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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RELIGIÃO, IGREJAS E VULTOS DE ABAETÉ 7











DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 5

O 2º BISPO PRELADO, D. ÂNGELO FROSI:
PADRE ÂNGELO FROSI:
Ângelo Frosi nasceu em 31/1/1924 em Sam Bassano/Cremona, na Itália e foi batizado no dia 2/2/1924. Ingressou no Seminário Diocesano de Cremona em 1935, de onde passou para o Instituto Missionário Xaveriano, fazendo a sua 1ª Profissão Religiosa-Missionária no dia 8/9/1941 e foi ordenado sacerdote em Boston/Estados Unidos no dia 6/5/1948, onde exerceu o seu ministério nesse país até 1968.

Veio para o Brasil e tomou posse na Prelazia de Abaeté do Tocantins como Administrador Apostólico no dia 25/2/1968, para substituir o Padre Pio Monchelato.
D. Ângelo Frosi:

Em 15/1/1970 o Pe. Ângelo Frosi foi elevado a Bispo e sagrado aqui mesmo em Abaetetuba, como o 2º Bispo Prelado da Prelazia de Abaeté do Tocantins, em 1/5/1970. Seu Lema como Bispo era: “Fé e Caridade”.

Em 1º de maio de 1995, D. Ângelo Frosi completava 25 anos de sagração, como Bispo de Abaetetuba.

Tornou-se Presidente da Regional Norte 2, da CNBB, de 1971 até 1979 e era membro da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB, Linha Missionária (1979-1983).

AÇÕES DE D. ÂNGELO FROSI, 2º BISPO DE ABAETETUBA:
O Pe. Ângelo Frosi chegou à Abaeté no dia 22/2/1968. Tornou-se Administrador Apostólico, o 2º Bispo Prelado da Prelazia e o 1º Bispo Diocesano da Diocese de Abaetetuba.

C/a transferência de Pe. Pio/, o Pe. ÂNGELO FROSI foi nomeado, em 25/2/1968, o novo Administrador Apostólico da prelazia, que ficou nesse cargo de 1968 até a nomeação do 2º Bispo Prelado de Abaetetuba, em 1970, na pessoa do mesmo Pe. Ângelo Frosi.

D. Ângelo Frosi, toma posse como 1º Bispo diocesano em 15/7/1982.

Em janeiro de 1970 o novo Bispo prelado, D. Ângelo Frosi, em sua 1ª visita pastoral à cidade de Abaetetuba, teve a oportunidade de conhecer bem de perto as precárias condições de vida dos bairros da cidade. Ele logo quis fazer algo para ajudar e cria:

Em 1975 chegou em Vila Concórdia o Padre Ladislau Jubel, da Diocese de Curitiba, que veio se estabelecer na vila, no programa das Igrejas-Irmãs. Foi o Padre Jubel que construiu a 1ª Casa Paroquial e a Igreja.

A construção teve início no dia 29/6/1977, com a presença de D. Ângelo Frosi, o qual abençoou a pedra fundamental. A construção da igreja ficou à cargo do Pe. Luiz Terzoni, que terminou os trabalhos no dia 29/6/1979 e que foi inaugurada no mesmo dia.

OS CENTROS COMUNITÁRIOS CRIADOS POR D. ÂNGELO:
1) O Centro Comunitário da Vila Saracura, dedicado a São José;
2) O Centro Comunitário do Algodoal, dedicado a N. S. do Perpétuo Socorro.
Esses centros comunitários serviram também para abrigar pequenas escolas paroquiais, dada à carência de escolas na cidade.

OBRAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PRELAZIA:
Em todas as outras paróquias da prelazia surgiram obras de assistência social, criadas por D. Ângelo.

OS CLUBES DE MÃES:
1) D. Ângelo também criou o Clube de Mães, que reunia as mães da Paróquia do Centro e a essas senhoras eram ministrados cursos de corte e costura e outros cursos. Depois de formadas, elas repassavam os ensinamentos para outras mães necessitadas. Esse clube funcionou no Centro Social Paulo VI, localizado na Av. D. Pedro II/Abaetetuba/Pa, onde hoje se localiza a Big Loja.

