
Memorial Anisio Gorayeb inaugurou nesta terça-feira, 23, em Porto Velho (Foto: Gaia Quiquiô/G1)
O Memorial Anisio Gorayeb abriu suas portas históricas a população de Porto Velho,
nesta terça-feira (23). Oito salas temáticas compõem o prédio
histórico, restaurado com as características originais da época. A
apresentação da casa foi feita pelo historiador Anisio Gorayeb, o
presidente da Câmara dos Vereadores, Alan Queiroz, e representantes da
Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), idealizadores do projeto.
A ex-vereadora e ex-deputada Marlene Gorayeb, representou a família
homenageada. O museu recebeu o nome de seu pai, que foi o primeiro
presidente da antiga Câmara Municipal. “O casarão estava abandonado há
quase 30 anos, várias candidaturas passaram e ninguém se preocupou. Mas
alguém olhou com carinho e conseguiram fazer a restauração, tão
importante para a cultura de Porto Velho. Estamos orgulhosos e honrados
pela homenagem”, disse Marlene.
Para
Anisio Gorayeb Filho o prédio histórico representa a memória política
do município. “É um resgate histórico para a população. É a primeira vez
que fazem uma restauração, com aproveitamento de tudo. A memória da
política, sobre a primeira sede da prefeitura, que foi inaugurada em
1924 e permaneceu por 40 anos no local, e depois a sede da Câmara, que
funcionou durante 15 anos e ficou abandonado por 30 anos. Meu pai foi o
primeiro presidente, filho de Porto Velho, dedicou sua vida à história
política de Porto Velho”, declarou o homenageado.
Oito salas compõem a estrutura restaurada, que receberam os nomes de
Casa do Ribeirinho, História da Restauração, Sala de informática, Museu
Político, Biblioteca Regional, Galeria dos ex-presidentes e
ex-vereadores, Sala da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e Plenário
Bohemundo Álvares Affonso. O edifício dará vida ao Museu da Imagem e
Som, com um centro de pesquisa histórico e cultural para estudantes de
escolas públicas e particulares, sede da orquestra sinfônica,
administração dos eventos do Mercado Cultural, criação do Dia da
Identidade Cultural do Rondoniense, Monumento aos Pioneiros, e a
administração do Palácio da Cultura.
A programação de inauguração contou com a participação de ex-vereadores,
ex-presidentes e atuais parlamentares, representantes do Ministério
Público e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia. Também aconteceu o
lançamento do livro "Resgate da história", sobre a trajetória política
dos protagonistas do prédio restaurado. A banda Madeira Popular
Orquestra (Mapo), formada por músicos militares, tocou durante a
apresentação cívica e cerimônia, enquanto a população conhecia o
Memorial.
Sala da História da Restauração
guarda imagens e peças encontradas durante a edificação do prédio
histórico (Foto: Gaia Quiquiô/G1)
O jornalista e historiador José Martins
de Oliveira, 59 anos, visitou o Memorial e se emocionou com a
restauração. “Sempre estive na antiga câmara, antes de ser transferida
para o bairro Embratel. Em 1975, muitos trabalhos foram desenvolvidos
aqui. É um resgate de cultura e memória de extrema importância para a
sociedade rondoniense, valorizando os trabalhadores daquela época”.
O Memorial será uma obra em constante construção. Para Alan Queiroz, a
obra nunca vai parar, devido ao que pode ser incluso em seus espaços,
com o decorrer da história. “Uma obra como essa e o pós obra nunca vai
parar. O memorial sempre terá acervos, novas histórias e novos momentos
para serem retratados no decorrer da história e do tempo. O que nos
conforta é saber que conseguimos tirar o prédio das ruínas e chegar onde
chegamos. Um desafio que chegamos a pensar que não iria adiante, mas
graças a Deus podemos proporcionar a população esse resgate de história,
das pessoas que contribuíram com o nosso passado, origem e raízes”,
finalizou o presidente da Câmara.
