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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 6

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS
RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA

RUA 1º DE MAIO:
Citações s/essa rua:
1939: Rua 1º de Maio, esquina c/a Trav. Marechal Hermes, onde o cemitério estava em construção em 1/1/1939. Cemitério São Gabriel, na Rua 1º de maio, esquina c/a Trav. Marechal Hermes.
De 1951 a 1964: Rua 1º de maio.
O Vasco da Gama Esporte Clube foi fundado em 26/5/1951, c/séde social na R. Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na R. 15 de Agosto, nº 161 e campo de futebol à R. 1º de maio.
1963: Rua 1º de Maio.
O Abaeté Foot Ball Club foi fundado em 5/8/1935 e tinha o s/campo de futebol à Rua 1º de maio.
1951: Alguns diretores e sócios do Vênus Atletico Club em 9/4/1951: Everaldo dos Santos Araujo, 1º secretário e sócios: Ademar Lobato Rocha, Sandoval Flexa Tavares, Zilomar Soares Brito, Mário Gonçalves Felgueiras, Otávio Gama, e o Vênuas c/séde à Rua 1º de maio.
Observações:
1) 1º DE MAIO – DIA MUNDIAL DO TRABALHO – O Dia Mundial do Trablho foi criado em 1889, p/um congresso socialista realizado em Paris/França. A data foi escolhida em homenagem à greve geral que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Nessa data milhares de trabalhadores foram às ruas p/protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 p/8 horas diárias. Naquele dia aconteceram manifestações, passeatas, piquetes, discursos que movimentaram a cidade.
Mas repressão ao movimento foi dura, quando houve prisões, feridos e mortos nos confrontos entre operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, o dia 1º de maio foi instituído como o DIA MUNDIAL DO TRABALHADOR.
2) Na Rua 1º de maio foi construído o atual estádio de futebol do Abaeté Futebol Club.
RUA PADRE PFEIL:
Citações s/essa rua:

Observações:
1) PADRE PFEIL - O Pe. ALUIZIO CONRADO PFEIL era suíço e possuía uma grande inteligência, tendo se formado em várias ciências, como astronomia, matemática, cartografia e pintura.
Chegando ao Brasil em 1680, participa de explorações para determinar os limites das terras de Portugal na região Amazônica a pedido do Rei de Portugal e do Pe. Antonio Vieira. Em 1684, traçou um Mapa Grande do Rio Amazonas, que mostrava, pelas costas, as terras e rios da região, desde a Província do Pará até o marco do Cabo Norte, no Amapá. Esse mapa foi tão importante, que em 1691, outro padre jesuíta, Samuel Fritz, após percorrer o Rio Amazonas em toda a sua extensão, elabora o Mapa Geografico Del Rio Maranon/Amazonas, baseado, também nos mapas do jesuíta Aloísio Pfeil e que teve grande importância para a geografia do Norte do Brasil. O mapa do Pe. Pfeil, 200 anos mais tarde, desempenhou um papel importante durante as discussões sobre a determinação da fronteira, ao longo do rio Oiapoque.
Outro fato importante da vida do padre Pfeil, aconteceu em 1687, quando ele volta ao Cabo Norte, guiando os padres Antonio Pereira e Bernardo Gomes, na companhia do capitão-mor Antonio de Albuquerque. Quando o Padre Pfeil voltou dessa viagem, os dois padres foram mortos pelos índios do Cabo Norte. Pfeil então, heroicamente, volta a esse lugar, para recolher os ossos desses dois missionários. O Padre Jesuíta Aluízio Conrado Pfeil se estabeleceu como Superior da Missão do Cabo Norte, em 1687, que ficava a 12 horas do forte.
O cronista, Padre Bettendorf, em 1682, falou, das viagens do Padre Pfeil, em sua “Cronica da Missão no Estado do Maranhão”.
2) Diz a história de Abaeté, que esse jesuíta, na metade do Século 17, fez um trabalho de catequese religiosa junto aos nativos que os padres capuchos conseguiram aldear nos povoados de Beja e Conde junto aos índios murtiguras. Esses nativos eram povos nômades, vindos do Marajó, que se encontravam nessas regiões das costas de Abaeté. O Padre Pfeil consegue dar continuidade aos trabalhos dos padres capuchos e, aos poucos, vai dando consistência ao povoado, organizando os índios nas atividades que pudessem suprir as s/necessidades de subsistência, como a caça, a pesca e as atividades de roçados.
3) O Padre Pfeil, nos seus trabalhos de catequese, avançou os limites de Conde e Beja e chegou também até o vizinho povoado dos índios abaetés,, já devidamente catequizados pelos padres capuchos, dando continuidade ao trabalho daqueles padres.
Em 1773 esse povoado já contava várias famílias constituídas, algumas vindas do Marajó e o Padre Pfeil, aproveitou para desenvolver um trabalho de organização política e social com o intuito de fundar uma futura freguesia e assim dotar o lugar de um centro regular de catequese e melhores condições de vida.
Em 1697 consegue c/que o povoado fosse elevado à condição de freguesia, mas com o seu território eclesiástico ainda anexado ao de Beja.
4) Em reconhecimento pelo trabalho do Pe. Pfeil, Abaetetuba possui uma rua denominada “Rua Padre Pfeil” que se localiza no bairro de Nazaré.
RUA FREI JOSÉ MARIA DE MANAUS:
Citações s/essa rua:
Observações:
1) O padre capuchinho frei JOSÉ MARIA DE MANAUS em 1941 foi enviado pela Arquidiocese de Belém como vigário em exercício no tempo em que estava sendo construída a Igreja Matriz de Abaeté. Foi ele que fez o registro geral do grande terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a igreja, ao redor da qual existiam alguns campos de futebol.
Outro fato marcante para Abaeté foi a chegada das irmãs capuchinhas e a fundação da escola INSA, quando algumas senhoras católicas, como D. Aureliana/Aureliana da Silva Miranda, D. Celina Guerreiro Contente, Profa. Zaíde Cardoso e outras, foram até o Frei José Maria de Manaus pedir seu empenho p/a vinda dessas irmãs para Abaetetuba.
Esse frei, em 2/8/1952, convocou uma reunião com as lideranças da igreja, das comunidades e autoridades e o prefeito Joaquim Mendes Contente, a fim de tratar do assunto da vinda das irmãs capuchinhas para Abaetetuba. Nessa reunião foram feitos todos os acertos c/essa finalidade.
O Frei José Maria de Manaus contatou as superioras das irmãs e essas consentiram na vinda das irmãs capuchinhas para Abaeté.
Em 1953 foi declarada aberta uma “casa colégio” para as Irmãs missionárias capuchinhas em Abaetetuba, para um trabalho educativo na cidade.
Foi ainda c/a ajuda do frei José Maria de Manaus que as irmãs capuchinhas conseguiram junto ao prefeito Joaquim Mendes Contente (1951-1955) a cessão de um prédio inacabado e abandonado existente na antiga Pça. da bandeira, onde, c/a ajuda do povo, conseguiram erguer o grande prédio onde hoje se assenta a tradicional escola INSA.