ALGUMAS OBRAS COM D. ÂNGELO FROSI:
Anos de 1970:
1) Reformas da Catedral de N. S. da Conceição;
2) A Construção da Casa do Bispo e do Centro Catequético;
3) Construção da Barraca da Santa de N. S. da Conceição;
4) O Centro Médico N. S. da Conceição, reforma e ampliação;
5) O Centro Social Paulo VI;
6) O Centro de Formação do Laranjal;
7) A Igreja de São José, no bairro de S. José;
8) A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Nazaré;

Anos de 1980:
Construção do Bairro Cristo Redentor, c/a construção de 134 casas de moradia;
1) A Escola Cristo Redentor, no bairro de Cristo Redentor;
2) A Igreja do Cristo Redentor, no bairro de Cristo Redentor;
3) A Igreja de N. S. do Perpétuo Socorro, no bairro do Algodoal;
4) A Igreja de São João, no bairro de S. João;
5) O Centro da Pastoral do Menor, no bairro do Algodoal;
6) A Escola Cristo Trabalhador, no bairro de Cristo Redentor;
7) A Igreja de São Benedito, no bairro Centro;
8) A Igreja da Santa Luzia, no bairro de Algodoal;
9) A Igreja de Santa Rosa, no bairro de Santa Rosa;
10) A Igreja de São Sebastião, no bairro de S. Sebastião;
11) A Igreja do Divino Espírito Santo, no bairro da Aviação;
12) A Igreja de São Francisco de Assis, no bairro da Francilândia;
13) Igreja de Nazaré, no bairro de S. Lourenço;
14) A Paróquia de N. S. Rainha da Paz e o seu Centro de Pastoral, no bairro Centro;
15) A Paróquia São Paulo e o seu Centro de Pastoral, no bairro Centro;
16) O Centro de Recuperação de Dependentes Químicos D. Ângelo Frosi;
17) Implantação das Comunidades de Base na Prelazia.
18) Fundação do Seminário Menor de N. S. de Guadalupe, em 1981.

CRIAÇÃO DA DIOCESE DE ABAETETUBA E D. ÂNGELO FROSI COMO 1º BISPO DIOCESANO:
No dia 19/9/1981 o Papa João Paulo II constitui a Prelazia de Abaeté do Tocantins em DIOCESE DE ABAETETUBA e c/essa elevação, D. ÂNGELO FROSI tornou-se o 1º Bispo Diocesano da nova diocese, nomeado em 15/7/1982.

D. Ângelo esteve à frente da Diocese de Abaetetuba p/mais de 25 anos e, p/seus relevantes serviços prestados à comunidade abaeteense, foi contemplado c/a cidadania honorária de Abaetetuba e o festejo do Centenário de Abaetetuba como cidade, em 1995, teve como homenageado especial o Bispo D. ÂNGELO FROSI.

CARTA DO NÚNCIO APOSTÓLICO SOBRE A NOVA DIOCESE:
O Núncio Apostólico do Brasil, assim escreveu para D. Ângelo Frosi, por ocasião da elevação da Prelazia em Diocese:

1) Quero congratular-me c/o Bispo, c/os Padres e fiéis da nova diocese, que poderão ver nesta elevação o reconhecimento do Santo Padre pela obra apostólica que, em dezenas de anos, tantos Prelados, Sacerdotes, Famílias Religiosas e Leigos têm exercido, às vezes heroicamente, nestas regiões no meio de dificuldades econômicas, sociais, de clima, de distância e de locomoção. E, mais ainda, poderão constatar nisso o estímulo que o Papa, Sucessor de Pedro, quer dar às Igrejas Particulares para um sempre maior progresso espiritual e desenvolvimento pastoral e apostólico em prol de todo o Povo de Deus.

O DISCURSO DE D. ÂNGELO FROSI:
D. Ângelo Frosi, entre muitas outras coisas, disse as seguintes palavras:

A constituição de nossa Prelazia em Diocese é um gesto de confiança do Santo Padre no Povo de Deus desta nossa Igreja: nos Padres, nas irmãs, nos animadores e líderes de Comunidades, nos Catequistas, nos Cristãos que vivem a sua fé e assumem o seu lugar na renovação desta nossa Sociedade, nas Comunidades Eclesiais de Base, nos Grupos de Evangelho e nos Movimentos Apostólicos. É também um estímulo para que a nossa Igreja de Abaetetuba possa ter os seus Padres, nascidos em nossas Comunidades, que assumam no meio de nós a sua missão sacerdotal, anunciando o Evangelho de Cristo, celebrando os Sacramentos e animando a caminhada do Povo Cristão, tendo como centro a Eucaristia, fonte de santidade, de fraternidade e de Justiça.

