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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

RUAS DE ABAETÉ E VULTOS 1

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ/PA

As mais antigas ruas de Abaeté remontam aos fins do século 19 e início do século 20, quando Abaeté era apenas uma pequena cidade, praticamente um povoado. Em 1896 a sede do município possuía pouco mais de 1.000 habitantes e as colônias agrícolas da terra firme junto com a zona das ilhas possuíam aproximadamente 11.000 habitantes. Há um relato que nos fala:
“3 ruas, 5 travessas, duas praças, duas igrejas católicas. A rua frente ao rio é feita de pontes, que facilitam o movimento de embarque e desembarque para os estabelecimentos comerciais ali existentes”.

Não podemos pensar as primeiras ruas de Abaeté do modo como as vemos hoje. Pela frente da cidade passava um rio. Desse rio, vários igarapés adentravam o povoado existente e o povoado ficava numa ponta de terra. E a 1ª rua a surgir, nessas circunstâncias, deveria ser a rua da frente da cidade ou “beira”, onde existiam várias casas comerciais. Essa rua era a Rua Justo Chermont, que veio receber esse nome como homenagem do povo abaeteense ao governador Justo Leite Chermont, que governou o Pará de 17/12/1889 a 7/2/1891, portanto, no início do período republicano do país. Essa rua fora construída em pontes, devido a existência do rio e igarapés da frente da cidade. E, pelo que consta em nossas pesquisas, não mudou de nome como as demais.
As duas igrejas a que o texto se refere são a Igreja do Divino Espírito Santo e a Igreja de Santa Luzia.

As outras duas ruas e as 5 travessas e duas praças a que o texto se refere constituem um quebra-cabeça para os que se interessam pelo assunto, pois as antigas ruas, praças e travessas mudavam constantemente de nomes, conforme o contexto político que se apresentava. E há dois fatos a considerar. Um dos fatos é que as terras de Abaeté pertenceram à Igreja Católica até o ano de 1903, por isso, não havia condições para a cidade crescer, pois não havia terras para a implantação ou surgimento de ruas. O outro fato é que a maioria absoluta da população residia nas colônias agrícolas e ilhas do município e, inclusive, os grandes vultos da antiga Abaeté residiam nas ilhas de Abaeté, onde estavam os seus interesses econômicos.

Essas duas ruas e 5 travessas devem ser buscadas entre as seguintes:

Documento de 1887, se refere a uma ´Praça 25 de março`, onde ficava o prédio da antiga Câmara Municipal de Abaeté e onde era a sede do ´Jornal O Abaeteense`”.
Em 1887 já existia a Travessa Tenente Coronel Costa.



1894: Travessa da Conceição.
1894: Travessa Tenente-Coronel Costa.
1894: “Rua Coronel Caripuna, onde ficava a casa de Dionísio Pedro Lobato em 1894”.

1895: “Rua Justo Chermont”.

Em 1896 já se falava de uma “Trav. da Conceição”, no governo do Intendente Emygdio Nery da Costa.
“Pago à Leonel Antonio Lobato, pela verba –continuação do Cemitério Municipal – sito na Trav. da Conceição, em 24.10.1896, 1ª prestação do contrato com a intendência – Nery da Costa”.

Na Pass. da Conceição foi construído o prédio em dois pavimentos do Grupo Escolar de Abaeté, inaugurado em 02.04.1902, tendo como 1º diretor o Professor Bernardino Pereira de Barros.

