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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aparelhagens de Sons na Musicalidade 15 DE Abaetetuba Através dos Tempos


MEMÓRIA DAS APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Banda Virgem da Conceição

MUSICALIDADE 15 DE ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS
MÚSICA E MEMÓRIA
A musicalidade é um dos aspectos da cultura de Abaetetuba que funciona como guardiã de uma rica memória, ainda viva na lembrança de cada filho destas terras que vivenciou os ricos períodos desse aspecto cultural e em muitas de suas vertentes, considerando aspectos dos mitos, do imaginário e da cultura que essas vertentes da musicalidade construíram através dos tempos, como veremos a seguir. Esse aspecto cultural da musicalidade usou suas vertentes como forma de comunicação, de transmissão de mensagens, de histórias que marcaram pra sempre, direta ou indiretamente, a vida de muitas pessoas que ainda são depositárias dessas memórias ou que já estão marcadas nos escritos de nossos historiadores em um rico acervo onde pode se encontrar esses variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba.
Deste modo a musicalidade torna-se uma importante fonte ou documento histórico da memória sobre o nosso passado, conservado e analisado a partir de pessoas e contextos que  nos permite uma volta a esse passado para o conhecimento de seu meio e dos variados aspectos da musicalidade a ser analisada.
Esses aspectos da musicalidade serão aqui analisados em várias postagens que faremos sobre “A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS” e, em certos casos, tecendo comentários, considerações e sugestões de melhorias naquilo que pode se constituir um aspecto cultural que pode se consolidar como um evento com identidade própria e, desse modo, se constituir em Abaetetuba um evento que possa também gerar renda e trabalho para o município.
Também gostaríamos de explicar que A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS  é o conjunto de todas as formas musicais que aqui já existiram ou continuam a existir, na rica cultura musical do município, manifestada através das mais variadas formas, estruturas, eventos, pessoas, grupos, entidades e ritmos espalhados pelos mais diversos segmentos sociais e recantos do município. Essa musicalidade, a partir dos anos finais do século 19 e durante o século 20, é um período rico de manifestações musicais, que influenciaram sua época, ditaram os modismos, costumes e influenciaram a cultura musical do município e que, com a chegada de outras formas e expressões musicais, íam sendo substituídas através do tempo, mudando os costumes, as modas e outras formas culturais que marcaram cada época  no município, como foi o caso da chegada do Rock e suas vertentes dos Anos Rebeldes e da Sociedade Alternativa, que alguns grupos pregavam, e das músicas da MPB, do Samba e Bossa Nova, da Tropicália, do Iê-Iê-Iê, do Brega, dos ritmos caribenhos que também influenciaram segmentos da sociedade de seu tempo, tendo alguns desses modismos subsistido até os tempos atuais, pelo menos para algumas pessoas que ainda cultuam seus ídolos e costumes dessa época. Todas essas formas de musicalidade com seus modismos e costumes serão aqui rememorados.
Abaetetuba possuía a sua antiga musicalidade manifestada de vários modos conforme veremos abaixo, sendo que muitas dessas formas musicais foram extintas ou absorvidas por novas formas e expressões musicais advindas de outras culturas musicais do Brasil ou exterior, trazendo no seu bojo os avanços rítmicos e tecnológicos com aplicação de novas técnicas, meios, recursos e instrumentos de sons inovadores que definiram as ETAPAS da cena musical de Abaetetuba e, em especial, o aspecto Festivo-Dançante de grande parcela do povo. O incessante aperfeiçoamento de Gravação, Transmissão e Audição musical através de novos equipamentos e tecnologias trouxe o microfone, os gravadores portáteis, o disco long-playing (LP), a fita Cassete, os Compact Discs (CD), o MP3, o computador e a Internet e, com isso, trouxe também novas Figuras, Personalidades e Vultos para o cenário musical de cada época e o aperfeiçoamento tecnológica na musicalidade trouxe também a demanda por novas profissões, como os Promotores de Festas dos clubes e salões e operadores das aparelhagens de som, inicialmente os locutores, os Disk Jockeis e agora os DJs, que também marcaram os períodos da musicalidade de Abaetetuba. Entre os novos instrumentos eletrônicos, surgidos em Abaetetuba, destacamos a Guitarra Elétrica e o Teclado, que definiram fortemente a cultura musical de Abaetetuba na sonoridade musical, as Festas Dançantes, assim como os novos gêneros, estilos e ritmos aqui surgidos a partir da década de 1960, na forma do Rock e seus subgêneros que desembocaram nas atuais formas musicais eletrônicas dos Dances, Tecnos, Hip-Hop, Funk e da atual Música Digital.
As festas dançantes, como parte integrante e importante da musicalidade de Abaetetuba, vão ser enfatizadas, de acordo com alguns parâmetros, em várias FASES DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA que, no nosso entendimento, se manifestaram conforme algumas características peculiares a cada fase, elencadas abaixo, e que serão citadas no decorrer das exposições de determinados itens das várias postagens que serão feitas a respeito da musicalidade de Abaetetuba.
Os dados destas postagens foram coletados das obras de nossos escritores abaetetubenses, como Maria de Nazaré Carvalho Lobato, Maria do Monte Serrat Carvalho Quaresma, Antonio Braga da Costa Júnior, Luiz Gonzaga Nascimento Lobato e pesquisas feitas pelo autor do blog em antigos documentos, revistas ou jornais, internet e das muitas entrevistas que fizemos com pessoas detentoras da memória cultural de Abaetetuba, como Orêncio Barbosa André, Alcimar Carneiro de Araujo, Dinho Silva, Flauri Silva, Mestre Café, Mário Tabaranã e tantas outras pessoas entrevistadas pela cidade e interior do município.
Estas análises, ponderações, dados, conceitos e nomes não são definitivos, pois podem existir inconsistências e incoerências nos textos e falta de dados fundamentais, que serão corrigidos ou acrescentados de acordo com novas pesquisas ou colaboração de pessoas que conhecem, pesquisaram ou vivenciaram os vários aspectos da musicalidade de Abaetetuba.
Fases das Festas Dançantes de Abaetetuba
1ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA:
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
·     Festa da Mucura, que eram realizadas pelo interior do município e após as cerimônias dos religiosos, das FOLIAS DE SANTOS e suas Esmolações, usando de rítmos como lundu, chula, batuques e seus instrumentos artesanais rústicos (violas, banjos, chocalhos e outros) e os arrastapés e bater de palmas e que foram concomitantes aos primeiros conjuntos musicais não eletrônicos na forma de jazzes e estes tocando ritmos como: boleros, sambas, sambas-canções, mambos, xotes, rumbas, valsas, polcas, quadrilhas, frevos, maxixes e outras.
·        Estrutura dos antigos conjuntos musicais de Abaeté: os primeiros conjuntos musicais de Abaeté, na forma de jazzes (conjuntos musicais não eletrônicos), que usavam antigos instrumentos (que foram os 1ºs instrumentos musicais não artesanais de Abaeté) como requintas, bombardinos, clarones, oficlides, contrabaixos de corda, e outros, em conjuntos  imitando o swing americano, citados em documentos de 1920 em diante.
·         Clubes dos anos de 1910, 1920, 1930, 1940 e 1950 de Abaetetuba com suas festas dançantes, quermesses, bailes e eventos lítero-musicais, como dos clubes de futebol Vera Cruz, Abaeté Foot Ball Club, Itatiaia, Associação Sportiva de Abaeté, Clube 15 de Novembro, Clube Lauro Sodré, Vasco, Venus, Brasil e outro clubes esportivos ou sociais.
·         Período da 1ª Fase das festas Dançantes de Abaetetuba: perdurou dos anos finais do século 19 até os anos de 1960, quando do aparecimento dos novos ritmos dos Anos Rebeldes (que não mais aceitava o conservadorismo da sociedade e da passividade sócio-política, que resultou na Contracultura vinda dos EUA e Inglaterra e que encontraram também no Brasil um terreno fértil para sua manifestação, mesmo que cerceada pela censura da Ditadura Militar que tentou castrar os ideais pólitico-culturais de milhares de jovens adeptos de alguns estilos e gêneros musicais surgidos já a partir da década de 1960.
2ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
·         Composição instrumental dos conjuntos musicais: início do uso de violões e guitarras elétricas (base, solo e contrabaixo), baterias, crooner (cantor), que eram a base desses conjuntos que constituíram os primeiros conjuntos musicais eletrônicos de Abaetetuba e de grande sonoridade para sua época, que levou a uma reviravolta na maneira de se promover festas dançantes e adesão ao uso maciço do álcool, das primeiras drogas recém-chegadas à Abaetetuba e das festas nos salões dos bairros periféricos da cidade e das primeiras boates surgidas também nos novos bairros periféricos de Abaetetuba com os marcantes estilos e gêneros musicais dos merengues, cúmbias e dos primeiros “bregas rasgados” ao lado dos antigos bolerões e sambas-canções de artistas nacionais e internacionais da época.
·         Rítmos e gêneros musicais: os vindos dos EUA e Inglaterra (rock e seus subgêneros e os famosos twist, blues, R&B, Soul), que influenciaram a musicalidade brasileira e costumes, através do movimento da Jovem Guarda,  (em contraposição à Velha Guarda) que criou o estilo musical do Iê-Iê-Iê (com sua infinidade de cantores, cantoras, conjuntos musicais famosos) em rítmos que invadiram a cena musical de Abaetetuba. Outros ritmos da época, concomitantes ao rock e seus subgêneros: sambas, sambas-canções, boleros, ritmos caribenhos (vide adiante), primeiros bregas nacionais e internacionais, músicas da MPB, Tropicália, Bossa Nova.
