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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Abaetetuba - Blocos nosTempos de Carnavais - História-Memória

Abaetetuba: Bloco nos Tempos de Carnavais - Alguns Aspectos da História-Memória do Carnaval
Carnaval de Abaetetuba em História-Memória

Tempos de Carnavais
Já pesquisamos, elaboramos e publicamos várias postagens sobre a Festa do Carnaval de Abaetetuba, incluindo memórias, histórias dos antigos e atuais carnavais e de alguns grupos carnavalescos. Mas sentimos que falta ainda muita coisa sobre essa festa popular brasileira, inclusive dos antigos bailes carnavalescos de salão promovidos pelos nossos clubes de futebol e os dos clubes Bancrévea e Assembléia Abaetetubense, o que faremos na disponibilidade de nosso tempo.
Um fato notável de nosso carnaval  é que alguns antigos grupos carnavalescos como o Palhuk e o Kanto do BASA passaram de simples blocos de carnavais para uma espécie de confraria carnavalesca entre amigos de longas datas, onde eles ainda se encontram para promover eventos, passeios, festas e a amizade entre seus membros permanece na memória e nos relacionamentos atuais de muitos membros, assim como na participação dos atuais eventos carnavalescos desses grupos de amigos. É a história e memória desses grupos que se perpetua no tempo.
Do Kanto do Basa ainda estamos recolhendo materiais, uma vez que em meio a tantas pesquisas, algumas se perderam por falhas do nosso sistema elétrico e dos sistemas de Internet.
Desenvolveremos esta postagem a partir das pesquisas já publicadas e isso levará a algumas repetições de assuntos que corrigiremos na medida do possível ou com acréscimos de novas pesquisas. E também damos sugestões para a melhoria e consolidação do carnaval de Abaetetuba.
Carnaval antigo
O Carnaval
Foto do antigo padrão carnavalesco de rua no Brasil, onde já acontecia a
liberalidades demonstrada por algumas alas dos blocos e as riquíssimas
fantasias de carnaval de outras alas
O Carnaval não nasceu no Brasil. Essa festa teve sua origem há séculos atrás e estava associada aos cultos agrários do mundo antigo, especialmente da Grécia antiga (cerca do século V a.C.), que com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade do solo e as colheitas, a cada ano que chegava era sempre a mesma festa, que acabou dando origem aos festejos do carnaval. Ao longo dos séculos seguintes essa tradição se espalhou da Grécia para Roma e por toda a Europa medieval. A separação da sociedade em classes contribuiu para dar feições a essa festa, pela necessidade de válvulas de escape para dar vazão à ânsia de divertimento do povo e foi na Idade Média que sexo e bebida passaram a fazer parte das festas de carnaval. Assim, o Carnaval, chegou à cidade de Veneza com as características atuais das máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles e outras motivações como a alegria, o riso, o deboche, a brincadeira, os instrumentos rudimentais de carnaval e outros aspectos que fizeram o carnaval no Brasil adquirir características próprias.
No Brasil o carnaval chegou por volta de 1723, com a chegada dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde onde já existia esse tipo de festa.
A programação das antigas rádios do Brasil, especialmente da Rádio Nacional, que consistia em programas de música, rádionovela, programas de humor, programas esportivos, todos realizados ao vivo em seus auditórios e deu oportunidades aos artista da quadra carnavalesca, na programação musical, onde os cantores se apresentavam acompanhados de orquestras ou conjuntos musicais, jazzes, com o auditório lotado e também cantando os sucessos do carnaval da época e, desse modo, o carnaval foi se popularizando no Brasil. A Rádio Nacional foi  realmente a responsável pelo sucesso de inúmeros artistas, entre cantores e compositores, entre os quais os de carnaval.
Com o tempo foram surgindo outras figuras no carnaval como os Entrudos, onde pessoas fantasiadas, especialmente os escravos e os das camadas mais baixas da sociedade, que passavam correndo pelas ruas sujando uns aos outros com materiais como farinhas, água, pó-de-arroz e outros materiais perfumados que, inclusive, passaram a ser produzidos para vendas na época do carnaval. Quando as brincadeiras do carnaval começaram a ficar mais violentas essa festa passou um bom tempo proibida, até retornar em 1840, de modo mais civilizado, na forma dos cordões, ranchos das camadas mais pobres e dos bailes carnavalescos da elite do Rio de Janeiro. Com o passar do tempo o carnaval foi sofrendo modificações no Brasil até os dias atuais e cada estado do Brasil foi instituindo seus carnavais com características próprias.

A Quadra Carnavalesca em Abaetetuba
A antiga Quadra Carnavalesca de Abaeté se enchia de muita alegria e festas, sob o som das famosas marchinhas, frevos e sambas, que eram tocadas nos desfiles de sujos, blocos e cordões carnavalescos de ruas e nas festas de salão, que vêm dos tempos bem antigos, e essas músicas já eram cantadas e tocadas pelos antigos conjuntos musicais da cidade desde os anos de 1920.
O CARNAVAL antigo consistia na animação dos chamados “foliões”, que saíam pelas estradas, caminhos ou ruas, durante o período da quadra carnavalesca, em pequenos grupos ou em blocos ou cordões carnavalescos de rua, embalados pelo batuque de tambores, tamborins, pandeiros, flautas, afoxés, surdos, chocalhos, reco-reco e, posteriormente, com o acréscimo dos sons tirados dos clarinetes, saxofones, violas, banjos e cavaquinhos.
O Cordão dos Pretinhos era organizado pelas mesmas pessoas que também organizavam os antigos cordões juninos, como os mestres Abreu, Afonso e Severino e as músicas desses blocos eram compostas pelos próprios componentes dos grupos, e cantadas e tocadas junto com as antigas marchas e frevos em sucesso no país, da Era do Rádio.

A Era do Rádio e a Sua Influência em Abaetetuba:
A Era do Rádio foi o período entre 1940 e 1950 quando a música popular brasileira viveu um momento de especial riqueza, tendo como principal meio de difusão o Rádio. Inúmeros artistas (compositores e cantores) tornaram-se famosos com os programas de auditório levados aos ouvintes pelas ondas do rádio, inclusive as músicas do carnaval que também eram apresentados nos programas de rádio.
Naquela época, não havendo televisão, os brasileiros, especialmente os jovens, estavam sintonizados diariamente às principais emissoras de rádio do país. A primeira rádio brasileira foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (cujo prefixo era PRA-A), que entrou no ar em 1923.
A partir dos anos 1940 começaram a aparecer outras emissoras como a Rádio Mayrink Veiga e a Rádio Nacional.
A Rádio Nacional se tornou a mais popular de todas, principalmente por causa da programação musical, por conta dos famosos programas de auditório apresentados por Ary Barroso e César de Alencar, entre outros. Ary Barroso foi também um grande compositor de sambas e canções inesquecíveis como “Aquarela do Brasil”.
A Rádio Nacional teve em sua programação vários programas e apresentadores, cuja fama chegava até a juventude de Abaeté, que era quem organizava os antigos bailes, inclusive os de carnaval. O Rádio brasileiro lançou inúmeros artistas, entre compositores e cantores, como Emilinha Borba, Carmen Miranda, Orlando Silva, Sílvio Caldas e Francisco Alves, que se tornaram famosos também em Abaeté. Esses cantores e compositores também ficaram conhecidos através das ondas das rádios e que influenciaram a musicalidade de Abaeté dessas décadas de 1940 e 1950, cujas músicas também eram tocadas nas antigas quermesses, bailes e festas tocadas pelos antigos jazzes, conjuntos musicais e bandas de Abaeté. As festas da Mucura de Abaeté também usavam as músicas desses antigos e famosos artistas.
Algumas Características dos Antigos Carnavais das Décadas de 1940, 1950 e 1960
. Havia o Bloco dos Mascarados, que saía pelas ruas usando fantasias e instrumentos como tamborins, pandeiros, tambores, afoxés e outros.
Não eram desfiles aleatórios, por que existiam pessoas que se encarregavam de organizar os antigos cordões e blocos de ruas, assim como as festas de salão eram organizadas pelas moças e rapazes da sociedade de então ou pelos clubes da época.
. Em 1927 o Grupo Carnavalesco “Namorados”, fazia muito sucesso sambando e dançando pelas ruas da cidade de Abaeté.
Do costume das batalhas de farinha branca, água perfumada e tintas corantes nos componentes dos sujos e nos passantes, ninguém escapava de sair sujo, em brincadeiras que beiravam excessos.
As batalhas de confetes e serpentinas também pelos blocos e cordões de rua e nos bailes de salão.
Os cordões, ranchos e sujos de carnaval de ruas eram manifestações das camadas mais pobres da população que podiam participar livremente das brincadeiras do carnaval.
. Bloco "Tivira" era um bloco de salão organizado pela antiga UEA-União Estudantil Abaetetubense, tempos de Nonato Loureiro, que fazia suas apresentações nos salões dos Clubes Assembléia Abaetetubense e Bancrévea Clube e, além do Bloco Tivira, existiam blocos de adultos e jovens, como os das fotos abaixo e as festas eram bem concorridas nesses clubes ou nas sedes sociais dos clubes de futebol de Abaetetuba. E ainda existiam os blocos mirins que faziam suas apresentações nos bailes infantis nas tardes de domingo e dos dias finais da Semana de Carnaval, com direito às chuvas de confetes e serpentinas como nas dos bailes carnavalescos noturnos.
Os Antigos Bailes Carnavalescos de Abaetetuba

 Bloco de adultos, em fotos do acervo de Altemar Paes
Bloco de salão de jovens
Blocos das inesquecíveis marchinhas, frevos e sambas de salão

Nos primeiríssimos tempos da Quadra Carnavalesca de Abaeté lá pelo início do século 20, nos tempos do fonógrafo, eram as marchas carnavalescas, os frevos, os maxixes, as polcas, os lundus, os choros que eram tocados nas festas de carnaval. Os primeiros sambas começaram a surgir a partir de 1917 compostos pelo músico Donga e seus companheiros.

Os antigos bailes carnavalescos de Abaetetuba fazem parte da 1ª e 2ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA. Vide postagens sobre a 'Musicalidade em Abaetetuba'.

. Os bailes da 1ª Fase se reportam aos bailes carnavalescos realizados nas antigas sedes dos clubes de Abaetetuba dos anos de 1940 e 1950, como: Vera Cruz, Associação, Abaeté, Itatiaia, Vasco, Brasil e outros clubes dessas décadas e quando os conjuntos musicais que comandavam essas festas eram do antigo modelo não eletrônico. As festas carnavalescas da 2ª Fase se reportam às festas realizadas a partir da década de 1960 e já com a presença dos conjuntos musicais eletrônicos e nas sedes dos clubes sociais: AABB, Assembléia, Bancrévea e ainda as festas dos clubes: Abaeté, Venus, Tietê e outros que restaram do passado e os novos criados a partir da década de 1960, como, Barão, Palmeiras, Magno e outros.
Os bailes carnavalescos de salão eram organizados pelas camadas mais abastadas da sociedade e pelos antigos clubes sociais e esportivos existentes na época.
Nos primeiros bailes de carnaval, além das marchas, sambas e frevos, dançavam-se ritmos importados como a polca e o maxixe.
Também eram moda as máscaras e fantasias nos carnavais de Abaetetuba e as fantasias eram confeccionadas pelas grandes costureiras locais e as máscaras passaram a ser confeccionadas artesanalmente pelos próprios brincantes do carnaval.
A partir dos anos de 1950 as festas carnavalescas de salão de Abaetetuba foram incrementadas pelos desfiles dos blocos organizados para essas ocasiões.
O Clube Vasco da Gama Esporte Clube, através do carnavalesco Bandute Sena e Guilherme Cruz, promovia memoráveis festas de salão, com desfiles de blocos na sede social do Vasco, sito na antiga Rua Silva Jardim (hoje Trav. Pe. Luiz Varella), com direito aos jogos de confetes e serpentinas e os participantes dessas festas com direito ao ponche (que era uma bebida com leve teor alcoólico) e o uso de lança-perfumes.
Posteriormente os clubes como Abaeté, Vênus, Tietê e Palmeiras, também começaram a promover concorridas festas carnavalescas em suas sedes sociais, ao som dos conjuntos musicais dos anos de 1960 e 1970 ou das primeiras aparelhagens de som que estavam surgindo na cidade e com muitas atrações no decorrer das festas, como desfiles de blocos, concursos de fantasias e ainda os jogos de confetes e serpentinas e os lança-perfumes (que ainda não eram proibidos). E as marchinhas, frevos e sambas eram as músicas tocadas nas festas.
Na década de 1960, foram criados os elitizados clubes sociais, Bancrévea Clube de Abaetetuba e Assembléia Abaetetubense, que instituíram rígidos quadros de associados e com o uso de carteirinhas de associado e o sistema de venda de mesas. Essa foi realmente a grande época do carnaval de salão de Abaetetuba, enquanto o carnaval de rua era promovido pela camada mais pobre da população e seus mestres dos cordões e blocos de ruas.
Eram sempre os melhores conjuntos musicais de Abaetetuba e de Belém, que cobriam as memoráveis festas de carnaval de salão dos clubes Bancrévea, Assembléia Abaetetubense e, posteriormente, a AABB, como os Conjuntos D. M. Show, Muiraquitãs, de Abaetetuba e as orquestras Orlando Pereira e Sayonara, de Belém ou conjuntos vindos de cidades vizinhas como Cametá, Igarapé-Miri, Barcarena. As antigas aparelhagens de som de Abaetetuba tinham participação nessas festas, cobrindo esses eventos e também as festas de carnaval que continuavam sendo promovidas pelos clubes Vênus, Abaeté, Tietê e os novos clubes como Palmeiras, Barão. Bons tempos esses, sem os exageros da bebida alcoólica, sem violência, sem brigas e com músicas próprias de carnaval, que perduraram até os anos de 1980, quando começaram a aparecer novos ritmos que as aparelhagens de som, os skemas e os conjuntos musicais começaram a introduzir nas festas de carnaval.
Os mais abastados jogavam também perfumes nos foliões e passantes.
O famoso conjunto musical "Os Muiraqutãs" embalou muitas
festas de salão em Abaetetuba, assim como o D M Show, de Daniel Margalho,
que muito sucesso fizeram nos antigos bailes carnavalescos de Abaetetuba