O JUBILEU DE PRATA DE D. ÂNGELO FROSI COMO BISPO:
O Jubileu de Prata de consagração de D. Ângelo Frosi como bispo aconteceu no dia 1/5/1995. Esse fato foi colocado como um dos eventos que deveriam marcar os festejos do Centenário de Abaetetuba, como cidade, que constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo de Abaetetuba, que foi a caminhada de um irmão maior no meio da comunidade. Será lembrado pelo seu trabalho dedicado à Igreja, à cidade e ao povo.

D. ÂNGELO FROSI E O CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS:
Foi instalado no ramal do Abaetezinho uma casa de recuperação para jovens dependentes do uso de drogas e outras dependências, onde esses jovens deveriam passar uma temporada, numa espécie de terapia de convivência, trabalho e espiritualidade, tendo como elementos fortes na recuperação, encontros de reflexão, reuniões e testemunhos diários s/a vivência da Palavra, comunhão e amor ao irmão e os trabalhos práticos de agricultura na área. Tudo para poder levar esses jovens dependentes à refletir sobre os malefícios do uso de drogas para o corpo e para o espírito, onde a vivência da Palavra de Deus, seria o único modo de mantê-los afastados dos vícios.

O Bispo D. Ângelo assumiu o compromisso de levar em frente o projeto de recuperação de jovens dependentes de usos de drogas. Para isso ele convocou uma equipe da Paróquia de N. S. da Conceição e funda o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos, depois, Centro de Recuperação D. Ângelo Frosi, localizado na PA-403/Rodovia de Beja, km 5, bairro do Jarumã, em Abaetetuba/Pa.
Hoje esse centro recebe o nome de Fazenda da Esperança-Centro de Recuperação D. Ângelo Frosi, telefone: 91-9162-0050 e email: Abaetetuba.m@fazenda.or.br , entidade especialista na recuperação de drogados, sob a ênfase de “trabalho e espiritualidade”.

No ano de 1990 a Câmara Municipal de Abaetetuba concedeu à D. Ângelo o Diploma de Honra ao Mérito.

D. ÂNGELO FROSI, A SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA E OS FESTEJOS DO CENTENÁRIO DE ABAETETUBA COMO CIDADE:
Além dos eventos normais de todos os anos, da Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, realizados pela Fundação Cultural de Abaetetuba, que faziam parte dos Festejos do Centenário de Abaetetuba, outras festas foram acrescentadas a esses festejos:

1) Aniversário de 25 Anos de Sagração de Bispo, de D. Ângelo Frosi, que deverá ser um marco no Ano do Centenário.

2) O Jubileu de Prata de consagração de D. Ângelo Frosi que aconteceu no dia 1º de maio de 1/5/1995.

Esses fatos foram colocados como eventos que deveriam marcar o CENTENÁRIO DE ABAETETUBA.

A celebração constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo, que foi a caminhada de um irmão maior, no meio da comunidade. D. Ângelo será lembrado pelo seu trabalha dedicado à Igreja, ao povo.

Comentários:
1) Essa cerimônia não foi um ato totalmente pacífico, como deveria ser, devido a presença de alguns clérigos exaltados, que diante de algumas autoridades civis presentes no palanque, a quem consideravam pertencentes à classe dominante e, portanto, opressores do povo simples e pobre, tentaram tumultuar a cerimônia, proferindo discursos inflamados sobre justiça social e opressão dos pobres. D. Ângelo interveio firme e diplomaticamente, de modo a não fazer prosperar aquele tumulto, em plena celebração de seus 25 anos como Bispo de Abaetetuba e quando já estava c/problemas de saúde.

O 1º BISPO DIOCESANO, DOM ÂNGELO FROSI:
Em 4/8/1981 a Prelazia é elevada à condição de Diocese e em 15/7/1982 D. Ângelo Frosi toma posse como o 1º Bispo da Diocese de Abaetetuba.

