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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

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Arcebispo de Moscovo critica, em Fátima, totalitarismos contra a religião
13.10.2011 - 16:11 Por António Marujo


O arcebispo católico de Moscovo, o italiano Paolo Pezzi, criticou esta manhã em Fátima os poderes totalitários que odeiam a religiosidade.


Na homilia da missa que encerrou a peregrinação de 13 de Outubro, o responsável católico afirmou: “Não é por acaso que todo o poder totalitário – e a nossa história recente o demonstra tragicamente – teve como fim principal” o de “remover no povo a memória, a recordação viva da própria história, e especialmente quanto desta história está ligada à dimensão religiosa”.

Perante uma multidão que os responsáveis do santuário calculam em cerca de 85 mil pessoas – uma das menores participações dos últimos anos, no que diz respeito às peregrinações mensais de dia 13 –, o arcebispo acrescentou: “É na memória da ligação ao absoluto, ao mistério de Deus, que reside a raiz da liberdade dos homens em relação a qualquer poder mundano.”

Por isso mesmo, acrescentou o arcebispo católico, “o poder deste mundo tem interesse em cortar” a ligação com Deus, “arrancando-o das consciências”. E o que esse poder “odeia”, disse ainda, “é mesmo a religiosidade, ou seja, a vida vivida como relação com o mistério de Deus”.

Na longa homilia de 20 minutos, com os peregrinos sob um sol tórrido, o arcebispo omitiu um parágrafo do texto oficial, distribuído aos jornalistas e colocado na página oficial do santuário de Fátima. Nele citava o Papa Bento XVI para dizer que os países do Ocidente se mostram “cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo”.

Paolo Pezzi falou ainda do tema do silêncio de Deus, uma das questões mais difíceis da teologia, muito tratada por exemplo a propósito do Holocausto. “Há momentos na história nos quais se pode ter a impressão que Deus se esqueceu do homem. Momentos em que Deus ‘fica em silêncio’ e a sua voz parece ausente ou abafada por outras. (…) Mas isto não significa que se esqueça do homem.”

O arcebispo católico de Moscovo acrescentou que “também o silêncio de Deus é uma palavra”. E concluiu: “É paradoxalmente no silêncio, quando Deus nos deixa sem outras palavras, que podemos ouvir esta palavra que ele sussurra nas raízes mais profundas do nosso ser, mas que geralmente não ouvimos, distraídos por causa de muitas outras palavras que parecem mais autênticas e importantes.”

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

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