As Músicas do Carnaval Antigo em Abaeté
Nos primeiríssimos tempos da Quadra Carnavalesca de Abaeté, eram as marchas carnavalescas, os frevos e o samba que dominavam o cenário musical dessa quadra, tanto pelas ruas como nos bailes de salão e algumas eram compostas aqui mesmo em Abaetetuba. 
A Marcha de Carnaval
MARCHA DE CARNAVAL, é um gênero de música popular que foi predominante no carnaval brasileiros dos anos 1920 emdiante, sendo um estilo musical ainda importado de Portugal para o Brasil e descende diretamente das marchas populares portuguesas, embora mais acelerado e de melodias mais simples e vivas, e com letras picantes, cheias de duplo sentido. As antigas marchas começaram a fazer parte do carnaval, já à partir das primeiras décadas do 1900 e, posteriormente, esse tipo de música fazia grande sucesso cantadas por grandes nomes da música brasileira, como Carmém Miranda, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Almirante, Mário Réis, e outros grandes interpretes. 
Em Abaetetuba as antigas marchinhas eram cantadas e tocadas pelas antigas bandas e jazzes e era um dos rítmos mais tocados no antigo carnaval de rua e salão da cidade, junto com outros gêneros musicais alegres e dançantes. Esse gênero musical, junto com o samba e o frevo, também foi usado nas décadas de 1960 e 1970, tendo subsistido nas festas de salão até as últimas grandes festas de carnaval promovidas pelos clubes Bancrévea e Assembléia Abaetetubense, AABB-Associação Atlética Banco do Brasil e pelos clubes da cidade, juntamente com as novas marchinhas surgidas, inclusive a marchinha “Abaetetuba, Terra Morena”, de composição local, que nunca saiu de cartaz.
 Os antigos filmes brasileiros de chanchadas, com atuação de Oscaristo e Grande Otelo, Ankito ajudaram muito na consolidação das marchinhas de carnaval nos bailes de Abaetetuba.
Algumas velhas marchinhas, marchas-rancho, frevos e sambas de carnaval, de Abaetetuba, Pará e Brasil, que eram tocadas e dançadas nas ruas e salões de Abaetetuba a partir das décadas iniciais do século 20 até as décadas seguintes:
· Zé Pereira, marchinha que puxava o início dos bailes em Abaetetuba
· Abre Alas, marchinha de Chiquinha Gonzaga, que foi a 1ª música composta para o carnaval em 1899. 
Ó Abre Alas (Chiquinha Gonzaga):
Ó Abre Alas que eu quero passar
Ó Abre Alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Rosa de Ouro é quem vai ganhar!

·         Mamãe eu quero:
Mamãe eu quero
Mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta
Dá a chupeta
Dá a chupeta pro neném não chorar
Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e entra no cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De tanto piscar o olho
Já ficou sem a pestana

· Sassaricando
· Chiquita Bacana, marchinha de Noel Rosa
. A Filha da Chiquita Bacana, de Caetano Veloso
· Chuva, Suor e Cerveja
· Jardineira, antiga marcha de Benedito Lacerda e Humberto Porto
· Pierrot Apaixonado, de Noel Rosa
· Noite dos Mascarados, de Chico Buarque de Holanda
· Twist no Carnaval
· Aurora
· Cabeleira do Zezé
· Turma do Funil
· Mulata Bossa Nova
· Menina Vai
· Maria Sapatão
· Colombina
· Yes, quero banana

·         Aurora, autoria de Mário Lago e Roberto Roberti:
Se você fosse sincera / Ô ô ô ô, Aurora
Veja só que bom que era / Ô ô ô ô , Aurora
Se você fosse sincera / Ô ô ô ô, Aurora
Veja só que bom que era / Ô ô ô ô , Aurora

Um lindo apartamento / Com porteiro e elevador
E ar refrigerado / Para os dias de calor/ Madame
Antes do nome / Você teria agora/ Ôôôô Aurora

·         Abaetetuba, Terra Morena, do abaetetubense Verediano Goes Teixeira, nunca saiu de cartaz nas festas de salão do carnaval de Abaetetuba.

Algumas das músicas acima chegaram junto com as músicas inglesas e americanas
do tempo do twist, do rock e outros movimentos musicais que invadiram o cenário musical de Abaetetuba a partir da década de 1960 e perduraram e influênciaram os costumes em Abaetetuba.
Os Rítmos Importados da Década de 1980
Com a chegada de ritmos vindos de outras localidades como, axé music, músicas eletrônicas, tecnos e outras, as marchas de carnaval e frevos começaram a perder terreno nas festas e eventos do carnaval de salão e de rua para esses modernos ritmos dançantes, desfigurando totalmente o antigo e tradicional carnaval de Abaetetuba. Até as diversificadas fantasias, cheias de muito colorido e brilho foram substituídas pelas singelas e opacas camisetas e blusas dos blocos de micareta e sujos. E os grandes bailes carnavalescos de salão já não mais existem e o que subsistiu foi o carnaval de rua, com os chamados arrastões de sujos e o desfile de escolas de samba, blocos e micaretas promovidos pela Prefeitura Municipal e apenas nos dias finais de carnaval.
O Frevo
FREVO, cuja origem está ligada às antigas bandas de músicas com seus dobrados e polca, quando os que iam dançando na frente desses desfiles começaram a defender os músicos das multidões ao redor, dançando ao ritmo dos dobrados e assim nasceram os primeiros passos do frevo, que assim foi chamado em 1908, por um jornal. A palavra frevo nasceu da linguagem simples do povo pernambucano do século 19, que pronunciava a palavra “frever” (ferver), significando fervura, efervescência, agitação. Na década de 1930 o frevo foi popularizado no Brasil pelas primeiras gravações e suas transmissões através dos programas de rádio. Sua orquestra é composta de instrumentos musicais de madeira e de corda. Um ano depois os ases da Era de Ouro do rádio, como Almirante, Mário Reis, Carlos Galhardo, Linda Batista, Nelson Gonçalves, Cyro Monteiro, Dircinha Batista e outros, ajudaram a incorporar os frevos nos antigos carnavais. Já a partir dos anos finais do 1950, surgiram pessoas tocando instrumentos eletrificados em carros, o que foi a inspiração para a criação dos atuais trios elétricos, que invadiram as festas de carnaval de todo o país.
Os antigos FREVOS, como Vassourinha, Ô Abre Alas e outros já eram tocados e cantados nas festas em Abaeté nos anos de 1950, 1960, e a partir daí os frevos  começaram a fazer parte das festas e eventos da Quadra Carnavalesca da cidade. Também eram tocados nas apresentações musicais das antigas bandas de música. Os antigos cordões e mascarados praticamente já não mais existem nos seus formatos originais, assim como as festas e bailes de carnaval que estão escasseando a cada novo ano.
Grupos Carnavalescos dos Variados Estilos que participam dos Desfiles Carnavalescos de rua

Bloco PALHUK

Adenaldo dos Santos Cardoso é um dos compositores musicais 

A História Memória do Bloco Palhuk vai ser mostrada em nossas pesquisas e a História-Memória ditas por antigos Palhukeiros que publicaram na Internet. Convém salientar que as publicações nas redes sociais se tornam fatos públicos e de domínio público e passíveis de republicações da história dos grupos carnavalescos.
Bloco Palhuk, é um antigo grupo carnavalesco de Abaetetuba e que era um bloco de empolgação, nascido na década de 1970 em plena efervescência do regime político da “ditadura militar” e da onda musical do rock e suas vertentes musicais dos protestos e rompimentos de paradigmas sociais e de costumes, formado por jovens estudantes e sonhadores de uma sociedade alternativa. Para início do bloco esses jovens compraram um fusca velho, de cor preta, onde os jovens escreveram o nome PALHUK, seguido dos nomes de todos os membros da turma, querendo imitar os carros do filme de "Embalos de Sábado à Noite", "Tempos da Brilhantina" e esse carro ficou sendo o maior símbolo representando a irreverência do grupo e cujo grito de guerra ficou sendo "Palhuk, uk, uk; Palhuk, uk, uk" repetido incensantemente durante as apresentações do grupo na avenida. Como as apresentações do grupo despertaram a atenção de muitas pessoas de pensamentos liberais e avançados e, a partir daí, o grupo participava todos os anos dos desfiles de carnaval levando para a avenida seus enredos irreverentes do cotidiano ou imaginário de Abaetetuba como as histórias de assombrações, brincadeiras dos membros do grupo, personagens da cidade e outros enredos dos fatos e causos de Abaetetuba apresentados por esse grupo de amigos em seus desfiles pela avenida do samba e ruas de Abaetetuba. Não é necessário dizer que ao lado da irreverência a farra estava presente e que avançavam até o amanhecer do outro dia e que os eventos para angariar fundos para os desfiles também eram tremendas brincadeiras desse grupo que, de certa forma, revolucionou os costumes do carnaval de Abaetetuba, pois parcela do povo que assistia os desfiles desse bloco já não se contentava em assistir, mas queria também participar das brincadeiras e gente não só do segmento jovem, como das outras faixas atárias e camadas da sociedade. Com o passar dos anos, com os jovens fundadores tendo que seguir seus estudos ou assumir novos rumos na vida, o Bloco PALHUK está com suas atividades paralisadas e o que ficou foram as lembranças e as amizades construídas por esses jovens que construíram a geração PALHUK do carnaval de Abaetetuba.

O Bloco Palhuk usava a irreverência em suas atividades e nas participações nos antigo carnavais. Esteve parado por alguns anos, mas voltou às suas apresentações pelas ruas de Abaetetuba. É dirigido pelo mestre Guri e esposa Luiza/Baixinha.
Nestes tempos modernos da Era Digital, da Informática e da Internet, se torna fácil as pesquisas e divulgação da História-Memória do Carnaval de Abaetetuba. Foi a Internet, através dos antigos membros fundadores do Grupo PALHUK, através da página ... que recolhemos alguns dados que aqui são mencionados. Constatamos que o Grupo PALHUK, atualmente Bloco Palhuk, teve uma história e até uma filosofia de ação, através do bom humor e irreverência, que eram próprias desse grupo de jovens que também atingia algumas famílias de Abaetetuba em ações que deixaram marcas indeléveis no consciente e inconsciente das pessoas que fizeram parte das décadas iniciais do grupo. Para que a história do Grupo Palhuk fosse construída, além do que seus membros fundadores dizem, temos que fazer um apanhado dos contextos em que esses jovens estavam inseridos no tempo da formação do grupo.