·         Aparecimento das primeiras Aparelhagens de Som de Abaetetuba (estas vindas dos anos finais da década de 1950 e consolidadas nos anos de 1960), com suas grandes sonoridades e praticidade em seu tempo e já usando os famosos discos de vinil (LPs) da época e seus locutores (ainda não se usava o termo Disk-Jockey e muito menos DJ).
·         Os Clubes dos anos de 1960 em diante de Abaetetuba e suas famosas festas dançantes: Vasco, Abaeté e Venus (clubes esportivos) e Assembléia Abaetetubense, Bancrévea Clube e AABB (clubes sociais), que marcaram a vida da juventude dançante desses anos.
·         Proliferação das Festas Dançantes em boates, sedes, casas, salões, barracões de festas pela cidade e interior do município a partir do início da década de 1960.
·         Período da 2ª Fase: perdurou dos anos de 1960 e se estendeu até o aparecimento de nova modalidade de conjuntos musicais tipo “SKEMA” das décadas de 1970 e 1980, junto com as primeiras músicas do estilo Dance, Tecno, Eletro e outras formas musicais surgidas com o avanço da tecnologia musical.
3ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA
Que leva em consideração os seguintes elementos e aspectos
·         Aparecimento dos conjuntos musicais tipo “SKEMA” usando os primeiros teclados eletrônicos de Abaetetuba, formados basicamente por: tecladista, guitarrista e cantor (ou cantor que podia ser o tecladista). O que caracterizava os conjuntos musicais tipo “SKEMA” era o reduzido número dos componentes desses grupos que surgiram em razoável número pela cidade e interior do município, e que substituíam plenamente os grandes conjuntos musicais desse tempo que eram formados por um grande número de componentes (fato este que também contribuiu para a extinção deste tipo de grupo musical em Abaetetuba). Porém os conjuntos musicais tipo “SKEMA” ainda fazem parte do cenário musical do município de Abaetetuba, mesmo com a concorrência da atual música digital e tocando nas chamadas “festas de saudade” rememorando as músicas dos anos de 1970, 1980 e 1990, como também as músicas românticas e bregas que por causa desse mercado nunca saíram de moda desse circuito saudosista ou “brega”, conforme conceitos de analistas e críticos musicais.
·         Continuação da influência do rock e vertentes vindos dos EUA e da Inglaterra e das novas formas dançantes da música eletrônica: Dance, Disco, Tecnos e outros estilos da música eletrônica.
·         Aparecimento de aparelhagens de som com uso de novas tecnologias e recursos musicais e os primeiros locutores ou Disc Jockeys (ainda não usava o termo DJ).
·         Período da 3ª Fase: dos anos finais da década de 1980 até o aparecimento das aparelhagens com DJs e as músicas do estilo Hip-Hop, Funk e suas vertentes.
Uma 4ª, 5ª e 6ª FASES ainda estão sendo objeto de análises, conforme o tipo de festa dançante e dos estilos e gêneros musicais de cada fase, como festas de saudades, Dances, Tecnobregas, Brega Pop, Tecnomelody, Tecnoforró, Sertanejo e dos gêneoros musiciais paraenses que na atualidade  estão dominando o cenário musical desta época.

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS SISTEMAS E APARELHAGENS DE SOM EM ABAETETUBA
O povo de Abaetetuba sempre foi adepto da cultura musical e, em especial, das festas dançantes. No tocante aos antigos sistemas de sons existentes no município, existem  referências de famílias dos anos finais do século 19 e das primeiras décadas do século 20 que já usavam o antigo gramofone. Depois vieram as audições de músicas através de radiolas, vitrolas, eletrolas, as rádios FM e AM e os aparelhos de sons na forma de tocas discos, que eram utilizados nos entretenimentos musicais em famílias e festas variadas.
As aparelhagens de sons de Abaetetuba começaram a surgir a partir dos anos  finais da década de 1940 e foram novidades absolutas no campo musical, que começaram a dividir a cena musical-dançante do município com os grandes conjuntos não eletrônicos de então. As aparelhagens de som de Abaetetuba surgiram na cidade e, pouco tempo depois, se espalharam por várias localidades do interior do município, como uma febre musical, especialmente nas regiões das Ilhas e Colônias de Abaetetuba, onde as festas dançantes e as festas de santos eram comuns, com algumas famosas festas dançantes nas casas de alguns promotores de festas em Abaeté (Vide lista). As aparelhagens de som surgiram em Abaetetuba, concomitante ao surgimento das músicas altamente dançantes como os chamados “bregas nacionais”, algumas músicas dançantes do movimento “Jovem Guarda” e dos ritmos caribenhos, como o merengue, a cúmbia e o mambo, à base dos antigos discos de vinil dos anos de 1960, 1970.
Já nos anos de 1970 vieram os antigos toca-discos, que eram aparelhos eletrônicos apropriados para tocar os discos de vinil da época, que consistia de uma base que acomodava o prato circular que girava no sentido horário, acionado por um motor elétrico com um pino central, onde se encaixava o disco; à direita, existia um braço, contendo na extremidade uma cápsula com uma agulha para fazer a leitura dos microssulcos do disco. Para se ouvir o disco, desde o início, a agulha era colocada na borda externa do disco. As velocidades de rotação do prato podia ser de 16, 33 e 1/3, 45 ou 78 rpm. Esse sistema de som podia ser adquirido nas antigas lojas de eletrodomésticos da cidade à preço parcelado, por que eram bem caros para os padrões financeiros da época. Porém, aos poucos, os toca-discos foram ocupando espaços nas casas da cidade para ouvir os sucessos dos cantores e cantoras de sua predileção, ainda no tempo dos boleros, sambas, sambas-canções, valsas, tangos e outros tipos de músicas antigas.
Esses antigos sistemas de som, na forma de toca-discos, foram base para que alguns eletrotécnicos de Abaetetuba começassem a montar, nos anos finais da década de 1950, algumas pequenas aparelhagens de som, cujos acessórios já podiam ser adquiridos nas casas comerciais do ramo. Com o passar dos anos as aparelhagens de som dominaram a cena musical de Abaetetuba, desde os anos finais da década de 1940 e início da década de 1960 e até os tempos atuais. As aparelhagens de som contribuíram sobremaneira na cultura musical em geral e da cultura festiva-dançante do município e também contribuíram na evolução musical de Abaetetuba, agora em vários segmentos. As dezenas de pequenas aparelhagens de som do passado deram lugar, nos dias atuais, às aparelhagens de som dos DJs, que se utilizam dos recursos tecnológicos eletrônicos e digitais para tocar nos diferentes formatos de festas da atualidade: discoteque, raves, festas de barracões ou sedes de clubes ou centros de lazer, shows em áreas descobertas ou salões, levadas elétricas, festas de aparelhagens, festas de saudades e outros tipos.
Muitos habitantes de Abaetetuba ainda guardam, além dos discos de vinil, os antigos aparelhos que representavam as formas de audição de músicas do passado, aparelhos que precisam ser conservados para um possível Museu da Musicalidade de Abaetetuba.
Essas antigas aparelhagens de som de Abaetetuba eram formadas, basicamente, pelo amplificador de potência sonora, as caixas acústicas de som, os cabos, as limitadas  mesas de som e o microfone usado pelo antigo locutor  ou controlista de som (depois disk jóquei e atuais DJs). Foi a partir dessas primeiras aparelhagens que aconteceu a evolução para as modernas aparelhagens atuais.
Foram as aparelhagens de som de Abaetetuba, de Belém e outras cidades vizinhas que ajudaram a dar outra forma a musicalidade e, especialmente às festas dançantes, em Abaetetuba, Belém e Pará. Antes a musicalidade e as festas dançantes, como aspecto forte dessa musicalidade, seguia o esquema das festas tocadas pelos antigos conjuntos musicais não eletrônicos e dos conjuntos musicais eletrônicos surgidos a partir da década de 1970.
As principais festas dançantes que começaram a usar exclusivamente os serviços musicais dessas aparelhagens foram as quermesses dançantes das tardes de domingo nos salões dos clubes: Vênus, Abaeté, Vasco ou algumas casas particulares que realizavam também essas quermesses dançantes e festas dançantes dos pontos de boemia e as festas de santos e festas dançantes do interior do município.
Mesmo com o aparecimento dos sonoros e aparelhagens de som, os conjuntos musicais continuaram a subsistir em Abaetetuba até os anos de 1980. Porém, com a evolução tecnológica dos sistemas de som, as aparelhagens de som de Abaetetuba começaram a substituir inteiramente os conjuntos musicais, que se tornaram caros e inviáveis com os seus 10 ou 12 músicos que podiam ser totalmente substituído pelos já potentes sons das aparelhagens de som dos anos de 1970.
As aparelhagens de som foram um dos fatores que vieram a contribuir na decadência de nossos bons conjuntos musicais que vieram da década de 1970 e na década de 1980 já se encontravam em franca decadência pelo aparecimento das aparelhagens de som como um dos fatores dessa queda de preferência pelos conjuntos de sons. Foi o tempo em que as aparelhagens de som se sofisticaram nos tipos de equipamentos e praticidade e já eram presença obrigatória nos desfiles de carnaval de rua, que já tinham alguns blocos próprios para os desfiles ou arrastões carnavalescos, especialmente o Kanto do BASA e outros blocos concomitantes ou sucessores desses grupos carnavalesco de rua e também as aparelhagens de sons se tornaram presença obrigatória nas quermesses e festas da cidade e interior do município. Além de mais práticas, as aparelhagens de som eram mais baratas que os antigos conjuntos e orquestras musicais e de maior sonoridade.
