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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 7

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
 As ruas de Abaetetuba se ressentem de arborização
e as árvores existentes sofrem podas sem critérios ou
podem ser abatidas, como é o caso desta linda samaumeira
da Praça de Conceição, conforme boatos que correm
na cidade
 Praça e ruas antigas de Abaetetuba
As ruas recebem modernos prédios, mas se
ressentem de outros serviços essenciais como
o controle do tráfego
TRAVESSA JOSÉ GONÇALVES CHAVES:
Citações s/essa rua:
1954: R. Floriano Peixoto, canto c/a Trav. José Gonçalves Chaves.
1993; Trav. José Gonçalves Chaves.
Observações:
1) JOSÉ GONÇALVES CHAVES – Era português, abolicionista, que sentindo a necessidade de trabalhar pelo fim da escravidão no país, gangrena que se fazia sentir em meados do século 19, se junta a luta dos abolicionistas do Pará e não desistiu de seus intentos em nenhum momento. Começou p/libertar os seus próprios escravos e continuou s/campanha enfrentando os poderosos senhores de escravos locais. Organizava reuniões, onde explanava s/sentimentos abolicionistas e os sofrimentos dos escravos. A estes protegia de todas as formas.
Finalmente, em 13/5/1888, viu s/esforços em Abaeté/Pa coroados de êxito, quando a princesa Izabel, assina a Lei Áurea, que dava liberdade a todos os escravos do Brasil, fato que a muito o alegrou e a outros desagradou pelo fim dos braços escravos nas atividades econômicas e domésticas.
2) Essa travessa vem da beira do rio/beira da frente da cidade, bairro de S. José, sobe cortando as ruas desse bairro e as do bairro de S. Lourenço e por fim, corta a 1º de maio e a R. Pe. Pfeil, esta no bairro de Nazaré, avança cortando outras ruas deste bairro até cortar a Av. S. Paulo, bairro da Aviação. Na Aviação, avança, corta e recebe outras ruas deste bairro e avança para o bairro da Angélica, cortando algumas ruas deste último bairro até chegar à Av. Anchieta, na localidade Jarumã, onde termina. É uma extensa via arterial de Abaetetuba/Pa.
3) A atual Trav. José Gonçalves Chaves era a antiga Trav. Pinto Martins.
RUA BARÃO DO RIO BRANCO OU AVENIDA BARÃO DO RIO BRANCO:
Citações s/essa rua:
1931: R. Barão do Rio Branco, onde morava Luiz Pedro Felgueiras.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o Dia de Todos os Santos, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela AV RIO BRANCO, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.
Observações:
1) BARÃO DO RIO BRANCO – JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS JÚNIOR, o BARÃO DO RIO BRANCO, n. em 20/4/1845 no Rio de janeiro e f. em 10/2/1912, no Rio de Janeiro. Foi diplomata, ministro, geógrafo e historiador. Era filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio branco e iniciou-se na carreira política como promotor e deputado do império. Foi cônsul-geral em Liverpool a partir de 1876 e foi ministro na Alemanha, tendo assumido o Ministério das Relações Exteriores de 3/12/1902 até s/morte em 1912, tendo ocupado esse cargo ao longo do mandato de 4 presidentes, configurando-se uma unanimidade em s/época.
Recebeu o título de Barão do Rio Branco às vésperas do fim do império, mas continuou a usar esse termo em s/assinatura, mesmo após a proclamação da república em 1889.
S/maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, p/meio de processos de arbitramentos ou negociações bilaterais, tendo logrado êxito nas questões do Amapá 1900), c/as Guianas Francesas, Palmas (1895), c/a Argentina e Acre (1902), c/a Bolívia, c/a assinatura do tratado de Petrópolis, quando o Acre passou a pertencer ao Brasil. Em s/homenagem o s/nome foi dado à Capital desse estado. Obteve outros sucessos diplomáticos e reconhecimento.
Devido a problemas de saúde pediu demissão do cargo, o que não foi aceito p/Hermes da Fonseca. S/morte ocorreu durante o carnaval de 1912, fato que alterou o calendário dessa festa popular naquele ano, c/luto oficial e intensas homenagens que lhe foram rendidas.
2) Anteriormente a R. Barão do Rio Branco se chamava R. Senador Lemos e é uma das maiores artérias de Abaetetuba, atingindo vários bairros.
RUA GETÚLIO VARGAS:
Citações s/essa rua:
Júlio Calliari era de ascendência italiana e morava na Trav. Pedro Pinheiro Paes, esquina c/a R. Getúlio Vargas.
Imóvel na R. Getúlio Vargas, de Carmelita Parente de Andrade, onde funcionaram as Escolas Reunidas.
Abel Barros possuía s/officina no canto da atual Av. Pedro Rodrigues c/Rua Getúlio Vargas.
1954: R. Getúlio Vargas.
Observações:
1) GETÚLIO VARGAS – GETÚLIO DORNELLES VARGAS, n. em 19/4/1882 e f. em 24/8/1945, foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De orIgem gaúcha, foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a revolução de 1930, quando derrubou o governo do presidente Washington Luís e s/15 anos de governo seguintes caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob s/governo foi promulgada a constituição de 1934. Ele mandou fechar o Congresso Nacional em 1937 e instala o Estado Novo e passa a governar c/poderes ditatoriais, quando manda perseguir e prender opositores políticos.
Instituiu a Justiça do trabalho (1939), o salário mínimo, a consolidação das Leis do Trabalho e os direitos trabalhistas. Criou a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Hidrelétrica do Vale do S. Francisco (1945), o IBGE (1938).
Saiu do governo em 1945, após um golpe militar. Em 1950 Vargas voltou ao poder através de eleições, continuando a política nacionalista e, c/isso, criou o lema: “O Petróleo é Nosso” e no bojo dessa campanha, criou a PETROBRÁS.
Em agosto de 1954 Vargas suicidou-se no Palácio do Catette, c/um tiro no peito.
2) A atual Rua Getúlio Vargas anteriormente chamava-se R. Nilo Peçanha.
TRAVESSA MAJOR FREDERICO GAMA DA COSTA:
Citações s/essa rua:
1948: Na Trav. D. Pedro I se localizava a séde da Liga Operária Abaeteense/LOA, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos. É hoje a rua onde se localiza a padaria de Nestor Rocha, na atual Trav. Major Frederico Gama.
Observações:
1) MAJOR FREDERICO AUGUSTO DA GAMA COSTA - Destacado oficial do Exército, que participou da Guerra do Paraguai (12/1864-3/1870) e foi ajudante de ordem do Conde D’Eu, na mesma Guerra do Paraguai. Outro seu irmão, Major Rodrigo Augusto da Gama Costa, também do Exército, participou da Guerra do Paraguai, 1865.
Fazenda e Engenho Boa Vista, localizada à margem esquerda do rio Maratauhyra, de Francisco Augusto da Gama Costa, Comendador da Ordem da Rosa, abastado proprietário.
2) A Trav. Major Frederico Gama da Costa era a antiga Rua do Portinho. O nome Portinho vem do fato de ali existir um igarapé chamado Igarapé do Portinho. O Sr. João Nepomuceno de Pontes morava nessa rua em frente à casa do Sr. Bento Sousa e família. Ali funcionava o cartório do Sr. Pontes.
3) A atual Trav. Major Frederico Gama da Costa inicia na R. Justo Chermont e sobe cortando a R. Getúlio Vargas, a Siqueira Mendes a Barão do Rio Branco e avança, passando ao lado do Cemitério Público e termina na R. 1º de Maio, no bairro do Algodoal.
RUA DO PORTINHO:
Observações: Vide Trav. Major Frederico Gama da Costa, acima.