Através de uma série de matérias sobre a Musicalidade de Abaetetuba mostramos que nosso município sempre se destacou pela alegria de seu povo, também manifestada através dos diferentes períodos festivos e dançantes no município todo. Assim foi com o Carnaval de Rua de Abaetetuba nos anos de 1960 à década final de 1970 e da década inicial de 1980, quando o Grupo PALHUK foi formado, onde os grupos de “sujos” e blocos de rua saíam pela cidade extravasando a peculiar alegria do povo abaetetubense. Foi a época da explosão dos movimentos musicais da Jovem Guarda, da MPB, do aparecimento da Bossa Nova, das músicas românticas e do movimento musical do Brega e da “Invasão do Rock” no Brasil, com os nomes de autores e artistas internacionais, nacionais e locais do Pará. Era o tempo dos grandes festivais de música do Brasil e das manifestações dos trabalhadores brasileiros que saíam às ruas em passeatas e greves reividincatórias das melhorias de trabalho e salários e pelas liberdades que haviam sido cerceadas pelo “ditadura militar de 1964”, onde os grupos armados populares se posicionavam contra esse “regime de exceção” que ceifou a vida e a liberdade de milhares de brasileiros que estavam ansiosos pela volta da Democracia no Brasil e os confrontos com a polícia, com muita pancadaria, quebra-quebra nas ruas e muitas prisões e mortes. Apesar da “ditadura militar” ter instalado por todo o Brasil a espionagem institucionalizada, através de seus órgãos de informações em repartições públicas, universidades, autarquias, com a censura política, censura moral, acusações infundadas e prisões em massa de jovens brasileiros que chamavam de subversivos, os jovens não se intimidavam e usavam da criatividade ou mesmo a luta armada para confrontar o regime de exceção, onde no início da década de 1980 a nação já suspirava ares de liberdade. 
Os autores musicais brasileiros aproveitaram esse período para desencadear no Brasil o período musical mais criativo de todos os tempos musicais do Brasil, através dos festivais de canções.
Até mesmo em Abaetetuba se usavam subterfúgios de ações para driblar a censura política e liberdade de expressão, com as reuniões dos jovens estudantes para participar das reuniões e ações organizadas pelos líderes estudantis de Belém e Abaetetuba, via União Estudantil Abaetetubense-UEA e UNE.
Ditadura Militar de 1964
No tempo em que o Grupo PALHUK foi fundado, despontava no Brasil inteiro esse período musical que nada mais era do que uma forma de luta contra a ditadura militar que se instalou no Brasil desde 1964 e que se estendeu por 21 anos, solapando os anseios de liberdade dos brasileiros. Essa ditadura impôs a proibição das liberdades de expressão e liberdade democrática. 
Possivelmente alguns membros fundadores do Grupo PALHUK devem ter sido influenciados por esses movimentos estudantis dessa época, e levado suas aspirações para formar o Grupo PALHUK, que veio para contrariar o censo comum e gritar contra as regras estabelecidas pela censura do regime militar e das próprias regras sociais, haja vista as ações do Grupo PALHUK, que usava o bom humor e a irreverência para quebrar essas regras estabelecidas no seio da sociedade e, em particular, no período carnavalesco de Abaetetuba.
Esse foi o cenário onde o Grupo PALHUK foi fundado.    
  
Publicação Sobre o Bloco Palhuk
Palhuk
A irreverência do Bloco Palhuk era sua marca registrada
até nas suas músicas
Já publicamos alguns pontos do memorável artigo do jovem Waltinho Lobato, denominado “O Carnaval de Abaeté e a Geração Palhuk”, publicado no “O Jornal de Abaetetuba”, Edição de 14 de fevereiro de 2003, que trata exatamente da fundação do Grupo PALHUK e algumas ações desse grupo no decorrer dos carnavais já passados desde a época de sua fundação na década de 1970 até o carnaval de 2003, quando ele publica seu escrito, onde, entre outras coisas, diz:
“Mais um carnaval se aproxima em nossas vidas. Embora seja considerada por muitos uma festa profana, o certo é que tem sido principalmente por intermédio desta manifestação folclórica que o nosso povo vem fazendo aflorar suas raízes culturais e toda uma gama de sentimentos contidos e por muitas vezes inexplorados. Desde os blocos de sujos no carnaval de rua, puxado pelo saudoso Rogério, até os grandiosos espetáculos promovidos pelos brincantes que formaram agremiações como: Canto do BASA, Barão, Praça, Francilândia, Sócia, Psinti e os blocos de empolgação, entre eles o PALHUK, o qual ainda hoje desperta a curiosidade de como foi o seu surgimento, que fim levou e que importância este bloco teve para aquela geração de codinome PALHUK.
Pois bem, o começo penso eu se deu lá pelos idos da década de 70, quando éramos jovens estudantes e sonhadores que, num momento de entusiasmo resolvemos criar uma forma própria de chamar a atenção e substanciar a nossa própria identidade cultural diante das questões sociais momentâneas, as quais passavam po uma febre de sociedade alternativa inspirada por Paulo Coelho e Raul Seixas. 
Compramos então, às duras penas, um fusca velho, caindo aos pedaços e que nem fundo tinha. Nele escrevemos em letras garrafais e extravagantes o seu próprio nome – PALHUK – e os os nomes de todos os membros da turma, como em alguns carros de “Embalos de Sábado À Noite”/ “Tempos da Brilhantina”. Depois de tornarmos o referido carro em nosso maior símbolo para nossas pretensões de sermos observados em plena liberdade de ação, entrar no carnaval foi só uma questão de tempo. Nossa primeira experiência foi nos intervalos dos grupos considerados oficiais e o nosso primeiro samba enredo resumia-se em PALHUK, uk, uk; PALHUK, uk, uk...repetidoincessantemente durante nossas inserções pela avenida. Como a receptividade foi melhor do que o esperado, no outro ano já nos demos ao luxo de mostrar o primeiro topless do município. Promovido de forma inusitada por uma jovem de fino trato, mas com idéias avançadíssimas para aquela época, que o diga o carro SP@ que a conduziu naquela oportunidade. A partir daí, não paramos mais, foi uma sequência de apresentações que a cada ano melhor iam ficando, e tudo sob inspiração do nosso cotidiano rico em acontecimentos, como por exemplo, os seguintes:
- Seresta aterrorizante no cemitério de Beja
Participação dos personagens: “Bispo”, o cemitério da Vila, visagens, seresta no cemitério, aborígenes selvagens, Grilo, Vander, Igarapé Maria Coroa, Piza e sua turma.
- Na casa da fome, a vingança da retrete
Participação dos personagens: Espingarda de ar comprimido, Eustáquio, passarinhos, casa de fome em beja, Vander, privada.
- Uma noitada boa com os paletós do Tio P
Personagens: Tio P,  paletós do Tio P, 15 anos da filha do Antonio bala, sede do Palmeiras, damas de honra, economias do Tio P no bolso de um paletó, farra, viração Ponte Grande, Bar do Mário Pé de Muçuca, Tio P e a música “e agora José, a festa acabou, a luz apagou...”.
- O conto do Chopp quase imbucetado
Persoangens: fundos para o carnaval, Festival do Chopp, sede do Bancrévea, cartelas, chopinhos de sacola, Brasília do Bosco, homem raivoso que queria imbucelar o festival, autoridades, brincadeira pra lá de pitoreca.
O Chopp da irreverência do Palhuk, foto de Benício
- Trik, o terrível Cabo Preto de Abaeté
Personagens: Trik, gorós, incorporação do Cabo Preto, crueldade do Cabo Preto, seresta nos pés do Cristo da Praça da Conceição, emendar para a missa das cinco, Cabo Preto e seu cacetete, profanação do templo sagrado.
A assanhada Briela, a nossa musa inspiradora
O Guri contava que a Briela, que era grande amiga da Vicência, era uma velha muito sagica, atentada e foguenta, a tal ponto, que só andava de mini-saia, sem calcinha. Um dia ela resolveu apanhar pupunha pro Carão, e subiu na pupunheira por uma escada, mas quando já estava com o cacho na mão, a escada caiu, fazendo com que a Briela se agarrasse na árvore cheia de espinhos e escorregasse por ela, fazendo um barulho ensurdecedor de metralhadora. Quando todos pensaram no pior, eis que num passe de mágica, ela deu uma freiada clitoriana a um metro do chão e com as partes íntimas totalmente intactas, ainda deu um salto mortal e caiu empezinha, sem deixar estragar uma só pupunha. Então, diante de tamanha proeza, foram chamados os especialistas nestes assuntos da época, os quais atribuíram tal façanha a um fenômeno de alto grau de “calejamento genitálico” e pediram inclusive seu registro nos anais do carnaval abaetetubense por tratar-se de uma prova contundente de real estrepolia. Por esse e outros motivos impublicáveis, briela passou a ser nossa musa inspiradora, adotando a cobra Curá como sua fiel escudeira e enigmática personagem. 
Foram de fatos e causos como esses, atrelados ao nosso cotidiano, que iam saindo as letras dos sambas-enredos que num piscar de olhos todo mundo já sabia cantar. 
Curioso é que com o passar do tempo a identificação foi tão grande, que a maioria das pessoas não se contentou em apenas assistir e passou a acompanhar o PALHUK na avenida, às vezes chegando a fechar praticamente a quadra carnavalesca. Dentre essas pessoas se via gente de todas as camadas e segmentos sociais, desde padres, médicos, comerciantes, aos mais humildes brincantes, sendo arrastados por um cordão entusiasmado, inigualável e inesquecível.
Atualmente (2003) o PALHUK se encontra com suas atividades paralisadas, realizando apenas encontros esporádicos. Seus principais integrantes se viram obrigados a tomar cada um o seu rumo na roda viva da vida dinâmica que hoje levamos. Entretanto, nunca se perdeu o vínculo ou mesmo a lembrança do quanto foi bom ter passado por aqueles momentos de diversão e entretenimento. A tão sonhada Sociedade Alternativa que pleiteávamos teve seus elos quebrados pela sistemática lei da sobrevivência e pela conhecida estratégia oligárquica de dissolução grupal. Mas, nada temos a condenar, somente a agradecer a Deus, por termos vivido aquela época abençoada, quando nem fazíamos nem idéia do quanto éramos felizes. E se ainda hoje aquela geração desperta curiosidade, é um sinal de que marcas ela deixou, de que o sonho ainda não acabou, ele continua vivo em cada um de nós. E quem sabe numa dessas voltas que a vida dá, possamos nos encontrar de novo. Quem sabe embevecidos pela magia do carnaval possamos nos desprender dos resquícios e lavar nossas almas das impurezas do mundo moderno, recanalisando nossas energias para um lazer cultural, com objetivos maiores de paz, fraternidade e muito amor em nossos corações e em particular, desses foliões das novas gerações, que talvez ainda nem saibam o que é isso.

Como podemos observar, o carnaval esteve para a geração PALHUK assim como o brega, por exemplo, está hoje para o paraense, ou seja, havia uma relação harmoniosa de uma genuína criatividade, fetiche, prazer, alegria e muita irreverência. O PALHUK em si, significou catarse, uma vitrine da nossa própria essência e, acima de tudo, simplicidade, onde as diferenças desapareciam quase por completo naquele momento apoteótico. De onde se deduz que se ainda existe algum interesse em que aquela animação volte a acontecer, reacendendo as chamas do nosso carnaval e chamando o povo para a avenida, basta tão somente reidentificar esta festa com os nossos costumes e tradições, nada mais além disso, quem viver verá.”

