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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Abaetetuba 2 - Turismo, Cultura e Memória Ambiental


















































Abaetetuba 2 - Turismo Cultura e Memória Ambiental
Dando continuidade de como poderia ser um futuro Turismo em Abaetetuba, aproveitando a sua outrora rica cultura, como também o seu outrora rico meio ambiente, apresentamos as espécies da Fauna que deveriam ser preservadas, tendo em vista a implantação desse futuro turismo de visitações na cidade/região.

Observações:

• As pesquisas para subsidiar o meio ambiente de Abaeté foram realizadas a partir dos escritos do Coronel Aristides dos Reis e Silva, do ribeirinho Orêncio Barbosa André e outros, dos documentos da Fundação Cultural de Abaetetuba e de escritores de Abaetetuba e micro-região sobre o assunto.

• Como nesta postagem estamos falando de fauna, sugerimos que sejam criadas áreas de preservação ambiental em Abaetetuba, uma na Região das Ilhas, uma na Região das Estradas e outra na Vila de Beja.

ESPÉCIES DA FAUNA AQUÁTICA:

No caso da fauna aquática, dever-se-ia pensar nas espécies que outrora povoavam nossos rios, igarapés e baías. O que não se pode conceber é uma grande massa de água doce praticamente vazia de vida aquática e que outrora serviu no fornecimento de alimentação e comercialização, durante séculos, aos nossos nativos, colonos portugueses e ribeirinhos.

PEIXES DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Alguns desses peixes não são propriamente da região de Abaeté, mas eram trazidos para comercialização em Abaeté e, na maioria, já estão extintos ou em vias de extinção na região, devido pesca predatória e indiscriminada:

Acarás
Acaris: várias espécies. Acary, palavra de origem tupi que designa peixe da família loricaridae, com mais de 12 espécies:
Acari
Acari-bodó
Acari cheiroso
Acari-pucu,
Acari preto
Acari-da-pedra
Acari-da-praia
Acari-ximbó.
É ainda desta família o peixe chamado chicote ou cascudo, abundantes na região de Abaeté/Pa.
Amurés
Anujás (cachorrinho-de-padre)
Apaiaris
Aracus
Aruanãs, que chegam a saltar da água e pegar presas como morcegos em vôos rasantes sob a água;
Aramaçá, peixe em forma de lua.
Arraias, com várias espécies, peixe de águas rasas, com ferrão venenoso e perigoso e não importa a idade da arraia que o seu ferrão já é venenoso;
Aruiris

Bacus, com duas espécies: amarelo, dá em toda a região, existindo em grande quantidade nas águas de Conde, etc.
Bacuís.
Baiacu ou maiacu, é peixe venenoso;
Bagres, com várias espécies: bagre de água-doce.
Cachorro de padre, maior que o cachorrinho de padre, este vindo de fora.

Candirus, com duas espécies: candiru-açu e candiru pequeno, que são perigosos por que penetram nos orifícios de pessoas em mergulho nos rios e igarapés.

Carataís, são peixes agressivos e que ferroam as pessoas e ficam presos em suas peles, através de seus ferrões existentes em suas barbatanas e são de duas espécies:
Carataí-açu, há a ocorrência deste peixe nas águas do Igarapé Jacaréquara, que fica próximo ao Matadouro Municipal, que estão lá presentes para se alimentar de restos de gado abatido jogados nas águas daquele igarapé.
Carataí pequeno

Caratingas
Carás-tipioca
Chicote ou cascudo, da família dos acaris outrora abundantes na região de Abaeté/Pa.
Chinela ou peixe-lenha, um peixe de forma chata e bicudo.
Curimatãs
Douradas de água doce
Filhote, que é o peixe piraíba, ainda pequeno.
Ituís, peixe comprido e achatado e com várias espécies: Ituí-terçado etc;
Jacundás, peixes vistosos e com várias espécies.
Jaíras, peixes de poços;
Jandiás
Jatuaranas
Jejus, peixes das águas calmas dos igarapés;
Lambaris
Maiuíra, muito usado como isca para a pesca do filhote.
Mandiis, pequeno peixe das vendido nas sarandagens (uma mistura de peixes miúdos);

Mandubé, que é uma palavra de origem tupi que designa um peixe da família dos ageneiosídeos que apresentam boca e corpo afunilado, por isso também é chamado bocudo e vive junto aos cardumes de maparás, abundantes na Micro-Região.

Maparás, várias espécies:
Mapará branco, que é muito comum na região de Cametá, a “Terra do Mapará”, mas que dá também em Abaeté.
Mapará preto
Matrinxãs
Matupy
Muçun, peixe roliço e comprido, com duas espécies muçun-liso e muçun-de-guelra.
Matupiris
Pacus
Peixe-agulha, peixes bem finos e compridos.
Peixe-lenha,
Peixe-serra
Pescadas, com várias variedades:
Pescada branca, ainda existe no Rio Capim
Pescada botoque (pequena);
Piabas
Piabinhas
Piracatinga
Piramutabas

Piraíba, peixe de grande porte e peso, que é a denominação da fêmea do macho desse peixe, que era chamado de capitari pelos pescadores antigos. A ocorrência de cardumes dos grandes peixes piraíbas é maior no mês de agosto a outubro, daí sua maior pescaria ocorrer nesses meses, na Baia do Capim.

Piranderás
Piranhas, peixes vorazes, com dentes afiados e carnívoras;
Piranambu ou peixe galinha
Piranambuí
Pirapitinga

Pirararas, uma espécie de bagre gigante, dentes pontiagudos, muito voraz e carnívoro. Em Abaetetuba, devido se jogar restos do gado abatido nas águas do Igarapé Jacaréquara, que fica próximo ao Matadouro Municipal, há muita ocorrência de pirararas, que é um animal carnívoro.
Pirarucu, peixe grande, que chega a alcançar até 3m de comprimento, que prefere águas calmas dos rios e igarapés e que foi extinto da região pela pesca indiscriminada, desapareceu de nossas águas, existindo só no Baixo Amazonas.