TRAVESSA DO FERREIRO:
Citações s/essa rua:
Há referências a uma Trav. do Ferreiro em 1904,1905, 1906.
1904: Trav. do Ferreiro.
Abel Barros possuía sua officina mecânica na Rua do Ferreiro.
Pça. Dr. Augusto Montenegro. Quarteirão 27, frente para a Pça. Dr. Augusto Montenegro e fundos c/a R. Abraham Fortunato, até a Trav. do Ferreiro.
Observações:
No início do séc. 20 Abel Barros possuía s/officina mecânica n/rua, daí o fato de ficar conhecida como Trav. do Ferreiro.
TRAVESSA ASSIS DE VASCONCELOS OU RUA ASSIS DE VASCONCELOS:
Citações s/essa rua:
1931: Trav. Assis de Vasconcelos, rua onde morava Manoel Melo da Silva, confinando c/Raymundo Neves.
1931: R. Benjamim Constant, c/imóvel de Oscar Solano de Albuquerque, canto c/a Trav. Assis de Vasconcelos.
1931: Oscar Solano de Albuquerque, c/terreno à R. Benjamim Constant, confinando c/outro terreno dele mesmo e pelo outro lado c/a Trav. Assis de Vasconcelos.
Observações:
1) ASSIS DE VASCONCELOS/AUGUSTO ASSIS DE VASCONCELOS – Foi o chefe militar que comandou os revolucionários do 26º Batalhão de Caçadores, na jornada de julho de 1924, Capitão de Engenheiros AUGUSTO ASSIS DE VASCONCELOS. S/estar ligado à guarnição, desconhecido pela maioria da soldadesca, tomou as rédeas do movimento, na hora mais grave do motim, colocando-se à frente dos insurretos, assumindo, desse modo, o comando do Batalhão, na noite de 26 de julho.
No dia seguinte, antes que as forças legalistas se lançassem ao ataque, o Cap. Assis ordenou o avanço geral da tropa. Não havia planos à cumprir. Nada tinha sido traçado anteriormente. Assim mesmo os rebeldes tomaram a iniciativa da luta, avançando pela Avenida de Nazaré e irrompendo no largo da Pólvora, onde já era intensa a resistência do governo.
Resolutamente o Cap. Assis marchava ao lado daquele grupo de bravos, em direção ao Quartel da Polícia Militar do Estado, situado à Rua Gaspar Viana, esquina da Travessa da Piedade. E estava para tomá-lo de assalto, quando tombou ferido, na Avenida 9 de Agosto., atual Assis de Vasconcelos.
RUA VEIGA CABRAL OU AVENIDA VEIGA CABRAL:
Citações s/essa rua:
1930: Trav. Pedro Rodrigues, canto c/a Av. Veiga Cabral.
1931: Trav. 24 de outubro, onde ficava a residência de Raymundo Cardoso Muniz, canto c/a Av. Veiga Cabral.
1931: Maria Novaes, c/terreno à Av. Veiga Cabral, divisa c/Benedito Ferreira Teixeira e do outro lado c/Ormina Antonia da Silva.
1931: Terreno de 24 x 60m, na Trav. Pedro Rodrigues, limitando à esquerda c/Theodolino Rebello de Araujo, canto c/a Av. Veiga Cabral e fundos c/o cemitério público, requerido por Clotilde Soares Viégas, petição assinada p/Raymundo Nonato Viégas.
Observações:
1) VEIGA CABRAL – FRANCISCO XAVIER DA VEIGA CABRAL/Cabralzinho, n. em 5/5/1861 e f. em 18/5/1905, filho de Rodrigo da Veiga Cabral e Maria Cândida da Costa Cabral, tendo c/c Altamira Valdomira Vinagre da Veiga Cabral, família de rovulucionários cabanos, foi o chefe dos patriotas que defendeu a soberania do Brasil, no episódio da soberania do Amapá, quando da invasão dos franceses, chefiando a reação contra a presença francesa no lugar e a revolta contra os governantes franceses que culminou em luta armada com a vitória de Cabralzinho que chefiou a população na luta contra as forças militares francesas. Esse rasgo de coragem e altivez deu-lhe justo prestígio em todo o país, tendo sido recebido no Rio de Janeiro como autêntico herói nacional.
2) A atual R. Veiga Cabral se localiza no bairro do Algodoal e nasce na Trav. Pe. Pimentel, donde avança e corta a Trav. Tiradentes e termina na Trav. Major Frederico Gama da Costa, no bairro do Algodoal, ao lado do Cemitério de N. S. da Conceição.
TRAVESSA SANTOS DUMONT OU RUA SANTOS DUMONT:
Citações s/essa rua:
Em 1916 já se falava de uma Trav. Santos Dumont.
De 1925 a 1931: Trav. Santos Dumont.
1925: R. Siqueira Mendes, canto c/a Trav. Santos Dumont.
Citação de 1927: “O itinerário da procissão do Círio de N. S. da Conceição foi o seguinte: Av. Aristides dos Reis e Silva, R. Coronel Caripuna, Trav. Tenente Coronel Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Pça. da Matriz até a esquina da R. Lauro Sodré, com a Av. Aristides dos Reis e Silva, seguiu a R. Lauro Sodré, a TRAV. SANTOS DUMONT, a R. Siqueira Mendes até a frente ao Paço Municipal.
1927: R. Siqueira Mendes c/a Trav. Santos Dumont.
1931: Na Trav. Santos Dumont ficava a casa de João Cardoso André, canto c/a R. 7 de setembro. João Cardoso André c/terreno à Trav. Santos Dumonr, entre terrenos de Antonio Soares e a R. 7 de Setembro, com 16m de largura.
1931: R. Siqueira Campos, canto c/a Trav. Santos Dumont.