O projeto
Abandonado e tomado por matagal e lixo, o prédio servia de abrigo para
moradores de rua. A ideia de restauração do espaço surgiu da ACRM, que
se reunia em salas deterioradas no local, para definir o projeto de
restauração e tentar resgatar a identidade cultural da cidade. A obra
teve inicio em janeiro de 2014, dividida em estudos de arqueologia e
edificação. A primeira etapa da obra demorou seis meses para ser
concluída e foi composta de pesquisas de campo, documentais e
bibliográficas realizadas por arqueólogos. A segunda parte foi concluída
com a edificação e construção civil.
O recurso foi cedido pela Câmara dos Vereadores, no valor de cerca de R$
1,3 milhão, para a reforma e restauração do prédio histórico, que
possui estrutura metálica e resgate de peças de janelas e portas,
confeccionadas a mão por artesões, além de pedaços de telhas encontrados
na escavação, que possibilitou a reprodução fiel da cobertura do
Memorial.
Autor: G1 RO
Fonte: G1 RO
O Que Falta Para os Governantes do Pará e Belém Para Começarem a Recuperar a Sua Rica História-Memória e Montar Memoriais Para os Festejos de Seus 400 Anos?
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha
Um exemplo para nossos goernantes e políticos na conservação do Patrimônio Histórico de Belém e Pará
Fonte: Bem Paraná - www.bemparana.com.br
Prefeitura de Curitiba envia à Câmara projeto de lei de Proteção do Patrimônio Cultural
27/01/15 às 17:56 SMCS
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, assinou
nesta terça-feira (27) o projeto de lei de Proteção do Patrimônio
Cultural de Curitiba. A proposta, que foi enviada para apreciação da
Câmara Municipal, entre outros pontos cria instrumentos fiscais que vão
permitir a preservação do patrimônio cultural, como a utilização do
patrimônio construtivo, que poderá ser renovado a cada 15 anos, mediante
a boa conservação ou apresentação de alvará de restauro do imóvel de
valor cultural, histórico ou arquitetônico.
Outros incentivos de preservação são a redução de Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o enquadramento em leis
de incentivo à cultura e parcerias entre poder público e a iniciativa
privada. Ainda cria o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural,
institui o Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural (Funpac).
Aproximadamente 600 imóveis são hoje considerados de interesse de preservação e estariam enquadrados com a aprovação da lei.
“Uma cidade deve ter a capacidade de preservar a sua história e
memória. Este projeto é um avanço no incentivo à preservação do
patrimônio cultural de Curitiba. Queremos que a população se sinta
valorizada e seja conquistada em favor dessa causa, com a participação
de diferentes setores da cidade. Vamos recuperar algumas áreas da cidade
e preservar o patrimônio para valorizar a riqueza material e imaterial
da história da formação de Curitiba”, afirma Fruet.
No projeto, elaborado por equipes da Instituto de Pesquisa e
Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Fundação Cultural de Curitiba,
Secretaria Municipal de Urbanismo e Procuradoria Geral do Município, são
regulamentados os instrumentos de proteção ao patrimônio cultural,
dentre eles o inventário, o tombamento, o registro e a vigilância.
“Esta lei é moderna e ampla e permite a proteção de todo patrimônio
cultural, artístico e histórico da cidade, tanto o edificado como o
imaterial. Com ela, vamos poder organizar o mapa geral da cultura de
Curitiba e também uma política efetiva de patrimônio cultural. O
conjunto de ações proposto permite que a cidade tenha uma legislação
eficiente, atendendo as necessidades da população na área e indo ao
encontro dos anseios daqueles defendem o patrimônio na cidade”, revela o
presidente da Fundação Cultural, Marcos Cordiolli.
“Perdemos muito desse patrimônio nos últimos anos. Daremos um passo
extraordinário com projeto, que deve colocar um fim definitivo em
algumas demolições de patrimônio cultural que estão acontecendo na
cidade. Queremos uma cidade para toda a população, que tenha história e
substância, e que as pessoas tenham efetivamente uma relação com seu
patrimônio cultural”, afirma o presidente do Ippuc, Sérgio Pires.