Poraquês: várias espécies e são peixes perigosos pelos choques que causam em suas presas e inimigos, até mesmo no homem. Uma descarga elétrica de poraquê joga uma pessoa longe e ainda fica dando rimpadas no peito das pessoas atacadas, chegando a matar. Não importa o tamanho do poraquê por que a descarga elétrica é a mesma. Existem algumas espécies de poraquê:
Poraquê preto, é grande e se alimenta de frutos, como miriti, açaí e outros peixes menores. Quando quer comer miriti, o poraquê dá descargas elétricas no tronco dos miritizeiros e açaizeiros para o fruto cair e ele comê-los.
Poraquê-pretinho
Poraquê de barriga amarela

Sapopema, peixe bem pequenino.
Sarapó, um peixe comprido.
Sardas, com várias espécies:
Sarda-de-gato,
Sarda arueri, etc.
Surubim

Tainhas, várias espécies: pequena, média, grande. Nas águas da Baía do Capim, ainda há ocorrências de tainhas, arraias, pescadas, etc.

Tamoatás, caracterizado por escamas duras e carne amarelada;
Tambaquis
Traíras, são peixes bravos e existem em todo lugar de água doce;
Trairões
Tralhotos, animais de olhos salientes e que nadam rapidamente sob a superfície da água;
Tucunarés, com várias espécies: tucunaré-açu, etc.
Uerás

CRUSTÁCEOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Camarões: com várias espécies na região e largamente utilizados na alimentação dos habitantes da região:

Camarão-de-água-doce
Camarão aviú, que é bem pequeno, que dá na região de Cametá.
Lagosta, na verdade é uma variedade gigante de camarão, o camarão pitu.
Araru ou araruta, com variedades:
Araru pintado
Araruqueira
Araru vermelho, vive nos mangues e mora em tocas.

Sararás, pequenos crustáceos, arredios à presença humana, abundantes nas margens dos rios e igarpés e com várias espécies:
Sarará comum
Sarará péua, que tem uma das garras bem grandes
Sarará-baú.
Siri, que vem nas marés cheias de água salgada do oceano que chegam até os rios e igarapés da região.

SOBRE AS ATIVIDADES PESQUEIRA DOS RIBEIRINHOS:

Pescagem com linha e anzol, onde o ribeirinho, na sua montaria, no meio dos rios, ficava fisgando os peixes que tentassem abocanhar as iscas dos anzóis.

A caça, a pesca, a atividade rural e a extração dos produtos dos rios e florestas ainda obedece aos antigos costumes dos nativos, primeiros habitantes do lugar, com o uso dos mesmos objetos e seguindo os mesmos procedimentos. A caça e pesca e os seus apetrechos como matapi, cacori, mundé, espingardas, redes de pescas, tapagens, etc. Em um turismo de pesca recomenda-se a prática de atividades de pescade espécies que ainda são abanduntantes na região, como maparás, pescadinhas brancas e outras.

São as seguintes as antigas modalidades de pescagens do povo ribeirinho:

Pesca de camarão por matapi, que é um instrumento artesanal, feito de talas e cipós e de forma cilíndrica, dentro dos quais se colocam iscas para chamar os camarões. A isca mais comum era de farelo de arroz e babaçu.

Através das camboas, que é um tipo de pescagem feita com pari, que é uma esteira de talas, com suportes de varas e amarradas com cipós e o pari é colocado à beira-mar, na diagonal, fazendo a tapagem para os peixes e camarões não saírem dos igarapés com a maré vazante.

Pescagem de tapagem com os cacoris, que é uma pescagem feita com o pari, acima descrito, porém colocado em forma oval e na boca de igarapés e feita a colheita dos peixes na vazante da maré.

Pescagem com lanço, onde os pescadores em suas canoas/montarias e com suas de redes de lancear, tecidas pelos próprios ribeirinhos, presa a instrumentos chamadas bóias e chumbo, aquele para emergir e este para submergir a rede na água, que lançadas várias vezes e arrastadas pelos rios, faz a colheitas sucessivas de peixes. As pessoas circulam a rede através dos igarapés e rios, até a rede se encher de peixes e camarões.

Através de gapuias, que podem ser feitas com paneiros/aricás (feitos de talas) e feitas em igarapés com tapagens, onde se colhe peixes miúdos (sarandagem) e mariscos.

Gapuia é uma pescagem de camarões e peixes de poços ou lagos de igarapés remanescentes de vazantes das marés. Antigamente a gapuia se utilizava de instrumentos como paneiros/aricás. Se faziam regos para esvaziamentos dos lagos e colhia-se camarões e pequenos peixes.

Sarandagem, é o produto da pescaria de peixes pequenos através de gapuias e os peixes mais comuns desse tipo de pescaria, são: carás, mandubés, piranambus, sardinhas, sardas, jacundás, amurés, jandiás, carataís, mandiís, aruiris, tucunarés, arraias, curimatãs, ituís, matupiris, acaris, maparás, pescadinhas brancas, pescadas botoques, sarapós, carimximbos, etc.

Pesca com timbós, que são plantas com veneno, que quando espremidos ou batidos, lançam esses venenos nas águas dos e poços de igarapés, fazendo com que os peixes morram envenenados. Depois é só colher esses peixes. Ésse é um tipo de pesca predatória, matando indiscriminadamente vários tipos de peixes e outros pequenos animais aquáticos.

As atividades de pesca foram fortemente influenciadas pela cultura indígena na região. O modo de pescar e os materiais usados nas pescarias vieram, na sua maioria, da cultura indígena. Até mesmo o modo de conservação dos peixes, a salga, veio dessa antiga cultura. Alguns materiais usados para confeccionar os utensílios de pesca e caças são feitos com varas, talas, canoas, matapis, paris, cacuris.