A FASE ÁUREA DAS APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Com a evolução tecnológica das aparelhagens de som, pode-se dizer que os anos de 1970 até os anos até 2000 foram a fase áurea das aparelhagens de som de Abaetetuba. Com o advento das avançadas tecnologias das aparelhagens de som de Belém, as de Abaetetuba sentiram o efeito dessa concorrência e aquela infinidade de pequenas, médias aparelhagens de som de Abaetetuba, começaram a desaparecer do cenário musical da cidade, restando só as que aderiram ao esquema das músicas eletrônicas e digitalizadas, que coincide também com a era dos DJs.
O INÍCIO DAS APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
Para se falar das aparelhagens de som de Abaetetuba, temos que nos reportar às primeiras pessoas que começaram a montar ou usar os primeiros sistemas de sons que surgiram na cidade de Abaetetuba a partir dos anos finais da década de 1940 e que fazem parte da história das aparelhagens de som da cidade. Pode-se, então, se fazer referências a essas primeiras pessoas e seus sistemas de sons:
.  LEONARDO NEGRÃO DE SOUSA
O 1º arremedo de aparelhagem de som a surgir em Abaetetuba foi na festa de inauguração da séde do VÊNUS ATLÉTICO CLUB em 1949, sito na hoje Av. Pedro Rodrigues, clube recém fundado, contando com o conjunto musical Jazz Abaeté, de Miguel Loureiro, este ajudado por Maxico, quando o  jovem Leonardo Negrão de Sousa, filho do barbeiro Bento Sousa, para dar melhor apoio ao conjunto musical improvisou um rústico sistema de som que constava de um microfone e de um amplificador de som adaptado para a ocasião e para fazer os devidos anúncios e tocar algumas músicas nos intervalos da festa.
.  NICOLA GARIBALDI PARENTE
Sistema de som do BAR DO NICOLA, ou BAR E SORVETERIA PRINCESA, de propriedade do Sr. NICOLA GARIBALDI PARENTE, filho de Garibaldi Parente, improvisou um sistema sonoro com os chamados altos-falantes sendo instalados nos altos do dito Bar, sito na atual Av. D. Pedro II, perto do antigo local chamado “Moinha” onde o proprietário tocava músicas, chegando a fazer até algumas quermesses no local.
.  ANTONIO HONORATO DOS SANTOS/Totó do Kemil
O Sr. ANTONIO HONORATO DOS SANTOS, o popular Totó do Kemil, filho do velho Kemil, nos anos de 1950, também improvisou um rústico sistema de som com finalidade política de combate à corrente políticae do baratismo, esta sendo uma corrente de apoio ao coronel Magalhães Barata, com o qual parcela considerável de militantes políticos de Abaeté estava em renhida luta política, entre os quais a família Kemil e Reis, que foram duramente perseguidos e expropriados de alguns bens imóveis em Abaeté, como, por exemplo, o grande terrenos que hoje abriga a Escola Basílio de Carvalho, expropriado da família Kemil. Após o sistema de som para combater o baratismo, o sr. Antonio Honorato Kemil dos Santos/Totó do Kemil, também trabalhou no sistema de som de A Voz da Matril, da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Abaetetuba.
.  BENEDITO SENA DOS PASSOS:
Após esses dois primeiros sistemas de som improvisados veio o então chamado “SONOROS COPACABANA”, de propriedade de BENEDITO SENA DOS PASSOS, o popular Bandute Sena, que instalou um sistema de som fixo, que funcionou em vários locais e era um sistema de som improvisado e estúdio em sala e para funcionar como o 1º serviço de publicidade da cidade de Abaetetuba. Sua programação constava de anúncios das casas comerciais de então e de outros serviços da época e anúncios de aniversários, casamentos, falecimentos, batizados e programas musicais, programação esportiva (Era o então jovem esportista Alcimar Carneiro de Araujo que fazia a programação esportiva do Sonoros Copacabana e é dessa época a frase que ele vem usando sistematicamente em todas as programações esportivas a que comparece: “O esporte, em todas as suas modalidades, é a maior válvula de escape de todos os vícios”) e outras programações da época e, quase sempre, com as “edições extraordinárias” que eram geralmente de falecimentos e também pelo Sonoros Copacabana eram feitas, diariamente, a chamada Prece do Ângelus, que repercutiam enormemente em toda a população da cidade.
Bandute Sena/Benedito Sena dos Passos, era o locutor desse sistema de som e publicidade, onde eram famosas as notas de aniversários ao som de músicas populares da época e as notas de  falecimentos, ao som de músicas clássicas, músicas que eram impressas nos antigos discos de vinil em várias rotações.
Citação:
 “O Sonoros Copacabana, citado em 1956, era um aparelhamento de som tipo rádio, onde o 1º “studio” foi instalado numa dependência da antiga sede do Abaeté Futebol Club (na esquina da Av. D. Pedro II com a Trav. Pe. Luiz Varella),  devidamente equipado com os aparelhos de locução e aparelhamento musical e as caixinhas de sons amplificados que ficavam espalhadas nos postes da iluminação elétrica pública do bairro comercial da cidade e que foi pioneiro nas propagandas comerciais e outras publicidades, entrevistas ao vivo, notícias e momentos de entretenimento e de musicalidade e a Prece do Ângelus que era realizada diariamente”.
Outro estúdio do Sonoros Copacabana foi o antigo prédio do Sr. Lucídio Paes, sito na atual Av. D. Pedro II, ainda tendo Benedito Sena dos Passos como proprietário.
Esse sistema de som que vem desde a década de 1950 passou por vários proprietários após o falecimento de Bandute Sena e agora está sob a direção do publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes e com o nome de Sistema de Som e Publicidade Copacabana, utilizando os modernos meios musicais tecnológicos e digitais de nossa era.
.  A VOZ DA MATRIZ:
A Voz da Matriz foi um sistema de som instalado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com os altos-falantes situados na torre da referida igreja e com o Totó do Kemil como locutor e com apresentação de uma programação às 18:00h chamada Prece do Ângelus, antecedidas por uma programação musical e diferentes avisos da Igreja. Também possuía suas edições extraordinárias, especialmente nos anúncios de falecimentos. O som desse sistema era ouvido em toda a pequena cidade de Abaeté dos anos de 1960.
Citação:
A VOZ DA MATRIZ foi instalada em 1952 na época dos Padres Capuchinhos, e entre estes, os pregadores Frei Paulino Sellere, coadjuvado pelo Frei Anastácio Maria das Porteiras e o Frei José Maria de Manaus e seu coadjutor, Frei Hermes Spirano, na época das Santas Missões Populares, aparelhagem que ajudou muito os padres pregadores redentoristas, que instituíram em Abaeté as orações do Ângelus, Terços e a Novena de Nossa S. do Perpétuo Socorro, que eram divulgadas através dessa aparelhagem de som. O locutor dessa aparelhagem era o Totó do Kemil/Antonio Honorato Kemil dos Santos, que antes da Prece do Ângelus colocava as antigas e inesquecíveis canções religiosas, clássicas e do cancioneiro popular brasileiro. Esse sistema de som funcionou também no tempo do Padre Chagas e até os anos de 1970.
A Voz da Matriz, portanto, foi o sistema de som que muito ajudou na evangelização do povo abaetetubense, através de orações, cantos e saudações à Nossa Senhora, ao meio dia e às 18h, com recolhimento interior para a Prece do Ângelus, que ia ao ar todos os dias. Foi por esse som que todos puderam acompanhar todas as funções das Santas Missões, diurnas e noturnas, com a reza do terço, o Sermão Apostólico sobre o tema central e do anterior; o canto das ladainhas, a bênção solene com o Santíssimo Sacramento; a oração pela Igreja, pelos governantes, pelo povo e pela paz, tudo era transmitido via o sistema de som de  A VOZ DA MATRIZ.
Essas informações foram repassadas pelo grande cidadão de Abaetetuba, Alcimar Carneiro de Araujo, esportista, desportista, comerciante e fabricante de calçados que jogou futebol nos grandes clubes de Abaetetuba e, posteriormente, foi técnicos desses grandes clubes e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. Alcimar Carneiro de Araujo também desenvolveu atividades radiofônicas no antigo Sonoros Copacabana e hoje é cantor das antigas músicas romãnticas dos anos de 1950, 1960 e 1970, já tendo, inclusive, gravado disco nessa condição e é um dos maiores depositários da História e Cultura de Abaetetuba. E com acréscimos de algumas pesquisas do autor do Blog do Ademir Rocha.
ALGUMAS APARELHAGENS DE SOM DE ABAETETUBA
As primeiras aparelhagens de som de Abaetetuba eram bem simples,  formadas basicamente pelo amplificador de potência sonora, das caixas acústicas de som, dos cabos, das limitadas  mesas de som e do microfone usado pelo antigo locutor ou controlista de som (depois disk jockey). Foi a partir dessas primeiras aparelhagens que aconteceu a evolução para as modernas aparelhagens atuais. Essas antigas aparelhagens de som de Abaetetuba tocavam os antigos discos de vinil com as músicas do cancioneiro brega brasileiro, especialmente as músicas tipo boleros, sambas-canções, músicas nordestinas, e as músicas caribenhas no estilo de merengues, cúmbias e também os ritmos novos que começaram a surgir na década de 1960: Rock and Roll e suas vertentes, músicas do Movimento da Jovem Guarda, músicas do MPB, músicas da Tropicália, músicas da Bossa Nova e sambas, músicas das quadras carnavalescas e juninas. A música do estilo Brega que essas aparelhagens tocavam eram os antigos bregas de Odair José, Lindomar Castilhos, Silvinho, Reginaldo Rossi, Carlos Alberto e outros cantores românticos da época.