1931: Ovidío Antonio de Lima, c/terreno à R. Siqueira Campos, canto c/a Trav. Santos Dumont e fundos c/terreno de Miquinho Barbosa, lado direito com terreno de Epaminondas Margalho.
1931: Pedro Pinheiro de Moraes, c/terreno à R. Santos Dumont, divisa c/Joaquim de Senna e fundos c/a Pça. Dr. Augusto Montenegro.
Um documento de 1927 se refere a R. Siqueira Mendes com Santos Dumont.
1930: Trav. Santos Dumont com a R. 7 de setembro.
1963: Trav. Santos Dumont.
1964: Agnelo Negrão Rodrigues repassa a Rubens Cardoso André, um imóvel localizado à Trav. Santos Dumont.
Obserrvações:
1) SANTOS DUMONT – ALBERTO SANTOS DUMONT, n. em 20/7/1873 em João Aires, município de Palmira/MG e era o 6º filho de um empreiteiro e fazendeiro, tendo iniciado s/estudos em Ribeirão Preto/SP, prosseguindo em Campinas/SP e, finalmente, no Colégio Montzon de S. Paulo/SP.
C/a idade de 21 anos mudou-se p/a Europa p/aperfiçoar s/estudos e s/pensamentos eram dominados pelo campo da mecânica.
S/1ª invenção foi o balão de nome “Brasil”. Em 19/10/1901 ele ganhou o prêmio Dustche c/o balão nº 6 e no dia 13/9/1906 ele usou o famoso biplano “14 BIS” que subiu a uma altura bem elevada do solo. No dia 23/10/1906 ele conseguiu a taça de campeão Archdeacon, em 1906.
C/o aparelho “14 BIS” ele subiu a uma altura de 5m e a uma velocidade de 40km/h e voou a uma distância de 220m.
Em 1928 Dumont voltou ao Brasil onde seria recebido c/festa. Mas um avião c/cientistas convidados sofreu um acidente e todos morreram. Então Santos Dumont mandou cancelar a festa e esse fato lhe abalou a saúde. Passou a morar em Santos/SP. F. em 23/7/1932. Ainda escreveu dois livros e pertenceu à Academia Brasileira de Letras.
TRAVESSA DOM PEDRO I:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. D. Pedro I, antiga, confinando com a R. Nilo Peçanha.
1923: Trav. D. Pedro I, antiga Trav. Comandante Castilho.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: TRAV. D. PEDRO I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério”.
Documento de 1948: Na Trav. D. Pedro I se localizava a séde da Liga Operária Abaeteense/LOA, noticioso dos operários de Abaeté, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos.
R. Nilo Peçanha, canto c/a Trav. 24 de Outubro.
Observações:
1) D. PEDRO I – Era filho de D. João Vi e de D. Carlota Joaquina. N. o príncipe D. Pedro no palácio de Queluz/Lisboa em 12/10/1798 e no mesmo palácio f. em 24/9/1834. Veio c/a família real p/o Brasil, c/o título de Condestável, fugindo da guerra c/Napoleão em 1807. Era rebelde e nem parecia príncipe com pendores p/a a aventura.
Casou-se em 1818 c/D. Maria Leopoldina, filha de Francisco I, Imperador da Áustria e proclamou a independência do Brasil em 1822. Quando já era Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, casou-se pela 2ª vez c/a princesa D. Amélia de Beauharnais.
Falecendo D. João VI, D. Pedro foi reconhecido como Rei de Portugal, em 1801, c/o nome de Pedro IV, coroa que abdicou em favor de s/filha D. Maria da Glória.
Depois de renunciar, também, a coroa brasileira em favor do s/filho D. Pedro II, e em 7/4/1831 embarcou p/Portugal, onde defendeu a legitimidade do direito de D. Maria da Glória ao trono português, entrando triunfante em Lisboa.
Após a guerra civil c/seu irmão D. Miguel que havia usurpado o trono de Portugal, D. Pedro estabeleceu as bases p/a conclusão das hostilidades entre os dois irmãos, c/generosa liberalidade p/com o vencido, fato que desagradou muitos da corte.
A vida de D. Pedro decorreu agitada, romanesca e até nos últimos dias de vida teve gestos dramáticos como aquele do Teatro D. Carlos. Quando D. Pedro apareceu, os expectadores apareceram e iniciaram uma vaia estrondosa e D. Pedro suportava de pé, no camarote, a afronta, pálido e magoado e, nesse momento, sentiu as conseqüências da guerra do Porto. Uma golfada de sangue tingiu-lhe o lenço branco que, p/sufocar a tosse havia levado à boca. Todos ficaram paralisados pelo acontecido, os instrumentos, os músicos e a platéia. Mas, D. Pedro, num esforço supremo, curvando-se p/o maestro, disse-lhe, rouco: - Pode começar! E o espetáculo recomeçou. Quatro meses depois D. Pedro morria de tuberculose, o proclamador da Independência do Brasil, o Imperador para quem o carinho das mulheres era mais tentador do que as pompas do poder, tendo tido 13 filhos reconecidos e mais 5 naturais.
2) A Trav. D. Pedro I era uma antiga rua de Abaeté/Pa e não se trata da atual Trav. D. Pedro I, do bairro de Nazaré. É hoje a rua onde se localiza a padaria de Nestor Rocha, na atual Trav. Major Frederico Gama.
3) A atual Travessa D. Pedro I se localiza no bairro de Nazaré na divisa c/o bairro da Francilândia.