No projeto, são estabelecidas regras de fiscalização, procedimento
administrativo e penalidades para dar condições de efetivo cumprimento e
acompanhamento das medidas de preservação previstas. O foco está na
conscientização da importância da proteção do patrimônio, criando
controle compartilhado na fiscalização com a colaboração da população
através do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural.
A proposta também cria as chamadas medidas alternativas para o
cumprimento da lei, como a possibilidade da apresentação de plano de
trabalho pelo proprietário do bem protegido, concedendo-lhe prazo para
que promova o restauro na hipótese de iminente dificuldade financeira.
Também participaram da cerimônia de assinatura do projeto o
secretário municipal do Urbanismo, Reginaldo Cordeiro, o
procurador-geral do Município, Joel Macedo, e o vereador Serginho do
Posto.
Aniversário de Uberaba/MG
Fonte: www.jmonline.com.br
Com programação especial intitulada “Uberaba 195 anos,
orgulho da nossa terra”, promovida pela Prefeitura de Uberaba, por meio
da Fundação Cultural, o aniversário de Uberaba, na próxima segunda-feira
(2), será comemorado com atrações e serviços na praça da igreja Nossa
Senhora da Abadia, das 8h às 21h30.
A programação começa com o projeto de emissora de TV e a
Prefeitura na oferta de serviços à população. Também a partir de 8h, o
público poderá participar de atividades esportivas, de lazer,
brincadeiras e diversões, que estarão sob a responsabilidade da
Secretaria de Esporte e Lazer.
No mesmo horário começa a funcionar o estande contando a
história de Uberaba, organizado pelo Conselho de Patrimônio Histórico e
Artístico de Uberaba (Conphau), até 18h. À noite continua com o show
especial “Minha Terra, Minha História”, finalizando com um concerto
especial da Orquestra Municipal de Uberaba e solistas uberabenses
convidados.
Com o tema “Uberaba - 195 anos de História e Memória”, o
estande da História terá contação de histórias com detalhes de
acontecimentos da cidade e a exposição “Patrimônio em Miniatura”, com
obras dos artistas plásticos José Eduardo e Sandra Monteiro, composta
por maquetes de imóveis tombados e inventariados do município.
Haverá ainda espaço em que serão exibidos pequenos vídeos
sobre a história de Uberaba, criando um ambiente em formato de cinema, e
uma exposição de banners contando a história do Paço Municipal, em
parceria com a Câmara Municipal de Uberaba.
Paralelo ao estande da história, a Secretaria de Esporte e
Lazer oferecerá um espaço de brincadeiras e lazer, com brinquedos
infláveis, cama elástica e atividades com atletas uberabenses. Ao mesmo
tempo, no palco, a Fundação Cultural promove apresentações musicais,
trazendo duplas sertanejas e o Projeto ao Cubo.
A partir de 18h Alexandre Saad, a banda Cheiro de Mato e o
Quinteto de Cordas homenageiam a cidade com músicas brasileiras e obras
de compositores uberabenses, com show que será iniciado com a exibição
de um vídeo documental sobre Uberaba. O projeto, preparado especialmente
para a comemoração dos 195 anos, tem foco informativo e educativo a fim
de preservar a memória e a história de nosso povo e traz depoimentos de
historiadores, autoridades e munícipes, culminando no espetáculo
musical. A apresentação desta segunda é a primeira de cinco shows que
acontecerão em março em distritos da cidade.
Para encerrar a comemoração, a Orquestra Municipal de
Uberaba traz ao público um grande concerto com os solistas uberabenses
Marília Bartolomeu, Hélio Siqueira, Henrique Botelho e Thiago Neves.
Devido a grande cheia acontecida no Estado do Acre alguns de seus museus foram afetados pela grande enchente, mas os acreanos não descuidaram da recuperção desses pontos de História-Memória do Acre. Em Belém muitos pontos da História-Memória estão fechados e abandonados pelo descaso governamental.
Abaetetuba não possui nenhum Museu ou Memorial
Museus do Acre
Fonte:
Quésia
Melo e Tácita Muniz Do G1 AC
O Acre
tem 24 museus, número maior que o total de cidades do estado (22), segundo o
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Mas as instituições estão distribuídas
em apenas seis municípios, sendo que só em Rio Branco há 15.