D. Ângelo ficou mais de 25 anos como bispo da antiga prelazia e atual diocese.
Por seus relevantes serviços prestados à comunidade abaeteense foi contemplado com a cidadania honorária de Abaetetuba.

D. Ângelo Frosi falece no dia 28/6/1995, ficando a Diocese sem o seu Bispo, deixando uma grande lacuna no seio da Igreja Católica e do povo da prelazia.

Com a morte de D. Ângelo, assume a Paróquia de N. S. da Conceição o padre Dante Mainini, até a posse do novo bispo, D. Flávio Giovenalle, salesiano, em 8/10/1997.

O JUBILEU DE PRATA DE D. ÂNGELO FROSI:
O Jubileu de Prata de D. Ângelo Frosi, como bispo, aconteceu no dia 1/51995, já que ele tinha se consagrado como o 2º Bispo de Abaeté, em 1/5/1970.

Esse fato foi colocado como um dos eventos que marcaram o Centenário de Abaetetuba, como cidade. Constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo, que foi a caminhada de um irmão maior no meio da comunidade.
D. Ângelo será lembrado pelo seu trabalha dedicado à Igreja, ao povo.

Estavam presentes no jubileu: o Pe. Marcelino Gonçalves, Vigário Geral da Arquidiocese de Belém;
D. José Elias Chaves, Bispo da Prelazia de Cametá e Presidente da Regional Norte II da CNBB;
Pe. Renato Trevisan, Superior Regional dos Padres Xaverianos;
Pe. Ferdinando, Pároco de Tailândia;
Pe. Dante Mainini, Pároco de Abaetetuba;
Pe. Siro Brunello;
Pe. Luiz Anzaloni, Pároco da Paróquia S. Paulo, das Estradas de Abaetetuba;
Pe. João Alves, Pároco da Igreja de N. S. de Nazaré;
Pe. Adamor Ferreira; Pe. Raimundo Maués;
Pe. Ricardo Pescador, Pároco de Bujaru;
Pe. Marcos Monro, Pároco de Acará;
Pe. Kalus, Pároco de Benevides;
Diácono Zezinho/José Silva;
Várias autoridades, entre os quais o Prefeito Municipal, Sr. Francisco Maués Carvalho e esposa e uma grande multidão, presente na Praça da Catedral de N. S. da Conceição.
Nesse evento foram lidas cartas do Papa João Paulo II e da Pia sociedade de São Francisco Xavier.

Vários discursos foram feitos, recordando algumas realizações de D. Ângelo à frente da Diocese.
Suas obras e acontecimentos dos anos de 1970:

1) Os quatro anos de D. ângelo como Presidente da Regional Norte II da CNBB;

2) Implantação das Comunidades de Base, Reforma da Catedral, Construção da Casa do Bispo e do Centro Catequético, Construção do Centro de Formação do Laranjal.

3) Suas obras e acontecimentos dos anos de 1980:

4) Da 1ª Ordenação de um Padre Diocesano, Pe. João Raimundo, em 1985 e do Pe. Sebastião Ribeiro; a Elevação da Prelazia à Diocese, em 4/8/1982; a Consagração de D. Ângelo, como 1º Bispo Diocesano, em 15/7/1982; a instituição das Assembléias Diocesanas; os Congressos de Jovens; a instituição de várias pastorais da Diocese;

5) O falecimento do Padre Mário Lanciotti, em 8/111987, fato que consternou a população de Abaeté e da Diocese;

6) A doença de D. Ângelo, em 1987, que o obrigou a ir à Itália por longos meses, voltando dia 27/3/1988, viagem onde conseguiu recursos para a construção das casas do Bairro do Cristo Redentor.

7) As várias posições do clero, religiosos e religiosas diante das novidades do Concílio Vaticano II, das Conferências de Puebla e Medellin, que dividiu a Igreja Católica em Conservadores, Moderados e Renovadores (Progressistas), fato que repercutiu profundamente na vida da Igreja em Abaetetuba .

8) A instituição das Assembléias Diocesanas.

9) Os Congressos de Jovens.