Waltinho Lobato: A página do semanário de "O Jornal de Abaetetuba", Edição de 14 de fevereiro de 2003, com o artigo de Wlatinho Lobato sobre a filosofia do Grupo PALHUK
Além das belas considerações de Waltinho Lobato sobre o ideário palhukeiro, colocamos abaixo mais algumas lembranças e fotos dos membros fundadores do Grupo PALHUK, dedicando esta postagem a eles. 
Foto da contracapa mostrando algumas músicas editadas em CD
pelo Grupo Palhuk

Adenaldo dos Santos Cardoso
PALHUK, ASSOMBRADO PELA ASSOMBRAÇÃO!
Foto de Adenaldo
Benício
No carnaval de 1982, o PALHUKA saiu com o enredo homenageando a VILA de BEJA, desde a vila Samauma, dos índios Mortiguares, talvez a unica vez em todos sentidos que o PALHUKA foi serio, e por isso ganhou o desfile de carnaval daquele ano...a avenida toda cantou o samba do PALHUKA..."NESTE SONHO PALHUKA NESTA TERRA MOTIGUAR ABRE ALAS MOÇADA QUE O PALHUKA VAI PASSAR.....VIU A ALDEIA SAMAUMA EM BEJA SE TRANSFORMAR"
Benício
Depois do sucesso do festival do choop, o PALHUKA, resolveu fazer um bingo para incrementar as economias para o carnaval de 1980, embalado pelo festival de choop de ki-suco (kkkkk ate eu gostei), O PALHUKA oferecia como brinde para o vencedor do bingo uma LINDA PORCA, a "esposa do PORCO"....um lindo SUINO, mas na verdade, era UMA LINDA PORCA DE PARAFUSO...!!!! nao teve tanto sucesso, pois os colaboradores ja estavam com a barba de molho no choop de ki-suco......KKKKKKK
Benício
Contando com a vitória do Brasil sobre a Itália, no fatídico 05 de julho de 1982, O PALHUKA organizou uma roda de samba em beja para angariar fundos, foram compradas varias cxs de cerveja, depois da derrota brasileira para a ITALIA, o jeito foi "salgar" a cerveja e contabilizar o prejuizo, até o PALHUKA, O PAULO ROSSI ATINGIU COM OS SEUS 3 GOLS...KKKK
Benício
Em 1980, na intencao de arrecadar dinheiro para o desfile, o PALHUKA promoveu o seu FESTIVAL DO CHOOP, no bancrevea clube de abaetetuba, foi um marco na historia do PALHUKA, depois de todos os convidados de posse de sua canecas, e na ansia de "molhar o bico" em um choop bem gelado, eis que chega no salao do bancrevea, um carro de mao cheio, de CHOOP, mas CHOOP de KI-SUCO......muitas historias essa realizacao deixou em Abaetetuba......kkkkk!!!
Benício
O eterno rei momo...VANDOCA...sempre seguia o PALHUKA, como ele mesmo falava..."ei tio! atras ou na frente eu vou no PALHUKA"......KKKK, certa vez o eduardo dias , grande compositor palhukeiro, fez uma samba assim para homenagear o .....ETERNO REI MOMO VANDOCA....: " PALHUKA VAI, PALHUKA VEM.....E FOI ASSIM QUE O VANDOCA SE DEU BEM...".kkkk, o eterno rei falou assim para o edu dias, depois de ouvir o samba:..ei tio ! que negocio e esse de eu me dar bem?....kkk (foto meriam abreu)
Cássio Dias
DOMINGO (03/03/2014) TEM O BLOCO CARNAVALESCO PALHUK NA PELAS RUAS DA CIDADE,COM O TEMA "PALHUK NA COPA DO MIRITIZEIRO"CONCENTRAÇÃO A PARTIR DE 12:00 HS NA TRAVESSA FRANCISCO AZEVEDO DA COSTA,ATRÁS DO INSA.TEREMOS VENDA DE FEIJOADA A 7,00 R$. VENHA PARTICIPAR TRAGA SUA FANTASIA .E VAMOS BRINCAR O CARNAVAL AO SOM DE BANDA DE FANFARA TOCANDO AS TRADICIONAIS MACHINHAS.SAIDA AS 15:00 HS.PALHUK COMPLETA 35 ANOS.
Benício
Para o Carnaval de 1980, o PALHUKA realizou uma festa no bancrevea para angariar fundos para cobrir as despesas do carnaval, a turma foi com o saudoso ...ALEIXO BRASIL FERREIRA ...no seu escritorio, e lhe ofereceu uma mesa, o mesmo pagou a mesa e ainda ajudou na despesa da bandinha, ...no final ele falou assim, ( com a sua voz caratcteristica).....PESSOAL! EU QUERIA VER O LUXO DA BARAO COM A ALEGRIA DO PALHUKA.
Benício
No carnaval de 1979 , quando o PALHUKA correu a lista de pessoas que o ajudariam a entrar na avenida (financeiramente), ... o saudoso ....OSNI....foi a pessoa fisica que mais contribuiu para que o PALHUKA saísse , perdendo somente para a PMA (gestao do DR. ronald, que era admirador do PALHUK, tbm), coincidencia triste o carnaval de 1979 foi o ultimo do saudoso DR. OSNI entre nos.
Benício
Dona ....NINA ABREU...eterna passista e grande HOTNESS, do PALHUKA, ajudava com os olhos do coracao e mandava ver na hora da obrigacão, sempre com um sorriso no rosto, sabe de "palmo em cima" todas as letras dos sambas enredos do PALHUKA, desde o primeiro desfile em 1978 ate os dias de hoje....SALVE NINA!
Clóvis
PALHUK NA FESTA DO RIO TAUERÁ – 1983
Benício
O ano era 1982, eleições para prefeito de abaetetuba, o PALHUKA, apoiava o nosso querido amigo...ROBERTO OSORIO (ZHUKOV), durante a apuração dos votos, depois de 15 urnas conferidas ( naquele tempo era manual), saiu o primeiro voto para o BOB, a turma do PALHUKA que estava na apuração, soltou pistolas, e gritavam assim:....GRAÇAS A DEUS, GRAÇAS A DEUS.....MESMO O ZHUKOV SENDO ATEU, GRAÇAS A DEUS MESMO O ZHUKOV SENDO ATEU....KKKKKK
Benício
O saudoso seu LACERDA, era o único jurado do desfile de canaval que sempe dava nota 10 ao PALHUKA, em todos os quesitos, perguntado pq ele sempre fazia isso, ele respondia na sua habitual calma :_ MEUS AMIGOS! EU SEI O QUE ESSA RAPAZIADA BATALHA PARA COLOCAR O PALHUKA NA AVENIDA, E SEI TBM O QUE ELES SOFREM PARA CURAR A RESSACA DE TANTA CACHAÇA QUE ELEM INGEREM NA AVENIDA, ISSO MERECE NOTA 10,SEMPRE....KKKKK.
Adenaldo
AS AVENTURAS DO PALHUK NA CIDADE SEM THOR

Ô, ô, Palhuk
Chame o disco voador
Aquele que um dia
Raul contactou

Ô, ô, seu moço
Me leve pro “Gigi”
Pra “Venuta”
Pro “Escorrega”
Não me deixe mais aqui

Me leve
Me leve ( Bis)
Me leve
Que eu vou!

Adenaldo:
PALHUK
"O ÚLTIMO DOS MOICANAS"

Viva a cana, o alambique
O engenho a resistir
Viva o Bloco do Palhuk
E o Guerreiro Jurandir
Viva Santa Terezina
Pachedo com muita fé
O último dos Moicanas
Da Cidade de Abaeté

Adenaldo
A TURMA DO FUNIL
*Concentração do Palhuk*
Benício
Quando o Lula veio em abaetetuba, teve um membro PALHUKA, que conseguiu chegar perto do futuro presidente na época e lhe entregar uma camisa do PALHUKA, ele fez um discurso assim: Lula! aqui esta para vc a lembrança do Palhuka, VC É O LUIS INÁCIO, AQUI EM ABAETÉ NÓS TEMOS O LUIS DA CELPA E O INÁCIO DO BEBÉ DO PRETO, o Lula sem entender nada só fazia o sinal de positivo com o dedo, tal como na foto....kkkkkk (o membro do palhuka eu não falo nem sobre tortura....kkkk)
Benício
O ano era 1985, o PALHUKA entrou na avenida com o enredo "ABAETETUBA A A TERRA DO CONTRARIO" o interprete do samba foi o nosso estimado e querido ...CABINHO LACERDA...., o sentido normal do desfile era descendo a D.Pedro II, enquanto o povo esperava o PALHUKA de um lado da avenida, o PALHUKA fazendo jus ao tema veio pelo outro....ao contrario, enquanto o povo delirava com o samba cantado pelo grande ..CABINHO....: " ABAETETUBA, TERRA DO CONTRARIO, ZE DO PARÁ É CEARENSE, O GIZ É PRETO, .. ..O PALHUKA FALA NA AVENIDA QUE O LAMBRETA ANDA DE BICICLETA E O BICICLETA ANDA DE LAMBRETA.....KKKKKK"
Wander Gomes
O Palhuca contrariou a normalidade ou seja, a rotina dos personagens da cidade que eram figuras carismáticas, e deixou na história carnavalesca desta cidade, através de um desfile condizente com o regulamento,( que o bloco tinha que passar de acordo com o regulamento) , e foi isso que fizemos, passamos ao contrário, e muito bem conduzido pelo nosso querido Cabinho.
Benício
No sabado de carnaval de 1982, avioes da FAB, interceptaram um caça inglês, por ter penetrado e violado o espaco aéreo do Brasil, ate o "xuru" de missil (início da Guerra das Malvinas), o ...PALHUKA...nesse dia fazia o último ensaio em frente a casa do eterno...SEU MIMIM DIAS(pai do PALHUKA e da Luiza), ao saber da noticia o seu MIMIM DIAS (saudoso), peguntou maliciosamente ao Sabá do Peri que ensaiava com o bloco:
- Sabá o missil do ingles penetrou e violou o espaço do Brasil, e agora Sabá, o que vc vai fazer?
o Sabá respondeu:
- Nao te preocupa MIMIM...deixa o inglês vir com o missil dele penetrar e violar, que estarei pronta a defender a naçao brasileira...!!!!.....KKKKKK
Benício
Sempre, sempre , fazia sol ou fazia chuva......sempre acompanharam o ..PALHUKA ....na avenida......era uma atração constante....SABÁ DO PERI E ZÉ.....quando perguntavam a elas (ou eles) se eles (ou elas) um dia iriam para de desfilar pelo PALHUKA, eles (ou elas) respondiam:...VAMOS DESFILAR ETERNAMENTE, POIS O PALHUKA NUNCA VAI MORRER...UIUIUIU!!!...KKK
Benício
Seu ...ZÉ DO PARÁ...., um grande colaborador do...PALHUKA..., ja fez parte das letras e foi inspiracão para muitas alas que o ..PALHUKA...pôs na avenida, muitos não sabem, mas ele ja ajudou de diversas formas o nosso bloco.....ZÉ DO PARÁ É CEARENSE....a avenida cantava o samba do PALHUKA.....!
Adenaldo Santoscardoso
É verdade minha querida Eliana Fonseca Fonseca, acho que você teve o prazer de viver esse momento inesquecível, que é o desfile irreverente do Palhuk e seus palhukeiros. Acho de suma importância que a gente não desista de nosso ideal. Devemos contribuir de todas as formas para que o Palhuk permaneça de fato para sempre. O Palhuk ainda é o orgasmo do nosso carnaval abaeteuara, sem o Palhuk retiro-me do Carnaval. Viva o mestre Guri e a sua esposa Luíza, sem eles, com certeza o Palhuk já teria falecido e nosso Carnaval se resumiria numa grande porcaria. VIVA O PALHUK, VIVA O GURY E VIVA A LUÍZA PARA SEMPRE! VAMOS TODOS OS ABAETETUBENSES LUTAR PARA QUE NÃO PERCAMOS A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL.
João Pedro Maués
Concordo,...Fora o Palhuk esse carnaval de rua de Abt ja morreu...