De acordo
com levantamento feito pelo G1, considerando a taxa de habitantes por
museu, o Acre é uma exceção entre os estados da região Norte, já que é o único
que tem o índice mais baixo que a média nacional – um museu para cada 33,4 mil
pessoas.
O G1 confirmou,
junto ao Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre, a desativação
de ao menos sete locais apontados na lista – alguns por tempo indeterminado,
outros por questões de revitalização, mas sem prazo para reabertura.
A
presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Karla Martins, diz que a
manutenção dos locais é uma forma de deixar viva a história do estado.
“Os
espaços de memória contam um período da história do Acre. Eles são importantes
porque resgatam a identidade, pois neles estão contidos registros de conteúdo e
memória, mas também as exposições que tendem a ser espaço de reflexão. Nós
entendemos que conceito de memória não é mais aquilo que passou, mas aquilo que
está vivo e resgata sua identidade como comunidade em geral”, enfatiza.
Espaços
fechados após cheia
Os quatro museus cadastrados na cidade de Xapuri, a 188
quilômetros de Rio Branco, estão fechados desde a cheia que atingiu a cidade em
fevereiro deste ano. As águas chegaram a mais de 18 metros e afetaram os
patrimônios do município.
Os locais
que preservam a história do seringueiro Chico Mendes tiveram que ser
temporariamente desativados para revitalização. O Museu de Xapuri não sofreu
danos com a cheia, mas está sendo usado para guardar o acervo dos outros
espaços.
Casa Povos da Floresta, em Rio
Branco, preserva a cultura indígena (Foto: Quésia Melo/G1)
“No
município de Xapuri, onde temos um grande número de visitas, a Casa Chico
Mendes e a Fundação Chico Mendes estão fechadas a pedido do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já tinha um projeto de
revitalização para a casa, mesmo antes de ser atingida pela alagação. Então,
estamos aguardando o processo licitatório para que sejam reabertos de vez”,
explica Karla.
A
presidente diz ainda que a FEM pretender trazer os objetos da Casa de Chico
Mendes para dois locais que ficam ao lado da fundação, que pertencem ao Estado,
o que deve desocupar o Museu de Xapuri.
Seringueiros
e indígenas
Na capital acreana, onde se concentra a maior parte dos museus, segundo o
levantamento, o famoso Museu da Borracha, no Centro de Rio Branco, permanece
fechado há mais de um ano por problemas na parte elétrica do local. O espaço
mantém viva a luta dos seringueiros durante o Ciclo da Borracha no Acre.
Segundo a FEM, não há prazo para a reativação do local.
Mantido
para preservar a cultura indígena do estado, a Casa dos Povos Indígenas,
registra atualmente 15 visitas diárias. Sobre as visitas, Karla explica que são
sazonais, mais intensas em períodos folclóricos para que os alunos tenham
acesso aos contos das florestas.
“Existe um projeto que vamos desenvolver em breve, que é justamente para o
município reforçar esse espaço de visitação e aumentar o fluxo”, garante.
Cachoeira do Ar-Condicionado na Serra do Divisor,
na fronteira do Acre com o Peru (Foto: Divulgação/ICMbio)
Parque
Nacional da Serra do Divisor
Também entra na lista do Ibram o Parque Nacional da Serra do Divisor. Pelos
critérios do instituito, que seguem normas internacionais, além dos espaços
tradicionais de cultura, são considerados como museus as reservas ambientais,
que promovem o turismo e a preservação de espécies da fauna e flora.
Até abril
deste ano, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
havia registrado 255 visitas no local. A área de conservação tem mais de 843
mil hectares e fica localizada na fronteira do Brasil com o Peru. É um ponto
turístico que atrai visitantes em decorrência das cachoeiras e da preservação
do local – 98% da floresta está intacta, de acordo com o instituto.
Atualmente,
é responsabilidade do ICMBio, que atua na fiscalização, pesquisa,
monitoramento, manutenção de estruturas, apoio no turismo e educação ambiental.