Em pouco tempo, devido a característica festivo-dançante do povo de Abaetetuba, as aparelhagens de sons foram se multiplicando em uma infinidade de pequenas aparelhagens de som que passavam de uns proprietários para outros, fazendo a cobertura musical de eventos e festas dançantes na cidade e interior do município. Na cidade algumas aparelhagens de som começaram a evoluir em termos tecnológicos e no tocante às cabines, jogos de luzes, microfones e mesas de sons mais sofisticadas, á exemplo do que já vinha acontecendo na capital do Estado, Belém, onde as aparelhagens de sons já ocupavam um considerável espaço na cobertura de eventos e festas dançantes. Em Abaetetuba os aficionados por festas dançantes, ao ver que a aparelhagem de som de uma determinada festa não correspondia às suas expectativa, voltava das portas das festas ao ver que a aparelhagem não era de sua preferência.
·         Sr. SARDINHA
A aparelhagem de som denominada de LEÃO AZUL era de propriedade do Sr. Sardinha, este dono de farmácia.
·         MANOEL CORDEIRO/Manolo
O eletrotécnico Manoel Cordeiro/Manolo foi dono de aparelhagem de som denominada ALTA FIDELIDADE SOCIAL, que teve como um dos locutores o Nêgo Acácio. Manolo era técnico eletrônico,  comerciante, casado e com filhos.
·         DARCI LEAL
Darci Leal foi proprietário do SOM TROPICAL, que era uma das pequenas aparelhagens de som de Abaetetuba e que cobria eventos e festas dançantes em Abaetetuba e era o próprio Darci o locutor dessa aparelhagem de som.
·         JUVENAL
O Sr. Juvenal foi proprietário de uma aparelhagem de som denominada TROPICAL, da localidade Jarumã.
·         JOSÉ GUERREIRO DE LIMA/Zé Margalho
A aparelhagem de som denominada SONOROS PRÍNCIPE era de propriedade do popular vidraceiro José Guerreiro de Lima/Zé Margalho.
·         MANOEL DA SILVA BATISTA/Jurista
O Sr. Manoel da Silva Batista/Jurita, conhecido comerciante em Abaetetuba foi o proprietário da aparelhagem de som denominada CRUZEIRO DO SUL.
·         RAIMUNDO VIEIRA/Vieira
O Sr. Raimundo Vieira/Vieira, comerciante em Abaetetuba, foi o proprietário da aparelhagem de som denominada GUERREIRO TUPINAMBÁ, também cognominada SOM GUERREIRÃO e que já era uma aparelhagem de médio porte na cidade e que seguidamente era chamado para a cobertura de eventos e festas pela cidade, sendo um de seus locutores o próprio dono.
O SOM GUERREIRÃO, de propriedade do comerciante Vieira/Raimundo Vieira, que chegou a ser a mais sofisticada e potente do município e cobria a maior parte das festas dançantes de seu tempo.
·         Sr. WILSON
O Sr. Wilson foi o proprietário e locutor da aparelhagem de som denominada SONOROS COPACABANA.
·         CAETANO NUNES
O  eletrotécnico e comerciante Caetano Nunes foi o proprietário das seguintes aparelhagens de som: Bailar I, Bailar II, Imperador e Grande Imperador e Fantástico Bailar, onde o próprio dono atuava muitas vezes como locutor dessas aparelhagens, e as aparelhagens do Sr. Caetano Nunes eram muitas solicitadas no município de Abaetetuba para cobrir eventos e realizar festas dançantes. O advogado João Pedro Maués denominava Caetano Nunes como Diplomata da Comunicação de Abaetetuba.
     CLÁSSICO BAILAR, aparelhagem de som de Caetano Nunes nos anos de 1960 e 1970, tocava nas festas, quermesses e tinha também como locutores Pai Paulo, Nêgo Acácio/Acácio Procópio e outros. O Acácio Procópio se destacou como locutor de aparelhagens, tendo uma voz inconfundível, era muito brincalhão e parceiro de seus colegas de microfone.                                   
    FANTÁSTICO BAILAR, do comerciante Caetano Nunes, tendo como locutor o inesquecível Nego Acácio e o próprio Caetano Nunes no comando dessa aparelhagem sonora, que cobria as inesquecíves quermesses dançantes na sede do Vênus, Casa de Zeca Miró e as festas suburbanas de Abaetetuba.
·         RAIMUNDO TIBÚRCIO DO REGO/Reguinho:
Raimundo Tibúrcio do Rego, o popular Reguinho, residente na Rua Magno de Araujo, folclórico comerciante, dono de muitos bens imóveis no município de Abaetetuba, foi dono da aparelhagem de som denominada SÃO RAIMUNDO e era casado e com filhos e já é falecido.
·         BENSOM MEU TOQUE DE AMOR, DOS IRMÃOS BECHIR
Edmilson e Alberto Bechir foram os proprietários da famosa, moderna e bem equipada aparelhagem de som denominada inicialmente de BENSOM e, posteriormente, ficou sendo denominada de BENSOM MEU TOQUE DE AMOR, que cobria as festas dançantes do também famoso barracão de festas denominado TARTARUGÃO, onde aconteciam festas de aparelhagens com o barracão sempre lotado de pessoas. Além das famosas festas do período junino, no barracão Tartarugão eram promovidas festas nos finais de semana e com a casa sempre lotada de pessoas que apreciavam essas festas, como também o acervo musical da aparelhagem BENSOM, que teve como um de seus locutores o renomado comunicador Benedito Costa, mais conhecido como Bené Costa. Além das festas no barracão da família Bechir, sito na esquina da Trav. Santos Dumont com a Rua 1º de maio, a aparelhagem BENSOM fazia a cobertura musical de muitas outras festas dançantes de Abaetetuba e municípios vizinhos.
·         BENEDITO COSTA
O popular comunicador social Benedito Costa ou Bené Costa foi o proprietário de outra aparelhagem de som denominada BENSOM BREGA, que tinha como locutor o próprio proprietário. O Sr. Benedito Costa, também era um dos associados no projeto da implantação da Rádio Guarany FM em Abaetetuba e, com o prematuro falecimento do Sr. Roque Dias, Bené Costa ficou, agora, como dirigente dessa rádio de Abaetetuba.
·         ITAMARATI
Com o nome ITAMARATI existiu uma antiga aparelhagem de som e atualmente existe outra aparelhagem de som com o mesmo nome e devidamente digitalizada, que cobre as festas e eventos festivos nas Ilha de Abaetetuba.
·         JOSÉ SENA
José Sena, o popular Zé Sena, padeiro e comerciante em Abaetetuba, foi dono de várias aparelhagens de som, sendo elas: ROUXINOL, BOTAFOGO.
·         JUREMA
JUREMA foi outra aparelhagem de som do comerciante Manoel da Silva Batista, o popular Jurita e que, posteriormente, passou para Asclepíades Lobato o popular Asclé.
·         ASCLEPÍADES LOBATO
Asclepíades Lobato, o popular Asclé, foi dono de Aparelhagem de som JUREMA ( que mudou o nome) para festa em Abaetetuba, onde trabalhava o popular Boemia, hoje vendedor ambulante de frutas e pescados em Abaetetuba.
·         MANOEL SOARES
O Sr. Manoel Soares, ribeirinho de Abaetetuba, possuía uma aparelhagem de som e com ela viajava pelas localidades ribeirinhas de Abaetetuba, cobrindo as muitas festas que eram realizadas na Região das Ilhas de Abaetetuba. Manoel Soares, atualmente, faz uma programação das 10 às 12h na Rádio Conceição, da Diocese de Abaetetuba.
·         PARENTE
O popular Parente é um dos mais antigos donos de aparelhagem em Abaetetuba e ele foi dono da aparelhagem de nome MONTE CRISTO, que tinha o Mestre Dedé como locutor. E o Sr. Parente foi proprietário da aparelhagem de som MARAJOARA, que passou a ser denominada SUPER MARAJOARA e o Sr. Parente atualmente também trabalha como publicitário em Abaetetuba, que funciona até os dias atuais. O filho do Sr. Parente tem como locutor da Super Marajoara seu filho Otávio Ribeiro Trindade. Parente é casado e com filhos: Alex e Otávio Ribeiro Trindade.
·         RAIMUNDO CHAGAS
Raimundo Chagas, o popular Pacamon, técnico em refrigeração, foi proprietário do SONOROS TOCANTINS, que na função de locutor dessa aparelhagem de som, se tornou uma figura folclórica de Abaetetuba, pelas suas tiradas ou furadas radiofônicas, que até os dias atuais faz parte das conversas sobre aparelhagens de som de Abaetetuba. Essas tiradas radiofônicas começava pelo autointitulado nome RX, se referindo ao seu nome Raimundo Chagas, sendo que tocando em várias festas dançante ou outros eventos festivos do município, dizia: “Sonoros Tocantins, não tem chiado, não tem ruídos, não tem porra nenhuma” ou o conhecido “Só digo vai!, se referindo aos avisos de encontros nas festas de arraial de Abaetetuba.
O Sonoros Tocantins, de Pacamon, também era solicitado para tocar na Casa de Dona Estrela, e no famoso barracão de festas da família Abreu, de Nina Abreu, e que foi a causa do episódio com o padre Chumbinho, que se sentiu incomodado pelo barulho do som da aparelhagem e que deu aqueles tiros nas caixas de som da referida aparelhagem.
Algumas Citações Sobre o Folclórico Locutor Pacamon
Pacamón estava tocando com o Sonoros Tocantins na casa do Bento Barbeiro na Rua 1º de Maio, salão lotado, de repente apareceu um gaiato com uma medalha na mão querendo devolver para o seu legítimo proprietário, o Pacamón olhou a medalha e viu que tinha escrito atrás "HONRA AO MÉRITO" Pegou o microfone e falou; Atenção! Utilidade Pública!! Encontra-se em nossos Estúdios uma medalha; se você perdeu venha buscar, a mesma tem escrito umas palavras atrás... deve ser do Seu Almerito, porque está escrito "honra almerito.