Clóvis Cardoso
A HISTÓRIA DO PRIMEIRO DESFILE DO PALHUKA
Bloco Palhuk em desfile de rua, em foto de Adenaldo Cardoso
Clóvis Cardoso:
CERTO DIA ACORDEI OUVINDO UM ANÚNCIO DO "SONOROS COPACABANA" DE QUE ESTAVAM ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA OS BLOCOS QUE QUISESSEM DESFILAR NO CARNAVAL DE RUA DE ABAETETUBA.
MEIO RESSAQUEADO, FUI AO ESTÚDIO DO COPACABANA E INSCREVI O PALHUK.
À NOITE, CABRERO POR ACHAR QUE TINHA FEITO MERDA, FUI NO CRISTO DA PRAÇA DA CONCEIÇÃO, QUE ERA NOSSO PONTO DE REUNIÃO, VIOLÃO, CACHAÇADA E OUTRAS COISAS E COM MUITO RECEIO CHAMEI O BROGUE DE LADO E LHE DEI A NOTÍCIA. O BROGUE RIU E FALOU PRA TODOS OS PRESENTES EM TOM DE SACANAGEM. NINGUÉM ACREDITOU NO FATO DA INSCRIÇÃO DO PALHUK PARA UM DESFILE DE CARNAVAL DE RUA.
NO DIA SEGUINTE, FUI ATRÁS DO BROGUE E O LEVEI NO COPACABANA E NA PREFEITURA PARA MOSTRAR QUE A CAGADA TAVA FEITA.
OS DIAS PASSAVAM E NENHUM PALHUKEIRO SE MOVIMENTAVA PARA QUE SAÍSSEMOS NA AVENIDA.
NO DIA DO DESFILE, COMEÇAMOS O PREPARO ETÍLICO LOGO PELA MANHÃ, MAS SEM PERSPECTIVA QUE DESFILARÍAMOS...
POUCO TEMPO ANTES, TODO MUNDO PRA LÁ DE MARRAKESH, RESOLVEMOS ENTRAR NA AVENIDA DOM PEDRO COM O QUE TÍNHAMOS.
E ASSIM ACONTECEU. ENTRAMOS COM O SP-2 DO JOÃO BOSCO TOCANDO NOSSO PRIMEIRO SAMBA ENREDO: "EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS" DE RAUL SEIXAS. NO CAPÔ DO CARRO, A FILHA DO "PERNA GROSSA" LINDAMENTE FANTASIADA. NA COMISSÃO DE FRENTE NOSSO ETERNO REI MOMO VANDOCA. EU ESTAVA VESTIDO DE PALETÓ COM UMA MÁSCARA DE MACACO. VANDER, BROGUE, TRIK, PAULO BAIÃO, E NÃO LEMBRO MAIS QUEM POIS EU ESTAVA DOIDÃO.
O JOTA TIROU UMA FOTO DESSE DESFILE E ME DEU. EU A PRESENTEEI AO PAULO BAIÃO. SE ALGUÉM TIVER CONTATO COM ELE, PEÇA PRA ELE POSTA ESSA FOTO HISTÓRICA.
Benício
EXTRA! EXTRA....NÃO TAVA INSCRITO, O PALHUKA NÃO TAVA INSCRITO...KKKK, como sempre, ao saber que o PALHUKA não estava inscrito para desfilar....os seus componentes fizeram a maior...IMBUANÇA NO TRIÂNGULO....e conseguiram desfilar no carnaval de 2014, esse é o verdadeiro PALHUKA.....NÃO TAVA INSCRITO....!!!
Benício
...35 ANOS DE PALHUKA, VAMO QUE VAMO COM A BRIELA E A COBRA CURÁ.....AVANTE PALHUKA NA AVENIDA, ALEGRA ABAETETUBA...!!!!
Wander Gomes
São 35 anos de conquistas, muita alegria,amizades permanentes, e muito coração, solta o GRITO GENTE que o PALHUK está passando. 02 de MARÇO de 2014.
Olha o Palhuk,( vivinho), ele sempre vai despertar curiosidades, é o encanto de várias gerações e sempre será eterno conhecedor das necessidades humana.O papel do Palhuk foi sempre através da irreverência trazer nas oportunidade que lhe são concedido, mensagens de consciência para o despertar da juventude, esta sempre terá importância fundamental nas conquistas ética e moral deste país.
Benício
No desfile do PALHUKA de 1981, alem de produzir alegria e simpatia, o ..PALHUKA.. produziu um eterno casal, de muitos casais que se formaram durante a longa historia do ...PALHUKA....esse lindo casal da foto ...meus cumpadres ...GILMARIO DIAS (GURI) e LUIZA DIAS E DIAS, foi o que "vingou" e se eternizou.....eles hoje representam o PALHUKA vivo...nunca deixaram o PALHUKA morrer, pois com o PALHUKA...eles nasceram para o amor e para vida...SALVE GURY E LUIZA!!!
Nildo Freitas
TÁ CONFIRMADO SEXTA ARRASTÃO CULTURA DA SOCIA 19hs DOMINGO SOCIA E PALHUK 15hs.
Antigos Membros Fundadores do Bloco PALHUK e Outros Membros
Vandoca
. Clóvis Cardoso
. Wander Gomes
. Brogue
. Trik
. Paulo Baião
. João Bosco
. Goiaba
. Vicente Celestino
. Grilo
. Motora, irmão do Grilo
. Cícero
. Nildo Freitas
. Guri e Luiza
. Benício
. Walter Lobato
. Eustáquio
. Haroldo
. Davi
. Adenaldo
. Miguel Lima
. Gilberto de Sousa
. Iran Lima
E muitos outros palhukeiros em pesquisa

Outros Blocos
Bloco Filhos de Osni
Marcelo Checha, diretor do Bloco Filhos de Osni em 2013 e Marcelo Checha e sua família são os que sustentam a memória do conhecido Osni através de Blocos Carnavalescos.
Bloco Filhos de Osni, criado pela família do saudoso Osni Barros da Silva
para lembrar a memória carnavalesca desse abaetetubense  em foto do acervo
de Marcelo Checha

Osni Barros da Silva foi um dos maiores carnavalescos de
Abaetetuba e fundador de vários blocos de
rua na cidade 

Kanto do BASA
Prédio do Colégio SFX já ampliado na Av 15 de Agosto, de onde saíram
as idéias para a participação carnavalesca e criação de blocos. Essa
mangueira ficava em frente do famoso Botequim do saudoso Sr. Gidonda, 
no meio da Av. 15 de Agosto
Unidos do Kanto do Basa

O atual emblema do Kanto do Basa, na gestão de Rui dos Prazeres, já com
alguns de seus objetivos mencionados no próprio emblema. Sugestão do nome
veio de um dos antigos componentes do grupo, Pedro Feio.
 Desse antigo prédio do Colégio SFX saíriam os alunos que
em roda de conversas criaram o já antigo Bloco "Kanto do Basa",
hoje com a denominaçao oficial de Unidos do Kanto do Basa


 O grupo carnavalesco "Kanto do Basa" começou a nascer no final da década de 1970
 espontaneamente através dos encontros dos antigos alunos do Colégio SFX (acima) aos pés
do monumento ao Cristo Crucificadoem frente da Igreja de 
Nossa S. da Conceição em Abaetetuba, e com os primeiros sujos organizados pelo Fernandão em 1976, na casa dos jovens Emiliano e Chakanhanga/Chaca, com umas 12 pessoas e esse grupo foi consolidado em maio de 1985 como bloco carnavalesco tipo "sujo", isto é, pintados e nos carnavais atuais puxa uma multidão de mais 30 mil foliões aproximadamente, conforme Clóvis Cardoso.

Sujos do Kanto do Basa, em foto de Aderildo Araujo
O Bloco Kanto do BASA é outra agremiação carnavalesca emblemática de Abaetetuba, cuja história remonta aos tempos da antiga Escola Paroquial e criação do Colégio São Francisco Xavier, pelos Padres Xaverianos, anos de 1970 e que foi oficializado como bloco carnavalesco de tendência irreverente em 4/5/1985, com os objetivos de brincar o carnaval e a prática de futebol, com as cores de amarelo e preto, cujas reuniões eram realizadas na Praça da Conceição. Mas a história do Kanto do Basa começara anos antes, na década de 1970, quando alguns jovens começaram a se encontrar aos pés do monumento ao Cristo Crucificado em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e ali eles começaram a estabelecer e firmar as amizades através das conversas e goles de pinga. Como era o tempo das proibições de praticamente quase tudo que levasse à organização de grupos e ajuntamentos de pessoas, esses jovens aproveitaram esse tempo tenebroso da “ditadura militar” para sair como bloco de carnaval, mas do tipo “sujo”, isto é, pintados de maisena, xadrez e outros produtos para dar visibilidade á grande quantidade de jovens que começaram a sair pelas ruas da cidade cantando e bebendo muito. O nome Kanto do BASA faz referência ao local onde esses jovens se encotravam para as conversas e brincadeiras do grupo. Hoje o Unidos do Kanto do Basa também faz excursões, passeios, festas, concursos de miss verão e outras atividades
Algumas pessoas componentes do Bloco Kanto do Basa são de grande importância para a criação e sustentação do grupo do Kanto do BASA, entre as quais destacamos:

. O denominado Chacanhanga ou Chaca, que foi um elemento muito importante na fundação do Bloco do Kanto do BASA, conforme impressões abaixo vindas de vários jovens desses primeiros tempos do Kanto do Basa:
Benício Lobato Cruz: Membro da turma e do Bloco Carnavalesco Kanto do BASA, em cuja casa se faziam as reuniões dos componentes do Bloco, de onde saiam para curtir o carnaval.
Benicio Lobato Cruz: ....GENTE MUITO BOA, TALVEZ O ALUNO MAIS FAMOSO DO CSFX....ESTOU CERTO PROFESOR LUIZ LOBATO?
Joao Bosco Figueiredo Cardoso: Tocava corneta na banda marcial do CSFX, eramos uma boa dupla!
Bitencourt: Eu tive a grande satisfação de conviver com ele no kanto quando reuníamos na casa dele, ao lado do Banco da Amazonia, para dali sai para curtir o carnaval, valeu Chaca ter ti conhecido.
Eu o conheci, tinha a alegria de viver da D. Benzita (Benvinda), sua mãe que era colega de trabalho e amiga da minha mãe, gostava muito dele.
Luiz Lobato: Tive o prazer de conviver com ele desde o tempo de S. Francisco. Sofria demais por tá longe de suas raízes.  Era brincalhão, moleque, palhaço mas muito homem em seus negócios e decisões. Algumas de suas façanhas já foram mencionadas por Davi Figueiredo e Benicio Lobato Cruz, nas quais confirmo.
Benicio Lobato Cruz uma vez o Chaka, matou uma jibóia e ofereceu como tira gosto para a rapaziada do kanto.....falava que era charque..kkk, lembra dessa meu primo clovis cardoso e professor luiz lobato..?
E o Bloco Kanto do BASA nasceu e cresceu no tempo do Mingau do Maxico, que  nos anos de 1980 fazia o seu Carnaval com o som das aparelhagens no dito canto do BASA, onde a multidão se aglomerava e se divertia muito, em festa com muito sujo e irreverência. Houve um tempo em que as festas do Kanto do Basa passaram a ser realizadas na frente da casa do Dr. Lopes,  na Travessa Padre Luiz Varela, onde a massa brincante se aglomerava com as mesmas brincadeiras dos primeiros tempo.
E a partir desses primeiros tempos e até os dias atuais o grupo carnavalesco Kanto do Basa continua a sair nos carnavais de ‘sujos” com irreverência e muita alegria e goles de pinga, batidas e cervejas em antigos e conhecidos bares como o do Antonio do Gidonda, Toca do Osni, Bar Relíquia, Bar do Chico Torete com suas famosas batidas de limãozinho, boates do Gigi, da Venuta e clubes como Vênus, Palmeiras.
O Kanto do BASA se reorganizou através de antigos membros como Linomar Ferreira e Rui Prazeres e regularmente promove eventos como festas, passeios e outros eventos como meio de confraternização dos antigos e novos membros do grupo.
O Rei Momo Vandoca reinou por décadas no carnaval de Abaetetuba,
chegando até a criação do Kanto do Basa e além disso,
em foto do acervo de Emiliano Ferreira, irmão do conhecido
Chacanhanga
 Antigos membros do grupo carnavalesco Kanto do Basa
. Chacanhanga/Chaca
. Bittencourt
. Fernandão
. Aderildo
. Adenaldo
. Paulo Braga
. Clóvis Cardoso
. Trik
. Tio Pré
. Chapa
. Batata
. Rafa
. Méia
. Caru
. Sapuca
. Zé Leitão
. Nivaldo
. Peixe Agulha
. Gaguinho
. Vieirinha
. Baíco
. Bacuzinho
. Piroca
. Fran Lopes
. Cura
. Haroldo
. Valdo
. Pundé
. Guta
. Linomar Ferreira/Lino
. Rui dos Prazeres, atual Presidente do Kanto do Basa
. Emiliano
. Passarinho
. Pedro Feio
. Dinélio
. Juarez Gago
. Rosa do Crisanto
. Nazaré Diniz
. Neide
. Osni
. Batfino
. Luluca
. Dinho irmão do Piroca
. Cabá
. Caxiado
. César do Olavo
. Rui, irmão da Regina
. Piroca
. Marupá
. Maninho
. Matinho, primo do Rui
. José Bittencourt/Teréia
. Grudelho
. Thepa
. Ziza
. Zeguidegue
. Biscate
. Jacó, irmão do Grudelho
. Fran Lopes
. Muja
. Odilene
. Gil
. Nazaré da Lotérica
. Clecius
Jorge Luís Araujo, um dos pioneiros do bloco.
Lourival Pereira Lobato
E outros em pesquisa