As visitas só podem ser feitas com autorização da autarquia.
Espaços
na Ufac
No cadastro, existem quatro locais designados como museu na Universidade
Federal do Acre (Ufac), que são, o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas,
Museu de Paleontologia, Museu Universitário da Ufac e Parque Zoobotânico.
Porém, um dos curadores explica que há sete anos quase todos os espaços foram
unificados em um local no campus.
"Em
2008, houve a unificação. O local é aberto ao público em geral e para estudantes.
Mas a maior parte das pessoas que frequentam são pesquisadores. No museu, temos
coleções de história natural, pinacoteca. A parte histórica e a paleontologia
são as mais consultadas", conta Gerson Albuquerque.
O curador
diz ainda que o Parque Zoobotânico é o único que fica em um espaço diferente.
"O Zobotânico está em um diferenciado, porque é um parque, mas tudo o que
tem lá faz parte do Museu Universitário. São todos integrados."
Biblioteca da Floresta, em Rio
Branco, guarda acervo sobre os seringueiros (Foto: Quésia Melo/G1)
Espaços
para pesquisas
Os espaços culturais do estado são procurados, principalmente, por
pesquisadores, segundo o Departamento de Patrimônio Histórico da FEM. É o caso
da Casa de Memória Daniel Pereira de Mattos, criada pelo centro espírita Casa
de Jesus Fonte de Luz, em Rio Branco. Ela guarda em seu acervo objetos,
fotografias e grande bibliografia sobre o chá de ayahuasca (ou Daime, que tem
propriedades alucinógenas), tanto no uso urbano, como também nas florestas.
De acordo
com a administração, cerca de 20 pessoas visitam o espaço mensalmente. A casa é
uma réplica da moradia do mestre Daniel Pereira de Mattos, que foi considerado
um missionário de tratamentos espirituais usando o Daime.
Também
muito procurada para pesquisas, a Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, é rica
em materiais sobre os seringueiros e a luta no período da exploração da
borracha no estado.
Local de
estudos
Muitos estudantes dizem que vão aos espaços com biblioteca para estudo e não
para visitação. “Sempre venho aqui estudar, mas não visito os espaços que têm
acervo histórico. Não vejo muitas visitas na Biblioteca da Floresta, a maioria
vem só para estudar ou pesquisar”, diz o estudante, Mateus Santos, de 18 anos.
Quando
está com alguém de outro estado, Kleilson Gadelha, de 16 anos, diz que faz
questão de levar o visitante para conhecer o espaço, mas ele não se anima com
os museus de Rio Branco. “Uma vez trouxe um amigo de outro estado para conhecer
alguns espaços, mas normalmente não visito por questões culturais”, conta.
O
pensamento também é compartilhado por Andreia Nunes, de 19 anos. “Eu nunca
procurei esses espaços pelo lado histórico”, diz.
Museu de Cruzeiro do Sul também está fechado para
reforma (Foto: Jhonatas Fabrício/Rede Amazônica Acre )
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha
Vultos da Hitória
Lagos presta homenagem a quatro personalidades na toponímia
da cidade
O Município de Lagos homenageou
quatro personalidades perpetuando os seus nomes na toponímia da cidade. O
descerramento das placas decorreu a 1 de novembro, numa cerimónia realizada no
âmbito das comemorações do Dia do Município, passando a denominar-se Rua
Emmanuel da Costa Correia (Historiador); Rua João Braz (Poeta); Rua António
Diogo Bravo (Industrial) e Rua António Aleixo (Poeta).
A Sessão
Solene que antecedeu a Cerimónia de Descerramento de Placas Toponímicas,
decorreu no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, na presença de vários
convidados, na sua maioria amigos e familiares dos homenageados.
Além do
executivo municipal, estiveram igualmente presentes, o presidente da Assembleia
Municipal de Lagos Paulo Morgado, o presidente da Assembleia da União de
Freguesias de Lagos José Bandarra, outros autarcas, membros da Comissão
Municipal de Toponímia e demais entidades locais que aceitaram o convite para
participar nesta cerimónia.