Foi a pesca predatória e indiscriminada que secou nossas águas desses peixes e outros animais aquáticos? O que importa agora é que não podemos ficar com uma imensa massa de água doce despovoada de animais, especialmente dos peixes que são excelentes fontes de proteínas para o povo.

OUTROS ANIMAIS AQUÁTICOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Peixe-boi, mamífero extinto na região, devido caça indiscriminada a partir do Período Colonial, de carne muito apreciada pelos índios, colonizadores e antigos ribeirinhos.
Botos, mamíferos com três espécies, quase extintos na região, devido a contaminação dos rios e escasses de alimentos (peixes):
Boto tucuxi, de cor preta, menor que os demais e cuja presença ainda é detectada no Rio Moju, perto de Abaetetuba e no Rio Ajuhahy.
Boto Cor-de-rosa
Boto malhado.

Lontras, quase extintas na região.
Ariranhas, parente da lontra e quase extintas na região.
Já não mais se vêem esses animais em nossos rios e baiás, pela pesca indiscriminada e poluição das águas dos rios e igarapés e pela falta de peixes e mariscos da dieta alimentar desses animais.

RÉPTEIS DO GRUPO DOS JACARÉS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Também já foram quase todos extintos da região de Abaeté, devido a caça indiscriminado por sua saborosa carne e couro muito usado na confecção de bolsas, sapatos, cintos. Alguns jacarés remanescentes e nativos de Abaeté ainda existem na Ilha do Capim.

Jacaré-curuá, extinto na região;
Jacaretinga, extinto na região.
Jacareúna (é de cor preta), quase extinto.
Jacaré-coroa, o menor, alcançando até 1,5 m, extinto na região.
Jacuxi, extinto.
jacaré-do-papo-amarelo, extinto na região,
Jacarérana, extinto na região.

ANIMAIS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Ariranhas
Cachorro-do-mato/Iraras
Lebres
Lobos
Lontras
Quatipurus
Quatis
Preás
Raposas
Tamaquarés

ANIMAIS DE CAÇAS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
A caça indiscriminada dos animais silvestre, para a alimentação dos ribeirinhos ou extração de couros para venda, diminuiu drasticamente a população desses animais e também pela destruição de seus habitats naturais. A maioria já está extinta na região:

Antas, com duas variedades: antinha e anta grande, usadas na alimentação;
Ariranha, caçada para extração de couros;
Caetetus, da família do porco, de dente aguçado, usados na alimentação;
Camaleões, são lagartos, cujas carne e ovos são usados na alimentação;

Capivaras, da família dos roedores e sua alimentação preferida é a canarana (espécie de capim) e o uso de sua carne faz parte da culinária ribeirinha.

Cachorro-do-mato ou irara, quase extinto e é de cor cinzenta.
Cotias, quase extinta, da família dos roedores, de carne largamente usada na alimentação ribeirinha.

Cuandu, palavra de origem indígena, espécie de porco-espinho, também um animal espinhento como o porco-espinho, mas pequeno.
Gatos-do-mato, da família dos felinos, caçado devido devorar galinhas caipiras e outras aves domésticas dos ribeirinhos;

Guaribas, são macacos, grande, de cor amarela, que andam em bandos, muitos caçados para servir de alimento. O macho dominante e líder do bando era chamado capelão. Os remanecestes destes grandes macacos subsistem penosamente na Ilha do Capim e outros poucos lugares e estão em fase crítica de extinção;

Guaxinins ou papa-cana, era praga nos canaviais de Abaeté e por isso foi muito caçado;
Jacurarus, são lagartos;
Jaguatiricas, caçados devido suas lindas peles e já foram extintos da região;

Jibóias, cobras não venenoas que alcançam grandes comprimentos e são caçadas pelo couro e por que devoram animais domésticos dos ribeirinhos. Existem duas variedades: jibóia branca e jibóia vermelha, devido a cor de suas peles;

Juparás, da família dos macacos, animal de hábitos noturno e também em vias de extinção na região de Abaeté;

Macacos, são animais que se alimentam de frutas, como ingás, jambos, etc e andam em bandos, sendo que no bando existe um que vigia enquanto os outros se alimentam e se o vigia falha em sua função ele é espancado pelos demais e grita muito no espancamento. Macacos são de várias espécies:

Macaco cheiroso,
Macaco da noite ou jupará
Macaco-prego
Macaco pretinho, que anda em bandos e se alimenta de frutos silvestres.
Mucuras, são de quase 10 espécies na região de Abaeté e algumas já em vias de extinção, pela destruição de seus habitats:

Mucura branca, do mesmo tamanho da mucura preta e que são as maiores espécies e que come frutos e sua carne é muito apreciada na alimentação ribeirinha e a que ainda resiste à predação humana;
Mucura chichica ou quatro olhos, devido apresentar duas estrelas em cima de cada olho, já em vias de extinção.
Mucura-do-cacau, é pequenina e já em vias de extinção;
Mucura-do-fundo/mucura d’água, é de cor branca, malhada de preto, que se alimenta de crustáceos e peixes e já em vias de extinção.
Mucura jupará, é pequenina, de cor preta azulado e já em vias de extinção;
Mucura marmelo, olhos bem grandes e salientes/zolhuda, de pelos avermelhados, já em vias de extinção.
Mucura preta, do mesmo tamanho da mucura branca, muito usada na alimentação ribeirinha e que resiste à sua extinção pela facilidade de procriação.

Onças, caçadas devido à sua valiosa pele e já extinta na região

Pacas, da família dos roedores, com dentes muito afiados e de carne muito apreciada na alimentação ribeirinha, que gera muitos filhotes e só por isso ainda não está extinta na região e se alimenta de frutos como inajás, tucumãs caídos no chão. Uma característica da paca macho é matar o filhote se este também é macho. Se o filhote cresce, mata o pai para ficar com as fêmeas da área. A fêmea se não gosta do macho, o mata e come.

