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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Plantas 122 - Plantas e Arbustos de Abaetetuba, Região e Pará - Flora e Fauna


Plantas 122 - Plantas e Arbustos de Abaetetuba, Região e Pará - Flora e Fauna

Tronco da samaumeira com as
raízes sapopemas

Samaúma - a Rainha da Floresta
Pertence às famílias bombacáceas. (Ceiba Pentandra Gaertn).
Samaúma ou Sumaúma (Ceiba pentranda) é uma árvore encontrada na Amazônia. É considerada sagrada para ao antigos povos “maia” e os que habitam as florestas. A palavra samaúma é usada para descrever a fibra obtida dos seus frutos. A planta é conhecida também por algodoeiro. Cresce entre 60–70 m de altura e o seu tronco é muito volumoso, até 3 m de diâmetro com contrafortes. Alguns exemplares chegam a atingir os 90m de altura, sendo, por isso, uma das maiores árvores da flora mundial.
Essa árvore consegue retirar a água das profundezas do solo amazônico e trazer não apenas para abastecer a si mesma, mas também pra repartir com outras espécies. De crescimento relativamente rápido, pode alcançar os 40 metros de altura.
Em determinadas épocas "estrondam" irrigando toda a área em torno dela e o reino vegetal que a circunda.
A samaumeira é tipicamente amazônica, conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na “a mãe” de todas as árvores. Suas raízes são chamadas de sapobemba. Estas raízes são usadas na comunicação pela floresta, que é feita através de batidas em tais estruturas. Possui uma copa frondosa, aberta e horizontal.
Além disso, a árvore apresenta propriedades medicinais e é considerada pelos povos da floresta, uma árvore com poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.

Vista de baixo da samaumeira
De acordo com a medicina popular aprendemos que a água da Samaúma ou o chá da sua casca é um remédio muito poderoso. Capaz de fazer mulheres engravidarem.Recentemente, ouvi a palestra de um ex-seringueiro - Sr. Florêncio Siqueira de Carvalho que destaca o seguinte:- "Existem igarapés-mirins mantidos pela Samaúma, na época da seca. Segundo ele, suas raízes de tão profundas, atingem o lençol freático. Dessa forma, capta água no interior da terra e a espalha pela superfície, tal como uma bomba, preservando esses charcos" e essas fontes perenes. Realmente, as raízes superficiais cobrem um raio de mais de trezentos metros tendo por centro o seu tronco e quando ela estronda libera a água do caule para o solo regando as plantas que estão ao seu alcance durante a estiagem."
SAMAÚMA, para muitos, simboliza a imortalidade. Na prática, além de dar guarida e proteger pequenos animais, ela é o traço de união, de correspondência, de contato de ligação, de aproximação e de harmonia entre muitos entes das selvas que se sentem bem sob sua fronde. Ela tem um destaque de nobreza e uma grandeza própria dos seres raros e majestosos da natureza.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

Árvore samaumeira e Igreja
Na troca de folhas


A VISAGEM DA SAMAUMEIRA
Na frente da casa do Sr. Ataíde, no local Poção, que fica na embocadura de dois braços de rios, o Furo Ciriaco e Rio Caripetuba, existia uma grande árvore samaumeira. No início dos trabalhos dos padres xaverianos nessa localidade, essa árvore apresentava um grande mistério, inexplicável até os dias atuais e que causava medo e pavor em todos os que ouviam o fenômeno, que acontecia periodicamente, e sempre à tardinha. Era o barulho de algum peso desproporcional, caindo e fazendo muito barulho de galhos quebrados e com forte impacto no chão, a terra tremia e com um estrondo ainda mais assustador. Esse fenômeno foi ouvido por muitas pessoas e durante muito tempo e que espantava todos os moradores do lugar. Quando, pela manhã, ia-se verificar o acontecido, não se encontrava vestígios de nada de anormal, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e a árvore ali estava inteira e sem buracos perto do seu tronco. Os moradores da localidade foram se aconselhar com o padre católico que dava assistência à comunidade e o mesmo recomendou que se fizesse, por 3 vezes a seguinte oração no momento do fenômeno: “Deus te salve”. E disse ainda que são fenômenos causados por almas perdidas que vivem no espaço. Tatá, Dalgisa e Bejoca, chegaram a assistir ao fenômeno e eles fizeram conforme a orientação do padre e ainda se podou a árvore até o tronco e o fenômeno parou de acontecer. Porém, o tronco da árvore emitiu vários brotos de samaumeira, que já estão bem crescidos e o autor do Blog viu esses brotos no quintal da casa do Sr. Ataíde e o mesmo vai deixar os brotos crescerem. Será que o fenômeno voltará a acontecer, com a árvore novamente crescida? É ver para crer ou para assustar novamente!