TRAVESSA SÃO TOMÉ:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. São Tomé.
De 1956 a 1964: Trav. São Tomé.
Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a Av. D. Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
1964: Trav. São Tomé.
Observações:
1) SÃO TOMÉ – São Tomé ou Dídimo ou Gêmeo, foi um dos 12 apóstolos escolhidos p/Jesus, que ausente no momento em que Cristo reapareceu aos discípulos após a ressurreição e Tomé não acreditando no relato dos outros apóstolos exigiu destes, provas materiais da ressurreição de Jesus e, p/essa dúvida de Tomé, Jesus reaparece novamente e pede-lhe que toque em suas chagas (Jo. 20,26-28).
Tomé era carpinteiro e é citado nos 4 evangelhos, sendo que o de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16 ele incitou os discípulos a seguir Jesus a a morrer c/Ele na Judéia, dizendo aos demais discípulos: “Vamos também nós, p/morrermos c/Ele”. Foi ele que também perguntou a Jesus, na Última Ceia, s/o caminho que conduz ao Pai: “Senhor, não sabemos p/onde vais, como podemos conhecer o caminho? Jesus diz-lhe: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser p/mim. (Jo 14, 5-6).
Tomé era de temperamento audacioso e também cheio de generosidade, tendo percorrido as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor, coisa que nenhum apóstolo tinha dito.
Depois da morte de Jesus Tomé foi evangelizar a Partia e estendeu seu apostolado a Pérsia e Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé.
Tomé foi martirizado e morto (53 d.C) pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o Monte S. Tomé e a catedral de mesmo nome. Sucumbiu como líder e mártir.
É festejado pelos católicos em 3 de julho.
RUA FRANCISCO ANTONIO DA COSTA:
Citações s/essa rua:
1998: R. Francisco Antonio da Costa, onde ficava a Necrópole de N. S. da Conceição.
Observações:
Vide Rua Ten-Cel. Costa s/FRANCISCO ANTONIO DA COSTA.
TRAVESSA D. MACEDO COSTA:
Citações s/essa rua:
1949: Trav. D. Macedo Costa.
1964: Trav. D. Macedo Costa, onde morava Boanerges Nunes Rodrigues.
1964: Oscar Solano e Manoel José Lobato c/imóveis na Trav. D. Macedo Costa.
Observações:
1) DOM MACEDO COSTA/ANTONIO DE MACEDO COSTA – N. em 7/8/1830, em Engenho de N. S. do Rosário em distrito Copioba/Maragogipe e f. em Barbacena/MG em 20/3/1891, foi um religioso brasileiro, filho de José Joaquim de Macedo Costa e Joaquina de Queiroz Macedo.
Ingressou no Seminário da Bahia em 31/12/1848, prosseguindo s/estudos eclesiásticos na França (1852-1854 e 1854-1857), Ordenou-se presbítero em 19/12/1857 aos 27 anos de idade em Paris e doutorou-se em Direito Canônico pela Universidade Gregoriana, em Roma (28/6/1859).
Foi indicado p/o episcopado pelo bispo paraense D. Romualdo de Seixas, Arcebispo de Salvador e o s/nome foi apresentado pelo Imperador do Brasil, D. Pedro II à Santa Sé em 23/3/1860 e no dia 20/12/1860 o Papa Pio IX confirma a nomeação do Pe. Antonio de Macedo Costa como 10º Bispo do Pará e foi ordenado bispo em 21/4/1861.
D. Macedo Costa toma posse no Arcebispado p/procuração em 23/5/1861 e chega a Belém em 24/7/1861.
Durante o s/governo episcopal se envolve na chamada “Questão Religiosa” e foi preso e condenado a 4 anos de prisão c/trabalhos forçados p/crime de sedição e com ele D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda e Recife, em 28/4/1874.
Em 26/6/1890 D. Macedo Costa é transferido p/a Arquidiocese de S. Salvador da Bahia. F. em Barbacena/MG em 20/3/1891.
TRAVESSA PINTO MARTINS:
Citações s/essa rua:
O Tietê Esporte Club foi fundado em 28/10/1952, c/séde na atual R. Lauro Sodré, nº 1920 e teve como um de s/primeiros presidentes o Sr. Cornélio de Almeida Silveira.
1954. O Tietê Futebol Club, tendo como presidente Cornélio de Almeida Silveira, c/concessão de terreno c/limites pela frente c/a Trav. Pinto Martins, fundos c/a R. Floriano Peixoto, dado p/aforamento em documento de 13/11/1954, terreno com 100 x 60m.
O campo de futebol do Tietê se localiza na Trav. Pinto Martins, bairro de Nazaré, c/fundos para a R. Floriano Peixoto.
Somente em 1968 é que tem início a construção do prédio próprio da Escola Dr. Vicente Maués, em terreno à R. Floriano Peixoto, esquina c/a Trav. Pinto Martins, em terreno que era de propriedade do Sr. Aprígio Veloso.
Observações:
1) PINTO MARTINS/EUCLIDES PINTO MARTINS – Foi o 1º aviador a cruzar o céu do Brasil, vindo de avião dos EUA, junto c/um amigo americano. N. em Camotim/CE em 15/4/1892, filho de Antonio Pinto Martins e D. Maria Araujo do Carmo Martins e era de inteligência incomum. Aos 3 anos de idade s/pais se mudam p/Natal/RN onde prossegue s/estudos primários. Em 1903 c/11 anos de idade, paralelamente aos s/estudos primários, ingressou num curso noturno de náutica. Em 1907 embarca no navio Maranhão como 2º piloto no navio “Pará”, carreira essa interrompida p/um acidente a bordo.
Em 1909 foi p/os EUA e 3 anos depois se formava em Engenharia Mecânica. Casa-se c/uma jovem local, Gertrudes Mc Mullan. Regressa ao Brasil em 1911 onde começa a trabalhar e em 1918 falece a s/esposa e Euclides Pinto Martins retorna aos EUA. Casa novamente c/outra americana, Adelaide Suilivan, advogada e 12 anos mais velha que ele, c/quem uma filha.
Euclides se interessa pela aviação e consegue s/brevet de piloto em 1921.
Junto c/seu amigo aviador americano Walter Hilton traçam o sonho de atravessar o oceano Atlântico numa viagem de avião na rota Nova York-Rio de Janeiro, desbravando assim essa rota aérea. Após conseguirem apoio p/essa aventura conseguem um 1º hidroavião, biplano, batizado de “Sampaio Correa”, onde, diante de uma platéia de mais de um milhão de pessoas, iniciam a jornada em 17/8/1922, sumindo no horizonte novaiorquino. C/esse 1º avião decolaram e pousaram várias vezes c/problemas vários até ser surpreendido p/uma forte tempestade no Haiti onde caíram no mar. Foram socorridos mas o avião foi pro fundo do mar.