O grupo Kanto do Basa também disputava campeonatos
de futebol amador, sendo campeão dos veteranos em 2002, conforme a
foto com: Amujaci, Tio Pré, Chapa, Batata, Rafa, Méia, Caru,
Sapuca, Zé Leitão, Nivaldo (técnico) e Peixe Agulha
Agachados: Gaguinho, Vieirinha, Baíco, Bacu, Piroca,
Fran Lopes, Cura, Haroldo, Valdo, Pundé e o pequeno
Felipe

Na foto acima aparecem outros antigos membros do Bloco Kanto do Basa

Outros Grupos Carnavalescos de Abaetetuba através dos tempos
. Bloco "Mocidade Independente da Barão, que foi criado nos anos de 1980 pelo saudoso carnavalesco Aleixo Brasil e companheiros da Rua Barão do Rio Branco. Esse bloco pela sua organização e fantasias foi sensação do carnaval de Abaetetuba.
Letra de música do Bloco "Mocidade Independente da Barão", criado pelo
alegre contabilista e carnavalesco Aleixo Brasil e companheiros

. Bloco Manhoso, ou Movimento Cultural do Manhoso, que era um dos antigos blocos de Abaetetuba, fundado por volta de 1982 e em 8/2/2002 era dirigido pelo saudoso carnavalesco Cabá Felgueiras. Uma antiga letra para o desfile desse bloco em 2/2002, composto pelo poeta Nonato Loureiro:
. Bloco Carnavalesco S.A. Kanas, antigo bloco fundado pelo carnavalesco Osni Barros da Silva, Já extinto, este que foi pioneiro no carnaval de rua em Abaetetuba.
Bloco dos S A Kanas, criado por Osni Barros
. Bloco Pigmeus, que era um bloco de enredo
. Bloco Brejo, que era um bloco de enredo
. Bloco Amigos da Sócia, que era um bloco de escola de samba, que foi criado por um grupo de amigos da Rua Magno de Araújo e adjacências, que também criou ligames de amizade que se perpetuaram por toda a vida de seus membros criadores, em lembranças que fazem parte da memória individual de seus membros e da memória coletiva de Abaetetuba.
. Bloco Pisinti, que era um bloco de escola de samba
. Bloco Varela, que era um bloco de escola de samba
. Bloco Amigos da Francilândia, que era um bloco de escola de samba
. Bloco EQ do Seu Dodô, que era uma bloco de micareta, organizado pelo Carnavalesco Paulo Paiva.
. Bloco Barão, organizado pelos moradores da Rua Barão do Rio Branco, do clube de Futebol de mesmo nome, trecho da Av. 15 de Agosto até o antigo bairro Cafezal. Teve como seu fundador o inesquecível Aleixo Brasil Ferreira.
. Bloco Praça, que era um bloco de carnaval formado pelos componentes do clube de futebol Praça.
. Bloco Tracuá
. Bloco Dente-de-Leite
. Bloco Urubu na Avenida, bloco de micareta criado pelo publicitário Luís Azevedo e coordenado pelo mesmo e ainda: Diego Azevedo, Cinaldo dos Mares, Ediene Ellen Azevedo, Juliana Lima, Valdinéi Maués e Andrenilson Silva, e que foi a sensação do Carnaval de 2011 na cidade de Abaetetuba e que reuniu mais de 1000 rubro-negros no carnaval desse ano. Tudo começou com a idéia de confeccionar 50 abadás do Flamengo para sua família e amigos, porém esse número foi insuficiente para tantos rubro-negros da cidade de Abaetetuba querendo desfilar. Com poucos recursos foram produzidos 300 abadás, que se esgotaram facilmente. Então a coordenação do Bloco permitiu a participação de todos os flamenguistas vestindo a camisa ou com a bandeira do clube rubro-negro. Sendo assim, às 20 horas da segunda-feira de carnaval, o Bloco Urubu na Avenida mostrou toda sua alegria, descontração e o motivo do Flamengo ser o mais querido do Brasil. A coordenação do Bloco garante que no ano de 2011 realizará vários eventos no âmbito social, como campanhas para doação de sangue e campanhas solidárias em prol da sociedade abaetetubense. No próximo carnaval serão confeccionados 2.000 abadás para que todos os Rubro-Negros de Abaetetuba possam participar devidamente uniformizados e façam a festa ficar ainda mais vermelha e preta. "Vai começar a festa...". Coordenação do Bloco Urubu na Avenida: Luís Azevedo / Diego Azevedo / Cinaldo dos Mares / Ediene Ellen Azevedo / Juliana Lima / Valdinéia Maués / Andrenilson Silva. Contatos: 91 8132-0573, 91 9227-7573. Twitter: @jluislima Fonte da pesquisa: Bruno Nin paixao@magiarubronegra.com.br Twitter: @brunonin
. Bloco do Dragão
. Bloco Atracajá
. Bloco Pânico na Folia, bloco de micareta, já tradicional na cidade e que já chegou a apresentar mais de 3 mil pessoas no corredor da folia de Abaetetuba
. Bloco Kmak, bloco de micareta, tradicional na cidade e com mais de 1000 brincantes atrás do trio elétrico
Bloco Kmak, bloco de micareta, é antigo, em foto de Adriano C
. Bloco EQ do Seu Dodô, esse bloco de micareta foi fundado pelo promotor de eventos Paulo Paiva
. Bloco Hyabadabadu, bloco de micareta, que já é tradicional na cidade e com milhares de componentes
. Bloco Pimenta, bloco de micareta, citado em 2010
. Bloco Cachorrão
. Bloco Os Abateuaras, o Bloco, grupo fundado no final de 2011 por Hiran Sereni.
. Bloco Companhia do Abadá
. Bloco Carabranca, Kleuson Redig, diretor do Bloco Carabranca em 2013
. Bloco Harém dos Abaeteuaras: Hiran Sereni, BLOCO HARÉM + BLOCO ABAETEUARAS = HARÉM DOS ABAETEURAS. O Caçula do carnaval de Abetetuba, mas que já nasce grande com 3 mil abadás confeccionados, 3 dias de festas e 3 bandas, no maior carnaval do Estado do Pará. Vamos pra cima galera! iNF: 8029-7949. — em Abaetetuba.
Bloco de micareta "Bloco Harém dos Abaeteuaras"