Anos de 1980:
1) Fundação do Seminário Menor de N. S. de Guadalupe, em 1981;
2) A Fundação do Seminário Maior D. Oscar Romero, em Belém;
3) Criação do Bairro Cristo Redentor, com a construção de 134 casas de moradia;
4) Construção de vários Centros Comunitários e Escolas.
5) A instituição de várias paróquias e construção de Igrejas na Diocese;

Anos de 1990:
1) A construção das Igrejas: N. S. do Perpétuo Socorro (Bairro de Algodoal), Santa Rosa (Bairro de Santa Rosa), S. José (Bairro de S. José), Capela de Santo Antonio (Bairro de Francilândia) e a ampliação do Colégio São Francisco Xavier;

2) D. ângelo assume como reitor do Seminário D. Oscar Romero, em Belém/Pa, EM 27/7/1990:

3) Ordenação de mais 3 padres Diocesanos: Raimundo Maués (1992), Adamor Lima (1/8/1993) e João Alves (1994) e a futura ordenação de José Silva/Zezinho;

4) Os festejos dos 50 anos de sacerdócio do Pe. Dante Mainini, em 28/5/1994 e dos 50 anos das Irmãs Xaverianas;

5) O Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal a D. Ângelo.

A CRIAÇÃO DO BAIRRO CRISTO REDENTOR:
Nos anos de 1990 a população urbana de Abaetetuba aumenta aceleradamente. Em 8 anos o número de bairros da cidade passa de 5 para 13 bairros, a maioria resultado de invasões, devido a implantação do Projeto ALBRAS, que se instalara em Barcarena-Pa.

A Igreja Católica não poderia ficar ausente dos movimentos populares, em favor de moradias mais dígnas, mesmo nos bairros já invadidos, como foi o caso do Bairro Aviação.

A atuação da Igreja nesse bairro influenciou D. Ângelo na criação do Bairro de Cristo Redentor, em terras da prelazia.

Com a perseguição aos invasores do bairro da Aviação, a Diocese ofereceu um terreno que lhe pertencia. Mas esse terreno também foi invadido c/violência e p/retaliação, p/aproveitadores inescrupulosos.

A Diocese foi obrigada a formar uma comissão de leigos e invasores para regulamentar o processo de ocupação da area, no ano de 1987.

Os critérios que deveriam nortear a escolha das pessoas, que ocupariam os lotes, foram baseadas na maior necessidade, pobreza e famílias numerosas.

A ida de D. Ângelo Frosi, à Itália, por motivo de grave doença, acabou sendo fundamental para o sucesso do projeto, uma vez que lá conseguiu doações para a criação do novo bairro. Assim, foi possível realizar a construção de casas populares, de uma escola e de um centro comunitário.

D. ÂNGELO FROSI E AS CEBS:
Em Abaetetuba, D. Ângelo Frosi criou as Comunidades de Base, a partir da década de 1970.

É fato incontestável a influência que a Teologia da Libertação exerceu sobre o desenvolvimento sócio-político da sociedade abaeteense, a partir dos anos de 1970. Padres, religiosos e comunidades começaram a despertar uma nova consciência em busca dos direitos fundamentais à vida do homem. Nos diversos cursos de formação e nos grupos paroquiais, grupos de pessoas foram iniciadas no estudo que coloca os pobres e pequenos e oprimidos como objetivos de uma linha de evangelização libertadora.

Em 1974 acontece o 1º curso para formação das comunidades cristãs, dentro da linha de uma evangelização libertadora. Esse encontro reuniu pessoas de diversos locais do município, onde lhes foi explicado o que é uma comunidade eclesial de base, como funciona e quais seus objetivos.
Que a CEB era o lugar onde devemos viver e celebrar a nossa fé, onde devemos confrontar a nossa vida e a nossa prática cristã c/a luz da Palavra de Deus e onde devemos buscar a força para nos animar na luta que fazemos em busca de melhores condições humanas.

Enfim, esse encontro serviu para animar a todos a dar continuidade às reformas da Igreja que o Concílio Vaticano II e os documentos de Medellin e os de Publa anunciam em favor de uma nova evangelização dos povos, onde o perfil do homem novo se devia destacar diante dos inúmeros problemas sociais injustos e a busca e a construção de uma sociedade mais justa, digna e fraterna que deveriam ser as tarefas dos novos cristãos.