Reiniciam a aventura em um 2º hidroavião de 6 anos de uso, financiado pelo jornal “The New York Word”, batizado de “Sampaio Correa II”, decolando da Flórida/EUA e após inúmeros problemas técnicos, paradas de mais de 30 dias, c/muitos pousos e decolagens em muitos lugares da rota e, finalmente, em 1/12/1922, pousam no Brasil, no Estado do Pará, em no rio Cunani e de lá pousam e decolarm em várias localidades brasileiras, até que finalmente pousarem na baía de Guanabara no Rio de Janeiro em 8/2/1923, tendo o 2º piloto Euclides Pinto Martins no comando do avião. Após o pouso foram festas, homenagens e glórias aos dois pilotos.
Após a gloriosa aventura aérea, Pinto Martins verificou que estava em dificuldades financeiras e c/a família. Pouco tempo depois suicida-se com um tiro de revólver.
2) Hoje a antiga Trav. Pinto Martins é chamada Trav. José Gonçalves Chaves.
RUA RAIMUNDO PAUXIS:
Citações s/essa rua:
1923: R. Raimundo Pauxis.
1962: R. Raimundo Pauxis.
De 1960 a 1964: R. Raimundo Pauxis.
1964: R. Raimundo Pauxis.
Observações:
1) RAYMMUNDO NONATO DA SILVA PAUXIS/RAIMUNDO PAUXIS/MUNDICO PAUXIS – Comerciante, marchante, político, católico devoto de S. Raimundo Nonato, músico e mestre de banda, político, era filho do musicista abaeteense e fundador da Banda Musical Carlos Gomes, Hermínio Antonio da Silva Pauxis/Hermínio Pauxis e Eleutéria Silva, que tiveram, também, outros filhos: Aládio Ladislau, Enoque e Melquíades da Silva Pauxis/Melquíades Pauxis.
2) Citações sobre Raimundo Pauxis:
Raymmundo Nonnato da Silva Pauxis, junto c/seu pai Hermínio Pauxis e s/irmão Aládio Ladislau da Silva Pauxis, estiveram presentes à Instalação da cidade de Abaeté em 15/8/1895 e foram assinantes da Ata de Cerimônia de Instalação.
1927: Raymmundo Pauxis, funcionário Municipal e presidente do Clube Musical Carlos Gomes.
Na década de 1930, foi um dos baluartes na construção da Igreja Matriz de Abaeté, fazendo parte da comissão encarregada da construção da igreja.
Documento antigo de 1922, do tempo da Intendência Municipal do Dr. Lindolfo Cavalcante de Abreu (1922-1926), que faz a seguinte referência: Raymmundo Pauxis, comerciante e marchante na cidade de Abaeté.
1931: Raymundo Pauxis, c/casa de comércio na R. Justo Chermont, nº 3 e residência na Trav. Comandante Castilho.
Raimundo Pauxis participava da diretoria que organizava as antigas festas de N. S. da Conceição em Abaeté/Pa.
1937: As duas bandas de música, a Carlos Gomes, chefiada por Raymmundo Pauxis, tendo como mestre de banda o Sr. Chiquinho Margalho e Banda Paulino Chaves, chefiada pelo mestre de banda Jerônimo Guedes, com 21 músicos, participaram do 1º Círio saindo da nova Igreja Matriz de N. S. da Conceição, em 1937.
Comissão encarregada da construção da Igreja Matriz de Abaeté: Padre Ignácio de Magalhães, Bernardino Mendes, Raymundo Nonato Viégas, José Pinheiro Baía, José Ferreira, Joaquim Mendes Contente, Humberto Parente, Raymundo Pauxis, Oscar Solano, Raymundo Nonato Ferreira, Emiliano Pontes.
Foi o 2º mestre da Banda Carlos Gomes, após a morte de s/pai Hermínio Pauxis, em 1908. Era também maestro e excelente professor de música, formando boa parte dos músicos de Abaeté, como Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro, Oscar Santos e outros. S/métodos eram rígidos e a disciplina na banda era obedecida nos mínimos detalhes, inclusive no comportamento dos músicos.
3) Na vida política:
Raimundo Pauxis foi vogal do Conselho de Intendência de Abaeté na gestão dos seguintes intendentes:
Domingos de Carvalho (1913-1915);
Manoel Pinto da Rocha (1918-1919);
Cel. Aristides dos Reis e Silva (1919-1922);
Dr. Lindolpho Cavacante de Abreu (1922-1926).
Prefeito nomeado:
Raimundo Pauxis (25/4/1945-17/11/1945);
Raimundo Pauxis (18/2/1946-12/7/1946).
Em viagem pela Baia do Marajó, em direção a Belém/Pa, em plena tensão política, pensando que seria o candidato escolhido p/disputar as eleições que se aproximavam, morreu de infarto do coração, quando exercia a gestão de prefeito nomeado, decepcionado com a notícia de que não mais seria o candidato escolhido por Benedito Carvalho, do PSD, decisão referendada pelo então poderoso Governador Magalhães Barata, fato que culminou na s/morte por infarto do coração em 1946.
4) Na Banda Carlos Gomes:
Com Raimundo Pauxis, a disciplina da Banda Carlos Gomes, se tornou mais rigorosa, nos moldes militares, a partir do ano de 1910, com uso de uniforme e marcha militar.
A Banda Carlos Gomes, devido a fama adquirida, sob o comando de Raimundo Pauxis, começa a ser solicitada para tocar em outras localidade, fora de Abaeté.
3) Nos festejos do “Glorioso S. Raimundo Nonato” em Abaeté/Pa:
A festa de S. Raimundo Nonato, instituída em Abaeté p/Hermínio Pauxis no princípio do séc. 20, se tornou uma tradição na cidade, festa essa que foi incrementada p/Raimundo Pauxis, que criou a Confraria de S. Raimundo Nonato que se constituiu a maior irmandade da cidade, c/mais de 300 membros.
A Confraria de São Raimundo Nonato representava o lado religioso da Banda Carlos Gomes.
Citações sobre a Confraria:
Em 1940, Pedro Ribeiro de Araújo era o tesoureiro e Prudente Ribeiro de Araújo era o Secretário da Confraria de São Raimundo Nonato.
1947: Referências à Confraria de São Raimundo Nonato e da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus.
Sobre os membros da confraria:
Vestiam uniformes próprios do grupo, como também usavam fitas, cantavam o hino de S. Raimundo Nonato, empunhavam o estandarte, entoavam cantos, faziam as orações próprias de seu patrono, como também as orações e cantos da Igreja.
Relacionamentos c/os padres capuchinhos:
Com a chegada dos padres capuchinhos, em 1941, tendo como vigário da igreja o Frei José Maria de Manaus, os dirigentes da festividade de São Raimundo Nonato se dirigiram a esse frei para tratar da realização dos festejos desse santo. O Frei José Maria de Manaus lhes disse que tinha recebido ordens do Frei Paulino Shelere, seu superior, para que a festa não fosse realizada naquele ano. Essa notícia foi um choque, não só para os dirigentes da festividade, que eram os mesmo dirigentes da Banda Carlos Gomes, para os associados da confraria e para a comunidade católica local. Perguntaram dos motivos e o frei lhes disse aqueles motivos já conhecidos: os festejos apresentavam muitos motivos mundanos e profanos e estavam fora do controle da igreja; os lucros que nunca chegavam à Igreja; a presença de muitos membros indignos na Confraria de São Raimundo Nonato e outros motivos. Os dirigentes da banda tentaram rebater, mas o frei estava irredutível na decisão.