O Pacamón estava tocando com o Sonóros Tocantins na casa do Bento Barbeiro na Rua 1º de Maio, salão lotado, de repente apareceu um gaiato com um lenço na mão querendo devolver para o seu legítimo proprietário, o Pacamón olhou o lenço e viu que tinha duas iniciais; "O. O." pegou o microfone e falou; Atenção! Utilidade Pública!! Encontra-se em nossos Estúdios um lenço, se você perdeu venha buscar, o mesmo tem duas iniciais, O. O. eu acho que é Ourora de Olbuquerque.
·         FLAURI SILVA
O Sr. Flauri Silva, ribeirinho, viajante marítimo e comerciante de regatão de Abaetetuba, foi dono de várias aparelhagens de som em Abaetetuba, sendo estas:
SANTA TEREZINHA, IMPERIAL, esta comprada do comerciante Mi Rosa, MONTE CRISTO, que comprou do popular Parente e da aparelhagem ESTRELA DO NORTE, que era da Região das Ilhas.
·         MINROSA
MINROSA, era fogueteiro e foi dono da aparelhagem de som denominada IMPERIAL, que, posteriormente, foi repassada para Flauri Silva.
·         ESTRELA DO NORTE
A aparelhagem de som denominada ESTRELA DO NORTE era de propriedade de um Senhor da Região das Ilhas de Abaetetuba.
·         GUAJARÁ
GUAJARÁ era uma aparelhagem de som cujo proprietário era de Igarapé-Miri.
Existia outra aparelhagem GUAJARÁ, que era de propriedade de Bosco Magno, que mudou para Barcarena/Pa.
·         ALTAIR/JIBÓIA
O popular Sr. Jibóia foi proprietário de algumas aparelhagens de som, das quais ele mesmo era o locutor, sendo elas: SUPER  VANGUARDA;  SOM TROPICAL. JIBÓIA.
·         ANDIR SENA
O ribeirinho Andir sena foi proprietário da aparelhagem de som denominada TUPINAMBÁ, cujos proprietários eram da Região das Ilhas de Abaetetuba e que mudaram para Belém.
·         TIETÊ
O INTER-SOM LIBERAL, foi de propriedade do conhecido Tietê. Existia outra aparelhagem Liberal, de propriedade do empresário musical e comunicador Roque Dias, que, posteriormente, fundou em Abaetetuba a Rádio Guarani-FM, que foi a 1ª de Abaetetuba e junto com outros comunicadores da cidade, entre os quais o conhecido Benézinho. Roque Dias já é falecido.
·         INTERNANCIONAL
A aparelhagem de som chamada INTERNACIONAL era a aparelhagem onde trabalhava o conhecido Bené do Cachimbinho.
·         FERNANDO BURACO
A aparelhagem de som denominada FLAMENGO era de propriedade do conhecido Fernando Buraco.
·         ROQUE DIAS
O comunicador Roque Dias era um popular dono de aparelhagem, publicitário e promotor shows musicais em Abaetetuba, através da aparelhagem de som denominada LIBERAL e como idealista das comunicações o Sr. Roque Dias tocou em frente, junto com outros companheiros também comunicadores, o ideal da implantação de uma rádio comunitária FM em Abaetetuba, fato coroado de êxitos com a inauguração da dita rádio em Abaetetuba.
MUCURINHA
O Sr Mucurinha foi proprietário de aparelhagens de som em Abaetetuba, e atualmente mora no bairro do Mutirão,  onde ainda tem um Serviço de Publicidade.
Benedito Costa/Bené Costa
Grande parte destas informações sobre as aparelhagens de som de Abaetetuba foram fornecidas pelo comunicador social Benedito Costa, mais conhecido como Benézinho Costa e com ajuda dos informantes Flauri Silva, Dinho Silva e pesquisas do autor do Blog.
AS RÁDIOS DO BRASIL E BELÉM E SUAS INFLUÊNCIAS EM ABAETETUBA
As rádios contribuíram muito para a musicalidade no Brasil, pois era através desse até então único meio de difusão que parcela da população tomava ciência das músicas e cantores da moda no momento, como também das notícias do Brasil.
A Era do Rádio
Foi entre o período de 1940 e 1950 que a música popular brasileira viveu um momento de especial de riqueza, tendo como principal meio de difusão as ondas do rádio, quando inúmeros artistas, compositores e cantores tornaram-se famosos com os programas de auditório levados aos ouvintes pelas ondas das rádios. Naquela época, não havia televisão e a população brasileira ficava sintonizada nas principais emissoras de rádio e havia o segmento social que sintonizavam às emissoras radiofônicas por causa da programação musical, dos populares  programas de auditório apresentados por radialistas famosos como Ary Barroso e César de Alencar, entre outros. Ary Barroso, o mais famoso apresentador e radialista brasileiro e que foi também compositor. A Rádio Nacional, entre outros programas musicais famosos, teve em sua programação o lendário programa PRK-30, comandado por Lauro Borges e Castro Barbosa.
Ínumeros artistas brasileiros surgiram através dos programas de rádio e que revelou ao país  artistas, entre compositores e cantores, dentre os quais: Emilinha Borba, Carmen Miranda, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Francisco Alves e outros, que se tornaram grandes ídolos da musicalidade brasileira. Era através dessas antigas rádios que parcela pequena da população de Abaeté absorvia a musicalidade brasileira, especialmente dos grandes artistas da Era do Rádio, que possuíam as músicas que fizeram parte não só da musicalidade como um todo, mas dos eventos festivos-dançantes que já ocorriam nos salões de bailes dos antigos clubes dos anos de 1940 e 1950 de Abaetetuba, em forma de ritmos como valsas, boleros, sambas, xotes, mazurca, mambos e outros ritmos antigos que serão elencados em itens destas postagens.
AS RÁDIOS DE BELÉM COM FORTE INFLUÊNCIA NA MUSICALIDADE EM ABAETETUBA
Abaetetuba, por se situar às proximidades da cidade de Belém, Capital do Estado do Pará, sempre sofreu a influências das antigas rádios de Belém, especialmente nos aspectos musical e festivo-dançante. Com facilidades as ondas sonoras dessas rádios e de outras mais recentes. Como as antigas rádios AM de Belém exerceram essa influência, vamos fazer um pequeno histórico dessas rádios pelas influências já especificadas.
·         RÁDIO CLUBE DO PARÁ
A Rádio Clube do Pará, com sede em Belém/Pa é a mais antiga do Pará e uma das mais antigas do Brasil, pois foi fundada por Roberto Camelier, Eriberto Pio e Edgar Proença em 22/4/1928, época em que existia rádio apenas no Rio de Janeiro/RJ, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Tanto o nome Rádio Clube do Pará, como o seu prefixo PRC5 – A voz que fala e canta para a planície, ficaram bem conhecidos dos paraenses. Em seu apogeu, na Era do Rádio, ficou sendo conhecida como a Poderosa e era essa rádio que trazia para Belém, com repercussão em Abaetetuba e outras cidades vizinhas, artistas consagrados no Brasil, do porte de Carmem Miranda, Sílvio Caldas, Dalava de Oliveira, Carlos Galhardo e Orlando Silva, que também ficaram conhecidos pelos abaetetubenses que vivenciaram a Era do Rádio, nos anos de 1940 e 1950. Nos anos posteriores essa rádio e as demais que estavam surgindo, continuaram a influenciar a musicalidade no Pará, inclusive na explosão do Rock e seus sub-gêneros, Movimento da Jovem Guarda e demais movimentos musicais do Brasil dos anos de 1960 e 1970.
Após esse tempo a Rádio Clube passou para outros donos e ainda, mesmo que em franca decadência, continua subsistindo em meio a acirrada concorrência com outras rádios e os canais de TV.
·         RÁDIO MARAJOARA E SUPER MARAJOARA
A rádio nasceu como Rádio Marajoara em 1953, pertencente aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, em 1953 e veio a se constituir a única concorrente com a conhecida Rádio Clube do Pará. Depois de sua fundação, passou para outros donos e em 1999 passou para as mãos de do empresário Carlos Santos. Hoje detém o nome de Super Rádio Marajoara e essa emissora se tornou líder de audiência por seus programas de auditório e musicais e com forte influência também na musicalidade do Pará e, no caso, de Abaetetuba, com os seus famosos locutores nas eras das transformações musicais ocorridas no Brasil a partir dos anos de 1960 e existe até a presente data com programação variada.
·         RÁDIO LIBERAL
A Rádio Liberal AM foi instalada na cidade de Belém do Pará em 6/10/1960, como propriedade do então governador, o general Moura Carvalho, que em 1970 foi vendida ao empresário e jornalista Rômulo Maiorana e este investe na referida rádio, aumenta sua potência radiofônica e com influência também na musicalidade do Pará e Abaetetuba, a partir do momento em que passou à condição de afiliada da Rádio Globo AM em 28/1/2010 e com transmissor potente que passou a cobrir todo o Pará e Amazônia.
AS RÁDIOS DE ABAETETUBA
Com a chegada das rádios FM em Abaetetuba, os antigos locutores de aparelhagens passaram a fazer parte da programação dessas rádios, e em especial, fazendo os programas de entretenimento e animação musical.
Nos reportaremos aos antigos sistemas de sons, Sonóros Copacabana e R Z Publicidade como uma espécie de sistema radiofônico de Abaetetuba e, posteriormente, falaremos nas rádios propriamente ditas do município:
·         SONOROS COPACABANA
MANOEL DE JESUS RODRIGUES DE MORAES, comunicador e repórter, atual proprietário do antigo Sonoros Copacabana, que pertencia ao saudoso Bandute Sena e que funciona com o atual nome de Empresa Copacabana de Publicidade e Comunicações.