O frei José Maria de Manaus foi um dos Homenageados Especiais da Turma de Professorandas, ano de 1960, do Inst. N. S. dos Anjos.
2) Coriolano Gama Margalho, um dos entrevistados nestas pequisas, disse que casou em 30/5/1953, perante o frei José Maria de Manaus, cfe. registro nº 1.362, fls. 196 e vº, nº 37, no Cartório da Tabeliã Alverina Ferreira Rodrigues.
3) Foi o frei José Maria de Manaus em 1941, que recebeu a diretoria da festa de São Raimundo Nonato, quando esta foi pedir permissão para realizar a festividade daquele ano. O frei disse aos a esses diretores que, p/ordem de s/superior, frei Paulino Shelere, que a referida festa não poderia ser realizada. Os diretores procuraram saber o motivo e o frei lhes disse que toda festa religiosa deveria ficar a cargo da Igreja a sua organização e realização e que a festa extrapolava o sentido religioso c/os s/motivos profanos, que o saldo da festa deveria ficar c/à Igreja.
Os diretores da festa de S. Raimundo rebateram aos argumentos do frei dizendo que a festa era como as outras e que a renda era revertida aos confrades e aos músicos, nada ficando c/a diretoria.
Esse foi o início de uma grande polêmica que teve repercussão em toda a cidade, onde começaram a ser realizadas duas festas simultâneas de S. Raimundo Nonato, a da igreja e a dos diretores da festa de São Raimundo Nonato, dos Pauxis, c/o apoio do prefeito da época, Pedro Pinheiro Paes (1948-1951). Esse fato foi o início do declínio e fim da festa de S. Raimundo Nonato em Abaetetuba e quase o fim da Banda Carlos Gomes dirigida p/Raimundo Pauxis.
4) Foi ele quem deu a bênção ao “Cruzeiro”, construído em madeira, que era um monumento para homenagear as Santas Missões, evento da Igreja Católica acontecido em Abaetetuba. A esse respeito foi encontrado um documento com os seguintes registros: “O Frei José Maria de Manaus e comissão, em 17/8/1952, convida para a Bênção do Cruzeiro, monumento da S. S. Missões, cerimônia que será realizada domingo, às 17:00 horas, após a procissão de Penitência, e aguardando um generoso auxílio do povo para essa finalidade”. O cruzeiro foi construído no início da Av. Pedro Rodrigues.
5) Em 1948 a Paróquia de Igarapé-Miri, através dos organizadores dos festejos da Santíssima Trindade, vieram contratar os serviços da Banda Carlos Gomes, para tocar nessa festa. Pedro Ribeiro disse-lhes que a banda estava proibida pelos freis de tocar em eventos religiosos. Esses dirigentes foram até o frei José Maria de Manaus e este lhes disse que a proibição era verdadeira. Os dirigentes da festa da Santíssima Trindade foram falar a respeito c/o arcebispo de Belém, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas (1944-1956) e lhes disseram que se a festa não fosse tocada pela Banda Carlos Gomes, que eles iriam fazer os festejos numa residência particular, na foz do Rio Meruú. O Arcebispo teve que ceder e permitiu que a banda fosse tocar em Igarapé-Miry.
Na vinda para Abaeté, após os fins dos festejos, às 13 horas, Miguel Maués Loureiro, que estava à frente da Banda, pediu que toda a comitiva se dirigisse até a Igreja Matriz, tocando hinos religiosos para agradecer à Deus pela paz conquistada c/os padres capuchinhos. O Frei José Maria de Manaus, que morava em uma casa que ficava onde hoje se localiza a Escola São Francisco Xavier atravessou rápido a praça da igreja e foi abrir as portas da matriz para os músicos, que entraram, se ajoelharam e fizeram as suas preces de agradecimento à Deus.
Um documento de 17/8/1952 cita o frei José Maria de Manaus, onde ele faz um convite à comunidade para a Procissão da Penitência.
6) Atualmente existe a R. Frei José Maria de Manaus p/homenagear esse frei que fez um grande trabalho em Abaetetuba, fundando entidades e grupos católicos e o seu incansável trabalho catequético não só na cidade como também nas comunidades do interior, em trabalhos de “desobrigas”.
TRAVESSA MARECHAL HERMES:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. Mal. Hermes.
1939: Há uma citação da Rua 1º de Maio, esquina c/a Trav. Mal. Hermes, onde o cemitério S. Gabriel estava em construção em 1/1/1939.
Cemitério na R. 1º de Maio, esquina c/a Trav. Mal. Hermes.
Observações:
1) MARECHAL HERMES/HERMES RODRIGUES DA FONSECA, n. em S. Gabriel em 12/5/1855 e f. em Petrópolis/RJ em 9/9/1923, foi um militar e político, presidente do Brasil entre 1910 e 1914, era sobrinho do Marechal Deodoro da Fonseca e filho do Marechal Hermes Hernesto da Fonseca e de Rita Rodrigues Barbosa.
Em 1871, aos 16 anos, formou-se bacharel em Ciências e Letras e ingressou na Escola Militar e quando se formou serviu como ajudante de ordens do Conde d’Eu.