Foi a partir daí que se criou uma grande divisão na Igreja Católica de Abaeté, c/dois festejos simultâneos de um mesmo santo, no caso S. Raimundo Nonato. Um dos festejos era o de São Raimundo Nonato em cuja imagem aparecia de barba, que era o festejo dos dirigentes da Banda Carlos Gomes, na Igreja do Divino E. Santo, na Pça. do Divino. Outro festejo era o realizado pelos padres da Igreja, na Pça. de N. S. da Conceição e na nova Igreja Matriz de Abaeté. Os padres capuchinhos, c/a ajuda de Chiquinho Margalho/Francisco de Miranda Margalho, criaram até outra banda musical, denominada “Banda Virgem da Conceição. Essa banda foi criada às pressas, onde os músicos foram recrutados pelo interior do município.
Joaquim Mendes Contente, um católico fervoroso, assume a prefeitura de Abaeté e ele proíbe os festejos de São Raimundo Nonato, de barba, na Pça. do Divino.
Até então, o prefeito anterior, Pedro Pinheiro Paes, era adepto dos dirigentes da Banda Carlos Gomes, que cedia aquele espaço público para as festividades de São Raimundo Nonato. C/essa atitude do novo prefeito foi decretado o fim da festa de São Raimundo Nonato, da Confraria de São Raimundo Nonato e quase o fim da Banda Carlos Gomes.
Os dirigentes da Banda Carlos Gomes perdem a batalha com os padres capuchinhos e, desse modo, os Pauxis sem espaço na cidade, passaram a celebrar o Santo no seu sítio, no Tauerá de Beja, como festa religiosa.
4) Há uma rua em Abaetetuba/Pa que homenageia o grande músico Raimundo Pauxis, c/o nome de R. Raimundo Pauxis, no bairro de Nazaré.
5) Filhos de Raymundo Nonato da Silva Pauxis/Raimundo Pauxis:
C/Matilde, sua 1ª mulher: Péricles, Pericard, Caubi, Acir, Tico, Chico, Abaetélia e Abaeté Pauxis. Desses, só Abaeté Pauxis era músico.
Raimundo Pauxis teve filhos c/outras mulheres:
C/Maria Felipa Rodrigues: Alarico Pauxis Rodrigues/Sinhozinho.
Raimundo Pauxis se casou em 2ª núpcias c/ Ierecê Sena.
LOCALIDADE JARUMÃ/RIO JARUMÃ:
Citações:
Diz a história de Abaetetuba/Pa que o português Francisco de Azevedo Monteiro ganhou do rei de Portugal, em 1712, uma “sesmaria” na localidade JARUMÃ, às margens do rio de mesmo nome e quando veio p/tomar posse dessas terras, em 1724, foi acossado p/uma forte tempestade que o desviou de s/rota e o fez aportar às margens do rio Maratahyra, onde construiu, levado p/uma promessa à N. S. da Conceição, uma capela dedicada a essa santa. A construção dessa capela deu ensejo p/que nesse local surgisse um povoado c/o nome de “Povoado de Nossa Senhora da Conceição dos Abaetés”, que viria a se constituir na futura cidade de Abaetetuba/Pa. O culto a N. S. da Conceição que se pratica desde sempre em Abaetetuba se iniciou, portanto, através de Francisco de Azevedo Monteiro.
José Demetrio Paes era Fiscal no rio jarumã no Governo do Coronel Aristides.
Escola Mista Primária “Padre Pimentel”, no Alto Rio Jarumã, tendo a regê-la a Profa. Annita Garibaldi Calliari.
Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Jarumã: festa de S. Miguel, na capela da comunidade.
Observações:
1) Localidade Jarumã:
A localidade Jarumã é uma área rural habitável do município de Abaetetuba/Pa, desde os s/primórdios, quando a cidade era chamada Abaeté. Desde sempre abrigou colonos e agricultores na produção dos famosos produtos como a farinha de mandioca, os doces, os beijus, as frutas locais e outros produtos que os agricultores traziam nos s/aturás pendurados à cabeça.
Parte dessa localidade era de propriedade de Latino Lídio da Silva. Este, visando o progresso da cidade, concordou em ceder para a Aeronáutica parte dessas terras, para que ali fosse construído o 1º Campo de Aviação de Abaeté, que foi realmente feito, c/a construção desse campo de aviação, localidade que hoje abriga os bairros da Francilândia e Aviação, este fruto de uma invasão de terras.
A Escola Nova era uma antiga escola dos anos de 1930, 1940, 1950, existente na localidade Jarumã, que ficava próxima ao “Sítio Jarumã”, de Latino Lídio da Silva, onde a dedicada e incansável Profa. Sisica cumpria o s/dever de magistério, como uma vocação.
2) A antiga e a atual Estrada de Beja iniciavam a partir daquilo que os antigos colonos locais chamavam de “Boca da Jaurmã”.
A estrada PA-403/Estrada de Beja, inicia cortando a localidade Jarumã.
A PA-403/Estrada de Beja, liga a Vila de Beja à PA-409.
O Ramal Jarumã e o Ramal do Conceição ficam na localidade jarumã,
Hoje a chamada Boca do Jarumã já faz parte da área urbana do município de Abaetetuba, pois alguns bairros da cidade têm algumas de s/ruas finalizadas na parte inicial da Estrada de Beja às proximidades da Rodovia Dr. João Miranda.
3) Segundo o advogado Clóvis de Figueiredo Cardoso, filho de Maxico Cardoso, s/avós moravam na localidade Jarumã.
4) Rio Jarumã:
A localidade Jarumã é banhada pelo rio de mesmo nome e vários de s/afluentes, que são rios urbanos nas margens dos quais se localizam alguns bairros de Abaetetuba: São João, Francilândia, Angélica, Mutirão, Aviação e Cristo Redentor.
É um rio urbano e que lança inúmeros afluentes que vão banhar a sede do município, atingindo vários bairros da cidade.
Por ser um rio relativamente longo, recebe as denominações: Baixo, Médio e Alto Jarumã.
A antiga baixada do Bairro S. José, ficava à beira do rio Jarumã.
5) Ruas banhadas pelo rio Jarumã e s/eus afluentes:
A R. Barão do Rio Branco, rua histórica de Abaetetuba, Corta a Trav. D. Pedro I, avança e recebe a Trav. Tancredo Neves, a Passagem Luís Gomes, corta a Trav. Alípio Gomes, de onde avança até terminar às proximidades do Rio Jarumã. Essa rua ainda avança e corta as 3 pequenas travessas com nomes de santos, avança e corta a Trav. S. Sebastião, onde termina, perto do rio Jarumã.