A CORRENTE DO MALATO
Malato é uma localidade da Ilha do Marajó, município de Ponta de Pedras e situada em frente à região das Ilhas de Abaetetuba, onde residem algumas pessoas conhecidas da população do Rio Caripetuba, Ilha do Capim e arredores. No Malato existe uma grande árvore de samaumeira (para o ribeirinho é uma árvore mística, perto da qual acontecem os fenômenos sobrenaturais, como aparecimento do curupira, fantasmas, pretinhos) onde estava presa e pendurada uma antiga e grande corrente que as pessoas pensavam que tinham sido os revoltosos da Cabanagem que a deixaram pendurada na grande árvore. Muito tempo depois é que os ribeirinhos descobriam que tinha sido uma tropa militar do governo imperial que armara a grande corrente na árvore, para prender, pendurar e matar de fome e sede ou à tiros, os rebeldes cabanos e fazia o mesmo com os ribeirinhos simpatizantes dos cabanos, que ajudavam ou davam abrigo ou protegiam os revoltosos cabanos do Pará. Esse castigo, imposto pelos governantes imperiais, deveria servir de exemplo para todos os que tentassem ajudar os revoltosos, como aconteceu na morte do mártir Tiradentes em Minas Gerais. Os revoltosos cabanos e seus amigos ribeirinhos simpatizantes, muitas das vezes, eram obrigados a vestir pesadas roupas de couro cru e assim eram pendurados na grande corrente, ficando expostos ao forte calor do sol e quando a roupa de couro ia secando,começava a apertar o corpo dos torturados, que morriam de fome, sede e asfixiados pelo aperto da roupa de couro seco. Uma coisa é muito verdadeira nessa história: a revolução cabana teve um de seus maiores focos de resistência nas regiões do Marajó e na região do Baixo Tocantins e centenas de pessoas morreram, de ambos os lados, nas lutas que se desenrolaram nas matas e águas do Marajó, Cametá, Abaeté, Igarapé-Miri, Moju, Capim e Guamá.

Plantas dos igapós, baixas ou mondongos:
Os igapós, baixas ou mondongos desempenham múltiplas funções e como áreas ecológicas e definidas, constituem unidades microclimáticas de muita importância em  áreas amazônicas, especialmente no Marajó. Antigamente os igapós eram considerados áreas insalubres, com feições negativas. Mas agora os igapós são olhados com visão construtiva, que ultrapassa a mera preocupação sanitária. Aos igapós, agora, deve-se dar uma perspectiva de valorização econômica.
A palavra igapó é um termo indígena, com os significados: y(água); kaa(mato) e pó(de haver, conter)=ykaapó, com o significado de "água que o mato tem" ou "água que contém mato". Ver nos livros do escritor paraense Eidorfe Moreira, ou de Ferreira Pena e outros autores.
As plantas das famílias "leguminosas" e "palmáceas" dominam o cenário dos igapós. Além dessas famílias tem os mangais, siriubais e plantas como:
. Arapari
. Jacareuba
. Mamorana
. Anani
. Louro do igapó
. Buiuçu
. Pau doce
. Corticeira
. Jupati
 Abaixo temos o instrumento da pesca do camarão de água doce
chamado matapi, feito com a tala do jupatizeiro.