Porco-do-mato ou caetetu, de carne muito usada na alimentação ribeirinha e quase extinto na região.
Porco-espinho: com duas várias variedades e já são raros pela destruição de seus habitats;
Preás, quase extintos.
Preguiça, duas variedades: real e preguiça bentinha, usadas na alimentação local e já extintas na região.
Quati, palavra de origem indígena, muito caçado devido devorar ovos e pequenos animais domésticos.
Quatipurus, são esquilos de cauda muito grande e já extintos na região;

Queixadas, de carne muito apreciadas e extintos na região;
Raposa-do-mato, extintas devido destruição de seus habitats.

Soiás, duas variedades: soiá-da-terra e soiá-bandeira, este vive só nos galhos e se alimenta de frutos, com rabo e testa de cor branca e quase extinto na região e já em vias de extinção.

Tamaduás, com várias variedades: comum, tamanduá-bandeira, tamanduateí e (tamanduázinho) e já extintos na região devido destruição de seus habitats;

Tatus, com duas espécies: tatu bola e tatu peba, de carne muito apreciadas na alimentação ribeirinha e já raros na região. O tatu come come no chão e faz barulho ao comer e isso chama a atenção de caçadores para o abate desses animais;

Veados, animais com dentes amoladíssimos, muito caçados e ameaçados de extinção, devido sua carne apreciada como alimento e com várias variedades:
Veado mateiro
Veado de chifre

Os métodos de caças dos animais terrestres eram variados:

Através do mundé. Mundé era uma rústica armadilha para apanhar pequenos animais silvestres e essa caçada era feita no chão. O mundé consistia de uma estrutura em formato de caixa, que ficava suspensa de um dos lados por uma escora que ficava embaixo dessa armadilha, junto com a isca para atrair os animais. Quando o animal entrava para comer a isca, forçosamente enconstava na frágil escora e a caixa caía, prendendo o animal, geralmente pequenos roedores das matas.

Através das lanternagens, que eram caçadas feitas à noite, onde o caçador ia munido de sua espingarda, facão e lanterna de foco poderoso. O caçador procurava os lugares de “comidia” dos animais, como veados, pacas, tatus, ficava na espreita da chegada das caças e quando elas chegavam eram abatidas à tiros. Esse processo levava a noite inteira e, na maioria das vezes a caçada era feita por caçador solitário, devido o barulho que mais pessoas poderiam fazer e espantar as ariscas caças.

Outra forma de caçadas eram através das vigias/tocaias em “mutás”. Mutá era uma rústica guarita, feita de varas e cipós no alto das árvores onde o caçador ficava à espera de caças que por ali passavam em direção às comidias e quando isso acontecia, eram abatidas à tiros de espingardas.

Espingardas eram de uso comum em toda residência ribeirinha ou de colonos das estradas de Abaeté, devido a existência de caças fartas para uso na alimentação diária.

Além de pacas tatus, veados, eram abatidos outros animais, como macacos, aves e felinos, estes para venda de suas peles. A caçada de macacos e aves eram feitas conforme os hábitos desses animais, que podiam ser de dia ou à noite.

Um modo de caçar pássaros vivos era através das arapucas. A arapuca funcionava de maneira quase semelhante ao mundé acima descrito ou através de arapucas montadas em gaiolas com outras aves vivas para atrair parceiros sexuais.

RÉPTEIS/QUELÔNIOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Estes animais já foram praticamente extintos na região devido uso de suas carnes nas iguarias regionais:
Tartarugas, extintas na região;
Jabotis, quase extintos na região.
Jabotas, eram as fêmeas dos jabotis;
Jabotizinho, quase extinto.
Jaboti matamatá, possui o corpo com saliências espinhentas e um grande pescoço e cabeça chata, já extinto na região.
Carumbé, quase extinto.
Muçuan, quase extinto.
Tracajás, extintos.
Cágado ou tartaruga-de-água-doce, de pescoço chato e comprido, já extintos na região.

RÉPTEIS/COBRAS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Muitos desses animais tiveram seus habitats destruídos pela ação humana e outros, por serem venenosos também são caçados impiedosamente por esse motivo, por isso, estão desaparecendo de nossas matas.

COBRAS VENENOSAS:
O povo mantém o antigo hábito de matar qualquer tipo de cobra, especialmente as venenosas, sucurijus, sucuris, fato que está determinando o rareamento desses animais na região.

Quando uma cobra venenosa ataca animais domésticos ou silvestres, procura picar nos focinhos, que são lugares sensíveis e que pode levar esses animais à morte.

Cobras venenosas geralmente são de hábitos noturnos e tiram o dia para dormir.

Surucucus, são cobras temidas e destemidas e nada as faz parar quando resolve atacar suas presas ou inimigos. Quando o ribeirinho vai para o meio do mato onde há ocorrência dessas perigosas cobras, ele deve levar consigo breu, que no iminente ataque das surucucus, o breu deve ser queimado e jogado em direção às cobras, que engolem o breu queimado e logo após morrem. As surucucus são de várias espécies:
Surucucu-açu, cobra venenosa grande, cor matizada, quase extinta na região;
Surucucu-pena, quase extinta;
Surucucu bico-de-jaca;
Surucucu de fogo, de cor predominate vermelha;
Surucucu de rodilha, que é a menor de todas

Jararacas, várias variedades e quase extintas na região;
Coral: falsa coral e coral verdadeira, esta venenosa, quase extintas na região.

COBRAS NÃO VENENOSAS:
Sucuriju/sucuri ou cobra grande, qualquer destas cobras que é localizada é logo morta, pela lendas e tradição de se alimentarem de animais domésticos criados pelos ribeirinhos. É a cobra que alcança o maior comprimento e peso na região. Em Abaetetuba, devido se jogar os restos do gado abatido nas águas do Igarapé Jacaréquara, que fica perto do Matadouro Municipal, existe muita ocorrência dessa temida cobra.