Há um documento de 1904 que se refere a essa rua com os termos: “Travessa Tenente Coronel Caripunas”.
Há um documento de 1904 que se refere a uma “Travessa Tenente Coronel Costa”.
Em um documento de 1904 foi encontrado o nome: “Travessa da Olaria”.
1904: Travessa do Ferreiro.
1904: “R. Siqueira Mendes canto com a Travessa Basílio de Carvalho”.
1904: “Na Praça da República ficava o escritório de advocacia e a residência de Messias de Sigmaringa Lobato”.
1904: “Praça da República, esquina com a Trav. da Conceição”.
1904: Na Praça da República ficava a residência de Genésio Augusto de Lima
Em uma escritura de imóvel de 1904 se encontra o trecho: “..imóvel situado na Pça. da República, esquina com a Travessa da Conceição”.
1904: “Travessa do Curro”.
Trecho de uma escritura de imóvel de 1904 que diz o seguinte: “.,..Trav. da Conceição com a Rua Abraham Fortunato”.
Em 1904 e 1905 há citações dessa rua: “Rua Justo Chermont, esquina com a Travessa São Benedito”.
Há uma citação dessa travessa em um documento de 1904: “Rua Coronel Castro, esquina com a Lauro Sodré, em frente da Pça. da República”.
Em 1904 há um documento que faz referência a uma “Travessa São Benedito”.
Na Rua Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis.
1904: “Praça de São Benedito”.
1904: Na Travessa da Glória ficava a residência de João Nepomuceno Pontes.
1904: “R. Lauro Sodré esquina com a Travessa da Glória, onde morava Benvinda de Lima Pontes”.
Em 1904 há um documento que faz referência a uma “Travessa São Benedito”.
1904: “Raimundo Leite Lobato morava na Rua Tenente Coronel Caripuna”.
1904, 1905: “Rua Coronel Caripunas, esquina com a Trav. Tenente Coronel Costa”.
1904: “Rua Coronel Caripuna, canto com a Trav. 22 de junho”.
Em 1904 e 1905 há citações dessa rua: “Rua Justo Chermont, esquina com a Travessa São Benedito”.
Há um documento de 1904 que se refere a essa rua com os termos: “Travessa Tenente Coronel Caripunas”.
1904: Rua Coronel Aristides, canto com a Travessa da Conceição.
1904: Travessa da Conceição, onde ficava a padaria de Raimundo Nonato Baía.
1904: Travessa Santa Luzia, canto com a Rua Siqueira Mendes.
Bernardino Pereira de Barros, com casa à Trav. Santa Luzia, esquina com a R. Nova, 1904.
1904: “Travessa Santa Luzia, onde morava Bernardino Pereira de Barros”.
1904: Rua Tenente Coronel Costa, fundos com a Praça da Conceição”.
1904: Há um documento que faz referência a um imóvel que ficava na “Trav. da Glória, esquina com a R. Nova ou Rua Paes de Carvalho”.
Em uma escritura de imóvel de 1904 se encontra o trecho: “...imóvel situado na Pça. da República, esquina com a Travessa da Conceição”.



Documento de 1905 se refere à “Rua Tenente Coronel Costa ou Rua do Igarapé”.
Citações sobre essa rua: 1905, ”local onde se localizava imóvel de Raimundo Lício Baia, em terreno que media 60x42 metros, entre as casas de Verônica Lobato e a Travessa da Conceição”.
1905: Na Rua Coronel Caripuna ficava a antiga Agência dos Correios de Abaeté, junto a ponte do igarapé.
Em 1905: Rua Coronel Caripunas, esquina com a Trav. Tenente Coronel Costa.
1905: Na Travessa da Conceição ficava o comércio de João Soares.
Simeão Margalho, com terreno à R. Siqueira Mendes, em 20.04.1905.

1906: “Rua Paes de Carvalho, onde ficava a Mercearia Simica, confronte ao Grupo Escolar”.
Pça. Da República. Messias de Sigmaringa Lobato, com imóvel à Pça, em 1906. Da república. Genésio Augusto de Lima, com terreno à Pça. da República.
R. Lauro Sodré. Hermínio Antonio da Silva Pauxis, com terreno à R. Lauro Sodré, que pertencia aos herdeiros do Visconde de São Domingos, em 1906.
Manoel Nery da Costa, com casa à R. Lauro Sodré, em 1906.
Jerônimo Nery da Costa, com imóvel à R. Lauro Sodré, em 1906.
Trav. Padre Pimentel, em 1906.
Trav. S. Benedito. José André Margalho (Velho Zé Margalho), com casa à Trav. S. Benedito, em 1906.
Benvinda de Lima Pontes. Residiu na Rua Lauro Sodré, canto com a Trav. da Glória, em 1906.
Em 1906: Rua Tenente Coronel Costa ou Rua do Igarapé.

Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24.05.1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros.

Documento de 1909 se refere a uma “Rua do Igarapé”, onde moravam Flora Campos e filhas.

Documento de 1909: “Travessa da Conceição, onde ficava a sede do Semanário “O Abaeté”.

Outro número do semanário O Abaeté, de abril de 1909, tem como diretor Cornélio Pereira de Barros e como secretário, Trajano Pereira de Barros, jornal com sede na Travessa da Conceição.

Júlio Calliari e Lectícia Parente são citados em documentos de 1912, com comércio à Travessa Tenente Coronel Costa, em 30.12.1912.

Em 1914 existia uma Travessa Tenente Coronel Costa, onde ficava a residência de Júlio Calliari e lectícia Carmela Parente.

ademir rocha, abaetetuba/pa, em 26/10/2009.

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