. Pacapeua
. Buçu
Os igapós podem conter espécies vegetais de outras zonas de igapós da Amazônia:
. Jauari
. Seringueira
. Barriguda
. Pau de balsa
. Paxiúba
São espécies comuns nos igapós das diversas zonas das matas:
. Miriti
. Açaí
. Membi
. Sororoca
. Aningais, com várias espécies.

Algumas espécies dos vegetais igapófilos das palmáceas temos formam os chamados:
. Açaizais
. Caranazais
. Jaragais
. Jupatizais, etc.
Açaizeiro, é uma árvore da família das Palmáceas, espécie igapófila por excelência para fins alimentares.
. Paxiubeira, é uma árvore da família das Palmáceas.
. Miritizeiro, é uma árvore da família das Palmáceas, com várias funções na cultura amazônica.
. Sororoca
. Carananzais
. Jupatizeiro, é uma árvore da família das Palmáceas.
. Buçuzeiro, é uma árvore da família das Palmáceas.
Nos igapós também temos os chamados aningais:

Folhas de uma espécie de aninga






São espécies igapófilas, constituindo madeira leve:
. Abiurana
. Acapurana
. Pau roxo
. Capitari
. Molongó
. Munguba
. Sumaúma
. Pau de balsa
. Samaumeiras
As famílias das Leguminosas e Palmáceas são as famílias melhor representadas na flora dos igapós.
As Palmáceas são a família de maior número de indivíduos.
As Leguminosas são representadas por mais de 80 espécies dos igapós amazônicos.
Na flora dos igapós existem também as plantas das famílias das Sapotáceas e das Bombáceas.
Algumas espécies de plantas igapófilas  e varzeófilas também são encontradas nas matas de terra firme, como:
. Samaúma
. Anauerá
. Maparajuba
e outras.
Os ribeirinhos costumam dar nomes para algumas espécies ou famílias dos igapós:
. . Ingaranas
. Louros
. Tentos
. Faveiras, etc.

Algumas árvores e arbustos igapófilas e varzeófilas têm nomes diferentes noutras áreas:
. Abiurana, é da família das Sapotáceas.
. Açacu, é uma das espécies igapófilas mais comuns e de maior distribuição geográfica, da família das Euforbiáceas.
. Açaí, é uma das espécies igapófilas por excelência para fins alimentares e é da família das Palmáceas.

Abaixo fruto da Palmácea pupunheira
e capim do Alpiste.
. Acapu do igapó, é o menor e de maior importância dos acapus, é da família das Leguminosas.
. Acapurana, capoerana, cumandá ou manaiara, é da família das Leguminosas, havendo também outros "acapurana", mas de terra-firme, uma Leguminosa. 
. Acará-uaçu ou acarau-açu, que existe tanto nos igapós fluviais como nos lacustres, é da família das Poligonáceas.
. Anani ou ananim, que é o mais importante e notável dos "ananis", embora não seja o maior, é da família das Gutiferáceas.
. Anauera ou anauerá, que é notável pelo seu aspecto vistoso e também é encontrado na terra firme, é da família das Rosáceas.
Algumas dessas espécies são providas de raízes chamadas de "sapopemas", como na samaúma.
Com o brotamento de novas e pequenas folhas
Com folhas recém trocadas
A grande árvore samaumeira com as folhas já maduras
e pronta para outra muda de folhas


Uma samaumeira cresce muito e seu tronco inferior cria
as raízes chamadas sapopemas onde cabem até pessoas e animais
em abrigo contra chuvas e perigos da floresta.
Das espécies abaixo nomeadas, temos fotos de todas elas, que estão perdidas em meio de milhares de fotos que temos em nossos computadores (tipo PC). Vamos ver se achamos essas fotos e aqui publicá-las.

Abaixo temos algumas plantas da medicina caseira de 
Abaetetuba e Pará
Capim marinho

Plantas de jardim
Planta jasminzeiro

Abaixo Trompa de anjos

Algumas plantas para classificar:
. Cuiarana, tendo algumas com mais de 200 anos.
. Angelim, árvores que chegam a 600 ou mais anos.
. Maçaranduba, árvore que chega a 600 ou mais anos.
Blog do Ademir Rocha

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