Jibóia: duas variedades: jibóia branca e jibóia vermelha, caçadas pelo couro e pela tradição das lendas que dizem: “mundiava”/hipnotizava caçadores e pessoas que adentravam matas e por se alimentarem de animais domésticos dos ribeirinhos. Elas alcançam vários metros de comprimento, fazendo delas as maiores da região. Geralmente onde há ninharal de japins há a ocorrência de jibóias por perto, devido os ninhos serem muitos e muitos filhotes de japins caem dos ninhos ou filhotes de iraúnas serem jogados para fora dos ninhos e a jibóia fica na espreita dessas ocorrências para se alimentar desses filhotes.

Cutimbóia, não venenosa e com duas variedades: amarela e vermelha e elas engolem outras cobras, especialmente jararacas. Geralmente é mansa, mas quando aborrecida, enterra a cabeça na terra e rimpa/chicoteia com a cauda os seus agressores, até mesmo as pessoas. Já são raras na região de Abaeté;

Tarirambóia, já são raras;
Cobra-cipó, não mais se vêem na região;
Cobra sacaí, também estão rareando na região;
Cobra-papagaio ou periquitambóia, se alimenta de aves, morcegos e já são raras.
Cobra caninana
Falsa coral, já se faz rara e sofre o estigma de ser parecida com a coral venenosa, por isso é logo morta pelos que a avistam.

ANIMAIS DOMÉSTICOS CRIADOS NA REGIÃO DE ABAETÉ:
Antigamente era comum a criação de gado nas grandes fazendas/engenhos de Abaeté. Atualmente já não mais existe esse antigo costume, a não ser de alguns poucos desses animais, como: gatos, cachorros, galinhas, patos, porcos que são animais eminentemente domésticos. A criação de gado se tornou inviável na região ribeirinha de Abaeté e persiste na região das estradas em pequena escala:

Bois
Carneiros
Cabras
Gatos
Porcos
Cachorros
Cavalos
Galinhas: caipira, galinha-de-angola/picota
Patos, caipiras e de Caiena;
Perus

FELINOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
São animais extintos na região devido a caçada indiscriminada e a destruição de seus habitats naturais:

Gato-do-mato ou gato montado, já extinto na região. Tem o gato-do-mato pintado de cor branco e preto que é o maior e tem o de cor vermelha.
Gato maracajá, extintos na região;
Jaguatiricas, extintas na região.
Onças, extinta na região. Onça malhada/pintada, onça preta (chamado de tigre na região), e onça parda, já extintas na região.

RÉPTEIS DO GRUPO DOS LAGARTOS E LAGARTIXAS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
RÉTEIS/FAMÍLIA DOS LAGARTOS:

Largartixas de muro, já se fazem raros;
Osgas, são lagartixas caseiras, de cor branca, que comem insetos.
Trapupéuas, são lagartixas parecidas com osgas, mas de cor preta e vivem nas cercas e muros dos quintais.

Papa-vento, lagarto que por ter o hábito de encher o pescoço de ar, recebe esse nome e já se faz raro nas árvores da região;

Iguanas, já são lagartos raros na região, pela destruição de seus habitats;

Jacuraru, valente lagarto, com dentes afiados e venenosos, de muita força, que enfrentava e vence até cobras venenosas, como as jararacas. Nas lutas, quando ferido ou cansado, parava e se esfregava nas folhas e voltava para a luta. Se alimenta de ratos, sapos e algumas cobras. Já é quase extinto na região de Abaeté.

Jacuruxi ou lagarto-jacaré, lagarto, de cor vermelha, muito vistoso, que se escondia por baixo das folhas podres dos igarapés, muito difícil de ser achado. Come caramujos, sararás, ararutas. Já extintos da região de Abaeté devido destruição de seus habitats;

Lagarto de parede
Tamaquarés
Lagartos verdes, dos quintais, terrenos, arbustos, que se alimentam de insetos.

Camaleões, seus ovos e carne são muito apreciados na alimentação local e estão ameaçados de extinção. Têm as seguintes características: podem mudar de cor rapidamente (camuflagem), têm olhos móveis e independentes (avistam 180% ao seu redor) e línguas retráteis na captura de suas presas.

ANIMAIS ANFÍBIOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Pela destruição de seus habitats já se fazem raros na região e são mortos pelas pessoas que os avistam, devido lendas à seu respeito.
Sapos, várias espécies:
Sapo aru
Sapo cururu
Sapos pigmeus/sapinhos de vegetação rasteira e encharcada, de aspecto semelhante aos grandes.
Rãs, várias espécies:
Rã verde
Cutaca, que era uma rãnzinha de aspecto bastante feio e de longos braços e pernas e que fazia grandes saltos.
Pererecas, várias espécies:

MORCEGOS EM ABAETETUBA/PA:
Morcegos ocorrem em toda a Região das Ilhas de Abaetetuba/Pa e eles são de várias espécies:
Morcego hematófago, é pequeno e ocorre em todos os lugares das ilhas ele suga animais domésticos como gatos, cachorros, galinhas, animais silvestres e o homem e chega a matar alguns desses animais. Geralmente estão infectados pela doença da raiva, que pode também infectar humanos. Eles vivem em colônias de 25 a 30 morcegos e quando estão infectados pela doença da raiva, basta passar uma pasta venenosa em alguns morcegos capturados e como eles têm o hábito de se lamber, os mesmos morrem envenenados. Assim se combate a raiva transmitida pelos morcegos hematófagos. A culpa pelo morcego também sugar sangue de animais domésticos e do homem é do próprio homem que praticamente caçou todos os animais silvestres usados na alimentação desses morcegos, destruiu seus habitats, fato que fez esse morcego se voltasse contra o homem e seus animais domésticos. Antes não era assim, pela abundância de animais silvestres nas florestas.

Morcego Vampiro, é um morcego grande, carnívoro e também se alimenta de peixes

INSETOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Alguns desses insetos já estão rareando na região de Abaeté, devido a destruição de seus habitats.