. Bloco Godzila
. O Cordão do Ye, YE, YÊ, fundado pelos diretores da AFAA-Associação dos Filhos e Amigos de Abaetetuba, Delciraldo Araujo e seu filho Pedro Henrique Ribeiro Araujo.
ATENÇÃO BRINCANTES DE CARNAVAL
A Tesouraria da AFAA informa:
Acaba de completar 420 camisas do " CORDÃO DO YE,YE,YÊ " vendidas para amanhã aqui em Belém.Vai ser uma explosãode alegria, reserve logo a sua,não deixe para última hora.
Pedro Henrique Ribeiro Araújo
Domingo passado foi excelente em Abaeté, neste domingo em Belém:
O Carnarock do Cordão Year, Year, Year "Cordão do Yeah-yeah-yeah", que representa a junção de duas distintas artes, o carnaval e o Rock and Roll, misturando através de pout-porri, os clássicos de bandas como Beatles, Rolling Stones, Credeence aos Tradicionais Frevos e Marchinhas que enaltecem e dão um brilho especial a Folia de Momo .
O evento será acompanhado de trio elétrico e banda, fazendo um percurso pelas ruas próximas da concentração que será ao lado do Polo Joalheiro, a partir das 14h, contando com apoio de bar, segurança e muita gente bonita e divertida.
As pessoas interessadas, estamos vendendo camisas na sede da *AFAA (Av. Roberto Camelier, 81, altos, Jurunas, entre Conselheiro Furtado e Tamoios), contatos: 3223-6026 / 8185-2655.
Delciraldo Araujo
Sucesso total foi o lançamento do " CORDÃO DO YEAH,YEAH,YEAH " neste domingo passado em Abaetetuba, a galera vibrou e brincou a vontade com as músicas de Rock e Marchinhas Carnavalescas, fato inédito no Pará. A juventude juntou-se a velha guarda, tornando uma colossal massa de alegria e descontração nas avenidas da cidade.
No próximo domingo o encontro se realizará em BELÉM, a concentração será no entorno do Polo Joalheiro na Praça Amazonas, atéo momento mais de 300 participações já confirmadas. Será sucesso total, participem.
Vendas de Camisas do Cordão: AFAA 3230-0534 8232-3000
VAI COMEÇAR A FESTA... Já encontra-se disponíveis as casmisas do (CORDÃO YEAH, YEAH, YEAH)....... Abaetetuba 27/01/2013 - concentração e venda de camisas na Companhia do Abadá.
Belém 03/02/2013 - Venda antecipada de camisas - secretaria AFAA, Roberto Camelier, 81 - Concentração Polo Joalheiro com o Lobo BAR...
Delciraldo Araujo
Pedro Henrique Ribeiro Araújo Obrigado !!! É o que tenho a dizer a todas as pessoas que estiveram no Cordão do Yeah, Yeah, Yeah! todos que acreditaram na nossa ideia inovadora do CarnaRock, obrigado a vcs que contribuiram comprando as camisas, aos parceiros, a todos os presentes na linda festa de ontem! Valeu! AFAA, CARABRANCA E FILHOS DE OSNI
Pedro Henrique Ribeiro Araújo: Agradeço também aos parceiros Kleuson Redig - BLOCO CARABRANCA, Marcelo Checha - BLOCO FILHOS DE OSNI e a Delciraldo Araújo, Raimundo Bittencourt, Sinval Dias da diretoria da AFAA. Além da minha amada família Renata Nogueira Araújo, Elzelena Ribeiro, Núbia Rafaela, Rhuan Carlo Araujo, Del Filho Araújo, Augusto Lobato, Cintia Pantoja, Ricardo - Josy Pantoja e muitos outros que estiveram conosco na organização do Cordão! Valeu mesmo!
Delciraldo Araujo
Cordão do Year, Year, Yeah!
Bloco carnavalesco com motivações do carnaval e do rock/carnarock, fundado pela Associação dos Filhos e Amigos de Abaetetuba, na pessoa do seu presidente Pedro Henrique Ribeiro Araujo e Decilvaldo da Silva Araujo, Raimundo Bitencourt, Sinval Dias da diretoria da AFAAA e também de Renata nogueira Araujo, Elzelena Ribeiro, Núbia Rafaela, Rhuan Carlo Araujo, Del Filho Araujo, Augusto Lobato, Cíntia  Pantoja, Ricardo – Josy Pantoja e muitos outros que ajudaram na organização do cordão, para participar do Carnaval de Belém e Abaetetuba em 2013, tendo ajuda de Kleuson Redig do Blocos Carabranca e de Marcela Checha do bloco Filhos de Osni. O Cordão do Year, Year, Year! Teve jogo de fantasia com camisa na forma de abadá.
Pedro Henrique Ribeiro de Araujo, presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Abaetetuba-AFAAA em 2013.
Decivaldo da Silva Araujo
O Bloco CORDÃO DO YE, YE, YÊ promovido pela AFAA, apesar da chuva ocorrida em Belém, foi sucesso total,, presença marcante dos abaetetubenses de verdade,Alguns que moram em Belém e prestigiam o nome de nossa terra, outros morando em Abaetetuba, não mediram esforços e se fizeram presentes, apesar das dificuldades de se locomoverem de Abaetetuba para Belém.
O que nos entristece, é a hipocrisia de muitos abaetetubenses que cobram falta de representatividade ,se dizem amar nossa terra, estão sempre cobrando realização de eventos e acontecimentos para nos enobrecer no cenário paraense, prometem apoio, comparecimento, nos iludem com suas colaborações suas presenças, fazendo com que se crie uma falsa expectativa,o que nos leva a arcar com prejuízos.
O Atual Carnaval de Abaetetuba
A atual quadra carnavalesca de Abaetetuba mudou quase que completamente do seu antigo enfoque de tradição/cultura e no visual de seus entrudos, sujos, mascarados, cordões e blocos de ruas, ricamente vestidos com os variados motivos da antiga quadra carnavalesca, para dar lugar a um carnaval que possui um pouco de tudo, na forma de arrastões carnavalescos, arrastões culturais, grupos de sujos, blocos de ruas, escolas de samba, sons automotivos, que saem às ruas nos domingos da quadra carnavalesca e, no final da quadra, a programação carnavalesca promovida pela Prefeitura Municipal, com o já tradicional desfile de carnaval na Avenida D. Pedro II (que transformou-se-se no Corredor da Folia de Abaetetuba na época do carnaval), que atrai uma multidão de mais de 50 mil pessoas para assistir, nos dias programados, aos desfiles e concursos de escolas de samba, blocos carnavalescos e blocos de micaretas, cada qual formados por milhares de brincantes e ao som de bandas, trios elétricos, sons automotivos e batuques, que fazem a festa das pessoas que se espalham ao redor do Corredor da Folia, com destaque para as micaretas. 
Como música, os sambas ainda são utilizados nos desfiles de escolas de samba e alguns blocos de ruas. Nas micaretas, as músicas utilizadas são o axé music, tecnobregas, tecnomelody, trios elétricos e outros ritmos de bandas ou mixados pelos nossos DJs, e estes já com participação ativa na musicalidade de alguns blocos e micaretas. Nesses desfiles há o consumo exagerado de bebidas alcoólicas por parcela significativa dos brincantes dos grupos carnavalescos e por parcela do público que assiste aos desfiles, fato que resulta em algumas violências e também a prática de assaltos e furtos por parte de pessoas de má fé que adentram nos grupos e multidão para a prática desses crimes comuns em grandes aglomerações, porém nada que possa tirar o brilho dos desfiles.
Ressalte-se, atualmente, a ausência dos bailes carnavalescos de salão, mesmo porque o Clube Bancrévea foi extinto e a clubes como Assembléia Abaetetubense, AABB e os clubes futebolísticos já estão ausentes dessas programações já faz bastante tempo, devido as violências ocasionadas pelo consumo em excesso de álcool por parte de parcela dos brincantes. 
Não vamos ser intolerantes e preconceituosos e dizer que as micaretas são modelo de musicalidade importado de outras regiões e que não deveriam fazer parte do carnaval de Abaetetuba. Elas, agora, são parte integrante e importante do nosso carnaval e, mesmo porque, as festas de micaretas ocupam pequena parcela do tempo da quadra carnavalesca e esse tipo de carnaval pode muito bem conviver com as outras formas de grupos carnavalescos como os blocos e escolas de samba.
O que não deveria ter acontecido era o desaparecimento do tradicional carnaval de rua e de salão da cidade, com os cordões, blocos de rua, entrudos, mascarados e outras formas que existiam e com a massiva participação de grande parcela do povo que, atualmente, só participa como expectador, membro da multidão que apenas “vai assistir” aos desfiles promovidos pela Prefeitura Municipal.
Portanto, as micaretas, agora fazem parte do brilho dos desfiles da quadra carnavalesca de Abaetetuba, que devem se levadas em conta, daí nosso esforço em colher alguns dados sobre essa festa e dos grupos de micareta de Abaetetuba para melhor conhecermos sua história. 
Quem quiser fornecer os dados históricos, objetivos dos blocos de micaretas e dos outros tipos de blocos, não citados e os citados abaixo, nós agradecemos antecipadamente e com o nosso compromisso de incluir esses dados nesta mesma postagem.
A Micareta
Micareta é um tipo de carnaval fora de época que desde os anos de 1990 é marcado principalmente pelo estilo baiano do Axé Music, dos trios elétricos e dos abadás. O nome micareta deriva-se de uma festa francesa, Mi-carême, e desde os anos de 1990 vem se espalhando por várias capitais e cidades brasileiras e existe também em outros países como Canadá, Portugal e Espanha que realizam anualmente sua micareta de acordo com cada cultura local.
O abadá é um tipo de bata ou camisolão branco usado pelos muçulmanos que aportaram no Brasil como escravos e a palavra abadá é de origem africana, do yorubá, trazida pelos negros malês para a Bahia. A vestimenta abadá é, até hoje, a indumentária dos lutadores da capoeira. A palavra abadá foi parar nas micarestas do Carnaval de 1993, quando o designer Pedrinho da Rocha, o músico Durval Lelys, da Banda Asa de Águia, e o Bloco Carnavalesco Eva lançaram um novo tipo de fantasia para substituir as antigas mortalhas dos capoeiristas e foi em homenagem ao Mestre Sena, antigo capoeirista e amigo, que o designer batizou a nova fantasia de “abadá” que logo virou sucesso na Bahia e em todo o Brasil e terminou por popularizar essa palavra.
O abadá das micaretas consiste em simples e opacas blusas e camisetas, que dão a essas festas, a visão de um amontoado de pessoas vestindo a mesma fantasia e correndo atrás de trios elétricos tocando axés-music, totalmente diferente dos espontâneos e antigos carnavais das diferentes e multi-coloridas fantasias, que saíam da imaginação dos criativos foliões do passado, em musicalidade dos diferentes rítmos dos antigos carnavais.
Festas de Micaretas em Abaetetuba
Em Abaetetuba existem vários blocos de micareta que surgiram a partir da década de 2000, que se apresentam nos seus chamados “arrastões elétricos” e nos concursos de carnaval da Prefeitura Municipal da quadra carnavalesca. Esses blocos seguem o figurino dos da Bahia e, como tais, são sustentados pelas vendas dos chamados abadás (vide história acima) e outras contribuições e apoios. Essas micaretas seguem também o esquema das “levadas eléticas”, em desfiles de carnaval fora da época do carnaval e comandadas pelos insubstituíveis “trios elétricos”, e presença de cantores, bandas, DJs que vem de outros estados, Belém ou locais, para dar maior brilho a essas festas, onde centenas de pessoas se aglomeram nesses blocos para se divertir ao som do axé-music, funk, tecno e, e agora, também contando com o vibrante som do tecnobrega do Pará. As as micaretas de Abaetetuba são, também, o grande destaque dos desfiles e concursos de carnaval promovidos pela Prefeitura Municipal, atraindo foliões de várias partes do Pará e de outros estados para participar desses grupos ou de participar como membro da multidão que acorre para assistir aos desfiles do carnaval. Por sinal que o carnaval de Abaetetuba já está atraindo dezenas de milhares de pessoas e isso se torna preocupante devido ausência de infra-estrutura turística e segurança para tantos turistas.
Carnaval
Velhos Carnavais que não voltam mais. Da esq. P dir. Roberto do Contente, de Pierrot, Yvone Luna, Alice Paes, Roseana Rocha, Celina Baptista, Walkíria Ferreira, Conceição Góes, Cleonice Silva e Analeo Contente. Havia carnaval mais gostoso que nesse tempo?
Sugestões Para a Melhoria do Carnaval de Abaetetuba
O carnaval de rua ainda existe em Abaetetuba, e com pessoas, sujos, blocos e arrastões que dispersadamente saem pelas ruas da cidade nos domingo de carnaval, usando de pouca criatividade e com a falta de bons apoios musicais como bandas, sons automotivos ou mesmo trios elétricos locais. 
O carnaval de salão praticamente não mais existe em Abaetetuba. 
Ainda existe o carnaval promovido pela Prefeitura Municipal e em concursos de blocos das várias categorias e que atrai um bom público (mais de 50 mil pessoas que vem de muitos lugares do Pará e Brasil para participar nos blocos ou como expectador dos desfiles dos grupos carnavalesco) para esses dias de desfile, que são os dias finais da quadra carnavalesca. 
Porém, faltam algumas melhorias e criatividade no carnaval de Abaetetuba, tanto nos chamados grupos de ruas, ou “sujos” ou mesmo desfile dos blocos durante os domingos de carnaval e no próprio desfile de carnaval promovido pela Prefeitura Municipal nos dias finais da quadra carnavalesca de Abaetetuba. 
Para isso temos algumas sugestões que ajudariam a melhorar o carnaval como um todo e atrair mais turistas para a quadra carnavalesca da cidade.
Uma Identidade Para o Carnaval de Abaetetuba
O carnaval de Abaetetuba poderia ter uma identidade própria, onde não se descartaria as atuais micaretas, blocos e escolas de samba, mas apenas se incrementariam motivações que realmente chamassem a atenção do povo de Abaetetuba e de nossos visitantes. É o que já se faz em algumas cidades amazônicas, que já usam de sua rica cultura e folclore para apresentar um bonito e concorrido carnaval que atraem milhares de turistas. As motivações para o nosso carnaval se buscariam na rica cultura e folclore, nos nossos antigos costumes e hábitos, no nosso rico artesanato, lendas e mitos, usando materiais descartáveis ou reciclados ou os tecidos e plásticos vendidos em nosso comércio, sem precisar usar os materiais da nossa já degradada flora e fauna (na forma de cordas, fibras, talas, cipós, folhas vegetais e penas e couros animais, o que ajuda a extinguir mais rapidamente a já rara quantidade de espécimes da flora e fauna). Temos os materiais da coleta seletiva do lixo e produtos comerciais baratos e acessíveis para a confecção dos figurinos dos componentes dos blocos e dos personagens do carnaval. 
Alguns Exemplos dos Motivos Carnavalescos Para o Carnaval de Abaetetuba
De Nossos Mitos e Lendas
As figuras mitológicas e lendárias do Saci-Pererê, Matinta-Pereira, Mãe-d’Água, Mãe-do-Mato, Anhangá, Cobra-Grande, que já fazem parte de nossa identidade cultural, mas que não figuram nos eventos da quadra carnavalesca. Em cidades do Amazonas e Pará (Parintins, Juruti, Peixe-Boi, Santarém, Belém, etc. já existem carnavais nesse sentido cultural e ecológico).
Se fariam grandes bonecos ressaltando a importância cultural dessas figuras.
Figuras da Flora e Fauna