Citação:
 “O Sonoros Copacabana, citado em 1956, era um aparelhamento de som tipo rádio, onde o 1º “studio” foi instalado numa dependência da antiga sede do Abaeté Futebol Club (na esquina da Av. D. Pedro II com a Trav. Pe. Luiz Varella),  devidamente equipado com os aparelhos de locução e aparelhamento musical e as caixinhas de sons amplificados que ficavam espalhadas nos postes da iluminação elétrica pública do bairro comercial da cidade e que foi pioneiro nas propagandas comerciais e outras publicidades, entrevistas ao vivo, notícias e momentos de entretenimento e de musicalidade e a Prece do Ângelus que era realizada diariamente”.
Outro estúdio do Sonoros Copacabana foi o antigo prédio do Sr. Lucídio Paes, sito na atual Av. D. Pedro II, ainda tendo Benedito Sena dos Passos como proprietário.
Esse sistema de som que vem desde a década de 1950 passou por vários proprietários após o falecimento de Bandute Sena e agora está sob a direção do publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes e com o nome de Sistema de Som e Publicidade Copacabana, utilizando os modernos meios musicais tecnológicos e digitais de nossa era.
·         R Z PUBLICIDADE
O Sr. RAIMUNDO ZACARIAS DE MORAES, o popular Zaca, é o proprietário do sistema de som denominado RZ Publicidade, que também funciona como o Sonoros Copacabana e no mesmo estilo, com programação de publicidade, anúncios variados e que tem seu estúdio na Rua Siqueira Mendes, na frente da Praça da Bandeira e com as caixinhas de som espalhadas pelos postes de energia elétrica e que contribui com a musicalidade de Abaetetuba com seus momentos de entretenimento musical, agora à base de músicas devidamente digitalizadas e nos variados gêneros musicais.
·         RÁDIO COMUNITÁRIA GUARANY FM
Rádio Guarany-FM, foi a primeira rádio de Abaetetuba, que funciona nas 24 horas do dia e teve como 1º diretor, o comunicador Roque Dias e, com o falecimento de Roque Dias, a rádio tem como atual diretor o comunicador Bené Costa e na sua programação existem os momentos musicais através de diversos comunicadores que têm a música como parte de seus programas.
·         RÁDIO EDUCATIVA CONCEIÇÃO FM
Rádio Educativa Conceição FM e TV Conceição, sistema de comunicação de propriedade da Igreja Católica de Abaetetuba, que atua na evangelização e com variados programas que também se utilizam de músicas nessas programações.
NOMES DA COMUNICAÇÃO E DO ENTRETENIMENTO MUSICAL EM ABAETETUBA
Em Abaetetuba a programação de rádio é variada e todos com fortes características musicais, sendo algumas dedicadas aos segmentos musicais a que se propõem, como dance, rock, brega, românticas antigas, etc. E cada programa ostentando o comunicador para esses segmentos variados das programações de rádio, incluindo os serviços de som e publicidade Copacabana e R Z Publicidade.
As aparelhagens de sons são comandadas pelos atuais DJs, sendo que as melhores e maiores aparelhagens de Abaetetuba possuem DJs que criam seus próprios discos através da mixagens digitais, sendo eles também os fabricantes desses discos comparáveis aos que são produzidos em Belém.
Em toda a história da musicalidade de Abaetetuba, muitos nomes se destacaram nos antigos serviços de som e publicidade dos sonoros ou aparelhagens de som, como muitos se destacaram como locutores de aparelhagens, ou como comunicadores sociais modernos das rádios ou como grandes nomes do entretenimento musical em Abaetetuba. Citemos alguns nomes que se destacaram na comunicação social e no entretenimento musical em Abaetetuba:
·         Alcimar Carneiro de Araujo
·  Alcimar Carneiro de Araujo, desde jovem vem desempenhando importante papel na musicalidade, ora atuando no Sonoros Copacabana como comunicador social e na área esportiva com momentos de entretenimentos musicais, ora apoiando os antigos locutores com a disponibilização de acervo musical.
·         Benedito Sena dos Passos/Bandute Sena. Vide Sonoros Copacabana
·         Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes. Vide Sistema de Som e Publicidade Copacabana.
·         Raimundo Zacarias Rodrigues de Moraes. Vide R Z Publicidade
·         Naldo Araujo, formado em Comunicação Social, moderno repórter de canal retransmissor de TV em Abaetetuba/Pa.
·      Nildo Silva, iniciou trabalhando no antigo Sistema de Som e Publicidade Copacabana, este de propriedade de Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes e que posteriormente se transferiu para a recém instalada Rádio Comunitária Guarany onde faz um serviço de comunicação e entretenimento e ainda atua como promotor de eventos festivos em Abaetetuba com a empresa Nildo Silva promoções, citado em 2012.
.    ROQUE DIAS
·        Roque Dias,foi um dos primeiros locutores de aparelhagem de Abaetetuba, tendo ele mesmo se tornado proprietário de algumas aparelhagens de som que cobriam eventos sociais e festas dançantes no município. Sua tenacidade como comunicador social de Abaetetuba o levou a empreender uma renhida luta em favor da instalação de uma rádio comunitária na cidade, tendo  conseguido essa vitória em ....quando foi instalada a Raádio Comunitária Guarany FM. Nessa rádio trabalhou em todos os setores da comunicação radiofônica,  onde foi comunicador social, repórter, narrador esportivo e Roque Dias já é falecido.
.    BENÉ COSTA
Bené Costa, foi também um dos primeiros locutores de aparelhagem de som de Abaetetuba, tendo trabalhado nas aparelhagens de Caetano Nunes e na dos dos irmãos Bechir e também chegou a possuir a sua própria aparelhagem de som. Atualmente é sócio-diretor da Rádio Comunitária Guarany FM.
·        Albertino Lobato:
·       Albertino Lobato, é professor e iniciou sua atividade na comunicação social através do antigo Sistema de Som e Publicidade Copacabana, este de propriedade do comunicador social e publicitário Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes. No Sistema de Som e Publicidade Copacabana Albertino fazia o conhecido Jornal Cidade, citado em 4/1999, com momentos musicais e noticiosos, jornal que Albertino Lobato levou para a Rádio Comunitária Guarany FM, quando passou a integrar o elenco de comunicadores sociais dessa rádio, onde faz também o papel de repórter e comentarista em alguns eventos importantes do município.
      Gerson Santos:
     Gerson Santos é citado desde 4/1999 atuando como comunicador social em Abaetetuba, tendo trabalhado em canais de TV de Abaetetuba e na Rádio Comunitária Guarany FM e no serviço de publicidade ambulante da cidade.
    A ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DE ABAETETUBA:
A Associação dos Profissionais da Comunicação Social de Abaetetuba é citada em 24/4/1999, para congregar os profissionais desse setor das comunicações e com a seguinte diretoria:
     Presidente: Albertino de Lima Lobato
     Vice-presidente: Raimundo Nonato Paes Loureiro
     1º Secretário: Ociney leão Vilhena
     2º Secretário: Gerson dos Santos
     1º Tesoureiro: Rosenil da Silva Cardoso
     2º Tesoureiro: Luis Otávio N. da Costa
AS APARELHAGENS DE SOM DE BELÉM
Ao mesmo tempo que surgiram as aparelhagens de som de Abaetetuba nos anos finais de 1940, também começaram a surgir as aparelhagens de som de Belém e sua zona metropolitana.
As grandes aparelhagens de som de Belém e algumas do interior do Pará, com o avanço tecnológico e com a cultura das festas dançantes, desenvolveram sofisticados sistemas de som e com a presença de uma infinidade de outros recursos e que levaram até à criação das chamadas “Festas de Aparelhagens”, que hoje atraem milhares de fãs e dançarinos a esses locais festivos e com direito a fãs-clubes. Uma grande aparelhagem de som possui a seguinte estrutura:
·         Sofisticadas mesas de som, agora já devidamente digitalizadas
·         Câmeras de vídeo, filmando o evento, que é reproduzido em dois grandes aparelhos de LCD colocados em pontos estratégicos do local da festa.
·         Uso de modernos notebook, para controlar o desenvolvimento do evento
·         Sofisticados equipamentos de efeitos visuais para raio laser, fumaça, etc para uso no decorrer das festas.
·         Sofisticados equipamentos de iluminação do local da festa
·         Alta potência de som do conjunto das caixas de som, que chega a fazer tremer o solo onde se realiza a festa, daí o termo “treme terra” para essas aparelhagens.
·         Cabine especial para receber a sofisticada mesa de som e outros recursos tecnológicos para uso dos famosos DJs de aparelhagens. Vide DJs abaixo.
Ainda existem as médias e pequenas aparelhagens de som que pululam em Belém, Abaetetuba, Barcarena e outros municípios, cobrindo diferentes tipos de eventos festivos no Pará.
Algumas Aparelhagens de Som de Belém e Sua Zona Metropolitana
As aparelhagens de som de Abaetetuba surgiram concomitante ao aparecimento desses sistemas de som em Belém na década de 1940. Porém, como Belém era um centro festivo-dançante muito maior que Abaetetuba e de poder econômico também muito maior, foi em Belém que as aparelhagens de som evoluíram para o gigantismo da potência sonora e sofisticação dos equipamentos e estúdios musicais (cabines). As aparelhagens de Belém influenciaram decisivamente na evolução e também decadência das de Abaetetuba e também atuando nas grandes festas e shows dançante-festivos de Abaetetuba, daí a importância de nos reportarmos a algumas das grandes aparelhagens de Belém.