Apoiou a proclamação da república p/seu tio Deodoro da Fonseca e foi convidado p/este p/ser seu ajudante de campo e secretário militar.
Em 10 meses passou de capitão a tenente-coronel.
Destacou-se na Revolta da Esquadra (1893) no governo de Floriano Peixoto. Em 1894 foi promovido a coronel. Comandou de 1894 a 1896 o regimento de Cavalaria Montada e foi ascendendo na carreira militar até assumir o comando da Escola Militar do Realengo. Reprimiu a revolta da vacina no Rio de Janeiro.
O presidente Rodrigues Alves promoveu-o a marechal, tendo desempenhado vários cargos governamentais até se tornar Ministro da Guerra no governo de Campos Sales, continuando nessa pasta no governo de Afonso Pena (1906-1908) e fez a reforma do Exército Brasileiro. Após pedir demissão desse ministério, tornou-se ministro do Superior Tribunal Federal . Em 1908 foi indicado p/a sucessão presidencial, tendo vencido o grande Rui Barbosa. Enfrentou a Revolta da Chibato e a Guerra do Contestado. Deixou a presidência em 11/1914.
AVENIDA DOM PEDRO II OU RUA DOM PEDRO II OU TRAVESSA DOM PEDRO II:
Citações s/essa rua:
O comerciante Miguel Jorge tinha uma casa de comércio na Av. Dom Pedro II.
Trav. D. Pedro II ou R. D. Pedro II:
Em 1930 as ruas Pedro Rodrigues e a D. Pedro II, eram apenas caminhos, estradas estreitas.
Esse nome de rua aparece em documentos de 1947 a 1964.
1963: Av. D. Pedro II.
1963: Trav. D. Pedro II.
Em 1925 já existia uma R. D. Pedro II.
“Na R. D. Pedro II ficava a séde do antigo ‘Tiro de Guerra 646` em Abaeté”.
A antiga Usina de Luz de Abaeté, movida a óleo diesel, ficava localizada onde hoje existe o prédio comercial de Felipe Ferreira Ribeiro Filho/Felipinho, na atual Av. D. Pedro II.
R. Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a Av. Dom Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
1923: Av. D. Pedro II.
Em 1925: R. Dom Pedro II, que era uma rua estreita, um caminho.
1930: R. D. Pedro II.
1930: Av. D. Pedro II.
De 1931 a 1938: Avenida Dom Pedro II.
1931: Antonio Pereira de Barros, c/terreno na Av. D. Pedro II, divisa c/Hygino Tabaranã e do outro lado c/a casa do Pe. Luiz Varella.
1931: Av. D. Pedro II, onde ficava a casa de Hygino Tabaranã e do Padre Luiz Varella.
Em 1931, Salústio Pereira de Barros e s/filha Maria Luiza Messias Oliveira Pereira de Barros, c/posse de um terreno à Pça. Augusto Montenegro, junto ao terreno do Pe. Luiz Varella, terreno esse que foi vendido a Amphiano Quaresma.
1931: O Pe. Luiz de França do Amaral Varella, traspassando a Manoel Joaquim da Costa, um terreno à Av. D. Pedro II.
1931: Francisca das Chagas Costa, c/imóvel na R. D. Pedro II, divisa c/herdeiros de Hermenegildo Gonçalves de Moura e do outro lado c/Benedito dos Santos.
1931: João Damasceno de Lima, c/imóvel na Av. D. Pedro II, divisa c/Jorge Maria Ferreira e Antonio Ribeiro de Moraes.
1938 a 1964: Avenida Dom Pedro II.
Observações:
1) D. PEDRO II – N. em 2/12/1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista/RJ e f. de pneumonia em Paris/França 5/12/1891. Seu pai D. Pedro I abdicou do trono brasileiro e o Príncipe Pedro herdou o trono brasileiro quando tinha apenas 5 anos de idade, sendo aclamado o 2º Imperador do Brasil aos 6 anos de idade. Ficou sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva e, depois, sob uma 2ª tutela de Manuel Inácio de Andrade Souto Maior e durante a s/menoridade o Brasil foi dirigido sob a forma de regência. Assumiu o trono aos 15 anos de idade em 18/6/1841.
Casou-se em 30/5/1843 c/a princesa napolitana Teresa Cristina de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias, sendo o pai de de 4 filhos, onde só duas filhas sobreviveram – as princesas Isabel e Leopoldina.
Apoiado pelo Partido Conservador, enfrentou revoltas dos liberais, contornando-as e no s/governo ocorreram importantes acontecimentos sociais e econômicos, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, c/a extinção do tráfico negreiro, fato que gerou grande abalo na economia do país e grandes descontentamentos dos produtores rurais, especialmente de cana-de-açúcar. Ao lado desses conflitos, devido as inúmeras divergências políticas, surgiu o Partido Republicano (1870), acentuando a decadência política do império.
D. Pedro II viajou p/o exterior e na s/ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13/5/1888, fato que determinou o fim do ciclo econômico do açúcar e acelerando o fim do regime.
C/ o império enfraquecido foi proclamada a República do Brasil em 15/11/1889 e o governo provisório obrigou D. Pedro II e família real a deixar o país em 17/11/1889.
D. Pedro II viveu até os 66 anos de idade, morrendo de pneumonia em Paris, em 5/12/1891.