As placas
toponímicas que foram descerradas resultaram de uma proposta de atribuição de
denominações toponímicas para a Freguesia de Santa Maria (zona da Atalaia) que
a Comissão Municipal de Toponímia deliberou, por unanimidade, na reunião de 29
de maio de 2008, apresentar à Câmara Municipal de Lagos, tendo merecido a
aprovação unânime do órgão executivo em reunião realizada a 18 de junho de
2008.
«Estava então em causa não apenas
a identificação de novos arruamentos numa zona de expansão urbana da cidade de
Lagos, de cariz residencial e turístico, nas proximidades de um prestigiado
campo de golfe, como a oportunidade de, uma vez mais, se prestar homenagem
através da toponímia de Lagos a personalidades que a seu tempo se destacaram
nos mais variados domínios de atividade humana, da cultura ao mundo
empresarial, recordando a sua vida e obra, e fazendo perdurar, nas gerações
atuais e futuras, pedaços de uma memória coletiva que dá conteúdo à identidade
de um povo e dos lugares», salienta a Câmara de Lagos em nota de imprensa.
A
presidente da Câmara Maria Joaquina Matos sublinhou, na inauguração, que a
autarquia de Lagos “sempre valorizou muito a área da toponímia”, frisando que
“todos os nomes consagrados nas placas do nosso município contribuíram para uma
sociedade melhor”.
A autarca
mostrou-se muito honrada “em termos a possibilidade de prestar esta homenagem a
estes quatro tão importantes vultos, que são exemplos de vida para o nosso
presente e para o nosso futuro. Desejamos que a sua memória perdure para a
posteridade”.
Também a
vereadora da Cultura e da Toponímia lembrou que “a História é feita pelos povos
e, no limite, pelo conjunto de histórias singulares dos indivíduos em
sociedade”.
Para a vereadora Maria Helena
Afonso, e assumindo-se a toponímia como uma referência dos valores históricos,
culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições
“faz todo o sentido registar sistematicamente as personalidades, os casos mais
marcantes, começando por descobri-las nas designações das ruas, dando vida a
quem fez história e reforçando e reconstruindo memórias e identidades locais”.
Os
representantes das famílias quiseram deixar palavras de agradecimento à
autarquia pela homenagem prestada àquelas personalidades, e pelo facto de ter
sido “reconhecido o mérito que tiveram no percurso das suas vidas, nas
diferentes áreas”.
Da
família do poeta João Braz falou Vera Machado (neta) e Rosa Andrade (sobrinha),
que recitou alguns poemas do seu tio. Em representação dos familiares de
António Diogo Bravo falou o seu neto, António Ricardo Bravo Mexia Chaves Costa.
O último
convite para usar da palavra foi feito a Vítor Aleixo, presidente da Câmara
Municipal de Loulé e neto do poeta António Aleixo, que, à semelhança dos
anteriores familiares, voltou a agradecer o facto do Município de Lagos “manter
viva a memória do meu avô, um homem muito humilde e bastante incompreendido no
seu tempo, mas que curiosamente deixou uma obra poética bastante atual”,
convidando todos a conhecer um pouco mais deste poeta popular algarvio.
A
cerimónia terminou na zona da Atalaia, com o descerramento das respetivas
placas toponímicas.
História do Rio é
revisitada em visita guiada a cemitério
Você sabia que em 1842 um médico
brasileiro fez uma importante cirurgia cardíaca, sem anestesia, até então
realizada apenas três vezes no mundo? Que, em 1849, um vereador solicitou
punição em discurso na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro,
denunciando a proliferação de charlatães que atuavam na produção e
comercialização de remédios?
Essas e outras histórias fazem parte
do passeio cultural que acontece no próximo dia 3, quinta-feira, às 14 horas,
no Cemitério da Penitência, no Caju. A visita guiada, que é gratuita, é
comandada pelo historiador Milton Teixeira e conta com a participação do grupo
teatral O Corsário Carioca.