Cabas. Caba é uma expressão local para esses insetos de ferroadas doloridas e que são de várias espécies:

Caba vermelha, que faz o ninho com barro;
Caba tapiocaba preta, que faz a casa com limo de pau e em forma de tambor;
Caba tapiocaba amarela, que é menor, porém mais perigosa e faz casa bem no alto das árvores;
Caba asa-branca ou beiju-caba, que é grande;
Caba piranga, faz casa no forro das casas e bebe água dos recipientes;
Caba tatu-caba, que é grande e preta, com ninho em forma de tatu, que são estruturas uma apegada a outra;
Caba tucandeira, com ferroada doída e que dá febre.

Vespas, são de várias espécies.

Aranhas, onde algumas são peçonhentas/venenosas e são de várias espécies:
Aranha caranguejeira, a mais temida de todas.
Aranha preta-de-buraco ou aranha surucucu, faz buraco no chão como moradia e quem pisar em cima de um desses buracos, geralmente leva picada dessas aranhas, por que ela dá botes longos.

Formigas, que são de várias espécies:
Formiga tapeaí, formiga caçadora, porém não sobe em árvores e fica só no chão, é de cor avermelhada, é grande e caça e carrega tudo, inclusive outros insetos de peso maior que o dela e só ferroa se pisar nela. Caça, inclusive o gafanhoto do mato, este com mordida venenosa e muito maior que a formiga, mas que serve de comida dessas formigas.
Formiga saúva vermelha, que é maior que outros tipos de saúvas;
Formiga saúva preta, que come folhas de maniva, é uma praga nos roçados e folhas servem para alimentação e no aquecimento dos ovos e filhotes;
Formiga taoca, só anda em grupo e possui variedades:
Formiga taóca preta, de ferroada doída, comichenta e é fedorenta, que põe ovos no corpo de insetos mortos como baratas, besouros, etc.;
Formiga taóca vermelha, diferença só na cor;
Formiga taóca grande, com patas e juntas de cor amarelas;
Formiga de fogo grande, dá no chão, onde faz o ninho e sua ferroada é doída;
Formiga de fogo miúda, menor que a outra, porém de mesmo hábito;
Formiga doida, de cor preta e andar atabalhoado;
Formiga cachimbo-de-velha;
Formiga tracuá, é de cor preta, anda em bandos e dá no alto das árvores;
Formigas sararás (vermelha de cabeça preta);
Formiga tachi-coratá, que faz casa no ananazeiro e sua ferroada é doída;
Formiga tachi-comprido, que dá na árvore taxizeiro e sua ferroada é doída;
Formiga tucandeira, grande, porém menor que a tapeai, de cor preta, terrestre e faz ninho em buracos, sua ferroada é doída e dá febre e o lugar da picada fica amortecido. A fêmea da formiga tucandeira é chamada pelos ribeirinhos e colonos de Abaetétuba de tapecoani
Formiga caçadora, grandes, de cor preta, muito valente e voraz, que ataca presas muito maiores que ela, inclusive gafanhotos.

Abelhas, que são de várias espécies e que produzem o mel silvestre, muito apreciado na alimentação ribeirinha antiga e usado como remédio:
Abelha preta;
Abelha amarela;
Abelha urucu, que é de cor preta, que ferroa e que faz ninho na casa de cupim;
Abelha jupará, que é de cor preta e pintada de branco nas pernas;
Abelha Jataí;
Abelhas mamangáuas/mamangavas, que polinizam preferencialmente o maracujá comum ou do mato, mas também polinizam outras plantas e são de duas variedades em Abaeté:
Abelhas mamangavas amarelas, que é uma abelha grande, peluda, que faz ninho em buracos de pau podre e faz zunido/zumbido/barulho quando está em vôo;
Abelha mamangaua preta, peluda, de hábitos semelhantes à amarela, mas menor que esta, que faz zumbido/zunido quando está em vôo.

Lagartas, que são animais que vão originar as borboletas e mariposas e nessa fase são terrestres, muito vorazes se alimentando de folhas e muitas são venenosas, como as lagartas-de-fogo e outras.

Tapuru eram o nome era o nome genérico que se dava ás lagartas peludas e de pelos venenosos.

Pernilongos, da família dos mosquitos, grande e de pernas articuladas e compridas;

Carapanãs, da família dos mosquitos, de hábitos noturnos e são hematófagos;

Louva-deus/ponha-mesa, que são de várias espécies, carnívoras, devoradores de outros insetos e que também são presas apetitosas de vários tipos de pequenas aves, como saís, pipiras, bentevís, etc;

Gafanhotos, que são de várias espécies e vorazes devoradores defolhas de plantas;

Tucuras, que é um tipo de gafanhoto com ferrão, voraz comedor de folhas, e são de várias espécies;

Pirilampos, é o mesmo vaga-lume, de hábitos noturnos e com luzinha no corpo;

Jacintas, de várias espécies, voadoras, cabeças grandes e cauda comprida, carnívoras e insetos muito bonitos.

Marijuanas
Embuás, de duas espécies: vermelho e grande e preto, pequeno;
Carrapatos, de várias espécies.

Maruim, que são mosquitos bem pequenos, de cor avermelhada, hematófagos e de picada dolorida;

Mucuim, de coloração preta, que são pequenos mosquitos, hematófagos e de picadas doloridas;

Turu, palavra de origem tupi, que designa uma larva comestível existente em troncos apodrecidos abundantes nos rios e igarapés de Abaetetuba/Pa e que podem ser consumidos frescos misturados ao suco de limão ou cozidos. Dizem que é um alimento com poderes afrodisíacos, que eram muito utilizados pelos nativos e ribeirinhos da região.