A R. Siqueira Mendes, outra rua histórica de Abaetetuba, avança e Trav. D. Pedro I e, desse ponto, emite 3 pequenas travessas: S. Miguel, S. Francisco e S. Raimundo e vai terminar em uma dobra no rio Jarumã.
A R. Justo Chermont, a mais histórica rua de Abaetetuba, avança pelo bairro de S. José, onde recebe ou é cortada pelas travessas desse bairro: Evandro Chagas, Aristides, José Gonçalves Chaves, D. Pedro I e de onde segue para outro bairro até terminar perto do Rio Jarumã.
Também do rio Jarumã terminam ou partem importantes ruas da cidade, como as avenidas: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Amapá, do bairro Francilândia.
6) Atividades econômicas no Rio Jarumã:
Engenhos:
Engenho Santa Olinda (1926), de Santos & Santos, no rio Jarumã. Depois esse engenho passou para a firma Saul & Santos, tendo como gerente João Nepomuceno de Pontes, em 1937.
O português Bernardino Costa, comerciante, morador da cidade de Abaeté, em sociedade com outro português, José Saul, também comerciante em Abaeté, instalaram um engenho para produzir cachaça e mel-de-cana, que posteriormente foi repassado para Chiquinho Ferreira/Francisco Mauro Ferreira que produzia a cachaça “Paraíso”.
Quando a indústria canavieira entrou em declínio na cidade de Abaeté esse engenho foi ocupado p/Alípio Gomes, que ali instalou uma olaria, para produzir telhas e tijolos de barro.
Eng. Do Chiquinho Ferreira, no igarapé Jarumanzinho.
7) Casas comerciais e comerciantes:
A localidade Jarumã possuiu várias casas comerciais, conforme documentos antigos de 1922:
João Baptista Lobato, no Rio Jaruman: casa de commércio de 3ª classe e carga a frete pela canoa Lobatinha.
Luiz Correa dos Santos.
8) Igarapé Jarumãzinho:
É um importante afluente do rio Jarumã que recebe ou corta importantes ruas de Abaetetuba, como as travessas Sergipe, Paraíba, a Passagem Vila Conceição e as ruas Manoel da Silva Raposo, Garibaldi Parente, do bairro Francilândia.
Foi o Padre Jerônimo Pimentel quem aumentou o tamanho do terreno doado à Mitra Diocesana, por Manoel da Silva Raposo, às dimensões da antiga sesmaria de Francisco de Azevedo Monteiro, desde o Igarapé Coqueiro até a boca do Igarapé Jarumãzinho, sesmaria onde seria assentada a Paróquia de Abaeté.
O Horto Municipal foi criado pelo Decreto nº 14, de 8.5.1939, pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva (1/1/1938-28/2/1943), às margens do Igarapé Jarumãzinho.
9) Igarapé Angélica:
Igarapé da Angélica é um igarapé urbano, afluente do rio Jarumã, passa pelo bairro de Francilândia, pela Av. São Paulo, avançando para o bairro da Aviação e passa pela Av. Anchieta em outro bairro.
Angélica é uma localidade situada às margens da Rod. Dr. João Miranda, onde os evangélicos americanos Pastor João Canfield fundou o 1º Seminário Bíblico para formação de pastores e missionários de sua igreja no ano de 1954.
PASSAGEM JARUMÃ:
Citações s/essa rua:
1949: Passagem Jarumã.
1962: Passagem Jarumã
1964: Passagem Jarumã.
Observações: Vide localidade e rio Jarumã.
RUA MAGNO DE ARAUJO:
Citações s/essa rua:
1964: Rua Magno de Araujo.
Em Belém foi aberta em 1899 uma rua chamada Magno de Araujo.
Observações:
1) MAGNO DE ARAUJO/BASÍLIO MAGNO DE ARAUJO – Participou ativamente da Adesão do Pará ao regime republicano, junto c/outros expoentes desse movimento como: Lauró Sodré, Justo Chermont, Pais de Carvalho, Gentil Bitencourt, e outros tantos idealistas paraenses. Para abrigar os republicanos do Pará foi nomeada uma comissão composta dos srs. MAGNO DE ARAUJO, Justo Chermont, Manoel Barata, Barfjona de Miranda e Lauro Sodré para confeccionar os estatutos do Clube Republicano.
O Clube Republicano em foi fundado em 11/4/1886 e a 1ª diretoria do clube ficou assim constituída: Dr. Pais de Carvalho, presidente; Dr. Gentil Bitencourt, vice-presidente; dr. Justo Chermont, 1º secretário; dr. Borjona de Miranda, 2º secretário e o Sr. José Duarte Bentes, tesoureiro.
Um novo diretório do Clube Republicano foi eleito a 1812/1887, tendo como presidente Manoel de Melo Cardoso Barata e BASÍLIO MAGNO DE ARAUJO foi eleito p/1º secretário e Suplente nesse diretório.
O clube prosseguiu sua campanha republicana, participou das eleições gerais de 1/7/1886 e elegeu outras diretorias em sua patriótica jornada e nas ruas o movimento republicano ganhava rapidamente grande impulso e entusiasmo.
No dia 15/11/1889 começaram a chegar as primeiras mensagens telegráficas da proclamação da República do Brasil. Na noite do dia 15 os republicanos se reuniram p/tomar as providências de caráter político sobre a proclamação da República e no dia 16 conferenciaram com os comandantes das forças militares de terra e mar sobre a atitude a tomar em face a mudança de regime. Uma comissão iria ao Palácio entender-se com o presidente Silvino de Albuquerque, forçando-o à renuncia. O dr. Pais de Carvalho, no meio da maior agitação, entre palmas e vivas, proclama a ADESÁO DO PARÁ À REPÚBLICA.
Foi organizado um governo provisório composto dos cidadãos: dr. Justo Chermont, ten-cel. Bento José Fernandes, comte. Do 4º de Artilharia e do cap. de fragata José Maria do Nascimento, inspetor do Arsenal de Marinha. Providências e nomeações foram efetivadas.
O Clube Republicano foi dissolvido e em s/lugar surgiu o Partido Republicano, cujo 1º diretório ficou assim constituído: drs. Lauro Sodré, Gentil Bitencourt, Silva Rosado, Manoel Barata, Henrique Santa Rosa, MAGNO DE ARAUJO e dos militares O” Connel Jersey, Indio do Brasil, Fernandes Panema, Gualberto deMatos, Colheiros da Graça e o Sr. Gonçalo Ferreira.
BAIRROS E RUAS DE ABAETETUBA/PA EM 1993:
Em 1993 a cidade de Abaetetuba assim se apresentava quanto aos s/bairros e respectivas ruas, cfe. o livro “Ecos da Terra”, da profa. Maria de Nazaré Carvalho Lobato:
CENTRO COMERCIAL:
RUAS:
Justo Chermont
Siqueira Mendes
Barão do Rio Branco
Pe. Luiz Varella
Lauro Sodré
Magno de Araujo
Francisco A. da Costa
Avenidas:
D. Pedro II
Pedro Rodrigues
15 de Agosto