·         TUPINAMBÁ
De acordo com o DJ Dinho a aparelhagem de som Tupinambá já existe há mais de trinta anos e essa aparelhagem surgiu em Abaetetuba, quando Andir Corrêa, promovia as festas, principalmente no interior da cidade, na região das Ilhas. Depois, toda a família teve que se mudar pra Belém e com isso, Andir levou também a aparelhagem Tupinambá, que na época não era tão conhecida, e para conciliar o trabalho particular com a aparelhagem, o seu filho, hoje o popular DJ Dinho, aos 12 anos, começou a trabalhar na aparelhagem para poder ajudar o pai. Hoje a aparelhagem de som Tupinambás é uma das maiores do Estado do Pará, que evoluiu como uma empresa que se dedica ao mundo musical e sempre usando os últimos recursos tecnológicos desse campo.
O atual cacique da aparelhagem de som Tupinambá, o DJ Dinho, hoje com 37 anos, assumiu o negócio da aparelhagem em 1996, com a morte de seu pai Andir. O tupinambá é o treme-terra (a força de seu som faz tremer o solo) mais famoso do país, que já foi objeto de várias dissertações e teses acadêmicas no tocante à musicalidade no Pará.
Antes de ganhar fama o Tupinambá tocava principalmente pela periferia da cidade de Belém e municípios vizinhos. Hoje, com a evolução da aparelhagem, toca em ambientes da classe média, na periferia de Belém e sua zona metropolitana e cidades vizinhas. Toca em média 5 vezes por semana, sempre por contrato de locação, sendo o preço um dos mais altos do Pará nesse tipo de trabalho.
Como a aparelhagem evoluiu para uma micro empresa, a aparelhagem emprega diretamente mais de 30 pessoas, entre motoristas, carregadores, auxiliares de palco, auxiliares de montagem de equipamentos, além dos DJs, sendo eles o próprio DJs Dinho e os DJs auxiliares: Wesley, Toninho e Ágata, sendo que esta, em seu início, a única DJ mulher de Belém e Patty Potência.
Como o ritmo predominante nas festas dançantes do Pará é o ritmo Brega, o Tupinambá se integra á cultura paraense como um dos maiores promotores do movimento Brega em terras paraenses, devido essa aparelhagem se juntar a dezenas de outras grandes, pequenas e médias aparelhagens de som, que geram empregos e rendas no Pará. O Tupinambá e outras grandes aparelhagens já produzem os seus próprios CDs e DVDs, com direito a lançamento e tudo.
A aparelhagem de som Tupinambá já teve diversos nomes, como: Treme-Terra Tupinambá, Novíssimo Treme-Terra Tupinambá e hoje ostenta o título de Fantástico Tupinambá. A troca de nomes varia com o aumento de qualidade da iluminação, da potência do som e da evolução da tecnologia digital da musicalidade e equipamentos de som.
A potência sonora do Tupinambá equivale a 100 mil watts e o valor dos ingressos das festa custa em média R$ 10,00 e arrasta em torno de 5.000 pessoas para as suas festas de aparelhagens. Possui vários fãs-clubes, entre os quais: Os Safadões, Equipe Rex, Equipe Tubarão, Bad-Boys, Galera da Moto, Galera do Laser, Galera Tô Nem vendo, Galera do Centavo, Galera do Shop, Fura Olhos e outras.
·         SUPER POP
A aparelhagem de som SUPER POP  já existe há quase 18 anos e já teve diversas denominações, entre as quais: Pop Som, o Águia de Fogo; Pop Som 1, 2, 3 e 4; Super Pop, o Peso do Som; Super Pop, o Águia de Fogo e atualmente é denominado O Águia de Fogo Super Pop, o Arrasta Povo, nomes que mudam conforme a irreverência e circunstâncias do momento. Por exemplo, Águia de Fogo, era devido um seriado sobre crimes, muito famoso da década de 1980 que possuía um helicóptero com o mesmo nome em busca crimes e toda a estrutura da aparelhagem foi mudada para parecer uma águia, onde os comandos lebravam uma cabine e outras parafernálias que faziam lembrar o helicóptero.
Atualmente o Super Pop realiza 16 festas mensais com público de até 5.000 pessoas, com o custo do ingresso numa média de R$ 7,00. Como no Tupinambá, no Super Pop os DJs são considerados como que artistas e possuindo até fãs-clubes em Belém, sua área metropolitana e cidades vizinhas. Exemplos de fãs-clubes: Eternamente Pop Som, As Mariasdo Pop e outros.
O Super Pop, como as demais grandes aparelhagens de Belém, possui potência sonora é de mais de 200 mil watts, que coloca a aparelhagem no grupo dos treme-terra.
Também o Super Pop funciona como uma empresa que emprega diretamente mais de 80 pessoas e está dividida em Super Pop, O Novo Águia de Fogo, com os famosos DJs Élison e Juninho e o Pop Saudades, A Relíquia da Saudade, que tem no comando os DJs Betinho e Siqueira e trabalha no segmento das festas dançantes de saudade que virou moda no Pará.
·         RUBI
A aparelhagem de som RUBI foi criada em 13/8/1950, tendo no comando o pai do atual DJ Gimar Santos e nessa época a aparelhagem era chamada de Esplêndido Rubi. Em 1973, Gilmar Santos, que era um dos filhos do dono da aparelhagem, assume o Rubi, o Todo Poderoso “Peso Pesado” que tocava o ritmo Brega e outros ritmos variados e com a aparelhagem sempre evoluindo nos seus equipamentos e zelando pela qualidade de seu público. Porisso, em 2002 surgiu a 1ª Nave do Som, trazendo como novidade o DJ de frente para o público, o que foi uma novidade no Pará e em 2003, surgiu uma nova Nave do Som, da aparelhagem Rubi. A nave nada mais é do que a cabine de comando da aparelhagem onde ficam os DJs.
Nessa evolução da qualidade do som e dos equipamento, em 2004 surgiu a “Espaçonave do Som”, caracterizada pela qualidade da iluminação, som de alta qualidade digital e para variados tipos de eventos e ambientes. Como a inovação dos equipamentos, a potência e qualidade de som era uma questão de competição com outras grandes aparelhagens de som, em 3/12/2005 o Rubi lançou no Iate Clube de Belém, o novo Rubi, O Portal Intergaláctico, com o 1º sistema Flay  Pea mais potente, qualidade de tecnonologia total e com 5 DJs, incluindo Gilmar Santos e a 1ª DJ mulher, a Dani Cabrita.
Atualmente o Rubi conta com os populares DJs, Gilmar Santos, Dani Cabrita e Júnior Moreno que se encarregam de comandar a aparelhagem com o novo nome de Rubi, A Volta da Espaçonave do Som. Como as grandes aparelhagens de Belém, a Rubi também trabalha como uma pequena empresa e também grava CDs.
O MOVIMENTO BREGA NO PARÁ
Com o surgimento do ritmo Brega no Pará e sua respectiva evolução, pode-se dizer que surgiu também “O Movimento Brega no Pará”, que se baseia no surgimento de numerosos ídolos do ritmo Brega, que arrastam consigo milhares de fans e as festas de aparelhagens, que juntas geram milhares de empregos na fabricação e vendas de CDs e DVDs que ajudam a manter o ritmo sempre presente nesse segmento da cultura paraense. Como cada grande nome do rítmo Brega e cada grande aparelhagem de som possui os seus fâns-clubes e com a ajuda de milhares de sistemas de sons e sons automotivos tocando em toda parte, pode-se dizer que o ritmo Brega se constitui no Movimento Brega do Pará, que arrasta seus fãns não só para as grandes festas de aparelhagens, como também criou um público próprio na audiência de programas com música Brega através de dezenas de rádios e sistemas de sons espalhados pelas cidades do Pará, especialmente Belém, sua Zona Metropolitana e cidades da Ilha do Marajó, do Baixo Tocantins e outras áreas paraenses. Isso também está levando a mudanças de costumes com a adoção dos modismo advindos do Movimento Brega do Pará.
Os cantores e as grandes aparelhagens de sons de Belém lançam seguidamente CDs e DVDs que ajudam a alanvancar a vendagem de discos do rítomo Brega, tendo alguns cantores e aparelhagens de som que chegam a vender mais de 50.000 cópias originais, sem contar as pirateadas. Com isso os cantores e aparelhagens de som sempre se mantém na crista da onda Brega por muito mais tempo.
Além das aparelhagens gigantes apresentadas acima outras aparelhagens se destacam no cenário festivo-dançante das aparelhagens de som de Belém e com influências e incursões por Abaetetuba e cidades vizinhas:
·         ITAMARATI
·         GUANABARA
·         PRÍNCIPE NEGRO
·         CROCODILO
·         CICLONE e outras
OS DJs
O termo disc jockey (dee jay) foi utilizado, primeiramente para se referir à figura do locutor de rádio que tocava discos de gramofone, posteriormente, o long-play, mais tarde o campact disc laser (CD) e atualmente empregam o uso do mp3.
No rádio, os disc jockey (dee jay) contribuíram para a consolidação do movimento Rock and Roll a partir da segunda metade dos anos de 1950, como a maior manifestação cultural da juventude do século 20.  Os disc jockey faziam sucesso principalmente entre a população menos privilegiada que não tinha condição de comprar o toca-disco e o nome disc jockey perdurou por muitos anos na era do rádio e das aparelhagens de som.
.  DJ de Rádio
Somente anos depois é que esse nome foi encurtado para DJ e no Brasil a forma aportuguesasa “djidjêi” é  uma forma de pronúncia incorreta, porém usada por jornalistas, radialistas, face o sucesso que esses profissionais começavam a experimentar manipulando discos a partir dos anos de 1990, trabalhando na reprodução de músicas.