Durante o tour, que dura
cerca de duas horas, cariocas e turistas poderão conhecer um pouco mais sobre a
história da cidade. O Cemitério da Penitência, um dos mais antigos da cidade
(fundado em 05 de março de 1875), abriga vasta riqueza histórica, pois nele
está sepultada boa parte da colônia portuguesa, que veio para o Rio de Janeiro
com a vinda da Família Real.
“É lá que estão os túmulos e jazigos
de diversas personalidades portuguesas daquele século, como o Barão de Vista
Alegre, o Conde de Vilela e o Comendador Francisco Ferreira das Neves”, conta o
historiador.
Recentemente, foi descoberto o jazigo
de Cândido Borges Monteiro, mais conhecido pelo título de Visconde de Itaúna.
Monteiro foi membro do Conselho do Imperador D. Pedro II e médico da Família
Imperial, tendo inclusive dado assistência aos partos dos filhos do Imperador,
especialmente o da princesa Isabel.
“Cândido Monteiro teve ainda
importante atuação no controle das epidemias da febre amarela e de cólera,
sendo agraciado com a Comenda da Ordem de N. S. Jesus Cristo e o título de
Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa”, adianta Milton Teixeira.
Obras sacras e encenação Os adeptos ao passeio também irão conhecer as variadas obras sacras que
decoram os jazigos perpétuos das famílias.
“Vamos percorrer a via principal e
apresentar as capelas que margeiam a alameda, todas de membros da colônia
luso-brasileira. Entre as obras, podemos mencionar àquelas do português José
Vicente de Souza, em mármore, e os vitrais e mosaico de Gastão Formenti, dois
artistas com presença forte em vários túmulos”, elucida o Teixeira, arquiteto
especialista em História e História da Arte e que há 30 anos pesquisa a
história do Rio de Janeiro.
Histórias de personalidades
importantes que viveram no Rio, como Estácio de Sá, Nicolas Villegagnon, José
de Anchieta, Araribóia e o Corsário Francês René Duguay Trouin, também serão
encenadas pelo grupo teatral O Corsário Carioca.
Para participar do passeio, não é
necessário fazer inscrição. O ponto de encontro é o pórtico de entrada do
cemitério. O Cemitério da Penitência fica na Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307,
Caju. Informações pelo telefone (21)2580-4479.
A História Fundado em 05 de março de 1875, o cemitério está ligado à Associação
Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, sendo um dos mais antigos da
cidade. Inicialmente, somente os Irmãos da Penitência eram enterrados no local.
“Com a proibição de enterramentos nas
igrejas, em 1850, pensaram os irmãos em construir campo santo próprio. Foram
então encerrados os sepultamentos nas catacumbas do morro de Santo Antônio,
sendo transferidas para lá as antigas sepulturas”, explica Milton Teixeira.
O administrador do cemitério destaca
a importância desse tipo de turismo em espaços carregados de história e
memória. Para ele, a visitação a esses locais pode significar uma contribuição
para a sua preservação.
“Os cemitérios são fontes de
materiais de extrema riqueza que ajudam na construção do conhecimento sobre as
diferentes culturas. Por isso, são considerados patrimônios culturais em todo o
mundo, pois remetem aos restos mortais de pessoas, ilustres ou não, que
contribuíram de alguma forma para a construção da história da humanidade”,
comenta Alberto Brenner Júnior.
SERVIÇO
Visita Guiada ao Cemitério da
Penitência
Dia: 3 de dezembro
Horário: 14h
Entrada: gratuita
Endereço: Rua Monsenhor Manuel
Gomes, nº 307 – Caju
Pobre Belém de 400 anos, suja lixo, entulhos e pixações por toda parte, canais de drenagens fétidos e cheios de lixo, ruas esburacadas, praças abandonadas e nenhum prédio histórico foi restaurado para mostrar nesses 4 séculos. Que pena, Belém do Grão-Pará merecia mais carinho de seus governantes!
Pobre Belém de 400 anos, suja lixo, entulhos e pixações por toda parte, canais de drenagens fétidos e cheios de lixo, ruas esburacadas, praças abandonadas e nenhum prédio histórico foi restaurado para mostrar nesses 4 séculos. Que pena, Belém do Grão-Pará merecia mais carinho de seus governantes!
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