2) Nos anos de 1920 a 1930 a atual Av. D. Pedro II, era apenas um caminho, uma estrada estreita, cheia de capoeiras, só existindo como rua a s/parte inicial que recebeu a denominação de Rua Rui Barbosa. Alguns anos depois nesse local de mato foi construído o 1º campo de pouso da cidade de Abaeté, onde o limite era a Rua do Arame, devido haver arame farpado cercando esse campo.
3) A partir da atual Rua 1º de maio a Av. D. Pedro II recebia o nome de R. do Sertão, porque levava à zona rural que compreendia a localidade Jarumã e a Rod. Dr. João Miranda, onde se localizavam colônias rurais da época.
4) Atualmente a Av. D. Pedro II se inicia a partir da esquina da R. Justo Chermont, se estendendo até a Av. S. Paulo, de onde passa a receber a denominação de Rod. Dr. João Miranda.
RODOVIA DR. JOÃO MIRANDA:
Citações s/essa rua:

Observações:
1) O Dr. JOÃO EVANGELISTA CORREA DE MIRANDA era natural de Igarapé-Miry foi juiz do distrito judiciário de Abaeté/Pa e Intendente Municipal de Abaeté(1902-1906).
2) Uma citação de 1903. A Banda de Música Bela Harmonia abrilhantou a inauguração em 2/4/1902 do Grupo Escolar de Abaeté, na administração do Intendente Municipal Tenente Coronel Torquato Pereira de Barros, com a presença do Dr. JOÃO EVANGELISTA CORREA DE MIRANDA, Juiz do Distrito judiciário, do Coronel Hygino Maués, do professor Bernardino Pereira de Barros, diretor do grupo escolar inaugurado, do Pe. Francisco Manoel Pimentel, de Cornélio Pereira de Barros, lente da Escola Normal do Estado e dos professores presentes: Basílio Chrispim de Carvalho, Fidélis Magno de Araújo, Maria de Nazaré de Moraes e Francisca Romana de Almeida Pimentel, todos normalistas.
3) Foi na gestão do intendente Dr. João Miranda, em 1904, que foi construída em estado precário, c/12 km de extensão, começando na cidade e terminando na colônia Dr. João Miranda. Essa estrada era apenas uma clareira aberta no meio do mato, que ligava a sede do município à s/colônia agrícola, um caminho no meio do mato, que levava aos sertões de Abaeté, daí o nome que recebeu no seu início, R. do Sertão, mas que foi de grande utilidade p/os colonos da estrada.
4) Essa estrada veio a melhorar o sacrifício dos agricultores locais, no transporte de seus produtos, antes trazidos em reboques e montarias através dos rios e igarapés que desaguavam no rio Abaeté. Foi construída com a ajuda dos próprios colonos, à base de braços humanos, de enxadas e terçados. Foi inaugurada em 1904.
Recebeu alguns melhoramentos para conservação na gestão do intendente Hygino Maués (1906-1908). A partir daí foi relegada ao abandono.
Foi no governo do intendente Cel. Aristides dos Reis e Silva (1919-1922), que a estrada Dr. João Miranda recebeu novos melhoramentos e foi alargada e dotada de pontes em madeira s/o igarapé Ipixuna e outros igarapés que passam pela rodovia. Trabalharam nesses melhoramentos, os senhores: Francisco Lopes, Maximiano Melo Cardoso, Higino Rodrigues e foi reinaugurada por Aristides dos Reis e Silva, em 1919, c/a presença do Juiz substituto Dr. Manoel Afonso Albuquerque e o Pe. Luiz Varella, que celebrou missa no local.
Na gestão do prefeito Joaquim Mendes Contente (1951-1955) a estrada recebeu novos melhoramentos e alargamento e foi aumentada até o rio Moju, no vizinho município de Moju/Pa., totalizando 24km de extensão.

COLÔNIA DR. JOÃO MIRANDA:
Observações:
1) Dr. João Evangelista Correa de Miranda: vide acima sobre João Evangelista Correa de Miranda.
2) A Colônia Dr. João Miranda foi criada antes mesmo da construção da estrada de mesmo nome e nela foram instalados colonos interessados na produção agrícola do município de Abaeté.
RUA DO SERTÃO:
Citações s/essa rua:
1) As chamadas “Escolas Reunidas” tiveram o seu início em uma casa de propriedade do comerciante Chrispim Ferreira, no subúrbio Sertão, c/50 crianças, tendo como sua 1ª professora, Maria Zaíde Cardoso, em 22/4/1936, sendo o prefeito da época o Sr. João Francisco Ferreira (7/7/1935-12/2/1936 e 12/2/1936-31/12/1937).
2) 1954: Rua do Sertão, nome que recebia um trecho da atual Av. D. Pedro II a partir da Rua 1º de maio, até a metade do séc 20, que consistia numa estrada estreita, que levava às colônias de agricultores de Abaeté, localidades essas que correspondem à localidade Jarumã e Colônia Velha, esta na Rod. Dr. João Miranda.
Observações:
1) A partir da atual Rua 1º de maio a Av. D. Pedro II recebia o nome de Rua do Sertão, porque levava à zona rural que compreendia a localidade Jarumã e a Rod. Dr. João Miranda, onde se localizavam colônias rurais da época.
2) Foi na gestão do intendente Dr. João Miranda, em 1904, que foi construída em estado precário, c/12 km de extensão, começando na cidade e terminando na colônia Dr. João Miranda. Essa estrada era apenas uma clareira aberta no meio do mato, que ligava a sede do município à s/colônia agrícola, um caminho no meio do mato, que levava aos sertões de Abaeté, daí o nome que recebeu no seu início, Rua do Sertão, mas que foi de grande utilidade p/os colonos da estrada.
RUA JOÃO PESSOA OU AVENIDA JOÃO PESSOA OU PRAÇA JOÃO PESSOA:
Citações s/essa rua:
1906: “R. 15 de Agosto, antiga R. João Pessoa”.
A Sapataria Abateense, do mestre Carlito Maués Loureiro e s/irmão Pedro Maués Loureiro, ficava na chamada Pça. João pessoa, nº 2, quando a cidade se chamava Abaeté, segundo um documento de 7/4/1934. Esse local é onde hoje existe a loja de Bena Costa/Benedito de Jesus Costa, filho de Zariquinho Costa. Depois, a saparia Abaeteense, se muda para o outro lado da atual Av. Pedro Rodrigues.
1954: Pça. João Pessoa.
Esse nome de rua aparece em documentos de 1960 a 1965.
1930: Av. João Pessoa.
Em 1931: Av. João Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1930: Na Av. João Pessoa, nº 11, morava Abel de Almeida Lobo.
1930: Trav. da Conceição, onde se localizava a casa comercial de Felippe F. Ribeiro, filial.
Citações de 1931:

Pça. N. S. da Conceição, canto c/a Av. João Pessoa, onde morava José Pinheiro Baía. Theodicéa Monteiro da Silva Baía/Sinha, filha do Cel. Aristides, c/c José Pinheiro Baía/Zeca Baía. Em 1931 residiam à Pça. de N. S. da Conceição, esquina c/a Av. João Pessoa.
Na Av. João Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias, Miguel Elias e Salim José Bechir.
Av. João Pessoa c/o comércio de Antonio Felix dos Santos. Em 29.2.1932, Antonio Félix dos Santos fechando a sua oficina de marceneiro, à Av. João Pessoa.
Na Av. João Pessoa, onde ficava a Phamárcia Indiana, de Joaquim Mendes Contente.
R. João Pessoa, onde morava João Fernandes Matos. Herdeiros de João Fernandes Matos, de seu imóvel da Av. João Pessoa: Idalina, Joanna, Carmosina e Maria Fernandes Mattos.
José Paes Moreno, c/comércio de quitanda à Av. João Pessoa, muda para a R. Justo Chermont.
José Bechir Elias, c/comércio na Av. João Pessoa.
Felippe F. Ribeiro, com filial à Av. João Pessoa.
João Gualberto Paes e s/filho Francisco de Paula Paes, c/oficina de ourivesaria.
João Baptista Rodrigues, c/oficina de barbeiro à Av. João Pessoa.
1932: Felippe Ferreira Ribeiro, c/casa de comércio na Av. João Pessoa, nº 3.
Observações:
1) JOÃO PESSOA CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE, n. em Embuzeiro/PB, em 24/1/1878. Era sobrinho de Epitácio Pessoa. Foi militar na Paraíba e foi para o Sul, ingressando na Escola Militar do Rio de Janeiro, de onde foi desligado, acusado de tomar parte em um movimento revolucionário. Foi desterrado para Belém/Pa, como soldado raso e foi excluído definitivamente das fileiras militares em 7/4/1895.
Formou-se Bacharel em Direito e tornou-se professor em Recife/PE. No Sul tornou-se representante da Fazenda. Depois, Auditor da Marinha e na Justiça Militar em 1918. Tornou-se Auditor Geral, Ministro do Superior Tribunal Militar. Foi eleito em 22/6/1928 presidente do Estado da Paraíba, onde era chefe do Partido Republicano local.
Governava com métodos que escandalizavam por que detestava os medalhões e os cobria de ridículo. Combateu a sonegação dos impostos, a malversação do dinheiro público e lutou para cobrir o déficit do estado, contando com a ajuda de José Américo de Almeida. Na sucessão do presidente Dr. Washington Luiz foi indicado pela Aliança Liberal candidato a vice-presidente, na chapa oposicionista encabeçada p/Getúlio Vargas.
Quando a morte o colheu em circunstâncias dolorosas, em Recife, assassinado c/dois tiros desferidos por João Dantas em uma confeitaria, seu assassinato provocou forte comoção no país. Sua morte acelerou os preparativos revolucionários, resultando na deposição de W. Luis e na ascensão de Getúlio Vargas ao poder. É considerado um grande vulto da Revolução de 1930.
2) A Pça. João Pessoa era uma pracinha existente em um pedaço de terras habitáveis no início da atual Av. Pedro Rodrigues, que também era chamada Rua João Pessoa.
RUA OTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO OU RUA DR. OTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO:
Citações s/essa rua:
De 1956 a 1960: R. Dr. Otacílio Pimentel Coutinho.
1956: Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a R. Dom Pedro II. Essa rua marginava o antigo Campo de Aviação de Abaetetuba e onde hoje se localiza o Bairro da Aviação.
1960 a 1965: R. Otacílio Pimentel Coutinho.
Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto com a Av. D. Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
Observações:
1) OCTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO descende de uma tradicional família c/origem na Vila de Beja/Abaeté/Pa, os Pimentel Coutinho, n. em 8/2/1901 e f. em 16/11/1956 c/55 anos de idade, foi batizado pelo Pe. Pimentel. Era filho do Cap. Orêncio Pereira Coutinho, n. em 14/12/1869 e f. em 17/7/1924, aos 55 anos de idade e de Maria Pimentel Coutinho, n. em 16/12/1879 e f. em 30/7/1952, c/72 anos de idade. S/avô paterno foi Manoel de Araujo Pimentel.
Octacílio foi tesoureiro da prefeitura municipal de Abaetetuba/Pa na gestão do Cel. Aristides dos Reis e Silva em 1937.
Otacílio teve outros Irmãos, todos falecidos até a data da entrevista em 19/2/1994: Ambrosina, Orêncio, Ophir,Oziel, Maria Pimentel Coutinho e Catarina Pimentel Coutinho.
TRAVESSA MESSIAS LOBATO OU RUA SOLICITADOR MESSIAS LOBATO:
Citações s/essa rua:
1960: Trav. Messias Lobato.
1965: Trav. Solicitador Messias Lobato.
Observações:
1) MESSIAS DE SIGMARINGA LOBATO veio de uma tradicional, influente e rica família da vila de Abaeté/Pa e com muitos bens na vila. Era filho do português Dionísio Pedro Lobato e Veríssima Conceição Lobato e que deram origem à família Lobato de pele branca, alguns c/olhos azuis, como Dionísio Pedro. A menção dos Lobato de pele branca deve-se ao fato de Dionísio Pedro e a mulata Eleutéria Silva terem tido um filho denominado Manoel Joaquim da Silva Lobato, que tendo c/c a mulata de nome Maria Sabina da Silva Lobato deram origem a outra linhagem de numerosos Lobatos, onde a maioria absoluta de seus descendentes trouxeram a pele escura e poucos de pele branca e olhos azuis.
Messias de Sigmaringa Lobato, como s/pai Dionísio Pedro Lobato e sua irmã Cordolina Lobato, exerceu o cargo de advogado na Vila de Abaeté, como também exerceu outros cargos públicos na antiga cidade de Abaeté.
Secretário no Governo do Intendente Hygino Maués, no período de 1906 a 1908:
Em um documento de 1910 aparece o nome de João Baptista Lobato, residente na R. Siqueira Mendes, em terreno aforado por Raimundo de Souza Coutinho na Intendência de Hygino Maués e que tinha como Secretário Messias de Sigmaringa Lobato.
Há citações de Messias de Sigmaringa Lobato em 1925, 1926.