As figuras de nossa Fauna e Flora poderiam ser apresentadas com fantasias ou bonecos gigantes (tipo os bois ocos e cabeçudos de outros lugares), que se apresentados de modo pedagógico, poderiam educar para conter a grande extinção de nossas espécies de peixes (acarás, pirararas, poraquês, maparás, acaris, bacus, maiacus, candiru, mandi, carataís e outros), mamíferos (botos, peixes-bois, lontras), quelônios (tartarugas, jabotis, muçuãs, tracajás), lagartos (jacurarus, jacuruxis, lagarto verde, papa-vento, etc), jacarés, insetos, crustáceos (camarão, sararás, araruta, etc), aves (araras, papagaios, tucanos, garças, socós, saracuras, pica-paus, sururinas, marrecos, patos-do-mato, ciganas, gaviões, urubus, corujas, garças, anus, gaivotas, andorinhas, etc que já estão extintos ou em vias de extinção na região), animais de caça (pacas, tatus, veados, mucuras, macacos, preguiças, antas, etc) e também figuras com as motivações vegetais, como: flores, frutos, folhas, arbustos, etc e bois, cobras (jibóia, sucuri, surucucu, jararacas) que povoam a imaginação de nossos caboclos na forma de lendas e mitos diversos. Seriam também representados por grandes bonecos ou fantasias.
Personagens da História da Formação do Povo
As figuras de nossos antepassados, índios, negros e brancos, em figuras populares, devidamente paramentados de indígenas, negros e brancos de nossa história.
As Antigas Figuras Carnavalescas
As figuras carnavalescas antigas e já esquecidas como os Pretinhos, Macacos, Arlequim, Pierrot, Entrudos, etc.
Assim teríamos um carnaval cheio de pessoas fantasiadas com essas motivações mitológicas, lendárias, folclóricas, índios, negros, colonizadores, seringueiros, lenhadores, apanhadores e amassadeiras de açaí, canavieiros/canavieiras, pescadores e figuras de nossa flora, fauna, animais domésticos, tudo devidamente apresentado em fantasias e bonecos gigantes ocos, etc.
Figuras do Artesanato de Miriti e Outras Manifestações Culturais Tradicionais
O artesanato de miriti de Abaetetuba tem as suas figuras clássicas dos Brinquedos de Miriti, como:
. Barcos e Barquinhos
. Cobras
. Tucanos
. Araras
. Papagaios
. Dançarinos
. Soca-soca
. Bica–bica
. Etc
Como fazer as fantasias e figurinos dos Brinquedos de Miriti?
Naturalmente que não se deve usar o próprio miriti, pois ele já corre o risco de extinção pela grande demanda por essa matéria-prima, que não possui projetos de plantios, nem replantios no município.
Fazer-se-íam bonecos gigantes das figuras do artesanato de miriti (ocas ou suspensas em varas), usando isopor, tinta, cola e tecidos, papel e papelão em figuras coloridas como os próprios brinquedos, material que se encontra em abundância na praça comercial local e dos materiais recolhidos da reciclagem do lixo em bom estado, como papelão, garrafas plásticas, caixas de madeiras, peças em metais leves e os próprios artesãos de miriti ou outros artesãos e pessoas se encarregariam de confeccionar os bonecos gigantes para apresentação nos desfiles do carnaval de rua. Isso chamaria muita a atenção de todas as pessoas e turistas vendo a cultura do brinquedo de miriti sendo apresentada em desfiles carnavalescos pelas ruas da cidade, como acontece em Pernanbuco, no Arraial do Pavulagem e em São Caetano de Odivelas, que já são desfiles tradicionais desses carnavais.
E tudo feito em um colorido e criatividade que realmente chamasse a atenção de todos.
Convênios do Órgão da Cultura de Abaetetuba
E o órgão responsável pela cultura do município, a Fundação Cultural de Abaetetuba e a própria Prefeitura Municipal, deveriam firmar convênios e parcerias com os interessados para que se possam acrescentar essas melhorias ao nosso carnaval, com regras e motivações para que as pessoas pudessem se interessar nesse carnaval de Abaetetuba com motivações culturais e ecológicas.
Carnaval com Motivos da Quadra Junina?
Não vamos nos tornar puristas ou intransigentes defensores da Cultura, dizendo que carnaval e quadra junina não se misturam. Vamos olhar a questão com visão turística. Se quisermos, podemos acrescentar ao carnaval, os motivos da quadra-junina (como já se faz em Belém e outras cidades, com a mistura do carnaval com a quadra junina), como os cordões juninos de bois e pássaros, índios, etc. Fazendo parte do Carnaval e que pode gerar emprego e renda para nossas famílias, em atividades de mercado e turísticas. Aí a festa se transformaria num Carnaval Amazônico (alguns puristas vão criticar esta idéia), mas aqui também se trata da afirmação do turismo em nosso município, para beneficiar milhares de famílias, comerciantes, empresários, promotores de eventos, etc.
A prefeitura se encarregaria de preparar a infraestrutura e a premiação dos melhores e a segurança, em convênios junto com os órgãos e entidades competentes e proibindo o uso de bebida alcoólica, tendo em vista a violência e degradação física e moral que esta gera. 
Esse projeto seria acrescentado ao do atual figurino do carnaval das micaretas, escolas de samba e blocos, que a prefeitura já patrocina, porém como eventos separados, sendo os desfiles que sugerimos realizados nos domingos de carnavais e pelas ruas e como arrastões culturais, e à noite com o já tradicional concurso da Prefeitura Municipal da Quadra Carnavalesca, no Ginásio Hildo Carvalho (antigo Bancrévea).
Parcerias, Convênios e Contratos
Os convênios, parcerias e contratos seriam firmados pela Prefeitura Municipal com pessoas, firmas, empresas, entidades e associações culturais que pudessem colaborar nesse novo modo de fazer um carnaval mais atraente, sadio, ecológico e pedagógico em Abaetetuba. 
Para isso precisa que se prepare com antecedência um projeto que detalhe minuciosamente as ações e atividades e regras a serem desenvolvidas nesse tipo de carnaval, como os dias de desfile para grupo de brincantes, as parcerias, inscrições, tempo de duração de cada grupo, premiações, estrutura física, iluminação elétrica, construção das arquibancadas, etc.
Sem esquecer as parcerias e convênios com órgãos e entidades essenciais nessas programações, como CELPA, Segurança, Polícia, Bombeiros, Justiça, CDL, ACA, Saúde, Saneamento e outras entidades, conselhos, hotéis, limpeza pública, comerciantes, empresários e os grupos carnavalescos, para que não aconteçam as falhas e excessos muito comuns nesses tipos de eventos.
Para chamar mais atenção e dá mais motivação a um carnaval desse tipo, se promoveriam concursos da fantasia individual mais bonita e original, o bloco ou cordão mais animado, bonito e original, o boneco mais bonito, etc.
Turismo e Carnaval
UM SONHO: FOMENTO DO TURISMO E DESENVOLMENTO EM ABAETETUBA E REGIÃO
Já falamos nas potencialidades que Abaetetuba e região têm para a implantação da indústria do turismo na região, inclusive dando algumas sugestões de obras para a infra-estrutura dessa indústria, tendo em vista a bela característica geográfica da região e a sua cultura sui-generis.
Já falamos de Abaetetuba como pólo comercial e educacional na região, inclusive dando sugestões para a consolidação dessa condição.
Já falamos da produção agrícola, pesqueira e madeireira, inclusive sendo cético em relação a esses segmentos da economia, especialmente em Abaetetuba, onde o meio ambiente e a bacia hidrográfica estão em processo progressivo de poluição, contaminação e destruição e com a extinção ou quase extinção de muitas espécimes importantes do grupo dos animais e vegetais da região.
Iríamos reproduzir muito em breve uma experiência para a obtenção de água potável para as regiões das Estradas e Ilhas de Abaetetuba, cujo projeto foi desenvolvido em uma Feira de Cências de Abaetetuba e outro projeto similar que alunos da Escola Técnica Federal de Abaetetuba desenvolveram e, também, a obtenção de energia elétrica por meios alternativos à eletricidade gerada pelas usinas hidrelétricas.
E, como não somos egoístas, o mesmo progresso e desenvolvimento que queremos para Abaetetuba, queremos também para os municípios da Região Tocantina, especialmente o Baixo Tocantins.
Falamos isso em vista do “Plano de Desenvolvimento da Região do Tocantins”, extraído da Agência Pará, reproduzido abaixo:
Os Eventos
Abaetetuba, como já foi dito, é uma cidade que está situada bem pertinho da Capital do Estado, Belém, cidade grande, de dois milhões de habitantes e onde mora outra população de abaetetubenses, muitos dos quais que não sentem mais a atração de visitar sua cidade natal. Antes as dificuldades eram as desconfortáveis e demoradas viagens rodo-fluvial, que não ofereciam condições de uma boa viagem e por barcos e estradas mal cuidadas. Agora existem as estradas da Alça Viária do Estado, que estão em razoáveis condições de uso e em distâncias curtas, de hora e meia de viagem de Belém. Falta apenas o policiamento, a sinalização e a construção de pousadas com restaurantes e lojas que possam atender às exigências mínimas de roteiros turísticos razoáveis.
E Abaetetuba já oferece alguns atrativos turísticos, especialmente na forma de eventos, que só precisam de melhor organização e o incremento de motivações amazônicas para atrair mais turistas para a cidade. É sobre esses assuntos que trataremos a seguir:
O Carnaval Como Atração Turística
Este evento existe e deixa muito a desejar em termos de organização e motivação e onde muitas pessoas vêm de outros lugares para se divertir em brincadeiras carnavalescas muito diferente dos antigos carnavais de Abaetetuba, onde predominam a cultura carnavalescas de outros estados brasileiros.
As motivações atuais do carnaval abaetetubense são os insossos e importados blocos de micaretas, as escolas de samba e blocos carnavalescos em desfiles mal organizados em termos de tempo, fantasias e adereços e estrutura física precária dos desfiles.
Na estrutura física não existem arquibancadas e sim rústicos cercado em madeira e em ruas mal iluminadas e sem os devidos enfeites que a brincadeira requer e sem contar com um bom corpo de policiais para garantir uma brincadeira sadia que pode resultar em brigas e violências outras. O povo que comparece a essa brincadeira fica na sua maioria em pé e amontoado em alguns pontos do desfile, sem poder divisar melhor os grupos brincantes que passam pela avenida e em horários não pré-determinados e em consideráveis intervalos e atrasos das apresentações.
O carnaval de Abaetetuba poderia ter uma identidade própria, onde não se descartaria as atuais micaretas, blocos e escolas de samba, mas apenas se incrementariam motivações que realmente chamassem a atenção do povo de Abaetetuba e de nossos visitantes. É o que já se faz em algumas cidades amazônicas que já usam de sua rica cultura e folclore para apresentar um bonito e concorrido carnaval.
As motivações se buscariam na rica cultura e folclore, nos nossos antigos costumes e hábitos, no nosso rico artesanato, lendas e mitos, usando materiais descartáveis ou os tecidos e plásticos vendidos em nosso comércio, sem precisar usar os materiais da nossa já degradada flora e fauna, na forma de cordas, fibras, talas, cipós, folhas, penas e couros animais.
Exemplos de Alegorias Para O Nosso Carnaval
Alguns exemplos dessas motivações poderiam ser: as figuras mitológicas e lendárias, como: saci-pererê, matinta-pereira, mãe-d’água, mãe-do-mato, anhangá, fantasmas, assombraçõesetc; figuras de nossa fauna e flora como o conhecido e maltratado boto, com fantasias ou bonecos gigantes; figuras de nossos antepassados, índios, negros e brancos; figuras populares, devidamente paramentados e figuras carnavalescas antigas e já esquecidas como os pretinhos, macacos, etc.
Assim teríamos um carnaval cheio de pessoas fantasiadas com essas motivações mitológicas, lendárias, folclóricas, índios, negros, colonizadores, seringueiros, lenhadores, apanhadores e amassadeiras de açaí, canavieiros/canavieiras, pescadores e figuras de nossa flora, fauna, animais domésticos, etc.
Entre os animais se fariam grandes bonecos de bois, cobras (jibóia, sucuri, surucucu, jararacas) que povoam a imaginação de nossos caboclos de lendas e mitos diversos; jacarés, camarão, botos, lontras, sararás, quelônios, jacurarus, jacuruxis, muitos dos quais fazem parte da culinária abaetetubense e já praticamente extintos e nossas belíssimas aves como tucanos, garças, socós, saracuras, picas-paus, sururinas, ciganas, gaviões, corujas, anus, gaivotas, andorinhas e muitos outras aves que já estão desaparecendo inexoravelmente de nossas matas. Fantasias e bonecos gigantes desses animais chamariam muita atenção para o fato de preservação dessas nossas riquezas naturais.
Presença do Artesanato, Quadra Junina no Carnaval
Sem esquecer nosso artesanato, especialmente o artesanato de miriti com figuras gigantes representando esses brinquedos, não feitos de miriti, pois este já está em vias de extinção, mas de materiais recolhidos das reciclagens do lixo como papelão, garrafas plásticas, etc. E tudo feito em um colorido que realmente chamasse a atenção de todos.
E o órgão responsável, a Fundação Cultural de Abaetetuba e a própria Prefeitura deveriam firmar convênios e parcerias com os interessados para que se possam acrescentar essas melhorias ao nosso carnaval, com regras e motivações para que as pessoas pudessem se interessar nessas modificações no carnaval de Abaetetuba/Pa.
Se quiser pode acrescentar motivos da quadra-junina (como já se faz em Manaus), como os bois-bumbás, índios, etc. Aí seria um carna-boi amazônico. A prefeitura se encarregaria de preparar a infra-estrutura, a premiação dos melhores e a segurança. Esse projeto ou plano seria acrescentado ao do atual carnaval de micaretas, escolas de samba que a prefeitura já patrocina, mas que não têm nada a ver com nossa realidade amazônica.
A Prefeitura Municipal, que promove nossos eventos carnavalescos, poderia estabelecer convênios, parcerias e contratos com firmas, empresas, entidades e associações culturais que pudessem colaborar nesse novo modo de fazer um carnaval bonito e sadio em Abaetetuba.
Para chamar mais atenção e dá mais motivação a um carnaval desse tipo, se promoveriam concursos da fantasia individual mais bonita e original, o bloco ou cordão mais animado, bonito e original, o boneco mais bonito, etc.
Para isso precisa que se prepare com antecedência um projeto que detalhe minuciosamente as ações e atividades e regras a serem desenvolvidas nesse tipo de carnaval, como os dias de desfile para grupo de brincantes, as parcerias, inscrições, tempo de duração de cada grupo, premiações, estrutura física, iluminação elétrica, construção das arquibancadas, etc.
Sem esquecer as parcerias e convênios com órgãos e entidades essenciais nessas programações, como CELPA, Polícia, Bombeiros, Justiça, CDL, ACA, saúde e outras entidades, conselhos, hotéis, limpeza pública, comerciantes, empresários e os grupos carnavalescos, para que não aconteçam as falhas muito comuns nesses tipos de eventos.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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