Com a nova visão de ser cristão, as velhas tradições religiosas, como as festas do mastro de santos, as ladainhas, as comilanças, as devoções exacerbadas aos santos, os pagamentos de promessas, os beijos nas fitas, os oratórios, as procissões com bandas, os fogos, as rezas, as devoções, as venerações, os folguedos de arraial, os teatros, as rezas do terço para os defuntos, as bênções e todas as outras formas da religiosidade popular, deveriam, a partir de agora, dar lugar a uma nova forma de ser cristão e a construir a Igreja.

Assim, as CEBs iam se consolidando no meio do povo sofrido, onde eram discutidos os seus problemas, fazendo abaixo-assinados, caixas de colaboração para as emergências e as comunidades iam se colocando ao par de s/direitos. O despertar das consciências e dos direitos humanos iam cada vez mais se consolidando na mente do povo.

No contexto municipal, eram as CEBs da zona das Ilhas de Abaetetuba e as da zona das estradas é que tiveram maior receptividade, pois s/populações eram formadas p/pessoas humildes e pobres, cujo costume de se preocupar c/o semelhante, facilitou a aceitação dessa nova forma de ser Igreja.

As CEBs em Abaetetuba viveram sua efervescência no final da década de 1970 e no início da de 1980 e a partir daí se iniciou um enfraquecimento.

As causas desse enfraquecimento são vários:
1) Descrédito dos políticos que saiam das CEBs e se mostravam iguais ou piores daqueles que as CEBs combatiam;

2) A falência das instituições, como a polícia e a justiça que não funcionavam, gerando as impunidades;

3) O aparecimento de uma sociedade mais consumista, onde as modas, as festas e o uso de bebidas e drogas tomava de assalto grande parte da juventude do município;

4) A falência moral dos partidos políticos com a compra de votos e o uso de artifícios não éticos nas campanhas e nos governos;

5) Os sindicatos e os muitos membros dos movimentos populares que se deixaram contaminar e também foram cooptados pelo poder do dinheiro e pela sede de poder e onde os líderes saídos das CEBs praticavam a mesma política de todos, a corrupção e a falta de ética no comportamento;

6) A divisão entre os comunitários que se filiaram a partidos políticos de diferentes matizes ideológicos e que se confrontam a cada eleição.

Enfim, a maioria dos líderes de comunidade que abandonaram a caminhada cristã, esqueceu a luta pela justiça social, a fraternidade, e foram em busca de promoção pessoal, cooptados e corrompidos pelo sistema político vigente.

Muitos dos políticos que saíram das CEBs e de outros movimentos da Igreja e que se deixaram corromper pelo sistema político, comprometeram seriamente as estruturas das CEBs de Abaetetuba, que voltaram a se constituir naquelas antigas comunidades voltadas para o tradicional modo de ser igreja, das devoções e outras práticas da religiosidade popular.

AS DOENÇAS E O FALECIMENTO DE D. ÂNGELO FROSI:
A doença de D. Ângelo, em 1987, que o obrigou a ir à Itália por longos meses, voltando dia 27/3/1988, viagem onde conseguiu recursos para a construção das casas do Bairro do Cristo Redentor.

Em maio de 1995, D. ângelo sofre um infarte do coração, em Itaici-SP, onde estava participando de um encontro de Bispos da CNBB. Fica, desde o dia 21/5 a 25/5, hospitalizado em São Paulo, onde veio a falecer em 28/6/1995. Foi enterrado no Cemitério de N. S. da Conceição, em Abaetetuba.

Posteriormente, seus restos mortais, foram transladados para um túmulo construído em um anexo da Catedral de N. S. da Conceição, frente a qual existe um busto seu, em bronze, numa pequena área de jardim, terreno da Paróquia.

Com a morte de D. Ângelo assume a Paróquia de N. S. da Conceição o Pe. Dante Mainini, até a posse do novo bispo, em 8/10/1997, D. Flávio Giovenalle, salesiano.

Abaetetuba/Pa, 24/1/2010 – Prof. Ademir Rocha

2 comentários:

  1. saber mais sobre a casa de recuperação rainha da paz pois preciso de ajuda obrigado

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  2. Cara Rosimeire,
    Agora temos em Abaetetuba o Centro de Recuperação-Fazenda da Esperança D. Ângelo Frosi. Espero que vc tenha ganho essa guerra, pois a maior vitória é a obtida contra nós mesmos. Feliz Ano Novo. De Ademir Rocha

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