Baratas, são de várias espécies:
Barata comum, caseira;
Barata cascuda
Barata bruxa
Barata branca.
Barata d”água, de porte grande que surge no período de inverno;

Besouros, várias espécies e muitos já são raros na região;
Joaninas, bonitos e coloridos insetos da família dos besouros e são de várias espécies e já raros na região;
Escaravelhos, bonitos besouros, de cor verde brilhante e que já são raros na região;

Borboletas, que são belos e coloridos insetos, de várias espécies e algumas já extintas e outras já raras na região;
Mariposas, várias espécies;

Bicho-Pau, já praticamente extinto na região;
Cigarras, várias espécies e já raros na região;
Moscas, várias espécies: varejeira, azul, etc.
Mosquitos, várias espécies;

Mutucas, várias espécies: mutuca-de-cavalo, etc., hematófagas e de picadas doloridas;
Centopéias, é inseto venenoso e por esse motivo, muito caçado.

Tatupira, é um mosquito semelhante a uma formiga, com asas e transmissor da doença leishymaniose;
Etc.

AVES DA REGIÃO DE ABAETÉ:
O Cel. Aristides dos Reis e Silva, que chegou a ser intendente e prefeito de Abaeté, abaeteense apaixonado, foi um dos primeiros ecologistas do município, tendo deixado nos seus escritos os grupos de animais e plantas de nossa então rica fauna e flora e as espécies de seu tempo, na maioria, já foram extintos de nossa região, o que é uma grande pena. A maioria de aves dos grupos abaixo foram elencados pelo dito coronel:

Andorinhas, de várias espécies, comedoras de insetos:
Andorinhão/tesouras, grandes andorinhas que aparecem na região;
Andorinha preta, prevalece mais a cor preta do que a branca;
Andorinha branca, prevalece mais a cor branca do que a preta;
Andorininha, bem pequena e cor branca e preta.

Anus: são de duas variedades e voam sempre em bandos: anu-coroca, que é o maior e anu-chorão, ambos de cantos estridentes.
Araçaris, são da família dos tucanos e menores que o tucano.

Aracuãs. Aracuan, palavra de origem indígena, se refere a uma ave já escassa nas matas e canta à noite.
Araguaris
Araras, animais de várias espécies, de plumagens vistosas e já extintas na região;
Ariramba
Anumás
Ararapás
Ariramba
Azulão, ave canora, já extinta na região;
Bacuraus, aves de hábitos noturnos;
Beija-flor, de várias espécies e já são raros na natureza:
Beija-flor azul
Beija-flor azuzinho, bem oequenino e é o menor de todos.
Beija-flor Holanda, devido a cor alaranjada.

Bem-te-vi. Valente passarinho que enfrenta até gaviões em defesa de seus filhotes, de cor amarelo e branco, de canto alegre e ainda são comuns na região;
Bicudo, ave canora que já se tornou rara devido caçadas para sua comercialização.
Cancã
Cardeais
Ciganas, aves da beira dos rios e voam em bandos.
Cigarras, ave canora já extinta na região;
Chincoãs
Colera, ave canora, já raras na região;
Curicas

Corujas, de várias espécies e todas de hábitos noturnos, comedoras de ratos, rãs, pererecas e filhotes de aves: e que já se tornam raras na região
Coruja-rasga-mortalha, que é uma coruja de porte grande, de canto forte e estridente;
Corujinha-do-luar
Coruja murucututu

Corós-corós
Curauas, são aves de hábitos noturnos, da família das corujas;
Curió, ave canora e muito caçado para venda aos aficionados por seus cantos;
Ferreiro

Gaivotas, aves que voam em bandos organizados e chefiados por uma dessas gaivotas, que sobrevoam as águas dos rios e baías e quando avistam cardumes de peixes mergulham em seus encalços;

Galinha caipira, aves domésticas e eram criadas nos quintais dos antigos ribeirinhos, junto com outras aves como patos, marrecos, perus;
Garças, várias espécies, comedoras de peixes e mariscos;
Gaturamas

Gaviões, vorazes aves de rapina. Em Abaetetuba/Pa, devido se jogar restos do gado abatido nas águas do Igarapé Jacaréquara, que fica próximo ao Matadouro Municipal, há a presença de algumas espécies de gaviões, para se alimentar dessas carniças. Os gaviões são de várias espécies e portes:
Gavião real/harpia, grande gavião de nossas matas, já extinta na região;
Gavião comum
Gaviãozinho, é o menor de todos.

Guarás, aves que voam em bandos, de cor avermelhada e que já não se vêem na região;
Inambus inambu, ave já escassa nas matas.

Iraunas. Irauna, ave de cor preta, que põe ovo no ninho do japim, para este chocar e criar como seu filhote e ela come arroz e, por isso, é praga dessa cultura. Porém ela quando filhote, pode ser criada pelas pessoas e se torna muito mansa.

Jaçanãs, já não mais existem em Abaeté;
Jacu, ave já não mais existem nas matas de Abaeté.

Japins, aves de cor preta e amarela, que fazem longos ninhos pendentes em galhos de árvores, pertos das casas, de canto estridente e imitadores dos cantos de outras aves.
Jurutaí
Juruti, já não mais existem nas matas de Abaeté;
Maçarico, aves comedoras de mariscos e já não mais existem nas várzeas dos rios de Abaeté;
Maguaris
Maracanã, um tipo de papagaio e que já não mais existem em Abaeté;
Maria-judia

Marrecas, aves da família dos patos, que voam, que são de várias espécies e não mais existem em Abaeté pela sua caça indiscriminada. Havia muitos bandos de marrecas na antiga cidade de Abaeté e elas eram abatidas e sua carne salgada para venda nos comércios locais.

Matintaperê, é uma ave de assobio forte, estridente, que até assusta as pessoas. Existe lendas a respeito do assobio desse pássaro, considerado agourento e ligado à lenda da matinta-pereira, que também, segundo a lenda, possui um assobio agourento.

Patos, de várias espécies, como: pato caipira, pato-domato.