Era também conhecido como Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, conforme documentos dessa época.
Há um documento antigo de 1922, da época do Intendente Municipal, Lindolfo Cavalcante de Abreu/Dr. Abreu (1922-1926) em que Messias Sigmaringa Lobato, aparece com a alcunha de Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, residente à Pr. da República da então cidade de Abaeté.
Filhos de Messias de Sigmaringa Lobato com Virgulina Costa Lobato/Vírgula: Dionísio Edimilson Lobato, Antonieta Lobato de Moraes, Fortunato da Costa Lobato, Maria Emérita (a mais velha dos irmãos), Claudomir/Vindredes, Francisco e Alberto Lobato (não casou).
Irmão de Messias de Sigmaringa Lobato:Maria, Lydia, Luiz e Cordolina Lobato.
Messias de Sgmaringa trabalhou como advogado e tinha muitos imóveis: na R. Siqueira Mendes, na Trav. Tenente Coronel Costa, na Pr. da República e na R. Lauro Sodré.
Alguns contemporâneos de Messias de Sigmaringa Lobato, em 1918:
Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, Profa. Luísa Baptista Lobato, Prof. Aluísio Nery de Araújo, Profa. Carolina Pinto da Rocha, Profa. Maria Pinto da Rocha Nery, Manoel Eugênio da Fonseca, Administrador do Cemitério, Profa. Brasilina Lobato, Anízio Alvim de Lima, J. B. M. Lobato, comércio.
2) Esse nome de rua aparece em documentos do período de 1960 a 1965, como Travessa Messias Lobato ou Travessa Solicitador Messias Lobato.
O Solicitador é um profissional liberal licenciado em Solicitadoria ou licenciado em Direito, que pratica atos jurídicos por conta de outrem mediante retribuição financeira. Defende e representa os clientes perante várias repartições públicas e os tribunais. Ele representa, aconselha os cidadões junto aos órgãos da administração, tribunais, defende os seus direitos.
O Solicitador é um procurador por excelência e representa os cidadãos, empresas, organismos públicos, nos múltiplos negócios jurídicos, preparando e obtendo toda a documentação junto aos serviços de finanças, conservatórias e câmaras municipais e outras entidades, garantindo a segurança e certeza negocial. Elabora contratos de arrendamentos, comodatos, minutas de escritório, compra e venda de imóveis.
OS CEMITÉRIOS DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO OU NECRÓPOLE DE N. S. DA CONCEIÇÃO OU CEMITÉRIO PÚBLICO:
Em Abaeté/Pa existiram dois cemitérios com o nome de N. S. da Conceição. O antigo Cemitério de N. S. da Conceição era o existente na frente da cidade, que ficava localizado ao redor da antiga capela de N. S. da Conceição.
O ANTIGO CEMITÉRIO:
Citações:
R. Lauro Sodré esquina c/a Trav. do Canto do Cemitério.
Irmão de João Cardoso de Figueiredo: Adelino Cardoso de Figueiredo, este falecido e sepultado na quadra Santa Maria, filhos de João Gabriel de Figueiredo (falecido) e D. Anna Cardoso de Figueiredo.
Cemitério de N. S. da Conceição, localizado na antiga Trav. da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.
O antigo Cemitério se localizava na Av. Abraham Fortunato: “Avenida Abraão Fortunato, onde foi construído o cemitério, com frente em tijolos e lados cercados com achas”.
Cemitério de N. S. da Conceição, existente na entrada da antiga Trav. da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.
Esse cemitério era dividido em quadras: Quadra S. Sebatião, Quadra Conceição, Quadra Santa Maria.
Foi desativado junto com a antiga capela de N. S. da Conceição, porque se localizavam em local inadequado, local de várzeas.
O NOVO CEMITÉRIO:
Citações:
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o CEMITÉRIO.
1919: O Cemitério Municipal era dividido em quadras: Quadra Santa Maria, Quadra São Joaquim, Quadra São José e Quadra Santa Ana.
A Travessa ou R. Nova era à rua que se dirigia ao novo Cemitério de N. S. da Conceição. Na Rua Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis.
Francisco de Miranda Margalho era Administrador do Cemitério Público, conforme documento de 30/5/1948, da Prefeitura Municipal de Abaeté.
Documento de 30/4/1948, recibo de cobrança de taxa, pela sepultura perpétua de Adhemar Araujo Rocha, filho de Ademar Lobato Rocha e Risoleta de Araujo Rocha, f. aos 17 anos, às 02:00 horas, tendo como encarregado do Cemitério Público, Francisco de Miranda Margalho, dinheiro pago p/Lourival Lima Leite Lobato, primo de Risoleta.
Observações:
1) Antigamente havia o costume das sepulturas perpétuas, daí os belos e ricos túmulos dos fins do século 19 e início do século 20, existentes no Cemitério de N. S. da Conceição. Os familiares dos falecidos mandavam erigir essas tumbas c/as tradicionais cruzes e escritos nas tumbas e outros motivos religiosos, como: figuras de santos e anjos em alto relevo ou esculpidos em mármores, granitos ou cimento armado. É um cemitério bem antigo e bonito, que já teve s/capacidade de sepultamento esgotada há muito tempo.
Os sepultamentos continuam, porque muitas famílias enterram seus mortos em sepulturas construídas em madeira e esses mortos caem no esquecimento de seus familiares. Essas sepulturas apodrecem e os enterros são feitos na sepultura dos mortos esquecidos ou abandonados no cemitério. Essa superlotação de mortos já vem de muito tempo. Nenhum prefeito tomou, ainda, qualquer medida na construção de um novo cemitério público em Abaetetuba. Seria o caso de desativar os enterros de quem não possuísse sepulturas perpétuas e para a preservação das antigas, belas e históricas tumbas desse antigo Cemitério Público, hoje, objeto da especulação de sepultamento. Nesse antigo cemitério deve estar enterrado, pelo menos, outra população atual de Abaetetuba, que possui mais de 100.000 habitantes.
CEMITÉRIO SÃO GABRIEL OU CEMITÉRIO NOVO:
Citações s/esse cemitério:

Observações:
1) SÃO GABRIEL – S/nome significa o “Homem de Deus”, é o Arcanjo da Espada, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta – a Voz de deus, o transmissor das boas novas.
S. Gabriel é citado várias vezes na Bíblia Sagrada. Foi ele que anunciou ao profeta Daniel a vinda do Redentor. Anunciou a encarnação do Filho de Deus no Seio da Virgem Maria. Ele também apareceu à Zacarias para anunciar-lhe que ia ter p/filho João Batista.
Segundo a tradição religiosa os arcanjos são anjos mensageiros de Deus das Boas Novas.
S. Gabriel é comemorado a cada 29 de setembro.
2) Esse cemitério foi construído na bairro de S. Lourenço, esquina das atuais ruas 1º de maio com a antiga Rua Mal. Hermes. Foi construído para enterrar os mortos das epidemias de varíola e febre amarela que haviam chegado à Abaeté.
3) Atualmente o lugar onde se encontrava o Cemitério S. Gabriel foi ocupado p/residências e, lógico, ele não mais existe.
TRAVESSA SÃO LOURENÇO:
Citações s/essa rua:
R. Torquato Barros, canto c/a Trav. São Lourenço.
1923: Trav. São Lourenço.
De 1953 a 1960: Trav. São Lourenço.
1964: Trav. São Lourenço.
Observações:
SÃO LOURENÇO – Nasceu em Valência/Espanha e foi um mártir católico e um dos 7 primeiros diáconos (guardiões do tesouro) da Igreja Católica sediada em Roma. É um homem do séc. 3 d.C. Durante a perseguição aos cristãos de Roma, no ano de 257 d.C promovida pelo imperador romano Valeriano, este mandou matar decapitado Sisto IIe ameaçou a Igreja para que esta entregasse s/riquezas em 3 dias.
Terminado o prazo S. Lourenço, diácono da Igreja, levou as pessoas que foram auxiliadas pelça Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador e disse: “Estes são o patrimônio da Igreja”. O imperador furioso e indignado pela ousadia de S. Lourenço, mandou predê-lo p/ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha.
Assim, S. Lourenço tornou-se santo e mártir da Igreja e ele é comemorado no dia 10 de agosto.
TRAVESSA JÚLIO CÉSAR:
Citações s/essa rua:
1954: Trav. Júlio César, canto c/a R. Lauro Sodré.
Observações:
1) JÚLIO CÉSAR RIBEIRO DE SOUZA – Foi um aviador e inventor brasileiro, paraense. N. em Acará/Pa a 13/6/1843 e f. em Belém, a 14/10/1887, foi um inventor brasileiro reconhecido como pioneiro no desenvolvimento da dirigibilidade aérea. Também foi professor, autor de uma gramática premiada, funcionário público, diretor da Biblioteca Pública do Pará e secretário de Estado.
Iniciou s/estudos no Seminário do Carmo em Belém/Pa, transferindo-se p/o Rio de Janeiro onde completou o curso da Escola Militar. Em 1886 se integrou às forças militares na Guerra do Paraguai.
Em 1870 volta ao Pará e dedica-se ao jornalismo, poesia e ao estudo da física como autodidata. Em 1874 passa a dedicar-se ao estudo das ciências aeronáuticas.
Manda construir na França um balão planador batizado de “Victória” e em 8/11/1881 é realizado em Paris o 1º vôo público do aeromodelo. São feitas demonstrações também no Pará e no Rio de Janeiro. Consegue a construção de um 2º balão, maior, denominado Santa Maria de Belém. Tenta alçar vôo em Belém, em 12/7/1884, e não consegue. Em 1886 constrói s/último balão “O Cruzeiro” c/o qual realiza demontrações públicas c/sucesso.
Júlio César morreu de beribéri, em completa pobreza,em Belém/Pa, a 14/10/1887.
AVENIDA PEDRO RODRIGUES OU RUA PEDRO RODRIGUES OU TRAVESSA PEDRO RODRIGUES:
Citações s/essa rua:
Em 1930 as ruas Pedro Rodrigues e a D. Pedro II, eram apenas caminhos, estradas estreitas, na parte a partir da Trav. Pe. Luiz Varella.
Teodolino, pai do Apolônio Rodrigues e o Santinho Viégas, possuíam terrenos na Pedro Rodrigues. Do outro lado, a partir do Bena, pertencia ao Coronel Aristides, até o Sinhuca/Hildefrides dos Reis e Silva. O canto com a Trav. Padre Luiz Varella, era do Oziel Coutinho, que foi vendendo aos poucos. A casa do Materno, antes pertencia ao Mestre Caetano.
1930: Trav. Pedro Rodrigues, canto c/a Av. Veiga Cabral.
Em 1931: Trav. Pedro Rodrigues, onde moravam Rosalina Valente das Neves, Elysiário dos Santos Carneiro, Otávio Barbosa de Souza.
1931: Isidoro de Lima Assunção, c/terreno à Trav. Pedro Rodrigues, divisa c/Elysiário dos Santos Carneiro e do outro lado c/Theodolino Rebello de Araujo.
1931: Terreno de 24 x 60m, na Trav. Pedro Rodrigues, confinando à esquerda c/Theodolino Rebello de Araujo, canto c/a Av. Veiga Cabral e fundos c/o cemitério público, requerido p/Clotilde Soares Viégas, petição assinada p/Raymundo Nonato Viégas.
1931: Rosalina Valente das Neves c/terreno, que era de s/mãe Ernestina Pereira da Silva, sito à Trav. Pedro Rodrigues.
1931: Antonio dos Santos, c/terreno à Trav. Pedro Rodriguies.
1931: Nila de Lima Tavares, c/imóvel na Trav. Pedro Rodrigues, esquina c/a R. Floriano Peixoto. Honória Sebastiana, c/terreno à R. Floriano Peixoto, divisa c/Bernardo Auto de Carvalho e do outro lado c/Nila de Lima Tavares e fundos c/os herdeiros de Manoel Joaquim do Nascimento.
1931: Maria Bezerra da Silva, c/terreno à R. Pedro Rodrigues, divisa c/Claudomiro Ferreira Dias e Manoel Procópio Rodrigues.
1931: Ezequiel Pereira de Vilhena, c/terreno na Trav. Pedro Rodrigues, transferindo-o a Bertholino Ribeiro da Costa. Bertholino Ribeiro da Costa, c/terreno à Trav. Pedro Rodrigues, divisa c/Rosalino das Neves e Thereza de Souza Lima, passado esse terreno para Maximiano Antonio Rodrigues.
1931: Laudelino Nunes Fernandes, c/terreno na Trav. Pedro Rodrigues, fazendo divisa c/Carlos Maués Loureiro, pelo lado direito e c/Francisco da Costa Lima, pelo lado esquerdo.
1954: Rua Pedro Rodrigues.
1960: Em 1959 as Escolas Reunidas funcionaram na R. Siqueira Mendes. Em 1960, funcionou na casa de Dona Ambrosina Costa Moraes, à R. Pedro Rodrigues. Em 1962 funcionou à R. Padre Pimentel, em uma casa de propriedade de Juveniana Farias Pinheiro.
1963: Av. Pedro Rodrigues.
1964: Herdeiros de Francisco da Costa Lima: Hildebrandina de Almeida Lima, Omar, Raimundo de Jesus Lima, Maria Iná da Costa Lima, Maria da Conceição Lima Lopes, Luiz Lobato Lima, Terezinha de Jesus Ferreira Lima, do imóvel à Av. Pedro Rodrigues, canto c/a Passagem Silva Jardim.
1973: Av. Pedro Rodrigues.
Observações:
1) João Pedro Rodrigues? Era do Povoado de Beja e lutou na Revolta da Cabanagem.
2) No início do povoado existia apenas a Trav. da Conceição, um trecho de rua que vinha da “beira”, saindo do manguezal da frente da cidade até a antiga Pça. da República.
3) A parte da atual Av. Pedro Rodrigues a partir da Trav. Padre Luiz Varella, chegava até onde existia uma vacaria de propriedade de Joaquim Mendes Contente, onde posteriormente foi construído o Clube Bancrévea. A partir desse ponto era um local de baixada, banhada pelas águas dos igarapés que p/ali passavam.
Posteriormente essa parte começou a ser habitada, constituindo-se uma baixada habitada, que foi aterrada e hoje é a continuidade da Av. Pedro Rodrigues até o bairro de Santa Rosa.

Abaetetuba/Pa, 29/12/2009 – Prof. Ademir Rocha

Um comentário:

  1. Prezado Ademir,

    felicito-o pelo seu levantamento dos poucos dados existentes da vida do Padre Pfeill. De fato, desempenhou ele papel relevante na região amazônica, papel esse que, duzentos anos mais tarde, foi fundamental para proporcionar ao Brasil ganho de causa na questão de fronteiras entre o Brasil e a França.

    Abraços e - parabéns,

    Affonso Santos

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