PRAÇAS:
N. S. da Conceição

TRAVESSAS:
Pedro Pinheiro Paes/deveria ser rua.
Santos Dumont
Travessa da Rua Nova
Travessa da Lama
Passagem Humberto Parente
BAIRRO DO ALGODOAL:
RUAS:
Veiga Cabral
Barão do Rio Branco
Siqueira Mendes
Justo Chermont
Getúlio Vargas
Jairlândia
Perpétuo Socorro
João Nepomuceno de Pontes

PRAÇAS:
N. S. do Perpétuo Socorro

TRAVESSAS:
Frederico da Gama Maia
Tiradentes
Pe. Pimentel
Rui Barbosa
Everaldo dos Santos Araujo
Crisanto Lobato
Sandoval de Almeida Lima
Higino Maués
Manoel Pedro Ferreira
BAIRRO DO CAFEZAL:
RUAS:
Siqueira Mendes
Justo Chermont
Barão do Rio Branco.

TRAVESSAS:
Evandro Chagas
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
BAIRRO DE SANTA ROSA:
RUAS:
José Pinheiro Baía
Joaquim Mendes Contente
Cel. Pedro Borges do Rego
Maximiano Silvino Cardoso
José Latino da Silva
Domingos de Carvalho

PRAÇAS:
Praça de Santa Rosa

TRAVESSAS:
Altino Sílvio da Costa
Philo Nery
Felipe do E. Santo Rodrigues
Benedito Sena dos Passos
Bibiano Cardoso dos Santos
Torquato Barros
José Felipe de Sousa
BAIRRO DA FRANCILÂNDIA:
RUAS:
Maranhão
Pará
Amazonas
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Rio Grande do Sul
Ceará
Goiás
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Salvador
Roraima

PRAÇAS:
S. Francisco de Assis

TRAVESSAS:
Santa Catarina
Acre
Paraná
Sergipe
Paraíba
Rio Grande do Norte
Alagoas
Piauí
BAIRRO DE SÃO LOURENÇO:
RUAS:
Lauro Sodré
Magno de Araujo
Garibaldi Parente
1º de Maio

TRAVESSAS:
Santos Dumont
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
Emídio Nery da Costa
Manoel Raposo
BAIRRO DE NAZARÉ:
RUAS:
Magno de Araujo
1º de Maio

PRAÇAS:
N. S. de Nazaré

TRAVESSAS:
Emídio Nery da Costa
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
BAIRRO DA AVIAÇÃO:
RUAS:
Pe. Pfeil
Manoel Raposo
7 de Setembro
Raimundo Pauxis

PRAÇAS:
Governador Jáder Barbalho

TRAVESSAS:
D. Pedro I
José Gonçalves Chaves
Aristides dos Reis e Silva
Emídio Nery da Costa
Passagem Augusto Montenegro
Passagem Paraíso
BAIRROS NOVOS EM 1993:
Jairlândia
S. Sebastião
Cristo Redentor
Angélica
Mutirão I
Mutirão II
Jardim Magnólia
S. João
S. José
BAIXADAS E FAVELAS EM 1993:
Baixada do Bairro de S. João
Baixada do Bairro de S. José, à beira do Rio Jarumã.
Baixada do Bairro do Algodoal, à beira do Rio Jacarequara.
Baixada da Rua Nova e Rua da Lama, localizadas atrás do Bancrévea.
Favela do Campo da Aviação.
Favela da Rua Nova
Favela do Bairro de S. Sebastião.

RUAS CONFORME O MAPA DE ABAETETUBA VISUALIZADO NA INTERNET: Vide mapa pela Internet.

Abaetetuba/Pa, em 29/12/2009 – Prof. Ademir Rocha.

Um comentário:

  1. sou aluno de História da Faculdade FAM neste Municipio de Abaetetuba, pela primeira vez tenho uma aula dos Bairro, Ruas, Travessas, Avenidas, Ramais e outros desta nossa Cidade.

    me sinto agraciado por essa aula....valeu.

    wellitonvis@gmail.com (VISCONDE)

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