Pavões. O pavão das matas de Abaeté era de porte pequeno (pavãozinho) e já foi extinto de nossas matas;
Peiú
Peru, ave doméstica, criada pelos antigos ribeirinhos. Hoje são escassos em Abaeté.
Piaçoca

Papagaios, aves de várias espécies, que foram caçados indiscriminadamente para servir de animal de estimação na casa dos brasileiros e que chamavam atenção devido saber imitar a fala humana, devido sua língua musculosa e hoje já não mais existem nas matas de Abaeté;

Papa-arroz, pequena ave de cor preta e comedora de arroz;

Patativa, ave canora e já escassa em Abaeté;
Patativa-da-mangueira, ave canora e já extinta em Abaeté, que não possui nem mais as mangueiras;
Peiú

Periquitos, são de várias espécies e como os papagaios, já extintos na região;

Pica-paus: são aves de plumagem vistosas e de várias espécies e comedores de larvas de insetos e que fazem um barulho estridente nas árvores, em suas caçadas por alimentos:
Pica-pau de cabeça amarela
Pica-pau de cabeça vermelha
Piicapauzinho, de cor amarelada e é o menor;
Pinta-ferro,
Pintassilgo
Pipiras, são aves também habitantes das cidades e com variedades diferentes:
Pipira preta
Pipira preta-bico-de-lacre
Pipira marron
Pitilique, é da família dos tucanos e o menor de todos, até mesmo menor que o araçari, que também é da família dos tucanos. Já é ave rara na região.

Pombos, com duas espécies:
Pombo-do-mato, ave silvestre, muito caçada para servir de alimento, se alimenta de frutos silvestres e já está em extinção no município;
Pombo comum.

Primavera
Pula-pula
Rajado
Rendeira
Rolinhas, são da família dos pombos, porém menores.
Rouxinol, ave canora, já extinta na região;
Sabiás, aves canoras e já raras na região e são de duas variedades: sabiá-laranjeira e sabiá comum;

Saís, são aves comuns de nossas matas e cidades e com várias variedades: saí azul e saí pardo e em ambos os casos podem ser macho ou fêmea.
Saracura, canta nas marés, ave já escassa nas matas e com muitas lendas, devido seu canto.
Siriris, são da família dos bem-te-vis e menores;
Socó, duas variedades: socó-boi e socoí e já não mais existem em nossos mangues;
Sururina, ave já escassa nas matas.
Tanguruparás
Tem-tem, palavra de origem tupi que designa um passarinho canoro, de coloração preta e peito amarelo existente na região de Abaeté/Pa.
Tico-tico
Tucanos, aves de coloração vistosas, de bico grande e muito visados nas caçadas de aves para o comércio na região. São de várias espécies:
Tucanos de peito branco
Tucanos de peito alaranjado
Tuiuius
Urubus, são aves comedoras de carniça e de várias espécies:
Urubu preto, muito comum na região;
Urubu preto de cabeça-vermelha, de hábitos solitário, já raríssimos na região, mas ainda aparece em lixões;
Urubu-rei, de pelagem vistosa e mais colorido que os demais e cabeça mais colorida e já extinto na região.
Urus
Xexéus

AVES DE CANTOS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Coleras
Galo-da-campina
Sabiás,
Curiós
Azulão
Caboquinho
Patativas: duas espécies: de coleira, etc.
Bicudo
Rouxinóis.
Cigarras
Ten-tén

CARACÓIS E OSTRAS DA REGIÃO DE ABAETÉ:
Caracóis: duas variedades:
Uruá da terra
Uruá-da-água.
Caramujos, pequenos carocóis, usados na alimentação ribeirinha.
Ostras, várias espécies:
Ostra navalha, dá nos rios e é igual a uma navalha;
Ostra grande
Ostra pequena, muito comum nas praias da região.

Os uruás e caramujos encontrados nos mangues e igapós serviam na alimentação dos antigos abaeteenses e eles eram apanhados nas marés vazantes quando se encontravam grudadados nas folhas e caules de amingueiras e certas raízes externas de vegetais de mangues, como os aturiás. Depois de encher os vasilhames de barro ou grandes cuias, eram levados para serem cozinhados e comidos pelos ribeirinhos.

Turus, que se desenvolvem em troncos de árvores caídas no mangue: mangueiras, seringueiras, mangueiro (uma árvore do mangue), taperebazeiros e outras árvores. O turu é um afrodisíaco natural que deve ser comido vivo e cru, temperado com limão e pimenta e ainda era usado como remédio para o peito, na tuberculose.





























Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

2 comentários:

  1. Caro Rui Pesqueira, obgdo pela visita ao Blog, e nós somos apenas divulgadores da cultura e turismo da Região e Pará, masexiste o órgão EMBRAPA q faz pesquisas nesse campo e o ambientalista Rai Cardoso q possui um sítio com frutíferas da Amazônia. Entra no Google com esses nomes para ver o q eles tem, enquanto isso vou compartilhar no Faceboock para mais de 7 centenas de amigos analisarem tua proposta e neste Blog com m\ais de 1000 visitas diárias. Abçsde Ademir Rocha

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  2. Boa tarde sou do RJ e colecionador de frutiferas desejava fazer contato com pessoas que tenha sementes destas frutas para venda ou troca .
    Email : pesqueirarui6@gmail.com (21)997852489
    RUI PESQUEIRA
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    BLOG DO ADEMIR ROCHA27 de setembro de 2016 16:05

    Caro Rui Pesqueira, obgdo pela visita ao Blog, e nós somos apenas divulgadores da cultura e turismo da Região e Pará, masexiste o órgão EMBRAPA q faz pesquisas nesse campo e o ambientalista Rai Cardoso q possui um sítio com frutíferas da Amazônia. Entra no Google com esses nomes para ver o q eles tem, enquanto isso vou compartilhar no Faceboock para mais de 7 centenas de amigos analisarem tua proposta e neste Blog com m\ais de 1000 visitas diárias. Abçsde Ademir Rocha

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