.  DJ de Discoteca
Ainda hoje o termo DJ é aplicado aos locutores de rádio, porém, com o advento da Discoteca em meados dos anos de 1970, os DJs também ganharam fama fora do rádio e foram para as pistas de danças, festas, bailes, clubes, boates ou danceteria, usando a seleção de diferentes composições musicais previamente gravadas. Nas pistas, os DJs que atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam apenas discos de vinil em suas apresentações, usando bateria eletrônica, teclado com milhares de efeitos, mesa de som, microfones e até computadores para usar toda a parafernália sonora dos modernos DJs, inclusive os das famosas aparelhagens de som do Pará.
Diferentes Tipos de DJs
Hoje, diante dos numerosos fatores envolvidos, incluindo a composição escolhida, o tipo de público alvo, a lista de canções, o meio e o desenvolvimento da manipulação do som, desembocam em diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos usam na verdade discos, alguns podem tocar com CDs, outros usam laptop, emulando músicas com softwares, entre outros meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos (VJs), mesclando seu conteúdo ao trabalho desenvolvido no momento da apresentação musical. Há, no entanto, uma vasta gama de denominações para classificar o termo DJ que pode até criar suas próprias músicas, com a aparelhagem adequada, com sintetizadores, gravadores digitais, computadores e softwares de composições eletrônicas.
Os DJs de aparelhagem do Pará se enquadram entre os que criam suas próprias músicas, usando tecnologia e aparelhamento adequado como sintetizadores, gravadores digitais, computadores e softwares de composições eletrônicas. Esses discos se encontram à venda nas praças comerciais locais e tocando nos diversos tipos de sistemas de som das cidades paraenses, espcialmente nas rádios, festas dançantes nos diversos ritmos e, especialmente, as músicas do ritmo Brega do Pará, onde despontam dezenas de famosos DJs.
Alguns DJs de Ababaetetuba evoluíram no sentido de também criar suas próprias músicas, usando a moderna tecnologia digital na mixagens de gravações e sons e também promovendo sistemáticos eventos festivos-dançantes no município e também vendendo sua produção musical.
ALGUNS DJs DE ABAETETUBA

.  DANIEL, criativo DJ de Abaetetuba
.  Luisinho Costa, conhecido e criativo DJ de Abaetetuba.
.  Daniel Bonney, conhecido e criativo DJ de Abaetetuba.
.  Chico Laser, conhecido e criativo DJ de Abaetetuba, citado em 4/1999 e é promotor de eventos festivos-dançantes em Abaetetuba.
.  DJ Chico, versátil DJ , que é o apresentador “Tarde Dance” na Empresa Copacabana, programa destinado à música tipo Dance, e outras de ritmos ...citado desde 1998 nesse programa.
AS FESTAS DE APARELHAGENS DO PARÁ
Uma Festa de Aparelhagem é identificada pelos holofotes podrosos, um sinalizador que projeta raios de luz e que pode ser visto de pontos distantes da cidade ou localidade onde se encontra. Quando se chega a festa, encontram-se dezenas de pessoas nas filas para a compra das entradas para a festa. E já se sente o solo vibrante provocado pela potência das caixas de som. Os enormes equipamentos das modernas aparelhagens de som são um espetáculo à parte das festas de aparelhagens ao som do tecnobrega.
No conjunto dos equipamentos da aprelhagem de som encontra-se a Cabine, onde se localizam os DJs, que ficam no centro e com o máximo de exposição ao público presente e que interagem com ele o tempo todo da festa. E, agora, o público nunca dá as costas à cabine e ao DJ e todos ficam dançando na frente da Cabine como se esta fosse o palco de um show, com exceção dos casais que engatam passos no rítmo do Brega, agora chamado Tecnobrega.
Além dos equipamentos de discotecagem, as estruturas que compõem o espaço dos DJs incluem Telões, onde o público se vê e acompanha as apresentações dos DJs, equipamentos de iluminação e muitos efeitos especiais.
Como pudemos notar, são muitos os DJs que tocam numa festa de aparelhagem e a cada um que entra na cabine, anuncia-se com ênfase seu nome, que vai comandar a festa a partir de então. Os que abrem e encerram as festas de aparelhagens são os chamados DJs auxiliares. Cada grande aparelhagem de Belém possui o seu DJ principal, que geralmente é dono ou parente do dono de uma aparelhagem de som e que aparece e faz a apresentação dos recursos da aparelhagem, numa espécie de ritual que caracteriza cada DJ principal, em meio aos efeitos visuais e sonoros da aparelhagem e criando um momento de delírio na festa.
AS APARELHAGENS DOS BAILES DA SAUDADE
As aparelhagens de som do Pará não poderiam ficar fora desse rico segmento das festas dançantes em Belém, Abaetetuba, Barcarena e outras cidades do Pará.
Como os antigos ritmos e momentos musicais brasileiros, como as era do Rock, do Movimento da Jovem Guarda, do Rítmo Dance, dos ritmos musicais das décadas de 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, que caracterizaram essas décadas dançantes, instituiu-se no Pará as já famosos e bem frequentados BAILES DA SAUDADE, onde um ou vários conjuntos musicais ou grupos musicais são convidados para animar esses bailes de acordo com o movimento ou ritmo musical ou de acordo com as décadas musicais acima mencionados. O certo é que essas festas são as responsáveis pelo aparecimento de cantores, cantoras, grupos e conjuntos musicais que se dedicam apenas a esse tipo de festa. Algumas festas são específicas para um determinado ritmo, porém a maioria passeia por vários ritmos como: antigos Bregas (é o mais solicitado nas Festas de Saudade), discoteca, Pagode, Lambada, Zouk, Cúmbia e música lenta romântica.
Os Bailes de Saudade
Por conta da explosão musical dos Bailes de Saudade, as gravadoras regionais, que geralmente são as grandes aparelhagens de som de Belém e outras cidades vizinhas, inclusive Abaetetuba, já lançam no mercado os CDs de coletâneas de músicas de Saudade e de acordo com o ritmo e década musical. Com isso essas músicas voltam a ser executadas também nas emissoras de rádios no Pará, inclusive sendo alguns programas exclusivos para as músicas de saudade. A onda dos bailes da Saudade já está saindo do circuito musical paraense e chegando aos estados do Nordeste. Mais uma criação musical do Pará, que está invadindo o Brasil.
Vale ressaltar que o Baile da Saudade é voltado mais para um público de maior faixa etária, porém o segmento jovem tem as suas festas de saudade voltado para o ritmo Dance das décadas musicais.
Algumas Aparelhagens de Som Que se Especializaram em Festas de Saudade
Algumas aparelhagens de som de Belém se especializaram no apoio às Festas de Saudade, como também na produção de discos voltados para esse segmento musical.
Em Abaetetuba existiram algumas aparelhagens voltadas para esse tipo de festas, porém são de Belém as aparelhagens de maior fama no campo das músicas de saudade. Entre essas aparelhagens destacamos:
.  BRASILÂNDIA, O CALHAMBEQUE DA SAUDADE
Essa aparelhagem de som pertence ao sr. Zenildo Fonseca, que teve seu início na década de 1940 com seu pai nas atividadades musicais de aparelhagens. Nesse tempo todo a aparelhagem já denominada Brasilândia, foi ganhando fama e mudando de os acréscimos ao nome Brasilândia várias  vezes e somente em 2004, após mais de 60 anos no mercado musical, surgiu o nome BRASILÂNDIA, o Calhambeque da Saudade, e a característica dessa aparelhagem, além de se dedicar ao ramo das festas de saudade, é a fidelidade no uso dos antigos discos de vinil, sendo que os DJs dessa original aparelhagem de som, já com fama em todo Pará, só usam CDs para tocar na abertura e vinhetas durante o desenrolar das festas e empregando um número considerável de pessoas nas atividades festiva-dançantes da aparelhagem e na gravação de CDs e DVDs. Os principais DJs da aparelhagem Brasilândia são os populares Zenildo e Maizena.
Outras aparelhagens de som se destacam no ramo das festas de Saudade
.  Alvi-Azul
.  Diamantina
.  Som Alternativa
.  Pop Saudade
.  Rubi Saudade
Cantores e Conjuntos Musicais de Saudade
Por conta dos embalos e popularidade dos Bailes de Saudade em Belém, Abaetetuba e outras cidades, foram surgindo cantores, cantoras e conjuntos musicais que se dedicam a cantar e tocar apenas as músicas de Saudade. É o que acontece com o conjunto tipo skema chamado Mano & Trio de Abaetetuba que se dedica quase que exclusivamente aos Bailes de Saudade. Inclusive esse conjunto tem editado alguns CDs com músicas desse segmento da Saudade. Queremos diferenciar música de Saudade com cantores de seresta, que também existem em Belém e Abaetetuba. Enquanto os cantores de seresta se dedicam ás antigas músicas românticas brasileiras, os conjuntos e Festa de Saudade se reportam às músicas dançantes antigas, especialmente as dos estilos Brega, Dance das décadas musicais, Jovem Guarda, Cúmbia, Lambada. Muitos CDs de saudades são vendidos em Abaetetuba e Belém nesses estilos de músicas.
PERÍODO DANÇANTE DAS APARELHAGENS DE SOM
Como as Aparelhagens de Som surgiram em Abaetetuba a partir da década de 1940 e se tornaram opção dançante já a partir dos anos de 1950, pode-se dizer que esses sistemas de som pertencem a todas AS FASES DAS FESTAS DANÇANTE DE ABAETETUBA e até os períodos das atuais fases dançantes dos Dances e Tecnos e outros estilos musicais do momento, com os conhecidos e populares DJs do município.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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